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ESTRUTURAS ISOSTÁTICAS

1. INTRODUÇÃO À ESTRUTURAS ISOSTÁTICAS

2. CARREGAMENTOS, EQUILÍBIRO E REAÇÕES DE APOIO

3. ESFORÇOS INTERNOS
INTRODUÇÃO À ESTRUTURAS ISOSTÁTICAS

1. GRAUS DE LIBERDADE

2. VÍNCULOS E APOIOS

3. CLASSIFICAÇÃO DAS ESTRUTURAS


GRAUS DE LIBERDADE DE UM
CORPO RÍGIDO

DEFINIÇÃO: Número de parâmetros


necessários e suficientes para
determinar sua posição no espaço
3 TRANSLAÇÕES
No espaço tridimensional (3D), um
corpo possui 6 (seis) graus de
liberdade subdivididos da seguinte
forma:

3 translações
3 rotações
3 ROTAÇÕES
GRAUS DE LIBERDADE DE UM
CORPO RÍGIDO

DEFINIÇÃO: Número de parâmetros


necessários e suficientes para
determinar sua posição no espaço
2 TRANSLAÇÕES

No espaço bidimensional (2D), um


corpo possui 3 (três) graus de
liberdade subdivididos da seguinte
forma:

2 translações
1 rotação 1 ROTAÇÃO
GRAU DE
SIMBOLOGIA
RESTRIÇÕES OU VÍNCULOS DE UM LIBERDADE
CORPO RÍGIDO
APOIO 1º
GÊNERO
DEFINIÇÃO: Dispositivo que impede 1 ou ou APOIO
mais graus de liberdade em um corpo MÓVEL
rígido

Os vínculos são representados através de APOIO 2º


GÊNERO
apoios, os quais são classificados em 3 ou APOIO
tipos FIXO

Apoio de 1º Gênero = restringe 1 grau de


APOIO 3º
liberdade GÊNERO
Apoio de 2º Gênero = restringe 2 graus ou
de liberdade ENGASTE
Apoio de 3º Gênero = restringe 3 graus
de liberdade
EXEMPLOS
CLASSIFICAÇÃO DAS ESTRUTURAS

As estruturas podem ser classificadas em três (03) tipos, a saber:

Estrutura Hipostática: Número de Graus de Liberdade (GL) é maior que o


número de vínculos (V) que a estrutura possui [GL > V]

Estrutura Isostática: Número de Graus de Liberdade (GL) é igual ao número de


vínculos (V) que a estrutura possui [GL = V]

Estrutura Hiperestática: Número de Graus de Liberdade (GL) é menor que o


número de vínculos (V) que a estrutura possui [GL < V]
CLASSIFICAÇÃO DAS ESTRUTURAS

Estruturas Hipostáticas

Grau de Liberdade (GL) = 3

GL = 3 > V = 1 Apoio 1º Gênero (V) = 1

Grau de Liberdade (GL) = 3

GL = 3 > V = 2 Apoio 2º Gênero (V) = 2


CLASSIFICAÇÃO DAS ESTRUTURAS

Estruturas Isostáticas

Grau de Liberdade (GL) = 3

GL = 3 = V = 3 Apoio 1º Gênero (V) = 1 +


Apoio de 2º Gênero (V) = 2

Grau de Liberdade (GL) = 3

GL = 3 = V = 3 Apoio 3º Gênero (V) = 3


CLASSIFICAÇÃO DAS ESTRUTURAS

Estruturas Hiperestáticas

Grau de Liberdade (GL) = 3

GL = 3 < V = 5 Apoio 3º Gênero (V) = 3 +


Apoio de 2º Gênero (V) = 2

Grau de Liberdade (GL) = 3

GL = 3 < V = 6 Apoio 3º Gênero (V) = 3 +


Apoio de 3º Gênero (V) = 3
CARREGAMENTOS, EQUILÍBRIO E REAÇÕES
DE APOIO

1. TIPOS DE CARREGAMENTOS

2. CONCEITO DE EQUILÍBRIO

3. REAÇÕES DE APOIO

4. PROCEDIMENTO PARA OBTENÇÃO DAS REAÇÕES DE APOIO


TIPOS DE CARREGAMENTO

CARGA CONCENTRADA

CARGA MOMENTO

CARGA UNIFORMEMENTE
DISTRIBUÍDA

CARGA TRIANGULAR
CONCEITO DE EQUILÍBRIO
Equilíbrio é a capacidade que um corpo possui de se manter em uma mesma posição
ou de se atingir um movimento uniforme durante o movimento

Equilíbrio Estático: Adquirido em determinada posição

Equilíbrio Dinâmico: Adquirido durante o movimento

CONVENÇÃO
Translação: Positivo para cima ↑ e para a direita →
Rotação: Positivo no sentido horário
REAÇÕES DE APOIO
As reações de apoio representam a resposta da estrutura Isostática a uma ou mais
ações (carregamentos) aplicados a estrutura.
PROCEDIMENTO PARA OBTENÇÃO DAS REAÇÕES DE APOIO
1. Identificar no modelo estrutural o número de reações (vínculos)
possíveis a 3 reações (incógnitas) identificadas (2 provenientes
do apoio de 2º gênero e 1 do 1º gênero

L
2. Observando o conceito de equilíbrio, formular as expressões para as
forças horizontais e verticais de translação
 Fx = 0 → RAx = 0
 Fy = 0 → RAy + RB – P = 0 → RAy + RB = P

3. Formular as expressões para o momento  M = 0 → Mz = P x a – RB x L = 0


3.1. Definir o ponto de giro (maior número de incógnitas) = Ponto A
3.2. Montar a expressão a partir dos braços de alavanca
PROCEDIMENTO PARA OBTENÇÃO DAS REAÇÕES DE APOIO
4. Resolver as equações lineares para a obtenção das reações
a
 Fx = 0 → RAx = 0
 Fy = 0 → RAy + RB= P
L  M = 0 → Mz = P x a – RB x L = 0

RAx = 0

P x a – RB x L = 0 → RB = (P x a) / L

RAy = P – RB → RAy = P - (P x a) / L → RAy = (P x b) / L


PROCEDIMENTO PARA OBTENÇÃO DAS REAÇÕES DE APOIO
1. Identificar no modelo estrutural o número de reações (vínculos)
possíveis
3 reações (incógnitas) identificadas (2 provenientes
do apoio de 2º gênero e 1 do 1º gênero

2. Observando o conceito de equilíbrio, formular as expressões para as


forças horizontais e verticais de translação
 Fx = 0 → RAx = 0
 Fy = 0 → RAy + RB – w x L = 0 → RAy + RB = w x L

3. Formular as expressões para o momento  M = 0 → Mz = (w x L) x L/2 – RB x L = 0


3.1. Definir o ponto de giro (maior número de incógnitas) = Ponto A
3.2. Montar a expressão a partir dos braços de alavanca
PROCEDIMENTO PARA OBTENÇÃO DAS REAÇÕES DE APOIO
4. Resolver as equações lineares para a obtenção das reações
L/2
 Fx = 0 → RAx = 0
 Fy = 0 → RAy + RB= w x L
 M = 0 → Mz = w x L2/2– RB x L = 0

RAx = 0

w x L2/2– RB x L = 0 → RB = (w x L) / 2

RAy = P – RB → RAy = w x L - (w x L) / 2 → RAy = (w x L) / 2


PROCEDIMENTO PARA OBTENÇÃO DAS REAÇÕES DE APOIO
1. Identificar no modelo estrutural o número de reações (vínculos)
possíveis
3 reações (incógnitas) identificadas (2 provenientes
do apoio de 2º gênero e 1 do 1º gênero

2. Observando o conceito de equilíbrio, formular as expressões para as


forças horizontais e verticais de translação
 Fx = 0 → RAx = 0
 Fy = 0 → RAy + RB – w x L/2 = 0 → RAy + RB = w x L/2

3. Formular as expressões para o momento  M = 0 → Mz = (w x L/2) x 2L/3 – RB x L = 0


3.1. Definir o ponto de giro (maior número de incógnitas) = Ponto A
3.2. Montar a expressão a partir dos braços de alavanca
PROCEDIMENTO PARA OBTENÇÃO DAS REAÇÕES DE APOIO
4. Resolver as equações lineares para a obtenção das reações
2L/3 L/3
 Fx = 0 → RAx = 0
 Fy = 0 → RAy + RB= w x L/2
 M = 0 → Mz = (w x L/2) x 2L/3 – RB x L = 0

RAx = 0

w x 2L2/6– RB x L = 0 → RB = (w x L) / 3

RAy = P – RB → RAy = w x L/2 - (w x L) / 3 → RAy = (w x L) / 6


PROCEDIMENTO PARA OBTENÇÃO DAS REAÇÕES DE APOIO
1. Identificar no modelo estrutural o número de reações (vínculos)
possíveis
RAx
M 3 reações (incógnitas) identificadas (2 provenientes
do apoio de 2º gênero e 1 do 1º gênero
L
RAy RB
2. Observando o conceito de equilíbrio, formular as expressões para as
forças horizontais e verticais de translação
 Fx = 0 → RAx = 0
 Fy = 0 → RAy + RB = 0

3. Formular as expressões para o momento  M = 0 → Mz = M– RB x L = 0


3.1. Definir o ponto de giro (maior número de incógnitas) = Ponto A
3.2. Montar a expressão a partir dos braços de alavanca
PROCEDIMENTO PARA OBTENÇÃO DAS REAÇÕES DE APOIO
4. Resolver as equações lineares para a obtenção das reações
a b
M  Fx = 0 → RAx = 0
RAx
 Fy = 0 → RAy + RB= 0
L
RAy RB  M = 0 → Mz = M– RB x L = 0

RAx = 0

M– RB x L = 0 → RB = M/ L

RAy = – RB → RAy = - M/ L
ESTUDO COMPLEMENTAR

Canal do Professor Winston Zumaeta


https://www.youtube.com/channel/UC2U062Xb8t36C19heDk1-iQ
ESFORÇOS INTERNOS

1. DEFINIÇÃO

2. TIPOS DE ESFORÇOS

3. CONVENÇÃO APLICADA AOS ESFORÇOS INTERNOS

4. PROCEDIMENTO PARA CÁLCULO DOS ESFORÇOS INTERNOS


(EXEMPLOS)

5. RELAÇÃO ENTRE O ESFORÇO CORTANTE E O MOMENTO FLETOR


DEFINIÇÃO DE ESFORÇOS INTERNOS
Esforços internos representam o efeito de forças e momentos entre duas porções de uma
estrutura reticulada resultantes de um corte em uma seção transversal (S).

Os esforços internos correspondentes de cada lado da seção seccionada são iguais e


contrários, pois correspondem uma ação e a reação correspondente
P
Seção S Seção S
V
M
RAX N

MV
RAY RB
N
Lembrando sempre
que:
TIPOS DE ESFORÇOS INTERNOS
Os esforços internos são divididos ou categorizados em quatro (04) tipos

➢ Esforço Normal ou Axial (N)


➢ Esforço Cortante ou Esforço de Cisalhamento (V ou Q)
➢ Esforço de Flexão ou Momento Fletor (M)

➢ Esforço de Torção ou Momento Torsor (T)


V
M
T
N
CONVENÇÃO PARA OS ESFORÇOS INTERNOS

➢ Esforço Normal ou Axial (N)

➢ Esforço cortante ou Esforço de


Cisalhamento (V)

➢ Esforço de Flexão ou
Momento Fletor(M)

Para fins práticos, assumir a mesma convenção considerada na determinação


das reações de apoio (qdo a entrada for feita pela esquerda
Qdo a entrada for pela direita, o sinal positivo será o oposto
PROCEDIMENTO PARA CÁLCULO DOS ESFORÇOS INTERNOS – EXEMPLO 1

1. Determinação das reações de apoio da estrutura


2. Verificar as seções onde se deseja calcular os esforços internos
3. Escolher o lado de entrada de análise (“pela esquerda” ou “pela direita”)
* Normalmente escolhe-se entrar pela esquerda e considera-se a peça até a seção S
P
Seção S Entrada pela esquerda
V
M
RAX N

RAY RB
PROCEDIMENTO PARA CÁLCULO DOS ESFORÇOS INTERNOS – EXEMPLO 1
4. Com a seção S definida, calcular cada um dos esforços existentes (N, V e M)
5. Cálculo do Esforço Normal (NS)
 Fx = 0 → RAx + N = 0 → NS = - Rax
b
Seção S
VS
6. Cálculo do Esforço Cortante (VS) MS
NS
 Fy = 0 → RAy - P – V = 0 → VS = RAy - P

a
7. Cálculo do Momento Fletor (MS)
✓ Ponto de giro fica na Seção S
✓ Todos os momentos são calculados com esse ponto de giro, dessa forma tem-se:
 M = 0 → RAy x a – P x b – Ms = 0 → MS = RAy x a – P x b
PROCEDIMENTO PARA CÁLCULO DOS ESFORÇOS INTERNOS – EXEMPLO 2

1. Determinação das reações de apoio da estrutura


2. Verificar as seções onde se deseja calcular os esforços internos
3. Escolher o lado de entrada de análise (“pela esquerda” ou “pela direita”)
* Normalmente escolhe-se entrar pela esquerda e considera-se a peça até a seção S
Entrada pela esquerda
q Seção S q
V
M
RAX N

RAY RB
PROCEDIMENTO PARA CÁLCULO DOS ESFORÇOS INTERNOS – EXEMPLO 2
4. Com a seção S definida, calcular cada um dos esforços existentes (N, V e M)
5. Cálculo do Esforço Normal (NS) Peq = q x a
b = a/2
 Fx = 0 → RAx + N = 0 → NS = - Rax Peq
b
q Seção S
V
6. Cálculo do Esforço Cortante (VS) M
 Fy = 0 → RAy – q x a - VS = 0 → VS = RAy – q x a N

Peq
7. Cálculo do Momento Fletor (MS)
a
✓ Ponto de giro fica na Seção S
✓ Todos os momentos são calculados com esse ponto de giro, dessa forma tem-se:

 M = 0 → RAy x a – Peq x a/2 – MS = 0→ MS = RAy x a - Peq x a/2 ou MS = RAy x a - q x a2/2


RELAÇÃO ENTRE O ESFORÇO CORTANTE E O MOMENTO FLETOR
É possível estabelecer em estruturas isostáticas uma relação entre o esforço cortante e o
momento fletor durante a análise de uma estrutura definida.

Seja por exemplo a estrutura abaixo, já exemplificada anteriormente. Se for considerado um


trecho dx, distante x do ponto A da estrutura, teremos o sistema de forças atuantes nesse
trecho apresentado ao lado.
q
q
V
M M+dM
RAX

x dx
V+dV
RAY RB dx
RELAÇÃO ENTRE O ESFORÇO CORTANTE E O MOMENTO FLETOR

Observando o equilíbrio de forças na direção vertical


(y), pode-se estabelecer a seguinte expressão:
q(x)

 Fy = 0 => -V(x) + V(x) + dV(x) – q(x)dx = 0 V(x) M(x)+dM(x)


M(x)
 Fy = 0 => dV(x) – q(x)dx = 0

dV(x) V(x)+dV(x)
q(x) = dx
dx

É possível observar que o carregamento q(x) é igual à derivada do esforço


cortante V(x) em relação ao eixo x
Como consequência, o esforço cortante, pode ser obtido integrando o
carregamento q(x) ao longo de um comprimento dx
RELAÇÃO ENTRE O ESFORÇO CORTANTE E O MOMENTO FLETOR

Observando agora o equilíbrio de momentos em relação a um


eixo indicado na figura tem-se:
q(x)
 Mz = 0 => M(x) - q(x)dx.(dx/2) – V(x)dx –
(M(x) + dM(x)) = 0 V(x) M(x)+dM(x)
M(x)
 Mz = 0 => - dM(x) - q(x)dx.(dx/2) – V(x)dx = 0
Considerando a relação vista entre o carregamento q(x) e
o esforço cortante, tem-se que V(x)+dV(x)
Zero dx
 Mz = 0 => - dM(x) – dV(x).(dx/2) – V(x)dx = 0

−dM(x) É possível observar que o esforço cortante V(x)


V(x) = é igual à derivada do Momento Fletor M(x) em
dx
relação ao eixo x

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