Você está na página 1de 20

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

INSTITUTO DE ENSINO A DISTÂNCIA (IED)


CENTRO DE RECURSOS DE PEMBA

Constituição da matéria e historial da evolução dos modelos atómicos

Nome do Estudante: Sifa Alberto Omar

Código: 708214180

Curso: Licenciatura em Ensino de Biologia

Disciplina: Química básica


Ano de Frequência: 1ºano
Regime: Ensino à Distancia
Tutor: Jofrisse Mateus Pite

Pemba, Maio de 2022


Folha de Feedback
Classificação
Not
Pontuaç a
Categorias Indicadores Padrões Subtot
ão do
al
máxima tuto
r
 Capa 0.5
 Índice 0.5
Aspectos
 Introdução 0.5
Estrutura organizacio
nais  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
 Descrição dos
Introdução 1.0
objectivos
 Metodologia
adequada ao objecto 2.0
do trabalho
 Articulação e
domínio do discurso
Conteúdo académico
2.0
(expressão escrita
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e
internacionais 2.
relevantes na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.0
 Contributosteóricospr
Conclusão 2.0
áticos
 Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectosgerais Formatação paragrafo, 1.0
espaçamento entre
linhas
Normas
APA 6ª  Rigor e coerência das
ReferênciasBibliogr
edição em citações/referências 4.0
áficas
citações e bibliográficas
bibliografia
Índice
1. Introdução ................................................................................................................. 1

1.1. A evolução dos modelos atómicos .......................................................................... 2

1.1.1. Modelo de Dalton ................................................................................................ 2

1.1.2. Modelo de Thomson ............................................................................................ 3

1.1.3. Modelo de Rutherford ......................................................................................... 4

1.1.4. Modelo de Bohr .................................................................................................. 5

1.2. Historial da Tabela Periódica .................................................................................. 6

1.2.1 Origem ................................................................................................................. 6

1.3. Contribuições do Químicos .................................................................................... 7

1.4. Estrutura da tabela periódica .................................................................................. 7

1.4.1. Os períodos ......................................................................................................... 8

1.4.2. As famílias ou grupo ........................................................................................... 8

1.5. Classificação dos elementos quanto à configuração electrónica .............................. 8

1.5.1. Elementos normais .............................................................................................. 9

1.5.2. Elementos de transição externa ............................................................................ 9

1.5.3. Elemento de transição interna .............................................................................. 9

1.5.3.1. Lantanídeos ...................................................................................................... 9

1.5.3.2. Actinídeos ...................................................................................................... 10

1.6. Classificação de acordo com as propriedades físicas ............................................. 10

1.6.1. Tamanho do átomo ............................................................................................ 10

1.7. Propriedades periódicas e aperiódicas ................................................................... 10

1.7.1. Raio atómico ..................................................................................................... 11

1.8. Funções Inorgânicas ............................................................................................. 11

1.8.1. Funções inorgânicas: tudo sobre ácidos, bases, sais e óxidos ............................. 11

1.8.2. Ionização ........................................................................................................... 11

1.8.3. Dissociação........................................................................................................... 12
1.8.4. Funções inorgânicas: bases ................................................................................ 12

1.8.4.1. Nomenclatura das bases inorgânicas ............................................................... 12

1.8.5. Funções inorgânicas: ácidos .............................................................................. 13

1.8.5.1. Nomenclatura dos ácidos inorgânicos ............................................................. 13

1.8.6. Funções inorgânicas: sais .................................................................................. 13

1.8.6.1. Nomenclatura dos sais inorgânicos ................................................................. 13

1.8.6.2. Sais de hidrácidos ........................................................................................... 14

1.8.7. Funções inorgânicas: óxidos .............................................................................. 14

1.8.7.1. Nomenclatura dos óxidos inorgânicos ............................................................. 14

2. Conclusão ............................................................................................................... 15

3. Referências Bibliográficas....................................................................................... 16
1. Introdução
Com o passar dos séculos o número de elementos químicos conhecidos pelo homem
aumentou significativamente. Com esse grande aumento ocorrido no século XIX, fez com
que os cientistas começassem a imaginar formas de agrupamento que permitissem que os
elementos com as propriedades semelhantes ficassem em grupos. A partir daí surgiram
modelos diferentes de agrupamento desses elementos. O presente trabalho tem como tema:
constituição da matéria.Nessa perspectiva, este trabalho visa analisar bibliograficamente e
promover umas abordagens da história do tema acima referido até aos dias atuais em
homenagem aos seus 150 anos.
Deste modo o trabalho tem como objectivos:
Objectivo Geral
Analisar a evolução dos modelos atómicos e seu historial
Objectivo Específico
Descrever o processo histórico dos modelos atómicos e suas teorias;
Caracterizar a estrutura da tabela periódica: Períodos e Grupos;
Explicar a classificação das propriedades físicas e químicas dos elementos;

Metodologia e estrutura do trabalho

Metodologicamente, efectuou-se o levantamento bibliográfico, o trabalho compreende


quatros fases essencialmente fundamentais como: introdutória onde apresentou-se a,
contextualização do tema, justificativa, objectivos, a metodologia usada e a estrutura do
trabalho; Desenvolvimento onde foram debruçados os conteúdos relevantes do tema
(Estrutura primária e secundária dos órgãos vegetais) Conclusões: culminou-se com as
principais ideias resultantes da elaboração desta pesquisa de forma resumida, por último as
referências bibliográficas: (livros e artigos já publicados) consultadas para a elaboração desta
pesquisa.

1
1.1. A evolução dos modelos atómicos
A noção de átomo tem a sua génese no filósofo grego Demócrito que, no séc. IV AC, e
contra as ideias dominantes de Aristóteles, considerava a matéria composta de Partículas
indivisíveis, os átomos.
Carvalho, (1976) sustenta que: A noção de atomismo enfrentou diversos obstáculos ao longo
dos séculos que se seguiram. Durante cerca de 2 mil anos pouco se avançou sobre esta ideia
original. A primeira prova experimental sobre a existência de átomos deve-se a Robert Boyle
que explicou as relações entre pressão e volume de um gás admitindo que os gases eram
constituídos por “átomos”. Estabeleceu a sua Lei de Boyle em 1661 (p.5).

Figura 1:modelo de evolução atómico (carvalho, 1976)


1.1.1. Modelo de Dalton
Ainda o mesmo autor citado acima salienta que: entre 1803 e 1808 surge o inglês John
Dalton, cientista e professor do Liceu, desenvolvendo a teoria atómica que se baseava nas
leis de conservação da massa e das proporções fixas derivadas de várias experiências e que se
resume do seguinte:
 Os elementos são constituídos por partículas muito pequenas, os átomos;
 Os átomos de um mesmo elemento são iguais em todas as suas propriedades (Ex:
tamanho, forma e massa);
 Átomos de elementos diferentes possuem propriedades físicas e químicas diferentes;
 Dá-se o nome de átomo, à menor porção de cada substância que pode existir e que
entra na constituição das moléculas.
De acordo com carvalho, (1976) “Dalton imaginava o átomo como uma unidade indivisível,
mas na realidade este possui uma estrutura interna de partículas subatómicas: electrões
protões e neutrões. A descoberta do electrão deve se à invenção do tubo de raios
catódicos”(p.6)

2
Figura 2:modelo de Dalton (carvalho, 1976)
Essa hipótese ficou conhecida como “Modelo da bola de bilhar”.
Fracasso deDalton
Existenccia de isotopos a existencia do nucleo, dos orbitais e dos niveis de energia, o facto de
que atomos podem sim ser alterados durante reacoes como em sua carga electrica, ganhando
ou perdendo eletrons alem da propria existencia da mencao dos eletrons em sua teoria.
1.1.2. Modelo de Thomson
Santos, (2005) O modelo da bola de bilhar de Dalton foi substituído pelo modelo pudim de
ameixa, ou pudim de passas, proposto por Thomson. O físico britânico Joseph John
Thomson, em 1897, estava investigando os raios catódicos em tubos de Crookes (tubos
bombeados até quase esgotar-se o ar), e constatou que os átomos são indivisíveis, mas
constituídos de partículas carregadas negativamente os eléctrones pois podem sofrer desvios
em campos eléctricos e/ou magnéticos em direcção a placa positiva.
Ainda Santos, (2005) sustenta que “E assim ele propôs que o átomo poderia ser uma esfera
maciça carregada positivamente, na qual os elétrons estariam inseridos, de modo que a se
obter um sistema electrostaticamente estável (carga total nula) ”.

Figura 3: modelo de thomson(Fonseca, 2004)

3
Fracasso de Thomson
A ausencia do nucleo dos orbitais e niveis de eneria, os electrons sem energia quantizada
electrostatica do atomo já que muitas particulas negativas proximas umas das outras deveria
causar uma repulsao.
1.1.3. Modelo de Rutherford
De acordo com Fonseca, (2014) salienta que “Em 1908, Ernest Rutherford aprimorou a teoria
de Thomson baseando-se em observações sobre o espalhamento de partículas α por finas
folhas de metal. Podemos observar o experimento realizado por Rutherford conforme o
desenho abaixo”.
As observações realizadas a partir do experimento foram:
 Uma fonte de partículas α (partículas carregadas positivamente) foi colocada na boca
de um detector circular;
 A maioria das partículas passou directamente através da chapa, sem desviar;
 Algumas partículas foram desviadas com ângulos grandes.
Portanto, Rutherford modificou o modelo de Thomson da seguinte maneira:
 No átomo há uma densa carga positiva central circundada por um grande volume de
espaço vazio, onde os elétrons estão inseridos. Rutherford chamou a região carregada
positivamente de núcleo atómico e as partículas positivas de prótons;
 Rutherford observou ainda que somente cerca da metade da massa nuclear poderia ser
justificada pelos prótons. Então, ele sugeriu que o núcleo atómico deveria conter
partículas electricamente neutras e de massa aproximadamente igual a dosprótons;
Na perspectiva de Fonseca, (2014) o Modelo de Rutherford é considerado um modelo
planetário ou modelo nuclear que apresenta as seguintes definições:
 O átomo consiste de entidades neutras, positivas e negativas (prótons, elétrons e
nêutrons);
 Os prótons e nêutrons estão localizados no núcleo do átomo, que é pequeno. A maior
parte da massa do átomo se deve ao núcleo;
Exemplo:
He: Z = 2 número de prótons = 2 (carga positiva)
Número de elétrons = 2 (carga negativa)
Carga total = (+2 – 2) = 0

4
Figura 4:modelo de RutherfordUsberco, 2006)
Fracasso de Rutherford
O fracasso corresponde a falta de expicacao de por que não possui energia constante e das
reacções quimicas Fracasso de ruth

1.1.4. Modelo de Bohr


Usberco, (2006) “Apesar de sofisticado e popular, o modelo de Rutherford tinha alguns
problemas, pois ele não conseguia explicar de forma coerente às raias espectrais dos
elementos químicos e também não conseguia explicar a órbita dos elétrons”.
De acordo com a teoria de Rutherford, os elétrons podiam orbitar o núcleo a qualquer
distância. Quando os elétrons circundam em volta do núcleo, estariam mudando
constantemente sua direcção.
Esse raciocínio levou Bohr a propor os seguintes postulados:
 O elétron move-se em órbitas circulares em torno do núcleo atómico central. Para
cada elétron de um átomo existe uma órbita específica, em que ele apresenta uma
energia bem definida um nível de energia que não varia enquanto o elétron estiver
nessa órbita;
 Os espectros dos elementos são descontínuos porque os níveis de energia são
quantizados, ou seja, são permitidas apenas certas quantidades de energia para o
elétron cujos valores são múltiplos inteiros do fóton (quantum de energia).
Sendo assim, Baseado nesses postulados, Bohr determinou energias possíveis para o elétron
do hidrogénio, bem como o raio das órbitas circulares associadas a cada uma dessas energias.
As conclusões mais importantes do Modelo de Bohr foram:
Se um elétron no seu estado fundamental absorve um fóton (quantum de energia), ele
“salta” para o nível de energia imediatamente superior e entra num estado activado
(situação de instabilidade);

5
Quando um elétron passa de um estado de energia elevada para um estado de energia
menor, o elétron emite certa quantidade de energia radiante (luz), sob a forma de um
fóton de comprimento de onda específico, relacionado com uma das linhas do
espectro desse elemento.
Fracassos de modelo de Bohr
O problema surgiu quando começou a falhar com outros elementos, levando ao seu
aperfeiçoamento futuro. Esse experimento, na verdade, visou preencher as lacunas do
Modelo Atômico de Rutherford.Entre as várias conclusões de Bohr está o Princípio da
Quantização da energia atômica: o elétron tem uma quantia específica de energia.

Figura 5:modeloBohr(Usberco, 2006)


1.2. Historial da Tabela Periódica
1.2.1 Origem
No entanto, a origem da Tabela Periódica não é simples de identificar, uma vez que o
problema da classificação dos elementos químicos é algo que vem sendo debatido há muito
tempo, possivelmente há mais de 200 anos. Muitos cientistas exploraram semelhanças e
relações numéricas de propriedades de elementos químicos.
Assim, a história do sistema periódico envolve os trabalhos de diversos pesquisadores como:
William Prout (1785-1850); Johann Dobereiner (1780-1849); Leopold Gmelin (17881853);
Alexandre Émile Béguyer De Chancourtois (1819-1896); Jean Baptiste André Dumas (1800-
1884); Max Pettenkofer (1818-1901); John Newlands (1837-1898); JuliusLotharMeyer
(1830-1895); William Odling (1829-1921); GustavusDetlefHinrichs (1836-1923); e
DimitriIvanovichMendeleev (1834-1907).
A partir daqui os químicos procuraram formas de estabelecer um sistema para a classificação
dos elementos químicos. Foram feitas várias tentativas de classificação dos elementos
químicos e, a seguir se descrevem algumas dessas tentativas:
Isso sustentado peloModulo de química 2(s/d)

6
 Em 1863, Alexandre de Chancourtois, cientista francês, fez outra tentativa de
classificação dos elementos então conhecidos, organizando os numa ordem
hierárquica crescente de suas massas atómicas. (P.29)
 O cientista tomou por base um cilindro e traçou uma curva helicoidal, dividindo-o em
dezasseis partes. Sobre a já referida curva dispôs os elementos, conforme a ordem
crescente de suas massas atómicas.

1.3. Contribuições do Químicos


Segundo Peruzzo (2006) alicerça quea partir do Modelo Atómico de Bohr, o modelo atómico
continuou a evoluir e surgiram mais contribuições de outros cientistas, a saber:
 Arnold Sommerfeld (1927) propõe as órbitas elípticas para o modelo de Bohr.
Verificou-se que um elétron, numa mesma camada, apresentava energias diferentes;
 Louis Victor De Broglie (1925): propõe que o elétron também apresenta, tal como a
luz, uma natureza dualística de onda e partícula (comportamento duplo);
 Werner Heisenberg (1927): demonstrou, matematicamente, que é impossível
determinar ao mesmo tempo, a posição, a velocidade e a trajectória de uma partícula
subatómica, sendo importante caracterizá-la pela sua energia, já que não é possível
estabelecer órbitas definidas. Este enunciado recebeu a denominação de Princípio da
Incerteza ou Indeterminação de Heisenberg.

Após conhecer a evolução do modelo atómico do átomo, ressaltam-se pontos importantes, a


saber:
 O átomo pode ser dividido;
 A maior parte da massa do átomo está no seu núcleo;
 Os elétrons não estão posicionados a uma distância qualquer do núcleo, mas sim em
regiões bem determinadas, chamadas de orbitais;
 Os orbitais também são chamados de camadas, e as camadas são denominadas pelos
símbolos K, L, M, N, O, P e Q;
1.4. Estrutura da tabela periódica
De acordo com Scerri, (2007).A ideia de organizar os elementos químicos resultou da
necessidade que os químicos sentiram de reunir o máximo de informações sobre os mesmos
da forma mais simples para serem consultadas. Atribui-se a DimitriMendeleev, físico e
químico russo, a origem da organização da Tabela Periódica actual. Este, ao escrever o livro

7
“PrinciplesofChemistry”, procurou um padrão que permitisse organizar toda a informação
acerca dos elementos.
Segundo Peruzzo (2006) “A tabela periódica está organizada em períodos e grupos ou
famílias” (p.22).
1.4.1. Os períodos
São linhas horizontais e os períodos reúnem elementos de propriedades diferentes. Os átomos
de elementos de um mesmo período têm o mesmo número de níveis electrónicos. Ao todo,
são 7 períodos.
A tabela a seguir apresenta a relação entre Períodos e Número de Camadas
periodos Camaradas
1 K
2 K,L
3 K,L,M
4 K,LM,N
5 K,L,M,N,O
6 K,L,M,N,O,P
7 K,L,M,N,O,P,Q
Exemplos:11Na (3 camadas; 3º Período)
Átomos de um mesmo período possuem o mesmo número de camadas ocupadas.
1.4.2. As famílias ou grupo
As colunas são chamadas famílias ou grupos e reúnem elementos semelhantes. A Tabela
Periódica apresenta 18 famílias ou grupos.
Alguns desses grupos recebem nomes especiais:
Grupo 1 Metais Alcalinos;
Grupo 2 Metais Alcalino- Terrosos;
Grupo 13 Família do Boro;
Grupo 14 Família do Carbono;
Grupo 15Família do Nitrogénio;
Grupo 16Calcogênios;Grupo 17 Halogénios;
Grupo 18 Gases Nobres.

1.5. Classificação dos elementos quanto à configuraçãoelectrónica


 Gases raros, nobres ou inertes

8
Todos os gases nobres apresentam 8 electrões na sua última camada, à excepção do hélio que
tem 2 electrões.
2He 1s2
10Ne 1s2, 2s2, 2p6
18Ar 1s2, 2s2, 2p6 3s2, 3p6.
1.5.1. Elementos normais
São os elementos que possuem o seu último electrão no subnível s ou p. São também
conhecidos por elementos típicos ou representativos.
Exemplos:
3Li 1s2, 2s1
4Be 1s2, 2s2
14N 1s2, 2s2, 2p6 3s2, 3p2.
Os elementos normais ou representativos encontram-se localizados nos grupos principais
(grupos A)
1.5.2. Elementos de transição externa
A característica destes elementos é de possuírem o último electrão localizado no subnível d.
Exemplos:
21Sc 1s2, 2s2, 2p6 3s2, 3p6, 4s2 3d1
28Co 1s2, 2s2, 2p6 3s2, 3p6, 4s2 3d7.
O grupo onde se localizam estes elementos é determinado pela soma dos electrões do
subnível d com os do subnível s adjacente.
Exemplos particulares
4s2, 3d1 Grupo 3B
4s2, 3d6 Grupo 8B
4s2, 3d7 Grupo 8B
4s2, 3d8 Grupo 8B
4s2, 3d9 Grupo 1B
4s2, 3d10 Grupo 2B
1.5.3. Elemento de transição interna
São elementos que possuem o seu último electrão no subnível f. Estes elementos constituem
as duas séries localizadas no grupo B (6º e 7º períodos)
Os elementos de transição interna podem ser:
1.5.3.1. Lantanídeos

9
Localizam-se no 6º período e possuem o seu último electrão localizado no subnível
4f.Exemplo:
58Ce 1s2, 2s2, 2p6 3s2, 3p6, 4s2 3d10, 4p6, 5s2, 4d10, 5p6, 6s2, 4f2
1.5.3.2. Actinídeos
Localizam-se no 7º período e apresentam o seu último electrão localizado no subnível
6f.Exemplo:
92U 2s2, 2p6 3s2, 3p6, 4s2 3d10, 4p6, 5s2, 4d10, 5p6, 6s2, 4f14, 5d10, 6p6, 7s2, 5f6
Russell, (1994) “Os átomos de um mesmo grupo (coluna) da tabela periódica apresentam os
elétrons de valência com a mesma configuração e por isso são quimicamente semelhantes”
(p.65).
1.6. Classificação de acordo com as propriedades físicas
De acordo Russell, (1994) As propriedades químicas e físicas de um elemento são
determinadas pelo número atómico e pelo número e disposição dos elétrons existentes nos
orbitais. Condutividade eléctrica, estrutura cristalina, energia de ionização, afinidade
electrónica são exemplos de propriedades que estão relacionadas com o comportamento
químico geral dos elementos.(p.66).
1.6.1. Tamanho do átomo
De acordo com Almeida (2003) sustenta que:
A distribuição da probabilidade electrónica é afectada pelo que há ao redor do núcleo.
Tabelas proporcionam uma comparação dos tamanhos relativos, geralmente obtidos
da divisão exacta da distância observada entre centros de átomos idênticos adjacentes.
A dedução é feita da seguinte maneira: primeiramente, numa molécula de H2 a
distância de ligação (distância entre os núcleos dos dois átomos ligantes) é de 0,740
A, assim o raio de um único átomo de hidrogénio é igual a 0,370 o A. (P. 67)
Contudo, Considerando então raios atómicos aproximados obtidos através de medidas de
distâncias interatómicas, pode-se observar que o tamanho do átomo varia periodicamente
dentro da tabela periódica, obedecendo a uma tendência geral de aumentar de cima para
baixo nos grupos e diminuir da esquerda para a direita nos períodos.
1.7. Propriedades periódicas e aperiódicas
Os elementos químicos possuem propriedades que são características específicas que
permitem o seu estudo. Essas propriedades podem ser periódicas ou aperiódicas.
Propriedades aperiódicas: são aquelas cujos valores variam (crescem ou decrescem) a
medida que o número atómico aumenta e que não se repetem em períodos determinados ou
regulares.

10
Exemplo: A massa atómica dos elementos varia de acordo com o número atómico desses
elementos.
Propriedades periódicas: são aquelas que, a medida em que o número atómico aumenta,
assumem valores semelhantes para intervalos regulares, isto é, repetem-se periodicamente.
1.7.1. Raio atómico
É a distância que vai desde o centro do núcleo do átomo até à periferia do átomo. A sua
medição faz-se com o recurso aos raios x e os seus valores são determinados em angstroms
(Å).
Dentro da tabela periódica verifica-se uma variação dos valores do raio atómico. Assim,
 Ao longo do grupo
Ao longo do período o raio atómico aumenta da direita para esquerda. Isto acontece porque
os elementos com maior carga nuclear possuem maior força de atracção dos electrões para a
região mais próxima do núcleo, diminuindo o raio atómico.
Assim, no período, o átomo com maior carga nuclear tem menor raio atómico e no grupo, o
átomo com maior número de níveis electrónicos possui o maior raio atómico.
Exemplo
Elemento Na Mg Al Si P S Cl
Raio atómico 1,57Å 1,36Å 1,25Å 1,17Å 1,10Å 1,04Å 0,99Å
Carga nuclear +11 +12 +13 +14 +15 +16 +17

1.8. Funções Inorgânicas


1.8.1. Funções inorgânicas: tudo sobre ácidos, bases, sais e óxidos
De acordo com Almeida (2003)sustenta que:
As funções inorgânicas são compostos químicos. Elas são chamadas assim por não possuírem
cadeias carbónicas em sua composição por isso não são consideradas como compostos
orgânicos. As funções inorgânicas são substâncias químicas agrupadas em famílias, porque
têm propriedades semelhantes. Elas se diferenciam somente no comportamento que
apresentam quando entram em contacto com a água.
Estão divididas em quatro grupos: as bases, os ácidos, os sais e os óxidos.
1.8.2. Ionização
A ionização é um fenómeno químico que acontece quando os átomos neutros são carregados
de forma eléctrica, ou seja, têm sua carga eléctrica alterada. Depois que sofrem ionização, os
átomos são chamados, em geral, de íons, por adquirirem essa carga eléctrica. Dependendo do
que ocorre, um íon recebe diferentes nomes. Veja, um átomo pode:

 Receberelétrons, tornando-se um átomo com carga eléctrica negativa (ânion);

11
 Doar electrões, ficando com a carga eléctrica positiva (catiões).

Os iões são gerados de diversas maneiras, estejam eles em estado sólido, líquido ou gasoso.
Um dos fenómenos mais comuns de ionização ocorre quando os átomos entram em contacto
com a água, liberando iões. Isso acontece principalmente com os ácidos.

1.8.3. Dissociação

A dissociação nos remete à ideia de separação de algo. Na Química, essa ideia acontece de
forma literal. Ela consiste em um processo físico. Quando colocamos uma substância iónica
em contacto com a água, os iões já existentes se separam. Imagine colocar uma certa
quantidade de NaCl em água. O NaCl é um composto iónico, ou seja, que possui uma carga
eléctrica. Para entender melhor, precisamos nos lembrar da ligação iónica: ela é a
aproximação de dois ou mais iões de cargas opostas, que ficam unidos por atracção
electrostática. Ou seja: os iões não deixam de existir nos compostos, iónicos; eles apenas
estão agrupados (Almeida, 2003).
Então, quando colocamos o NaCl em água, acontece a separação dos iões que o compõem,
liberando o Na+ e o Cl Assim, os iões já existentes se dispersam na água ou melhor, se
dissociam. E então podemos chamar essa solução de solução iónica.

1.8.4. Funções inorgânicas: bases


As bases são substâncias que sofrem dissociação em meio aquoso, liberando catiões e o
anião hidróxido OH –, chamado de hidroxila. Bases podem ser consideradas fortes ou fracas,
dependendo do seu grau de dissociação.
Bases inorgânicas são bons condutores de energia em meio aquoso. Além disso, seu nível de
basicidade pode ser medido pelo pH (potencial hidrogeniônico) ou pelo OH
(potencial hidroxiliônico), em uma escala de 8 a 14. Quando mais hidroxilas estão presentes
em solução, mais básica a substância é considerada. Vale lembrar que as bases são óptimas
para neutralizar os ácidos.

1.8.4.1. Nomenclatura das bases inorgânicas


No geral, para nomear uma base é necessário escrever a palavra hidróxido seguida do nome
dos catiões liberado. Simplificando:
Hidróxido de (nome do catiões)
Por exemplo:

12
 NaOH — hidróxido de sódio;
 AgOH — hidróxido de prata.

1.8.5. Funções inorgânicas: ácidos


Os ácidos são substâncias que, em meio aquoso, sofrem ionização e liberam o catião H+. Eles
também podem ser considerados fortes ou fracos, dependo do seu grau de ionização.
Além disso, por terem carga eléctrica, os ácidos inorgânicos são substâncias condutoras de
electricidade, podendo queimar a pele das pessoas quando acontece contactodirecto. O nível
de acidez de cada um deles pode ser medido pelo pH, com a escala entre 0 a 6 ou seja,
medindo a quantidade de H+ da substância. Quando mais H+ liberados, mais ácida ela.

1.8.5.1. Nomenclatura dos ácidos inorgânicos


Em geral, nomear um ácido é algo bem tranquilo.
Para os hidrácidos (ácido que não possuem oxigénio), basta escrever a
palavra Ácido seguida do nome do elemento, porém é necessário colocar o sufixo -Ídrico.
Simplificando:
Ácido + nome do elemento + sufixo Ídrico
Por exemplo:

 HCl — ácido clorídrico;


 HF — ácido fluorídrico;
 HI — ácido iodídrico;
 HBr — ácido bromídricos

1.8.6. Funções inorgânicas: sais


Os sais são substâncias parecidas com os ácidos e as bases, pois liberam iões em contacto
com a água. São formados a partir da neutralização de um ácido por uma base. Essa reacção
pode ser chamada de reacção de neutralização ou salinização, na qual são liberados um sal e
uma molécula de água. O sal é um composto feito de um anião e um catião diferentes de H+ e
OH –.
1.8.6.1. Nomenclatura dos sais inorgânicos
Nomear um sal é um pouquinho mais complicado do que dar nome a uma base ou a um
ácido, pois precisamos olhar a origem dele, ou seja, o nome do ácido e da base que
construíram esse sal. Veja abaixo os casos possíveis.

13
1.8.6.2. Sais de hidrácidos
Para nomeá-los, vamos trocar o final -Ídrico do ácido original pelo final -eto. Simplificando:
Nome do anião + sufixo eto + preposição de + nome do Catião
Por exemplo:

 NaCl — cloreto de sódio;


 CaCl2 — cloreto de cálcio.
1.8.7. Funções inorgânicas: óxidos
Os óxidos são os compostos chamados de binários, por possuírem um elemento ligado ao
átomo de oxigénio, sendo este o mais electronegativo da substância.

1.8.7.1. Nomenclatura dos óxidos inorgânicos


Os óxidos são os mais fáceis de nomear. É necessário escrever a palavra óxido, seguida do
nome do elemento que compõe o resto da substância. Simplificando:
óxido + preposição de + nome do elemento
Veja:
Exemplos:

 Na2O – óxido de sódio


 CaO — óxido de cálcio
 CuO – oxido de cobre

14
2.Conclusão
É importante a compreensão dos conceitos por trás da Tabela Periódica, bem como a
compreensão correta dos elementos e da Química em si. Compreender o processo histórico
em que se deu a formação da Tabela Periódica é proporcionar uma reflexão e um pensamento
crítico. Por fim, este trabalho destacou o processo histórico da construção da Tabela
Periódica e a sua importância a evolução dos modelos atómicos. Coube pontuar e destacar a
importância de alguns nomes que tiveram importância significativa no papel de construção
da Tabela e na evolução dos modelos atómicos. A Tabela Periódica é uma grande conquista e
avanço na Ciência e esse ano deve ser um ano de celebração dos seus 150 anos. Os Marcos
Históricos deste trabalho contribuiu significativamente param o progresso da Química e a
evolução do conceito de elemento químico, bem como para novos avanços em pesquisas e
descoberta de mais elementos químicos. A Classificação Periódica dos elementos químicos
foi e é um trabalho árduo e colectivo, no qual vários cientistas puderam e podem contribuir
para sua construção. E como a Ciência não caminha sozinha, sabemos que elaesta inserida no
contexto histórico-social, e os fluxos de energias diversas que acompanham essa explosão de
conhecimento, nos fazem reconhecer que a ciência é um “sistema vivo”, e que está em
constante mudança, como pudemos observar na descrição do aprimoramento da Tabela
Periódica e na inserção dos novos elementos químicos.

15
3. Referências Bibliográficas
1. Almeida, L. R. 2003 Tabela periódica interactiva. Disponível na internet. Http://
www.merck.com.br. 24 jul.
2. Atkins, P.W., (2001) O Reino dos Elementos, Temas e Debates (Um pequeno livro,
escrito por um dos melhores divulgadores da Química contemporâneos, e que
descreve a Tabela Periódica de uma forma divertida e original), Lisboa.
3. Chang, R., (2013) Química,McGraw-Hill, (Este é um livro de texto “best-seller”
mundial e que recomendo a todo os meus alunos de Química Geral) 11ª ed., Lisboa.
4. Kotz&Treichel, Chemistry&Chemical (2003) ReactivityThomsonBooks, (Um
excelente texto de Química e que segue, no essencial, o mesmo alinhamento de
matérias que costumo seguir nas minhas aulas teóricas), 5th ed.
5. Peruzzo. F.M. Canto. E.L, (2006) Química na abordagem do cotidiano, volume 1, 4ª
edição, Ed moderna, São Paulo .
6. Russell, J. B. (1994). Química geral.2. Ed. Makron Books, V. 1. São Paulo.
7. Scerri, E. R. (2007) The Periodic Table: Its Story and Its Significance. Nova Iorque:
Oxford.
8. Usberco, J; Salvador, E. Química Geral. 12ª.ed. São Paulo.

16

Você também pode gostar