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Índice

1. Introdução .......................................................................................................... 3

1.1. Objectivos do Trabalho .................................................................................. 4

1.1.1. Objectivo Geral........................................................................................... 4

1.1.2. Objectivos Específicos ............................................................................... 4

1.2. Metodologias .................................................................................................. 4

2. Revisão da Literatura ......................................................................................... 5

2.1. Estresse ........................................................................................................... 5

2.1.1. Fontes do Estresse ...................................................................................... 6

2.1.2. Fisiopatologia do Estresse .......................................................................... 7

2.1.3. Mecanismos de Sintomas do Estresse ........................................................ 8

2.1.4. Estímulos Estressores ................................................................................. 9

2.2. Principais Doenças Causadas pelo Estresse ................................................... 9

2.2.1. Síndrome da Fadiga .................................................................................. 10

2.2.2. Distúrbios do Sono ................................................................................... 11

2.2.3. Depressão ................................................................................................. 11

2.2.4. Distúrbios Osteomusculares Relacionados (DOR) ou Lesões por Esforços


Repetitivos (LER) ................................................................................................... 12

2.2.5. Hipertensão ............................................................................................... 13

2.2.6. Síndrome de Burnout ................................................................................ 13

2.2.7. Disritmias Cerebrais ................................................................................. 14

2.2.8. Alcoolismo ............................................................................................... 14

2.2.9. Síndrome Residual Pós-Traumática ......................................................... 14

3. Considerações Finais ....................................................................................... 15

4. Referências Bibliográficas ............................................................................... 16


1. Introdução

Actualmente, o assunto stress é muito discutido, pois representa um dos factores


causadores das alterações do organismo do indivíduo, que pode levá-lo às doenças ou
até, supostamente, à morte. Aliás, seus primeiros sintomas foram percebidos pelo
homem na antiguidade, quando o mesmo lutava por sua sobrevivência. Entretanto, o
primeiro termo, stress, foi utilizado por Hobert Hook, na área da física, tentando
traduzir as sobrecargas, esforços ou pressões, em meados do século XVII,
(WESTFALL, 2008).

Com tudo isso, deparamos com o estresse em nossas vidas, que apesar de ser tão
antigo quanto o homem, somente em 1992 foi catalogado como mal do século, sendo
enquadrado pela OMS, como doença associada a resultados desastrosos, com várias
alterações orgânicas, debilitando o binómio mente-corpo, sendo um dos principais
motivos de consulta médica e queda de produtividade no trabalho, (ALBERT &
URURAHY, 1997).

A compreensão do que é o estresse, seus sintomas e suas fases, pode ajudar o


homem a saber utilizar favoravelmente a força geradora do mesmo, pois é quase
impossível evitá-lo em nossas vidas, porém mudar as atitudes perante os eventos
corriqueiros e/ou adoptar um regime anti-stress com exercícios físicos, boa alimentação,
relaxamento, são meios de enfrentá-lo de modo mais adequado e inteligente.

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1.1.Objectivos do Trabalho
1.1.1. Objectivo Geral
 Analisar e debruçar acerca das doenças causados pelo estresse.
1.1.2. Objectivos Específicos
 Conceituar o estresse;
 Debruçar acerca dos factores que podem causar as doenças de estresse;
 Decifrar cada doença causada pelo estresse.
1.2.Metodologias

A metodologia de pesquisa, segundo BARRETO & HONORATO (1998), deve


ser entendida como o conjunto detalhado e sequencial de método e técnicas científicas a
serem executados ao longo da pesquisa, de modo a possibilitar atingir os objectivos
inicialmente propostos e, ao mesmo tempo, atender aos critérios de menor custo, maior
rapidez, maior eficácia e mais confiabilidade de informação.

Segundo LAKATOS & MARCONI (1991, p.83), a metodologia “é o conjunto


da actividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite
alcançar o objectivo traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as
decisões do cientista.” Contribui para a solução do problema de maneira racional.

A escolha acertada de uma metodologia permite orientar o estudo e dar ao


trabalho um sentido significativo e prático, explorando de forma clara todos os enfoques
da temática abordada.

O presente estudo tem como proposta metodológica uma revisão da literatura.


Trata-se, portanto, de uma pesquisa exploratória de carácter descritivo. Acredita-se que
esta abordagem vai de encontro dos objectivos e necessidades do estudo proposto.

A pesquisa bibliográfica busca na literatura existente, subsídios capazes de


atribuir ao tema o entendimento para formação de uma opinião.

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2. Revisão da Literatura
2.1.Estresse

Nos últimos 15 anos, o estresse tem sido objecto de estudo de muitos


pesquisadores, uma vez que se evidencia sua relação com a saúde, (SANTED-B,
SANDÍN-P, CHOROT apud SILVA, 2002).

O termo estresse vem da física, e neste campo do conhecimento tem o sentido de


grau de deformidade que uma estrutura sofre quando é submetida a um esforço,
(FRANÇA e RODRIGUES, 1996, p. 17).

Foi Hans Selye, que em 1926, utilizou este termo pela primeira vez, definindo o
estresse como “um conjunto de reacções que o organismo desenvolve ao ser submetido
a uma situação que exige esforço para adaptação”, e estressor “é todo agente ou
demanda que evoca reacção de estresse, seja de natureza física, mental ou emocional”,
(apud CARVALHO & SERAFIM, 2002).

Para SELYE, o estresse é uma síndrome caracterizada por um conjunto de


reacções que o organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que dele exija
um esforço para se adaptar. O sentido clássico da palavra estresse é expressivo na
seguinte afirmação:

“A palavra estresse, com esse sentido, designa o total de todos os efeitos não
específicos de factores (actividade normal, agentes produtores de doenças,
drogas, etc.) que podem agir sobre o corpo. Esses agentes são denominados
stressores quando tratamos de sua característica de produzir estresse”, (apud
COSTA, LIMA e ALMEIDA, 2003).

Neste sentido SILVA e MARCHI (apud SILVA, 2002), afirmam que o estresse
é um estado intermediário entre saúde e doença, um estado durante o qual o corpo luta
contra o agente causador da doença.

Em uma visão biopsicossocial, FRANÇA e RODRIGUES (1996, p. 18),


afirmam que o estresse constitui-se de uma relação particular entre pessoa, ambiente e
as circunstâncias as quais está submetida, que é avaliada como uma ameaça ou algo que
exige dela mais que suas próprias habilidades ou recursos e que põe em perigo o seu
bem-estar.

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2.1.1. Fontes do Estresse

As fontes de estresse são os estressores, definidos por LIPP e ROCHA (apud


MALAGRIS e FIORITO, 2006), como “qualquer evento que confunda, amedronte ou
excite a pessoa”. Tais eventos são estímulos que podem ser de origem interna ou
externa ao indivíduo. Segundo LIPP e MALAGRIS (2001, p. 480), os estímulos
internos são: “tudo aquilo que faz parte do mundo interno, das cognições do indivíduo,
seu modo de ver o mundo, seu nível de assertividade, suas crenças, seus valores, suas
características pessoais, seu padrão de comportamento, suas vulnerabilidades, sua
ansiedade e seu esquema de reacção à vida”.

Para CARVALHO e SERAFIM (2002, p. 35), como factores internos podem ser
citados a relação do indivíduo com o meio em que vive, como enfrenta as dificuldades e
mudanças no trabalho, suas limitações. Nesse sentido, a necessidade de controlos
externos pode gerar, no indivíduo, alterações no seu estado emocional. O seu modo de
ver e pensar vai exercer grande influência no seu desenvolvimento pessoal e
profissional. Isto pode levar o indivíduo a um desgaste emocional.

Já os estímulos externos se referem aos acontecimentos da vida da pessoa, tais


como: dificuldades financeiras, acidentes, mortes, doenças, conflitos, questões político-
económicas do país, ascensão profissional, desemprego e problemas de relacionamento
no trabalho, (LIPP e MALAGRIS, 2001, p. 481).

Ainda como factores externos, de acordo com CARVALHO e SERAFIM


(2002), podem ser citados:

 Meio ambiente do indivíduo;


 Seu tipo de vida;
 Condições familiares;
 A escolha e o local de trabalho;
 As circunstâncias em que exerce a profissão;
 Características desse trabalho;
 Tempo que permanece no trabalho;
 Tarefas que lhe são atribuídas;
 Problemas em relação à locomoção, etc.

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A associação entre os estímulos internos e externos, além das estratégias de
enfrentamento do indivíduo, vai determinar se ele vai desenvolver estresse excessivo ou
não. A interpretação inadequada dada aos eventos é um dos principais factores
contribuintes para o desenvolvimento do estresse excessivo. No entanto alguns
acontecimentos são intrinsecamente estressantes, tais como calor, frio, fome e dor,
(EVERLY apud MALAGRIS e FIORITO, 2006).

2.1.2. Fisiopatologia do Estresse

O organismo, ao receber um estímulo, desencadeia uma resposta, como o


preparo para fuga ou reacção de enfrentamento da situação geradora do mesmo e, de
acordo com a vulnerabilidade individual e abrangendo a esfera físico-psico- social, leva
a alterações orgânicas e mentais, de uma maneira ampla e diversificada (ALBERT &
URURAHY, 1999).

Esta reacção decorre da activação de uma série de eventos, iniciando na estrutura


do Sistema Nervoso Central (SNC), interagindo com Sistema Nervoso Autónomo
(SNA) e Sistema Límbico, desencadeando uma cadeia de reacções e com activação do
eixo hipotálamo-hipófise, liberando o harmónio adreno-corticotrópico (ACTH) na
corrente sanguínea, estimulando as glândulas supra-adrenais, que vão produzir,
principalmente, a adrenalina e os corticosteróides, levando o homem a seu estado de
alerta, pronto para lutar ou fugir, uma manifestação instintiva, desde os primórdios da
humanidade, (FRANÇA & RODRIGUES, 1999).

Com isso, um estímulo, que pode ser tanto do ambiente externo e ou interno,
actua no psiquismo da pessoa, activando emoções, como medo, raiva, ambição, culpa e
outros, desencadeando uma reacção do sistema nervoso e glandular, com
consequências, principalmente, ao nível físico. Para ROCHA & GLIMA (2000), os
estímulos são recebidos pelo cérebro, através dos sentidos, sendo as demandas cerebrais
processadas, ao nível do córtex, e há a activação dos aferentes, de origem externo e
proprioceptivos que atravessam o mesencéfalo e o Sistema Límbico e são recebidos
pelo tálamo, o qual através de neurónios monoaminérgicos e de neurotransmissores,
como a adrenalina, dopa mina e semitónica, envia as informações recebidas para o
hipotálamo, o qual sintetiza os hormônios responsáveis pela liberação e inibição de
outros hormônios.

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2.1.3. Mecanismos de Sintomas do Estresse

Baseia-se em todas as modificações fisiopatológicas que ocorrem em um


organismo estressado. Segundo SOUZA et al (2002), sendo os mais frequentes, em
relação ao SNC e psiquismo, o cansaço físico e mental, nervosismo, irritabilidade,
ansiedade, insónia, dificuldade de concentração, falha de memória, tristeza, indecisão,
baixa auto-estima, sentimento de solidão, sentimento de raiva, emotividade, choro fácil,
além de pesadelos, depressão, isolamento, perda ou excesso de apetite, pânico, podendo
também apresentar alterações de comportamento, como alcoolismo, consumo de drogas
ilícitas, uso dos calmantes e ansiosíssimos, comportamento autodestrutivo e robotização
do comportamento.

ROCHA & GLIMA (2000), aponta também o comprometimento dos órgãos


sexuais, levando a impotência e a frigidez, o aparecimento de osteoporose, de
obesidade, de diabetes mellitus, de câncer (diminuição do sistema imunológico) e, com
isso, percebe-se que o estresse deteriora a vida pessoal, de acordo com quatro grandes
registos de sintomas:

 Prejuízo da relação consigo e com outros;


 Tensão física e psicológica;
 Queda de capacidade intelectual;
 Perturbações do sono, levando-se a fadiga.

O estresse, segundo alguns autores (ALBERT & URURAHY, 1997; ALVES,


1997; FRANÇA & RODRIGUES, 1999; ROCHA & GLIMA, 2000), pode se
apresentar em três fases: alarme (representa a fase inicial e de fácil tratamento, que
ocorre secundário a vários estímulos, como resposta fisiológica do organismo levando o
aceleramento cardíaco, respiração acelerada, sudorese, extremidades frias e estado de
prontidão para responder ou fugir), resistência (fase intermediária, onde o organismo
começa a enfraquecer, pela persistência dos estímulos estressantes e inadequação aos
mesmos com respostas do corpo levando as mudanças de comportamento, insónia e
descontentamento) e exaustão (começa o aparecimento das doenças crónicas e de
difícil reversão, como distúrbios emocionais, fadiga, gastrites, hipertensão e outros,
havendo uma sobrecarga fisiológica, podendo levar até a morte).

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2.1.4. Estímulos Estressores

A palavra estressor é aplicada para qualquer estímulo capaz de provocar o


surgimento de respostas orgânicas, mentais, psicológicas e/ou comportamentais
relacionadas com as mudanças fisiológicas esteriotipadas, que resultam em hiperfunção
da glândula supra-renal e do sistema nervoso autónomo simpático, (BALLONE, 2001;
TENSÃO, 2003).

Os estímulos estressores podem variar quanto a sua natureza, podendo ter


origem emocional, biológica, ambiental e física. O estresse físico atinge directamente o
organismo humano, expressando sintomas físicos. Já o estresse emocional é criado
pelos processos de pensamento e pode ser real ou imaginário, estando ligado às
carências e sentimentos das pessoas (BALLONE, 2001; FIORI, 1997).

Estes estímulos podem ainda ser classificados como externos ou internos. Os


estímulos externos representam as ameaças concretas do quotidiano da pessoa, não
sendo por isso constante. Por outro lado, os estímulos internos são originados dos
conflitos pessoais, reflectindo a sensibilidade afectiva de cada indivíduo. Eles
desempenham maior papel no desencadeamento e manutenção do estresse, sendo
ameaças continuadas, (BALLONE, 2001).

2.2.Principais Doenças Causadas pelo Estresse

Segundo SADIR, BIGNOTTO e LIPP (2010), o estresse pode gerar uma reacção
patológica, o que pode ser uma disfunção que leva a distúrbios passageiros ou a doenças
graves. No mínimo agrava as doenças já existentes e pode desencadear aquelas as quais
a pessoa é geneticamente predisposta, que passa a ser caso de tratamento médico.

Utiliza-se a palavra estresse para definir algumas sensações como: “estou


nervoso, estressado, cansado”, justificando algumas sensações que temos ou mesmo
para dar maior valor a uma vivência que represente uma tensão nervosa, um cansaço ou
uma fadiga.

A relação do colaborador com a organização pode propiciar descontentamento e


gerar reacções variadas, inclusive doenças. Para SILVA (2010), as principais doenças
provocadas pelo estresse são os acúmulos da fadiga, distúrbios do sono, depressão,
síndrome do pânico, síndrome de BurNout, síndromes residuais pós-traumáticas,

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quadros neuróticos pós-traumáticos, síndromes paranóicos, desequilíbrio
osteomusculares ligados ou lesões por esforços repetitivos, alcoolismo e uso de outras
drogas ilícitas.

Está-se constantemente lidando com novas situações e informações. Cada vez


mais precisa-se nos adaptar às mudanças e às novas exigências. Caso o indivíduo
consiga lidar com o estímulo estressor, eliminando ou aprendendo a lidar com o mesmo,
o organismo volta a sua situação de equilíbrio interno (homeostase) e continua sua vida
normal, (SADIR, BIGNOTTO, e LIPP, 2010).

Para combater o estresse é preciso aprender a lidar com ele de maneira que possa
controlar as preocupações e ansiedades, equilibrando o organismo. Um dos principais
meios para combater o estresse é exercitar-se, está comprovado que quando se exercita,
a mente passa a ter pensamentos positivos, pois a prática desportiva libera endorfina,
substância química capaz de estimular o bom humor. Os exercícios físicos estimulam a
circulação sanguínea e melhoram a oxigenação do cérebro. Outros aspectos que
auxiliam o combate ao estresse são: Obter hábitos alimentares saudáveis dedicar-se ao
lazer, hobbies como a leitura, relaxamento e meditação, (TAVARES et al 2007).

2.2.1. Síndrome da Fadiga

De acordo com SILVA (2010), a fadiga é considerada muito difícil de ser


tratada, pois possui características variadas que pode arremeter esse estado, ou seja,
possui sintomas diversos que podem gerar mais de uma doença. No que diz respeito aos
sintomas para identificação da síndrome da fadiga é necessário que a pessoa tenha no
mínimo quatro sintomas: perca de memória em curto prazo, falta de concentração, dor
de garganta, dor muscular, dor de cabeça e mal-estar pós-exercícios físicos. Esses
sintomas devem ter durabilidade de no mínimo seis meses para se configurar a síndrome
como demonstra o autor. Conforme estudos feitos sobre a doença, durante os anos 1980
e 1995 descobriram que o impacto era na parte física da pessoa, embora houvesse
sintomas fisiológicos, mas pouco relevantes, (OLIVEIRA et al, 2010).

Segundo estudiosos tal doença é considerada como um esgotamento físico e


mental grave, diferente do cansaço e da falta de motivação, atingindo várias pessoas de
diferentes idades, vista como esforços físicos e/ou mentais relacionados às condições
dos ambientes individuais e condições de trabalho. Ainda em relação ao diagnóstico, o

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que pode causar fadiga está ligado a condições de trabalho como demasia e pressão no
trabalho, falta de autonomia, falta de reconhecimento do seu desempenho e mudança no
processo de trabalho, (OLIVEIRA et al, 2010).

2.2.2. Distúrbios do Sono

Em organismo, o sono tem importantes funções: fortalecimento da memória,


conservação e restauração de energia, melhorado metabolismo cerebral e estabilidade de
temperatura corporal. O indivíduo que possui esse distúrbio pode com o tempo,
acarretar diversas alterações físicas, ocupacional e sociais do indivíduo, além de afectar
a qualidade de vida, (MULLER, 2004).

Para o autor SILVA (2010), o distúrbio do sono pode ser dividido em 4 etapas:

 Insónia - Que significa a incapacidade de dormir adequadamente, extremamente


comum e que aparece dependendo da ocasião.
 Distúrbio da Sonolência Excessiva - Mais conhecida como apneia do sono,
onde o indivíduo possui dificuldade de se manter acordado, podendo levar a
prejuízos no desempenho diário, afetivo e social do profissional, aumentando o
grau de risco de acidentes.
 Distúrbios do Padrão Sono-Vigília - É o ciclo normal do ser humano onde fica
acordado durante o dia e mantendo a vigília e dormir durante a noite por no
máximo 8 horas.
 Parassonias - Que são transtornos causados pelo sono, envolvendo
comportamentos, movimentos e emoções anormais ao acordar ou durante o
sono, mais conhecidos como sonambulismo, terror nocturno ou bruxismo.
2.2.3. Depressão

Apesar de a depressão não conter evidências, os pacientes que sofrem dessa


doença não apresenta de forma objectiva ou por demonstrações lógicas, pois é uma das
principais características, dificultando o seu diagnóstico, (BECK, ALFORD, 2011).

Os autores afirmam que não existem explicações para essas perguntas. Médicos
e pesquisadores que estudam essa doença apresenta controvérsias quanto a sua
classificação.

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Por não ter nitidez em seus sintomas, a depressão requer um tratamento
especializado e psicológico, pois atinge o humor em diferentes níveis trazendo impacto
na disposição, ânimo, qualidade de vida, expectativa de vida, comportamento e
delimitações no funcionamento do organismo, (SILVA, 2010).

Estudiosos apontam que 20% das mulheres são mais afectadas, enquanto os
homens são de 8 a 12% os casos de transtornos causados pela depressão na vida. Apesar
de grandes quantidades, somente 20% a 25% que possuem sintomas de depressão
recebe atenção médica e psicológica adequada, (SILVA, 2010).

O estresse apresenta características que afectam as actividades profissionais


ocasionando a não realização das suas obrigações, impossibilitando o indivíduo de
trabalhar.

Para SILVA (2010), os sintomas mais comuns do estresse são: diminuição de


energia, falta de interesse, impedimento na iniciativa de tarefas mais específicas pela
manhã, falta de apetite ou alimentação compulsiva, ganho ou perca de peso, crises de
choro, pensamento de suicídio e angústia. Em muitos casos apresenta o uso de drogas
contínuas como maconha, cocaína, anfetaminas e álcool.

2.2.4. Distúrbios Osteomusculares Relacionados (DOR) ou Lesões por Esforços


Repetitivos (LER)

O estresse é um factor considerado como desencadeado de LER e DOR, trazem


prejuízos locomotores como postura indevida, excesso de força, uso de instrumentos
com elevados níveis de vibração, temperatura e ventilação no ambiente de saúde. É uma
dor com definição confusa e de proporção variável, sua localização é mal definida,
apesar de apresentar dores e sinais inflamatórios em articulações de mãos e punhos,
(SILVA, 2010).

Exames específicos como raio-X e tomografias não mostram alterações


relevantes que justifiquem esses sintomas onde os resultados e tratamentos são
frustrantes por não apresentarem resultados. Essa doença é a junção de aspectos
fisiológicos e psíquicos que envolvem características de personalidade e social do
trabalhador relacionado com trabalho, (SILVA, 2010).

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2.2.5. Hipertensão

De acordo com III CONSENSO BRASILEIRO DE HIPERTENSÃO


ARTERIAL, a hipertensão não produz sintomas característicos (dificultando seu
diagnóstico) e os pacientes descobrem por acaso após algum mal-estar. O autor afirma
que não existem factores evidentes que desencadeiam tal doença que pode suceder
outras doenças como, acidente vascular cerebral (AVC), enfarto do miocárdio, morte
súbita, insuficiência cardíaca e insuficiência renal, (VIANA; ARAÚJO; MENTA,
2000).

O estresse é um dos factores que pode desencadear hipertensão, pois estimula o


sistema nervoso simpático gerando estreitamento dos vasos sanguíneos, pode afectar
também o ritmo cardíaco e quantidade de sangue pulsado do coração, gerando a doença,
(VIANA; ARAÚJO; MENTA, 2000).

2.2.6. Síndrome de Burnout

Para SILVA (2010), este termo quer dizer Burn (queimar) e Out (fora), ou seja,
perca de energia, reacções físicas e emocionais, e sua característica é um
comportamento agressivo. Essa síndrome é muito parecida com o estresse, mas não
deve ser confundida, pois a síndrome de BurNout possui um risco maior. Essa síndrome
pode aparecer em qualquer profissional e são mais comuns em trabalhadores que
praticam actividades que requer responsabilidade para com outra pessoa, seja por sua
vida ou seu desenvolvimento.

Segundo SILVA (2010), a síndrome de BurNout apresenta os sintomas:


esgotamento emocional, falta de senso de humor, cansaço permanente, perca de
memória, frustração, falta de motivação, esgotamento profissional, relação de cinismo,
fadiga, perca de peso, dores de cabeça, ataques cardíacos, dores nas costas, elevado
consumo de café, cigarro, álcool, presença de comportamentos agressivos, afastamento
de colegas de trabalho, falta de concentração, absenteísmo no trabalho, divergência
interpessoal no trabalho e familiar. Para prevenir é recomendado sair das actividades
rotineiras, redução da carga horária de trabalho, melhorias sociais e investimentos em
profissionais. O paciente diagnosticado com BurNout é preciso que se afaste de suas
actividades profissionais para um efectivo tratamento.

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2.2.7. Disritmias Cerebrais

Nosso sistema nervoso funciona como uma rede eléctrica, tendo como sua
central o cérebro, que emite ordens ou recebe informações através de nervos motores ou
sensitivos, que funcionam como se fossem fios da rede. As disritmias seriam focos no
cérebro, que emitem descargas eléctricas sem finalidade lógica. Quando intensas e
graves, são as epilepsias, que não controladas, provocam convulsões, (CARDOSO,
2001).

Para esse autor, as pessoas portadoras desse problema são hiperativas, podem ter
uma inteligência aguçada, geralmente são emotivas e têm tendência a explosões
emocionais. São os famosos “pavios curtos”. Os distúrbios de sono também são
frequentes. O diagnóstico, geralmente, é feito através de um eletroencefalograma e nem
sempre as disritmias precisam de tratamento medicamentoso.

2.2.8. Alcoolismo

O álcool é um depressor do sistema nervoso. A euforia ocorre porque ele


deprime a autocensura, e os “chegados” a um aperitivo se liberam, tornam-se loquazes,
alguns agressivos, outros alegres, dependendo do que estavam se reprimindo. O período
de estado de embriaguez não é estressante, mas depois que passa esse período, vem o da
ressaca, que nada mais é que uma desidratação, pois o álcool inibe o hormônio
antidiurético aumentando a diurese. Os sintomas são dores no corpo, dor de cabeça,
náuseas, mau humor e irritabilidade. Neste período há “distress”. Os alcoólatras criam
situações embaraçosas em suas vidas e estressam toda a família, pela verdadeira
inconveniência social e por provocarem problemas económicos. O tratamento é difícil e
as recaídas frequentes, necessitando de acompanhamento médico e apoio psicológico,
como em grupos como o dos “Alcoólicos Anónimos”, (CARDOSO, 2001).

2.2.9. Síndrome Residual Pós-Traumática

É uma síndrome que, mesmo com o desaparecimento dos agravos orgânicos que
resultaram de acidentes ou doenças, faz a pessoa continuar sentido os sintomas e
impossibilitando seu retorno ao trabalho, (ROCHA & GLIMA, 2000).

Apresenta recordações de cenas traumáticas, mal-estar, pesadelos, irritabilidade,


distúrbios de sono e distúrbios neurovegetativos diversos, (ROCHA & GLIMA, 2000).

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3. Considerações Finais

Com a presente pesquisa pode-se concluir que a vida é um processo dinâmico,


solicitando sempre novas formas de adaptação, de agir, com inúmeras facetas, onde o
campo de saúde ocupa uma boa parte do tempo das pessoas, com vários estímulos,
exigindo constantes actualizações científico-tecnológicas, investimentos, tanto dos
recursos físicos, como humanos, para que possa haver o atendimento adequado das
exigências e necessidades do ser humano, com a possibilidade de engrandecimento e
satisfação, preservando o bem-estar e a saúde.

Neste sentido constata-se que o estresse corresponde a uma reacção do


organismo frente a situações difíceis ou excitantes, podendo se manifestar através de
sintomas físicos ou psicológicos. Este processo de adaptação pode afectar o organismo
de várias formas e seus sintomas podem variar de pessoa para pessoa. Existe uma
sensibilidade pessoal que reage quando enfrentamos um problema, e essa
particularidade explica como lidamos com situações desafiadoras, decidindo enfrentá-
las ou não. A necessidade de ajuste deixa o organismo preparado para lutar ou fugir.,
aumentando a pressão arterial e a frequência cardíaca, contraindo os músculos e os
vasos sanguíneos. Porém, o excesso de estresse pode causar desde dores no corpo e
queda de cabelo até sintomas sérios como hipertensão e problemas no coração.

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4. Referências Bibliográficas

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hipertensão arterial em gerentes do banco, do ponto de vista da terapia ocupacional.
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WESTFALL, R. S. Robert Hooke. Rice university (the galileo project).


Tradução de René Lenhart. São Paulo: Hucitec. 2008.

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