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Isto não é Filosofia

CLUBE DO LIVRO
ENCONTRO 1
INTRODUÇÃO GERAL
Prof. Vitor Lima

ENCONTRO 1
INTRODUÇÃO GERAL
SOBRE A ESTÓRIA

A Revolução dos bichos (Título original: Animal farm), de George Orwell,


publicada em 1945, conta a estória da revolução social ocorrida na fazenda de um certo
Jones. Cansados de serem explorados pelos humanos, os animais se juntam para
formar uma sociedade mais justa e solidária.
Por essas características, a estória assume ser uma fábula. Também apresenta
características de uma sátira a respeito da política internacional de seu tempo e,
especialmente, do regime soviético.
Em uma fábula, escreve-se uma estória com personagens não humanos
assumindo características humanas, com uma finalidade de extrair uma lição de moral
do enredo. Orwell escreve nesse gênero literário para que mais de uma camada de
significação seja apresentada ao leitor e, portanto, que a estória seja mais facilmente
entendida e, portanto, que atinha um grande público.
Em uma sátira, escreve-se sobre um assunto sério, apresentando-o de modo
propositalmente ridículo, engraçado. Orwell escreve nesse gênero literário para expor o
que chamou de “o mito soviético”. Na época em que o livro foi concebido, havia um
fascínio por parte da intelectualidade sobre o que acontecia na URSS, após a revolução
socialista. Além disso, ao término da II Guerra Mundial, o país onde Orwell, a Inglaterra,
alinhava-se politicamente com os socialistas. Nesse contexto, criticar as atrocidades
que aconteciam não era encarado de modo amistoso.
SOBRE O AUTOR

O nome de George Orwell era, na verdade, Eric Arthur Blair. Nasceu na Índia em
1903, onde passou sua primeira infância. Seu pai trabalhava na administração colonial
inglesa naquele país. Nas suas palavras:
“...minha família era uma dessas famílias comuns de classe média de soldados, religiosos,
funcionários públicos, professores, advogados, médicos etc. Estudei em Eton, a mais cara e
esnobe das Public Schools da Inglaterra. Mas só fui aceito lá graças a uma bolsa de estudos; de
outro modo, meu pai não teria meios de me mandar para uma escola desse tipo. Pouco depois de
me formar (ainda não completara vinte anos) fui para a Birmânia e me alistei na Polícia Imperial
da Índia. Era uma força policial armada, uma espécie de gendarmerie muito semelhante à Guarda
Civil na Espanha ou à Garde Mobile francesa. Lá servi cinco anos. Não gostei daquilo, que me fez
detestar o imperialismo [...]. De folga na Inglaterra, em 1927, deixei o serviço e resolvi me tornar
escritor: num primeiro momento sem muito sucesso [...]”

Tempos depois, já consolidado na vida de escritor, Orwell também foi jornalista,


profissão que o permitiu escrever colunas, romances, ensaios e transmissões de rádio.
Isto não é Filosofia
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ENCONTRO 1
INTRODUÇÃO GERAL
Prof. Vitor Lima

SOBRE OS PERSONAGENS

Em A Revolução dos bichos, os personagens são apresentados nos primeiros 4


capítulos. Enquanto for lendo, pense a respeito do propósito de cada animal ali
representado.
Complete a tabela abaixo com descrições das principais características e ações
dos personagens à medida que forem aparecendo.

Personagem Características/Ações/Objetivos
Sr. Jones Alcoólatra, explorador dos animais
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Prof. Vitor Lima

GUIA PARA A LEITURA DO CAPÍTULO 1

1. Por que os animais esperam Sr. Jones ir se deitar para só então se


reunirem?
2. Em quem ou quê Sr. Jones atirou? Por quê?
3. Quais elementos do discurso do Velho Major que chamam a sua
atenção?
4. Quando a revolução anunciada pelo Velho Major acontecerá?
5. Que solução o Velho Major aponta para resolver o problema dos
animais? Concorda com ela?
6. Quais as imagens evocadas pela canção animais da Inglaterra
mais chamaram sua atenção?

GUIA PARA A LEITURA DO CAPÍTULO 2

1. Por que os porcos não gostam da estória por Moisés sobre a


Montanha de Açucar-Cande?
2. Pense sobre como a revolução aconteceu – tanto as condições
materiais dos animais, quanto o planejamento dos porcos. Teria
acontecido sem o animalismo?
3. Que palavras e imagens Orwell usa para descrever a manhã após
a revolução?
4. Consegue apontar alguns exemplos dos porcos assumindo mais
controle da situação que os outros animais?
5. Os animais trocam o nome da fazenda para Fazenda dos Animais.
Mudar o nome de algo contribui para mudar como encaramos
ideias, comportamentos, relações de poder? Consegue fornecer
algum exemplo cotidiano de hoje?
6. Se você tivesse que escrever mandamentos de comportamento,
exatamente como os animais fizeram, quais seriam eles? (escreva
entre 3 e 7 mandamentos)

GUIA PARA A LEITURA DO CAPÍTULO 3

1. Que outros exemplos da diferença entre os porcos e os outros


animais aparecem neste capítulo?
2. Bola-de-Neve criou o Comitê de Animais. Por que essa instituição
não funcionou com todos os animais?
3. Considerando que os porcos estão no comando, considera justo
que apenas eles bebam do leite? Qual o seu critério de justiça
utilizado na resposta?
4. “Depois de muito pensar, Bola-de-Neve declarou que, na verdade,
os Sete Mandamentos podiam ser condensados em uma única
máxima, que era: ‘Quatro pernas bom, duas pernas ruim.’”
Concorda com a medida de Bola-de-Neve? Ele cumpre os
propósitos que ele queria? Esses propósitos são éticos do seu
ponto de vista?
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5. “Jones voltaria” Sim, Jones voltaria!”. Em que contexto esse aviso


é pronunciado? Consegue traçar algum paralelo com o que
acontece na política hoje, no Brasil e no mundo?

GUIA PARA A LEITURA DO CAPÍTULO 4

1. Ao final do capítulo, os animais decidem atirar com a espingarda de Jones


duas vezes ao ano para celebrar o aniversário da Batalha do Estábulo – no
dia 12 de outubro – e o aniversário da Rebelião – no dia 24 de junho.
Consegue se lembrar de alguma celebração nacional parecida com essa?
Qual é a importância desses eventos para o Brasil?
2. Quem você apontaria como os heróis da batalha?
3. Leia as citações a seguir de dois personagens após a Batalha do Estábulo e
compare a reação de Bola-de-Neve e de Sansão. O que cada uma das
reações diz de seus personagens?
“Está morto”, disse Sansão, penalizado. “Eu não queria fazer isso. Esqueci que estava de
ferraduras. Quem acreditará que não fiz isso de propósito?”

“Nada de sentimentalismos, camarada!”, gritou Bola-de-Neve, de cujos ferimentos o


sangue corria. “Guerra é guerra. Humano bom é humano morto.”

“Eu não desejo tirar a vida de quem quer que seja, nem mesmo de um ser humano”,
repetiu Sansão, com os olhos cheios de lágrimas.

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