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Ficha para identificação da Produção Didático-pedagógica – Turma 2016.

Título: Adaptações Curriculares de Pequeno Porte

Autor: Sandra Regina Gouveia Vieira

Disciplina/Área: Educação Especial

Escola de Implementação do Escola de Educação Básica São Pedro do Ivaí


Projeto: – Modalidade de Educação Especial.

Município da escola: São Pedro do Ivaí – Pr.

Núcleo Regional de Educação: Ivaiporã

Professora Orientadora: Silvia Marcia Ferreira Meletti

Instituição de Ensino Superior: Universidade Estadual de Londrina – UEL

Relação Interdisciplinar: Língua Portuguesa

Resumo: SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO
EDUCACIONAL – PDE

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA –


UEL

SANDRA REGINA GOUVEIA VIEIRA

RESUMO: ADAPTAÇÕES CURRICULARES


DE PEQUENO PORTE:

Uma proposta de intervenção pedagógica com


alunos do Ensino Fundamental na Modalidade
de Educação Especial

São Pedro do Ivaí – Pr

ADAPTAÇÕES CURRICULARES DE
PEQUENO PORTE: Uma proposta de
intervenção pedagógica com alunos do Ensino
Fundamental na Modalidade de Educação
Especial. Tendo em vista temática proposta,
este projeto tem como propósito desenvolver
ações por meio de recursos e estratégias
alternativas que possibilitem aos alunos com
deficiência intelectual compreender os
conteúdos abordados, proporcionando
experiências produtivas, estímulos e uma
aprendizagem significativa. Neste sentido,
considera-se que a flexibilização curricular pode
contribuir tanto no trabalho do professor como
para a efetivação do aprendizado, haja vista que
as adaptações curriculares de pequeno porte
(não significativas) são modificações menores
que o professor consegue realizar com
facilidade no seu planejamento. São pequenos
ajustes nas atividades da sala de aula com
objetivo de acolher as diferentes formas de
aprender do grupo de alunos, ou seja, é um
currículo dinâmico. Conforme a observação do
cotidiano escolar dos alunos da 1ª etapa do 2º
ciclo do Ensino Fundamental na Modalidade de
Educação Especial este projeto buscar-se-á
propor estratégias de intervenção que garantam
atender de maneira pratica as reais
necessidades da classe, como também
subsidiar nos objetivos pedagógicos do
professor.

Palavras-chave: Educação Especial, Deficiência Intelectual,


Adaptações Curriculares, Flexibilização.

Formato do Material Didático: Unidade Didática.


Público: Alunos da turma “A” – 1ª Etapa do 2º Ciclo do
Ensino Fundamental
SANDRA REGINA GOUVEIA VIEIRA

UNIDADE DIDÁTICA

ADAPTAÇÃOES CURRÍCULARES DE PEQUENO PORTE

LONDRINA-PR
2016
Secretaria de Estado da Educação
Superintendência da Educação
Diretoria de Políticas e Programas Educacionais
Programa de Desenvolvimento Educacional
Universidade Estadual de Londrina

SANDRA REGINA GOUVEIA VIEIRA

UNIDADE DIDÁTICA

ADAPTAÇÕES CURRÍCULARES DE PEQUENO PORTE

Unidade Didática Pedagógica apresentada à Secretaria


de Estado da Educação do Paraná como parte dos
registros para a conclusão do Programa de
Desenvolvimento Educacional – PDE.

Orientadora: Profª.Ms.: Silvia Marcia Ferreira Meletti

Londrina – PR
2016
GOVERNO DO PARANÁ

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Professor PDE: Sandra Regina Gouveia Vieira

Escola de atuação: Escola de Educação Básica São Pedro do Ivaí

Área do PDE: Educação Especial

Município da Escola: São Pedro do Ivaí

NRE: Ivaiporã

Professora Orientadora: Silvia Meletti

IES vinculadas: UEL - Universidade Estadual de Londrina

Escola de Implementação: Escola de Educação Básica São Pedro do Ivaí –


Modalidade de Educação Especial.

Público objeto da intervenção: Alunos da turma “A” – 1ª Etapa do 2º Ciclo do


Ensino Fundamental – Modalidade Educação Especial
1 APRESENTAÇÃO
Esta Unidade Didática foi desenvolvida de acordo com as normas e
legislações vigentes para o aluno da Educação Especial, bem como pautada e
fundamentada em diversos autores que versão sobre o assunto.
Seu referência teórico, embora consta da mesma, tem maior amplitude no
Projeto de Intervenção Pedagógica na Escola, documento de produção própria e
que norteia a justificativa, objetivos e ações aqui propostas.
Sabe-se que o aluno da Educação Especial apresenta algumas
características peculiares, que exige do professor regente uma gama de
conhecimentos para que possa levar este aluno ao aprendizado, valorizando sua
subjetividade e necessidades específicas dentro de um coletivo de alunos que
compõem uma única sala de aula.
Diante do exposto, este material de cunho pedagógico, cujo título é
“Adaptações Curriculares de Pequeno Porte” apresenta uma série de atividades,
vistas como exemplos, que podem favorecer o ensino e aprendizagem do aluno que
apresenta Deficiência Intelectual e que frequentará, mais especificamente, a turma
“A” – 1ª Etapa do 2º Ciclo do Ensino Fundamental – Modalidade Educação Especial
da Escola de Educação Básica São Pedro do Ivaí, no ano de 2017.
Necessário se faz salientar que as adaptações curriculares necessárias
serão feitas no decorrer da aplicação deste projeto e partindo dos exemplos trazidos
neste material
Espera-se com este estudo, além de favorecer o aprendizado dos alunos,
que são o público alvo desta intervenção, deixa um material que possa ser utilizado
por demais colegas de trabalho.

http://1.bp.blogspot.com/-PE4Xp8ZUJBI/Uvt0Rc2oaMI/AAAAAAAAq6A/DEWyLnZfrHQ/s1600/10-
dicas-para-trabalhar-com-eucacao-especial-inclusiva.png
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Deficiência Intelectual e Aprendizagem


O termo Deficiência Intelectual, utilizado atualmente, é resultante de diversas
terminologias que ao longo dos anos foram utilizadas para definir pessoas que, em
geral, apresentam algum atraso significativo das funções intelectuais.
Algumas terminologias como Oligofrenia, Atraso Mental, Retardo Mental e
Deficiência Mental foram as mais utilizadas e, portanto, mais conhecidas no meio
científico e acadêmico.
Necessário se faz compreender que encontraremos ainda o uso do termo
deficiência mental em grande escala, pois o mesmo foi utilizado por estudiosos
durante muito tempo, para tanto, não se pode modificar citações anteriores a
mudança acima citada.
O aluno com deficiência intelectual é aquele que apresenta dificuldades em
aspectos que são comuns para outras pessoas, como por exemplo, para entender,
aprender e realizar atividades. Tal deficiência leva o indivíduo a ter um
comportamento mental que não é condizente com sua faixa etária, aparentando ter
menos idade do que realmente tem.
De acordo com Honora e Frizanco:
A deficiência intelectual não é considerada uma doença ou um transtorno
psiquiátrico, e sim um ou mais fatores que causam prejuízo das funções
cognitivas que acompanham o desenvolvimento diferente do cérebro
(HONORA & FRIZANCO, 2008, p. 103)

Dando continuidade aos conceitos de deficiência intelectual, para que haja


um melhor entendimento do trabalho proposto, temos abaixo as considerações
trazidas pelo DSM IV:
Segundo DSM – IV tr, 2003, a definição de Deficiência Mental:
- Funcionamento intelectual inferior à média: QI de aproximadamente 70 ou
abaixo;
- Déficits ou prejuízos concomitantes no funcionamento adaptativo atual, em
pelo menos duas das seguintes áreas: comunicação, cuidados pessoais,
vida doméstica, habilidades sociais/interpessoais, uso de recursos
comunitários, independência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer,
saúde e segurança;
-Início anterior aos 18 anos.

Para Carvalho “As causas da deficiência intelectual não estão relacionadas


apenas aos fatores endógenos, a síndromes relacionadas às anomalias ou
alterações cromossômicas ou genéticas, em sua enorme variedade de
manifestação” (2013, p. 208).
Em termos de aprendizagem, cada aluno pode apresentar um grau
diferenciado de deficiência, fator preponderante para que sejam traçadas as metas
de aprendizagem. Segundo Honora & Frizanco (2008 apud Tédde, 2012, p. 28),
existe uma grande variação de capacidades e necessidades dos indivíduos com
deficiência intelectual, podendo apresentar diferenças em quatro áreas:
- Área motora: algumas crianças com deficiência intelectual leve não apresentam
diferenças significativas em relação às crianças consideradas “normais”, porém
podem apresentar alterações na motricidade fina. Nos casos mais severos, pode-se
perceber incapacidades motoras mais acentuadas, tais como dificuldades de
coordenação e manipulação. Podem também começar a andar mais tardiamente.
- Área cognitiva: alguns alunos com deficiência intelectual podem apresentar
dificuldades na aprendizagem de conceitos abstratos, em focar a atenção, na
capacidade de memorização e resolução de problemas, na generalização. Podem
atingir os mesmos objetivos escolares que alunos considerados “normais”, porém,
em alguns casos, com um ritmo mais lento.
- Área da comunicação: em alguns alunos com deficiência intelectual, é encontrada
dificuldade de comunicação, acarretando uma maior dificuldade em suas relações.
- Área sócio educacional: em alguns casos de deficiência intelectual, ocorre uma
discrepância entre a idade mental e a idade cronológica, porém temos de ter claro
que a melhor forma de promover a interação social é colocando os alunos em
contato com seus pares da mesma idade cronológica, para participar das mesmas
atividades, aprendendo os comportamentos, valores e atitudes apropriados da sua
faixa etária. O fato de o aluno ser inserido numa turma que tenha sua “idade mental”,
ao invés de contribuir para seu desenvolvimento, irá infantilizá-lo, o que dificulta seu
desenvolvimento psíquico-social.
Como se vê, é impossível enquadrar um aluno com deficiência em uma
caixinha que defina exatamente suas características e suas necessidades
educacionais. Cada um é de um jeito e portanto a adaptação das atividades deve
levar em conta cada caso, devendo ser um trabalho minucioso realizado pelo
professor.
Não existem “receitas” prontas para o trabalho com alunos tanto com
deficiência intelectual, ou com outra deficiência, quanto com os sem
deficiência. Devemos ter em mente que cada aluno é um e que suas
potencialidades, necessidades e conhecimentos ou experiências prévias
devem ser levados em conta, sempre (HONORA & FRIZANCO, 2008, p.
107).
Desta forma, fica claro que um aluno com deficiência intelectual apresenta
suas peculiaridades e seu tempo de aprendizado, como todo e qualquer aluno sem
deficiência alguma. Necessário que se faz que haja um plano de ação para cada um
deles, onde estas diferenças sejam respeitadas.

2.2 Adaptações Curriculares


As adaptações curriculares são um conjunto de modificações que objetivam
a melhoria no aprendizado do aluno com deficiência. Podendo ser nos objetivos, nos
conteúdos, na metodologia, nas atividades e na forma de avaliar. São necessárias
para atender o princípio da individualização, tornando a escola acessível para este
aluno e garantindo a sua permanência nesta escola.
Para tanto, o MEC (Ministério da Educação e Cultura) estabelece através do
documento Parâmetros Curriculares Nacionais as Adaptações Curriculares, este
propõe medidas que garantem atender as necessidades do aluno com deficiência,
como também contribuir na elaboração de possíveis ajustes curriculares.
As adequações curriculares constituem, pois, possibilidades educacionais
de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos. Pressupõem
que se realize a adequação do currículo regular, quando necessário, para
torná-lo apropriado as peculiaridades dos alunos com necessidades
especiais. Não um novo currículo, mas um currículo dinâmico, alterável,
passível de ampliação, para que atenda realmente a todos os educandos
(MEC, 1999, p.34).

Para isto é preciso responder questionamentos baseados em critérios


fundamentais na prática docente: o que o aluno deve aprender, como e quando
aprender, quais estratégias são eficientes no atendimento destes alunos e quais as
possibilidades de avaliação funcionam neste contexto. Além disso, é necessária a
construção de um ambiente repleto de possibilidades de aprendizagem com
recursos pedagógicos especializados, formação e capacitação de todos profissionais
envolvidos e modificações no currículo são fundamentais para a concretização
desse processo de ensino.
As respostas educativas que devem ser dadas pelo sistema educacional, de
forma a favorecer a todos os alunos e, dentre estes, os que apresentam
necessidades educacionais especiais: o acesso ao currículo; a participação
integral, efetiva e bem-sucedida em uma programação escolar tão comum
quanto possível; a consideração e o atendimento de suas peculiaridades e
necessidades especiais, no processo de elaboração: 1. Do Plano Municipal
de Educação; 2. Do Projeto Pedagógico da Unidade Escolar; 3. Do Plano de
Ensino do Professor (ARANHA, 2000, p. 9).
Neste sentido, as adaptações ou adequações curriculares de pequeno porte
são ações de responsabilidade do professor e referem-se à organização de
agrupamento e de espaço. Assim fazendo,
... as Adaptações Curriculares de Pequeno Porte (Adaptações Não
significativas) são modificações promovidas no currículo, pelo professor, de
forma a permitir e promover a participação produtiva dos alunos que
apresentam necessidades especiais no processo de ensino e
aprendizagem, na escola regular, juntamente com seus parceiros coetâneos
São denominadas de Pequeno Porte (Não Significativas) porque sua
implementação encontra-se no âmbito de responsabilidade e de ação
exclusivos do professor, não exigindo autorização, nem dependendo de
ação de qualquer outra instância superior, nas áreas política, administrativa,
e/ou técnica (PROJETO ESCOLA VIVA, 2000, p .08).

Essas flexibilizações são consideradas não significativas por se tratarem de


mudanças menores que o professor realiza no currículo e no planejamento de suas
atividades docentes, ajustando-se conforme a necessidade da sala de aula e que
refletem na aprendizagem dos conteúdos curriculares. Assim, considera-se que a
prática dessas alterações no currículo do professor favorece a dinamicidade do
processo de aprendizado de todos os alunos permitindo que cada um se desenvolva
de forma autônoma se tornando cidadãos capazes de atuar em todos os contextos
sociais. Dentre esses ajustes pode-se:
criar condições físicas, ambientais e materiais para a participação do aluno
com necessidades especiais na sala de aula; favorecer os melhores níveis
de comunicação e de interação do aluno com as pessoas com os quais
convive na comunidade escolar; favorecer a participação do aluno nas
atividades escolares; atuar para a aquisição dos equipamentos e recursos
materiais específicos necessários; adaptar materiais de uso comum em sala
de aula; adotar sistemas alternativos de comunicação, para os alunos
impedidos de comunicação oral, tanto no processo de ensino e
aprendizagem como no processo de avaliação; favorecer a eliminação de
sentimentos de inferioridade, de menos valia, ou de fracasso (PROJETO
ESCOLA VIVA, 2000, p.10-11).

Essas ações deverão estar consolidadas em seu planejamento respeitando


as individualidades e peculiaridades existentes na sala de aula, contemplando a
diversidade, atribuindo medidas para melhorar a qualidade de ensino oferecida.
Estas correspondem às seguintes alternativas.
A organização do espaço e dos aspectos físicos da sala de aula; a seleção,
a adaptação e a utilização de equipamentos e mobiliários de forma a
favorecer a aprendizagem de todos os alunos; o planejamento das
estratégias de ensino que pretende adotar em função dos objetivos
pedagógicos e consequentes conteúdos a serem abordados; a pluralidade
metodológica tanto para o ensino como para a avaliação; a flexibilização da
temporalidade (PROJETO ESCOLA VIVA, 2000, p.09).

Diante de tudo que foi exposto, é necessário deixar claro que as adaptações
curriculares são traçadas no dia a dia do convívio professor/aluno. É impossível
saber com exatidão e antecedência de quais adaptações cada aluno vai precisar.
Dessa forma, traremos algumas adaptações como exemplos de como estas podem
ser feitas.

3. METODOLOGIA
O Projeto de Intervenção Pedagógica na Escola será aplicado na Escola de
Educação Básica São Pedro do Ivaí – Modalidade Educação Especial, na cidade de
São Pedro do Ivaí, para alunos da turma “A” da 1ª Etapa do 2º Ciclo do Ensino
Fundamental na modalidade de Educação Especial.
Para se traçar as atividades abaixo, fiz uma visita à possível turma e
professora para obter dados relevantes nessa primeira organização das atividades,
mas como já consta nos objetivos do Projeto de Intervenção Pedagógica, as
adaptações curriculares devem ser feitas sempre que se julgar necessário. A sala
deverá contar com 8 a 10 alunos, com faixa etária entre 12 a 16 anos. Esses alunos
apresentam deficiência intelectual em níveis diversificados e associados a
problemas comportamentais.
Os critérios de ensino e aprendizagem que serão ofertados, propõem todas
as oportunidades de estímulo e desempenho, oferecendo uma diversidade de
encaminhamentos e recursos metodológicos.
Propõe-se atividades direcionadas a alfabetização, por meio de: alfabeto
concreto e sensorial, alfabeto móvel, textos lacunados, noções de normas
linguísticas (vogais, encontro vocálico, alfabeto, sílabas, palavras, frases e textos),
pesquisa de nome de alimentos, listagens, bem como atividades individualizadas e
em grupos, estímulos multissensoriais, exercícios fonovisuarticulatórios e de fixação,
os conteúdos, estimulando sempre na oralidade, leitura e a escrita. As adaptações
curriculares de pequeno porte serão introduzidas de acordo com as dificuldades e as
especificidades de cada aluno.
 Conteúdo: Alfabetização;
 Objetivo:
- Introduzir o aluno no período pré-silábico por meio das atividades propostas;
 Metodologia: Levando em conta que a sala em que o projeto está sendo
desenvolvido apresenta uma grande diversidade no nível de aprendizado dos
alunos, iniciaremos propondo atividades voltadas para a pré-alfabetização, haja vista
que o comprometimento intelectual impede que o aluno exerça atividades de acordo
com sua idade/série e sim conforme seu nível de maturidade intelectual.

Nesse período pré-silábico os alunos apresentam as seguintes


características em relação à leitura e escrita:
- não vislumbram que a escrita tem a ver com a pronúncia das partes de cada
palavra.
- produzem riscos e/ou rabiscos típicos da escrita que tem como forma básica a letra
de imprensa ou a cursiva, podendo então realizar rabiscos separados com linhas
curvas ou retas ou rabiscos ondulados e emendados.
- fazem tentativas de correspondência figurativa entre a escrita e o objeto referido.
- somente quem escreve pode interpretar o que está escrito.
- usam os mesmos sinais gráficos (letras convencionais ou símbolos, ou mesmo
pseudoletras - letras inventadas pela criança) para escrever tudo o que deseja.
- acham que os nomes das pessoas e das coisas têm relação com o seu tamanho
ou idade: as pessoas, animais ou objetos grandes devem ter nomes grandes; os
objetos ou pessoas pequenas, nomes pequenos. Presença marcante do realismo
nominal.
- não separam números de letras, já que ambos os caracteres envolvem linhas retas
ou curvas.
- acreditam que se escrevem apenas os nomes das coisas (substantivos).
- só entendem a leitura de desenhos, gravuras, não diferenciando texto de gravura.
- a leitura é global.
- a letra inicial é suficiente para identificar uma palavra ou nome.
- acreditam que para poder ler não podem haver duas letras iguais, uma ao lado da
outra.
- reconhecem que as letras desempenham um papel na escrita. Compreendem que
somente com as letras é possível escrever.
- a vinculação com a pronúncia ainda não é percebida.
- a ordem e a qualidade das letras não são ainda fundamentais para a distinção de
uma palavra de outra. Duas palavras podem ser pensadas como sendo a mesma,
porque possuem certas letras iguais.
- as crianças já descobriram, quando lhes são apresentados materiais gráficos, que
coisas diferentes têm nomes diferentes. Imprimem, então, diferenças nas grafias das
palavras, muitas vezes mudando apenas a ordem das letras, principalmente quando
possuem poucos recursos gráficos (usam poucas letras ou pseudoletras).
- fazem sempre uma correspondência global quando lêem palavras ou orações; não
percebem ainda as partes. Também não fazem a correspondência, termo a termo,
entre o que é falado e o que está escrito.
- a ordem das letras na palavra não é importante.
- as categorias linguísticas (letra, palavra, frase, texto) não são bem definidas.
Texto disponível em:
http://mundoencantadotialeia.blogspot.com.br/2010/11/caracteristica-da-escrita-e-da-
leitura.html

As primeiras atividades estarão voltadas para a apresentação das letras,


iniciando pelas vogais. É importante lembrar que os alunos que frequentam a sala
estão em níveis diferentes, desta forma estarão realizando atividades diferenciadas
uns dos outros, sendo acompanhados individualmente. Esse processo se repetirá
em todas as atividades propostas.
Esta segunda atividade estará voltada para o ensino e aprendizagem das
consoantes, porém este aprendizado é proposto unindo as consoantes às vogais.
Conforme descrito na atividade anterior, é preciso respeitar o nível de aprendizagem
de cada aluno.

 Conteúdo: Alfabetização;
 Objetivo:
- Introduzir conceitos silábicos e de formação de palavras por meio das atividades
propostas;
 Metodologia: Levando em conta que a sala em que o projeto está sendo
desenvolvido apresenta uma grande diversidade no nível de aprendizado dos
alunos, faremos a sequência das atividades voltadas para a formação de sílabas e
palavras, haja vista alguns alunos estarem nesta fase do aprendizado. Lembrando
sempre que o comprometimento intelectual impede que o aluno exerça atividades de
acordo com sua idade/série e sim conforme seu nível de maturidade intelectual.

Essa primeira atividade proporá exercícios com sílabas simples, obedecendo


uma sequência lógica do mais simples para o mais complexo.
Neste segundo bloco de atividades iremos aprofundar o trabalho de
silabação e formação de palavras que formem encontros consonantais e pós
vocálicos.

Neste bloco de atividades iremos trabalhar com a formação de palavras por


meio de cruzadinhas, porém iremos unir esse trabalho a atividades que fazem parte
cotidiano do aluno.

 Conteúdo: Alfabetização;
 Objetivo:
- Fixar conceitos de formação de palavras;
- Introduzir conceitos formação de frases e pequenos textos;
- Introduzir conceitos de leitura e interpretação de pequenos textos
 Metodologia: Levando em conta que a sala em que o projeto está sendo
desenvolvido apresenta uma grande diversidade no nível de aprendizado dos
alunos, faremos a sequência das atividades voltadas para a fixação da escrita e
leitura de palavras, frases e pequenos textos. Importante se faz ressaltar que os
alunos podem, ao mesmo tempo, estarem realizando atividades propostas em todas
as unidades, dependendo do seu nível de aprendizado, portanto é de suma
importância que o professor, ao preparar seu material, leve em conta a
especificidade de cada aluno, bem como a necessidade de realizar as devidas
adaptações curriculares sempre que necessário.
Esta e a ultima etapa do nosso trabalho. Nossas atividades terão por foco a
memorização de algumas palavras e a introdução de frases e pequenos textos e
suas interpretações escritas e orais.

Este primeiro bloco de atividades será voltado para a fixação da escrita de


palavras com sílabas complexas e formação de frases.

As atividades que comporão este bloco estarão voltadas para a leitura,


formação e interpretação de frases e pequenos textos.
REFERÊNCIAS

ARANHA, M. S. F. Projeto Escola Viva - garantindo o acesso e permanência de


todos os alunos na escola: adaptações curriculares de pequeno porte. Brasília,
MEC/SEE, 2000.
BRASIL, Ministério da Educação. PCN’s Adaptações Curriculares. MEC, 1999.

CARVALHO, Maria de Fátima. O aluno com deficiência intelectual na escola: ensino,


aprendizagem e desenvolvimento humano. In: MELETTI, Silvia Márcia Ferreira;
KASSAR, Mônica de Carvalho Magalhães. Orgs. Escolarização de alunos com
deficiência: desafios e possibilidades. Mercado das Letras, Campinas, 2013. p
208.

HONORA M. & FRIZANCO M. L. Esclarecendo as deficiências: Aspectos teóricos


e práticos para contribuir com uma sociedade inclusiva. Ciranda Cultural, 2008.

PROJETO ESCOLA VIVA - Garantindo o acesso e permanência de todos os


alunos na escola - Alunos com necessidades educacionais especiais. Brasília:
Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2000.

TÉDDE, Samantha. Crianças com Deficiência Intelectual: a aprendizagem e a


inclusão. Americana: Centro Universitário Salesiano de São Paulo, 2012. Disponível
em:<http://unisal.br/wpcontent/uploads/2013/03/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Sama
ntha-T%C3%A9dde.pdf>. Acesso em: 01 de out. 2016.

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