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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Ensino à Distância

A dinâmica e evolução das comunidades

Silvina Benedito Joaquim, Código: 708207315

Curso: Licenciatura em Ensino de Geografia

Turma: G

Disciplina: Ética Social

Ano de Frequência: 3º Ano

Docente:

Beira, Maio de 2022

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 Índice 0.5
Aspectos
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Estrutura organizacion
ais  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
Introdução  Descrição dos
1.0
objectivos
 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
 Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 2.0
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacionais
2.
relevantes na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.0
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais paragrafo, espaçamento
entre linhas

Normas APA
 Rigor e coerência das
Referências 6ª edição em
citações/referências 4.0
Bibliográficas citações e
bibliográficas
bibliografia

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Recomendações de melhoria

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Índice

1. Introdução............................................................................................................................ 1

1.1. Objectivos ............................................................................................................................ 1

1.2. Metodologia ......................................................................................................................... 1

2. Definição de sucessão ecológica-Comunidade ...................................................................... 2

2.1. Classificação dos processos sucessionais ............................................................................ 3

2.1.1. Características de uma comunidade clímax...................................................................... 4

2.2. Tipos de sucessões ............................................................................................................... 7

2.3. Conceito de Areais............................................................................................................... 8

2.3.1. Tipos de Areais ................................................................................................................. 8

3. Conclusão ............................................................................................................................. 10

4. Referências bibliográficas .................................................................................................... 11

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1. Introdução

Os seres vivos em quase todas as espécies vivem em um grupo, denominado este de Comunidade.
Esta comunidade tem uma determinada evolução em todas as espécies, onde que este
desenvolvimento ou evolução trem as suas etapas ou fazes.

O presente trabalho visa falar da dinâmica e evolução das comunidades, tendo em consideração o
conceito ou definição de sucessão ecológica e areal, que se refere a sucessão ou progressão dos
seres, a sua dinâmica em questões de sobrevivência, mencionar-se-á as fases de uma sucessão e
os diferentes tipos de areal, e a sua caracterização.

Estes aspectos trazem uma importância no mundo ecológico para garantir a compreensão da
distribuição dos seres no mundo ecológico.

1.1. Objectivos

 Definir a sucessão ecológica e areal


 Indicar as fases duma sucessão ecológica
 Mencionar os diferentes tipos de areais
 Caracterizar cada tipo de areal mencionado.

1.2. Metodologia

De acordo com GIL (2002), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já
elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Este método consiste em
pesquisa em livros e internet, que contém a matéria relacionada com o tema.

Para a realização deste trabalho foram usados dados secundários (Revisão bibliográfica). A
informação usada foi extraída de artigos científicos, manuais e alguns sites de pesquisa virtual.

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2. Definição de sucessão ecológica-Comunidade

De acordo com Magalhães (S/d), é um fenómeno dinâmico em que as populações pioneiras são
gradativamente substituídas até que se estabeleça uma comunidade estável e em equilíbrio com as
condições do habitat.

A Comunidade pioneira é constituída por poucas espécies que formam uma cadeia alimentar
simples e, por isto, muito vulnerável, instável.

Sucessão Ecológica: Alterações graduais, ordenadas e progressivas no ecossistema resultante da


acção contínua dos factores ambientais sobre os organismos e da reacção destes últimos sobre o
ambiente. (Manual de Biogeografia-UCM).

A sucessão ecológica é o processo gradual de mudanças da estrutura e composição de uma


comunidade.

Representa um processo ordenado de mudanças no ecossistema, incluindo alterações no ambiente


físico pela comunidade biológica, até alcançar a fase de clímax.

Durante a sucessão ecológica, as comunidades mais simples vão com o passar do tempo sendo
substituídas por comunidades mais complexas.

A sucessão ecológica passa por três fases: a ecese, seral e clímax.

A ecese representa a comunidade pioneira. São os primeiros organismos a se instalarem no


ambiente, como líquenes, gramíneas e insectos.

A última fase é o clímax, a comunidade estabilizada. A comunidade atinge elevado número de


espécies, os nichos ecológicos são ocupados e apresenta grande quantidade de biomassa.

A comunidade tende a evoluir até clímax, quando é formada por populações em equilíbrio com o
meio. (Magalhães, S/d),

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2.1. Classificação dos processos sucessionais

Seres vivos capazes de se instalar em ambientes desfavoráveis devem ser bem adaptados e pouco
exigentes. Estes são os líques (associação de cianobactérias com fungos), que conseguem
sobreviver apenas com água, luz e pouca quantidade de sais minerais.

Dessa forma etapa após etapa a comunidade pioneira evolui, até que a velocidade do processo
começa a diminuir gradativamente, chegando a um ponto de equilíbrio, no qual a sucessão
ecológica atinge seu desenvolvimento máximo compatível com as condições físicas do local
(solo, clima, etc.). Disponível em

https://www.sobiologia.com.br/conteudos/bio_ecologia/ecologia23.php

De acordo com o Manual de Biogeografia há três fases numa sucessão, que são:

 Comunidade Pioneira

A conquista de um ambiente novo é um processo que ocorre de maneira gradual e lentamente.


Neste processo, comunidades mais simples que conseguem se adaptar às condições inóspitas são
sucessivamente substituídas por comunidades mais complexas e que exigem mais recursos do
ambiente.

Como se afirma no ENEM (2015), são os organismos pioneiros ou eceses: organismos pequenos,
simples e resistentes. Os organismos pioneiros mais comuns em uma sucessão ecológica terrestre
são os líquenes, musgos, gramíneas e insectos.

Uma vez que sobrevivem em um ambiente com condições desfavoráveis, os organismos


pioneiros utilizam a maior parte de seu suprimento energético na sua reprodução, produzindo
grande quantidade de sementes e esporos.

https://blogdoenem.com.br/sucessao-ecologica-biologia-enem/

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 Comunidade intermediária ou séries

No Emem (2015), afirma-se que os Intermediários ou séries: os organismos intermediários de


uma sucessão ecológica são aqueles que começam a se instalar após os pioneiros terem
“preparado o ambiente”. Fazem parte desse grupo de seres vivos as vegetações arbustivas e
herbáceas.

 Comunidade Clímax

Clímax: A comunidade clímax é a mais complexa da sucessão ecológica. Esta etapa é a mais
desenvolvida e biodiversa que pode ocorrer em determinado ambiente, pois este grupo de seres
vivos explora todos os recursos e potencialidade de um local.

2.1.1. Características de uma comunidade clímax

A estabilidade de uma comunidade clímax está em grande parte associada ao aumento da


variedade de espécies e da complexidade das relações alimentares.

Isso ocorre, pois ao possuir uma teia alimentar complexa e multidireccional, tornas-se mais fácil
contornar a instabilidade ocasionada pelo desaparecimento de uma determinada espécie.
Comunidades mais simples possuem poucas opções alimentares e, portanto, são mais instáveis.

A produtividade bruta (total de matéria orgânica produzida) em comunidades clímax é grande,


sendo maior do que as das comunidades antecessoras. Entretanto a produtividade líquida é
próxima a zero, pois toda a matéria orgânica que é produzida é consumida pela própria
comunidade. Por isso uma comunidade clímax é estável, ou seja, não está mais em expansão.

Tendências esperadas no ecossistema ao longo da sucessão (primária)

Atributos do ecossistema Em desenvolvimento Clímax

Constante ou
CONDIÇÕES AMBIENTAIS Variável e imprevisível previsivelmente
Variável

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POPULAÇÕES

Mecanismos de determinação de Abióticos, Independentes de Bióticos, dependentes


tamanho populacional Densidade de Densidade

Tamanho do indivíduo Pequeno Grande

Ciclo de vida Curto/simples Longo/complexo

lento, maior capacidade


Crescimento Rápido, alta mortalidade
de sobrevivência
competitiva

Produção Quantidade Qualidade

Flutuações + Pronunciadas - Pronunciadas

ESTRUTURA DA COMUNIDADE

Estratificação (heterogeneidade espacial) Pouca Muita

Diversidade de espécies (riqueza) Baixa Alta

Diversidade de espécies (equitatividade) Baixa Alta

Diversidade bioquímica Baixa Alta

Matéria orgânica total Pouca Muita

ENERGÉTICA DA COMUNIDADE

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PPB/R >1 =1

PPB/B Alta Baixa

PPL Alta Baixa

Cadeia alimentar Linear (simples) Em rede (complexa)

NUTRIENTES

Ciclo de minerais Aberto Fechado

Nutrientes inorgânicos Extrabióticos Intrabióticos

Troca de nutrientes entre organismos e


Rápida Lenta
ambiente

Papel dos detritos na regeneração de


Não importante Importante
nutrientes

POSSIBILIDADE DE EXPLORAÇÃO
PELO HOMEM

Produção potencial Alta Baixa

Capacidade de resistir à exploração Grande Pequena

Fonte: https://www.sobiologia.com.br/conteudos/bio_ecologia/ecologia23.php

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2.2. Tipos de sucessões

Tendo em conta as fases das sucessões ecológicas os seres pertencentes a estas fases podem ser
agrupados em vários tipos.

De acordo com o manual de Biogeografia, existem quatro tipos de sucessões:

 Primárias: quando a evolução se dá a partir da rocha nua ou solo desprovido de


organismos

A sucessão primária tem início em uma área desabitada.

Ocorre em ambientes que não foram previamente ocupados por seres vivos, como rochas nuas,
lavas solidificadas, depósitos de areia, uma faixa recente de praia.

As espécies pioneiras conseguem se estabelecer em locais inóspitos, sujeitas às diversas


condições ambientais e abrem caminho para o estabelecimento de novas espécies.

São exemplos de espécies pioneiras os líquenes e as gramíneas. Disponível em


https://www.todamateria.com.br/sucessao-ecologica/

 Secundárias, quando estas se dão após um desastre ambiental, como por exemplo
um desabamento, derramamento de lava, uma inundação ou por acção antrópica.
(Manual de Biogeografia)

O site https://www.todamateria.com.br/sucessao-ecologica/, afirma que a sucessão secundária


ocorre em substratos que já foram anteriormente ocupados por uma comunidade biológica. Por
isso, apresentam mais condições para o estabelecimento de seres vivos.

Como exemplo estão as clareiras, as áreas desmatadas e os campos de cultivo abandonados.

No manual de Biogeografia, destaca-se mais dois (2) tipos de sucessão, que são:

 Autotróficas, quando um ambiente, oferecendo componentes abióticos


necessários; sais minerais; água, sedia o desenvolvimento de comunidades
autotróficas.
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 Heterotróficas, quando um ambiente, oferecendo componentes bióticos
necessários; matéria orgânica, sedia o desenvolvimento de comunidades
heterotróficas.

2.3. Conceito de Areais

De acordo com o Manual de Biogeografia, Areais são zonas ou áreas da superfície terrestre onde
as espécies habitam.

2.3.1. Tipos de Areais

De acordo com o manual de Biogeografia, existem quatro tipos de Areais.

 Areais Cosmopolita

Típico de invasoras; ocorrem em todos os lugares, fica difícil saber qual o Centro de origem. Ex:
Taraxacum, Amaranthus, pombos domésticos, homem. Disponível em

https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/1699938/course/section/534496/Biogeografia.pdf

 Endémica

Ocorrem em áreas restritas. Ex: Stylosanthes angustifolia; S. debilis (ocorre num único local em
Diamantina (10 a 15 km2). Disponível em

https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/1699938/course/section/534496/Biogeografia.pdf

De acordo com Brown e Lomolino (1998), os areais endémicas podem ser classificados de
diversas formas, como:

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 Quanto à sua origem, os endemismos podem ser classificados como autóctones ou
alóctones.

Os organismos endémicos autóctones são aqueles cuja diferenciação ocorreu no local onde
vivem no presente, enquanto os alóctones são aqueles que se diferenciaram num local
diferente de onde ocorrem hoje.

 Relictos taxionómicos ou biogeográficos são tipos de endemismo alóctone.

 Quanto à idade, espécies endémicas podem ser classificadas como paleoendêmicas, no


caso de espécies bastante disseminadas em épocas remotas persistirem numa área restrita,
ou neoendêmicas, no caso de espécies formadas recentemente.

 Disjuntivas
 Vicariantes

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3. Conclusão

De acordo com as pesquisas, conclui-se que para a construção ou a constituição de uma


sociedade dos seres é importante que estes seres tenham certas condições para a sua
sobrevivência.

As sucessões ecológicas são, alterações graduais, ordenadas e progressivas no ecossistema


resultante da acção contínua dos factores ambientais sobre os organismos e da reacção destes
últimos sobre o ambiente.

Essas comunidades são constituídas em primarias, secundarias, heterotróficos e autotróficos, cada


ser pertence a uma dessas classes.

A Comunidade pioneira é constituída por poucas espécies que formam uma cadeia alimentar
simples e, por isto, muito vulnerável, instável. E apresenta grande quantidade de biomassa.

Contudo, nota-se que essas comunidades são criadas para a luta de sobrevivência, criadas com o
objectivo de ocupação de territórios para a sua habitação.

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4. Referências bibliográficas

 Brown, J & Lomolino, M. Biogeography. 2nd Ed. Massachusetts: Sunderland.


1998.
 Enem. (2015). Disponível em https://blogdoenem.com.br/sucessao-ecologica-
biologia-enem/. Acesso no dia 06 de Maio de 2022
 Gil, A. C. (2002). Como Elaborar Projecto de Pesquisa. (4. Ed). São Paulo-
Brasil: Atlas
 https://www.sobiologia.com.br/conteudos/bio_ecologia/ecologia23.php. Acesso
no dia 06 de Maio de 2022
 https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/1699938/course/section/534496/Biogeog
rafia.pdf. Acesso no dia 06 de Maio de 2022
 https://www.todamateria.com.br/sucessao-ecologica/. Acesso no dia 06 de Maio
de 2022
 Magalhães, L. (S/d). Sucessão Ecológica. Disponível em
https://www.todamateria.com.br/sucessao-ecologica/. Acesso no dia 06 de Maio
de 2022
 Manual de Tronco Comum, Módulo de Ética Social. Código:01-A0203. UCM-
IED

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