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ATIVIDADE AVALIATIVA PERSPECTIVAS COGNITIVO –

COMPORTAMENTAIS

1 - Marília procurou um psicólogo cognitivo-comportamental por estar a mais de um


ano sem ir ao médico, pois não consegue realizar exames de sangue. Sente muito medo
de tudo que se relaciona ao tema: injeção e acessórios (agulha, seringa, manguito).
Também não passa em frente ao laboratório próximo a sua casa, sempre vai por um
caminho mais longo para não ter de passar perto do laboratório. Sabe que seu medo não
tem fundamento, pois pessoas fazem exames a toda hora com segurança, mas não
consegue se livrar desses pensamentos incômodos. Quando tinha 4 anos, seus pais a
levaram supostamente a uma consulta médica e de repente Marília percebeu que o
enfermeiro iria lhe “furar” com a agulha. Ela sem entender tentou fugir, relutou e teve
de ser contida pelos pais. Segundo o relato dos próprios pais, eles acreditaram que
Marília não ia entender nada mesmo, então nada precisaria ser explicado. Marília relata
que esse procedimento doeu muito e tem lembranças vívidas da situação e da sensação
de dor. Sempre que imagina a situação, sente-se desconfortável e com vários sintomas
ansiosos como taquicardia, sudorese, respiração ofegante, e com sensação de desmaio.
Pensa que nunca vai conseguir vencer esse “trauma”. Também se sente triste e frustrada
com tudo isso. A sua meta principal no tratamento é realizar exames periódicos sem
sensação de desmaio. (Valor 1,5)
a) Com base no caso de Marília, indique três técnicas essenciais para casos de
fobia. Justifique a sua escolha.
As três técnicas utilizadas são descatastrofização, inundação e ensaio
cognitivo. Essas técnicas são muito eficientes para o tratamento de fobias, pelo
fato de treinar a mente para as situações.
b) Explique a forma adequada de administração de cada uma das três técnicas.
Descatastrofização: consiste no analista fazer diversas perguntas que faça com
o paciente entenda que não é “tão ruim” e ele consiga desenvolver uma
confiança em querer lidar com as situações temidas.
Inundação: usada apenas em alguns casos, quando a exposição gradual não
dá certo. Nela o paciente é exposto intensamente ao objeto fóbico por um logo
período de tempo, sem a chance de buscar “saídas”.
Ensaio cognitivo: Treina a mente do paciente para ter outras opções de
respostas para determinadas situações.

2 - Mônica sofre de obesidade e irá se submeter à cirurgia bariátrica. Por ter um IMC 42
Kg/m2, é considerada uma obesa mórbida. Por ter muita gordura na região do abdômen,
o seu cirurgião aconselhou que ela perdesse peso antes da cirurgia. Esse fato gerou
preocupação em Mônica, pois ela tem o hábito de beliscar, ou seja, comer de forma
fracionada e não planejada. Em algumas noites, afirma que chega a “assaltar a
geladeira” mais de seis vezes. Na tentativa de ter melhor controle do seu
comportamento alimentar, Mônica pediu auxílio a sua psicóloga. De acordo com a
dificuldade de Mônica, qual técnica você utilizaria para ajudá-la a barrar o impulso de
comer e relembrar de seus objetivos para perder peso? Descreva a aplicação desse
recurso.
Os cartões de enfrentamento são feitos pelo próprio paciente, nesse caso
monica, que vai dar sugestões e instruções de situações praticas e
importantes, para quando ela quiser fazer algo que não possa, ela leia e
obtenha sucesso.

3 - Flávia é uma jovem de 30 anos, ficou viúva há 3 meses, e desde então caiu em um
quadro de depressão grave. De forma irracional, acredita ser culpada pela morte do
esposo, pois no dia do acidente ele estava indo buscar sua mãe na cidade vizinha.
Deixou de ir ao seu escritório de arquitetura e tem delegado os cuidados de seu filho a
sua mãe. A família solicitou atendimento de um terapeuta cognitivo – comportamental
durante sua internação por anemia em um hospital geral. Com os agravos da doença,
Flávia passa praticamente todo o dia na cama, não tem se preocupado com cuidados
pessoais básicos e pouco se alimenta, chora com frequência, se mantém muito calada,
não demonstra interesse de manter conversas por muito tempo, na verdade não se
concentra no que as pessoas falam. Embora a família tenha boa vontade, as investidas
de pedir que ela reaja à depressão não estão auxiliando na melhora de seu quadro.
Imagine que você é esse (a) psicólogo (a) contratado (a) pela família de Flávia. Que
procedimentos, baseados na terapia cognitivo – comportamental, você poderia utilizar
para ajudar a Flávia no tratamento de sua depressão? Elabore ao menos dois exemplos e
explique a sua execução.
Nesse caso é usado a reatribuição, pois é perceptível que Flavia tem a
atribuição distorcida “interno x externo”, já que ela internaliza a culpa e
responsabilidade pela morte do esposo. Com isso, deve-se explicar o que é a
reatribuição e em seguida montar um gráfico de “pizza” de acordo com as
perguntas sobre a situação, para assim, ela botar em cada ponto a
porcentagem da sua culpa e por fim visualizar de “fora” cada ponto. Além disso,
também pode ser usado o advogado de defesa, em que Flavia vai ser a
advogada de defesa e os pensamentos automáticos dela (reproduzidos pelo
terapeuta) é o advogado de acusação.
4 – Luiz chega ao seu consultório relatando ataques de ansiedade e parecem surgir sem
gatilhos específicos. Relata que começa a sentir tontura, falta de ar, taquicardia, peso no
peito e sudorese. Esses sintomas o levam a pensar que está tendo um ataque cardíaco.
Em função desse quadro, Luiz tem tido medo de sair de casa e chegou a desmarcar
compromissos importantes de ansiedade. Elabore um texto com ao menos duas
intervenções possíveis de um psicólogo cognitivo – comportamental no caso de Luiz,
não esqueça de explicar a aplicação das intervenções.
Descatastrofização, o analista vai fazer várias perguntas para luiz,
questionando o que ele acha que pode acontecer em situações hipotéticas feita
pelo psicólogo, ate chega um momento que ele confie em fazer algumas
atividades que antes era impossível;
Acalme-se, o paciente vai aceitar as sensações em seu corpo ao invés de
“lutar” contra elas e impedindo de sentir a ansiedade, já que fazer isso só dá
ênfase ao sentimento.

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