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UNIVERSIDADE POLITÉCNICA – À POLITÉCNICA

Instituto Superior de Humanidades Ciências e Tecnologias

Engenharia Civil – Pós-laboral

Treliças

Gulam Hussen M. Hanif

Júlio Afonso Armazém

Kanú Mário

Saryma Sifa Tuaire

Shu Ching Chang

Wilson Ernesto S. Mafuca

Quelimane, Setembro de 2019


Gulam Hussen M. Hanif

Júlio Afonso Armazém

Kanú Mário

Saryma Sifa Tuaire

Shu Ching Chang

Wilson Ernesto S. Mafuca

Treliças

Trabalho de pesquisa sobre Treliças apresentado como


exigência do programa de aulas Práticas da disciplina de
Estruturas Metálicas e Mistas do Curso de Bacharelato
em Engenharia Civil do Instituto Superior de
Humanidades Ciências e Tecnologias

Docente: Américo Menete

Quelimane, Setembro de 2019


Índice
Introdução ......................................................................................................................... 4

Conceito ............................................................................................................................ 5

Elementos Constituintes ................................................................................................... 5

Tipos de Treliças .............................................................................................................. 6

Treliças Planas .............................................................................................................. 6

Tipos de treliças planas ................................................................................................. 6

Treliças Espaciais ......................................................................................................... 8

Conclusão ....................................................................................................................... 10

Referências Bibliográficas .............................................................................................. 11


Introdução

As treliças são um dos principais tipos de estruturas de engenharia, apresentando-


se como uma solução estrutural simples, prática e económica para muitas situações de
engenharia, especialmente em projecto de passagens superiores, pontes e coberturas. A
treliça apresenta a grande vantagem de conseguir vencer grandes vãos, podendo suportar
cargas elevadas comparativamente com o seu peso. Podemos ainda observar as estruturas
treliçadas em postes de alta tensão, vigas de lançamento, gruas e em inúmeras outras
estruturas de engenharia.

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Conceito

As treliças ou “sistemas triangulados” são estruturas formadas por elementos mais


rígidos, aos quais se dá o nome de barras. Estes elementos encontram-se ligados entre si
por articulações/nós que se consideram, no cálculo estrutural, perfeitas (isto é, sem
qualquer consideração de atrito ou outras forças que impedem a livre rotação das barras
em relação ao nó). Nas treliças as cargas são aplicadas somente nos nós, não havendo
qualquer transmissão de momento flector entre os seus elementos, ficando assim as barras
sujeitas apenas a esforços normais/axiais/uniaxias (alinhados segundo o eixo da barra) de
tracção ou compressão.

Elementos Constituintes

Os principais elementos que compõem as treliças são:

 Corda ou banzo: conjunto de barras que limitam superiormente ou inferiormente


a treliça;
 Montante: barra vertical das treliças;
 Diagonal: barra com o eixo coincidente com a diagonal de um painel;
 Painel: trecho compreendido entre dois alinhamentos consecutivos de montantes.
 Nó: ponto de encontro e junção das extremidades das barras;
 Tesoura: treliça de banzos não paralelos, destinada ao suporte de uma cobertura.

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Tipos de Treliças

As treliças podem ser planas ou espaciais de acordo com a distribuição de seus


elementos segundo um mesmo plano ou em planos distintos, respectivamente.

Treliças Planas

Denomina-se treliça plana, o conjunto de elementos de construção (barras


redondas, chatas, cantoneira) que são interligados entre si, sob forma geométrica
triangular, através de pinos, soldas, rebites ou parafusos e que visam formar uma estrutura
rígida, com a finalidade de resistir a esforços somente a normais.

O nome treliça plana deve-se ao fato de todos os elementos do conjunto


pertencerem a um único plano e esse sistema estrutural é muito aplicado em pontes,
viadutos, coberturas, guindastes, torres, etc.

A treliça ideal é um sistema reticulado indeformável cujas barras possuem todas


as suas extremidades rotuladas e cujas cargas estão aplicadas nestas rótulas.

Tipos de treliças planas

Em casos onde a inclinação do telhado é muito pequena e não se pode considerar


os dois banzos paralelos, a disposição dos montantes e das diagonais pode dar origem a
treliças de eficiência similares, porém de comportamentos estruturais um pouco
diferentes entre si. Segue abaixo algumas das tesouras mais usuais utilizadas na prática
da construção civil.

Tipo Howe

A treliça Howe é o oposto da treliça Pratt. Os elementos diagonais estão dispostos


na direcção contrária do centro da ponte e suportam a força de compressão. Isso faz com
que os perfis metálicos necessitem ser um pouco maiores, tornando a ponte mais cara
quando construída em aço.

Tipo Pratt

A treliça Pratt é facilmente identificada pelos seus elementos diagonais que, com
excepção dos extremos, todos eles descem e apontam para o centro do vão. Excepto
aqueles elementos diagonais dos meio próximos ao meio, todos os outros elementos
diagonais estão sujeitos somente à tracção, enquanto os elementos verticais suportam as

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forças de compressão. Isto contribui para que os elementos diagonais possam ser
delgados, fazendo com que o projeto fique mais barato.

Tipo Belga

A treliça tipo belga caracteriza-se por não possuir barras verticais (montantes e
pendural). Isso faz com que não haja uma barra representando o centro de simetria da
treliça. Além de acarretar uma economia de matéria-prima pela diminuição de barras, esse
tipo de configuração exige tracção de um maior número de peças. Isto permite que as
peças sejam mais esbeltas (não há flambagem). A configuração belga gera economia
também na quantidade de aço utilizado nas juntas, isto devido a possuir um menor número
de "nós" ou ligações que as demais configurações de treliças. Esta treliça permite um
melhor aproveitamento do interior da treliça, já que não possui o pendural central.

Tipo Polonesa ou Fink

Na treliça polonesa ou Fink, vemos uma treliça cujas diagonais são traccionadas,
sendo os montantes comprimidos, características análogas às da viga Pratt.

Tipo Warren

A treliça Warren é talvez a mais comum quando se necessita de uma estrutura


simples e contínua. Para pequenos vãos, não há a necessidade de se usar elementos
verticais para amarrar a estrutura, onde em vãos maiores, elementos verticais seriam
necessários para dar maior resistência. As treliças do tipo Warren são usadas para vencer
vãos entre 50 e 100 metros.

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Treliças Espaciais

Por sua vez, a treliça espacial (ou estrutura reticulada tridimensional) consegue
responder muito bem a uma acção localizada e também distribuir de forma bastante eficaz
os esforços entre os seus elementos (barras e nós) em consequência da interconexão entre
os mesmos.

Uma treliça espacial é uma estrutura metálica de aço ou alumínio que utiliza a
forma básica de um triângulo, única forma indeformável, para criar um conjunto
tridimensional de alta eficiência estrutural. Suas barras e nós suportam cargas axiais e têm
a capacidade de distribuí-las no espaço, criando um sistema eficiente quando calculado
de maneira apropriada. Esse sistema funciona de modo que quando um membro atinge

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sua capacidade máxima, os demais suportam cargas adicionais, fazendo com que o
sistema funcione de maneira integrada. As treliças geradas a partir do módulo piramidal
podem ter bases rectangulares ou quadradas, enquanto as tetraédricas podem ser de base
triangular equilátera ou isósceles. As barras constituintes podem ser fabricadas a partir de
perfis tubulares circulares, rectangulares ou quadrados, podendo também ser
confeccionadas em perfis tipo “U” com abas à 90º ou inclinadas.

As principais vantagens de se usar treliças espaciais são:

- A boa relação entre o peso próprio da estrutura e o vão da treliça;

- Fácil transporte, fabricação e montagem, com elementos de peso próprio reduzido;

- Facilidade de desmontagem e ampliação para estruturas temporárias;

- Grande repetição de elementos e nós para grandes vãos, diminuindo o custo da estrutura
em comparação com as demais;

- Beleza arquitectónica e flexibilidade quanto à disposição dos pilares.

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Conclusão

Depois de feito o trabalho, concluímos que, a treliça é uma estrutura de elementos


ligados pelas extremidades, comumente utilizadas em construções, com finalidade de
desenvolver resistência a uma certa força resultante aplicada, funcionando como
distribuidora de forças, sendo que em uma barra de treliça só pode existir dois tipos de
forças: uma que comprime a barra e outra que traciona. De maneira geral, os materiais
utilizados nas treliças deve possuir boa resistência mecânica e, sua resistência a tração é
maior do que a com pressão, isso possibilita que as treliças tracionadas sejam delgadas,
permitindo uma boa economia na construção. Existem inúmeras formas de treliças e de
acordo com o modelo utilizado, a inversão da direção diagonal de uma treliça muda
completamente a sua funcionalidade, podendo deixar de sofrer compressão e vim a sofrer
tração.

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Referências Bibliográficas

 Chamecki, S.; “Curso de estática das construções”, Editora Científica, Rio de


Janeiro, 1956;
 Hibbeler, R.C. Estática: Mecânica para engenharia, vol. 1; 10ª edição; Editora
Pearson; São Paulo; 2005;
 Ricardo, O.G.S. Introdução à Resistência dos Materiais, Campinas. Editora
universidade de Campinas, 1977.

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