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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação a Distância

Tema: Biodiversidade
(Gestão Ambiental)

Nome : Anifa Ainane, Nº do Cod 708215702

Pemba, junho de 2022


Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação a Distância

Tema: Biodiversidade
(Gestão Ambiental)

Nome : Anifa Ainane, Nº do Cod 708215702

Trabalho de caracter avaliativo, pertencente a


cadeira de Ecossistema da Terra, Curso de Gestão
Ambiental, Turma E- 1° Ano, submetidos a
Universidade Católica de Moçambique (Instituto
de Educação à Distância),lecionado por:

Msc: Lázaro João Kangela

Pemba, junho de 2022


Índice
1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................................... 3
2. OBJECTIVOS............................................................................................................................ 4
2.1. Objectivo Geral .......................................................................................................................... 4
2.2. Objectivos específicos ............................................................................................................... 4
3. Metodologia ............................................................................................................................... 4
4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................................... 5
4.1. Pirâmides ecológicas ..................................................................................................................... 5
4.2 Pirâmide de energia ............................................................................................................... 5
4.3. Piramide de Numeros ............................................................................................................ 6
4.4. Pirâmide de Biomassa............................................................................................................ 8
4.5. Ciclos biogeoquímicos .............................................................................................................. 8
4.5.1. Noções de Biogeoquímica ................................................................................................. 8
4.5.2. O Ciclo da Água ..................................................................................................................... 9
4.5.3. Ciclo do carbono .............................................................................................................. 10
4.5.4. Ciclo do oxigénio ............................................................................................................. 10
4.5.5. Ciclo do nitrogénio........................................................................................................... 11
4.5.6. Ciclo do fósforo ................................................................................................................ 12
4.5.7. Ciclo do enxofre ............................................................................................................... 13
4.6. Produtividade dos ecossistemas .............................................................................................. 13
4.6.1. Eficiência Ecológica ........................................................................................................ 14
4.6.2. Produtividade Primária .................................................................................................... 14
4.7. Transferência de energia nos ecossistemas ........................................................................ 15
4.8. Biodiversidade no Mundo ....................................................................................................... 16
Conservação da biodiversidade e áreas protegidas: mundo avança, mas não alcança meta ...... 18
4.8.1. A avaliação............................................................................................................................ 18
4.8.2. Pontos frágeis........................................................................................................................ 18
4.8.3. Desafios ................................................................................................................................. 19
4.9. Ecossistemas terrestres. ........................................................................................................... 19
4.9.1. A distribuição geográfica dos ecossistemas ................................................................... 20
4.9.2. Classificação dos ecossistemas terrestres ....................................................................... 20

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5. CONCLUSÃO ......................................................................................................................... 21
6. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................... 22

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1. INTRODUÇÃO
A Gestão Ambiental com enfoque no meio ambiente, é ponderável quanto as diferenças,
aproximações e desafios. Isso porque o retrata da natureza, mais especificamente os fenómenos
da vida, o meio natural, a diversidade de seres vivos, os processos e interacções. Por outro lado,
A observação e aprendizagem, a respeito dos sistemas naturais sempre existiram na história da
humanidade. Por vários séculos, a interpretação da dinâmica desses sistemas ocorreu com
diferentes simbologias, míticas, ritualistas ou religiosas.

Nesse sentido, o presente trabalho tenta conciliar os desafios da gestão ambiental, propondo a
análise descritiva a acerca do tema da biodiversidade, bem como a descrição dos subtopicos
dentro do trabalho.

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2. OBJECTIVOS

2.1. Objectivo Geral


 Abordar A Cerca Da Biodiversidade.

2.2. Objectivos específicos


 Falar sobre a Pirâmides ecológicas;
 Falar sobre o Ciclos biogeoquímicos;
 Falar sobre a Produtividade dos ecossistemas;
 Falar sobre a Transferência de energia nos ecossistemas;
 Falar sobre a Biodiversidade no Mundo e;
 Falar sobre o Ecossistemas terrestres

3. Metodologia
Para a elaboração do presente trabalho foram usadas consultas nos artigos científicos que relatam
sobre alguns temas e subtemas do trabalho e também foi feita as pesquisas na internet que serão
apresentadas as suas referencia bibliográfica no fim do trabalho.

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4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
4.1. Pirâmides ecológicas
As pirâmides ecológicas são úteis na representação dos níveis tróficos de um ecossistema, sendo
que os decompositores não são incluídos nas pirâmides. Nelas, cada nível trófico é representado por
um retângulo, no qual o comprimento é proporcional ao número de indivíduos na pirâmide de
números; à biomassa, na pirâmide de biomassa; e à energia, na pirâmide de energia. A pirâmide de
números indica a quantidade de organismos que há em cada nível trófico. Dependendo do
ecossistema, a pirâmide de números poderá ter o seu ápice voltado para cima (pirâmide direta) ou
voltado para baixo (pirâmide invertida). Quando em um ecossistema são necessários muitos
produtores para alimentar poucos gafanhotos, que servirão de alimento para um número menor
ainda de pássaros, utilizamos a pirâmide com o ápice para cima. A pirâmide com o ápice para baixo
será utilizada quando, em uma floresta, uma única árvore sustentar um grande número de pulgões,
que são comidos por um número menor de pássaros.

Representam-se as relações de transferência de energia entre níveis tróficos por diagramas


conhecidos por pirâmides ecológicas. Falamos em transferência de energia, pois quando um ser
vivo se alimenta de outro, está captando matéria orgânica que será transformada em energia,
principalmente pelo processo de respiração. Entretanto, parte dessa energia é dissipada para o
ambiente sob a forma de calor e não é reaproveitada, ficando indisponível para o nível trófico
seguinte. Outra parte da energia é usada pelo organismo na manutenção de suas funções vitais; há
também uma parte da energia que fica armazenada em seu corpo sob a forma de matéria
orgânica, disponível para outro nível trófico. As pirâmides ecológicas podem ser representadas
por três tipos: número, biomassa e energia.

4.2 Pirâmide de energia


Falamos em transferência de energia, pois quando um ser vivo se alimenta de outro, está
captando matéria orgânica que será transformada em energia, principalmente pelo processo de
respiração. Entretanto, parte dessa energia é dissipada para o ambiente sob a forma de calor e não
é reaproveitada, ficando indisponível para o nível trófico seguinte. Outra parte da energia é usada
pelo organismo na manutenção de suas funções vitais; há também uma parte da energia que fica
armazenada em seu corpo sob a forma de matéria orgânica, disponível para outro nível trófico.
Como há perda de energia ao longo de uma cadeia alimentar, a comparação entre os níveis de

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energia incorporados em cada nível trófico geraa figura de pirâmide. Veja a pirâmide de energia
ao lado, que considera a quantidade de matéria orgânica acumulada por área ou volume
(biomassa) por unidade de tempo em cada nível trófico. As diferenças de largura entre os
retângulos que formam a pirâmide indicam a energia dissipada ou não aproveitada na
transferência de energia entre um nível trófico e outro. Há, portanto, redução da energia
disponível aos seres vivos ao longo da cadeia alimentar, o que limita o número de níveis tróficos
possíveis nos ecossistemas.

Fig 1: Piramide de energia

4.3. Piramide de Numeros


Outro tipo de diagrama que pode ser construído é a pirâmide de números, em que se relaciona o
número de indivíduos para cada nível trófico. Apesar de receber o nome de “pirâmide”, o
diagrama de números nem sempre adquire esse formato. Considere a cadeia alimentar
representada abaixo, formada por capim,vaca e carrapato.

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Fig2: Cadeia alimentar da pirâmide de Numeros

Fig 3: Esquemas de pirâmides ecológicas de energia (A) e de números (B) para a cadeia
alimentar: capim → vaca → carrapato. Os valores são arbitrários

Neste exemplo, milhares de indivíduos produtores (capim) são necessários para alimentar um
consumidor primário (vaca), que por sua vez serve de alimento para centenas de consumidores
secundários (carrapatos). Compare as pirâmides de energia e de números construídas para essa
situação, mostradas acima.

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4.4. Pirâmide de Biomassa
Existe também a pirâmide de biomassa, que representa a quantidade de matéria orgânica em cada
nível trófico, por unidade de área ou volume em determinado momento. Assim como a pirâmide
de números, a pirâmide de biomassa também pode apresentar variações no formato. No entanto,
para a maioria das cadeias alimentares, o formato de pirâmide se observa.

Retomando a cadeia alimentar formada por capim, vaca e carrapatos. Considera -se que a
biomassa de cada nível trófico seja calculada em g/m2, para um determinado instante. Verifica-se
ainda que a biomassa de produtores é maior que a do herbívoro, ou seja, uma quantidade
relativamente grande de capim sustenta determinada massa da vaca. O mesmo se verifica entre a
vaca e os carrapatos, que apesar de numerosos, não apresentam grande valor de biomassa.
Observa-se abaixo uma pirâmide de biomassa relacionada a uma cadeia alimentar semelhante à
do exemplo exposto.

Fig 4: Exemplo de uma pirâmide de biomassa, feita a partir dos dados hipotéticos de peso seco
dos organismos que compõem a cadeia alimentar, que neste exemplo é de um ecossistema
terrestre.

4.5. Ciclos biogeoquímicos


4.5.1. Noções de Biogeoquímica
Segundo Schlesinger (1997), a biogeoquímica pode ser definida como “a integração entre
biologia, geologia, química e outras disciplinas, para entender o funcionamento da natureza”.
Estes ciclos são governados direta ou indiretamente, pela energia solar incidente e pela força
gravitacional. Os padrões de ciclagem de nutrientes na biosfera envolvem não apenas o
metabolismo biológico, mas também uma série de reações químicas
estritamente abióticas.
Um ciclo biogeoquímico pode ser representado por um conjunto de armazenamentos
(reservatórios ou caixas) e de transferências (fluxos). Os ciclos biogeoquímicos representam o
movimento dos nutrientes entre os reservatórios orgânicos e inorgânicos, determinando a
disponibilidade para os organismos a curto prazo. Sendo que os principais reservatórios dos
elementos essenciais estão localizados na atmosfera, na litosfera (rochas, solos e sedimentos) ou
na hidrosfera e o fluxo na fase inorgânica, de modo geral, tende a ser mais lento do que
o da fase orgânica.

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Os reservatórios são formados pelos principais compartimentos da biosfera nos quais os
elementos são armazenados. Eles incluem a atmosfera, a litosfera, biomassa e a hidrosfera, nos
quais ocorrem movimentos de entrada e saída de átomos, determinados por processos físicos,
químicos e biológicos.
As principais entradas ocorrem pelo intemperismo, entradas atmosféricas, imigração, e as
principais saídas de nutrientes do ecossistema, são por erosão, lixiviação, evasão de gases,
emigração e corte de biomassa.

4.5.2. O Ciclo da Água


Pela respiração e pela transpiração, os animais eliminam certa quantidade de vapor de água. O
mesmo acontece com as plantas, que transpiram por suas folhas. A atividade de outros seres
vivos também pode liberar água, como é o caso do processo de decomposição, feito por certas
bactérias e fungos. A água (H2O) liberada pelos seres vivos na forma de vapor vai para a
atmosfera. O mesmo acontece com a água que evapora diretamente da superfície de oceanos,
rios, lagos e do solo. Essa parcela de água que vai para a atmosfera, na forma de vapor,
corresponde à evapotranspiração.
Ao atingir certa altura da atmosfera, o vapor de água sofre condensação devido às temperaturas
mais baixas. A água, agora em estado líquido, pode retornar sob forma de chuva. Uma parte da
chuva infiltra-se no solo, onde a água poderá ser consumida por plantas e outros seres; pode
também acumular-se formando lençóis de água subterrânea que servirão de fonte de água para
nascentes de rios, que por sua vez abastecem os oceanos. Outra grande parte da água da chuva,
contudo, precipita-se diretamente nos oceanos.
Aproximadamente 94% do volume de água existente no planeta, sem considerar o vapor de água
da atmosfera, está concentrado nos oceanos e mares. Apenas 6% correspondem à água doce,
encontrada em rios, lagos, pântanos e, no estado sólido, em geleiras e icebergs. Dessa pequena
quantidade de água doce, apenas uma parte corresponde à água dos rios, que é a principal fonte
para consumo de animais, incluindo o ser humano.

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4.5.3. Ciclo do carbono
A disponibilidade de carbono como gás carbônico no ar, como carbonato na crosta da terra, como
íons de carbonato no mar, e nas muitas combinações orgânicas em biota terrestre e no mar, é
basicamente dependente do fato que, gases contendo carbono (principalmente metano e dióxido
de carbono) escaparam do interior da terra durante idades geológicas. A biosfera, como existe
hoje, evoluiu em uma interação complexa entre carbono e muitos outros elementos,
principalmente hidrogênio, oxigênio, os elementos nutrientes básicos, nitrogênio, fósforo,
enxofre, e alguns metais que em quantidades secundárias são fundamentais ao desenvolvimento
de vida. Portanto o ciclo do carbono não pode ser tratado independentemente dos ciclos dos
outros elementos envolvidos no sistema de biogeoquímico.

Os organismos vivos são principalmente compostos por água e vários componentes de carbono.
O ciclo do carbono é, pois, de maior importância para o sustento da vida em suas mais variadas
formas. O carbono é encontrado em maior proporção em rochas, como os carbonatos, geralmente
associados com o cálcio em calcários; ou disperso em carbono orgânico e em rochas
sedimentárias, particularmente o xisto.
Os carbonatos são descritos como contendo carbono inorgânico, com cerca de 3/4 do total de
carbono nesta forma e outro 1/4 disperso em componentes orgânicos. O conteúdo de carbono em
outros reservatórios (atmosfera, biota do solo, húmus do solo, combustíveis fósseis, biota
marinha e compostos dissolvidos) representa menos de 1% do total (O’NEILL, 1994).

O ciclo de biogeoquímico de carbono constitui o mecanismo básico para a produção de recursos


renováveis como alimentos, fibras e combustível, mas o Homem crescentemente vem afetando o
ciclo de carbono por uso dos combustíveis fósseis, intensificando agricultura, e destruindo
segmentos da vegetação da terra. Em particular a quantidade de CO2 crescente da atmosfera
causa preocupação séria por causa das mudanças climáticas que podem ser o resultado disto.

4.5.4. Ciclo do oxigénio


O oxigênio participa dos outros ciclos biogeoquímicos, pois está presente na composição da água,
do gás carbônico e de certos compostos de nitrogênio. Ele também é encontrado na forma de gás
(O2) livre na atmosfera, onde sua concentração é de aproximadamente 21%, e dissolvido na água.
Na atmosfera da Terra, o gás oxigênio participa da formação de ozônio (O3). A camada de

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ozônio forma-se a cerca de 30 km da superfície terrestre e bloqueia a entrada de grande parte da
radiação ultravioleta (UV) que chega ao planeta.

Os raios UV são importantes para os seres vivos, mas em alta intensidade são capazes de induzir
o material genético das células a mutações. A exposição excessiva aos raios UV parece estar
relacionada ao aparecimento de anomalias em algumas espécies e, já comprovadamente, a
doenças, como o câncer de pele e a catarata em seres humanos.

4.5.5. Ciclo do nitrogénio


O nitrogênio é um gás inerte, responsável por cerca de 79% do volume da atmosfera. No ciclo do
nitrogênio, a fase atmosférica é a predominante. Nesse ciclo, os organismos responsáveis pela
fixação do nitrogênio atmosférico e pela desnitrificação são de importância fundamental (Figura
6). Cerca de 3 a 4% do nitrogênio atmosférico fixado deriva da ação de descargas elétricas
durante tempestades, alcançando o solo como ácido nítrico dissolvido nas chuvas. A maior parte
do nitrogênio atmosférico fixado ocorre devido à ação dos microrganismos fixadores de
nitrogênio, como as bactérias Azotobacter, Clostridium, Rhizobium e as cianobactérias e Nostoc.
As plantas utilizam o nitrogênio fixado por esses organismos na forma de nitratos. O cultivo de
leguminosas, que possuem sim biose com bactérias fixadoras de nitrogênio, também contribui na
fixação desse elemento. As bactérias denitrificantes, como a Pseudomonas denitrificans, realizam
o processo inverso, devolvendo o nitrogênio dos nitratos para a atmosfera. O fluxo de nitrogênio
das comunidades terrestres para as comunidades aquáticas se dá por meio dos rios. Apesar desse
fluxo ser de magnitude pequena, ele é importante, pois devemos considerar que o nitrogênio,
junto com o fósforo, são os dois principais nutrientes que limitam o crescimento das plantas.
Ocorre também uma perda anual de nitrogênio para os sedimentos oceânicos.
A ação humana tem vários efeitos sobre o ciclo do nitrogênio. O desmatamento e a abertura de
áreas com solo exposto levam a um aumento substancial no fluxo de nitratos carreados pelos
corpos d’água e nas perdas de óxido nitroso para a atmosfera. Entretanto, é a produção de
fertilizantes nitrogenados, como a ureia, que corresponde a cerca de 50.000.000 toneladas anuais,
as quais são as que mais contribuem com alterações na quantidade de nitrogênio dos corpos
d’água.

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4.5.6. Ciclo do fósforo
O principal reservatório do fósforo ocorre na água do solo, nos rios, lagos e oceanos, e nas rochas
e sedimentos oceânicos. O ciclo do fósforo é um ciclo sedimentar, pois há uma tendência geral de
o fósforo mineral ser carregado da terra para os oceanos, onde é incorporado aos sedimentos
(Figura 7). O retorno do fósforo que foi sedimentado no fundo dos oceanos para a superfície
terrestre é extremamente lento, ocorrendo com a atividade geológica de soerguimento de massas
de terra.

A atividade humana altera esse ciclo de várias maneiras. A pesca marinha transfere cerca de
50.000.000 toneladas por ano, dos oceanos para a terra. Uma parte desse fósforo oriundo da pesca
irá para os ambientes terrestres na forma de fertilizantes; outra parte, na forma de esgoto
doméstico. Esse fluxo é relativamente pequeno, quando comparado ao reservatório total de
fósforo, que é estimado em cerca de 120.000.000.000 toneladas. .
Porém, esse fósforo que vai para os ambientes terrestres eventualmente será transportado para os
rios, podendo contribuir para um aumento significativo do fósforo dissolvido nas águas
interiores. Mais de 13.000.000 toneladas de fósforo são usadas anualmente na agricultura como
fertilizantes e uma boa parte desse fósforo não é aproveitado pelas plantas cultivadas, sendo
carreado para os rios. Além disso, cerca de 3.000.000 toneladas de fósforo são usadas anualmente
como aditivo para detergentes. Grande parte desse fósforo também contribui para o aumento da
concentração do elemento nas águas interiores, o que pode estimular a produção primária e
alterar o equilíbrio do ecossistema.

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4.5.7. Ciclo do enxofre
No ciclo do enxofre, o principal reservatório está localizado no solo e nos sedimentos. Um
reservatório menor ocorre na atmosfera. Três processos biogeoquímicos naturais liberam enxofre
para a atmosfera: a formação de aerossóis devido à ação das ondas do mar, a atividade vulcânica
e a respiração anaeróbica de bactérias redutoras de sulfatos. Um fluxo inverso ocorre a partir da
atmosfera, envolvendo oxidação dos compostos de enxofre para sulfatos, que retornam à
superfície terrestre principalmente pela ação das chuvas. Cerca de 21.000.000 toneladas por ano
retornam ao ambiente terrestre e 19.000.000 toneladas por ano retornam aos oceanos.

A ação humana interfere no ciclo do enxofre principalmente por meio da queima de combustíveis
fósseis. O dióxido de enxofre lançado na atmosfera é oxidado e convertido em ácido sulfúrico,
concentrando a precipitação desse composto químico em áreas onde há maior atividade
industrial.

4.6. Produtividade dos ecossistemas


A atividade de um ecossistema pode ser avaliada pela produtividade primária bruta (PPB), que
corresponde ao total de matéria orgânica produzida em gramas, durante certo tempo, em uma
certa área ambiental:

 Onde:
PPB = massa de matéria orgânica produzida/tempo/área

Descontando desse total a quantidade de matéria orgânica consumida pela comunidade, durante
esse período, na respiração (R), temos a produtividade primária líquida (PPL), que pode ser
representada pela equação: PPL = PPB – R

A produtividade de um ecossistema depende de diversos factores, dentre os quais os mais


importantes são a luz, a água, o gás carbônico e a disponibilidade de nutrientes. Em ecossistemas
estáveis, com frequência a produção de (P) iguala o consumo de (R). Nesse caso, vale a relação
P/R = 1.

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4.6.1. Eficiência Ecológica
Eficiência ecológica é a porcentagem de energia transferida de um nível trófico para o outro, em
uma cadeia alimentar. De modo geral, essa eficiência é, aproximadamente, de apenas 10%, ou
seja, cerca de 90% da energia total disponível em um determinado nível trófico não são
transferidos para a seguinte, sendo consumidos na atividade metabólica dos organismos do
próprio nível ou perdidos como restos. Em certas comunidades, porém, a eficiência pode chegar a
20%.

4.6.2. Produtividade Primária


Em ecologia, produtividade é a taxa pela qual a energia é adicionada aos corpos dos organismos
sob a forma de biomassa. Biomassa é simplesmente a quantidade de matéria que é armazenada
nos corpos de um grupo de organismos. A produtividade pode ser definida para qualquer nível
trófico ou outro grupo, e pode ser representada tanto em unidades de energia quanto de biomassa.
Existem dois tipos básicos de produtividade: bruta e líquida.
Para ilustrar a diferença, vamos considerar a produtividade primária (a produtividade dos
produtores primários de um ecossistema).

 Produtividade primária bruta ou PPB, é a taxa pela qual a energia solar é capturada em
moléculas de açúcar durante a fotossíntese (energia capturada por unidade de área por
unidade de tempo). Produtores como as plantas utilizam parte desta energia para
respiração celular/metabolismo e parte para o crescimento (construção de tecidos).

 Produtividade primária líquida ou PPL, é produtividade primária bruta menos a taxa de


perda de energia para o metabolismo e manutenção. Em outras palavras, é a taxa à qual a
energia é armazenada como biomassa por plantas ou outros produtores primários e
disponibilizada aos consumidores no ecossistema.

A produtividade primária líquida varia entre ecossistemas e depende de muitos fatores. Estes
incluem a entrada de energia solar, níveis de temperatura e umidade, níveis de dióxido de
carbono, disponibilidade de nutrientes e interações da comunidade (por exemplo, pastagem por
herbívoros). Esses fatores afetam a quantidade de fotossintetizadores presentes para capturar a
energia da luz e o quão eficientes são em executar sua função.

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4.7. Transferência de energia nos ecossistemas
A transformação (conversão) da energia luminosa para energia química, que é a única
modalidade de energia utilizável pelas células de todos os componentes de um ecossistema,
sejam eles produtores, consumidores ou decompositores, é feita através de um processo
denominado fotossíntese.
Portanto, a fotossíntese - seja realizada por vegetais ou por microrganismos - é o único processo
de entrada de energia em um ecossistema. Muitas vezes temos a impressão que a Terra recebe
uma quantidade diária de luz, maior do que a que realmente precisa. De certa forma isto é
verdade, uma vez que por maior que seja a eficiência nos ecossistemas, os mesmos conseguem
aproveitar apenas uma pequena parte da energia radiante. Existem estimativas de que cerca de
34% da luz solar seja refletida por nuvens e poeiras; 19% seria absorvida por nuvens, ozônio e
vapor de água. Do restante, ou seja 47%, que chega a superfície da terra boa parte ainda é
refletida ou absorvida e transformada em calor, que pode ser responsável pela evaporação da
água, no aquecimento do solo, condicionando desta forma os processos atmosféricos.
A fotossíntese utiliza apenas uma pequena parcela (1 a 2%) da energia total que alcança a
superfície da Terra. É importante salientar, que os valores citados acima são valores médios e
nãos específicos de alguma localidade.
Assim, as proporções podem - embora não muito - variar de acordo com as diferentes regiões do
País ou mesmo do Planeta. Um aspecto importante para entendermos a transferência de energia
dentro de um ecossistema é a compreensão da primeira lei fundamental da termodinâmica que
diz: “A energia não pode ser criada nem destruída e sim transformada”. Como exemplo
ilustrativo desta condição, pode-se citar a luz solar, a qual como fonte de energia, pode ser
transformada em trabalho, calor ou alimento em função da atividade fotossintética; porém de
forma alguma pode ser destruída ou criada.
Outro aspecto importante é o fato de que a quantidade de energia disponível diminui à medida
que é transferida de um nível trófico para outro. Assim, nos exemplos dados anteriormente de
cadeias alimentares, o gafanhoto obtém, ao comer as folhas da árvore, energia química; porém,
esta energia é muito menor que a energia solar recebida pela planta. Estas perdas nas
transferências ocorrem sucessivamente até se chegar aos decompositores.

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4.8. Biodiversidade no Mundo
Nas últimas décadas, a acção humana nos ecossistemas naturais tem vindo a afectar cada vez
mais espécies de fauna e flora do Planeta. Se a taxa de extinção de mamíferos e aves era,
historicamente, de uma espécie perdida por cada 500 a 1000 anos, as profundas intervenções das
diferentes actividades antrópicas têm acelerado esse ritmo.

Embora não existam muitos estudos sobre o número de espécies que desapareceram nos últimos
30 anos, a base de dados do Commitee on Recently Extinct Organisms – umam entidade ligada
ao Museu de História Natural dos Estados Unidos – indica que 58 espécies de peixes e um
mamífero se estinguiram desde os finais da década de 60, enquanto o Birdlife International
aponta para o desaparecimento irreversível de nove espécies de aves durante este período.

A principal causa para a extinção de espécies são as profundas alterações, ou mesmo a destruição,
dos habitats. Sobretudo a destruição das florestas é um dos factores mais importantes, tendo uma
recente pesquisa determinado que isso estava a afectar gravemente 83% dos mamíferos e 85%
das aves consideradas em vias de extinção.

No entanto, a degradação da qualidade das águas também tem sido determinante para colocar em
perigo muitas espécies de peixes. Segundo vários estudos, actualmente cerca de 20% das espécies
piscícolas estão em risco. Outros factores têm contribuído também para vulnerabilidade dos
animais e plantas de todo o Mundo: o avanço dos desertos, o sobre pastoreio, a poluição da água,
solo e atmosfera por substâncias químicas, os derrames de crude e outros poluentes nos mares e
as catástrofes naturais. Por exemplo, os efeitos meteorológicos do El Niño de 1997 e 1998
afectaram significativamente uma dezena de extensos recifes. No Oceano Índico registou -se uma
taxa de mortalidade dos corais superior a 90% ao longo de milhares de quilómetros quadrados.

O consumo de animais e plantas também tem levado ao declínio de algumas espécies. Por
exemplo, nas últimas três décadas, o consumo de produtos florestais, como o papel, triplicou. No
caso dos peixes marinhos, a captura intensiva – que aumentou 240% desde 1960 – levou não só à
ruptura dos stocks pesqueiros, como colocou em risco algumas espécies. A FAO considera que
mais de 70% dos stocks pesqueiros mundiais estão completamente pescados ou sobre explorados.

a África, a diversidade de habitats é bastante elevada, mas fortemente pressionada pelas


características ecológicas e a pressão humana. Actualmente, 62 espécies de mamíferos, 39 aves, 3

16
répteis e 56 peixes estão em perigo de extinção. Outras 140 espécies de vertebrados estão em
risco e 423 espécies estão em situação vulnerável. Mas as plantas também não estão em
segurança. Cerca de 70% das plantas selvagens são utilizadas pelo Homem para fins alimentares,
de combustível, como forragens ou para a agricultura, sendo que metade das quais tem mais de
um uso. Em muitos países, comunidades humanas caçam grandes quantidades de animais e
recolhem muitas plantas, quer para a alimentação, quer sobretudo para fins medicinais. Em 17
países da região oriental e meridional de África mais de uma centena de plantas usadas para fins
terapêuticos estão numa situação de fragilidade ecológica. A destruição das florestas tem tido
também impactes negativos bastante significativos em espécies animais.

Na Ásia e Pacífico, a diversidade de espécies é extremamente elevada face à multiplicidade de


ecossistemas, que vão deste os tropicais até às montanhas, passando pelos mangais, recifes e
desertos. Devido à existência de muitas ilhas, o continente asiático é extremamente rico em
endemismos. Aliás, a Indonésia é o país do mundo com maior número de espécies endémicas.

No continente asiático, a destruição da floresta é uma das maiores ameaças, sobretudo na


Indonésia, Malásia, Myanmar e Tailândia, onde as taxas de redução da área se cifram entre 0,7%
e 1,4% ao ano. Estima-se que, aos ritmos actuais, as florestas de vale das ilhas indonésias de
Sumatra e Kalimantan estarão destruídas em 2005.

No Médio Oriente, a elevada extensão dos desertos não é propícia à biodiversidade, mas mesmo
assim existem 80 plantas vasculares que são endémicas. Os mares têm, contudo, grande riqueza
biológica, ocorrendo aí cerca de 200 espécies de caranguejos, mais de 1200 espécies de peixes, e
mais de 330 espécies de coraism muitas das quais são endemismos.

A América Latina e as Caraíbas são outro dos continentes com elevada riqueza biológica,
sobretudo constituída por florestas tropicais (43%), pradarias e savanas (43%) e zonas de desertos
e matagais (11%). As regiões das Caraíbas também têm uma importância ecológica elevada por
possuir cerca de 7% dos recifes mundiais.

O desastre biológico de uma hipotética destruição do chamado “pulmão da Terra” é mais do que
evidente: a Amazônia contém sete mil espécies de plantas e 779 vertebrados que são endémicos,
o que representa 2,7% e 2,1%, respectivamente, do total mundial. Outro perigo que paira sobre a
biodiversidade deste continente é o comércio e tráfico ilegal de espécies, com particular

17
gravidade no Brasil, Colômbia, México e Perú. Por exemplo, só na Colômbia, de forma legal,
foram comercializados no ano 2000 quase 740 mil caimões e 232 mil iguanas. Apesar desta
evolução negativa, nos últimos anos tem-se verificado um incremento na protecção de áreas
importantes. Actualmente, este continente possui 2675 sítios protegidos que representam 10,58%
do território.

Conservação da biodiversidade e áreas protegidas: mundo avança, mas não alcança metas
Apesar do avanço, o mundo ainda está longe de cumprir as metas referentes às áreas protegidas
estabelecidas para 2010 pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Essa foi a
conclusão do secretariado da CDB com base na avaliação geral do Órgão Subsidiário de
Aconselhamento Científico, Técnico e Tecnológico (SBSTTA, em inglês) da CDB, que se reuniu
de 10 a 21 de maio em Nairóbi.

4.8.1. A avaliação
Apesar de a análise geral do SBSTTA ter apontado que as metas estabelecidas para a maioria dos
objetivos do Programa de Trabalho de Áreas Protegidas foram cumpridas apenas parcialmente –
e que outras ainda estão muito longe de serem atingidas – alguns pontos
apresentaram avanços significativos.

De acordo com o parecer da CDB, um dos destaques positivos da implementação do Powpa foi a
criação e o fortalecimento de áreas protegidas nas áreas terrestres (com 13% da superfície
terrestre global em áreas protegidas), embora muito pouco avanço tenha sido observado
nas áreas marinhas.

4.8.2. Pontos frágeis


estabelecimento de mecanismos de repartição dos custos e benefícios dos recursos naturais
provenientes das áreas protegidas de forma igualitária e justa foi destacado pelo SBSTTA como
um dos objetivos do Powpa cujas metas estão mais longe de serem cumpridas globalmente.
Apesar do avanço nas negociações entre os países signatários da CDB, ainda é necessária e
urgente a aprovação de um protocolo para a criação de um sistema internacional de acesso aos
recursos genéticos e repartição de benefícios, o que deverá ocorrer durante a COP.

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4.8.3. Desafios
Sobre os desafios, Cláudio Maretti, superintendente de conservação do WWF-Brasil, ressalta a
necessidade de se prestar atenção na importante relação entre áreas protegidas e mudanças
climáticas. “Estudos” têm demonstrado que, tanto no caso do Arpa como em geral, a criação e
consolidação de áreas protegidas contribuem significativamente para a redução das emissões de
carbono. Não se pode ignorar isso”, afirma.

Para o superintendente, que acompanhou a reunião em Nairóbi, a avaliação do secretariado da


CDB mostra que muita coisa foi feita, mas as metas para 2010 não foram cumpridas. “Por isso é
necessário maior engajamento dos países signatários. Espero que na Conferência das
Partes (COP) em outubro, a CDB seja firme em estabelecer metas mais ambiciosas para 2020 e
meios de implementação e monitoramento delas”, diz Maretti.

4.9. Ecossistemas terrestres.


O termo ecossistema foi proposto pela primeira vez pelo ecólogo inglês Sir Arthur G. Tansley em
1935 (ODUM e BARRET, 2007, p. 18). E podemos conceituá-lo como sendo a unidade
funcional básica, composta pelos componentes bióticos e abióticos. Como a Ecologia se ocupa de
estudar os seres vivos dentro de uma comunidade biológica e as inter-relações e influências desta
com o meio físico, formando uma unidade básica de estudo denominada ecossistema, podemos
dizer que é a unidade básica ao redor da qual se pode organizar a teoria e a prática em ecologia.

Um ecossistema ou sistema ecológico possui dimensões variadas. Pode ser constituído por uma
floresta inteira, num espaço grande que se chama de “macro ecossistema”, ou por uma planta a
exemplo das bromélias, ou seja, espaço pequeno chamado “micro-ecossistema”. Isso porque da
mesma forma que um grande ecossistema possui todos os fenômenos e fatores que delimitam e
definem o ambiente dos seres vivos, no pequeno ecossistema acontece o mesmo. Portanto,
qualquer ambiente onde há a interação entre o meio físico (natureza solar, luminosidade,
temperatura, pressão, água, umidade do ar, salinidade) e os seres vivos se constituem num
ecossistema, seja ele terrestre ou aquático, grande ou pequeno.
Há nos ecossistemas um grande complexo de fenômenos e fatores que delimitam e definem a sua
composição: em primeiro vem a composição física do meio que são os fatores abióticos como o
sol, a luz, temperatura, oxigênio, água etc; em seguida a composição química que são os sais
minerais e compostos inorgânicos utilizados como nutrientes, o oxigênio, gás carbônico;

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finalmente a presença dos seres vivos que podem ser predadores, parasitas, competidores e
outros. Em resumo, o ecossistema é dividido em dois conjuntos amplos compostos pelos seres
bióticos que são os organismos vivos e os abióticos, os seres em vida, ou matéria inorgânica.
4.9.1. A distribuição geográfica dos ecossistemas
Os ecossistemas são constituídos pela flora e a fauna das várias regiões da Terra, que possuem
características próprias, sejam eles terrestres ou aquáticos. Podemos identificar os ecossistemas
como uma unidade biótica, pois estes são formados pelas formações vegetais associados aos
animais, formando uma comunidade de CLÍMAX, chamada bioma. Os biomas podem ser
classificados em terrestres e aquáticos.
Os ecossistemas terrestres possuem uma maior diversidade, apesar de representar ¼ da biosfera,
o que corresponde a 28% da superfície do planeta. Apresentam grandes variações de temperatura,
pressão atmosférica, umidade do ar e luz solar. As variedades da flora e fauna são bem grandes,
mas é a flora que determina a diversidade da fauna, originando variados tipos de ecossistemas
como: florestas, campos, montanhas, desertos, mangues, praias, ilhas, solos e cavernas. De
acordo com os ecossistemas terrestres podemos identificar os biomas terrestres como sendo:
taiga, floresta temperada, tundra, floresta tropical, campos e desertos.

4.9.2. Classificação dos ecossistemas terrestres


Podemos classificar os tipos e características dos ecossistemas terrestres (também chamados de
epiciclos) que existem no planeta. As Florestas apresentam uma grande formação florística com
predominância contínua de árvores; a fauna é diversificada e apresenta adaptações como bico,
garras, olfato e audição bastante apurada; possui pouca luminosidade com poucos ventos;
temperatura mais ou menos constante e possui grande umidade. A fauna apresenta muitos insetos,
aves, macacos, mamíferos, répteis e outros. Esse ecossistema apresenta vegetação variável com
uma fauna pobre e os animais fortemente pigmentados em contraste com o branco da neve nos
picos; a radiação solar é muito mais intensa com um baixo teor de oxigênio, e baixa temperatura,
como exemplo da fauna podemos citar ihanas, a vicunha, a alpaca, o condor (encontrado no
continente sul americano). Na Europa, encontram-se a águia, a camurça e outros. Desertos, nestes
vamos encontrar uma vegetação composta de plantas ombrófilas, mas logo que chove germinam
rapidamente, e as plantas xerófitas; as gramíneas e as palmas formam as paisagens dos oásis, nos
lugares onde os lençóis freáticos estão quase na superfície (ver figura 4). As chuvas são
irregulares com precipitações anuais abaixo dos 250 mm a 300mm e baixa umidade do ar.
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5. CONCLUSÃO
Diante do exposto, posso concluir que, devido aos tantos dados alarmantes apresentados, a
sensação imediata que se pode ter é de que tudo está perdido: o delicado sistema biológico da
Terra, moldado em bilhões de anos, parece estar fadado ao declínio e à falência total. Esta é uma
constatação imediatista e talvez fatalista que muitos defendem. Entretanto, há que se imaginar
que ainda são possíveis rotas de diminuição, mitigação ou mesmo possibilidades de se evitar a
destruição de habitats, a exploração e as invasões biológicas que levam à extinção ou
comprometimento imediato de espécies. Por outro lado, verificou-se que Fatores que ameaçam a
conservação da biodiversidade. Pelo que tudo indica, a perda da biodiversidade envolve aspectos
sociais, econômicos, culturais e científicos. Todavia, A situação é particularmente grave na
região tropical. Populações humanas crescentes e pressões econômicas estão levando a uma
ampla conversão das florestas tropicais em um mosaico de habitats alterados por ação humana.
Como resultado da pressão de ocupação humana, a Mata Atlântica ficou reduzida a menos de
10% da vegetação original. Por outro lado. Se a maior parte da vasta extensão de floresta
existente hoje fosse removida, além do desaparecimento de número enorme de espécies, a
atmosfera da Terra passaria a ter muito mais gás carbônico, agravando o efeito estufa e o
consequente aquecimento global.
Contudo, a biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza por ser responsável
pelo equilíbrio e pela estabilidade dos ecossistemas. Além disso, a biodiversidade é fonte de
imenso potencial econômico por ser a base das atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras,
florestais e também.

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6. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ESTEVES, F. A. (1998). Fundamentos de limnologia. Rio de Janeiro,Brasil: Interciência,
RICKLEFS, R.E. A. (2003). Economia da Natureza. Rio de Janeiro,Brasil: Guanabara Koogan.
ODUM, E. P. (1971). Fundamentos de Ecologia. Lisboa, Portugal: Fundação Calouste
Gulbenkian
RICKLEFS, R.E. A Economia da Natureza. Rio de Janeiro,Brasil: Guanabara Koogan
https://pt.khanacademy.org/science/biology/ecology/intro-to-ecosystems/a/energy-flow-primary-
productivity acesso 20 de maio 2022
Adams, J. (2012) Vegetation-Climate Interaction: How Plants Make the Global Environment,.
Springer, New York.
Ågren, G. I. F. O. (2012) Terrestrial Ecosystem Ecology: Principles and Applications.
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ODUM, E. P.(1971). Fundamentos de Ecologia. Lisboa,Portugal: Fundação Calouste Gulbenkian
RICKLEFS, R.E. (2003). A Economia da Natureza. Rio de Janeiro,Brasil: Guanabara Koogan.
SCHLESINGER, W. H. (1997). Biogeochemistry. An Analysis of Global Change.San Diego,
London, Boston, New York: Academic Press

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