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FACULDADE DE DIREITO

DELEGAÇÃO DE NAMPULA

Tema: Behaviorismo, Gestalt e Psicanálise


(Licenciatura em Psicologia Clinica)

Nome dos Estudantes do 4˚ Grupo:


1. Belinha Calton Ernesto
2. Carmonita Carmona
3. Gildo Raul Amadeu
4. Mariano Ussene Abudo
5. Pedro Vitoriano Alberto Mambuque

6.Pereira Alfredo Pires

Nampula, junho, 2022


FACULDADE DE DIREITO

DELEGAÇÃO DE NAMPULA

Tema: Behaviorismo, Gestalt e Psicanálise


(Licenciatura em Psicologia Clinica

Nome dos Estudantes do 4˚ Grupo:


1. Belinha Calton Ernesto
2. Carmonita Carmona
3. Gildo Raul Amadeu
4. Mariano Ussene Abudo
5. Pedro Vitoriano Alberto Mambuque Trabalho em grupo de caracter
6. Pereira Alfredo Pires avaliativo, pertencente a cadeira de
Epistemologia e historia da
o
Psicologia,1 ano, turma Única, Curso
Presencia de Psicologia Clinica,
submetidos a Universidade Mussa bim
bique, lecionado por:

Msc: Nelson Albino Amade

Nampula, junho ,2022


ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 3

2. OBJECTIVOS ............................................................................................................... 4

2.1. Objectivo Geral: ......................................................................................................... 4

2.2. Objectivos específicos: .............................................................................................. 4

2.3. METODOLOGIA ...................................................................................................... 4

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................... 5

3.1. Behaviorismo (Teoria Comportamental) ................................................................. 5

3.3. Tipos de Behaviorismo .............................................................................................. 6

4. Gestalt ............................................................................................................................. 8

5. Psicanálise .................................................................................................................... 11

6. CONCLUSÃO ............................................................................................................. 14

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 15


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1. INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como objetivo abordar sobre as seguintes teorias:
Behaviorismo, Gestalt, Psicanálise (Freud), abrangendo seus autores e conceitos, tais
como as teorias se desenvolveram e mostrando suas finalidades e importância para a
educação. É de nosso conhecimento que a Psicologia a é a ciência do comportamento.
No decorrer da historia buscou-se maneiras mais adequadas de se estudá-lo.
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2. OBJECTIVOS
2.1. Objectivo Geral:
 Abordar acerca das Principais correntes teóricas na Psicologia.

2.2. Objectivos específicos:


 Falar da Teoria comportamental (ou Behaviorismo);
 Falar da Teoria da Gestalt;
 Falar da Teoria da Psicanálise.

2.3. METODOLOGIA
O tipo de pesquisa adotado para a elaboração e desenvolvimento do trabalho, dependeu
de fontes bibliográficas, que se resumem em manuais e/ou documentos em formato
eletrónico, o uso da internet para o esclarecimento de vários conceitos.
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3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
3.1. Behaviorismo (Teoria Comportamental)
Pode-se dizer que o primeiro behaviorista explícito foi John B. Watson (considerado o
pai do behaviorismo), que em 1913 lançou um manifesto conhecido como “A
Psicologia vista por um behaviorista”.
Ele não estava propondo uma nova ciência, mas sim defendendo a idéia de que a
Psicologia deveria ser redefinida como uma ciência que estuda o comportamento.
Grande parte dos psicólogos da época acreditava que seus estudos baseados em
processos mentais que ocorriam em um mundo mental consciente estavam plenamente
adequados ao estudo da Psicologia. Obviamente não estavam dispostos a concordar com
as ideias de Watson.
"Sendo o behaviorismo um conjunto de idéias sobre essa ciência
chamada de análise do comportamento, e não a ciência ela própria, o
behaviorismo não é propriamente uma ciência, mas uma filosofia da
ciência. Como filosofia do comportamento, entretanto, aborda tópicos
que muito prezamos e que devemos e não devemos fazer. Oferece uma
visão alternativa que muitas vezes vai contra o pensamento tradicional
sobre o agir, já que as visões tradicionais não têm pautado pela ciência."
(BAUM, 1999. p.21).

Há estudos que datam da Idade Média que tratam de maneiras de se explicar o


comportamento dos indivíduos. Segundo Maria Amélia Matos o homem é concebido de
duas naturezas, uma divina e uma material, ou uma mental e uma física. Em sua
natureza mental, conhecida também como mentalismo, as idéias ou imagens se fariam
somente através da introspecção, através de um auto-exame da consciência, seriam
reveladas através de uma ação, gesto ou palavra.

3.2. Surgimento do behaviorismo


O behaviorismo surgiu em oposição ao mentalismo, John B Watson o criador do
behaviorismo, acreditava que poderíamos fazer daquilo que podemos observar um ramo
de estudo da Psicologia, assim se explica a expressão “oposição ao mentalismo”,
realizar experimentos e tirar conclusões através da observação do comportamento. Por
isso a observação é um ponto fundamental para o behaviorismo, através dela se pode
estudar o comportamento, seu objeto de estudo. As causas do comportamento não vêm
da mente e sim de algo externo ao organismo, como o ambiente, um estímulo. Se uma
pessoa chega em um ambiente em que ele se identifique, que se sinta bem, com as
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pessoas, a cor do ambiente, a luz e até o assunto que é tratado lá, é claro que ele se
sentirá à vontade. Neste caso fica claro que o ambiente influenciou no seu bem-estar.
O comportamento é produto da incitação, sugestão do estimulo. Entre os fatos de
que dispunha relativos ao comportamento, estavam os reflexos e os reflexos
condicionados, reflexos são respostas ou reações involuntárias e inconscientes que
nosso organismo prontamente apresenta a certas estimulações ou excitações, que foram
exploradas por Watson ao máximo. O reflexo sugeria um tipo de causalidade mecânica
que não era incompatível com a concepção que, o século XIX tinha de uma máquina. A
mesma conclusão fora dada pelo trabalho do filósofo russo Ivan Petrovich Pavlov, que
ganhou o Prêmio Nobel de Medicina, pelo seu trabalho sobre a atividade digestiva dos
cães.
Pavlov descobriu que os cães não salivavam apenas ao ver comida, mas também
quando associavam algum som ou gesto à "chegada de comida", na ocasião em que
recebia o alimento, a secreção salivar era abundante. Nisto consiste o reflexo salivar que
é natural no cão, esses reflexos acontecem também com nós seres humanos: quando
colocamos alimento na boca nossas glândulas salivares produzem saliva, esse é o
reflexo salivar; quando uma partícula de poeira atinge nossos olhos, as glândulas
lacrimais expelem lágrimas, esse é o reflexo lacrimal. A este fenômeno de associação
ele denominou de condicionamento clássico. A partir das descobertas de Pavlov, houve
um fortalecimento da investigação empírica da relação entre o organismo e o meio.

Watson naturalmente destacou os resultados mais passíveis de reprodução que


pôde descobrir, e muitos deles foram obtidos com animais os ratos brancos da
Psicologia animal e os cães de Pavlov. Parecia estar implícito que o comportamento
humano não tinha características distintivas. E, para apoiar a sua afirmação de que a
Psicologia era uma ciência, e para preencher o seu livro, ele fez empréstimos da
anatomia e da fisiologia.

3.3. Tipos de Behaviorismo


A. Metodológico
Consiste na teoria explicativa do comportamento publicamente observável da
Psicologia, a qual postula que esta deve ocupar-se do comportamento animal (humano
e não humano) apenas quando for possível uma observação pública para obter uma
mensuração, ao invés de ocupar-se dos estados mentais que possam gerar ou
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influenciar tais comportamentos. Assim o behaviorismo metodológico acredita na


existência da mente, mas a ignora em suas explicações sobre o comportamento. Para o
behaviorismo metodológico os estados mentais não se classificam como objetos de
estudo empírico. Seus postulados foram formulados predominantemente pelo psicólogo
americano John Watson.
O behaviorista metodológico não nega a existência da mente, mas nega-lhe
status científico ao afirmar que não podemos estudá-la pela sua inacessibilidade. O
behaviorista radical nega a existência da mente e assemelhados, mas aceita estudar
eventos internos. Esta posição de Skinner se insere dentro da tradição do Positivismo
Lógico, mas ao mesmo tempo se constitui num desvio desta forma de positivismo,
talvez por ter sido mais influenciado por Mach que por Bridgman, e mais por
Wittgenstein que por Carnap. Em oposição ao Behaviorismo metodológico foi proposto
o Behaviorismo radical, desenvolvido por Burrhus F. Skinner

B. Radical
O Behaviorismo Radical consiste numa filosofia da Psicologia, a qual se propõe a
explicar o comportamento animal (humano e não humano) com base no modelo de
seleção por consequências e nos princípios do comportamento postulados pela Análise
Experimental do Comportamento (AEC). O nome que mais fortemente está associado a
esta linha do behaviorismo é o de Burrhus Frederico Skinner. Pó isso o behaviorismo
radical também é conhecido como skinneriano. O behaviorismo radical constitui-se
numa interpretação filosófica de dados obtidos através da investigação sistemática do
comportamento.
O behaviorismo radical busca compreender questões humanas como
"comportamento", "liberdade" e "cultura" dentro do modelo de seleção por
consequências e rejeitando o uso de variavéis não-físicas (sem dimensão no tempo-
espaço). Um filósofo behaviorista radical defende que as diferentes explicações sobre o
comportamento humano deveriam ser resolvidas na base de evidências refutáveis e não
de abstratas especulações. O behaviorismo radical foi concebido em experimentos
realizados sob o rigor da produção de conhecimento científico (cuja característica
principal é o uso de um método passível de reaplicação), ou seja, foi desenvolvido
dentro de um laboratório, sob condições controladas.
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C. Filosófico
O behaviorismo filosófico consiste na teoria analítica que trata do sentido e da
semântica das estruturas de pensamento e dos conceitos. Defende que a idéia de estado
mental, ou disposição mental, é na verdade a idéia de disposição comportamental ou
tendências comportamentais. Nesta concepção, são analisados os estados mentais
intencionais e representativos. Esta linha de pensamento fundamenta-se basicamente
nos postulados de Ryle e Wittgenstein.
O behaviorismo filosófico é uma teoria que se preocupa com o sentido dos
pensamentos e das concepções, baseado na idéia de que estado mental e tendências de
comportamento são equivalentes, melhor dizendo, as exposições dos modos de ser da
mente humana é semelhante às descrições de padrões comportamentais. Esta linha
teórica analisa as condições intencionais da mente, seguindo os princípios de Ryle e
Wittgenstein. O behaviorismo não ocupa mais um espaço predominante na Psicologia,
embora ainda seja um tanto influente nesta esfera.

4. Gestalt
A Psicologia da Gestalt originou-se na Alemanha, entre 1910 e 1912. A tradução da
palavra alemã “Gestalt” é complexa e os termos, em português, que mais se aproximam
de sua tradução seriam “forma”, “configuração”. Os três pesquisadores que marcaram
essa corrente teórica foram Marx Wertheimer, Kurt Koffka e Wolfgang Köhler. Esses
pesquisadores embasaram-se nos estudos psicofísicos – os quais relacionaram a forma e
sua percepção. Seus experimentos iniciaram-se com relação à percepção e sensação do
movimento. Visavam entender os processos psicológicos envolvidos na ilusão de ótica,
quando o estímulo físico percebido pelo sujeito possui uma forma diferente da que
corresponde à realidade.
A teoria da Gestalt tem como ponto inicial e principal objeto a percepção. De acordo
com os gestaltistas, o processo da percepção encontra-se entre os estímulos fornecidos
pelo meio e a resposta do indivíduo. Destarte, o que é percebido pelo indivíduo e como
é percebido são importantes elementos para que se possa compreender o
comportamento humano. Assim como para o Behaviorismo, a Gestalt entende a
Psicologia como uma ciência que estuda o comportamento, todavia, com suas
diferenças teóricas – os behavioristas estudavam o comportamento pela relação
estímulo-resposta e desconsideravam os conteúdos conscientes devido à
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impossibilidade de controlá-los de modo científico. De acordo com os gestaltistas, o


comportamento deveria ser observado em seus aspectos mais globais e deveria haver a
consideração das condições que alteram a percepção do estímulo. Como justificativa a
essa teoria, embasavam-se na teoria do isomorfismo – esta pressupunha uma idéia de
unidade no universo e pressupunha que a parte sempre se relacionava ao todo. Quando
se vê somente a parte de um determinado objeto, por exemplo, há a tendência da
restauração do equilíbrio da forma e isso garante que se entenda o objeto que se está
percebendo..

4.1. Técnicas Da Gestalt


4.1.1. Awareness
A awareness descreve uma percepção de humanos ou de animais, assim como uma
reação cognitiva a uma condição ou a um evento. Awareness não implica em
compreensão, mas apenas na habilidade de se estar consciente de algo, sentir ou
perceber. É um conceito relativo. Como por exemplo, um animal pode ser parcialmente
consciente, pode ser subconsciente, ou ser extremamente consciente de um evento
(GINGER E GINGER, 1995).
Awareness pode ser focada em um estado interno, como sensação visceral, ou
em eventos externos através da percepção sensorial. Awareness fornece o material basal
a partir do qual os animais extraem “qualia“, ou ideias subjetivas sobre suas próprias
experiências. Ideias populares sobre a consciência sugerem que o fenômeno descreve a
condição de se estar cônscio da própria consciência. (Ibid)

4.1.2. Cadeira Vazia


Na técnica da cadeira vazia o individuo cria um diálogo imaginativo com alguém que
não esteja presente no plano concreto (cadeira vazia), numa conversa como se estivesse
falando com alguém, a importância dessa técnica para o paciente que está sendo tratado
é porque o mesmo desenvolve (ou recupera) na pessoa a capacidade de se relacionar
com os outros, de fazer contato com outras pessoas (como também de perceber as
próprias emoções, seus pensamentos e sentimentos). Reduz a atividade autista, isto é, de
criação de um mundo autônomo e individual. (GINGER E GINGER, 1995). Funciona
melhor quando é feito em lugar e momento em que a pessoa possa falar alto e deixar
todo o corpo expressar as emoções – por meio de gesticulações ou quaisquer outros
movimentos corporais. Muitas vezes o tom de voz, punho fechado, ombros caídos ou
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outras reações expressam as coisas melhor do que as palavras. É muito importante


“presentificar” a totalidade da experiência.

4.1.3. Dramatização
É conhecida como trabalho com sonho, descrição seguida de dramatização do sonho
em suas várias facetas. Em gestalt os sonhos representam situações inacabadas ou
gestalts inacabadas que forçam o cliente a revivê-las até fechá-las e começar um novo
processo de Gestalt (GINGER E GINGER, 1995).

4.1.4. Amplificação
A amplificação visa promover associações diretas de modo que a consciência circule em
torno de uma imagem, conteúdo ou símbolo que está sendo explorado, como explicita
(GINGER E GINGER, 1995).
Trata-se assim de seguir o processo em curso, observando atentamente os
‘fenômenos de superfície’ e não mergulhando nas profundezas obscuras e hipotéticas do
inconsciente- que só podem ser exploradas com a ajuda da iluminação artificial da
interpretação. Portanto, a amplificação é executada em três fases distintas: a primeira
seria o contato com o símbolo e as observações experienciais do analisado; a segunda é
a etapa de amplificação coletiva, onde se pega um símbolo específico e o associa com
outras imagens arquetípicas, e por isso pode ser denominada de objetividade da
imagem; a terceira e última é o retorno ao subjetivo com o auxilio das analogias
universais (GINGER E GINGER, 1995).
4.2. Relação: Gestalt X Fisioterapia
4.2.1. A Percepção
Sendo esta o ponto de partida da Gestalt acabou sendo colocada em questionamento,
pois para os teóricos gestaltistas a relação entre o estimulo que o meio fornece e a
resposta do individuo coloca em evidencia o que o ser percebe e como percebe, tendo
grande importância na compreensão do comportamento humano (ARNHEIM, 2005).
A percepção também exerce grande importância no significado que damos às
experiências que recebemos do meio. Mesmo assim não cabe a ela nos fornecer um
reflexo exato da realidade. Em certas ocasiões os sentidos do ser humano podem não
responder a muitos aspectos vindos do próprio meio externo, sendo imposto certo limite
de contato, este tal limite que define a relação entre eles (individuo e seu meio)
(FADIMAN; FRAGER; MAYER, 2001).
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4.2.2. Boa-forma
Esse fenômeno é um dos meios que a teoria da Gestalt tem para compreender o
comportamento humano tendo em vista que o modo que percebemos um determinado
estímulo irá refletir na maneira que iremos nos comportar. Já que está diretamente
ligado com os estímulos físicos, e às vezes são completamente diferentes do esperado,
pois cada um tem a sua maneira de “ver” o mundo. (ARNHEIM, 2005)
Corroborando essa ideia Arnheim (2005) afirma que:
A teoria da forma, a Gestalt preocupa-se com a indução do individuo a
fazer de seu comportamento no estabelecer da boa forma da realidade,
fazendo daquilo que o mesmo acredita ser real a partir de sua
percepção, isto é, partido de algo já presumidamente formado e
existente em sua consciência no desenrolar da realidade.

5. Psicanálise
A Psicanálise foi considerada por Freud como um conhecimento firmado em um tripé
composto por técnica, teoria e pesquisa, principalmente. A Psicanálise é conhecida pela
investigação do inconsciente e pela descoberta da sexualidade infantil, tema polêmico
até hoje. Freud não teve apenas um mestre, mas vários nomes inspiraram sua teoria,
desde Goethe a Nietzsche e costumava ler desde literatura e antropologia, a livros de
Biologia e Fisiologia Animal. Também tinha uma predileção por antiguidades.
A Psicanálise é considerada a segunda grande força de Psicologia, e segundo o
Conselho Federal de Psicologia Brasileiro e demais Conselhos Regionais de Psicologia.
A psicanálise é aceita no meio acadêmico, porém só pode ser utilizada de forma integral
com uma formação em Psicanálise, devo dizer que ainda não reconhecida pelo MEC.
Caso contrário, deve-se utilizar a técnica de psicoterapia de orientação psicanalítica.
Para a Psicanálise, as ações humanas são orientadas, basicamente, por três instâncias
mentais (simbólicas):
 Consciente (EGO) - Raciocínio, operações lógicas;
 Pré-consciente (SUPEREGO) - Memórias, interiorização de regras sociais,
produzem angústias, ansiedades e “pune” o EGO quando este aceita impulsos
vindos do ID;
 Inconsciente (ID) - pulsões, desejos e medos recalcados. Não obedece à lógica
nem à moral. Representa os impulsos e os instintos;
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Para ter acesso ao inconsciente, o psicanalista utiliza processos indiretos, tais como:
 Hipnose – Consiste em induzir o paciente, através de uma sugestão intensa, a
um estado semelhante ao sono, a partir do qual é possível estabelecer a
comunicação com o hipnotizador e ser sugestionado, podendo assim revelar
memórias ocultas ou ser condicionado para determinada ação ou
comportamento.
A hipnose é pouco usada atualmente. Sua utilização se restringe ao controle de
comportamentos de uso abusivo de álcool e drogas e só deve ser praticado por
profissionais capacitados e treinados devidamente.
 Método psicanalítico, recorrendo às técnicas de:
 Interpretação dos sonhos
 Interpretação de atos falhos
 Transferência, ou seja, o paciente atua, durante a sessão, em relação ao
psicanalista, como se ele fosse uma outra pessoa: pai, mãe, namorado, etc.
Cabe ao profissional trabalhar com essa “encenação” de forma a levar o paciente à cura
de seu trauma. Nesse jogo se encontram envolvidos sentimentos e emoções muito
fortes, de raiva, ressentimento, paixão... A Psicanálise se popularizou demais, o que
levou seu vocabulário a ser utilizado de forma indiscriminada e também a graves erros
de interpretação. Além disso, várias pessoas praticantes de charlatanismo se dizem
“psicanalistas”
A Psicanálise foi criada pelo neurologista austríaco Sigmund Freud, com o
objetivo de tratar desequilíbrios psíquicos. Este corpo teórico foi responsável pela
descoberta do inconsciente – antes já desbravado, porém em outro sentido, por Leibniz
e Hegel -, e a partir de então passou a abordar este território desconhecido, na tentativa
de mapeá-lo e de compreender seus mecanismos, originalmente conferindo-lhe uma
realidade no plano psíquico. Esta disciplina visa também analisar o comportamento
humano, decifrar a organização da mente e curar doenças carentes de causas orgânicas.
Freud organiza em seu corpo teórico dados já conhecidos na época, como a idéia de que
a mente era dividida em três partes, as funções que lhe cabiam, as personalidades que
nasciam de cada categoria e a catarse. Essa espécie de sincretismo científico deu origem
a inúmeras concepções novas, como a sublimação, a perversão, o narcisismo, a
transferência, entre outras, algumas delas bem populares em nossos dias, pois estes
conceitos propiciaram o surgimento da Psicologia Clínica e da Psiquiatria modernas.
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Para a Psicanálise, o sexo está no centro do comportamento humano. Ele motiva sua
realização pessoal e, por outro lado, seus distúrbios emocionais mais profundos; reina
absoluto no inconsciente. Freud, em plena era vitoriana, tornou-se polêmico, e sua teoria
não foi aceita facilmente. Com o tempo, porém, seu pensamento tornou possível a
entrada do tema sexual em ambientes antes inacessíveis a esta ordem de debates.
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6. CONCLUSÃO
Contudo podemos concluir que todas as teorias abordadas tem sua importância,
contribuição e diferenças, como por exemplo, a psicanálise que estuda o inconsciente do
individuo, já o behaviorismo analisa o comportamento de cada pessoa para estudar os
fatores que fizeram nascer esse comportamento, mostrando que todos chegam a um
ponto, mas a diferença é que cada um deles tem um aspecto e gênero próprio se
destacando pelo próprio conhecimento histórico, aplicado por vários tipos de
argumentos exigidos pela sua competência das teorias aplicadas e concedidas pela
psicologia
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7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. BAUM, William M. Compreender o Behaviorismo. ARTMED EDITORA S.A.:
SÃO PAULO, 2005.

2. GOMES FILHO, João. Gestalt do Objeto. ESCRITURAS: SÃO PAULO, 2000.

3. JORGE, Marco Antonio Coutinho. Fundamentos da Psicanálise de Freud a Lacan.


JORGE ZAHAR: Rio de Janeiro, 2008.

4. DONGO-MONTOYA, Ardiam Oscar. Teoria da Aprendizagem na obra de Jean


Piaget. ED. UNESP: SÃO PAULO, 2009

5. DANIELS, Harry. Vygotsky e a Pedagogia. EDIÇÕES LOYOLA: SÃO PAULO,


2003.

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