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José Maria
Língua Portuguesa para Banco do Brasil Aula 07

Aula 07 – Sintaxe de
Regência e Emprego da
Crase
Língua Portuguesa p/ Banco do Brasil
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Olá, moçada!

Firmes e fortes?
Queridos, nosso curso está na reta final! É com muita satisfação que cumprimento vocês por terem
chegado até aqui! Não fraquejem! Continuem firmes! Falta muito pouco!

Nesta aula, trouxe assuntos espinhosos: Regência e Crase. Por saber que são assuntos entediantes por
natureza, esforcei-me ao máximo para tornar a abordagem leve e descontraída. Espero que vocês gostem do
formato adotado e que, sobretudo, fiquem afiadíssimos nesses dois importantes assuntos!

Um grande abraço a todos!

Professor José Maria

@professorjosemaria

t.me/professorjosemaria

/professorjosemaria

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Sumário
SINTAXE DE REGÊNCIA – CONCEITOS GERAIS .......................................................................................... 4

EMPREGO DAS PREPOSIÇÕES ANTES DE PRONOMES RELATIVOS ................................................................................. 6


PRINCIPAIS REGÊNCIAS ........................................................................................................................................ 11
Casos de Regência Verbal ............................................................................................................................... 11
Casos de Regência Nominal ........................................................................................................................... 30

CRASE..................................................................................................................................................... 31

NÃO OCORRE A CRASE ......................................................................................................................................... 35


... antes de verbo ........................................................................................................................................... 35
... antes de palavras masculinas ..................................................................................................................... 35
... antes de pronomes de tratamento, exceção feita a SENHORA, SENHORITA, DONA, MADAME, ...:.............. 35
... antes de pronomes em geral: ...................................................................................................................... 35
... em locuções formadas por palavras repetidas: ............................................................................................ 37
... quando o "a" vem antes de uma palavra no plural: ...................................................................................... 38
CASOS FACULTATIVOS DE CRASE ......................................................................................................................... 40
... antes de antropônimo (nome de pessoa) feminino: ...................................................................................... 40
... antes de pronome possessivo feminino: ...................................................................................................... 40
CASOS ESPECIAIS DE CRASE................................................................................................................................ 42
Crase nas locuções de base feminina (introduzidas por palavras femininas) ...................................................... 42
Crase antes de TOPÔNIMOS (nomes de lugar) ................................................................................................ 45
Crase em ÀQUELE (S), ÀQUELA (S), ÀQUILO ................................................................................................. 46
Crase diante de PRONOMES RELATIVOS ....................................................................................................... 47
Crase em CONSTRUÇÕES PARALELAS .......................................................................................................... 47

QUESTÕES COMENTADAS PELO PROFESSOR.........................................................................................49

LISTA DE QUESTÕES............................................................................................................................... 72

GABARITO .............................................................................................................................................. 82

RESUMO DIRECIONADO ......................................................................................................................... 83

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Sintaxe de Regência – Conceitos Gerais


Quando estudamos Sintaxe de Concordância, ficou clara a existência de um acordo bilateral: no caso da
concordância verbal, sujeito e verbo tinham de sentar à mesa para conversar; no caso da nominal, essa conversa
deveria ocorrer entre substantivo e palavra de função adjetiva. Ao final dessa conversa, estabelecia-se um
acordo: sujeito e verbo concordariam em número e pessoa; substantivo e palavra de função adjetiva
concordariam em gênero e número.

No caso da Sintaxe de Regência, não há acordo, moçada! Manda quem pode e obedece quem tem...
preposição! Como assim, professor? Moçada, verbo e nome vão requisitar algo para vocês. E vocês terão de
fornecer ao verbo ou ao nome exatamente o que eles querem, do jeito que eles querem. Vejam a tabela a seguir:

TERMO REGENTE PREPOSIÇÃO TERMO REGIDO

NECESSITAR DE AJUDA

CONFIAR EM VOCÊ

PREOCUPAR-SE COM O SENHOR

ELOGIAR Ø SEU TRABALHO

PREOCUPADO COM O SENHOR

CONFIANTE EM VOCÊ

NECESSIDADE DE AJUDA

ELOGIO A SEU TRABALHO

Vamos dar nome aos bois, moçada!

TERMO REGENTE é o que rege, ou seja, é aquele que comanda, que tem uma necessidade e precisa que
esta seja suprida. Os termos regentes, como podemos ver na tabela, são VERBOS – no caso, NECESSITAR,
CONFIAR, PREOCUPAR-SE e ELOGIAR - ou NOMES (substantivos, adjetivos ou advérbios) – no caso,
NECESSIDADE, CONFIANTE, PREOCUPADO e ELOGIO. O TERMO REGIDO é aquele que se subordina ao
regente, exercendo função de complemento – verbal ou nominal -, adjunto – adverbial ou adnominal -, ou
agente da passiva. A Sintaxe de Regência estuda, dessa forma, a relação existente entre os termos regentes e
regidos. Os primeiros mandam; os segundos obedecem.

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Notem que cada um desses termos regentes possui uma necessidade. Vocês devem se recordar da
famosa “conversa com o verbo”, que tivemos quando estudamos emprego dos pronomes pessoais e que nos
perseguiu por toda a análise sintática da oração e do período. É por meio dessa conversa que conseguimos
identificar a demanda específica do verbo ou nome. Vejam:

QUEM NECESSITA NECESSITA DE ALGO/ALGUÉM.


QUEM CONFIA CONFIA EM ALGO/ALGUÉM.

QUEM SE PREOCUPA SE PREOCUPA COM ALGO/ALGUÉM.

QUEM ELOGIA ELOGIA ALGO/ALGUÉM.


QUEM ESTÁ PREOCUPADO ESTÁ PREOCUPADO COM ALGO/ALGUÉM.

QUEM ESTÁ CONFIANTE ESTÁ CONFIANTE EM ALGO/ALGUÉM.


QUEM TEM NECESSIDADE TEM NECESSIDADE DE ALGO/ALGUÉM.

QUEM FAZ ELOGIO FAZ ELOGIO A ALGO/ALGUÉM.


Como eu havia dito, manda quem pode e obedece quem tem... preposição! Cada termo regente irá
solicitar ou um complemento ou um adjunto introduzido ou não por preposição. E não há como negociar!
Uma vez que o verbo “necessitar” pede complemento regido pela preposição DE, não se pode a ele ofertar
outra preposição que não seja esta, sob pena de se contrariar a vontade do verbo; uma vez que o verbo “elogiar”
pode objeto direto como complemento, estamos desautorizados a empregar preposição sob pena de se
contrariar a vontade do verbo; e assim sucessivamente.
Da forma como descrevo, a Regência parece ser algo inflexível – é assim e acabou! No entanto, existem
alguns termos regentes que admitem mais de uma regência, mantendo seu sentido original. É, por exemplo, o
caso do verbo ATENDER, que tanto pode ser TRANSITIVO DIRETO ou TRANSITIVO INDIRETO com objeto
indireto introduzido pela preposição A. É correto escrever “Atendemos o paciente”. Também é correto escrever
“Atendemos ao paciente”. Além disso, há termos regentes que admitem regências distintas para sinalizar
significados distintos. É o caso do verbo ASPIRAR – no sentido de INALAR, ABSORVER, é um verbo
TRANSITIVO DIRETO (Nós aspiramos o perfume das flores); já no sentido de ALMEJAR, DESEJAR, é um verbo
TRANSITIVO INDIRETO com objeto indireto introduzido pela preposição A (Nós aspiramos ao cargo público).
Isso posto, notem que não é necessário decorar todas as regências. Primeiramente, porque não temos
vida suficiente para mapear todas as regências! Rsrsrs. Elas são infinitas! Segundo, porque a simples “conversa”
com o verbo ou nome, muitas vezes, será mais que suficiente para identificar a regência do verbo ou do nome.
Obviamente, nem só de “conversa” vive o homem. Vamos precisar sim não só decorar algumas regências, mas
sobretudo entender sua função e sentido no contexto em que se inserem. As principais regências, aquelas
sempre presentes em provas, são previsíveis e serão detalhadas nas seções seguintes, não se preocupem!

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Antes de avançar, quero relembrar uma aplicação da Morfologia que dialoga com Sintaxe de Regência.
Lembram-se do emprego de preposições antes de pronomes relativos? Você, quando esse assunto estudou,
estava dialogando com Regência sem saber. Relembremos!

Emprego das Preposições antes de Pronomes Relativos


Moçada, sempre que verbo ou nome presentes numa oração adjetiva solicitarem preposição para se ligar
ao termo antecedente substituído pelo relativo, a preposição deve ser posicionada ANTES do pronome relativo!
Como assim, professor? Que negócio complicado!!!

Não é complicado não, jovens! Vejamos!

Notem, no primeiro quadrinho da tirinha, o fragmento “... coisas na minha vida que eu me arrependo ...”.
Moçada, o “que” exerce a função de pronome relativo, retomando o termo anterior “coisas na minha vida”,
concordam? Na oração adjetiva "que eu me arrependo...”, o verbo ARREPENDER-SE requisita a preposição DE
para ligá-lo a COISAS DA MINHA VIDA, termo retomado pelo relativo QUE. No entanto, na tirinha, assim como
na nossa fala cotidiana, a preposição foi omitida. Queridos, omitir a preposição é como arrancar um pedaço do
verbo ou do nome que a solicitam. Não há negociação! Em situações como essa, é necessário posicionar a
preposição ANTES DO PRONOME RELATIVO sob pena de contrariar a regência do verbo ou nome.
Logo, o correto seria “... coisas na minha vida DE que eu me arrependo...”

Vamos simular diversas situações a seguir, trazendo para o palco o pronome relativo QUE:

O professor ____ que gostamos pediu dispensa médica.

____ que costumamos tirar dúvidas está de férias.

____ que temos grande carinho está adoentado.

____ que confiamos divergiu do gabarito oficial divulgado.


____ que nos referimos ministra aulas no Direção Concursos.

____ que admiramos pediu para se aposentar.

Queridos, o primeiro passo é visualizar a presença do pronome relativo e identificar o termo antecedente
por ele retomado. Nas várias frases em questão, o QUE exerce a função de pronome relativo, o que fica evidente

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com a substituição do QUE pela forma O QUAL. Também em todas as frases, o QUE relativo retoma o termo
antecedente PROFESSOR.
O professor ____ que gostamos pediu dispensa médica.

____ que costumamos tirar dúvidas está de férias.

____ que temos grande carinho está adoentado.


____ que confiamos divergiu do gabarito oficial divulgado.

____ que nos referimos ministra aulas no Direção Concursos.

____ que admiramos pediu para se aposentar.

Uma vez identificada a presença do pronome relativo, devemos analisar a oração adjetiva.

O professor ____ que gostamos pediu dispensa médica.


____ que costumamos tirar dúvidas está de férias.
____ que temos grande carinho está adoentado.

____ que confiamos divergiu do gabarito oficial divulgado.


____ que nos referimos ministra aulas no Direção Concursos.
____ que admiramos pediu para se aposentar.

Na sequência, devemos checar se há verbo ou nome na oração adjetiva solicitando preposição para se
ligar ao termo antecedente retomado pelo QUE. Reconstruindo as orações adjetivas, é possível identificar qual
a preposição solicitada pelo verbo ou nome. Vejamos:

Gostamos DO professor.
Costumamos tirar dúvidas COM o professor.

Temos grande carinho PELO professor.

Confiamos NO professor.

Nós referimos AO professor.

Admiramos o professor.

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Identificadas as preposições, elas devem ser posicionadas antes dos pronomes relativos. Observem:

O professor DE que gostamos pediu dispensa médica.

COM que costumamos tirar dúvidas está de férias.

POR que temos grande carinho está adoentado.

EM que confiamos divergiu do gabarito oficial divulgado.

A que nos referimos ministra aulas no Direção Concursos.

Ø que admiramos pediu para se aposentar.

É uma arte, moçada!

Além disso, percebamos que o termo antecedente PROFESSOR pode ser retomado pelos relativos O
QUAL ou QUEM, resultando nas também corretas construções:

O professor do qual (de quem) gostamos pediu dispensa médica.

com o qual (com quem) costumamos tirar dúvidas está de férias.


pelo qual (por quem) temos grande carinho está adoentado.
no qual (em quem) confiamos divergiu do gabarito oficial divulgado.

ao qual (a quem) nos referimos ministra aulas no Direção Concursos.

o qual admiramos pediu para se aposentar.

Vejam mais exemplos:

Esse é o livro a que eu me referi. (referi-me ao livro)


Minha namorada é a menina com quem eu saí ontem. (saí com a menina)

O professor ao qual eu entreguei o livro não veio hoje. (entreguei ao professor)

Não cuspa no prato em que você comeu. (comeu no prato)

O filme a que você fez referência é muito bonito. (referência ao filme)

Os remédios dos quais temos necessidade foram entregues. (necessidade dos remédios)
A regra também é válida para o pronome relativo cujo(a)(s):

O professor a cuja aula faltei esclareceu muitas dúvidas. (faltei à aula do professor)

O técnico de cuja ajuda necessito está aqui. (necessito da ajuda do técnico)


O estagiário com cujo irmão falei acaba de chegar. (falei com o irmão do estagiário)

O presidente sobre cuja vida escrevi faleceu. (escrevi sobre a vida do presidente)

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Observação:

Alguns verbos podem ou não ser pronominais, o que impacta a regência.


Exemplos:

COMUNICAR – comunicar alguém/comunicar-se COM alguém;

ABORRECER – aborrecer alguém/aborrecer-se COM alguém;

ENTREGAR – entregar algo/entregar-se A algo;

DEFENDER – defender alguém/defender-se DE alguém.

...

Alguns verbos, usados sempre como pronominais, exigem em suas regências preposição.
Exemplos:

ARREPENDER-SE: arrepender-se DE algo;

INDIGNAR-SE: indignar-se COM algo;


QUEIXAR-SE: queixar-se DE algo/alguém;
ATREVER-SE: atrever-se A algo;

...

CUIDADO!
Alguns verbos são equivocadamente empregados no dia a dia como pronominais. É o caso dos verbos
SIMPATIZAR, ANTIPATIZAR, SILENCIAR, SOBRESSAIR, PROLIFERAR, ...

O funcionário se sobressaiu no projeto. (ERRADO)


O funcionário sobressaiu no projeto. (CERTO)

O candidato se silenciou diante da pergunta invasiva do repórter. (ERRADO)


O candidato silenciou diante da pergunta invasiva do repórter (CERTO)

Muitos se simpatizam com minhas ideias. (ERRADO)


Muitos simpatizam com minhas ideias. (CERTO)

É bastante comum a exploração desse tipo de erro com os verbos acima listados, em especial SIMPATIZAR e
SOBRESSAIR. Tomem cuidado! Eles não são pronominais!

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Caiu em prova!

Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de que disponho, encerrando em desventuras as aventuras de
Viramundo em Ouro Preto, e dando viço às suas peregrinações.
A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se substituísse “de que” por os quais.
( ) CERTO ( ) ERRADO

RESOLUÇÃO:

Analisemos o trecho:

Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de que disponho...

A forma “de que” consiste na união da preposição “de” – requerida pela regência da forma verbal “dispomos”
(dispomos de algo) – com o pronome relativo “que” – que retoma o termo anterior “elementos”.

Até podemos substituir o relativo “que” pelo também relativo “os quais”, mas precisamos manter a
preposição “de” posicionada antes do pronome, pois é uma exigência da regência do verbo “dispor”.

Dessa forma, seria correta a seguinte redação: Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos dos quais
disponho...

A ausência da proposição acarretaria prejuízo gramatical.

Resposta: CERTO

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Principais Regências
Nosso próximo passo é identificar as principais regências verbo-nominais. Por que principais? Porque não
são tão intuitivas e, muitas vezes, divergem do uso adotado no dia a dia. Como havia dito, Regência é um
assunto nem fácil, nem difícil, mas previsível! Sabemos exatamente quais são as regências com que precisamos
nos familiarizar. Já antecipo aqui algumas: ASPIRAR, ASSISTIR, OBEDECER, VISAR, PREFERIR,
LEMBRAR/ESQUECER, PERDOAR/PAGAR, AGRADAR, QUERER, etc.

Detalhemos a seguir cada uma delas de forma bem esquemática, para facilitar a compreensão de vocês.

Casos de Regência Verbal

AGRADAR

= no sentido de ACARICIAR, FAZER CARINHO, emprega-se como TRANSITIVO DIRETO.

Exemplo: O dono agradou seu cachorrinho no colo.

= no sentido de SATISFAZER, GERAR CONTENTAMENTO, emprega-se como TRANSITIVO INDIRETO,


com objeto introduzido pela preposição A

Exemplo: O discurso do ministro não agradou ao mercado, que reagiu ferozmente.

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AGRADECER

= TRANSITIVO DIRETO, com OBJETO DIRETO nome de “COISA”

Exemplos:

Agradeci sua ajuda. (= Agradeci-a)

Agradecemos as doações. (= Agradecemo-las)

= TRANSITIVO INDIRETO com OBJETO INDIRETO nome de “PESSOA”

Exemplos:

Os internautas agradeceram ao apresentador. (= Os internautas lhe agradeceram).

O cliente agradeceu ao gerente pelo atendimento. (= O cliente lhe agradeceu... ou O cliente agradeceu
a ele...).

= TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, sendo o OBJETO DIRETO nome de “COISA” e o INDIRETO nome
de “PESSOA”, introduzido pela preposição A.

Exemplos:

Agradeci ao apresentador o apoio.

Agradeci aos internautas as doações.

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ASPIRAR

= no sentido de SORVER, INALAR, TRAGAR, constrói-se com OBJETO DIRETO.

Exemplo:

Marta aspirava o perfume das rosas.

= no sentido de DESEJAR, PRETENDER, constrói-se com OBJETO INDIRETO, com a preposição A.

Exemplo:

Ela aspirava a altos cargos.

Simulemos algumas situações:


Todos nós aspiramos ____ ar poluído.

____ cargo público.

____ carreira pública.

Na primeira construção, devemos apenas utilizar o artigo O, haja vista que o verbo ASPIRAR foi
empregado no sentido de INALAR.

Na segunda construção, devemos apenas utilizar a combinação AO, que consiste na fusão da preposição
A – requerida pela regência do verbo ASPIRAR no sentido de DESEJAR – com o artigo O – solicitado pelo
substantivo CARGO.

E atenção para a terceira construção!

Nela devemos apenas utilizar a contração À, que consiste na fusão da preposição A – requerida pela
regência do verbo ASPIRAR no sentido de DESEJAR – com o artigo A – solicitado pelo substantivo CARREIRA.
É a primeira (de muitas) beliscadas no assunto CRASE, subproduto da REGÊNCIA.

Vejamos mais simulações:

O ar ____ respiramos é impuro.


O cargo _____ aspiramos é muito disputado.

A carreira _____ aspiramos é muito disputada.

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Na primeira construção, devemos apenas utilizar os pronomes relativos QUE ou O QUAL, haja vista que
o verbo ASPIRAR foi empregado no sentido de INALAR. Tais pronomes relativos retomam o termo anterior
AR.

Na segunda construção, devemos apenas utilizar as combinações A QUE ou AO QUAL, compostas pela
preposição A – requerida pela regência do verbo ASPIRAR no sentido de DESEJAR – com os pronomes
relativos QUE ou O QUAL – que retomam o termo anterior CARGO.

E atenção para a terceira construção!

Nela devemos apenas utilizar as construções A QUE ou À QUAL – com crase -, compostas pela preposição
A – requerida pela regência do verbo ASPIRAR no sentido de DESEJAR – com os pronomes relativos QUE ou
A QUAL – que retomam o termo anterior CARREIRA.

Outra beliscada em crase, moçada! Já fica a dica: A + A = À.

ATENÇÃO!!!
O verbo ASPIRAR não admite o emprego do pronome LHE para substituir seu OBJETO INDIRETO. Seremos
obrigados a empregar as formas oblíquas tônicas A ELE, A ELA.

Todos nós aspiramos ao cargo.


= Todos nós lhe aspiramos. (ERRADO)

= Todos nós aspiramos A ELE. (CERTO)

Caiu em prova!

É de se supor que quem quer casar deseje que a sua futura mulher venha para o tálamo conjugal com a máxima
liberdade, com a melhor boa-vontade, sem coação de espécie alguma, com ardor até, com ânsia e grandes
desejos;...
Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, a forma verbal “deseje” poderia ser
substituída por “aspire a”.

( ) CERTO ( ) ERRADO

RESOLUÇÃO:

O verbo “aspirar” pode ser usado no sentido de “desejar”. Nesse caso, ele rege a preposição “a”. Assim, na
questão, a forma verbal “deseje” pode ser corretamente substituída por “aspire a”, mantendo-se a correção
gramatical e o sentido original do texto.

Observação:

O verbo “aspirar” também pode significar “inalar”, “cheirar”. Nesse sentido, ele será transitivo direto.

Exemplo:
Nós aspiramos o doce perfume.

Resposta: CERTO

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ASSISTIR

= no sentido de PRESTAR ASSISTÊNCIA, PROTEGER, SERVIR, constrói-se com OBJETO DIRETO.

Exemplo:

O enfermeiro assiste o paciente.

= no sentido de PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE constrói-se com OBJETO INDIRETO, COM A


PREPOSIÇÃO A.

Exemplo:

Assisti ao jogo (e não “Assisti o jogo”, como se fala no cotidiano)

= no sentido de CABER, PERTENCER DIREITO OU RAZÃO A ALGUÉM, constrói-se com OBJETO


INDIRETO, COM A PREPOSIÇÃO A.

Exemplo:

Não assiste ao Judiciário legislar em prol dos indefesos.

= no sentido de MORAR, RESIDIR, constrói-se com ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR, COM A


PREPOSIÇÃO EM.

Exemplo:

Ele assistia num sítio muito distante da cidade.

Sem a menor dúvida, a regência mais importante do verbo ASSISTIR é a referente ao seu sentido
mais popular, de VER, PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE. É a mais importante, porque é a mais usada no
cotidiano, e de forma errada!

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Ora, em nosso dia a dia, é comum ouvirmos e falarmos.

Nós assistimos o jogo.

Nós assistimos o filme.


O filme que assistimos ganhou vários prêmios.
Devido ao fato de pouco conhecermos os outros sentidos do verbo ASSISTIR, empregamos essa forma
verbal equivocadamente como transitiva direta. O certo seria:
Nós assistimos Ao jogo.
Nós assistimos Ao filme.

O filme A que assistimos ganhou vários prêmios.


Fica o questionamento: Professor, por que a Gramática implica conosco assim? Por que ela propõe uma
norma que contraria o uso do cotidiano?

Galera, na verdade, não é uma implicação! Acontece que existem outros sentidos para o verbo ASSISTIR
não usados por nós no cotidiano. Por exemplo, dificilmente uma pessoa emprega no cotidiano ASSISTIR com
a significação de AJUDAR, PRESTAR ASSISTÊNCIA. Mas a Gramática previu esse uso e, para distingui-lo de
outros sentidos, estabeleceu uma regência específica.

Observem as duas frases a seguir:

Eu assisti o velhinho que estava atravessando a rua.


Eu assisti ao velhinho que estava atravessando a rua.
Queridos, notem que, na primeira frase, o verbo ASSISTIR está no sentido de AJUDAR. Já na segunda,
no sentido de VER. A presença ou a ausência da preposição faz uma tremenda diferença.

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Além desses dois clássicos sentidos, o verbo ASSISTIR também pode significar “MORAR”, situação em
que será INTRANSITIVO e terá a ele ligado um adjunto adverbial de lugar introduzido pela preposição EM –
Estamos assistindo atualmente em Brasília.

Por fim, podemos empregar o verbo assistir no sentido de CABER, SER OBRIGAÇÃO, situação em que
será transitivo indireto e solicitará preposição A – Assiste ao Executivo administrar; ao Legislativo assiste criar
as leis; ...

ATENÇÃO!!!

O verbo ASSISTIR, no sentido de VER, PRESENCIAR, não admite o emprego do pronome LHE para
substituir seu OBJETO INDIRETO. Seremos obrigados a empregar as formas oblíquas tônicas A ELE, A ELA.
Exemplo:

Nós assistimos AO FILME.

= Nós LHE assistimos. (ERRADO)


= Nós assistimos A ELE. (CERTO)
Professor, por que alguns verbos recusam o LHE como objeto indireto?

Meus amigos, aqui a Gramática nos impõe uma tradição, não havendo propriamente uma razão lógica.
No entanto, pode-se afirmar que o LHE é empregado GERALMENTE para substituir pessoas, não sendo
pertinente seu uso para substituir COISAS. Já as formas A ELE(S), A ELA(S), PARA ELE(S), PARA ELA(S) são
empregadas tanto para substituir PESSOAS como COISAS.

Tenham em mãos uma lista de verbos que recusam o emprego do LHE como objeto indireto: ASPIRAR (=
ALMEJAR), ASSISTIR (=VER), ALUDIR, PROCEDER, RECORRER, REFERIR-SE, VISAR (=ALMEJAR), etc.

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CHAMAR

= no sentido de CONVOCAR, CONVIDAR, emprega-se como TRANSITIVO DIRETO.

Exemplo: Chamei o professor em minha sala para uma reunião urgente.

= no sentido de INVOCAR, PEDIR AUXÍLIO, emprega-se como TRANSITIVO DIRETO ou como INDIRETO,
COM OBJETO INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO POR.

Exemplo: Chamei (por) meu pai no momento de maior aflição.

= no sentido de NOMEAR, QUALIFICAR, ROTULAR, apresenta diversas possibilidades de construção.

Exemplos:

Chamei o Ministro idiota. (Chamei-o idiota.)

Chamei o Ministro de idiota. (Chamei-o de idiota.)

Chamei ao Ministro idiota. (Chamei-lhe idiota.)

Chamei ao Ministro de idiota. (Chamei-lhe de idiota)

O verbo CHAMAR é TRANSOBJETIVO nesse caso. Além disso, o PREDICATIVO DO OBJETO pode ou não
ser introduzido pela preposição DE.

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CUSTAR

= no sentido de “VALER UM PREÇO”, “TER UM VALOR”, é INTRANSITIVO, acompanhado de ADJUNTO


ADVERBIAL DE PREÇO.

Exemplos:

O terno custou 10 mil reais.

Aquele carro custou seu salário anual.

Alguns gramáticos, no entanto, consideram “10 mil reais” e “seu salário anual” como objetos diretos. Há
divergências, portanto!

= no sentido de “SER DIFÍCIL, PENOSO, CUSTOSO”, é TRANSITIVO INDIRETO, com OBJETO


INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A.

Nessa acepção, o sujeito do verbo CUSTAR é a oração reduzida de infinitivo. Já o objeto indireto
introduzido pela preposição A é uma pessoa.
Embora aceita por algumas gramáticas mais modernas, sugere-se evitar construções do tipo "Custei a
acreditar", "Custou a crer". Nelas, toma-se a oração reduzida como o objeto indireto, o que não é muito
bem visto por gramáticos mais tradicionais. Para ficar bem claro, veja os exemplos a seguir:

Custou a crer na infidelidade do companheiro (ERRADO).

Custou a ele crer na infidelidade do companheiro (CERTO).

Custei a acreditar nas suas palavras (ERRADO).

Custou a mim acreditar nas suas palavras (CERTO).


= Custou-me

= no sentido de “CAUSAR”, “ACARRETAR”, é TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, com INDIRETO


INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A.

Exemplos:

A derrota no clássico custou o emprego ao técnico.

A prepotência custou-lhe (a ele) muitas amizades perdidas.

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HAVER

= no sentido clássico de “EXISTIR”, “OCORRER”, “ACONTECER”, é IMPESSOAL E TRANSITIVO DIRETO.

Exemplos:

Havia problemas sérios na empresa.

Reclamações houve durante a operação.

= no sentido de “COMPORTAR-SE”, “DEPARAR-SE”, “CONFRONTAR-SE”, é PRONOMINAL.

Exemplos:

Ele se houve bem na cerimônia, não criando polêmicas. (= se comportou)

Eles se houveram com uma multidão furiosa. (se depararam)

= no sentido de “OBTER”, “CONSEGUIR”, é TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, com INDIRETO


INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO DE.

Exemplos:

O Estado houve uma infinidade de recursos dos contribuintes.

Muitas instituições houveram doações de internautas promovidas nas redes sociais.

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IMPLICAR

= TRANSITIVO DIRETO, no sentido de RESULTAR, ACARRETAR, TER COMO CONSEQUÊNCIA

Exemplos:

A despesa com elementos supérfluos implicará gastos desnecessários.

Maior consumo implica mais despesas por parte da empresa.

Algumas gramáticas mais modernas até admitem a presença da preposição “em”, fazendo menção ao
uso coloquial. Porém, o que notamos nas bancas é o emprego tradicional do verbo implicar. Repetindo:
transitivo direto, no sentido de resultar, acarretar.

= TRANSITIVO INDIRETO, no sentido de EMBIRRAR, TER IMPLICÂNCIA COM ALGUÉM

Exemplo:

Os alunos implicaram com o professor.

LEMBRAR/ESQUECER

= como VERBOS NÃO PRONOMINAIS, são construídos com OBJETO DIRETO.

Exemplo:

Esqueci o nome dela.

Lembrei o nome dela.

= como VERBOS PRONOMINAIS (ACOMPANHADOS DE PRONOME OBLÍQUO ÁTONO), são construídos


com OBJETO INDIRETO, INTRODUZIDOS PELA PREPOSIÇÃO DE.

Exemplo:

Esqueci-me do nome dela.

Lembrei-me do nome dela.

É ERRADO DIZER:

Esqueci DO nome dela.

Lembrei DO nome dela.

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= verbo TRANSITIVO INDIRETO, com OBJETO INDIRETO INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A

Exemplo:

Esqueceu-me a pauta da reunião.

Esqueceu a você o nome dele.

Trata-se de uma construção um tanto estranha, não é mesmo?

Nela, temos como sujeito a coisa lembrada ou esquecida. Já o verbo é acompanhado de objeto indireto
introduzido pela preposição A.

No caso da primeira frase, o sujeito é “a pauta da reunião” e o objeto indireto é representado pelo pronome
oblíquo ME (= A MIM).

No caso da segunda frase, o sujeito é “o nome dele” e o objeto indireto é representado pelo pronome oblíquo
VOCÊ (= A VOCÊ).

= no caso do verbo LEMBRAR, também é possível empregá-lo como TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO,
com OBJETO INDIRETO INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A OU DE.

Exemplo:

Lembrei meu chefe da reunião de logo mais.


O assessor lembrou vários números relevantes ao seu chefe durante a reunião.

São tantas já vividas

São momentos que eu não esqueci

Detalhes de uma vida


Histórias que eu contei aqui

Quando vocês estiverem cantarolando Roberto Carlos no banho, tomem cuidado com o verso destacado,
ok? Você pode usar o verbo “ESQUECER” como pronominal ou como não pronominal. Há duas construções
corretas, portanto!

São momentos que eu não esqueci...


São momentos DE que eu não ME esqueci...

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ATENÇÃO!!!

Diante de uma oração subordinada substantiva objetiva indireta, é possível omitir a preposição DE exigida pela
forma pronominal “ESQUECER-SE” ou “LEMBRAR-SE”.

Exemplo:

Nós nos esquecemos (de) que não haveria aula.

Caiu na prova!
No trecho “...devemos nos lembrar que a educação no trânsito é mais do que importante”, a ausência do pronome
oblíquo “nos” prejudicaria a correção gramatical.

( ) CERTO ( ) ERRADO

RESOLUÇÃO:

O verbo lembrar admite duas regências: como não pronominal, deve ser empregado como transitivo direto;
já como pronominal, deve ser empregado como transitivo indireto e deve ser acompanhado da preposição
DE.

Na redação original, tem-se: ...devemos nos lembrar (de) que a educação no trânsito...

Nela, o verbo lembrar foi empregado como pronominal, acompanhado do oblíquo átono “nos”. A preposição
DE, requerida nesse formato, está subentendida, pois, diante de orações subordinadas substantivas objetivas
indiretas ou completivas nominais, é possível omitir a preposição, sem gerar prejuízos gramaticais.

Na proposta de reescrita sugerida, tem-se: ...devemos lembrar que a educação no trânsito... .

Nela, o verbo lembrar foi empregado como não pronominal. Nesse formato, tem-se um verbo transitivo
direto.

A alteração proposta, portanto, não prejudica a correção gramatical.

Resposta: ERRADO

OBEDECER/DESOBEDECER

Trata-se de verbos TRANSITIVOS INDIRETOS, regidos pela preposição A.

Exemplos:

Obedecia ao mestre.

Obedecia à sinalização de trânsito.


Cuidado!

Em nosso dia a dia, é comum ouvirmos e falarmos.

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Nós obedecemos o regulamento.

Nós obedecemos o patrão.


Eles desobedeceram a sinalização de trânsito.

O certo seria:
Nós obedecemos Ao regulamento.

Nós obedecemos Ao patrão.


Eles desobedeceram À sinalização de trânsito.

Note que, no último caso, a crase é resultado da fusão da preposição A – requerida pela regência de
DESOBEDER – com a artigo A – requerido pelo substantivo SINALIZAÇÃO.

ATENÇÃO!!!

O verbo OBEDECER, embora seja TRANSITIVO INDIRETO, admite construção em voz passiva.

O agente público não obedeceu à decisão da Justiça. (VOZ ATIVA)


= A decisão da Justiça não foi obedecida pelo agente público. (VOZ PASSIVA)

Caiu em prova!
Obedecer às leis de trânsito somente por medo de multas é o símbolo do despreparo e a causa de tantas mortes.
A substituição de “Obedecer às leis de trânsito” por “Obediência a leis de trânsito” preservaria a correção
gramatical e não acarretaria mudança de sentido original.
( ) CERTO ( ) ERRADO

RESOLUÇÃO:

No trecho original, o substantivo “leis” está determinado por artigo definido feminino. Afirma-se isso, pois
a forma “às” consiste na fusão da preposição “a” – requerida pela regência do verbo “obedecer” – com o
artigo “as” – solicitado pelo substantivo “leis”. Com a determinação por artigo, dá-se a entender que se está
falando de todas as leis de trânsito. A obediência se faz necessária para todas as leis, portanto.

No trecho reescrito, o substantivo “leis” não está determinado por artigo. O “a” que antecede “leis” é apenas
preposição “a”, requerida pela regência do nome “Obediência”. Sem o artigo, dá-se a entender que se está
falando de apenas algumas leis, não de todas. A obediência se faz necessária para algumas leis, portanto.

Resposta: ERRADO

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PAGAR/PERDOAR

= TRANSITIVO DIRETO com OBJETO DIRETO DE “COISA”

Exemplos:

Perdoei suas dívidas (= Perdoei-as)

Paguei minhas contas (= Paguei-as)

= TRANSITIVO INDIRETO com OBJETO INDIRETO DE “PESSOA”

Exemplos:

O pai não perdoou ao filho (= O pai não lhe perdoou).

O cliente não pagou ao lojista (O cliente não lhe pagou).

= TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, com o OBJETO DIRETO “COISA” e o OBJETO INDIRETO “PESSOA”,
introduzido pela preposição A.

Exemplos:

Perdoei ao jogador a ofensa.

Paguei ao funcionário a dívida.

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PREFERIR

Trata-se de verbo TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO.

Diferentemente da linguagem coloquial, este verbo não se constrói com a locução DO QUE, e sim com
a preposição A.

Além disso, é errado dizer “preferir mais”, pois é um pleonasmo (redundância).

Exemplo:

Prefiro MAIS café DO QUE chá (ERRADO)

Prefiro café A chá (CERTO)

Olha o desafio aí, galera!

Galera, em hipótese alguma, use DO QUE.


Embora seja a construção mais comum no dia a dia,
ela contraria a regência do verbo PREFERIR, cujo
OBJETO INDIRETO requer preposição A.

E por que não usamos a crase?


A preposição A está com presença já
garantida, beleza? Para que houvesse a crase,
necessitaríamos do artigo A!
No entanto, vejam que não foi empregado
artigo O para PORTUGUÊS.

Por questões de simetria (paralelismo), não devemos empregar o artigo A antes de MATEMÁTICA.
Não faria sentido um ter artigo e o outro, não.

Dessa forma, a lacuna deve ser preenchida apenas com a preposição A.

Cuidado, portanto, com as questões que envolvem uso da crase e simetria (paralelismo).

Veja outros exemplos:


Vou estudar DE 2a A 6a. (sem artigo para 2a; sem artigo para 6a; somente há preposição A; não há crase)

Vou estudar DA 2a À 6a. (com artigo para 2a; com artigo para 6a; ocorre encontro da preposição A com
o artigo A; há crase)

Vou estudar DE 8h A 12h. (sem artigo para 8h; sem artigo para 12h; somente há preposição A; não há
crase)

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Vou estudar DAS 8h ÀS 12h. (com artigo para 8h; com artigo para 12h; ocorre encontro da preposição A
com o artigo AS; há crase)

PROCEDER

= no sentido clássico de “TER CABIMENTO”, “PORTAR-SE”, é INTRANSITIVO.

Exemplos:

Seus argumentos não procedem.

Ele procede com elegância diante de tantos insultos agressivos.

= no sentido de “ORIGINAR-SE”, é INTRANSITIVO e é acompanhado de ADJUNTO ADVERBIAL


INTRODUZIDO PLEA PREPOSIÇÃO DE.

Exemplos:

Tais informações procedem das mais diversas fontes.

O material apreendido procede da China.

= no sentido de “INICIAR”, “REALIZAR”, “EXECUTAR”, é TRANSITIVO INDIRETO, com INDIRETO


INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A.

Exemplos:

O relator do caso procedeu à leitura dos autos.

A comissão procedeu ao exame dos recursos impetrados.

ATENÇÃO!!!
O verbo “PROCEDER” é outro verbo que não admite o pronome LHE como objeto indireto. Deve-se empregar
no lugar a forma oblíqua tônica A ELE(S), A ELA(S).

O relator procedeu à leitura dos autos.

= O relator lhe procedeu. (ERRADO)

= O relator procedeu a ela. (CERTO)

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QUERER

= é TRANSITIVO DIRETO no sentido de DESEJAR

Exemplo:

Eu quero meu quarto limpo imediatamente. (= Eu o quero limpo imediatamente)

= é TRANSITIVO INDIRETO no sentido de AMAR, QUERER BEM, pedindo OBJETO INDIRETO


INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A

Exemplo:

Juro que quero muito a você. (= Juro que lhe quero muito)

VISAR

= é TRANSITIVO DIRETO no sentido de MIRAR, APONTAR, PÔR VISTO EM.

Exemplo:

O caçador visou o alvo.

O inspetor visou todas as páginas do laudo técnico.

= é TRANSITIVO INDIRETO no sentido de TER EM VISTA, OBJETIVAR, EXIGINDO A PREPOSIÇÃO A.

Exemplo:

O pai trabalhava visando ao conforto dos filhos.

ATENÇÃO!

O pronome oblíquo LHE não é usado como objeto indireto do verbo VISAR. No lugar, deve-se empregar a
forma oblíqua tônica A ELE, A ELA.

Esta ação visa ao bem-estar social.


= Esta ação lhe visa. (ERRADO)

= Esta ação visa a ele. (CERTO)

Admite-se a omissão da preposição A antes de verbo no infinitivo.

Este relatório visa (a) esclarecer as causas do acidente aéreo.

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ALGUNS VERBOS ADMITEM MAIS DE UMA REGÊNCIA MANTENDO O SENTIDO ORIGINAL.

Vejam a seguir exemplos dos principais casos:

ABDICAR DESFRUTAR

O rei abdicou o trono Desfrutemos a vida.

O rei abdicou do trono Desfrutemos da vida.

ATENDER USUFRUIR

O funcionário atendeu o cliente com gentileza. Usufruí o benefício.

O funcionário atendeu ao cliente com gentileza. Usufruí do benefício

ATENTAR GOZAR

Atente o que estiver escrito. Gozou a vida com intensidade.

Atente ao que estiver escrito. Gozou da vida com intensidade.


Atente para o que estiver escrito.

DEPARAR
ANSIAR Deparei com um gigantesco problema.

Anseio um mundo justo. Deparei um gigantesco problema.


Anseio por um mundo justo. Deparei-me com um gigantesco problema.

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Casos de Regência Nominal


A seguir, estão listadas as principais regências de nome. Obviamente vocês não precisam decorar todas
elas, mas é importante que tenham uma familiaridade.

Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo de


Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Acessível a Entendido em Necessário a


Acostumado a, com Equivalente a Nocivo a
Agradável a Escasso de Paralelo a
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Descontente com Insensível a Sito em
Desejoso de Liberal com Suspeito de
Diferente de Natural de Vazio de

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CRASE
Chegou a tão esperada hora de falar sobre um dos assuntos mais difíceis da humanidade! Estamos
falando da ... C R A S E.
Gente, muita calma nessa hora! Não há nada de sobrenatural nesse assunto! No entanto, a crase é um
fenômeno linguístico que pode ser facilmente identificado. Confiem em mim!
Primeiramente, vamos entender o CASO GERAL que rege o emprego do acento indicador de crase.
Queridos, o CASO GERAL abrange a maioria das questões relativas ao assunto. Se você o entender bem,
grande parte do trabalho estará feito!
Apresento, a seguir, um quadro resumo que consegue sintetizar muito bem esse raciocínio. Vejamos:

CASO GERAL
À = A (preposição) + A (artigo)
ÀS = A (preposição) + AS (artigo)
Vamos explicar um pouco esse quadro resumo?
Vejam bem, para se haver crase, é necessário se fazer uma soma: soma-se a preposição A - solicitada pela
regência de um verbo ou de um nome - com o artigo definido A ou AS - solicitado por uma palavra feminina.

Se um desses elementos estiver ausente, não faz sentido se falar em crase.

Observem a frase:

Fomos à piscina
A forma verbal “fomos” solicita a regência da preposição “a” – fomos a algum lugar. Além disso, o
substantivo feminino “piscina” solicita o artigo definido “a”. A soma da preposição A com o artigo A resulta na
forma À

As críticas às instituições brasileiras têm ganhado mais espaço na mídia.

A forma nominal “críticas” solicita a regência da preposição “a” – críticas a algo, a alguém. Além disso, o
substantivo feminino “instituições” solicita o artigo definido “as”. A soma da preposição A com o artigo AS
resulta na forma AS.

Para termos certeza de que ocorre a crase, podemos nos utilizar de algumas dicas, que nos possibilitam
um rápido diagnóstico. Elas estão sumarizadas no quadro abaixo:

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Se aparecer a forma AO ou AOS antes da


palavra masculina, é sinal de que haverá
crase antes da feminina.

Exemplos:

Temos amor À arte


(= Temos amor AO estudo).
Respondi ÀS perguntas.
(= Respondi AOS questionametos.)

Substituir a palavra
feminina por uma
masculina. Se NÃO aparecer a forma AO ou AOS antes
da palavra masculina, é sinal de que NÃO
haverá crase antes da feminina.

Exemplos:

Prefiro carro A moto.


(= Prefiro carro A ônibus).
Respondi A ela ontem.
(= Respondi A ele ontem.)
TESTE RÁPIDO
- Há crase? -
Se aparecer a forma PARA A, é sinal de que
haverá crase.

Exemplos:

Entreguei o presente À diretora.


(= Entreguei o presente PARA A diretora).
Fiz uma homenagem À professora.
(= Fiz uma homenagem PARA A professora)
Substituir a
preposição A por
PARA.

Se NÃO aparecer a forma PARA A, é sinal de


que NÃO haverá crase.

Exemplos:
Pedi A esta funcionária uma ajuda.
(= Pedi PARA esta funcionária uma ajuda.).
Contarei A você um segredo.
(= Contarei PARA você um segredo.)

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É muito importante que estejamos muito afiados na constatação do CASO GERAL. Devemos sempre ter
em mente que a preposição é uma requerida por um TERMO REGENTE ou SUBORDINANTE - verbo ou nome
- e que o artigo é solicitado por um TERMO REGIDO ou SUBORDINADO – substantivo feminino.

Dessa forma, nosso discurso, moçada, já deve estar pronto!

Toda vez que uma questão solicitar de você a justificativa para emprego do acento indicador de crase,
nosso discurso deve ser:

“A crase é resultado da FUSÃO (CONTRAÇÃO) da preposição A – requerida pelo TERMO REGENTE


(SUBORDINANTE) (verbo ou nome) – com o artigo A(S) – solicitado pelo TERMO REGIDO
(SUBORDINADO) (substantivo feminino) .”

Muitas são as armadilhas aqui. Geralmente, as bancas tentam confundir o aluno, identificando
equivocadamente os termos regidos e os termos regidos. Fiquem espertos. Diagnostiquem quem solicita a
preposição – trata-se de um problema de regência – e quem está de fato solicitando o artigo – no caso, quem é
o substantivo feminino que está pedindo artigo.

Vejamos a seguir alguns exemplos de aplicação do CASO GERAL:

Caiu em prova!

Em “A OMS atribui mais de 7 milhões de mortes por ano à poluição do ar [...]”, a crase é resultante da contração
da preposição “a”, exigida pelo termo subordinante “ano”, com o artigo feminino “a”, reclamado pelo termo
dependente “poluição”.

( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:

O item está ERRADO.

Você percebeu a pegadinha? A preposição A foi requerida não pelo nome ANO, mas sim pelo verbo ATRIBUI.
Este é o termo subordinante, meus caros! Ele é que pede a preposição A (Quem atribui atribui algo A ALGO.).
Já o termo dependente (também chamado de regido ou subordinado) de fato é “poluição”, que solicita o artigo
A.
Dessa forma, o erro se deve à errada identificação do termo subordinante.

A redação do item estaria correta, se substituíssemos ANO por ATRIBUI.


Resposta: ERRADO

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Caiu em prova!

Leia o texto a seguir:

Quando o leitor se depara com o assomo de grandeza do romance de Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas,
é assaltado por enorme espanto e fascínio — intacto, há décadas — desde logo pelo idioma próprio em que foi
escrito, língua quase autárquica, alterada por construções sintáticas singulares e palavras novas. “Muita coisa
importante falta nome”, ensina o narrador do romance. Narrado em primeira pessoa, o personagem conta sua
história a um ouvinte silencioso, informando do seu saber e do não saber, na difícil tarefa de dar forma narrada
às coisas vividas.

O sinal indicativo de crase em “às coisas” justifica-se pela regência de “forma” e pela presença de artigo
feminino plural.

( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:

O item está ERRADO! Novamente, a questão tenta confundir vocês! O termo regente, subordinante, ou seja,
aquele que pede a preposição, não é FORMA. É sim o verbo DAR (Quem dá dá algo A ALGO).

Tanto é verdade que o verbo DAR solicita preposição que conseguimos inverter a ordem dos complementos.
Como assim? É possível reescrever “... na difícil tarefa de dar forma narrada às coisas vividas.” da seguinte
maneira: “... na difícil tarefa de dar às coisas vividas forma narrada.”
Resposta: ERRADO

Caiu em prova!
Com a crescente industrialização do país, tornava-se cada vez mais importante a formação de profissionais para
suprir as demandas do mercado e, doze anos depois, as escolas de aprendizes e artífices de nível primário
foram transformadas em escolas industriais e técnicas, equiparando-se às de ensino médio e secundário.

No texto, o sinal indicativo de crase no trecho “equiparando-se às de ensino médio e secundário” foi
empregado porque a regência do verbo equiparar exige preposição “a”, e “escolas”, palavra que está
subentendida antes de “de ensino médio”, exige o artigo definido feminino plural as.

( ) CERTO ( ) ERRADO

RESOLUÇÃO:

De fato, é possível subentender o substantivo “escolas” antes de “de ensino médio”.

Observe: ... equiparando-se às (escolas) de ensino médio e secundário.

Expliquemos agora a crase: ela é resultado da fusão da preposição A - requerida pela regência do verbo
“equiparar-se” (quem se equipara se equipara A algo/alguém) - com o artigo definido “as” - requerido pelo
substantivo subentendido “escolas”.

O item, portanto, está CERTO!

Resposta: CERTO

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Da análise do caso geral, podemos tirar algumas conclusões acerca da necessidade do acento indicador
de crase. Primeiramente mapeemos as situações em que não ocorrerá crase.

Não ocorre a Crase


Como mencionado anteriormente, se não houver a preposição “a” ou o artigo “a”, não ocorrerá crase.
Vejam que tudo não passa de consequência do quadro resumo apresentado.

Diante disso, podemos concluir que não há crase...

... antes de verbo


Exemplos:

Voltamos a contemplar a lua.


Estou disposto a estudar.

... antes de palavras masculinas


Exemplos
Gosto muito de andar a pé.
Passeamos a cavalo.

... antes de pronomes de tratamento, exceção feita a SENHORA, SENHORITA, DONA, MADAME, ...:
Exemplos:
Dirigiu-se a V.Sa. com aspereza
Dirigiu-se à Sra. com aspereza.

Atenção!

Por que senhora, senhorita e dona aceitam crase?


Observemos a frase “Entregaram o convite à senhora.”.
Se substituirmos “senhora” por “senhor”, teremos “Entregaram o convite ao senhor”. Dessa forma, se
“senhor” solicita artigo definido, “senhora” também o deverá solicitar. O artigo solicitado por “senhora” se
contrai com a preposição solicitada pela forma verbal “Entregaram”, resultando, portanto, na forma “à”.

... antes de pronomes em geral:


Exemplos:
Não vou a qualquer parte.
Fiz alusão a esta aluna.

Por que não teremos crase nessas situações, professor?


Ora, meu querido aluno, porque não haverá ARTIGO feminino antes de verbo, palavras masculinas e
grande parte dos pronomes. Vamos tecer algumas considerações acerca da crase diante de pronomes, ok?

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Como dito, antes de grande parte dos pronomes, não se emprega acento indicador de crase. Por quê,
professor?
Isso ocorre porque grande parte dos pronomes não solicita artigo. Professor, mas quando o senhor fala
que grande parte dos pronomes não solicita artigo, dá a entender que alguns solicitam, certo? Como vamos saber
se o pronome pede ou não artigo?

Lembram-se do quadro que apresentamos para testar a aplicação do CASO GERAL?


É ele que vamos utilizar! Observem!

Fiz elogios ____ ela.

____ esta funcionária.


____ alguma pessoa.

____ mesma funcionária


____ própria diretora.

Nessas frases, substituiremos, meus amigos, a forma feminina do pronome pela masculina. Ora, se
aparecer AO diante do masculino, é sinal de que haverá À – com crase – antes do feminino. Vejamos:

Fiz elogios A ele.


A este funcionário.
A algum indivíduo.

AO mesmo funcionário

AO próprio diretor.
Note que não apareceu artigo masculino antes de ELE, ESTE, ALGUM, provando que, de fato, grande
parte dos pronomes não pedirá artigo e, por essa razão, não haverá crase. Já os demonstrativos MESMA (S) e
PRÓPRIA(S) são antecedidos por artigo definido feminino, pois suas formas masculinas são também
antecedidas por artigo definido masculino.
Dessa forma, na frase “Fiz elogios à mesma funcionária”, tem-se a incidência de crase, haja vista que
ocorre a contração da preposição “a” – solicitada por “elogios” – com o artigo definido “a” – solicitado pelo
pronome “mesma”. Substituindo-se “mesma funcionária” por “mesmo funcionário”, resulta a frase “Fiz elogios
AO mesmo funcionário”. Dessa forma, se “mesmo” solicita o artigo “o”, a forma feminina “mesma” solicita o
artigo “a”. O mesmo raciocínio é válido para PRÓPRIA (S).

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Resumindo:

Grande parte dos pronomes NÃO solicita artigo, exceção feita a MESMA (S), PRÓPRIA (S), SENHORA (S),
SENHORITA (S), DONA (S), MADAME (S).

Isso não significa que haverá crase obrigatoriamente antes dessas formas!

CUIDADO! Além do artigo, moçada, é necessário que haja uma preposição, certo? Não havendo preposição,
sem chance de haver crase, gente!

Não vão me pôr crase em “Observei a mesma cena!”, pelo amor dos meus filhinhos! Rs.

Ora, o verbo OBSERVAR não está regendo preposição A, meus amigos! Trata-se de um verbo TRANSITIVO
DIRETO! O A que antecede MESMA é apenas artigo.
E como diz o ditado, um artigo só não faz crase (Nossa! Essa foi péssima! Desculpem-me!).

Ainda falaremos da crase nos relativos A QUAL, AQUELE(S), AQUELA(S) e AQUILO. Também falaremos do
emprego facultativo do artigo antes de pronomes possessivos. Aguardem!

... em locuções formadas por palavras repetidas:


Estamos frente a frente.
Estamos cara a cara.
CUIDADO!
Estamos aqui falando de locuções, que são expressões que designam uma unidade de sentido. As palavras
componentes de uma locução são indissociáveis, pois elas compõem uma coisa só, ok?
Por que o meu alerta? Veja a seguinte frase:
Declarei guerra À guerra.
Nela, é necessário sim o emprego do acento indicador de crase!
Ué? Por quê, professor? O senhor havia dito que não ocorre crase quando temos palavras repetidas?
Calma, jovens! Falamos de locuções, correto? Não é o que ocorre no caso apresentado. Nele, temos o
OBJETO DIRETO “GUERRA” e o INDIRETO “À GUERRA”, ambos complementos do verbo DECLARAR. Não é,
portanto, uma locução, pois seus componentes são dissociáveis.
Fazend0-se o teste de verificação do CASO GERAL, se trocarmos o segundo GUERRA por CONFLITO,
obtemos a seguinte construção: “Declaramos GUERRA AO CONFLITO.”.
Ora, se antes do masculino aparece AO, antes do feminino aparecerá À – com crase.

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Observação:

Há divergências entre gramáticos acerca das locuções que expressam ideia de meio ou instrumento. Uns
apontam a necessidade do acento indicador de crase; outros já afirmam que não se deve empregar o acento.
Há, portanto, um impasse. O que se nota é que as bancas evitam dar destaque a essa polêmica em suas
questões.

Num caso raro de nos depararmos com essa polêmica, sugiro que façamos sempre uma análise comparativa
com as demais opções trazidas na questão. Antes de afirmar categoricamente que a crase em “Fiz a prova à
caneta.” – com a locução “à caneta” expressando a ideia de instrumento – está certa ou errada, compare-a com
as demais opções.

... quando o "a" vem antes de uma palavra no plural:


Não falo a pessoas estranhas.
Restrição ao crédito causa o temor a empresários.

Atenção!!!
Observe a seguinte construção:
Referi-me à cenas de terror (ERRADO)

O que está errado nessa frase? Prestem atenção! Tem-se a preposição “a”, solicitada pela regência da forma
verbal “Referi-me” (Quem se refere se refere A ALGO).
Porém, não temos a presença do artigo “a”, uma vez que o substantivo feminino “cenas” é plural.

Se este solicitar artigo, solicitará o definido plural “as”.

Corrigindo, teremos duas possibilidades de redação:


Referi-me a cenas de terror (CERTO)
Referi-me às cenas de terror (CERTO)

Imaginemos um enunciado assim redigido: “As duas frases acima estão corretas do ponto de vista gramatical
e possuem o mesmo sentido”. O que vocês marcariam? CERTO ou ERRADO?

Corretas do ponto de vista gramatical elas estão, mas não possuem o mesmo sentido.

Na construção “Referi-me a cenas de terror”, a ausência do artigo “as” (a forma “a” é apenas preposição) dá
entender que se trata de cenas de terror quaisquer. Já na construção “Referi-me às cenas de terror”, a presença
do artigo definido “as” especifica as cenas de terror, dando a entender que não se trata de quaisquer cenas.

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Caiu em prova!

Como educador, Teixeira viajou para a Europa e os Estados Unidos da América para observar os sistemas escolares.
No Brasil, defendeu o conceito de escola única, pública e gratuita como forma de garantir a democracia e foi o
primeiro a tratar a educação com base filosófica.
Instituiu na Bahia, em 1950, a primeira escola-parque, que procurava oferecer à criança uma escola integral, que
cuidasse da alimentação, da higiene, da socialização, além do preparo para o trabalho. Nas escolas-parques, os
alunos ainda tinham contato com as artes plásticas. Naquela época, essas aulas eram orientadas por profissionais
de renome, como Caribé e Mário Cravo.

Com base nas ideias e estruturas linguísticas do texto I, julgue o item subsecutivo.

Em “à criança”, caso o vocábulo “criança” fosse empregado no plural, o acento indicativo de crase deveria ser
mantido.
( ) CERTO ( ) ERRADO

RESOLUÇÃO:

Fazendo-se a alteração sugerida, obteríamos: “... que procurava oferecer à crianças...”. Teríamos uma crase
singular antes de plural. Nem a pau!
Resposta: ERRADO

Galera, resumidamente...

Lembram-se da propaganda do presunto Sadia?

CRASE SINGULAR ANTES DE PLURAL?

NEM A PAU, JUVENAL!

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Casos facultativos de CRASE


A crase é facultativa, pois é facultativa a presença de artigo definido. E quais as situações em que é
facultativo o emprego do artigo, professor? Vamos enumerá-las!
A crase é facultativa...

... antes de antropônimo (nome de pessoa) feminino:


Refiro-me à (a) Juliana.

... antes de pronome possessivo adjetivo feminino:


Dirija-se à (a) sua fazenda.
Veja que, nesses exemplos, ocorre a presença da preposição A. Sem esta, não é possível nem cogitar o
emprego do acento indicador de crase. Havendo a presença da preposição A e sendo o artigo definido feminino
facultativo, a crase se torna facultativa.

O consagrado gramático Bechara afirma categoricamente que HAVERÁ ARTIGO ANTES DE PRONOME
POSSESSIVO SUBSTANTIVO. Portanto, havendo preposição solicitada por verbo ou nome, a crase será
obrigatória antes de possessivos substantivos.

Exemplo:

Enviaram uma encomenda a (à) sua residência, não à minha.


Note que, antes do possessivo adjetivo "sua", a crase é facultativa. Já antes do possessivo substantivo
"minha", a crase é obrigatória.

Além dos dois casos anteriores, existe o caso da preposição “até”, que pode ou não ser acompanhada
de preposição A, o que também torna facultativo o emprego do acento indicador de crase.
Exemplo:

Dirija-se até à (a) porta.

ATENÇÃO!!!
Há de se tomar cuidado também com a pegadinha da crase facultativa no “às”. Cuidado! Uma vez presente o
acento na forma plural “às”, não há como omitir esse acento sem que se façam outras alterações.

Muitas são as questões que vão afirmar ser facultativo o acento grave no “às” que antecede pronomes
possessivos plurais. Sem fazer quaisquer ajustes, não é possível omitir esse acento de forma alguma.

O exemplo de questão abaixo ilustra bem esse problema. Vejam!


***

Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de que disponho, encerrando em desventuras as aventuras de
Viramundo em Ouro Preto, e dando viço às suas peregrinações.
É obrigatório o sinal indicativo de crase empregado em “às suas peregrinações”, de maneira que sua
supressão acarretaria incorreção gramatical no texto.

( ) CERTO ( ) ERRADO

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RESOLUÇÃO:
Analisemos o trecho:

... e dando viço às suas peregrinações.

A crase é resultado da fusão da preposição “a” – requerida pela regência do verbo “dar” – dar algo a alguém –
com o artigo definido “as” – requerido pelo substantivo “peregrinações”.

Não empregar o acento indicador de crase significaria assim escrever:

... e dando viço as suas peregrinações.

Nessa construção, haveria apenas o artigo “as” e a preposição “a” - de que não se pode abrir mão, por se
tratar de uma necessidade de regência – estaria ausente, o que resultaria em erro gramatical.

Dessa forma, é correto concluir que existe a necessidade da crase, para que se mantenha a correção
gramatical.

Atenção!
A grande dúvida que poderia surgir está relacionada aos casos facultativos de crase antes de pronomes
possessivos femininos e antropônimos (nomes de pessoa) femininos.

No entanto, é necessário atestar que, mesmo em casos de crase facultativa, há a necessidade da preposição
“a”. Sem ela, não faz sentido se falar em crase. A preposição é inegociável.
O que ocorre é que a crase é facultativa porque é facultativa a presença de artigo antecedendo pronome
possessivo feminino e antropônimo feminino. Tanto faz anteceder artigo ou não.

Seriam, portanto, corretas as seguintes construções:


... e dando viço a suas peregrinações.
(sem crase; tem-se apenas a preposição “a” e abriu-se mão do artigo, pois este é facultativo).

... e dando viço às suas peregrinações.


(com crase; tem-se a preposição “a” e o artigo facultativo “as”).

Estariam erradas as construções:

... e dando viço à suas peregrinações.

(há a presença de um artigo singular para um substantivo plural).

... e dando viço as suas peregrinações.


(a preposição está ausente).

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Casos Especiais de CRASE


Crase nas locuções de base feminina (introduzidas por palavras femininas)
Exemplos:
Chegou à tarde.
Falou à vontade.
O prédio estava às moscas.
Ele saiu à francesa.
À medida que o tempo avança, ele se torna mais habilidoso.
Posicionai-me à frente do palco.
Trata-se de um dos casos mais importantes de aplicação do acento indicador de crase. Veja que não
se trata mais do CASO GERAL estudado, que consistia na fusão de uma preposição com um artigo. O que
temos, na verdade, é a indicação de uma LOCUÇÃO, seja de que tipo for – adjetiva, adverbial, prepositiva,
conjuntiva, ... -, com o acento indicador de CRASE.
Por que isso se faz necessário?

Observem as seguintes construções:


I - Vamos estudar a noite.
II - Vamos estudar à noite.

Observe que, na primeira frase, “A NOITE” atua como OBJETO DIRETO do verbo ESTUDAR. Quer-se
dizer que a noite é o objeto de estudo. Já na segunda frase, “À NOITE” – com CRASE –, é uma locução
adverbial, sintaticamente um adjunto adverbial de tempo. Quer-se dizer que se vai estudar no turno da noite.
O que precisamos ter em mente é que, para que haja acento indicador de crase na locução, esta deve
ser introduzida por palavra feminina.

Cuidado para não inserir o acento grave em locuções


introduzidas por palavras masculinas, ok?
Nada de crase em “navio a vapor”, “fogão a gás”, “todos a bordo”,
etc.

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Como se pode ver, trata-se de um caso bastante rico em detalhes. Estejamos atentos às seguintes
locuções específicas.

Locuções formadas pelas palavras CASA, TERRA e DISTÂNCIA

Quando a palavra “casa” é empregada no sentido de “lar” e não vem especificada, não pede artigo. Se,
por sua vez, houver especificação da casa, haverá artigo.
O mesmo ocorre com a palavra “terra”, no sentido de “terra firme”. Só haverá artigo, se vier especificada.
Já a palavra “distância” somente será antecedida de artigo se vier quantificada ou especificada (a
distância de 100m, a distância de um palmo, etc.)
Esse artigo, ao se unir à preposição A, resultará na crase. Observe:
Regressaram a casa para almoçar. (SEM crase, haja vista que CASA não foi especificada)
Regressaram à casa de seus pais. (COM crase, haja vista que CASA foi especificada)
Regressaram a terra depois de muitos dias. (SEM crase, haja vista que TERRA não foi especificada)
Regressaram à terra natal. (COM crase, haja vista que TERRA foi especificada)
Observamos o acidente a distância. (SEM crase, haja vista que DISTÂNCIA não foi especificada)
Observamos o acidente à distância de um quarteirão. (COM crase, haja vista que DISTÂNCIA foi
especificada)

Locuções indicadoras de HORAS

Chegamos às nove horas.


Chegamos à 1h.
Chegamos à meia noite.
Atenção!!!
Observe o comparativo!

Chegamos às nove horas.

Chegamos após as nove horas.

Na segunda frase, não há crase, pois já ocorre a presença da preposição “após”, o que impede a presença de
uma outra preposição (no caso, a preposição “a”).

O mesmo ocorre em:


Marquei às 13h a reunião. (COM crase).

Marquei para as 13h a reunião. (SEM crase, pois já ocorre preposição PARA).

Com a preposição ATÉ, a crase é facultativa:

Fiquei até às 2h. (CERTO)

Fiquei até as 2h. (CERTO)

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Locução À MODA (DE)

Cuidado com a locução À MODA (DE).

Ela significa “EM IMITAÇÃO A PESSOA OU A LUGAR”.


Como assim, professor?

Trata-se de imitar o jeito de fazer de uma pessoa ou de um lugar.


Quando você vai a uma pizzaria (hum...) e pede no cardápio uma pizza à moda do chefe ou uma pizza à
moda da casa, trata-se da pizza que o chefe costuma fazer ou daquela que a casa costuma servir. É a pizza com
marca do chefe – em imitação ao jeito de fazer da pessoa - ou da casa – em imitação ao jeito de fazer de um lugar.
Entendem?

Mas, professor, qual diferença dessas locuções para as demais?


Exato! O ponto peculiar dessa locução é que ela muitas vezes está implícita nas frases. Vejam:

Fiz um gol no racha à CR7.

= Fiz um gol à (moda) CR7.


Notem a expressão “moda” subentendida antes de CR7. Quer-se dizer que o gol feito por mim foi em
imitação ao que o CR7 costuma fazer.

Preparei um delicioso virado à paulista.


= Preparei um delicioso virado à (moda) paulista.

Notem a expressão “moda” subentendida antes de “paulista”. Quer-se dizer que o virado foi feito em
imitação ao que costuma ser servido em São Paulo.

Dessa forma, a locução À MODA DE somente pode ser subentendida quando estiver associada a uma
ideia de lugar ou pessoa.
Bife à (moda) Oswaldo Antunes.

Feijoada à (moda) José Maria.

Tutu à (moda) mineira.

Atenção!!!

A pegadinha fica a cargo de FRANGO A PASSARINHO e BIFE A CAVALO.

Cuidado!
Não é possível subentender MODA, pois PASSARINHO e CAVALO nem são gente, nem lugar!

Portanto, não há crase em FRANGO A PASSARINHO e BIFE A CAVALO.

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Crase antes de TOPÔNIMOS (nomes de lugar)


Galera, trata-se de um interessante caso!
Com topônimos, ou seja, nomes de lugares – Bahia, Sergipe, Ceará, Holanda, Manaus, Paris, etc. -, não é
tão óbvia a presença do artigo definido. Não é direta aqui a aplicação do CASO GERAL. É preciso empregar
um artifício que dê cabo (fim) a essa dúvida.
E que artifício seria esse, professor?
Galera, raciocinem comigo!
No fragmento “Vou a Brasília...”, há acento grave ou não?
Notem que não é possível a troca por um equivalente masculino, como o fizemos no caso geral. Temos
aqui que usar outro artifício. Meus amigos, sem ter nem ido, vamos voltar: “Voltei DE Brasília”. O fato de
Brasília ser antecedida apenas pela preposição DE, evidencia que se trata de um topônimo que não requer
artigo.
Dessa forma, “Vou a Brasília” SEM CRASE, porque “Voltei de Brasília SEM ARTIGO”.
Vamos fazer outro teste?
No fragmento “Vou a Bahia...”, há acento grave ou não?
Notem que não é possível a troca por um equivalente masculino, como o fizemos no caso geral. Meus
amigos, sem ter nem ido, vamos voltar: “Voltei DA Bahia”. O fato de Bahia ser antecedida pela contração DA
(=DE + A), evidencia que se trata de um topônimo que requer artigo A.
Dessa forma, “Vou à Bahia” COM CRASE, porque “Voltei da Bahia COM ARTIGO”.

“Retornei a Zurique” sem crase, porque “Vim de Zurique” sem artigo.


“Retornei à Suíça” com crase, porque “Vim da Suíça” com artigo.

“Fui a Paris” sem crase, porque “Vim de Paris” sem artigo.


“Fui à França” com crase, porque “Vim da França” com artigo.

Resumindo, ao som de Beatles, ...

“VOU A sem crase porque VOLTEI DE sem artigo!”

“VOU À com crase porque VOLTEI DA com artigo!”

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Atenção!!!

O topônimo será necessariamente antecedido de artigo, caso venha especificado ou qualificado.


Vou a Paris (sem crase).

Vou à Paris, Cidade Luz. (com crase)

Vou a Fortaleza.(sem crase)

Vou à Fortaleza da minha infância. (com crase)

Crase em ÀQUELE (S), ÀQUELA (S), ÀQUILO


Diferentemente do CASO GERAL, aqui não temos a fusão de uma preposição e um artigo, mas sim...

ÀQUELE (S) = A (preposição) + AQUELE (S)


ÀQUELA (S) = A (preposição) + AQUELA (S)
ÀQUILO = A (preposição) + AQUILO
Galera, tenho uma dica bem legal para vocês matarem de primeira esse caso especialíssimo de crase. Na
dúvida se nessas formas pronominais demonstrativas incide o acento grave, faça o seguinte teste:

TROQUE A FORMA AQUELE(S),


AQUELA(S), AQUILO POR
ESTE(S), ESTA(S), ISTO

Se aparecer a forma A ESTE(S), A ESTA(S), A Se aparecer somente o demonstrativo ESTE(S),


ISTO, é sinal de que temos preposição A ESTA(S), ISTO, é sinal de que NÃO temos
acompanhando pronome demonstrativo. preposição A acompanhando o demonstrativo.

O resultado é o emprego de crase em


O resultado é o emprego das formas AQUELE(S),
ÀQUELE(S), ÀQUELA(S), ÀQUILO.
AQUELA(S), AQUILO sem crase.

Exemplos:
Exemplos:
Perguntaram, após a aula, ÀQUELE PROFESSOR
seu parecer sobre a polêmica questão. Homenagearam, ao final do cruso, AQUELE
(= Perguntaram, após a aula, A ESTE DEDICADO FUNCIONÁRIO.
PROFESSOR seu parecer sobre a polêmica (= Homenagearam, ao final do curso, ESTE
questão. DEDICADO FUNCIONÁRIO.)

AQUELA CIDADE visitamos nas férias.


ÀQUELA TURMA eu dediquei, como professor, (= ESTA CIDADE visitamos nas férias.)
muitas horas de trabalho.
(= A ESTA TURMA eu dediquei, como professor,
muitas horas de trabalho.)

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Crase diante de PRONOMES RELATIVOS


Observemos as frases a seguir:

Esta é a nação A QUE me refiro.

 Não há crase antes do pronome relativo QUE, pois antes dele, há somente preposição A – requerida
pela forma verbal “me refiro”.
 Para se certificar disso, substituam “nação” por “país”. Teremos a construção “Este é o país A QUE
me refiro”.
 Vejam que não houve alteração na forma A QUE.
 É sinal de que não há crase.

Esta é a nação À QUAL me refiro.

 Há crase antes do pronome relativo, pois ocorre a fusão da preposição A – requerida pela forma verbal
“me refiro” – com o relativo A QUAL.
 Para se certificar disso, substituam “nação” por “país”. Teremos a construção “Este é o país AO QUAL
me refiro”.
 O fato de aparecer a forma AO QUAL é sinal de que ocorre crase, resultado da fusão da preposição A
com relativo A QUAL.

Houve uma sugestão anterior À QUE você me deu.

 Substituindo “sugestão” por “palpite”, teremos: “Houve um palpite anterior AO QUAL você me deu”.
 O fato de aparecer a forma AO QUE é sinal de que ocorre crase, resultado da fusão da preposição A
com o demonstrativo A (= aquela).

Crase em CONSTRUÇÕES PARALELAS


Numa enumeração ou comparação, devemos atentar para o PARALELISMO SINTÁTICO.

O que isso significa, professor? Significa que termos coordenados entre si (ligados por conjunção
coordenativa) devem ser construídos de forma similar.

Observe a seguinte frase:

Fizemos inúmeros elogios a localização, infraestrutura e atendimento do estabelecimento.

Note que nem “localização”, nem “infraestrutura”, nem “atendimento” foram antecedidos de artigo.
O que ocorre é a presença da preposição “a”, requerida pela regência de “elogios” (elogios a algo/alguém).
Essa preposição está explícita antes de “localização” e implícita antes de “infraestrutura” e “atendimento”.

Fizemos inúmeros elogios a localização, (a) infraestrutura e (a) atendimento do estabelecimento.

Uma alternativa de redação seria dar artigo para todos os elementos coordenados. Fazendo-se isso,
haveria contração ou combinação da preposição “a” – requerida por “elogios” – com cada um dos artigos
requeridos.

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Fizemos inúmeros elogios à localização, à infraestrutura e ao atendimento do estabelecimento.

Note, portanto, que, numa coordenação de termos, ou todos recebem artigo, ou ninguém recebe.

Caiu em prova!

Desde 2012, entre os projetos voltados à recuperação e à reinserção social, está a remição de pena por meio da
leitura. Desde 2012, entre os projetos voltados à recuperação e à reinserção social, está a remição de pena por
meio da leitura.

Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, o sinal indicativo de crase poderia ser eliminado em
ambas as ocorrências no trecho “voltados à recuperação e à reinserção social” (l. 3).
( ) CERTO ( ) ERRADO

RESOLUÇÃO:

Note que os termos “recuperação” e “reinserção social” estão coordenados entre si pela conjunção “e”. Dessa
forma, é preciso atentar para o paralelismo sintático.
Temos no trecho a presença assegurada da preposição “a”, requerida pela regência de “voltados” – voltados A
ALGO.
Isso posto, temos duas opções.

A primeira é determinar cada termo por artigo, resultando na construção original “voltados à recuperação e à
reinserção social”.

Já a segunda opção é omitir o artigo antes de cada termo coordenado, permanecendo apenas a preposição.
Isso resulta na construção “voltados a recuperação e (a) reinserção social”.
Portanto, é possível omitir o sinal indicativo de crase, desde que isso se faça em ambos os termos coordenados.

Resposta: CERTO

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Questões comentadas pelo professor


Texto para as questões 01 e 02

1. CESGRANRIO – UNIRIO - 2019


Em qual das alterações feitas em “ainda fiel à boa técnica” (ℓ. 25 do Texto III) o emprego do acento de crase
NÃO está de acordo com a norma-padrão?

a) ainda fiel àquela técnica

b) ainda fiel à toda técnica

c) ainda fiel à sua técnica


d) ainda fiel à velha técnica

e) ainda fiel à técnica de sempre

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RESOLUÇÃO:
Note que, antes do pronome indefinido "toda", não ocorre artigo definido.

Isso fica evidente, substituindo-se "toda técnica" por "todo método". Ao fazer essa mudança, obtemos
"... fiel a todo método".

Ora, se antes do masculino não ocorreu artigo "o", antes do feminino também não ocorrerá artigo "a".

Resposta: B

2. CESGRANRIO – UNIRIO – 2019

Considere a seguinte passagem do Texto III: “A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso
montar o caniço” (ℓ. 21-22)
A reescritura na qual a regência do verbo destacada NÃO está de acordo com a norma-padrão é:

a) A uma dezena de metros, olhos curiosos espiavam o intruso, que montava seu caniço.
b) A uma dezena de metros, olhos curiosos observavam o intruso a montar o caniço.
c) A uma dezena de metros, olhos curiosos assistiam o intruso montar o caniço.

d) A uma dezena de metros, olhos curiosos espreitavam o intruso montando o caniço.


e) A uma dezena de metros, olhos curiosos deleitavam-se com o intruso a montar seu caniço.

RESOLUÇÃO:
Na letra C, empregou-se o verbo "assistir" no sentido de "ver", "observar".

Nessa situação, teremos um verbo transitivo indireto que se liga ao complemento introduzido pela
preposição "a".
Dessa forma, a redação correra seria: "A uma dezena de metros, olhos curiosos assistiam ao intruso
montar o caniço".

Resposta: C

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3. CESGRANRIO – UNIRIO – 2019

No Texto I, no trecho “concentrou diferentes projetos” (ℓ. 3-4), o verbo concentrar apresenta a mesma regência
do verbo destacado em:
a) O cenário atual mostra um cenário bem diferente.
b) Hoje, os bairros portuários do Rio parecem um cartão postal.

c) Agora os comerciantes confiam nesse bairro.


d) Nas lojas para turistas, sobressaem anéis e pulseiras.

e) A Zona Portuária necessitava de muitas benfeitorias.

RESOLUÇÃO:

No trecho em análise, o verbo "concentrar" atua como transitivo direto e possui "diferentes projetos"
como objeto direto.
Analisemos letra a letra:

Letra A - CERTA - A forma verbal "mostra" possui como sujeito "O cenário atual". Foi empregada como
transitiva direta, possuindo como objeto direto "um cenário bem diferente".

Letra B - ERRADA - A forma verbal "parecem" é de ligação e possui "um cartão postal" como predicativo.
Letra C - ERRADA - A forma verbal "confiam" é transitiva indireta e possui "nesse bairro" como objeto
indireto.

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Letra D - ERRADA - A forma verbal "sobressaem" é intransitiva. Note que "anéis e pulseiras" atua como
sujeito.
Letra E - ERRADA - A forma verbal "necessitava" é transitiva indireta e possui "de muitas benfeitorias"
como objeto indireto.
Resposta: A

4. CESGRANRIO – UNIRIO – 2019

O acento grave indicativo de crase é necessário e está empregado de acordo com a norma-padrão em:
a) É bom manter-nos à distância de dez passos.

b) O sol estava à pino e precisamos nos proteger do calor.


c) A volta à Portugal, seu país natal, fez meu pai muito feliz.

d) Com muito esforço, os idosos acompanham às novas tecnologias.


e) Sempre reconhecemos àqueles que são nossos verdadeiros amigos.
RESOLUÇÃO:

Analisemos letra a letra:


Letra A - CERTA - A locução "a distância" somente exige crase quando especificada. É o caso da frase em
análise.

Letra B - ERRADA - Não se emprega crase antes de palavra masculina. No caso, temos a palavra "pino".

Letra C - ERRADA - O topônimo "Portugal" não exige artigo. Isso pode ser evidenciado por meio da
construção "Vim de Portugal", sem artigo. Dessa forma, temos apenas preposição antes de "Portugal", não
havendo crase.

Letra D - ERRADA - O verbo "acompanhar" é transitivo direto. Portanto, não ocorre preposição "a" antes
de "novas tecnologias", não havendo crase.
Letra E - ERRADA - O verbo "reconhecer" é transitivo direto. Portanto, não ocorre preposição "a" antes
de "aqueles", não havendo crase.

Resposta: A

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5. CESGRANRIO – TRANSPETRO - 2018

A frase em que o verbo destacado apresenta a regência de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa
é:

a) A população daquela região não aprovou às restrições impostas pelos órgãos governamentais para a
preservação do meio ambiente.
b) As instituições financeiras costumam a diminuir as taxas de juros para favorecer as possibilidades de
empréstimos dos clientes.

c) O esportista lembrou-se que estava atrasado para o compromisso assumido, no dia anterior, durante o
treinamento da equipe.

d) O ato de pesquisar envolve ao trabalho de coleta de dados pelos estudiosos, resultando em benefícios para
a ciência.

e) O escritor afeiçoou-se ao estudo da palavra, ao escutar, ainda nos primeiros anos de sua vida, as histórias
lidas pela mãe.
RESOLUÇÃO

O gabarito oficial assinala letra E, que de fato está correta. No entanto, no meu entender, não há erro
algum na letra C.
Analisemos letra a letra:
Letra A - ERRADA - O verbo "aprovar" é transitivo direto (quem aprova aprova ALGO). Dessa forma, não
ocorre crase em "as restrições", pois não há preposição.

Letra B - ERRADA - Não ocorre preposição "a" entre o auxiliar "costumam" e o seu verbo principal
"diminuir".
Letra C - CERTA - O verbo pronominal "lembrar-se" exige a preposição "de". Como temos um abjeto
indireto oracional, as gramáticas consideram o emprego da preposição facultativo. Estariam corretas as
construções "O esportista lembrou-se de que estava atrasado..." e "O esportista lembrou-se que estava
atrasado...". No meu entender, a banca cometeu um deslize ao julgar equivocada a ausência da preposição
"de".

Letra D - ERRADA - O verbo "envolver" pede objeto direto. Dessa forma, não ocorre preposição "a", o que
resulta na construção "... envolve o trabalho...".
Letra E - CERTA - O verbo pronominal "afeiçoar-se" exige a regência da preposição "a" (quem se afeiçoa
afeiçoa A ALGO).
Resposta: C/E

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6. CESGRANRIO – TRANSPETRO - 2018

De acordo com a norma-padrão, o acento grave indicador da crase deve ser utilizado obrigatoriamente em
a) As emissões de gases do efeito estufa têm ocasionado as principais mudanças climáticas no planeta.

b) As pesquisas de opinião mostram que, para os brasileiros, a mudança climática é maior ameaça a população
do que a violência urbana.
c) O aumento da temperatura do planeta é consequência de ações humanas tomadas a partir da Revolução
Industrial, no século 18.

d) O Greenpeace trabalha para pressionar governos e empresas a diminuir as emissões de gases de efeito
estufa.
e) O aquecimento global pode levar o planeta a situações irreversíveis para a humanidade.

RESOLUÇÃO:

Na letra A, a forma verbal "têm ocasionado" pede objeto direto. Não há crase, portanto!

Nas letras C e D, não há crase, pois se está antes de verbo.


Na letra E, não há crase, pois não há crase singular antes de plural.

Na letra B, nosso gabarito, temos a fusão da preposição A - requerida pela regência de "ameaça" - com o
artigo A - solicitado pelo substantivo "população".
Resposta: B

7. CESGRANRIO – LIQUIGÁS - 2018


O emprego do acento de crase na palavra em destaque está de acordo com a norma-padrão em:
a) As construções cresciam à olhos vistos

b) A preservação ficava à cargo dos órgãos públicos.

c) Os moradores fizeram obras à revelia da legislação.

d) Os trabalhos encantaram à todos os que aqui viviam.

e) As obras nos subúrbios cresceram à partir do século XIX.


RESOLUÇÃO:

Nas letras A, B e D, a crase está empregada antes de masculino, o que configura erro gramatical.
Na letra E, a crase está empregada antes de verbo, o que configura erro gramatical.

Na letra C, nosso gabarito, a crase foi corretamente empregada para sinalizar a locução de base feminina.

Resposta: C

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8. CESGRANRIO – LIQUIGÁS - 2018

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o acento grave indicativo da crase é obrigatório na
palavra destacada em:

a) A falta de transporte coletivo traz problemas para as pessoas que vivem na periferia.

b) O centro das cidades foi o primeiro espaço a sofrer com o aumento dos carros.
c) O automóvel acabou por se confirmar como a forma de transporte dominante.

d) Os espaços centrais passaram a ser ocupados somente nos horários de trabalho.

e) Os governos devem buscar soluções adequadas as necessidades das pessoas.


RESOLUÇÃO:

Analisemos letra a letra:


Letra A - ERRADA - Não ocorre crase, pois temos a preposição "para" acompanhando o artigo "as".

Letra B - ERRADA - Não ocorre crase antes de verbo.


Letra C - ERRADA - Antes de "forma", temos apenas o artigo "a". Isso pode ser evidenciado, substituindo-
se "forma" por "meio". O resultado é a construção "O automóvel acabou por se confirmar como o meio de
transporte dominante". Veja que ocorre apenas artigo "o" antes de "meio"; dessa forma, ocorre apenas artigo
"a" antes de "forma".
Letra D - ERRADA - Não ocorre crase antes de verbo.
Letra E - CERTA - A crase é resultado da fusão da preposição "a" - requerida pelo adjetivo "adequadas" -
com o artigo "as" - solicitado por "necessidades".
Resposta: E

9. CESGRANRIO – LIQUIGÁS - 2018


Sendo a crase a fusão de vogais idênticas marcadas na escrita pelo acento grave, a frase em que a palavra
em destaque deve ser acentuada, de acordo com a norma-padrão, é:
a) A história de um autor nunca é igual a de outro autor.

b) Nos romances, o príncipe geralmente chega a cavalo.

c) Os amantes da literatura bebem os romances gota a gota.

d) As fantasias da literatura pertencerão a quem as encontrar.


e) Aquele poema nos leva a uma região distante na imaginação.

RESOLUÇÃO:
Na letra B, não ocorre crase antes de masculino.

Na letra C, não ocorre crase em locução formadas por palavras repetidas.

Na letra D, como o pronome "quem" rejeita artigo, não há crase.

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Na letra E, não há crase antes de artigo indefinido "uma".

Na letra A, nosso gabarito, ocorre a fusão da preposição "a" - requerida pela regência de "igual" - com o
pronome demonstrativo "a" (=aquela).

Uma reescrita que permite essa visualização é "A história de um autor nunca é igual àquela de outro
autor".

Há quem interprete também que ocorre a fusão da preposição "a" - requerida pela regência de "igual" -
com o artigo definido "a" - requerido pelo substantivo oculto "história". Uma reescrita que permite essa
visualização é "A história de um autor nunca é igual à (história) de outro autor".
Resposta: A

10. CESGRANRIO – LIQUIGÁS - 2018

Um dos aspectos fundamentais da regência verbal é o uso adequado da preposição.


A preposição destacada está empregada de acordo com a norma-padrão em:

a) Não é bom descuidar-se com a leitura.

b) Informei-lhe de que a biblioteca fecharia à tarde.


c) Ler textos literários implica em formar cidadãos democráticos.
d) Perdoo a todos os vilões dos romances: sem vilões, sem histórias.
e) Com um livro na cabeceira, quero chegar em casa o quanto antes.

RESOLUÇÃO
Analisemos letra a letra:

Letra A - ERRADA - O verbo pronominal "descuidar-se" pede a preposição DE.

A construção correta seria: Não é bom descuidar-se da leitura.


Letra B - ERRADA - Na frase, o verbo bitransitivo "informar" pede objeto indireto (informar A ALGUÉM),
representado pelo oblíquo átono LHE; pede também um objeto direto (informar ALGO), representado pela
oração "que a biblioteca fecharia à tarde".

A construção correta seria: Informei-lhe que a biblioteca fecharia à tarde.


Letra C - ERRADA - O verbo "implicar", no sentido de "resultar", é transitivo direto.

A construção correta seria: Ler textos literários implica formar cidadãos democráticos.

Letra D - CERTA - O verbo "perdoar" pede complemento indireto introduzido pela preposição A, quando
o complemento é uma pessoa.

Letra E - ERRADA - O verbo "chegar" pede preposição A para se ligar a destino.


A construção correta seria: Com um livro na cabeceira, quero chegar a casa o quanto antes.

Resposta: D

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11.CESGRANRIO – LIQUIGÁS - 2018


O emprego do acento indicativo de crase está de acordo com a norma-padrão em:
a) O escritor de novelas não escolhe seus personagens à esmo.

b) A audiência de uma novela se constrói no dia à dia.

c) Uma boa história pode ser escrita imediatamente ou à prazo.

d) Devido à interferências do público, pode haver mudanças na trama


e) O novelista ficou aliviado quando entregou a sinopse à emissora.

RESOLUÇÃO:

Nas letras A e C, não há crase antes de palavras masculinas.


Na letra B, não ocorre crase em locuções formadas por palavras repetidas.

Na letra D, não ocorre crase singular antes de plural.

Na letra E, nosso gabarito, ocorre a fusão da preposição A - requerida pela regência de "entregou" - com
o artigo A - solicitado por "emissora".
Resposta: E

12. CESGRANRIO – Banco do Brasil - 2018


A regência do verbo destacado está de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
a) Para ganhar espaço no mercado imobiliário, os bancos costumam a ampliar prazos e limites e baratear o
financiamento da casa própria.
b) O planejamento econômico é fundamental para o sucesso de um empreendimento familiar, o que envolve
ao ato de pesquisar as melhores oportunidades disponíveis.
c) Antes de se comprometer com a aquisição de um imóvel acima de sua renda, recomenda-se ao comprador
que pesquise melhores condições de mercado.
d) A inadimplência ocorre quando o cidadão não acata às cláusulas que determinam os prazos dos empréstimos
bancários.

e) Grande parte das pessoas que se candidatam a empréstimos bancários aspiram a construção da casa própria.

RESOLUÇÃO:

Analisemos letra a letra:

Letra A - ERRADA - Não ocorre preposição A entre o auxiliar "costumam" e o verbo principal "ampliar".

A construção correta seria: "... os bancos costumam ampliar prazos e limites...".

Letra B - ERRADA - O verbo "envolver" é transitivo direto (envolve ALGO).


A construção correta seria: "... o que envolve o ato de pesquisar ...".

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Letra C - CERTA

Letra D - ERRADA - O verbo "acatar" é transitivo direto (acata ALGO). Dessa forma, não ocorre crase.
A construção correta seria: "... o cidadão não acata as cláusulas ...".

Letra E - ERRADA - Deve-se empregar o acento indicado de crase em "aspiram à construção", haja vista
que ocorre fusão da preposição A - requerida pela regência de ASPIRAR no sentido de "almejar" - com o artigo
A - solicitado por "construção".
Resposta: C

13.CESGRANRIO – Banco da Amazônia - 2018


O acento grave marca, na escrita, o fenômeno da crase, isto é, representa a fusão de dois a.
Dessa forma, o acento indicativo da crase está corretamente empregado em:

a) Meu sonho é conhecer à Paris dos romances.


b) Todos deveriam sempre lembrar à quem agradecer.
c) Restrinjo-me àquilo que ficou combinado na reunião.

d) Ensinaram à ela muito sobre a história da psicanálise.


e) Referimo-nos à toda raiva acumulada em nossos corações.

RESOLUÇÃO:
Na letra A, o verbo "conhecer" não pede preposição A. Dessa forma, não ocorre crase.

Nas letras B, D e E, os pronomes "quem", "ela" e "toda" não solicitam artigo. Dessa forma, não ocorre
crase antes destes.
Na letra C, nosso gabarito, ocorre a fusão da preposição A - requerida pela regência do verbo pronominal
"restringir-se" (restringir-se A ALGO) - com o demonstrativo AQUILO.
Resposta: C

14. CESGRANRIO – Banco da Amazônia - 2018

O período que atende às exigências da norma-padrão da língua portuguesa, no que diz respeito à regência
verbal, é:

a) A maioria dos problemas os quais lidamos são fáceis de resolver.


b) Esse livro, cujos capítulos estudei, vai ser avaliado na prova.

c) O tratamento que falou não está disponível na rede pública.


d) Lya Luft, cujas ideias temos simpatia, é uma boa escritora.

e) Ela é a amiga que conto para me fazer companhia hoje.

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RESOLUÇÃO

Analisemos letra a letra:


Letra A - ERRADA - O verbo "lidar" pede preposição COM (lidar COM ALGO). Essa preposição deve ser
posicionada antes do relativo OS QUAIS.

A construção correta seria: A maioria dos problemas COM OS QUAIS lidamos são fáceis de resolver.
Letra B - CERTA

Letra C - ERRADA - O verbo "falar" pede preposição DE (falar DE ALGO). Essa preposição deve ser
posicionada antes do relativo QUE.

A construção correta seria: O tratamento DE QUE falou não está disponível na rede pública.

Letra D - ERRADA - A construção "temos simpatia" pede preposição POR (temos simpatia POR
ALGO/ALGUÉM). Essa preposição deve ser posicionada do relativo CUJAS.

A construção correta seria: Lya Luft, POR CUJAS ideias temos simpatia, é uma boa escritora.
Letra E - ERRADA - O verbo "contar" pede preposição COM (contar COM ALGO/ALGUÉM). Essa
preposição deve ser posicionada antes do relativo QUE.

A construção correta seria: Ela é a amiga COM QUE conto para me fazer companhia hoje.

Resposta: B

15.CESGRANRIO – Banco da Amazônia - 2018


De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o sinal grave indicativo da crase deve ser empregado na
palavra destacada em:
a) A intenção da entrevista com o diretor estava relacionada a programação que a empresa pretende
desenvolver.

b) As ações destinadas a atrair um número maior de clientes são importantes para garantir a saúde financeira
das instituições.
c) As instituições financeiras deveriam oferecer condições mais favoráveis de empréstimo a quem está fora do
mercado formal de trabalho.

d) As pessoas interessadas em ampliar suas reservas financeiras consideram que vale a pena investir na nova
moeda virtual.
e) Os participantes do seminário sobre mercado financeiro foram convidados a comparar as importações e as
exportações em 2017.
RESOLUÇÃO:

Nas letras B e E, não se emprega crase antes de verbo.

Na letra C, o pronome "quem" não pede artigo. Dessa forma, não haverá crase antes desse pronome.

Na letra D, o verbo "valer" não nos pede preposição A. Dessa forma, não haverá crase em "vale a pena".

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Por fim, na letra A, nosso gabarito, ocorre a fusão da preposição A - requerida pela regência de "estava
relacionada" (estava relacionada A ALGO/ALGUÉM) - com o artigo A - solicitado por "programação".
Resposta: A

16. CESGRANRIO – TRANSPETRO - 2018

Em português, o acento grave indica a contração de dois “a” em um só, em um processo chamado crase, e está
corretamente empregado em:

a) Verei a política de outra forma à partir daquela conversa.

b) Daqui à duas horas Lobo Neves receberá os amigos com alegria.


c) Assistimos à apresentações inflamadas de alguns deputados e senadores.

d) Em referência àqueles pensamentos, Lobo Neves calou-os rapidamente.

e) A política, à qual não quero mais em minha vida, causou-me muitos problemas.
RESOLUÇÃO

Na letra A, não ocorre crase antes de verbo.

Nas letras B e C, não ocorre crase singular antes de plural.

Na letra E, o verbo "querer", no sentido de "desejar", é transitivo direto. Não pede preposição. Dessa
forma, não há preposição antes do relativo A QUAL, não devendo, assim, haver acento indicador de crase.
Por fim, na letra D, nosso gabarito, ocorre a fusão da preposição A - requerida pela regência de
"referência" (referência A ALGO) com o pronome demonstrativo AQUELES, resultando em ÀQUELES com
acento indicador de crase.
Resposta: D

17.CESGRANRIO – PETROBRAS - 2018


Considere a seguinte frase:

“Os lançamentos tecnológicos a que o autor se refere podem resultar em comportamentos impulsivos nos
consumidores desses produtos”.

A utilização da preposição destacada a é obrigatória para atender às exigências da regência do verbo “referir-
se”, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
É também obrigatório o uso de uma preposição antecedendo o pronome que destacado em:

a) Os consumidores, ao adquirirem um produto que quase ninguém possui, recém-lançado no mercado,


passam a ter uma sensação de superioridade.
b) Muitos aparelhos difundidos no mercado nem sempre trazem novidades que justifiquem seu preço elevado
em relação ao modelo anterior.

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c) O estudo de mapeamento cerebral que o pesquisador realizou foi importante para mostrar que o vício em
novidades tecnológicas cresce cada vez mais.
d) O hormônio chamado dopamina é responsável por causar sensações de prazer que levam as pessoas a se
sentirem recompensadas.

e) As pessoas, na maioria das vezes, gastam muito mais do que o seu orçamento permite em aparelhos que
elas não necessitam.
RESOLUÇÃO

O verbo "necessitar" pede preposição DE para se ligar ao antecedente "aparelhos".

Essa preposição deve, portanto, ser posicionada antes do relativo QUE, resultando na construção "...
aparelhos DE QUE elas não necessitam".

Resposta: E

18. INÉDITA
Assinale a opção inteiramente de acordo com a norma culta no que se refere à regência e ao emprego do acento
indicador de crase.

a) Fizemos inúmeros elogios a localização, infraestrutura e atendimento do estabelecimento.


b) Pagamos os funcionários na data correta, cumprindo, assim, nossa promessa.
c) As mais monstruosas feras se iguala a mulher, ao saber que está sendo enganada pelas melhores amigas.

d) Todas as decisões de investimento tomadas pela diretoria do fundo de pensão implicaram em enormes
perdas para os seus segurados.
e) Os direitos que todos nós, durante tanto tempo, lutamos e conquistamos para as gerações atuais não
podem ser abolidos.
RESOLUÇÃO:

Letra A – CERTA - Observe que foi atendido na frase o critério do paralelismo sintático. O que isso
significa? Significa que termos coordenados entre si (ligados por conjunção coordenativa) devem ser
construídos de forma similar.

Note que nem “localização”, nem “infraestrutura”, nem “atendimento” foram antecedidos de artigo.

O que ocorre é a presença da preposição “a”, requerida pela regência de “elogios” (elogios a algo/alguém).
Essa preposição está explícita antes de “localização” e implícita antes de “infraestrutura” e “atendimento”.

Fizemos inúmeros elogios a localização, (a) infraestrutura e (a) atendimento do estabelecimento.

Uma alternativa de redação seria dar artigo para todos os elementos coordenados. Fazendo-se isso,
haveria contração ou combinação da preposição “a” – requerida por “elogios” – com cada um dos artigos
requeridos.

Fizemos inúmeros elogios à localização, à infraestrutura e ao atendimento do estabelecimento.

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Note, portanto, que, numa coordenação de termos, ou todos recebem artigo, ou ninguém recebe.

Letra B – ERRADA – O verbo “pagar” pode pedir, em sua regência, tanto objeto direto como indireto.
No entanto, impõe o verbo que seu objeto direto seja a “coisa” e o indireto, a pessoa. Além disso, o objeto
indireto deve ser introduzido pela preposição “a”.

Dessa forma, está errada a construção “Pagamos os funcionários...”. Deve-se corrigir para “Pagamos aos
funcionários...”.

Letra C – ERRADA – A primeira oração está fora de ordem. Colocando-a em ordem, temos que o sujeito
é “a mulher”; a forma verbal é “se iguala”; o objeto indireto é “às mais monstruosas feras”.
Sendo assim, é necessário o emprego do acento indicador de crase, resultado da fusão da preposição “a”
– requerido pela regência do verbo “igualar-se”(igualar-se a algo/alguém) – com o artigo definido “as” –
requerido pelo substantivo “feras”.
A frase corrigida seria: “Às mais monstruosas feras se iguala a mulher, ao saber que está sendo enganada
pelas melhores amigas.”

Letra D – ERRADA – Muito cuidado! O verbo “implicar”, no sentido de “acarreta”, “resultar”, é transitivo
direto.
Dessa forma, a redação correta seria:
Todas as decisões de investimento tomadas pela diretoria do fundo de pensão implicaram enormes perdas
para os seus segurados.

Letra E – ERRADA – O verbo “lutar” pede preposição “por”; já o verbo “conquistar” não pede preposição.
Fica errado assim coordenar dois verbos de diferentes regências.

A sugestão de redação que tornaria a frase correta seria:

“Os direitos que todos nós conquistamos para as gerações atuais e por que, durante tanto tempo, lutamos
não podem ser abolidos.”
Resposta: A

19. INÉDITA
Assinale a opção em que é obrigatória a presença do acento indicador de crase.

a) Posso dizer que aquela equipe confiei esta missão e, por isso, sinto-me responsável pela decisão tomada.

b) Preferimos carro a moto, devido aos perigos a que estão expostos os motociclistas.

c) Pedimos ajuda a sua família, por acreditar que a amizade de nossos pais superaria nossas desavenças.
d) Não acreditamos que, daqui a décadas, estejamos aptos a clonar todo e qualquer ser humano, tendo como
objetivo a perpetuidade da existência humana.

e) Costumo dizer que é você quem faz o seu caminho. Não a droga.

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RESOLUÇÃO:

Letra A – CERTA – É obrigatório o emprego do acento indicador de crase em “àquela”, haja vista que
ocorre a fusão da preposição “a” – requerida pela regência da forma verbal “confiar” (quem confia confia algo a
alguém) – com o pronome demonstrativo “aquela”.

Uma dificuldade de empregar esse acento se dá devido ao fato de a ordem dos termos estar invertida.
Observemos:
Posso dizer que aquela equipe confiei esta missão...

= Posso dizer que (eu) confiei esta missão àquela equipe ...

Letra B – ERRADA – No trecho “Preferimos carro a moto...”, é proibido o emprego do acento indicador
de crase, haja vista que não se tem artigo masculino para o substantivo “carro” nem artigo feminino para o
substantivo “moto”.

Trata-se do paralelismo sintático, que consiste na semelhança de construção entre termos em


enumeração ou em comparação. Dessa forma, ou se dá artigo para todos ou não se dá artigo para ninguém.
Observemos:

Preferimos carro a moto...


>> sem artigo para “carro”; sem artigo para “moto”.

>> o “a” é apenas preposição, exigida pela regência de “preferir”.

Preferimos o carro à moto...

>> com artigo para “carro”; com artigo para “moto”.


>> o “à” é a fusão de preposição, exigida pela regência de “preferir”, com o artigo “a”, solicitado por “moto”.
Também é proibido o emprego do acento indicador de crase em “perigos a que estão expostos”. Na
verdade, tem-se apenas a preposição “a”, requerida pela regência da forma verbal “estar exposto” (quem está
exposto está exposto a algo). Não ocorre artigo.

Letra C – ERRADA – No trecho “Pedimos ajuda a sua família...”, o emprego do acento indicador de crase
é facultativo. Isso ocorre porque é facultativa a presença de artigo antes de pronome possessivo feminino e
antes de nomes próprios femininos (nomes de mulher).

Já no trecho “... por acreditar que a amizade...”, a crase não é permitida, haja vista que, antes do
substantivo “amizade”, temos penas artigo definido feminino “a”. Não há preposição.

Letra D – ERRADA – No trecho “... daqui a décadas...”, não ocorre crase, pois “décadas” está no plural,
sendo incabível o emprego de crase singular antes de palavra plural. Também não é possível o emprego da
crase em “...aptos a clonar...”, pois não ocorre crase antes de verbo. Por fim, no trecho “... tendo como objetivo
a perpetuidade da existência humana.”, também não ocorre crase, haja vista que o “a” antes de “perpetuidade”
é apenas artigo. Não há preposição.

Letra E – ERRADA – Interessante essa redação. Dá-se margem a uma redação com emprego da crase e
outra sem emprego.

Como assim?

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Observemos:

Costumo dizer que é você quem faz o seu caminho. (Diga) Não à droga.
>> Aqui a crase se faz presente, pois é possível, segundo essa interpretação, subentender a forma verbal
“Diga” antes de “Não à droga”.

Costumo dizer que é você quem faz o seu caminho. Não (é) a droga.
>> Aqui não é possível o emprego da crase, pois é possível, segundo essa interpretação, subentender a
forma verbal “é” antes de “a droga”.

Não podemos, assim, dizer que se trata de um emprego obrigatório da crase, haja vista que tanto existe
uma interpretação com acento grave, como existe uma interpretação sem.
Resposta: A

20. INÉDITA
Assinale a opção cuja redação obedece às regras previstas na gramática normativa quanto à concordância,
regência, colocação pronominal e ao emprego do acento indicador de crase.

a) As cenas de corrupção as quais assistimos nos motivaram a tomar uma drástica atitude, hajam vistas as
consequências adversas a que se submetem parcela expressiva da população.
b) Repercutiu muito negativamente no mercado, o que foi agravado pela cobertura sensacionalista da mídia,
todas as declarações dos ministros que contrapunham-se a assinatura do acordo de negociação da dívida
pública.

c) Sabe-se que é necessário, dentro obviamente de certos limites morais, a negociação com partidos da base
aliada no Congresso, visando o estabelecimento de uma governabilidade razoável.

d) Não se cogita, nem mesmo diante da mais urgente situação fiscal, alterações que impliquem aumentos
substanciais de impostos.

e) Quando se analisa, de forma imparcial, a crise pela qual o país passa, constata-se que grande parte dos
problemas serão solucionados com a participação conjunta do empresariado e da massa operária
brasileiros.
RESOLUÇÃO:
Letra A – ERRADA – É preciso empregar a forma “às quais”, com acento indicador de crase, tendo em
vista que ocorre a fusão da preposição “a” – requerida pela regência do verbo “assistir”, no sentido de “ver”,
“presenciar” – com o pronome relativo “as quais”.
Além disso, está equivocado o emprego de “hajam vistas”. A expressão “haja vista” é invariável.

Dessa forma, a frase correta ficaria:

As cenas de corrupção às quais assistimos nos motivaram a tomar uma drástica atitude, haja vista as
consequências adversas a que se submetem parcela expressiva da população.

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Letra B – ERRADA – Deve-se empregar a forma plural “Repercutiram”, para que haja concordância com
o sujeito “todas as declarações dos ministros”. Além disso, deve-se empregar o pronome “se” antes da forma
verbal “contrapunham”, pois o pronome relativo “que” atua como fator de próclise (pronome antes do verbo).
Por fim, deve-se empregar o acento indicador de crase antes de “assinatura”, haja vista que ocorre a fusão da
preposição “a” – requerida pela regência do verbo “contrapor-se” (quem se contrapõe se contrapõe a algo) –
com o artigo feminino singular “a” – solicitado pelo substantivo “assinatura”.

Dessa forma, a frase correta ficaria:

Repercutiram muito negativamente no mercado, o que foi agravado pela cobertura sensacionalista da mídia,
todas as declarações dos ministros que se contrapunham à assinatura do acordo de negociação da dívida pública.

Letra C – ERRADA – Deve-se empregar a forma “É necessária”, pois o substantivo “negociação” está
determinado pelo artigo “a”.

Sabe-se que as expressões é bom, é necessário, é proibido, é permitido são invariáveis, exceto se o sujeito
dessas expressões for determinado por artigos, pronomes, numerais, etc.
Além disso, está errado o emprego do verbo “visar”, pois este, no sentido de “ter como objetivo”, solicita
preposição “a”.
Dessa forma, a frase correta ficaria:
Sabe-se que é necessária, dentro obviamente de certos limites morais, a negociação com partidos da base
aliada no Congresso, visando ao estabelecimento de uma governabilidade razoável.
ou
Sabe-se que é necessário, dentro obviamente de certos limites morais, negociação com partidos da base
aliada no Congresso, visando ao estabelecimento de uma governabilidade razoável.

Letra D – ERRADA – Deve-se empregar a forma plural “Não se cogitam”, para que haja concordância
com o sujeito paciente “alterações”.

Não se cogitam ... alterações ... = Não são cogitadas ... alterações.
Observe que o “se” é uma partícula apassivadora, ladeada de um verbo que solicita objeto direto (quem
cogita cogita algo).
Dessa forma, a frase correta ficaria:

Não se cogitam, nem mesmo diante da mais urgente situação fiscal, alterações que impliquem aumentos
substanciais de impostos.

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Letra E – CERTA – Está correto o emprego da forma verbal “se analisa”, concordando com o sujeito
paciente “a crise” (Quando se analisa... a crise = Quando é analisada ... a crise). Também é correto o emprego da
forma “pela qual”, resultado da fusão da preposição “por” – requerida pela regência do verbo “passar” (quem
passa passa por algo) – com o pronome relativo “a qual” – que substitui o termo antecedente “crise”.

Por fim, nota-se a concordância com sujeito formado por expressões partitivas, admitindo-se duas
construções igualmente corretas: “grande parte dos problemas serão solucionados...” ou “grande parte dos
problemas será solucionada...”.

Resposta: E

21. INÉDITA

Assinale a alternativa em que a regência do verbo NÃO esteja de acordo com o padrão culto.

a) A função à qual os candidatos aspiram é muito disputada.

b) Ele assistiu, durante dez anos, em Belém.


c) O combate à corrupção implica em medidas drásticas a serem tomadas pelo Poder Judiciário.

d) As empresas pagaram aos funcionários na data acordada com o sindicato da categoria.

e) Não raro a população esquece o nome dos políticos por ela eleitos.
RESOLUÇÃO:
Letra A - CERTA - O verbo "aspirar", no sentido de "almejar", é transitivo indireto e é regido pela
preposição "a".
Essa preposição “a” deverá ser posicionada antes do pronome relativo “a qual”, que, por sua vez, substitui
o termo antecedente “função”.

A fusão da preposição “a” com o pronome relativo “a qual”


resulta em “à qual”.
Letra B - CERTA - O verbo "assistir", no sentido de "morar", "residir", é intransitivo e é regido pela
preposição "em".

Letra C - ERRADA - O verbo "implicar", no sentido de "acarretar", é transitivo direto. Assim, o correto
seria "implica medidas drásticas".
Letra D - CERTA - O verbo "pagar" é bitransitivo e solicita como objeto direto um nome de coisa e como
objeto indireto um nome de pessoa (pagar algo a alguém).

Letra E - CERTA - O verbo esquecer, quando não pronominal, é transitivo direto (Esquecer algo). Quando
pronominal, é transitivo indireto e é regido pela preposição "de" (Esquecer-se de algo).
Resposta: C

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22. INÉDITA

....... inovadoras teorias, durante todo seu ano sabático, Stephen Hawking dedicou horas de estudo e reflexão
equivalentes .... que Einstein despendeu na época em que formulou a famosa Teoria da Relatividade sob ....
desconfiança da comunidade científica mundial.

Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:


a) Àquelas - à – a

b) Aquelas - as – à

c) Aquelas - às – à

d) Àquelas - às – a

e) Aquelas - às – a

RESPOSTA:

A primeira lacuna deve ser preenchida com a forma "Àquelas" - com crase -, haja vista que ocorre a
contração da preposição "a" - solicitada pela regência do verbo "dedicou” (dedicou algo a alguém/algo)" - com o
pronome demonstrativo "aquelas", modificador do substantivo “teorias”.

Observação:
Uma maneira prática de descobrir se ocorre a crase nas formas pronominais “àquele(s)”, “àquela(a)” e
“àquilo” é substituir os demonstrativos “aquele(s)”, “aquela(s)” e “aquilo” pelos também demonstrativos
“este(s)”, “esta(s)” e “isto”.

Se, nessa alteração proposta, aparecerem as formas “a este(s)”, “a esta(s)” e “a isto”, está provado que
ocorre a fusão da preposição “a” com o demonstrativo.

Veja um exemplo:
O professor perguntou àquele aluno se restava alguma dúvida.

Trocando o demonstrativo “aquele” por “este”, tem-se:


O professor perguntou a este aluno se restava alguma dúvida.
Viu? Como apareceu na troca a forma “a este”, é sinal de que ocorre a fusão da preposição “a” com o
demonstrativo “aquele”, resultando em “àquele”.

Reconstruindo o início do texto da questão, tem-se:

Stephen Hawking dedicou horas de estudo e reflexão ... àquelas inovadoras teorias...
= Stephen Hawking dedicou horas de estudo e reflexão ... a estas inovadoras teorias...

A segunda lacuna deve ser preenchida com a forma "às" - com crase -, haja vista que ocorre a contração
da preposição "a" - solicitada pela regência do nome "equivalentes" (equivalentes a algo) - com o pronome
demonstrativo "as" – que pode ser substituído por “aquelas".

Observação:

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Fique atento à parceria do “o(s)”, “a(s)” com o “que”. Trata-se corriqueiramente do encontro de um
pronome demonstrativo – o(s) = aquele(s), aquilo; a(s) = aquela(s) – com o pronome relativo “que”.
Fiz o que pude

= Fiz aquilo que pude.

Comentei o que era necessário.


= Comentei aquilo que era necessário.

Esta camisa é igual à que vesti ontem.

= Esta camisa é igual àquela que vesti ontem.


Este tênis é igual ao que você calçou ontem.

= Este tênis é igual àquele que você calçou ontem.

Por fim, a terceira lacuna deve ser preenchida com o artigo definido "a", solicitado pelo substantivo
feminino "desconfiança". Fica bem evidente a necessidade do artigo, se fizermos uma substituição por um
substantivo masculino: se empregarmos "descrédito" em vez de "desconfiança", teremos a
construção "sob o descrédito", o que prova a necessidade de um artigo após a preposição "sob".

Resposta: D

23.INÉDITA
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:

a) Os motivos nos quais se valeu o deputado baseavam-se numa equivocada comparação em cuja pretendia
iludir seus fiéis eleitores.
b) As profissões para cujo desempenho são exigidas muita concentração e paciência não são indicadas a
quem não dispõe de equilíbrio emocional.

c) Muitos eleitores preferem uma candidatura baseada em mentiras agradáveis do que uma apoiada em
verdades desagradáveis onde nem todos querem acreditar.
d) O mau juízo de que se imputa aos sindicatos é semelhante àquele em que se atribui aos partidos políticos.

e) A confiança de cuja não se afastam milhares de brasileiros é a de que a política possa ser exercida
segundo à natureza do interesse público.

RESOLUÇÃO
Letra A - ERRADA - Em lugar de "nos quais", deve-se empregar "dos quais", uma vez que a forma
verbal "se valer" solicita a regência da preposição "de" (quem se vale, se vale de algo). Além disso, não faz
sentido o emprego do pronome relativo "cuja", uma vez que não temos uma relação de posse.
O correto, então, seria: "Os motivos dos quais se valeu o deputado baseavam-se numa equivocada
comparação que pretendia iludir seus fiéis eleitores.".

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Letra B - CERTA - O uso da preposição "para", antes do pronome relativo "cujo", é necessidade requerida
pela forma verbal "são exigidas" (são exigidas para algo). Além disso, a preposição "a" antes de "quem" é
necessidade da regência da forma verbal "são indicadas"(são indicadas a alguém).

Letra C - ERRADA - O uso de "do que" está equivocado, uma vez que a regência do verbo "preferir" é dada
pela preposição "a". É equivocado também o uso do pronome relativo "onde", uma vez que este não indica
lugar.
Assim, o correto seria: "Muitos eleitores preferem uma candidatura baseada em mentiras agradáveis a uma
apoiada em verdades desagradáveis em que nem todos querem acreditar.".
Letra D - ERRADA - O uso da preposição "de", entes do primeiro pronome relativo "que", é equivocado,
uma vez que a forma verbal "se imputa" não a solicita (se imputa algo a alguém = se imputa mau juízo aos
sindicatos).
Da mesma forma, o uso da preposição "em", antes do segundo pronome relativo "que", é equivocado,
uma vez que a forma verbal "se atribui" não a solicita (se atribui algo a alguém = se atribui juízo aos partidos
políticos).

Assim, o correto seria: "O mau juízo que se imputa aos sindicatos é semelhante àquele que se atribui aos
partidos políticos.”.
Letra E - ERRADA - O uso do pronome relativo "cujo" é inadequado, uma vez que não existe uma relação
de posse. É equivocado também o emprego da crase em "à", uma vez que é solicitado apenas o artigo
definido "a".
Assim, o correto seria: “A confiança de que não se afastam milhares de brasileiros é a de que a política possa
ser exercida segundo a natureza do interesse público.”

Resposta: B

24. INÉDITA
O sinal indicativo de crase pode ser corretamente suprimido, sem prejuízo para a correção e o sentido
original do texto, em:

a) Vários fanáticos religiosos se entregaram à opressão e ao obscurantismo em suas pregações.

b) Seus escritos e ensinamentos foram, sem sombra de dúvida, o mais belo legado do velho filósofo à
atualidade.

c) Suas ações governamentais não só não geraram uma justa distribuição de riqueza, como deram continuidade
à miséria galopante.

d) Não aceitamos que ninguém se submetesse à sua vontade.

e) As crises econômicas impõem à sociedade um rebaixamento de padrão de consumo.

RESOLUÇÃO:
Letra A – ERRADA – No trecho “se entregaram à opressão e ao obscurantismo em suas pregações”, é
obrigatório o emprego do sinal indicativo de crase, haja vista que se trata da fusão da preposição “a” – requerida

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pela regência da forma verbal “se entregaram” (se entregaram a algo) – com o artigo “a” – solicitado pelo
substantivo feminino “opressão”. A presença do artigo se faz necessária, haja vista que todos os elementos da
enumeração requerem o artigo definido – é o caso de “opressão” e “obscurantismo”.

Letra B – ERRADA - É obrigatório o emprego da crase, haja vista que ocorre a fusão da preposição “a” –
requerida pela regência do substantivo “legado” (legado a algo) – com o artigo “a” – solicitado pelo substantivo
“atualidade”.

Letra C – ERRADA - É obrigatório o emprego da crase, haja vista que ocorre a fusão da preposição “a” –
requerida pela regência do substantivo “continuidade” (continuidade a algo) – com o artigo “a” – solicitado pelo
substantivo “miséria”.

Letra D – CERTA – É facultativo o emprego da crase no trecho. A preposição “a” é garantida pela regência
da forma verbal “submeter-se” (submeter-se a algo). Já a presença do artigo “a” é facultativa antes do pronome
possessivo feminino “sua”. Dessa forma, é possível dispensar o acento grave, sem qualquer prejuízo à correção
gramatical.

Letra E – ERRADA - É obrigatório o emprego da crase, haja vista que ocorre a fusão da preposição “a” –
requerida pela regência do “impor” (impor algo a alguém) – com o artigo “a” – solicitado pelo substantivo
“sociedade”.
Resposta: D

25.INÉDITA
O resultado prático das ações voltadas ...... um desenvolvimento sustentável depende, em larga escala, da
atuação firme e forte da comunidade internacional. São várias as ações que devem ser tratadas com prioridade,
entre as quais estão o estímulo ...... novas fontes de energia menos poluentes e o respeito ...... causas
ambientais.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:
a) a − à – as

b) a − a – às
c) à − a – as

d) a − à – às

e) à − à – as

RESOLUÇÃO

A primeira lacuna deve ser preenchida com a preposição "a", solicitada pela regência do nome "voltadas"
(voltadas a algo). Não é possível a crase, haja vista que estamos diante de palavra masculina - no caso,
"desenvolvimento". E já há um artigo posto, que é o indefinido "um".
A segunda lacuna deve ser preenchida com a forma "a" ou "às". No primeiro caso, trata-se da preposição
"a", exigida pela regência do nome "estímulo" (estímulo a algo). Já no segundo caso, trata-se da contração da
preposição "a" com o artigo "as", que pode ser solicitado pelo substantivo feminino "fontes".

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Portanto, as duas redações atenderiam as prescrições da norma culta: "... estímulo a novas fontes de
energia ..." ou "... estímulo às novas fontes de energia...".
Por fim, a terceira lacuna deve ser preenchida com a forma "a" ou "às". No primeiro caso, trata-se da
preposição "a", exigida pela regência do nome "respeito" (respeito a algo). Já no segundo caso, trata-se da
contração da preposição "a" com o artigo "as", que pode ser solicitado pelo substantivo feminino "causas".

Portanto, as duas redações atenderiam as prescrições da norma culta: "... respeito a causas ambientais
..." ou "... respeito às causas ambientais...".

Dessa forma, é a letra B que traz a combinação adequada a essas necessidades.


Resposta: B

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Lista de Questões
Texto para as questões 01 e 02

1. CESGRANRIO – UNIRIO - 2019


Em qual das alterações feitas em “ainda fiel à boa técnica” (ℓ. 25 do Texto III) o emprego do acento de crase
NÃO está de acordo com a norma-padrão?

a) ainda fiel àquela técnica

b) ainda fiel à toda técnica

c) ainda fiel à sua técnica


d) ainda fiel à velha técnica

e) ainda fiel à técnica de sempre

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2. CESGRANRIO – UNIRIO – 2019

Considere a seguinte passagem do Texto III: “A uma dezena de metros, olhos curiosos viam o intruso
montar o caniço” (ℓ. 21-22)

A reescritura na qual a regência do verbo destacada NÃO está de acordo com a norma-padrão é:

a) A uma dezena de metros, olhos curiosos espiavam o intruso, que montava seu caniço.
b) A uma dezena de metros, olhos curiosos observavam o intruso a montar o caniço.

c) A uma dezena de metros, olhos curiosos assistiam o intruso montar o caniço.

d) A uma dezena de metros, olhos curiosos espreitavam o intruso montando o caniço.


e) A uma dezena de metros, olhos curiosos deleitavam-se com o intruso a montar seu caniço.

3. CESGRANRIO – UNIRIO – 2019

No Texto I, no trecho “concentrou diferentes projetos” (ℓ. 3-4), o verbo concentrar apresenta a mesma regência
do verbo destacado em:
a) O cenário atual mostra um cenário bem diferente.

b) Hoje, os bairros portuários do Rio parecem um cartão postal.

c) Agora os comerciantes confiam nesse bairro.

d) Nas lojas para turistas, sobressaem anéis e pulseiras.


e) A Zona Portuária necessitava de muitas benfeitorias.

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4. CESGRANRIO – UNIRIO – 2019

O acento grave indicativo de crase é necessário e está empregado de acordo com a norma-padrão em:
a) É bom manter-nos à distância de dez passos.

b) O sol estava à pino e precisamos nos proteger do calor.

c) A volta à Portugal, seu país natal, fez meu pai muito feliz.

d) Com muito esforço, os idosos acompanham às novas tecnologias.


e) Sempre reconhecemos àqueles que são nossos verdadeiros amigos.

5. CESGRANRIO – TRANSPETRO - 2018

A frase em que o verbo destacado apresenta a regência de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa
é:

a) A população daquela região não aprovou às restrições impostas pelos órgãos governamentais para a
preservação do meio ambiente.

b) As instituições financeiras costumam a diminuir as taxas de juros para favorecer as possibilidades de


empréstimos dos clientes.

c) O esportista lembrou-se que estava atrasado para o compromisso assumido, no dia anterior, durante o
treinamento da equipe.
d) O ato de pesquisar envolve ao trabalho de coleta de dados pelos estudiosos, resultando em benefícios para
a ciência.

e) O escritor afeiçoou-se ao estudo da palavra, ao escutar, ainda nos primeiros anos de sua vida, as histórias
lidas pela mãe.

6. CESGRANRIO – TRANSPETRO - 2018


De acordo com a norma-padrão, o acento grave indicador da crase deve ser utilizado obrigatoriamente em

a) As emissões de gases do efeito estufa têm ocasionado as principais mudanças climáticas no planeta.

b) As pesquisas de opinião mostram que, para os brasileiros, a mudança climática é maior ameaça a população
do que a violência urbana.

c) O aumento da temperatura do planeta é consequência de ações humanas tomadas a partir da Revolução


Industrial, no século 18.

d) O Greenpeace trabalha para pressionar governos e empresas a diminuir as emissões de gases de efeito
estufa.

e) O aquecimento global pode levar o planeta a situações irreversíveis para a humanidade.

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7. CESGRANRIO – LIQUIGÁS - 2018

O emprego do acento de crase na palavra em destaque está de acordo com a norma-padrão em:
a) As construções cresciam à olhos vistos

b) A preservação ficava à cargo dos órgãos públicos.

c) Os moradores fizeram obras à revelia da legislação.

d) Os trabalhos encantaram à todos os que aqui viviam.


e) As obras nos subúrbios cresceram à partir do século XIX.

8. CESGRANRIO – LIQUIGÁS - 2018

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o acento grave indicativo da crase é obrigatório na
palavra destacada em:

a) A falta de transporte coletivo traz problemas para as pessoas que vivem na periferia.

b) O centro das cidades foi o primeiro espaço a sofrer com o aumento dos carros.

c) O automóvel acabou por se confirmar como a forma de transporte dominante.


d) Os espaços centrais passaram a ser ocupados somente nos horários de trabalho.
e) Os governos devem buscar soluções adequadas as necessidades das pessoas.

9. CESGRANRIO – LIQUIGÁS - 2018


Sendo a crase a fusão de vogais idênticas marcadas na escrita pelo acento grave, a frase em que a palavra
em destaque deve ser acentuada, de acordo com a norma-padrão, é:
a) A história de um autor nunca é igual a de outro autor.

b) Nos romances, o príncipe geralmente chega a cavalo.


c) Os amantes da literatura bebem os romances gota a gota.

d) As fantasias da literatura pertencerão a quem as encontrar.

e) Aquele poema nos leva a uma região distante na imaginação.

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10. CESGRANRIO – LIQUIGÁS - 2018

Um dos aspectos fundamentais da regência verbal é o uso adequado da preposição.


A preposição destacada está empregada de acordo com a norma-padrão em:

a) Não é bom descuidar-se com a leitura.

b) Informei-lhe de que a biblioteca fecharia à tarde.

c) Ler textos literários implica em formar cidadãos democráticos.


d) Perdoo a todos os vilões dos romances: sem vilões, sem histórias.

e) Com um livro na cabeceira, quero chegar em casa o quanto antes.

11.CESGRANRIO – LIQUIGÁS - 2018


O emprego do acento indicativo de crase está de acordo com a norma-padrão em:
a) O escritor de novelas não escolhe seus personagens à esmo.

b) A audiência de uma novela se constrói no dia à dia.

c) Uma boa história pode ser escrita imediatamente ou à prazo.


d) Devido à interferências do público, pode haver mudanças na trama
e) O novelista ficou aliviado quando entregou a sinopse à emissora.

12. CESGRANRIO – Banco do Brasil - 2018


A regência do verbo destacado está de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
a) Para ganhar espaço no mercado imobiliário, os bancos costumam a ampliar prazos e limites e baratear o
financiamento da casa própria.

b) O planejamento econômico é fundamental para o sucesso de um empreendimento familiar, o que envolve


ao ato de pesquisar as melhores oportunidades disponíveis.
c) Antes de se comprometer com a aquisição de um imóvel acima de sua renda, recomenda-se ao comprador
que pesquise melhores condições de mercado.

d) A inadimplência ocorre quando o cidadão não acata às cláusulas que determinam os prazos dos empréstimos
bancários.
e) Grande parte das pessoas que se candidatam a empréstimos bancários aspiram a construção da casa própria.

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13.CESGRANRIO – Banco da Amazônia - 2018


O acento grave marca, na escrita, o fenômeno da crase, isto é, representa a fusão de dois a.
Dessa forma, o acento indicativo da crase está corretamente empregado em:

a) Meu sonho é conhecer à Paris dos romances.

b) Todos deveriam sempre lembrar à quem agradecer.

c) Restrinjo-me àquilo que ficou combinado na reunião.


d) Ensinaram à ela muito sobre a história da psicanálise.

e) Referimo-nos à toda raiva acumulada em nossos corações.

14. CESGRANRIO – Banco da Amazônia - 2018

O período que atende às exigências da norma-padrão da língua portuguesa, no que diz respeito à regência
verbal, é:
a) A maioria dos problemas os quais lidamos são fáceis de resolver.

b) Esse livro, cujos capítulos estudei, vai ser avaliado na prova.


c) O tratamento que falou não está disponível na rede pública.
d) Lya Luft, cujas ideias temos simpatia, é uma boa escritora.

e) Ela é a amiga que conto para me fazer companhia hoje.

15.CESGRANRIO – Banco da Amazônia - 2018


De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o sinal grave indicativo da crase deve ser empregado na
palavra destacada em:

a) A intenção da entrevista com o diretor estava relacionada a programação que a empresa pretende
desenvolver.
b) As ações destinadas a atrair um número maior de clientes são importantes para garantir a saúde financeira
das instituições.

c) As instituições financeiras deveriam oferecer condições mais favoráveis de empréstimo a quem está fora do
mercado formal de trabalho.

d) As pessoas interessadas em ampliar suas reservas financeiras consideram que vale a pena investir na nova
moeda virtual.

e) Os participantes do seminário sobre mercado financeiro foram convidados a comparar as importações e as


exportações em 2017.

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16. CESGRANRIO – TRANSPETRO - 2018

Em português, o acento grave indica a contração de dois “a” em um só, em um processo chamado crase, e está
corretamente empregado em:

a) Verei a política de outra forma à partir daquela conversa.

b) Daqui à duas horas Lobo Neves receberá os amigos com alegria.


c) Assistimos à apresentações inflamadas de alguns deputados e senadores.

d) Em referência àqueles pensamentos, Lobo Neves calou-os rapidamente.

e) A política, à qual não quero mais em minha vida, causou-me muitos problemas.

17.CESGRANRIO – PETROBRAS - 2018


Considere a seguinte frase:
“Os lançamentos tecnológicos a que o autor se refere podem resultar em comportamentos impulsivos nos
consumidores desses produtos”.
A utilização da preposição destacada a é obrigatória para atender às exigências da regência do verbo “referir-
se”, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

É também obrigatório o uso de uma preposição antecedendo o pronome que destacado em:
a) Os consumidores, ao adquirirem um produto que quase ninguém possui, recém-lançado no mercado,
passam a ter uma sensação de superioridade.
b) Muitos aparelhos difundidos no mercado nem sempre trazem novidades que justifiquem seu preço elevado
em relação ao modelo anterior.
c) O estudo de mapeamento cerebral que o pesquisador realizou foi importante para mostrar que o vício em
novidades tecnológicas cresce cada vez mais.

d) O hormônio chamado dopamina é responsável por causar sensações de prazer que levam as pessoas a se
sentirem recompensadas.

e) As pessoas, na maioria das vezes, gastam muito mais do que o seu orçamento permite em aparelhos que
elas não necessitam.

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18. INÉDITA

Assinale a opção inteiramente de acordo com a norma culta no que se refere à regência e ao emprego do acento
indicador de crase.

a) Fizemos inúmeros elogios a localização, infraestrutura e atendimento do estabelecimento.

b) Pagamos os funcionários na data correta, cumprindo, assim, nossa promessa.


c) As mais monstruosas feras se iguala a mulher, ao saber que está sendo enganada pelas melhores amigas.

d) Todas as decisões de investimento tomadas pela diretoria do fundo de pensão implicaram em enormes
perdas para os seus segurados.
e) Os direitos que todos nós, durante tanto tempo, lutamos e conquistamos para as gerações atuais não podem
ser abolidos.

19. INÉDITA
Assinale a opção em que é obrigatória a presença do acento indicador de crase.
a) Posso dizer que aquela equipe confiei esta missão e, por isso, sinto-me responsável pela decisão tomada.

b) Preferimos carro a moto, devido aos perigos a que estão expostos os motociclistas.

c) Pedimos ajuda a sua família, por acreditar que a amizade de nossos pais superaria nossas desavenças.
d) Não acreditamos que, daqui a décadas, estejamos aptos a clonar todo e qualquer ser humano, tendo como
objetivo a perpetuidade da existência humana.
e) Costumo dizer que é você quem faz o seu caminho. Não a droga.

20. INÉDITA
Assinale a opção cuja redação obedece às regras previstas na gramática normativa quanto à concordância,
regência, colocação pronominal e ao emprego do acento indicador de crase.

a) As cenas de corrupção as quais assistimos nos motivaram a tomar uma drástica atitude, hajam vistas as
consequências adversas a que se submetem parcela expressiva da população.

b) Repercutiu muito negativamente no mercado, o que foi agravado pela cobertura sensacionalista da mídia,
todas as declarações dos ministros que contrapunham-se a assinatura do acordo de negociação da dívida
pública.

c) Sabe-se que é necessário, dentro obviamente de certos limites morais, a negociação com partidos da base
aliada no Congresso, visando o estabelecimento de uma governabilidade razoável.

d) Não se cogita, nem mesmo diante da mais urgente situação fiscal, alterações que impliquem aumentos
substanciais de impostos.
e) Quando se analisa, de forma imparcial, a crise pela qual o país passa, constata-se que grande parte dos
problemas serão solucionados com a participação conjunta do empresariado e da massa operária brasileiros.

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21. INÉDITA

Assinale a alternativa em que a regência do verbo NÃO esteja de acordo com o padrão culto.

a) A função à qual os candidatos aspiram é muito disputada.

b) Ele assistiu, durante dez anos, em Belém.

c) O combate à corrupção implica em medidas drásticas a serem tomadas pelo Poder Judiciário.

d) As empresas pagaram aos funcionários na data acordada com o sindicato da categoria.


e) Não raro a população esquece o nome dos políticos por ela eleitos.

22. INÉDITA

....... inovadoras teorias, durante todo seu ano sabático, Stephen Hawking dedicou horas de estudo e reflexão
equivalentes .... que Einstein despendeu na época em que formulou a famosa Teoria da Relatividade sob ....
desconfiança da comunidade científica mundial.

Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:

a) Àquelas - à – a
b) Aquelas - as – à

c) Aquelas - às – à

d) Àquelas - às – a

e) Aquelas - às – a

23.INÉDITA
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
a) Os motivos nos quais se valeu o deputado baseavam-se numa equivocada comparação em cuja pretendia
iludir seus fiéis eleitores.
b) As profissões para cujo desempenho são exigidas muita concentração e paciência não são indicadas a
quem não dispõe de equilíbrio emocional.

c) Muitos eleitores preferem uma candidatura baseada em mentiras agradáveis do que uma apoiada em
verdades desagradáveis onde nem todos querem acreditar.
d) O mau juízo de que se imputa aos sindicatos é semelhante àquele em que se atribui aos partidos políticos.

e) A confiança de cuja não se afastam milhares de brasileiros é a de que a política possa ser exercida
segundo à natureza do interesse público.

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24. INÉDITA

O sinal indicativo de crase pode ser corretamente suprimido, sem prejuízo para a correção e o sentido
original do texto, em:

a) Vários fanáticos religiosos se entregaram à opressão e ao obscurantismo em suas pregações.

b) Seus escritos e ensinamentos foram, sem sombra de dúvida, o mais belo legado do velho filósofo à
atualidade.
c) Suas ações governamentais não só não geraram uma justa distribuição de riqueza, como deram continuidade
à miséria galopante.

d) Não aceitamos que ninguém se submetesse à sua vontade.


e) As crises econômicas impõem à sociedade um rebaixamento de padrão de consumo.

25.INÉDITA
O resultado prático das ações voltadas ...... um desenvolvimento sustentável depende, em larga escala, da
atuação firme e forte da comunidade internacional. São várias as ações que devem ser tratadas com prioridade,
entre as quais estão o estímulo ...... novas fontes de energia menos poluentes e o respeito ...... causas
ambientais.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:
a) a − à – as
b) a − a – às

c) à − a – as
d) a − à – às

e) à − à – as

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Gabarito
01 B 02 C 03 A 04 A 05 C/E

06 B 07 C 08 E 09 A 10 D

11 E 12 C 13 C 14 B 15 A

16 D 17 E 18 A 19 A 20 E

21 C 22 D 23 B 24 D 25 B

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Resumo Direcionado

PRINCIPAIS CASOS DE REGÊNCIA VERBAL

AGRADAR

= no sentido de ACARICIAR, FAZER CARINHO, emprega-se como TRANSITIVO DIRETO.

Exemplo: O dono agradou seu cachorrinho no colo.

= no sentido de SATISFAZER, GERAR CONTENTAMENTO, emprega-se como TRANSITIVO INDIRETO,


com objeto introduzido pela preposição A

Exemplo: O discurso do ministro não agradou ao mercado, que reagiu ferozmente.

AGRADECER

= TRANSITIVO DIRETO, com OBJETO DIRETO nome de “COISA”

Exemplos:

Agradeci sua ajuda. (= Agradeci-a)

Agradecemos as doações. (= Agradecemo-las)

= TRANSITIVO INDIRETO com OBJETO INDIRETO nome de “PESSOA”

Exemplos:

Os internautas agradeceram ao apresentador. (= Os internautas lhe agradeceram).

O cliente agradeceu ao gerente pelo atendimento. (= O cliente lhe agradeceu... ou O cliente agradeceu
a ele...).

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= TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, sendo o OBJETO DIRETO nome de “COISA” e o INDIRETO nome
de “PESSOA”, introduzido pela preposição A.

Exemplos:

Agradeci ao apresentador o apoio.

Agradeci aos internautas as doações.

ASPIRAR

= no sentido de SORVER, INALAR, TRAGAR, constrói-se com OBJETO DIRETO.

Exemplo:

Marta aspirava o perfume das rosas.

= no sentido de DESEJAR, PRETENDER, constrói-se com OBJETO INDIRETO, com a preposição A.

Exemplo:

Ela aspirava a altos cargos.

ASSISTIR

= no sentido de PRESTAR ASSISTÊNCIA, PROTEGER, SERVIR, constrói-se com OBJETO DIRETO.

Exemplo:

O enfermeiro assiste o paciente.

= no sentido de PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE constrói-se com OBJETO INDIRETO, COM A


PREPOSIÇÃO A.

Exemplo:

Assisti ao jogo (e não “Assisti o jogo”, como se fala no cotidiano)

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= no sentido de CABER, PERTENCER DIREITO OU RAZÃO A ALGUÉM, constrói-se com OBJETO


INDIRETO, COM A PREPOSIÇÃO A.

Exemplo:

Não assiste ao Judiciário legislar em prol dos indefesos.

= no sentido de MORAR, RESIDIR, constrói-se com ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR, COM A


PREPOSIÇÃO EM.

Exemplo:

Ele assistia num sítio muito distante da cidade.

CHAMAR

= no sentido de CONVOCAR, CONVIDAR, emprega-se como TRANSITIVO DIRETO.

Exemplo: Chamei o professor em minha sala para uma reunião urgente.

= no sentido de INVOCAR, PEDIR AUXÍLIO, emprega-se como TRANSITIVO DIRETO ou como INDIRETO,
COM OBJETO INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO POR.

Exemplo: Chamei (por) meu pai no momento de maior aflição.

= no sentido de NOMEAR, QUALIFICAR, ROTULAR, apresenta diversas possibilidades de construção.

Exemplos:

Chamei o Ministro idiota. (Chamei-o idiota.)

Chamei o Ministro de idiota. (Chamei-o de idiota.)

Chamei ao Ministro idiota. (Chamei-lhe idiota.)

Chamei ao Ministro de idiota. (Chamei-lhe de idiota)

O verbo CHAMAR é TRANSOBJETIVO nesse caso. Além disso, o PREDICATIVO DO OBJETO pode ou não
ser introduzido pela preposição DE.

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CUSTAR

= no sentido de “VALER UM PREÇO”, “TER UM VALOR”, é INTRANSITIVO, acompanhado de ADJUNTO


ADVERBIAL DE PREÇO.

Exemplos:

O terno custou 10 mil reais.

Aquele carro custou seu salário anual.

Alguns gramáticos, no entanto, consideram “10 mil reais” e “seu salário anual” como objetos diretos. Há
divergências, portanto!

= no sentido de “SER DIFÍCIL, PENOSO, CUSTOSO”, é TRANSITIVO INDIRETO, com OBJETO


INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A.

Nessa acepção, o sujeito do verbo CUSTAR é a oração reduzida de infinitivo. Já o objeto indireto
introduzido pela preposição A é uma pessoa.
Embora aceita por algumas gramáticas mais modernas, sugere-se evitar construções do tipo "Custei a
acreditar", "Custou a crer". Nelas, toma-se a oração reduzida como o objeto indireto, o que não é muito
bem visto por gramáticos mais tradicionais. Para ficar bem claro, veja os exemplos a seguir:

Custou a crer na infidelidade do companheiro (ERRADO).

Custou a ele crer na infidelidade do companheiro (CERTO).

Custei a acreditar nas suas palavras (ERRADO).

Custou a mim acreditar nas suas palavras (CERTO).


= Custou-me

= no sentido de “CAUSAR”, “ACARRETAR”, é TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, com INDIRETO


INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A.

Exemplos:

A derrota no clássico custou o emprego ao técnico.

A prepotência custou-lhe (a ele) muitas amizades perdidas.

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HAVER

= no sentido clássico de “EXISTIR”, “OCORRER”, “ACONTECER”, é IMPESSOAL E TRANSITIVO DIRETO.

Exemplos:

Havia problemas sérios na empresa.

Reclamações houve durante a operação.

= no sentido de “COMPORTAR-SE”, “DEPARAR-SE”, “CONFRONTAR-SE”, é PRONOMINAL.

Exemplos:

Eles se houve bem na cerimônia, não criando polêmicas. (= se comportou)

Eles se houveram com uma multidão furiosa. (se depararam)

= no sentido de “OBTER”, “CONSEGUIR”, é TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, com INDIRETO


INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO DE.

Exemplos:

O Estado houve uma infinidade de recursos dos contribuintes.

Muitas instituições houveram doações de internautas promovidas nas redes sociais.

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IMPLICAR

= TRANSITIVO DIRETO, no sentido de RESULTAR, ACARRETAR, TER COMO CONSEQUÊNCIA

Exemplos:

A despesa com elementos supérfluos implicará gastos desnecessários.

Maior consumo implica mais despesas por parte da empresa.

Algumas gramáticas mais modernas até admitem a presença da preposição “em”, fazendo menção ao
uso coloquial. Porém, o que notamos nas bancas é o emprego tradicional do verbo implicar. Repetindo:
transitivo direto, no sentido de resultar, acarretar.

= TRANSITIVO INDIRETO, no sentido de EMBIRRAR, TER IMPLICÂNCIA COM ALGUÉM

Exemplo:

Os alunos implicaram com o professor.

LEMBRAR/ESQUECER

= como VERBOS NÃO PRONOMINAIS, são construídos com OBJETO DIRETO.

Exemplo:

Esqueci o nome dela.

Lembrei o nome dela.

= como VERBOS PRONOMINAIS (ACOMPANHADOS DE PRONOME OBLÍQUO ÁTONO), são construídos


com OBJETO INDIRETO, INTRODUZIDOS PELA PREPOSIÇÃO DE.

Exemplo:

Esqueci-me do nome dela.

Lembrei-me do nome dela.

É ERRADO DIZER:

Esqueci DO nome dela.

Lembrei DO nome dela.

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= verbo TRANSITIVO INDIRETO, com OBJETO INDIRETO INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A

Exemplo:

Esqueceu-me a pauta da reunião.

Esqueceu a você o nome dele.

Trata-se de uma construção um tanto estranha, não é mesmo?

Nela, temos como sujeito a coisa lembrada ou esquecida. Já o verbo é acompanhado de objeto indireto
introduzido pela preposição A.

No caso da primeira frase, o sujeito é “a pauta da reunião” e o objeto indireto é representado pelo pronome
oblíquo ME (= A MIM).

No caso da segunda frase, o sujeito é “o nome dele” e o objeto indireto é representado pelo pronome oblíquo
VOCÊ (= A VOCÊ).

= no caso do verbo LEMBRAR, também é possível empregá-lo como TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO,
com OBJETO INDIRETO INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A OU DE.

Exemplo:

Lembrei meu chefe da reunião de logo mais.


O assessor lembrou vários números relevantes ao seu chefe durante a reunião.

OBEDECER/DESOBEDECER

Trata-se de verbos TRANSITIVOS INDIRETOS, regidos pela preposição A.

Exemplos:

Obedecia ao mestre.

Obedecia à sinalização de trânsito.


Cuidado!

Em nosso dia a dia, é comum ouvirmos e falarmos.

Nós obedecemos o regulamento.

Nós obedecemos o patrão.


Eles desobedeceram a sinalização de trânsito.

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O certo seria:

Nós obedecemos Ao regulamento.


Nós obedecemos Ao patrão.

Eles desobedeceram À sinalização de trânsito.


Note que, no último caso, a crase é resultado da fusão da preposição A – requerida pela regência de
DESOBEDER – com a artigo A – requerido pelo substantivo SINALIZAÇÃO.

PAGAR/PERDOAR

= TRANSITIVO DIRETO com OBJETO DIRETO DE “COISA”

Exemplos:

Perdoei suas dívidas (= Perdoei-as)

Paguei minhas constas (= Paguei-as)

= TRANSITIVO INDIRETO com OBJETO INDIRETO DE “PESSOA”

Exemplos:

O pai não perdoou ao filho (= O pai não lhe perdoou).

O cliente não pagou ao lojista (O cliente não lhe pagou).

= TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, com o OBJETO DIRETO “COISA” e o OBJETO INDIRETO “PESSOA”,
introduzido pela preposição A.

Exemplos:

Perdoei ao jogador a ofensa.

Paguei ao funcionário a dívida.

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PREFERIR

Trata-se de verbo TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO.

Diferentemente da linguagem coloquial, este verbo não se constrói com a locução DO QUE, e sim com
a preposição A.

Além disso, é errado dizer “preferir mais”, pois é um pleonasmo (redundância).

Exemplo:

Prefiro MAIS café DO QUE chá (ERRADO)

Prefiro café A chá (CERTO)

PROCEDER

= no sentido clássico de “TER CABIMENTO”, “PORTAR-SE”, é INTRANSITIVO.

Exemplos:

Seus argumentos não procedem.

Ele procede com elegância diante de tantos insultos agressivos.

= no sentido de “ORIGINAR-SE”, é INTRANSITIVO e é acompanhado de ADJUNTO ADVERBIAL


INTRODUZIDO PLEA PREPOSIÇÃO DE.

Exemplos:

Tais informações procedem das mais diversas fontes.

O material apreendido procede da China.

= no sentido de “INICIAR”, “REALIZAR”, “EXECUTAR”, é TRANSITIVO INDIRETO, com INDIRETO


INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A.

Exemplos:

O relator do caso procedeu à leitura dos autos.

A comissão procedeu ao exame dos recursos impetrados.

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QUERER

= é TRANSITIVO DIRETO no sentido de DESEJAR

Exemplo:

Eu quero meu quarto limpo imediatamente. (= Eu o quero limpo imediatamente)

= é TRANSITIVO INDIRETO no sentido de AMAR, QUERER BEM, pedindo OBJETO INDIRETO


INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A

Exemplo:

Juro que quero muito a você. (= Juro que lhe quero muito)

VISAR

= é TRANSITIVO DIRETO no sentido de MIRAR, APONTAR, PÔR VISTO EM.

Exemplo:

O caçador visou o alvo.

O inspetor visou todas as páginas do laudo técnico.

= é TRANSITIVO INDIRETO no sentido de TER EM VISTA, OBJETIVAR, EXIGINDO A PREPOSIÇÃO A.

Exemplo:

O pai trabalhava visando ao conforto dos filhos.

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ALGUNS VERBOS ADMITEM MAIS DE UMA REGÊNCIA MANTENDO O SENTIDO ORIGINAL.

Vejam a seguir exemplos dos principais casos:

ABDICAR DESFRUTAR

O rei abdicou o trono Desfrutemos a vida.

O rei abdicou do trono Desfrutemos da vida.

ATENDER USUFRUIR

O funcionário atendeu o cliente com gentileza. Usufruí o benefício.

O funcionário atendeu ao cliente com gentileza. Usufruí do benefício

ATENTAR GOZAR

Atente o que estiver escrito. Gozou a vida com intensidade.

Atente ao que estiver escrito. Gozou da vida com intensidade.


Atente para o que estiver escrito.

DEPARAR
ANSIAR Deparei com um gigantesco problema.

Anseio um mundo justo. Deparei um gigantesco problema.


Anseio por um mundo justo. Deparei-me com um gigantesco problema.

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PRINCIPAIS CASOS DE REGÊNCIA NOMINAL


A seguir, estão listadas as principais regências de nome. Obviamente vocês não precisam decorar todas
elas, mas é importante que tenham uma familiaridade.

Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo de


Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Acessível a Entendido em Necessário a


Acostumado a, com Equivalente a Nocivo a
Agradável a Escasso de Paralelo a
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Descontente com Insensível a Sito em
Desejoso de Liberal com Suspeito de
Diferente de Natural de Vazio de

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EMPREGO DO ACENTO INDICADOR DE CRASE

Se aparecer a forma AO ou AOS antes da


palavra masculina, é sinal de que haverá
crase antes da feminina.

Exemplos:

Temos amor À arte


(= Temos amor AO estudo).
Respondi ÀS perguntas.
(= Respondi AOS questionametos.)

Substituir a palavra
feminina por uma
masculina. Se NÃO aparecer a forma AO ou AOS antes
da palavra masculina, é sinal de que NÃO
haverá crase antes da feminina.

Exemplos:

Prefiro carro A moto.


(= Prefiro carro A ônibus).
Respondi A ela ontem.
(= Respondi A ele ontem.)
TESTE RÁPIDO
- Há crase? -
Se aparecer a forma PARA A, é sinal de que
haverá crase.

Exemplos:

Entreguei o presente À diretora.


(= Entreguei o presente PARA A diretora).
Fiz uma homenagem À professora.
(= Fiz uma homenagem PARA A professora)
Substituir a
preposição A por
PARA.

Se NÃO aparecer a forma PARA A, é sinal de


que NÃO haverá crase.

Exemplos:
Pedi A esta funcionária uma ajuda.
(= Pedi PARA esta funcionária uma ajuda.).
Contarei A você um segredo.
(= Contarei PARA você um segredo.)

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CASO GERAL
À = A (preposição) + A (artigo)
ÀS = A (preposição) + AS (artigo)

“A crase é resultado da FUSÃO (CONTRAÇÃO) da preposição A – requerida pelo TERMO REGENTE


(SUBORDINANTE) (verbo ou nome) – com o artigo A(S) – solicitado pelo TERMO REGIDO
(SUBORDINADO) (substantivo feminino) .”

Não ocorre a Crase


... antes de verbo
Exemplos:
Voltamos a contemplar a lua.
Estou disposto a estudar.

... antes de palavras masculinas


Exemplos
Gosto muito de andar a pé.
Passeamos a cavalo.

... antes de pronomes de tratamento, exceção feita a SENHORA, SENHORITA, DONA, MADAME, ...:
Exemplos:
Dirigiu-se a V.Sa. com aspereza
Dirigiu-se à Sra. com aspereza.

Atenção!
Por que senhora, senhorita e dona aceitam crase?

Observemos a frase “Entregaram o convite à senhora.”.

Se substituirmos “senhora” por “senhor”, teremos “Entregaram o convite ao senhor”. Dessa forma, se
“senhor” solicita artigo definido, “senhora” também o deverá solicitar. O artigo solicitado por “senhora” se
contrai com a preposição solicitada pela forma verbal “Entregaram”, resultando, portanto, na forma “à”.

... antes de pronomes em geral:


Exemplos:
Não vou a qualquer parte.
Fiz alusão a esta aluna.

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Resumindo:

Grande parte dos pronomes NÃO solicita artigo, exceção feita a MESMA (S), PRÓPRIA (S), SENHORA (S),
SENHORITA (S), DONA (S), MADAME (S).

Isso não significa que haverá crase obrigatoriamente antes dessas formas!

CUIDADO! Além do artigo, moçada, é necessário que haja uma preposição, certo? Não havendo preposição,
sem chance de haver crase, gente!

Não vão me pôr crase em “Observei a mesma cena!”, pelo amor dos meus filhinhos! Rs.

Ora, o verbo OBSERVAR não está regendo preposição A, meus amigos! Trata-se de um verbo TRANSITIVO
DIRETO! O A que antecede MESMA é apenas artigo.
E como diz o ditado, um artigo só não faz crase (Nossa! Essa foi péssima! Desculpem-me!).

... em locuções formadas por palavras repetidas:


Estamos frente a frente.
Estamos cara a cara.

... quando o "a" vem antes de uma palavra no plural:


Não falo a pessoas estranhas.
Restrição ao crédito causa o temor a empresários.
Atenção!!!
Observe a seguinte construção:
Referi-me à cenas de terror (ERRADO)

O que está errado nessa frase? Prestem atenção! Tem-se a preposição “a”, solicitada pela regência da forma
verbal “Referi-me” (Quem se refere se refere A ALGO).

Porém, não temos a presença do artigo “a”, uma vez que o substantivo feminino “cenas” é plural.

Se este solicitar artigo, solicitará o definido plural “as”.

Corrigindo, teremos duas possibilidades de redação:


Referi-me a cenas de terror (CERTO)

Referi-me às cenas de terror (CERTO)

Imaginemos um enunciado assim redigido: “As duas frases acima estão corretas do ponto de vista gramatical
e possuem o mesmo sentido”. O que vocês marcariam? CERTO ou ERRADO?

Corretas do ponto de vista gramatical elas estão, mas não possuem o mesmo sentido.

Na construção “Referi-me a cenas de terror”, a ausência do artigo “as” (a forma “a” é apenas preposição) dá
entender que se trata de cenas de terror quaisquer. Já na construção “Referi-me às cenas de terror”, a presença
do artigo definido “as” especifica as cenas de terror, dando a entender que não se trata de quaisquer cenas.

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Casos facultativos de CRASE


A crase é facultativa, pois é facultativa a presença de artigo definido. E quais as situações em que é
facultativo o emprego do artigo, professor? Vamos enumerá-las!

... antes de antropônimo (nome de pessoa) feminino:


Refiro-me à (a) Juliana.

... antes de pronome possessivo feminino:


Dirija-se à (a) sua fazenda.
Veja que, nesses exemplos, ocorre a presença da preposição A. Sem esta, não é possível nem cogitar o
emprego do acento indicador de crase. Havendo a presença da preposição A e sendo o artigo definido feminino
facultativo, a crase se torna facultativa.

Além dos dois casos anteriores, existe o caso da preposição “até”, que pode ou não ser acompanhada
de preposição A, o que também torna facultativo o emprego do acento indicador de crase.
Exemplo:
Dirija-se até à (a) porta.

Casos Especiais de CRASE


Crase nas locuções de base feminina (introduzidas por palavras femininas)
Exemplos:
Chegou à tarde.
Falou à vontade.
O prédio estava às moscas.
Ele saiu à francesa.
À medida que o tempo avança, ele se torna mais habilidoso.
Posicionai-me à frente do palco.

Locuções formadas pelas palavras CASA, TERRA e DISTÂNCIA

Quando a palavra “casa” é empregada no sentido de “lar” e não vem especificada, não pede artigo. Se,
por sua vez, houver especificação da casa, haverá artigo.
O mesmo ocorre com a palavra “terra”, no sentido de “terra firme”. Só haverá artigo, se vier especificada.
Já a palavra “distância” somente será antecedida de artigo se vier quantificada ou especificada (a
distância de 100m, a distância de um palmo, etc.)
Esse artigo, ao se unir à preposição A, resultará na crase. Observe:
Regressaram a casa para almoçar. (SEM crase, haja vista que CASA não foi especificada)
Regressaram à casa de seus pais. (COM crase, haja vista que CASA foi especificada)
Regressaram a terra depois de muitos dias. (SEM crase, haja vista que TERRA não foi especificada)

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Regressaram à terra natal. (COM crase, haja vista que CASA não foi especificada)
Observamos o acidente a distância. (SEM crase, haja vista que DISTÂNCIA não foi especificada)
Observamos o acidente à distância de um quarteirão. (COM crase, haja vista que DISTÂNCIA foi
especificada)

Locuções indicadoras de HORAS

Chegamos às nove horas.


Chegamos à 1h.
Chegamos à meia noite.

Locução À MODA (DE)

Cuidado com a locução À MODA (DE).

Ela significa “EM IMITAÇÃO A PESSOA OU A LUGAR”.


Como assim, professor?

Trata-se de imitar o jeito de fazer de uma pessoa ou de um lugar.


Quando você a uma pizzaria (hum...) e pede no cardápio uma pizza à moda do chefe ou uma pizza à
moda da casa, trata-se da pizza que o chefe costuma fazer ou daquela que a casa costuma servir. É a pizza com
marca do chefe – em imitação ao jeito de fazer da pessoa - ou da casa – em imitação ao jeito de fazer de um lugar.
Entendem?
Mas, professor, qual diferença dessas locuções para as demais?
Exato! O ponto peculiar dessa locução é que ela muitas vezes está implícita nas frases. Vejam:

Fiz um gol no racha à CR7.


= Fiz um gol à (moda) CR7.

Notem a expressão “moda” subentendida antes de CR7. Quer-se dizer que o gol feito por mim foi em
imitação ao que o CR7 costuma fazer.

Preparei um delicioso virado à paulista.


= Preparei um delicioso virado à (moda) paulista.
Notem a expressão “moda” subentendida antes de “paulista”. Quer-se dizer que o virado foi feito em
imitação ao que costuma ser servido em São Paulo.
Dessa forma, a locução À MODA DE somente pode ser subentendida quando estiver associada a uma
ideia de lugar ou pessoa.

Bife à (moda) Oswaldo Antunes.

Feijoada à (moda) José Maria.

Tutu à (moda) mineira.

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Crase antes de TOPÔNIMOS (nomes de lugar)

“Retornei a Zurique” sem crase, porque “Vim de Zurique” sem artigo.


“Retornei à Suíça” com crase, porque “Vim da Suíça” com artigo.

“Fui a Paris” sem crase, porque “Vim de Paris” sem artigo.


“Fui à França” com crase, porque “Vim da França” com artigo.

Resumindo, ao som de Beatles, ...


“VOU A sem crase porque VOLTEI DE sem artigo!”
“VOU À com crase porque VOLTEI DA com artigo!”

Atenção!!!

O topônimo será necessariamente antecedido de artigo, caso venha especificado ou qualificado.


Vou a Paris (sem crase).

Vou à Paris, Cidade Luz. (com crase)


Vou a Fortaleza.(sem crase)

Vou à Fortaleza da minha infância. (com crase)

Crase em ÀQUELE (S), ÀQUELA (S), ÀQUILO


Diferentemente do CASO GERAL, aqui não temos a fusão de uma preposição e um artigo, mas sim...

ÀQUELE (S) = A (preposição) + AQUELE (S)


ÀQUELA (S) = A (preposição) + AQUELA (S)
ÀQUILO = A (preposição) + AQUILO

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vanessa wendler maciel - 80766099172
Prof. José Maria
Língua Portuguesa para Banco do Brasil Aula 07

TROQUE A FORMA AQUELE(S),


AQUELA(S), AQUILO POR
ESTE(S), ESTA(S), ISTO

Se aparecer a forma A ESTE(S), A ESTA(S), A Se aparecer somente o demonstrativo ESTE(S),


ISTO, é sinal de que temos preposição A ESTA(S), ISTO, é sinal de que NÃO temos
acompanhando pronome demonstrativo. preposição A acompanhando o demonstrativo.

O resultado é o emprego de crase em


O resultado é o emprego das formas AQUELE(S),
ÀQUELE(S), ÀQUELA(S), ÀQUILO.
AQUELA(S), AQUILO sem crase.

Exemplos:
Exemplos:
Perguntaram, após a aula, ÀQUELE PROFESSOR
seu parecer sobre a polêmica questão. Homenagearam, ao final do cruso, AQUELE
(= Perguntaram, após a aula, A ESTE DEDICADO FUNCIONÁRIO.
PROFESSOR seu parecer sobre a polêmica (= Homenagearam, ao final do curso, ESTE
questão. DEDICADO FUNCIONÁRIO.)

AQUELA CIDADE visitamos nas férias.


ÀQUELA TURMA eu dediquei, como professor, (= ESTA CIDADE visitamos nas férias.)
muitas horas de trabalho.
(= A ESTA TURMA eu dediquei, como professor,
muitas horas de trabalho.)

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FIM
NÃO DESISTA!
CONTINUE NA DIREÇÃO CERTA!

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