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ETEC CIDADE DO LIVRO

ANA BEATRIZ DE SOUZA

PRODUÇÃO DE DETERGENTE

Lençóis Paulista-SP
19 de Agosto de 2021
ANA BEATRIZ DE SOUZA

PRODUÇÃO DE DETERGENTE

Relatório prático sobre “Produção de


detergente” da Disciplina Tecnologia dos
Processos Industriais, para obtenção dada
Habilitação Profissional Técnica de Nível
Médio de Técnico em Química.
Professor da Disciplina: Lu Paccola

Lençóis Paulista-SP
19 de Agosto de 2021
1. INTRODUÇÃO
O termo detergente origina-se do latim “detergere”, que tem como
significado limpar, fazer desaparecer (BORSATO; MOREIRA e GALÃO, 2004).
Do mesmo modo que os sabões, os detergentes, também conhecidos
como tensoativos, são substâncias que reduzem a tensão superficial de um
líquido e são produtos sintéticos, produzidos a partir de derivados do petróleo.
Detergentes, por definição, são substâncias inorgânicas ou orgânicas que
apresentam a propriedade de reduzir a tensão superficial da água, favorecendo
o seu espalhamento e emudecimento das superfícies, promovendo um contato
mais íntimo entre a água e o objeto a ser limpo (CASTRO, 2009).
Em 1890, o químico alemão A. Krafft observou que pequenas cadeias
de moléculas ligadas ao álcool funcionavam como sabão. Porém os
detergentes só começaram a ser produzidos comercialmente a partir da
Segunda Guerra Mundial, devido à escassez de óleos e gorduras naturais. Nos
Estados Unidos, no ano de 1953, o consumo de detergentes já superava o de
sabões.
Sabões e os detergentes são espécies químicas que contêm grandes
grupos hidrocarbônicos, os grupos hidrofóbicos e um ou mais grupos
hidrofílicos, que interagem, respectivamente, com a gordura e a água.
Possuindo a capacidade de formar emulsões no processo de limpeza, que são
constituídas de íons dos mesmos capazes de envolver a sujeira, formando a
micela, solúvel em água.

2. OBJETIVO
Produzir 100ml de detergente para posterior observação do ponto de
turbidez e ponto de névoa, viabilizando a aplicação dos conhecimentos teóricos
e práticos obtidos ao longo do curso.

3. MATERIAIS E MÉTODOS
3.1 Materiais e Reagentes
 Béquer;

 Bastão de vidro;

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 Ácido Sulfônico;

 Dietanolamida;

 Lauril;

 Cloreto benzalcônio;

 Hidróxido de sódio;

 Água;

 Corante;

 pHmetro;

 Bico de Bunsen;

 Tubo de ensaio;

 Termômetro;

 Gelo;

3.2 Procedimentos
3.2.1. Preparo do detergente
Para o preparo de 100ml de detergente, inicialmente, colocou-se em um
béquer 50 ml de água, posteriormente, adicionou-se 9ml de ácido sulfônico e
misturou-se devagar para não gerar espuma, posteriormente colocou-se 3,5ml
de Dietanolamida e 5ml de Lauril e a solução foi homogeneizada. Corrigiu-se o
pH, que deveria estar entre 7,5 e 8, adicionando hidróxido de sódio aos
poucos. Acrescentou-se o cloreto benzalcônio, o restante da água e por último
adicionou-se corante ao detergente pronto.

3.2.2. Ponto de turvação


Em um béquer colocou-se gelo, sal e um pouco de água. Pegou-se um
tubo de ensaio o qual foi preenchido com detergente até aproximadamente a
metade de seu volume. Colocou-se o tubo de ensaio no béquer com gelo e um

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termômetro em contato com o detergente. Esperou-se chegar a 0ºC e retirou-
se para observar se havia presença de turbidez. O teste foi realizado com o
detergente produzido durante a prática e no detergente comercial

3.2.3. Ponto de névoa

Colocou-se em banho-maria um tubo de ensaio preenchido com


detergente até metade de seu volume e um termômetro em contato com o
mesmo, aguardou-se o aquecimento até os 80ºC. O teste foi realizado com o
detergente produzido durante a prática e no detergente comercial

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
 Ponto de turvação: o detergente comercial turvou ao chegar em
aproximadamente 10ºC, já o detergente produzido apresentou menor
ponto de turvação, ou seja, demorou mais para que os componentes do
mesmo começassem a insolubilizar e se tornasse opaca;

 Ponto de névoa: ambos os detergentes apresentaram mudanças em sua


transparência antes de chegar aos 80ºC apresentando ponto de névoa,
ou seja, a temperatura em que os tensoativos do detergente começam
a insolubilizar, tornando a solução opaca foram aproximadamente as
mesmas.

5. CONCLUSÃO
Após a produção do detergente e posterior análise, em relação ao
detergente comercial, o detergente o qual foi produzido durante a prática
apresentou melhores resultados em relação ao ponto de turvação, contudo em
relação ao ponto de névoa os resultados foram similares.

6. BIBLIOGRAFIA
ALVES, Ingrid Priscila et al. FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE LIMPEZA E
SANITIZANTES. Disponível em:
http://www.faacz.com.br/portal/conteudo/iniciacao_cientifica/programa_de_inici
acao_cientifica/2016/anais/

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fabricacao_de_produtos_de_limpeza_e_sanitizantes.pdf. Acesso em: 19 ago.
2021.
OLIVEIRA JÚNIOR, Edvan Santos de. PRODUÇÃO E TESTES DE
PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS PARA DETERMINAÇÃO E CONTROLE
DE QUALIDADE DE UM NOVO DETERGENTE A SER IMPLANTADO NO
MERCADO. 2018. Disponível em:
https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/13260/1/ESOJ07112018.p
df. Acesso em: 19 ago. 2021.

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