Introdução: Soluções coloidais: Em química, colóides (ou sistemas coloidais ou ainda dispersões coloidais ) são sistemas nos quais um ou mais

componentes apresentam pelo menos uma de suas dimensões dentro do intervalo de 1 nm a 1µm. A ciência dos colóides se ocupa com sistemas nos quais um ou mais componentes apresentam pelo menos uma de suas dimensões dentro do intervalo de 1 nm a 1µm (Shaw, 1975), ou seja, ela se refere a sistemas contendo tanto moléculas grandes como partículas pequenas. Coloquialmente, diz -se que as dispersões coloidais são dispersões intermediárias entre as soluções verdadeiras e os sistemas heterogêneos , em casos em que as partículas dispersas são maiores do que as moléculas mas não suficientemente grandes para se depositar pela ação da gravidade. Em 1870, o químico britânico Thomas Graham descobriu que substâncias como o amido, a gelatina, a cola e a albumina do ovo difundiam-se muito lentamente quando colocadas em água, ao contrário de outras substâncias como o açúcar e o sal de cozinha. Além disso, aquelas substâncias eram muito diferentes destas no que se refere à difusão através de membranas delgadas: enquanto as moléculas de açúcar, por exemplo, difundiam -se com facilidade através de muitas membranas, as moléculas grandes que constituíam o amido, a gelatina, a cola e a albumina não se difundiam. Graham descobriu, ta mbém, que estas últimas substâncias não se cristalizavam enquanto era fácil cristalizar o açúcar, o sal de cozinha e outros materiais que formavam soluções verdadeiras (Kotz e Treichel, 1998). Sabe-se, hoje, que ainda que haja algumas dificuldades, certas substâncias coloidais podem ser cristalizadas, e que não há, na realidade, fronteira nítida entre as soluções verdadeiras e os sistemas coloidais. Para denominar a nova classe que era identificada, Graham propôs o termo colóide (do grego kolla, cola).

O movimento browniano é o movimento aleatório de partículas macroscópicas num fluido como consequência dos choques das moléculas do fluido nas partículas. Também pode ser observado quando luz é incidida em lugares muito secos, onde macropartículas "flutuam" em movimentos aleatórios. (Vulgarmente confunde -se com poeira) O primeiro a observar esse movimento, o biólogo Robert Brown, achou se tratar de uma nova forma de vida, po is ainda não se tinha completa ciência da existência de moléculas, e as partículas pareciam descrever movimentos por vontade própria. O cientista que explicou corretamente esse movimento, propondo que a energia fosse constituída de partículas, foi Albert Einstein, em 1905. Há um padrão escondido nesse movimento aleatório que o classifica como um movimento fractal, pois descreve um padrão dinâmico bem definido. Quem primeiro percebeu isso foi Benoît Mandelbrot, matemático polonês.

Os fatores que mais contribuem para a natureza global sui-generis de um sistema coloidal são: As dimensões das partículas A forma e a flexibilidade das partículas Propriedades superficiais (inclusive elétrica) Interações partícula -partícula Interações partícula -solvente Os coloides têm. a síntese de ATP e o transporte intracelular de moléculas . chantilly (ar em creme). Gel: sólido aparentemente.Esse movimento está diretamente ligado com muitas reações em nível celular. Classificação dos Colóides Aerossol: consiste em um sólido ou um líquido dissolvido em um gás. manifestam -se fenômenos de superfície característicos. As partículas do disperso podem ser bolhas de gás. leite . ex: maionese. serem relativamente grandes e apresentarem elevada relação área/volume de partícula. Exemplos: vidro temperado. a formação de proteínas . em geral. fumaça (cinzas no ar) bruma ou nevoeiro (água em ar). tais como efeitos de adsorção e dupla camada elétri ca. Sol: são colóides formados pela dispersão de um sólido em um líquido. Muitos colóides são utilizados em nosso dia -a-dia como a gelatina. queijo e manteiga. A dispersão coloidal é impropriamente denominada coló ide. sangue . etc. a maionese. em que o disperso apresenta -se no estado líquido e o dispersante no estado sólido . Mesmo que o colóide por excelência seja aquele cuja fase contínua é um líquido e cuja fase dispersa seja composta de partículas sólidas. gotas líquidas ou partículas sólidas. fenômenos esses. Espuma: consiste em um gás disperso em sólido ou líquido. shampoo . Nas superfícies de separaç ão (interfaces) entre fase dispersa e meio de dispersão. pedra pomes . geléia . como a difusão. Emulsão: são colóides formados por líquido disperso em outro líquido ou sólido. Podem ser diferenciadas de partículas numa solução ou em suspensão por seu tamanho. de grande importância na determinação de propriedades físico -químicas do sistema como um todo. de material gelatinoso formado de uma dispersão coloidal. tintas. características específicas como possuir massa elevada. podem ser encontrados colóides cujos componentes se encontram em outros estados de agregação .

e 1 pipeta . Anotou-se a mudança de coloração. Formou-se hidrossol de Fe(OH) 3 Parte 2: Efeito Tyndall . introduziu-se em cada uma das extremidades do tubo em U um eletrodo de grafite. Método: Encheu-se o tubo em U com Fe(OH) 3. Material usado: 1 Tubo em U.Objetivos: Observar as propriedades das soluções coloidais . Método: Colocou-se 30mL de água destilada. Foi possível observar toda a trajetória do feixe através do colóide. Conectou -se os eletrodos a fonte. dentro de uma câmara escura. tornando -o visível. Parte 3: Eletroforese . Material usado: 1 Béquer. Incidi u-se um feixe de luz intenso na dispersão. foi realizado o teste do Efeito Tyndall. 1 Laser Substância usada: Hidrossol de Fe(OH) 3. eletrodos de grafite. . Procedimento experimental: Parte 1: Preparação de Fe(OH) 3 coloidal. fonte (para conectar os eletrodos de grafite). Material usado: 1 Béquer . Substância usada: FeCl 3. para realçar a visualização. ligou-se a corrente elétrica . Utilizando o próprio hidrossol Fe(OH) 3 coloidal obtido. Anotou-se a reação ocorrida (visível) . em seguida acrescentou -se 30 gotas de FeCl 3. Substância usada: Fe(OH) 3. e algo para liga a corrente elétrica .

t i t í t i t l t ti li i + f l f li   ¡   t li i l i i i i l i t t t .E t f t l t + í i l i . .lt i : Part 1: : ¢¢ l 3 l = + í i 2 3 j . t i l l i .A í i H2O l í i Si t l i i í i l A + l li lE lit ti i t l. l l l t l l t . i . P i i f í S t i it l t li i . l ilí i .

e o restante é transmitido através da solução sem outras perturbações. B. até um certo grau (efeito Tyndall). W. P. ³O mundo dos colóides´. parte sofr e espalhamento. SHAW. Todas as substâncias podem provocar o espalhamento da luz. op. T.. ³ Carbohydrates ± Cellulose´. e PAULA. Conclusão: Com essa prática foi possível notar algumas características de soluções coloidais. D. ATKINS... . JEFELICCI. J. e VARANDA.. a explicação de tal fenômeno pode ser baseada no seguinte argumento: ³Quando um feixe de luz atinge uma solução coloidal ou uma dispersão coloidal. o espalhamento da luz de maneira mais acentuada. C. então pode -se dizer de que há uma proporção de 2 para 1 . (1999). O H2 dirigiu-se para o anodo (pólo negativo). enquanto o O2 dirigiu -se para o catodo (pólo positivo). cit. e FRYHLE. com diversas reações. através do qual uma corrente elétrica é aplicada. L. Hoboken: Ed. Nova na Escola.´ Essa justificativa é plausível se ainda levarmos em consideração que a faixa de comprimentos de ondas do espectro visível se encontra em ~ 450 nm para o azul e~ 650 nm para o vermelho e as partículas coloidais també m se encontram na ordem de 1 a 1000 nm. 2008.J. esse lado borbulhava H 2. 9th edition. Parte 3: Observou-se a formação de bolhas. O nítido aspecto turvo associado a muitas dispersões coloidais é uma conse qüência de intenso espalhamento da luz. parte da luz poderá ser absorvida.Parte 2: Segundo Shaw. John Wiley & Sons. C.. Referências Bibliográficas: SOLOMONS. cit. Inc. D. e o outro lado O 2. por conta do seu tamanho. J. G. um lado do tubo apresentava maior quantidade de bolhas. Quím. Portanto afetam. M. Em Organic Chemistry. op. O fenômeno denominado Eletroforese é definido como sendo a migração de espécies carregadas eletricamente. que ocorre quando as mesmas são dissolvidas ou suspensas em um eletrólito.

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