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A Propaganda Nazista

Propaganda política nazista foi um dos fenômenos


marcantes deste século. Com ela, Hitler, sem recorrer a força
militar, conseguiu a anexação da Áustria e Tchecoslováquia ao
Reich e a queda da França. Já quando Hitler estava preso, ele
começa a perceber que a propaganda seria uma grande arma,
talvez uma das mais eficientes, para seu futuro
empreendimento. Uma propaganda dirigida, às massas, ao
povo. Esta também deveria ser adequada a estes
interlocutores menos favorecidos intelectualmente. Explorando
os sentimentos, o coração da massa, permeada de uma dose
de psicologia. Pois o povo deixa-se guiar mais pelo sentir do
que pelo pensar. Tal propaganda deveria ser centrada em
pequenos pontos, devido à compreensão limitada do povo.
Estes pontos seriam repetidos muitas vezes. Isto explica os
gritos de guerra e as saudações nazistas. Outro ponto
salientado por Hitler é o de que na propaganda tudo é
permitido, mentir, caluniar... Segundo o maior propagandista
nazista, Goebbels, na formulação de uma propaganda,
deveriam ser usadas experiências existentes.
Ela também deveria ser controlada por uma única pessoa.
A propaganda feita por Gobbels foi dirigida principalmente aos
Judeus. Com o uso de psicologia, e exaltação nacional,
buscando um passado glorioso e ajudados pelo pós-guerra os
nazistas fizeram verdadeiros Shows. Hitler tinha preferência
pelas celebrações de massa, grandes espetáculos. A chave da
organização dos grandes espetáculos era converter a própria
multidão em peça essencial dessa mesma organização. A
multidão se emocionava de maneira contagiante. Hitler atribuía
grande importância psicológica a tais eventos, pois reforçavam,
o ânimo do militante nazista. O impacto da política na rua em
forma de espetáculo visava diminuir os que se encontravam
fora do espetáculo, segregá-los, fazê-los sentirem-se fora da
comunidade maravilhosa a que deveriam pertencer. Percebe-
se a importância da propaganda de espetáculos para a
manutenção do sistema, da ordem e do apoio popular, tão
importante. Hitler, pessoalmente, planejava suas entradas em
cena, a decoração do local, as canções a serem cantadas.
Era um ritual uma religião Hitlerista, onde ele fazia
discursos grandiosos, sempre contendo palavras fortes e
encorajadoras como: ódio, força, esmagar, cruel... Nos lugares
para onde Hitler se deslocava sempre ia junto um fotógrafo
particular, que ficava de plantão. Se ele pegasse uma
criancinha no colo, era motivo para uma fotografia, possível
propaganda a seu favor. Ele também era uma pessoa muito
carismática, ao ponto de seus generais dizerem que era
impossível olhar nos seus olhos sem desviar o olhar. Sua
figura, despertava, nas pessoas sentimentos de pura idolatria.
Além dos espetáculos populares deu-se grande ênfase ao
cinema e a arquitetura, duas artes que Hitler gostava, mas
nunca conseguiu ser um expoente. Com relação à arquitetura,
ela deveria expressar a grandeza do regime, em grandes
construções que uniriam todo o povo.
Berlim, que seria a capital do império deveria ser símbolo
da grandiosidade deste império, através de suas grandiosas
construções. Estas deveriam ser de proporções gigantescas,
feitas com o material mais resistente para que resistissem ao
tempo, como as grandes construções greco-romanas. O
cinema veio como um meio eficiente e moderno de se
influenciar as massas. Os filmes eram sempre de teor
nacionalista, onde era exaltado o passado, os costumes, as
guerras, o período romântico. E principalmente tinham a função
de transformar os Judeus em verdadeiros demônios. Algumas
vezes, a ideologia nazista aparecia camuflada nos diálogos,
outras vezes era explicita e chocante.
Joseph Goebbels

Paul Joseph Goebbels (Mönchengladbach, 29 de outubro de 1897 —


Berlim, 1 de maio de 1945) foi o ministro da Propaganda de Adolf
Hitler (Propagandaminister) na Alemanha Nazista.

Foi uma figura-chave do regime, conhecido por seus dotes retóricos.


Era um dos líderes políticos supremos Nazis que tinham concluído
estudos superiores. O Homem de letras do movimento, portanto. Teve
uma posição correspondentemente importante entre os Nazis,
superada apenas por Hitler, com quem partilhou os últimos momentos
de vida no Führerbunker em Berlim.

Joseph Goebbels
(no centro) na mema imagem é possível ver Adolf Hitler e Hermann
Goering (na esquerda) e Rudolf Hess (a direita).

Filho do contador Friedrich Goebbels e de sua esposa Marian (nascida


Oldenhausen), nasceu em Rheydt (hoje Mönchengladbach) na
Renânia numa família católica. Em vez de se tornar padre, como
queriam seus pais, ele estudou literatura e filosofia. Quando se
ofereceu como voluntário para o serviço militar no início da Primeira
Guerra Mundial, foi rejeitado por ter uma perna 10 centímetros mais
curta do que a outra, em virtude de, quando criança, ter sofrido
intervenção cirúrgica no fêmur, comprometido por um ataque de
osteomielite.
Finda a Primeira Guerra Mundial, Goebbels vive uma crise
existencial. Por algum tempo foi comunista, e esperava uma revolução
que salvasse a Alemanha da dificil situação social. Esteve
desempregado muito tempo, apesar do seu diploma. Leu Tolstoi,
Dostoiévski, escreveu poesia.

Rejeitava o capitalismo, a democracia, que ele associava ao caos


político da Alemanha na República de Weimar. Desprezava a
modernidade. Torna-se um anti-semita fanático. Rejeitou mesmo uma
moça com quem namorava (Else Janke) quando soube que ela tinha
mãe judia. Para ele, os judeus e a democracia eram os culpados da
crise económica e política. Nestes anos, Goebbels teve um emprego
como funcionário bancário, ao qual não dava grande importância. Ele
estava num processo de busca e viu finalmente em Hitler a pessoa que
incorporava as suas idéias e esperanças.

Em 1922, Goebbels se aliou ao Partido Nazista, embora ainda se


opusesse a Hitler. Depois, mudou de lado e chegou a desempenhar um
papel importante ajudando os Nazistas a obter - e reter - o poder,
idealizando a propaganda que apresentava a ideologia nazista sob uma
boa óptica para a população alemã.

A sua ascensão no sistema do movimento nazi começa como


secretário pessoal de Gregor Strasser na zona da Renânia e Vestfália.
A partir de 1 de Outubro de 1925 ele passou a ser um dos editores do
jornal de propaganda nazista "Die Nationalsozialistischen Briefe".
Agitação e propaganda seriam o seu trabalho permanente até à
chegada de Hitler ao poder em 1933. Goebbels era frequentemente um
organizador de manifestações e lutas de rua com os comunistas. As
suas tiradas nos jornais eram permanentemente uma colecção de
calúnias e difamações dos judeus, sempre os culpados de todos os
males e problemas.

Goebbels era nesta altura criticado pelos nazistas mais conservadores


por ter um estilo de linguagem comunista. Goebbels e os irmãos
Strasser eram conhecidos como a ala "esquerda" do Nazismo. Nesta
altura o socialismo estava num plano ainda superior ao nacionalismo.

Após se ter tornado conhecido na Renânia (uma zona da Alemanha


onde os católicos são a maioria) Goebbels é enviado por Hitler para
dirigir a propaganda em Berlim (uma área predominatemente
protestante e considerada nesta altura uma zona de influência
comunista, onde o movimento Nazi não se tinha conseguido implantar
tão fortemente).

Já na sua primeira acção em Berlim se denotam em Joseph Goebbels


os métodos de inspiração comunista. No bairro proletário de Wedding,
ele alugou uma larga sala de audiências que costumava ser utilizada
pelos comunistas. Os placares anunciando o evento imitavam o estilo
e as palavras usadas pelos comunistas. Todos os líderes do NSDAP de
Berlim estiveram presentes neste comício de 11 de Fevereiro de 1927
em Wedding. Os comunistas sentiram-se ultrajados, o que se tornou
evidente nos seus jornais nos dias seguintes.

Em Berlim, Goebbels, que tinha sido nomeado Gauleiter por Hitler,


vai tornar-se o editor do jornal Der Angriff (o Ataque), um jornal
propagandista nazista, publicando constantemente difamações anti-
semitas. Em Berlim, o principal visado das tiradas anti-semitas do
jornal Der Angriff foi o chefe da polícia municipal de Berlim o Doutor
Bernhard Weiss, um jurista que era judeu.

Antes de se suicidar, nas etapas finais da Segunda Guerra Mundial,


Hitler, em seu testamento escrito no Bunker onde se suicidou,
nomeou-o Chanceler da Alemanha - e Karl Dönitz como Führer -,
quando os tanques soviéticos tinham entrado em Berlim e já se tinha
tornado claro que a Alemanha tinha perdido a guerra. Em 1º de maio
de 1945, Goebbels e sua esposa assassinaram seus seis filhos (Helga,
Hilde, Helmut, Holde, Hedda e Heide) e depois cometeram suicídio
com a ajuda dos seus guarda-costas da SS.

Assim como ocorreu com Hitler, os detalhes da morte da família


Goebbels não foram esclarecidos. Ainda que esteja comprovado que
sofreram envenenamento com cianureto alguns asseguram que atirou
em si mesmo; de qualquer forma, ao serem encontrados pelos
Soviéticos, seus corpos estavam carbonizados demais para se
determinar o que havia acontecido.Foi o primeiro homem a utilizar a
expressão Heil Hitler.
suástica

A suástica é um símbolo que representa o partido nazista e


todos os males que ele defendia: o anti-semitismo, o
holocausto, o ódio aos homossexuais, o desejo de eliminar
os deficientes e os enfermos, etc.

Nem sempre foi assim. A suástica é um símbolo antigo e de


ocorrência freqüente, encontrado em muitas culturas
diferentes, em diferentes épocas. É possível encontrar a
suástica associada aos índios Hopi, astecas, celtas, budistas, gregos,
hindus (suástica vem do sânscrito e significa estar bem), etc.

Por mais nobre que seja sua linhagem ancestral, o símbolo da suástica
foi manchado para sempre no ocidente pela sua associação com o
nazismo.

Alguns ocultistas acham que a suástica tem valor especial por ser
encontrada em numerosas culturas que não tinham conhecimento
umas das outras. Como poderia ser isso, perguntam, a não ser que
houvesse algum significado universal para o símbolo? Fácil. Os
símbolos chamados de suásticas são muitas vezes bem diferentes.
Desenhar uma linha reta com braços perpendiculares a cada
extremidade, seguindo em direções opostas é um dos desenhos mais
simples possíveis. Como o círculo ou a cruz, é de se esperar que ela
seja encontrada freqüentemente por sua simplicidade. As suásticas são
apenas variações sobre esse tema. Vários desenhos de suásticas
cruzam figuras de 3 linhas. A nazista tem braços voltados para a
direita e a figura é inclinada de forma que a extremidade de um dos
braços fique no topo. A do jainismo é a mesma, apenas sem a
inclinação. Outras assim chamadas suásticas não têm braços e
consistem em cruzes com linhas curvas. Alguns símbolos parecem
mais hélices que suásticas. O símbolo asteca parece uma versão
estilizada do duende lutador da Universidade de Notre Dame. O
logotipo da liga de futebol XFL parece uma arma medieval. A assim
denominada suástica celta dificilmente lembra uma suástica em
qualquer aspecto significativo. As suásticas budista e Hopi parecem
imagens em espelho do símbolo nazista. Talvez porque os símbolos
budista e Hopi sejam sinais de paz, prosperidade, boa sorte e amor,
não ódio e preconceito.