0 notas0% acharam este documento útil (0 voto) 86 visualizações45 páginasCFM 2183-2018 (Médico Do Trabalho)
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15 OUT 2018
RESOLUCAO CFM N. 2183/2018 COMENTADA
PONTO A PONTO
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8/10/RESOLUCAO-CFM-N-21832018-
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TRABALHO)
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Prezados leitores.
Oferego-Ihes meus comentérios, sempre passivos de toda critica, sobre a
nova e importante Resolugao CFM n 2.183/2018
([Link]
83), que versa, de forma atualizada, sobre normas especificas para
médicos que atendem os trabalhadores.
A Resolugéo CFM n. 2.183/2018
([Link]
83) revogou a_ histérica Resolugao CFM on. 1,488/1998
(http:/[Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm),
que tratava do mesmo tema.
Ressalto que os comentarios sao de minha autoria e, portanto, refletem as
minhas impressées pessoais sobre cada um dos temas abordados.
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 21452oiny2024 11:23 ‘Sais Ocupacional
Aos que se interessarem, desejo uma 6tima leitura!
Autor: Marcos Henrique Mendanha: Médico do Trabalho, Especialista
em Medicina Legal e Pericias Médicas. Advogado especialista em Direito
e Processo do Trabalho. Perito Judicial / Assistente Técnico junto ao TRT-
GO e TRF-GO. Diretor Técnico da ASMETRO — Assessoria em
Seguranca e Medicina do Trabalho Ltda. Autor do livro “Medicina do
Trabalho e Pericias Médicas — Aspectos Praticos e Polémicos” (Editora
LTr). Coordenador do Congresso Brasileiro de Medicina do Trabalho e
Pericias Médicas e do Congresso Brasileiro de Psiquiatria Ocupacional.
Professor e Coordenador Geral do CENBRAP - Centro Brasileiro de Pos-
Graduagées. Colunista da Revista PROTEGAO.
[PUBLICIDADE 1: Prepare-sse com 0 CENBRAP
(https:/[Link]/) para prova de titulo em Medicina do
Trabalho. Curso PRESENCIAL (de véspera)
(https:/[Link]/TurmalPTMT2SAO/) ou ONLINE
(https:/[Link]/TurmalEADPPTMTE6/). Saiba__mais,
clique AQUI (https:/[Link]/).]
[PUBLICIDADE 2: Participe do V Congresso Brasileiro de Medicina
do Trabalho e Pericias Médicas
(https:/[Link]/). Clique AQUI
(https:/[Link]/) e saiba mais.]
RESOLUGAO CFM N. 2.183, DE 21/06/2018 (D.0.U.: 21/09/2018)
([Link]
83)
Art. 1° Aos médicos do trabalho e demais médicos que atendem o
trabalhador, independentemente do local em que atuem, cabe:
| - assistir ao trabalhador, elaborar seu prontuario médico e fazer
todos os encaminhamentos devidos;
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! sassition 11:23 Saide Ocupacional
Comentério: Texto inalterado a partir da revogada Resolugéo CFM n.
1.488/1998
([Link]
Esté amparado pelo art. 2 da Lei 12.842/2013 (Lei do Ato Médico)
(http:/[Link]/ccivil_03/_Ato2011-
2014/2013/Lei/[Link]) e artigos 86, 87 e 91 do Cédigo de Etica
Médica (CEM)
([Link]
etica%[Link]), além dos artigos 1 e 3 da Resolugao CFM n.
1.658/2002
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/2002/1658_2002.htm).
[Nota do autor: tanto este comentario quanto os demais comentarios
abaixo ndo tém a pretenséo de esgotar todos os possiveis amparos
normativos para o texto em analise.]
Il - fornecer atestados e pareceres para o trabalhador sempre que
necessario, considerando que o repouso, o acesso a terapias ou o
afastamento da exposigdo nociva faz parte do tratamento;
Comentario: A revogada Resolugdo CFM on. 1.488/1998
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm)
dizia: ‘fomecer atestados e pareceres para o afastamento do trabalho
sempre que necessario”. Jé a presente resolugéo coloca “fomecer
atestados e pareceres para o trabalhador sempre que necessério”.
Mudanga sutil e acertada na minha opiniao, j4 que atestados e pareceres
sao partes integrantes do ato médico e devem ser confeccionados sempre
que necesséario, e@ nado apenas quando houver necessidade de
afastamento ao trabalho, nos termos dos artigos 86 e 91 do CEM
([Link]
etica%[Link]) e nos artigos 1 e 3 da Resolugéo CFM n.
1.658/2002
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/2002/1658_2002.htm).
Ill - fornecer laudos, pareceres e relatérios de exame médico e dar
encaminhamento, sempre que necessario, dentro dos preceitos
éticos;
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 414ssri(2024 11:28, ‘aide Ocupacional
Comentario: A revogada Resolugéo CFM on. 1.488/1998
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm)
dizia: “fornecer laudos, pareceres e relatérios de exame médico e dar
encaminhamento, sempre que necessario, para beneficio do paciente e
dentro dos preceitos éticos, quanto aos dados de diagnéstico, prognéstico
e tempo previsto de tratamento.” A presente resolugdo coloca: “fornecer
laudos, pareceres e relatorios de exame médico e dar encaminhamento,
sempre que necessério, dentro dos preceitos éticos”. Pra mim, o texto
ficou mais sucinto e evita redundancia, pois ao evocar os “preceitos
éticos” ja se impde que tudo deve ser feito para o beneficio do paciente
(principio bioético da beneficéncia, um dos principios norteadores do
Cédigo de Etica Médica). O texto também 6 amparado pelos artigos 86 €
91 do CEM
([Link]
etica%[Link]) e pelos artigos 1 e 3 da Resolugdéo CFM n.
1.658/2002
(http:/[Link]/resolucoes/cfm/2002/1658_2002.htm).
IV — promover, com a ciéncia do trabalhador, a discussao clinica com
© especialista assistente do trabalhador sempre que julgar
necessario e propor mudangas no contexto do trabalho, quando
indicadas, com vistas ao melhor resultado do tratamento.
Comentédrio: Observando o direito ao sigilo profissional evocado no art.
73 do CEM
([Link]
etica%[Link]), o texto enfatiza (acertadamente, na minha opiniao)
a necessidade da discussao clinica entre o médico que assiste o
trabalhador e 0 médico especialista que acompanha o trabalhador. O texto
termina enaltecendo uma importante fungéo do médico que assiste o
trabalhador: propor mudangas no contexto do trabalho, quando indicadas,
em sintonia com o que ensina o Principio Fundamental n. 12 do Cédigo de
Etica Médica, e o item 7.4.8 da Norma Regulamentadora n. 7 (NR-7)
([Link] [Link]/legislacao/nr/[Link]).
§ 1° Quando requerido pelo paciente, deve o médico pér a sua
disposigao ou a de seu representante legal tudo o que se refira ao
seu atendimento, em especial cépia dos exames e do prontudrio
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 51452oiny2024 11:23 ‘Sais Ocupacional
médico,
Comentdrio: Trecho transcrito da revogada Resolugéo CFM n.
1.488/1998
(http:/[Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm),
com 0 acréscimo de “ou a seu representante legal”. Texto amparado pelo
art. 88 do CEM
([Link] br/images/stories/biblioteca/codigo%20de%20
etica%[Link]) e pelo art. 3 da Resolugao CFM n. 1.658/2002
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/2002/1658_2002.htm).
§ 2° Na elaboragao do atestado médico, deve o médico assistente
observar 0 contido na Resolugéo CFM n° 1.658/2002
(http:/}[Link]/resolucoes/cfm/2002/1658_2002.htm),
alterada pela Resolucdo CFM n° 1.851/2008.
Comentario:
Nenhuma novidade, j4 que as resolugdes citadas
normatizam a emissao de atestados médicos. O texto apenas as enfatiza.
§ 3° O médico do trabalho pode discordar dos termos de atestado
médico emitido por outro médico, desde que justifique a
discordancia, apés o devido exame clinico do trabalhador,
assumindo a responsabilidade pelas consequéncias do seu ato.
Comentario: O texto é a transcrigao literal da ementa do Parecer CFM n.
10/2012
([Link] 2/10),
que por sua vez, esté em alinho com o art. 6 da Lei 605/1949
(http:/;[Link]/ccivil_03/leis/[Link]), art. 60 da Lei
8.213/1991 ([Link]
e Sdmula n. 15 do TST
(http:/[Link] [Link]/jurisprudencia/Sumulas_com_indice/Sumulas
_Ind_1_50.htmI#SUM-15). Na minha opiniao, 0 texto é bem-vindo por dar
mais clareza e objetividade ao tema, elevando-o ao patamar de uma
resolugao (e no apenas de um parecer).
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 5145asinzoat 1123 Saide Ocupacional
§ 4° O médico do trabalho, ao ser solicitado pelo médico assistente
do trabalhador, devera produzir relatério com descrigdo dos riscos
ocupacionais e da organizagio do trabalho e entregélo ao
trabalhador ou ao seu responsdvel legal, em envelope lacrado
enderegado ao médico solicitante, de forma confidencial.
Comentario: Esse texto versa sobre os riscos ocupacionais e da
organizagao do trabalho (que também devem ser assinalados e descritos
em documentos ja alcangaveis aos trabalhadores e empregadores, tais
como: PPRA, PCMSO, ASO, Laudo Ergonémico, etc.), ou seja, so
informagées nao sigilosas (ndo protegidas pelo sigilo médico). Assim, 0
fato de 0 envelope ser lacrado e enderegado ao médico assistente apenas
protege dados relativos 4 empresa, 0 que nao 6 necessariamente errado,
j& que muitas empresas possuem até clausulas de confidencialidade entre
seus empregados (o que inclui os médicos do trabalho por ela
contratados) e pessoas alheias 4 empresa (como seria o caso do médico
assistente do trabalhador). Na mesma linha vem o item 13 do Cédigo de
Conduta do Médico do Trabalho (ANAMT)
(http:/[Link]/site/upload_arquivos/legislacao_-
_cogidos_19122013849447055475.pdf): “E dever do médico do trabalho
manter sigilo das informagées confidenciais da empresa, técnicas e
administrativas, de que tiver conhecimento no exercicio de suas fungdes,
exceto nos casos em que este sigilo cause dano a saude do trabalhador
ou da comunidade”.
O mais importante aqui 6 destacar que o artigo 12 do Cédigo de Etica
Médica estabelece que o médico (seja 0 médico do trabalho, o “médico
examinador” ou o médico assistente) 6 obrigado a comunicar o
trabalhador sobre as condigées de trabalho que ponham em risco sua
satide, devendo comunicar o fato aos empregadores responsaveis. Se o
fato persistir, 6 dever do médico comunicar o ocorrido as autoridades
competentes e ao Conselho Regional de Medicina. Na mesma linha, o
artigo 13 do CEM
([Link]
etica%[Link]) estabelece que o médico (seja 0 médico do
trabalho, o “médico examinador” ou o médico assistente) deve esclarecer
ao seu paciente sobre as determinantes sociais, ambientais ou
profissionais de sua doenga.
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 7145asinzoat 1123 Saide Ocupacional
§ 5° O médico assistente ou especialista, ao ser solicitado pelo
médico do trabalho, deverd produzir relatério ou parecer com
descrigéo dos achados clinicos, prognéstico, tratamento e exames
complementares realizados que possam estar relacionados as
queixas do trabalhador e entregar a ele ou ao seu responsavel legal,
em envelope lacrado enderegado ao médico solicitante, de forma
confidencial.
Comentario: Lido isoladamente, esse texto deixa a impressao de que,
quando 0 médico do trabalho solicitar dados confidenciais do trabalhador
ao médico assistente, este Ultimo estara obrigado a fazé-lo, independente
da autorizagao do trabalhador, sob pena de incorrer em infragao ética.
No meu entender, sendo um paragrafo do inciso IV, esse texto precisa ser
interpretado considerando a necessidade da “ciéncia do trabalhador”
(como diz o proprio inciso IV). Na mesma linha, o art. 73 do Cédigo de
Etica Médica (CEM)
([Link]
etica%[Link]) proibe o médico (incluindo o assistente) de “revelar
fato de que tenha conhecimento em virtude do exercicio de sua profissao,
salvo por motivo justo, dever legal ou consentimento, por escrito, do
paciente”.
Na mesma esteira vem o Cédigo Internacional de Etica para os
Profissionais de Satide no Trabalho (ICOH, 2014),
([Link]
[Link]) ao afirmar que “os médicos do trabalho
podem buscar informagéo médica adicional ou informagées registradas
em prontuérios do trabalhador, que estejam com seu médico particular ou
com o hospital onde costuma ser atendido, desde que haja o
consentimento informado do trabalhador, e desde que o Unico
propésito seja o de proteger a satide deste trabalhador.
Portanto 0 médico assistente sé deve abrir dados sigilosos do seu
paciente nessas condicées, ainda que diante de uma solicitagéo do
médico do trabalho que, como regra, nao entra no conceito de “motivo
justo” quando pede dados sigilosos do trabalhador para outro médico.
Fosse essa permissdo dada de forma genérica ao médico do trabalho, o
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! asasinzoat 1123 Saide Ocupacional
art. 73 do CEM deveria ser reescrito para proibir 0 médico (qualquer
médico) de “revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do
exercicio de sua profiss4o, salvo por motivo justo, dever legal, solicitagéo
do médico do trabalho, ou consentimento, por escrito, do paciente”.
Sabemos que nao é assim.
Se a solicitagao do médico do trabalho nao 6, o que seria um “motivo
justo” para o médico assistente revelar dados sigilosos do seu paciente?
Por “motivo justo ou justa causa” entendemos uma razao superior
relevante (onde o interesse coletivo supera o interesse do sigilo
individual), ou um estado de necessidade, por exemplo, informagaéo ao
parceiro de paciente com doenga contagiosa (nos termos do art. 154 do
Cédigo Penal ([Link] [Link]/ccivil_03/decreto-
lei/[Link])). Podemos considerar também “motivo justo”
para a quebra do sigilo médico quando a manuteng4o deste sigilo colocar
em risco a saude do proprio trabalhador ou da comunidade, conforme
evocado pelo art. 76 do cEM
([Link]
etica%[Link]).
Destaco que a regra da confidencialidade envolve médico e paciente, e
nao médico e médico. Fosse entre médico e médico, num grupo de
whatsapp formado apenas por médicos, por exemplo, nao haveria sigilo
médico a ser resguardado, o que nao 6 verdade. Pra ficar adequado ao
Codigo de Etica Médica, eu sugeriria um ligeiro ajuste no texto do § 5° da
Resolugao CFM n 2.183/2018
([Link]
83), no sentido de evitar qualquer interpretagdo equivocada. Ficaria assim:
“O médico assistente ou especialista, ao ser solicitado pelo médico do
trabalho e com consentimento, por escrito do paciente, deveré produzir
relatério ou parecer com descrigao dos achados clinicos, progndstico,
tratamento e exames complementares realizados que possam estar
relacionados as queixas do trabalhador e entregar a ele ou ao seu
responsavel legal, em envelope lacrado enderegado ao médico solicitante,
de forma confidencial.” Fica essa sugestao de redagao para analise futura
do CFM.
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! asasinzoat 1123 Saide Ocupacional
Art. 2° Para o estabelecimento do nexo causal entre os transtornos
de satide e as atividades do trabalhador, além da anamnese, do
exame clinico (fisico e mental), de relatérios e dos exames
complementares, é dever do médico considerar:
Comentario: Com relacaéo a revogada Resolugéo CFM n. 1.488/1998
(http:/[Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm),
adicionou-se: anamnese e relatérios. Ficou mais completo, melhor.
| - a histéria clinica e ocupacional atual e pregressa, decisiva em
qualquer diagnéstico e/ou investigagao de nexo causal;
Comentdrio: Transcrigao da revogada Resolugao CFM n. 1.488/1998
(http:/[Link]. br/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm),
com a ressalva de que devem ser analisadas as historias clinica e
ocupacional, atual e pregressa. Ficou mais detalhado.
Il— 0 estudo do local de trabalho;
Comentario: Nada mudou. Transcri¢ao literal da revogada Resolugéo
CFM n 1.488/1998
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm).
Ill - 0 estudo da organizacao do trabalho;
Comentério: Nada mudou. Transcrigao literal da revogada Resolugao
CFM n 1.488/1998
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm).
IV - os dados epidemiolégicos;
Comentario: Nada mudou. Transcrigao literal da revogada Resolugao
CFM n. 1.488/1998
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm).
V-a literatura cientifica;
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 1014sasinzoat 1123 Saide Ocupacional
Comentario: Em relagéo a revogada Resolugao CFM n. 1.488/1998
([Link]
0 texto substituiu “literatura atualizada” por ‘literatura cientifica”. Considero
uma boa troca, j4 que nem sempre a literatura atualizada é uma literatura
reconhecida na comunidade cientifica. Vale lembrar também que existem
excelentes e antigas literaturas cientificas que, para alguns, podem ser
consideradas como ‘literatura ndo atualizada”.
VI - a ocorréncia de quadro clinico ou subclinico em trabalhadores
expostos a riscos semelhantes;
Comentario: A revogada Resolugéo CFM n._ 1.488/1998
(http:/[Link]/resolucoes/ctm/1998/1488_1998.htm)
dizia: “a ocorréncia de quadro clinico ou subclinico em trabalhador
exposto a condigées agressivas”. Acredito ter sido uma adequagao
acertada pois a investigagao do nexo de (con)causalidade entre uma
doenc¢a e um determinado trabalho deve considerar, conforme literatura
cientifica predominante, os eventuais impactos dos riscos ocupacionais
sobre a mesma populagéo de trabalhadores da qual faz/fazia parte o
interessado, ou seja, em trabalhadores expostos a riscos semelhantes.
Ficou mais claro agora. O termo “condigdes agressivas” era inespecifico e
genérico.
Vil - a identificagao de riscos fisicos, quimicos, biolégicos,
mecAnicos, estressantes e outros;
Comentério: Nada mudou. Transcrigao literal da revogada Resolugéo
CFM n. 1.488/1998
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm).
Apenas como sugestéo futura ao CFM, acredito que o termo
“estressantes” possa ser substituido por “ergonémicos”, um nome mais
técnico e que inclui a chamada “ergonomia cognitiva” (que envolve os
processos mentais)
VIll — 0 depoimento e a experiéncia dos trabalhadores;
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! nasasinzoat 1123 Saide Ocupacional
Comentario: Nada mudou. Transcrigéo literal da revogada Resolugéo
CFM n. 1.488/1998
([Link]
IX - os conhecimentos e as praticas de outras disciplinas e de seus
profissionais, sejam ou nao da area da saude.
Comentario: Nada mudou. Transcrigao literal da revogada Resolugao
CFM n 1.488/1998
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm).
Paragrafo unico. Ao médico assistente é vedado determinar nexo
causal entre doenga e trabalho sem observar o contido neste artigo e
seus incisos.
Comentario: O caput do art. 2 desta Resolugéo CFM n. 2.183/2018
([Link]
83) jé estabelece que 0 médico (qualquer um, inclusive o assistente) deve
observar todos os nove incisos acima para determinar nexo causal entre
doenga e trabalho. Acredito que esse paragrafo unico tenha sido
propositalmente redundante para chamar a ateng&o dos médicos
assistentes quanto ao tema. Estratégia acertada e oportuna, na minha
opiniao.
Art. 3° Os médicos do trabalho e os demais médicos que atendem os
trabalhadores de empresas e instituigdes, que admitem
trabalhadores independentemente de sua especialidade, devem:
Comentério: A Resolugéo n. 1.488/1998 dizia: “Aos médicos que
trabalham em empresas, independentemente de sua especialidade, 6
atribuigao". Gostei da incluséo da palavra ‘instituigdes”, pois alarga o
escopo do artigo para médicos que atuam em instituig6es publicas e do
terceiro setor. Mas acredito que houve um erro de colocagao da virgula
nesse texto. Ficaria correto se a virgula estivesse apés o termo “admitem
trabalhadores”, e nao apés a palavra ‘instituigdes”. Do jeito que esta, 0
texto direciona-se apenas “aos médicos que admitem trabalhadores’, o
que nao 6 coerente sob nenhum aspecto.
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 1214ssition 11:23 Saide Ocupaional
|- atuar visando essencialmente a promocao da sauide e a prevengao
da doenga, conhecendo, para tanto, os processos produtivos e o
ambiente de trabalho da empresa.
Comentdrio: Nada mudou. Transcrigao literal da revogada Resolugao
cFM n. 1.488/1998
(http:/[Link]. br/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm).
Il - promover o esclarecimento e prestar as orientagées necessarias
sobre a condigao dos trabalhadores com deficiéncia, idosos e/ou
com doengas crénico-degenerativas e gestantes; a inclusdo desses
no trabalho, participando do processo de adaptagao do trabalho ao
trabalhador, quando necessério.
Comentédrio: Esse texto 6 uma novidade em relagéo a revogada
Resolugao 1.488/1998
(http:/[Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm).
Novidade bem-vinda, ja que esta em sintonia com os ensinamentos do
Principio Fundamental n. 12 e art. 12 do Cédigo de Etica Médica
([Link]
etica%[Link]), do item 7.4.8 da NR-7
(http:/[Link]/nr/[Link]), ¢@ do
Cédigo Internacional de Etica para os Profissionais de Satide no
Trabalho (ICOH, 2014)
(http:/[Link]/site/upload_arquivos/arquivos_diversos_31
320161437387055475. pdf).
Il - dar conhecimento formalmente aos empregadores, aos
trabalhadores e as comissées internas de prevengao de acidentes
sobre os riscos existentes no ambiente de trabalho, informagées da
vigilancia epidemiolégica e outros informes técnicos, desde que
resguardado o sigilo profissional.
Comentario: A revogada Resolugao n 1.488/1998
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm)
dizia: “dar conhecimento aos empregadores, trabalhadores, comissdes de
satide, CIPAS e representantes sindicais, através de cdpias de
encaminhamentos, solicitag6es e outros documentos, dos riscos
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 1314ssri(2024 11:28, ‘aide Ocupacional
existentes no ambiente de trabalho, bem como dos outros informes
técnicos de que dispuser, desde que resguardado o sigilo profissional”. A
mudanga principal foi relativa aos atores a quem o médico deve dar
conhecimento sobre os riscos existentes no ambiente de trabalho, que
agora s4o somente: empregadores, trabalhadores e CIPAs. Com o
advento da terceirizacao, reforma trabalhista e atual dinamica do mercado
do trabalho, penso que foi uma modificagdo acertada. Os atores mais
interessados estao contemplados: empregadores e trabalhadores. A partir
deles, essas informagdes podem ser repassadas para representantes
sindicais, membros de comissées de satide diversas, etc.
IV — Notificar, formalmente, o empregador quando da ocorréncia ou
de sua suspeita de acidente ou doenga do trabalho para que a
empresa proceda a emissdo de Comunicagéo de Acidente do
Trabalho (CAT), devendo deixar registrado no prontudrio do
trabalhador.
Comentario: A revogada Resolugao n. 1.488/1998
(http:/[Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm)
dizia: “Promover a emissao de Comunicagao de Acidente do Trabalho, ou
outro documento que comprove o evento infortunistico, sempre que
houver acidente ou moléstia causada pelo trabalho.” A duvida é: os
médicos do trabalho e os demais médicos que atendem os trabalhadores
devem emitir (eles mesmos) a CAT ou apenas comunicar aos
empregadores sobre 0 acidente ou doenga de trabalho, para que estes
emitam a CAT, como estabelece a nova norma? O item 7.4.8 da NR-7
(http:/[Link]/legislacao/nr/[Link]) _estabelece
que o médico coordenador do PCMSO ou seu encarregado deve solicitar
& empresa a emisséo da CAT. Portanto, a nova Resolugéo CFM n.
2.183/2018 nao erra quando estabelece que o médico deve notificar
formalmente o empregador para que este emita a CAT. O ato ainda deve
ser resguardado pelo registro no prontuario, como bem registra a nova
norma do conselho.
Mas vislumbro uma discuss4o futura: a Resolugdo CFM n. 2.183/2018
([Link]
83) permite que o médico promova (ele mesmo) a emisséo da CAT ou
proibe que 0 médico promova a emisséo da CAT? Na minha opiniao, a
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! alassition 11:23 Saide Ocupacional
norma apenas permite que 0 médico nao promova (ele mesmo) a emisséo
da CAT, jé que este profissional continua tendo a prerrogativa de
promover a emissao do documento, conforme Instrugao Normativa INSS
n. 77/2015 __—_([Link] [Link]/paginas/38/INSS-
PRES/2015/[Link]), arts. 330 € 331.
Observem também que o texto faz referéncia a situagdes de “ocorréncia
ou de sua suspeita de acidente ou doenga do trabalho”. Ficou impreciso.
Por isso, cabe salientar que nao se notifica suspeita de acidentes de
trabalho tipicos (ou tipo). Ao contrario, estes s6 s40 comunicados quando
consumados. As doengas ocupacionais ou relacionadas ao trabalho (que
abrangem as doengas profissionais e as doengas do trabalho, nos termos
do art. 20 da Lei 8.213/1991
(http:/[Link]/ccivil_03/Leis/[Link])), estas sim
devem ser notificadas quando confirmadas ou objetos de suspeita, nos
termos do art. 169 da CLT
([Link] [Link]/ccivil_03/decreto-lei/[Link]).
V - Notificar formalmente os agravos de notificagéo compulséria ao
é6rgao competente do Ministério da Saide quando suspeitar ou
comprovar a existéncia de agravos relacionados ao trabalho, bem
como notificar formalmente ao empregador a adogao dos
Pprocedimentos cabiveis, independentemente da necessidade de
afastar o empregado do trabalho, devendo registrar tudo em
prontuario.
Comentédrio: O texto praticamente reproduz o que ja apregoava a
revogada Resolugao n. 1488/1998
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm),
com alguns ajustes na redagaéo. Quanto a ‘notificagéo compulsdria ao
6rgao competente do Ministério da Saude”, o texto esta em sintonia com a
revogada Portaria MS n. 204/2016, que foi reescrita pela Portaria de
Consolidagao MS n 04/2017
([Link]
[Link]). Quanto a proposicao de melhorias no ambiente de trabalho, o
texto encontra respaldo no Principio Fundamental n. 12 do Cédigo de
Etica Médica
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 1514sasinzoat 1123 Saide Ocupacional
([Link]
etica%20medicapdf) ¢ no item 7.4.8 da NRT
([Link]
Art. 4° Compete ao médico do trabalho avaliar as condigées de satide
do trabalhador para determinadas fungées e/ou ambientes, propondo
sua alocagdo para trabalhos compativeis com seu atual estado de
satde, orientando-o e, ao empregador ou chefia imediata, se
necessario, em relagado ao processo de adaptagao do trabalho.
Comentario: A revogada Resolugao n. 1.488/1998
(http:/[Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm)
afirmava que competia aos médicos que trabalhavam em empresas,
independentemente de sua especialidade, “avaliar as condigdes de sauide
do trabalhador para determinadas fungdes e/ou ambientes, indicando sua
alocagao para trabalhos compativeis com suas condigées de satide,
orientando-o, se necessdrio, no processo de adaptagao”. Além de trazer
mais clareza do que a redagao da resolugao anterior, o texto enfatizou que
essa competéncia 6 atribuida aos médicos do trabalho, algo que me
parece mais apropriado (sobretudo quando aborda a orientagéo do
“empregador ou chefia imediata”, ou seja, algo proprio do médico do
trabalho). O novo texto se alinha melhor com os termos do item 7.4.8 da
NR-7 ([Link]
Art. 5° Os médicos do trabalho, como tais reconhecidos por lei,
especialmente investido na fungao de Coordenador do Programa de
Controle Médico de Satide Ocupacional (PCMSO), estaré obrigado a
fazer-se presente, com a regularidade que for necesséria, nas
empresas e em suas filiais para coordenar o referido programa,
estando devidamente inscrito nos conselhos regionais de medicina
dos estados em que estiver atuando.
Comentédrio: Podemos dividir 0 texto deste art. 5 em duas partes.
Primeira: “os médicos do trabalho, como tais reconhecidos por Iei,
especialmente investido na fungao de Coordenador do Programa de
Controle Médico de Satide Ocupacional (PCMSO), estaré obrigado a
fazer-se presente, com a regularidade que for necessaria, nas empresas e
em suas filiais para coordenar o referido programa”. Particularmente,
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 1614ssri(2024 11:28, ‘aide Ocupacional
estou de acordo. Além de ser transcrito do Parecer CFM n. 44/2015
([Link]
este trecho também 6 amparado pelo Despacho MTb/SSST n. 01/1996
([Link]
ao estabelecer que “o PCMSO [sendo um programa dinamico] pode ser
alterado a qualquer momento, em seu todo ou em parte, sempre que o
médico detectar mudangas nos riscos ocupacionais decorrentes de
alterag6es nos processos de trabalho”. E sé ha como realizar uma fiel
detecgao dessas mudangas se o médico do trabalho (coordenador do
PCMSO) se fizer presente, com a regularidade que for necessaria, nos
ambientes laborais onde coordena os respectivos PCMSOs. Apenas como
nota, sublinho que, em sintonia com o item 7.3.1 da NR-7
(http:/[Link]/legislacao/nr/[Link]) e conforme
descrigéo literal do Despacho MTb/SSST nn. 01/1996
(http:/[Link]/norma/despacho-1996_65134.html)
e do Parecer CFM n 23/2014
([Link]
‘inexistindo na localidade o profissional especializado (médico do
trabalho), ou indisponibilidade do mesmo, a empresa poder contratar
médico de outra especialidade para coordenar o PCMSO”.
A segunda parte do art. 5 da Resolugéo 2,183/2018
([Link]
83) merece uma avaliagdo particular. Hé necessidade legal e ética do
médico do trabalho realizar inscrigdes nos CRMs dos estados em que
estiver atuando como coordenador de PCMSOs? No caso de um médico
do trabalho cuja empresa tenha uma filial por estado, devera ele estar
inscrito em todos os CRMs do pais? Com todo respeito aos que
discordam, penso que nao. E justifico abaixo.
Diz ° art. 18, § 2°, da Lei 3.268/1957
([Link] [Link]/ccivil_03/LEIS/[Link]): “Se o médico
inscrito no Conselho Regional de um Estado passar a exercer, de modo
permanente, atividade em outra regiao, assim se entendendo o exercicio
da profissdo por mais de 90 (noventa) dias, na nova jurisdigao, ficaré
obrigado a requerer inscrigéo secundaria no quadro respectivo, ou para
ele se transferir, sujeito, em ambos os casos, a jurisdi¢éo do Conselho
local pelos atos praticados em qualquer jurisdigao.” Enfatizando a
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! amassri(2024 11:28, ‘aide Ocupacional
necessidade de habitualidade/permanéncia do exercicio médico como
condigéo para necessidade da inscrigéo secundéria, o art. 3 da
Resolugéo CFM n. 1.948/2010
([Link] [Link]/resolucoes/CFM/2010/1948_2010.pdf)
estabelece que “o médico que exerga a medicina de forma habitual em
mais de um estado da Federagao devera requerer inscrigéo secundaria,
ainda que o somatério anual descontinuo nao ultrapasse o periodo de 90
(noventa) dias”. Pra mim, “de modo permanente” ou “de forma habitual”
sao termos que nao se equivalem a “com a regularidade que for
necesséria”, como estabelece o art. 5 da Resolugao 2.183/2018
([Link]
83)
Interessante! O art. 5 da Resolugéo CFM n. 2.183/2018 afirma que o
médico coordenador do PCMSO estara obrigado a fazer-se presente, com
a regularidade que for necesséria, nas empresas e em suas filiais para
coordenar o referido programa. Ou seja, 0 proprio texto reconhece ser
possivel que nao se faga necesséria a presenga do médico coordenador
do PCMSO. E diante do estagio tecnolégico que estamos (que possibilita
reuniées e avaliagées virtuais com grande facilidade), dependendo do
ramo de atividade da empresa em questao, isso ja 6 bem possivel e
comum. E cada vez mais sera.
Retomando o raciocinio, no meu compreender, um médico pode estar
presente em uma empresa com a regularidade que for necesséria, sem
que isso se configure um exercicio de modo permanente ou habitual, ou
seja, sem que tenha necessariamente que ter inscrigéo secundaria
naquele local.
Ja o art, 2 da Resolugao CFM n 1.948/2010
([Link] [Link]/resolucoes/CFM/2010/1948_2010.pdf)
afirma que “aos médicos peritos, auditores, integrantes de equipes de
transplante, equipes desportivas, ou aqueles que se deslocam
temporariamente acompanhando eventos artisticos e sociais, e
integrantes de equipes médicas de ajuda humanitéria em cardter
beneficente, pertencentes a entes publicos, empresas de 4mbito nacional
ou ainda aqueles contratados como assistentes técnicos em pericias
civeis e criminais, de modo temporario e excepcional, podera ser
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 1614sasinzoat 1123 Saide Ocupacional
concedido 0 visto provisério de forma fracionada, respeitado o periodo
total de 90 (noventa) dias em um mesmo ano". Assim, quando for o caso,
me parece que este visto provisério de forma fracionada 6 o mais
adequado para médicos do trabalho (que coordenem PCMSOs) quando
em atendimentos aos trabalhadores nas empresas situadas em outras
unidades da federacao.
Vale aqui uma andalise mais aprofundada. Percebam que os médicos
elencados no art. 2 da Resolugdo CFM on. 1,948/2010
([Link] [Link]/resolucoes/CFM/2010/1948_2010.pdf)
(vide acima) estao prioritariamente envolvidos com atendimentos diretos 4
pacientes ou periciandos. Vale refletir entao: a realizagao da visita técnica
pelo médico coordenador do PCMSO em outro estado (sem atendimento
direto aos trabalhadores) 6 motivo suficiente para requerer o visto
provisorio de forma fracionada? Também com respeito aos discordantes,
penso que néo. O PCMSO e suas regras foram estabelecidos pelo
Ministério do Trabalho através da NR-7
(http:/[Link]/legislacao/nr/[Link]). E com base
no ja aludido Despacho MTb/SSST n 01/1996
(http:/[Link]/norma/despacho-1996_65134.html)
“o médico do trabalho coordenador pode elaborar e ser responsavel pelo
PCMSO de varias empresas, filiais, unidades, frentes de trabalho,
inclusive em varias Unidades da Federacao. Por outro lado, o profissional
encarregado pelo médico coordenador de realizar os exames médicos,
como pratica ato médico (exame médico) e assina o ASO, deve estar
registrado no CRM da Unidade da Federagéo em que atua”. Esse
entendimento me parece estar mais alinhado com o regramento do art. 2
da Resolugéo CFM n. 1.948/2010, ja que estabelece a obrigacéo de
inscrigéo no CRM local apenas sobre quem, de fato, atende aos
trabalhadores.
Fazendo uma grossa analogia, fosse qualquer atuagao do médico fora do
seu estado de origem uma necessidade genérica e imperativa de
inscrig¢éo no CRM de destino, todos os palestrantes de um congresso em
estado brasileiro diferente do estado de origem do médico palestrante
deveriam ter numero de CRM no estado anfitriao do respectivo congresso.
Isso n&o seria razodvel. Dai a Resolugéo CFM n. 1.948/2010
([Link] [Link]/resolucoes/CFM/2010/1948_2010.pdf)
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 1914sasinzoat 1123 Saide Ocupacional
estabelecer a necessidade de inscrig¢éo secundaria para aqueles
profissionais que estejam prioritariamente envolvidos com atendimentos
diretos 4 pacientes, trabalhadores ou periciandos.
Vale ressaltar aqui que, embora eu ndo concorde com seus termos,
enquanto do art. 5 da Resolugéo CFM n. 2.183/2018
([Link]
83) estiver em vigor e com essa redagéo e/ou nao for questionado
(judicialmente), é possivel a interpretagao de que médicos do trabalho que
coordenem PCMSOs em diversos estados, mesmo sem presenga regular
em nenhum desses locais, devam ser cobrados quanto a uma inscrigao
secundaria em cada um desses estados. Tomara que isso nao ocorra.
§ 1° Os médicos que executam os exames ocupacionais devem
observar o contido nos programas instituidos para protecao integral
& satide do trabalhador, devendo ter conhecimento sobre as
condigées e riscos do trabalho.
Comentario: Texto amparado pela NR-7
(http:/[Link]/legislacao/nr/[Link]), em especial
pelo item 7.3.2 da norma.
§ 2° Ao médico do trabalho da empresa contratante é facultado exi:
exames especificos da atividade a ser realizada pelo trabalhador por
exposigao a risco nao contemplado no PCMSO de origem.
Comentai Diz ° item [Link] da NR-7
([Link] [Link]/legislacao/nr/[Link]): “Outros
exames complementares usados normalmente em patologia clinica para
avaliar 0 funcionamento de érgaos e sistemas organicos podem ser
realizados, a critério do médico coordenador ou encarregado, ou por
notificagéo do médico agente da inspegaéo do trabalho, ou ainda
decorrente de negociagdo coletiva de trabalho”. Observem que a NR-7
inclui a figura do que chamamos costumeiramente de “médico
examinador” (que néo necessariamente é um médico do trabalho).
Portanto, acredito que o texto ficaria mais adequado da seguinte forma:
“Aos médicos que realizam os exames ocupacionais da empresa
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 2014sasinzoat 1123 Saide Ocupacional
contratante é facultado exigir exames especificos da atividade a ser
realizada pelo trabalhador por exposigao a risco néo contemplado no
PCMSO de origem.”
Art. 6° E vedado ao médico que presta assisténcia ao trabalhador:
1- Assinar Atestado de Satie Ocupacional (ASO) em branco.
Comentario: Texto amparado pelo art. 302 do Cédigo Penal
(http:/;[Link]/ccivil_03/decreto-
lei/[Link]) e art. 80 do Cédigo de Etica Médica
([Link]
etica%[Link])
ll - Emitir ASO sem que tenha realizado o exame médico do
trabalhador.
Comentario: Texto amparado pelo art. 302 do Cédigo Penal
([Link] [Link]/ccivil_03/decreto-
lei/[Link]) e art. 80 do Cédigo de Etica Médica
(https:/[Link]/images/stories/biblioteca/codigo%20de%20
etica%[Link]).
[SOBRE ESSE ARTIGO, LEIA TAMBEM: Audiometria 6 meses apés 0
admissional exige outro exame médico para liberar o ASO?
([Link]
apos-o-admissional-exige-outro-exame-medico-para-liberar-o-
[Link])]
Ill — Emitir ASO sem que esteja familiarizado com os principios da
patologia ocupacional e suas causas, bem como com o ambiente, as.
condigées de trabalho e os riscos a que esté ou sera exposto cada
trabalhador.
Comentério: Texto amparado pelo item 7.3.2 da NR-7
([Link] [Link]/legislacao/nr/[Link]). O texto
torna infragao ética, seja pela médico do trabalho, seja pelo “médico
examinador’, emitir ASO sem conhecer minimamente as condigdes de
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 21iasasinzoat 1123 Saide Ocupacional
trabalho e os riscos a que esta ou sera exposto cada trabalhador. Os
emissores dos famosos “ASOs avulsos", por exemplo, poderso ser
questionados (e condenados) eticamente a partir desse texto.
O texto também torna infragéo ética a atuagao de “médico examinador”
sem familiaridade com os principios da patologia ocupacional e suas
causas. Apesar do esforgo do CFM com o novo texto, neste particular,
considero que havera dificuldade de qualificar essa atuagao antiética pela
dificuldade de estabelecer limites para o que seja estar (ou nao)
“familiarizado com os principios da patologia ocupacional e suas causas”.
De forma genérica, o Despacho MTb/SSST nn. 01/1996
(http:/[Link]/norma/despacho-1996_65134.html)
j4 dizia que ‘o profissional médico familiarizado, que poderé ser
encarregado pelo médico coordenador [do PCMSO] de realizar os exames
médicos ocupacionais, deveré ser um profissional da confianga deste que,
orientado pelo PCMSO, podera realizar os exames satisfatoriamente.
Quando um médico coordenador encarregar outro médico de realizar os
exames, recomenda-se que esta delegagao seja feita por escrito, e este
documento fique arquivado no estabelecimento”.
Aqui, vale destacar a auséncia de um artigo da revogada Resolugao CFM
n 1.488/1998
(http:/[Link]/resolucoes/cfm/1998/1488_1998.htm).
Reproduzo-o: “Art. 5°. Os médicos do trabalho (como tais reconhecidos
por ei), especialmente aqueles que atuem em empresa como
contratados, assessores ou consultores em satide do trabalhador, serao
responsabilizados por atos que concorram para agravos 4 sauide dessa
clientela conjuntamente com os outros médicos que atuem na empresa e
que estejam sob sua superviséo nos procedimentos que envolvam a
sade do trabalhador, especialmente com relagéo 4 ago coletiva de
promogao e protegao a sua satide.” Esse texto nao foi mantido pela
Resolugao CFM n. 2.183/2018
([Link]
83). No meu entender, ele poderia ser mantido apenas como énfase, ja
que sua auséncia nao retira as responsabilidades conjuntas do médico
coordenador do PCMSO e do “médico examinador’, nos termos do art.
932 do Cédigo Civil
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 2a1assition 11:23 Saide Ocupaional
(http:/[Link]/ccivil_03/leis/2002/[Link]) e do item
7.3.2 da NR-7
([Link]
IV - Deixar de registrar no prontuario médico do trabalhador todas as
informagées referentes aos atos médicos praticados.
Comentario: Texto amparado pelo item 7.4.5 da NR-7
([Link] e art. 87 do
Cédigo de Etica Médica
([Link]
etica%[Link])
\V- Informar resultados dos exames no ASO.
Comentario: Texto amparado pelo item [Link] da NR-7
([Link] e arts. 73 @
76 do Cédigo de Etica Médica
([Link]
etica%[Link]).
Art. 7° Conforme as Resolugées do CFM n° 2,007/2013 e n°
2.147/2016, o ambulatério de assisténcia a satide do trabalhador
devera ter médico do trabalho com Registro de Qualificagéo da
Especialidade (RQE) como diretor técnico responsavel pelo
estabelecimento de satide perante os conselhos re:
medicina, autoridades sanitarias, ministério ptblico, judiciario e
demais autoridades.
nais de
Comentario: A Resolugaéo CFM n 2007/2013
([Link]
07) foi considerada ilegal pelo Ministério Publico Federal e pela Justica
Federal (em 6rgdo colegiado de segunda instancia — TRF3, por
unanimidade, em 18 de abril de 2018 — para saber mais, leia AQUI
([Link]
considera-ilegal-exigencia-de-titulo-de-especialista-para-direcao-
[Link])). Mesmo assim, 0 CFM mantém e reforca
reiteradamente os termos da Resolugao n. 2007/2013. Na minha opiniado e
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 23148asinzoat 1123 Saide Ocupacional
com todo respeito, independente de questées partidérias, definitivamente
ndo 6 elegante que uma figura publica ou um érgao de direito publico
(como 6 0 CFM) mantenha condutas que desprezem por completo
decisées judiciais de segunda instancia jé prolatadas. Conforme
amplamente divulgado, no Direito Penal, por exemplo, a condenagéo em
segunda instancia tem gerado prisées, tamanha 6 a sua envergadura no
mundo juridico.
Como médico, advogado e prevendo os tristes e evitaveis
desdobramentos disso tudo, eu lamento. Mas que cada um faga
livremente sua analise.
[Leia também: A “nova NR-4” esta chegando. E agora? O que os
médicos podem esperar dela?
(https:/[Link]/2018/07/a-nova-nr-4-esta-
[Link])]
Art. 8° Os atestados, relatérios e demais documentos apresentados
emitidos por médicos e odontdlogos, regularmente inscritos nos
seus respectivos conselhos, podem ser considerados pelo médico
do trabalho, perito ou junta médica para subsidiar a decisdo sobre
capacidade laborativa, sendo indispensavel proceder a avaliagdo
clinica.
Comentario: Texto amparado pelo art. 6 da Lei 605/1949
(http:/[Link]/ccivil_03/leis/[Link]), pelo art. 6 da Lei
5.081/1966 ([Link] pelo
art. 6 da Resolugao CFM n 1.658/2002
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/2002/1658_2002.htm).
Legalmente e eticamente, outros documentos que nao sejam os
atestados, relatorios e demais emitidos por médicos e odontdlogos podem
até ser desconsiderados pelo médico do trabalho. O que é indispensdvel,
no entanto, € a avaliagéo clinica, independente da forma como o
trabalhador tenha chegado até o médico do trabalho, acesso que, ao meu
ver, ndo deve ser impedido por questées burocraticas ou documentais,
sob pena de ofensa ao chamado “principio da dignidade da pessoa
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 2aiasasinzoat 1123 Saide Ocupacional
humana”, evocado no art. 1 da Constituigéo Federal
([Link]
e que comumente fundamenta as petigées iniciais dos litigios trabalhistas.
Art. 9° Na contestagado de nexo estabelecido pela pericia médica
previdenciaria, se o médico do trabalho detém elementos de
convicgao de que nao ha relagdo entre o trabalho e o diagnéstico da
doenga, devera fazé-lo com critérios técnicos e cientificos.
Comentario: Texto cuja mensagem é inquestionavel e que se apoia em
parte da ementa. do Parecer + CFM on. 03/2017
([Link]
A parte polémica deste parecer foi deixada para os paragrafos seguintes.
§ 1° Em sua pega de contestagéo de nexo ao perito médico da
Previdéncia, o médico do trabalho podera enviar documentagao
probatéria demonstrando que os agravos ndo possuem nexo com o
trabalho exercido pelo trabalhador, tais como:
1 - Programa de Prevengao de Riscos Ambientais - PPRA;
Il— Programa de Controle Médico de Satide Ocupacional —- PCMSO;
Ill — Perfil Profissiografico Previdenciario - PPP;
IV — Comunicagao de Acidente de Trabalho — CAT
IV - Laudo Técnico de Condi¢des Ambientais de Trabalho — LTCAT;
V— Programa de Gerenciamento de Riscos — PGR;
VI - Programa de Condicées e Meio Ambiente de Trabalho na
Industria da Construgdo -PCMAT;
VII — analise ergonémica do posto de trabalho, ficha de produtos
quimicos e outros documentos relacionados as condigdes de
trabalho e pertinentes a contestagdo poderdo ser utilizados, quando
necessarios; e
VIll - relatérios e documentos médico-ocupacionais, inclusive dados
do prontudrio que podera ser usado nos casos em que a contestagdo
depender daquelas informagées e envia-las em carater confidencial
ao perito previdenciario.
Comentario: Texto incontroverso até o inciso Vil. Todos os documentos
citados até 0 inciso VII néo sao objetos de sigilo médico e se relacionam
com 0 meio ambiente laboral, ou seja, so aptos como documentagao que
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 251482oiny2024 11:23 ‘Sais Ocupacional
visa demonstrar, quando necessério, que determinados agravos nao
possuem nexo com o trabalho exercido pelo trabalhador.
No inciso Vill vem a parte polémica, j4 apregoada pelo Parecer CFM n.
03/2017
([Link] €
que agora ganha a forga (com redagéo melhorada) com a presente
Resolugéo CFM n. 2.183/2018. Dados do prontuério médico podem ser
usados para fins de contestagao do NTEP? Para muitos, sim. Para
muitos, néo. Respeito todos os pontos de vista, mas estou entre os que
pensam que sim (e para os que estiverem interessados em minhas
Jjustificativas, leiam AQUI
([Link]
que-permite-uso-de-dados-do-prontuario-para-contestar-o-
[Link])).
§ 2° A hierarquizagao de informagées para que, no caso de
contestagao de nexo de causa realizado pelo médico que atende
trabalhadores, seja priorizado o uso de informagdes nao
confidenciais, que comprovem as medidas de protecao e promogao a
satide dos trabalhadores.
Comentario: Na minha opinido, o texto 6 acertado, além de que talvez
possa acalmar os animos das discussées suscitadas pelo Parecer CFM
n. 03/2017
([Link]
§ 3° Por ocasiao do encaminhamento do trabalhador a pericia
previdenciaria inicial, deve o médico do trabalho entregar relatério
médico ao trabalhador com a descrigao das condigdes em que se
deu 0 acidente ou agravo.
Comentario: O texto complementa o paragrafo unico do art. 3 da
Resolucéo CFM n. 1.658/2002
([Link] [Link]/resolucoes/cfm/2002/1658_2002.htm),
que descreve todos os itens necessarios para o atestado de
encaminhamento dos trabalhadores a pericia médica.
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 26148sri(2024 11:28, ‘aide Ocupacional
Mas ha algo interessante a se observar aqui: 0 “acidente ou agravo’
descritos neste § 3° so relacionados ao trabalho ou nao? A resposta
mais légica do ponto de vista hermenéutico 6 de que ndo sejam
relacionados ao trabalho, j4 que estamos dentro do artigo 9 da Resolugao
n 2.183/2018
([Link]
83), cujo caput e seus demais artigos tratam justamente da contestagao
de nexo estabelecido pela pericia médica previdencidria. Sendo assim, a
evocada “descrigaéo das condigé6es em que se deu o acidente ou agravo”
devem se referir exclusivamente as condigdes de natureza nao
ocupacional. Fosse o contrario, bastava as informagées sobre o acidente
ou agravo descritas na CAT que confirmam (e nao contestam) o
respectivo nexo com o trabalho.
Art. 10. Em agées judiciais, a cépia do prontuadrio médico, de exames
complementares ou outros documentos poderdo ser liberados por
autorizagao do paciente ou dever legal.
Comentédrio: Ao mesmo tempo que ratifica do art. 73 do CEM, o texto
flexibiliza 0 ensinamento trazido pelo art. 89 do Cédigo de Etica Médica
([Link]
etica%[Link]) que dispée especificamente que: “E vedado ao
médico liberar cépias do prontudrio sob sua guarda, salvo quando
autorizado, por escrito, pelo paciente, para atender ordem judicial ou para
a@ sua propria defesa.”. Percebam: ~enquanto o CEM
([Link]
etica%[Link]) estabelece como obrigatéria a autorizagéo do
paciente para liberacéo da cépia do prontudrio, mesmo que seja para o
atendimento de ordem judicial (dever legal), a Resolugdo 2.183/2018
([Link]
83) estabelece, ou a autorizagao do paciente, ou motivo de dever legal
para entrega da cépia do prontuario.
Na minha opiniéo, acertou o CFM ao fazer essa flexibilizagao, j4 que os
préprios CRMs jé orientam a todos os médicos e estabelecimentos de
salide que encaminhem os prontudrios médicos (ou documentos
equivalentes), quando assim determinados pelo juiz competente,
independente da autorizagao do paciente, nos termos da deciséo — que
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 27iasasinzoat 1123 Saide Ocupacional
ainda 6 passiva de recurso — do processo judicial n. 5009152-
15.2013.4.04.7200/TRF4 (deciso valida em todo territério nacional) e do
Oficio Circular CFM n. 16 de 31 de janeiro 2018
(https:/[Link]/2018/02/magistrados-podem-ter-
[Link]).
Na mesma linha 0 art. 89 do novo Cédigo de Etica Médica (Resolugao
CFM n 2.217/2018)
([Link]
17), que entraré em vigor em maio de 2019, estabelece que “é vedado ao
médico liberar copias do prontudrio sob sua guarda exceto para atender a
ordem judicial ou para sua propria defesa, assim como quando
autorizado por escrito pelo paciente.”
Observamos que o atendimento de ordem judicial passaré a ser, por si s6,
condigao suficiente para liberago das cépias do prontuério para a Justia,
no havendo mais a necessidade de autorizagao do paciente.
[LEIA TAMBEM: Para Justica prontudrio pode ser entregue sem
autorizagao do paciente
([Link]
[Link])]
Art. 11. © médico de empresa, 0 médico responsavel por qualquer
programa de controle de satide ocupacional de empresa e o médico
participante do Servigo Especializado em Engenharia de Seguranga e
Medicina do Trabalho podem atuar como assistente técnico nos
casos envolvendo a empresa contratante e/ou seus assistidos desde
que observem os preceitos éticos.
Comentario: Texto amparado pelo art. 466 do Cédigo de Processo Civil
(CPC) ([Link]
2018/2015/Lei/[Link]) de 2015, e pela Resolugéo CFM n.
2.015/2013
([Link]
15). Embora prevista em lei, na minha opiniéo, para nao macular sua
independéncia e confianga entre os trabalhadores, o ideal 6 que o médico
do trabalho nao atue como assistente técnico nos casos envolvendo a
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 2814sasinzoat 1123 Saide Ocupacional
empresa contratante fou seus assistidos. Na mesma linha, 0 CFM
colocava essa atuag&o como proibida até maio de 2013. No entanto,
devido aos varios processos judiciais que obrigaram o CFM a obedecer ao
CPC, o entendimento do conselho foi modificado pela Resolugao CFM n.
2.015/2013. Pra mim, a modificagdo foi necessdria. No estado
democratico de Direito, se a lei estabelece algo, as resolugdes dos
conselhos profissionais devem obedecer a lei, mesmo que em
discordancia com seus termos.
§ 1° No desempenho dessa fungao no Tribunal, o médico devera agir
de acordo com sua livre consciéncia, nos exatos termos dos
principios, direitos e vedagées previstas no Cédigo de Etica Médica.
Comentario: O texto é praticamente uma transcri¢éo da Recomendacao
cFM n. 05/2014
([Link]
14/5), que j& estava em alinho com a comentada Resolugéo CFM n.
2.015/2013
([Link]
15). Na minha opiniao, texto acertado.
§ 2° Existindo relagdo médico-pa
estabelecida no Cédigo de Etica Médica vigente, sem prejuizo do
contido no § 1°.
inte, permaneceré a vedagdo
Comentario: A aludida vedacaéo esta contida no art. 93 do CEM
([Link]
etica%[Link]), que expressa: “E vedado ao médico ser perito ou
auditor do proprio paciente, de pessoa de sua familia ou de qualquer outra
com a qual tenha relagdes capazes de influir em seu trabalho ou de
empresa em que atue ou tenha atuado.”
Especificamente para médicos que atendam trabalhadores, 6 nessa
mesma esteira que vem a Resolugéo CFM n. 2.015/2013
([Link]
15) que estabelece: “O médico de empresa, o médico responsavel por
qualquer programa de controle de satide ocupacional de empresa e o
médico participante do servico especializado em Seguranga e Medicina do
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 20148asinzoat 1123 Saide Ocupacional
Trabalho néo podem atuar como peritos judiciais, securitérios ou
previdenciarios nos casos que envolvam a firma contratante e/ou seus
assistidos (atuais ou passados)”.
Art. 12. Ao médico do trabalho responsavel pelo PCMSO da empresa
e ao médico participante do Servigo Especializado em Seguranga e
Medicina do Trabalho (SESMT) é vedado atuar como peritos judiciais,
securitarios ou previdenciarios nos casos que envolvam a firma
contratante e/ou seus assistidos, atuais ou passados,
Comentario: O texto € uma transcrigdo exata da ja comentada
Resolugao CFM n. 2.015/2013
([Link]
15).
Art. 13. Sdo atribuig6es e deveres do médico perito judicial e
assistentes técnicos:
| — examinar clinicamente o trabalhador e solicitar os exames
complementares, se necessarios;
Comentario: O texto remete ao art. 2 dessa mesma resolugao, quando
preceitua que, para o estabelecimento do nexo causal entre os
transtornos de satide e as atividades do trabalhador, 0 médico deve
considerar 0 exame clinico (fisico e mental) e@ os exames
complementares. O texto enfatiza como dever o trabalho cuidadoso que
peritos e assistentes técnicos devem ter, e que encontra amparo também
no art. 466 do Cédigo de Processo Civil (CPC)
([Link] [Link]/ccivil_03/_Ato2015-
2018/2015/Lei/[Link]).
Il — 0 médico perito judicial e assistentes técnicos, ao vistoriarem 0
local de trabalho, devem fazer-se acompanhar, se possivel, pelo
préprio trabalhador que esta sendo objeto da pericia, para melhor
conhecimento do seu ambiente de trabalho e fungao;
Comentério: O texto complementa 0 mandamento expresso no art. 2
dessa mesma resolugéo, quando afirma que, para o estabelecimento do
nexo causal entre os transtornos de satde e as atividades do trabalhador,
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 3014sasinzoat 1123 Saide Ocupacional
6 dever do médico considerar: a hist6ria clinica e ocupacional atual e
pregressa, decisiva em qualquer diagnéstico e/ou investigagéo de nexo
causal; 0 estudo do local de trabalho; o estudo da organizagao do
trabalho; e 0 depoimento e a experiéncia dos trabalhadores. O texto
encontra amparo também no art. 466 do Cédigo de Processo Civil
(CPC) (http:/;[Link]/ccivil_03/_Ato2015-
2018/2015/Lei/[Link]).
Ill — estabelecer o nexo causal, considerando o exposto no artigo 2° e
incisos (redagaéo aprovada pela Resolugéo CFM n° 1.940/2010) e tal
como determina a Lei n° 12.842/2013, ato privativo do médico.
Comentaéric
: Sendo bem detalhista, a mengao 4 redacao da Resolucao
CFM n. 1.940/2010 foi equivocada. Isto porque a mencionada resolugéo
fazia referéncia ao art. 2 da Resolugéo CFM n. 1.488/1998, que acaba de
ser revogada pela presente Resolugéo CFM n. 2.183/2018.
No mais, o texto 6 redundante na orientagdo quanto a forma do
estabelecimento do nexo causal entre os transtornos de saude e as
atividades do trabalhador, ja que o art. 2 da presente Resolugao CFM n.
2.183/2018
([Link]
83) trata exatamente disso em seus nove incisos.
Importante salientar que a Lei 12.842/2013 (Lei do Ato Médico)
(http:/[Link]/ccivil_03/_Ato2011-
2014/2013/Lei/[Link]) nao estabelece de forma literal que o
estabelecimento do nexo causal entre os transtornos de satide e as
atividades do trabalhador é um ato privativo do médico. A mesma lei
afirma sim que pericia médica é ato privativo do médico. Cabe a
discussao: 0 estabelecimento do referido nexo causal é ato privativo do
médico? Penso que sim, pelos motivos expostos AQUI
([Link]
[Link]).
Art. 14. A pericia com fins de determinagdo de nexo causal, avaliagao
de capacidade laborativa/aptiddo, avaliagdo de sequela/valoragdo do
dano corporal, requer atestagao de saude, definigao do prognéstico
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 314ssri(2024 11:28, ‘aide Ocupacional
referente ao diagnéstico nosolégico, o que é, legalmente, ato
Privativo do médico.
Comentario: A Lei 12.842/2013 (Lei do Ato Médico)
(http:/[Link]/ccivil_03/_Ato2011-
2014/2013/Lei/[Link]) estabelece de forma literal que a ‘atestacao
médica de condigées de satide, doengas e possiveis sequelas” e a
“determinagao de prognéstico relativo ao diagnéstico nosolégico” sao atos
Privativo do médico. Com a minha concordancia, o texto do art. 14
interpreta que a determinagaéo de nexo causal, avaliagao de capacidade
laborativa/aptidao e a avaliagaéo de sequela/valoragéo do dano corporal
compéem as atividades de “atestag¢éo médica de condigdes de saude,
doengas e possiveis sequelas” e a “determinagdo de prognéstico relativo
ao diagnéstico nosolégico” e, portanto, deveriam ser consideradas como
sendo atos exclusivos dos médicos.
Paragrafo unico. E vedado ao médico perito permitir a presenga de
assistente técnico nao médico durante o ato médico pericial.
Comentario: O texto dé forca ao Parecer CFM n. 50/2017
([Link]
que jé entendia haver infragao ética na realizagao de pericia médica em
presenga de assistente técnico nao médico. Mas enquanto o
entendimento estava contido apenas no parecer, nenhum médico poderia
ser alvo de processo ético disciplinar por esse motivo. Como agora o
mandamento veio através de uma resolugao, 0 médico jé pode ser
processado e condenado em seu CRM caso permita a presenca de
assistente técnico nao médico durante o ato médico pericial. Argumentos
jurisprudenciais para os que forem condenados reverterem a possivel
deciséo do CRM na Justiga e ainda “morderem” uma indenizagao por
dano moral nao faltam, conforme mostrarei nos préximos paragrafos.
Particularmente, mantenho minhas jé manifestas reservas quanto a essa
vedagao ao médico perito de permitir a presenca de assistente técnico
nao médico durante 0 ato médico pericial. Para os que quiserem ver
minhas justificativas e reflexdes sobre o tema, cliquem AQUI
(https:/[Link]/2018/01/consideracoes-sobre-o-
[Link]) ou AQui
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 3214ssition 11:23 Saide Ocupacional
(https:/[Link]/2018/02/argumentos-
[Link]). Reconhego e respeito que entre meus colegas médicos
minha posigao talvez seja minoritéria. No meio juridico, eu jé nao diria o
mesmo. Em fevereiro de 2018, em deciséo monocritica, 0 TRT-PE
expediu liminar_contréria ao Parecer CFM n. 50/2017
([Link]
(Processo n. 0000053-61.2018-5.06.0000
(https:/[Link]/2018/02/liminar-do-trt-pe-
[Link])). Em marco de 2018, igualmente
fez 0 TRT-RO (Processo n. — 0000474-48.2017.5.14.0005
([Link]
posicionamento-e-permite-fisioterapeuta-como-assistente-tecnico-
[Link])). Ou seja, tendo 0 mesmo entendimento do
Parecer CFM n. 50/2017, 0 paragrafo Unico do art. 14 da Resolu¢éo CFM
n. 2.183/2018 ja nasce cravejado de decisées judiciais em contrério. Na
minha opiniao, ruim (e desnecessério) pro CFM e pra classe médica. Era
preferivel e mais sensato deixar na forma de Parecer até que o tema
fosse pacificado.
Entre as fundamentagdes do Parecer CFM on. 50/2017
([Link]
esta a conclusdo do CFM de que o médico perito que permite atuagao de
assistente técnico nao médico esta sendo cumplice com os que exercem
ilegalmente a medicina. Pra refletirmos: e quando o perito da “pericia
médica” for um nao-médico (algo infelizmente jé bastante comum em
alguns tribunais), usando da mesa régua, poderé o assistente técnico ser
médico? Nao estaria este ultimo sendo cumplice também do mesmo
evocado e hipotético exercicio ilegal da medicina? Se sim, por coeréncia,
por que isso nao foi objeto de condenagao pela presente Resolugdo CFM
n 2.183/2018
([Link]
83)? Apenas reflitam.
Permitindo-me ir um pouco além: a caracterizagéo como “exercicio ilegal
da medicina” (um crime previsto no art. 282 do Codigo Penal) dos nao
médicos que atuam como assistentes técnicos ou peritos em ‘pericias
médicas” é inquestiondvel? Pra mim, n&o. Fosse inquestiondvel, muitos
nao médicos jé teriam sido presos em flagrante (como sabemos pela
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 33145sri(2024 11:28, ‘aide Ocupacional
propria midia, esse 6 o caminho natural dos que exercem ilegalmente a
medicina). Vocé, leitor, jé viu um Unico néo médico ser preso ou
condenado por atuar em pericias? Um s6 que seja? Nao. Entéo permita-
se questionar, para o bem da reputagao do CFM no Judiciario e para além
dos gritos corporativos (os quais entendo perfeitamente) que o cercam
desde sempre: seré mesmo que estamos falando de exercicio ilegal da
medicina nesses casos? O proprio TST também entende que nao. Em
maio de 2018, por unanimidade, o tribunal considerou valido um laudo
pericial de fisioterapeuta (RR - 49500-18.2013.5.13.0026
([Link]
[Link])), apesar
da argumentagéo contraria de afronta a Lei do Ato Médico
(http:/[Link]/ccivil_03/_Ato2011-
2014/2013/Lei/[Link]).
Alias, permitam-se imaginar se o Judiciério considerasse como crime a
atuagao pericial de um profissional nao médico dentro de uma “pericia
médica”. Jé que quem nomeia o perito 6 o juiz, 0 crime de exercicio ilegal
da medicina teria tido como mandante o proprio Poder Judiciario, 0 que o
colocaria também como criminoso. Ou seja, pra considerar a atuagéo
desse nao médico perito como exercicio ilegal da medicina, o Judiciério
deveria antes condenar a ele mesmo pelo cometimento de um crime.
Sabem qual a chance de isso acontecer na pratica? Melhor deixar pra 1a.
Enfim, me pareceria melhor, por exemplo, uma luta politica do CFM pela
incluséo. no CPC (http:/[Link]/ccivil_03/_Ato2015-
2018/2015/Lei/[Link]) de que ‘o assistente técnico deve ter a
mesma graduagéo do perito”. O CFM tem forga politica pra isso. E seria
mais simples, eficaz e bem menos desgastante.
Art. 15. Em agées judiciais, o médico perito podera peticionar ao
Juizo que oficie o estabelecimento de satide ou o médico assistente
para anexar cépia do prontuario do periciado, em envelope lacrado e
em carater confidencial.
Comentario: Assim como no art. 10 da presente resolugao, ao mesmo
tempo que ratifica o art. 73 do CEM, o texto flexibiliza do ensinamento
trazido pelo art. 89 do Cédigo de Etica Médica
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! alassri(2024 11:28, ‘aide Ocupacional
([Link]
etica%[Link]) que dispde especificamente que: “E vedado ao
médico liberar cépias do prontudrio sob sua guarda, salvo quando
autorizado, por escrito, pelo paciente, para atender ordem judicial ou para
a sua propria defesa.” O art. 15 da Resolugao 2.183/2018 coloca como
possivel a entrega da cépia do prontuario, pelo estabelecimento de sauide
ou o médico assistente ao Juizo, independente de autorizagao do
paciente. Na minha opiniao, acertou 0 CFM ao fazer essa flexibilizagao,
uma vez que os préprios CRMs ja orientam a todos os médicos e
estabelecimentos de satide que encaminhem os prontuarios médicos (ou
documentos equivalents), quando assim determinados pelo juiz
competente, independente da autorizagéo do paciente, nos termos da
deciséo - que ainda 6 passiva de recurso — do processo judicial n.
5009152-15.2013.4.04.7200/TRF4 (deciséo valida em todo territério
nacional) e do Oficio Circular CFM n. 16 de 31 de janeiro 2018
([Link]
[Link])
Na mesma linha 0 art. 89 do novo Cédigo de Etica Médica (Resolugao
CFM n. 2.217/2018)
([Link]
17), que entraré em vigor em maio de 2019, estabelece que “6 vedado ao
médico liberar copias do prontudrio sob sua guarda exceto para atender a
ordem judicial ou para sua propria defesa, assim como quando
autorizado por escrito pelo paciente.”
Observamos que o atendimento de ordem judicial passaré a ser, por si s6,
condigao suficiente para liberago das cépias do prontuério para a Justia,
no havendo mais a necessidade de autorizagao do paciente.
[LEIA TAMBEM: Para Justiga prontudrio pode ser entregue sem
autorizagao do paciente
([Link]
[Link])]
Art. 16. Esta Resolugéo nao se aplica aos médicos peritos
previdencidrios cuja atuagao possui legislacao prépria, ressalvando-
se as questées éticas do exercicio profissional.
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 35145asinzoat 1123 Saide Ocupacional
Comentario: Pra mim, texto acertado. Diferente do que fez o art. 7, 0
artigo 16 faz uma bela homenagem ao ordenamento juridico, enaltecendo
que 0 estabelecido em lei (e ndo em resolugao), mesmo que verse sobre
0 exercicio médico (no caso, a pericia médica previdencidria), deve ser
obedecido, com as ressalvas éticas possiveis e limitadas pela propria lei.
O exercicio dos peritos médicos previdenciérios possui peculiaridades
previstas na Lei 11.907/2009
([Link] [Link]/cclVIL_03/_Ato2007-
2010/2009/Lei/[Link]), Lei 8.213/1991
([Link] [Link]/ecivil_03/Leis/[Link]), Decreto
3.048/1999 | ([Link]
entre outras normas, Por exemplo, diante do art. 21-A da Lei 8.213/1991,
cabe ao perito médico previdenciario estabelecer (ou nao) o nexo técnico
epidemiolégico entre doenga e trabalho, mesmo sem realizar o estudo do
local e da organizagéo do respectivo ambiente laboral. Muitos podem
discordar disso, mas essa discordancia deve ser direcionada a Lei
8.213/1991 e ndo a Resolugéo CFM n. 2.183/2018, jé que esta ultima
deve ser obediente ao texto da lei. E, nesse caso, foi.
Art. 17. Revoga-se a Resolugdo CFM n° 1.488 publicada no Diario
Oficial da Unido em 6 de margo de 1998, Segdo |, pagina 150, e as
disposigées em contrario.
Art. 18. Esta Resolugdo entrara em vigor na data de sua publicagdo.
Brasilia, 21 de junho de 2018.
CARLOS VITAL TAVARES CORREA LIMA — Presidente do CFM
HENRIQUE BATISTA E SILVA - Secretario-Geral
Fonte: CFM
([Link]
83).
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+ CFM (https:[Link]/tagicim)
+ Cédigo de Etica ([Link]
+ Etica (https:/[Link]/tagletica)
+ Exercicio llegal da Medicina ([Link] [Link]/exercicio-ilegal-da-
medicina)
+ INSS (https:/[Link]/inss)
+ Mendanha ([Link]
+ Parecer CFM n. 03/17 (https:![Link]/parecer-cfm-n-0317)
+ Parecer n. 50/2017 ([Link] [Link]/parecer-n-502017)
+ Resolugdo 1488/1998 ([Link] [Link]/tagiresolucao-14881998)
+ Resolugao 2183/2018 ([Link]
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© Poder Judiciario parece econhecido tecnicamente Compartihe:Prezad
até 0 momento ter que a doenga psiquidtrica leitores. Mais uma v
reconhecido nos atos do tem relagdo coma Justiga se posiciona
hitps:lwwn-saudeocupacional rg/2018/1Olresolucao-cfm-r-21832018-comentada-ponto-a-ponta him! 374s,2sitva02t 11:23, ‘Sais Ocupacional
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