Você está na página 1de 26

Ussene Rajabo Arige

Aulas Experimentais Como Uma Técnica Centrado no Desenvolvimento de Competências


e Habilidades nos Alunos: Na aula de Cinética de Química no nível 9a Classe na ES 15 de
Outubro, 2021-2022.

Curso de Licenciatura ensino de Química com Habilitações em Gestão de Laboratório

Universidade Rovuma

Extensão Cabo Delgado

2021
2

Ussene Rajabo Arige

Aulas Experimentais Como Uma Técnica Centrado no Desenvolvimento de Competências e


Habilidades nos Alunos: Na aula de Cinética de Química no nível 9a Classe na ES 15 de
Outubro, 2021-2022

Curso de Licenciatura ensino de Química com Habilitações em Gestão de Laboratório

Projecto de Pesquisa cientifica a ser


apresentado no Departamento de Ciências,
Tecnologia, Engenharia e Matemática,
como requisito para a elaboração
Monografia cientifica, no Curso de Ensino
de Química com Habilidade em Gestão
Laboratorial.

Supervisor: Mestre Chande João João Paulo

Universidade Rovuma

Extensão Cabo Delgado

2021
3

Índice
1. Introdução.........................................................................................................................5

1.1. Delimitação de tema......................................................................................................6

1.2. Enquadramento de estudo.....................................................................................................6

1.3. Problematização............................................................................................................6

1.4. Justificativa....................................................................................................................8

1.5. Objectivos......................................................................................................................9

1.6. Hipóteses.....................................................................................................................10

1.7. Variáveis......................................................................................................................10

2. Fundamentação Teórica..................................................................................................10

2.1. Métodos de Ensino......................................................................................................10

2.2. Técnicas de ensino ou pedagógica..............................................................................11

2.3. Competências..............................................................................................................11

2.4. Experimentação como meios de ensino em química...................................................13

2.4.1. Importância da experimentação da técnica de ensino de química no PEA.............14

2.5. Programas de ensino de Química................................................................................15

2.6.Cinética Química.....................................................................................................................15

2.6.1. Finalidades e metodologia de ensino de Cinética Química.................................................16

2.6.2. Factores que influenciam as velocidades das reacções químicas........................................16

3. Metodologia....................................................................................................................19

3.1. Método e técnica de pesquisa......................................................................................19

3.2. Instrumento de recolha de dados.................................................................................20

3.3. Forma de tratamento de dados.....................................................................................20

3.4. Tipo de pesquisa..........................................................................................................21


4

3.5. Universo e amostra......................................................................................................22

3.6. Procedimentos de colecta de dados.............................................................................22

4. Descrição da área de pesquisa.........................................................................................23

5. Resultados Esperados......................................................................................................23

6. Cronograma.....................................................................................................................24

7. Orçamento.......................................................................................................................24

Referencias....................................................................................................................................25

Apêndice........................................................................................................................................26
5

1. Introdução

O presente projecto, centra-se nos aspectos referentes as actividades experimentais nas aulas da
disciplina de Química na Escola Secundaria 15 de Outubro de Montepuez, na perspectiva de
trazer essa discussão para o processo de formação de professores. Partimos do pressuposto de
que a educação passa por diversas mudanças ao longo dos séculos, entre as quais destacamos às
formas de construção do conhecimento. Nesse sentido, compreendemos que existem diversas
ferramentas que facilitam a interacção entre professor e aluno, permitido a construção do
conhecimento. Entre elas pode-se destacar as aulas experimentais, que tem um papel importante
no ensino e na aprendizagem na disciplina de Química, pois despertam interesse dos alunos e
possuem um carácter lúdico e motivador, envolvendo o aluno no processo de ensino e
aprendizagem, consubstanciando Rosito (2008, p. 197), que afirma que a experimentação é
fundamental para um bom ensino de Ciências, já que o uso de actividades práticas permite maior
interacção entre professor e alunos e entre alunos, podendo levar a melhor compreensão
conceitual

O ensino de Ciências, actualmente, vem sendo trabalhado de maneira descontextualizada, o que


não favorece o uso de actividades investigativas nas estratégias de aprendizagem aplicadas em
sala de aula, fazendo com que esta se torne cada vez menos frequente na rotina escolar. Estas
actividades, oportunizadas pelo professor, iriam possibilitar ao aluno vivenciar situações nas
quais ele possa: identificar problemas a partir de observações, levantar hipóteses, testá-las,
refutá-las, abandoná-las e quando for o caso formular suas próprias conclusões (Bassoli, 2014)

Na busca por uma aprendizagem significativa, alguns instrumentos pedagógicos podem ser
utilizados para facilitar esse processo, a exemplo do emprego de actividades práticas nas aulas de
ciências, já que a experimentação traz o aspecto lúdico à sala, envolvendo o aluno nos temas
trabalhados (Reginaldo; Sheid; Güllich, 2012)

Os experimentos buscam o desenvolvimento “da capacidade de ver, de maravilhar-se diante do


mundo, de fazer perguntas e de pensar”, fazendo com que actividades laboratoriais configurem-
se não como uma “ferramenta” de ensino, mas como parte integrada à construção do
conhecimento científico (Alves, 2003, p.3).
6

A realização de actividades experimentais permite que os alunos, além de compreenderem a


teoria, participem do processo de construção do conhecimento. O envolvimento dos participantes
na realização da actividade, exercita o trabalho em grupo, a divisão de tarefas e o atendimento às
regras e procedimentos, necessários à elaboração de um ensaio, ou seja, é verificado que para a
obtenção de um determinado resultado são colocados em prática, diversos conhecimentos
adquiridos ao longo do desenvolvimento educacional dos alunos, como a interpretação de textos
(procedimentos), o apontamento de dados numéricos e as unidades de medida (matemática e
física) e por vezes, algumas reacções químicas e fenómenos Químicas, dependendo do ensaio e
sua aplicação

1.1. Delimitação de tema


Após a escolha do tema, Aulas Experimentais Como Uma Técnica Centrado no
Desenvolvimento de Competências e Habilidades nos Alunos: Na aula de Cinética de
Química no nível 9a Classe na ES 15 de Outubro, 2021-2022 torna-se necessário, pois,
determinar o aspecto particular sob o qual será focalizado, portanto, só um tema bem delimitado
pode ser objecto de pesquisa científica. A delimitação do tema estabelece os contornos e a
abrangência da pesquisa. No caso vertente, a presente pesquisa vai se restringir no Escola
Secundaria 15 de Montepuez. Sul: escola primária de 1º e 2º grau de Niuhula e é limitada por
casas habitacionais dos residentes do bairro de Niuhula, Norte: Escola Industrial Professional de
Montepuez e o IFP DE MONTEPUEZ, Este; empresa madeireira de Mofidi01 e Oeste: centro de
saúde de Niuhula.

1.2. Enquadramento de estudo

O presente trabalho, enquadra-se na linha de pesquisa: Concepção e Desenvolvimento de


Material para o Processo de Ensino e Aprendizagem (PEA) do Departamento de Ciências
Tecnologia, Engenharia e Matemática.

1.3. Problematização

Em torno da bibliografia pesquisada, observou-se que, durante o Processo de Ensino


Aprendizagem (PEA), constatou-se que em algumas escolas do país, os professores não
cumprem a sua verdadeira função dentro do processo de ensino e aprendizagem, mostram-se
mais preocupados com o cumprimento da sequência dos conteúdos, não interagindo os
7

conteúdos com o mundo vivencial dos alunos de forma diversificada, associada à


experimentação, aproveitando as suas argumentações e inquietações.

O proponente tem acompanhado os alunos que estudam ou os que já estudaram reclamando de


não realização de actividades experimentais na escola Secundaria de 15 de Outubro de
Montepuez, para demonstrar alguns fenómenos da natureza de forma a fazer compreender aos
alunos que a Química não é uma disciplina que se resumi em teorias ou fórmulas químicas, mas
uma disciplina que se baseia em experimentos concretos que podem transformar a teoria em
prática, onde os professores se senta a usar o método expositivo e não a ligação teoria com
prática. Este problema de não realização de experiencias também foi vivenciado pelo proponente
quando estudou na escola Secundaria de Pemba, a semelhança da escola secundária de 15 de
Outubro com um laboratório bem equipado.

A Cinética Química, geralmente, compõe a grade curricular do segundo ano do Ensino Médio e,
na maioria das vezes, é ensinada de modo tradicional em sala de aula através da exposição oral
pelo professor, bem como, pela resolução de exercícios. Mas, apenas essa abordagem se mostra,
a grosso modo, insuficiente para um ensino de qualidade, visto que, muitas vezes, o aluno não
consegue visualizar mentalmente as transformações enunciadas pelo professor, a fim de
estabelecer elos entre teoria e prática.

Outra grande dificuldade dos alunos do ensino médio é a compreensão dos conceitos que
envolvem cinética. Dentre os conteúdos abordados em cinética química nos livros didácticos
adoptados no ensino médio está uma abordagem qualitativa das velocidades das reacções,
levando em consideração os factores que as influenciam. Silva (2007) cita que a abordagem é
feita apenas com dados experimentais passando a impressão de algo puramente empírico que não
pode ser modelado teoricamente e/ou molecularmente. Percebe-se a falta de detalhes e exemplos
quanto a quantificação desses conceitos, o que na maioria das vezes dificulta a aprendizagem.

Diante do fracasso escolar no ensino da Química, acredita-se que a causa de alguns dos maiores
entraves dentro desse processo educativo esteja na inadequada didáctica aplicada, onde a
intenção de quem ensina, muitas vezes é pervertida durante o processo por falta de uma
abordagem estratégica que acompanhe e respeite o andamento lógico da aprendizagem
8

 Ate que ponto o uso de aulas experimental de química pode contribuir no


desenvolvimento de competências e Habilidades no aluno na aula de Cinética de
Química?

1.4. Justificativa
A sociedade a cada século, a cada década, passa por alterações sociais, políticas e económicas.
Com isso, todos os sectores ligados a ela também sofrem modificações; a educação é um deles e
tem passado por muitas reformas que procuram responder as demandas educacionais referidas
por um dado modelo de sociedade. Contudo, a cada mudança são colocadas algumas questões
reflexivas em relação as condições de trabalho, ao numero de aulas, a demanda escolar, ao tempo
de aula.

Dentro da fracção curricular correspondente As disciplinas, o ensino de química ainda apresenta


outras dificuldades. Os professores, modo geral, alegam que não é possível ministrar uma boa
aula, pois não realizam actividades práticas devido a falta de condições para executa-las, desde
aspectos físicos (laboratório) ate matérias (reagentes e vidrarias). Com isso, os professores
relatam que o aluno não interessa pelas aulas, pois não realizam na prática o que eles vêem na
teoria.

Não basta simplesmente ensinar o que o livro nos traz, tratando a ciência como sendo imutável e
isolada dos outros conhecimentos. O ensino deve ser o mais interdisciplinar possível,
interligando assuntos que muitas vezes, por si só, o aluno não conseguiria. Daí a importância de
que o professor seja um mediador das discussões para a ciência, visto que no Ensino de Química,
não necessariamente se deve trabalhar a Química de forma única e exclusiva, mas sim vincular o
que está sendo trabalhado com a realidade do próprio aluno, com o meio social onde o mesmo
está inserido, desenvolvendo no aluno a capacidade de tomada de decisões (Santos e Schnetzler,
1996).

A Química presente no quotidiano é de suma importância para fazer a ponte entre o


conhecimento prévio do aluno e o conhecimento científico, lembrando-se que este último deve
ser construído colectivamente, através de discussões, observações, dentre outros meios,
possibilitando também uma maior interacção entre os alunos, motivando-os a buscar razões e
explicações para os fenómenos que acontecem à sua volta.
9

A realização de actividades experimentais permite que os alunos, além de compreenderem a


teoria, participem do processo de construção do conhecimento. O envolvimento dos participantes
na realização da actividade, exercita o trabalho em grupo, a divisão de tarefas e o atendimento às
regras e procedimentos, necessários à elaboração de um ensaio, ou seja, é verificado
que para a obtenção de um determinado resultado são colocados em prática, diversos
conhecimentos adquiridos ao longo do desenvolvimento educacional dos alunos.

Quando a experimentação é utilizada de forma coerente e contextualizada, os conteúdos


trabalhados em sala de aula ganham significado observável no quotidiano e desperta o interesse
do aluno. Guimarães (2009) explica que para o estudante de ciências, a realização de
experimentos didácticos pode ser uma estratégia importante na discussão sobre situações reais,
nas quais os conhecimentos científicos abordados na sala de aula estejam presentes.

No âmbito social esta pesquisa terá um grande impacto, visto que o ensino actual tem como meta
o desenvolvimento de competências com vista a formar um cidadão capaz de resolver os
problemas da sociedade, O tópico “Cinética Química”, por exemplo, que discute o
comportamento das reacções químicas e os factores que as afectam directamente, pode ser
trabalhado de forma a trazer contribuições importantes para os alunos na sua formação básica,
permitindo a compreensão de situações do quotidiano, tais como o processo de amadurecimento
das frutas, o cozimento de alimentos, dentre outros.

No âmbito do PEA a pesquisa ira ajudar na formação contínua para os professores de Química ao
propor uma alternativa metodológica que enfatize um ensino experimental. E assim, torna-se
promissor pesquisar sobre Actividades Experimentais diante da ausência dessas características na
prática docente, e tão bem sucedida em outros contextos, no entanto, serão necessários
desdobramentos para que eleve a categoria de estratégia metodológica e nos alunos ira na
formação do um aluno que sabe lidar com os problemas ou homem do amanha.

1.5. Objectivos
Geral:

 Analisar as razões de não realização de experiencias como técnicas de ensino centradas


no desenvolvimento de competências e habilidades como alternativa pedagógica no
ensino.
10

Especifico:

 Descrever o impacto pedagógico da aplicação das técnicas de ensino centradas no


desenvolvimento de competências no aluno;
 Identificar as causas que levam a não realização de experiencias químicas na aula de
cinética de química;
 Conhecer a realidade e sugerir metodologia experimental para professor de Química;

1.6. Hipóteses
H1- O Problema de não realização de experiencias nas aulas de Cinética Química pode estar
associado a carga horária da disciplina de Química;

H2- O Problema de não realização de experiencias nas aulas de Cinética Química pode estar
associado domínio das actividades experimental dos professores;

H3- Falta de reagentes e matérias no laboratório;

1.7. Variáveis
 Independente

Aula experimental porque não depende das competências e habilidades, visto que, das aulas
experimentais os alunos desenvolvem competências e Habilidades;

 Dependente

Desenvolvimento de Competências e Habilidade porque dependem das aulas experimentais;

2. Fundamentação Teórica

2.1. Métodos de Ensino


Método de ensino é um modo de conduzir aprendizagem, buscando o desenvolvimento integral
do educando, através de uma Organização precisa de procedimento que favoreçam a consecução
dos propósitos estabelecidos. (Sant’anna e Manegolla). E, nesse sentido, Rick, citado por
Sant'anna e Manegolla, refere que os procedimentos de ensino são conjunto de actividades
unificadas, relacionadas com os meios ajuda para obtenção dos resultados pretendidos. Em
11

realidade, representam modos de organizar as experiencias de aprendizagem durante os períodos


de aula. (Nivagara).

De acordo com Libâneo (1994) métodos de ensino são um conjunto de acções, passos, condições
externas e procedimento utilizados intencionalmente pelo professor para dirigir e estimular o
processo de ensino em função da aprendizagem dos alunos, ou seja, são as acções do professor
pelas quais se organizam as actividades do ensino e dos alunos para atingir os objectivos do
trabalho docente em relação um conteúdo especifico. Eles regulam as formas de interacção entre
o ensino e aprendizagem, entre o professor e alunos, cujo resultado e assimilação consciente dos
conhecimentos e desenvolvimento das capacidades cognitivas e operativas dos alunos.

2.2. Técnicas de ensino ou pedagógica


Segundo Nivagara, A técnica de ensino ou pedagógica é o conjunto de atitudes, procedimentos e
actuações que o professores/formador adopta para utilizar correctamente os diversos
instrumentos de formação de que dispõe: palavras, o gesto, a imagem, o texto, o audiovisual, a
informática, etc. Deste modo a utilização correcta de diferentes técnicas pedagógicas contribui
para que o método desempenhe, de facto, sua função de gestão da situação de formação.

No dizer de Calderom (1971), Técnica de ensino são habilidades em usar um conjunto de normas
para alcançar os objectivo previamente planificado. Para este, existem varias técnicas de ensino e
são utilizados de forma mista, combinando duas ou mais na aula de modo a atingir os objectivos
preconizados.

2.3. Competências

Zabala e Arnau (2007) entendem que a competência "é a capacidade ou habilidade (a existência
nas estruturas cognitivas do sujeito de condições e recursos para actuar) de efectuar tarefas ou
fazer frente a situações diversas (assumir um papel determinado; uma tarefa específica; realizar
acções;…) de forma eficaz (capacidade efectiva; conseguir resultados e exercê-los
excelentemente) " (p. 43)

Mussak (2003) enumera as principais características de um trabalhador no século xxi, período da


Revolução do Conhecimento, defendidas pela Unesco:
12

 Flexibilidade: capacidade de adaptação após a percepção das mudanças existentes ou


propostas;
 Criatividade: capacidade de processar e utilizar informações de forma original e
inovadora;
 Informação: actualização e reciclagem de forma contínua;
 Comunicação: habilidade nos relacionamentos interpessoais, visando atender ao cliente e
também interacção com os colegas de equipa;
 Responsabilidade: capacidade de responder pelos próprios aptos e pelas atitudes
daqueles profissionais os quais estão sob sua responsabilidade;
 Empreendedorismo: aptidão de agregar valor ao trabalho de maneira ousada, com
criatividade e inovação;
 Socialização: capacidade de compreender, respeitar e interagir com diferentes culturas; e,
 Tecnologia: habilidade de adequação com tecnologias emergentes

Pérez Gómez (2007) entende que as competências são capacidades para enfrentar exigências
externas e desenvolver actividades e projectos de maneira satisfatória em contextos complexos.

Para Perrenoud (1999, 2000), a competência é definida como um saber em acção. Isto é, a
competência manifesta-se na acção, num contexto específico. Relativamente à oposição entre as
noções de competência e de saber, Perrenoud assume uma posição aparentemente contraditória.
Se, por um lado, o autor considera que esta oposição pode ser justificada na medida em que não é
possível desenvolver competências a partir do conhecimento estruturado em disciplinas, por
outro, considera que esta oposição também pode não se justificar uma vez que não é possível
falar em competências sem falar em saberes (a maior parte das competências tem como
pressuposto básico a aquisição de saberes).

Pellerey (2001) define competência como uma colecção de recursos (conhecimento, saber-fazer,
saber-se) mobilizados para resolver problemas num contexto particular. Esta ideia é partilhada
por Jonnaert (2002), que define as competências como a forma como cada sujeito gere os seus
recursos cognitivos e sociais na acção, numa dada situação. Para o autor, cada competência faz
referência a um conjunto de recursos que o sujeito pode mobilizar para resolver, com sucesso,
determinada situação
13

De acordo com Sveiby (1998:42) a competência individual consiste em cinco elementos


dependentes entre si:

 Conhecimento explícito: adquirido pela informação;


 Habilidade: Envolve treinamento e prática, incluindo conhecimento de regras de
procedimento;
 Experiência: adquirida pela reflexão sobre erros e acertos passados;
 Julgamento de valor: refere-se às percepções individuais sobre o que é certo ou errado;
e,
 Rede social: relativo às relações interpessoais de cada pessoa

2.4. Experimentação como meios de ensino em química

A experimentação no ensino da química constitui um recurso pedagógico importante que pode


auxiliar na construção de conceitos” (Ferreira; Hartwig; Oliveira, 2010, p. 101), e como sublinha
Bellot Naranjo (2007, p. 3): “uma assimilação profunda das leis da natureza e sua aplicação na
actividade prática só é possível quando a actividade prática constituiu a base do ensino, a qual é
organizada e dirigida pelo professor”.

De acordo com o nível de ensino da química e a função que desempenha a actividade


experimental, Gottardo e Diminnighini (2010) apontam que a prática de laboratório como um
elemento motivador no ensino da química permite estimular a aprendizagem produtiva e,
consequentemente, um maior rendimento académico de grupos de alunos. Assim, o experimento
químico escolar permite ao aluno relacionar com objectos concretos das ciências, uma vez que,
ao observar e realizar experimentos, conhecem a natureza dos fenómenos, factos e acumulam
dados para estabelecer comparações, generalizações e conclusões. Ele é, ao mesmo tempo, um
procedimento para obter conhecimentos e confirmar a sua veracidade, pois permite desenvolver
as habilidades experimentais nos alunos.

O experimento químico escolar se pode classificar em experimentos demonstrativos, que são as


actividades experimentais realizadas pelo professor ou por um ou dois alunos preparados por ele,
enquanto o restante dos alunos participa na observação, análise e interpretação dos resultados ao
responder, de forma consciente, as tarefas durante o desenvolvimento deste. São experimentos
simples realizados em qualquer tipo de aula. Os experimentos de aula são os trabalhos
14

experimentais realizados pelo aluno sob a orientação e controle do professor durante um


determinado tempo de aula.

Já a prática de laboratório é a forma organizativa docente espaço/temporal em que, sob a


orientação do professor e tendo em conta os objectivos e conteúdos, actua-se de maneira
consciente sobre o objecto de estudo real ou virtual, com uma instrumentação real ou virtual, o
que leva o aluno a obter, processar e analisar as informações.

2.4.1. Importância da experimentação da técnica de ensino de química no PEA


"A importância do experimento químico escolar é um factor de motivação". Rojas Arce, Garcia
Levya e Álvarez Diaz (1990).

Sendo assim, Ramos (2005), sublinha que o ensino deve abordar, ao invés da descrição e
transmissão crítica de informações, a demonstração teórica e prática dos conteúdos, a
aprendizagem autêntica inclui em primeiro lugar aprender a demonstrar, a necessidade de
instrumentar um sistema de actividades docentes que viabilizem e implementem a capacidade de
demonstração, a importância da criação de um clima propício de liberdade e respeito que facilite
e estimule esse labor, assim como a avaliação deve levar em consideração a realização, a
capacidade de demonstração pelo aluno como um elemento central. Todas essas contribuições
convergem com as tendências actualmente predominantes no campo do PEA das ciências. O
enfoque histórico-cultural, porque o ser humano não é passivo nesse processo, uma vez que
constrói seu próprio conhecimento por meio de actividades devidamente programadas e
orientadas pelo professor e da interacção social.

O experimento químico escolar constitui uma forma fundamental para o ensino da química para
potenciar a aprendizagem significativa dos alunos, pois permitem desenvolver habilidades
intelectuais e manipuladoras; desenvolver as habilidades de observação, análise, reflexão e
crítica; criar situações de debate e confrontação de ideias e saberes ao nível da compreensão do
problema de partida da concepção do plano experimental e ao nível da execução do referido
plano e avaliação do processo.

No entanto, considerando essas potencialidades, é essencial no PEA da química, a integração e


utilização de experimentos químicos, uma vez que eles são um meio e método que, combinado
com a discussão, indagação, pesquisa e cooperação, permitem alcançar uma aula motivante,
15

estimulando, desse modo, a aprendizagem dos alunos e ao mesmo tempo em que lhes coloca em
contacto com a aplicação da química na vida quotidiana.

2.5. Programas de ensino de Química


Os programas de ensino de Química estabelecem que os alunos, no final de cada classe, sejam
capazes de conhecer e resolver problemas ligados à disciplina. Contudo, a realidade mostra que
os alunos apresentam grandes dificuldades de compreensão dos conceitos de Química,
comprometendo-se assim o alcance dos objectivos formulados. Na maioria das escolas tem-se
dado maior ênfase à transmissão de conteúdos e à memorização de factos, símbolos, nomes,
fórmulas, deixando de lado a construção do conhecimento científico dos alunos e a
desvinculação entre o conhecimento químico e o quotidiano. Essa prática tem influenciado
negativamente na aprendizagem dos alunos, uma vez que não conseguem perceber a relação
entre aquilo que estudam na sala de aula, a natureza e as suas próprias vidas.

Nas escolas moçambicanas, o ensino das Ciências Naturais em particular o de Química, é


baseado em aulas expositivas, não pretendendo com isso, dizer que este método seja
desnecessário ou que o ensino das ciências deva dispensar as teorias, mas sim, chamar a atenção
para a necessidade de relacioná-lo com vários métodos de ensino, tal é o caso do método
experimental com o objectivo de garantir o desenvolvimento mais amplo e significativo de
capacidades e habilidades dos alunos no processo de construção de conhecimentos. As razões
das dificuldades na realização de aulas experimentais vão além dos clássicos argumentos de falta
de materiais e laboratórios. A ausência de actividades experimentais pode estar intimamente
relacionada a falta de preparação técnica por parte do docente, ou mesmo por desinteresse deste,
dada a sua condição de professor, muitas vezes, marginalizada na sociedade.

2.6.Cinética Química
Quando observamos o mundo que nos rodeia, verificamos que está em constante transformação e
muitas dessas transformações são de natureza química. Contudo as reacções químicas que
observamos apresentam velocidades muito diferentes. Há reacções que são muito rápidas, como
o inflamar de um fósforo ou o registo de uma imagem fotográfica. Outras ocorrem na escala dos
minutos e das horas, como o cozinhar dos alimentos ou o incêndio de uma casa. Reacções que
podem demorar alguns anos podem ser exemplificadas no caso da corrosão de metais e na
transformação dos seres vivos. Há ainda as reacções que ultrapassam a escala dos tempos de vida
16

dos seres vivos para atingirem os milhares e os milhões de anos, como certas transformações
nucleares e as transformações geológicas. Existem reacções que nos parecem instantâneas, como
a precipitação de um sal ou a neutralização de um ácido, pois ocorrem em menos de 1/10
segundos.

2.6.1. Finalidades e metodologia de ensino de Cinética Química

Em termos gerais, a Cinética Química estuda as velocidades das reacções químicas e todos os
factores que as influenciam, procurando explicar o comportamento macroscópico dos sistemas
químicos em termos de modelos microscópicos, isto é, através da visualização teórica do
comportamento das moléculas, comportamento este que não é observável experimentalmente.
Sob este ponto de vista, esta área da Ciência constitui-se num dos primeiros caminhos para o
estabelecimento do mecanismo que elas ocorrem, ou seja, todas as etapas necessárias para que
passemos da condição de reagentes para produtos.

O estudo das velocidades de reacção é de grande interesse no campo da Tecnologia Química. Na


indústria não há qualquer interesse em processos lentos, mesmo que este possua um elevado
rendimento na formação de produtos. Contudo, conhecendo-se os factores que afectam as
velocidades das reacções é possível escolher-se condições de trabalho que transformem uma
reacção lenta numa reacção rápida, e o simples aumento da velocidade de uma reacção por um
factor de 10 vezes pode ser suficiente para mudar completamente o enfoque da sua aplicação
industrial

2.6.2. Factores que influenciam as velocidades das reacções químicas


Diversos factores afectam a velocidade de uma reacção química, dentre eles: a temperatura; a
pressão; a superfície de contacto; a natureza dos reagentes; a concentração dos reagentes; a luz e
o catalisador.

Temperatura

O aumento da temperatura, aumenta a energia cinética das partículas e isso aumenta a


probabilidade de ocorrência de choques eficazes, o que resulta no aumento da velocidade da
reacção e na formação de novas moléculas.
17

Exemplificar isso no quotidiano é observar o refrigerador onde a velocidade de decomposição de


alimentos por microrganismos é diminuída pela diminuição da temperatura.

Pressão

Quando da reacção participam gases, o aumento da pressão (ou diminuição do volume) eleva a
concentração destes por compressão, aumentando desta forma o número de colisões e
consequentemente, aumenta a velocidade de reacção.

Exemplo: aumentando a pressão de uma panela no fogão, haverá um aumento na temperatura de


ebulição da água dentro da panela, possibilitando assim um cozimento mais rápido do alimento
imerso.

Superfície de contacto (estado de divisão dos reagentes)

Ao aumentar a superfície de contacto (por exemplo, moer um reagente sólido), aumenta a


probabilidade de ocorrência de choques eficazes/efectivos e aumenta a velocidade da reacção.

Exemplo: Açúcar fino dissolve-se melhor em água do que açúcar grosso.

Natureza dos reagentes

Muitas reacções que não envolvem quebra de muitas ligações químicas são muito rápidas a
temperatura ambiente, como por exemplo, reacções entre iões de carga contrária ou reacções de
transferência de electrões em solução aquosa.

Concentração dos reagentes

Ao aumentar a concentração dum reagente, aumenta a energia cinética das partículas por unidade
de volume e consequentemente aumenta-se a probabilidade de ocorrência de choques, o que
resultam num aumento da velocidade.

Luz

Algumas reacções são favorecidas pela luz, como a decomposição da água oxigenada, por isso os
frascos que encontramos nas farmácias são escuros.
18

Há reacções que só decorrem na presença da luz, portanto, não podem decorrer no escuro. Uma
mistura de hidrogénio e cloro não reage no escuro. No entanto, pode explodir quando exposta a
luz solar directa.

Catalisador

Um catalisador numa reacção química diminui a energia de activação (encurta o caminho da


reacção), por isso, aumenta a velocidade da reacção. Um catalisador não age como reagente, por
isso não se gasta durante a reacção, ele é recuperado no fim do processo.

Na figura 01 está representado o efeito de catalisador em uma reacção.

Figura 01: Representação gráfica do efeito de um catalisador em uma reacção.

Exemplo: A cinza é usada para acelerar o amadurecimento da banana. Depois de amadurecida a


banana a cinza continua intacta.
19

3. Metodologia
Neste âmbito, Findlay (2006:16), “metodologia é o conjunto de métodos e técnicas utilizadas
para a realização de uma pesquisa”.

Num trabalho científico, para uma colecta eficiente de dados, é inquestionável que esta acção se
realize na base de métodos e procedimentos científicos ligados ao problema apresentado em
conformidade com as hipóteses formuladas que de forma geral e específica respondem os
objectivos definidos, de modo que os resultados nele esperados correspondam a realidade dos
factos. Nesta perspectiva, faz-se necessário, contudo, definir o que é método. Este pode ser
compreendido como o caminho a ser seguido na pesquisa.

3.1. Método e técnica de pesquisa

Os dados que serão recolhidos e analisados num trabalho de pesquisa constituíra base de
aprovação ou refutação das hipóteses traçadas para sua recolha, (Richardson, 1999, p.31). Para a
aprovação ou refutação recorrera aos métodos e técnicas que passo a descrevê-los:

3.1.1.Metodos

O conhecimento caracteriza-se pela procura do porque dum fenómeno, pela necessidade de


explicar a ocorrência do mesmo, no que vieira citado por Richardson (1999, p.32) define como
saber metódico. É a etapa da ciência definida como investigação metódica, organizada da
realidade para descobrir a essência dos seres e fenómenos e leis que regem com fim do processo
natural em benefício do homem.

3.1.1.1. Método Indutivo

Método Indutivo – cuja aproximação dos fenómenos caminha geralmente para planos cada vez
mais abrangentes, indo das constatações mais particulares às leis e teorias (conexão ascendente);
método que considera o conhecimento como baseado na experiência; a generalização deriva de
observações de casos da realidade concreta e são elaboradas a partir de constatações particulares.
20

3.1.1.2. Método bibliográfico

Abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema estudado, desde publicações
avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, materiais cartográficos,
etc.

3.1.2. Técnicas

Existem diversas técnicas de recolha de dados que podem ser utilizados para obter informações
acerca de desenvolvimentos de competências. A mais comum porem, e na perspectiva de
Richardson (1999, p.189) é Observação, a escolha da observação como técnica chave desta
pesquisa se pretende com o facto apresentar uma vantagem substancial porque permitirá ao
pesquisador perceber os factos através da participação com os sujeitos envolvidos no estudo,
usando para o efeito e todos sentidos será necessário o que vai naturalmente permitir obter
informações sobre as particularidades, interacções. Com uma ficha de observação.

3.2. Instrumento de recolha de dados


O instrumento de colecta de dados utilizado foi, um questionário com os alunos da 10 a classe e
com os professores que leccionam 9a classe. Vale ressaltar que o modelo de questionário que será
aplicado segura quase o mesmo padrão, tanto para as professoras, quanto para os alunos. O
questionário elaborado apresenta, na sua maioria, perguntas abertas com objectivos de buscar
opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas, etc. Relacionado
com aulas experimentais no tratamento de cinética Química.

3.3. Forma de tratamento de dados


A análise dos dados dos questionários da pesquisa, foi utilizado o método de análise de
conteúdo. Que consistira no tratamento de dados colectados, que visa à interpretação de material
de carácter qualitativo, assegurando uma descrição objectiva, sistemática e com a riqueza
manifesta no momento da colecta dos mesmos.

As respostas foram listadas verticalmente e codificadas numericamente de modo a facilitar a


transcrição da resposta verbal para um ficheiro informático, para posterior tratamento
21

interpretação. Este facto implica que proporcionar-se-á ao sujeito respondente um conjunto de


opções exaustivo e dê indicações precisas quanto ao número de opções a assinalar.

Na verdade, as questões fechadas apresentam um mesmo quadro de referência para todos os


respondentes. Para além disso, oferecem grande rapidez e comodidade de registo; criam a
possibilidade de centrar as respostas dos sujeitos nas opções tidas como relevantes, permitem a
facilidade da recolha das respostas fornecidas. Todavia, os questionários apresentam, também,
quando as alternativas propostas correm o risco de sugerir as respostas aos que não têm opinião
formada sobre a área em estudo.

3.4. Tipo de pesquisa


Para a pesquisa foi indispensável a utilização de abordagens de pesquisas qualitativas, pois
possibilitam a descrição pelo pesquisador da complexidade de problemas e hipóteses, em que
será analisado a interacção entre variáveis, possibilitando a compreensão e a clareza dos
processos sociais.

No que diz respeito aos objectivos, a pesquisa caracteriza-se como descritiva. Como o nome
sugere, consiste na descrição de situações, acontecimentos, acções e apresenta uma explicação
sobre um fenómeno. Neste estudo, a descrição recaem sobre a contribuição da aula experimental
para o ensino do conteúdo de Cinética Química na 9 a classe onde o autor fará a descrição dos
diferentes aspectos e características do fenómeno em estudo com intuito de alcançar os
objectivos traçados na pesquisa.

Quanto ao procedimento baseou-se na pesquisa bibliográfica porque consistira de material já


publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e, actualmente, material
disponibilizado na internet sobre o tema em causa. Tendo em conta que antes deste trabalho que
o pesquisador apresente existiu outros estudos similares, será necessária a pesquisa bibliográfica
com objectivo de apoiar as discussões a serem apresentadas

3.5. Universo e amostra

Esta pesquisa teve como universo: 420 sujeitos (sendo 400 de alunos que estudam a 10 a classe e
20 professores que leccionam 9a classe).
22

Para a efectivação da pesquisa, o universo foi representado por uma amostra constituída por 106
elementos: 6 Professores e 100 Alunos (50 homens e 50 mulheres) da 10ª classe.

Quanto ao critério da selecção da amostra foi utilizado o critério de exclusão, isso porque exclui
todos alunos do período nocturno que fazem 10 a classe e todos os professores que não leccionam
a 9a classe e a disciplina de Química, mas onde não descriminaram a idade do aluno ou sexo e
ano de leccionação dos professores, isto é, a escolha de amostra será aleatória simples. O motivo
que leva a escolher a 10a classe é por estes se familiarizar com o problema a ser estudo, visto que
eles já viram a aula da cinética química na 9a classe.

3.6. Procedimentos de colecta de dados

A metodologia que foi utilizada incluiu questionário com os professores e alunos, com a
finalidade de conhecer suas respectivas concepções e compreensão das aulas experimentais no
tratamento da cinética química.

O primeiro contacto com a instituição constituiu em um guião, a fim de explicitar os objectivos


do estudo bem como os professores. Para melhor elaboração deste trabalho, será consultado
documentos e a legislação pertinente.

O questionário foi de perguntas abertas e fechadas sobre a percepção dos professores em relação
à aulas experimentais.

Foram analisados alguns planos de aulas elaborados que recentemente foi trabalhado em aula,
com o objectivo de comparar o trabalho prescrito na aplicação do questionário com o trabalho
real.

4. Descrição da área de pesquisa


Localização Geográfica da Escola Secundária 15 de Outubro de Montepuez

A escola secundária 15 de Outubro de Montepuez localiza-se na província de Província de Cabo


Delgado, Distrito de Montepuez, arredores da cidade municipal de Montepuez, numa zona
urbana, e espelha os seguintes limites:
23

 Sul: escola primária de 1º e 2º grau de Niuhula e é limitada por casas habitacionais dos
residentes do bairro de Niuhula.
 Norte: Escola Industrial Professional de Montepuez e o IFP DE MONTEPUEZ
 Este; empresa madeireira de Mofidi01
 Oeste: centro de saúde de Niuhula’

Características da Escola Secundária 15 de Outubro de Montepuez

A escola Secundária 15 de Outubro de Montepuez é uma escola pública centrada no ensino


Secundário Geral.

A maioria dos alunos é originária dos meios rurais circundantes. Dada a localização da escola, as
informações biográficas dos alunos e do seu meio ambiente familiar, pode-se considerar a
população escolar como predominantemente proveniente de estratos sócio culturais baixos, dos
meios rurais circundantes.

A condicionar o processo de ensino e aprendizagem, verificam-se para além das dificuldades


socioeconómicas a distância que separa a escola das residências dos alunos e sem meio de
transporte disponível, mais com a existência de uma motivação para a escola ou com as
expectativas ao seu futuro alunos de se integrarem no IFP (instituto de formação de professores)
razão esta por estar perto desta escola.

5. Resultados Esperados
Com o desenvolvimento deste estudo espera-se os seguintes resultados:

 Ampliar um esforço do professor, estruturada e com fundamentos didácticos, para


envolvimento dos alunos nas actividades experimentais, para promover a aprendizagem
eficaz dos alunos, desenvolver um sujeito crítico, questionador, reconstrutor da realidade;

 As aulas experimentais constituir um importante recurso metodológico facilitador do


PEA na disciplina de química;

6. Cronograma
Ordem Período
Actividades
Fev Mar Abr Ma Jun Jul Ag De
24

1 Revisão dos conteúdos


2 Elaboração do Projecto
3 Trabalho do campo (recolha
de dados)
4 Análise dos dados colhidos
5 Interpretação dos resultados
6 Formulação das teorias e
constatações
7 Conclusão do Estudo do
Objecto
8 Entrega do projecto de
pesquisa

Fonte: Adoptado pelo autor, 2021.

7. Orçamento
Material de consumo Quantidade Valor

Livros 8 2.500,00
Esferográfica - 100,00
Resma 5 600,00
Digitação - 1.200,00
Impressão - 2.000,00
Encadernação - 130,00
Total - 7.430,00

Fonte: Adoptado pelo autor, 2021.


25

Referencias
1. MUSSAK, E. Metacompetência: uma nova visão do trabalho e da realização profissional.
São Paulo: Editora Gente, 2003.
2. Perrenoud, P. (1999). Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed.
3. Perrenoud, P. (2000). Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed.
4. Pellerey, M. (2001). Sul concetto di competenza ed in particolare di competenza sul lavoro.
In C. Montedoro (Ed.), Dalla pratica alla teoria per la formazione: Un percorso di ricerca
epistemologica (pp. 18-35). Milano: Franco Angeli.
5. Jonnaert, P. (2002). Créer des conditions d’apprentissage. Une cadre de référence
socioconstructiviste pour la formation des enseignants. Bruxelas: De Boeck
6. Pérez Gómez, A. (2007). Las competências básicas y el currículo. Gobierno de Cantábria:
Consejería de Educación.
7. Zabala, A., & Arnau, L. (2007). 11 ideas clave. Como aprender y enseñar competências.
Barcelona: GRAÓ.
8. ROSITO, B. A. O ensino de Ciências e a experimentação. In: MORAES, Roque.
Construtivismo e ensino de ciências: reflexões epistemológicas. 3.ed. Porto Alegre:
EDIPUCRS, p. 195-208, 2008.
9. SANTOS, W. L. P.; SCHNETZLER, R. P. Função Social: o que significa ensino de química
para formar cidadão? Química Nova na Escola, n.4, nov. 1996.
10. GIORDAN, M. O Papel da Experimentação no Ensino de Ciências. Química Nova na
Escola, 1999
11. FERREIRA, L. H.; HARTWIG, D. R.; OLIVEIRA, R. C. Variação de pH em água mineral
gaseificada. Revista Química Nova na Escola, São Paulo, v. 28, p. 70 – 72, nov/2008.
12. REGINALDO, C. C.; SHEID, N. J.; GÜLLICH, R. I. da C. O Ensino de Ciências e a
experimentação. IX ANPED SUL - Seminário de pesquisa em educação da região Sul, Rio
Grande do Sul, 2012.
26

Apêndice

Você também pode gostar