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CONTER

Agente Fiscal

1 Ética e moral. ................................................................................................................................... 1

2 Ética, princípios e valores. ................................................................................................................ 9

3 Ética e democracia: exercício da cidadania. ................................................................................. 12

4 Ética e função pública. ................................................................................................................... 15

5 Ética no Setor Público. ................................................................................................................... 17

6 Decreto nº 1.171/94 (Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal) ................................................................................................................................................. 28

Candidatos ao Concurso Público,


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1 Ética e moral.

Caro(a) candidato(a), antes de iniciar nosso estudo, queremos nos colocar à sua disposição, durante
todo o prazo do concurso para auxiliá-lo em suas dúvidas e receber suas sugestões. Muito zelo e técnica
foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de digitação ou dúvida
conceitual. Em qualquer situação, solicitamos a comunicação ao nosso serviço de atendimento ao cliente
para que possamos esclarecê-lo. Entre em contato conosco pelo e-mail: professores @maxieduca.com.br

Ética é uma palavra de origem grega – ethos – que significa caráter.

Diferentes filósofos tentaram conceituar o termo ética:

Sócrates ligava-o à felicidade de tal sorte que afirmava que a ética conduzia à felicidade, uma vez que
o seu objetivo era preparar o homem para o autoconhecimento, conhecimento esse que constitui a base
do agir ético.
A ética socrática prevê a submissão do homem e da sua ética individual à ética coletiva que pode ser
traduzida como a obediência às leis.

Para Platão a ética está intimamente ligada ao conhecimento dado que somente se pode agir com
ética quando se conhece todos os elementos que caracterizam determinada situação posto que somente
assim, poderá o homem alcançar a justiça.

Para José Renato Nalini1 “ética é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade.2 É
uma ciência, pois tem objeto próprio, leis próprias e método próprio, na singela identificação do caráter
científico de um determinado ramo do conhecimento.3 O objeto da Ética é a moral. A moral é um dos
aspectos do comportamento humano. A expressão moral deriva da palavra romana mores, com o sentido
de costumes, conjunto de normas adquiridas pelo hábito reiterado de sua prática.

Com exatidão maior, o objeto da ética é a moralidade positiva, ou seja, "o conjunto de regras de
comportamento e formas de vida através das quais tende o homem a realizar o valor do bem".4 A distinção
conceitual não elimina o uso corrente das duas expressões como intercambiáveis. A origem etimológica
de Ética é o vocábulo grego "ethos", a significar "morada", "lugar onde se habita". Mas também quer dizer
"modo de ser" ou "caráter". Esse "modo de ser" é a aquisição de características resultantes da nossa
forma de vida. A reiteração de certos hábitos nos faz virtuosos ou viciados. Dessa forma, "o ethos é o
caráter impresso na alma por hábito".5”
Perla Müller6 explica vários aspectos da ética, quais sejam: ética especulativa que é aquela que busca
responder, de forma não definitiva, indagações acerca da moral e de seus princípios de sorte que,
utilizando-se de investigação teórica é possível à ética explicar algumas realidades sociais.
Para a mesma, a ética é ainda pedagogia do espírito, posto que é o estudo dos ideais da educação
moral. A ética pode ser vista também como a medida que o indivíduo toma de si, portanto, é pessoal e
voluntária.

Em suma: “ser ético significa conhecer e cumprir o dever; a ética é a condição que possibilita o
conhecimento do dever. O ‘dever’ repousa, antes de qualquer coisa, no reconhecimento da necessidade
de respeitar a todos como fins em si mesmos e não como meios para qualquer outro objetivo”.
A ética guarda estreita relação com a moral e os princípios, porém com esses não se confunde.
A ética é a ciência que busca estudar a melhor forma de convívio humano. No convívio social se faz
necessário a obediência de certas normas que visam impedir conflitos e promover a paz social, essas
são as normas éticas.

1 NALINI, José Renato. Conceito de Ética. Disponível em: www.aureliano.com.br/downloads/conceito_etica_nalini.doc.


2 ADOLFO SÁNCHEZ V ÁZQUEZ, Ética, p. 12. Para o autor, Ética seria a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em
sociedade.
3 Ciência, recorda MIGUEL REALE, é termo que "pode ser tomado em duas acepções fundamentais distintas: a) como 'todo conjunto de
conhecimentos ordenados coerentemente segundo princípios'; b) como 'todo conjunto de conhecimentos dotados de certeza por se fundar em
relações objetivas, confirmadas por métodos de verificação definida, suscetível de levar quantos os cultivam a conclusões ou resultados
concordantes'" (Fílosofia do direito, p. 73, ao citar o Vocabulaire de Ia phílosophie, de LALANDE).
4 EDUARDO GARCÍA MÁYNEZ, Ética - Ética empírica. Ética de bens. Ética formal. Ética valorativa, p. 12.
5 ADELA CORTINA, Ética aplicada y democracia radical, p. 162.
6 MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Jus Podivm, 2014.

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Toda sociedade possui preceitos éticos e esses baseiam-se nos valores e princípios dessa mesma
sociedade e influenciam a formação do caráter individual do ser humano que nessa convive.
Os valores de uma sociedade são baseados no chamado senso comum, ou seja, nos conceitos aceitos
e sentidos por um número indeterminado de pessoas.
Quando se fala em valores, necessariamente deve-se tratar de juízo de aprovação ou reprovação, ou
seja, para determinada sociedade um comportamento pode ser tido como bom e, portanto, aprovado,
enquanto outro é reprovado por ser considerado ruim.
O ser humano é influenciado por esses valores estabelecidos no meio social em que convive de sorte
que passa a adotá-los ainda que inconscientemente. Contudo, para agir com ética é preciso que o homem
reflita sobre seus passos, de forma a adotar determinado comportamento porque, após a devida reflexão,
considerou-o justo. Não existe ética onde há ausência de pensamento.
Tem-se como valores éticos aqueles sobre os quais o homem exerceu atividade intelectual. Ao
estabelecer juízo de valores sobre determinadas situações ou coisas o homem está atribuindo a essas
conceitos morais.
A moral, portanto, é o fator que determina se algo é bom ou ruim. Pertence à ética mas, com essa não
se confunde, haja vista que a ética tem como objeto de estudo o comportamento humano em sua forma
mais abrangente e a moral é uma expressão dos valores humanos, ou seja, quando o homem classifica
algo como bom ou como ruim, está expressando seus valores. São esses valores que vão pautar seu
comportamento.
Os atos morais possuem dois aspectos, quais sejam: o aspecto normativo que se traduz nas normas
e imperativos que revelam o dever ser e o aspecto factual que é a aplicação dessas normas no convívio
social.
Os princípios são as regras de boa conduta, ou seja, são os conceitos estabelecidos que regem o
comportamento humano por serem aceitos como bons, portanto, refletem a moral social.

Características da Ética:

. Imutabilidade: a mesma ética de séculos atrás está vigente hoje;

. Validade universal: no sentido de delimitar a diretriz do agir humano para todos os que vivem no
mundo. Não há uma ética conforme cada época, cultura ou civilização. A ética é uma só, válida para todos
eternamente, de forma imutável e definitiva, por mais que possam surgir novas perspectivas a respeito
de sua aplicação prática.

Para melhor compreensão, elencamos demais definições de Ética:

- Ciência do comportamento adequado dos homens em sociedade, em consonância com a virtude.


- Disciplina normativa, não por criar normas, mas por descobri-las e elucidá-las. Seu conteúdo mostra
às pessoas os valores e princípios que devem nortear sua existência.
- Doutrina do valor do bem e da conduta humana que tem por objetivo realizar este valor.
- Saber discernir entre o devido e o indevido, o bom e o mau, o bem e o mal, o correto e o incorreto, o
certo e o errado.
- Fornece as regras fundamentais da conduta humana. Delimita o exercício da atividade livre. Fixa os
usos e abusos da liberdade.
- Doutrina do valor do bem e da conduta humana que o visa realizar.

“Em seu sentido de maior amplitude, a Ética tem sido entendida como a ciência da conduta humana
perante o ser e seus semelhantes. Envolve, pois, os estudos de aprovação ou desaprovação da ação dos
homens e a consideração de valor como equivalente de uma medição do que é real e voluntarioso no
campo das ações virtuosas”7.
Podemos dizer, de um modo geral, que ética é o conhecimento que oferta ao homem critérios para
a eleição da melhor conduta, tendo em conta o interesse de toda a comunidade humana.8

Perla Müller disponibilizou um quadro – resumo sobre Ética:9

7 SÁ, Antônio Lopes de. Ética profissional. 9ª. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
8 ALMEIDA, Guilherme de Assis; CHRISTMANN, Martha Ochsenhofer. Ética e direito: uma perspectiva integrada. 3ª edição, São Paulo:
Atlas, 2009, p.4.
9 BORTOLETO, Leandro; e MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p. 15.

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ÉTICA
Ethos (grego): caráter, morada do ser;
Disciplina filosófica (parte da filosofia);
Os fundamentos da moralidade e princípios ideais da ação humana;
Ponderação da ação, intenção e circunstâncias sob o manto da liberdade;
Teórica, universal (geral), especulativa, investigativa;
Fornece os critérios para eleição da melhor conduta.

Ética e Moral:

Entre os elementos que compõem a Ética, destacam-se a Moral e o Direito. Assim, a Moral não é a
Ética, mas apenas parte dela. Neste sentido, Moral vem do grego Mos ou Morus, referindo-se
exclusivamente ao regramento que determina a ação do indivíduo.
Assim, Moral e Ética não são sinônimos, não apenas pela Moral ser apenas uma parte da Ética, mas
principalmente porque enquanto a Moral é entendida como a prática, como a realização efetiva e cotidiana
dos valores; a Ética é entendida como uma “filosofia moral”, ou seja, como a reflexão sobre a moral. Moral
é ação, Ética é reflexão.
Em resumo:
- Ética - mais ampla - filosofia moral – reflexão;
- Moral - parte da Ética - realização efetiva e cotidiana dos valores – ação.

No início do pensamento filosófico não prevalecia real distinção entre Direito e Moral, as discussões
sobre o agir ético envolviam essencialmente as noções de virtude e de justiça, constituindo esta uma das
dimensões da virtude. Por exemplo, na Grécia antiga, berço do pensamento filosófico, embora com
variações de abordagem, o conceito de ética aparece sempre ligado ao de virtude.
O descumprimento das diretivas morais gera sanção, e caso ele se encontre transposto para uma
norma jurídica, gera coação (espécie de sanção aplicada pelo Estado). Assim, violar uma lei ética não
significa excluir a sua validade. Por exemplo, matar alguém não torna matar uma ação correta, apenas
gera a punição daquele que cometeu a violação. Neste sentido, explica Reale 10: “No plano das normas
éticas, a contradição dos fatos não anula a validez dos preceitos: ao contrário, exatamente porque a
normatividade não se compreende sem fins de validez objetiva e estes têm sua fonte na liberdade
espiritual, os insucessos e as violações das normas conduzem à responsabilidade e à sanção, ou seja, à
concreta afirmação da ordenação normativa”.
Como se percebe, Ética e Moral são conceitos interligados, mas a primeira é mais abrangente que a
segunda, porque pode abarcar outros elementos, como o Direito e os costumes. Todas as regras éticas
são passíveis de alguma sanção, sendo que as incorporadas pelo Direito aceitam a coação, que é a
sanção aplicada pelo Estado. Sob o aspecto do conteúdo, muitas das regras jurídicas são compostas por
postulados morais, isto é, envolvem os mesmos valores e exteriorizam os mesmos princípios.

Sobre o tema Ética e Moral concordamos com Perla Müller:11


Enquanto a ética está contida na reflexão, a moral está contida na ação. A moral, verificada na
ação reiterada no tempo e espaço (costume, hábito), é tida como particular. A ética, de cunho
filosófico, é tida como universal.12
A palavra ‘moral’ vem do latim mos (cujo plural é mores) e significa costume, ou seja, uma longa e
inveterada repetição de atos consagrados como necessários ao bom conviver, como muito bem lembrado
por Elcias Ferreira da Costa ao citar Ulpiano.13
Enquanto a ética, como disciplina filosófica, é especulativa, a moral, seu objeto de estudo, é
normativa.
A moral, portanto, é influenciada por fatores sociais e históricos (espaço – temporais), havendo
diferenças entre os conceitos morais de um grupo para outro (relativismo), diferentemente da ética que,
como dito linhas acima, pauta-se pela universalidade (absolutismo), valendo seus princípios e valores
para todo e qualquer local, em todo e qualquer tempo.

10 REALE, Miguel. Filosofia do direito. 19ª. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.
11 BORTOLETO, Leandro; e MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, páginas 16 – 17.
12 A ética tem a pretensão de ser universal, já que quer estabelecer valores e princípios que possam ser considerados universais. Mas sua
universalidade não ultrapassa esta pretensão de encontro de valores e princípios universais, ou seja, válidos e obrigatórios para todo ser racional.
Isto porque, como fonte perene, incessante de investigação e indagação, a ética transforma-se a cada crítica e reflexão posta a si mesmo.
13 In Deontologia Jurídica: ética das profissões jurídicas. Rio de Janeiro: Forense, 2013, p. 04.

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A moral constitui-se como conjunto de normas de conduta que se apresentam como boas,
corretas, ou seja, como expressão do ‘bem’.
A experiência humana cotidiana, responsável pela construção do hábito e do costume, é fonte das
normas morais. A moral é, portanto, pragmática. As normas morais são fórmulas elaboradas pelo
homem para ordenar, regular seu comportamento.
Moral é a característica do comportamento que é conforme as normas morais, assim como legal é
p comportamento que é conforme as normas legais jurídicas.
Observe que a simples existência da moral não significa a presença explícita de uma ética (...), isto é,
uma reflexão que discuta, problematize e interprete o significado dos valores morais.14

E assim Müller conclui:15


Quer isto dizer que a ética, enquanto disciplina filosófica, pode modificar, refinar ou aprimorar valores
morais, ou seja, pode incidir para alterar as regras morais enraizadas na sociedade através da avaliação
que faz de princípios e valores morais até então estabelecidos.
A moral, no serviço público, aplica-se às relações de comando e obediência, já que é normativa.
E finaliza com o quadro – resumo de Moral:

MORAL
Mos (latim, plural mores): costume;
Regulação (normatização), comportamentos considerados como adequados a determinado grupo
social;
Prática (pragmática), particular;
Dependência espaço – temporal (relativa); caráter histórico e social.

Questões

01. (SEGEP/MA – Agente Penitenciário – FUNCAB/2016) A Moral:


(A) no sentido prático, tem finalidade divergente da ética, mas ambas são responsáveis por construir
as bases que vão guiar a conduta do homem.
(B) determina o caráter da sociedade e valores como altruísmo e virtudes, ensina a melhor forma de
agir e de se comportar em sociedade, e capacita o ser humano a competir com os antiéticos, utilizando
os mesmos meios destes.
(C) diferencia-se da ética no sentido de que esta tende a julgar o comportamento moral de cada
indivíduo no seu meio. No entanto, ambas buscam o bem-estar social.
(D) é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano, usadas eventualmente por cada cidadão, que
orientam cada indivíduo, norteando as suas ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral,
certo ou errado, bom ou mau.
(E) é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do comportamento humano ao tentar
explicar as regras morais de forma racional, fundamentada, científica e teórica.

02. (FUNPRESP/EXE – Conhecimentos Básicos – CESPE/2016) Acerca da ética e da função pública


e da ética e da moral, julgue o item que se segue.
Os termos moral e ética têm sentidos distintos, embora sejam frequente e erroneamente empregados
como sinônimos.
(....) Certo (....) Errado

03. (SEDUC/PI – Professor de Filosofia – NUCEPE/2015) Sobre as éticas deontológicas, marque a


alternativa INCORRETA.
(A) Para uma ética deontológica, o conceito central é o de Dever.
(B) Em sua formulação contemporânea, uma ética deontológica assume a prioridade do justo sobre o
bem.
(C) Em Kant, a ética deontológica preconiza uma razão prática autônoma em relação às inclinações
naturais, de caráter universal.
(D) Para uma ética deontológica, o único sentimento apropriado é o de respeito à lei moral, dada a
precedência das normas sobre os desejos.

14 CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2012, p. 386.


15 BORTOLETO, Leandro; e MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p. 17.

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(E) Para uma ética deontológica, o conteúdo do dever universal é configurado a partir das
consequências do curso de ação escolhido.

04. (TCE/RN – Conhecimentos Básicos – CESPE/2015) Com relação à ética e à moral, julgue o item
seguinte.
A ética é um conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo
social ou de uma sociedade.
(....) Certo (....) Errado

05. (TCE/RN – Conhecimentos Básicos – CESPE/2015) Com relação à ética e à moral, julgue o item
seguinte.
A efetivação da cidadania e a consciência coletiva da cidadania são indicadores do desenvolvimento
moral e ético de uma sociedade.
(....) Certo (....) Errado

06. (MPU – Técnico do MPU – CESPE/2015) Com relação a moral e ética, julgue o item a seguir.
A ética é um ramo da filosofia que estuda a moral, os diferentes sistemas públicos de regras, seus
fundamentos e suas características
(....) Certo (....) Errado

07. (DEPEN – Agente e Técnico – CESPE/2015) Acerca da ética e da moralidade no serviço público,
julgue o item subsecutivo.
Ética e moral são termos que têm raízes históricas semelhantes e são considerados sinônimos, uma
vez que ambos se referem a aspectos legais da conduta do cidadão.
(....) Certo (....) Errado

08. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH/Adaptada) Sobre moral e ética é
incorreto afirmar:
(A) A moral é a regulação dos valores e comportamentos considerados legítimos por uma determinada
sociedade, um povo, uma religião, uma certa tradição cultural etc.
(B) Uma moral é um fenômeno social particular, que tem compromisso com a universalidade, isto é,
com o que é válido e de direito para todos os homens. Exceto quando atacada: justifica-se se dizendo
universal, supostamente válida para todos.
(C) A ética a uma reflexão crítica sobre a moralidade. Mas ela não é puramente teoria. A ética é um
conjunto de princípios e disposições voltados para a ação, historicamente produzidos, cujo objetivo é
balizar as ações humanas.
(D) A moral é um conjunto de regras de conduta adotadas pelos indivíduos de um grupo social e tem
a finalidade de organizar as relações interpessoais segundo os valores do bem e do mal.
(E) A moral é a aplicação da ética no cotidiano, é a prática concreta.

09. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH/Adaptada) Sobre a ética, moral e
direito é incorreto afirmar:
(A) Tanto a moral como o direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma certa
previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam.
(B) O direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado.
(C) As leis têm uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma
determinada população ou seus delegados vivem.
(D) Alguns autores afirmam que o direito é um subconjunto da ética. Esta perspectiva pode gerar a
conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. Inúmeras situações demonstram a existência de
conflitos entre a ética e o direito.
(E) A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma
determinada lei. Este é um exemplo de que a moral e o direito, apesar de referirem-se a uma mesma
sociedade, podem ter perspectivas discordantes.

10. (CRN/3R/SP e MS – Assistente Administrativo – Quadrix/2014) O ramo da filosofia que trata


dos costumes ou dos deveres do homem para com seus semelhantes e para consigo, sobre como se
deve viver e, portanto, sobre a natureza de certo e errado, bem e mal, dever e obrigação, faz parte dos
conceitos da:
(A) dialética

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(B) estética.
(C) essência.
(D) ética.
(E) teologia.

11. (CNEN – Assistente Administrativo – IDECAN/2014) “A ética é o campo do conhecimento que


trata da definição e avaliação do comportamento das pessoas e organizações. A ética lida com a
aprovação ou reprovação do comportamento observado em relação ao comportamento ideal, sendo este
definido por meio de um código de conduta, implícito ou explícito.” Segundo o conceito de Maximiano, a
afirmativa anterior é
(A) verdadeira.
(B) falsa, pois o código de conduta é sempre explícito.
(C) falsa, pois a ética limita-se ao comportamento das pessoas.
(D) falsa, pois a ética restringe-se à reprovação do comportamento.
(E) falsa, pois a ética limita-se ao comportamento das organizações.

12. (SEDS/TO – Assistente Socioeducativo – FUNCB/2014) Em busca do comprometimento com o


cidadão usuário e com a eficiência, a Administração Pública vem realizando esforços para que seus
agentes conheçam a ciência que teoriza sobre as condutas humanas e sobre o conjunto de valores que
devem orientar o comportamento dos homens em relação aos seus semelhantes. Tal ciência denomina-
se:
(A) moral
(B) ética
(C) reflexologia.
(D) principiologia.

13. (SEDS/TO – Assistente Socioeducativo – FUNCB/2014) A ética se apresenta como uma reflexão
crítica sobre:
(A) política.
(B) moralidade.
(C) ação.
(D) trabalho.

14. (ANTAQ – Conhecimentos Básicos – CESPE/2014) Considerando os conceitos de ética e moral,


julgue o item abaixo.
A ética é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade.
(....) Certo (....) Errado

15. (Prefeitura de Paranaguá/PR – Economista – FAFIPA/2016) Sobre a ética, assinale a alternativa


INCORRETA.
(A) O objeto principal da ética, como ramo da filosofia, é a reflexão do comportamento humano através
da análise dos valores e normas sociais vigentes em determinado lugar.
(B) Ética e moral nem sempre são sinônimos; a moral seria um conjunto de normas que podem variar
com o momento histórico e cultural de cada sociedade, sendo, na verdade, o objeto de estudo da ética.
(C) Ética vem da palavra romana ethos, que vem de mos ou mores do grego, que significa moral,
caráter ou costumes.
(D) Muitos dividem a ética didaticamente em dois campos: o primeiro cuida dos problemas gerais e
fundamentais relacionados aos valores e normas da sociedade e o segundo, de áreas específicas, como
a ética profissional etc.

Respostas

01. Resposta: C.
Moral - é o conjunto de regras que orientam o comportamento humano dentro de uma sociedade. As
regras definidas pela moral regulam o modo de agir das pessoas. Está associada aos valores e
convenções estabelecidos coletivamente por cada cultura ou por cada sociedade a partir da consciência
individual, que distingue o bem do mal, ou a violência dos atos de paz e harmonia. A moral orienta o
comportamento do homem diante das normas instituídas pela sociedade ou por determinado grupo social.

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Diferencia-se da ética no sentido de que esta tende a julgar o comportamento moral de cada indivíduo no
seu meio. No entanto, ambas buscam o bem-estar social.

02. Resposta: Certo.


A moral incorpora as regras que temos de seguir para vivermos em sociedade, regras estas
determinadas pela própria sociedade. Quem segue as regras é uma pessoa moral; quem as desobedece,
uma pessoa imoral.
A ética, por sua vez, é a parte da filosofia que estuda a moral, isto é, que reflete sobre as regras morais.
A reflexão ética pode inclusive contestar as regras morais vigentes, entendendo-as, por exemplo,
ultrapassadas.

03. Resposta: E.
A deontologia também se refere ao conjunto de princípios e regras de conduta — os deveres —
inerentes a uma determinada profissão. Assim, cada profissional está sujeito a uma deontologia própria
a regular o exercício de sua profissão, conforme o Código de Ética de sua categoria.
04. Resposta: Certo.
A ética é a parte da filosofia que se ocupa do comportamento moral do homem. Ela engloba um
conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa, que estão ligados à prática do bem e da justiça,
aprovando ou desaprovando a ação do homem, de um grupo social ou de uma sociedade.
Para Aurélio Buarque de Holanda, ética é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta
humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada
sociedade, seja de modo absoluto”. Enquanto a ética trata o comportamento humano como objeto de
estudo, procurando tomá-lo o mais abrangente possível, a moral se ocupa de atribuir um valor à ação.
Esse valor tem como referências o bem e o mal, baseados no senso comum.

05. Resposta: Certo.


"A cidadania nem sempre é uma realidade efetiva, nem para todos. A efetivação da cidadania e a
consciência coletiva dessa condição são indicadores do desenvolvimento moral e ético de uma
sociedade. Para a ética não basta que exista um elenco de princípios fundamentais e direitos definidos
nas Constituições. O desafio ético para uma nação é o de universalizar os direitos reais, permitindo a
todos as cidadanias plenas, cotidianas e ativas".
(http://professorbacchelli.spaceblog.com.br/186516/Etica-Profissional-Aula-02/).

06. Resposta: Certo.


A ética é uma ciência de estudo da filosofia. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom
funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não
possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social.
A ética é construída por uma sociedade com base nos valores históricos e culturais,ou seja, antecede
qualquer lei ou código. Do ponto de vista da Filosofia, Ética é a parte da filosofia que estuda os
fundamentos da moral e os princípios ideais da conduta humana, ou seja, tem como objeto de estudo o
estímulo que guia a ação: os motivos, as causas, os princípios, as máximas, as circunstâncias.
Sócrates, considerado o pai da filosofia, dizia que a obediência à lei era o divisor entre a civilização e
a barbárie. Segundo ele, as ideias de ordem e coesão garantem a promoção da ordem política. A ética
deve respeitar às leis, portanto, à coletividade.
A ética refere-se a um conjunto de conhecimentos advindos da análise do comportamento humano e
dos valores morais, enquanto a moral tem por base as regras, a cultura e os costumes seguidos
ordinariamente pelo homem. Assim, podemos concluir que a ética é uma ciência sobre o comportamento
moral dos homens em sociedade e está relacionada a filosofia. Além disso, A ética pode levar a
modificações na moral, com aplicação universal, guiando e orientando racionalmente e do melhor modo
a vida humana.
Podemos concluir que a ética pode ser normativa, em uma tentativa de alcançar padrões morais que
guiam as nossas atuações da vida. Estuda o certo e o errado, os deveres e assim, propõe códigos morais
ou regras de comportamento.

07. Resposta: Errado.


Da análise do discurso das pessoas participantes da enquete e de alguns formadores de opinião no
Brasil, depreende-se que as palavras ética e moral frequentemente são usadas como sinônimos. Esse
fato igualmente se comprova na revisão bibliográfica.

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GOLDIM, J.R., citando Robert Veatch, diz que esse dá uma boa definição operacional da ética ao
propor que ela é a “realização de uma reflexão disciplinada das intuições morais e das escolhas morais
que as pessoas fazem”.
Em realidade, Ética e Moral são duas posturas do pensamento metafórico (LAKOFF & JONHSON)
humano. Ambas são geradoras de comportamentos, os quais em determinados momentos se sobrepõem
e que, em outros, atuam em campos opostos.
A Ética está a serviço do pensamento metafórico (predominantemente inconsciente) e do
comportamento de todos os humanos; desde o ateu ou agnóstico até o mais convicto religioso. A laicidade
confere para a Ética um caráter de unicidade.
Por outro lado, a Moral é uma escala dinâmica de valores psicossociais (costumes) interligados e
fundamentados em raízes psicológicas e religiosas. Prova desse fato está na inexistência de uma moral
dos ateus ou dos agnósticos, pois esses devem se orientar por parâmetros éticos.
http://www.ecodebate.com.br/2013/02/01/valores-eticos-do-brasil-artigo-de-millos-augusto-stringuini.

08. Resposta: B.
A Moral, embora seja mais subjetiva que a Ética, reflete o seu conteúdo, logo, também possui
universalidade. O sentimento moral é uno e repousa no seio social, sendo assim universal. Logo, a Moral
é válida para todos, não supostamente válida.

09. Resposta: D.
O Direito é um subconjunto da Ética e, por isso mesmo, suas normas devem refletir o conteúdo ético
sempre que possível, o que ocorre pela presença do valor do justo. Tomar como correta a afirmativa d
seria entender que o Direito pode não ser justo e ainda assim ser válido, premissa positivista refutada no
contexto pós-guerra.

10. Resposta: D.
Dialética - Dialética é uma palavra com origem no termo em grego dialektiké e significa a arte do
diálogo, a arte de debater, de persuadir ou raciocinar.
Estética - Estética é uma palavra com origem no termo grego aisthetiké, que significa “aquele que nota,
que percebe”. Estética é conhecida como a filosofia da arte, ou estudo do que é belo nas manifestações
artísticas e naturais.]
Essência - Essência é o substantivo feminino com origem no latim essentia e que indica a natureza,
substância ou característica essencial de uma pessoa ou coisa. Também pode se referir a um aroma ou
perfume.
CORRETA - ÉTICA - Ética é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A
palavra ética é derivada do grego, e significa aquilo que pertence ao caráter.
Teologia - Teologia é o estudo da existência de Deus, das questões referentes ao conhecimento da
divindade, assim como de sua relação com o mundo e com os homens. Do grego “theos” (deus, termo
usado no mundo antigo para nominar seres com poderes além da capacidade humana) + “logos” (palavra
que revela), por extensão “logia” (estudo).

11. Resposta: A.
O dicionário de Sérgio Ximenes (2002, pg. 409), define ética como ciência que estuda os juízos moral
referente à conduta humana, virtude caracterizada pela orientação dos atos pessoais segundo os valores
do bem e da decência pública, e a moral conjunto de regras de conduta baseadas nas noções de bem e
de mal, Os estudos de Maximiano (1974, p.294) demonstram que a ética tem sido entendida sob várias
concepções. Assim, a concepção de ética tratada pelo autor afirma que.
“A ética é como a disciplina ou campo do conhecimento que trata da definição e avaliação de pessoas
e organização, e a disciplina que dispõe sobre o comportamento adequado e os meios de implementá-lo
levando-se em consideração os entendimentos presentes na sociedade ou em agrupamentos sociais
particulares”.
Na interpretação de Maximiano (1974, p.371) os valores éticos podem ser absolutos, baseia-se na
premissa de que as normas de conduta são válidas em todas as situações, ou relativa, que as normas
dependem da situação.
Para melhor entender, fez-se um estudo mais aprofundado onde os orientais entendem a ética relativa
de forma que os indivíduos devem dedicar-se inteiramente à empresa, que constitui uma família à qual
pertence à vida dos trabalhadores. Já, para os ocidentais, o entendimento é de que há diferença entre a
vida pessoal e a vida profissional. Assim, encerrado o horário normal do trabalho, o restante do tempo é
do trabalhador e não do patrão. Em relação à ética absoluta, parte-se do princípio de que determinadas

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condutas são intrinsecamente erradas ou certas, qualquer que seja a situação, e, dessa maneira, devem
ser apresentadas e difundidas como tal.16

12. Resposta: B.
A ética está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o comportamento
humano em sociedade, enquanto a moral são os costumes, regras, tabus e convenções estabelecidas
por cada sociedade.
Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada cidadão. Essas
regras orientam cada indivíduo, norteando as suas ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou
imoral, certo ou errado, bom ou mau.
No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante. São ambas responsáveis por
construir as bases que vão guiar a conduta do homem, determinando o seu caráter, altruísmo e virtudes,
e por ensinar a melhor forma de agir e de se comportar em sociedade.
Fonte: http://www.significados.com.br/etica-e-moral/.

13. Resposta: B.
Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do comportamento humano ao tentar
explicar as regras morais de forma racional, fundamentada, científica e teórica.
A Ética é a parte da filosofia que estuda a moralidade das ações humanas, isto é, se são boas ou más.
É uma reflexão crítica sobre a moralidade.

14. Resposta: Certo.


A Ética é um ramo de estudo que tem por objetivo o estudo do comportamento humano dentro de cada
sociedade.
Ética - é uma ciência sobre o comportamento moral dos homens em sociedade e está relacionada à
filosofia.
Moral - um conjunto de normas, aceitas livre e conscientemente, que regulam o comportamento
individual do homem.

15. Resposta: C.
Ética é uma palavra de origem grega – ethos – que significa caráter.

2 Ética, princípios e valores.

Se a ética é disciplina filosófica que lança esforço e olhares, de forma reflexiva e profundamente crítica,
sobre o comportamento humano, afim de valorá-lo como bom, justo (ou mau, injusto), fazendo-o através
da tentativa, perene, de compreensão do sentido da vida e da existência humana, buscando, inclusive,
fornecer elementos para correção moral da ação, de imperiosa necessidade o entendimento do que sejam
virtudes, princípios e valores.
Aristóteles, já na Grécia antiga (por volta do século V a. C.), dedicou um livro inteiro ao problema ético:
sua filosofia, em especial no plano da ética, tentou aliar o horizonte teórico-filosófico à dimensão prática
expressa no agir. Em Aristóteles, não é suficiente apenas conhecer, compreender e contemplar a verdade
sobre o bom, o justo, o correto; é necessário fazê-la atuar, agir segundo a verdade conhecida.
A ética – e toda a filosofia, deve expressar-se no agir humano. Por exemplo, de nada adianta saber
fazer fogo, se não se sabe para que e como usá-lo! Quer isto dizer que, nada adianta saber o que é bom,
justo, certo não significa que seremos, em nossas ações, bons, justos, corretos se assim não agirmos. A
ciência nos ensinou a fazer o fogo; mas é nossa consciência moral que nos orientará a como devemos
usá-lo: se para saciar adequada e dignamente a fome aquecendo o alimento, ou para causar dano a
integridade física ou patrimonial alheia incendiando deliberadamente!
O comportamento ético, já dizia Aristóteles, é o agir repetido em conformidade com as respectivas
virtudes (do grego areté). Mas o que são virtudes? Virtudes são excelências, são, no campo ético,
disposições do caráter, ou seja, a propensão (inclinação) a nos comportarmos bem relativamente
àquilo que nos afeta. Ora, as disposições do caráter podem nos levar a comportamentos bem ou mal
diante um sentimento que nos afeta, por exemplo. Mas este comportamento só será virtuoso, se for o

16 MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Atlas, 1974, p. 371; MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru.
Teoria geral da administração. São Paulo: Atlas, 1974, p. 294. Disponível em: http://www.webartigos.com/artigos/etica-etica-empresarial-moral-
e-responsabilidade-social/1700/.

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bem comportar-se. Assim, as disposições do caráter podem constituir virtudes ou perversões: se nos
comportarmos bem diante determinada situação, praticamos a virtude (excelência); se nos comportarmos
mal, praticamos a perversão (vício).
Apenas para melhor elucidação: quando somos magoados ou maltratados por uma pessoa, somos
tomados por um sentimento de raiva ou mesmo de ira. Imaginemos que somos um servidor público
responsável pela expedição de certidões que comprovam a existência ou inexistência de ações ajuizadas
em face dos cidadãos. Imaginemos então que aquela pessoa que nos magoou ou maltratou dias antes
vá até a repartição pública onde servimos e precise, com urgência, de uma certidão comprobatória de
inexistência de ações contra ela ajuizadas, para que consiga, rapidamente, vender um imóvel para
levantar dinheiro para fazer frente a despesas com sua saúde debilitada, diante deste quadro podemos
agir de duas formas: ou demoramos, deliberadamente, par expedir a dita certidão, como forma de causar-
lhe dor e sofrimento, e assim irmos à forra com quem nos magoou ou maltratou e neste caso nos
inclinaremos a um comportamento mau (viciado); ou atuaremos com presteza e agilidade, fornecendo-
lhe quanto antes a certidão buscada, tornado eficaz o serviço público e excelente nosso labor, inclinando-
os, assim, a um comportamento bom ,(virtuoso). Veja que nossas disposições de caráter podem pender
para a virtude ou para o vício, sendo tal a escolha ´tica que devemos fazer!
O comportamento ético é, por essência, virtuoso. A virtude, assim, é a potência moral do homem, a
realização mais perfeita de um modo de agir; e o hábito é que torna o homem virtuoso pela prática
reiterada de virtudes, de modo que a virtude é a disposição firme e constante para o que tem valor.
Em um sentido vulgar, “valor” é o preço (ou utilidade) dos bens materiais ou a dignidade (ou mérito)
das pessoas (o valor de um carro ou o mérito de um servidor público).
No campo ético, valores são objetos da escolham oral, os fins da ação ética; é o predicado, a
qualidade que torna algo estimável; é o preferível, o objeto de uma antecipação ou de uma
expectativa normativa (de um dever ser); é, enfim, possibilidade de escolha, já que nem sempre é
escolhido. Ora, a vida é um bem a que atribuímos altíssima estima; desta forma, a vida é um valor!
Ora, vimos acima que as disposições de caráter do homem podem orienta-lo para a prática do bem
(do que tem valor moral) ou para o mal (do que não tem valor moral); desta forma, de fato o valor é
preferível e uma possibilidade de escolha nem sempre escolhida, já que, como dito, o homem pode
inclinar-se para a perversão, para o vício. Portanto, o valor é objeto de uma escolha moral, de uma escolha
positivamente moral.
No exemplo anterior, do “servidor magoado”, se escolher o caminho virtuoso”, ou seja, cumprir com
presteza e agilidade seu labor ainda que em favor de quem lhe tenha magoado e maltratado, resta
evidente que escolheu o que tem valor positivo, o que deve ser moralmente estimado, já que escolheu
como valores a eficiência e excelência do serviço público em detrimento de qualquer interesse eu pessoal.
E a escolha do que tem valor, deve ser uma constante, deve orientar toda e qualquer de nossas ações,
porque só assim implementaremos o que de fato nos exige a ética.
É o habito, dessa forma, que, orientando o comportamento para a prática de virtudes, nos leva à
observância o valor.
Mas como fazer a escolha entre valores ou entre o que tem e o que não tem valor? O processo de
escolha, como todo processo, se faz por princípios. Princípios, assim, são, de forma geral, pontos de
partida ou fundamentos de um processo. Do ponto de vista filosófico, princípio é o fundamento do
ser, do devir (do vir a ser), do conhecer. Sob a perspectiva especificamente ética, princípio é a fonte, o
substrato em que se funda a ação.
Deste modo, por princípio, deve-se optar pela prática de virtudes, ou seja, inclinar-se para o que tem
valor moral, como forma de implementar o comportamento ético.
Os princípios que pomos, estabelecemos para nós mesmos, como vetores, guias do nosso
comportamento, nos são dados por nosso senso moral, ou seja, “pela maneira como avaliamos nossa
situação e a de nossos semelhantes segundo ideias como as de justiça e injustiça” e eleitos por nossa
consciência moral, ou seja, por nossa faculdade de estabelecer julgamento morais acerca de nossas
próprias escolhas.
Assim, o senso moral nos permite distinguir o justo do injusto, o certo do errado, o bom do mau; mas
é nossa consciência moral que nos torna responsável, perante nós mesmos e os outros, por nossas
escolhas. Nosso senso e nossa consciência moral nos auxiliam a definir, para nós mesmos, os valores
que iremos salvaguardar através de nosso comportamento individual e social.
Finalmente, parece desnecessário destacar que, do servidor público, espera-se a prática de virtudes,
a escolha do que vale moralmente, a orientação do comportamento segundo princípios que o dirijam ao
bem.

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VIRTUDES (ARETÉ) VALORES PRINCÍPIOS
- excelências; - objeto de escolha moral; - ponto de partida;
- disposição do caráter para o - o preferível - fundamento da ação
bem

Questões

01. (MME – Nível Médio – CESPE/2013) Quando a distribuição de bens por determinado agente
público resulta em benefícios aos desfavorecidos, é correto afirmar que os princípios e valores que regem
a conduta desse agente se baseiam em uma abordagem
(A) com ênfase na garantia de oportunidades a todos.
(B) convencional da ética e do direito público.
(C) utilitária da ética e da justiça social.
(D) moralista dos direitos dos cidadãos.
(E) individualista da ética.

02. (MPOG – Atividade Técnica – FUNCAB/2015) A ética pode ser definida como:
(A) um conjunto de valores genéticos que são passados de geração em geração.
(B) um princípio fundamental para que o ser humano possa viver em família.
(C) a parte da filosofia que estuda a moral, isto é, responsável pela investigação dos princípios que
motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano em sociedade.
(D) um comportamento profissional a ser observado apenas no ambiente de trabalho.
(E) a boa vontade no comportamento do servidor público em quaisquer situações e em qualquer tempo
de seu cotidiano.

03. (MPOG – Atividade Técnica – FUNCAB/2015) A ética pode ser definida como:
(A) a parte da filosofia que estuda a moral, isto é, responsável pela investigação dos princípios que
motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano em sociedade.
(B) um comportamento profissional a ser observado apenas no ambiente de trabalho.
(C) um princípio fundamental para que o ser humano possa viver em família.
(D) um conjunto de valores genéticos que são passados de geração em geração.
(E) a boa vontade no comportamento do servidor público em quaisquer situações e em qualquer tempo
de seu cotidiano.

Respostas

01. Resposta: C.
As decisões éticas podem ser guiadas usando uma abordagem normativa, isto é, usando um conjunto
de normas e valores explícitos ou implícitos. Diante de um problema, a decisão ética pode ser tomada
sob uma abordagem utilitarista, individualista, dos direitos morais e da justiça:
a) Utilitarismo: Basicamente, significa tomar a decisão que traga o maior bem para o maior número de
pessoas, ou seja, para a coletividade. b) Individualismo: considera que as ações são morais quando
promovem os interesses individuais a longo tempo e, em última instância, o maior bem. c) Direitos Morais:
Os indivíduos têm direitos e liberdades fundamentais, que não podem ser retiradas por uma decisão: livre
consentimento, privacidade, liberdade de consciência, liberdade de expressão, direito a tratamento
imparcial e justo e direito à vida e segurança. d) Justiça: pauta-se estritamente por princípios de justiça,
sendo um conceito ético de que as decisões morais são pautadas pela verdade e pela lei, com integridade,
equidade, impessoalidade e imparcialidade.
Fonte: Ética no Serviço Público p/ Policial (2014/2015) da PRF. Teoria e exercícios comentados Prof.
Daniel Mesquita Aula 01.

02. Resposta: C.
A ética é a parte da filosofia que estuda a moral, (filosofia moral ou de costumes), reflete sobre os
valores em sociedade na busca da moralidade e consciência para alcançar esses valores morais, porém
a ética inicialmente não estabelece regras.
A ética, portanto, é um termo grego “ETHIKÓS” que significa “modo de ser”, que em aspectos
filosóficos traduz-se o estudo dos juízos na conduta do ser, que é passível do bem e o mal, presente
neste único ser ou em grupo e/ ou sociedade. Está presente em todas as ordens vigentes no mundo, na

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escola, na política, no esporte, nas empresas e é de vital importância nas profissões, principalmente nos
dias atuais.17

03. Resposta: A.
"Ética é parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem,
disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo especialmente a respeito da essência das
normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social."18

3 Ética e democracia: exercício da cidadania.

Aristóteles, já nos anos que antecederam a Cristo, não separava ética e política (como aquilo que se
refere ao poder, cuja finalidade deve ser a vida justa e feliz): vislumbrou, com perspicácia, a
indissolubilidade entre virtude moral e atividade cívica.
Cidadão é o indivíduo que, dentro de um Estado, goza de direitos (civis e políticos) e desempenha
deveres (civis e políticos). Assim, a cidadania, ou seja, a qualidade de quem é cidadão, se exerce no
campo associativo (da associação civil), pela cooperação de homens reunidos no Estado. Desta
forma, a sobrevivência e harmonia da sociedade – como grupo, associação ode homens que é – depende
da vida cooperativa de seus cidadãos.
As atribuições cívico-políticas do cidadão dependem da conformação do Estado a que pertence, ou
seja, da forma de governo por este adotada.
Sendo a democracia a forma de governo eleita pelo Estado, a cidadania retrata a qualidade dos
“sujeitos politicamente livres, ou seja, cidadãos que participam ada criação e concordam com a ordem
jurídica vigente”.
Por democracia entende-se, de forma geral, o governo do povo, como governo de todos os
cidadãos. Para que a democracia se estabeleça, necessário o respeito à pluralidade, à transparência
e à rotatividade: a democracia caracteriza-se pelo respeito à divergência (heterogeneidade), pela
publicidade do exercício do poder e pela certeza de que ninguém ou grupo nenhum tem lugar cativo no
poder, acessível a todos e exercido precária e transitoriamente.
Curioso o conceito de democracia dado por Norberto Bobbio, para quem a democracia é o poder em
público. E, de fato, a participação do povo no exercício do poder somente se viabiliza através da
transparência, da publicidade, da abertura, quando decisões são tomadas de forma clara e a todos
acessíveis. Somente desta forma, o povo, titular de todo poder, pode eficazmente intervir nas tomadas
de decisões contestando-as, pelos meios legais, quando delas discordarem.
Sendo assim, o exercício da cidadania, como gozo de direitos e desempenho de deveres, deve
pautar-se por contornos éticos: o exercício da cidadania deve materializar-se na escolha da melhor
conduta tendo em vista o bem comum, resultando em uma ação moral como expressão do bem.
A sobrevivência e harmonia da vida associativa, como já dito, dependem do nível cooperativo dos
homens reunidos em sociedade: há uma expectativa generalizada a respeito das ações humanas e, em
especial, das ações daqueles que desempenham funções públicas.
O servidor público, antes de sê-lo, é cidadão do Estado e, como tal, tem interesse na sobrevivência e
harmonia da sociedade como qualquer outro cidadão. O bom, correto, justo, enfim, ético desempenho de
suas funções à frente da coisa pública não beneficia apenas toa a sociedade, mas antes a ele mesmo. A
conduta desvencilhada dos pilares éticos e violadoras das normas morais podem até trazer algum
benefício temporário ao seu executor, mas as consequências danosas de tal comportamento para si
mesmo se farão sentir com o desenvolver do tempo, já que nenhum Estado pode crescer, desenvolver e
aprimorar-se sob a ação corrupta de seus governantes, gestores e servidores e um Estado assim falido,
inclusive moralmente, retrata a falência mesma dos homens nele reunidos em sociedade.
Desta forma, o servidor que se desvia do comportamento ético, atenta contra si e toda a sociedade,
violando, em especial, a própria dignidade, já que o trabalho realizado com excelência é o mais caro
patrimônio humano.

Referências Bibliográficas:
BORTOLETO, Leandro; MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Editora Jus Podivm,
2014.

17 Fonte: http://www.acervosaber.com.br/trabalhos/chs1/etica_2.php
18 Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/rev_64/artigos/Art_Francisco.htm#II.

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Questões

01. (LIQUIGÁS – Profissional Júnior – CESGRANRIO/2014) Na medida em que é editada uma lei,
regularmente votada pelo Congresso Nacional, a qual protege as pessoas com certo grau de deficiência
física, ofertando oportunidades de inserção no mercado de trabalho, está sendo realizado o princípio da
(A) cidadania
(B) organização
(C) proteção
(D) democracia
(E) república

02. (FSC – Advogado – CEPERJ/2014) Dentre os fundamentos da República Federativa do Brasil


está aquele que não está limitado por nenhum outro na ordem interna. Trata-se da:
(A) democracia
(B) cooperação
(C) dignidade
(D) cidadania
(E) soberania

03. (MPOG – Atividade Técnica – FUNCAB/2015) Sobre os direitos políticos, é correto afirmar que:
(A) são inelegíveis, de acordo com o art. 14, § 4º, da Constituição Federal, os inalistáveis e os
analfabetos.
(B) a idade mínima de vinte e um anos é requisito de elegibilidade para candidatura a vereador.
(C) o alistamento eleitoral e o voto são facultativos para os maiores de setenta anos e para os maiores
de dezesseis e menores de dezoito anos, mas não para os analfabetos.
(D) para concorrer a outro cargo, prefeitos devem renunciar ao mandato até três meses antes do pleito.
(E) não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e os brasileiros naturalizados.

04. (DEPEN – Técnico de Apoio – CESPE/2013) No que se refere à ética e ao exercício da cidadania,
julgue o próximo item.
Configura um dos elementos indispensáveis para o exercício da cidadania o efetivo conhecimento a
respeito dos direitos
(....) Certo (....) Errado

05. (INES - Assistente Social – AOCP/2013). Preencha a lacuna e assinale a alternativa correta.
“A revisão do texto de 1986 processou-se em dois níveis. Reafirmando os seus valores fundantes - a
liberdade e a justiça social -, articulou-os a partir da exigência democrática: a _______________ é tomada
como valor ético-político central, na medida em que é o único padrão de organização político-social capaz
de assegurar a explicitação dos valores essenciais da liberdade e da equidade. É ela, ademais, que
favorece a ultrapassagem das limitações reais que a ordem burguesa impõe ao desenvolvimento pleno
da cidadania, dos direitos e garantias individuais e sociais e das tendências à autonomia e à autogestão
social."
(A) ética
(B) cidadania
(C) democracia
(D) sociedade
(E) justiça social

06. (Prefeitura de Cuiabá – Técnico em Administração Escolar – FGV/2015) Segundo os princípios


éticos e da cidadania, assinale a afirmativa correta.
(A) O servidor público deve proceder de forma diligente no exercício de sua função.
(B) O servidor público pode ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização.
(C) O servidor público pode recusar fé a documentos públicos.
(D) O servidor público pode opor resistência injustificada ao andamento de um documento.
(E) O servidor público pode coagir os subordinados no sentido de filiarem-se a um partido político.

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Respostas

01. Resposta: A.
Cidadania é o exercício dos direitos e deveres civis, políticos e sociais estabelecidos pela CF.

02. Resposta: E.
A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos estados e Municípios e do
Distrito Federal, constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos:
I - Soberania:
Na definição de Marcelo Caetano, soberania é "um poder político supremo e independente,
entendendo-se por poder supremo aquele que não está limitado por nenhum outro na ordem interna e
por poder independente aquele que, na sociedade internacional, não tem de acatar regras que não sejam
voluntariamente aceitas e está em pé de igualdade com os podres supremos dos outros povos".
É a capacidade de editar suas próprias normas, sua própria ordem jurídica (a começar pela Lei Magna),
de tal modo que qualquer regra heterônoma só possa valer nos casos e nos termos admitidos pela própria
Constituição. A Constituição traz a forma de exercício da soberania popular no art. 14.

03. Resposta: A.
a) CORRETA. Art. 14 § 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.
b) ERRADA.
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz
de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
c) ERRADA.
II - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
d) ERRADA
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do
Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.
e) ERRADA
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar
obrigatório, os conscritos.
Brasileiro naturalizado, por óbvio, podem alistar-se como eleitores.

04. Resposta: Errado.


Muito embora o exercício efetivo da cidadania seja potencializado nas pessoas que conhecem seus
próprios direitos, e que, por isso mesmo, dispõem de melhores condições para fazê-los valer, não se pode
desprezar, por completo, a possibilidade de um indivíduo, mesmo que desconheça a existência e a
extensão de seus próprios direitos, acabar por praticar atos que configurem o exercício da cidadania. 19

05. Resposta: C
A democracia é tomada como valor ético político central, na medida em que é o único padrão de
organização político-social capaz de assegurar a explicitação dos valores essenciais da liberdade e da
equidade. É ela, ademais, que favorece a ultrapassagem das limitações reais que a ordem burguesa
impõe ao desenvolvimento pleno da cidadania, dos direitos e garantias individuais e sociais e das
tendências à autonomia e à autogestão social. Em segundo lugar, cuidou-se de precisar a normatização
do exercício profissional de modo a permitir que aqueles valores sejam retraduzidos no relacionamento
entre assistentes sociais, instituições, organizações e população.

06. Resposta: A.
São um dos Principais Deveres do Servidor Público: b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição
e rendimento, pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias,

19 Autor: Rafael Pereira , Juiz Federal - TRF da 2ª Região.

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principalmente diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor
em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário.

4 Ética e função pública.

De fato, não se pode negar que o desenvolvimento, retificação e refinamento moral da sociedade
impõem que “todas as instituições sociais (públicas e privadas), ao lado dos indivíduos, devem se afinar
no sentido da conquista da cultura da moralidade”. Ora, a reverência da moralidade nas relações entre
particulares, no âmbito individual e privado, é forma de cultivo da futura moralidade na administração da
coisa pública (res publica).
Da mesma forma, a sobrevivência (individual e coletiva) e harmonia social dependem do eficaz e
satisfatório desempenho moral de todas as atividades do homem. É lugar mais que comum ouvir-se
debates a respeito da ética médica, ética econômica, ética esportiva, e, em especial, ética na gestão da
res publica. E, de fato, a relação entre ética e política é tema dos mais árduos na contemporaneidade.
Historicamente sustentou-se uma distinção entre a “moral comum” e a “moral política”, chegando
Maquiavel a afirmar que o homem político poderia comportar-se de modo diverso da moral comum, como
se o homem comum e aquele que gere a coisa pública ou exerce função pública obedecessem a “códigos”
de ética distintos.
Todavia, atualmente não se duvida da necessária integração ou “afinamento” entre a moral comum e
a moral política. Não se pode imaginar a existência de uma absoluta distinção entre a ética almejada
pelos indivíduos que compõem a sociedade e aquela esperada dos órgãos do Estado, que exercem a
função pública.
Justamente por representarem a coletividade, as instituições públicas devem se pautar, de forma mais
eficaz, pela ética, posto que devem assumir uma posição de espelho dos anseios da sociedade. Para que
o Estado possa gerir a res publica, de forma democrática e não autoritária, este deve gozar de
credibilidade, a qual somente pode ser conquistada com a transparência e a moralidade de seus atos,
para que não seja necessário o uso excessivo da força, o que transformaria um Estado democrático em
uma nefasta tirania.
Cumpre lembrar que, quando se fala em agir ético do Estado, ou das instituições públicas que o
compõem, na realidade devemos nos atentar que o agir ético é sempre exercido por pessoas físicas, já
que o Estado, como uma ficção jurídica que é, não goza de vontade própria. Estas pessoas físicas
incumbidas, definitiva ou transitoriamente, do exercício de alguma função estatal, a quem chamamos de
agentes públicos, é que devem, em última análise, pautar-se pela ética, já que expressam, com seus atos,
a vontade do Estado.
A vontade do Estado é, pois, materializada através dos atos e procedimentos administrativos
executados pelos agentes públicos. Estes atos e procedimentos administrativos que dão forma e
viabilizam a atuação da Administração Pública devem ser entendidos como foco de análise da ética,
constituindo-se seu objeto, quando a questão se refere à ética na Administração Pública.
Embora emanados por ato de vontade dos agentes públicos, os atos e procedimentos administrativos
não podem expressar a vontade individual do agente que os exterioriza. Isto porque os atos e
procedimentos administrativos estão submetidos ao princípio da moralidade administrativa, o que
equivale dizer que o “interesse público está acima de quaisquer outros tipos de interesses, sejam
interesses imediatos do governante, sejam interesses imediatos de um cidadão, sejam interesses
pessoais do funcionário.
Apesar de se reconhecer que a moralidade sempre foi um traço característico necessário ao ato
administrativo, já que não se pode supor a legitimidade de um Estado que não se amolde ao que
moralmente é aceito pela sociedade que o constitui, é com a Constituição Federal de 1988, que o princípio
da moralidade é expressamente elevado a categoria de princípio essencial da administração pública, ao
lado dos princípios da legalidade, da impessoalidade e da publicidade dos atos administrativos, conforme
dispõe seu artigo 37.
Os atos e procedimentos administrativos, portanto, além de se submeterem a requisitos formais e
objetivos para que possam gozar de validade e legalidade (competência, finalidade, fora, motivo, objeto),
devem também se apresentar como moralmente legítimos, sob pena de serem anulados.
Veja-se que neste ponto, aliás, a Constituição Federal também trouxe importante avanço, quando em
seu artigo 5º, inciso LXXIII, inclui a moralidade administrativa dentre os motivos que ensejam a vida da
ação popular a ser proposta por qualquer cidadão que constate uma postura imoral praticada por qualquer
entidade da qual o Estado participe.

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É justamente neste ponto que a ética exerce seu papel, permitindo realizar ponderações sobre a
moralidade da vontade expressa em determinado ato ou procedimento administrativo praticado por uma
agente público. Assim, não basta quer o agente público seja competente para emanar o ato administrativo
ou conduzir um procedimento de sua alçada, nem que seja respeitada a forma prescrita em lei, devendo,
antes de tudo, corresponder a uma conduta eticamente aceitável e, sobretudo, pautar-se pela
preponderância do interesse público sobre qualquer outro.
Desta forma, com a finalidade de amoldar a conduta dos agentes públicos dentro do que eticamente
se espera da Administração Pública, visando compeli-los a absterem-se de práticas que não sejam
moralmente aceitáveis, é que surgem as normas deontológicas, ou seja, as regras que definem condutas
correlatas a serem seguidas, positivadas através dos Códigos de Ética.

Referências Bibliográficas:
BORTOLETO, Leandro; MÜLLER, Perla. Noções de ética no serviço público. Editora Jus Podivm,
2014.

Questões

01. (SAPeJUS/GO – Agente de Segurança Prisional – FUNIVERSA/2015) Com relação às


obrigações éticas do servidor público, assinale a alternativa incorreta.
(A) Os servidores públicos deverão tratar seus concidadãos com urbanidade, cordialidade e educação.
(B) Os servidores públicos deverão satisfazer suas obrigações perante os cidadãos de boa-fé.
(C) Os servidores públicos não podem incidir em conflitos de interesse que afetem o desempenho de
sua função
(D) Os mandamentos da ética e do direito não se confundem. A única diferença entre eles consiste na
coercibilidade. Logo, os servidores públicos vinculam-se às leis, não podendo ser responsabilizados por
condutas imorais que não lhes sejam expressamente vedadas.
(E) Os servidores públicos estão eticamente obrigados a guardar sigilo de informações obtidas por
meio da função, não lhes sendo permitido utilizar dessas informações para seu próprio interesse.

02. (MPU – Técnico do MPU – CESPE/2015) Acerca de ética e função pública, julgue o item que se
segue.
Decoro, por ser uma disposição interna para agir corretamente, não é passível, para o servidor público,
de ser aprendido ao longo de sua carreira.
(....) Certo (....) Errado

03. (MPU – Técnico do MPU – CESPE/2015) Acerca de ética e função pública, julgue o item que se
segue.
Para que a conduta do servidor público seja considerada irrepreensível é suficiente que ele observe
as leis e as regras imperativas.
(....) Certo (....) Errado

04. (FUNPRESP/EXE – Conhecimentos Básicos – CESPE/2016) Acerca da ética e da função pública


e da ética e da moral, julgue o item que se segue.
Ainda que a função pública integre a vida particular de cada servidor, os fatos ocorridos no âmbito de
sua vida privada não influenciam o seu bom conceito na vida funcional.
(....) Certo (....) Errado

05. (FUNPRESP/EXE – Conhecimentos Básicos – CESPE/2016) Acerca da ética e da função pública


e da ética e da moral, julgue o item que se segue.
O servidor está desobrigado de ter conhecimento das atualizações legais pertinentes ao órgão onde
exerce suas funções.
(....) Certo (....) Errado

Respostas

01. Resposta: D.
Regras Deontológicas (D 1171/94)
II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá
que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno

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e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art.
37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.
III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser
acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na
conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.

02. Resposta: Errado.


Das Regras Deontológicas
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores
que devem:
Nortear o servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício
da vocação do próprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a
preservação da honra e da tradição dos serviços públicos.
É disposição interna e externa para agir corretamente.

03. Resposta: Errado.


Decreto 1.171/94. II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta.
Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o
inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante
as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.
III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser
acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na
conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998).
§ 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da
função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas
em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.

04. Resposta: Errado.


Decreto 1171/94:
Regras Deontológicas:
VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular
de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada
poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.

05. Resposta: Errado:


D1171 - XIV - São deveres fundamentais do servidor público:
q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a legislação pertinentes ao órgão
onde exerce suas funções.

Ética no Setor Público

A questão ética é um fator imprescindível para uma sociedade e por isso sempre encontramos diversos
autores tentando definir o que vem a ser ética e como ela se interfere em uma sociedade.
O tema: Ética é por si só polêmico, entretanto causa ainda mais inquietação quando falamos sobre a
ética na administração pública, pois logo pensamos em corrupção, extorsão, ineficiência, etc., mas na
realidade o que devemos ter como ponto de referência em relação ao serviço público, ou na vida pública
em geral, é que seja fixado um padrão a partir do qual possamos em seguida julgar a atuação dos
servidores públicos ou daqueles que estiverem envolvidos na vida pública, entretanto não basta que haja
padrão, tão somente, é necessário que esse padrão seja ético, acima de tudo.
Assim, ética pública seria a moral incorporada ao Direito, consolidando o valor do justo. Diante da
relevância social de que a Ética se faça presente no exercício das atividades públicas, as regras éticas
para a vida pública são mais do que regras morais, são regras jurídicas estabelecidas em diversos

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diplomas do ordenamento, possibilitando a coação em caso de infração por parte daqueles que
desempenham a função pública.
Todas as diretivas de leis específicas sobre a ética no setor público partem da Constituição Federal,
que estabelece alguns princípios fundamentais para a ética no setor público. Em outras palavras, é o texto
constitucional do artigo 37, especialmente o caput, que permite a compreensão de boa parte do conteúdo
das leis específicas, porque possui um caráter amplo ao preconizar os princípios fundamentais da
administração pública. Estabelece a Constituição Federal:
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: [...]
São princípios da administração pública, nesta ordem:
Legalidade
Impessoalidade
Moralidade
Publicidade
Eficiência
Para memorizar: veja que as iniciais das palavras formam o vocábulo LIMPE, que remete à limpeza
esperada da Administração Pública.

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

CAPÍTULO VII
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Seção I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Artigo 37- A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...)

Princípio da Legalidade:

O princípio da legalidade, um dos mais importantes princípios consagrados no ordenamento jurídico


brasileiro, consiste no fato de que o administrador somente poderá fazer o que a lei permite. É importante
demonstrar a diferenciação entre o princípio da legalidade estabelecido ao administrado e ao
administrador. Como já explicitado para o administrador, o princípio da legalidade estabelece que ele
somente poderá agir dentro dos parâmetros legais, conforme os ditames estabelecidos pela lei. Já, o
princípio da legalidade visto sob a ótica do administrado, explicita que ninguém será obrigado a fazer ou
deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude lei. Esta interpretação encontra abalizamento no artigo
5º, II, da Constituição Federal de 1988.
Para o particular, legalidade significa a permissão de fazer tudo o que a lei não proíbe. Contudo, como
a administração pública representa os interesses da coletividade, ela se sujeita a uma relação de
subordinação, pela qual só poderá fazer o que a lei expressamente determina (assim, na esfera estatal,
é preciso lei anterior editando a matéria para que seja preservado o princípio da legalidade). A origem
deste princípio está na criação do Estado de Direito, no sentido de que o próprio Estado deve respeitar
as leis que dita.20

Princípio da Impessoalidade:

Posteriormente, o artigo 37 estabelece que deverá ser obedecido o princípio da impessoalidade.


Este princípio estabelece que a Administração Pública, através de seus órgãos, não poderá, na execução
das atividades, estabelecer diferenças ou privilégios, uma vez que deve imperar o interesse social e não
o interesse particular. De acordo com os ensinamentos de Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o princípio da
impessoalidade estaria intimamente relacionado com a finalidade pública. De acordo com a autora “a
Administração não pode atuar com vista a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas, uma vez que
é sempre o interesse público que deve nortear o seu comportamento”.21

20 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.
21 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2005.

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Em interessante constatação, se todos são iguais perante a lei (art. 5º, caput) necessariamente o serão
perante a Administração, que deverá atuar sem favoritismo ou perseguição, tratando a todos de modo
igual, ou quando necessário, fazendo a discriminação necessária para se chegar à igualdade real e
material.
Nesse sentido podemos destacar como um exemplo decorrente deste princípio a regra do concurso
público, onde a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso
público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo ou emprego.
Por força dos interesses que representa, a administração pública está proibida de promover
discriminações gratuitas. Discriminar é tratar alguém de forma diferente dos demais, privilegiando ou
prejudicando. Segundo este princípio, a administração pública deve tratar igualmente todos aqueles que
se encontrem na mesma situação jurídica (princípio da isonomia ou igualdade). Por exemplo, a licitação
reflete a impessoalidade no que tange à contratação de serviços. O princípio da impessoalidade
correlaciona-se ao princípio da finalidade, pelo qual o alvo a ser alcançado pela administração pública é
somente o interesse público. Com efeito, o interesse particular não pode influenciar no tratamento das
pessoas, já que deve-se buscar somente a preservação do interesse coletivo.22

Princípio da Moralidade Administrativa:

A Administração Pública, de acordo com o princípio da moralidade administrativa, deve agir com
boa-fé, sinceridade, probidade, lealdade e ética. Tal princípio acarreta a obrigação ao administrador
público de observar não somente a lei que condiciona sua atuação, mas também, regras éticas extraídas
dos padrões de comportamento designados como moralidade administrativa (obediência à lei).
Não basta ao administrador ser apenas legal, deve também, ser honesto tendo como finalidade o bem
comum. Para Maurice Hauriou, o princípio da moralidade administrativa significa um conjunto de regras
de conduta tiradas da disciplina interior da Administração. Trata-se de probidade administrativa, que é a
forma de moralidade. Tal preceito mereceu especial atenção no texto vigente constitucional (§ 4º do artigo
37 CF), que pune o ímprobo (pessoa não correto -desonesta) com a suspensão de direitos políticos. Por
fim, devemos entender que a moralidade como também a probidade administrativa consistem
exclusivamente no dever de funcionários públicos exercerem (prestarem seus serviços) suas funções
com honestidade. Não devem aproveitar os poderes do cargo ou função para proveito pessoal ou para
favorecimento de outrem.
A posição deste princípio no artigo 37 da CF representa o reconhecimento de uma espécie de
moralidade administrativa, intimamente relacionada ao poder público. A administração pública não atua
como um particular, de modo que enquanto o descumprimento dos preceitos morais por parte deste
particular não é punido pelo Direito (a priori), o ordenamento jurídico adota tratamento rigoroso do
comportamento imoral por parte dos representantes do Estado. O princípio da moralidade deve se fazer
presente não só para com os administrados, mas também no âmbito interno. Está indissociavelmente
ligado à noção de bom administrador, que não somente deve ser conhecedor da lei, mas também dos
princípios éticos regentes da função administrativa. Todo ato imoral será diretamente ilegal ou ao menos
impessoal, daí a intrínseca ligação com os dois princípios anteriores.23

Princípio da Publicidade:

O princípio da publicidade tem por objetivo a divulgação de atos praticados pela Administração
Pública, obedecendo, todavia, as questões sigilosas. De acordo com as lições do eminente doutrinador
Hely Lopes Meirelles, “o princípio da publicidade dos atos e contratos administrativos, além de assegurar
seus efeitos externos, visa a propiciar seu conhecimento e controle pelos interessados e pelo povo em
geral, através dos meios constitucionais...”.24
Complementando o princípio da publicidade, o art. 5º, XXXIII, garante a todos o direito a receber dos
órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão
prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, matéria essa regulamentada pela Lei nº
12.527/2011 (Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do
art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990;
revoga a Lei no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e
dá outras providências).

22 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.
23 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.
24 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2005.

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Os remédios constitucionais do habeas data e mandado de segurança cumprem importante papel
enquanto garantias de concretização da transparência.
A administração pública é obrigada a manter transparência em relação a todos seus atos e a todas
informações armazenadas nos seus bancos de dados. Daí a publicação em órgãos da imprensa e a
afixação de portarias. Por exemplo, a própria expressão concurso público (art. 37, II, CF) remonta ao
ideário de que todos devem tomar conhecimento do processo seletivo de servidores do Estado. Diante
disso, como será visto, se negar indevidamente a fornecer informações ao administrado caracteriza ato
de improbidade administrativa. Somente pela publicidade os indivíduos controlarão a legalidade e a
eficiência dos atos administrativos. Os instrumentos para proteção são o direito de petição e as certidões
(art. 5°, XXXIV, CF), além do habeas data e - residualmente - do mandado de segurança.25

Princípio da Eficiência:

A administração pública deve manter o ampliar a qualidade de seus serviços com controle de gastos.
Isso envolve eficiência ao contratar pessoas (o concurso público seleciona os mais qualificados ao
exercício do cargo), ao manter tais pessoas em seus cargos (pois é possível exonerar um servidor público
por ineficiência) e ao controlar gastos (limitando o teto de remuneração), por exemplo. O núcleo deste
princípio é a procura por produtividade e economicidade. Alcança os serviços públicos e os serviços
administrativos internos, se referindo diretamente à conduta dos agentes.26
Por derradeiro, o último princípio a ser abarcado pelo artigo 37, da Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988 é o da eficiência.
Se, na iniciativa privada, se busca a excelência e a efetividade, na administração outro não poderia
ser o caminho, enaltecido pela EC n. 19/98, que fixou a eficiência também para a Administração Pública.
De acordo com os ensinamentos de Hely Lopes Meirelles, o princípio da eficiência “impõe a todo
agente público realizar as atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. É o mais moderno
princípio da função administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade,
exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da
comunidade e de seus membros”.27
Outrossim, DI PIETRO explicita que o princípio da eficiência possui dois aspectos: “o primeiro pode
ser considerado em relação ao modo de atuação do agente público, do qual se espera o melhor
desempenho possível de suas atribuições, para lograr os melhores resultados, e o segundo, em relação
ao modo de organizar, estruturar e disciplinar a Administração Pública, também com o mesmo objetivo
de alcançar os melhores resultados na prestação do serviço público”.28
Por sua atualidade merece especial referência a questão do nepotismo, ou seja, a designação de
cônjuge, companheiro e parentes para cargos públicos no órgão. A lei proíbe o nepotismo direto, aquele
em que o beneficiado deve estar subordinado a seu cônjuge ou parente, limitado ao segundo grau civil,
por consanguinidade (pai, mãe, avós, irmãos, filhos e netos) ou por afinidade (sogros, pais dos sogros,
cunhados, enteados e filhos dos enteados).
O Supremo Tribunal Federal ampliou essa vedação, por meio da Súmula Vinculante nº 13, onde proíbe
o nepotismo em todas as entidades da Administração direta e indireta de todos os entes federativos,
enquanto que a Lei 8.112/90 veda apenas para a Administração direta, às autarquias e fundações da
União; estende a proibição aos parentes de terceiro grau (tios e sobrinhos), que alcançava apenas os
parentes de segundo grau; e proibiu-se também o nepotismo cruzado, aquele em que o agente público
utiliza sua influência para possibilitar a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em cargo em
comissão ou de confiança ou função gratificada não subordinada diretamente a ele.
A vedação do nepotismo representa os princípios da impessoalidade, moralidade, eficiência e
isonomia, de acordo com o decidido na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC nº 12). A partir de
agora, temos a palavra da Suprema Corte, dizendo que o nepotismo ofende os princípios republicanos,
previstos nos arts. 5º e 37 da Constituição Federal.
Neste contexto, podemos verificar que a ética está diretamente relacionada ao padrão de
comportamento do indivíduo, dos profissionais e também do político. O ser humano elaborou as leis para
orientar seu comportamento frente as nossas necessidades (direitos e obrigações) e em relação ao meio
social, entretanto, não é possível para a lei ditar nosso padrão de comportamento e é aí que entra outro
ponto importante que é a cultura, ficando claro que não a cultura no sentido de quantidade de
conhecimento adquirido, mas sim a qualidade na medida em que esta pode ser usada em prol da função

25 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.
26 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.
27 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2005.
28 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2005.

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social, do bem estar e tudo mais que diz respeito ao bem maior do ser humano, este sim é o ponto
fundamental, a essência, o ponto mais controverso quando tratamos da questão ética na vida pública.
Frequentemente constatamos a opinião pública desabonar o comportamento ético no serviço público.
A crítica feita pela sociedade, decerto, como todo senso comum é imediatista e baseada em uma visão
superficial da realidade, que entre outras coisas, trabalha com generalizações, colocando no mesmo “rol”
servidores, gerentes e políticos. De fato, sabe-se que essa é uma realidade complexa e que precisa ser
analisada com cautela e visão histórica, recomendando-se tratar cada situação separadamente, dentro
de seu contexto e não de forma simplista e apressada.
É verdade que aquilo que a sociedade fala sobre o serviço público é o que se vê na prática através da
morosidade, do descaso, do empreguismo, improbidade administrativa, má conservação dos bens
públicos é motivo de descrédito da sociedade. A sociedade não tem condições de saber de quem é a
responsabilidade, na ausência de tais esclarecimentos faz generalizações distorcidas, impregnadas por
preconceitos que definem os funcionários públicos como preguiçosos, incompetentes e procrastinadores,
quando, de fato, existem pessoas que agem dessa forma, assim como em qualquer empresa, mas
existem também pessoas altamente qualificadas e preocupadas com o serviço público e com o bem
comum.
Diferente do que vem sendo posto em prática, as empresas éticas devem estimular e oportunizar o
advento da consciência crítica de seus colaboradores, clientes e parceiros, e não impor que eles aceitem
o que lhes é apresentado. É um ato humano e ético não aceitar verdades prontas, de forma imposta, mas
aquelas que a consciência crítica aponta como aceitáveis. É o ser humano quem deve decidir em quem
acreditar. As organizações éticas buscam na prática, se tornar honestas, justas, verdadeiras e
democráticas, por uma questão de princípio e não de conveniências na maioria das vezes muito embora
esse tipo de agir também traga sucesso e reconhecimento. As empresas éticas devem escolher seus
líderes e colaboradores considerando tanto suas qualidades técnicas, quanto éticas. Mesmo sabendo-se
que o ser humano está suscetível à falhas, uma boa política de Recursos Humanos, ou uma ótima
empresa e banca examinadora no caso dos órgãos públicos diminuem os riscos de práticas lesivas ao
patrimônio público.
Além da ética individual a empresa que almeja ser ética deverá refletir seu modo de ser, pois quando
se conquista a consideração e a confiança dos colaboradores desenvolve a lealdade e compromisso
necessários ao crescimento e estabilidade da organização.
Quando a empresa conquista a confiança e o respeito de seus empregados desenvolve a lealdade e
o compromisso com ela. Estudos confirmam que as empresas mais éticas são as mais bem-sucedidas,
pois nas últimas décadas elas vêm tomando consciência disso e descobrindo que o ser humano, ou seja,
os clientes, colaboradores, sociedade, fornecedores, etc., são as coisas mais importantes na organização,
portanto devem agir de forma a fazer com que eles as admire, respeite, ame e não queira substituí-las
por outras empresas.
Em meio a tantas altercações em relação à ética na política, a generalização da corrupção tornou-se
evidente no setor público, um exemplo recente é a máfia das sanguessugas, mas não se deve esquecer
que existem pessoas muito éticas e conscientes em todas as organizações. Como se percebe, há uma
cobrança cada vez maior nos últimos anos por parte da sociedade por transparência e probidade, tanto
no trato da coisa pública, como no fornecimento de produtos e serviços ao mercado. A legislação
constitucional e a infraconstitucional têm possibilitado um acompanhamento mais rigoroso da matéria,
permitindo que os órgãos de fiscalização e a sociedade em geral adotem medidas judiciais necessárias
para coibir os abusos cometidos pelas empresas, espera-se que a impunidade não impere nas
investigações de ilicitudes.
A falta de ética nasce nas estruturas administrativas devido ao terreno fértil encontrado ocasionado
pela existência de governos autoritários, no qual são regidos por políticos sem ética, sem critérios de
justiça social e que, mesmo após o aparecimento de regimes democrático, continuam contaminados pela
doença da desonestidade, dos interesses escusos geralmente oriundos de sociedades dominadas por
situações de pobreza e injustiça social, abala a confiança das instituições, prejudica a eficácia das
organizações, aumenta os custos, afeta o bom uso dos recursos públicos e compromete a imagem da
organização e ainda castiga cada vez mais a sociedade que sofre com a pobreza, com a miséria, a falta
de sistema de saúde, de esgoto, habitação, ocasionados pela falta de investimentos financeiros do
Governo, porque os funcionários públicos priorizam seus interesses pessoais em detrimento dos
interesses sociais.
A mudança que se deseja na Administração pública sugere numa gradativa, mas necessária
transformação cultural dentro da estrutura organizacional da Administração Pública, isto é, uma
reavaliação e valorização das tradições, valores morais e educacionais que nascem em cada um de nós

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e se forma ao longo do tempo criando assim um determinado estilo de atuação no seio da organização
baseada em valores éticos.

Além destes cinco princípios administrativo-constitucionais diretamente selecionados pelo constituinte,


podem ser apontados como princípios de natureza ética relacionados à função pública a probidade e a
motivação:
a) Princípio da probidade: um princípio constitucional incluído dentro dos princípios específicos da
licitação, é o dever de todo o administrador público, o dever de honestidade e fidelidade com o Estado,
com a população, no desempenho de suas funções. Possui contornos mais definidos do que a
moralidade. Diógenes Gasparini29 alerta que alguns autores tratam veem como distintos os princípios da
moralidade e da probidade administrativa, mas não há características que permitam tratar os mesmos
como procedimentos distintos, sendo no máximo possível afirmar que a probidade administrativa é um
aspecto particular da moralidade administrativa.
b) Princípio da motivação: É a obrigação conferida ao administrador de motivar todos os atos que
edita, gerais ou de efeitos concretos. É considerado, entre os demais princípios, um dos mais importantes,
uma vez que sem a motivação não há o devido processo legal, uma vez que a fundamentação surge
como meio interpretativo da decisão que levou à prática do ato impugnado, sendo verdadeiro meio de
viabilização do controle da legalidade dos atos da Administração.
Motivar significa mencionar o dispositivo legal aplicável ao caso concreto e relacionar os fatos que
concretamente levaram à aplicação daquele dispositivo legal. Todos os atos administrativos devem ser
motivados para que o Judiciário possa controlar o mérito do ato administrativo quanto à sua legalidade.
Para efetuar esse controle, devem ser observados os motivos dos atos administrativos.
Em relação à necessidade de motivação dos atos administrativos vinculados (aqueles em que a lei
aponta um único comportamento possível) e dos atos discricionários (aqueles que a lei, dentro dos limites
nela previstos, aponta um ou mais comportamentos possíveis, de acordo com um juízo de conveniência
e oportunidade), a doutrina é uníssona na determinação da obrigatoriedade de motivação com relação
aos atos administrativos vinculados; todavia, diverge quanto à referida necessidade quanto aos atos
discricionários.
Meirelles30 entende que o ato discricionário, editado sob os limites da Lei, confere ao administrador
uma margem de liberdade para fazer um juízo de conveniência e oportunidade, não sendo necessária a
motivação. No entanto, se houver tal fundamentação, o ato deverá condicionar-se a esta, em razão da
necessidade de observância da Teoria dos Motivos Determinantes. O entendimento majoritário da
doutrina, porém, é de que, mesmo no ato discricionário, é necessária a motivação para que se saiba qual
o caminho adotado pelo administrador. Gasparini31, com respaldo no art. 50 da Lei n. 9.784/98, aponta
inclusive a superação de tais discussões doutrinárias, pois o referido artigo exige a motivação para todos
os atos nele elencados, compreendendo entre estes, tanto os atos discricionários quanto os vinculados.

Questões

01. (ANS – Técnico em Regulação – FUNCAB/2016) Com relação à ética no setor público, e de
acordo com os termos do Decreto n° 1.171/1994 (Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil
do Poder Executivo Federal), é correto afirmar que:
(A) o trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como
acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse
trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.
(B) o servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta, devendo decidir
apenas entre a legal e o ilegal.
(C) não é dever do servidor público zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas
da defesa da vida e da segurança coletiva.
(D) salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e
da Administração Pública, a publicidade do ato administrativo não constitui requisito de eficácia e
moralidade.
(E) com relação à Administração Pública, a moralidade limita-se à distinção entre o bem e o mal.

29 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004.


30 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. São Paulo: Malheiros, 1993.
31 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004.

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02. (TRF - 4ª REGIÃO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal - FCC/2014) O
princípio que traduz a ideia de que a Administração tem que tratar a todos os administrados sem
discriminações, benéficas ou peculiares denomina-se princípio da:
(A) responsabilidade.
(B) moralidade.
(C) publicidade.
(D) supremacia do interesse público.
(E) impessoalidade.

03. (SEFAZ/RS - Técnico Tributário da Receita Estadual - FUNDATEC/2014) São Princípios da


Administração Pública, expressos na Constituição Federal, exceto:
(A) Legalidade
(B) Probidade
(C) Impessoalidade.
(D) Eficiência.
(E) Publicidade.

04. (Caixa Econômica Federal – Advogado – CESPE/Adaptada) A respeito das classificações da


ética como campo de estudo, assinale a opção correta.
(A) Na abordagem da ética absoluta, toda ação humana é boa e, consequentemente, um dever, pois
se fundamenta em um valor.
(B) De acordo com a ética formal, não existem valores universais, objetivos, mas estes são
convencionais, condicionados ao tempo e ao espaço.
(C) Segundo a ética empírica, a distinção entre o certo e o errado ocorre por meio da experiência, do
resultado do procedimento, da observação sensorial do que de fato ocorre no mundo.
(D) Quanto ao aspecto histórico, a ética empírica possui a razão como enfoque para explicar o mundo,
na medida em que ela constrói a teoria explicativa e vai ao mundo para ver sua adequação.
(E) Em todas as classificações da ética, ela se torna equivalente à moral porque direciona o
comportamento humano para ações consideradas positivas para um grupo social.

05. (Caixa Econômica Federal – Advogado – CESPE/Adaptada) Acerca da relação entre ética e
moral, assinale a opção correta.
(A) O entendimento ético discorre filosoficamente, em épocas diferentes e por vários pensadores,
dando conceitos e formas de alusão ao termo ética.
(B) Durante as Idades Média e Moderna, a ética era considerada uma ciência, portanto, era ensinada
como disciplina escolar. Na Idade Contemporânea, a ética assumiu uma nova conotação, desvinculando-
se da ciência e da filosofia e sendo vinculada às práticas sociais.
(C) A simples existência da moral significa a presença explícita de uma ética, entendida como filosofia
moral, isto é, uma reflexão que discute, problematiza e interpreta o significado dos valores morais.
(D) A ética não tem por objetivo procurar o fundamento do valor que norteia o comportamento, tendo
em vista a historicidade presente nos valores.
(E) O conhecimento do dever está desvinculado da noção de ética, pois este é consequência da
percepção, pelo sujeito, de que ele é um ser racional e, portanto, está obrigado a obedecer ao imperativo
categórico: a necessidade de se respeitar todos os seres racionais na qualidade de fins em si mesmos.

06. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH/Adaptada) Sobre moral e ética é
incorreto afirmar:
(A) A moral é a regulação dos valores e comportamentos considerados legítimos por uma determinada
sociedade, um povo, uma religião, uma certa tradição cultural etc.
(B) Uma moral é um fenômeno social particular, que tem compromisso com a universalidade, isto é,
com o que é válido e de direito para todos os homens. Exceto quando atacada: justifica-se se dizendo
universal, supostamente válida para todos.
(C) A ética a uma reflexão crítica sobre a moralidade. Mas ela não é puramente teoria. A ética é um
conjunto de princípios e disposições voltados para a ação, historicamente produzidos, cujo objetivo é
balizar as ações humanas.
(D) A moral é um conjunto de regras de conduta adotadas pelos indivíduos de um grupo social e tem
a finalidade de organizar as relações interpessoais segundo os valores do bem e do mal.
(E) A moral é a aplicação da ética no cotidiano, é a prática concreta.

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07. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH/Adaptada) Sobre a ética, moral e
direito é incorreto afirmar:
(A) Tanto a moral como o direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma certa
previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam.
(B) O direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado.
(C) As leis têm uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma
determinada população ou seus delegados vivem.
(D) Alguns autores afirmam que o direito é um subconjunto da ética. Esta perspectiva pode gerar a
conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. Inúmeras situações demonstram a existência de
conflitos entre a ética e o direito.
(E) A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma
determinada lei. Este é um exemplo de que a moral e o direito, apesar de referirem-se a uma mesma
sociedade, podem ter perspectivas discordantes.

08. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH/Adaptada) Sobre moralidade


administrativa e a constituição federativa é incorreto afirmar:
(A) A carta magna faz menção em diversas oportunidades ao princípio da moralidade. Uma delas,
prevista no art. 5º, LXXIII, trata da ação popular contra ato lesivo à moralidade administrativa.
(B) Em outra, o constituinte determinou a punição mais rigorosa da imoralidade qualificada pela
improbidade (art. 37, §4º).
(C) Há ainda o art. 14, §9º, onde se visa proteger a probidade e moralidade no exercício de mandato,
e o art. 85, V, que considera a improbidade administrativa como crime de atividade administrativa.
(D) O princípio da moralidade, com o advento da Carta Constitucional de 1988 foi alçado, pela vez
primeira em nosso direito positivo a princípio constitucional, nos termos do artigo 37, caput, o qual
estabelece diretrizes à administração pública.
(E) Também o artigo 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal, prevê a possibilidade de anulação de
atos lesivos à moralidade administrativa.

09. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH/Adaptada) Referente a princípio


constitucional da moralidade administrativa e administração pública é incorreto afirmar:
(A) O princípio constitucional da moralidade administrativa configura um vigoroso instrumento à função
de controle de legalidade, legitimidade e economicidade dos atos administrativos dos quais resultam
despesas públicas
(B) O princípio atua positivamente, impondo à Administração Pública o dever de bem gerir e
aumentando os demais deveres de conduta administrativa, tais como os de agir impessoalmente, garantir
a ampla publicidade de seus atos, pautar-se com razoabilidade, motivar seus atos e decisões, agir com
eficiência e observar a compatibilidade entre o objetivo de suas ações e o ato praticado para
operacionalizar tal objetivo ou finalidade. Bem assim, configura cânone de interpretação e integração de
norma jurídicas e/ou atos administrativos.
(C) O princípio atua negativamente, impondo limites ao exercício da discricionariedade e permitindo a
correção dos atos praticados em desvio de finalidade, mediante o seu expurgo do mundo jurídico através
da invalidação
(D) O princípio geralmente “aplicável” isoladamente, compondo-se e articulando-se, algumas vezes,
com outros princípio jurídicos
(E) O princípio consubstancia “norma jurídica” e, portanto, ao utilizá-lo no exercício das funções
constitucionais de controle dos atos administrativos que geram despesas públicas sob os prismas de
legalidade e da legitimidade, não desborda o Tribunal de Contas de sua competência constitucional

10. (Correios – Agente de Correios – CONSULPLAN/Adaptada) Pode-se afirmar que a ética tem
como objeto de estudo:
(A) O ato humano (voluntário e livre) que é o ato com vontade racional, permeado por inteligência e
reflexão prévia.
(B) A distinção entre o existir e o agir, solenemente.
(C) A tradução dos costumes aceitos pela sociedade emergente.
(D) O conceito de moralidade dos povos segregados.
(E) N.R.A.

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11. (Nossa Caixa Desenvolvimento – Contador – FCC/2011) A respeito dos conceitos de ética, moral
e virtude, é correto afirmar:
(A) A vida ética realiza-se no modo de viver daqueles indivíduos que não mantêm relações
interpessoais.
(B) Etimologicamente, a palavra moral deriva do grego mos e significa comportamento, modo de ser,
caráter.
(C) Virtude deriva do latim virtus, que significa uma qualidade própria da natureza humana; significa,
de modo geral, praticar o bem usando a liberdade com responsabilidade constantemente.
(D) A moral é influenciada por vários fatores como, sociais e históricos; todavia, não há diferença entre
os conceitos morais de um grupo para outro.
(E) Compete à moral chegar, por meio de investigações científicas, à explicação de determinadas
realidades sociais, ou seja, ela investiga o sentido que o homem dá a suas ações para ser
verdadeiramente feliz.

12. (TRT 8ª Região – Técnico – FCC/Adaptada) O servidor público que deixa de acatar as ordens
legais de seus superiores e a sua fiel execução, infringe o dever de:(A) conduta ética.
(B) eficiência.
(C) obediência.
(D) lealdade.
(D) fidelidade.

13. (TRT 22ª Região – Técnico – FCC/Adaptada) O princípio da administração pública que tem por
fundamento que qualquer atividade de gestão pública deve ser dirigida a todos os cidadãos, sem a
determinação de pessoa ou discriminação de qualquer natureza, denomina-se(A) Eficiência.
(B) Moralidade.
(C) Legalidade.
(D) Finalidade.
(E) Impessoalidade.

14. (DPE/PR – Defensor – FCC/2012) Sobre os princípios orientadores da administração pública é


INCORRETO afirmar:
(A) A administração pública não pode criar obrigações ou reconhecer direitos que não estejam
determinados ou autorizados em lei.
(B) A conduta administrativa com motivação estranha ao interesse público caracteriza desvio de
finalidade ou desvio de poder.
(C) A oportunidade e a conveniência são delimitadas por razoabilidade e proporcionalidade tanto na
discricionariedade quanto na atividade vinculada da administração pública.
(D) Além de requisito de eficácia dos atos administrativos, a publicidade propicia o controle da
administração pública pelos administrados.
(E) O princípio da eficiência tem sede constitucional e se reporta ao desempenho da administração
pública.

15. (TRF 5ª Região – Técnico – FCC/2012) O artigo 37 da Constituição Federal estabelece os


princípios aplicáveis à Administração Pública, entre os quais NÃO se inclui, expressamente, (A) eficiência.
(B) finalidade.
(C) publicidade.
(D) impessoalidade.
(E) moralidade.

16. (SET/RN – Auditor Fiscal do Tesouro Estadual – ESAF/Adaptada) Sobre os princípios


constitucionais da administração pública, pode-se afirmar que:
I. o princípio da legalidade pode ser visto como incentivador do ócio, haja vista que, segundo esse
princípio, a prática de um ato concreto exige norma expressa que o autorize, mesmo que seja inerente às
funções do agente público;
II. o princípio da publicidade visa a dar transparência aos atos da administração pública e contribuir
para a concretização do princípio da moralidade administrativa;
III. a exigência de concurso público para ingresso nos cargos públicos reflete uma aplicação
constitucional do princípio da impessoalidade;

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IV. o princípio da impessoalidade é violado quando se utiliza na publicidade oficial de obras e de
serviços públicos o nome ou a imagem do governante, de modo a caracterizar promoção pessoal do
mesmo;
V. a aplicação do princípio da moralidade administrativa demanda a compreensão do conceito de
"moral administrativa", o qual comporta juízos de valor bastante elásticos;
VI. o princípio da eficiência não pode ser exigido enquanto não for editada a lei federal que deve defini-
lo e estabelecer os seus contornos.
Estão corretas as afirmativas:
(A) I, II, III e IV.
(B) II, III, IV e V.
(C) I, II, IV e VI.
(D) II, III, IV e VI.
(E) III, IV, V e VI.

17. (TRE/MG – Técnico Judiciário – CONSULPLAN/2015) Os mais modernos postulados da gestão


administrativa, tanto no setor privado quanto no âmbito dos órgãos públicos, determinam que os atos
administrativos observem os padrões usuais de moralidade que estão indissociavelmente vinculados
a critérios de escolha pautados pela
(A) ética
(B) avaliação.
(C) subordinação.
(D) estandardização.

18. (ANS – Técnico em Regulação em Saúde Complementar – FUNCAB/2016) Com relação à ética
no setor público, e de acordo com os termos do Decreto n° 1.171/1994 (Código de Ética Profissional do
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal), é correto afirmar que:
(A) o trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como
acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse
trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.
(B) o servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta, devendo decidir
apenas entre a legal e o ilegal.
(C) não é dever do servidor público zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas
da defesa da vida e da segurança coletiva.
(D) salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e
da Administração Pública, a publicidade do ato administrativo não constitui requisito de eficácia e
moralidade.
(E) com relação à Administração Pública, a moralidade limita-se à distinção entre o bem e o mal.

Respostas

01. Resposta: A.
a) Certo. Das regras Deontológicas. V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a
comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão,
integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.

02. Resposta: E.
O princípio da impessoalidade estabelece que a Administração Pública, através de seus órgãos, não
poderá, na execução das atividades, estabelecer diferenças ou privilégios, uma vez que deve imperar o
interesse social e não o interesse particular.

03. Resposta: B.
Pelo disposto no artigo 37, caput, da CF/88, a administração pública direta e indireta de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

04. Resposta: C.

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Empirismo é a observação prática de um fenômeno. Enquanto que numa ética teórica bastaria a
reflexão para conhecer o certo e o errado, por uma ética empírica é preciso vivenciar o contato direto com
situações que permitam compreender estes valores.
Na filosofia, empirismo é um movimento que acredita nas experiências como únicas (ou principais)
formadoras das ideias, discordando, portanto, da noção de ideias inatas, havendo também uma vertente
no campo de estudo da ética.

05. Resposta: A.
O termo ética passa por diversas interpretações no decorrer da história, mas é possível notar que
alguns de seus elementos, guardadas as devidas particularidades, são reincidentes na formação deste
conceito.

06. Resposta: B.
A Moral, embora seja mais subjetiva que a Ética, reflete o seu conteúdo, logo, também possui
universalidade. O sentimento moral é uno e repousa no seio social, sendo assim universal. Logo, a Moral
é válida para todos, não supostamente válida.

07. Resposta: D.
O Direito é um subconjunto da Ética e, por isso mesmo, suas normas devem refletir o conteúdo ético
sempre que possível, o que ocorre pela presença do valor do justo. Tomar como correta a afirmativa d
seria entender que o Direito pode não ser justo e ainda assim ser válido, premissa positivista refutada no
contexto pós-guerra.

08. Resposta: C.
Embora o artigo 85, V faça referência à probidade administrativa como um dos objetos de violação,
caracterizando crime de responsabilidade pelo Presidente da República, o ato de improbidade
administrativa praticado pelos servidores em geral tem natureza cível e está regulado na Lei nº 8.429/92.

09. Resposta: D.
O princípio da moralidade administrativa deve sempre ser lido em conjunto com os demais princípios
constitucionais, notadamente os aplicáveis à Administração Pública: legalidade, impessoalidade,
publicidade e eficiência.

10. Resposta: A.
O principal objeto de estudo da ética é a ação humana, num sentido de refletir sobre ela. De forma
estrita, a moral, parte da ética, estuda a ação humana enquanto ação propriamente dita. De qualquer
maneira, no âmbito da ética é feito um estudo da ação humana baseada na razão, na vontade racional.

11. Resposta: C.
Virtude é uma qualidade da natureza humana relacionada a um valor ético. A ação que seja virtuosa
será voltada sempre ao bem e praticada com responsabilidade e razoabilidade, sem o que perderia tal
caráter. Vale destacar que a alternativa d está incorreta porque embora a ética seja imutável, preceitos
morais podem sofrer pequenas variações de um grupo social para outro sem que se perca a essência
ética.

12. Resposta: C.
Dever de obediência é o que se liga diretamente à hierarquia que deve ser respeitada dentro das
instituições públicas, garantindo a melhor prestação do serviço. Os demais princípios são mais
abrangentes, referindo-se ao cargo como um todo, não apenas à relação hierárquica.

13. Resposta: E.
Todos os princípios da administração pública se ligam, por isso, ao menos indiretamente todos acabam
se fazendo presentes. Contudo, é preciso se atentar ao mais específico: o preâmbulo da questão
descreve exatamente o conceito do princípio da impessoalidade, que veda distinções indevidas entre os
administrados.

14. Resposta: C.

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A alternativa a) define o princípio da legalidade para a administração pública, pelo qual ela somente
pode fazer o que a lei permite; a b) traz o princípio da motivação, pelo qual todos atos da administração
devem ser justificados pelo interesse público, sob pena de desvio de finalidade ou desvio de poder; a d)
relembra que a publicidade dos atos da administração facilita o controle destes pelo povo; a e) se refere
ao art. 37 da CF e traz a principal finalidade do princípio da eficiência, que é a otimização do desempenho
da administração pública. A alternativa c) está incorreta porque oportunidade e conveniência somente
são delimitadas pela razoabilidade e pela proporcionalidade nos atos discricionários, nos quais a
administração possui alguma liberdade de escolha.

15. Resposta: B.
O artigo 37 da CF traz, nesta ordem, os princípios da administração pública: legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (formando a palavra LIMPE).

16. Resposta: B.
O princípio da legalidade é reforço da moralidade, não incentivador do ócio e da preguiça, até mesmo
porque a exigência de lei expressa não exclui o desempenho de funções inerentes ao cargo pelo servidor.
O princípio da eficiência, por sua vez, consubstancia-se no binômio produtividade-economicidade e pode
ser exigido desde sua previsão no texto constitucional. Logo, I e VI estão incorretas.

17. Resposta: A.
O princípio da moralidade revela-se intimamente ligado à ideia de honestidade, de probidade
administrativa, de ética. Na linha do exposto, confira-se a seguinte lição de José dos Santos Carvalho
Filho:
"O princípio da moralidade impõe que o administrador público não dispense os preceitos éticos que
devem estar presentes em sua conduta." (Manual de Direito Administrativo, 26ª edição, 2013, p. 21)

18. Resposta: A.
a) Certo. Das regras Deontológicas. V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a
comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão,
integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.
b) II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não
terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o
oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas
no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.
c) XIV - São deveres fundamentais do servidor público: j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas
exigências específicas da defesa da vida e da segurança coletiva;
d) VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado
e da Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos
termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade,
ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.
e) III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo
ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade,
na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.

6 Decreto nº 1.171/94 (Código de Ética Profissional do Servidor Público


Civil do Poder Executivo Federal).

De acordo com Perla Muller32, a modernidade tem experimentado, cada vez mais, uma perda de
padrões éticos. Diante da complexidade da vida nos dias atuais, tornou-se extremamente difícil ao homem
médio a distinção entre o bem e o mal, o honesto e o desonesto, a virtude e o vício. Tal situação tem
exigido uma crescente ampliação do Direito ao campo antes reservado à moral e à ética. O que antes era
resolvido pela consciência do homem, hoje passa a ser regido pelo formalismo do Direito. É neste
contexto que se destacam os “códigos de ética”, que se caracterizam por princípios e regras que visam
justamente definir condutas a serem seguidas por um determinado grupo de profissionais.

32 MULLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p. 37.

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A necessidade de se definir os caminhos éticos a serem seguidos pelos profissionais de cada ramo
específico fez multiplicar, nos últimos anos, os chamados “códigos de ética” relativos às mais diversas
profissões (código de ética da advocacia, código de ética da medicina, etc.).
Não poderia ser diferente em relação à profissão dos servidores públicos, sobretudo quando se leva
em consideração que a Administração Pública deve se pautar pelo princípio da moralidade, sendo exigido
de seus agentes, aos quais se incumbe a materialização da vontade do Estado por meio de atos e
procedimentos administrativos – um comportamento regido pela ética.33
Considerados os princípios administrativos basilares do art. 37 da CF, destaca-se a existência de um
diploma específico que estabelece a ação ética esperada dos servidores públicos, qual seja o Decreto n°
1.171/94.
Outrossim, os “códigos de ética” são mais que um mero conjunto de leis a serem observadas por seus
destinatários, no caso os servidores públicos, sob pena da sanção estatal. Os códigos de ética são, na
realidade um conjunto de normas a serem observadas, não por medo da violência do Estado por sua
inobservância (sanção), mas por senso e consciência moral livre, autônoma e íntima, por convicção
interna, de que os serviços públicos devem orientar-se à consecução do bem comum e prestígio à
solidariedade social como meios de sobrevivência e harmonia da sociedade para o que se exige o estrito
respeito ao elemento ético que deve compor todo o agir humano.34
No que se refere aos Servidores Públicos Civis do Poder Executivo Federal, que interessa ao nosso
estudo, o Governo Federal, por meio do Decreto nº 1.171/94, instituiu o Código de ética Profissional do
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. Na “Exposição de Motivos” do ato normativo, destaca-
se que o objetivo pretendido é “instalar, na Administração Pública, a consciência ética na conduta do
servidor público, com o restaurar da sua dignidade e da sua honorabilidade, criando assim incentivos à
prática da solidariedade social”, bem como, expressamente, informar ao cidadão usuário dos serviços
públicos “a adesão do Estado ao entendimento doutrinário de que sua conduta conforme à Ética consolida
efetivamente o Poder, criando em torno da autoridade a colaboração espontânea da cidadania, em
decorrência da consequente obtenção de serviços públicos mais satisfatórios”.35
Vale lembrar que o Código de Ética foi expedido pelo Presidente da República, considerada a
atribuição da Constituição Federal para dispor sobre a organização e o funcionamento da administração
pública federal, conforme art. 84, IV e VI da Constituição Federal: "IV - sancionar, promulgar e fazer
publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; [...] VI - dispor,
mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar
aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; b) extinção de funções ou cargos
públicos, quando vagos". Exatamente por causa desta atribuição que o Código de Ética em estudo adota
a forma de decreto e não de lei, já que as leis são elaboradas pelo Poder Legislativo (Congresso
Nacional).
O Decreto n° 1.171/94 é um exemplo do chamado poder regulamentar inerente ao Executivo, que se
perfaz em decretos regulamentares. Embora sejam factíveis decretos autônomos36, não é o caso do
decreto em estudo, o qual encontra conexão com diplomas como as Leis n° 8.112/90 (regime jurídico dos
servidores públicos federais) e Lei n° 8.429/92 (lei de improbidade administrativa), além da Constituição
Federal.
Disso extrai-se que a adoção da forma de decreto não significa, de forma alguma, que suas diretrizes
não sejam obrigatórias: o servidor público federal que desobedecê-las estará sujeito à apuração de sua
conduta perante a respectiva Comissão de Ética, que enviará informações ao processo administrativo
disciplinar, podendo gerar até mesmo a perda do cargo, ou aplicará a pena de censura nos casos menos
graves.
O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal divide-se da
seguinte maneira:

Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal – Decreto
Nº 1.171/94
Capítulo I Capítulo II
Seção I – Das regras deontológicas;
Seção II – Dos principais deveres do servidor Das comissões de ética.
público;
Seção III – Das vedações ao servidor público.

33 BORTOLETO, Leandro; e MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p.37.
34 MULLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p. 38.
35 MULLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p. 38.
36 LENZA, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 15. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.

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O Código de Ética dos Servidores Públicos foi aprovado pelo Decreto Federal 1.171/94 para os
servidores públicos do Poder Executivo Federal com o objetivo de impor as regras que norteiam os
princípios, deveres e proibições, os fundamentos e as regras morais que devem ser seguidas pelos
servidores públicos do Poder Executivo Federal.
As regras deontológicas, previstas no Capítulo I, Seção I, são os valores morais que devem reger
determinado grupo social, no caso, os servidores públicos do Poder Executivo Federal.
Os servidores públicos devem ter consciência de que seus atos são regidos por princípios éticos e
morais, devendo ponderar a legalidade e a finalidade dos atos administrativos, para preservar a
moralidade de todos os atos administrativos que praticar.
Outrossim, o Capítulo I, Seção II, trata dos deveres do servidor público, que devem ser seguidos, para
preservação, também, da moralidade e legalidade dos atos administrativos.
Já o Capítulo I, Seção III, trata das proibições feitas ao servidor público em questão, como por exemplo,
não prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam.
Por fim, o Capítulo II, trata das comissões de ética que devem ter em todos os órgãos e entidades da
Administração Pública Federal direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade
que exerça atribuições delegadas pelo poder público.

Segue abaixo a lei na íntegra:

DECRETO Nº 1.171/1994

Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.

Art. 1° Fica aprovado o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo
Federal, que com este baixa.

Art. 2° Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta e indireta implementarão, em


sessenta dias, as providências necessárias à plena vigência do Código de Ética, inclusive mediante a
Constituição da respectiva Comissão de Ética, integrada por três servidores ou empregados titulares de
cargo efetivo ou emprego permanente.
Parágrafo único. A constituição da Comissão de Ética será comunicada à Secretaria da Administração
Federal da Presidência da República, com a indicação dos respectivos membros titulares e suplentes.

Art. 3° Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Como afirma Perla Muller37, de acordo com o artigo 2º do Decreto, foi determinado à época que
os órgãos da administração direta e as entidades da administração indireta federal deveriam
implementar, no prazo de sessenta dias, “as providências necessárias à plena vigência do Código
de Ética, inclusive mediante a Constituição da respectiva Comissão de Ética, integrada por três
servidores ou empregados titulares de cargo efetivo ou emprego permanente” e, posteriormente,
a constituição da Comissão de Ética deveria ser comunicada à, então existente, Secretaria da
Administração Federal Presidência da República, com a indicação dos respectivos membros
titulares e suplentes.

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO SERVIDOR PÚBLICO CIVIL DO PODER EXECUTIVO


FEDERAL

CAPÍTULO I
Seção I
Das Regras Deontológicas

I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores
que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá
o exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão
direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos.

37 MULLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p. 38.

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II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá
que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno
e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art.
37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.
III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser
acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na
conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.
IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por
todos, até por ele próprio, e por isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se
integre no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como
consequência, em fator de legalidade.
V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como
acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse
trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.
VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular
de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada
poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.
VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e
da Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos
da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando
sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.
VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária
aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer
ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da mentira, que sempre
aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação.
IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o esforço
pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-
lhe dano moral. Da mesma forma, causar danos a qualquer bem pertencente ao patrimônio público,
deteriorando-o, por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às
instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu
tempo, suas esperanças e seus esforços para construí-los.
X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solução que compete ao setor em que
exerça suas funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na
prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de desumanidade, mas
principalmente grave dano moral aos usuários dos serviços públicos.
XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando
atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso
e o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência
no desempenho da função pública.
XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de trabalho é fator de desmoralização do
serviço público, o que quase sempre conduz à desordem nas relações humanas.
XIII - O servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, respeitando seus colegas
e cada concidadão, colabora e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade pública é a grande
oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da Nação.

Seção II
Dos Principais Deveres do Servidor Público

XIV - São deveres fundamentais do servidor público:


a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego público de que seja titular;
b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo fim ou procurando
prioritariamente resolver situações procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer outra
espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições, com o fim de
evitar dano moral ao usuário;
c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter, escolhendo sempre,
quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum;
d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão dos bens, direitos e
serviços da coletividade a seu cargo;

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e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o processo de comunicação e
contato com o público;
f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada
prestação dos serviços públicos;
g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a capacidade e as limitações
individuais de todos os usuários do serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de
raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e posição social, abstendo-se, dessa forma,
de causar-lhes dano moral;
h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de representar contra qualquer
comprometimento indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal;
i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de contratantes, interessados e outros que
visem obter quaisquer favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações imorais,
ilegais ou aéticas e denunciá-las;
j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas da defesa da vida e da segurança
coletiva;
l) ser assíduo e frequente ao serviço, na certeza de que sua ausência provoca danos ao trabalho
ordenado, refletindo negativamente em todo o sistema;
m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse
público, exigindo as providências cabíveis;
n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os métodos mais adequados à sua
organização e distribuição;
o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exercício de suas
funções, tendo por escopo a realização do bem comum;
p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da função;
q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a legislação pertinentes ao órgão
onde exerce suas funções;
r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções superiores, as tarefas de seu cargo ou
função, tanto quanto possível, com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo sempre em boa ordem.
s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito;
t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de
fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados
administrativos;
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou autoridade com finalidade estranha
ao interesse público, mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação
expressa à lei;
v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência deste Código de Ética,
estimulando o seu integral cumprimento.

Seção III
Das Vedações ao Servidor Público

XV - E vedado ao servidor público;


a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer
favorecimento, para si ou para outrem;
b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam;
c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com erro ou infração a este Código de
Ética ou ao Código de Ética de sua profissão;
d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa,
causando-lhe dano moral ou material;
e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para
atendimento do seu mister;
f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal
interfiram no trato com o público, com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente
superiores ou inferiores;
g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio,
comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o
cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim;
h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências;
i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em serviços públicos;

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j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular;
l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou bem
pertencente ao patrimônio público;
m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço, em benefício
próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros;
n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente;
o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade
da pessoa humana;
p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso.

CAPÍTULO II
DAS COMISSÕES DE ÉTICA

XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, indireta autárquica e
fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público,
deverá ser criada uma Comissão de Ética, encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional
do servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, competindo-lhe conhecer
concretamente de imputação ou de procedimento susceptível de censura;
XVII (Revogado);
XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos encarregados da execução do quadro
de carreira dos servidores, os registros sobre sua conduta ética, para o efeito de instruir e fundamentar
promoções e para todos os demais procedimentos próprios da carreira do servidor público;
XIX - (Revogado);
XX - (Revogado);
XXI (Revogado);
XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de censura e sua
fundamentação constará do respectivo parecer, assinado por todos os seus integrantes, com ciência do
faltoso;
XXIII (Revogado);
XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por servidor público todo aquele
que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente,
temporária ou excepcional, ainda que sem retribuição financeira, desde que ligado direta ou indiretamente
a qualquer órgão do poder estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as entidades paraestatais,
as empresas públicas e as sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde prevaleça o
interesse do Estado.

Definição de Servidor Público para Fins de Apuração de Comprometimento Ético


Aquele que por força de: Preste Serviços de Desde que ligado:
Natureza:
- Lei; - Permanente; - Direta ou;
- Contrato ou; - Temporária; - Indiretamente;
- Qualquer Ato Jurídico. - Excepcional; A qualquer órgão do poder
Ainda que sem retribuição estatal, como as autarquias, as
financeira. fundações públicas, as
entidades paraestatais, as
empresas públicas e as
sociedades de economia mista,
ou em qualquer setor onde
prevaleça o interesse do
Estado.

Para Perla Muller38, conforme anteriormente apontado, é de extrema necessidade compelir os agentes
públicos a seguirem um padrão ético condizente com a moralidade que deve cercar os atos
administrativos, de modo que o próprio Estado edita normas deontológicas, ditando limites à ação de seus
servidores, encontrando-se positivados, além de normas e princípios gerais, normas específicas aos
diversos setores da Administração Pública.

38 MULLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p. 39.

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Quanto às Regras Deontológicas, as mesmas são insertas nos chamados “códigos de ética” que
positivam os princípios éticos na forma das normas jurídicas que, por um lado, impõem-se como elemento
obrigatório da conduta do servidor público e, por outro lado, apresentam-se como “informativos” aos
usuários dos serviços públicos de que devem ser tratados com respeito e dignidade, bem como de que
os atos e processos administrativos devem ser dotados de moralidade como condição de sua eficácia e
validade.39
Como se vê, o Código de Ética dos Servidores Públicos Federais, reforça a ideia, logo em seu primeiro
dispositivo legal (inciso I), de que o servidor público deve manter seu comportamento e seus atos
sempre direcionados pelos princípios morais. Tal determinação decorre obviamente do princípio da
moralidade previsto expressamente na Constituição Federal de 1988.40

Conduta do Servidor Público


Moralidade, dignidade, decoro, zelo, Dentro do serviço público e fora dele –
eficácia. Comportamento dentro da moralidade para
preservação da honra e tradição dos serviços
públicos.

Deve o servidor perseguir sempre o “equilíbrio entre a legalidade e a finalidade” para concluir
sobre a moralidade, conforme nos informa o inciso III do código de ética. Sendo assim, o ato administrativo
não pode se pautar somente pela legalidade sem que observe uma finalidade que satisfaça o interesse
público. Por outro lado, o ato ilegal não se convalesce pelo simples fato de ser mais vantajoso para o
interesse público. O que deve se buscar é a perfeita simbiose entre a legalidade e o interesse
público.41

Decisões do Servidor devem sempre ponderar entre:


Legal x Ilegal
Justo x Injusto Honesto x Desonesto (moralidade do ato) e
Conveniente x Inconveniente Preponderância do Interesse Público
Oportuno x Inoportuno

Observe:

Remuneração do Servidor pela Sociedade → Contraprestação: Serviço Público de qualidade e


pautado pela moralidade.
Serviço Público prestado com virtude e eficácia = Benefício ao próprio servidor na vida social;
Conduta viciada e desregrada na vida social = Prejuízo ao servidor no ambiente de trabalho.

Conforme deflui do inciso VII do Código de Ética, a publicidade é o que permite a transparência dos
atos administrativos. Sem dúvida, somente com a transparência dos atos administrativos é que se pode
avaliar se o ato está ou não em sintonia com a moralidade. Portanto, somente se admite sigilo quando a
segurança nacional assim o exigir, ou em caso de investigações policiais ou, ainda, na hipótese de existir
interesse do Estado e da Administração Pública, devendo, nesses casos, ser previamente declarado o
sigilo, seguindo-se, para tanto, os termos da lei.42

REGRA EXCEÇÃO
Publicidade de todo e qualquer ato Sigilo declarado em processo nos termos da lei,
administrativo; requisito de eficácia e moralidade. em caso de: Segurança Nacional, investigações
policiais, e interesse superior do Estado e da
Administração Pública.

Quanto aos principais deveres do servidor público, o servidor deve ter consciência de que: os
Princípios Éticos:
- Regem o seu trabalho;

39 BORTOLETO, Leandro; e MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p.39.
40 MULLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p. 40.
41 MULLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p. 41.
42 BORTOLETO, Leandro; e MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p.42.

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- Materializam-se na adequada prestação do serviço público.

É DEVER DO SERVIDOR
Ser: Demonstrando toda a integridade do seu
- Probo; caráter;
- Reto; Escolhendo sempre, quando estiver diante de
- Leal; duas opções, a melhor e a mais vantajosa para
- Justo. o bem comum.

Das Comissões de Ética:

“Estabelecido um código de ética, para uma classe, cada indivíduo a ele passa a subordinar-se, sob
pena de incorrer em transgressão, punível pelo órgão competente, incumbido de fiscalizar o exercício
profissional. [...] A fiscalização do exercício da profissão pelos órgãos de classe compreende as fases
preventiva (ou educacional) e executiva (ou de direta verificação da qualidade das práticas). Grande parte
dos erros cometidos derivam-se em parte do pouco conhecimento sobre a conduta, ou seja, da educação
insuficiente, e outra parte, bem menor, deriva-se de atos propositadamente praticados. Os órgãos de
fiscalização assumem, por conseguinte, um papel relevante de garantia sobre a qualidade dos serviços
prestados e da conduta humana dos profissionais” 43.
Com efeito, as Comissões de Ética possuem função de orientação e aconselhamento, devendo se
fazer presentes em todo órgão ou entidade da administração direta ou indireta.
A Comissão de Ética não tem por finalidade aplicar sanções disciplinares contra os servidores Civis.
Muito pelo contrário: a sua atuação tem por princípio evitar a instauração desses processos, mediante
trabalho de orientação e aconselhamento. A finalidade do código de ética consiste em produzir na pessoa
do servidor público a consciência de sua adesão às normas ético-profissionais preexistentes à luz de um
espírito crítico, para efeito de facilitar a prática do cumprimento dos deveres legais por parte de cada um
e, em consequência, o resgate do respeito ao serviço público e à dignidade social de cada servidor. O
objetivo deste código é a divulgação ampla dos deveres e das vedações previstas, através de um trabalho
de cunho educativo com os servidores públicos federais.
A única sanção que pode ser aplicada diretamente pela Comissão de Ética é a de censura, que é a
pena mais branda pela prática de uma conduta inadequada que seja praticada no exercício das funções.
Nos demais casos, caberá sindicância ou processo administrativo disciplinar, sendo que a Comissão de
Ética fornecerá elementos para instrução.
Censura é o poder do Estado de interditar ou restringir a livre manifestação de pensamento, oral ou
escrito, quando se considera que tal pode ameaçar a ordem pública vigente.

XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por servidor público todo
aquele que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza
permanente, temporária ou excepcional, ainda que sem retribuição financeira, desde que ligado direta
ou indiretamente a qualquer órgão do poder estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as
entidades paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, ou em qualquer
setor onde prevaleça o interesse do Estado.

Este último inciso do Código de Ética é de fundamental importância para fins de concurso público, pois
define quem é o servidor público que se sujeita a ele.
“Uma classe profissional caracteriza-se pela homogeneidade do trabalho executado, pela natureza do
conhecimento exigido preferencialmente para tal execução e pela identidade de habilitação para o
exercício da mesma. A classe profissional é, pois, um grupo dentro da sociedade, específico, definido por
sua especialidade de desempenho de tarefa” 44.
Elementos do conceito de servidor público:
a) Instrumento de vinculação: por força de lei (por exemplo, prestação de serviços como jurado ou
mesário), contrato (contratação direta, sem concurso público, para atender a uma urgência ou
emergência) ou qualquer outro ato jurídico (é o caso da nomeação por aprovação em concurso público)
- enfim, não importa o instrumento da vinculação à administração pública, desde que esteja realmente
vinculado;

43 SÁ, Antônio Lopes de. Ética profissional. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
44 SÁ, Antônio Lopes de. Ética profissional. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

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b) Serviço prestado: permanente, temporário ou excepcional - isto é, ainda que preste o serviço só
por um dia, como no caso do mesário de eleição, é servidor público, da mesma forma que aquele que foi
aprovado em concurso público e tomou posse; com ou sem retribuição financeira - por exemplo, o
jurado não recebe por seus serviços, mas não deixa de ser servidor público;
c) Instituição ou órgão de prestação: ligado à administração direta ou indireta, isto é, a qualquer órgão
que tenha algum vínculo com o poder estatal. O conceito é o mais amplo possível, abrangendo
autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista, enfim, qualquer
entidade ou setor que vise atender o interesse do Estado.

Atenção!

De acordo com Perla Muller45, a Seção II do Código de Ética, no inciso XIV, elenca os principais
deveres do servidor público, que estão encadeados nas alíneas “a” a “v” do dispositivo.

É INDISPENSÁVEL a leitura e memorização dos deveres, pois são cobrados com bastante
frequência nas provas de Técnico e Analista, atentando-se, ainda, para não se fazer confusão com os
deveres elencados no Artigo 116 da Lei Nº 8.112/90, especialmente porque as sanções são diferentes.
CUIDADO!

No caso específico do servidor público federal, nos termos do artigo 127, da Lei nº 8.112/90, as penas
disciplinares passíveis de aplicação são: advertência, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria
e disponibilidade, destituição de cargo em comissão e destituição de função comissionada.
Quanto ao Decreto 1171/94, deve ser ressaltado que a única pena passível de aplicação pela
Comissão de Ética, com fundamento no Código de Ética, é a censura, conforme os incisos XVI e XXII.
Nenhuma outra é possível. Entretanto, determinado fato praticado pelo servidor pode ser,
simultaneamente, falta ética e infração disciplinar e penal e, assim, poderá haver a responsabilização do
servidor em cada uma das esferas.
O inciso XXII determina, ainda, que para a aplicação da pena de censura pela Comissão de Ética
deverá haver a devida fundamentação em parecer, que deve ser assinado por todos os membros
da comissão, devendo ser dada ciência ao servidor infrator.
Foi atribuída, também, às comissões a função de fornecer os registros de conduta ética dos servidores
aos respectivos órgãos públicos, para instruir promoções e demais procedimentos inerentes à carreira
(inciso XVIII).

O servidor deve ter consciência de que:


Princípios Éticos Regem o seu trabalho;
Materializam-se na adequada prestação do
serviço público

O Servidor Deve:

Cumprir as tarefas;
Ter respeito à hierarquia;
Resistir e denunciar todas as pressões;
Comunicar imediatamente a seus superiores todo e quaisquer atos ou fatos contrários ao interesse
público;
Exercer suas atribuições.

Em relação aos Usuários de Serviço Público, o Servidor Público deve:

Tratar cuidadosamente;
Ser cortês;
Ter: urbanidade, disponibilidade e atenção.

45 BORTOLETO, Leandro; e MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p.44.

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Questões

01. (CFP – Analista Técnico – Quadrix/2016) Segundo o Decreto nº 1.171/94, que aprova o Código
de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, são deveres fundamentais do
servidor público, exceto:
(A) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a legislação pertinentes ao órgão
onde exerce suas funções.
(B) facilitar a fiscalização de todos os atos ou serviços por quem de direito.
(C) exercer com estrita austeridade as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se
de fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados
administrativos.
(D) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou autoridade com finalidade estranha
ao interesse público, mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação
expressa à lei.
(E) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência deste Código de Ética,
estimulando o seu integral cumprimento.

02. (UFPA – Assistente em Administração – CEPS/UFPA/2015) De acordo com o Código de Ética


Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal (Decreto nº 1.171/94), é vedado, dentre
outros, ao servidor público
(A) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer
favorecimento, para si ou para outrem; usar de artifício para procrastinar ou dificultar o exercício regular
de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material; alterar ou deturpar o teor de
documentos que deva encaminhar para providências; apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele
habitualmente; atender com presteza.
(B) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer
favorecimento, para si ou para outrem; prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou
de cidadãos que deles dependam; guardar sigilo sobre assunto da repartição; alterar ou deturpar o teor
de documentos que deva encaminhar para providências; apresentar-se embriagado no serviço ou fora
dele habitualmente.
(C) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer
favorecimento, para si ou para outrem; prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou
de cidadãos que deles dependam; usar de artifício para procrastinar ou dificultar o exercício regular de
direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material; alterar ou deturpar o teor de
documentos que deva encaminhar para providências; apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele
habitualmente.
(D) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer
favorecimento, para si ou para outrem; tratar com urbanidade as pessoas; prejudicar deliberadamente a
reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam; usar de artifício para procrastinar
ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material;
apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente.
(E) observar as normas legais e regulamentares; prejudicar deliberadamente a reputação de outros
servidores ou de cidadãos que deles dependam; usar de artifício para procrastinar ou dificultar o exercício
regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material; alterar ou deturpar o teor
de documentos que deva encaminhar para providências; apresentar-se embriagado no serviço ou fora
dele habitualmente.

03. (IF/TO – Enfermeiro do Trabalho – IF/TO/2015) Segundo o Código de Ética do Servidor Público
Civil do Poder Executivo Federal, Decreto nº 1.171/94, são vedações destinadas ao servidor, exceto:
(A) Manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os métodos mais adequados à sua
organização e distribuição.
(B) Deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para
atendimento do seu mister.
(C) Pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação,
prêmio, comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para
o cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim
(D) Dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade
da pessoa humana.
(E) Iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em serviços públicos.

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04. (UFF – Auxiliar em Administração – COSEAC/2015) Servidor que se apresenta embriagado no
serviço; servidor que representa contra superior hierárquico que viola dever funcional. Pelas regras
previstas no Código de Ética do Servidor Público Federal (Decreto n° 1.171/94):
(A) a segunda conduta não viola o Código; a primeira só viola o Código se for habitual.
(B) a segunda conduta viola o Código; a primeira, não.
(C) ambas as condutas violam o Código.
(D) nenhuma das condutas viola o Código.
(E) a primeira conduta viola o Código; a segunda, não.

05. (UFRB – Assistente em Administração – FUNRIO/2015) Não constitui vedação ao servidor


público nos termos de seu Código de Ética, Decreto nº 1.171/94:
(A) Prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam.
(B) Apresentar-se embriagado no serviço, porém não fora dele, mesmo que habitualmente.
(C) Fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço, em benefício
próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros.
(D) Deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para
atendimento do seu mister.
(E) Exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso.

06. (DEPEN – Conhecimentos Básicos para Agente e Técnico – CESPE/2015) Com base no
Decreto n.º 1.171/1994, na Lei n.º 8.112/1990 e na Lei n.º 8.429/1992, julgue o próximo item.
De acordo com o decreto mencionado, a remoção é uma das penalidades aplicáveis ao servidor por
comissões de ética.
(....) Certo (....) Errado

07. (MEC – Conhecimentos Básicos – CESPE/2015) Consoante o Código de Ética Profissional do


Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal (Decreto n.º 1.171/1994), julgue o item seguinte.
O servidor que tem seu nome ligado a empreendimentos de cunho duvidoso fere o Regime Jurídico
dos servidores públicos (Lei n.º 8.112/1990), mas não seu Código de Ética (Decreto n.º 1.171/1994).
(....) Certo (....) Errado

08. (MPU – Analista do MPU – CESPE/2015) Considerando as disposições do Decreto n.º 1.171/1994
e as resoluções da Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP), julgue o item a seguir.
É vedado ao servidor público, conforme o Decreto n.º 1.171/1994, retirar da repartição pública qualquer
documento pertencente ao patrimônio público, salvo se estiver legalmente autorizado a fazê-lo.
(....) Certo (....) Errado

09. (CRF/TO – Assistente Administrativo – CRF/TO/2015) O Decreto nº 1.171, de 22 de junho de


1994, aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal e trata
da conduta do servidor público. Nesse sentido, indique a conduta que não é vedada ao servidor:
(A) O uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer
favorecimento, para si ou para outrem.
(B) Exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se
de fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados
administrativos.
(C) Prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam.
(D) Usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa,
causando-lhe dano moral ou material.

10. (MDS – Atividades Técnicas de Suporte – CETRO/2015) De acordo com o previsto no Decreto
nº 1.171/1994, que aprova o Código de Ética do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal,
assinale a alternativa correta.
(A) A aplicação do Código de Ética padece de regulamentação legal, a qual ainda não está em vigor.
(B) O Código de Ética é aplicável, obrigatoriamente, aos servidores e empregados dos órgãos e
entidades da Administração Pública direta e indireta para os níveis federal, estadual e municipal.
(C) O Código de Ética é aplicável aos servidores e empregados dos órgãos e entidades da
Administração Pública Federal direta e indireta.
(D) O Código de Ética é, obrigatoriamente, aplicável apenas aos servidores e empregados dos órgãos
e entidade da Administração Pública direta.

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(E) O Código de Ética somente é aplicável, obrigatoriamente, aos servidores públicos, e,
facultativamente, aos empregados de órgãos e entidades da Administração Pública indireta.

11. (UFSJ – Auxiliar em Administração – UFSJ/2015) Genésio Tavares, servidor público efetivo da
Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), retirou do seu local de trabalho, sem estar legalmente
autorizado, 20 folhas de papel ofício para que seu filho pudesse fazer um trabalho de escola.
Sobre o fato acima, é CORRETO afirmar que Genésio
(A) praticou conduta vedada pelo Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder
Executivo Federal.
(B) não cometeu nenhuma infração ética prevista no Código de Ética Profissional do Servidor Público
Civil do Poder Executivo Federal.
(C) por ser servidor de universidade, não está sujeito ao Código de Ética Profissional do Servidor
Público Civil do Poder Executivo Federal.
(D) não teve comportamento antiético, uma vez que ele retirou apenas 20 folhas de papel ofício.

12. (TRE/MT – Conhecimentos Gerais – CESPE/2015) Constitui regra deontológica do Código de


Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.
(A) o dever do servidor de prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando
atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente.
(B) a vedação ao servidor público de usar do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição
e influências para obter qualquer favorecimento para si ou para outrem.
(C) a vedação ao servidor público de prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou
de cidadãos que deles dependam.
(D) o dever do servidor de tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o processo
de comunicação e contato com o público.
(E) o dever do servidor de jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão
dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo.

13. (TRE/MT – Conhecimentos Gerais – CESPE/2015) Constitui regra deontológica do Código de


Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.
(A) o dever do servidor de tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o processo
de comunicação e contato com o público.
(B) o dever do servidor de jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão
dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu cargo.
(C) o dever do servidor de prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando
atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente.
(D) a vedação ao servidor público de usar do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição
e influências para obter qualquer favorecimento para si ou para outrem.
(E) a vedação ao servidor público de prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou
de cidadãos que deles dependam.

14. (TRE/MT – Conhecimentos Gerais – CESPE/2015) Constitui regra deontológica do Código de


Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.
(A) o dever do servidor público de jamais desprezar o elemento ético de sua conduta.
(B) a vedação, ao servidor público, de usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular
de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material.
(C) a vedação, ao servidor público, de exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a
empreendimentos de cunho duvidoso.
(D) o dever do servidor de ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se
materializam na adequada prestação dos serviços públicos.
(E) o dever do servidor de ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter,
escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem
comum.

15. (TRE/MT – Conhecimentos Gerais – CESPE/2015) Constitui regra deontológica do Código de


Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal
(A) a vedação, ao servidor público, de exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a
empreendimentos de cunho duvidoso.

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(B) o dever do servidor de ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se
materializam na adequada prestação dos serviços públicos.
(C) o dever do servidor de ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter,
escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem
comum.
(D) o dever do servidor público de jamais desprezar o elemento ético de sua conduta.
(E) a vedação, ao servidor público, de usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular
de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material.

16. (UFRPE – Assistente em Administração – SUGEP/2016) Para fins de apuração do


comprometimento ético, o Decreto nº 1.171/1994 entende por servidor público:
(A) somente os empregados públicos das autarquias, as fundações públicas, as entidades
paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde
prevaleça o interesse do Estado.
(B) somente os servidores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e empregados públicos das
fundações públicas, as entidades paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia mista,
ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado.
(C) qualquer pessoa que preste serviços de natureza permanente, temporária ou excepcional, ainda
que sem retribuição financeira, direta ou indiretamente, a qualquer órgão do poder estatal ou em qualquer
setor onde prevaleça o interesse do Estado.
(D) qualquer pessoa que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de
natureza permanente aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ainda que sem retribuição
financeira, desde que ligado diretamente a qualquer órgão do poder estatal.
(E) somente os servidores da administração direta do Poder Executivo, visto que as fundações
públicas, as entidades paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, serem
pessoas jurídicas de direito privado.

17. (IF/TO – Assistente em Administração – IF/TO/2016) De acordo com o Decreto nº 1.171, de 22


de junho de 1994, consiste em vedações ao servidor público, exceto.
(A) Dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade
da pessoa humana.
(B) Desviar servidor público para atendimento a interesse particular.
(C) Apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele eventualmente.
(D) Fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço em benefício
próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros.
(E) Alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências.

18. (IF/TO – Assistente em Administração – IF/TO/2016) De acordo com o Decreto nº 1.171, de 22


de junho de 1994, não constitui dever do servidor público.
(A) Deixar de comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao
interesse público, exigindo as providências cabíveis, a fim de não gerar possíveis desentendimentos na
repartição.
(B) Manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a legislação pertinentes ao órgão
onde exerce suas funções.
(C) Ter consciência de que o trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada
prestação dos serviços públicos.
(D) Exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo fim ou procurando,
prioritariamente, resolver situações procrastinatórias, principalmente, diante de filas ou de qualquer outra
espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que exerça suas atribuições, com o fim de
evitar dano moral ao usuário.
(E) Zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas da defesa da vida e da
segurança coletiva.

19. (Prefeitura de Cascavel – Arquiteto – CONSULPLAN/2016) São regras morais que devem ser
seguidas pelos servidores públicos, segundo o Decreto nº 1.171, de 22 de junho de 1994, EXCETO:
(A) O servidor não pode omitir ou falsear a verdade, que é um direito de toda pessoa, mesmo
contrariando interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública.
(B) Devido à função pública de sua atividade profissional, os fatos e atos verificados na conduta do
servidor em sua vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.

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(C) De forma irrestrita, a publicidade de todos os atos administrativos constitui requisito de eficácia e
moralidade, ensejando sua omissão e comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a
negar.
(D) Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano
moral, assim como se constitui em ofensa ao Estado e as pessoas deixar um bem público deteriorar por
descuido ou má vontade.
(E) Além de atitude contra a ética ou ato de desumanidade, caracteriza-se grave dano moral aos
usuários dos serviços públicos, o servidor deixar de oferecer solução a uma situação que compete a ele
ou seu setor, permitindo a formação de longas filas ou qualquer outra espécie de atraso na prestação do
serviço.

20. (IF/TO – Professor de Administração – IF/TO/2016) Através do Decreto nº 1.171\1994 fica


aprovado o código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. São
deveres fundamentais do Servidor Público:
(A) informar o código de ética apenas aos integrantes do seu setor.
(B) apresentar-se ao trabalho com vestimentas proporcional ao seu estilo pessoal.
(C) manter limpo o ambiente de trabalho, mas sem necessidade específica a sua organização e
distribuição.
(D) comunicar aos seus superiores atitudes que não condiz com sua cultura pessoal e exigir conforme
o código de ética o seu sigilo.
(E) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada
prestação dos serviços públicos.

Respostas

01. Resposta: C.
(a) Lei 1.171, XIV, q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço e a legislação
pertinentes ao órgão onde exerce suas funções;
(b) Lei 1.171, XIV, s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito;
(c) Lei 1.171, XIV, t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe sejam
atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço
público e dos jurisdicionados administrativos;
(d) Lei 1.171, XIV, u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou autoridade com
finalidade estranha ao interesse público, mesmo que observando as formalidades legais e não cometendo
qualquer violação expressa à lei;
(e) Lei 1.171, XIV, v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe sobre a existência deste
Código de Ética, estimulando o seu integral cumprimento.

02. Resposta: C.
A) Atender com presteza (Isso não é vedado ao servidor, mas dever);
B) Guardar sigilo sobre assuntos da repartição (Não é vedado ao servidor, mas dever);
C) Correta – Decreto 1.171/94 - Seção III inc. XV;
D) Trata com urbanidade as pessoas (É dever do servidor);
E) Observar as normas legais e regulamentares (Também não e vedado ao servidor, mas dever).

03. Resposta: A.
A Letra A, é um dos Deveres do Servidor Público, vide Decreto 1171/94.
Dos Principais Deveres do Servidor Público
XIV - São deveres fundamentais do servidor público:
n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os métodos mais adequados à sua
organização e distribuição;
As demais afirmações são consideradas como proibições:
Das Vedações ao Servidor Público
XV - E vedado ao servidor público;
e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para
atendimento do seu mister;

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g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio,
comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o
cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim;
o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade
da pessoa humana.

04. Resposta: E.
Decreto 1.171/1994 XIV (Dos Principais Deveres do Servidor Público) h) ter respeito à hierarquia,
porém sem nenhum temor de representar contra qualquer comprometimento indevido da estrutura em
que se funda o Poder Estatal;
XV (Das Vedações ao Servidor Público) n) Apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele
habitualmente (O "habitualmente", pelo que entendo, aplica-se somente ao caso de estar embriagado
fora do serviço).

05. Resposta: B.
XV - E vedado ao servidor público;
a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer
favorecimento, para si ou para outrem;
b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam;
c) ser, em função de seu espírito de solidariedade, conivente com erro ou infração a este Código de
Ética ou ao Código de Ética de sua profissão;
d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa,
causando-lhe dano moral ou material;
e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu alcance ou do seu conhecimento para
atendimento do seu mister;
f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal
interfiram no trato com o público, com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente
superiores ou inferiores;
g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio,
comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa, para o
cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servidor para o mesmo fim;
h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encaminhar para providências;
i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do atendimento em serviços públicos;
j) desviar servidor público para atendimento a interesse particular;
l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou bem
pertencente ao patrimônio público;
m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito interno de seu serviço, em benefício
próprio, de parentes, de amigos ou de terceiros;
n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente;
o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade
da pessoa humana;
p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso.

06. Resposta: Errado.


Remoção não é pena. E a única punição prevista no Código de Ética é a censura.
Decreto 1.171. XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de censura e
sua fundamentação constará do respectivo parecer, assinado por todos os seus integrantes, com ciência
do faltoso.
Lei 8.112/90. Art. 36. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do
mesmo quadro, com ou sem mudança de sede.

07. Resposta: Errado.


Segundo o Decreto 1.171/94 temos: Seção III - Das Vedações ao Servidor Público:
XV - É vedado ao servidor público:
p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso.

08. Resposta: Certo.


Decreto 1.171/94
Das Vedações ao Servidor Público:

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XV - E vedado ao servidor público;
l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou bem
pertencente ao patrimônio público.

09. Resposta: B.
XIV - São deveres fundamentais do servidor público:
t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de
fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos jurisdicionados
administrativos.

10. Resposta: C.
O Código de Ética dos Servidores Públicos foi aprovado pelo Decreto Federal 1.171/94 para os
servidores públicos do Poder Executivo Federal com o objetivo de impor as regras que norteiam os
princípios, deveres e proibições, os fundamentos e as regras morais que devem ser seguidas pelos
servidores públicos do Poder Executivo Federal.

11. Resposta: A.
l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou bem
pertencente ao patrimônio público.

12. Resposta: A.
Com base no D 1171
A) CERTO: CAPÍTULO I Seção I Das Regras Deontológicas
XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando
atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso
e o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência
no desempenho da função pública
B) Seção III Das Vedações ao Servidor Público
XV - E vedado ao servidor público;
a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer
favorecimento, para si ou para outrem
C) XV - E vedado ao servidor público;
b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam
D) Seção II Dos Principais Deveres do Servidor Público
XIV - São deveres fundamentais do servidor público:
e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o processo de comunicação e
contato com o público
E) XIV - São deveres fundamentais do servidor público
d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão dos bens, direitos e
serviços da coletividade a seu cargo

13. Resposta: C.
a) Dos Principais Deveres do Servidor Público
XIV - São deveres fundamentais do servidor público:
e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoando o processo de comunicação e
contato com o público
b) XIV - São deveres fundamentais do servidor público
d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão dos bens, direitos e
serviços da coletividade a seu cargo
c) Certo. Das Regras Deontológicas
XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando
atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso
e o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam até mesmo imprudência
no desempenho da função pública
d) Das Vedações ao Servidor Público
XV - E vedado ao servidor público;
a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, posição e influências, para obter qualquer
favorecimento, para si ou para outrem
e) Das Vedações ao Servidor Público

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XV - E vedado ao servidor público;
b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores ou de cidadãos que deles dependam

14. Resposta: A.
D1171
a) Errado. (Das Regras Deontológicas) - II - O servidor público não poderá jamais desprezar o
elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o
injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto
e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.
b) XV - E vedado ao servidor público; d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício
regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral ou material;
c) XV - E vedado ao servidor público; p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a
empreendimentos de cunho duvidoso.
d) XIV - São deveres fundamentais do servidor público: f) ter consciência de que seu trabalho é regido
por princípios éticos que se materializam na adequada prestação dos serviços públicos;
e) XIV - São deveres fundamentais do servidor público: c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando
toda a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor
e a mais vantajosa para o bem comum.

15. Resposta: D.
d) Das Regras Deontológicas: II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de
sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente
e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto,
consoante as regras contidas no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.
XV - E vedado ao servidor público;
a) p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a empreendimentos de cunho duvidoso.
e) d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício regular de direito por qualquer pessoa,
causando-lhe dano moral ou material;
XIV - São deveres fundamentais do servidor público:
b) f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada
prestação dos serviços públicos;
c) c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter, escolhendo sempre,
quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum.

16. Resposta: C.
XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por servidor público todo aquele que,
por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária ou
excepcional, ainda que sem retribuição financeira, desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão
do poder estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as entidades paraestatais, as empresas públicas
e as sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado.

17. Resposta: C.
XV - E vedado ao servidor público;
n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente.

18. Resposta: A.
XIV - São deveres fundamentais do servidor público:
m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público,
exigindo as providências cabíveis.

19. Resposta: C.
VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e da
Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos da lei,
a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua
omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.

20. Resposta: E.
XIV - São deveres fundamentais do servidor público: (...)
f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios éticos que se materializam na adequada
prestação dos serviços públicos.

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