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Ali Rodrigues Mussa

RELATÓRIO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

(Licenciatura em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Comunitário)

UNIVERSIDADE ROVUMA

ANGOCHE

2022
Ali Rodrigues Mussa

RELATÓRIO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

(Licenciatura em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Comunitário)

O trabalho de carácter avaliativo a


ser apresentado na cadeira de
Educação Ambiental, 3 ano 1
semestre, curso de GADC

Docente: António Guzia

UNIVERSIDADE ROVUMA

ANGOCHE

2022
Índice
Introdução ................................................................................................................................... 4

resenha histórica da gestão de resíduos sólidos ............................................................................ 5

conceitos ..................................................................................................................................... 9

classificação dos resíduos sólidos .............................................................................................. 11

classificação e caracterização ..................................................................................................... 11

legislação municipal .................................................................................................................. 14

considerações finais ................................................................................................................... 17

referências bibliográficas ........................................................................................................... 18


INTRODUÇÃO

Desde que o homem passou a viver em sociedade, começou-se a sentir o problema do acúmulo
de dejectos, em condições inadequadas. As primeiras formas de disposição desses dejectos eram
em áreas próximas às residências. Quando se associou essa prática com insalubridade, passou-se
a resolver o problema visando somente o seu afastamento dos locais produtores. Como
consequência dessa prática, advém a disposição a céu aberto em terrenos baldios e áreas
despovoadas, o lançamento em rios, lagoas, pântanos, encostas e, até mesmo, no mar.

A industrialização, o crescimento desenfreado e sem planejamento das grandes cidades


brasileiras e suas regiões metropolitanas teve como consequência diversos problemas
relacionados ao aumento na produção de resíduos. Problemas tais como ineficiência dos
sistemas de coleta, escassez de áreas para disposição, entre outros, ocasionaram poluição e
fizeram com que não mais se pudesse esconder as consequências da falta de uma gestão
adequada dos resíduos sólidos.

A Revolução Industrial trouxe consigo a produção em larga escala, com a utilização de


embalagens, mudança nos hábitos de consumo e o consequente aumento da geração de resíduos.
Em consequência, os problemas com a colecta e disposição dos resíduos sólidos começaram a
ser levados a sério pelos gestores municipais, pressionados pela sociedade, informada através da
revolução também nos meios de comunicação.

Objectivos Gerais

 Abordar a cerca dos resíduos sólidos no distrito de Angoche

Objectivos Específicos

 Abordar sobre deposição dos resíduos sólidos no metal box;


 Caracterização dos resíduos

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RESENHA HISTÓRICA DA GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Matéria e energia são fundamentais à vida do planeta – permitem a síntese de compostos


orgânicos e sua posterior decomposição para se combinarem com elementos inorgânicos. Estes
processos naturais de reciclagem são fundamentais à regeneração dos recursos que todos os seres
vivos (incluindo o Homem) necessitam para sobreviver, influenciando o equilíbrio dos
ecossistemas.

Estes ciclos biogeoquímicos implicam necessariamente a eliminação de excedentes dos


processos. Estes resíduos, no entanto, não viriam a pôr em causa o equilíbrio natural, no passado,
pois as suas quantidades eram insignificantes quando comparadas com a taxa de regeneração
desses ecossistemas.

Desde tempos remotos o Homem desfez-se do lixo que produzia de uma forma muito
conveniente: abandonando-o em qualquer local (situação que, incompreensivelmente, ainda hoje
é possível presenciar.

Os primeiros problemas surgem com a sedentarização do Homem, quando este se começa a


agregar em comunidades e a quantidade de lixo produzido aumenta, sendo indispensável
encontrar soluções para a eliminação dos resíduos que necessariamente produz como resultado
das suas actividades fisiológicas, domésticas, agrícolas, entre outras.

A tomada de medidas iniciais desadequadas, tais como descarga voluntária e incontrolada de


resíduos nas ruas e terrenos sem ocupação, conduziram ao aparecimento de diferentes tipos de
poluição (hídrica, do solo, etc.) bem como de seres vivos indesejáveis que viriam a pôr em risco a
saúde humana. Com o desenvolvimento das sociedades nasce a Revolução Industrial que viria
contribuir positivamente para o desenvolvimento económico e industrial mas em simultâneo
aumentaria o problema da gestão de resíduos (agora em maior quantidade e com novas
características). Nos finais do século XIX surgem em Inglaterra e nos Estados Unidos da América
(EUA) disposições legais regulamentando a deposição de resíduos no solo ou no meio hídrico.

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Fase: Levantamento preliminar de dados

É uma fase preliminar de levantamento de dados e complementação do marco teórico que


subsidiará as etapas posteriores de análise e cumprimento dos objectivos propostos. As acções
que serão desenvolvidas, nesta fase, são as seguintes:

Complementação do marco teórico;


 Definição de um modelo de gestão a ser adoptado como parâmetro para o
desenvolvimento e análises realizadas nesta Tese;
 Levantamento dos modelos de gestão de resíduos sólidos existentes;
 Levantamento dos métodos para criação de cenários futuros existentes;
 Levantamento das metodologias utilizadas para avaliação de gestão, específicas ou
adaptáveis ao tema de resíduos sólidos;

 Levantamento e análise da legislação estadual e municipal referente à gestão de resíduos


sólidos, nos municípios de Angoche, para subsidiar a criação ou aperfeiçoamento de
mecanismos de planejamento para a gestão de resíduos sólidos urbanos no distrito de
Angoche;

Estudo dos planos existentes na Cidade de Angoche, os quais serão analisados através de

 Aplicação de indicadores de gestão, previamente definidos, segundo metodologias


estudadas e analisadas;
 Entrevistas com pessoas que participaram da elaboração de documentos, estudos, planos
e projectos, referentes à gestão de resíduos sólidos, na RMR, para identificar e avaliar as
razões que levaram a não implantação dos mesmos. De acordo com a Resolução Nº
196/96, do Conselho Nacional de Saúde, o projecto de tese foi submetido ao Comité de
Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos, da UFPE, o qual aprovou o processo de
realização das entrevistas, conforme documento contido no ANEXO A.

Fase: Análise da evolução da Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos na CMCA

Considerando a implementação do plano “Aproveitamento do Lixo na Cidade do Recife”, como


o primeiro documento de planejamento que ponderou alguns dos actuais princípios da gestão de
resíduos sólidos, a análise da evolução da gestão de resíduos sólidos, realizada neste trabalho,
inicia-se a partir do ano de 1962, ano da elaboração do referido documento. Para levar a cabo a
análise, foi necessária a formulação de um modelo de gestão, bastante simplificado, onde foram
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considerados alguns elementos de entrada para se realizar a gestão de forma adequada
(planejamento, recursos, capacitação, tecnologia, regulação, etc.), objetivando ter como
elementos de saída simplesmente a prestação adequada dos serviços de limpeza urbana ao
cidadão e a proteção ao meio ambiente. Com a formulação do referido modelo, cada elemento
de entrada foi analisado, com base nas informações históricas do capitulo 5 e as principais
dificuldades foram observadas a fim de serem consideradas na elaboração das proposições para
o tratamento e destino final dos resíduos sólidos urbanos da CMCA.
Análise das consequências e perspectivas futuras

As consequências e perspectivas futuras são definidas por meio da criação de cenários, conforme
metodologia definida, a partir do levantamento de dados supracitado. Os cenários foram criados
com base nos cenários possíveis de concretização que estão se delineando na actualidade. A
posterior análise dos cenários foi realizada considerando questões económicas, ambientais,
sociais, políticas e técnicas.
As perspectivas futuras serão apresentadas na forma de proposições de planejamento e controle
para o tratamento e a disposição final.

RESÍDUOS SÓLIDOS: CONCEITOS, DEFINIÇÕES E NOVASATITUDES

Periodicamente, a sociedade vivencia crises por consequência da produção de resíduos sólidos


(STESSEL, 1996).
Nos primórdios, quando o homem ainda era um ser nômade, os resíduos por ele produzidos
resumiam-se tão-somente aos restos de comidas e seus excrementos, o que era perfeitamente
absorvido pela natureza, quando o mesmo abandonava o local.
Com o desenvolvimento e a civilização, o homem passou a produzir ferramentas, cultivar
alimentos, criar animais e construir moradias para sua fixação. A produção de resíduos foi
aumentando, mas ainda não se havia convertido em um grande problema, uma vez que as
quantidades ainda eram pequenas e o problema era resolvido com o simples afastamento dos
mesmos dos locais produtores.

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De acordo com Stessel (1996), registros de locais centrais para deposição de resíduos, anterior
ao período medieval, foram encontrados por arqueólogos.
O crescimento da população e o advento da Revolução Industrial trouxeram consigo a produção
em larga escala, com a utilização de embalagens, mudança nos hábitos de consumo e o
consequente aumento da geração de resíduos. No entanto, esse fato não teve muita
repercussão, uma vez que o mais importante era o desenvolvimento, independentemente das
suas consequências.
O aumento da produção de bens, aliada ao consumo sem limites, características do regime
capitalista de economia de mercado, adoptado na maioria das nações desenvolvidas, traz como
maior consequência o desperdício e consequente aumento da geração de resíduos sólidos.
Entretanto, o principal efeito da Revolução Industrial, na produção de resíduos sólidos, foi a
minimização dos custos de produção. Os custos com a obtenção de matérias-primas e produção
de bens finais ficaram tão baixos, que muitos itens tornaram-se descartáveis, aumentando, cada
vez mais a quantidade de resíduos produzidos.

O problema da geração de resíduos sólidos aumenta de proporção, à medida que cada vez
mais novos produtos e substâncias vão sendo desenvolvidos. Até a metade do século passado, os
resíduos sólidos eram compostos praticamente por matéria orgânica. Atualmente, com o avanço
das tecnologias de produção, a composição dos resíduos tornou-se muito mais variada e
complexa. A quantidade de descartáveis, plásticos, isopores, pilhas, baterias, lâmpadas,
embalagens de tintas, produtos perigosos, entre outros, exige com urgência a gestão adequada
desses materiais.
Saúde e segurança têm sido, ao longo da História, as maiores preocupações acerca da gestão de
resíduos sólidos. Hoje, uma nova variável se incorpora a este leque de preocupações, a
sociedade demanda mais; além de ser segura, a gestão de resíduos sólidos deve ser sustentável.
Ou, conforme McDougall et al (2001), a gestão de resíduos sólidos tem que ser:
economicamente viável, socialmente aceitável e ambientalmente efectiva.

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CONCEITOS

Reflectindo-se sobre o significado, actualmente concedido à expressão “resíduo sólido”,


observa-se que se enquadra nessa definição tudo aquilo que não serve mais ao gerador,
embora etimologicamente o significado não seja este. Essa é uma qualificação simplória e até
mesmo comodista, uma vez que se não serve ao gerador, não serve mais para nada nem para
ninguém; como se o ciclo de vida de um produto terminasse quando ele deixa de ter utilidade
para quem o adquiriu. Também se pode dizer que essa é uma acepção altruísta: é tão inútil
que se não serve ao gerador, tampouco poderia servir a alguém; portanto, que se descarte.
Entretanto, os materiais classificados como resíduos sólidos, conhecidos ordinariamente como
lixo, não devem ser confundidos com Rejeitos e, portanto, não devem ser desprezados.

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Essa falta de consciência reflecte a pouca importância dada aos materiais classificados como
resíduos sólidos, uma vez que essas acepções não são verdadeiras; são paradigmas equivocados
que precisam ser superados.

No que concerne à etimologia da palavra resíduo, Houaiss e Salles (2001) têm a seguinte
definição:
Resíduo é aquilo que resta, que remanesce; ou produto
parcial e, ainda, qualquer substância que sobra de uma
operação industrial e que ainda pode ser aproveitada
industrialmente.

Nota-se, a partir desta definição, que a própria palavra pode indicar que a maior parte daquilo
que é classificado como resíduo, não necessariamente é inútil e, portanto, não só pode, como
deve voltar à cadeia produtiva. Verifica-se aí que há um analogismo entre resíduo e rejeito, esse
último sim, inservível.
Pode-se até mesmo concluir que a utilização da palavra resíduo, ou da expressão “resíduo
sólido” para denominar este conjunto de materiais que devem ser reinseridos na cadeia
produtiva, está etimologicamente correcta. No entanto, ainda assim persiste o equívoco de
compreensão entre resíduo e rejeito.

O meio ambiente é capaz de absorver, reincorporar e reciclar a matéria, nas suas diversas
formas, por meio dos ciclos biogeoquímicos, sem que haja transtornos, desde que observada a
sua capacidade de reciclagem natural.

Com a mudança de padrões de produção e de consumo, verificados desde a Revolução


Industrial, o meio ambiente não está sendo capaz de absorver nem reciclar os diversos materiais
poluentes sintéticos e persistentes, lançados pelos diversos setores produtivos. Dessa maneira, é
mister que haja uma compreensão definitiva de que os subprodutos das actividades humanas, os
resíduos, são matérias e que cabe ao homem apreciá-las de outra maneira, a fim de que se possa
dar-lhe o tratamento adequado que é diferente da inutilização.

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CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

Os resíduos sólidos podem ser classificados de diversas maneiras:

 De acordo com o uso original: resíduos de embalagem, restos de comida, etc;

 De acordo com o material: papel, vidro, plástico, etc;

 De acordo com as propriedades físicas: combustível, compostável, reciclável, etc;

 De acordo com a origem: residencial, comercial, industrial, agrícola, hospitalar,


portuários e aeroportuários, etc;

 De acordo com o nível de segurança: perigoso e não-perigoso.

Classificação e Caracterização

Para classificar e caracterizar o resíduo sólido é necessário verificar as condições de cada


material, quanto às características físicas, químicas, biológicas e também quanto à origem do
resíduo. O objetivo desta diferenciação é possibilitar o adequado gerenciamento do resíduo de
acordo com sua classificação.

Quanto à periculosidade:

A norma técnica NBR 10.004/2004 classifica o resíduo de acordo com o potencial de


contaminação do meio ambiente e à saúde pública.

a) Resíduos Classe I – Perigosos;

b) Resíduos Classe II – Não Perigosos:

Resíduos Classe IIA – Não inertes.

Resíduos Classe IIB – Inertes.

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Para a classe I são considerados os materiais que apresentam características de periculosidade
como inflamabilidade, corrosividade, reactividade, toxicidade e patogenicidade. Já para os
resíduos não perigosos, divididos em IIA e IIB, considera-se para a classe IIA, que o material
apresente características como biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. E
para o IIB considera-se que o resíduo submetido a um contacto dinâmico e estático com água
destilada ou de ionizada, não tenha nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações
superiores aos padrões de potabilidade de água, exceptuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e
sabor.

A PNRS também descreve a o critério de periculosidade como classificatório, mas não distingue
os não inertes dos inertes.

Quanto à origem:

Outro critério utilizado pela lei 12.305/2010 é o da origem do resíduo, que podem ser:

a) Resíduos domiciliares: oriundos da actividade doméstica;

b) Resíduos de limpeza urbana: provenientes da limpeza urbana (varrição, limpeza de


logradouros e vias públicas);

c) Resíduos sólidos urbanos: a soma das alíneas “a” e “b”;

d) Resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: são os referidos nas alíneas


“b”, “e”, “g”, “h” e “j”;

e) Resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: resíduos gerados nessas actividades,
excluindo os referidos na alínea “c”;

f) Resíduos industriais: gerados na indústria e no seu processo de produção;

g) Resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme regulamento e


normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama2 e do SNVS3 ;

h) Resíduos da construção civil: gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de


obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para
obras civis;

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i) Resíduos agrossilvopastoris: oriundos das atividades agropecuárias e silviculturais, incluídos os
relacionados a insumos utilizados nessas actividades;

j) Resíduos de serviços de transportes: originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários,


rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;

k) Resíduos de mineração: provenientes da atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de


minérios. Características físicas: De acordo coma FUNASA,2007 as características físicas
analisadas devem ser:

a) Compressividade: é a redução do volume dos resíduos sólidos quando submetidos a uma


pressão (compactação);

b) Teor de humidade: compreende a quantidade de água existente na massa dos resíduos sólidos;

c) Composição gravimétrica: determina a percentagem de cada constituinte da massa de resíduos


sólidos, proporcionalmente ao seu peso;

d) Per capita: é a massa de resíduos sólidos produzida por uma pessoa em um dia (kg/hab. dia),
calculadas pela fórmula:

Equações

e) Peso específico: é o peso do resíduo solto, em relação ao volume ocupado por ele, expresso em
Kg/m³. Esse valor é determinante no dimensionamento de equipamentos e instalações. Na
ausência de dados mais precisos, podem-se utilizar os valores de 230kg/m³ para o peso específico
do lixo domiciliar e de 1.300kg/m³ para o peso específico de entulho de obras (IBAM, 2001).

Características Químicas

As características químicas são importantes para a escolha do tratamento mais adequado ao


resíduo. O manual de saneamento da FUNASA descreve as características que devem ser
analisadas:

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LEGISLAÇÃO MUNICIPAL

Dispõe sobre o programa de separação de resíduos sólidos que devem ser separados em três
espécies.

I - Lixo seco.

II - Lixo Orgânico.

III - Lixo de banheiro e seus similares

No entanto, não há colecta de lixo orgânico especifica no município, o que desmotiva a


separação.

Educação Ambiental

A educação ambiental (EA) vem como um instrumento no processo de gestão integrada dos
resíduos sólidos, pois como descrito anteriormente, para a gestão ser integrada é preciso envolver
diversos sectores da sociedade. Dentro de um cenário empresarial os trabalhadores precisam ser
completamente envolvidos no processo, para que haja um comprometimento com a eficácia e
continuidade da gestão. E para que isso seja efectivo, é preciso educá-los ambientalmente, ou
seja, auxilialos a obterem boas práticas ambientais para alcançar a melhoria da qualidade de vida
colectiva.

Reduzir, Reciclar e Reutilizar

Usar racionalmente os recursos naturais e bens públicos implica em usá-los de forma económica
e racional evitando o seu desperdício (MMA, 2009). Para isso é preciso inserir no plano de gestão
integrada de resíduos sólidos programas que sejam efectivos e de fácil assimilação dos
participantes, e o 3 R’s vem contribuir neste sentido.

 Redução da geração na fonte: Implantação de procedimentos que priorizam a não geração


dos resíduos. Estas acções podem variar de implantação de novas rotinas operacionais a
alterações tecnológicas no processo produtivo;
 Reutilização de resíduos: Neste caso o resíduo é reaproveitado sem que haja modificações
na sua estrutura;
 Reciclagem de resíduos: No caso da reciclagem há um beneficamente no resíduo para que
o mesmo seja utilizado em outro (ou até no mesmo) processo. Um exemplo é a reciclagem
de latinhas de alumínio ” (SISTEMA FIRJAN, 2006).
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Esta ordem nos dá uma sequência lógica, pois primeiramente devemos reduzir a produção de
resíduos, por exemplo, documentos com o mínimo de impressão em papel (Redução). Se já o
produzimos podemos então reutilizar esses mesmos documentos como rascunhos de outros
trabalhos (Reutilização) e por fim, usados frente e verso, encaminhamos a uma empresa
especializada em reciclagem de papel (Reciclagem) (RECESA, 2007).

Colecta Selectiva

A colecta selectiva é a base para a sustentabilidade de um GRS, ao ponto em que a segregação


maximiza as possibilidades de desenvolver a reciclagem e o reaproveitamento dos resíduos,
minimizando a quantidade de material descartado (MONTAGNA,2012). Além disso, pode ser
considerada mais que um instrumento concreto de incentivo a redução, a reutilização e a
separação do material para a reciclagem, mas também a busca de uma mudança de
comportamento, principalmente em relação aos desperdícios inerentes à sociedade de consumo
(RIBEIRO, 2000).

Para o diagnóstico

Esta etapa descreverá a situação atual de gerenciamento dos resíduos e caracterizar


qualitativamente e quantitativamente os resíduos sólidos. Para isto é preciso coleta de dados e
também a execução dos procedimentos de caracterização

Procedimento de colecta de dados

Para a colecta de dados é preciso fazer uma vasta pesquisa de campo, entrevistas, questionários
além de pesquisa dos dados relevantes existentes.

A entrevista com os atores visa detalhar o gerenciamento atual, descrevendo as ações


desenvolvidas na questão do manejo de RS, desde sua geração até os destinos finais de cada
material.

Para acrescentar mais dados à descrição do gerenciamento actual deve-se aplicar um questionário
aos trabalhadores da empresa terciarizada responsável pela limpeza e zeladoria. O modelo de
questionário para obter a descrição dos procedimentos atuais foi adaptado de PGRS-UFSC, 2015
(apud BITTENCOURT, 2015) e encontra-se no Anexo A. Este questionário também oferece um
espaço para a sugestão e críticas dos terceirizados em relação ao seu trabalho.

Procedimento de caracterização dos resíduos


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Classificação e Quantificação: deve ser feita a partir do histórico levantado pela Gerência de
Meio Ambiente (GMA) além dos procedimentos de colecta de dados citados anteriormente. Para
um melhor entendimento os resíduos deverão ser subdivididos em:

 Resíduos Recicláveis: papel, plástico, vidro, metal;


 Resíduos Orgânicos: restos de alimentos e borra de café;
 Rejeitos: material sujo e proveniente do banheiro;
 Outros Resíduos: eletroeletrônicos, químicos, da construção civil, pilhas e baterias,
lâmpadas, bitucas de cigarros, toner de impressora e restos de tubos e conexões.

Convencionou-se o nome “Outros Resíduos” para compilar todos os outros resíduos que não se
encaixavam em recicláveis, orgânicos e Rejeitos.

Os componentes mais utilizados na determinação da composição gravimétrica dos resíduos


sólidos urbanos encontram-se na Tabela 2.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

O processo de decomposição da componente orgânica biodegradável dos RSU’s,


origina a formação de diversos gases, sendo o de maior impacto o Metano (CH4). Este,
não só é cerca de vinte vezes mais nocivo que o Dióxido de Carbono (CO2) à Camada
do Ozono (O3), como também é um excelente combustível, extremamente sensível à
presença de Oxigénio.
A combustão acidental, espontânea ou deliberada dos resíduos acondicionados ao ar
livre, é acompanhada da produção de fumos, gases e vapores tóxicos e/ou corrosivos,
constituindo num problema de poluição atmosférica e saúde pública. É particularmente
grave o caso da borracha e do plástico16 contendo Cloro e Flúor, pois libertam vapores
de Ácido Clorídrico e Ácido Fluorídrico.

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Referências Bibliográficas

CURSO Latino Americano de limpeza urbana e administração de resíduos industriais :


módulo II . gerência, planejamento e controle de limpeza urbana; e módulo I :
tecnologias de Limpeza Urbana. (Mimeo).
CORREIA, P. Otimização energética aplicando processos de reciclagem. Campinas :
Unicamp, 1998.

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