Você está na página 1de 30

MINISTÉRIOS

Leigos
Na igreja
católica
ALTIEREZ DOS SANTOS
BREVE HISTÓRICO

No final de 1965 o missionário


vicentino Padre José Nunes
Coelho, pároco de Bambuí em
Minas Gerais escreveu uma
carta ao seu Bispo, o também
vicentino Dom Belchior
Joaquim da Silva Neto.
“Passei quase a noite toda atendendo confissão. O senhor
sabe que sou doente. Agora de manhã, fui visitar os
enfermos, levar a comunhão. Já é quase meio dia e ainda
não comi nada. Estou muito cansado! Já que o Concílio
está de portas abertas para a renovação da Igreja, será que
o Papa, os Bispos e os Cardeais não dariam permissão
para um leigo distribuir a comunhão e me ajudar aqui?”
Dom Belchior

Era Bispo da Diocese


de Luz em Minas
Gerais e estava em
Roma participando do
Concílio Vaticano II.
Dom Belchior sentiu no
coração que era a hora de
avançar, dando espaço para
os leigos. E apresentou a
sugestão primeiro na Cúria
Romana e depois aos Bispos
que reagiram dizendo:
“O senhor está louco?”

“O senhor vai expor o Santíssimo


Sacramento à profanação.”

“Para o pão consagrado só as mãos


consagradas, senhor bispo.”
“Se o Papa permitir isso daqui a pouco
até as mulheres estarão distribuindo a
Sagrada Comunhão!”

“Na minha diocese não!”

“Onde já se viu????”
Dom Belchior perseverou e confiou na ação
do Espírito Santo e levou a questão adiante.
Em 24 de maio de 1966 veio a autorização do
Papa Paulo VI, primeiro a 3 religiosos e em
seguida a 10 leigos a título experimental.

A MISSÃO FOI UM SUCESSO!


Papa Paulo VI
Em 1968 o Papa
autorizou o trabalho dos
Ministros da Eucaristia
em todo mundo e a
novidade se espalhou
pela igreja.
ASPECTOS
INTRODUTÓRIOS

Os ministros extraordinários da sagrada


comunhão surgiram então na Igreja Católica
após o Concílio Ecumênico Vaticano II, como
valorização do ministério laical e como
resposta à escassez de ministros ordenados.
“Era necessário o auxílio aos
ministros ordenados no momento
da distribuição da comunhão em
diversas circunstâncias.”
A introdução de
ministros leigos que
pudessem auxiliar na
ausência de outros
ministros ordenados
teve como finalidade
trazer mais eficácia e
dignidade à distribuição
da Eucaristia.
O QUE SE ENTENDE POR MINISTÉRIO
Documento 62 da cnbb

Ministério é, antes de tudo, um carisma,


ou seja, um dom do alto, do Pai, pelo
Filho, no Espírito, que torna seu portador
apto a desempenhar determinadas
atividades, serviços e ministérios em
ordem à salvação.
Exortação
Christifideles laici nº24
SÍNTESE A RESPEITO DOS CARISMAS:

a) são dons e impulsos especiais;


b) assumem as mais variadas formas;
c) têm uma utilidade eclesial;
d) florescem também em nossos dias e
podem gerar uma afinidade espiritual
entre as pessoas;
e) devem ser recebidos com gratidão;
f) necessitam de discernimento;
g) devem estar referidos aos pastores da
Igreja.
Ao se falar de carismas, não se deveria
privilegiar os mais extraordinários e
espetaculares, mas o que sustentam a fé
e ajudam-na a encarnar-se. Ao lado da
capacidade de operar milagres, Paulo
recorda o carisma da assistência e do
governo da comunidade (1Cor 12,28).
Diante da tentação de excluir da lista
dos carismas os serviços mais
humildes e estáveis, Paulo afirma o
valor destes serviços, como no corpo
humano, onde os membros menos
nobres são os que cercamos de maior
honra (1Cor 12,22-26).
CHAMADO DE DEUS
Deus quando nos
chama, chama como
estamos e nos oferece
meios para nos
capacitar afim de
estarmos aptos para
as dificuldades que
iremos enfrentar.
Na verdade, todos os carismas,
serviços e ministérios de que a Igreja é
dotada pelo Espírito para cumprir a sua
missão complementam, cooperam uns
com os outros e se integram, como os
membros de um corpo (1Cor 12,12-27).
Nem todo carisma, porém, é ministério.
Certamente, a dimensão do serviço deve
caracterizar todo carisma, e seu portador
deve aspirar ao dom maior, que é o amor.
Mas só pode ser considerado ministério o
carisma que, na comunidade e em vista da
missão na Igreja e no mundo:
a) assume a forma de serviço bem
determinado, envolvendo um conjunto
mais ou menos amplo de funções;

b) responda a exigências permanentes


da comunidade e da missão;

c) seja assumido com estabilidade;


d) comporte verdadeira responsabilidade;

e) seja acolhido e reconhecido pela


comunidade eclesial. A recepção ou o
reconhecimento do ministério pela
comunidade é essencial por tratar-se de
uma atuação pública e oficial da Igreja,
tornando seu portador, num nível maior ou
menor, seu representante.
O sacerdócio comum dos fiéis e o
sacerdócio ministerial ordenam-se um ao
outro, embora se diferenciam na essência e
não apenas no grau. Ambos participam,
cada qual a seu modo, do único sacerdócio
de Cristo. Entre eles se dá uma eficaz
unidade, porque o Espírito Santo unifica a
Igreja na comunhão e no serviço e a provê
de diversos dons (LG 4 e 10).

Você também pode gostar