Cópia não autorizada

FEV 2002

NBR ISO 9951

Medição de vazão de gás em condutos fechados - Medidores tipo turbina
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
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Origem: Projeto 04:005.10-019:2001 ABNT/CB-04 - Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos CE-04:005.10 - Comissão de Estudo de Medidores de Vazão NBR ISO 9951 - Measurement of gas flow in closed conduits - Turbine meters Descriptors: Meter. Turbine. Gas Esta Norma é equivalente à ISO 9951:1993 Válida a partir de 01.04.2002 Palavras-chave: Medidor. Turbina. Gás 16 páginas

Sumário Prefácio 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Definições e símbolos 4 Princípios do método de medição 5 Vazões 6 Características construtivas dos medidores 7 Ensaio de pressão 8 Características de desempenho 9 Saída e indicador ANEXOS A Recomendações para uso B Outras características de desempenho do medidor C Cálculos e apresentação dos dados D Ensaio de campo E Perturbações Prefácio A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros). Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre os associados da ABNT e demais interessados. Esta Norma contém os anexos A a E, de caráter informativo. 1 Objetivo Esta Norma especifica dimensões, faixas de operação, construção, desempenho, calibração e características de saída de medidores tipo turbina para medição de vazão de gás. Também trata das condições de instalação, ensaio de vazamento e ensaio de pressão, e fornece uma série de anexos informativos (A a E), incluindo recomendações para uso, verificações de campo e perturbações de escoamento.

Definition of nominal size IEC 79: .1. ISO.07) que se referem a quantidades de influência (VIM 2.7 condições de base: Condições para as quais o volume de gás medido é convertido (por exemplo.Rotary piston gas meters and turbine meters VIM:1984 .Measurement of fluid flow in closed conduits .1.3 pressão: Pressão do gás num medidor em relação à qual o volume de gás indicado está referenciado.Cópia não autorizada 2 NBR ISO 9951:2002 Em muitos países alguns ou todos os itens cobertos por esta Norma estão sujeitos a regulamentos mandatários impostos por leis desses países. 3.International vocabulary of basic and general terms in metrology (BIPM.1. 3..1 vazão: Volume real escoado por unidade de tempo.Series of preferred numbers ISO 4006:1991 . ISO 3:1973 . constituem prescrições para esta Norma. nozzles and Venturi tubes inserted in circular cross-section conduits running full ISO 5168:1978 .2 faixa de trabalho: Faixa de vazão de gás limitada pela vazão máxima qmáx e vazão mínima qmín. aplicam-se as definições das ISO 4006 e VIM. 2 Referências normativas As normas relacionadas a seguir contêm disposições que.1. 3. recomenda-se a consulta aos regulamentos emitidos pelos órgãos regulamentadores.5 carcaça: Estrutura do medidor que suporta a pressão interna.General provisions for gas meter OIML R 32:1989 .1.Condições de medição e de base referem-se apenas ao volume de gás a ser medido e não devem ser confundidas com “condições nominais de operação” ou “condições de referência” (VIM 5.Vocabulary and symbols ISO 5167-1:1991 .Measurement of fluid flow .1. 3. As seguintes definições são dadas somente para termos usados com sentido especial ou para termos cujo significado pareceu útil relembrar.Pressure testing of valves ISO 6708:1988 . 3.05 e 5. 3.Pipe components . As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação.Part 1: Orifice plates.1. os primeiros 1) devem prevalecer.1. 3. . _________________ 1) Para os efeitos desta Norma.Preferred numbers . pressão e temperatura) no ponto de medição.2 Símbolos e subscrições Os símbolos e subscrições utilizados nesta Norma são dados na tabela 1.10). IEC.Electrical apparatus for explosive gas atmospheres OIML R 6:1989 . A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento. ao serem citadas neste texto.Estimation of uncertainty of a flow rate measurement ISO 5208:1993 .Industrial valves .4 velocidade média: Vazão volumétrica por unidade de área da seção transversal. NOTA 1 . 3. temperatura de base e pressão de base). para a qual o erro do medidor permanece dentro dos limites especificados (algumas vezes também denominada “rangeabilidade”).1 Definições Para os efeitos desta Norma. OIML) 3 Definições e símbolos 3.6 condições de medição: Condições do gás (por exemplo. recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir.Measurement of fluid flow by means of pressure differential devices . 3.8 condições de especificação: Condições do gás nas quais as especificações de desempenho do medidor são fornecidas. Como toda norma está sujeita a revisão. Nos casos em que houver conflitos entre tais regulamentos mandatários e esta Norma.

4 Princípios do método de medição O medidor tipo turbina é um dispositivo de medição de fluidos no qual as forças dinâmicas do escoamento fazem o rotor da turbina girar com uma velocidade aproximadamente proporcional à vazão. Θ = temperatura. A unidade metros cúbicos por hora (m /h) é preferida. 6 Características construtivas dos medidores 6. medido nas extremidades Tempo Temperatura absoluta do gás Volume Fator de compressibilidade (desvio da lei dos gases perfeitos) Densidade do gás Faixa de trabalho qmáx/qmín Subscrições b m s 1) Dimensão L -4 1) Unidade SI m -4 Adimensional L L Adimensional Adimensional L L M M ML T ML T LT L T Θ L 3 -1 -2 -1 -2 m m m m kg kg/mol mol Pa Pa m /s J/(mol⋅K) M S K m kg/m 3 3 3 3 -1 2 -2 -1 ML T Θ Adimensional ML -3 ρ ψ Adimensional Condições de base para os cálculos de volume ou vazão Condições de medição do gás Condições de especificação para volume ou vazão M = massa. . 6. T = tempo. 6.3 Carcaça A carcaça do medidor e todas as outras partes que compreendem a estrutura que contém o fluido devem ser construídas com materiais apropriados projetados para operar com as pressões e temperaturas para as quais foram classificadas.Símbolos e subscrições Símbolo c d D D1 DN DN1 H L m M N p pm q R S t T V Z Grandeza Coeficiente de perda de pressão dependente do tipo de medidor Densidade relativa do gás (dar = 1) Diâmetro interno da entrada/saída do medidor Diâmetro interno da tubulação Diâmetro nominal da entrada/saída do medidor Diâmetro nominal da tubulação Altura livre do condicionador Comprimento do condicionador Massa Massa molar Número de moles do gás Pressão absoluta Pressão de medição Vazão Constante molar dos gases Comprimento de corda entre nervuras adjacentes.4 Conexões e vazões máximas As conexões de entrada e saída do medidor devem estar de acordo com normas reconhecidas. 5 Vazões As vazões máxima e mínima devem ser especificadas para a densidade do gás para a qual o medidor vai operar de acordo com as especificações de desempenho definidas na seção 8. As superfícies externas do medidor devem ser protegidas adequadamente contra corrosão. O número de revoluções do rotor da turbina é a base para a indicação do volume que passou pelo medidor. seja preferencialmente um número do grupo R5 dos números preferenciais especificados na ISO 3 (o 3 valor 63 é arredondado para 65). em metros cúbi3 cos por hora (m /h). 6. L = comprimento.2 Materiais O corpo do medidor e o mecanismo interno devem ser construídos com materiais adequados para as condições de serviço e resistentes ao ataque pelo fluido com o qual o medidor vai operar.1 Geral Medidores devem ser projetados com tolerância de fabricação que permita a intercambiabilidade de medidores de mesmo tamanho e tipo. Convém que a vazão máxima do medidor.Cópia não autorizada NBR ISO 9951:2002 3 Tabela 1 .

6. 6. Diâmetro nominal DN 50 50 50 80 80 100 150 150 200 250 300 400 500 600 750 1 000 .3 Cada módulo de medição removível deve possuir uma marca com um número de série próprio. exceto pelo diâmetro.Vazões máximas e diâmetros nominais Vazões máximas. na direção do es2 coamento.1 A construção de um medidor com módulo de medição removív el deve ser tal que as características de desempenho do medidor. 6.8. 6.3 Dimensões 6.1 Tomadas circulares de pressão devem seguir os requisitos fornecidos pela ISO 5167-1.2 kg/m . Se houver mais do que uma tomada indicada “pm”. qmáx 3 m /h 40 65 100 160 250 400 650 1 000 1 600 2 500 4 000 6 500 10 000 16 000 25 000 40 000 6. nas condições de medição. Tais tomadas devem ser marcadas “p”. 6.6.Cópia não autorizada 4 NBR ISO 9951:2002 Os diâmetros nominais (DN) preferidos e as vazões máximas (qmáx) correspondentes são dados na tabela 2. e pelo comprimento do orifício. Tabela 2 . 6. que deve ser de no mínimo 3 mm e no máximo 12 mm. 6.8. 6.2 Tomadas adicionais de pressão O medidor pode ser equipado com outras tomadas adicionais de pressão além da “pm ”. com uma área transversal mínima de 10 mm .8.4 Lacração Qualquer ponto de ensaio ou tomada de pressão deve ser dotada de meio adequado de fechamento. A conexão desta tomada de pressão deve ser marcada “pm ”.7 Direção de escoamento A direção de escoamento ou a entrada do medidor deve ser clara e indelevelmente marcada.2 Tomadas de pressão tipo fenda devem ter dimensões mínimas de 2 mm e máximas de 10 mm. que deve ter no mínimo um diâmetro do orifício.6. 6.6. sejam mantidas após troca do módulo e/ou após repetidas montagens e desmontagens do mesmo módulo.3. conforme definido em 8.1 Tomadas de pressão O medidor deve ser provido de pelo menos uma tomada de pressão para permitir a medição (indireta se necessário) da pressão estática no rotor da turbina.6 Tomadas de pressão 6. 6.5 Comprimento O comprimento do medidor entre as extremidades das conexões de entrada e saída deve ser menor ou igual a 5D. um bujão por exemplo.6.6.2 O projeto e o método de substituição de um módulo removível devem garantir que as características construtivas do medidor sejam mantidas conforme especificado nesta seção. e deve poder ser selado contra interferências não autorizadas. a diferença entre as leituras de pressão não deve exceder 100 Pa 3 na vazão máxima com ar de densidade 1.8 Medidor com módulo de medição removível 6.1.3. Essas tomadas são utilizadas para determinar a perda de carga de uma parte do medidor ou para outros propósitos.

b) número de série. 6. Tabela 3 . qmín.2.1 Os ensaios podem ser realizados com gás (ar ou qualquer outro gás) ou com água. DN DN = 50 50 < DN ≤ 200 DN > 200 7. dentro da faixa de pressão e temperatura para qual é classificado. e portanto convém que o medidor seja seco antes da montagem do mecanismo e da realização do ensaio de vazamento.3 Não é aceitável vazamento visualmente detectável através das partes pressurizadas. a água residual pode provocar vedação. A duração do ensaio de pressão não deve ser inferior à especificada na tabela 3.4 Ensaio de vazamento do medidor O medidor montado deve ser pneumaticamente ensaiado para vazamento externo a uma pressão interna mínima de 1. 7.2 O ensaio deve ser realizado aplicando-se pressão no medidor montado com as conexões fechadas.3.5 vez a máxima pressão de operação permitida a 20°C (nominal).3 Equipamentos de ensaio não devem submeter o medidor a esforços aplicados externamente que possam afetar os resultados dos ensaios. 7 Ensaio de pressão 7.3. A pressão deve ser aumentada lentamente até a pressão de ensaio e deve ser mantida nesse ponto por no mínimo 1 min.Cópia não autorizada NBR ISO 9951:2002 5 6. 7.2. para fluido de densidade 1. querosene ou qualquer outro líquido adequado disponível no laboratório de ensaios. medidores pintados do estoque podem ser reensaiados sem remoção da pintura. 7.3 Ensaio de resistência das partes pressurizadas 7.1.8.2 kg/m . 7. Duração mínima do ensaio s 15 60 180 3 .Duração do ensaio de resistência Diâmetro nominal. desde que a viscosidade do líquido utilizado não seja maior que a da água 7. sem sofrer avaria ou alteração na sua curva de erros.4 Cada módulo de medição removível deve ser capaz de ser selado contra interferências não autorizadas.9 Sobrecarga O medidor deve ser projetado de modo a poder operar ocasionalmente 20% acima da vazão máxima. c) vazão máxima. 6. 7. por um período de 30 min.1 O ensaio de pressão deve ser baseado no ensaio de carcaça para válvulas industriais conforme especificado na ISO 5208. Durante esse período nenhum fluido deve escapar do medidor.1.10 Marcação A plaqueta do medidor deve estar marcada com pelo menos as seguintes informações: a) nome ou marca do fabricante. Se estiverem especificados ensaios de pressão na presença de um representante do comprador.1 Geral 7. em unidade de vazão de operação. qmáx.1 vez a máxima pressão de operação permitida. 7. Tratamentos de proteção de corrosão química e revestimentos internos são permitdos.3. o medidor deve ser totalm ente purgado de qualquer ar que possa conter.2 Quando em ensaio com um líquido. Após o ensaio. a pressão deve ser liberada a uma taxa não maior que aquela utilizada na pressurização.1. e) vazão mínima. d) máxima pressão de operação permitida.2 Medidores não devem ser pintados ou cobertos com materiais capazes de selar contra vazamentos antes que os ensaios de vazamento estejam completos.2 Fluido de ensaio 7. 8 Características de desempenho Ver também anexo B.1 O ensaio deve ser realizado a uma pressão interna mínima de 1. Se o ensaio de vazamento for realizado após o ensaio hidrostático.

obtido a partir de um escoamento sem perturbações a montante do medidor. 8.2. Deve ser especificada a faixa de densidade para a qual os erros relativos estão dentro das tolerâncias especificadas. A especificação das condições de instalação deve conter os dados tais como trechos retos de tubulação a jusante e/ou a montante do medidor.3 Bancada de calibração A bancada de calibração na qual a calibrarão é conduzida deve ser rastreável a padrões primários de massa.Cópia não autorizada 6 NBR ISO 9951:2002 8. e) a natureza e condições (pressão e temperatura) do gás de ensaio.2 Calibração Deve ser feita uma calibração individual para cada medidor.1 Dados de calibração Os dados de calibração fornecidos devem conter: a) o erro em qmín e nas seguintes vazões acima de qmín: 0.4 Condições das instalações de calibração O desempenho do medidor não pode ser influenciado pelas condições de instalação da bancada de ensaio.4 Faixa de temperatura Devem ser indicadas as faixas de temperatura do fluido e do ambiente para as quais o medidor foi projetado para operar dentro do desempenho padrão especificado.6 Condições de instalação As condições de instalação do medidor devem ser especificadas de modo a não aumentar o erro do medidor em mais que um terço do erro máximo especificado em 8.2 Condições de calibração A calibração deve preferencialmente ser conduzida em condições as mais próximas possíveis das condições de operação.2qmáx. em termos percentuais. Se for usado um totalizador mecânico ou uma saída mecânica. É considerado que o medidor satisfaz este requisito quando atendê-lo em todas as vazões especificadas em 8.5 Perda de pressão Dados sobre a perda de pressão do medidor devem ser fornecidos (ver anexo B). E.2qmáx é de ± 2%.1. bocal sônico.7 de qmáx e qmáx.2. vertical fluxo descendente).4. Quando a vazão mínima qmín for menor que 0.1 Erro O erro relativo. o erro máximo permitido entre qmín e 0. é definido como sendo a razão da diferença entre o valor indicado Vind e o valor verdadeiro convencional Vreal do volume que passa pelo medidor durante o ensaio. 0. comprimento. dividido pelo valor verdadeiro convencional Vreal: E= Vind − Vreal Vreal Todos os medidores devem ter um erro máximo admissível de ± 1% da faixa de vazão nominal. Além da perda de pressão do medidor.25. outros medidores. e/ou tipo e posição do condicionador de escoamento. 8. 0. f) a posição do medidor (horizontal. O resultado da calibração deve estar disponível quando solicitado. as possíveis diferentes posições desses dispositivos devem também ser consideradas quando for mencionada a posição do medidor. etc. Para o cálculo de erros. 0.1.2. 8. 8. d) a incerteza estimada do método.2. vertical fluxo ascendente ou vertical fluxo descendente.3 Posição do medidor A posição na qual o medidor deve ser montado para atingir o desempenho especificado deve ser descrita.1. 8. vertical fluxo ascendente. . As seguintes posições devem ser consideradas: horizontal. 8. c) o método de calibração (gasômetro. tempo e temperatura. deve ser considerada a perda na tubulação adjacente e nos condicionadores de escoamento necessários para satisfazer os requisitos de desempenho.). 8. juntamente com um relato das condições sob as quais a calibração foi realizada. deve ser consultada também a ISO 5168. b) o nome e localização da bancada de calibração. 8.2. se requeridos (ver anexo E). 8.

5 Menor divisão do totalizador Quando a única saída do medidor for um totalizador mecânico. 9. O valor de uma revolução do eixo de saída. no medidor.m (ver OIML R6). submúltiplo decimal ou múltiplo decimal do volume indicado por uma revolução da parte movida do totalizador.Cópia não autorizada NBR ISO 9951:2002 7 8.5 Contato livre de tensão 1) Se houver uma saída de contato livre de tensão. Portanto. deve ser conhecida a razão entre vazão obtida a partir da indicação do totalizador e a variação dessa grandeza.7 Segurança elétrica Medidores equipados com dispositivos elétricos ou eletrônicos devem satisfazer a IEC 79 se houver intenção de uso com gases combustíveis ou em atmosferas perigosas.2. 9. _________________ /ANEXO A _________________ 1) Para os efeitos desta Norma. A menor divisão do menor algarismo significativo do totalizador ou do elemento de ensaio deve então ser numericamente menor que a vazão mínima horária dividida por 400. 9.2.2. 9. deve ser definido para vazões expressas em 8..1 Capacidade do totalizador O número de dígitos de um totalizador deve ser suficiente para indicar o volume que passou pelo medidor durante pelo menos 2 000 h de operação na vazão máxima.3 Números A altura dos numerais do totalizador deve ser de pelo menos 4 mm.7 Equipamentos externos acionados mecanicamente Se ao eixo de saída estiverem conectados outros instrumentos além do totalizador mecânico normal.2. A troca dos numerais deve ser tal que o avanço de uma figura em algum ponto do totalizador deve ser completado enquanto a figura da faixa imediatamente inferior descreve o último décimo do seu curso. a especificação do medidor deve fixar o torque máximo que pode ser aplicado no eixo de saída e o efeito desse no desempenho do medidor para diferentes densidades do gás.2 Unidades O totalizador deve indicar a saída do medidor em unidades do SI ou unidades diretamente derivadas de unidades do SI. Este efeito é maior para baixas vazões e para gases de baixa densidade. eles devem operar confiavelmente e se manter legíveis em toda a faixa de temperatura operacional (ver 8. é também conhecido como “contato seco”.3 Sinal de saída de vazão Se o sinal de saída de vazão do medidor for em forma de freqüência de pulsos ou velocidade de rotação do eixo.. Quando montados em um medidor tipo turbina. . 9.6 Saída de pulsos elétricos O número de pulsos por metro cúbico indicado pelo totalizador (o fator do medidor) deve estar explícito no medidor e.1. a carga desses instrumentos sobre o eixo provocará uma redução na velocidade do rotor.2. expresso como 1 rev ≡.4). e o sentido de rotação devem estar marcados no eixo ou num ponto adjacente ao eixo.2 Totalizador 9.1 Geral A saída do medidor consiste em um totalizador elétrico ou mecânico totalizando a saída do medidor.4 Construção Os totalizadores devem ter um bom projeto e construção confiável. sem ambigüidades. 9. 9. 9. o indicador deve possibilitar que o medidor seja calibrado com a incerteza requerida na vazão mínima. 9. 9 Saída e indicador 9.4 Saída mecânica Cuidados devem ser tomados para cobrir e lacrar as pontas livres de quaisquer eixos extras de saída quando não estive3 rem sendo usados. O valor do pulso deve ser claramente indicado no medidor. bem como a faixa de vazão para a qual esta informação é válida. sua operação deve representar um volume que seja igual. em um prazo razoavelmente curto. 9. Um trem de pulsos elétrico ou rotativo pode ser usado para representar a vazão através do medidor. A unidade de medida no totalizador deve ser claramente estabelecida. em medidores sem indicação mecânica.2.

. convém que os medidores tipo turbina sejam pressurizados e entrem em operação lentamente.6 Freqüência de manutenção e inspeção A exatidão do medidor tipo turbina. Medidores operando com gás sujo necessitarão atenção mais freqüente que aqueles que operam com gás limpo. c) Devem-se evitar ressaltos internos à tubulação devido a juntas.3 Recomenda-se que o diferencial de pressão através do filtro seja monitorado para assegurar que o filtro mantenha boas condições de operação.Cópia não autorizada 8 NBR ISO 9951:2002 Anexo A (informativo) Recomendações para uso A. de modo a se alcançar a exatidão desejada e uma vida útil normal.1 Assim como todos os medidores. Basicamente. Convém que a restrição seja instalada na tubulação a jusante do medidor e que seja dimensionada de modo a limitar a vazão do medidor a aproximadamente 20% acima de seu qmáx.2 Nas instalações onde houver disponibilidade de pressão. acúmulos de ferrugem e outros resíduos da tubulação. Desgaste prematuro e danos podem ser causados pelo funcionamento do rotor da turbina em rotação excessiva e presença de fragmentos sólidos na tubulação. Em aplicações em alta pressão. depende também de uma boa manutenção e adequada freqüência de inspeção. enquanto um bocal Venturi sônico resulta em 5% a 20% de perda de pressão. A. gaxetas ou cordões de solda.3. b) Deve ser tomado cuidado para assegurar o alinhamento concêntrico das conexões da tubulação com as conexões de entrada e saída do medidor.2 Maior proteção pode ser alcançada com o uso de um filtro do tipo separador ou seco instalado à montante da tubulação de entrada do medidor. A. o intervalo de tempo entre as inspeções depende das condições do gás. que ocorrem durante a pressurização. Convém que o mecanismo do medidor seja removido durante todo o ensaio hidrostático ou operações de limpeza nas tubulações.4.3. despressurização ou purga. é também necessário ter em consideração as práticas descritas a seguir. convém que a linha seja primeiramente limpa de modo a remover eventuais resíduos de soldagem. Filtros são recomendados quando houver possibilidade de presença de material estranho que possa causar dano ao medidor.3 Filtros A. operação adequada e procedimentos de manutenção são considerações fundamentais para se obter uma operação bem-sucedida do medidor. Entretanto. particularmente em linhas novas ou que tenham sido reparadas. que possam causar perturbações no escoamento. a) Convém que o medidor e a tubulação sejam instalados de modo a minimizar tensões sobre o medidor devido a esforços da tubulação. Dimensionamento apropriado do medidor para uma dada vazão. A. A.1 Geral Convém que os medidores de turbina sejam operados dentro da faixa de vazão e condições de operação especificadas. e convém que os períodos de inspeção reflitam esse aspecto. A. A.7 Outras considerações sobre instalação Adicionalmente aos itens acima mencionados. A. uma tubulação de derivação (by-pass) deve ser instalada para que possa ser feita a manutenção do medidor.2 Recomendações para início de operação em linhas novas Antes de efetuar a instalação de um medidor. Convém que os filtros sejam dimensionados para que na vazão máxima haja uma perda de carga mínima e instalados de modo que não provoquem nenhuma distorção indevida no escoamento (ver anexo E). velocidades extremas do gás.5 Tubulação de derivação (by-pass) Se não puder ser tolerada a interrupção no suprimento do gás. tanto um orifício crítico quanto um bocal Venturi sônico podem ser instalados para ajudar a proteger o rotor da turbina de funcionamento com velocidade acima da máxima especificada. para prevenir danos sérios ao elemento de medição do medidor. A.4.3.4 Proteção contra funcionamento em vazões acima da máxima Medidores tipo turbina podem geralmente suportar um funcionamento gradual em vazões acima da máxima sem sofrer danos internos além do desgaste acelerado. instalação correta.1 Substâncias estranhas na tubulação podem danificar seriamente medidores tipo turbina. prevenindo-se qualquer perturbação no escoamento. além de depender de um projeto bem executado e dos procedimentos de operação. O choque resultante de uma rápida abertura de válvula normalmente resulta em dano ao rotor da turbina. A. Geralmente um orifício crítico resulta em perda de pressão de 50%. a instalação de uma pequena tubulação de derivação (by-pass) ao redor da válvula de isolamento a montante do medidor pode ser utilizada para pressurizar com segurança o medidor até sua pressão de operação. podem causar danos severos ao medidor devido à súbita sobrevelocidade resultante do rotor da turbina. A. pois a falta de atenção a qualquer desses itens pode resultar em sérios erros de medição.

Em casos onde há expectativa de uma quantidade grande de líquidos no escoamento. _________________ /ANEXO B . Convém que medidores de densidade sejam preferencialmente instalados a jusante do rotor da turbina.8 Instalação de acessórios Convém que os dispositivos acessórios utilizados para corrigir o volume indicado para as condições de base ou para registro dos parâmetros de operação sejam instalados apropriadamente e as conexões feitas conforme o seguinte.8.8.3 Medição de densidade Convém que as condições do gás no medidor de densidade representem as condições no rotor da turbina na faixa de operação do medidor. A.8. Convém que um possível distúrbio no escoamento devido ao separador seja levado em conta na tubulação recomendada. convém que as instalações estejam inclinadas para possibilitar drenagem contínua do medidor. A. Convém que considerações sejam feitas sobre a possível presença de gás não medido quando do uso de medidores de densidade tipo purga. A. A. ou que seja prevista posição vertical.1 Medição de temperatura De modo a manter as perturbações no escoamento a montante do medidor em um nível mínimo.2 Medição de pressão Convém que a tomada de pressão marcada com “pm” no corpo do medidor seja usada como ponto de medição de pressão para instrumentos de registro ou integração. e) Medidores tipo turbina não devem ser usados em escoamento onde ocorram freqüentes interrupções e/ou fortes flutuações de vazão ou pressões pulsantes. é recomendada a instalação de um separador a montante do medidor. sem ser influenciada por trocas de calor com a tubulação ou conexão do poço. Convém que o poço seja instalado o mais próximo possível do rotor da turbina. Convém que o poço do termômetro seja instalado de modo que a temperatura medida seja a temperatura real correspondente às vazões de escoamento entre qmín e qmáx. dentro de não mais de 5 diâmetros de tubulação a montante de qualquer válvula ou restrições de escoamento.Cópia não autorizada NBR ISO 9951:2002 9 d) Se houver a possibilidade de se encontrarem líquidos no escoamento. recomenda-se a instalação do poço do termômetro a jusante do rotor da turbina.

1 Condições de medição Ver 3. pelas perdas devido ao atrito na passagem interna e pelas mudanças na velocidade e direção do escoamento.(B.. conforme especificado pelo fabricante.1..(B.. para todas as condições de medição até a máxima pressão de operação permitida.5 Efeitos da temperatura e pressão Mudanças no desempenho do medidor podem ocorrer quando a temperatura e pressão de operação estão muito diferentes das condições de calibração (ver 8.2 Perda de pressão A perda de pressão em um medidor tipo turbina é determinada pela energia requerida para movimentar o mecanismo do medidor.1. a menos que seja declarado de outra forma.2. Essa vazão máxima permanece a mesma. A partir da vazão mínima. em uma tubulação do mesmo diâmetro do medidor..1.Cópia não autorizada 10 NBR ISO 9951:2002 Anexo B (informativo) Outras características de desempenho do medidor B. a vazão mínima pode ser descrita como: q m.(B. B. B. A perda de pressão é medida entre um ponto situado a uma distância de um diâmetro de tubulação a jusante e um ponto situado a uma distância de um diâmetro da tubulação a montante do medidor. pressão.1.7 Símbolos relacionados a estas condições têm um “b” subscrito.4 Faixa de trabalho Uma vez que a vazão máxima em geral não se altera e a vazão mínima é passível de se alterar (ver B.min = q s. de forma a não exceder uma certa velocidade do rotor da turbina e uma certa perda de pressão.min ρs ρm 2 2 . a faixa de trabalho.(B.2).. _________________ /ANEXO C . qmax. ψ..6 Símbolos relacionados a estas medições têm um “m” subscrito. Convém que se tenha cuidado na escolha e manufatura dos pontos de pressão para garantir que as distorções no perfil de velocidades não afetem as leituras de pressão. temperatura e composição do fluido.4) B.3) .5) B.1. levando-se em consideração a leitura do medidor e a medição das condições de medição.3 Vazões mínima e máxima Os medidores de gás tipo turbina são geralmente projetados para uma vazão máxima.1) Da perda de pressão em condições de especificação e da equação de estado para gás ideal.2) . de um medidor de gás do tipo turbina muda essencialmente com a raiz quadrada da densidade do gás: ψm = ψ s ρm ρs . Em todos os casos essa quantidade é derivada da medição de volume nas condições de medição.2 Condições de especificação Ver 3. segue que:  ρ  q  ∆pm = ∆ps  m   m   ρs   q s  e  d  p  T  Z  q  ∆pm = ∆ps  m   m   s   s   m   ds   ps   Tm   Zm   q s  B. A perda de pressão segue basicamente a equação de perda de pressão em escoamento turbulento (exceto para vazões muito baixas): 2 ∆pm = cρm qm .. Essas mudanças podem ser devido a mudanças em dimensões.8 Símbolos relacionados a estas medições têm um “s” subscrito.3 Condições de base Ver 3.1..3).. B.(B.1 Condições do gás Geralmente é desejável saber a quantidade de gás em termos de massa ou em termos de volume.. em certas condições. atrito nos rolamentos ou a fenômenos físicos. B.

3) pode ser usada para as condições específicas do medidor..2 Equações para cálculo da massa A massa é calculada a partir do produto do gás medido e da sua densidade. constem nos dados de calibração.(C..1 Equações para cálculo do volume Como o medidor de turbina mede volumes nas condições de medição. As equações seguintes convertem o volume de gás indicado por um medidor tipo turbina das condições de medição em volume de gás para as condições de base (pressão e temperatura de base): para as condições de medição pmVm = ZmNRTm e para as condições de base pbVb = ZbNRTb .4) C. bem como o fluido de ensaio.. para um número de moles N do gás.Cópia não autorizada NBR ISO 9951:2002 11 Anexo C (informativo) Cálculos e apresentação dos dados C. as duas equações podem ser combinadas para fornecer:  p  T  Z  Vb = Vm  m   b   b   pb   Tm   Zm  A equação (C.6) .5) ∫ ..(C.. Para condições de medição não constantes:  p  T  Z  Vb = qm  m   b   b  dt  pb   Tm   Zm  .(C. C. a partir da composição e condições do gás. _________________ /ANEXO D .. Para gás de densidade constante: m = Vbρb = Vmρm Para gás de densidade variável: m = qmρm dt pm = Zm (R M )Tm ρm ..(C. vazão nas condições de base ou número de Reynolds do duto..(C.(C... a equação de estado dos gases ideais pode ser aplicada para converter o volume indicado para as condições de base.2) .3 Apresentação dos dados de calibração Convém que os dados de calibração do medidor sejam apresentados em função da vazão nas condições reais.(C. quando estas condições são constantes.3) ∫ .. Convém que as condições de fluxo real ou de base para a pressão e temperatura..7) As densidades ρm e ρb podem ser determinadas por medição ou por cálculo..1) Sendo R uma constante para o gás que não depende da pressão e da temperatura..

Outros métodos de conduzir um ensaio de tempo de rotação são possíveis. desde que o método seja especificado. Vibração severa do medidor geralmente indica defeito que tenha desbalanceado o rotor da turbina. por exemplo. que existem outras causas para o atrito mecânico que afetam o tempo de rotação.2 Inspeção visual Durante a inspeção visual. Convém que a mudança no volume registrado no dispositivo de conversão iguale a mudança do volume registrado no totalizador mecânico do medidor tipo turbina durante o mesmo período de tempo. Certos dispositivos de conversão do volume conectados ao medidor tipo turbina também indicam volume nas condições de escoamento.3 Ensaio de tempo de rotação O ensaio de tempo de rotação determina o nível relativo do atrito mecânico presente no medidor em relação a um ensaio prévio. O rotor da turbina deve ser girado a uma velocidade razoável. com o mecanismo de medição em sua posição normal de operação. Convém que seja notado. convém que o rotor da turbina seja inspecionado para possíveis perdas de palhetas.. D. sendo tomado o seu tempo médio. Atritos do rotor da turbina e rolamentos deficientes podem ser freqüentemente ouvidos em vazões relativamente baixas.Cópia não autorizada 12 NBR ISO 9951:2002 Anexo D (informativo) Ensaios de campo D. tal como lubrificação excessiva dos mancais. drenos. isso pode levar à completa destruição do medidor. D. Um aumento significativo no atrito mecânico indica que a característica de exatidão do medidor em baixas vazões se degradou. correntes de ar e acessórios conectados. entretanto.4 Outros ensaios Medidores equipados com geradores de pulso no rotor da turbina possibilitam detectar a perda de uma palheta da turbina. se solicitado. Convém que os ensaios de tempo de rotação sejam repetidos pelo menos três vezes. Se o atrito mecânico não mudar significativamente. se a área de medição estiver limpa e as partes internas dos medidores não mostrarem danos. Tempos de rotação típicos para medidores podem ser fornecidos pelo fabricante. Muitas vezes podem-se obter informações dos medidores em operação. respiros e sistemas de lubrificação também devem ser verificados. Convém que a relação entre um pulso de baixa freqüência do totalizador para um pulso de alta freqüência gerado de algum lugar mais afastado do trem de engrenagens seja uma constante independente da vazão. Isto pode ser realizado observando-se o padrão do pulso de saída ou comparando-se o pulso de saída do gerador de pulso do rotor da turbina com um gerador de pulso de um disco seguidor conectado ao eixo do rotor da turbina. nas quais tais ruídos não são mascarados pelo ruído do escoamento normal. observando o ruído ou vibrações geradas. _________________ /ANEXO E . e deve ser cronometrado a partir do movimento inicial até sua parada. Convém que o ensaio de tempo de rotação seja conduzido em uma área livre de corrente de ar. Convém que as partes internas do medidor também sejam inspecionadas para que se tenha certeza da inexistência de acúmulo de resíduos. para se certificar de que não tenha havido acúmulo de resíduos. D. A causa comum para a diminuição do tempo de rotação é o aumento do atrito do rolamento do eixo do rotor da turbina. a uma velocidade mínima de aproximadamente 1/20 da velocidade nominal correspondente ao qmáx. o medidor não deve apresentar mudança na sua exatidão. NOTA 2 . ambiente de baixa temperatura.1 Geral Os ensaios de campo mais comumente aplicados para medidores tipo turbina são a inspeção visual e o ensaio de tempo de rotação. acumulação de sólidos. Um gerador de pulso ativado pela palheta do rotor da turbina ou em algum outro lugar no trem de engrenagens entre o rotor da turbina e o totalizador pode ser usado em conjunto com o gerador de pulso no totalizador para determinar a integridade do trem de engrenagens. Passagens de escoamento. erosão ou outros danos que afetariam o balanceamento do rotor da turbina e a configuração das palhetas.

E.25 qmáx. Para melhor exatidão na medição de vazão.2 Baixo nível de perturbação As configurações de tubulação apresentadas na figura E.1 .1.4 qmáx e qmáx. Para uma dada vazão média. tês. um perfil de velocidades não uniforme geralmente resulta no aumento da velocidade do rotor da turbina quando comparado com o perfil de velocidades uniforme. ao passo que a rotação do fluido na direção oposta diminui a velocidade do rotor da turbina. E.1 [a) e b)] consistem em um tubo com diâmetro nominal DN1 e comprimento de 5D1. E. recomenda-se assegurar que o perfil de velocidades no rotor da turbina seja essencialmente uniforme através de correta instalação do medidor. seções convergentes e divergentes. Convém que as instalações que satisfazem as especificações em 8. e podem ser consideradas representativos de baixo nível de perturbações provocadas por elementos de tubulações. uma expansão concêntrica de DN1 para DN e um comprimento entre D e 1.4. Para medição de vazão de alta exatidão. Uma rotação do fluido na entrada do rotor da turbina no sentido da rotação do rotor aumenta a velocidade do rotor da turbina.Relação entre DN1 e DN Medidor (DN) 50 80 100 150 200 250 300 400 500 600 750 1 000 Tubulação (DN1) 40 50 80 100 150 200 250 300 400 500 600 750 .3 Efeito do perfil de velocidade O medidor de turbina para gás é projetado para e calibrado sob condições que aproximam o perfil da velocidade uniforme na entrada do medidor. a velocidade do rotor da turbina numa certa vazão pode ser afetada pelo perfil de velocidade real na roda da turbina. Tabela E. No caso de desvio significativo do perfil.1 Geral Este anexo fornece orientações para perturbações de escoamento que podem afetar o desempenho do medidor e ensaios padronizados para avaliar os efeitos de tais perturbações.5D. a velocidade do rotor da turbina pode ser influenciada. dois cotovelos de diâmetro igual a D1 em dois planos perpendiculares. tais como cotovelos.6 sejam descritas para cada medidor.4. Os valores de DN1 estão listados na tabela E.1 Ensaios Os ensaios para determinar a sensibilidade do medidor às condições de instalação podem ser efetuados próximo às condições atmosféricas com vazão de ar de 0.4 Ensaios de perturbação E. 0.Cópia não autorizada NBR ISO 9951:2002 13 Anexo E (informativo) Perturbações E. Os tamanhos nominais dos componentes dos tubos estão definidos na ISO 6708. tal efeito de rotação do fluido pode ser reduzido a um nível insignificante pela correta instalação do medidor. E.2 Efeito de rotação (swirl) Se o fluido na entrada do medidor tiver uma rotação significativa.

4. ensaios podem ser executados com as configurações de tubulação apresentadas na figura E.1-c)] causarem desvios nos erros nas condições atmosféricas não excedendo a diferença mencionada em 8. .1 Se os elementos ilustrados na figura E.6.4.1 .6. de preferência dos tipos mencionados na ISO 5167-1. os ensaios podem ser efetuados com um trecho reto de tubo maior e/ou um condicionador de escoamento a montante.Configuração de tubulação para ensaios em baixo nível de perturbação E.2 Se a diferença de erro for maior do que o especificado em 8. conforme mostrado na figura E.2 . mas com uma placa cobrindo metade da área da tubulação.Cópia não autorizada 14 NBR ISO 9951:2002 Figura E.3 Perturbações de alto nível E. instalada entre os dois cotovelos.4.Localização da abertura de meia área para ensaios com perturbações de alto nível E. E.4.2.3.1 Para determinar a sensibilidade de um medidor a perturbações de alto nível causadas por reguladores e outros dispositivos estranguladores.2. para determinar a configuração de entrada necessária para manter as diferenças de erro dentro dos limites apresentados em 8.6. O condicionador de escoamento pode ser instalado em um duto de diâmetro D com a extremidade do condicionador de escoamento a pelo menos 2D da entrada do medidor.6.1[a) e b)]. Figura E. se somente ocorrerem baixos níveis de perturbações à distância de 2D ou mais a montante da entrada do medidor.2. E.2 Se a diferença do erro for maior que o valor obtido em 8.2 seja executado para determinar a configuração de tubulação a montante que satisfaz os requisitos de 8. com a abertura em direção ao raio externo da primeira curva.4. convém que o procedimento descrito em E.4.1. então nenhum condicionador de escoamento ou comprimento adicional de duto a montante é necessário em serviço. instalados 2D a montante da entrada do medidor [ver figura E.6.2.3.

é recomendado que um condicionador de escoamento como o ilustrado na figura E. . pode também ser utilizada. Nos casos em que se puder trabalhar com uma perda de pressão dessa ordem.Cópia não autorizada NBR ISO 9951:2002 15 E.Os comprimentos especificados são valores mínimos.4.64. A similaridade pode ser assumida se o valor do H/D e S/L para qualquer medidor for igual ou menor que aquele para os medidores ensaiados (ver figura E. a instalação aconselhável para tal condicionador de escoamento é a jusante do regulador. NOTA . NOTA .4. As placas perfuradas são fixadas por buchas de modo que todo o fluido passe através das placas. a perda de pressão a qmáx é aproximadamente 0. Se os resultados forem similares.4 e para uma densidade relativa do gás de 0.3 Esses ensaios não são representativos para todas as situações onde o regulador produz um forte jato excêntrico na saída.Área livre: 20% da área da tubulação.Condicionador de fluxo para amortecer perturbações de alto nível E. convém que um mínimo de dois tamanhos de medidor sejam ensaiados.3 .3 seja instalado a no mínimo 4D entre a saída do condicionador e a conexão de entrada do medidor.5 Similaridade Se existir uma similaridade de desenho entre as seções de saída para vários tamanhos de medidor. instalação do condicionador de escoamento.5).4. Além disso. pode-se assumir que os outros tamanhos produzirão os mesmos resultados.3. para os sistemas de tubulação com uma influência potencial desconhecida no desempenho do medidor.07 vezes a pressão estática para um tubo de DN de acordo com 6. como ilustrado na figura E.Alternativa de configuração de condicionador de escoamento para amortecer perturbações de alto nível . É necessário um grande cuidado quando medidores tipo turbina forem utilizados a jusante de reguladores operando com grande redução de pressão. Figura E. Nos casos onde a perda de pressão através do condicionador de escoamento na figura E. Convém que a forma dos orifícios seja tal que os orifícios nas placas adjacentes não proporcionem um caminho reto para o fluido escoando. NOTA 3 . Para essa proporção de área. Figura E.3 não puder ser tolerada.Um condicionador de escoamento desse tipo causa uma perda de pressão relativamente grande.

Cópia não autorizada 16 NBR ISO 9951:2002 Figura E.5 .Dimensões que definem similaridade para vários tamanhos de medidores _________________ .

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