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ESCOLA SECUNDÁRIA GERAL 25 DE SETEMBRO DE QUELIMANE

11ª Classe, T/BC

Trabalho de Filosofia

CONHECIMENTO

Discente:

Letícia Victor Titos Reis

Quelimane, Maio de 2022


1.1.Conhecer

Conhecer é o acto de apreender, de ser capaz de abstrair leis do entendimento e entender


algo.

1.1.1.Elementos Do Acto De Conhecer

Os elementos do acto de conhecer são:

 O sujeito (ou cognoscente): a pessoa capaz de obter o conhecimento;


 O objecto (ou cognoscível): o quê ou aquilo que se pode conhecer;
 A representação: que é o entendimento do objecto pelo sujeito.

Para você entender de uma forma prática, estes elementos funcionam da seguinte
maneira: você é o sujeito, este texto que você está lendo é o objecto e a representação é
o que você está entendendo dele.

Existem diferentes tipos de conhecimento que são:

 Conhecimento sensível: é o conhecimento baseado nos 5 sentidos dos seres


humanos;
 Conhecimento intelectual: está ligado a lógica e a razão;
 Conhecimento empírico: é aquele baseado na experiência prática do dia-a-dia;
 Conhecimento científico: é o conhecimento baseado em provas que explicam
racionalmente e comprovam um facto;
 Conhecimento filosófico: está ligado a questionar a própria realidade, criando
ideias e conceitos;
 Conhecimento teológico: que é o conhecimento adquirido a partir da fé, do que
não pode ser explicado

1.1.2.Teorias da evolução do conhecimento

Na reflexão acerca da fonte do conhecimento, a questão de partidas a seguinte: Quais a


fonte que nos da o conhecimento? A sensibilidade (os sentidos, a experiencia) ou a
razão do sujeito (intelecto)?

Na tentativa de responder a pergunta sobre a origem do conhecimento, surgiram três


teorias fundamentais:
1. O empirismo;
2. O racionalismo;
3. Apriorismo ou intelectualismo.

1.1.2.1.O empirismo

Do grego empeiria, experiência, saber sensível). Orientação filosófica que toma a


experiência sensível como única ou principal fonte do conhecimento verdadeiro.

Principais representantes: Aristóteles, S. Tomás de Aquino, Bacon e Hobbes


(antecessores). Locke, Berkeley, Hume, John Stuart Mill.

Em linhas gerais, chama-se empirista toda doutrina que sustenta assim como o
provérbio latino que “Nada há no intelecto que antes não tenha estado nos sentidos”.
Esse lema, por vezes atribuído a Aristóteles, revela-se uma crítica severa ao inatismo
dos racionalistas ao creditarem ao intelecto a produção de ideias sem o apoio da
experiência. Para os empiristas, os seres humanos, ao nascer, são como folhas em
branco onde serão, aos poucos, gravadas as informações à medida que começarem a
receber do exterior as impressões sensíveis. Essa atitude de hipervalorização da
experiência remontaria ao próprio Aristóteles, passando por Galileu e sua iniciativa de
olhar para o espaço com a sua luneta, chegando ao método de Francis Bacon e demais
filósofos modernos de língua inglesa. E assim poderemos identificar uma pessoa
partidária das teses empiristas quando:

 Defende que não existem ideias inatas na mente humana e exemplificam


utilizando pessoas portadoras de deficiência. Por exemplo: Seria, para estes,
impossível um cego formar ideias correspondentes às cores; do mesmo modo
um surdo em relação aos sons;
 Argumenta em favor da adopção, por parte das ciências, de um método pautado
na observação dos fenómenos, na repetição e na formulação de hipóteses.
 Compara as ideias produzidas pela reflexão indirecta e aquelas que são o
resultado dos sentidos, opta pela segunda opção dizendo que os pensamentos são
sempre inferiores às sensações mais embaçadas.

O embate entre racionalistas e empiristas sempre recebeu atenção especial dos


historiadores da filosofia, não apenas pela sua importância para o desenvolvimento das
ciências como para a configuração do pensamento de um filósofo alemão que viria
revolucionar a epistemologia moderna. Seu nome? Immanuel Kant. agora entendido
como o resultado captado do exterior sob a organização das estruturas internas do
sujeito.

1.1.2.2.O racionalismo

"Liderado pelo filósofo e matemático francês moderno René Descartes, o racionalismo


é um movimento ligado à teoria do conhecimento que afirma que toda a possibilidade
de conhecimento certo e indubitável advém do raciocínio puro. Descartes aventou a
possibilidade de possuirmos conhecimento para além do raciocínio, mas a origem das
ideias, segundo ele, estaria nas ideias inatas (termo trazido da filosofia platónica), que
são ideias que adquirimos antes mesmo do nosso nascimento.

Elas estariam “impressas” em nossa alma, e buscar essas ideias por meio do puro
raciocínio seria o caminho para o conhecimento verdadeiro. O primeiro conhecimento
certo e indubitável atingido por Descartes foi o cogito, expresso pela frase: “penso, logo
existo”. Descartes baseou-se no princípio de que deve haver um método para organizar
o conhecimento e que devemos desconfiar de todo o conhecimento prévio, duvidando,
assim, de tudo.

A esse movimento, Descartes chamou de dúvida metódica e hiperbólica. Ao duvidar de


absolutamente tudo, Descartes duvidou da sua própria existência. Contudo, ele
constatou que duvidar é um acto do pensamento e quem pensa precisa antes existir.
Sendo assim, se ele pensa, ele existe. Esse é o básico da teoria do conhecimento
proposta pelo racionalismo."

1.1.2.3.Apriorismo ou intelectualismo

" Immanuel Kant quem resolveu a querela entre racionalistas e empiristas. A proposta
crítica de Kant, apresentada em seu livro Crítica da razão pura, consiste na teoria de
que ambos (empirismo e racionalismo) têm um lugar na teoria do conhecimento,
embora o racionalismo tenha certos privilégios. Para Kant, obtemos os dados da
intuição e temos o conhecimento racional dos conceitos universais. O conhecimento é
aquilo que passa por estas duas instâncias: intuição e conceito. Dessa forma, tem-se os
conceitos de espaço e tempo, por exemplo, além de percebe-se espaço e tempo por
nossa intuição (dados dos sentidos), o que nos leva ao conhecimento verdadeiro. Para
realmente conhecermos algo, essa coisa precisa, inclusive, estar localizada no espaço e
tempo para que possamos captá-la com nossa intuição".

Immanuel Kant (1724-1804) ficou famoso pelas suas três Críticas, obras de leitura
difícil e, por vezes, enfadonha, em que se dedicou a escrever sobre temas relevantes da
Filosofia. O primeiro livro, intitulado Crítica da Razão Pura, data de 1781 e, em suas
páginas, o filósofo alemão procurou estabelecer o que chamou de limites do uso da
razão teórica.

De certo modo, Kant operou uma síntese entre as tradições racionalistas e empiristas, ao
propor uma solução mais definitiva à problemática da origem do conhecimento. Para
ele, o conhecimento seria o resultado de uma acção bastante complexa entre duas
faculdades humanas, a saber, a sensibilidade e o entendimento. Assim, a partir das
intuições da sensibilidade, o que antes não passava de impressões desordenadas de
nossos sentidos, agora encontram-se reunidas a partir de suas formas puras do espaço e
do tempo. Por sua vez, cabe ao entendimento unificar, com seus conceitos puros ou
categorias, os objectos da intuição sensível

1.1.3.Diferença existente entre epistemologia e Gnosiologia

A diferença existente entre epistemologia e Gnosiologia é que Gnosiologia (ou


gnoseologia) é a parte da Filosofia que estuda o conhecimento humano ou seja
conhecimento individual ou psicológico enquanto epistemologia esta associada ao
conhecimento científico (episteme) ou seja, às pesquisas científicas e todos os
princípios, leis e hipóteses relacionadas

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