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COLÉGIO LUIZ VIANA FILHO

ADRIEL PEIXOTO
EUNYCLEIDE NASCIMENTO
SILAS HENRIQUE
WILLIANE CERQUEIRA

1º E 2º LEI DA TERMODINÂMICA

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CANDEIAS-BA
2019
ADRIEL PEIXOTO
EUNYCLEIDE NASCIMENTO
SILAS HENRIQUE
WILLIANE CERQUEIRA

1º E 2º LEI DA TERMODINÂMICA

Trabalho apresentado ao Colégio Luiz


Viana Filho, como instrumento de
avaliação da disciplina de Física da
turma 2a. Orientado pelo professor
Vasco.
.

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CANDEIAS-BA
2019
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO 4
2. PRIMEIRA LEI DA TERMODINÂMICA 4
3. SEGUNDA LEI DA TERMODINÂMICA 5
3.1 Enunciado de Clausius 5
3.2 Enunciado de Kelvin-Planck 6
3.3 Maquinas térmica 6
4. DIFERENÇA ENTRE LIQUIDOS E GASES QUANDO EM UM RECIPIENTE 7
5. AS 3 FASES: SOLIDIFICAÇÃO, FUSÃO E EVAPORAÇÃO 8
6. CONCLUSÃO 9
7. REFERÊNCIAS 10

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1. INTRODUÇÃO

A termodinâmica é uma área da Física que estuda as transferências de energia.


Busca compreender as relações entre calor, energia e trabalho, analisando
quantidades de calor trocadas e os trabalhos realizados em um processo físico.
A ciência termodinâmica foi inicialmente desenvolvida por pesquisadores que
buscavam uma forma de aprimorar as máquinas, no período da Revolução
Industrial, melhorando sua eficiência.
Esses conhecimentos se aplicam atualmente em várias situações do nosso
cotidiano. Por exemplo: máquinas térmicas e refrigeradores, motores de carros e
processos de transformação de minérios e derivados do petróleo.
As leis fundamentais da termodinâmica regem o modo como o calor se transforma
em trabalho e vice-versa.

2. PRIMEIRA LEI DA TERMODINÂMICA

Chamamos de 1ª Lei da Termodinâmica o princípio da conservação de


energia aplicada à termodinâmica, o que torna possível prever o comportamento de
um sistema gasoso ao sofrer uma transformação termodinâmica.
Analisando o princípio da conservação de energia ao contexto da termodinâmica:
Um sistema não pode criar ou consumir energia, mas apenas armazená-la ou
transferi-la ao meio onde se encontra, como trabalho, ou ambas as situações
simultaneamente, então, ao receber uma quantidade Q de calor, esta poderá realizar
um trabalho   e aumentar a energia interna do sistema ΔU, ou seja, expressando
matematicamente:

Sendo todas as unidades medidas em Joule (J).


Conhecendo esta lei, podemos observar seu comportamento para cada uma das
grandezas apresentadas: 4
Calor Trabalho Energia Interna Q/ /ΔU
Recebe Realiza Aumenta >0
Cede Recebe Diminui <0
não troca não realiza e nem recebe não varia =0

Exemplo:
(1) Ao receber uma quantidade de calor Q=50J, um gás realiza um trabalho igual a
12J, sabendo que a Energia interna do sistema antes de receber calor era U=100J,
qual será esta energia após o recebimento?

3. SEGUNDA LEI DA TERMODINÂMICA

Dentre as duas leis da termodinâmica, a segunda é a que tem maior aplicação na


construção de máquinas e utilização na indústria, pois trata diretamente do
rendimento das máquinas térmicas.
Dois enunciados, aparentemente diferentes ilustram a 2ª Lei da Termodinâmica,
os enunciados de Clausius e Kelvin-Planck:

3.1. Enunciado de Clausius:


O calor não pode fluir, de forma espontânea, de um corpo de temperatura menor,
para um outro corpo de temperatura mais alta.
Tendo como consequência que o sentido natural do fluxo de calor é da temperatura
mais alta para a mais baixa, e que para que o fluxo seja inverso é necessário que
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um agente externo realize um trabalho sobre este sistema.
3.2. Enunciado de Kelvin-Planck:
É impossível a construção de uma máquina que, operando em um ciclo
termodinâmico, converta toda a quantidade de calor recebido em trabalho.
Este enunciado implica que, não é possível que um dispositivo térmico tenha um
rendimento de 100%, ou seja, por menor que seja sempre há uma quantidade de
calor que não se transforma em trabalho efetivo.

3.3. Maquinas térmica


As máquinas térmicas foram os primeiros dispositivos mecânicos a serem utilizados
em larga escala na indústria, por volta do século XVIII. Na forma mais primitiva, era
usado o aquecimento para transformar água em vapor, capaz de movimentar um
pistão, que por sua vez, movimentava um eixo que tornava a energia mecânica
utilizável para as indústrias da época.
Chamamos máquina térmica o dispositivo que, utilizando duas fontes térmicas, faz
com que a energia térmica se converta em energia mecânica (trabalho).

A fonte térmica fornece uma quantidade de calor   que no dispositivo transforma-


se em trabalho  mais uma quantidade de calor que não é capaz de ser utilizado
como trabalho  .
Assim é válido que:

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Utiliza-se o valor absoluto das quantidades de calor, pois, em uma máquina que tem
como objetivo o resfriamento, por exemplo, estes valores serão negativos.
Neste caso, o fluxo de calor acontece da temperatura menor para o a maior. Mas
conforme a 2ª Lei da Termodinâmica, este fluxo não acontece espontaneamente,
logo é necessário que haja um trabalho externo, assim:

4. DIFERENÇA ENTRE LIQUIDOS E GASES QUANDO EM UM RECIPIENTE

LÍQUIDOS
Uma substância no estado líquido tem volume definido, mas não tem forma própria,
tomando a forma do recipiente em que está contido. 
Os líquidos não têm a rigidez característica dos sólidos, por isso, a resistência de
suas superfícies ou tensão superficial é pequena e os líquidos apresentam o que
chamamos viscosidade. Os óleos, por exemplo, escoam com pouca facilidade,
possuindo alta viscosidade. O fato dos líquidos se esparramarem sobre as
superfícies é devido a procura por um menor potencial gravitacional.
As moléculas nos líquidos apresentam-se mais afastadas do que nos sólidos, pois
sendo a força de interação mais fraca o que permite que elas se desloquem com
certa facilidade. Assim, forças externas, por exemplo, as forças gravitacionais
podem fazer com que as moléculas troquem de posição, fazendo com que o líquido 7
flua ou se adapte a forma do recipiente que o contém.
GASES 
As substâncias no estado gasoso não possuem nem forma nem volume definidos,
adquirindo a forma do recipiente que as contém e ocupam todo o volume que estiver
a disposição. Além disso, um gás pode ser comprimido reduzindo seu volume. 
Nos gases os átomos e moléculas possuem grandes distâncias entre si, quando
comparadas com os líquidos e sólidos, portando, a interação molecular é muito fraca
ou desprezível e por isso variam na forma e no volume facilmente.
No preparo de alimentos, como um churrasquinho, por exemplo, ou se o recipiente
que contiver algum gás por algum motivo se romper, dependendo do gás, poderá
sentir o seu odor. Esses são exemplos da chamada difusão do gás.
Desta forma, a diferença entre esses estados está na forma de organização das
moléculas, que depende da força de coesão entre os átomos e/ou entre moléculas e
a movimentação dessas partículas.

5. AS 3 FASES: SOLIDIFICAÇÃO, FUSÃO E EVAPORAÇÃO.

SOLIDIFICAÇÃO
Mudança de estado líquido para o estado sólido provocado pelo arrefecimento ou
resfriamento. Além disso, o "Ponto de Solidificação" da água é de 0ºC. O exemplo
mais visível são os cubos de água que colocamos no refrigerador para fazer os
cubos de gelo.

FUSÃO
Mudança do estado sólido para o estado líquido da água, provocada por
aquecimento, por exemplo, um gelo que derrete num dia de calor.
Além disso, o denominado "Ponto de Fusão" (PF) é a temperatura que a água
passa do estado sólido para o líquido. No caso da água, o ponto de fusão é de 0ºC.

VAPORIZAÇÃO
Mudança do estado líquido para o estado gasoso por meio do aquecimento da água. 8
Assim, o "Ponto de Ebulição" (PE) de uma substância é a temperatura a que essa
substância passa do estado líquido para o estado gasoso e, no caso da água, o é de
100ºC.
Vale lembrar que a Ebulição e a Evaporação são, na realidade, tipos de
vaporização. A diferença de ambas reside na velocidade do aquecimento, ou seja,
se for realizado lentamente chama-se evaporação; entretanto, se for realizado com
aquecimento rápido chama-se ebulição.

6. CONCLUSÃO

O presente trabalho buscou observar os aspectos e funcionalidades da 1° e 2° Lei


da Termodinâmica. Sabemos que a termodinâmica é uma área da física qual analisa
as mudanças de energia, ou seja, estuda processos de troca de calor entre dois ou
mais corpos.
Na 1º Lei podemos compreender que ela age na conservação da energia, ou seja, o
calor transferido tende a ser armazenado ou transformado em trabalho, pois,
segundo a 1º lei, a energia nunca é perdida, apenas transferida de uma forma para
outra. Para compreender melhor, podemos utilizar o seguinte exemplo:
Digamos que uma máquina receba em forma de calor 200 joules, porém esta
mesma máquina utiliza o calor recebido e transforma em trabalho, no entanto, o
trabalho usou apenas 120 joules, os 80 restantes permanecem lá, armazenados em
forma de energia. Assim, percebemos que a energia em forma de calor se
conservou, pois não foi perdido, mas transformados em trabalho e produção de
energia do próprio sistema.
Na 2º Lei o conceito não é o armazenamento de energia, mas a transformação e
transferência em calor. No primeiro é o pronunciado de Clausius, e afirma que “o calor
não pode fluir, de maneira espontânea, de um corpo de temperatura menor, para
outro corpo de temperatura mais alta.” Já o segundo é o pronunciado de Kelvin-Planck,
que afirma “ser impossível à construção de uma máquina que, operando em um ciclo
termodinâmico, converta toda a quantidade de calor recebido em trabalho”. A partir
daí podemos entender que a 2º lei afirmar que um corpo mais frio não pode perder energia
em forma de calor para um corpo mais quente, porem o contrario é possível, ou seja, um 9
corpo mais quente pode perder energia em forma de calor para um corpo mais frio, até que
os dois estão em equilíbrio, desta forma entendemos também que sempre haverá uma
perda de energia e que a energia nem sempre será transformada em trabalho, portanto, a 2°
lei afirma que apenas o corpo com a temperatura maior poderá transferir para o corpo de
temperatura menor, uma ação contraria só é possível por um sistema externo.
Em comparação entre a 1º e a 2º Lei da termodinâmica, podemos dizer que
enquanto a 1º lei da termodinâmica mantém a conservação de energia em qualquer
transformação, a 2º lei forma condições para que as transformações termodinâmicas
possam ocorrer.

6. REFERÊNCIAS

______Wikipédia, Google. Disponível em:


http://www.if.ufrgs.br/~leila/fase.htm/. Acesso em 21 de nov. de 2018.
______Toda Matéria, Google. Disponível em:
https://www.todamateria.com.br/termodinamica/. Acesso em 21 de nov. de 2018.
______Só Física, Google. Disponível em:
https://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Termodinamica/
1leidatermodinamica.php/. Acesso em 21 de nov. de 2018.
______Só Física, Google. Disponível em:
https://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Termodinamica/
2leidatermodinamica.php/. Acesso em 21 de nov. de 2018.

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