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REVISÃO

Direito Empresarial I
Prof.° Mateus Catalani Pirani
Introdução ao
Direito Comercial

Direito Empresarial I
Prof.° Mateus Catalani Pirani
Direito Empresarial

INTRODUÇÃO AO DIREITO COMERCIAL


Teoria dos Atos de Comércio Teoria da Empresa
A caracterização de uma pessoa como comerciante O direito empresarial passou a analisar o modo
era feita com base em uma lista de atividades como estes sujeitos organizam seu trabalho.

Direito Empresarial I
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CONCEITO DE EMPRESÁRIO

Art. 966 do Código Civil


Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica
organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.

Organização funcional da Empresa


Atividade Profissional Fornecer mão-de-obra especializada

Busca de Lucros
Comprar e vender produtos

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CONCEITO DE EMPRESÁRIO - EXCEÇÃO

Art. 971 CC
Não será considerado empresário quem exercer uma atividade rural [...]

Art. 966, Parágrafo único CC


Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica,
literária ou artística [...] salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa

Artística
Literária Quando a ALiCi for necessária para
a existência da empresa

Científica
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CONCEITO DE EMPRESÁRIO

Art. 966 do Código Civil


Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica
organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.

Organização funcional da Empresa


Trata-se do domínio dos fatores de produção bem como conhecimento,
Atividade Profissional habitualidade e registros.

Capital
Junta Comercial
Busca de Lucros Tecnologia
Insumo
Mão-de- Livros Contábeis
Obra

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Capacidade Civil Requisitos para ser Empresário
Art. 972 CC Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno
gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos.

Regra: os absolutamente e relativamente incapazes não podem ser empresários.

Analfabeto: pode ser empresário, desde que tenha procurador


constituído, com poderes específicos, por instrumento público.
Exceção: Art. 974 CC. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido,
continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.

Incapacidade superveniente Óbito do Empresário

Não seja administrador


Capital social 100% integralizado
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Impedimentos Requisitos para ser Empresário
Art. 972 CC Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno
gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos.

Funcionário Público Auxiliar de Comércio

Militar na Ativa
Leiloeiro

Falido Não-Reabilitado
Tradutor

Estrangeiro Não-
Residente no Brasil

Trapicheiro

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Obrigações do Empresário

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Registro Obrigações do Empresário

Art. 967 CC. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da
respectiva sede, antes do início de sua atividade.

O registro é obrigação legal a todos os empresários imposta


Junta Comercial
natureza declaratória Para os demais Empresários
Cartório de Registro Público das Empresas Mercantis
natureza constitutiva Para os Empresários Rurais (CRPEM)

O registro das Sociedades Simples se dá no


Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas
Teoria da Aparência
Finalidades

Dar garantia, publicidade, autenticidade, segurança e eficácia aos atos jurídicos das empresas mercantis
Arquivamento Obrigações do Empresário

É necessário o Arquivamento de determinados atos e documentos relativos à sociedade empresária


para que produzam efeitos jurídicos válidos.

Carece novo Registro Constituição

Alteração Do contrato social

Dissolução e Extinção

30 dias subsequentes à assinatura Sim Os efeitos retroagirão à data da assinatura

Art. 1.151 CC

Não Os efeitos não retroagirão, sendo produzidos a partir do despacho da


Junta
Escrituração Obrigações do Empresário

A escrituração está relacionada à obrigatoriedade de um sistema de contabilidade, manual ou


informatizado, com base nos documentos e livros empresariais.
Livro Diário (Art. 1.180 + 1.184 CC)
Dupla Função
Trata-se de Livro obrigatório, que conterá todos os atos ou
operações da aIvidade mercanIl diária da empresa, que
Interna Externa
modifique sua situação patrimonial
Livro Razão (Art. 1.180 CC)
Controle gerencial das
Trata-se de Livro complementar ao Diário, que tem função de atividades empresariais
registrar entrada e saída de dinheiro e gestão de estoque
Disponível ao Poder Judiciário
Livro Fiscal (Art. 1.180 CC) e ao Físico para comprovação
Trata-se de Livro de função externa, para prova da regularidade da regularidade empresarial
Tributária, bem como a destinação de valores ao erário público

Livro FacultaJvo (Art. 1.181 CC)


Trata-se de Livro de não obrigatório, de função interna, para uso
especial do empresário, p.ex., segredos industriais, patentes etc.
Estabelecimento Comercial
Ponto Comercial

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Estabelecimento e Ponto

Art. 1.142. CC: Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício da empresa,
por empresário, ou por sociedade empresária.

Corpóreos: mercadoria; utensílios; Incorpóreos: nome empresarial; marcas,


máquinas; instalações; equipamentos patentes;; contratos e ponto comercial.

A depender se o empresário
AVIAMENTO é dono ou locatário do
imóvel, terá proteção
especial

O ponto comercial é o local em que está situado


o estabelecimento e é para onde se dirige a
clientela. Pode ter existência física ou virtual

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Nome Empresarial

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Nome, tipo e enquadramento
Nome Empresarial
Art. 1.155. Código Civil: Considera-se nome empresarial a firma ou a denominação adotada, de conformidade com este
Capítulo, para o exercício de empresa.

Individual Social Nome Fantasia

EI EIRELI EIRELI S/A

LTDA LTDA

Facultativo ‒ Objeto Social + Objeto Social Obrigatório

Art. 1.156 CC: O empresário opera sob firma [..] aditando-lhe, se quiser,
designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade.
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Tipo Empresarial

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Tipos de Empresários Pessoas Jurídicas de Direto Privado

PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO

SIM Finalidade NÃO


Econômica

SOCIEDADES ASSOCIAÇÕES
Sentido amplo

SOCIEDADES SOCIEDADES
EMPRESÁRIAS SIMPLES

Soc. em Conta de Direito Empresarial I


Soc. Irregular Soc. de Fato EIRELI Soc. Uni. LTDA Prof.° Mateus Catalani Pirani
Participação
Enquadramento de Porte

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Nome, tipo e enquadramento
Enquadramento de
Porte
MICROEMPRESA ‒ ME
Art. 3o, I, Lei 123/2006 - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$
360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais);

EMPRESA DE PEQUENO PORTE - EPP


Art. 3o, II, Lei 123/2006 - no caso de empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$
360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais)

MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL - MEI


Art. 18-A. O Microempreendedor Individual - MEI poderá optar pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos
pelo Simples Nacional em valores fixos mensais, independentemente da receita bruta por ele auferida no mês, na forma
prevista neste artigo.
§1º Para os efeitos desta Lei Complementar, considera-se MEI empresário individual que se enquadre na definição do artigo
966 do Código Civil, que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais).

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Da Personalidade Jurídica e
Seus Incidentes

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Registro Quanto à Personalidade jurídica

Art. 45 CC. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do
Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.

Art. 967 CC. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da
respectiva sede, antes do início de sua atividade.

O registro é obrigação legal a todos os empresários imposta


Junta Comercial
natureza declaratória Para os demais Empresários
Cartório de Registro Público das Empresas Mercantis
natureza consJtuJva Para os Empresários Rurais (CRPEM)

Art. 45 CC Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a


cons5tuição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato
O registro das Sociedades Simples se dá no
respec.vo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro. Cartório de Registro Civil dasDireito
Pessoas Jurídicas
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INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE
JURÍDICA

Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do


processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução
fundada em título executivo extrajudicial.

§4º O requerimento deve demonstrar o preenchimento dos pressupostos legais específicos para
desconsideração da personalidade jurídica.

Art. 133 Art. 50 Art. 795,§4°


CPC CC CPC

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Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo
desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, [...] desconsiderá-la
para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações
sejam estendidos aos bens particulares [...] de sócios da pessoa jurídica
beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.

§ 1º Desvio de finalidade é a
utilização da pessoa jurídica com o
EMPRESA
propósito de lesar credores e para a
prática de atos ilícitos de qualquer EX: DE
FACHADA
natureza.

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Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo
desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, [...] desconsiderá-la
para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações
sejam estendidos aos bens particulares [...] de sócios da pessoa jurídica
beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.

§ 2º Confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios:

I - cumprimento repeIIvo de obrigações; II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas


contraprestações;

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ART.795
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

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Art. 795. Os bens particulares dos sócios não respondem pelas dívidas
da sociedade, senão nos casos previstos em lei.

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Art. 795. Os bens particulares dos sócios não respondem pelas dívidas
da sociedade, senão nos casos previstos em lei.

§ 1º O sócio réu¹, quando responsável pelo pagamento da dívida da sociedade, tem o direito de
exigir que primeiro sejam excutidos os bens da sociedade².

1-SÓCIO RÉU 2-PRIMEIROS BENS SOCIAIS

Portanto já existe processo de conhecimento, Princípio do Benefício de Ordem.


cumprimento de sentença ou execução de
título

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Ação Renovatória ou Renovação
Compulsória Lei 8.245/1991

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Introdução Ação Renovatória ‒ Lei nº 8.245/1991

Estabelecimento Comercial Locador Direito Real Propriedade


Ponto Comercial Locatário Lei do Inquilinato Ação Renovatória

Trata-se de ação que só pode ser movida pelo locatário, em desfavor do locador, que deseja
permanecer em um determinado imóvel comercial, através de uma renovação compulsória.

O autor deve ser empresário regular ‒ devidamente registrado

Requisitos para Propositura Provar a quitação de todos os alugueres ao longo do contrato

Preencher cumulativamente o Art. 51, I, II, III.

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Requisitos Ação Renovatória ‒ Lei nº 8.245/1991
Art. 51. Nas locações de imóveis destinados ao comércio, o locatário terá direito a renovação do contrato, por igual
prazo, desde que, cumulativamente:
I‒
o contrato a renovar tenha sido celebrado por escrito e com prazo determinado

II ‒
o prazo mínimo do contrato a renovar ou a soma dos prazos ininterruptos dos contratos escritos seja de cinco
anos
III ‒
o locatário esteja explorando seu comércio, no mesmo ramo, pelo prazo mínimo e ininterrupto de três anos

§ 5º Do direito a renovação decai aquele que não propuser a ação no interregno de um


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ano, no máximo, até seis meses, no mínimo, anteriores à data da finalização do prazo do Prof.° Mateus Catalani Pirani
contrato em vigor.
Defesa do Locador Ação Renovatória ‒ Lei nº 8.245/1991
Art. 52. O locador não estará obrigado a renovar o contrato se:

I‒
por determinação do Poder Público [...] modificações de tal natureza que aumente o valor do negócio ou da
propriedade;

Recebe uma proposto mais


vantajosa por outro potencial
locatário
II ‒
o imóvel vier a ser utilizado por ele próprio [...], seu cônjuge, ascendente ou descendente.

ATENÇÃO!!
No caso I e II, não poderá ser feito concorrência com o antigo locatário naquela região pelo prazo de 5 anos, caso
seja feita, poderá responder por perdas e lucros cessantes;

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Direito da Propriedade Industrial
Lei nº 9.279/1996

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Direito da Propriedade Industrial

Art. 5º, XXVII


Conceito
e XXIX, CF

Propriedade Intelectual

XXIX - a lei assegurará aos autores de


inventos industriais privilégio temporário Propriedade Industrial
para sua utilização, bem como proteção às
criações industriais, à propriedade das
marcas, aos nomes de empresas e a outros
signos distintivos, tendo em vista o interesse
XXII - é garantido o direito de propriedade;
social e o desenvolvimento tecnológico e
econômico do País; XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;

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Direito da Propriedade Industrial

Arts. 1º- 5º
Conceito
LPI

Invenção
Patente (I)
Art. 2º A proteção dos direitos Modelo de Utilidade
relativos à propriedade industrial,
Desenho Industrial
considerado o seu interesse social Registro (II e III)
e o desenvolvimento tecnológico e Marca
econômico do País, efetua-se:
Repressão (IV e V) Concorrência Desleal

Falsa Indicação geográfica

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Direito da Propriedade Industrial
Propriedade Industrial Divisão do Direito Comercial que protege os interesses
dos inventores, designers e empresários em relação aos
quatros bens industriais
Invenção
É o poder completo que tem um PATENTE
sujeito sobre determinada coisa. Modelo de
Utilidade

Desenho
Industrial
REGISTRO
Marca

É o direito real, independente de


usar, fruir e dispor da coisa; além
de reivindicá-la de quem
injustamente a detenha
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Direito da Propriedade Industrial

Divisão Doutrinária

Propriedade
Intelectual

Propriedade Propriedade
Industrial Intelectual

Propriedade Direitos
Industrial Autorais

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Direito da Propriedade Industrial

Art. 5º LPI Consideram-se bens móveis, para os efeitos legais, os direitos de propriedade industrial.

Art. 1.142. CC: Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado,


para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária.

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Direito da Propriedade Industrial

Carta Patente

Invenção ‒ é o ato original decorrente da atividade criativa do ser humano;


exemplo telefone ou microcomputador.

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Direito da Propriedade Industrial

Carta Patente

Modelo de Utilidade ‒ pequena invenção; nova forma que é dada a invenção, uma
adaptação; exemplo, telefone celular

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Carta Patente

Aplicação
Lícito
Industrial

Critérios de
Patenteabilidade
Art. 8º LPI
Novidade
Atividade
Inventiva

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Direito da Propriedade Industrial

Carta Patente

Art. 11 LPD ‒ As invenções são consideradas novas quando não

Novidade compreendidas no estado da técnica atual

Atividade
Art. 13 e 14 LPI - A invenção e modelo de utilidade são dotados de Inventiva
atividade inventiva sempre que, para um técnico no assunto, não decorra
de maneira evidente ou óbvia do estado da técnica

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Direito da Propriedade Industrial

Carta Patente

Art. 9º LPI - É patenteável como modelo de utilidade o objeto de uso


prático, ou parte deste, suscetível de aplicação industrial, que apresente
Aplicação nova forma ou disposição, envolvendo ato inventivo, que resulte em
melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação.
Industrial

Art. 18 LPI - Não são patenteáveis - o que for contrário à moral, aos bons costumes
Lícito
e à segurança, à ordem e à saúde públicas; II e III - transformação do núcleo
atômico; o todo ou parte dos seres vivos, exceto os microorganismos transgênicos.

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Prazo de Vigência - Patentes

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Direito da Propriedade Industrial
Procedimento
CONCESSÃO E VIGÊNCIA Art. 40 + Parágrafo Único (REVOGADO)

Prazo
Prazo Início Início
Suplementar
Data do Data da
Invenção 20 anos Depósito
10 anos
Concessão

Modelo de Data do Data da


15 anos 7 anos
Utilidade Depósito Concessão

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Direito da Propriedade Industrial
Desenho Industrial

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Direito da Propriedade Industrial

Certificado de Registro - Desenho Industrial

Art. 95. Considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um objeto


ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto,
proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que
possa servir de tipo de fabricação industrial.

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Direito da Propriedade Industrial
Marca

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Direito da Propriedade Industrial

Certificado de Registro - Marca de Produto ou Serviço

Art. 122. São suscetíveis de registro como marca os sinais distintivos visualmente perceptíveis, não
compreendidos nas proibições legais.

Art. 123, I - marca de produto ou serviço: aquela usada para distinguir produto ou serviço de outro idêntico,
semelhante ou afim, de origem diversa;

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Direito da Propriedade Industrial

Marca de Certificação

Art. 123. Para os efeitos desta Lei, considera-se:

II - marca de certificação: aquela usada para atestar a conformidade de um produto ou serviço com
determinadas normas ou especificações técnicas, notadamente quanto à qualidade, natureza, material
utilizado e metodologia empregada;

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Marca Coletiva

Art. 123. Para os efeitos desta Lei, considera-se:

III - marca coletiva: aquela usada para identificar produtos ou serviços provindos de membros de uma
determinada entidade.

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Direito da Propriedade Industrial

Marca de Alto Renome

Art. 125. À marca registrada no Brasil considerada de alto renome será assegurada proteção especial, em
todos os ramos de atividade.

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Direito da Propriedade Industrial

Marca Notoriamente Conhecida

Art. 126. A marca notoriamente conhecida em seu ramo de atividade nos termos do art. 6º bis (I), da
Convenção da União de Paris para Proteção da Propriedade Industrial, goza de proteção especial,
independentemente de estar previamente depositada ou registrada no Brasil.

§1º A proteção de que trata este artigo aplica-se também às marcas de serviço.

§2º O INPI poderá indeferir de ofício pedido de registro de marca que reproduza ou imite, no todo ou em parte,
marca notoriamente conhecida.

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Direito da Propriedade Industrial
Vigência do Registro

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Direito da Propriedade Industrial - Continuação
Procedimento
CONCESSÃO E VIGÊNCIA
Art. 108, §§1º e 2ª
Art. 133, §§1º e 2ª

Início da
Prazo Início Prorrogação Prorrogação
Períodos Iguais e Durante o
Data da Sucessivos
Marca 10 anos Concessão
Último Ano de
Ilimitados Vigência

Desenho 3 Períodos Durante o


10 anos Data do Sucessivos Último Ano de
Industrial Depósito de 5 Anos Vigência

Se a prorrogação não tiver sido formulado até o termo final da vigência


do registro, o titular poderá fazê-lo nos 180 dias subsequentes
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LICENÇA VOLUNTÁRIA

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Direito da Propriedade Industrial - Continuação
Licença Art. 61-74 LPI

Art. 62 ‒ A licença deve ser averbada no INPI para que


produza efeitos (data da publicação)
Art. 61 ‒ O titular de
patente poderá celebrar
contrato de licença para Licença Voluntária
exploração.
É uma espécie de locação/comodato da
Parágrafo único ‒ O licenciado propriedade industrial, em que o titular
será investido pelo titular de todos
os poderes para agir em defesa
cede os direitos de comercialização à
da patente terceiro, recebendo (se onerosa for) uma
remuneração

ROYALTIES

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Direito da Propriedade Industrial
Licença Compulsória

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Licença Art. 61-74 LPI

Art. 68 ‒ O titular ficará


sujeito a ter a patente
licenciada compulsoriamente Licença Compulsória
se exercê-la abusivamente.
Exige a aplicação das duas faces da ponderação:

- Proibição de excesso

- Proibição de insuficiência

§§5º e 1º - Após três anos da concessão da patente, poderá ensejar a licença compulsória:
- Não exploração do objeto ( I ) - Não satisfação às necessidades do mercado ( II )
Falta de fabricação DESUSO
Fabricação incompleta

USO INSUFICIENTE
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Licença Art. 61-74 LPI

Art. 69
compulsória

NÃO
A licença
SERÁ Licença Compulsória
concedida se, à data do
requerimento, o titular: DEFESA DO TITULAR

I
justificar o desuso por razões legítimas;

II
comprovar a realização de sérios e efetivos preparativos para a exploração;

III
justificar a falta de fabricação ou comercialização por obstáculo de ordem legal.

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Quebra de Patente

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Licença Compulsória Quebra de Patente


Nota-se que a licença compulsória não de trata de “expropriação” ou “quebra”, vez que o titular retém para si
a titularidade da patente; o que dele se retira é a prerrogativa de consentimento à exploração da patente de
sua titularidade por terceiros

Permanece, ainda que


O direito do titular escolher licenciado compulsoriamente,
quem ele gostaria que fazendo jus a royalties
explorasse a sua patente

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Extinção da Patente Art. 78 ‒ A patente extingue-se: Art. 78-83 LPI

I
pela expiração do prazo de vigência

II
pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros

III
pela caducidade

IV
pela falta de pagamento da retribuição anual

V
pela inobservância do disposto no art. 217

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Obrigado pela Atenção!

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