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O livre A simbologia das Palmares, a

arbítrio viagens do REAA Tróia Negra

2022 - Ano 30 - nº 175

ARLS Fraternidade
Andradense n° 378
www.revistaconsciencia.com.br

Grande loja Maçônica de Minas Gerais


Editorial
Maçonaria

Irmão hospitaleiro como


você é importante!
Estimados Irmãos!
Com um farnel do peregrino (Bolsa), simbolizando a solidariedade ao próximo e
a fraternidade aos Irmãos, está o Irmão Hospitaleiro, nome dado ao Oficial da Loja, encar-
regado de recolher os óbolos nas Sessões, como também a responsabilidade de atender aos
mais necessitados e, particularmente, dar assistência aos Irmãos enfermos.
Fora das paredes do templo, é o local mais importante a ser desenvolvido pelo tra-
balho deste Irmão, exigindo-lhe um conhecimento amplo de todos os Irmãos da Loja, bem
como, do meio social onde vive, e, principalmente, pelas iniciativas e proatividade nas ações
como mensageiro do amor fraterno e da solidariedade humana.
Esta função exige do Irmão que a exerce, DISCRIÇÃO, ÉTICA, CONFIDÊNCIA,
e, SEMPRE DE “PÉ E À ORDEM”. Preferencialmente exercida por um Irmão Mestre mais
antigo na Loja, com grande sociabilidade e que seja capaz de praticar solidariedade, por
meio de ações fraternas e sigilosas.
O Irmão Hospitaleiro é o principal confidente dos Irmãos da Loja, cabendo-lhe a
responsabilidade de compreender e praticar as virtudes maçônicas, independentemente, do
que os outros possam saber ou pensar, pois o seu valor se dá pelo seu caráter, pela beleza dos
seus ideais maçônicos e, particularmente, por ser um Irmão especial, ativo, vigilante, bom
observador, inacessível a uma piedade cega, sem pretensões de favorecimentos acordados
na exploração da bondade, e, muito menos ser uma pessoa dura ou inabordável.
A humildade deve ser o seu principal dever, sem a preocupação do reconhecimento
de quem quer que seja pelo que faz, ou deixou de fazer, mas sempre procurando demonstrar
ser uma pessoa com reputação de caritativo, severo, porém justo, e chefe da tribo para todos
os atos humanitários e beneficentes, levando o consolo e o socorro a seus Irmãos em suas
desgraças e aflições.
Como dizia Charles Chaplin: “Não fique triste quando ninguém notar o que fez de
bom. Afinal, o sol faz um enorme espetáculo ao nascer, e mesmo assim, a maioria de nós
continua dormindo. A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante,
ria, dance, chore e viva intensamente cada momento de sua vida, antes que a cortina se
feche e a peça termine sem aplausos. O valor de um homem não se dá pelas roupas ou bens
que possui e sim pelo caráter e beleza dos seus ideais. Se as coisas não saíram como pla-
nejei posso ficar feliz por ter o hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando
Irmão
para ser o que eu quiser.”
Ademir Batista
Seu trabalho e reconhecimento que o socorro que lhe imploram, pode dar um dia a
de Oliveira
Diretor e Editor da
mais de vida a um ser humano, este é o primeiro benefício, esta é a ordem da Loja e dos seus Revista Consciência
Irmãos, fazendo-se o expoente da solidariedade da Loja, cuidando para que nunca se en- Loja Oriente Maracaju nº 01
fraqueça o laço de união que sempre deve existir entre todos os membros da nossa Ordem. GLEMS - Campo Grande
Ao Irmão Hospitaleiro cabe a nobre missão de distinguir a Maçonaria, pela essên-
cia da Fraternidade, cultivo e prática de ações solidárias no meio em que convive, sem a
sombra da cumplicidade, pautada em ações lícitas e justas. O Maçom deve ser sempre um
homem livre e de bons costumes, não violando as leis, e, muito menos as regras da Moral
e da Decência.
O Irmão Hospitaleiro é o Oficial, mas, não efetua sozinho as ações de solidariedade,
desobrigando os demais elementos da Loja dessas ações, mas sim, aquele elemento que tem
a função de organizar, dirigir, tornar eficientes, úteis, os esforços de TODOS JUNTOS em
prol daqueles que necessitam.
Pensemos nisto!

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13 Haikai para as Mães • Porto Velho/RO
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3 Irmão hospitaleiro como Heitor Rodrigues Freire PROJETO GRÁFICO
você é importante! 15 A simbologia das André da Silva Cerqueira (comp&art) 180522

Irmão Ademir Batista de viagens do REAA


Oliveira Irmão Pedro Juchem revistaconsciencia
18 Iniciação
Palavra do Grão-Mestre Enviado por Cláudio Américo @revistaconsciencia

5 Fidelidade aos princípios 20 O altar dos juramentos


Irmão Almir Sant’Anna Cruz (67) 99600-3636 WhatsApp
maçônicos
Irmão Celestino Laurindo 22 Retrato de Mãe
FOTOS NESTA REVISTA
Junior Cunhada Delzuita Tarnoschi • Imagens retiradas da internet

22 O fósforo e a vela • Acervo Santa Casa de Campo Grande


• Acervo Revista Consciência
Autor Desconhecido
Textos Maçônicos
24 O momento presente PROJETO GRÁFICO
6 Meu irmão Heitor Rodrigues Freire
André Bessa
26 A influência religiosa comp_art@uol.com.br
7 O livre arbítrio nos ritos maçônicos (67) 99983-6214
Irmão Keizo Ogushi Irmão Kennyo Ismail
9 O que vindes aqui fazer?
IMPRESSÃO E ACABAMENTO
30 Palmares, a Tróia Negra
Mauricio Alves Rodrigues Valfredo Melo e Souza
Pugas (46) 3547-1327

VEICULAÇÃO NACIONAL

4 edição 175 • 2022


Palavra do
Grão-Mestre
Irmão Celestino Laurindo Junior
Grão Mestre Estadual do GOB-MS

Fidelidade aos
princípios maçônicos

V ivemos momentos difíceis, as populações vivenciam inversões de valores, que geram


conflitos e prejuízos de monta, por vezes irreparáveis, ainda que, contamos com progres-
sos tecnológicos, mas há um avanço da desinteligência de forma ferrenha, onde o querer
mais e mais é a tônica. E, a maçonaria vem fazendo sua parte no conjunto humanidade,
primando pelo progresso com decência, sem esquecer o fator humano, em razão de estar
integrada a mesma, na condição de subconjunto.
A participação da maçonaria no dia a dia de sua existência, sempre foi e é voltada
para o bem do homem, enfrentando desafios. Com irmãos empunhando a bandeira com
os dizeres da tríade: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, sem jamais esmorecer, exem-
plos dignos de fidelidade aos princípios maçônicos. Muitos tiveram ceifadas suas vidas,
deixaram legados à posteridade.
Aqui no Mato Grosso do Sul, podemos afirmar que a maçonaria tem desenvolvi-
do um trabalho contínuo na busca do aperfeiçoamento do homem que pinçado do seio
da sociedade, integra a Ordem por reunir perfil condizente, a de ser uma pessoa de bons
costumes, junto aos seus, e, principalmente nas ações cotidianas perante a sociedade.
Temos uma história, feita por homens que dignificaram a maçonaria nas suas
trajetórias. Mas, infelizmente, também temos decepções oriundas de quem deveria ser
maçom na acepção da palavra, que ingressou na maçonaria, todavia não a absorveu. En-
tretanto, a maçonaria está aí, perene e dinâmica.
Um dinamismo fruto da vontade de valorosos irmãos, que se dedicam a instituição,

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com prazer, dando o melhor de si, com simplicidade e humildade nos seus atos, sem nada querer em
troca, muito pelo contrário, amando o próximo.
Atitudes que, nos dão alento para fazer a maçonaria continuar atuante, com participações
onde forem necessárias suas intervenções, através do diálogo, no encalço da verdade e por uma
justiça plena e imparcial. 
Por ser oportuno, cumprimentamos toda a família gobiana, indistintamente, pelo aniversário
do GOB-MS, que tem curso no mês de abril do corrente ano. Uma vez que, foi criado pelo GOB,
mediante a Carta Constitutiva datada de 02-04-1979 e instalado aos 26-04-1980.
Que o Grande Arquiteto do Universo abençoe a todos!
Fraternalmente,

Meu irmão André Bessa

Os Mestres antigos diziam para os iniciantes, que a maçonaria, nem ninguém pode
injetar a outrem o que nele não exista. Paulo de Tarso na epístola aos ROMANOS, descrever
essa luta do “ Eu e Ego” dentro do Homem. Se puderes, leia-o!  Se você ler um pouco sobre
botânica, com certeza vai encontrar a semente, que para dar origem à planta, morre como
semente, mas não morre como vida; e, para que a vida latente do “Eu interno” possa brotar
realmente, deve a pequena semente ceder o desenvolvimento da planta. Quem não está dis-
posto a morrer espontaneamente, não pode viver gloriosamente. Nesse querer, querer-morrer
espontâneo, está o segredo do poder viver plenamente. Temos que distinguir na natureza hu-
mana o seu elemento externo que chamamos de Ego – e o seu elemento interno o “Eu”. Assim
é a vida quando iniciamos na Ordem, jurando combater os preconceitos, a ignorância e os
vícios que degradam o ser humano, dando lugar para nascer um novo homem justo e perfeito.
O homem que ignora sua realidade central, o “Eu”, e se identifica com suas apa-
rências periféricas, o “Ego”, é escravo da ilusão e age em virtude dessa escravidão, donde
resulta uma vida de misérias e sofrimentos. O homem que ignora seu “Eu” central, não pode
deixar de ser egoísta. Só através do autoconhecimento, o homem conseguirá a alta realização.
O autoconhecimento não é apenas análise intelectual, mas sim uma experiência vital da reali-
dade central do homem, o seu “Eu” cósmico. Esse eu central e cósmico do homem aparece, na
literatura dos povos, com diversos nomes: alma o espírito de Deus no homem, a luz do mundo,
a centelha divina, o Pai, consciência etc.…O Eu é o próprio Universo apreendido em forma
individual (microcosmo). O ego é a pedra bruta e o Eu é pedra cúbica.
Meu Irmão, só alcançamos a iniciação, quando conseguimos morrer para renasce, isto
é, transformar constituição íntima de nosso próprio ser, para gozar de uma nova visão da rea-
lidade e adquirir uma nova maneira de pensar, de falar e de agir. A lei fundamental da inicia-
ção é a extinção dos maus desejos que atormentam a humanidade. Iniciação é o ajustamento
entre o nosso eu interior e o mundo exterior; o combate constante aos impulsos egoísticos, a
orientação permanente dos impulsos altruísticos. O resultado é a integração fraterna, base da
solidariedade. 

6 edição 175 • 2022


Maçonaria

O livre arbítrio Irmão Keizo Ogushi


Loja Amor e Justiça nº 07 - GLMEMS
Oriente de Coxim, 20 de setembro de 2010 da E∴V∴

O
planeta terra, é um imenso campo experi- moralmente responsáveis pelos atos de que somos
mental, por isso matriculamos para poder a causa livre, isto é, pelos atos cuja execução – ou
passar nas provas vestibulares a fim de não execução – só depende de nós. Os atos de que
resgatar o que não foi possível cumprir nas lições não podemos nos abster, podem se constituir em
anteriores. motivos de alegria ou de tristeza, mas não serão
Nosso planeta é sublimado escola, onde te- motivos de remorso ou de insatisfação moral.
mos de nos aperfeiçoar, onde devemos assimilar as O livre arbítrio é uma faculdade da vontade
mais importantes lições que farão alcançar o alme- humana, e da faculdade entre o bem e o mal, entre
jado progresso. o certo e o errado. O livre arbítrio consiste em es-
Talvez fossem e somos como encarnados, e colher entre os impulsos dos desejos, os cálculos
que aqui servem de lugar como exílio para os espí- do interesse, e as idéias da razão. É, assim, a con-
ritos rebeldes a lei de DEUS. dição da moralidade, que quer o bem pelo próprio
O palco da vida começa na concepção, até o bem. Passível de variações de cada pessoa, o livre
arrebento para ver os primeiros raios do sol. Come- arbítrio varia de acordo com o desenvolvimento
ça como criança, na infância, na adolescência, na da reflexão e do domínio que o homem possa ter
juventude e segue rumo à maturidade e a velhice. seus apetites e os seus desejos. Ele é mais forte na
Um homem que coloca seu tijolo de amor idade madura, pode ser aperfeiçoado, mas nunca
na construção de um mundo onde a paz, possa ser suprimido pelo temperamento, pelas paixões, pelo
um dia realidade, que é o diploma da vida espiritu- caráter ou pelos hábitos, que são os princípios das
al, adquirida através do processo de lapidação da virtudes e dos vícios.
alma alojado no nosso corpo, que é o templo sa- É como o ferreiro que pega a chapa de aço e
grado durante a estadia temporária na terra bendita. aquece num calor infernal, até que fique vermelha
Nesta existência onde caminhamos, depara- que em seguida pega a marreta e sobre a bigorna
mos com a bifurcação que seguem dois caminhos: aplica os golpes até que tome a forma desejada,
um direciona ao trabalho, e outra para a felicidade logo, ela e mergulhada numa balde com água, le-
da vida, que ás vezes é as ilusões. vantando vapor imenso no recinto, enquanto a peça
Assim entre dois ou mais pensamentos que estala e grita causada pela inversão térmica, e neste
nos solicitarem sentidos opostos, o livre arbítrio processo continuo e exaustivo, muitas peças aca-
decide qual deles seguirá, donde um litígio, as par- bam-se trincando em rachaduras cujo destino e o
tes recorrem a um arbitro, assim também atua a monte de ferro velho, os outros tanto consiga ser
livre arbítrio, que decide em favor de uma ou de uma espada perfeita
outra parte. E assim DEUS às vezes coloca-nos no fogo
Entretanto o livre arbítrio – é prerrogativa das aflições, aceitando as marteladas que á vida nos
essencial do ser humano; a violência pode privá-lo dá, e a sensação do frio e insensível como a água
da liberdade física e a autoridade pode restringir a que fez sofrer o aço. Mas... A única coisa que peço
sua liberdade moral; no entanto, o seu livre arbítrio e que jamais me coloque no monte de ferro velho
está acima de tudo; enquanto conservar a razão, ele das almas.
será sempre livre para querer ou não querer. Em síntese, o livre arbítrio é a principal fer-
As provas morais da existência do livre ar- ramenta que o maçom precisa usar no desbaste da
bítrio baseiam-se no fato da obrigação e da respon- Pedra Bruta, no seu aperfeiçoamento como ser hu-
sabilidade (o remorso e o mérito são conseqüência mano, na subida da Escada de Jacó, na busca de Eu
da responsabilidade). Com efeito, só nos sentimos Superior, o Grande Arquiteto do Universo.

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Maçonaria

8 edição 175 • 2022


Maçonaria

O que vindes
aqui fazer? Mauricio Alves Rodrigues Pugas
B∴C∴A∴R∴L∴S∴ Estrela do Leste nº 5 – GOEMT/COMAB
Rondonópolis/MT

E
stimados Irmãos, quando em nossa Inicia- Para que tenhamos um equilíbrio em nossas
ção, em algum momento nos perguntaram: vidas, as paixões seriam naturais e úteis aos ho-
O QUE VINDES AQUI FAZER? e respon- mens, constituída de prazeres, devidamente regra-
demos: “Vencer minhas Paixões, submeter minha dos e controlados, e, expressamente, dominadas,
vontade e fazer novos progressos na Maçonaria”. reprimidas e bem direcionadas.
Vencer minhas Paixões – paixões de acordo com O sentido da vida em tempos de pandemia,
Aurélio (2014) – do lat. – passione – significando: fomos abrigados a refletirmos sobre os valores de
a) Sentimento ou emoção levado a um alto grau nossos atos, como abraçar, apertos de mãos, conta-
de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão: tos familiares, a prática de esportes, confraterniza-
b) Amor ardente; inclinação afetiva e sen- ções com amigos, viagens de férias, enfim, em razão
sual intensa; do isolamento social, perdemos nossa liberdade,
c) Afeto dominador e cego, obsessão; afetando nossa saúde mental, em muitos gerando
d) Entusiasmo muito vivo por alguma coisa; ansiedade e depressão, e, uma vontade imensa de
e) Atividade, hábito ou vício dominador; descobrirmos um novo sentido na vida, novas roti-
f) Disposição contrária ou favorável a al- nas, novos valores, como o nosso trabalho, valores
guma coisa, e que ultrapassa os limites da lógica; vivenciais ou experienciais, como o que recebemos
parcialidade marcante; fanatismo, cegueira; entre do mundo: a amizade, o amor, novos aprendizados,
outras definições. A maçonaria expressa à necessi- novas experiências, novas limitações, novos pensa-
dade de vencermos o ardor das paixões, libertando- mentos, novas convivências.
-nos de nossas emoções e paixões, como sendo o O amor pela necessidade de sermos sem-
grande obstáculo entre o homem e a verdade. Mas pre gratos e aceitarmos as adversidades da vida,
que verdade é esta? De acordo com Aurélio (2014) afim de que possamos superar tudo nessa vida, os
– Do lat. veritate – significando: desafios do crescimento, da evolução, da saída da
a) Conformidade com o real; b) Franqueza, zona de conforto e principalmente, da necessida-
sinceridade; de de prestarmos mais atenção às oportunidades ao
c) Coisa verdadeira ou certa; nosso redor, fluindo positivamente a nosso favor,
d) Princípio certo; alimentando dia-a-dia nossa autoestima, e o para
e) Representação fiel de alguma coisa da com o próximo. Submeter minha vontade – na de-
natureza; finição de vontade (Do lat. voluntate), encontramos
f) Caráter, cunho; entre muitas outras defi- em Aurélio (2014), que é:
nições. a) Faculdade de representar mentalmente

Irmão Fábio BRANDÃO


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Mato Grosso do Sul
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um ato que pode ou não ser praticado em obediên- por Aurélio (2014) como: a) Ato ou efeito de pro-
cia a um impulso ou a motivos ditados pela razão; gredir; progredimento, progressão;
b) Sentimento que incita alguém a atingir o b) Movimento ou marcha para diante;
fim proposto por esta avanço; c) O conjunto das mudanças ocorridas no
faculdade; aspiração; anseio; desejo; curso do tempo; evolução; d) Desenvolvimento ou
c) Capacidade de escolha, de decisão; alteração em sentido favorável; avanço, melhoria;
d) Deliberação, decisão ou arbítrio que par- e) Acumulação de aquisições materiais e de co-
te de entidade superior; nhecimentos objetivos capazes de transformar a
e) Ânimo firme; firmeza, coragem; vida social e de conferir-lhe maior significação e
f) Capricho, fantasia; veleidade; alcance no contexto da experiência humana; civi-
g) Desejo, decisão ou determinação expressa; lização, desenvolvimento [...].
h) Empenho, interesse, zelo; Na Maçonaria, essa expressão típica, nos
h) Disposição do espírito, espontânea ou indica que somos maçons para aumentarmos nos-
compulsiva; sos conhecimentos da Arte Real em constantes
i) Necessidade fisiológica [...]. mudanças, sem interrupção por qualquer motivo, e
O momento que você esteja passando, seja a frequência regular em nossa Loja, é que nos per-
ele bom ou ruim, não importa, mas, é essencial mitirá a continuidade desse progresso, convivendo
sempre termos a consciência de que cada momen- com os Irmãos, refletindo e meditando sobre nos-
to vivido, nós somos os responsáveis pelas deci- sas ações e comportamentos.
sões tomadas, na transformação do negativo em Essa regularidade nas sessões é que nos
positivo, e de saber que o tempo não para e tem permite aprender e compreender os diversos signi-
seu valor nessa escola da vida em constante apren- ficados entre os Irmãos, capacitando-nos ao exer-
dizagem. cício da prática maçônica introduzida em nosso
Acreditemos que em tudo que existe, há patrimônio intelectual e emocional, os quais são os
um lado positivo, e precisamos vencer nossa vul- responsáveis pela formação da nossa personalida-
nerabilidade, por mais difícil que possa ser, pois de maçônica e da continuidade do nosso aprendi-
muitas coisas estão acontecendo ao nosso redor zado, significando dizer que nada substitui eficien-
e o mundo mudou, e não podemos nos permitir temente, nosso método de ensino-aprendizagem,
aceitar a negatividade, que muitas vezes nos enfra- convivendo com as diferenças individuais, numa
quece e se você ainda não sabe, a tragédia vende troca enriquecedora de experiências e opiniões ex-
muito melhor do que a felicidade, infelizmente, e, plicitadas pelos Irmãos. Portanto, meus queridos e
quando se olha para o lado positivo ao seu redor, o amados Irmãos, devemos sim, atentar pela impor-
mundo não é mais assustador, pois atitudes positi- tância dessa resposta à pergunta inicial “O que vin-
vas geram energias positivas. des aqui fazer? - Vencer minhas Paixões, submeter
Precisamos compreender a natureza da fe- minha vontade e fazer novos progressos na Maço-
licidade, pois quando damos o devido valor às coi- naria”, pois em nossa vivência principalmente nas
sas à nossa volta por compreendermos a natureza atividades da Loja nas Sessões, adquirindo novos
eterna de nossa existência, e constatarmos quan- conhecimentos e experiências, particularmente, no
tas coisas sem as quais podemos passar. Um autor “Desbaste de nossa Pedra Bruta”, que é constante,
desconhecido disse “Aos outros, dou o direito de atentarmos para a nossa imensa responsabilidade
ser como são. A mim, dou o dever de ser cada dia de desprendermos dos nossos defeitos e das nossas
melhor!”, e, em nossa pressa para encontrarmos a paixões e, dizermos em alto e bom tom: • “Para
felicidade, frequentemente nos vemos desejando que nos reunimos aqui?” • “Para combater o des-
coisas completamente inúteis, ou até mesmo des- potismo, a ignorância, os preconceitos e os erros”
trutivas, e precisamos investir nosso tempo naque- • “Para glorificar a Verdade e a Justiça” • “Para
las coisas que são indispensáveis para o alcance de promover o bem-estar da Pátria e da Humanidade,
nossos objetivos. Fazer novos progressos na Ma- levantando Templos à Virtude e cavando masmor-
çonaria – progresso [Do lat. progressu] é definido ras ao vício”. Pensemos nisto!

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Eventos

Grande Loja Maçônica do


Estado de Mato Grosso do Sul
• Campo Grande
Loja Ordem e Progresso nº 25

Estiveram presentes em uma sessão de Exaltação dos Irmão; Luiz Fernando da Vosta Vaz e
Regismar Melo Silva, sob o comando do Irmão Aluízio Angelo de Deus, Venerável Mestre da Loja
Ordem e Progresso nº 25, os Irmão o Grão-Mestre Ad Vitam da Grande Loja MS Irmão Hugo
de Oliveira, Delegado Geral da GLMEMS, Irmão Ruy Cesar Barbosa, da Loja Nova Era nº 08
acompanhado dos Irmãos delegados; Jose Souza Filho(regional), da Loja Amor e Caridade nº 65 e
Ademir Batista de Oliveira (distrital), Loja Oriente Maracaju nº 01, da Revista Consciência.

• Ribas do Rio Pardo


Loja Ordem e Progresso e Fraternidade nº 48

Foi realizado uma sessão de Iniciação na Loja Ordem e Progresso e Fraternidade nº 48, pelo Venerável Mestre
Irmão Marco Antonio Teixeira, que teve a honra de receber os Ilustres Irmãos Jose Souza Filho Delegado Regional,
Fábio Fernando Secches, Delegado Distrital, dos Veneráveis Mestres irmãos; Adalberto da Loja 8 de Agosto nº
, José Antônio, Loja Estrela do Universo nº 33, Júlio Cezar Scavassa da Loja Novo tempo nº 19 estas ter Lojas
pertencente ao Grande Oriente do Brasil no Oriente de Campo Grande, Genésio Fontebasse da Loja Acácia ll –
Benfeitora dá Ordem nº 2345, filiada ao Grande Oriente do Estado de Mato Grosso do Sul no Oriente Ribas.

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Maçonaria
Conferindo-lhe uma aura de respeito e reve-

Haikai para rência.


Posso afirmar que tive duas mães,

as Mães
Heitor Rodrigues Freire
Dorila e Armanda, mãe e sogra, muito que-
ridas
Que forjaram meu caráter com seus exem-
Grão-Mestre Ad Vitam da GLMEMS plos.
Rosaria que, com nosso casamento
Na comemoração do Dia das Mães, Se tornou mãe sete vezes, com carinho,
Ressalta de forma magistral a figura de Maria, Criando, educando, orientando.
Traduzida em canções que a eternizaram. Nossas filhas, todas mães,
Com ela que naturalmente, Que nos proporcionaram doze netos,
Como mãe, com simplicidade teve que aliar Dando continuidade à nossa família.
Perplexidade com devoção e amor. Mãe ser divino, muitas vezes
Perplexidade para entender Incompreendida, tendo que tudo superar
O que representou ser mãe Com dedicação divina.
De um Ser superior, divino. Mãe, mãe, mãe,
Amor e carinho para poder Nosso respeito e reverência,
Acompanhar sua trajetória e missão, Hoje e sempre.
Dedicando sua vida a Ele.
Quem foi a mãe de Buda, Maomé, Sócrates?
Alguém sabe? Eu não sei. Mas a de Jesus todos
sabemos,
Ela ficou como símbolo maior da maternidade.
Mãe, ser sublime e angelical, diáfano,
Recebeu a missão de conceber e dar à luz,
A um novo ser.
Mãe deve ser sempre cantada e louvada,
De todas as formas possíveis, pois a materni-
dade a diviniza,

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A simbologia das
viagens do REAA Irmão Pedro Juchem
Loja Venâncio Aires II nº 2369 - GOB/RS

A
Simbologia das Viagens e da Purificação. guia esclarecido . Este símbolo, porém, se adapta a
A Primeira Viagem A Prova do Ar, Nes- uma série de grandes concepções. É o símbolo da
ta Primeira Viagem, o Experto simboliza Família, onde a criança, incapaz de se dirigir, ne-
o Pai do Iniciando, o segura pela mão esquerda, cessita de amparo e guia de seus pais; da sociedade,
e percorrem vagarosamente, um caminho cheio onde a inteligência de um pequeno grupo conduz
de obstáculos. Durante esta Viagem, o silêncio é as massas ignorantes que não podem se governar;
quebrado por sons imitando o trovão. É executada da Humanidade, onde os povos mais inteligentes
uma música apropriada, como tempestade s e ven- conduzem e dominam os mais atrasados. Como um
tos. Tudo cessa quando o candidato chega diante símbolo mais elevado, vemos os mundos, no seu
do 2º Vigilante, onde se bate três pancadas com a caminhar incessante através do éter, girando com
mão direita. O Vigilante o deixa passar. A Primeira velocidade vertiginosa, qual um pássaro que fen-
Viagem, com seus ruídos e obstáculos, representa de o ar com as suas asas. Esses mundos, infinitos
o elemento, o Ar, símbolo da vitalidade, emblema em número, pesando milhões de toneladas, estão
da vida humana com seus tumultos de paixões e sujeitos a Leis fixas e imutáveis, às quais obede-
dificuldades; os ódios, as traições, as desgraças cem cegamente, assim como o candidato obedece
que ferem o homem virtuoso, em uma palavra, a ao seu guia.
vida humana na luta dos interesses e das ambições, A expressão simbólica da cegueira e da
cheia de embaraços aos nossos intentos Os ruídos, necessidade de quem conduza, representa o domí-
as dificuldades e os obstáculos da Primeira Viagem nio que o espírito, esclarecido pelos nossos sãos
significam Fisicamente: o caos que se acredita ter ensinamentos, deve exercer sobre a cegueira das
precedido e acompanhado a organização dos mun- paixões, transformando a materialidade dos sen-
dos; Moralmente: os primeiros anos do homem timentos profanos em puros sentimentos maçôni-
ou os primeiros tempos da sociedade, durante os cos, criando um outro ser, pela espiritualização e
quais as paixões, ainda não dominadas pela razão elevação dos sentimentos. O candidato terá, então,
e pelas leis, conduziam homem e sociedade aos retirado a venda material que prende a sua alma e
excessos tão condenáveis dos tempos remotos do não mais precisará de um guia em seu caminho.
feudalismo Vendado, o candidato representa a ig- Foi para isso que ele bateu às portas da Maçonaria:
norância, incapaz de dirigir seus esforços sem um para ver a luz.

Dr. Sérgio Cação de Moraes


Cardiologista / Ergometria CRM 1939

Dra. Ester dos Anjos O. de Moraes


Endocrinologista CRM 2687
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Maçonaria
São estes os ensinamentos da primeira via- fraternalmente, um ministrando com desvelo a
gem. A Maçonaria ensina a suportar todos os reve- experiência e as virtudes que adquiriu; e o outro,
zes da sorte, proporcionando consolações salutares solícito, deixando se conduzir. O amparo prestado
e grandes compensações. A viagem representa a nessa viagem é a segunda manifestação da solida-
violência das paixões humanas, que quando desen- riedade humana, sem a qual as atuais gerações, não
cadeadas e não controladas como uma tempestade fortalecidas, deixam de concorrer para o progresso
violenta podem causar grande destruição até mes- das gerações futuras. Menos penosa que a primei-
mo guerras e calamidades gerais, e que perturba ra, essa Viagem também significa que a constância
a vida do homem. Também simboliza a violência e a perseverança nas lutas contra os vícios do mun-
que se experimenta nas terríveis lutas da virtude do profano têm por termo a paz de consciência.
contra o vício, da caridade contra o egoísmo e da Esta viagem tem menos obstáculos para ensinar
liberdade contra a tirania. que o homem pode conquistar os obstáculos da
Nesta terrível luta para manter sob con- vida e alcançar a realização de seus objetivos com
trole as paixões do mal, é necessário ultrapassar perseverança constante.
grandes obstáculos com constante determinação A O choque de espadas serve para entender
Maçonaria combate a paixão do mal e cultiva a que devemos lutar como um membro de nossa Or-
virtude humana. dem para defender a virtude e proteger os fracos. A
A Segunda Viagem A Prova da Água Nesta espada é o emblema do combate; e no Maçom é o
Segunda Viagem, o Experto simboliza o Mestre do emblema de seu constante conflito e combate con-
Iniciando, e o conduz por um caminho mais plano. tra o vício, a ignorância e o fanatismo. Essa luta
Durante a viagem, ouve se o tinir descompassado começa dentro de si e se estende à ordem social. O
de espadas. É executada uma música apropriada, Maçom usa a espada como símbolo de honra, de
como o som de águas. Tudo cessa quando o candi- boa consciência e de proteção aos fracos.
dato chega diante do 1º Vigilante, onde se bate três A purificação com a água simboliza a pu-
pancadas com a mão direita. O Vigilante ordena rificação dos erros, paixões, vícios e imperfeições
que o candidato seja purificado pela Água No Mar do mundo profano. Devemos nos purificar em
de Bronze, o Mestre de Cerimônias mergulha as pensamento, sentimento e ação. Devemos sempre
mãos do candidato por três vezes, enxugando as carregar no coração um propósito nobre em nossas
em seguida. Esta Viagem é a passagem pela Ter- ações, junto com um profundo amor pelo progres-
ceira Prova, a da Água. A Água em que se mergu- so humano.
lham as mãos é o símbolo da pureza da vida ma- A Terceira Viagem. A Prova do Fogo. Nesta
çônica. As mãos jamais devem ser instrumento de Terceira Viagem, o Experto simboliza o Amigo do
ações desonestas. Purificadas, devem ser conser- Iniciando, e o conduz por um caminho totalmente
vadas limpas. Nas antigas iniciações a purificação livre de obstáculos. No Templo, reina o silêncio. É
da alma fazia se pela Água, imagem também do executada uma música suave.
oceano da vida com as furiosas vagas das ilusões. Tudo cessa quando o candidato, depois de
Nesta Viagem, se ouve o entrechocar de armas de dar uma volta complete e subir ao Oriente, chega
combates, a arma branca. Eles simbolizam o peri- diante do Venerável Mestre, onde bate três panca-
go para se sair vitorioso no combate às paixões e das com a mão Direita. O Venerável Mestre ordena
no aperfeiçoamento dos costumes. O ruído de ar- que o candidato seja purificado pelas chamas do
mas nesta Segunda Fogo Sagrado No Altar dos Perfumes, o Mestre de
Viagem representa a idade da ambição: os Cerimônias incensa o candidato por três vezes. Em
combates que a sociedade é obrigada a sustentar seguida, é levado até a Pira, onde passa as mãos,
antes de chegar ao estado de equilíbrio; as lutas por três vezes, sobre as chamas do Fogo Sagrado.
que o homem é obrigado a travar e vencer para se As facilidades encontradas nesta Terceira
colocar dignamente entre os seus semelhantes. Viagem mostram o estado de paz e de tranquilida-
Guiado, o candidato representa o dis- de resultante da ordem na sociedade, e o da mode-
cípulo e o mestre, vivendo harmonicamente, ração das paixões no homem que atinge a idade da

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Maçonaria
maturidade e da reflexão. As chamas que envolvem das atribulações da vida, é simbolicamente puri-
o candidato simbolizam o batismo da purificação ficado pelos elementos e bate em três portas, que
Purificado pela água, o fogo, agora, eliminou as simbolizam as três disposições necessárias à pro-
nódoas do vício. Está simbolicamente, limpo. Esse cura da Verdade: a Sinceridade, a Coragem e a Per-
fogo, cujas chamas simbolizam também aspiração, severança. A princípio por um caminho escabroso,
fervor e zelo, deve lembrar que se deve aspirar a semeado de dificuldades, cheio de obstáculos, em
verdadeira glória, trabalhando ininterruptamente meio de ruídos e de trovejar atordoador, o candida-
pela causa em que nos empenhamos, que é a do to bate na 1ª porta, situada no Sul, que representa a
povo e da felicidade humana. Esta Viagem sem Sinceridade. Nesta, o Segundo Vigilante o manda
obstáculos significa que a perseverança do Inician- passar depois, por outra estrada menos difícil que
do conquistou os e ele está muito mais perto do a primeira, ouvindo o tilintar incessante de armas;
objetivo que deseja atingir. o candidato bate na 2ª porta, situada no Ocidente,
O teste pelo fogo diz que o Maçom nun- que representa a Coragem.
ca deve temer os perigos, nem temer tortura, nem Nesta, o Primeiro Vigilante ordena que
perseguições, nem temer os perigos do sacrifício ele seja purificado pela água finalmente, em uma
próprio em seus esforços para sustentar as doutri- terceira viagem, por um caminho plano e suave,
nas redentoras de nossa Ordem em benefício da envolto no maior silêncio, o candidato bate na 3ª
humanidade. As purificações, que foram feitas porta, situada no Oriente, que representa a Perse-
no decurso dessas Viagens, servem para lembrar verança. Nesta, o Venerável Mestre ordena que ele
que o homem não é bastante puro para chegar ao seja purificado pelo Fogo Sagrado. As Três Viagens
Templo da Filosofia. Para estar em condições de simbolizam a conquista de novos conhecimentos.
receber a luz da Verdade, é necessário ao homem Representam as viagens feitas pelos antigos filóso-
desvencilhar se de todos os preconceitos sociais ou fos, fundadores de mistérios, para adquirir novos
de educação, e entregar se, com ardor, à procura da conhecimentos. O número três indica os lugares
Sabedoria. onde as ciências foram cultivadas primitivamente:
Durante as Provas pelas quais passou, o a Pérsia, a Fenícia e Egito, para onde sábios de
candidato é levado a lembrar das dificuldades e todos os países viajavam para estudar.

Grande Loja
do Paraná
• Curitiba
Instalação da ARLS Liberdade e Irmandade 4 de Abril nº 71

O Sereníssimo Grão-Mestre Irmão Marco Antônio, recepcionou a comitiva do futuro


Grão-Mestre do Grande Oriente do Mato Grosso do Sul Irmão Bento Duailibi.

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Maçonaria

Iniciação Enviado por Cláudio Américo


Loja Vera Lux nº 127 - Oriente de Maringá/PR

Q ue é exatamente Iniciação? Deve-se fazer


distinção entre seu procedimento, isto é, sua
operação funcional, e sua finalidade.
A finalidade é um estado ou condição de
ao conhecimento especial que devia ser transmi-
tido ao candidato, era atribuída natureza sagrada.
Acreditava-se que esse conhecimento tinha origem
divina e era revelado através de oráculos e sacerdo-
preparação. Esta preparação consiste numa série de tes. Assim, a Iniciação, em seu antigo caráter, era
testes ou provas, aplicados ao candidato para de- um sincronismo de religião, metafísica, e aquilo
terminar se ele é digno de elevação a uma posição que podemos chamar de filosofia moral.
religiosa ou social superior. Constitui também uma O tema   da Iniciação girava em torno de
espécie de instrução, o ensinamento, usualmente mistérios comuns aos homens da época; mistérios
em forma simbólica, de um conhecimento especia- esses, porém, que ainda desafiam a razão a inteli-
lizado. gência e a imaginação do homem moderno. Eram
O aspecto funcional da Iniciação é a sua es- eles: a origem do universo e do homem; a nature-
trutura ritualística. A Importância de o candidato za do nascimentos e da morte; as manifestações de
ser testado é incutida no mesmo duma forma dra- fenômenos naturais e a Vida após a morte. O co-
mática. Em outras palavras, o objetivo, aquilo que nhecimento transmitido ao candidato, verbalmente
se espera do candidato, é encenado. Esta espécie e por simbolismo, bem como pela encenação de pa-
de iniciação exerce sobre o indivíduo um impacto péis ritualísticos, destinava-se a esclarecê-lo quan-
emocional que um discurso dialético, por si só, não to a esses mistérios.
teria. Os incidentes dramáticos da Iniciação desti- Como esse conhecimento era sacrossanto,
nam-se a afetar toda a escala do Eu emocional do não devia ser profanado por revelação a um indi-
indivíduo. Podem provocar, por exemplo, medo, víduo não iniciado, despreparado e desqualificado.
ansiedade, depressão momentânea e, finalmente, Conseqüentemente, solenes juramentos eram exi-
prazer a ponto de êxtase. gidos dos candidatos, no sentido de nunca divulga-
A verdadeira Iniciação esotérica, conforme rem o que conhecessem durante a Iniciação.
realizada hoje em dia por ordens fraternais de na- Muito se fala do fato de que essas Inicia-
tureza mística, metafísica e filosófica, combina os ções eram realizadas há milhares de anos, no Egito.
fundamentos de iniciação que podem ser remonta- Mas, devido a seus sagrados juramentos, bem pou-
dos às cerimônias efetuadas antigamente no  Egito, co chegou aos nossos dias, como matéria autêntica,
em Roma, na Grécia, e por certas seitas da Idade revelando os verdadeiros ritos de tais iniciações.
Média. “Texto de autoria de Ralph M. Lewis,
A admissão às antigas escolas de mistério F,R.C., prefaciando o livro:  O Processo Iniciático
sempre se fazia sob forma de Iniciação. À gnose, no Egito Antigo”.

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18 edição 175 • 2022


Eventos

Grande Loja Maçônica do


Estado de Mato Grosso do Sul
• Três Lagoas
Instalação da ARLS Liberdade e Irmandade 4 de Abril nº 71

O Sereníssimo Grão-Mestre Irmão Ademar de Souza Freitas, no dia, 07/05/2022, presidindo uma


sessão de Inauguração e Instalação, da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Liberdade e Irmandade
4 de Abril nº 71, no Oriente de Três Lagoas/MS. juntamente com os Irmãos; Darcy da Costa Filho,
Grão-Mestre Advirtun, 2º Grande Vigilante Ronaldo Sidney Molina Storti, José Dário Moçambique,
Adileu Pimenta Junior, Nelson dos Santos Pinto Carriço e Merquisedeque Galhote Borges.
Após a Instalação, o Venerável Mestre interino, Irmão Júlio César Couto Elias, passou a presidir
os trabalhos desta Sessão histórica que foi abrilhantada com as presenças do Delegados Irmãos;
José Augusto Morila Guerra, Regional da 5ª Região, Distritais, Armando de Freitas Filho  da 8ª
Região, Fabrício Barcelos de Queiroz da 9ª Região e Adalto Almeida Bastos da 11ª Região.
Os Irmãos Veneráveis Mestres das Lojas; Ricardo Trevisan Perez da Benemérita João Pedro de Souza nº 6,
do Oriente de Três Lagoas/MS, Niton José Fernandes Júnior da Loja Estrela do Ocidente nº 12, do Oriente de
Brasilândia/MS, André Luís Milanezi da Loja Fraternidade nº 24, Robert Wilson Paderes Barbosa da Loja Vale
do Paraná nº 35, ambas do Oriente de Aparecida do Taboado/MS, além de diversos Irmãos de nossas Lojas
jurisdicionadas e de outras Potências. Após a Sessão o Grão-Mestre, Irmão Ademar de Souza Freitas, realizou
uma profícua Sessão Administrativa com assuntos relevantes de nossa Grande Loja. Em seguida a Loja João
Pedro de Souza nº 6, ofereceu um magnífico ágape no Recanto da Fraternidade Irmão Evaristo de Almeida.

• Mundo Novo
Loja 13 de Maio de Mundo Novo nº 39

No dia 23.04.2022, na Loja 13 de Maio de Mundo Novo nº 39, o Venerável Mestre Irmão Gilberto Rossato
Delicato, realizou uma Sessão de Iniciação dos Profanos André Luis Monteiro Weffort, José Carlos
Teleste, José Rodrigo do Nascimento e Matheus Oliveira Rodrigues, estando presente abrilhantando
esta sessão, os Irmãos; 1º Grande Vigilante Irmão Alexandre Demamann, juntamente com os Delegados
Irmãos Samuel Ribeiro da Silva (Regional). Walter de Medeiros e César Rozao (Distritais).

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Maçonaria

O altar dos
juramentos Irmão Almir Sant’Anna Cruz
Encerto do livro Simbologia Maçônica dos Painéis

A
ltares são utilizados no culto das divin- Deus não dá atenção à oferta “do fruto da terra”
dades em praticamente todas as religiões de Caim, preferindo a oferenda de Abel, que lhe
antigas ou modernas. Nas Américas, por trouxe “dos primogênitos das suas ovelhas, e da
exemplo, maias, incas e sobretudo astecas, usavam sua gordura” (Gênesis 4:3-4). Caim, inconforma-
um altar de pedra para os sacrifícios humanos que do com essa preferência, acabou matando o irmão.
se ofereciam aos deuses. Estes sacrifícios tinham A primeira menção que se faz a um altar
o propósito de promover a constante renovação da está em Gênesis 8:20: “E edificou Noé um altar ao
ordem cósmica e a alimentação dos deuses, que se Senhor; e tomou todo o animal limpo, e de toda
nutriam do sangue e do coração da vítima. Segun- a ave limpa, e ofereceu holocastos sobre o altar”.
do os astecas, Tezcatlipoca, o Quinto Sol, foi cria- Como se vê, esse primeiro altar bíblico era um lo-
do graças ao sacrifício dos deuses, que mais tarde cal específico onde seriam ofertados holocaustos
criaram a guerra entre os humanos justamente para a Deus.
que os guerreiros capturados fossem ritualmente A segunda menção bíblica sobre um altar
mortos. A guerra asteca se travava, em parte, para está em Gênesis 22:9: “E vieram ao lugar que Deus
fornecer vítimas sacrificiais aos principais templos. lhes dissera, e edificou Abraão ali um altar, e pôs
Nas ruínas de Babilônia encontraram-se al- em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e
tares quadrados de adobe; no Egito usava-se o gra- deitou-o sobre o altar em cima da lenha”. Sabemos
nito polido ou o basalto; os druídas usavam altares todos que Isaque foi substituído na última hora por
triangulares de pedra; na Grécia e em Roma os al- um carneiro, oferecido em holocausto a Deus.
tares eram suntuosos, sendo dignos de menção os Muitas são as menções de altares dedica-
de Hera em Samos, de Pan e Zeus na Olímpia e de dos a Deus e a outras divindades na Bíblia. Esses
Héracles em Tebas. altares eram toscamente construídos em pedras
Para as religiões primitivas, a presença da sobrepostas formando uma meseta e eram utiliza-
divindade era indicada pelos elementos da Natu- dos, sempre, para se oferecer sacrifícios em que
reza e supunha-se que os deuses poderiam ser in- se queimavam inteiramente animais, isto é, eram
duzidos a habitar ou a se manifestar no lugar em altares de holocaustos.
que as oferendas, invariavelmente cruentas, lhes Em Êxodo 20:24-26 Deus fornece instru-
fossem servidas. A matança ritual servia como ções específicas a Moisés sobre como deviam ser
alimento ou como oferecimento de vida às divin- usados e construídos os altares: para sacrifícios em
dades, com o propósito de agradecer, adivinhar, holocausto de ofertas pacíficas de ovelhas e vacas,
renovar a vida, continuar um ciclo sazonal ou cós- sendo vedado o uso de degraus para que não ficas-
mico, ratificar um acordo ou aliança, expressar a se à mostra a nudez e deviam ser feitos de terra ou
sua comunhão, assegurar um favor, afastar o mal, de pedra, proibindo-se terminantemente que estas
etc. Assim é que ainda nos dias atuais as religiões fossem lavradas, pois o buril ou cinzel profanariam
afro-brasileiras utilizam-se desta prática ritual. Na o altar. Estes altares de sacrifícios ou de holocaus-
grande maioria das vezes, o sangue das vítimas tos foram os únicos empregados pelos judeus até
era lançado sobre uma grande pedra, que veio a a construção do Tabernáculo por Moisés, ocasião
tornar-se o primeiro altar. em que se passou a fazer uso de dois altares: o al-
Na Bíblia, evidencia-se a preferência dos tar dos holocaustos ou dos sacrifícios e o altar dos
sacrifícios cruentos sobre os não cruentos, quando incensos ou dos perfumes. No Templo de Salomão

20 edição 175 • 2022


Maçonaria
estes dois altares se faziam presentes, o primeiro a Companheiro e posteriormente a Mestre, poderá
confeccionado em bronze e o segundo em ouro. atingir a Perfeição.
O altar-mor das igrejas católicas, onde são Finalmente, devemos ressaltar que, primiti-
celebradas as missas, se originou do altar dos sa- vamente, não havia o Altar dos Juramentos. As três
crifícios dos judeus. Durante a missa, são oferta- grandes Luzes da Maçonaria ficavam em cima do
dos o pão e o vinho, a carne e o sangue de Jesus altar do Venerável Mestre, onde também eram pres-
Cristo. tados os juramentos. Posteriormente, talvez para
O Altar dos Juramentos Maçônico corres- aumentar o espaço para o Venerável Mestre ou ain-
ponde ao altar dos sacrifícios da religião judaica da com a intenção de aumentar as semelhanças do
e ao altar-mor das igrejas católicas. O sacrifício Templo Maçônico com o de Salomão, criando-se
cruento judeu e o sacrifício da santa missa católica um Altar dos Juramentos em correspondência com
são confirmações dos compromissos dos homens o altar dos holocaustos, passou-se a usar uma pe-
para com Deus, assim como no Altar dos Jura- quena mesa em frente ao altar do Venerável Mes-
mentos os Maçons prestam os mais significativos tre, para onde foram transferidas as três grandes
compromissos com o Grande Arquiteto do Uni- Luzes da Maçonaria e consequentemente onde se
verso e com os seus irmãos. É no Altar dos Jura- passou a tomar os juramentos. Nesse meio tempo,
mentos que o Neófito vê a Luz e se transforma em ampliando ainda mais as semelhanças com o Tem-
um Iniciado, um Aprendiz Maçom que, passando plo de Salomão, foi criado o Altar dos Perfumes.

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Maçonaria

Retrato de Mãe O fósforo e a vela


Certo dia, o fósforo disse para a vela:
"Há uma MULHER ... que tem algo de - Hoje te acenderei!
Deus pela imensidão de seu amor e muito de - Ah não! Disse a vela.
anjo pela incansável solicitude de seu cuidado... - Você não percebe que se me acender, meus
Uma MULHER ... sendo jovem, tem dias estarão contados? Não faça uma maldade dessa.
a reflexão de uma anciã e, na velhice, trabalha - Então você quer permanecer toda a sua
com o vigor da juventude; vida assim? Dura, fria e sem nunca ter brilhado?
Uma MULHER ... se é ignorante, resol- Perguntou o fósforo.
ve os segredos da vida com mais acerto que um - Mas, tem que me queimar? Isso dói de-
sábio, e se instruída, se acomoda a simplicidade mais e consome todas as minhas forças. Murmurou
das crianças; a vela.
Uma MULHER ... sendo pobre se satis- O fósforo respondeu:
faz com a felicidade dos que ama e, sendo rica - Tem toda razão! Mas, essa é a nossa mis-
daria com gosto seu tesouro para não sofrer no são. Você e eu fomos feitos para ser luz.
coração a ferida da ingratidão; O que eu, apenas como fósforo, posso fazer,
Uma MULHER ... sendo vigorosa, es- é muito pouco.
tremece com o choro de uma criança, e sendo Minha chama é pequena e curta. Mas, se
frágil, se veste as vezes com a bravura de um passo a minha chama para ti, cumprirei com o sen-
leão; tido de minha vida.
Uma MULHER que... viva não a sabe- Eu fui feito justamente para isso, para co-
mos estimar, porque a seu lado todas as dores meçar o fogo. Já você é a vela. Sua missão é brilhar.
se esquecem, mas...depois de morta, daríamos
Toda tua dor e energia se transformará em
tudo o que somos e tudo o que possuímos para
luz e calor por um bom tempo.
contemplá-la novamente só por um instante,
Ouvindo isso, a vela olhou para o fósforo,
para dela receber um abraço, um sorriso e escu-
que já estava no final da sua chama, e disse:
tar uma só palavra de seus lábios...
- Por favor, acende-me...
Desta Mulher, não ... não me diz o nome,
se não quereis que eu empape e lágrimas esta E assim produziu uma linda chama.
folha, porque essa Mulher já cruzou o meu ca- ☆☆☆☆
minho" Assim como a vela, às vezes, é necessário
Cunhada Delzuita Tarnoschi passar por experiências ruins, experimentar a dor e
sofrimento para que o melhor que temos seja ofere-
cido e que possamos ser luz.
E a verdade é que mar calmo não faz bons
navegadores. Os melhores são revelados nas águas
agitadas.
Então, se tiver que passar pela experiência
da vela, lembre-se que espalhar o Amor é o com-
bustível que nos mantém acesos. Se você não tem
forças para ser luz busque em Deus o Sol da Justi-
ça, fonte inesgotável de luz!
VOCÊ É LUZ NO MUNDO... Brilhe e ir-
radie essa Luz!
Autor Desconhecido

22 edição 175 • 2022


Eventos

Grande Oriente de
Mato Grosso do Sul
• Paranaíba
A.R.L.S. Acácia Paranaibense nº 05

Dia das Mães


O Venerável Mestre Irmão Márcio Mateus da A∴R∴L∴S∴ Acácia Paranaibense nº 05, recebeu o
Irmão Bento Duailibi, (Futuro Grão-Mestre do GOMS) e a Cunhada em uma sessão dia das Mães.

Grande Oriente
do Brasil - MS
• Campo Grande
A.R.L.S. Paz, Virtude e Fraternidade nº 3099

No dia 03 de Maio de 2022, o Eminente Irmão Celestino Laurindo Júnior, Grão Mestre do GOB-MS,
foi homenageado com o título de Membro Honorário da A∴R∴L∴S∴ Paz, Virtude e Fraternidade,
Nº 3099, Oriente de Campo Grande-MS, pela sua dedicação e relevantes serviços prestados a
Maçonaria Sul Matogrossense, o mesmo externa seus agradecimentos aos membros da Loja.

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Maçonaria

O momento
presente Heitor Rodrigues Freire
Loja Amor e Caridade nº 65
Campo Grande MS - GLMEMS

A
sucessão e a rapidez dos acontecimentos maior dos mandamentos, a Regra de Ouro, é:
presentes estão a nos propiciar uma opor- “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao
tunidade rica de aprendizado e de conhe- próximo como a ti mesmo”.
cimento. Em Roma, no século I da nossa era, tivemos
Um embasamento filosófico é importante Sêneca, que dedicou sua vida à prática do estoicismo.
para que cada pessoa possa se situar no tempo e no O estoicismo não é um conjunto de teorias
espaço. Para buscar esse embasamento, ao longo sobre como o mundo funciona ou deixa de funcio-
dos tempos muitas pessoas se dedicaram ao estudo nar, é um conjunto de reflexões, dicas e práticas
e à prática de normas de comportamento, visan- para viver melhor. Como exemplo do estoicismo,
do orientar a humanidade para o desenvolvimento citamos ensinamentos do próprio Sêneca:
mental e espiritual. “A filosofia nos ensina a agir, não a falar”.
Assim, tivemos na China Lao-Tsé e Confú- “O maior obstáculo à vida é a expectativa,
cio; na Índia, Buda; no Egito, Hermes Trismegisto; que fica na dependência do amanhã e perde o mo-
na Grécia, Pitágoras, Heráclito, Sócrates, Platão e mento presente. Tu dispões do que está nas mãos
Aristóteles, todos por volta do século V antes de da Fortuna, mas deixas de lado o que está nas tuas.
Cristo. Para onde olhas? Para onde te projetas? Tudo o que
Pitágoras proporcionou à humanidade seus
há de vir repousa na incerteza. Vive de imediato!”
Versos de Ouro, que contêm um ensinamento vol-
“O homem que sofre antes, sofre mais que
tado exatamente para orientar o comportamento
o necessário”.
consciente e verdadeiro. Deles, destaco os versos
A filosofia é vista pela maioria das pessoas
41 a 46, que por si só nos dão uma orientação im-
como algo abstrato, desnecessário, supérfluo, per-
portante:
fumaria, desconhecendo assim a contribuição prá-
Ao deitares, nunca deixe que o sono se
aproxime dos teus olhos cansados tica para o dia-a-dia de todos.
enquanto não revisares com a tua consciên- Esse ensinamento é muito prático. Não
cia mais elevada todas as tuas ações do dia. adianta viver com as glórias do passado ou com as
Pergunta: “Em que errei? Em que agi corre- expectativas do futuro. O presente é aqui e agora.
tamente? Que dever deixei de cumprir?” É neste momento que a vida acontece.
Recrimina-te pelos teus erros, alegra-te pe- Nestes tempos em que a humanidade se vê
los acertos. acossada pela pandemia causada pelo vírus da Co-
Pratica integralmente todas estas recomen- vid-19, em que assistimos ao sofrimento de tantos,
dações. Medita bem nelas. Tu deves amá-las de a perda de entes queridos, e o medo que se insta-
todo o coração. lou na mente das pessoas, a filosofia se torna mais
São elas que te colocarão no caminho da necessária do que nunca, para orientar e acalmar a
Virtude Divina. todos, mostrando que nada acontece por acaso e ao
Com o nascimento de Jesus, o Mestre dos mesmo tempo, os nossos queridos continuam a vi-
mestres de todos os tempos, a história da huma- ver, porque a vida é infinita e ela só muda de esta-
nidade começou a tomar um rumo definido. Os do, saindo da materialidade para a espiritualidade.
seus ensinamentos se perpetuaram pela essência, Santo Agostinho nos mostrou isso de forma
pelo conteúdo, apresentado de maneira simples. O muito clara em seu poema "A morte não é nada"

24 edição 175 • 2022


Maçonaria

A morte não é nada


A morte não é nada. Que meu nome seja pronunciado
Eu somente passei como sempre foi,
para o outro lado do Caminho. sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
Eu sou eu, vocês são vocês, ou tristeza.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo. A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
Me deem o nome o fio não foi cortado.
que vocês sempre me deram. Por que eu estaria fora
de seus pensamentos,
Falem comigo agora que estou apenas fora
como vocês sempre fizeram. de suas vistas?
Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas, Eu não estou longe,
eu estou vivendo apenas estou
no mundo do Criador. do outro lado do Caminho.

Não utilizem um tom solene Você que aí ficou, siga em frente,


ou triste, continuem a rir a vida continua, linda e bela
daquilo que nos fazia rir juntos. como sempre foi.

Rezem, sorriam, pensem em mim,


Rezem por mim.

Psicóloga
Clínica e Organizacional

www.revista .com.br 25
Maçonaria

A influência
religiosa nos
ritos maçônicos Irmão Kennyo Ismail

S
abe-se que a Maçonaria Especulativa de- de tradições e instituições por parte de seus povos.
rivou-se da Operativa, sendo considerada Focando no aspecto religioso, características muito
como um sistema de moralidade cujos ensi- nítidas permaneceram em alguns ritos latinos, evi-
namentos estão contidos em símbolos e alegorias denciando a influência religiosa, predominantemen-
relacionados à atividade operária de construção e te católica, sobre os mesmos. Tomando o Rito Esco-
transmitidos por meio de dialéticas e narrativas. cês Antigo e Aceito como exemplo, filho do francês
Esse sistema possui diferentes vertentes, Rito de Perfeição, pode-se observar algumas dessas
conhecidas como ritos, as quais possuem um eixo heranças:
comum de conteúdo básico, concentrado especial- - A “Sala da Loja”, como é conhecida tradi-
mente nos chamados “Graus Simbólicos”, e dife- cionalmente o local de reuniões das Lojas, teve seu
renciando-se em algumas práticas, conceitos e nos status modificado para “Templo”;
demais graus, quando existentes. A Maçonaria não - Não somente adotou-se o status de “Tem-
é uma instituição fechada cujos membros estão iso- plo”, como também a necessidade de uma cerimô-
lados do restante da humanidade. Pelo contrário, nia específica para “sagrá-lo”, característica típica
a Maçonaria esteve e está em constante interação das igrejas católicas;
com as sociedades nas quais é inserida, sendo seus - A planta do Templo, geralmente retangu-
membros cidadãos ativos nessas sociedades. lar, ganhou um formato arredondado na parede do
Dessa forma, natural que seus ritos surgis- Oriente, comum em várias igrejas. Algumas Obedi-
sem sob a influência da cultura, religiosidade e ências abandonaram essa característica nas plantas
características da sociedade da qual pertence seus de seus rituais do REAA pelos custos de construção;
membros. Nesse cenário, pode-se dividir a maioria - O Oriente tornou-se mais elevado que o
dos ritos maçônicos praticados atualmente em dois Ocidente e ganhou uma “balaustrada”, uma grade
grupos, conforme seus desenvolvimentos regionais: separando o Oriente do Ocidente, como em igrejas
ritos latinos e ritos anglo-saxões. católicas seculares;
Apesar de uma estrutura original comum, - A bolsa de coleta de dinheiro da Igreja pas-
anglo-saxônica, datada entre o século XVI e o sou a circular entre os membros da Loja, com fins
XVII, o século XVIII tratou de distanciar as práticas de solidariedade.
maçônicas latinas daquelas do Reino Unido. Essas e outras características indicam a forte
No lado latino, tendo a França como prin- influência que o catolicismo teve sobre os ritualistas
cipal berço, muitas foram às influências místico- franceses quando do desenvolvimento de seus pri-
-esotéricas na Maçonaria, por conta do modismo meiros ritos, características essas sobreviventes em
esotérico que ocorreu naquele país durante o Século muitas versões atuais do REAA. Conhecer a origem
XVIII. Porém, isso não impediu que a influência re- dos diferentes elementos que compõem os ritos ma-
ligiosa do catolicismo também marcasse seus ritos. çônicos é de suma importância para a compreensão
Já entre os anglo-saxões, o esoterismo e a do que é realmente próprio da Maçonaria e o que foi
religiosidade não encontraram tanto espaço na Ma- incorporado no desenvolvimento de cada rito, he-
çonaria, esbarrando no senso rígido de conservação rança sociocultural daqueles que os consolidaram.

26 edição 175 • 2022


Eventos

Grande Loja Maçônica do


Estado de Mato Grosso do Sul
• Campo Grande
Loja estrela do Sul nº 03

Os Irmãos Veneráveis Mestres Valdir Shigueiro Siroma, da Benemérita Loja Estrela do Sul nº 03 e Jose Roberto
Gomes Vieira da Loja Amor e Caridade nº 65, ambas da GLMEMS, realizaram uma sessão conjunta para
uma Palestra do Irmão Paulo Carvalho, com o Tema Egrégora Maçônica, Energia Divina Entre as Colunas.
Estando Presente os Grão-Mestres “Ad-Vitam,” Irmãos Heitor Rodrigues Freire e Jordão Abreu
da Silva Junior, dos Irmãos Delegados; Geral, Ruy César Barbosa, da 3ª Delegacia Regional, José
de Souza Filho, Distritais Raul Vieira da Cunha Filho - 1ª Região e Ademir Batista de Oliveira - 5ª
Região, do Venerável Mestre da Benemérita Loja Aquidaban nº 4, do Oriente de Ponta Porã/MS, Irmão
Sérgio Guerreiro Dias, e do Irmão do Grande Oriente de MS – GOMS, Irmão Jose Resina.

Grande Oriente do Brasil


Mato Grosso do Sul
• Campo Grande
Rito Brasileiro

Sessão pública alusiva aos 30 anos de fundação da Delegacia Litúrgica e Corpos Filosóficos do Rito Brasileiro
em Mato Grosso do Sul (26/04/1992-26/04/2022). Presentes, entre outras autoridades, o Sereníssimo
Irmão Juliano Coelho Braga, Grande Regente do Supremo Conclave do Brasil para o Rito Brasileiro; o
Sereníssimo Irmão José Teruo Mizuno, Grande Secretário de Relações Interiores do Supr. Conclave; e
o Eminente Irmão Celestino Laurindo Júnior, Grão Mestre Estadual do Gr. Oriente do Brasil/MS.
Estando presentes o Irmão Daisson Saraiva, portador da Comenda Lauro Sodré de 35 anos de
permanência no Rito Brasileiro, e o Irmão (adormecido) Willian Felício da Mota, autor maçônico e ex-
Delegado Litúrgico do Rito Brasileiro em MS, foram agraciados com a Comenda Cândido Ferreira
de Almeida, de 28 anos de permanência no Rito Brasileiro, os Irmãos Domingos Sávio de Souza
Mariúba, Joel Marques Gomes Dias, Luiz Antônio Vargas de Andrade e Luiz Sérgio Fraga Freitas.
Fotos: Irmão Jorge Kengi Maki (GOB-MS)

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Eventos

Grande Oriente de
Santa Catarina
• Florianópolis
72 anos de Fundação do Grande Oriente de Santa Catarina - GOSC

No dia 23 de abril de 2022, o Grande Oriente de Santa Catarina – GOSC, promoveu Sessão
Comemorativa pelos 72 anos de fundação da Potência. A cerimônia contou com a participação
de mais de 200 convidados, entre autoridades maçônicas, Irmãos, cunhadas e sobrinhos.
A Sessão foi presidida pelo Sereníssimo Grão-Mestre, Ir.: Sérgio Wallner e contou com a presença do Poderoso
Grão-Mestre Adjunto do GOSC, Ir.: Abelardo Camilo Bridi, Eminente Ir.: Airton Edmundo Alves, ex-Grão-
Mestre da Muito Respeitável Grande Loja de Santa Catarina – MRGLSC, do Poderoso Grão Mestre Adjunto
do Grande Oriente do Brasil Santa Catarina – GOB-SC, Ir.: Nilson Manoel de Souza, do Sereníssimo Grão-
Mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Ir.: Armando Assumpção Laurindo da Silva, e Canciller
Adjunto da Gran Logia Simbolica del Paraguay, Ir.: Marcos Zaracho Pereira, que fizeram questão de reconhecer
e homenagear a Potência aniversariante. Estiveram presentes ainda o Sereníssimo Ir.: Gelson Menegatti Filho,
Grão-Mestre do Grande Oriente do Mato Grosso, e o Ir.: Rubens Ricardo Franz, Grão-Mestre de Honra do GOSC.
Na ocasião, o GOSC realizou a entrega de Comendas a diversos Irmãos. Na categoria “Cavaleiro”,
foram homenageados os obreiros da Potências, sendo eles os IIr.: Davi Melo, Dirceu Pereira de
Matos, Elito Araújo, Eurico Roberto Willemann, Roberto Rogério do Amaral e Luiz Carlos Bianchini.
Receberam a Comenda na categoria “Grã-Cruz”, Kennyo Ismail, Escritor e Palestrante Internacional,
o Ir.: Roni Fernandes Pinto Júnior, Grande Secretário de Relações Exteriores da Grande Loja do Rio
Grande do Sul, o Ir\ Elidinei Celso Micheleto, Past-Master da Grande Loja do Estado de São Paulo,
e o Ir\ Gelson Menegatti Filho, Soberano Grão-Mestre do Grande Oriente de Mato Grosso.
Comunicação GOSC - Grande Oriente de Santa Catarina

www.revista .com.br 29
Maçonaria

Palmares, a
Tróia Negra Valfredo Melo e Souza

N
a região de Palmeiras, em Alagoas, área Por tropas comandadas pelo paulista Do-
integrante da capitania de Pernambuco mingos Jorge Velho, experimento exterminador de
no período colonial, surgiu uma fazen- índios revoltados. Zumbi foi capturado e degolado.
da coletiva convertida em refúgio de escravos, As lendas sobre o seu fim proliferaram: ele teria
uma colônia própria onde não haveria prisão nem se atirado e um penhasco para não cair prisioneiro;
escravidão. Fortificaram-na e organizaram-na capturado, arrancam-lhe os olhos, cortam-lhe a mão
num´´quilombo``que, uma concepção estratégica direita, salgam-lhe a cabeça que é levada para Re-
, era um campo de guerra, uma associação deste- cife, onde apodreceu; ele teria cometido, junto com
mida com disciplina militar. O general do campo um grupo de guerreiros, suicídio, ao se atirarem
oferecia o braço e a inteligência na liderança, ob- dos penhascos da Serra da Barriga. Este último, um
servando o regime da Razão da Verdade e da Justi- paralelo ao procedimento dos judeus, chamados
ça, como um rumo à emancipação e à liberdade de Zelotes, opositores à dominação romana na cidade-
seu povo. Configurado está o cenário da República la de Massada, no século I da era cristã. Assim, era
Negra de Palmares: rebeliões freqüentes e sobrevi- preferível morrer a render-se aos algozes, uma vez
vência à loucura sanguinária dos opressores. Gru- que alternativa civilizatória encontrada para aquela
pos coesos reunidos em quilombos cujas aldeias situação era a manutenção da liberdade dentro de
periféricas chamavam-se mocambos resistiam bra- um regime econômico solidário, consciente e justo.
vamente. Palmares foi um dos mais famosos e du- Nos altos graus filosófico-maçonicos cria-
rou de 1630 a 1695. Ai se organizou um verdadeiro dos por Frederico II, da Prússia – o déspota escla-
Estado com estrutura dos Estados africanos, onde recido – os Príncipes da Real Segredo, reunidos
cada aldeia tinha um chefe que, em colegiado esco- num acompanhamento singular (um eneágono) na
lhiam o rei. Exército forte e disciplinado. Produção qualidade de generais do Rei, abrem a Bíblia em
agrícola avançada que dava para subsistência dos Provérbios 21:31, onde ´´o cavalo prepara-se para
povoados e ainda gerava um excedente que podia o dia da batalha mas a vitória vem do Senhor`` e
ser negociado com mascates e lavradores brancos. aguardam os tiros de canhões pré-estabelecidos
Este estado independente era inaceitável para iniciar a contenda. Acata-se idéia como que
para os portugueses que o consideravam como ini- as pessoas farão os preparativos apropriados para
migo de grande porte. O primeiro general de pal- atingir seus alvos, ao mesmo tempo em que se re-
mares foi Gangazumba que comandou uma bem conhece que o resultado depende de Deus, o Gran-
sucedida resistência repelindo dezenas de expedi- de Arquiteto do Universo.
ções dos brancos, mas em 1678 assinou uma trégua Assim, generais nomeados, fazemos nossa
com o governador da capitania, atitude que dividiu investida contra as maldades humanas sancionadas
o quilombo. pelo opressor. Está é a moldura mítica para o gênio
Gangazumba foi afastado da liderança. militar, General de Armas Zumbi, dos exércitos de
Zumbi foi escolhido seu sucessor tornando-se o Palmares.
grande general de armas de Palmares. Cruzadas Que se registrem no futuro Parque Memo-
sanguinárias investiram, sob a tutela de Portugal, rial Quilombo dos Palmares, os sonhos, as visões
contra a fortificação. A derrota final só chegou em e o grito de liberdade de Zumbi, patriarca da linha-
1695 após três anos de luta, Valfredo Melo e Souza. gem africana independente do Brasil.

30 edição 175 • 2022


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