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EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Prova Escrita de
EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Prova Escrita de

EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO

Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março

Prova Escrita de Geografia A

10.º e 11.º Anos de Escolaridade

Prova 719/2.ª Fase

10 Páginas

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

2010

COTAÇÕES

 

GRUPO I

1.

5 pontos

 

2.

5 pontos

3.

5 pontos

4.

5 pontos

5.

5 pontos

 

25

pontos

 

GRUPO II

1.

5 pontos

 

2.

5 pontos

3.

5 pontos

4.

5 pontos

5.

5 pontos

 

25

pontos

 

GRUPO III

1.

5 pontos

 

2.

5 pontos

3.

5 pontos

4.

5 pontos

5.

5 pontos

 

25

pontos

 

A transportar

75 pontos

Transporte

75 pontos

 

GRUPO IV

1.

5 pontos

 

2.

5 pontos

3.

5 pontos

4.

5 pontos

5.

5 pontos

 

25

pontos

 

GRUPO V

1.

10 pontos

 

2.

10 pontos

3.

10 pontos

4.

20 pontos

 

50

pontos

 

GRUPO VI

1.

10 pontos

 

2.

10 pontos

3.

10 pontos

4.

20 pontos

 

50

pontos

 

TOTAL

200 pontos

A classificação da prova deve respeitar integralmente os critérios gerais e os critérios específicos a seguir apresentados.

CRITÉRIOS GERAIS DE CLASSIFICAÇÃO

A classificação a atribuir a cada resposta resulta da aplicação dos critérios gerais e dos critérios específicos de classificação apresentados para cada item e é expressa por um número inteiro, previsto na grelha de classificação.

As respostas ilegíveis ou que não possam ser claramente identificadas são classificadas com zero pontos. No entanto, em caso de omissão ou de engano na identificação de uma resposta, esta pode ser classificada, se for possível identificar inequivocamente o item a que diz respeito.

Se o examinando responder a um mesmo item mais do que uma vez, não eliminando inequivocamente a(s) resposta(s) que não deseja que seja(m) classificada(s), deve ser apenas considerada a resposta que surgir em primeiro lugar.

A ausência de indicação inequívoca da versão da prova (Versão 1 ou Versão 2) implica a classificação com zero pontos das respostas aos itens dos Grupos I, II, III e IV.

Em cada item de escolha múltipla (Grupos I, II, III e IV), se o examinando apresentar mais do que uma opção, ou se o número do item e/ou a letra da opção escolhida forem ilegíveis, a classificação da resposta é zero pontos.

Nos itens de resposta curta (Grupos V e VI), caso a resposta contenha elementos que excedam o solicitado, só são considerados para efeito de classificação os elementos que satisfaçam o que é pedido, segundo a ordem pela qual são apresentados na resposta. Porém, se os elementos referidos revelarem uma contradição entre si, a classificação a atribuir é de zero pontos.

As respostas aos itens abertos (Grupos V e VI), que apresentem pontos de vista diferentes dos mencionados nos critérios específicos de classificação, devem ser classificadas se o seu conteúdo for considerado cientificamente válido e estiver adequado ao solicitado. Nestes casos, as respostas devem ser classificadas seguindo os mesmos procedimentos previstos nos descritores apresentados.

Nos itens que apresentam critérios específicos de classificação organizados por níveis de desempenho é atribuída, a cada um desses níveis, uma única pontuação. No caso de, ponderados todos os dados contidos nos descritores, permanecerem dúvidas quanto ao nível a atribuir, deve optar-se pelo nível mais elevado de entre os dois tidos em consideração. É classificada com zero pontos qualquer resposta que não atinja o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina.

Nos itens de resposta aberta com cotação igual a 20 pontos que impliquem a produção de um texto, a classificação a atribuir traduz a avaliação simultânea das competências específicas da disciplina e das competências de comunicação em língua portuguesa. A avaliação das competências de comunicação escrita em língua portuguesa contribui para valorizar a classificação atribuída ao desempenho no domínio das competências específicas da disciplina. Esta valorização é cerca de 10% da cotação do item e faz-se de acordo com os níveis de desempenho descritos no quadro seguinte.

Níveis

Descritores

 

Composição bem estruturada, sem erros de sintaxe, de pontuação e/ou de ortografia, ou

3

com erros esporádicos, cuja gravidade não implique perda de inteligibilidade e/ou de sentido.

2

Composição razoavelmente estruturada, com alguns erros de sintaxe, de pontuação e/ou de ortografia, cuja gravidade não implique perda de inteligibilidade e/ou de sentido.

1

Composição sem estruturação aparente, com erros graves de sintaxe, de pontuação e/ou de ortografia, cuja gravidade implique perda frequente de inteligibilidade e/ou de sentido.

No caso de a resposta não atingir o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina, não é classificado o desempenho na comunicação escrita em língua portuguesa.

Havendo escolas em que os alunos já contactam com as novas regras ortográficas, uma vez que o Acordo Ortográfico de 1990 já foi ratificado e dado que qualquer cidadão, nesta fase de transição, pode optar pela ortografia prevista quer no Acordo de 1945, quer no de 1990, são consideradas correctas, na classificação das provas de exame nacional, as grafias que seguirem o que se encontra previsto em qualquer um destes normativos.

CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE CLASSIFICAÇÃO

São consideradas correctas as seguintes opções.

VERSÃO 1

VERSÃO 2

 

GRUPO I

1. B.

1. B.

2. D.

2. C.

3. A.

3. A.

4. C.

4. D.

5. C.

5. A.

 

GRUPO II

1. D.

1. C.

2. A.

2. D.

3. A.

3. B.

4. D.

4. A.

5. C.

5. D.

 

GRUPO III

1. D.

1. A.

2. C.

2. A.

3. B.

3. D.

4. B.

4. A.

5. D.

5. C.

 

GRUPO IV

1. A.

1. D.

2. B.

2. B.

3. D.

3. C.

4. A.

4. C.

5. B.

5. B.

V

1.

10 pontos

 

Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina

Pontuação

   

A

resposta deve apresentar duas das seguintes alterações registadas na

 

distribuição espacial da população residente em Portugal Continental, entre 1940 e 2001, ou outras consideradas relevantes:

aumento da concentração populacional na faixa litoral ocidental;

2

aumento populacional no litoral algarvio;

10

aumento da concentração populacional nas capitais de distrito;

Níveis

diminuição do número de habitantes dos pequenos aglomerados populacionais, a sul do rio Tejo.

 

Apresenta uma alteração correcta e outra incorrecta, mas que não contradiz a correcta.

 

1

 

OU

5

Apresenta uma alteração correcta.

2.

10 pontos

 

Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina

Pontuação

   

A

resposta deve mencionar dois dos seguintes aspectos de natureza

 

socioeconómica justificativos da distribuição da população na faixa litoral a norte de Setúbal, em 2001, ou outros considerados relevantes:

2

maior concentração de actividades económicas;

10

maior oferta de emprego;

melhores acessibilidades rodoviárias e ferroviárias;

Níveis

maior número de cidades bem equipadas do ponto de vista funcional.

 

Menciona um aspecto correcto e outro incorrecto, mas que não contradiz o correcto.

 

1

 

OU

5

Menciona um aspecto correcto.

3.

10 pontos

 

Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina

Pontuação

   

A

resposta deve referir duas das seguintes medidas que contribuem para

 

inverter a actual dinâmica demográfica registada no interior do país, ou outras

consideradas relevantes:

dinamização de actividades económicas ligadas à agro-indústria;

2

incentivos financeiros para a fixação de empresas;

10

criação de subsídios específicos de apoio às famílias jovens;

Níveis

desenvolvimento do turismo ligado ao património histórico-cultural e/ou ambiental.

 

Refere uma medida correcta e outra incorrecta, mas que não contradiz a correcta.

 

1

 

OU

5

Refere uma medida correcta.

20 pontos

Descritores do nível de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa Descritores do
Descritores do nível de desempenho no domínio
da comunicação escrita em língua portuguesa
Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina
 

Níveis*

1

2

3

   

A resposta deve explicar de que forma se reflectiram na evolução numérica da população portuguesa os movimentos migratórios externos registados:

     

na década de 60, período em que o crescimento efectivo começou por ser positivo (1960-1963) mas, depois, tornou-se negativo. De facto, depois de 1963, a emigração, legal e clandestina, registou valores muito elevados. Este movimento da população deu origem a um crescimento migratório negativo, porque a imigração não teve qualquer expressão estatística. Desta situação resultou um crescimento efectivo da população portuguesa negativo, que nem o relativamente elevado crescimento natural conseguiu

5

compensar. Assim, os valores muito negativos do saldo migratório explicam a diminuição da população portuguesa registada no censo de 1970;

18

19

20

Níveis**

na década de 90, período em que o crescimento efectivo começou por ser negativo (1990 e 1991), em consequência de um saldo migratório ainda negativo e não compensado pelo saldo natural positivo. Nos restantes anos da década, o crescimento efectivo foi positivo, mas sempre bastante baixo, resultante de um saldo migratório positivo ao qual se somou um saldo natural também positivo, embora baixo. Assim, a população portuguesa, no censo de 2001, registou um aumento ligeiro, ultrapassando pela primeira vez os dez milhões de habitantes.

 

Explica de que forma os movimentos migratórios externos se reflectiram na evolução numérica da população portuguesa, recorrendo aos dois pontos considerados de forma menos completa, em termos de conteúdo.

     

4

OU

14

15

16

Explica de que forma os movimentos migratórios externos se reflectiram na evolução numérica da população portuguesa, recorrendo a um dos pontos considerados de forma completa, em termos de conteúdo, e referindo o outro.

 

Explica de que forma os movimentos migratórios externos se reflectiram na

     

3

evolução numérica da população portuguesa, recorrendo a um dos pontos considerados de forma completa, em termos de conteúdo.

10

11

12

 

Explica de que forma os movimentos migratórios externos se reflectiram na evolução numérica da população portuguesa, recorrendo a um dos pontos

     

2

considerados de forma menos completa, em termos de conteúdo.

6

7

8

OU

Refere os dois pontos considerados.

1

Refere apenas um dos pontos considerados.

2

3

4

* Descritores apresentados nos critérios gerais.

** No caso de, ponderados todos os dados contidos nos descritores, permanecerem dúvidas quanto ao nível a atribuir, deve optar-se pelo mais elevado dos dois em causa. ** No caso em que a resposta não atinja o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina, a classificação a atribuir é zero pontos.

VI

10 pontos

 

Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina

Pontuação

   

A resposta deve apresentar duas das seguintes melhorias resultantes da

 

«expansão marítima» do porto de Sines, ou outras consideradas relevantes:

aumento da área de acostagem;

2

maior diversificação da actividade portuária;

10

incremento da componente de contentorização;

Níveis

rentabilização das características físicas do porto de Sines (águas profundas).

 

Apresenta uma melhoria correcta e outra incorrecta, mas que não contradiz a correcta.

 

1

OU

5

Apresenta uma melhoria correcta.

2.

10 pontos

 

Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina

Pontuação

   

A resposta deve referir duas das seguintes vantagens do transporte de mercadorias em contentores, ou outras consideradas relevantes:

 

melhor acondicionamento das mercadorias transportadas;

2

redução da quantidade de mão-de-obra necessária às operações de carga e de descarga;

10

redução do custo-tempo das operações de carga e de descarga;

Níveis

maior facilidade no transbordo das mercadorias entre diferentes modos de transporte.

 

Refere uma vantagem correcta e outra incorrecta, mas que não contradiz a correcta.

 

1

OU

5

Refere uma vantagem correcta.

10 pontos

 

Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina

Pontuação

   

A resposta deve mencionar dois dos seguintes objectivos da política comunitária de transportes que a levam a privilegiar o transporte de mercadorias por via marítima, ou outros considerados relevantes:

 

2

descongestionamento da rede rodoviária, sobretudo na parte continental da chamada «banana europeia»;

10

redução das emissões de gases poluentes;

Níveis

melhoria do acesso às ilhas e aos Estados-Membros periféricos;

redução dos custos de transporte.

 

Menciona um objectivo correcto e outro incorrecto, mas que não contradiz o correcto.

 

1

OU

5

Menciona um objectivo correcto.

20 pontos

Descritores do nível de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa Descritores do
Descritores do nível de desempenho no domínio
da comunicação escrita em língua portuguesa
Descritores do nível de desempenho
no domínio específico da disciplina
 

Níveis*

1

2

3

   

A resposta deve explicar a importância que o porto de Sines poderá vir a ter, directa ou indirectamente:

     

5

na economia regional, destacando o impacto positivo resultante da criação de infra-estruturas, como, por exemplo, as redes de transporte e as redes de distribuição de energia e de água, que, ao criarem condições para a fixação de grandes e médias empresas geram novos postos de trabalho e contribuem para melhorar o grau de desenvolvimento da região. Além dos empregos ligados directamente ao funcionamento regular do porto e das empresas industriais, surgirão oportunidades de emprego ligadas às necessidades de aquisição de bens e de serviços complementares da actividade do porto, como, por exemplo, bancos, companhias de seguros e/ou restauração, ajudando, assim, a fixar a população residente, ou mesmo, a permitir a atracção de novos trabalhadores, com eventual reflexo no crescimento da população residente;

18

19

20

na economia internacional, pois permitirá, por um lado, receber matérias- -primas energéticas (petróleo, carvão e gás natural), que irão diminuir a dependência energética da Europa relativamente à Rússia, e, por outro lado,

a

criação de reservas energéticas estratégicas, ao nível europeu. O porto de

Níveis**

Sines poderá, ainda, contribuir para a afirmação geoeconómica do nosso país na Europa e no Mundo, dado que poderá constituir uma alternativa aos grandes portos europeus, já muito congestionados, e ser um porto que sirva as rotas marítimas alternativas às rotas do Mediterrâneo. A ligação ferro- rodoviária do porto de Sines a Sevilha-Madrid poderá contribuir para reforçar

economia nacional, tanto ao nível regional como ao nível internacional. Criar-se-ão, assim, condições para a internacionalização e para a globalização da economia portuguesa.

a

 

Explica a importância que o porto de Sines poderá vir a ter, recorrendo aos dois pontos considerados de forma menos completa, em termos de conteúdo.

     
 

OU

4

Explica a importância que o porto de Sines poderá vir a ter, recorrendo a um dos pontos considerados de forma completa, em termos de conteúdo, e referindo o outro.

14

15

16

3

Explica a importância que o porto de Sines poderá vir a ter, recorrendo a um dos pontos considerados de forma completa, em termos de conteúdo.

10

11

12

 

Explica a importância que o porto de Sines poderá vir a ter, recorrendo a um dos pontos considerados de forma menos completa, em termos de conteúdo.

     

2

 

OU

6

7

8

Refere os dois pontos considerados.

1

Refere apenas um dos pontos considerados.

2

3

4

* Descritores apresentados nos critérios gerais.

** No caso de, ponderados todos os dados contidos nos descritores, permanecerem dúvidas quanto ao nível a atribuir, deve optar-se pelo mais elevado dos dois em causa. ** No caso em que a resposta não atinja o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina, a classificação a atribuir é zero pontos.

EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Prova Escrita de
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EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO

Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março

Prova Escrita de Geografia A

10.º e 11.º Anos de Escolaridade

Prova 719/2.ª Fase

16 Páginas

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

2010

VERSÃO 2

Na folha de respostas, indique de forma legível a versão da prova.

A ausência dessa indicação implica a classificação com zero pontos das respostas aos itens dos Grupos I, II, III e IV.

Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.

Pode utilizar régua e máquina de calcular do tipo não alfanumérico não programável.

Não é permitido o uso de corrector. Em caso de engano, deve riscar, de forma inequívoca, aquilo que pretende que não seja classificado.

Escreva de forma legível a numeração dos grupos e dos itens, bem como as respectivas respostas. As respostas ilegíveis ou que não possam ser identificadas são classificadas com zero pontos.

Para cada item, apresente apenas uma resposta. Se escrever mais do que uma resposta a um mesmo item, apenas é classificada a resposta apresentada em primeiro lugar.

Para responder aos itens de escolha múltipla, escreva, na folha de respostas:

• o número do item;

• a letra que identifica a única opção correcta.

As cotações dos itens encontram-se no final do enunciado da prova.

I

Na zona temperada do Norte formam-se, na frente polar, perturbações que dão origem a famílias de depressões barométricas que, no Inverno, afectam, com frequência, o estado do tempo em Portugal.

A Figura 1 representa, em corte vertical, a posição relativa dos diferentes sectores de uma perturbação da frente polar.

diferentes sectores de uma perturbação da frente polar. Figura 1 – Corte vertical numa perturbação da

Figura 1 – Corte vertical numa perturbação da frente polar, na zona temperada do Norte.

1. A passagem das superfícies frontais, em Portugal, na situação que a Figura 1 representa, é acompanhada, em regra, por precipitação com características diferentes. Assim,

(A)

a superfície frontal quente origina queda de neve e a superfície frontal fria origina queda de saraiva e de granizo.

(B)

a superfície frontal quente origina chuva miudinha e a superfície frontal fria origina aguaceiros mais ou menos intensos.

(C)

a superfície frontal quente origina aguaceiros mais ou menos intensos e a superfície frontal fria origina chuva miudinha.

(D)

a superfície frontal quente origina queda de saraiva e de granizo e a superfície frontal fria origina queda de neve.

2. A costa ocidental de Portugal Continental, em regra, é atingida em primeiro lugar pelo sector anterior das perturbações da frente polar porque a progressão das depressões barométricas se faz de

(A)

este para oeste, por a atmosfera não acompanhar o movimento de rotação da Terra.

(B)

norte para sul, devido à diferente inclinação dos raios solares ao longo do ano.

(C)

oeste para este, em consequência do movimento de rotação da Terra.

(D)

sul para norte, devido ao défice de energia solar das regiões equatoriais.

3.

O esquema que representa a variação mais frequente da temperatura num lugar sujeito à passagem de uma perturbação da frente polar é o que se encontra identificado pela letra

da frente polar é o que se encontra identificado pela letra 4. A ocorrência de precipitação

4. A ocorrência de precipitação intensa, associada à passagem sucessiva de depressões barométricas, pode ter grande impacto sobre o solo. Este facto é particularmente gravoso em vertentes com declive acentuado, se nelas

(A)

existirem grandes áreas cobertas de mato.

(B)

tiverem sido construídos socalcos.

(C)

existirem plantações densas de espécies arbóreas.

(D)

tiverem ocorrido, recentemente, fogos florestais.

5. A utilização racional dos recursos hídricos em Portugal passa, entre outros aspectos, pela realização de acordos, com Espanha, que visem a gestão conjunta das bacias hidrográficas internacionais, no sentido de

(A)

assegurar os caudais ecológicos, ajudar a controlar os picos de cheia e contribuir para a preservação da qualidade das águas fluviais.

(B)

assegurar os caudais ecológicos, diminuir a reserva agrícola nacional e incentivar a produção de energia termoeléctrica.

(C)

contribuir para a preservação da qualidade das águas fluviais, incentivar a produção de energia termoeléctrica e favorecer as espécies piscícolas migradoras.

(D)

ajudar a controlar os picos de cheia, diminuir a reserva agrícola nacional e favorecer as espécies piscícolas migradoras.

II

Na Figura 2 estão assinalados alguns dos troços críticos de erosão litoral da costa de Portugal Continental.

de erosão litoral da costa de Portugal Continental. Fonte: PNPOT, Programa Nacional da Política de Ordenamento

Fonte: PNPOT, Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território, MAOTDR, Lisboa, 2007 (adaptado)

Figura 2 – Troços críticos de erosão litoral.

1. A linha de costa de Portugal Continental caracteriza-se por apresentar um traçado essencialmente

(A)

sinuoso, onde predominam numerosos cabos e baías.

(B)

rectilíneo, onde predominam numerosos cabos e baías.

(C)

rectilíneo, com alternância de costa alta e de costa baixa.

(D)

sinuoso, com alternância de costa alta e de costa baixa.

2.

Algumas das áreas que, de acordo com a Figura 2, apresentam troços críticos de erosão litoral localizam- -se, por exemplo, entre o

(A)

estuário do rio Minho e o estuário do rio Douro e no estuário do rio Tejo.

(B)

estuário do rio Minho e o estuário do rio Douro e no litoral algarvio.

(C)

estuário do rio Douro e a «ria» de Aveiro e no estuário do rio Tejo.

(D)

estuário do rio Douro e a «ria» de Aveiro e no litoral algarvio.

3. A maior parte dos portos portugueses localiza-se a sul dos principais cabos. Deste modo, ficam protegidos dos ventos e da forte ondulação de

(A)

nor-nordeste.

(B)

nor-noroeste.

(C)

sul-sudeste.

(D)

sul-sudoeste.

4. Uma das principais causas da actual diminuição de sedimentos nas praias da costa de Portugal Continental, ou seja, do seu «emagrecimento», é a

(A)

construção de barragens.

(B)

extensão da plataforma continental.

(C)

existência de arribas fósseis.

(D)

construção de pontes fluviais.

5. A construção de habitações e de equipamentos sobre as arribas constitui um factor de risco, pois

(A)

o avanço do mar aumenta a plataforma de abrasão, deixando as construções de se localizar na linha de costa.

(B)

aumenta o número de partículas de sal no ar, o que contribui para acelerar a degradação das construções.

(C)

diminui a infiltração das águas pluviais, aumentando a degradação dos alicerces das construções.

(D)

o mar desgasta a parte inferior das arribas, provocando o seu recuo e a eventual derrocada das construções.

III

O texto seguinte e a Figura 3 dizem respeito à paisagem do Douro vinhateiro.

Lado a lado, Joaquim e Alaíde trabalham 1,5 hectares de vinha distribuídos por cinco blocos, todos com vista para o Douro, a Régua e as suas três pontes. Sabem que a sua vinha, assim como mais de 98% das explorações do Douro, está longe do patamar de cinco hectares que uma exploração deve ter para ser viável. (…) A produção média de 40 pipas desta exploração é entregue nas Caves Vale do Rodo – uma cooperativa resultante da fusão das adegas da Régua, de Lamego e de Santa Marta.

Fonte: Semanário Expresso (21/07/2007) (adaptado)

Marta. Fonte: Semanário Expresso (21/07/2007) (adaptado) Fonte: http://www.olhares.aeiou.pt (15/01/2009) Figura 3 –

Fonte: http://www.olhares.aeiou.pt (15/01/2009)

Figura 3 – Paisagem no vale do Douro.

1. A vinha classifica-se como uma cultura

(A)

permanente.

(B)

temporária.

(C)

hortícola.

(D)

sazonal.

2.

A estrutura fundiária, na área descrita no texto, caracteriza-se pelo predomínio de explorações agrícolas de

(A)

pequena dimensão e com elevado número de blocos.

(B)

pequena dimensão e com reduzido número de blocos.

(C)

grande dimensão e com reduzido número de blocos.

(D)

grande dimensão e com elevado número de blocos.

3. O Douro vinhateiro, de que a paisagem da Figura 3 é representativa, foi considerado Património da Humanidade pela UNESCO, porque

(A)

apenas no vale do rio Douro é cultivada a vinha a partir da qual se produz o vinho verde.

(B)

o vale do rio Douro é importante pelas suas grandes riqueza e diversidade biológicas.

(C)

o vale do rio Douro é a região do país mais visitada por turistas nacionais e estrangeiros durante o Verão.

(D)

os socalcos, o solo e a produção do vinho do Porto resultam da acção ancestral do trabalho humano.

4. A manutenção da produção vinícola no Douro vinhateiro é um importante factor de desenvolvimento regional, pois incrementa a

(A)

revitalização de antigas quintas e o aproveitamento turístico do vale do rio Douro.

(B)

construção de segundas habitações numa paisagem que é Património da Humanidade e a produção intensiva de vinho.

(C)

produção portuguesa de vinhos de qualidade e a importação de vinhos estrangeiros.

(D)

construção de grandes barragens no vale do rio Douro e a preservação da paisagem natural.

5. A cultura da vinha, ao nível da União Europeia, tem sido limitada, entre outros aspectos, com o objectivo de

(A)

aumentar a importação extracomunitária de vinhos.

(B)

substituir as castas locais por outras menos resistentes.

(C)

melhorar a qualidade dos vinhos europeus.

(D)

contribuir para a diversificação da produção.

IV

A Figura 4 representa a densidade populacional segundo a distância ao «centro» de Lisboa (Praça Marquês de Pombal) em 1950, em 1970 e em 2001.

(Praça Marquês de Pombal) em 1950, em 1970 e em 2001. Fonte: Costa, Nuno Marques, Dispersão

Fonte: Costa, Nuno Marques, Dispersão Urbana e Mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, V Congresso de Geografia Portuguesa, 2004 (adaptado)

Figura 4 – Densidade populacional segundo a distância ao «centro» de Lisboa (Praça Marquês de Pombal).

1. Entre 1950 e 2001, de acordo com a Figura 4, a densidade populacional no «centro» de Lisboa (Praça Marquês de Pombal)

(A)

aumentou cerca de 2500 hab/km 2 .

(B)

aumentou cerca de 1500 hab/km 2 .

(C)

diminuiu cerca de 1500 hab/km 2 .

(D)

diminuiu cerca de 2500 hab/km 2 .

2. Em 2001, de acordo com a Figura 4, o valor da densidade populacional a partir do centro da cidade de Lisboa apresenta a maior quebra entre os

(A)

5 km e os 10 km.

(B)

10 km e os 15 km.

(C)

15 km e os 20 km.

(D)

20 km e os 25 km.

3.

O aumento da densidade populacional registado, entre 1950 e 2001, nas áreas metropolitanas, como a de Lisboa, deve-se, além da melhoria dos transportes, à

(A)

construção de condomínios habitacionais de luxo, a preços controlados.

(B)

oferta de habitações camarárias à população jovem.

(C)

fixação de muitas actividades económicas nessas áreas.

(D)

desqualificação das actividades terciárias nas áreas centrais da «cidade mãe».

4. A forte terciarização do CBD, em cidades como a de Lisboa, gera, nesta área funcional, problemas como

(A)

o aumento da oferta de bens de uso frequente.

(B)

a degradação dos edifícios classificados como património.

(C)

o despovoamento fora do horário das actividades económicas.

(D)

a desvalorização do preço do solo urbano.

5. À escala regional, o alargamento da área de influência de Lisboa deve-se, sobretudo, à

(A)

constituição de uma entidade supramunicipal de transportes públicos.

(B)

oferta de funções de nível hierárquico superior.

(C)

existência de economias de aglomeração nos lugares de menor dimensão.

(D)

alteração dos limites concelhios nas áreas periféricas.

V

Os mapas das Figuras 5A e 5B representam, por pontos, a distribuição espacial da população residente em Portugal Continental, respectivamente, em 1940 e em 2001.

Note que esta representação foi executada sobre um mapa de base actual.

representação foi executada sobre um mapa de base actual. Figura 5A – Distribuição espacial da população

Figura 5A – Distribuição espacial da população residente em Portugal Continental, por pontos, em 1940.

Fonte: http://www.igeo.pt/atlas/ (22/01/2009) (adaptado)

Figura 5B – Distribuição espacial da população residente em Portugal Continental, por pontos, em 2001.

1.

Apresente, de acordo com as Figuras 5A e 5B, duas das alterações registadas na distribuição espacial da população residente em Portugal Continental, entre 1940 e 2001.

2. Mencione dois dos aspectos de natureza socioeconómica que justificam a distribuição da população na faixa litoral a norte de Setúbal, em 2001.

3. Refira duas das medidas que contribuem para inverter a actual dinâmica demográfica registada no interior do país.

4. Explique de que forma se reflectiram na evolução numérica da população portuguesa os movimentos migratórios externos registados:

na década de 60;

na década de 90.

VI

A Figura 6 representa o porto de Sines e a área prevista para a sua expansão. A Figura 7 mostra a localização do porto de Sines na Península Ibérica.

a localização do porto de Sines na Península Ibérica. Fonte: Sequeira, Lídia, Visão Estratégica do Porto

Fonte: Sequeira, Lídia, Visão Estratégica do Porto de Sines, Porto de Sines, 2007 (adaptado)

Figura 6 – Porto de Sines.

Figura 7 – Localização do porto de Sines na Península Ibérica.

– Porto de Sines. Figura 7 – Localização do porto de Sines na Península Ibérica. Prova

1.

Apresente duas das melhorias resultantes da «expansão marítima» do porto de Sines que a Figura 6 mostra.

2. Refira duas das vantagens do transporte de mercadorias em contentores.

3. Mencione dois dos objectivos da política comunitária de transportes que a levam a privilegiar o transporte de mercadorias por via marítima.

4. Explique a importância que o porto de Sines poderá vir a ter, directa ou indirectamente:

na economia regional;

na economia internacional.

FIM

COTAÇÕES

 

GRUPO I

1.

5 pontos

 

2.

5 pontos

3.

5 pontos

4.

5 pontos

5.

5 pontos

 

25

pontos

 

GRUPO II

1.

5 pontos

 

2.

5 pontos

3.

5 pontos

4.

5 pontos

5.

5 pontos

 

25

pontos

 

GRUPO III

1.

5 pontos

 

2.

5 pontos

3.

5 pontos

4.

5 pontos

5.

5 pontos

 

25

pontos

 

GRUPO IV

1.

5 pontos

 

2.

5 pontos

3.

5 pontos

4.

5 pontos

5.

5 pontos

 

25

pontos

 

GRUPO V

1.

10 pontos

 

2.

10 pontos

3.

10 pontos

4.

20 pontos

 

50

pontos

 

GRUPO VI

1.

10 pontos

 

2.

10 pontos

3.

10 pontos

4.

20 pontos

 

50

pontos

 

TOTAL

200 pontos