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Anemia megaloblástica

O que é:
As anemias megaloblásticas constituem um grupo diverso de doenças que
compartilham um prejuízo na síntese de DNA e alterações morfológicas (na
forma) dos eritrócitos (glóbulos vermelhos). Os precursores eritróides (dos
eritrócitos) e os eritrócitos encontram-se anormalmente aumentados de
tamanho, o que provavelmente está relacionado a problemas na maturação e
divisão celular. As duas principais formas de anemia megaloblástica são a
anemia por deficiência de vitamina B12 e por deficiência de folato.

Sintomas e sinais:
Cansaço, fraqueza, diminuição da resistência ao exercício, palpitações, palidez,
taquicardia (batimento cardíaco acelerado) aos esforços. Pode haver
sangramentos e infecções recorrentes nos casos mais graves.

Diagnóstico:
Dado por níveis reduzidos de hemoglobina no sangue, alteração no tamanho e
forma das hemácias (anisocitose), e diminuição no número de reticulócitos
(formas jovens das hemácias). O índice de segmentação dos neutrófilos também
está aumentado. Pode haver diminuição de todos os grupos celulares sanguíneos
- a pancitopenia, onde temos a diminuição do número de plaquetas, do número
de células brancas, além da anemia.

Tratamento:
Reposição de B12 e/ou folato

Anemia perniciosa

O que é:
É a principal e mais comum causa da deficiência de vitamina B12. Trata-se de
um distúrbio auto-imune (o organismo cria anticorpos contra si próprio)
hereditário em que há destruição da mucosa do estômago, levando à gastrite
atrófica. Disso resulta deficiência de fator intrínseco, substância vital para a
absorção de vitamina B12. A doença é observada principalmente em indivíduos
da Escandinávia ou Norte da Europa, porém atualmente encontrado com certa
frequência em jovens negros e mulheres hispânicas. A doença raramente se
manifesta antes dos trinta e cinco anos de idade.
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Sintomas e sinais:
Sintomas de anemia como fraqueza, cansaço, taquicardia (batimento cardíaco
acelerado), além de glossite (inflamação da língua), diarréia e anorexia.
Também são observados distúrbios neurológicos como parestesias (sensação de
formigamento), alterações no equilíbrio. Casos mais graves podem ter
alterações neuropsiquiátricas, como demência.

Diagnóstico:

O diagnóstico é dado pelo quadro clínico, história na família e exames do


sangue que revelam: anemia megalobástica (hemácias grandes) de moderada a
grave, leucopenia (pequeno número de leucócitos - glóbulos brancos),
trombocitopenia (pequeno número de plaquetas), baixos níveis de vitamina B12
no sangue. O diagnóstico também é fornecido através de teste de estimulação
com histamina, teste de Schilling (que mostra incapacidade de absorver
vitamina B12)

Tratamento:
Injeções de vitamina B12 diariamente na primeira semana, semanalmente no
primeiro mês, e mensalmente por toda vida.

Anemia por deficiência de ácido fólico

O que é:

O ácido fólico está presente na maioria das frutas e vegetais (especialmente


frutas cítricas e vegetais de folhas verdes). A anemia por deficiência de folato é
uma das formas de anemia megaloblástica. Sua causa mais importante é a
ingesta inadequada de folato. A doença é comumente observada em alcóolatras,
pacientes com câncer, idosos que não comem vegetais e frutas frescas e pessoas
que cozinham excessivamente os alimentos. Certas medicações também podem
causar este tipo de anemia. Gestantes têm necessidade aumentada de folato.

Sintomas e sinais:
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Sintomas de anemia como palidez, fraqueza, cansaço, taquicardia (batimento
cardíaco acelerado), além de glossite (inflamação da língua), diarréia e anorexia
são observados. Não há alterações neurológicas.

Diagnóstico:
Dado por níveis reduzidos de hemoglobina no sangue, alteração no tamanho e
forma das hemácias (anisocitose), e diminuição no número de reticulócitos
(formas jovens das hemácias). Também se observa, ao exame da medula óssea,
hiperplasia eritróide (aumento do número de células formadoras de glóbulos
vermelhos), além de baixos níveis de ácido fólico no sangue. O índice de
segmentação de neutrófilos estará aumentado.

Tratamento:
Administração de ácido fólico por via oral.

Anemia por deficiência de vitamina B12

O que é:
Toda vitamina B12 provém da dieta e está presente em todo alimento de origem
animal. Assim, indivíduos que não ingerem nenhum tipo de alimento de origem
animal (vegetarianos exclusivos), o que é raro, ou com problemas na absorção
da vitamina B12 (como o que acontece na gastrite atrófica, remoção cirúrgica
de parte do estômago, anemia perniciosa, doença de Chron) terão deficiência de
vitamina B12 e consequentemente anemia. A anemia por deficiência de
vitamina B12 faz parte do grupo das anemias megaloblásticas.

Sintomas e sinais:
Sintomas de anemia como fraqueza, cansaço, taquicardia (batimento cardíaco
acelerado), além de glossite (inflamação da língua), diarréia e anorexia.
Também são observados distúrbios neurológicos como parestesias (sensação de
formigamento), alterações no equilíbrio. Casos mais graves podem ter
alterações neuropsiquiátricas, como demência e apresentar sangramentos e
infecções recorrentes.

Diagnóstico:

Dado por níveis reduzidos de hemoglobina no sangue, alteração no tamanho e


forma das hemácias (anisocitose), e diminuição no número de reticulócitos
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(formas jovens das hemácias). Ao exame da medula óssea, nota-se hiperplasia
eritróide (aumento do número de células formadoras de glóbulos vermelhos).
Também se observam baixos níveis de vitamina B12 no sangue, aumento de
desidrogenase lática (DHL) e de bilirrubina indireta (BI) no sangue.

Tratamento:
Injeções de vitamina B12 diariamente na primeira semana, semanalmente no
primeiro mês, e mensalmente por toda vida.

Anemia sideroblástica

O que é:
As anemias sideroblásticas constituem um grupo heterogêneo de desordens em
que a síntese de hemoglobina (substância presente nos glóbulos vermelhos que
transporta oxigênio) está reduzida devido à falha para incorporar um
constituinte da hemoglobina (o grupo heme). A anemia geralmente é moderada.
A intoxicação por chumbo pode ser a causa.

Sintomas e sinais:
Cansaço, fraqueza, taquicardia (batimento cardíaco acelerado) aos esforços,
palpitações, palidez

Diagnóstico:
O diagnóstico de anemia é dado por níveis reduzidos de hemoglobina no sangue
( inferior a 11 g/100ml ). A presença de dimorfismo eritrocitário no sangue
(glóbulos vermelhos normais e outros pouco corados - hipocrômicos) sinaliza o
diagnóstico. O exame da medula óssea através de mielograma mostra um
aumento do número de células formadoras de glóbulos vermelhos (hiperplasia
eritrocitária) e depósito de ferro aumentado, especificando o diagnóstico de
anemia sideroblástica. Também se observa aumento do níveis de ferro no
sangue.

Tratamento:
Uso de folato ou piridoxona. Em alguns casos há necessidade de transfusão
sanguínea.
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Anemias por eritropoiese diminuída

O que é:
A eritropoiese (processo que consiste na formação de células vermelhas do
sangue pela medula óssea) pode estar reduzida por deficiência nos substratos
vitais para formação das hemácias (glóbulos vermelhos), como carência de
ferro, deficiência de vitamina B12, de ácido fólico, diminuição de eritropoeitina
(hormônio produzido pelos rins que estimula a eritropoiese), aplasia (ausência
de células produtoras das hemácias) de medula óssea, anemia megaloblástica,
anemia de doença crônica.

Sintomas e sinais:
Cansaço, fraqueza, taquicardia (batimento cardíaco acelerado) aos esforços,
palpitações e palidez são dados comuns a qualquer tipo de anemia.

Diagnóstico:

O diagnóstico de anemia é definido por um exame de sangue ( nível de


hemoglobina inferior a 11g/100ml ). Outros exames são solicitados buscando a
causa da anemia. Tal solicitação é guiada pelas alterações específicas
encontradas no exame físico do paciente.

Tratamento:

É dirigido para a causa da anemia. Exemplo: reposição de sulfato ferroso na


anemia ferropriva e de vitamina B12 e folato na anemia megaloblástica.

Anemia da doença crônica

O que é:
Muitas doenças sistêmicas crônicas estão associadas a anemia leve ou
moderada. As causas mais comuns incluem infecções crônicas (como
osteomielite, endocardite bacteriana, abscesso pulmonar), câncer (doença de
Hodgkin, câncer de pulmão, câncer de mama), doenças imunológicas (artrite
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reumatóide, enterite regional) e doenças do fígado. A sobrevida (ou meia vida)
das hemácias (glóbulos vermelhos ou eritrócitos) está diminuída e a medula
óssea (que produz as células do sangue) falha em compensar este problema
através do aumento da produção de eritrócitos.

Sintomas e sinais:

Pode não causar sintomas, como também pode dar cansaço, fraqueza,
taquicardia (batimento cardíaco acelerado) aos esforços, palpitações, palidez.
Outros sintomas e sinais são relacionados às causas da anemia.

Diagnóstico:
O diagnóstico deve ser suspeitado para pacientes com anemia discreta e com
doenças crônicas conhecidas. O diagnóstico é confirmado por níveis reduzidos
de hemoglobina, baixos níveis de ferro no sangue, capacidade de ligação do
ferro diminuída e ferritina normal ou aumentada. Nos casos de anemia
importante, deve-se suspeitar da deficiência de ferro ou de ácido fólico
associada.

Tratamento:
Na maioria dos casos não é necessário tratamento. Em alguns casos, pode ser
necessária a transfusão de concentrado de hemácias ou emprego de eritropoetina
recombinante purificada.

Anemia Aplástica

O que é:
A anemia aplástica é um termo empregado para designar uma forma de
pancitopenia (baixa de todos os tipos celulares do sangue) caracterizada por
anemia (baixa de hemácias), trombocitopenia (baixa de plaquetas) e neutropenia
(baixa de neutrófilos). O problema reside na incapacidade ou supressão da
medula óssea em produzir as células do sangue. Esta forma de anemia pode ser
causada por alterações imunológicas, produtos químicos (como benzeno,
arsênicos, inseticidas), medicamentos, radiação, ou infecções virais.

Sintomas e sinais:

Geralmente, tem-se início lento de falta de ar, palidez, fraqueza, petéquias


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(sangramento espontâneo sob a forma de pequenos pontos vermelhos na pele) e
equimoses (sangramento espontâneo que aparece como ¿roxo¿ na pele), e ainda
febre e prostração.

Diagnóstico:
Exame de sangue revela baixa de todos os tipos celulares do sangue
(pancitopenia). Como há outras causas de pancitopenia além da anemia
aplástica, deve ser feita biópsia da medula óssea, que mostra hipocelularidade
(quase não se encontram células na medula óssea).

Tratamento:
Transplante de medula óssea

SISTEMA ENDÓCRINO:

Glândulas e hormônios
O sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas endócrinas,
as quais são responsáveis pela secreção de substância denominadas
hormônios. As glândulas endócrinas (do grego endos, dentro, e krynos,
secreção) são assim chamados por que lançam sua secreção
(hormônios) diretamente no sangue, por onde eles atingem todas as
células do corpo. Cada hormônio atua apenas sobre alguns tipos de
células, denominadas células-alvo.
As células alvo de determinado hormônio possuem, na membrana ou no
citoplasma, proteínas denominadas receptores hormonais, capazes de
se combinar especificamente com as moléculas do hormônio. É apenas
quando a combinação correta ocorre que as células-alvo exibem as
respostas características da ação hormonal.
.
A espécie humana possui diversas glândulas endócrinas, algumas delas
responsáveis pela produção de mais de um tipo de hormônio:

Hipotálamo
Se localiza na base do encéfalo, sob uma região encefálica denominada
tálamo. A função endócrina do hipotálamo está a cargo das células
neurossecretoras, que são neurônios especializados na produção e na
liberação de hormônios.
A figura ao lado mostra o hipotálamo (acima) e a hipófise (abaixo).
Hipófise (ou glândula Pituitária)
A hipófise é dividida em três partes, denominadas lobos anterior,
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posterior e intermédio, esse último pouco desenvolvido no homem. O
lobo anterior (maior) é designado adeno-hipófise e o lobo posterior,
neuro-hipófise.

Hormônios produzidos no lobo anterior da hipófise

Samatotrofina (GH) - Hormônio do crescimento.


Hormônio tireotrófico (TSH) - Estimula a glândula tireóide.
Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) - Age sobre o córtex das
glândulas supra-renais.
Hormônio folículo-estimulante (FSH) - Age sobre a maturação dos
folículos ovarianos e dos espermatozóides.
Hormônio luteinizante (LH) - Estimulante das células intersticiais do
ovário e do testículo; provoca a ovulação e formação do corpo amarelo.
Hormônio lactogênico (LTH) ou prolactina - Interfere no
desenvolvimento das mamas, na mulher e na produção de leite.
Os hormônios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos
sob a designação geral de gonadotrofinas.
Hormônios produzidos pelo lobo posterior da hipófise
Oxitocina - Age particularmente na musculatura lisa da parede do útero,
facilitando, assim, a expulsão do feto e da placenta.
Hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina - Constitui-se em um
mecanismo importante para a regulação do equilíbrio hídrico do
organismo.
Tireóide
Situada na porção anterior do pescoço, a tireóide consta dos lobos
direito, esquerdo e piramidal. Os lobos direito e esquerdo são unidos na
linha mediana por uma porção estreitada - o istmo.
A tireóide é regulada pelo hormônio tireotrófico (TSH) da adeno-hipófise.
Seus hormônios - tiroxina e triiodotironina - requerem iodo para sua
elaboração.

Paratireóides
Constituídas geralmente por quatro massas celulares, as paratireóides
medem, em média, cerca de 6 mm de altura por 3 a 4 mm de largura e
apresentam o aspecto de discos ovais achatados. Localizam-se junto à
tireóide.
Seu hormônio - o paratormônio - é necessário para o metabolismo do
cálcio.

Supra-Renais ou Adrenais
Em cada glândula supra-renal há duas partes distintas; o córtex e a
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medula. Cada parte tem função diferente.
Os vários hormônios produzidos pelo córtex - as corticosteronas -
controlam o metabolismo do sódio e do potássio e o aproveitamento dos
açúcares, lipídios, sais e águas, entre outras funções.
A medula produz adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina).
Esses hormônios são importantes na ativação dos mecanismos de
defesa do organismo diante de condições de emergência, tais como
emoções fortes, "stress", choque entre outros; preparam o organismo
para a fuga ou luta.

Hormônios produzidos pelas Ilhotas de Langerhans (no Pâncreas)


Insulina - Facilita a penetração da glicose, presente no sangue
circulante, nas células, em particular nas do fígado, onde é convertida
em glicogênio (reserva de glicose).
Glucagon (glucagônio) - Responsável pelo desdobramento do
glicogênio em glicose e pela elevação de taxa desse açúcar no sangue
circulante.

Ovários
Na puberdade, a adeno-hipófise passa a produzir quantidades
crescentes do hormônio folículo-estimulante (FSH). Sob a ação do FSH,
os folículos imaturos do ovário continuam seu desenvolvimento, o
mesmo acontecendo com os óvulos neles contidos. O folículo em
desenvolvimento secreta hormônios denominados estrógenos,
responsáveis pelo aparecimento das características sexuais
secundárias femininas.
Outro hormônio produzido pela adeno-hipófise - hormônio luteinizante
(LH) - atua sobre o ovário, determinando o rompimento do folículo
maduro, com a expulsão do óvulo (ovulação).
O corpo amarelo (corpo lúteo) continua a produzir estrógenos e inicia a
produção de outro hormônio - a progesterona - que atuará sobre o
útero, preparando-o para receber o embrião caso tenha ocorrido a
fecundação.

Testículos (Células de Leydig)


Entre os túbulos seminíferos encontra-se um tecido intersticial,
constituído principalmente pelas células de Leydig, onde se dá a
formação dos hormônios andrógenos (hormônios sexuais masculinos),
em especial a testosterona.
Os hormônios andrógenos desenvolvem e mantém os caracteres
sexuais masculinos.
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Outras funções endócrinas
Além das glândulas endócrinas, a mucosa gástrica (que reveste
internamente o estômago) e a mucosa duodenal (que reveste
internamente o duodeno), têm células com função endócrina. As células
com função endócrina da mucosa gástrica produzem o hormônio
gastrina; e as da mucosa duodenal produzem os hormônios secretina e
colecistoquinina.
.

Glândula Hormônio Estrutura Química Principais Efeitos Regulação


Estimula a contração
Hipófise das musculaturas do
Oxitocina Peptídeo Sistema nervoso
(Lobo posterior) útero e das glândulas
mamárias
Promove a reabsorção Osmolaridade do
Lobo posterior Antidiurético Peptídeo
de água pelos rins sangue
Estimula o
crescimento geral do
Hormônios do
Lobo anterior Somatotrofina Proteína corpo; afeta o
Hipotálamo
metabolismo das
células
Estimula a produção e Hormônios do
Lobo anterior Prolactina Proteína
a secreção do leite Hipotálamo
Estimula os folículos
Estrógenos no sangue;
ovarianos nas fêmeas e
Lobo anterior Folículo estimulante Proteína hormônios do
a espermatogênese nos
hipotálamo
machos
Estimula o corpo
Progesterona ou
amarelo e a ovulação
testosterona;
Lobo anterior Luteinizante Proteína nas fêmeas e as células
hormônios do
intersticiais nos
hipotálamo
machos
Estimula a tireóide a
Tiroxina; hormônios
Lobo anterior Tireotrofina Proteína secretar seus
do hipotálamo
hormônios
Estimula a secreção de
Cortisol; hormônios do
Lobo anterior Adrenocorticotrófico Proteína glicocorticóides pelas
hipotálamo
glândulas adrenais
Estimula e mantém os
Tireóide Triiodotironina Aminoácidos Tireotrofina
processos metabólicos
Baixa o nível de cálcio
no sangue e inibe a Concentração de cálcio
Tireóide Calcitonina Peptídeo
liberação de cálcio dos no sangue
ossos
Eleva o nível de cálcio
no sangue e estimula a Concentração de cálcio
Paratireóides Paratormônio Peptídeo
liberação de cálcio dos no sangue
ossos
Baixa sua taxa no
sangue; estimula o
Concentração de
armazenamento de
Pâncreas Insulina Proteína glicose no sangue;
glicose pelo fígado;
somatostatina
estimula a síntese de
proteínas
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Concentração de
Estimula a quebra de
Pâncreas Glucagon Proteína glicose e aminoácidos
glicogênio no fígado
no sangue
Suprime a liberação de
Pâncreas Somatostatina Peptídeo Controle nervoso
insulina e glucagon
Aumenta o açúcar no
Adrenal sangue; causa
Epinefrina Catecolamina Controle nervoso
(medula) vasoconstrição na pele,
mucosas e rins
Acelera os batimentos
Adrenal cardíacos; causa
Norepinefrina Catecolamina Controle nervoso
(medula) vasoconstrição
generalizada no corpo
Afeta o metabolismo
de carboidratos;
Córtex Glicocoticóides Esteróides Adrenocorticotrófico
aumenta o açúcar no
sangue
Promove a reabsorção
Nível de potássio no
Córtex Mineralocorticóides Esteróides de sódio e a excreção
sangue
de potássio pelos rins
Estimula a
espermatogênese;
Hormônio folículo
desenvolve e mantém
Testículos Andrógenos Esteróides estimulante; hormônio
os caracteres sexuais
luteinizante
secundários
masculinos
Estimula o
crescimento da mucosa
Hormônio folículo
uterina; desenvolve e
Ovários (folículo) Estrógenos Esteróides estimulante; hormônio
mantém os caracteres
luteinizante
sexuais secundários
femininos
Promove a
Hormônio folículo
Progesterona e continuação de
Corpo amarelo Esteróides estimulante; hormônio
estrógenos crescimento da mucosa
luteinizante
uterina
Está envolvida no
Pineal Nelatonina Catecolamina Ciclo dia / noite
ritmo circadiano

DISTURBIOS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO:

Sinusite
A sinusite é uma inflamação de cavidades existentes nos ossos da face,
o seio da face ou sinus. Essas cavidades tem comunicação com as
fossas nasais e podem ser invadidas por bactérias, que desencadeiam
um processo infeccioso. Na sinusite aguda, a pessoa tem dor em
diversas regiões da face e há corrimento nasal mucoso e, às vezes,
purulento (com pus).

DISTURBIOS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO:


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Resfriado
O resfriado comum pode ser causado por diversos tipos de vírus e é
mais propício no inverno, época em que as células do corpo se tornam
mais susceptíveis a infecções. Os vírus se instalam nas células da
cavidade nasal e da faringe, provocando inflamações. A coriza
(corrimento de líquido pelas narinas durante o resfriado), é
conseqüência dessas inflamações. Além da coriza, podem aparecer
outros sintomas, tais como sensação de secura na garganta, espirros,
olhos lacrimejantes e febre.

Coqueluche
É uma das mais famosas doenças da infância, causada pela bactéria
Haemophilus pertussi, que se instala na mucosa das vias respiratórias
(laringe, traquéia, brônquios e bronquíolos). A proliferação das bactérias
causa forte irritação, com grande produção de muco (catarro). Toxinas
produzidas pelas bactérias irritam terminações nervosas,
desencadeando acessos de tosse, típicos da doença.
A coqueluche é prevenida pela vacina tríplice, que protege também
contra a difteria e o tétano. Essa vacina é administrada em três doses,
uma a cada trinta dias, a partir do segundo mês de vida.

Pneumonia
A pneumonia é uma infecção pulmonar causada por diversas espécies
de bactérias e, às vezes, por fungos. A bactéria se instala nos pulmões,
provocando aumento da secreção de muco e ruptura das paredes dos
alvéolos. Os sintomas da doença são febre alta, falta de ar, dores no
peito e expectoração de catarro viscoso e, às vezes, sanguinolento. Em
geral, atinge pessoas que estão com sua resistência orgânica debilitada.

Tuberculose
Tuberculose é uma infecção causada pela bactéria Mycobacterium
tuberculosis que se instala geralmente nos pulmões. Os alvéolos
pulmonares inflamam-se e sofrem necrose (morte celular). A região
necrosada é circundada por um tecido fibroso que limita e isola o foco
infeccioso. Em geral, as lesões de uma primeira infecção tuberculosa
regridem espontaneamente. No caso de uma reinfecção, pode ocorrer
de os focos infecciosos atingirem, além dos pulmões, outros órgãos,
causando lesões nos tecidos.
Os sintomas da tuberculose pulmonar são febre, sudorese noturna,
fraqueza e perda de apetite e de peso.
A prevenção consiste em evitar o convívio com pessoas doentes e só
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consumir leite pasteurizado ou adequadamente fervido, pois a bactéria
pode estar presente no leite. O tratamento é feito com antibióticos.

Bronquite Crônica
Mais de 75% dos pacientes com bronquite crônica são ou foram
fumantes. Os bronquíolos secretam quantidade excessiva de muco,
tornando-se comprimidos e inflamados. Os cílios do epitélio bronquiolar
deixam de bater, e muco e partículas de sujeira vão se acumulando,
dificultando a passagem do ar. A respiração torna-se curta e os acessos
de tosse são constantes. Pessoas com bronquite crônica, em geral,
acabam por desenvolver enfisema.

Enfisema
O enfisema é muito raro em pessoas que nunca fumaram. É a
obstrução completa dos bronquíolos, com aumento da resistência à
passagem de ar, principalmente durante as expirações. Pode ocorrer,
então, rompimento das paredes dos alvéolos, com formação de grandes
cavidades. Isso diminui a eficiência dos pulmões em absorver oxigênio e
há sobrecarga do coração como forma de compensar a deficiência
pulmonar. A sobrecarga leva a maioria dos pacientes com enfisema a
morrer de insuficiência cardíaca.

Câncer de Pulmão
O hábito de fumar é a principal causa do câncer de pulmão. 80% desse
tipo de câncer poderia ser evitado se as pessoas parassem de fumar.
Diversas substâncias contidas no cigarro são cancerígenas. Células
cancerosas originadas nos pulmões se multiplicam descontroladamente,
podendo invadir outros tecidos do corpo, onde originam novos tumores.

Embolia Pulmonar
É o fechamento repentino da artéria pulmonar ou de um de seus ramos,
provocado por bolhas de ar, fragmentos de tumores ou freqüentemente
por coágulos sanguíneos.
O fechamento de uma artéria de pequeno calibre pode passar
despercebido, mas se uma grande artéria for atingida, a pessoa é
acometida por dor súbita no peito, falta de ar, aumento da transpiração,
palpitações, cianose e eventualmente é levada à morte. A embolia
pulmonar é responsável por cerca de 4% dos óbitos ocorridos nos
grandes hospitais.

Rinite Alérgica
É uma inflamação das mucosas que revestem as cavidades nasais
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devido a processos alérgicos. Como conseqüência da inflamação, as
células passam a produzir excesso de muco, que escorre pelas narinas.
Surtos repetidos de renite alérgica em crianças podem causar obstrução
nasal definitiva, que leva a alterações ósseas na base do crânio. Como
as rinites tem forte componente emocional, o afeto e as boas condições
psicológicas fazem parte do tratamento da doença.

Asma Brônquica
É uma doença respiratória em que o espasmo e a constrição dos
brônquios e a inflamação de sua mucosa limita a passagem do ar,
provocando dificuldade respiratória. Com freqüência, deve-se a uma
alergia, em particular ao pó, pêlo ou penas de animais, mofo e pólen.
Muitos pacientes de asma alérgica, chamada de asma atópica ou
extrínseca, sofrem também de febre do feno, que é uma forma de rinite
sazonal causada por alergia ao pólen. Seus sintomas são ataques
intensos de espirros, inflamação da mucosa nasal e olhos, e respiração
difícil.
É uma doença pulmonar que se caracteriza pela diminuição de calibre
(constrição) dos bronquíolos. A asma pode ter diversas causas, sendo a
alérgica a mais comum. Tendo também forte desencadeamento da crise
de asma.
A crise asmática ocorre quando a musculatura lisa dos bronquíolos se
contrai espasmodicamente. A mucosa que reveste internamente os
bronquíolos incha e passa a produzir mais secreção, o que contribui
para diminuir o calibre dos condutos respiratórios. A dificuldade
respiratória prejudica a oxigenação do sangue e, em casos muito
graves, pode ocorrer cianoses (coloração azulada da pele e das
mucosas), provocada pelo acúmulo de gás carbônico no sangue.
.

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