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FACULDADE ADJETIVO CETEP

GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

GENILSON JOSÉ DA SILVA


MARIA RAQUEL DE LIMA BARBOSA

FERRAMENTAS DA QUALIDADE: FLUXOGRAMA

MARIANA - MG
2022
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 05

2 FLUXOGRAMA ............................................................................................... 06
2.1 Representação gráfica do fluxograma ...................................................... 07
2.2 Tipos de fluxograma .................................................................................. 10
2.3 Aplicação do fluxograma ......................................................................... 15
2.4 Vantagens da aplicação do fluxograma .................................................. 15
2.3 Elaboração de um fluxograma ................................................................. 16

3 CONCLUSÃO .................................................................................................. 17

4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................... 17


5 ANEXOS ......................................................................................................... 17

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RESUMO
As organizações tem buscado cada vez mais a melhoria de seus processos através
de ferramentas de gestão da qualidade, objetivando a satisfação do cliente. A
garantia da gestão da qualidade com foco no cliente e resultados, faz com que as
organizações se tornem competitivas no mercado, ganhando domínio em seu
mercado, produtos e serviços. As ferramentas da qualidade são métodos
extremamente relevantes para alcançar metas e objetivos. Ao fazer rodar um ciclo
com o uso das ferramentas da qualidade, espera-se obter resultados positivos, uma
vez que, é possível, durante o processo, identificar falhas, problemas, erros, e trata-
los, possibilitando encontrar soluções dentro da aplicação das ferramentas, bem
como, aferir sua melhoria, baseada nas soluções tratadas em determinado
processo. Pela aplicação das ferramentas da qualidade, é possível definir,
mensurar, analisar e propor soluções para problemas que afetam o desempenho e
resultado de uma organização. São sete ferramentas da qualidade, sendo estas:
Folhas de verificação, diagrama de dispersão, fluxograma de processos, carta de
controle, diagrama de Ishikawa, diagrama de pareto e histograma. Neste trabalho
acadêmico, em especifico, será tratado a ferramenta de gestão da qualidade
denominada fluxograma, ao qual veremos a metodologia, simbologia, elaboração e
aplicação.
Palavras chave: Ferramentas, Qualidade, Fluxograma.

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ABSTRACT
Organizations have increasingly sought to improve their processes through quality
management tools, aiming at customer satisfaction. The guarantee of quality
management with a focus on the customer and results, makes organizations
become competitive in the market, gaining dominance in their market, products and
services. Quality tools are extremely relevant methods to achieve goals and
objectives. By running a cycle with the use of quality tools, it is expected to obtain
positive results, since it is possible, during the process, to identify flaws, problems,
errors, and treat them, making it possible to find solutions within the application of
the tools, as well as measure their improvement, based on the solutions dealt with
in a given process. By applying quality tools, it is possible to define, measure,
analyze and propose solutions to problems that affect the performance and results
of an organization. There are seven quality tools, namely: Check sheets, scatter
diagram, process flowchart, control chart, Ishikawa diagram, Pareto diagram and
histogram. In this academic work, in particular, the quality management tool called
flowchart will be treated, to which we will see the methodology, symbology,
elaboration and application.
Keywords: Tools, Quality, Flowchart.

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1. INTRODUÇÃO
A ISO 9001 conceitua qualidade como sendo a adequação e conformidade
dos requisitos que a própria norma e os clientes estabelecem. Entende-se como o
nível de atendimento de um processo, produto ou serviço entregue por uma
organização, estando diretamente ligado a sua excelência.
Porém, o conceito qualidade, pode ser considerado algo subjetivo, e abrange
as necessidades de cada indivíduo.
Iniciou-se o conceito qualidade, nos anos 20, onde os artesãos, que detinham
conhecimento, ferramentas e confeccionavam os produtos, determinavam também
os critérios a serem atendidos, não analisando os processos, e sim o produto final.
Inspecionar os produtos se tornou coisa rotineira, e nos anos seguintes com
o aumento da produção e as alterações nos processos produtivos, a necessidade
de identificar um produto sem qualidade e a separação através de requisitos,
acabou tornando este processo independente. Posteriormente um setor exclusivo
para tratar a qualidade de um produto passa a ser incorporado as organização, com
o objetivo de identificar problemas nos processos que poderiam acarretar a
qualidade final de um produto.
Com o aumento dos processos das organizações, consequentemente
aumentou também as dificuldades em solucionar problemas em relação aos
processos aos quais os produtos passam, sendo que a maior parte dos problemas
exigem a necessidade de intervenções em diferentes níveis, equipes, recursos.
Assim, entram as aplicabilidades das ferramentas da qualidade, denominadas
como métodos e técnicas gráficas, com o objetivo de identificar, explorar, indicar
soluções aos problemas que interferem no desempenho competitivo de uma
organização. As ferramentas permitem uma visualização mais prática da situação,
auxiliando na adoção de métodos mais elaborados para resolução. A denominação
de ferramentas da qualidade, inspiradas nas sete armas de benkei, de origem do
Japão pós guerra, onde nomes como Kaoru Ishikawa e W. Edwards Deming foram
apresentadas juntas como formas de melhoria de processos nas organizações.
O fluxograma, uma das sete ferramentas da qualidade, objeto de estudo deste
trabalho acadêmico, é entendido como uma representação gráfica que descreve os
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passos e etapas de um determinado processo, utilizando-se de simbologias pré-
estabelecidas para mapear o mesmo, facilitando a visualização ampla do ciclo que
percorre um produto ou serviço em sua totalidade. São diversos os tipos de
fluxograma, cada qual com simbologia unitária nos processos, podendo ser
divididos por linear, processo simples, funcional, vertical, horizontal.
A utilização do fluxograma permite deixar de forma clara e padronizada o
processo de uma organização, sendo importante na fase de elaboração de um
processo até a fase de análise crítica e alterações necessárias para melhorias.

2. FLUXOGRAMA
Um fluxograma, ou flowchart, é definido como um diagrama gráfico, que tem
como objetivo, retratar ou simbolizar, processos, fluxos de materiais, operações,
podendo ainda se estender a entradas e saídas, documentos recebidos,
informações recebidas e processadas, responsáveis e unidades ou partições da
organização, decisões tomadas.
O fluxograma permite entender de forma clara e rápida o funcionamento de
um processo ou serviço, ou conforme mensuração acima. Permite ainda, a
compreensão de um determinado processo, podendo identificar falhas, etapas
desnecessárias, ou etapas necessárias não inclusas em uma operação e ou
processo, para a partir desta análise, implantar melhorias e correções necessárias,
uma vez que demonstra o processo, passo a passo.
O objetivo de um fluxograma consiste em:
Padronizar a representação dos métodos e procedimentos;
Rapidez na descrição dos métodos;
Facilitar a leitura, interpretação e entendimento das operações, serviços;
Facilitar a localização e identificação dos aspectos relevantes nas operações,
serviços;
Flexibilidade;
Grau de análise.

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2.1 Representação gráfica do fluxograma
Para o fluxograma utiliza-se um conjunto de símbolos padronizados que
permite visualizar a movimentação de um processo, operação, serviço. A
simbologia é dividida por categorias de acordo com a necessidade de elaboração
de um fluxograma, sendo estas, operação, ramificação e controle de fluxo, entrada
e saída, armazenamento de arquivos e informações e processamento de dados. O
fluxograma sempre possui um início, um sentido de leitura, ou fluxo, e um fim.
Alguns símbolos básicos são usados na construção de qualquer fluxograma porém
eles podem variar. Veja abaixo algumas definições básicas:

• Geralmente, usa-se um círculo alongado para indicar o início e o fim do fluxo;


• A seta é usada para indicar o sentido do fluxo;
• No retângulo são inseridas as ações;
• O losango representa questões / alternativas;
• O losango sempre terá duas saídas;
• As linhas ou setas nunca devem cruzar umas sobre as outras;
• O texto deve ser sempre claro e sucinto;

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Conforme representação abaixo, cada categoria, por simbologia, nome e
descrição:
Operação
Símbolo Nome Descrição
Processo / Atividade Mostra uma etapa do processo.
Este é o símbolo mais comum
nos fluxogramas.
Processo pré- Indica outra etapa do processo
definido que está descrita em outro lugar.
Processo alternativo Usado quando a atividade é
uma alternativa a atividade
normal.
Espera/ Atraso Representa qualquer período de
espera que fizer parte do
processo.
Preparação Representa uma configuração
para outra etapa do processo:
algo deve ser feito, ajustado ou
modificado antes de prosseguir
o processo.
Operação manual Indica as etapas que não são
automatizadas e que vão se
repetir até que seja parada
manualmente

Ramificação e controle do fluxo

Símbolo Nome Descrição


Fluxo de linha Conectores de
símbolos que
mostram a direção
que corre o
processo.
Terminação Mostra os pontos
de início e fim de
um processo.

Decisão Indica um ponto de


decisão do
processo,
apresentando duas
possibilidades de
caminhos para o
fluxo de acordo com
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as condições
estipuladas na
decisão.

Conector É utilizado como


conector para ligar
um ponto ao outro
no fluxo,
normalmente
identificados com
letras maiúsculas (A
, BB)
Conector fora Mostra a
de página continuação do
processo para outro
processo
desenhado em
outra página.
Mesclar Representa a fusão
de vários processos
ou informações em
um só.
Extrair Mostra quando um
processo divide-se
em caminhos
paralelos.
Ou Indica que o fluxo
do processo
continua em duas
ou mais direções.
Somador Representa a etapa
em que vários
passos convergem
em um único
processo.

Entrada e saída
Dados Indica as entradas e saídas do
processo.
Documento Mostra um processo que gera
um documento.
Vários documentos Mostra um processo que gera
vários documentos.

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Exibição Indica um passo do processo
onde a informação é exibida
para uma pessoa.
Entrada manual Representa a etapa em que
uma pessoa deve inserir
informações manuais.

Armazenamento de arquivos e informações


Símbolo Nome Descrição
Dados Indica uma etapa onde os
armazenados dados são armazenados.

Processamento de dados
Símbolo Nome Descrição
Agrupar Indica uma etapa e que os
dados devem ser organizados
de uma forma padrão.
Classificar Representa uma etapa do
processo em que os dados
devem ser classificados em
uma ordem pré-definida.

2.2 Tipos de fluxograma


Os tipos de fluxograma aplicam se as diferentes operações, processos,
serviços de acordo com a necessidade de visualização etapa por etapa de acordo
com o maior número de informações que se deseja extrair e analisar, sequenciando
um trabalho.
D’Acenção (2007) lista os cinco itens que deveriam estar incluídos em um
fluxograma, sendo estes:
Tipos de operações executadas;
Unidades da organização responsáveis pelas operações distintas;
Estradas e saídas;
Tramitação de informação e documentação;
Volume de trabalho repassado a cada unidade da organização.

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Vejamos os tipos de fluxograma, detalhadamente, exemplificando de acordo
com simbologia já mencionada divididos em linear, processo simples, funcional,
vertical, horizontal.
Fluxograma de blocos: Esse tipo de fluxograma representa a sequência de
atividades por meio de blocos encadeados entre si. Possui um design não tabulado,
permitindo que seu desenho se adapte às necessidades de representações gráficas
dos processos, diferentemente do fluxograma vertical e horizontal, que são tabulados.
Por indicarem diversas operações, como entradas, operações, saídas, conexões,
decisões e arquivamentos, este tipo de fluxograma é utilizado para estudos analíticos
dos processos.

Fonte: Chiavenato, 2010.

Fluxograma de processo simples: É um diagrama de blocos que contém


pontos de decisão. Indica a sequência de funcionamento em processos simples, que
depende de uma condição para executar um tipo de tarefa.

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Fonte: Chiavenato, 2010.

Fluxograma funcional: Mostra a sequência de atividades de um processo entre


as áreas ou seções por onde ele acontece. É muito útil para processos transversais,
que passam por diversas áreas até ser concluído. Nele se inclui também os
responsáveis pelos setores e pode até indicar gargalos no processo.

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Fonte: Chiavenato, 2010.

Fluxograma vertical: Este tipo de fluxograma é utilizado para a construção de


uma rotina ou procedimento, como auxiliar no treinamento de pessoal e para a
otimização do trabalho. Ele é composto por colunas verticais e linhas horizontais. Nas
colunas verticais, encontram-se os símbolos (de operação, transporte, controle,
espera e arquivamento), os colaboradores envolvidos, o espaço percorrido e o tempo
necessário, conforme é demonstrado pela figura abaixo:

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Fonte: Chiavenato, 2010.

Fluxograma horizontal: Em termos gráficos, o fluxograma horizontal diferencia


do fluxograma vertical apenas na direção do deslocamento da sequência, que nesse
caso, é horizontalmente, mantendo-se os mesmos símbolos e convenções do
fluxograma vertical. Quanto ao objetivo, o fluxograma horizontal volta-se para a
análise das pessoas, em contraste com o foco na rotina, que é enfatizado pelo
fluxograma vertical.

Fonte: Chiavenato, 2010.


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2.3 Aplicação de fluxograma
O fluxograma é uma ferramenta da qualidade utilizada para organizar e
sequenciar os processos de uma organização, padroniza as operações, serviços,
melhora os processos aumentando a produtividade e reduzindo custos e otimizando
o processo, tendo como resultado final, um produto com qualidade em um processo
analisado etapa por etapa. O fluxograma permite uma análise crítica dos processos
para melhoria de gestão com resultados relevantes no desempenho de uma
organização no mercado competitivo.
O fluxograma permite o mapeamento de um processo de modo que ele possa
ser analisado posteriormente buscando a melhoria continua.

2.4 Vantagens da aplicação do fluxograma

Conforme (Rebouças, 2013), são inúmeras as vantagens da aplicação da


ferramenta fluxograma, uma vez que contribui para visualização do processo
produtivo em sua amplitude.
São algumas as vantagens do fluxograma:
• apresentação real do funcionamento de todos os componentes de um método
administrativo. Esse aspecto proporciona e facilita a análise da eficiência do sistema;

• possibilidade da apresentação de uma filosofia de administração, atuando,


principalmente, como fator psicológico;

• possibilidade de visualização integrada de um método administrativo, o que


facilita o exame dos vários componentes do sistema e de suas possíveis
repercussões, tanto positivas quanto negativas. Normalmente, os outros métodos
apresentam um mecanismo de leitura mais lento e menos claro, o que pode dificultar
sua análise;

• propiciar os adequados levantamento e análise de qualquer método


administrativo, desde o mais simples ao mais complexo, desde o mais específico ao
de maior abrangência;
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• propiciar o uso de convenções de simbologias, o que possibilita uma leitura
mais simples e lógica do processo, tanto por parte dos especialistas em métodos
administrativos, quanto por seus usuários;

• possibilidade de identificação mais fácil e rápida dos pontos fortes e fracos do


método administrativo considerado; e

• propiciar a atualização e manutenção do método administrativo de maneira


mais adequada, pela melhor clareza das alterações introduzidas, incluindo suas
causas e efeitos.

2.5 Elaboração de um fluxograma


O fluxograma contempla três divisões fundamentais: o início que compõe as
entradas, posteriormente o processo e em si, que engloba todas as operações e o
fim, que são os resultados gerados durante o processo.

Para isso, cada atividade do processo deve ser descrita dentro de um símbolo,
como demonstrado neste estudo acadêmico, o que auxiliar na interpretação do que
deverá ser executado.
Para fazer um fluxograma você deve:
1. Definir o processo que será esquematizado.
2. Definir o escopo do processo: onde ou quando iniciar o processo? Onde
ou quando parar? Qual o nível de detalhamento que será incluso no diagrama.
3. Debater as atividades que acontecem durante o processo.
4. Organizar as atividades em sequência adequada.
5. Desenhar os símbolos referentes as atividades.
6. Desenhar setas para mostrar o fluxo do processo.

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3. CONCLUSÃO
.

Após análise e estudo da ferramenta de qualidade (fluxograma), é possível


avaliar o quão importante é para uma organização a aplicação da mesma, uma vez
que permite visualizar amplamente todo o processo de determinado produto, serviço
e até mesmo da operação por mais complexa que esta seja, de forma simples e
resumida, onde é possível avaliar a fundo as falhas ou problemas, ou etapas ociosas
que possam ser eliminadas, reduzidas ou até mesmo reorganizadas e rearranjadas,
permitindo a otimização de toda cadeira de produção da empresa, com ganhos em
produtividade, redução de custo, desempenho de produção no mercado, possibilidade
de competitividade com demais organizações, além de melhoria dos processos,
tornando se padronizado o processo e ou operação, o que também reduz tempo.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARAUJO, Luis César G. de. Organização, sistemas e métodos e as tecnologias de


gestão organizacional. São Paulo: Atlas, 2011.

CHIAVENATO, Idalberto. Iniciação à sistemas, organização e métodos: SO&M. -


Barueri, SP : Manole, 2010.

D’ASCENÇÃO, Luiz Carlos M. Organização, sistemas e métodos. São Paulo: Atlas,


2007.

REBOUÇAS, Djalma de Pinho. Sistemas, organização e métodos: uma


abordagem gerencial. São Paulo: Atlas: 2009.

5. ANEXOS

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