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CONCEITOS FÍSICOS E QUÍMICOS DA FORMAÇÃO DOS RAIOS-X
• • • • • O Aparelho de RX Catodo/Anodo Câmara de vácuo A voltagem elétrica A formação de imagem radiológica

A Densidade da Matéria O número de átomos por unidade de volume,bem como a massa de cada átomo de matéria, podem-nos definir a sua densidade (unidade de medida: Kg/m3):

densidade = massa volume

A relação entre a densidade de um material e a de outro tomada como referência, é denominada de “densidade relativa”. Vejamos alguns valores de densidade relativa de diversos materiais que constituem o corpo humano, tomando-se como referência à água. Material Ar Pulmão cheio de ar Gordura Água Sangue, soro, fígado, partes moles, urina, Cartilagem Osso Densidade relativa 0,0013 (meio de contraste negativo) 0,2 0,92 1,0 1,01 a 1,06 1,09 1,9

Junto aos dados da densidade relativa, indicaremos a seguir o “número de ordem efetivo”, que se obtém dos diferentes números de ordem dos elementos constitutivos do corpo humano combinados quimicamente.

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Material Ar Pulmão cheio de ar Gordura Sangue, soro, fígado, partes moles, urina Cartilagem Osso

Número de ordem efetivo aprox. 7,6 aprox. 7,7 aprox. 6,0 aprox. 7,1 a 7,5 aprox. 13,0 aprox.14,0

O DESCOBRIMENTO DOS RAIOS ROENTGEM Os raios Roentgem, ou raios X, foram descobertos pelo professor Dr. Wilhelm Corand Roentgen, em 8 de novembro de 1895, em Wuerzburg (nascido em 27 de março de 1815 em Lennep; falecido em Munich, em 10 de fevereiro de 1923, e enterrado em Giessen). O descobrimento dos raios roentgen baseou-se em experiências com ampolas de Hittorf e Crookes (luminiscência de platino-cianureto de bário), seguido de uma pesquisa sistemática. Em Remsscheid-Lennep se encontra hoje o Museu de Roentgem. Três foram às publicações de Roentgen dos raios X 1. um comunicado em 28 de dezembro de 1895 (aparecimento nos primeiros dias de janeiro de 1896); 2. um comunicado em 9 de março de 1896; 3. um comunicado em 10 de maio de 1897. O primeiro trabalho apresentado por Roentgen oficialmente foi “Um novo tipo de radiação”, logo após a terceira reunião anual da Sociedade de Físicos em Medicina, em Wuerzburg. Em 1901, Roentgem recebe o primeiro Prêmio Nobel de Física. Os componentes de tubo de raios X 1. Uma fonte de elétrons. 2. Uma energia de aceleração dos elétrons. 3. Uma trajetória livre para os elétrons (vácuo). 4. Um dispositivo focalizador do feixe de elétrons. 5. Um corpo de frenagem (anodo).
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Com relação à 1º A fonte de elétrons é o filamento (catodo) do tubo de raios X. O aquecimento do filamento é feito por um transformador especial de filamento. Com relação a 2 ºA energia que fornece aceleração aos elétrons é dependente da tensão aplicada ao tubo de raios X (nos casos convencionais, 30 a 100 kV; em técnica de raios duros, 100 a 150 kV; em procedimentos especiais, até 200 kV). Com relação à 3º A trajetória livre para os elétrons, na qual estes podem ser acelerados, como sendo o espaço praticamente sem ar (aproximadamente 10-5 a 10-6 mm de Hg), entre o catodo e o anodo (termo antigo; anticatono) no tubo de raios X. Com relação à 4º O dispositivo acumulador de elétrons é um “coletor eletrônico” (cilindro de Wehnelt) que faz com que os elétrons não se dispersem, indo todos incidir sobre o foco térmico. Os elétrons refletidos da área focal (radiação extra-focal) irão produzir raios X ao se chocarem com outras partes do tubo ou na ampola de vidro. As influencias negativas dessas radiações são eliminadas, em certo tipo de tubos de raios X de anodo fixo, por uma cabeça captadora de elétrons. Com relação ao 5º O corpo (anodo) que freia os elétrons é constituído: a) Em tubos de anodo fixo, de uma placa de metal tungstênio fundido em cobre; b) Em tubos de anodo giratório (PANTIX), de um prato de tungstênio (nos tubos BIANGULIX RAPID, de uma liga de tungstênio e rênio) sobre um eixo de molibdrênio. No final desse eixo encontra-se um rotor (induzido) de um motor que é acionado por um estado localizado dentro da cúpula do tubo de raios X. O numero de rotação do anodo é aproximadamente de 3400 rpm nos tubos PANTIX, e de 10000 rpm nos tubos BIANGULIX RAPID, quando alimentados em 60 Hz. O ponto de impacto dos elétrons sobre a placa de tungstênio se denomina “mancha focal” ou “foco” (nos tubos de anodo giratório). Os tópicos 1,3,4 e 5 podem ser encontrados no tubo de raios X constando de : a) Uma ampola de vidro praticamente sem ar (tubo a vácuo); b) Um catodo incandescente com dispositivo acumular de elétrons; c) Um anodo (anticatodo) de cobre com uma placa fundida de tungstênio (em tubos de anodo fixo), ou com um prato de tungstênio ou liga de tungstênio-rênio (em tubos de anodo giratórios). O catodo e o anodo estão posicionados em um acerta distancia, soldados no corpo de vidro em posição axial oposta. O tópico 2 ´w atendido por uma fonte de alta-tensão (transformador), que eleva a tensão de rede (por exemplo 220 V), para até 30 a 125 k (em casos excepcionais até 200kV), como são utilizadas em radiodiagnóstico. 1. Um equipamento de radiodiagnóstico se compõe de dois elementos principais: 2. A parte geradora, que compreende o tubo de raios X e sua cúpula de proteção, a fonte de alta-tensão com seu comando, os elementos de controle, comutação e regulagem, sua conexão e cabos de alta-tensão.

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no local (conforme as condições da rede local). com velocidades muitas elevadas (16500 km/s a 100 kmV). por irradiação (produção de raios infravermelhos). O aparelho de radiodiagnóstico. pois possui um ponto defusão de aproximadamente 3400ºC. O processo de geração dos raios X 1. na cápsula. Em tubos de anodo giratório. Do volume de raios produzidos (1%). O calor é absorvido pelo óleo no interior da cápsula. engiografias). podendo atingir aproximadamente 90ºC. O metal tungstênio (número de ordem: 74) se apresenta bastante adequado para esse fim. se o anodo estiver positivo ( + ) e o catodo negativo ( . quando à troca entre a carga do tubo e os tempos de pausa recomendados. por isso. por irradiação e condução. Ao se conectar a alta-tensão. Nos modernos geradores de radiodiagnóstico. o material de que é feito o ponto focal deve possuir altas temperaturas de evaporação e fusão. b) Raios O rendimento na geração de raios X é muito pequeno. O filamento. apenas 10% podem ser aproveitados (radiação útil). MONODOR*. tanto maior será a quantidade de radiação produzida (dentro do grau de rendimento mencionado). Dependendo da alta-tensão aplicada ao tubo de raios X (kV). NADADOR 1 E 2. torna-se altamente produtor de raios. mAs ou mA. às vezes. e tempo de exposição) são pré-calibrados na fábrica ou ajustados. gerando assim elétrons (nuvem de elétrons ou carga espacial). que é o posto de trabalho para execução dos exames. A alta produção de calor exige um resfriamento eficiente do anodo. Esse resfriamento é feito: Em tubos de anodo fixo. o restante é convertido em calor (nas perdas de calor o anodo fica incandescente). pelos técnicos. No ponto focal os elétrons são desacelerados e sua alta energia de movimentos convertida em: a) Calor. NANOPHOS). Aconselha-se.). ocorrendo.3. 2. utilizar um sistema de ventilação. para evitar a evaporação ou danificação (o metal se torna áspero) do material do ponto focal. 3. um aquecimento excessivo em radioscopias prolongadas ou em radiografias seriadas (séries rápidas. (catodo) do tubo de raios X é aquecido (até aproximadamente 2000º C). os elétrons são atraídos em forma de feixe e acelerados acentualmente em direção ao anodo. sobre o ponto focal (foco). Devem ser sempre observadas as instruções de uso. Por causa de seu alto número de ordem. 4 . Nota: Quanto maior for o número de ordem do material que constitui o ponto focal. para acelerar a troca de calor. cinerradiografias. principalmente em geradores unitanque (RADIOESPERA*. poderá se dar uma transformação de apenas 1% da energia em raios X. Em função da elevada formação de calor. PLEODOR*. todos os dados de carga para os tubos de raios X (kV. sua construção é determinada pelo tipo de exame a executar.

irradiações de calor. Difusão (desvio provocado pela estrutura atômica do objeto sobre parte do feixe de radiação). enfraquecimento = absorção + difusão. quanto maior a alta-tensão (kV) aplicada ao tubo. luz e ultravioleta. para todas as direções. O enfraquecimento de um feixe de radiação. é determinado por: Absorção (energia dos rios que permanecem no corpo). Écrans fluoroscópicos: sulfato de zinco-cádmio (por exemplo. Os raios X se dispersam do ponto focal. aqueles que saem da janela do tubo de raios X envolto pela cúpula blindada com chumbo. e quanto mais elevado o número de ordenado elemento que compõe na “Tabela periódica dos elementos” c) Em todos os corpos que atravessam. Esta absorção é tanto maior quanto mais espesso ou denso for o corpo. Laure e seus companheiros W. são por ele absorvidos. A radiação difusa provoca redução no contraste das imagens radiológicas e exige a criação de proteção adequada. d) Fazem florescer certos sais metálicos. Os raios úteis perfazem apenas 1/10 de todas as radiações produzidas. Compõem-nas a radiação difusa. b) Ao atravessarem o corpo. Apesar da forte blindagem da cúpula de raios X absorvendo toda radiação não útil. Friedrich e P. 5 . ou seja. O que são raios X? O professor Roentgem qualificou os raios X como “oscilações etéras” (longitudinais). conseguiram demonstrar.4. as propriedades das ondas eletromagnéticas (transversais) de pequeno comprimento de onda (menos que 1/10000000cm = 108 cm). Para o exame radiológico. Knipping. em linha reta. A porcentagem radiação difusa é tanto maior quanto: • • • maior o volume do corpo atravessado. menor a densidade da matéria irradiada. 2. ao passar por um determinado corpo. isto é. a radiação própria ou de elétrons. écrans Helia). produzem radiações secundárias. As propriedades dos raios X a) Atravessam o corpo tanto maior quanto for à tensão no tubo (kV). mais duro à radiação utilizada. são de interessa só os raios úteis. que os raios X possuem características semelhantes às ondas de raio. conforme já visto. isto é. O professor Dr. através do aparecimento de esforços de flexão nos cristais. Na área do radiodiagnóstico só tem significação prática a radiação difusa. deve-se evitar a permanência prolongada perto da cúpula ou ao seu redor (máxima dose permissível: 100 mR/h a 1 m de distância) A natureza e as propriedades dos raios X 1. portanto.

f)Propagam-se em linha reta (do ponto focal) para todas as direções. em função de sua espessura variável. este absorve parte da radiação X. produzem. por exemplo. g) Transformam gases em condutores elétricos (ionização). após um processo de revelação. esta é de tal maneira sensibilizada que. um dezesseis avos. a quatro vezes. melhor reconhecimento da imagem com pequena quantidade de dose). Como estas duas 6 . está sujeita a determinadas leis e fatos de importância na técnica radiográfica: a lei do quadrado da distância (a energia de radiação. tanto mais intensamente quanto maior a concorrente aplicada ao tubo e quanto maior o tempo de exposição. h) Exercem um feito biológico Aplicação prática: radioterapia. diferentes intensidades luminosas conforme o grau de absorção desses raios.Na moderna técnica da radioscopia. Na variação da tensão (kV) aplicada ao tubo para dado valor decorrente. direção da projeção dos raios (com feixes oblíquo há distorção do objeto na reprodução). é igual a um nove avos. Essa propriedade. de sua densidade e de seu número de ordem. Os ares mais escuros no écran radioscópicos são denominados “radio-opacas” e as mais claras “radiotransparentes”. Aplicação prática na medição radiográfica de doses: os dosímetros convencionais ou de diagnósticos (para medição do produto área x doses. medida a três vezes essa distância. e assim pro diante). Se entre o tubo de raios X e a tela for colocado um corpo humano. mas somente após um processo químico (revelação: redução de bromo e da prata) na câmara de revelação. A radioscopia Ao iniciar a radiação X sobre o écran radioscópio. é um quarto do valor original. criando uma imagem do corpo através de um relevo de sombras radiológicas. em radioscopia ou radiografias). A radiografia a)Ao iniciar a radiação X sobre uma emulsão fotográfica. medida a uma distancia igual ao dobro da distancia da fonte. 2. à primeira vista não perceptível pelo olho humano. também chamada “projeto central”. o exposimetro automático Siemens IONTOMAT. um aumento de tensão influi na razão diretamente proporcional sobre um aumento de luminosidade. como. a radiação X provoca. Desse efeito observa-se a necessidade de adoção de medidas de proteção radiológica e normas de comportamento específicas A PRODUÇÃO DA IMAGEM RADIOLÓGICA 1. contanto que a tensão (kV) seja a mesma. no écran radioscópico. uma modificação dos grãos de bromo e prata. isto é. Os raios X. mostra-se enegrecida. este se ilumina tanto mais quanto mais o valor da corrente aplicada ao tubo. Deve-se evitar o uso do nome “câmara escura”. o dimensionamento correto e a definição da imagem. o dosímetro tipo PTW DIAMENTOR D. de forma latente. o intensificador de imagem substitua os écrans convencionais (vantagem entre outras: nenhuma adaptação ao escuro. e)Enegrecem emulsões fotográficas (emulsão de bromo e prata). assim enfraquecidos. utilizando a denominação correta “câmera de revelação”.

Pode-se assim calcular facilmente. Filamento Tem forma de espiral. produz-se um enegrecimento da emulsão fotográfica. A ionização nos átomos de tungstênio ocorre devida ao calor gerado e os elétrons são emitidos. de sua densidade e de seu número de ordem. Os raios enfraquecidos produzem menor enegrecimento da película. são classificadas segundo os seus miliampéres/segundo (mAs). devido à tensão aplicada. As partes escuras de uma radiação são denominadas “radiotrasparências” (recebem maior quantidade de raios). com valor de mAs constante. de tal forma que.variáveis atuam de igual forma sobre o enegrecimento da emulsão fotográfica. e 1 ou 2 cm de comprimento. valor de mAs = tempo de exposição corrente do tubo valor de mAs = corrente do tubo tempo de exposição lembre-se sempre do triangulo mAs: mAs mA x s (cobre-se com dedo o valor desejado. também o chamam de “produto mAs”. por esta razão. conhecido o tempo de exposição: intensidade de corrente aplicada ao tubo (mA) x tempo de exposição = mAs. produz-se um enegrecimento da emulsão fotográfica. A variação do enegrecimento da emulsão fotográfica. e lê-se a relação entre os valores restantes). Este fenômeno se chama emissão termiônica. aumenta-se o enegrecimento e vice-versa. ele absorve parte da radiação X. O tungstênio é utilizado porque permite maior emissões termoiônicas que outros metais (temperatura de 3. em função de sua espessura. de tal forma que. é muito grande. Através dele são emitidos os elétrons. Complemento: O Catodo É o pólo negativo do tubo de raios-X. a partir de um valor de mAs conhecido. construído em tungstênio e medindo cerca de 2mm de diâmetro. ou. esse grau de variação corresponde à quinta potência da tensão. assim. ao aumentar a tensão. calcular um acorrente do tubo. quando uma corrente de aproximadamente 6 ampères atravessa o filamento. a sombra provocada pelo corpo demonstra ao obtido na imagem do écran radioscopia. No caso de filmes com écran reforçador. b)Ao se colocar um corpo entre o tubo de raios X e a emulsão fotográfica. O valor de mAs é o produto entre a corrente do tubo (mAs) e o tempo de exposição (s). Normalmente os 7 . Dividindo-se em duas partes: Filamento e capa focalizadora (cilindro de welmelt). o tempo de exposição com certa corrente do tubo. e as mais claras “radioopaciodades”. É condição básica que a tensão (kV) no tubo permaneça constante. Ao variar a tensão no tubo de raios X (kV).380 °C).

Capa Focalizadora Sabe-se que os elétrons são carregados negativamente havendo uma repulsão entre eles. ocorre uma perda.filamentos de tungstênio são acrescidos de 1 a 2% de tório. o filamento do catodo é envolvido por uma capa carregada negativamente. Existe dois tipos de anodo: anodo fixo e anodo rotatório. e com isso. para não derreter o anodo. A eficiência da capa focalizadora é determinada por seu tamanho. Anodo fixo É encontrado normalmente em tubos onde não é utilizada corrente alta. O anodo recebe os elétrons emitidos pelo catodo.. Além de ser um bom condutor elétrico. 8 . Anodo É o lado positivo do tubo de raios-X. Para evitar esse efeito. o anodo é também um bom condutor térmico. Ao serem acelerados na direção do anodo. Anodo rotatório A maioria dos tubos de raios-X utiliza este. unidades de radioterapia convencional e etc. sua carga. Quando os elétrons se chocam contra o anodo. produzir feixes mais intensos. mantendo os elétrons unidos em volta do filamento e concentrando os elétrons emitidos em uma área menor do anodo. forma e posição do filamento dentro da capa focalizadora. devido a sua capacidade de resistir a uma maior intensidade de corrente em tempo mais curto. devido a dispersão dos mesmos. mais de 95% de suas energias cinéticas são transformadas em calor. O material mais usado no anodo é tungstênio em base de cobre por ser adequado na dissipação do calor. Este calor deve ser conduzido para fora rapidamente. como aparelhos de raiosX dentários. unidades portáteis. que aumenta eficientemente a emissão termoiônica e prolonga a vida útil do tubo.

Alvo É a área do anodo que recebe o impacto dos elétrons. Suprimento de alta voltagem Em todos os aparelhos de raios-X.000 rpm. o alvo é feito de uma liga de tungstênio incluída em um anodo de cobre. Normalmente a capacidade de rotação é de 3. Voltagem do tubo Mudando o potencial de aceleração do tubo. • Ponto de fusão (3. No anodo fixo. superior à temperatura de bombardeamento de elétrons (2. num tubo com foco de 1mm. acarretando grande eficiência na produção de raios-X.000 ° C). O aumento do kV implica no aumento do número de fótons de maior energia. No anodo rotatório o alvo é um disco giratório. No anodo rotatório de diâmetro de 7 cm. A capacidade de carga é aumentada com o número de rotações do anodo. Existe anodo de tubos de maior capacidade que giram a 10. Portanto. o anodo rotatório permite o uso de área uma centena de vezes maior que um anodo fixo. Este aumento altera mais a imagem radiográfica do que a remoção dos fótons de baixa energia. mudamos também o espectro do feixe.400 rotações por minuto.380 ° C). temos: no anodo fixo a área de impacto (alvo) é de aproximadamente 1mm x 4mm = 4mm². o raio de impacto é de aproximadamente 3 cm (30 mm). A escolha do tungstênio deve-se à: • Alto número atômico. mas muito 9 . Com isso o calor resultante não fica concentrado apenas em um ponto como no anodo fixo. a voltagem é aumentada por um transformador de linha 110 220 volts para o kV desejado. A forma de onda é a mesma da linha de suprimento. Este disco tem uma resistência grande à alta temperatura. Sua área alvo total é aproximadamente 2 x p x 30mm x 4mm = 754mm². Aquecimento do anodo O anodo rotatório permite uma corrente mais alta pois os elétrons encontram uma maior área de impacto. com mesmo tamanho de foco. resultando em uma rápida dissipação do calor produzido. Fazendo a comparação de ambos. • Condutividade térmica quase igual a do cobre.

em circunstâncias ocasionais de superaquecimento do anodo. portanto. danificando o tubo. Neste caso. 2. Para resolver este problema. a taxa de aquecimento do anodo e o rendimento do tubo (taxa de produção de raios-X). A proteção contra radiações em instalações médico–radiológicas 10 . PROTEÇÃO DO OPERADOR DE RAIOS X • • • • Normas de proteção Medidas de proteção Proteção e o projeto arquitetônico. uma vez que a corrente só pode fluir quando o alvo for positivo em relação ao filamento (negativo). possibilita uma fácil obtenção de um potencial de aceleração virtualmente constante. poderiam ocorrer elétrons livres. Entretanto. durante o porção positiva do ciclo de AC. o tubo de raios-X é conectado aos terminais do secundário do transformador. Existem vários tipos de circuitos utilizados na amplificação da voltagem. No tipo mais simples de circuito. A forma de retificação modifica o espectro dos elétrons produzidos. modifica o espectro de raios-X produzidos. entre estes temos: Retificação de meia onda. e. dentro de uma pequena variação de kV. o tubo é o retificador. isto é. foram desenvolvidos circuitos de retificação que elimina os ciclos negativos.aumentada em amplitude. A tecnologia mais moderna com o uso de geradores multi-pulsos. A utilização deste método. retificação de onda completa. retificação trifásica e multi-pulsos. Um tipo eficiente de retificação inverte a polaridade do ciclo negativo possibilitando a produção de raios-X durante todo o ciclo. Durante o ciclo negativo não existem elétrons livres do alvo (que está agora carregado negativamente). variando de 0 ® máximo 0 ® máximo ® 0. O potencial elétrico é produzido por uma corrente alternada (AC). que iriam do anodo ao catodo durante o ciclo negativo . aplicado em um circuito trifásico possibilita a produção de elétrons quase monoenergético.

Regulamentação sobre a proteção contra os danos causados por elementos radioativos (primeira regulamentação de proteção à radiação. bem como o uso de aparelhos radiológicos em escolas. por exemplo. o nome DIN é o símbolo do “trabalho conjunto das comissões de normas alemãs” (da folha DIN de 31/4/51). manuseio e eliminação de elementos radioativos. outras normas reconhecidas. regras de proteção radiológicas para sua fabricação”“. ou. As normas DIN mais significativas para a radiologia se baseiam nas recomendações da Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP) e das correspondentes normas Euratom. A Lei Atômica Lei elaborada pelo setor de normas básicas da Euratom. pertencem à família das radiações ionizantes. as prescrições alemãs para proteção contra radiações. Nota.DIN 6811 (janeiro de 1972) “instalações médico-radiológicas até 300 KV. regras para a dosimetria. Estas regulamentações têm como objetivo à utilização de elementos radioativos no ensino. o DIN passou a significar Das Ist Norm (Isto é Normal). 11 . Regulamentações legalizadas Destacam-se: 1. 2. que aborda a utilização pacífica da energia do núcleo do átomo e a proteção contra seus perigos. Rad. O símbolo da agremiação é DIN. como. posteriormente modificada em 23/06/1970. Regulamentação sobre a proteção contra os danos causados por radiações ionizantes em escolas (segunda regulamentação de proteção à radiação). Ambos os significados são ultrapassados. a saber: DIN 6809 (outubro 1963) “radiação roentgen e gama na medicina e biologia. armazenagem. que virá em breve substituir a primeira e segunda regulamentações de proteção contra radiações. A norma DIN O nome DIN simboliza o trabalho conjunto de comissões de normas alemãs. sendo por isso necessário que sejam seguidas rigorosamente às regulamentações legalizadas no país. Hoje. com validade a partir de 1/09/73 (regulamentação radiológica = “Reg. 3.”). como também as radiações provenientes de elementos radioativos. publicada em 28/12/59. na ausência destas. que era a abreviação antiga de Deustche-Industrie-Normen (Normas Industriais Alemãs). Regulamentação sobre a proteção contra os danos de radiação Roentgen (raios X) de 1/3/73. Está em fase de preparo ema nova regulamentação sobre a proteção contra os danos de radiação ionizantes.Os raios X. na sua última versão de 15/10/1965).

tiverem conhecimentos de proteção radiológica. regras para sua fabricação”. DIN 6814 (diversas folhas) “conceitos e denominações na técnica radiográfico”. Por isso. sob o título de “Para o uso de pessoas autorizadas. não compreendidas no item 1. No parágrafo 20 da Reg. principalmente na proteção contra radiação. a maioria são os pacientes que usam o radiodiagnóstico. Rad. As pessoas são autorizadas ao exercício da prática médica ou odontológica. como também relativo a toda população e aos animais. Uma vez que as normas DIN devem sempre se adaptar ao avanço da ciência e da técnica. 12 . resultante do produto dose x área”. Nesse casa. comprovado através de um exame pelas autoridades competentes.DIN 6812 (janeiro de 1972) “instalações médico-radiológicas até 300 KV. A importância das Regras Radiológicas de Proteção pode ser reconhecidas no fato de que. Rad. quando: 1. As medidas de proteção contra radiações Baseiam-se na Lei Atômica já aprovada. 2. Nota. mas também os genéticos (herança biológica). DIN 6816 (março de 1964) “dosimetria de filmes sob o princípio de filtragem analítica para a proteção radiológica”.) se determina que só as pessoas que possuem conhecimentos sobre a técnica de radiodiagnóstico e radioscopia. vem determinado:”Só é permitida a utilização de raios X sobre pessoas vivas por pessoas no exercício de sua profissão.. e em regulamentações posteriores. As pessoas. consideram-se não só os efeitos somáticos (em relação ao indivíduo). podem ser expostas á radiação ou utilizá-la em outras pessoas ou animais. abrangendo o setor de proteção contra radiações ionizantes do pessoal atuante em radiologia (profissionais expostos à radiação). DIN 6815 (janeiro de 1962) “regras para controle de proteção radiológica em aparelhos médicos de raios X até 300 KV”. da população exposta á fontes de radiações artificiais. DIN 6819 (junho de 1968) “exposição à radiação de pacientes no diagnóstico radiológico. regras de proteção radiações para sua construção”. nas Regulamentações Radiológicas (Reg. com portas e paredes de proteção. são necessárias atualizações de tempos em tempos. DIN 6813 (março de 1962) “vestimentas de proteção radiológica.

Conceitos e terminologia na proteção contra radiações Nas Regulamentações Legalizadas nas normas DIN e outras publicações em proteção radiológica.58 . assistente médico-técnico. em planejamento de proteção radiológica) e só considera as diversas ações biológicas de cada tipo de radiação. A dose energética pode ser calculada por intermédio da dose iônica sob determinadas condições básicas. 10-4 C/kg) A dose energética Energia gerada em um material ao ser irradiado é o quociente da energia transferida (joule) e da massa (kg) da matéria irradiada. e que possuem os respectivos conhecimentos em proteção radiológica. A unidade legalizada da dose energética é o joule por quilograma (J/Kg).s segundo A dose equivalente Só é utilizada em proteção radiológica (por exemplo. Convertendo: (!R = 2. são encontrados conceitos e termos em grande número. A capacidade de dose energética É a dose energética por unidade de tempo: Joule quilograma x segundo Convertendo. da Unidade SI legalizada para Dose Ionizante é: Coulomb por quilograma = C/kg. porém.01 J/Kg. de radiologia) que são controlados permanentemente pelas pessoas indicadas no item 1.3. temos 1 rad = 1 RAD/S = 0.s . Trata-se de outros auxiliares (por exemplo. 4.01 j/Kg. cujo símbolo literal é rd. Entre as duas unidades existe a equivalência: 1 rd = 0. e em vigor até 31/12/77. A dose iônica Baseia-se na ação de radiação ionizante em um volume de ar. Origina-se da dose energética multiplicada por um fator de valorização (peso) (q): 13 = J Kg. com símbolo literal “rem”. conforme a Regulamentação de Procedimento (de 26/6/1969) da lei sobre “Unidades de Medidas” (de 2/7/1969) válida. As pessoas pertencerem às profissões de assistente médico-técnico de radiologia. Outra unidade em uso é o RAD (de radiation absorved dose). dos quais os mais importantes são relacionados a seguir. A Unidade de Dose Ionizante é 1 roetgen = 1R. A atualizada para doses equivalentes é o “rem” (de “radiation aquivalent man “). por enquanto até 31 de dezembro de 1977.

denominações tais como dose de corpo inteiro. é o determinante para o cálculo da dose corporal. ou a capacidade de dose equivalente (em rem/s) para tecidos moles. ou em relação a um volume crítico do corpo. mas apenas calculada pela dose pessoal sob determinantes condições. ou a capacidade de dose iônica (em R/s). as definições definitivas e outros conceitos em radiologia estão ainda sendo discutidos . também usualmente mencionada nos planejamentos de proteção radiológica. A capacidade de dose local É a capacidade de dose energética (em rd/s) medida me um certo local. sobre uma área crítica. 14 . Se numa determinada parte crítica do corpo é feita referência à dose corporal. podem ser utilizadas. por exemplo. A dose pessoal não deve ser confundida com a dose corporal. A dose corporal É a dose equivalente definida em relação a um volume crítico do corpo. as doses iônicas energéticas e equivalentes podem ser praticamente igualadas:1R – 1 rad – 1 rem Do mesmo modo como as unidades R e rad. tecido ou parte do corpo. é a dose iônica (em R). ou em relação à pele. medida em parte externa do corpo que seja representativa para a exposição de radiação em uma pessoa que está sendo controlada quanto à proteção radiológica. o valor do fator q para tecidos moles é aproximadamente 1. Entende-se por volume crítico o volume de um órgão. ou é a dose iônica (em R) livre no ar. Por essa razão. com uma distribuição de dose uniforme no corpo. porém. dose medular e dose de glândulas tiróides. a unidade “rem” é legalmente válida até 31/12/77. na maioria dos casos.Doses equivalentes = doses energéticas x q (em rem) (em rd) No âmbito do radiodiagnóstico. A capacidade de dose equivalente É o “rem” por unidade de tempo: 1 rem = 1 rem/s 1 segundo A dose local É a dose energética medida em um certo local (em rd) ou dose equivalente (em rem) para tecidos moles. Provavelmente haverá também um adiantamento do prazo estabelecido. A dose pessoal É a dose energética (em rd) para tecidos moles. que. Entretanto. Ela não pode ser medida.

cessa no momento em que se desliga a radiação primária. Atenção especial é dada na Reg. Rad.012 J/kg 1. tanto o médico quanto os assistentes devem prestar atenção principalmente quanto às radiações secundárias (difusas). num ângulo de 45ºao feixe principal. Conforme a norma DIM 6811. para o qual deve ser pedida uma aprovação especial de institutos técnicos de ensaios de ramo (na Alemanha o PTB = Physikalsh-technische Bundesnstlt). à proteção contra as radiações direta. e.6 J/kg 15 rem = 0. a radiação difusa diverge para baixo. devem-se calcular os dispositivos de proteção contra radiação de tal maneira.15 J/kg 5 rem = 0. à radiação terciária procedente da radiação secundária. difusa proveniente do paciente. A proteção radiológica em instalações deste tipo visa. a 1 metro de distância 15 . a industria alemã de aparelhos de raios X obedeceu rigorosamente às normas DIN.003 J/kg 0. como as que passam pela cúpula do tubo de raios X. Na verdade. ao terminar o exame radioscópico ou radiográfico. cujo conteúdo está de acordo com as recomendações da ciência e da técnica. Rad. Em aparelhos com tubo sob a mesa (com emissor de raios X por baixo do tampo sobre a qual fica o paciente). a carcaça da mesa e do carro porta-tubo). Destaque-se o fato de que a distribuição de radiação difusa. em aparelhos com tubo de raios X sobre a mesa.A proteção contra radiações do ponto de vista técnico Essa proteção começa pela construção e pela proteção das instalações radiológicas. em um aparelho unitanque: tubo de raios X + transformador de alta-tensão). ao emissor de raios X ( = tubo de raios X + cúpula de proteção. muitas pessoas não-informadas acreditam que os raios permanecem flutuando pela sala de raios X após muito tempo. não deve ultrapassar uma dose local de 100 milirroetgen por hora = 100 mR/h.004 J/kg 0. Assim.2 rem = 0. é diferente daquela em que o aparelho com tubo está sob a mesa. sendo as radiações praticamente absorvidas pelos dispositivos laterais de proteção contra a radiação (entre outras.05 J/kg 0.3 rem = 0. em primeira linha. provenientes do paciente. a norma DIN 6811 (valida a partir de 1972) é obrigatória. do examinador e do pessoal auxiliar que trabalha. toda e qualquer radiação secundária. perto do paciente e do emissor de raios X. Aqui fica evidenciado que. Há alguns anos. Um emissor de raios X. no uso adequado da instalação radiológica.001 J/kg Fora das zonas de proteção. não fiquem expostos a um valor de dose corporal superior aos mencionados na seguinte tabela: Região do corpo exposta Antebraço com mãos Calcanhares e pés Cabeça Tórax com pescoço. terciária ou passagem. uso de vestimentas especiais de proteção contra as radiações. antes de existirem as regras de proteção radiológica pela Reg.05 J/kg Dose corporal média calculada da dose anual por mês por semana 5 rem = 1. No relatório de ensaio constam todos os dados importantes de proteção do emissor em questão. passante pela cúpula do tubo de raios X e outras.1 rem = 0. bem como às outras radiações. esses institutos informam às autoridades o seu resultado. na construção de instalações radiológica até 300 kV. em casos especiais.2 rem = 0. Após prova concluída.012 J/kg 0. braço e pernas Dose corporal por ano (dose anual) 60 rem = 0. com a janela de saída do feixe de radiação com vedação com chumbo. a permitir que profissionais expostos à radiação. (de 1/3/73).

1.5 mm de alumínio (o tubo possui cerca de 0. Assim devem ser elaboradas medidas práticas adicionais de organização para atender as exigências de proteção radiológica. também a forma e o modo de usar o equipamento. Em radiografias normais. diafragmas e cones localizadores) de vem corresponder a normas em vigor. representação de corpos estranhos de pequeno número atômico e em mamografias.4 mm de alumínio com filtragem própria). que possui reguladores e indicadores que permitem uma escolha correta e um controle dos dados radiológicos. uma filtragem total de até 5 mm. só é permitido fazer radiografias de raios moles. garantindo a sua reprodução a qualquer instante. por exemplo. O médico e seu pessoal assistente. 2. Diafragmas de radiações primárias ou cones para limitação do feixe de raios só devem ser utilizados co emissores de raios X para os quais sejam previstos o seu uso (conforme licença do tipo de construção). 1.mencionados nos itens a) a c) com o uso de filtro adicional. mas também o gerador de raios X com seu comando. Não só a forma de construção das instalações radiológicas (conforme as normas e regulamentos de proteção radiológica) é importante para a dose de radiação recebida pelo médico. que utilizam raios X.0 mm de alumínio. O valor equivalente do alumínio no filtro adicional deve ser reconhecível. e outros. pelo seu pessoal assistente e pelo paciente. 2. Em aparelhos radiológicos com tensões nominais superiores a 70 kV devem existir suportes para filtros adicionais. o cobre). o emissor de raios X Bi 125/30/50 Mar com uma filtragem total de 0. mas. com finalidade da pré-determinação de doenças das articulações. dão a melhor garantias para uma proteção radiológica técnica ideal. Também os acessórios utilizados (filtros. Não só a mês de exames deve ser considerada importante na proteção radiológica. devem-se conseguir os valores de filtragem total.5 mm de alumínio.do ponto focal. Neste caso. O sistema próprio de filtragem deve ter no mínimo os seguintes valore: a) com tensões nominais de até 70 kV. O ponto focal deve ser marcado e facilmente localizado sobre a cúpula. uma filtragem total de até 4 mm.ais vantajosos os matérias de filtros com número de ordem superior ao alumÍnio (por exemplo. na utilização de uma instalação radiológica construída convenientemente conforme as normas. b) com tensões mínimas acima de 70 kV. 16 . d) com tensões nominais superiores a 125 kV. Com esse valor de filtro. perante a carga máxima indicada no tubo. Condições especiais são válidas para os emissores de raios X para técnicas de raios mole (na grama de 25 a 35 kV). são . sim. para se conseguir: c) com tensões nominais até 125 kV.

para o médico e seu pessoal assistente (chama-se especialmente a atenção para aventais de proteção de menos peso para cirurgiões e assistentes. não se podem localizar cabinas. pelo menos. 2. Então. não existindo nenhuma blindagem de proteção adicional ou móvel. entregue ao usuário das instalações no momento da entrada em funcionamento. médicas. A proteção contra radiações nas construções civis No planejamento de um setor radiológico. a Regulamentação Radiológica (§ 15 a 17) e a norma DIN 6812.Os meios adicionais de proteção contra radiações também pertencem à proteção radiológica técnica. deve-se desenvolver. na área de controle. Conforme parágrafo 17 da regulamentação radiográfica. Exemplo de tais áreas são salas de raios X onde a radiografia tem que ser disparada dentro da própria sala. Áreas de observação são todas as áreas vizinhas às salas de raios X. fixas ou móveis. a máxima dose local permitida é de 0. Em instalações moeis.5 R por ano (40 mR por mês). não podem ser colocadas na área de controle. em diversas formas. bem como salas para enfermeiras. durante o tempo de uso do equipamento. 17 . posteriormente. que são todas as salas fechadas. e a cortina de proteção de borracha plumbífera são consideradas como meios de proteção radiológicos nas construções. Nestas áreas. e escritórios. Isso não é válido para as áreas de trabalho destinadas exclusivamente para comando da instalação radiológica e que. 1. um projeto de proteção radiológica que será apresentado para a devida aprovação e. a placa de advertência deverá estar ligada. entre outras. 1. para o uso por baixo das vestimentas cirúrgicas). porem com proteção maior à região do esterno e das gônadas. áreas de trabalho ou de passagens. RAIOS X – ENTRADA PROIBIDA” também durante a fase de preparo da radiografia. por motivos de ordem funcional. sendo obrigatório o seu uso quando as distancias mínimas não puderem ser respeitadas como freqüentemente ocorre em radiografias no leito do paciente. Áreas de controle. como fator de grande importância. ou em aparelhos de raios X dentários. permanece ligado. Paredes de proteção. deve existir a possibilidade de disparar a radiografia de uma distancia de.5m do emissor de raios X e do paciente. o protetor para as pernas e os canos de proteção para os braços. Incluem-se. no mínimo. devem ser consideradas. deverão possuir um sinalizador que. tendo os seguintes dizeres: ‘ATENÇÃO. pacientes.5 m do emissor de raios X e do paciente. os aventais de proteção. próprias para a instalação radiológicas (salas de raios X). Além do projeto com as devidas considerações de ordem funcional e do plano de instalação e obras. entre outros. onde a radiografia é feita esporadicamente. O uso de eventuais plumbiros traz proteção adicional. as luvas de proteção de borracha plumbífera (tipos leves ou pesados). deve-se. manter um a distância de 2.

constante do projeto de norma DIN 6812 de fevereiro de 1974. não faremos aqui mais indicações adicionais a respeito. Áreas adjacentes para moradia ou permanecia duradoura podem possuir um a máxima dose local permissível de 0. com tensão nominal correspondente: O fator de direção.5 1 2 3 4 6 8 10 12 concreto pesado 3. nesse caso a máxima dose local permitida é de 1. validos para uma tensão nominal de 150 kV. por semana). Muenchen.2 60 105 180 250 300 410 530 630 Esses dados de equivalência foram obtidos pelo “Instituto para Proteção contra Radiações” da Sociedade de Pesquisas de Radiações e Meio-Ambiente. para alcance da mesma atenção dos raios X. que são: A carga de trabalho. 5.4 115 200 350 490 600 concreto esponjoso 0. 18 . Salas de permanência temporária.15 R por ano (12 m R por mês). Espessura em mm.2 7. Para a medição da proteção radiológica em obras. O fator de permanência. e que são utilizadas para construção de um departamento radiológico. portanto áreas não controladas pelos usuários das instalações radiológicas devem atender à condição de máxima dose local permissível (conforme item 4) de 0. Neuherbg. Uma vez que o calculo de camadas de proteção para radiações diretas ou dispersas é tarefa de especialistas em planejamento. cabines e toiletes.3. quartos de espera. onde há irradiação (por exemplo. que fornece a extensão do uso de uma instalação radiológica (em mA x minuto. 4. devem-se observar todos os dados técnicos e de trabalho das instalações radiológicas.5 R por ano (120 mR por mês). terrenos).3 15 33 51 67 100 130 165 195 concreto tijolo compacto 1. relacionado com o tempo ode permanecia de pessoas nas diferentes áreas de proteção.15 r por ano (12 mR por mês). ruas.63 200 340 600 2.8 84 150 260 340 420 570 tijolo perfurado 1.7 0. tais como corredores. Áreas de trânsito. a 150 kV. Apenas para dar uma idéia. que considera a direção do feixe de radiação útil sobre a camada de proteção a ser calculada. relacionamos a seguir uma tabela que indica qual valor de equivalência de chumbo que os diferentes materiais possuem. fora do serviço.: espessura de chumbo em mm Densidade (g/cm3) 11.

em função de seu trabalho. a máxima dose equivalente admissível. no intervalo de 13 semanas consecutivas. com 25 anos. à dose máxima anual. Exemplo: uma pessoa que trabalha em um departamento radiológico. pode alcançar os seguintes valores máximos: para mãos. porém seguidos. recebida até uma certa idade. a dose equivalente recebida pode ser superior à permissível. admite-se uma dose equivalente. distribuída durante 1 ano. 3 rem ( = 30 mJ/Kg). 15 rem ( = 150 mJ/Kg). Em intervalos de tempo curtos. 0. uma dose equivalente de mais de 15 rem ( = 150 mJ/Kg) até 60 rem (600 mJ/Kg). Rad. é de.5 rem (15 mJ/Kg) (Reg.5 rem ( = 5 mJ/Kg). Rad. sem que á saúde seja necessariamente prejudicada (Reg. Se um profissional exposto à radiação receber involuntariamente. não pode ultrapassar a 1. distribuída durante 1 ano. com o que fica definida a máxima dose permissível por idade. §33 item 2). § 32. sem que se ocupem com o uso do raio X. Desse dado. A dose equivalente. esse excesso não precisa ser levado em conta. distribuída uniformemente em um intervalo de tempo de 13 semanas consecutivas. sendo o valor anual admissível não superior a 5 em ( = 50 mJ/Kg). Rad. A máxima dose equivalente para profissionais expostos a radiação não deve ser superior a 5 rem por ano ( = 50 mj/Kg por ano). de cortinas de proteção (de borracha plumbíferas flexível) ou outros meios de proteção contra radiações (conforme norma DIN 6813). Máxima dose permissível para pessoas normalmente expostas a radiação: Em pessoas que. 1. no valor total. multiplicada pela diferença de idade entre 18 anos e a idade real. corresponde a dose local na área de controle. §32 item 5). Em pessoas que permanecem na área de controle para fins de instrução. e após 18 anos de idade. nunca podendo exceder. até completar 18 anos de vida.5 rem ( = 15 mJ/Kg). Para o corpo inteiro. pareceres médicos constatam que o ser humano pode ficar por diversas vezes exposto a tais radiações. estes deverão ser incluídos no projeto de proteção contra radiações. não pode ter recebido uma dose equivalente superior a: (25 – 18) x 5 rem = 35 rem. braços. deve ser no máximo 5 rem ( = 50 mJ/Kg). Por outro lado. a dose equivalente recebida. uma única vez na vida. Mulheres grávidas ou que amamentam não podem trabalhar na área de controle. não podendo ser o valor anual superior a 60 rem ( = 600 mJ/Kg). de no máximo 1. permanecem esporadicamente na área de controle.Se existir previsão de uso de paredes moveis de proteção.5 rem ( = mJ/Kg). 19 . item 2): A dose equivalente pessoal. cuja capacidade de procriação pode manifestar a qualquer instante. Em profissionais do sexo feminino expostos à radiação. pés e calcanhares. pode-se calcular a dose pessoal por idade (conforme Reg.

Para isto se utiliza um dosímetro de bolso (caneta dosímetra) e seu dispositivo carregador. os assim chamados anéis de proteção radiológica. Rad. para se alcançar uma gama de medição mais ampla. que são previstos para determinação de doses recebidas pelas mãos. A janela redonda na carcaça vale como filtragem “0” (zero). Medida para determinação da base a qualquer momento. O limite de determinação dos filmes dosimétricos está na faixa de 40 mR. por exemplo. inclusive na Alemanha. dois por pessoas. Rad §3: quem utiliza uma instalação radiológica se sujeita à aprovação prévia das atividades competentes. Para os radiologistas. ou dose pessoal. A proteção contra radiações em instituições médicas É a seguinte condição básica a ser atendida no local de trabalho de instalações radiológicas. todas as pessoas que permanecem dentro da área de controle devem menor sua dose de radiação.a medição deve ser feita por baixo das mesmas. As medidas no corpo devem ser feitas por dois processos distintos e independentes. Esses controles são feitos mensalmente. na altura do tórax. Isto não é valido para pacientes que ficam sob esses efeitos devido a exames que realizam. Em diversos países. dose do corpo. Entre os jogos de filtros. Medidas com dosímetros controladas por autoridades governamentais. Os filtros metálicos servem para determinação. e contém três pares de filtros de cobre e um par de filtros de chumbo. A produção é concedida quando: 20 . A gama de medição usual vai de 0 a 200 mR. Esta medição deve ser efetuada sobre o tronco. não só da dose de radiação recebida com um pequeno enegrecimento do filme. há um permanente controle e contato entre os Institutos de Medida e Radiações e as instituições onde se emprega a técnica do raios X. em R. encontramse dois filmes (em embalagem única) com diferentes sensibilidades.e seus resultados guardados durante 30 anos. O dosímetro de bolso deve ser carregado diariamente após o término do trabalho diário. controlando-se e a dose indicada em formulário apropriado. 1. em apalpamentos durante exames no estômago. mas também da dureza desta radiação. deduz-se que dose pessoal determinada pelo Instituto de Medidas de Radiação não é equivalente à dose do corpo do usuário. a que dada pessoa está exposta. mas sim. além das plaquetas de filmes. A análise dosimétrica das radiações. existem. Das definições da dose equivalente. a dose pessoal não deve ser expressa em rem. Nota. A plaqueta do filme é constituída de uma carcaça de plástico duro. §40.Controle de proteção dos profissionais contra radiação Conforme a Reg. Por esse motivo. e julgado segundo a norma DIN 6816. Ao se usarem vestimentas de proteção contra radiação. ou ainda em mR. 2. é feita sobre filmes apropriados e fornecido pelo instituto. conforme a Reg.

seja pelo método de aprovação prévia. no mínimo a cada meio ano. no serviço em questão. e que os mesmos existem em número suficientes para uma utilização segura das instalações radiológicas. anotando os resultados. realizar. Os responsáveis pela proteção radiológica têm como obrigação cuidar da proteção contra danos da radiação sobre a vida. a existência de pessoas responsáveis que possuam os conhecimentos necessários de proteção radiológica. com medidas apropriadas. estas condições têm grande importância dentro do Regulamento de Proteção à Radiação e da Regulamentação Radiológica. entre as quais se destacam salas apropriadas. como condições básicas. como também o exame por médico especializado e a participar dos cursos. um assistente médico-técnico. que. todas as pessoas que trabalham na área de controle ficam obrigadas a tolerar a medição da dose pessoal. sobre proteção radiológica. a cada meio ano. se forem comprovados seus conhecimentos na área de proteção radiológica. Os chefes ou responsáveis pelo serviço e uso das instalações radiológicas tiverem competência e conhecimentos necessários de proteção radiológica. Manter no mínimo possível a carga de dose de radiação das pessoas ou do público em geral. ao utilizarem a instalação radiológica. bem como através de normas apropriadas no uso cotidiano e no preparo de pessoas apropriadas. existiam instalações e tenham sido tomadas medidas para uma proteção adequada. um ou uma assistente em radiologia. O responsável pela proteção radiológica tem com tarefa básica. dispositivos de proteção. For assegurado que. de competência plenamente comprovada. por notificações. as pessoas em atividade com as instalações radiológicas tenham os conhecimentos necessários sobre o possível perigo das radiações e das medidas de proteção correspondentes. conforme o estado da ciência e da técnica. entretanto nomeado responsável um físico hospitalar. e os bens matérias. contra os danos da radiação pessoal ou público geral. assegurem 1. 3. que afetam a vida. no serviço em questão. organizar uma medição das doses pessoal e local. 2. é permitido ao professor ser o responsável pela proteção radiológica.esse exame deverá ser feito imediatamente após uma sobre-exposição à radiação. cursos sobre proteção radiológica para todas as pessoas ocupadas dentro da área de controle. 4. a saúde e todos os bens matérias. Por outro lado. Pode ser. aparelhos e dispositivos de proteção para pessoas. ou seja. Nas escolas. No setor de radiologia de um hospital. radiológica. 21 .1. é normalmente responsável pela proteção radiológica o médico chefe do serviço. sempre que as modificações puderem influenciar sobre a proteção radiológica. entre outras. For assegurado que. Como o uso de instalações radiológicas considera. a saúde. Não fatos que ponham em dúvida a confiabilidade do responsável pela proteção 2. e proceder a exames anuais por médico especializado em proteção radiológica. Essa regra também são válidas quando a instalação radiológica ou seu uso forem substancialmente modificados. Manter os regulamentos de proteção.

Estes dois ramos da radiologia são essencialmente diferentes tanto em caráter como em administração e devem ser instalados à parte sempre que possível.tanto roentgenográficos como fluoroscópico. Haverá. Vai-se às salas de radiologia através de pequeno corredor lateral. que serve a sala de fluoroscopia. etc. o que dispensa. o compartimento do transformador. A câmara escura deverá ter o acesso fácil tanto para quem vem da sala de roentgenografia como da de fluoroscopia. O transformador. porem. ambas as salas devem estar situadas bem próximas da câmara escura. vestiários. 3 Proteção dos usuários de Raios X • • • Otimização das radiações Normas de proteção (escudos protetores) Outros itens importantes O projeto de um Departamento de Radiologia depende em grande parte de quantidade e natureza do trabalho que nele se vai fazer. ou numa pequena Casa de Saúde. pois. uma para roentgenografia. quere abranger aqui todas as combinações possíveis. anexos. porém. na mesma sala. Será útil. que consistem numa combinação de mesa inclinável para roentgenografia e fluoroscopia com diafragma Potter Bucky e tubo montado em trilhos.As pessoas responsáveis pela proteção radiológica não devem ser impedidas do cumprimento do seu dever o mesmo prejudicados no exercício de suas funções. porém. deve-se recorrer aos aparelhos modernos de diagnóstico. De qualquer forma. delinearmos os pontos fundamentais que se devem ter presentes ao espírito ao traçar os projetos de um departamento dessa natureza. Cada instalação tem seu problemas. Os modernos aparelhos à prova de choque são providos de um transformador solidamente ligado ao conjunto. que interferem na disposição das peças e na construção. assim como do tamanho do Instituição a que vai servir. Um mesmo transformador pode servir a ambos os aparelhos. Quando todos os exames tiverem de ser feitos numa sala. esterilizador. Impraticável seria pois. porém. armário de instrumentos. Nos consultórios particulares ou nas pequenas Casas de Saúde pode tornar-se necessário fazer todos os exames. afim de evitar excessiva demora em casa de acúmulo de serviço roentgenográfico. está instalado numa cabine acima do vestiário. ambos comunicando-se com o corredor e com a sala de exames. as funções do departamento de Radiologia. Num consultório particular. um desses vestiários é dotado de todos os aparelhos de “toilette”. Ambas estas salas comunicam-se com a que serve de escritório à enfermeira e de sala de exame dos filmes. Em primeiro lugar. devem dividir-se em Diagnóstico e Tratamento. A sala de fluoroscopia deve estar em condições de servir também como sala acessória de roentgenografia. afim de facilitar a passagem direta dos filmes em uma e outra direção. terão de ficar mais ou menos unidos. A Radiologia Diagnóstica compreende numerosos tipos de exame roentgenológico. Esta sala serve também para exames. 22 . onde os filmes são arquivados e onde se datilografam os relatórios. A sala de fluoroscopia e a sala de roentgenografia tem. muitos trabalho se puder dispor de duas salas contíguas. o se poderão manter salas diferentes para cada fim. devido à necessidade de atenção ao mesmo tempo às exigências dos outros departamentos do Hospital. Nem sempre será possível traçar e seguir um plano ideal para o departamento de Radiologia. outra para o fluoroscopia.

é a entrada das ambulâncias e a sala de admissão do Hospital. Em tais condições. enquanto que o 1º andar será dedicado aos diagnósticos e aos consultórios dos radiologistas. diretamente ligado. Uma grande porcentagem dos pacientes do Hospital são casos transportáveis. Os pacientes são levados dos vários pavilhões. e todos os casos de fratura. além dos doentes do Hospital. A sala de radioterapia profunda é imediatamente adjacente à sala do transformador. os transformadores dos aparelhos localizados nos pavimentos de baixo. Está localizado no centro. Como exemplo de um departamento de Radiologia de um grande Hospital. A radioterapia superficial é feita na sala de radiografia. e uma entrada ao nível do segundo pavimento para os pacientes do hospital. O pavimento térreo do departamento terá uma entrada. pelo caminho mais curto. o paciente é levado ao andar de cima. uma disposição que dá bons resultados é a de colocar o departamento de Radiologia. o transporte de pacientes para o departamento de radiologia torna-se bastante simplificado. e servida por um potente transformador de 135 Kv. com todos os demais pavilhões. deve ser localizado de modo a apresentar fácil entrada da rua ou do corredor. através das passagens subterrâneas e de elevadores. para os pacientes externos. Todos os casos de fratura são tratados nesta seção. através de corredores ou de passagens subterrâneas. Quando o Hospital for constituído de um grupo de pavilhões e o departamento de Radiologia tiver de ocupar um pavilhão separado. da rua. até o departamento de Radiologia. Se é o caso de fratura que necessita de redução. são encaminhados diretamente da sala de admissão para a sala de exames. O pavimento térreo será dedicado especialmente à radioterapia. a qual é dotada de aparelhos portáteis de raios X. Os casos de urgência. Louis City Hospital. e que tem fielmente atendido aos nossos propósitos durante anos. Se o departamento de Radiologia for destinado a atender também à pacientes externos. Para um departamento de Radiologia de Hospital. Disposição desta natureza. assim como servirá para almoxarifado do material e conterá ainda salas para radiologia experimental. logo abaixo. O fácil acesso da seção de Cirurgia a ambos estes departamentos é de grande vantagem. no fim do mesmo edifício. O departamento ocupa todo o 2ºpavimento de um edifício novo de 13 pavimentos. e o mesmo controle serve tanto para o aparelho de roentgenografia como para o de roentgenterapia. cada um de um dos lados da seção de Cirurgia. ou então em alas adjacentes. Qualquer dos vestiários pode ser utilizado para se prepararem os pacientes antes de virem ter a esta sala. como ainda a grande número de pacientes externos e de casos de câncer. 23 .A sala principal de radiografia é dotada de todo o aparelhamento para as várias modalidades de trabalho. instalado no mesmo edifício em que se acham os demais departamentos. etc. assim como o laboratório de Análise Clinicas e de Anatomia Patológica. os pavilhões dos hospitais comunicam-se entre se por meio de corredores no pavilhão térreo e no 1º andar. com saída externa. e o resultado do exame é transmitido imediatamente à sala de admissão por meio de um sistema de comunicação tipo pneumático.e de capacidade de 500 Ma. em ligação com um corredor de comunicação. é da máxima importância que ocupe localização central. No pavimento térreo. de fácil acesso para que vem de qualquer dos outros pavilhões. de mais de 100 leitos. onde a redução é feita sob controle fluoroscópico em dois planos. passaremos a descrever ligeiramente os traços principais do novo departamento de Radiologia do St. Esse departamento atende não só a todos os pavilhões do Hospital. O terceiro pavimento pode ser destinado a conter as salas de máquinas. De modo geral. à sala de fraturas.

A sala de brocoscopia. porem. se desejar exame roentgenográfico. Pode convir que. Sinais luminosos indicam a passagem de para a câmara escura. na seção de cirurgia. entram por uma entrada diretamente da rua para o pavimento térreo. Uma das alas comunica-se. de modo que. e ficando o paciente na mesma posição em que se achava. e da mesma forma a passagem ulterior dos filmes revelados para a sala de exames. destas duas salas conjugadas. e será dotada de todo o material radiográfico necessário. ligado diretamente ao pavilhão adjacente. justamente embaixo da seção de radioterapia. assim como os casos de câncer. em comunicação com a rua mediante escala e elevador. com uma ala de cada lado. As salas de fluoroscopia são agrupadas em pares com porta de comunicação. no departamento de Radiologia. Os filmes são conservados separados durante a revelação. onde está a Clinica. vindos da sala de radiografia de um ou de outro lado através de compartimentos com duas aberturas. Em qualquer hipótese. As salas radiográficas duplas. essa tira è trans ferida para o filme. e secundariamente á fluoroscopia. A outra se destinara então especialmente à radiografia. Todas as salas de operação são dotadas de uma câmara escura anexa. dos chassis enviados pelos técnicos. Uma tira de celulóide presa no chassis traz o nome do paciente. e a parte central do prédio contem todas as salas de radioterapia e de radioscopia. o material de fluoroscopia será o mesmo em ambas as salas. A sala de exames de filmes. Comunicam-se por meio de portas de ambos os lados com salas em que se examinam os filmes ainda úmidos. A outra ala contém a seção de radioterapia. a identificação torna-se fácil. de modo que quando este passa para o tanque de lavagem. e são enviados para fora da câmara escura até a sala de exames úmidos depois de completa a revelação e conservados em tanques de água que se estendem ao longo da parede da frente. para permitir pronta revelação dos filmes tomados no decorrer da intervenção. sendo na frente a porção principal do prédio. 24 . Um pequeno elevador automático leva os filhos para a câmera escura. por meio de um corredor. o que permite ao broncoscopista fácil acesso ao paciente em qualquer posição. é dotado de fluoroscopio biplano tipo Chamberlain. será este feito pelo auxiliar técnico. ao terminar o radiologista o exame fluoroscópico de um paciente em uma das salas. Quebraluzes impedem a entrada de luz na câmera. logo que o radiologista termine a fluoroscopia. possa passar logo para a outra e começar imediatamente o exame do paciente esses casos que ali já estava á sua espera. Tal disposição torna o exame fluoroscópico bem mais rápido. Os doentes de ambulatório vêm ter ao departamento por meio de um corredor. no 2º pavimento. com todos os outros pavilhões do hospital. Perto há uma sala de aula para fins de ensino. Os pacientes externos. que vêm fazer radioterapia. uma se destine especialmente à fluoroscopia e secundariamente a fico limitado ao utilizado na radiografia gastro . A disposição do departamento é em forma de U.intestinal. com os tubos por traz e por baixo.Se o caso de urgência requer intervenção cirúrgica. logo acima. Os chassis contendo os filmes são passados à câmara escura. Nessa sala de exame dos filmes úmidos podem estes ser examinados pelos auxiliares técnicos das duas salas de radiografia ou pelos médicos que quiseram ver imediatamente as radiografias tiradas de seus pacientes. as salas de redação dos relatórios e os escritórios de administração ocupam uma das alas. o paciente é conduzido à seção de Cirurgia. são localizadas de cada lado da câmara escura. a seção de radioterapia ocupa a outra. Os membros do corpo medico do hospital têm acesso à sala de exame de filmes pelos corredores que ligam todos os pavilhões ao departamento de Radiologia. Em todos esses casos.

Algumas partículas emitidas por átomos ao se desintegrarem não são fótons. Normalmente. em tratamento dentário ou em outros casos previstos e permitidos por lei. à radiografia dentária. Haverá um acamara escura central que atendera a todas as salas de radiografia. com fácil acesso à sala principal de radiografia. e outros tipos de radiação. Embora necessária à vida sobre a terra. As salas de espera para os pacientes são situadas ao lado do corredor principal. uma pessoa não entra em contato com radiações mais perigosas que os raios ultravioleta. queimaduras. As salas de citoscopia são também dispostas em pares. A proteção do paciente contra radiações Os raios X só podem ser utilizados sobre um ser vivo. ou radiação visível. etc. As ondas eletromagnéticas agem também como partículas de matéria. Radiação Quando você sente calor dos raios solares está experimentando o que os cientistas denominam radiação. Sinais luminosos indicam a entrada dos pacientes. a radiação também pode destruir a vida. Há salas especiais destinadas ao exame radiográfico do crânio. Os cientistas denominam estas partículas de fótons. proveniente do sol ou de uma lâmpada solar de vapor de mercúrio. Os átomos radioativos espalham partículas e radiações perigosas. E também examinara as radiografias depois de reveladas. Tudo o que você vê atinge nossos olhos através de raios de luz. corpos estanhos. e. os raios X. Nos casos mais simples. Mesmo as quantidades relativamente pequenas de radiação ultravioleta que penetram na atmosfera podem causar ardências na pele. muitas pessoas expõem-se à radiação dos raios X e de outros raios de alta energia produzidos pela desintegração de átomos. as posições. à radiografia rápida do tórax. um sistema de comunicação tipo interfone entre a câmera escura e a sala de exame dos filmes úmidos permitirá a troca de consultas com o técnico que está fazendo revelações. à tomografia. esse assistente pode redigir os relatórios imediatamente. etc. para ver se por ventura haverá necessidade de mais chapas. por meio de um ditafone. A radiação tem uma natureza dupla. A sala de filmes úmidos logo depois do corredor permite pronto exame dos urogramas. de onda e partícula. enquanto um paciente vem sendo examinado. à encefalografia e ventriculografia. Entretanto. o outro esteja sendo preparado. as emissões de rádio e televisão. As diversas ondas eletromagnéticas diferem umas das outras apenas em sua freqüência. A radiação chega até nós sob a forma de ondas eletromagnéticas. estas ondas incluem os raios caloríficos. Poupa-se assim o tempo do urologista. examinando as requisições de radiografias antes de serem os pacientes atendidos e indicando as chapas que devem ser tiradas. em alguns casos mais graves.Na sala de radiografia costuma permanecer um radiologista assistente. a luz. tais como fraturas. no exercício da cura. mas estas partículas recebem também a denominação de radiação. 25 . havendo entre elas instalações de esterilização (para a enfermeira) e para lavagem das mãos (para o urologista). Tal disposição permite que. etc. dos seios ósseos e da mastóide. O sol emite calor ou radiação térmica emite também raios de luz. O calor e a luz são dois dos muitos tipos de radiação que afetam nossas vidas.

Para isto. principalmente na região do estômago. com fenda. para que o campo irradiado (campo de pele) não tenha um diâmetro superior a 6 mm. como. repetidamente. 4. deve-se verificar a existência no tubo localizador de um diafragma de chumbo. Nesse caso. Em radiografias dentais. Em estado de gravidez.4 mm de equivalência de chumbo. deve-se evitar qualquer exame radiológico. É imprescindível o uso de diafragmas primários de radiação. devem ser extensíveis até a superfície do paciente. O volume do corpo a ser irradiado deve ser diminuído. em idade de procriação. existem. quando não existir evidência de gravidez. 5. e somente sobrecarregam desnecessariamente o paciente com dose de radiação. Rad. para eliminar os raios moles. A lei do quadrado da distância diz que a intensidade dos raios X aumenta na razão quadrática da redução da distância. aventais de proteção de gônadas em diferentes tamanhos. 2. § 23. deve-se atentar para os pontos a seguir. nos exames de recém-nascidos. é de grande ajuda o gravador de vídeo magnético que permite. 26 . deve-se diafragmar bem o feixe de radiação útil exclusivamente sobre a área a ser examinada. calças de borracha plumbífera. O uso de proteção para as gônadas é indispensável. Para isso existem as faixas ou arcos compressores. em radiografias e radioscopias. 3. Exames radiológicos só devem ser efetuados sob prescrição médica. entre outros. que não colaboram para o enegrecimento do filme. Para a diminuição da dose de radiação. para manter a carga da dose do paciente no mínimo valor possível. deve-se dar especial atenção à proteção das glândulas de reprodução e do feto. deve-se colocar sobre o paciente um dispositivo de proteção de pelo menos 0. No exame radiológico da cabeça e das extremidades. com visor luminoso. Em caso de se utilizarem tubos localizadores. Em pessoas de sexo feminino. onde os exames radiográficos devem ser feitos de tal forma a não incidir uma radiação direta sobre os mesmos. só são permitidos exames radiológicos da região da bacia. desde que não influencie na interpretação e no laudo médico. com poder de penetração. visualizar as imagens gravadas. Endurecimento dos raios por filtros. ou quando o fator tempo é de importância (recomendação da Comissão Internacional de Proteção contra radiações = ICRP). Em nenhum caso o formato do filme define o tamanho do campo abrangido. só se deve proceder uma radioscopia quando uma radiografia possivelmente não vier a fornecer a informação necessária. por exemplo. Isto também é válido para exames dentários e do maxilar. devem-se explorar todas as possibilidades para minimizar a carga de dose no paciente. Na elaboração de radiografias. em alguns estudos de função. Não se utilizarem pequenas distâncias entre foco e paciente. O campo a radiografar deve ser preferência pequeno. sem uma carga de dose adicional. As glândulas de procriação devem ser protegidas dos raios X. excetuados os casos de prescrição médica. deve-se ter uma filtragem total com valor equivalente de endurecimento de pelo menos 2 mm de alumínio. por meio de compressores. Por esse motivo. Em especial. 1. mesmo em geradores de raios X pequenos. Conforme Reg. Conforme norma DIN 6822.A utilização dos raio X deve acompanhar o desenvolvimento dos conhecimentos da ciência e da técnica.

Radiografias de contato (entre outras. da articulação do maxilar) devem. Os filmes sem o uso de ecrans reforçadores (exceção. Isto significa ser dada preferência à utilização de filmes altamente sensíveis. mas também uma condição básica para reduzir a carga de radiação no paciente. com clareza. optar pela aquisição de uma moderna máquina de revelação. nem sempre são necessariamente iguais. Recomenda-se padronizar o processo de revelação do filme. Em seu lugar. que os ecrans reforçadores universais de diferentes fabricantes. do que resulta uma má qualidade da imagem. é sensivelmente maior do que com distâncias foco-filme usuais de 70 cm ou maiores. sempre que possível. b) Estoque de chassis e ecrans de fabricação recente. Exposição correta e revelação de alta qualidade não são apenas exigências para se conseguir uma boa qualidade da imagem. relegando a plano secundário o aspecto econômico. Recomendam-se assim utilizar ecrans reforçadores do mesmo fabricante e possivelmente com mesma Dara de fabricação. é necessário eliminar todos os fatores que alterem. o que resulta em desnecessário aumento de carga da dose de radiação sobre o paciente. junto ao tubo de raios X. necessitando por isso uma revelação anormal. por exemplo. a) A escolha do material radiográfico deveria basear-se sempre naquele que vier a trazer menor carga ao paciente. revelando menos de 100 radiografias por dia. deve-se ter cuidado especial para que os valores de exposição estejam corretos. os ecrans RUBIN SUPER. a uma exposição errada. Através de superexposição e de revelação curta. alterando os resultados radiológicos. do diâmetro do paciente na direção do feixe de radiação central. cabe observar. apesar de já se encontrarem institutos que.Em radiografias. No processo antigo. 6. de modo incontrolável. por exemplo. chassi plástico com fecho-éclair) como se fosse um filme para uso sem ecrans. É grande ainda o número de revelações que são feitas por processos antigos. em cada caso. não resultam apenas radiografias nobres de contraste. e a um tempo indicado pelo fabricante do filme ou do revelador. Os valores de exposição são escolhidos corretamente quando o filme é revelado a temperatura determinada (geralmente a 20º C). Uma medida bastante recomendada é a medição. não devem ser escolhidas distâncias foco-filme muito pequenas(e assim distância foco-pele). além dos gastos adicionais. pois a dose necessária nesse caso é muito alta. Em nenhum caso. ser evitadas. utilizam-se filmes com ecrans reforçadores de alto detalhe. Comumente é necessário uma repetição da radiografia. a fim de que o filme apresente qualidade adequada. No interesse de conseguir condições de reprodução constantes. Sob nenhuma hipótese devem as mesmas ser repetidas. utilizar filmes com ecrans em embalagens opacas (por exemplo. recomendam-se utilizar chassis do mesmo tipo. 27 . na maioria das vezes. o filme. a sobrecarga de radiação na pele. mas também uma carga de radiação desnecessária sobre o paciente e no uso do tubo de raios X. Os ecrans reforçadores do mesmo tipo devem ter o mesmo fator de reforço. o tipo de ecrans reforçadores colados em seu interior. A estimativa do diâmetro do corpo simplesmente pelo olhar leva. filmes dentais) não devem mais ser utilizados. nesse caso. nos quais vêm indicado. pois. Por isso.

haveria necessidade de uma nova carga de radiação. Aichinger). debilita a intensidade de uma luz incidente em um fator de 1/10. e principalmente. Para tal. a informação desejada. 28 . ajustável na altura. principalmente ao se fazer um levantamento da arcada dentária com 10 a 14 radiografias. devido à procura distância das gônadas é de suma importância. O posicionamento correto do paciente evita radiografias erradas e inúteis e uma desnecessária sobrecarga de radiação sobre o paciente na repetição da radiografia. ao Maximo possível. Para a redução da carga de radiação no paciente. Quando mais perto o campo de radiação estiver das gônadas. Rad. Em radiografias dentais. de acordo com o mencionado sobre proteção radiológica do paciente. pela utilização de aventais de proteção de borracha plumbífera . uma placa de proteção contra radiações. justamente em crianças. para se obter uma boa qualidade de imagens. deve-se colocar no paciente um avental de proteção plumbífera. Deve-se colocar à frente deste (visto do tubo de raios X). A carga de radiação deve ser a menor possível (Reg. § 22). Em radiografias do tórax. para os diversos sistemas de radiografias difere consideravelmente entre si de um fator de 1000 ou mais. 7. A quantidade de dose necessária para um enegrecimento S = 1. Meiler e H. com o braço inclinado para o lado. tanto mais cuidadoso devera ser o trabalho de diafragmação do feixe da radiação central. pode ser retirada da tabela anexa ao presente capítulo(segundo J. é importante escolher corretamente a técnica radiográfica. para minimizar.c) E particularmente importante ter-se uma qualidade constante do revelador radiográfico. a influência da radiação central. fazendo-se com que o paciente permaneça sentado. por exemplo. Radiografias indiretas com Sircam 70 e 100 0.2 Filme com uso de écran reforçador tipo universal 0. ao máximo possível. pela utilização de calças de borracha plumbífera. mãos e braços. As gônadas devem ser protegidas da radiação útil e das radiações secundárias. onde o paciente permanece em pé.3 mR a 0. caso contrário. entre extremos. é necessário obter-se. consegue-se evitar uma sobrecarga desnecessária de radiação sobre as gônadas. ou outro tipo preto e branco. para minimizar. mantém-se o revelador corretamente ativo através de uso constante de regenerador. pela chapa. no caso de crianças. e respectivamente de testículos. com o ventre deslocado em relação ao campo de radiação. Em radiografias dos dedos. através da qual se obtém uma expressiva diminuição da carga sobre as gônadas. através de um protetor de ovários. Nota.4 mR a 10 mR a 60 mR a 250 mR Como pode ser visto dos valores mencionados. o que. a influencia da radiação secundaria proveniente do corpo irradiado.5 Filme com uso de écran reforçador de elevado contraste 1 Filme sem uso de écran 8 Xerorradiografia 30 Filme sem uso de écran para mamografia 100 a 0. a demanda de dose. e assim manter mínima a carga de radiação sobre os pacientes. para diversas técnicas radiográficas. uma radiografia indireta com uma mamografia em filme sem écran.7 mR a 1. temperatura aproximada a 20º em ambiente com ar condicionado ou uso de termostato nos líquidos. 8. por meio da cobertura da região da bacia por borracha plumbífera. ou seja.05 Filme com uso de écran reforçador de alto ganho 0. O enegrecimento S = 1 de um filme radiológico. ao se comparar.1 mR a 0. 9. Naturalmente.

uma ação biológica da radiação. e devem ser controlados de tempo em tempo. quando esta for substituível por uma radiografia. devem constar a hora. § 27. o tipo de exame. entretanto. mencionamos aqui os valores da capacidade de doses (R/min) medidos a diferentes tensões e correntes do tubo de raios X. já se nota. o peso e a superfície do corpo exposta à radiação. Os dados normalizados são definidos por escrito para cada posto de trabalho. do emissor de raios X e do aparelho de exames). As gônadas devem ser protegidas dos raios X através de blindagem. 10. para definir os dados técnicos da radiografia. ponderar entre a necessidade de diagnóstico e o risco da radiação sobre o paciente. Tratando-se de pessoas do sexo feminino. O feixe de radiação útil deve ser diafragmado corretamente até o tamanho da região do corpo a examinar. Rad. não se deve expor a região da bacia do feixe de radiação útil. não é mais indicado um valor limite. a região examinada e os dados dos quais se pode retirar o valor da carga de radiação. mesmo em abreugrafias. Nesse caso. exceção feita aos dois primeiros meses de gravidez. chamamos atenção para o uso dos novos ecrans reforçadores. principalmente sobre a região do corpo a ser examinada. 11. As declarações devem ser anotadas (Reg. §29 item 2: Das anotações sobre o exame radiológico. a exigência mencionada no início para se evitar a radioscopia. várias publicações na área fazem referência sobre a carga limite de radiação aplicável no paciente. quanto a anteriores exposições de radiação ionizante. Por isso. deve-se deixar de fazer o exame radiológico (Reg. Para o exame radiológico devem ser colhidas as informações constantes do Reg. §29) em formulários apropriados. Até hoje. Por essa razão. destacando a quantidade. mesmo trabalhando com um sistema de TV e um intensificador de imagem. devem-se explorar todas as possibilidades para diminuição da carga de radiação sobre o paciente. Cuidados especiais são necessários para os exames radiológicos de recém-nascidos e de menores em geral. Rad. Esses dados se compõem das seguintes indicações: A instalação radiológica (os tipos de gerado de raios X. Confirmada a gravidez. diferenciam-se entre os dados normalizados e os dados variáveis. §27). Na anotação. num diagnóstico radiológico com radioscopias e radiografias. item 3). os dados radiográficos (relativos a cada órgão 29 . O paciente deve ser sempre perguntado. Em relação a isto. No exame radiológico da região toráxica. deve-se também perguntar sobre um eventual estado de gravidez. como sendo o valor de ¼ da dose de formação de eritema na pele = 100 R por campo irradiado. Rad. antes do exame radiológico. onde o feto não pode receber mais que 1 rem (Reg. caso não exista uma determinação médica expressa. sob certas condições. que necessitam apenas da metade da dose dos demais ecrans de alto ganho utilizados.Se bem que uma radioscopia feita corretamente dependa da capacidade do médico que a faz. atualmente. os valores ajustados e os tempos de radioscopia. a carga de radiação sobre o paciente na radioscopia ainda é maior. Rad. a grade antidifusora. quando se devem considerar a idade. Uma comissão de especialistas governamentais. a fim de se verificar que. verificou que mesmo com 100 R de dose na superfície da pele. cabendo assim ao médico que procede ao exame radiológico. a filtragem total.

12. ser arquivadas. R. a carga elétrica (mAs). não precisando. a data de nascimento ou o número de identificação. o seguro-saúde. as distâncias foco-filme. ou. os dados radiográficos inclusive o tempo da radioscopia e o tamanho do campo de radiação. e ainda. a anotação dos dados normalizados e dos dados variáveis durante o exame radiológico. o tipo de exame. Os dados radiográficos são: indicação sobre a tensão do tubo (kV). Se nesse posto de trabalho forem utilizados apenas um tipo de écran reforçados e um determinado tipo de filme. e os dados do processamento do filme. foco-objeto e objeto-filme. BIBLIOGRAFIA -INTRODUÇÃO A TÉCNICA RADIOGRAFICA – HOXTER -TÉCNICA RDIOLÓGICA – L. o número de radiografias. segundo a Reg. a anotação sobre uma utilização anterior de radiação ionizante. entretanto. em substituição. podem esses também constar como dados normalizados. §29. São obrigatórios.em questão). são: O nome e o prenome do cliente. que são e devem ser em cada caso anotados. Os dados variáveis. item 4 e 5. devem as mesmas constar adicionalmente como dados variáveis. o médico responsável ou o setor remetente: a hora do exame. Rad. a região examinada. SANTE -ENCICLOPEDIA BARSA -ENCICLOPEDIA DELTA 30 . a sensibilidade de exposímetro automático e/ou do intensificador de imagem. Em caso de radiografias imperfeitas. o arquivamento das radiografias ou de outros documentos de imagem radiológica.