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Ótima colocação da colega.

A criança atualmente é vista como sujeito de direitos, entretanto,


não significa que para a detenção desses direitos ela precise receber tratamento igualado aos
adultos, isto porque é sujeito em formação, necessitando da aprendizagem de mundo, uma
espécie de treinamento. Absurdamente, há quem defenda a exclusão dessa formação
adequada da criança por entender que se esta encontra-se inserida na sociedade e é sujeito de
direitos, pode arcar com os fardos sociais a que um adulto está compelido. Isto é um absurdo,
já que a criança vem ao mundo e torna-se produto do meio em que está inserida, de forma
que uma infância mal instruída ou uma formação incompleta ou precária traz ao seu futuro
infinitas sequelas. A psicologia da aprendizagem muito nos ensina sobre os reflexos de uma
infância quebrada, interrompida, de forma que muitos hábitos e comportamentos da fase
adulta tem sua resposta na fase da infância.

Permitir que a criança cresça e se desenvolva na fase correta e com responsabilidades


correlatas a sua faixa etária se adequa ao que os mestres no campo educacional propõem.

Etimologicamente, criança é a definição do “ser humano em desenvolvimento inicial”. A


criança, durante o período da infância, passa por fases, quais sejam, recém-nascidas (do
nascimento até um mês de idade), bebê (entre o segundo e o décimo-oitavo mês) e criança
(entre dezoito meses até seus doze anos de idade).

Antigamente, isto antes do século XV, a criança não passava de um adulto em tamanho
inferior, isto porque ainda não era vista como nos dias de hoje, como sujeito ativo em uma
relação social. Desta forma, a criança não tinha uma fase delineada por faixa etária, tão pouco
um tratamento diferenciado dos adultos que fosse capaz de propor uma formação pessoal na
fase em que se encontravam.

Pedagogicamente, a criança passou a ser um sujeito ativo no processo de aprendizagem,


sendo um sujeito agora e não um vir a ser.

Ultrapassou-se a ideia de passividade que se referia a criança, destarte, ela foi igualada no
processo de aprendizagem.

Pinto e Sarmento (1997) entendem que as crianças, sendo atores sociais, devem ser
consideradas como capazes de construir seus próprios mundos sociais, ou seja, “as crianças
constroem o ambiente que as rodeia e a sociedade mais vasta em que vivem” (p. 70).

Diante da necessidade do desenvolvimento formal da criança, surge a educação infantil,


embasada em processos educativos e diretrizes voltadas à formação do indivíduo criança.

Na dimensão legal, o currículo da Educação Infantil é concebido como um conjunto de práticas


que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que
fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a
promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade.

A Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional dispõe em seu Art. 29 que a educação infantil
tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até cinco anos, em seus
aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da
comunidade.

Quanto as propostas voltadas para a educação infantil, o Art. 4º da Resolução nº 5/2009 aduz
que deverão considerar que a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e
de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua
identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa,
experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo
cultura.

O que é Educação Infantil?

      De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil


"Educação Infantil: Primeira etapa da educação básica, oferecida em creches e pré-
escolas, às quais se caracterizam como espaços institucionais não domésticos que
constituem estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e
cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período diurno, em jornada integral
ou parcial, regulados e supervisionados por órgão competente do sistema de
ensino e submetidos a controle social."

      A educação infantil é uma etapa essencial na formação das crianças, é onde elas
começam a se relacionar fora do âmbito familiar, onde ela lidará com diferenças,
desenvolverá sua personalidade e individualidade, fará amizades e descobrirá as
diversas áreas de conhecimento. É uma etapa que funciona como base para as
outras etapas do ensino.

      A educação da criança pequena envolve dois processos: educar e cuidar. Além


disso ela deve acolher, dar segurança, ser um local para o desenvolvimento da
sensibilidade e das habilidades sociais, construir o domínio do espaço e do corpo;
deve privilegiar o lugar para a curiosidade e o desafio e ter oportunidade para a
investigação.

Alteração destes conceitos ao longo da história na educação para a primeira


infância.

    Antigamente a criança era vista como substituível e insignificante, um ser apenas


com valor produtivo para a família. Era considerada um adulto em miniatura, podia
frequentar os mesmos espaços e realizar as mesmas atividades dos adultos. A partir
de seus sete anos era inserida na vida adulta e tornava-se útil para a economia
familiar. Em seu período de mais necessidade, a infância da criança era negada, e
enquanto criaturas tão frágeis, não podiam cuidar de si sozinhas.

     Foi a partir do século XVII que surgiu a preocupação com as crianças, elas
passaram a ter suas próprias vestimentas, seu próprio quarto e alimentação
adequadas. Assim surgiu a ideia da criança ser um ser inocente. Ela passa a não ser
mais um ser ignorado e começa a ser valorizada, ser reconhecida a sua importância.

     Com o tempo a criança passou a ser considerada um ser histórico em


desenvolvimento, que constrói conhecimentos e que tem saberes que devem ser
socializados, ela ao mesmo tempo que aprende, também ensina.
• Foco sobre a turma: foi iniciado na turma do 2º ano G, a Professora regente se mostrou
receptiva, de início me apresentou aos alunos, explicando o motivo da minha presença ali,
recebi as boas vindas dos alunos. No 1º dia analisei a forma como a Professora conduziu a
turma, sua maneira de tratar os alunos a comunicação e a interação entre eles, a forma como
eram ministradas as aulas e como os alunos assimilavam os conteúdos. A turma contém 06
alunos dentre estes 03 são meninas e 03 meninos, com faixa etária entre sete e oito anos; a
maioria é de família com baixa renda. A Professora mostrou domínio em relação aos
conteúdos aplicados, a turma apresentava níveis de aprendizagem diferenciados devido à
pandemia, os alunos ficaram afastados da sala de aula por mais de um ano. Constatei que boa
parte dos alunos ainda não sabia ler, pois não conheciam todas as silabas. Naquela semana
trabalhou-se a formação de palavras e interpretação de textos e adição e subtração.

• Foco sobre o professor: A Professora regente é graduada em Pedagogia, percebi que a


mesma é bastante dedicada, em suas as aulas ela procura sempre trazer atividades que façam
os alunos interagirem entre si. Todos mantêm um ótimo relacionamento durante o período
escolar, a maioria demonstrou motivações excelentes. A mestra, já atuou nas várias fases da
Educação Infantil, e séries iniciais do Ensino Fundamental em seus 25 anos de docência. Sua
ênfase é nas leituras interpretativas dos textos. A sala tem refrigeração é bastante ampla e, as
carteiras são organizadas por fileiras, possui alguns enfeites nas paredes como as palavras
mágicas, o alfabeto, o cantinho da matemática, o cantinho da leitura, os aniversariantes do
dia, e alguns trabalhos realizados pelos alunos. A rotina da sala se inicia às 13h30 horas, com a
acolhida, a Professora convida os alunos para o momento da Leitura, é nesse momento que a
professora regente tem a oportunidade de avaliar a leitura e interpretação e seus alunos. Ás
15h15min é o intervalo para o lanche, o mesmo dura 15 minutos e às 17h30 min, os alunos são
liberados. É notável que a professora planeja as atividades, e ao chegar à sala de aula havia um
roteiro pronto a ser trabalhado.

• Foco sobre a estrutura da aula: A metodologia utilizada era por meio da participação dos
alunos, interação aluno e professor, uma das dificuldades mais notável dos educandos é a
escrita, a professora regente relata que trabalha bastante com eles o treino ortográfico para
ver se consegui suprir essa dificuldade.

6 4. Considerações: Por tanto o profissional tem de estar consciente que vai trabalhar com
crianças, pois seus atos podem refletir no comportamento. Lembrar que a ausência de carinho,
afetividade, reflete uma imagem negativa. O educador é um intercessor do que possibilita a
proporciona para os educandos oportunidades de manifestar através das trocas de
experiências, sentimentos e emoções vividas no seu cotidiano. Para isso, o educador precisa
entender que educar é escutar, envolvendose com criatividade na vida da mesma.
Respeitando-a como ser único capaz de criar e produzir ações estabelecendo relações com o
meio em que vive

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