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MÉTODO OPP - Módulo II: Metodologia

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MÉTODO OPP - Módulo II: Metodologia

MÓDULO II: METODOLOGIA 

Neste  módulo,  apresentaremos  a  metodologia  da  Orientação 


Parental  para  Psicólogos  (OPP),  desde  a  primeira  consulta  até  a  alta, 
elucidando  os  conceitos  e  instrumentos  que  sustentam  as  práticas 
propostas.  

1. Construtivismo 

Antes  de  iniciarmos  a  apresentação  da  metodologia,  precisamos 


entender  que  todos  os  resultados  efetivos  em  OP  são  fruto  de  uma 
construção  conjunta  entre  o  psicólogo  e  os  pais.  As  mudanças 
processuais  que  desejamos  construir  só  terão  efeito se fizerem sentido 
para  os  pais  e  se  for  uma  escolha  consciente deles. Essa compreensão 
se  torna  ainda  mais  relevante  diante  de  uma  proposta  de  trabalho 
mais diretiva e muito apoiada no embasamento teórico do especialista.  

De  forma  simplista,  podemos  dizer  que  os  pais  nos  procuram 
quando  estão  com  dificuldades  em  lidar  com  seus  filhos,  ou  seja, 
quando  percebem  que  o  exercício  da  parentalidade  não  é  intuitivo  e, 
portanto,  precisam  desenvolver  habilidades  específicas.  Como 
especialistas,  temos  muitas  informações  de  qualidade  a  oferecer,  mas 
elas  devem  ser  apenas  a  base  da  psicoeducação  que  permitirá  que os 
pais  participem  ativamente  do  processo  de  orientação,  aprendendo, 
inclusive,  com  seus  erros  e  com  suas  limitações.  Eles  precisam  de  um 
ambiente  onde  possam  ser  estimulados  a  interagir,  a  “explorar” 
(também  com  a  lupa  do  psicólogo)  a  sua  própria  dinâmica  familiar, 
refletindo e sendo convidado a criticar o processo. 

Tudo  isso  facilitará  o  autoconhecimento  de  cada  integrante  da 


família  e  o  reconhecimento  dos  padrões  relacionais  funcionais  e 
disfuncionais.  E,  na  nossa  prática,  percebemos  que  isso  faz  toda  a 
diferença  na  adesão  às  propostas  de  intervenção  e  no 
desenvolvimento da capacidade criativa deles. 

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2. Criatividade x Embasamento Teórico   

Toda  vida  humana  tem  integridade.  O  ser  humano  já  é 


uma  obra  de  arte  dinâmica quando convida outra pessoa, 
o  terapeuta,  a  se  envolver  em  sua  integridade  para 
afetá-la  de  maneira  significativa.  O  terapeuta  deve 
aprender  a  manter  sua  força  e  habilidade  técnica,  sem 
perder o respeito pela outra pessoa (ZINKER, 2007, P.51). 

Tão  relevante  quanto  adquirir  um  embasamento 


teórico-metodológico  sólido  é desenvolver a habilidade de manter uma 
postura  criativa  durante  as  sessões  de  OP.  Nenhuma  técnica  dará 
conta  da  complexidade  do  fenômeno  que  se  apresenta.  Embora 
sejamos  procuradas,  muitas  vezes,  como  profissionais  que  “removem” 
sintomas,  conflitos  e  comportamentos  desafiadores,  não  devemos 
ceder  a  esse  apelo.  Toda  disfuncionalidade  num  campo  de  relações 
tem  um  propósito,  funciona  como  uma  forma  de  apoio,  um  estilo  de 
estar  no  mundo,  de  enfrentar  um  conjunto  particular  de  problemas.  E 
isso  exigirá  de  nós  criatividade  para  construir  as  intervenções  a  partir 
do  que  aprendemos  nos  livros,  do  que  sabemos  sobre  nós  mesmos  e 
sobre aqueles que nos procuram. 

Quando  falamos  de  criatividade  na  prática  clínica,  portanto, 


estamos  falando  da  capacidade  de  acompanhar  atentamente  o 
desenvolvimento  da  sessão,  uma  espécie  de  “rastreamento”,  em  que  o 
psicólogo  funciona  como  uma  radar  complexo,  capaz  de  reunir  o 
material  relevante,  perceber  a  direção  que  os  pais  estão  tomando  e 
seguir  o  movimento  deles  até  que  eles  mesmos  tenham  seus  i​ nsights  e 
passem a construir formas mais funcionais de auto regulação. 

A  criatividade  é  uma  habilidade  indispensável  ao  orientador 


parental  e  vai  se  desenvolvendo  à  medida  que  nos  sentimos  seguros  e 
embasados  tecnicamente.  Por  isso,  a  importância  da  formação  e  da 
supervisão  técnica  para  quem  está  iniciando  nesta  modalidade  de 
trabalho. 

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3. Etapas da OP 

3.1) A Primeira Sessão 

O  primeiro  atendimento  em OP deve ser planejado, com objetivos 


claros  e embasados teoricamente. Trata-se do primeiro contato com os 
cuidadores  e  precisa  possibilitar  tanto  o  acolhimento  dos  mesmos, 
quanto  a  reunião  de  informações  que  possibilitem,  desde  já,  o 
desenvolvimento  das  hipóteses  diagnósticas  e  a  criação  das  primeiras 
estratégias  de  intervenção.  Por  isso,  na  prática,  ela  costuma  ter  uma 
duração  maior  que  as  demais  sessões,  o  que  possibilita  que  o  valor  a 
ser cobrado seja diferenciado também. 

3.1.1) Questionário Inicial 

Para  otimizar  o  tempo  do  primeiro  atendimento  e  facilitar  o 


alcance  dos  objetivos  acima  descritos,  tão  logo  a  família  agende  o 
atendimento, enviamos a eles o questionário abaixo: 

ORIENTAÇÃO PARENTAL 

ENTREVISTA INICIAL E ANAMNESE SISTÊMICA 

  

Sejam bem vindos ao processo de Orientação Parental! 

  

Eu  sou  ​(seu  nome)​,  Psicóloga  Clínica  e  Orientadora  Parental,  e  estou  aqui 
para  ajudá-los  na  busca  de  uma  parentalidade  respeitosa  e  na  melhoria 
das  relações  entre  vocês  e  seus  filhos.  Parabéns  por  esse  passo  importante 
para  a  sua  família.  Nós  não  nascemos  sabendo  ser  pai  e  mãe,  são  papéis 

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que demandam um aprendizado contínuo e estou aqui para contribuir nesse 
caminho. 

​1) Dados Pessoais dos Responsáveis pela(s) criança(s): 

Nome completo: 

CPF: 

Endereço: 

Telefone(s): 

E-mail: 

Grau de Parentesco: 

  

Nome completo: 

CPF: 

Endereço: 

Telefone(s): 

E-mail: 

Grau de Parentesco: 

  

2) Dados Pessoais da Criança: 

  

Nome completo: 

Data de Nascimento: 

Reside com: ( ) ambos os responsáveis ( ) a mãe ( ) o pai 

  

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  SIM  NÃO 

A criança já fez ou faz psicoterapia?     

A criança já fez ou faz acompanhamento psiquiátrico?     

A gestação foi planejada?     

Houve tratamento de fertilidade?     

Houve processo de adoção?     

A criança ficou internada após o nascimento?     

De ​0 a 5​, sendo zero “precisa melhorar” e 5 “está muito bom”, como você classificaria? 

Sono da Criança    

Alimentação    

Aquisições motoras    

Fala    

Questões escolares    

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Relacionamento com outras crianças    

Relacionamento com outros adultos    

3) Por que decidiram buscar a Orientação Parental? 

  

​4) Quais são os valores que norteiam sua família? 

   

5) Quais os maiores desafios que vocês enfrentam na relação com seu filho? 

  

​6) O que vocês esperam do processo de Orientação Parental? 

  

Todas  as  respostas  fornecidas  são  de  caráter  sigiloso,  conforme  preconizado  no 
Código  de  Ética  Profissional  do  Psicólogo  e  nas  demais  legislações  vigentes  que 
regem o exercício profissional da categoria. 

(seu nome) 

Psicóloga Clínica e Orientadora Parental 

CRP: ​(número) 

Com  esse  questionário  buscamos,  de  forma  geral,  conhecer  os 


aspectos  mais  relevantes  do  histórico  de  desenvolvimento  da  criança; 
os  valores  que  norteiam  a  família  e  a  motivação  para  a  procura  pelo 
profissional de OP. 

De  posse  das  respostas  dos  pais,  já  podemos  esboçar  um 
panorama  da  dinâmica  familiar  e identificar quais os pontos de tensão 
que precisam ser explorados durante a sessão. 
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3.1.2) Entrevista Inicial 

Geralmente,  iniciamos  a  entrevista  com  nossa  apresentação 


pessoal  e,  na  sequência,  pedimos  que  eles  se  apresentem  e  nos  digam 
o  que  os  motivou  a  buscar  a  OP  -  importante  que  observemos,  nesse 
momento, se há divergências nas motivações de cada cuidador.  

Retomamos  então  o  questionário  preenchido  como  norte  da 


sessão,  atentando  aos  pontos  de  dificuldade  ou  vulnerabilidades 
apresentados;  aos  valores  que  eles  defendem  e  às  expectativas  que 
têm  ​com  o  processo  de  OP,  a  fim  de  podermos  alinhar  a  busca  à 
realidade do que podemos oferecer. 

Outro  aspecto  que  consideramos  importante  investigar  na 


primeira  sessão  é  a  qualidade  da  comunicação  entre  o  casal  e  a deles 
conosco. Isso irá nos ajudar na promoção do autoconhecimento deles. 

Atenção  especial  deve  ser  dada  aos  casos  de  gestação  não 
planejada,  histórico  de  tratamento  de  fertilidade,  processo  de  adoção 
e  internação  precoce  da  criança.  Nesses  casos,  a  relação  com  a 
criança  pode  apresentar  especificidades  relevantes  e,  na  nossa 
prática,  também  observamos  que  contribui  para  o  desenvolvimento de 
um determinado estilo parental. 

Além  dos  critérios  de  “alerta”,  buscamos  identificar  as 


potencialidades  do  sistema  familiar,  pois  nos  interessa  partir  das 
habilidades  que  aquela  família  já  possui  e  dos  aspectos  funcionais  da 
dinâmica  familiar  para  pensar  as  estratégias  de  intervenção  mais 
resolutivas. 

O  questionário  inicial  nos  permite  pesquisar  antecipadamente 


sobre  a  demanda  emergencial  dos  pais,  e  já  fornecer,  no  primeiro 
atendimento,  informações  que  sustentem  uma  mudança  de  postura  e 
comportamento a curto prazo. 

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3.1.3) Plano de Ação 

Após  o  primeiro  contato  com  os  padrões  relacionais,  a  forma 


habitual  da  família  e  os  indicadores  que  apontam  para  uma  dinâmica 
familiar  saudável  ou  não  saudável,  podemos  desenvolver  nossas 
hipóteses  diagnósticas,  com  alguma  segurança,  e  montar  um  plano de 
ação específico. Isso porque  

“a  família  é  um  sistema  que  funciona  através  de  padrões 


transacionais, que são determinados por comportamentos 
repetitivos  e  que  regulam  o  comportamento  de  seus 
membros  a  partir  das  relações  estabelecidas  entre  eles” 
(Stürmer, Marin & Oliveira; 2016, p. 56). 

Consideramos,  portanto,  que  a  organização  familiar  tem  relação 


direta  com  o  exercício  da  parentalidade.  Sendo  assim,  nosso  plano  de 
ação  busca,  dentre  outros  objetivos,  minimizar  os  aspectos  que 
contribuem  para  os  conflitos,  o  desequilíbrio  e  o  adoecimento  e 
maximizar  as fontes de saúde, o repertório de estratégias educacionais 
facilitadoras  e  as  habilidades  socioemocionais  da  família  como  um 
todo.  Para  tanto,  podemos  utilizar  o  esquema  a  seguir.  Seu 
preenchimento, será melhor explicado na aula deste módulo. 

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DINÂMICA FAMILIAR 

QUEIXA PRINCIPAL: 
 
 

HIPÓTESE (S) DIAGNÓSTICA (S): 


 
 

NECESSIDADE (S) DE PSICOEDUCAÇÃO: 


 
 

 
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3.1.4) Contrato Terapêutico 

Ao  final  do  atendimento  é  importante  apresentar  o  acordo 


burocrático que torna viável a OP. Segue o modelo que utilizamos: 

TERMO DE COMPROMISSO DE ATENDIMENTO DE ORIENTAÇÃO 


PARENTAL (OP) 

Este  termo  de  compromisso  visa  registrar  os  acordos  firmados  entre 
nós  para  o  bom  funcionamento  do  seu  processo  de  OP.  De uma lado 
eu,  nome  da  psicoterapeuta, inscrita no Conselho de Psicologia sob o 
registro  XX/XXXX  e  de  outro, nome do(s) cliente(s), inscrito no CPF sob 
o nºXXXXXXX-XX. 

Duração das sessões de OP e frequência 

A  duração  das  sessões  varia  de  família  para  família,  portanto,  não  é 
possível  precisar  um  tempo  de  duração,  já  que  se  trata  de  um 
processo  singular  onde  cada  um  levará  seu próprio tempo e terá seu 
próprio  ritmo  de  assimilação  de  situações  novas  e  experiências  na 
relação e ambiente terapêutico. 

A  eficiência  da  OP  está  intimamente  ligada  à  frequência  nas  sessões 


de orientação. 

Saiba  que  você  poderá  determinar  pelo  fim  do  processo  a  qualquer 
momento,  porém  o  ideal  é  que  sua  alta  seja  trabalhada  para 
fechamento do processo clínico. 

De  maneira  geral,  o  processo  ocorre  em  encontros  semanais,  com 


duração  de  50  minutos  cada.  As  exceções  serão  discutidas  e 
acordadas durante as sessões. 

  

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Atrasos, Faltas e Remarcações 

Uma  vez  estabelecidos  dia  e  horário  da  sessão,  estarei  disponível 


para  te  atender  sem  a  necessidade  de  confirmação  semanal.  Logo,  é 
dever  do  terapeuta  estar  disponível  no  horário  marcado,  pelo 
período de 50 minutos. 

Estando  esse  horário  reservado  para  você semanalmente, as sessões 


serão  cobradas  integralmente  mesmo  em  caso  de  não 
comparecimento da sua parte. 

Contudo,  caso  você  avise  com  24hs  de  antecedência  do  horário  da 
sessão,  poderemos  tentar  remarcar  para  outro  dia  e  horário  a 
depender  da  disponibilidade  de  ambas  as  agendas.  Uma  vez 
remarcada a sessão não poderá ser remarcada novamente. 

De  forma  justa,  na  impossibilidade  de  comparecimento  do 


psicoterapeuta  no  horário  marcado,  fica acordado que é dele o ônus 
da sessão perdida. 

Por  conta  dos  atendimentos  sequenciais,  não  será  possível  repor  o 


tempo  caso  você  se  atrase,  porém  estarei disponível para atender no 
tempo  restante  da  sessão.  Caso  o  atraso  seja  da  minha  parte, 
tentaremos  compensar  na  própria  sessão,  se  for  possível,  ou  na 
sessão seguinte. 

Especificidades dos atendimentos on-line 

Por  segurança,  o  atendimento  on-line  será  realizado  através  da 


plataforma  Zoom,  via  link  de  acesso  enviado  a  você,  podendo  ser 
realizado,  eventualmente,  através  de  outras  plataformas  ou 
aplicativos de acordo com a necessidade de ambos. 

O  atendimento  à  distância  depende  de  conexão  estável  com  a 


internet,  o  que  nem  sempre  está  sob  nosso  controle.  Portanto, 

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podem  ocorrer  imprevistos  em  relação  à  conexão  que  precisam  ser 


levados em consideração para fins de remarcação. 

Para  preservar  o  sigilo  terapêutico  e  o  bom  andamento  da  sessão,  é 


essencial  fazer  uso  de  dispositivos  (celular,  tablet  ou  computador) 
particulares  e  redes  de  conexão privadas. Também é recomendável o 
uso  de  fones  de ouvido e a escolha de um ambiente com privacidade. 
Pensando  na  segurança  das  informações,  também  é  proibida 
qualquer tipo de gravação da sessão de OP. 

Honorários 

O  valor  de  cada  sessão  de  OP  está  fixado  em  R$XX,XX  (valor  por 
extenso). Este valor está sujeito a reajustes anuais. 

O  pagamento  deverá  ser  feito  antes  de  cada  sessão  ou  o  somatório 
de  todas  as  sessões  até  o  dia  10  do  mês  em  vigência,  via  boleto  ou 
transferência bancária, conforme dados a seguir: 

*Dados de Pagamento*  

Contato entre as sessões 

Nosso  contato  entre  as  sessões,  para  sanar  dúvidas  com  horários, 
realizar  pedidos  de  remarcação  e  envio  de  comprovantes  de 
pagamento,  poderá  ser  feito  via  ligação,  WhastApp  (número)  ou 
e-mail  (seu  e-mail).  Dúvidas  pontuais  poderão  ser  sanadas  por  esses 
canais,  porém  nem  sempre  será  possível  uma  resposta  imediata. 
Conteúdos  de  maior  complexidade  só  poderão  ser  trabalhados  nas 
sessões  de  orientação,  podendo  ser  solicitado  um  horário  extra 
(remunerado) para você a depender da agenda do psicoterapeuta. 

Sigilo 

As  informações  oferecidas  pelo  e  para  o  cliente  durante  as  sessões 


terapêuticas  são  consideradas  legalmente  confidenciais.  Apenas  em 
caso  de  mandado  judicial  por  envolvimento  em  algumas  causas 

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muito  específicas  o  sigilo  poderá  ou  deverá  ser  quebrado.  Porém,  o 


cliente será informado caso isso venha a acontecer. 

​Validade e vigência do termo de compromisso 

Na  impossibilidade  de  assinarmos  este  termo  presencialmente,  a 


confirmação  de  recebimento  e  aceite  via  email  será  suficiente  para 
estabelecer o nosso acordo. 

Lembrando  que  é  resguardada  a  você  o  direito  de  encerrar  este 


acordo a qualquer momento. 

Leia  com  atenção  e,  caso tenha alguma dúvida ou discorde de algum 


item,  não  deixe  de  mencioná-lo  para  que  possamos  conversar  e 
chegar  a  um  acordo.  O  que  não  é  discutido  agora  pode  trazer 
consequências  indesejáveis  em  momento  posterior,  causando 
prejuízos importantes ao processo terapêutico. 

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4. Diagnóstico Processual 

O  movimento  humanístico  e  a  antipsiquiatria  da  década  de  60, 


rejeitaram  a  ideia  de  diagnóstico,  considerando-o  um  rótulo  limitante 
que  contribui  para  a  despersonalização  dos  sujeitos.  Isso,  de  fato, 
pode  acontecer,  caso  consideremos  apenas  as  comunalidades  e  as 
perdas dos mecanismos típicos de funcionamento. 

No  entanto,  segundo  Yontef  (1993),  “diagnóstico  pode  ser  um 


processo  de  respeitosamente  prestar  atenção  a  quem  a  pessoa  é, 
tanto  como  um  indivíduo  único  quanto  em  relação  às  características 
partilhadas  com  outros  indivíduos”.  Ampliando  essa  concepção  para  o 
campo  da  OP,  podemos  então  inferir  que  que  nossas  hipóteses 
diagnósticas  sobre  uma  família,  aquilo  que  apresentam  de 
semelhanças  nos  darão  um  norte  para  a  proposição  de  intervenções; 
mas  precisarão  de  revisão  constante,  sobretudo  se  entendemos  a 
família como um sistema dinâmico. 

Por  isso,  a  ideia  de  ​Diagnóstico  Processual  nos  parece  mais 


interessante.  Ou  seja,  estamos  falando  de  um  conhecimento  sobre  o 
sistema  familiar  que  vai  se  atualizando  ao  longo  de  todo  o  processo, 
possibilitando-nos  uma  compreensão  mais  ampliada  do  fenômeno. 
Pensar  na  noção  de  processo  implica  levar  em  consideração  o 
crescimento  e  evolução  no  exercício  da  parentalidade,  as  mudanças 
implementadas  ao  longo  do  tempo  e  na  rede  de  relações  familiares  e 
ainda  o  autoconhecimento  ou  nível  de  consciência  do  sistema.  Isso, de 
forma  alguma  é  rotular  ou  despersonalizar  e  sim  buscar  compreender 
cada família em sua singularidade existencial. 

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4.1) Critérios Diagnósticos 

É  extremamente  importante  que  tenhamos  claros  os  critérios  a 


partir  dos  quais  vamos  compor  nossas  hipóteses  diagnósticas,  bem 
como  identificar  as vulnerabilidades e habilidades do sistema. A seguir, 
apresentamos os critérios de maior relevância na prática de OP: 

 
a) Há  um  estilo  parental  do  casal  ou  se  cada  um  apresenta  um 
estilo? Quais estratégias educacionais são utilizadas? 
 
b) Como é essa família nuclear em termos de fronteiras de contato? 
 
c) Quais  as  características  das  relações  mantidas  com  as  famílias 
de origem. Há algum aspecto relacionado à lealdade familiar? 
 
d) Quais são os padrões de apego dessa família? 
 
e) Quais  os  padrões  de  interrupções  de  contato  dessa  família? 
(Nesse  caso,  buscamos  entender  os  padrões  de comportamentos 
da criança e como isso reverbera nos pais) 
 
f) Possui rede de apoio? Se sim, como costuma acionar? 
 
g) A  Regulação  Emocional  é  uma  habilidade  que  os  pais  já  tem 
desenvolvida? 
 
h) Como  essa  família  se  comporta  em  termos  de  identificação  e 
nomeação dos sentimentos? 
 
i) Os cuidadores são flexíveis e criativos? 

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j) Como  funciona  a  comunicação  (verbal  e  de  necessidades)  entre 
os membros da família? 
 
k) Estão  emergindo  resistências  ao  longo  do processo? De que tipo, 
com que conteúdo? Para “dar conta” de que? 

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4.2) Critérios de saúde ou de evolução 

Igualmente  imprescindível  é  que  tenhamos  indicadores  de 


avanço  dos  cuidadores  na  direção  de  uma  educação  gentil  e 
respeitosa. São eles: 

a) Melhorias aparentes nas relações entre os integrantes da família. 


 
b) Capacidade  criativa  -  Independência  da  nossa  ajuda.  Quando 
eles  começam  a  trazer  para  sessão  o  problema  e  a  resolução 
baseadas no respeito, no diálogo. 
 
c) Refinamento  do  processo  de  regulação  emocional  dos  pais  - 
Autoconhecimento. 
 
d) Presença de demonstrações de afeto. 
 
e) Avanço em todos os indicadores listados no item 4.1. 

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5) Acompanhamento 

O  acompanhamento  é  o  momento  em  que  todas  as  etapas 


anteriores  foram  cumpridas/iniciadas  e  entendemos  que  os  pais  já 
desenvolveram  as  bases  para  exercer  sua  capacidade  criativa  no 
sistema.  Nesse  momento,  eles  nos  trazem  ​feedback  sobre  o  que  estão 
conseguindo  ou não realizar e vamos propondo os ajustes necessários, 
bem como encorajando-os a criar de forma autônoma. 

A  família  não  é  apenas  um  micro  universo  coeso,  na  qual  as 
pessoas  podem  se  sentir  acolhidas  ou  desafiadas,  é  também  uma 
configuração  grupal  onde  podem  se  tornar  criativas  juntas, sobretudo 
a  partir  do  exercício  consciente  da  parentalidade.  Como  afirma  Zinker 
(2007),  entendemos  que  estamos  diante  de  uma  ​comunidade  de 
aprendizagem​. 

Como  psicólogas,  portanto,  nossa  responsabilidade  é 


acompanhar  esse  processo  de  autoconhecimento  e  desenvolvimento 
de  habilidades  de  parentalidade  para  que  os  cuidadores  alcancem  a 
noção  mais  exata  possível  da  força  do  sistema  que  compõem, 
usando-a a favor desse mesmo sistema. 

Além  disso,  entendemos  que  estamos  trabalhando  também  a 


favor  de  uma  espécie  de  “reconciliação  das  diferenças”  em  prol  do 
alinhamento  das  estratégias  educacionais  mais  facilitadoras  para  o 
desenvolvimento sócio emocional das crianças.  

Os  conflitos  que  os  pais  apresentam  podem  ser  saudáveis  e 


criativos  -  quando os envolvidos são pessoas integradas, com um nível 
interessante  de  autoconhecimento  e  um  sentido de diferenciação -;  ou 
confluentes  e  improdutivos  -  quando  resulta  da  projeção  de  aspectos 
pessoais.  Tal  distinção  precisa  nortear  todo  o  processo  de 

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acompanhamento,  tanto  para  promover  ​awareness​,  quanto  para 


adaptarmos  as  intervenções  ao  ritmo  e  possibilidades  dos  pais a cada 
momento. 

6) Alta 

A  necessidade  de  alta  começa  a  se  configurar  quando  os  pais  já 
demonstram ter desenvolvido uma parentalidade consciente e dominar 
as  bases  que  permitem  a  criação  de  soluções  mais  funcionais  para  os 
conflitos e desafios que enfrentam. 

A  condução  desse  momento de fechamento deve ser cuidadosa e 


focar,  sobretudo,  na  estratégia  de  encorajamento  dos  pais  para  que 
sigam  sem  a  mediação  do  psicólogo.  Para  tanto,  precisamos  destacar 
todas  as  capacidades  e  habilidades  que  eles  adquiriram  ou 
desenvolveram,  revendo  todo  o  processo  de  trabalho  e  dando  ênfase 
ao crescimento experimentado. 

A  família  não  receberá  alta  por  ter  atingido  um  estágio  de 
perfeição,  mas  por  demonstrarem  a  capacidade  de  seguir  sem  nosso 
suporte  constante.  Por  isso,  devemos  reforçar  com  os  pais os aspectos 
saudáveis  da  dinâmica  familiar,  aos  quais  eles  poderão  sempre 
recorrer,  sobretudo  quando o desafio for uma novidade na experiência 
daquele  sistema.  E,  por  fim,  lembrá-los  dos  pontos  de  alerta  que ainda 
permanecem  ou  que  facilmente  os  capturam  na  direção  oposta  às 
estratégias  educacionais  que  desejam  implementar.  Afinal,  a 
parentalidade  consciente  inclui  percepção  acurada  da  situação, 
reflexão e tomada de decisão coerentes entre si. 

 
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7) Questões Éticas 

Os  aspectos  éticos  que  permeiam  nosso  trabalho  em  OP  são  os 
mesmos  critérios  normativos  baseados  nos  valores  que  regem  nossa 
profissão,  descritos  tanto  no  nosso  Código  de  Ética,  quanto 
defendidos nas abordagens que seguimos. 

  O  Inciso  II,  do  Código  de  Ética  Profissional  do  Psicólogo  afirma 
que  

“o  psicólogo  trabalhará  visando  promover  a  saúde  e  a 


qualidade  de  vida  das  pessoas  e  das  coletividades  e 
contribuirá  para  a  eliminação  de  quaisquer  formas  de 
negligência,  discriminação,  exploração,  violência, 
crueldade e opressão” (CFP, 2005).  

E  neste  postulado  está  a  base  ética  e  valor  social  do  nosso 


trabalho  como  orientadores  parentais:  proteger  a  infância  e  o  direito 
das crianças ao respeito e à dignidade. 

Para  que  possamos  oferecer  um  trabalho  de  qualidade,  dentro 


da  legalidade  e  sem  ferir  nenhum  princípio  preconizado  em  nossa 
profissão,  precisamos  nos  atualizar  em  relação  às  legislações  vigentes 
e  dominar  o  Código  de  Ética  Profissional  do  Psicólogo  (CFP,  2005),  do 
qual destacaremos as orientações a seguir. 

  De acordo com o ​ ​Art. 2º, é vedado ao psicólogo é vedado: 

“f)  Prestar  serviços  ou  vincular  o  título  de  psicólogo  a 


serviços  de  atendimento  psicológico  cujos procedimentos, 
técnicas  e  meios  não  estejam  regulamentados  ou 
reconhecidos pela profissão”. 

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  Ou  seja,  se  desejamos  vincular  nosso  trabalho  de psicólogas à 


orientação  parental,  precisamos  realizar  isso  dentro  da  legalidade  e 
das regulamentações vigentes. 

  Como um campo de trabalho em desenvolvimento, ainda estamos 
discutindo  as  implicações  técnicas  e  éticas  do  trabalho  em  OP,  no 
entanto,  já temos parâmetros de trabalho muito claros para a atuação 
com famílias e crianças. 

​ “​Art. 1º – São deveres fundamentais dos psicólogos: (...) 

b)  Assumir  responsabilidades  profissionais  somente  por 


atividades  para  as  quais  esteja  capacitado  pessoal, 
teórica e tecnicamente; (...) 

g)  Informar,  a  quem  de  direito,  os  resultados  decorrentes 


da  prestação  de  serviços  psicológicos,  transmitindo 
somente  o  que  for  necessário  para  a  tomada  de  decisões 
que afetem o usuário ou beneficiário. 

(...) 

Art.  9º  –  É  dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional 


a  fim  de  proteger,  por  meio  da  confidencialidade,  a 
intimidade  das  pessoas,  grupos  ou  organizações,  a  que 
tenha acesso no exercício profissional. 

  Art.  10  –  Nas  situações  em  que  se  configure  conflito  entre 
as  exigências  decorrentes  do  disposto  no  Art.  9º  e  as 
afirmações  dos  princípios  fundamentais  deste  Código, 
excetuando-se  os  casos  previstos  em  lei,  o  psicólogo 
poderá  decidir  pela  quebra  de  sigilo,  baseando  sua 
decisão na busca do menor prejuízo. 

  Parágrafo único – Em caso de quebra do sigilo previsto no 
caput  deste  artigo,  o  psicólogo  deverá  restringir-se  a 
prestar as informações estritamente necessárias. 

  Art.  11  –  Quando  requisitado  a  depor em juízo, o psicólogo 


poderá  prestar  informações,  considerando  o  previsto 
neste Código”. 

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Esta  formação  que  vocês  estão  realizando  já  é  uma  forma  de 
cumprir o preconizado no código, uma vez que   

​Art. 1º – São deveres fundamentais dos psicólogos: (...) 

b)  Assumir  responsabilidades  profissionais  somente  por 


atividades  para  as  quais  esteja  capacitado  pessoal, 
teórica e tecnicamente. 

  Além disso, qualquer atendimento em Psicologia precisa seguir as 
regras  de  sigilo  e  não  indução  à  convicções  próprias.  ​Recomendamos, 
portanto,  que  busquem  conhecer  tais  aspectos  em  profundidade, 
estudando  com  antecedência  como  manejar  cada um deles diante dos 
desafios  que  podem  aparecer  e,  claro,  investindo  em  supervisão, que é 
uma  ferramenta  de  formação que contribui para o desenvolvimento da 
expertise em torno desse tema. 

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8) Referências Bibliográficas 

BRASIL.  Código  de  Ética  Profissional  do  Psicólogo.  Conselho Federal de 


Psicologia, Brasília, agosto de 2005.  

YONTEF,  Gary.  Processo,  diálogo  e  awareness:  ensaios  em  Gestalt 


Terapia. São Paulo: Summus, 1998.

ZINKER,  J.  Processo  Criativo  em  Gestalt-terapia.  São  Paulo:  Summus, 


2007. 

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