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CEDERJ – UERJ

CURSO DE PEDAGOGIA
ESTÁGIO EM EJA
AD2 2022.1
Aluna: SIRLEI DA FONSECA OLIVEIRA Matricula: 15112080069 Polo: ROCINHA

A DIVERSIDADE DOS SUJEITOS DA EJA

Não há dúvidas que ter melhores condições de vida social e econômica e atuar como um sujeito
com a consciência de uma formação integral está intrinsecamente ligado às oportunidades de escolarização
e formação educacional. Essa compreensão é percebida por todos os setores da sociedade, porém, as
ações para a criação de estratégias que favoreçam ao tema em questão, embora aconteçam, não
demonstram-se satisfatórias, uma vez que metas traçadas não são alcançadas, e que o analfabetismo
adulto continua elevado não somente no Brasil, mas em esfera mundial. A educação e a formação contínua
do indivíduo, ainda não é uma cultura consolidada. Pesquisas revelam que a oferta de matrículas para
escolarização de jovens e adultos vêm caindo ao longo dos anos, embora o público alvo de atendimento
não esteja proporcionalmente diminuído e, ao contrário, é crescente. Há uma tentativa em explicar o
esvaziamento, ponderando que a motivação está ligada ao contexto social, que desmotiva a busca por um
processo de escolarização e mudanças, mas embora seja real este fato, se faz necessária à criação de
estratégias que articulem ações sociais que atinjam e desenvolvam nesse contexto a noção e a necessidade
de escolarização para a vida, geração de renda e inserção digital. Leva-se em conta também, a qualidade e
a efetividade das formações ofertadas, ao perceber-se os resultados.

A formação continuada de jovens e adultos pode ser considerada uma forma de resistência social,
pois tem por papel combater necessidades e direitos sociais. Mas a atenção dada a essa clientela e
modalidade, pelas intermediações em políticas do governo com intenção de atender as suas necessidades,
não são constantes e ao contrário, destina-se a um desmonte. Tomando por base o vídeo “História de um
Brasil alfabetizado”, onde a narrativa de EDIENILSON SANTANA descreve a realidade do trabalhador rural,
com más condições de trabalho, jornada extensa e má remuneração, que não permite a inclusão em uma
fomação escolar, devido as sequelas de uma jornada de trabalho injusta, entende-se que por mais oferta
que haja, existe uma grande dificuldade de permanência deste na sala de aula. A escola inclusiva, busca
neste caso atender de forma diversificada, percebendo as dificuldades e particularidades do aluno
trabalhador, investindo em sua autoestima e humanizando as relações. Percebe-se que seus saberes
constituídos por experiências vividas, não se encaixam nos bens culturais, sociais e econômicos formais,
não sendo valorizados. Esta pluralidade pouco valorizada, pode ser utilizada para uma formação integrada,
dando significado ao processo de aprendizagem, utilizando práticas pedagógicas intencionais. É necessário
vincular estratégias de ensino à prática social. A qualidade do ensino está vinculada às concepções que se
tem sobre sobre a pluralidade de ideias, adequando-as e as utilizando como instrumentos na construção de
saberes.

A história de VANUZIA DE CASTRO, retrata a descontinuidade de formação da clientela periférica,


que abandona a sala de aula por precocidade em formar família, exemplificando a gravidez na
adolescência, ou por necessidade de trabalhar. Comprovado por pesquisas, as questões familiares, o
trabalho e a gravidez na adolescência são os maiores responsáveis pelo abandono escolar. O
desencorajamento pela família e pelo cônjuge, impede mulheres de retomarem a escolarização, tornando
crescente a bola de neve da desigualdade, pois sem a formação e conhecimentos adequados, não acontece
a mudança social. A temática da desigualdade de gênero, são temas a serem abordados e desenvolvidos
para que se minimize as estatísticas que comprovam a desescolarização das mulheres. Os papéis
domésticos vinculados ao gênero feminino levam à frequencia irregular e evasão escolar.

Umas das metas em solucionar em pequena escala a eficiência da docência desta modalidade,
seria a adequação do professor, para atender a essas particularidades, ligadas as carências emocionais,
através de conteúdos contextualizados e significativos, dando valor social e instrumentando o aluno para
atuar criticamente e tornar-se transformador em seu contexto social cabendo às instituições um
fornecimento de espaço que propicie a permanência dos alunos em relação à infraestrutura e métodos
pedagógicos.

Enfim, é uma modalidade de ensino que encontra-se distante do que se pensa como ideal, e ao
pensar-se em sociedade harmônica e diminuição da desigualdade social, uma não compatível com uma
forma de governo neoliberal, segmentos da sociedade civil, mantêm a responsabilidade em desenvolver
ideias e ações para que haja evolução e um atendimento adequado à escolarização de nossos jovens e
adultos.

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