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Guia de UNIDADE

IV

GUIA DE ESTUDO
O Guia de Estudo orienta você para a realização das FORMATIVA

Estudo
atividades e dos exercícios de cada componente
curricular listado abaixo. Sob a orientação dos
educadores, você conhecerá o conteúdo deste
material e deverá tirar suas dúvidas SEMPRE

integrado
que elas surgirem para não acumular questões
a serem esclarecidas. Portanto, comece a conversar,
UF
re etir e discutir com seus educadores e colegas IV
o tema desta Unidade Formativa.

Juventude e Comunicação • PROJOVEM URBANO


• Ciências Humanas • Ciências da Natureza

• Língua Portuguesa • Participação Cidadã

• Matemática • Informática

• Inglês
Guia de UNIDADE

IV
FORMATIVA

Estudo
integrado
Juventude e Comunicação
Presidência da República
Secretaria-Geral da Presidência da República
Ministério da Educação
Presidência da República
Secretaria-Geral
Secretaria Nacional de Juventude
Ministério da Educação
Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão

Guia de UNIDADE

IV
FORMATIVA

Estudo
integrado
Juventude e Comunicação

Brasília - DF, 2012


© 2008 Secretaria-Geral da Presidência da República – Secretaria Nacional de Juventude – Ministério
da Educação – Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão
(Reservam-se os direitos autorais patrimoniais à Secretaria-Geral da Presidência da República – Secretaria Nacional de
Juventude – Ministério da Educação – Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão e os
direitos autorais morais, individualmente, aos seus autores)
Todos os Direitos Reservados
Proibida a reprodução total e/ou parcial desta obra e seu uso, derivação, sob qualquer linguagem, forma, meio, processo e
em qualquer suporte, ambiente ou sistema, sem a permissão escrita de sua titular e, quando permitido, desde que citada
a fonte. Essas proibições aplicam-se, também às marcas utilizadas na obra.

Coleção Projovem Urbano


Elaboração e Organização Autores Participação Cidadã
Organização Introdução Renata Juqueira Ayres Villas-Bôas
Maria Umbelina Caiafa Salgado Maria Umbelina Caiafa Salgado
Ana Lúcia Amaral Informática
Ciências Humanas
Revisão Ortográfica Daniel de França Monteiro
Iara Vieira Guimarães
Ricardo Jullian da Silva Graça
Rafael Paixão Barbosa Selva Guimarães Fonseca
Rosângela Alves Gomes
Projeto Gráfico Língua Portuguesa
Marcello Araujo Lucília Helena do Carmo Garcez
Editoração Eletrônica Inglês
PS Editora Ltda - EPP Carolina Amaral Duarte
Matemática
Maria Auxiliadora Vilela Paiva
Rony Cláudio de Oliveira Freitas
Ciências da Natureza
Aparecida Valquíria Pereira da Silva
Mirian do Amaral Jonis Silva
Natalina Aparecida Laguna Sicca

ISBN: 978-85-64779-01-3
2ª Edição – 1ª Impressão – Impresso no Brasil ISBN: 978-85-64779-15-0

G943 Guia de Estudo: Unidade Formativa IV / [organização: Maria Umbelina Caiafa Salgado, Ana
Lúcia Amaral; revisão ortográfica: Rafael Paixão Barbosa]. – Brasília: Programa Nacional de
Inclusão de Jovens – Projovem Urbano, 2012.
304p.: il. – (Coleção Projovem Urbano)

Conteúdo: Ciências Humanas / Iara Vieira Guimarães [et al.] – Língua Portuguesa / Lucília Helena do Carmo
Garcez – Inglês / Carolina Amaral Duarte – Matemática / Maria Auxiliadora Vilela Paiva [et al.] – Ciências da
Natureza / Aparecida Valquíria Pereira da Silva [et al.] – Participação Cidadã / Renata Junqueira Ayres Villas-
-Bôas – Informática / Daniel de França Monteiro [et al.]

1. Educação - Brasil. 2. Ensino Fundamental 3. Participação Cidadã. 4. Informática. I. Título. II.
Secretaria Nacional da Juventude. III. Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem Urbano).
IV. Salgado, Maria Umbelina Caiafa. V. Amaral, Ana Lúcia. VI. Barbosa, Rafael Paixão.

CDD – 370
APRESENtAçãO

O PROJOvEM uRBANO
Vamos aprender juntos. Vamos trabalhar para crescer juntos.
Organizamos o Projovem Urbano pensando nas suas necessidades e no seu futuro.
Mas é principalmente você quem vai fazer do curso uma experiência boa. Vai estudar
junto com seus colegas e também com a ajuda dos professores e professoras. Nós de-
mos apenas o chute inicial: quem vai fazer o gol é você!
Você é um jovem ou uma jovem que, certamente, já passou por muitas experiências.
Temos certeza de que já aprendeu coisas importantes em sua casa, na escola, na rua,
em todos os lugares por onde passou. Apostamos que tem muito a nos ensinar e a
trocar com seus colegas.

A sua experiência de vida


Nosso ponto de partida são suas experiências, seus sonhos e os conhecimentos que
possui. Vamos somar tudo isso com o que vai aprender e construir aqui.
O que você já sabe e já viveu vai dar-lhe a base para construir novos conhecimentos,
novas habilidades e novos modos de encarar a vida.
Você vai obter muitas informações novas e importantes, mas elas vão ter tudo a ver
com o que já sabe e com o que quer para sua vida. Por isso, o Projovem Urbano trata de
forma integrada a Formação Básica, a Qualificação Profissional e a Participação Cidadã.

5
UNIDADE formativa IV

Sumário

O seu guia de Estudo / 8

Ciências Humanas / 15
1. A comunicação na vida do jovem / 19 7. Diferentes formas de viver o tempo / 53
2. Globalização: tempo, espaço e fluxos / 23 8. Diferentes formas de representar o
3. As várias faces da globalização / 27 tempo / 55
4. O conhecimento e a representação do 9. Admirável mundo novo – os meios de
mundo / 32 comunicação de massa / 58
5. Como os mapas são feitos / 39 10. A juventude e o acesso aos meios de
6. C ompreendendo os mapas / 46 comunicação / 64

LÍNGUA PORTUGUESA / 69
1. A natureza da comunicação / 73 7. A comunicação no trabalho / 101
2. Comunicação e tecnologia / 77 8. A comunicação no serviço público / 106
3. A s dificuldades de comunicação / 80 9. Profissões que dependem da
4. Comunicação e entretenimento / 85 comunicação / 111
5. O lazer com base na comunicação / 91 10. C omunicação na arte / 114
6. A comunicação no cotidiano / 97

INGLÊS / 119
1. Objects and locations / 123 8. How were your days? / 155
1. Our body / 129 9. How were your resting days? II / 160
3. Our body II / 133 10. Review / 163
4. Describing someone / 137
5. Mid review / 141
6. Asking for directions / 145
7. Back to the future / 150

6
SuMáRIO

matemÁtiCa / 167
1. Localização via coordenadas / 171 6. A letra como variável / 198
2. Avançando com as coordenadas / 177 7. Generalizações matemáticas / 202
3. Argumentação e lógica / 183 8. A letra como incógnita / 206
4. Entendendo as medidas de volume / 189 9. A comunicação estatística / 212
5. A linguagem da matemática / 194 10. O que Pitágoras nos diz? / 217

CiênCias da natuReZa / 223


1. Ciência na mídia: o papel dos meios 5. Biodiesel: energia X alimento / 245
de comunicação na difusão 6. A comunicação nossa de cada dia:
científica / 227 afinal o que é isto? / 251
2. Isso tem a ver comigo: informações 7. Navegar é preciso: tempo,
veiculadas pela mídia aplicadas espaço, ondas / 254
à vida cotidiana / 230 8. E disse: faça-se a luz / 260
3. tamanho não é documento: o mundo 9. ver... ouvir... falar... comunicar / 264
fantasticamente pequeno das células e 10. Assim caminha a humanidade:
dos microorganismos / 235 enxergando o invisível e mirando
4. 3Rs: reutilizar, reduzir e reciclar / 240 as estrelas / 268

PaRtiCiPaÇÃO Cidadà / 273


1. Sem comunicação não há 3. Meios de comunicação e participação
participação / 277 comunitária / 283
2. Espaços de participação e de 4. Dicas para a produção de meios
comunicação / 279 de comunicação / 286

inFORmÁtiCa / 291
1. Correio eletrônico / 295

agORa VOCê É O autOR / 303

Apresentação 7
uNIDADE fORMAtIvA Iv

O SEu GuIA DE EStuDO


Este Guia de Estudo foi escrito para auxiliar você em seu curso. Além de colocar
desafios, ele vai ajudar você a localizar informações importantes para o estudo de cada
Unidade Formativa.
Ele está organizado em seis volumes, um para cada unidade. Os volumes estão
divididos em componentes curriculares caracterizados pelas seguintes cores:

Ciências Matemática Ciências da Informática


Humanas Natureza

Língua Inglês Participação


Portuguesa Cidadã

As imagens a seguir ilustram a estrutura deste Guia. Aqui utilizamos o conteúdo de


Ciências Humanas como exemplo.

UNIDADE FORMATIVA I UNIDADE FORMATIVA 1

Sumário Juventude e

CONHEÇA SEU LIVRO / 9


Cultura
Nesta primeira unidade formativa, que estamos chamando de Juventude e Cultura,
seus estudos vão ter como assunto central as atividades, os conhecimentos, as ações,

Ciências
os sentimentos e as crenças do ser humano. Isso tudo quer dizer Cultura! Cultura não
CIÊNCIAS HUMANAS / 17 significa apenas teatro, cinema, literatura, música erudita (muitos dizem música clás-
1. Quem sou eu? Quem somos nós? / 24 7. Por que estudar e aprender sica), espetáculos de balé etc. Significa muito mais. Tudo que os seres humanos fazem
2. Por que estudar e aprender História? / 24 História? / 24 em seu dia-a-dia, seu modo de viver, de trabalhar, de alimentar-se etc. é cultura. Todos

Humanas
3. A Geografia e o seu cotidiano / 24 8. A Geografia e o seu cotidiano / 24 os grupos humanos fazem cultura e todas as culturas são importantes. A cultura de sua
4. Os jovens como produtores de cultura / 24 9. Os jovens como produtores comunidade é importante e você deve valorizá-la, sem desprezar as culturas de outros
5. Os jovens como produtores de cultura / 24 de cultura / 24 grupos. Todos são seres humanos e, portanto, têm cultura! Veja como você vai estudar
esse tema nos diversos componentes do currículo.
6. Quem sou eu? Quem somos nós? / 24 10. Os jovens como produtores de cul-
tura / 24 Ciências Humanas Língua Portuguesa
Em Ciências Humanas você vai pen- Língua Portuguesa propõe um traba-
LÍNGUA PORTUGUESA / 67 sar sobre a identidade juvenil: começará lho muito interessante. É possível que
conhecendo a si mesmo e seus colegas: muitos jovens estejam fora da escola há
1. Quem sou eu? Quem somos nós? / 24 6. Quem sou eu? Quem somos nós? / 24
vai contar a história de sua vida, ficará muito tempo e tenham perdido o hábi-
2. Por que estudar e aprender 7. Por que estudar e aprender / 24 sabendo o que é ser sujeito histórico e to de ler textos de algumas páginas. É
História? / 24 8. A Geografia e o seu cotidiano / 24 os diferentes significados de juventu- esse o seu caso? Mesmo que não seja e
3. A Geografia e o seu cotidiano / 24 9. Os jovens como produtores / 24 de. Além disso, vai discutir o que são você esteja em dia com a leitura, vale a
4. Os jovens como produtores de / 24 10. Os jovens como produtores de / 24 História e tempo histórico, Geografia e pena fazer as atividades e até ajudar os
5. Os jovens como produtores / 24 espaço geográfico. Terá oportunidade colegas que tenham mais dificuldade.
de pensar sobre a importância das Ci- Há muitas atividades que ajudam a re-
ências Humanas para a compreensão cordar as habilidades iniciais de leitura.
INGLÊS / 117
do mundo. Finalmente poderá discutir Vamos trabalhar com textos em verso e
1. Quem sou eu? Quem somos nós? / 24 6. Quem sou eu? Quem somos nós? / 24 muita coisa sobre Cultura, culturas ju- em prosa e a principal tarefa será iden-
2. Por que estudar e aprender / 24 7. Por que estudar e aprender / 24 venis, manifestações culturais, diversi- tificar informações explícitas no texto.
3. A Geografia e o seu cotidiano / 24 8. A Geografia e o seu cotidiano / 24 dade cultural e patrimônio cultural. E vamos começar as atividades de es-
4. Os jovens como produtores 9. Os jovens como produtores / 24 crita, escrevendo um bilhete, que é um
de cultura / 24 10. Os jovens como produtores / 24 tipo de texto bastante simples. Não per-
5. Os jovens como produtores ca, você vai gostar!
de cultura / 24

2 8 1

No Sumário, você Aqui você encontra Esta é a página de


encontra indicações dos informações sobre o tema abertura de cada
tópicos abordados nos principal do Guia e de componente diferenciado
componentes curriculares como ele será trabalhado por cor.
e o número das páginas em cada um dos seus
que iniciam cada um deles. componentes.

8
O SEu GuIA DE EStuDO

Título do
tópico

Objetivo

2
O que é ser jovem, Esperamos

para você e para


que você possa
identificar o que
pensam os jovens

Número o seu grupo? do seu grupo e


discutir essas Objetivo do
ideias com eles.

do tópico tópico
Agora que você já conhece melhor a sua própria história e a de seus com-
panheiros, vamos pensar em algo que é comum entre vocês: a juventude.
O que significa ser jovem hoje? No seu bairro, na cidade, no Brasil e no
mundo! Somos iguais? Diferentes? Como somos? Como pensamos?
Texto com o
Atividade 6
conteúdo de
Sequência de A. Veja as fotos. São jovens de diferentes lugares.
cada tópico
atividades B. Observe as diferenças e semelhanças.

Imagem
/ Banco de
fotógrafo
© Nome do
C. Discuta com seus colegas.
Como você percebeu os jovens são diferentes. Não apenas na aparência,
no tipo físico, na cor da pele, mas também nas variadas maneiras de ser e
estar no mundo. Possuem histórias de vida, condições sociais e econômicas
desiguais, religiões, culturas, experiências diversas. Reflita sobre isto: o que
pensam os jovens do Brasil e do mundo?
Vários pesquisadores têm buscado respostas a essas perguntas. No Bra-
sil, no ano 2003, o Instituto Cidadania organizou o Projeto Juventude e rea-
lizou uma pesquisa – Perfil da juventude brasileira – em 24 estados do país,

O que é ser jovem, para você e para o seu grupo? 7

UNIDADE FORMATIVA I

com os outros. Por exemplo, a música é uma das formas de manifestação co-
mum que une os jovens de diferentes lugares e classes sociais, de diferentes
lugares do mundo. Representa, muitas vezes, uma maneira de expressarem
aquilo que lhes falta, aquilo com que sonham para viver de forma digna e sa-
tisfatória a sua juventude. Por meio das canções, os jovens falam das diferen-
ças e também das semelhanças entre eles!

Atividade 9

A. Junto com seu grupo leia a letra da canção.


B. Se for possível ouça ou cante no grupo.

Tribos
Carlos é um cara ocupado com a vida
Que rala todo dia pelo pão de cada dia
E não tem tempo pra nada, só estudo e trabalho
Cada hora é apenas mais uma volta do relógio
Que ele olha apressado pra ver se tá na hora da aula do cursinho
Textos de outros Que ele acredita possa trazer uma nova vida
E só deve trazer ainda mais agulhação
autores sempre Mas quando chega o fim de semana é hora de tudo mudar
Põe a camisa sem manga, expõe a tattoo e sai pra provocar
em caixas, e com Ele vai arrepiar
Se der mole quebra tudo, quer extravasar
suas fontes de Ela chega e vem pra provocar
Sai de baixo, ele não perdoa, chega junto
publicação Oh, oh, oh, uh, oh, chega junto, fica junto, quebra tudo
Carolina só estuda o dia todo trancada no seu quarto
O dia passa e nada faz ela olhar o sol
“Eu preciso passar”, pensa ela o tempo todo
O stress e o sono não importam
A hora corre mas ela nem olha pro relógio
Quando nota o dia já se foi
E amanhã vai ser tudo outra vez
Mas quando chega o fim de semana é hora de tudo mudar
#

14

Apresentação 9
uNIDADE fORMAtIvA Iv

OutROS MAtERIAIS
Além do Guia de Estudo, você poderá utilizar
os seguintes materiais durante o seu curso.

Agenda
do Estudante
Sua agenda é uma Meu projoveM urbano 3. Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego - PRONATEC

ferramenta importante Anote nesta seção todos as informações sobre sua escola, seus P Nome da instituição ofertante:
AGENDA DO ESTUDANTE  •  PROJOVEM URBANO

horários e seus educadores.


ano:

Agenda do
mês: Ocupação:

2a–
para organizar suas
a
P

: de 1. Dados da escola
semana
a
seman
P Nome da escola onde funciona meu núcleo do ProJovem Urbano:
Nome do educador:

Estudante
P

Segun
da P

tarefas e a rotina do P Endereço: P Endereço do curso:

seu curso.
P Horário do início e término das aulas: P Período (meses):

Terça
P

P Horários disponíveis para atividades não presenciais: P Dia(s) da semana:

Quarta
P

P Horário:

2. Arcos Ocupacionais
Quinta 4. Equipe de educadores do Núcleo
P

P Arcos Ocupacionais oferecidos na minha cidade: Nome Componente Curricular


P

Sexta
P
P Arco Ocupacional que estou cursando: P

e P Ocupações do Arco:
Sábado
P P

Domingo
1. P

2. P

3. P

4.
P Educador Orientador:

20 AgENDA DO EsTUDANTE APREsENTAçãO 21

Na parte inicial da sua Agenda, descrevemos


o Projovem Urbano e disponibilizamos fichas
para você organizar algumas informações
sobre sua participação no programa.

BATE- Juventude e Cultura


-PAPO

ORGANIZE-SE!


Obs.: Preencha a lápis para futuras alterações, caso necessário.

ano:
5. Horário Semanal

Estudar requer disciplina, dedicação. Você vai mês:


semana
Hora

ter que escolher as suas prioridades. Com um bom


planejamento, é possível encontrar tempo para o semana: de a
estudo sem abrir mão de outras atividades.
Use a Agenda do Estudante para anotar suas Segunda P
Segunda

tarefas do curso e outros compromissos.

Aproveite bem seu precioso


Terça
tempo de estudo
P
A história de Milton
Além de “criar” o tempo para se dedicar ao es- Toda vez que Milton
Terça

tudo, é importante saber aproveitá-lo bem. Leia senta para estudar,


a história do Milton no quadro ao lado e veja se ele fica em dúvida
por onde começar. Quarta P

acontece algo parecido com você. Logo sente sono ou


Quando você estuda, tem que lidar com mui- um peso na cabeça.
Levanta, tenta se
Quarta

tas ideias novas, ideias com as quais não está


animar. Começa a ler
acostumado. É por isso que é tão fácil distrair-se: um texto do livro. Quinta P

a cabeça quer voltar a pensar naquilo que já é co- Não entende direito
nhecido. As ideias novas e o desconhecido sempre o que está lendo,
provocam um sentimento de insegurança. Aí, a começa a pensar em
outra coisa, se distrai
pessoa vai ficando angustiada ou nervosa. A ten- Sexta
Quinta

completamente. P

tação é desistir. Esquece o que estava


fazendo, já não sabe
Você pode superar esse sentimento de estar
por que está ali. Fica
perdido e desanimado. Para isso, é preciso que agoniado, depois
você estabeleça objetivos claros, que deem senti- irritado. Desiste e Sábado e P

do ao que está fazendo. Você precisa criar o seu pensa: “Acho que eu Domingo
Sexta

próprio sistema para se concentrar nas suas ati- não dou mesmo para
estudar”.
vidades.

22 AgendA do eStudAnte
UNIDADE FORMATIVA 1 27 30 AGENDA DO ESTUDANTE

Na seção Bate-papo, Nas páginas das Quadros para você


você encontra dicas de semanas, você pode anotar os dados
estudo. anotar suas tarefas e referentes ao seu
as datas de entrega Núcleo do Projovem
dos trabalhos e as Urbano: horários de
etapas de cada aula, atividades etc.
um deles.

10
OutROS MAtERIAIS

Cadernos de Registro Caderno do Plano


de Avaliação de Ação Comunitária

1 Caderno
O seu Caderno do Plano de Ação
Comunitária reúne os formulá-
O Caderno de Registro de Avaliação reúne os for-
mulários e a descrição dos critérios para que Umet rios e a descrição dos critérios
volum repuditae coriatusam qui delese ipis dolorer para que Umet volum repuditae
ferunto voluptati debis ariscius rerum ea quiae non
de Registro de coriatusam qui delese ipis dolo-

Caderno do
net quia voluptatur, core, cum utatur, sequi conet

Avaliação
et.Ferupta aut fuga. Ut andant re eiuntenimil ipis rer ferunto voluptati debis aris-
volest que num quo blaut utempor. cius rerum ea quiae non net quia
voluptatur, core, cum utatur, se-
qui conet et.Ferupta aut fuga. Ut Plano de Ação
Comunitária
UNIDADES andant re eiuntenimil ipis volest
FORMATIVAS I e II que num quo blaut utempor.

UNIDADES
FORMATIVAS I à VI

O Caderno de Registro de Avaliação reúne os for-


mulários e a descrição dos critérios para que Umet
volum repuditae coriatusam qui delese ipis dolorer
ferunto voluptati debis ariscius rerum ea quiae non
net quia voluptatur, core, cum utatur, sequi conet
3 Caderno
de Registro de
et.Ferupta aut fuga. Ut andant re eiuntenimil ipis
volest que num quo blaut utempor. Avaliação
UNIDADES

Apresenta o roteiro para o


FORMATIVAS IV e V

desenvolvimento do Plano de
O Caderno de Registro de Avaliação reúne os for-
mulários e a descrição dos critérios para que Umet
volum repuditae coriatusam qui delese ipis dolorer
ferunto voluptati debis ariscius rerum ea quiae non
net quia voluptatur, core, cum utatur, sequi conet
2 Caderno
de Registro de
Ação Comunitária do seu grupo.
et.Ferupta aut fuga. Ut andant re eiuntenimil ipis
volest que num quo blaut utempor. Avaliação
UNIDADES
FORMATIVAS III e IV

Nestes cadernos,
você e seu educador
encontram as fichas
de acompanhamento
de seu desempenho
e de avaliação de sua
aprendizagem em
cada ciclo.
Guia de Estudo da
Formação Técnica Geral

Guia de
GUIA DE ESTUDO

UNIDADES

Guia de Estudo
A Qualificação Profissional é uma das dimensões do
FORMATIVAS

Ie II
ProJovem Urbano. Está estruturada em três partes

Estudo
complementares que configuram um processo
de ensino-aprendizagem inovador no cenário de
políticas públicas de formação para o mundo do UF
trabalho: Formação Técnica Geral (FTG), Formação
Ie II

Arco Ocupacional
Técnica Específica (FTE) e o Projeto de Orientação Formação Técnica Geral

Contém os textos e
FORMAÇÃO TÉCNICA GERAL • PROJOVEM URBANO

Profissional (POP). Este Guia é composto pelos


conteúdos da FTG e do POP, um instrumento de
registros do itinerário do estudante ao longo do Qualificação Profissional
curso, e de planejamento da continuidade de sua
formação escolar e profissional.
atividades que serão
trabalhados na Formação
Técnica Geral da
Qualificação Profissional
e o roteiro do Projeto de
Orientação Profissional.
Contém os textos para
o desenvolvimento
da Formação Técnica
Específica de quatro
ocupações de mesma
base técnica.

Apresentação 11
UNIDADE formativa IV

Juventude e
Comunicação
Você já sabe que, a cada nova unidade, um novo tema é escolhido e explorado sob
diferentes pontos de vista. Nesta unidade, o tema é COMUNICAÇÃO – e todos os au-
tores se preocuparam em relacioná-lo com você, jovem, trazendo-lhe informações im-
portantes para a sua vida, permitindo-lhe aprimorar mais e mais a sua capacidade de
comunicar-se com o mundo.
Durante o século XX houve um tremendo desenvolvimento das novas tecnologias
de comunicação. Isso acarretou mudanças significativas nos hábitos, nos costumes,
nas relações entre as pessoas.
Tais mudanças no campo das comunicações e dos transportes incrementaram um pro-
cesso já iniciado ao final do século XV, com as Grandes Navegações, chamado “globalização”.
Embora possa parecer que o seu mundo esteja limitado pelo que ocorre no âmbito
da sua comunidade, você e ela estão afetos às transformações que ocorrem aqui no
planeta e até mesmo fora dele. Que tal lembrar as comunicações via satélite?
Como vem acontecendo desde a primeira unidade, você vai poder estudar a relação
Juventude e Comunicação do ponto de vista de cada uma das matérias do Projovem
Urbano, cada uma delas buscando facilitar-lhe a compreensão de suas experiências
pessoais à luz dos novos conhecimentos que lhe estão sendo oferecidos agora.
Ciências Humanas que a comunicação tem a ver com a His-
As Ciências Humanas procuram fazê- tória e a Geografia.
-lo refletir sobre a importância e o papel O objetivo primordial foi possibilitar-
da comunicação no mundo atual. Tratam -lhe a análise das relações entre a comu-
das formas, dos espaços e dos meios de nicação e as transformações ocorridas nas
comunicação mais utilizados, levando-o formas de viver, conceber e representar o
a refletir sobre as diversas possibilidades espaço e o tempo na sociedade globaliza-
de comunicação entre os seres humanos! da, contribuindo para ampliar a sua com-
Mostraremos como, durante o século XX, preensão do mundo, da sociedade, da cul-
ocorreu um significativo desenvolvimen- tura e dos direitos de cidadania!
to de novas tecnologias de comunicação
e transporte, o que provocou grandes mu-
Língua Portuguesa
danças na vida das pessoas. Sobretudo, Com o estudo da Língua Portuguesa,
elas procuram mostrar como tais avanços propomos continuar desenvolvendo suas
estão presentes na nossa vida, como be- habilidades de ler e interpretar textos de di-
neficiaram diferentemente a população versos gêneros, dando-lhe oportunidade de
mundial etc. Em resumo, abordamos o refletir sobre as ideias principais e secun-

12
apresentação

dárias, a estrutura e a finalidade dos textos. ples e contínuo, com o verbo “to be” e ou-
Os textos selecionados pretendem levá-lo tros, sempre afirmando, negando e fazen-
a refletir sobre questões de comunicação. do perguntas.
Procuramos desenvolver sua habilidade Sendo uma língua moderna e muito
de produzir textos de diversas naturezas, disseminada no mundo inteiro, o próprio
levando-o a adquirir noções gramaticais aprendizado da Língua Inglesa já o insere
sobre as classes de palavras, que devem visceralmente no campo da comunicação.
ajudá-lo a ter maior consciência sobre as Mas há também uma visita dos quatro
estruturas da Língua Portuguesa. “heróis” a uma estação de TV, brincando
Com o intuito de abordar de maneira com uma das formas de comunicação que
original o tema Comunicação, ela mostra tem maior penetração nos lares brasilei-
como ele se apresenta ligado à arte e ao ros: a TV. Good luck!
trabalho, evidencia como se dão as co-
municações no serviço público e no dia
Matemática
a dia. O propósito é dar continuidade ao A Matemática é, ela própria, como
desenvolvimento de suas habilidades de você sabe, uma outra e eficaz forma de
leitura e escrita, lembrando-lhe de que a comunicação. Ao longo da unidade, apre-
compreensão e a interpretação de textos sentamos alguns códigos cujos significa-
desenvolvem habilidades necessárias à dos precisam ser compreendidos para nos
leitura em qualquer outra área! As estru- comunicarmos. A Matemática tem um có-
turas da língua são trabalhadas de modo digo próprio – seus sinais e símbolos – e,
a facilitar a compreensão de textos e o muitas vezes, não a compreendemos por
uso da escrita. E não podemos deixar de desconhecermos esses códigos e sinais,
registrar que sempre trazemos o que há ou seja, por não dominarmos sua lingua-
de melhor em nossa música e nossa lite- gem. Com o intuito de possibilitar-lhe
ratura – neste caso, quando se referem à essa apropriação, serão oferecidas a você
comunicação. oportunidades de refletir sobre os códigos
que encontramos em nosso dia a dia, de
Inglês utilizar o raciocínio lógico, de refletir so-
O Inglês, que foi selecionado para bre a linguagem matemática e utilizá-la.
propiciar-lhe algum domínio de uma Nesta unidade, são destacadas especial-
língua estrangeira, continua insistindo mente a linguagem e as ideias da Álgebra.
na necessidade de afirmar, negar e fazer Além disso, nos preocupamos em tratar
perguntas. Apostamos na prática dessas de coordenadas como ferramentas de loca-
estruturas como um recurso por meio do lização e construção de gráficos. Apresen-
qual você acabará por absorver “a lógica tamos também uma introdução ao estudo
da Língua Inglesa”. da argumentação e da lógica como forma
Na segunda metade da unidade, é- de melhorar as estratégias de comunica-
-lhe apresentado o passado do verbo ção. Para isso, iniciamos o estudo da uti-
“to be”, sendo essa a maior novidade. lização das letras na Matemática, dando
No mais, são as frases no presente sim- continuidade à construção do raciocínio

13
UNIDADE formativa IV

algébrico. O estudo das grandezas e medi- apresentado, não é à toa que a palavra co-
das não foi esquecido, agora enfocando o munidade tem a mesma raiz da palavra
cálculo de volumes, em especial, de sóli- comunicação: comuni, que quer dizer com-
dos retangulares.Para terminar, você será partilhar, pôr em comum, participar.
convidado a realizar cálculos estatísticos
Nesta unidade lhe serão apresenta-
e a travar conhecimento com o famoso te-
das algumas dicas de comunicação que
orema de Pitágoras. Uau!
podem contribuir para dar mais quali-
Ciências da Natureza dade à sua atuação durante a execução
O campo das Ciências da Natureza e o monitoramento do PLA. Lembramos
se apresenta extremamente atraente. As também que, por meio da Comunicação,
áreas da Biologia, Química e Física se en- se dá um processo no qual os indivíduos
trelaçaram para tratar de assuntos palpi- cooperam, trocam experiências, conhe-
tantes como o papel dos meios de comu- cimentos, ideias, sentimentos e estabe-
nicação na difusão dos conhecimentos lecem relações entre si. É, portanto, um
científicos. Assuntos do momento como processo de interação humana que faz
DNA e a determinação da paternidade,
parte de qualquer ação coletiva, comu-
os transgênicos e as controvérsias sobre
nitária, social.
seu cultivo, a discussão sobre o aprovei-
tamento das células-tronco, o fantástico É bom lembrar que, sem comunicação,
mundo das células e dos micro-organis- não há participação. Sem participação,
mos, a reciclagem do lixo, a produção de não há comunicação!
biodiesel são alguns dos temas que estão
Informática
em pauta nas diferentes mídias e são ex-
plorados nesta unidade. E aquele assunto que é do seu maior
interesse: a Informática? Nesta unida-
Como se isso não bastasse, você vai
saber como funcionam os meios de co- de, você vai aprender a se comunicar por
municação e aprender sobre os mistérios meio do correio eletrônico ou e-mail,
do som e da luz, descobrindo ainda o que é um dos serviços mais utilizados
mundo dos sentidos – sentidos que nos na Internet.
permitem ver, ouvir, falar e COMUNICAR! Com o e-mail, você poderá trocar men-
sagens eletrônicas com outras pessoas,
Participação Cidadã
assim como são trocadas mensagens pelo
E a Participação Cidadã? É hora de
celular. E é como se você estivesse se va-
ampliar a experiência de participação
lendo da correspondência por cartas: você
além da sala de aula e atuar diretamente
escreve pequenas “cartas eletrônicas” ou
na realidade social!
e-mails, envia para o destinatário e recebe
Assim, apresentamos dois grandes de- uma resposta de volta rapidinho, às vezes
safios: (a) fazer acontecer a participação quase que imediatamente.
cidadã planejada e (b) monitorar o que Bom trabalho para você!
é feito com toda a sua turma. Como será

14
Ciências
Humanas

15
Ciências Humanas

Caro(a) Estudante,
O tema desta unidade é Juventude e Comunicação. Você já pensou sobre
a importância e o papel da comunicação no mundo atual? Quais as formas,
os espaços e os meios de comunicação mais utilizados?
A fala, a escrita, os gestos, os olhares, as manifestações artísticas, a tele-
visão, o cinema, os computadores... Tudo isso nos faz pensar sobre as diver-
sas possibilidades de comunicação entre os seres humanos! Durante o sé-
culo XX, houve um significativo desenvolvimento de novas tecnologias de
comunicação e transporte. Isso provocou mudanças nos hábitos, nos costu-
mes, nas relações entre as pessoas. Vamos pensar sobre isso? Como esses
avanços estão presentes na nossa vida? Eles beneficiam a todos de forma
igual? Todos têm acesso a esses meios? O que a comunicação tem a ver com
a História e a Geografia?
Nesta unidade, nosso objetivo é analisar as relações entre a comunicação
e as transformações ocorridas nas formas de viver, conceber e representar o
espaço e o tempo na sociedade globalizada. Esperamos que o texto contri-
bua para ampliar a sua compreensão do mundo, da sociedade, da cultura e
dos direitos de cidadania!

Bom trabalho!

 17
Objetivo

1
Refletir sobre

A comunicação
o papel da
comunicação na
vida dos jovens.
na vida do jovem
Como você bem sabe, passamos grande parte do nosso tempo nos
comunicando, por meio de linguagens diversas: gestos, fala, escritos, sons,
sinais etc.
Também dialogamos com nós mesmos, não é verdade? Quando estamos
sozinhos, “conversamos”, fazemos um diálogo interior, analisando fatos e
situações, refletindo a respeito deles, fazendo planos, tomando decisões.
Enfim, sentimos e elaboramos coisas, imagens etc.
A comunicação com os outros, com o mundo externo é fundamental para
as nossas vidas, pois nos possibilita elaborar ideias, valores, necessidades,
crenças, opiniões. Compartilharmos sentimentos e vivências. Aprendemos e
ensinamos, nos informamos, influenciamos os outros e o grupo, partilhamos
o que é nosso e participamos da vida em sociedade. Assim, no processo de
comunicação, as pessoas constroem suas culturas.
Há diversas maneiras, espaços e meios que facilitam a comunicação entre
as pessoas. As maneiras como nos comunicamos e usamos os meios de
comunicação são muito importantes para o nosso modo de ser e viver.
Podemos usá-los bem ou mal, para afastar ou aproximar as pessoas, para a
construção de relações mais saudáveis ou, ao contrário, destrutivas. Você já
pensou sobre isso?

Atividade 1

A. Junto com seu grupo, faça um


Para lembrar!
debate sobre a seguinte questão:
Quais as formas e os meios de co- O debate é parte de um processo
municação mais utilizados pelo de diálogo. É uma discussão escrita
grupo? Quais as vantagens e des- ou oral em que posições a favor ou
vantagens de cada um deles? contra são expostas e confrontadas.

B. Exponha suas ideias, defenda


suas posições, mas também ouça
e considere as ideias dos outros.

A comunicação na vida do jovem 19


uniDaDE formativa iv

Nesse debate, você percebeu que, para acontecer o diálogo, é preciso es-
tar aberto, acolher, respeitar o outro, compartilhar e saber ouvir. Saber dia-
logar é algo que aprendemos ao longo de nossas vidas. Muitas crianças, jo-
vens e também pessoas adultas têm dificuldade de ouvir as pessoas. Assim,
a conversa, muitas vezes, em vez de ser um diálogo, acaba sendo um “mo-
nólogo”, ou seja, a pessoa não fala a dois, mas sozinha, sem interagir verda-
deiramente com o outro.

Atividade 2
Você é um bom ouvinte? Responda ao teste a seguir e discuta os resul-
tados com o seu grupo:

A. Para ouvir, você vira-se na direção de quem fala e olha diretamente


para ele?
Geralmente.
Às vezes.
Raramente.
B. Ao ouvir, você observa quem está falando?
Geralmente.
Às vezes.
Raramente.
C. Pela aparência e maneira de falar da pessoa com quem você conver-
sa, você julga se o que ele tem a dizer vale a pena ser considerado?
Geralmente.
Às vezes.
Raramente.
D. Ao ouvir, você costuma ajudar o outro a se expressar, completando o
que ele tem a dizer?
Geralmente.
Às vezes.
Raramente.

20
CiênCias Humanas


E. Enquanto ouve, você examina seus próprios pontos de vista e prepara
sua contra-argumentação?
Geralmente.
Às vezes.
Raramente.
F. Você presta atenção em quem está falando, evitando distrair-se?
Geralmente.
Às vezes.
Raramente.
G. Ouvindo uma opinião com a qual você não concorda, você interrompe
imediatamente quem lhe fala?
Geralmente.
Às vezes.
Raramente.
H. Antes de emitir sua opinião sobre alguma coisa que ouviu, você
procura certificar-se de que compreendeu o que lhe foi dito?
Geralmente.
Às vezes.
Raramente.
I. Mesmo sentindo que os seus pontos de vista estão sendo abalados
pelo que o outro está dizendo, você continua atento à mensagem?
Geralmente.
Às vezes.
Raramente.
J. Você fica especialmente atento para às “deixas” do outro, visando a
reforçar sua contra-argumentação?
Geralmente.
Às vezes.
Raramente.
FAGUNDES, Márcia Botelho. Aprendendo valores éticos. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

A comunicação na vida do jovem 21


UNIDADE formativa Iv

O diálogo é importante para a convivência democrática, para a partici-


pação cidadã. Lembra o que significa cidadania? Estudamos isso na Unida-
de Formativa II. Por meio do diálogo, podemos resolver conflitos, evitando
a violência, o uso da força, da dominação de uns sobre os outros. Na socie-
dade atual, os modernos meios de comunicação como, por exemplo, o tele-
fone e a Internet (International Network of Computers, rede internacional
de computadores) podem facilitar a troca de experiências e o diálogo entre
pessoas que vivem em diferentes e distantes lugares do planeta. Os costu-
mes e as práticas culturais circulam entre pessoas de várias gerações. Mui-
tos desses costumes são preservados ou transformados. Vamos ver como e
por que isso está ocorrendo!

22
Objetivo

2
Globalização: Refletir sobre

tempo, espaço e
o conceito de
globalização.

fluxos

Ligações de TV a cabo
clandestina em uma favela do Rio de Janeiro.

Parabolicamará
Gilberto Gil
Antes mundo era pequeno
Por que Terra era grande
Hoje mundo é muito grande
Porque a Terra é pequena
Antes longe era distante
Perto só quando dava
Quando muito ali defronte
E o horizonte acabava [...]
Disponível em: <http://letras.terra.com.br/gilberto-
-gil/46234/>. Acesso em: 09 fev. 2012.

Atividade 3
Observe a imagem e pense sobre o trecho da canção de Gilberto Gil.
Em sua opinião, o que elas nos mostram?
No passado, os seres humanos não sabiam o que se passava em outros
lugares. A comunicação era difícil e as longas distâncias a serem transpos-
tas faziam com que o conhecimento do mundo fosse restrito, limitando-se
ao próprio lugar de vivência.

Globalização: tempo, espaço e fluxos 23


uniDaDE formativa iv

Mas o mundo mudou. A canção de Gilberto Gil parece ter razão ao afir-
mar que, hoje, o nosso mundo é grande porque a Terra ficou pequena. Hoje,
os acontecimentos de todo o planeta estão perto de todos nós, não impor-
ta em que lugar estejamos. As imagens e notícias do mundo circulam com
uma rapidez muito grande e nos permitem saber o que acontece em todos
os cantos da Terra. Reveja a fotografia e observe as ligações clandestinas
feitas para o serviço de TV a cabo em espaços mais pobres da cidade do Rio
de Janeiro. Mesmo as pessoas com menor renda e que moram em lugares
distantes conseguem ter informações sobre o mundo todo, dentro de casa.
As distâncias de espaço e tempo tornam-se cada vez menores. Por exem-
plo: uma viagem de navio entre a Europa e o Brasil durava cerca de 40 dias.
Hoje, podemos fazer esse percurso por avião a jato em aproximadamente
11 horas. Antigamente, uma notícia levava dias, ou até meses, para chegar
a lugares mais distantes. Hoje, quando ocorre um fato em algum lugar do
mundo, distante milhares de quilômetros, quase instantaneamente a notí-
cia e as imagens desse fato chegam aos milhões de habitantes da Terra por
meio da TV, da Internet, enfim dos modernos meios de comunicação.
Você já ouviu falar sobre globalização? Globalização é uma palavra muito
utilizada atualmente. Aparece nos jornais, revistas e telejornais e serve para
explicar uma porção de coisas que caracterizam a nossa vida no mundo atual.
As novas possibilidades de comunicação, transporte e fluxos entre os luga-
res são marcantes para a organização do espaço, do tempo e para os aconteci-
mentos, no mundo de hoje. Esse processo pode ser chamado de globalização.

Chama-se globalização o processo de maior integração entre os diversos


países e povos do mundo, por meio da circulação de mercadorias, investi-
mentos financeiros, informações, ideias e pessoas.

Atividade 4

A. Você já observou quantas coisas de outros lugares do mundo estão


presentes no nosso dia a dia? Faça uma lista com nomes de cantores
ou grupos musicais, filmes, produtos de alimentação, marcas de roupas
ou tênis que você conhece ou dos quais já ouviu falar e que são de
outros países.

24
Ciências Humanas

B. Cite palavras de línguas estrangeiras com as quais você tem contato em


seu dia a dia (na TV, em nomes de lojas, produtos, na conversa com os
amigos etc.).

C. Reescreva com suas palavras o que você entendeu por globalização.

Como você viu anteriormente, nos nossos hábitos (a alimentação que in-
gerimos, as músicas que ouvimos, os filmes, programas e noticiários da TV
aos quais assistimos, as palavras e expressões de outras línguas que fala-
mos, tais como Ok, brother, shopping, fast-food, very well), é possível iden-
tificar o significado de globalização. Outros lugares e países estão mais per-
to de nós, no lugar em que a gente vive.
O capitalismo expandiu-se por todo o globo: a economia, a sociedade, a
cultura, a política estão globalizadas. A globalização é fruto de um processo
histórico de desenvolvimento e expansão do capitalismo.
Há, no mundo atual, uma acelerada circulação de capitais e de mercado-
rias; os hábitos culturais dos diferentes povos tornam-se cada vez mais se-
melhantes; os acordos políticos internacionais sobre meio ambiente, segu-
rança, ajuda humanitária etc. são muito frequentes.

Globalização: tempo, espaço e fluxos 25


uniDaDE formativa iv

Aqui no Brasil, podemos comprar um produto fabricado na China ou


na Coreia do Sul. Podemos assistir a um desenho animado feito pelos ja-
poneses, gostar de um grupo de rock da Inglaterra, não perder o último
filme americano e tomar o mesmo refrigerante que todos os jovens do
planeta tomam.
Quando tiver a oportunidade de ir a um supermercado, leia o rótulo de
alguns produtos e veja onde são fabricados. Procure também saber de onde
vem a maioria dos produtos vendidos pelos camelôs. Essas são apenas al-
gumas das situações que nos mostram como a globalização está presente
no nosso dia a dia.
Outro exemplo de como a globalização está presente no nosso cotidiano
é o fato de termos passado a ter as mesmas doenças em diferentes regiões
do planeta, tanto entre os seres humanos como os animais. Por exemplo, a
AIDS e a gripe aviária. Os vírus também são transportados de um lugar para
outro com maior rapidez. Você já pensou sobre isso?

Atividade 5
São tantas as notícias que chegam dentro das nossas casas todos os
dias! Veja apenas alguns exemplos:

Governo força eleitores a ir às urnas em segundo turno no Zimbábue;


Professores ocupam Avenida Paulista; Sargento gay pede baixa e é desligado do
Exército; Estádio olímpico de Shenyang é inaugurado na China. (25/06/2008).

Agora é com você. Assista a um telejornal ou leia em revistas e jornais


e registre em seu caderno três informações sobre lugares distantes da
cidade onde vive. Não se esqueça de situá-las no espaço e no tempo em
que ocorreram, explicitando: (A) de onde foi retirada a informação e
quem a produziu? Escreveu? Falou? (fonte); (B) O que ocorreu? (o fato,
o acontecimento); (C) Quando? (tempo: dia, ano, mês, década, século se
for o caso); (D) Onde? (lugar: país, cidade, estado, região); (E) Por quê?
(causas); (F) Desdobramentos dos acontecimentos (consequências,
impactos); (G) A relação desse fato com a vida da sua comunidade, da sua
cidade ou do Brasil.

26
Objetivo

3
Identificar

As várias faces da
diferentes
faces da
globalização.
globalização
A globalização não eliminou as diferenças e desigualdades marcantes
no mundo. Há desigualdades sociais e econômicas entre ricos e pobres,
há inúmeras diferenças culturais (os hábitos, os gostos e os costumes).
Tudo isso faz com que os mais de seis bilhões de habitantes do planeta
Terra apresentem uma grande diversidade. Será que a velocidade das in-
formações e o encurtamento das distâncias podem diminuir ou mesmo
eliminar as desigualdades econômicas e sociais? E as diferenças cultu-
rais? Poderiam desaparecer?

www.ambienteemfoco.com.br/.../uploads/12_1.jpg
Atividade 6
As imagens mostram diferentes jeitos de
ser e viver dos cidadãos no mundo. Escreva
um pequeno texto, mostrando como você
poderia definir o mundo de hoje, globaliza-
do, tendo como referência essas imagens e
o texto que você acabou de ler.

As várias faces da globalização 27


uniDaDE formativa iv

Atividade 7

A. Leia com atenção o texto a seguir:

Os excluídos da globalização
Milton Santos

Seja qual for o ângulo de que se examine a situação atual, a realidade pode
ser vista como uma fábrica de perversidades. A fome deixa de ser um fato iso-
lado ou ocasional e passa a ser um dado generalizado e permanente. Ela atinge
800 milhões de pessoas espalhadas por todos os continentes, sem exceção.
Quando os progressos da medicina e da infomação deviam autorizar uma redu-
ção substancial dos problemas de saúde, sabemos que 14 milhões de pessoas
morrem todos os dias, antes do quinto ano de vida.
Dois bilhões de pessoas sobrevivem sem água potável. Nunca na história
houve um tão grande número de deslocados e refugiados. O fenômeno dos
sem-teto, curiosidade na primeira metade do século XX, hoje é um fato banal,
presente em todas as grandes cidades do mundo. O desemprego é algo tornado
comum. Ao mesmo tempo, ficou mais difícil do que antes atribuir educação de
qualidade e, mesmo, acabar com o analfabetismo. A pobreza também aumenta.
No final do século XX, havia 600 milhões de pobres mais do que em 1960; e 1,4
bilhão de pessoas ganham menos de um dólar por dia. Junto ao desemprego e à
pobreza absoluta, registra-se o empobrecimento relativo de camadas cada vez
maiores graças à deteriorização do valor do trabalho. Vivemos num mundo de
exclusões, agravadas pela desproteção social. Essas são as razões pelas quais a
vida normal de todos os dias está sujeita a uma violência estrutural que, aliás,
é mãe de todas as outras violências.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. São Paulo: Record, 2000.

B. O autor do texto nos diz que a globalização é uma fábrica de perversida-


des. O que isso significa?

28
CiênCias Humanas

C. De acordo com o texto, cite os problemas que a humanidade enfrenta


atualmente.

D. Dê a sua opinião sobre a última frase do texto, em que o autor afirma que
a globalização tem gerado uma violência estrutural, que afeta a nossa
vida cotidiana, e que tal violência é a mãe de todas as outras violências.

Cinema
Assista ao filme Babel (2006). Ele nos mostra uma interessante história que
interliga diferentes povos e países do mundo (Marrocos, EUA, México e Japão),
ressaltando como o mundo atual, cada vez mais globalizado e interligado pelos
meios de comunicação e transporte, ainda apresenta desigualdades sociais e
econômicas profundas e, também, diversidades culturais.
Direção: Alejandro González Iñárritu
Roteiro: Guillermo Arriaga, Alejandro González Iñárritu
Gênero: Drama
Origem: Estados Unidos/França/México
Duração: 142 minutos
Sinopse: Um ônibus repleto de turistas atravessa uma região montanhosa
do Marrocos. Entre os viajantes estão Richard e Susan, um casal de america-
nos. Ali perto, os meninos Ahmed e Youssef manejam um rifle que seu pai
lhes deu para proteger a pequena criação de cabras da família. Um tiro atinge o
ônibus, ferindo Susan. A partir daí, o filme mostra como esse fato afeta a vida de
pessoas em vários pontos diferentes do mundo.
Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/babel/>. Acesso em: 09 fev. 2012.

As várias faces da globalização 29


UNIDADE formativa Iv

O abismo existente entre os países ricos e pobres ainda é gigantesco.


Essa é uma face menos conhecida da globalização. Há uma concentração
de renda nas mãos de uma pequena parcela da população mundial que
usufrui dos benefícios das tecnologias, dos transportes e das comunica-
ções no período em que vivemos. Veja os dados a seguir e analise o que
eles nos mostram:

Número de Usuários com


Linhas Assinantes de
computadores acesso a
telefônicas telefone celular
País pessoais Internet
(a cada 100 (a cada 100
(a cada 100 (a cada 100
habitantes) habitantes)
habitantes) habitantes)
Estados
58,74 71,5 76,22 66,33
Unidos
Japão 45,32 75,33 67,45 66,59
França 55,72 79,49 57,86 43,23
Brasil 21,38 46,25 16,09 21
Argentina 24,47 57,41 9,07 17,78
Sudão 1,62 5,21 9,26 7,98
Mianmar 0,93 0,34 0,74 0,06

Disponível em: <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 09 fev. 2012.

Atividade 8

A. Consulte o mapa-múndi no final da unidade e localize todos os países que


aparecem no quadro. Em quais continentes eles se localizam?

30
Ciências Humanas

B. De acordo com o quadro apresentado, qual é o país em que a população tem


mais acesso aos meios de comunicação? E qual é o país em pior situação?

C. Qual é a situação da população brasileira em relação ao acesso a telefo-


nes, celulares e computadores e Internet?

Os dados mostrados anteriormente nos indicam que as tecnologias da co-


municação atingem uma pequena parte da população mundial. Muitas pes-
soas e lugares ainda não têm acesso às tecnologias e produtos disseminados
pela globalização. Nos países mais pobres, a infraestrutura para o transpor-
te e a comunicação é precária e, por isso, grande parte da população não tem
acesso aos benefícios da globalização. Essa situação decorre da má distribui-
ção da riqueza e de outras desigualdades sociais, que se têm aprofundado
com a globalização.

As várias faces da globalização 31


Objetivo

4
O conhecimento Compreender formas
de conhecer e

e a representação do representar o mundo


em diferentes épocas.

mundo
Para que pudéssemos co-

diSPoNÍVEL EM: <HTTP://WWW.GooGLE.CoM.Br/SEarCH?TBM=iSCH&HL=PT-Br&SoUrCE=HP&Q=MaPa+TErra+BraSiLiS&BTNG=PESQUiSar+iMaGE


nhecer o mundo do modo como
o conhecemos hoje, foi preciso
muito trabalho, durante muito
tempo, não é mesmo?
Há 500 anos, o homem não
conhecia o planeta Terra como
um todo. Foi com as grandes
NS&GBV=2&BiW=1280&BiH=717&SEi=YXo0T9USoiXMGGETWrGkaG>. aCESSo EM: 09 FEV. 2012.

navegações, a partir do século


XV, que se pôde ter uma ideia
de como era a Terra, os seus li-
mites e feições. Os navegado-
res que se lançavam ao mar
com suas caravelas não sabiam
bem o que iam encontrar pela
frente. Havia superstições, me-
dos e desafios a vencer.
Essas aventuras perigosas e
longas não se realizaram ape-
nas pelo prazer de descobrir o
Mapa Terra Brasilis. Atlas Miller de Lopo Homem, 1515-1519
mundo. O objetivo principal era
buscar riquezas nas terras distantes e, também, ampliar o domínio sobre o
mundo conhecido e explorado, até aquela época.
Foi em uma dessas viagens que os portugueses, no ano de 1500, chega-
ram ao Brasil e fizeram contato com índios de diferentes tribos. Um mundo
desconhecido para os europeus.
Agora, veja o mapa ao lado. Os mapas são representações, que contêm
muitas informações sobre espaço geográfico em determinados tempos
da história.

Atividade 9

A. Como você acha que os especialistas em mapas da época (os cartógrafos)


construíram essa representação?

32
Ciências Humanas

B. Por que será que a costa brasileira aparece desenhada no mapa de forma
bem mais detalhada do que o interior?

C. No mapa, podemos perceber muitos desenhos. Observe-os e explique o


que eles significam, de acordo com a sua opinião.

Ao longo da nossa história, Portugal foi ocupando as terras e construin-


do o país, hoje conhecido como Brasil. Agora, vamos comparar o mapa Ter-
ra Brasilis com o mapa atual do Brasil? Veja as diferenças! O mapa atual do
Brasil é muito diferente daquele feito na época da colonização.
O nosso território cresceu à medida que os colonizadores foram
adentrando e ocupando o interior. Mas, as tecnologias, o conhecimen-
to do espaço e a maneira de fazer mapas também mudaram bastante,
assim como mudaram os meios de comunicação e de transporte. Veja
como é o mapa do Brasil atual.

O conhecimento e a representação do mundo 33


UNIDADE formativa Iv

Disponível em: <http://www.ibge.gov.br\mapas_ibge\atlas.php>. Acesso em: 09 fev. 2012.

Legenda Vias de Acesso 120 0 240km


N
rodovias pavimentadas
Núcleos Urbanos terra Projeção Policônica
Meridiano de Referência: –54º W. Gr
Capital de País ferrovias Paralelo de Referência: 0 º

Capital de Estado Limites


estadual
Sedes Municipais internacional

Atividade 10
Consulte o mapa Brasil Político e faça as atividades a seguir:

34
Ciências Humanas

A. Escreva o nome dos estados brasileiros e suas respectivas capitais.

B. Escreva o nome do oceano que banha a costa brasileira.

C. Qual é o estado onde você mora? Que estados fazem fronteira com ele?

O conhecimento e a representação do mundo 35


UNIDADE formativa Iv

D. Observe o mapa e identifique:


a) Qual é o maior estado do Brasil?

b) Qual é o menor?

c) Qual é a capital do Brasil e onde ela se localiza?

d) Quais são os estados brasileiros banhados pelo oceano?

e) Qual(is) o(s) estado(s) brasileiro(s) que você conhece?

f) Qual(is) o(s) estado(s) você gostaria de conhecer? Por quê?

36
CiênCias Humanas

E. Você consegue imaginar como foi feito o mapa do Brasil que você consul-
tou? Como foi possível construir, no papel, essa representação do territó-
rio brasileiro? Registre o que você pensa sobre essa questão.

Os mapas sempre foram e ainda


são preciosos recursos para facilitar Cartografia é o conjunto de
o conhecimento do mundo, a ocupa- estudos com o objetivo de cons-
ção e exploração dos territórios. Du- truir cartas, mapas, plantas.
rante muito tempo, o homem teve Cartógrafo é o especialista que
de observar diretamente o espaço, produz cartas, mapas e plantas.
percorrê-lo por terra ou mar, para
que pudesse representá-lo em mapas. Aos poucos, foram inventados ins-
trumentos para permitir a localização de pontos, identificar direções e cal-
cular as distâncias. Por exemplo, a bússola e o astrolábio foram invenções
importantes para as grandes navegações.

O conhecimento e a representação do mundo 37


uniDaDE formativa iv

Hoje podemos ver a seguinte imagem do nosso planeta:


BrUNo SErSoCiMa

Essa imagem da Terra era inimaginável para um jovem que viveu na épo-
ca das Grandes Navegações. Ela foi tirada por satélites que estão ao redor
da Terra, fotografando o planeta e gerando muitas informações sobre os di-
ferentes aspectos do planeta. Em épocas passadas, a Terra era imaginada
de maneira muito diferente da visão que hoje temos dela.
A história da Geografia nos revela como os homens foram, ao longo do
tempo, modificando a maneira de ver, conceber e representar o mundo.
Nesse processo, o desenvolvimento dos meios de comunicação, informação
e transporte foi muito importante.

38
Objetivo

5
Compreender o

Como os mapas
que significa e
como são feitos
os mapas.
são feitos?
Essas são três formas de represen-
tar o espaço: uma maquete, uma plan-
ta e um mapa. Você já analisou ou
construiu alguma delas?
A maquete, a planta e o mapa pos-
suem grandes diferenças. Em sua opi-
nião quais são essas diferenças? Re-
gistre-as.
Figura 1. Maquete
As maquetes são miniaturas cons-
Fonte: http://i177.photobucket.com/albums/w238/ truídas para representar um determi-
Christopher_Cvel/obra_maqueteB.jpg
nado espaço. Podemos vê-las em três
dimensões (altura, comprimento e lar-
gura). Por isso, elas são chamadas de
representações tridimensionais do es-
paço.
As plantas são feitas para repre-
sentar um determinado espaço em
uma superfície plana, são representa-
ções bidimensionais. Conseguimos ver
apenas duas dimensões: a largura e o
comprimento.
Figura 2. Mapa Assim como as plantas, os mapas
Fonte: http://www.cangerevirtual.com.br/img/
diversos/mapa_01.gif
representam o espaço de forma plana
e reduzida. Contudo, os mapas repre-
Fonte: Rony

sentam espaços maiores da superfí-


cie do planeta. Nas plantas, por repre-
sentarem espaços menores (uma casa,
um bairro, a cidade), é possível regis-
trar mais detalhes. Nos mapas, isso
não ocorre por que as superfícies re-
presentadas são maiores.
Assim, enquanto a planta de uma
Figura 3. Planta

Como os mapas são feitos? 39


uniDaDE formativa iv

cidade pode mostrar as praças, as ruas, a localização da prefeitura etc., no


mapa-múndi, que representa todo o planeta, somente as cidades mais im-
portantes podem ser localizadas, através de um pequeno ponto.

Não se esqueça!
A maquete é uma representação tridimensional, porque
mostra os objetos e o espaço representados em três dimen-
sões (comprimento, altura e largura). Ela pode ser feita de
isopor, papelão, caixas de fósforo, argila etc.
As plantas e os mapas são representações do espaço em
superfícies planas. Essas são representações bidimensionais
porque só retratam duas dimensões da área representada
(comprimento e largura). Essas representações podem ser
feitas em papel, tecidos etc.

Atividade 11

A. Em grupo, você deverá elaborar uma planta ou, se preferir, uma maquete
da sala de aula. Observe bem esse espaço, preste atenção aos detalhes e
mãos à obra.

Você observou que, na construção de uma planta ou uma maquete, nem


todos os elementos e objetos do espaço podem ser representados? Foi pre-
ciso selecionar aqueles que, no julgamento do grupo, são mais importantes,
não é mesmo?

40
Ciências Humanas

Isso também acontece com os mapas. Há sempre uma seleção dos ele-
mentos que devem aparecer na representação que está sendo feita. Isso
nos mostra que o mapa é apenas uma representação do espaço, construí-
da por alguém de acordo com certos critérios e formas de pensar. Os mapas
não retratam fielmente a realidade; são, na verdade, uma construção sobre
ela, uma maneira de representar a realidade.
Podemos comparar um mapa com um texto escrito. Ambos são repre-
sentações da realidade. Enquanto o texto utiliza palavras para mostrar um
determinado lugar, os mapas utilizam cores, traçados e símbolos. Isto é mui-
to importante: sempre que vemos um mapa devemos lembrar que ele foi
construído por alguém e é fruto de determinadas visões de mundo.

Atividade 12
Agora, você já é capaz de responder com detalhes à questão: o que é
um mapa?

As tecnologias atuais permitem fazer mapas bem mais precisos do que


os de épocas passadas. As fotografias aéreas, as imagens de satélites e
o uso de computadores estão tornando o trabalho dos cartógrafos mais
preciso. Os mapas podem ser construídos de maneira mais rápida e po-
dem apresentar um número de informações sobre o espaço terrestre cada
vez maior.

Como os mapas são feitos? 41


uniDaDE formativa iv

Veja com atenção as imagens a seguir.

Figura1. Foto aérea – Visão Oblíqua Avenida Paulista – Figura2. Foto aérea – Visão vertical Avenida Paulista –
São Paulo/SP www.altavisao.com.br/gif/paulista.JPG São Paulo/SP www.altavisao.com.br/gif/paulista.JPG

As fotografias aéreas são muito utilizadas para a construção de mapas.


Elas são tiradas por meio de aviões ou helicópteros e mostram o espaço vis-
to do alto. A visão que as fotografias aéreas fornecem sobre o espaço a ser
mapeado pode ser oblíqua (figura 1) ou vertical (figura 2).

Atividade 13
Você consegue perceber a diferença entre as duas maneiras de mostrar
o espaço? Qual é a diferença entre as imagens da Avenida Paulista, em São
Paulo, de acordo com as visões oblíqua e vertical?

Como você pode perceber, a primeira imagem nos mostra a Avenida Pau-
lista vista de cima e de maneira um pouco inclinada, o que nos permite re-
conhecer com mais facilidade os objetos e as formas do espaço. Isto é o que
chamamos de visão oblíqua.

42
CiênCias Humanas

HTTP://iMaGENS.kBoiNG.CoM.Br/PaPELdEParEdE/4446SaTELiTE.JPG
Na segunda imagem, a fotografia aérea foi feita de maneira vertical, de
cima para baixo. A visão vertical é uma visão mais abstrata do espaço.
Assim como as fotografias aéreas, hoje, as imagens de satélites são mui-
to importantes para a construção de mapas. O satélite americano Landsat,
colocado em órbita em 1972, e os demais lançados posteriormente regis-
tram imagens do nosso planeta e as enviam para estações na Terra. Essas
imagens podem gerar uma grande quantidade de mapas que podem ser
atualizados constantemente. Os satélites artificiais permitem que tenha-
mos uma enorme quantidade de informações sobre os diferentes aspectos
e regiões do planeta.
Você sabe que a Terra é redonda e as medições feitas pelos cientistas
mostram que, nas regiões do Polo Norte e do Polo Sul, ela é um pouco acha-
tada. Por isso, podemos dizer que a Terra não é uma esfera perfeita. O glo-
bo terrestre é uma maneira de representar a Terra. Ele mostra o modelo da
Terra em tamanho reduzido. Na ilustração a seguir você pode observar que
existem duas linhas imaginárias que separam o globo em metades iguais.
A Linha do Equador divide o globo nos hemisférios norte e sul. E o Meridia-
no de Greenwich divide o globo nos hemisférios ocidental e oriental. Essas
linhas são imaginárias, ou seja, não existem na realidade. Foram criadas
para permitir a localização de qualquer ponto ou lugar na superfície da Ter-
ra. Além da Linha do Equador e do Meridiano de Greenwich existem outras
linhas (paralelos e meridianos) que ajudam a tornar mais precisa a localiza-
ção dos lugares em nosso planeta.

Como os mapas são feitos? 43


UNIDADE formativa Iv

Erika Yoda

Observe com atenção o planisfério, no final da unidade, também conhe-


cido como mapa-múndi. Ele representa a esfera terrestre em uma superfície
plana, como a página deste livro que você está lendo. Esse é um planisfério
de divisão política, ele mostra todos os países do mundo.

Atividade 14
Consulte o Planisfério Político, no final da unidade, e faça o que se pede
nos itens a seguir.

44
Ciências Humanas

A. Identifique o Brasil no mapa-múndi. Quais são os países que fazem fron-


teira com nosso país?

B. Identifique os continentes e escreva os seus nomes.

C. Identifique os oceanos e escreva os seus nomes.

D. Identifique a Linha do Equador, os hemisférios norte e sul. Cite três países


localizados em cada um dos hemisférios.

E. Identifique o meridiano principal (Greenwich), os hemisférios oriental e


ocidental. Cite três países localizados em cada um dos hemisférios.

F. Faça a localização do Brasil tomando como referência a Linha do Equador


e o Meridiano de Greenwich.

Como os mapas são feitos? 45


Objetivo

6
Identificar o título,

Compreendendo
a legenda e a escala
como elementos
importantes
os mapas para a leitura e
compreensão dos
mapas.

Leia o texto e reflita sobre o que ele nos mostra:

Em matéria de conhecimentos geográficos, os brasileiros


são de uma ignorância que não está no mapa
Ronaldo França

O Brasil não conhece o Brasil nem no mapa: metade da população não sabe
localizar o país. Veja alguns exemplos do analfabetismo geográfico constatado
pela pesquisa do Instituto Ipsos em 2007.
Os pesquisadores abriram um mapa-múndi na frente dos entrevistados
(1.000 pessoas, em setenta municípios das nove regiões metropolitanas) e
lhes pediram que indicassem onde ficava o Brasil. Somente metade acertou.
É isso mesmo: o levantamento mostra que 50% dos brasileiros não sabem lo-
calizar o país no mapa. Houve os que chutaram as respostas. Vieram desse
grupo disparates de corar de vergonha. Para 2% o Brasil fica na Argentina. Um
percentual pouco maior acha que o país se localiza na África – a dúvida é se
no Chade ou na República Democrática do Congo. Outros 29% nem tentaram
responder. (...)
Previsivelmente, o desconhecimento em relação aos outros países é ainda
maior. Só 18% dos brasileiros conseguem identificar os Estados Unidos e ape-
nas 3% localizam corretamente a França. Quanto à Argentina, tão citada em
piadas futebolísticas, 84% nem sequer desconfiam de que faz fronteira com o
Brasil. Esse tipo de informação está longe de ser “cultura inútil”. A ignorância
do mapa-múndi impede que se entendam as relações de poder entre os países
e compromete o aprendizado de História, entre outras disciplinas.
A péssima qualidade dos professores está na base dessa vergonha, agravada
pela falta de mapas nas escolas. Acrescenta-se a falta de instrução familiar e
pronto: está formado o ambiente propício para criar gerações de brasileiros
que exibem uma ignorância que não está no mapa.

VEJA. São Paulo, 07 nov. 2005.

46
Ciências Humanas

Atividade 15

A. A pesquisa feita pelo Instituto Ipsos constatou que 50% dos brasileiros
pesquisados não conseguem localizar o Brasil no mapa-múndi. O que
você pensa sobre essa situação?

B. De acordo com o texto, conhecer o mapa-múndi é importante para todas


as pessoas. Por quê?

C. Você concorda com o que o autor nos diz no último parágrafo do texto?
Justifique sua resposta.

Podemos utilizar diversos tipos de mapas em nosso dia a dia. Você já


deve ter visto e usado, por exemplo, mapas da cidade, guias rodoviários,
mapas sobre o tempo, guias de ruas ou de bairros.
Não basta apenas olhar, é preciso observar, saber interpretar os mapas,
identificar as informações importantes e localizá-las. Precisamos aprender
a ler os mapas para tirar deles o máximo de proveito e facilitar a nossa vida!
Para ler um texto escrito precisamos compreender as palavras e o senti-
do que elas adquirem naquele texto, não é mesmo? E para ler um mapa, o
que é necessário entender?

Compreendendo os mapas 47
UNIDADE formativa Iv

Os mapas têm uma linguagem própria que chamamos de linguagem


cartográfica. O processo de leitura de mapas é muito simples. Consiste,
de maneira resumida, em observar o título do mapa, saber o que a le-
genda está simbolizando e entender a escala usada.
O título do mapa identifica a área representada e os tipos de informa-
ções que podemos obter através dele. Por exemplo, “Brasil: divisão políti-
ca”, que você trabalhou anteriormente, nos mostra o território brasileiro e
sua divisão política. Um mapa que tenha como título “Brasil: distribuição da
população”, vai nos mostrar como a população está distribuída no território
brasileiro, as áreas de maior concentração populacional, as áreas de baixa
concentração etc.
E as legendas, para que servem? As legendas têm a função de informar
o significado das cores e dos símbolos (pontos, linhas e outros desenhos)
presentes no mapa. Por isso, são fundamentais para entendermos as infor-
mações do mapa.

Atividade 16
Vamos fazer a leitura do mapa da página a seguir?
A. Que título este mapa recebeu? O que ele significa?

B. Quantas cores foram usadas neste mapa? O que cada uma delas representa?

C. É possível identificar seu estado e sua cidade? Tente. Em qual região está
localizado o estado em que você mora?

48
Ciências Humanas

D. Quais são os estados que compõem cada uma das regiões brasileiras?

Brasil: Grandes Regiões

Disponível em: <http://www.ibge.gov.br\mapas_ibge\atlas.php>. Acesso em: 09 fev. 2012.

Legenda
Limite de Estado Região
Norte
Limite de País Sul
Nordeste
Capital de Estado Centro-Oeste
Sudeste
Capital de País

Compreendendo os mapas 49
uniDaDE formativa iv

A divisão do Brasil em cinco regiões, conforme você viu no mapa an-


terior, foi proposta pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísti-
ca). O IBGE é um órgão governamental responsável por fazer levantamen-
to de dados sobre o Brasil. Grande parte desses dados é divulgada no site
http://www.ibge.gov.br, na imprensa, em atlas e livros, utilizando essa divi-
são regional que obedece aos limites dos estados. Por isso, esse mapa é im-
portante. Ele vai ajudar você a conhecer melhor o nosso país.
Você pode observar também que, na parte inferior do mapa, aparece a
escala. Você sabe o que ela significa?
Para ser representado em uma A escala pode ser apresentada
página do seu livro, o Brasil não de forma numérica (1:50, 1:100
pode aparecer em seu tamanho 1:160.000. 000) ou de forma gráfica,
real. Foi preciso fazer reduções para conforme aparece no mapa do Brasil
que a representação do nosso país que vimos anteriormente (uma linha
coubesse nesse pequeno espaço dividida em centímetros).
disponível. É para isso que utiliza-
mos as escalas. Por meio delas, podemos saber quantas vezes o espaço foi
reduzido no mapa. Ou seja, escala é a proporção entre o tamanho da repre-
sentação de um lugar e o seu tamanho na realidade.
É possível utilizar diferentes escalas na construção de mapas. Veja a ilus-
tração a seguir:

a) escala 1:50.000 b) escala 1:100.000


WWW.GEoGraFia.FFLCH.USP.Br/.../NoCao_ESCaLa.GiF

c) escala 1:250.000 d) escala 1:1.000.000

50
Ciências Humanas

Atividade 17
Observe a ilustração anterior e responda:
A. Quanto mais de perto se observa o espaço, mais detalhada será a sua re-
presentação. Essa afirmação é verdadeira ou falsa? Por quê?

B. Por que o mapa que representa a maior área possui um menor número de
detalhes?

C. Por que o mapa que representa a menor área possui um maior número de
detalhes?

D. O que nos está informando cada uma das escalas dos três mapas?

Compreendendo os mapas 51
UNIDADE formativa Iv

E. Escreva uma definição de escala.

As imagens captadas por um avião que voa mais baixo representam uma
área menor, o que torna possível a construção de um mapa com mais deta-
lhes. É possível visualizar o traçado das ruas e quarteirões, a praça, o morro
ou a localização de uma universidade.
O mapa feito de fotografias tiradas do avião que voa mais alto represen-
ta uma área muito maior. Isso faz com que seja impossível representar de-
talhes. Você pode observar que, quanto maior a área representada, menos
numerosos serão os detalhes mostrados no mapa. Assim, quando a redução
da realidade é muito grande dizemos que a escala é pequena. Quando se re-
duz pouco, dizemos que a escala é grande.

52
Objetivo

7
Identificar

Diferentes formas
diferentes formas de
viver o tempo.

de viver o tempo
Como você viu nos tópicos anteriores, a orientação no espaço geográfico
é importante para a sobrevivência do ser humano, para a comunicação e o
conhecimento do mundo em que vivemos. Mas, para que o indivíduo se lo-
calize no espaço, é necessário também saber situar-se no tempo e compre-
ender diferentes formas de representá-lo.
Você já ouviu dos mais velhos: “no meu tempo não era assim” ou “esta
música é do meu tempo”, quando se referem ao passado, ou ao tempo da
juventude e da infância? No tempo presente, muitas pessoas reclamam da
pressa, da perda de tempo, do ritmo acelerado dos afazeres. Por exemplo,
quando nós, autoras, éramos crianças, tínhamos a sensação de que a festa
de Natal demorava a chegar. Hoje, devido ao ritmo acelerado de nossas vi-
das, achamos que chega muito rápido.
No nosso cotidiano, podemos observar diferentes formas de viver o tem-
po. Há uma mistura de diferentes ritmos, diversos tempos. Assim, convive-
mos com diferentes costumes, objetos, modos de viver, hábitos etc. Alguns
são considerados antigos, outros atuais. Isso não quer dizer que uns são
melhores que outros. Nem tudo que é considerado novo é bom, melhor, e
nem tudo que é considerado antigo, velho, é ruim, é pior. Você já pensou so-
bre isso?
No mundo atual, há uma mistura de hábitos e costumes que contém as
marcas do tempo passado, do presente e até do futuro. Como você viu na
Unidade Formativa III, o desenvolvimento das tecnologias e as mudanças
no mundo do trabalho provocaram profundas mudanças no modo de viver
e também de perceber e representar o tempo. O tempo do relógio passou a
controlar os nossos afazeres. O desenvolvimento dos meios de comunica-
ção contribuiu para essas mudanças. Vamos ver um exemplo.

Atividade 18

A. Vá ao texto de Língua Portuguesa e leia a letra da canção do compositor


Paulinho da Viola. Se preferir, cante.

Diferentes formas de viver o tempo 53


uniDaDE formativa iv

B. Leia a reportagem a seguir:

Sobre grilos e relógios


Aos oito anos, o índio Piracumã Yawalapíti, 50, viu um homem branco,
quando deixou a aldeia dos Yawalapíti, no Alto Xingu (MT), e voou para São
Paulo, onde passou oito meses. Piracumã, que trabalha na FUNAI (Fundação
Nacional do Índio) “[...] não pensava a respeito do tempo. Não entendia o reló-
gio. Olhava o tempo pela altura do sol. Hoje os jovens usam relógios na aldeia,
mas é para enfeite. Nosso tempo é o grilo. Quando o grilo canta é hora de acor-
dar. À noite os mais velhos contam histórias. Quando acaba a história é hora
de dormir”. Segundo ele, cada um come na hora que sentir fome. Alguns yawa-
lapítis incorporaram a correria do final de ano: “Os índios estão pegando essa
mania, mas não é normal. Lá, o ano acaba em meados de novembro durante a
época das chuvas, e começa em março, na seca. Nesse ínterim, o tempo ‘acaba’.
É hora de ficar recolhido dentro da oca, ouvindo histórias sobre o tempo.”
FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo, 09 dez. 2004. Folha Equilíbrio. p. 9.

C. Com seu grupo, discuta os dois textos, comparando:


a) as diferenças entre os ritmos dos modos de viver retratados;

b) as formas e os meios de comunicação apresentadas;

54
Ciências Humanas

c) os modos como as pessoas se relacionam com os outros e com o tempo;

d) as maneiras de contar, de representar o tempo;

e) as maneiras como o presente, o passado e o futuro são percebidos,


nos dois exemplos.

Diferentes formas de viver o tempo 55


Objetivo

8
Diferentes formas Identificar

de representar o
diferentes formas
de representar o
tempo.
tempo
Como você viu na reportagem, os Yawalapíti não só têm um ritmo di-
ferente, como também possuem outro calendário, de acordo com o seu
modo de vida e os elementos da natureza. A história registra que exis-
tem e já existiram diferentes maneiras de contar e representar tempo.
Por exemplo, o cantar do galo, do grilo, os sinos da igreja, as estações do
ano, os diferentes relógios (de sol, de água, de velas, de areia e até os
modernos digitais) e os calendários. Os povos, de acordo com suas cul-
turas, criaram diferentes calendários. A História registra que os egípcios
antigos foram os primeiros povos a contar o tempo, com base na obser-
vação das enchentes do rio Nilo, que tornavam o solo fértil para plantio.
Assim, os sábios criaram um ano com três estações, a da enchente, a da
semeadura e a da colheita.
Nós utilizamos o calendário chamado gregoriano, criado pelo papa Gre-
gório XIII. O nascimento de Cristo foi tomado como ponto de referência para
a contagem do calendário cristão ou gregoriano.
Como você sabe, o ano é o tempo que a Terra leva para completar a volta
inteira ao redor do Sol: o movimento de translação, que dura 365 dias, cinco
horas, 56 minutos e 4 segundos. O dia é o tempo que a Terra leva para dar
uma volta sobre o seu próprio eixo: o movimento de rotação, que corres-
ponde a 24 horas. Assim, de quatro em quatro anos, temos o ano bissexto,
que tem a duração de 366 dias (lembra-se do dia 29 de fevereiro, que apa-
rece no calendário de quatro em quatro anos?).
No estudo da História, é bastante utilizada a divisão em milênios, sé-
culos e décadas, para localizar os acontecimentos no tempo. Um século
corresponde a 100 anos, uma década a 10 anos e um milênio a mil anos.
Como você viu no início deste tópico, na atualidade, nem todos os povos
seguem esse calendário. Por exemplo, os índios Caiapós, do sul do Pará,
no Brasil, descobrem a melhor época para caçar e plantar observando a
posição das estrelas. Os índios Dakota, nos EUA, fazem um calendário
seguindo as fases da lua.

56
Ciências Humanas

Atividade 19

A. Leia o quadro e, em seguida, responda às questões.


Séc I II III IV V VI VII VIII IX X XI .... XX XXI

1 101 201 301 401 501 601 701 801 901 1001 1901

Anos a a a a a a a a a a a .... a ......

100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 1100 2000

B. Em que ano teve início o século XXI? Quando terminará?

B. Em que século você nasceu?

C. Indique o século correspondente aos seguintes anos:


1500 ___________1822 ___________1930 ____________
1964 ___________1888 ___________2000 ____________

D. Junto com seu grupo, identifique alguns acontecimentos importantes


para o nosso país ou para a sua cidade e localize-os nos séculos corres-
pondentes.

Diferentes formas de representar o tempo 57


UNIDADE formativa Iv

Atividade 20

A. Faça uma linha de tempo na reta a seguir. Divida o século XX em déca-


das. Comece indicando na reta o ano 1900. Uma década corresponde
a 10 anos.

B. Localize na linha de tempo o ano e a década em que você nasceu.


C. Indique na linha de tempo as décadas que correspondem à primeira me-
tade do século XX.
D. Em grupo, selecione alguns acontecimentos importantes para a sua cida-
de e localize-os na linha de tempo.

58
Objetivo

9
Admirável mundo Discutir o
desenvolvimento
novo – os meios de dos meios de
comunicação de
comunicação de massa massa, os problemas
e as possibilidades.

Você já ouviu esta expressão: “admirável mundo novo”? É bem provável


que sim! Trata-se do título de um livro, publicado em 1932, pelo autor inglês
Aldous Huxley. Nessa obra de ficção, o autor fala de uma utopia: uma so-
ciedade futura, escravizada pela máquina e pela tecnologia. Um mundo no
qual as crianças são geradas em laboratórios e treinadas para realizar de-
terminadas funções na sociedade. Um mundo dominado pela técnica, onde
não há lugar para os sentimentos e o amor. Quase um século mais tarde, a
roqueira baiana Pitty compõe a canção “Admirável chip novo”.

Atividade 21

A. Leia a letra canção e, se souber, cante:

Admirável chip novo


Pitty

Pane no sistema alguém me desconfigurou


Onde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluido em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vêm eles novamente e eu sei o que vou fazer: reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste e viva
Não sinhô, Sim sinhô, Não sinhô, Sim sinhô
Disponível em: <http://letras.terra.com.br/pitty/67413/>. Acesso em: 09 fev. 2012.

Admirável mundo novo – os meios de comunicação de massa 59


UNIDADE formativa Iv

B. Discuta com seus colegas a sua leitura, o modo como você interpreta a le-
tra dessa canção.
C. Na sua opinião, qual a relação entre estas duas obras, o livro citado e a
canção, com o desenvolvimento dos meios de comunicação?

Como você sabe, nos dias de hoje, a sociedade utiliza diferentes meios de
comunicação. Existem os meios de comunicação interpessoais, que se limi-
tam à troca de mensagens, de pessoa para pessoa ou entre um grupo restri-
to. Exemplos: a carta postal, os telefones, o telex, o fax, o correio. Esses são
chamados de meios convencionais.
Os meios de comunicação de massa (também chamados mídia) são
aqueles que transmitem mensagens para inúmeros interlocutores, ao
mesmo tempo. Por meio deles, é possível alguém, em determinado lu-
gar, falar para as massas, para as multidões. As notícias circulam e che-
gam a milhões de pessoas ao mesmo tempo! Por exemplo, as empresas
podem divulgar propaganda de mercadorias para os diversos lugares do
mundo, em várias línguas. Os partidos, as organizações políticas apre-
sentam suas propostas para milhões de pessoas. Estamos nos referindo
ao rádio, à televisão, à Internet, aos jornais e às revistas.
Na Internet e nas videoconferências, ainda é possível muitos falarem
com muitos, situados em diferentes locais.
Os meios de comunicação de massa têm o poder de influenciar, de for-
mar a opinião pública. Você sabe o que é isso? É a maneira pela qual a socie-
dade, o conjunto da população se posiciona diante de um fato, uma ideia,
uma proposta política, social ou cultural.
Por exemplo: no ano de 2005, os cidadãos brasileiros foram chamados
para se manifestar sobre a proibição do comércio de armas de fogo e mu-
nição no país. Duas frentes parlamentares, a favor e contra, ocuparam os
meios de comunicação, rádio e TV, para defender suas ideias e formar a opi-
nião das pessoas. As revistas, os jornais, as emissoras de TV, personalidades

60
Ciências Humanas

da política, das artes, cidadãos também divulgaram suas ideias com o ob-
jetivo de formar uma opinião pública a favor dessa proibição ou contra ela.

Atividade 22

A. Explique as principais diferenças entre os meios de comunicação interpes-


soais e os meios de comunicação de massa.

B. Explique o que você entendeu por opinião pública.

Em uma sociedade democrática, há liberdade de expressão, ou seja, to-


dos os cidadãos e os meios de comunicação têm respeitado o direito de po-
der dizer aquilo que pensam. Têm direito de expressar suas ideias, defender
suas posições livres de censura. Você sabe o que é censura?
Censurar é criticar, reprovar, proibir a publicação, circulação ou apresen-
tação de ideias, obras, notícias que contrariam os interesses daqueles que
detêm o poder. Isto é, os censores não respeitam o direito de liberdade de
expressão. Isso é uma prática dos governos de ditadura. Na Unidade Forma-
tiva III estudamos sobre o período da Ditadura Militar no Brasil, no período
pós-1964. Lembra como os sindicatos dos trabalhadores foram reprimidos?
Também foram censurados os meios de comunicação, os artistas, os intelec-
tuais e todos aqueles que manifestavam suas opiniões contrárias ao gover-
no. Muitos foram presos, torturados, mortos ou expulsos do país e exilados.

Admirável mundo novo – os meios de comunicação de massa 61


UNIDADE formativa Iv

Atividade 23

A. Agora é com você: registre as diferenças entre liberdade de expressão


e censura.

Como você viu, os meios de comunicação de massa (a mídia), como a TV


e o rádio não só influenciam nossos hábitos, como também podem provo-
car mudanças em nossos comportamentos, valores e ideias, “fazer a nossa
cabeça”. Você deve estar pensando: por que eles têm tanto poder? Vamos
discutir isso a seguir.
Vamos destacar o poder, a influência e a importância de dois meios
de comunicação de massa para a sociedade, no século XX: o rádio e a TV.
O rádio foi inventado no final do século XIX, mas foi amplamente difundi-
do no século XX. O rádio tem o poder de levar a milhões de pessoas notí-
cias, recados de pessoas para pessoas, música, propaganda, informações
sobre saúde, política, direitos e deveres da população, programas espor-
tivos, novelas etc. Por ser mais acessível, tornou-se um meio de comuni-
cação que atinge pessoas de todos os níveis sociais e que habitam dife-
rentes e distantes lugares do território, até mesmo onde não há energia
elétrica e transportes adequados.
O poder do rádio como formador de opinião pública foi fortalecido, so-
bretudo a partir dos anos 1930, na Europa, nos EUA e no Brasil, como ins-
trumento de propaganda política e comercial. Por exemplo, a propaganda
nazista durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) produzida na Ale-
manha e na Itália. Em 1934, o Presidente Getúlio Vargas criou o programa
radiofônico “A Hora do Brasil” transmitido, obrigatoriamente, por todas as
emissoras. Nele, eram divulgados os atos do governo. Atualmente, os Três
Poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário mantêm um pro-
grama radiofônico diário e programas de TV em que são divulgados os atos,
as opiniões, as posições das personalidades e órgãos do governo.

62
CiênCias Humanas

Esse mesmo poder passou a ter a televisão. A história registra que, em-
bora nos anos 1930 já houvesse algumas emissoras, somente após o fim
da Segunda Guerra Mundial, as estações de TV se multiplicaram pelo mun-
do e conquistaram as multidões. No Brasil, a primeira transmissão ocorreu
em 1950.

Atividade 24

A. Leia e discuta, com seus colegas, a seguinte afirmação:

Em muitos lares brasileiros, as badaladas do sino da igreja, o


cantar do galo e até mesmo os relógios que regulam o cotidiano
das pessoas foram substituídos pela programação da TV, que,
muitas vezes, fica ligada muitas horas por dia, determinando o
ritmo dos afazeres domésticos, influenciando gostos, costumes,
informando e divertindo as pessoas. As telenovelas no Brasil,
no “horário nobre”, e as transmissões de futebol “param” mi-
lhões de pessoas que assistem a estas atrações. Assim, a TV pode
ser “companheira”, mas também vício; pode ser realidade, mas
também ilusão!

B. Com base nessa informação, discuta com seus colegas as questões a se-
guir e redija um parágrafo, em seu caderno.
a) Você gosta de ouvir rádio?

b) O que você costuma ouvir?

c) Você gosta de assistir a TV?

Admirável mundo novo – os meios de comunicação de massa 63


UNIDADE formativa Iv

d) O que você mais assiste?

e) Por quê?

f) Qual a sua opinião sobre a programação da TV e do rádio no Brasil?

g) Quais os pontos positivos e quais os negativos?

h) O que você mudaria na programação da TV?

i) Em sua opinião, qual o papel do rádio e da TV na sociedade brasileira?

64
Ciências Humanas

C. Você concorda com a afirmação de que a TV pode ser companheira, mas


também vício; realidade, mas também ilusão? Por quê?

D. Em sua opinião, vivemos em um “admirável mundo novo”? Justifique.

Admirável mundo novo – os meios de comunicação de massa 65


Objetivo

10
A juventude e o Analisar as

acesso aos meios de


desigualdades de
acesso aos meios
de comunicação.
comunicação
Como você sabe, no mundo atual, apesar de todas as novidades, dos
avanços da tecnologia, dos meios de comunicação, ainda convivemos com
velhos problemas tais como a fome, as doenças, o preconceito social e racial,
a violência, as guerras, os trabalhos forçados etc.
Isso ocorre devido, principalmente, ao aprofundamento das desigualda-
des sociais e da concentração de riquezas nas mãos de poucos. Assim, o
Brasil é um país de contrastes, de extremos, pois é possível a alguns usu-
fruir aquilo que existe nos países mais ricos e avançados do mundo, como
por exemplo, as tecnologias de comunicação. Entretanto, a maior parte das
pessoas não tem acesso a essas novidades.
Essa é outra face da sociedade capitalista globalizada. Não só as
tecnologias, os meios de comunicação e os produtos consumidos são
os mesmos. Aqui, como em outros locais, existem situações que são ca-
racterísticas dos países mais pobres do mundo. A fome, a saúde precá-
ria, a falta de moradia, o analfabetismo e o desemprego são problemas
que afetam grande parte da população. Esses problemas estão ligados
às dificuldades de acesso da população à educação e aos meios de co-
municação, como os computadores. Esse problema é chamado de ex-
clusão digital. Você já ouviu esta expressão?
Para enfrentar essas dificuldades, os poderes públicos e a sociedade têm
debatido, planejado e implementado ações que visam à inclusão digital. Va-
mos saber mais sobre isso!

Atividade 25

A. Leia o trecho deste documento sobre inclusão digital.

As ações de inclusão digital devem promover a inclusão e equiparação de


oportunidades para a população brasileira. Cabe especificar que o todo so-
cial inclui populações com necessidades especiais, muitas vezes invisíveis,
como é o caso de pessoas idosas, de baixa escolaridade, com impedimentos
ou limitações intelectuais e mentais, físicas, sensoriais, motoras e/ou com
mobilidade reduzida, pessoas com limitações temporárias etc.

66
CiênCias Humanas


As ações de inclusão digital devem alcançar todos os pontos do território
nacional e, na medida do possível, comunidades de brasileiros e brasileiras
no exterior. Os esforços de inclusão digital devem ser necessariamente com-
patíveis com as condições concretas das comunidades a serem integradas.
A capacitação e treinamento devem ser sempre previstos nos orçamen-
tos das ações de inclusão digital. A inclusão digital deve ser uma política
pública, com garantia de recursos. As ações de Estado referentes à inclu-
são digital devem ser articuladas e integradas nas esferas federal, estadu-
al e municipal, bem como nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
O uso de recursos e conceitos tecnológicos avançados em comunidades ex-
cluídas deve ser considerado um estímulo que favorece a apropriação des-
ses recursos e conceitos pela comunidade.
Disponível em: <http://www.cidec.futuro.usp.br/artigos/artigo8.html>. Acesso em: 09 fev. 2012.

B. Procure o significado das palavras desconhecidas.

C. Explique o que você entendeu por exclusão e inclusão digital.

D. Segundo o documento, qual a natureza de uma política de inclusão digi-


tal? Como deve ser desenvolvida?

A juventude e o acesso aos meios de comunicação 67


UNIDADE formativa Iv

E. Discuta com seu grupo e ajude a fazer uma lista de propostas e su-
gestões para facilitar o acesso dos jovens aos meios de comunica-
ção. Se for possível, envie uma mensagem (uma carta ou e-mail) a
algum representante político de sua comunidade.

F. Para conhecer mais sobre programas de inclusão digital acesse o site:


http://www.inclusaodigital.gov.br. Nele você poderá conhecer como o Go-
verno Federal executa e apoia ações de inclusão digital por meio de diver-
sos programas e órgãos, como por exemplo, os programas:
∙∙Casa Brasil;
∙∙Centros de Inclusão Digital;
∙∙Computador para Todos;
∙∙CVT – Centros Vocacionais Tecnológicos;
∙∙Gesac – Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão;
∙∙Kits Telecentros;
∙∙Maré – Telecentros da Pesca;
∙∙Observatório Nacional de Inclusão Digital;
∙∙Pontos de Cultura – Cultura Digital;
∙∙Programa Estação Digital;
∙∙ProInfo – Programa Nacional de Informática na Educação;
∙∙Projeto Computadores para Inclusão; Quiosque do Cidadão;
∙∙Serpro Cidadão;
∙∙Telecentros Banco do Brasil;
∙∙TIN – Telecentros de Informação e Negócios;
∙∙UCA – Projeto Um Computador Por Aluno.
Disponível em: <http://www.inclusaodigital.gov.br>. Acesso em: 09 fev. 2012.

68
CiênCias Humanas

Para finalizar esta unidade, reflita sobre o trecho da canção:

Anacrônico
Pitty

É claro que somos as mesmas pessoas


Mas pare e perceba como o seu dia a dia mudou
Mudaram os horários, hábitos, lugares
Inclusive as pessoas ao redor
São outros rostos, outras vozes
Interagindo e modificando você
E aí surgem novos valores
Vindos de outras vontades
Alguns caindo por terra
Pra outros poderem crescer
Disponível em: <http://letras.terra.com.br/pitty/216329/>. Acesso em: 09 fev. 2012.

Você interage constantemente com os outros e com o mundo. Aprende e


ensina e, com isso, modifica a si mesmo, os outros e o mundo.
Atualmente quais são os “novos valores, vindos de outras vontades"
com os quais você está interagindo e que o modificam? Conte para o seu
grupo. Ouça o que os colegas têm a dizer. Faça uma reflexão coletiva sobre
as transformações que o grupo tem vivido. Essas modificações têm sido
boas ou não? Por quê?
Pensar sobre o nosso caminho e o nosso caminhar é importante. Pode-
mos descobrir perspectivas interessantes, novas rotas a percorrer. Então
vamos lá, troque experiências! Bom estudo! Estamos torcendo por você!

A juventude e o acesso aos meios de comunicação 69



70
UNIDADE formativa Iv

Disponível em: <http://www.ibge.gov.br\mapas_ibge\atlas.php>. Acesso em: 09 fev. 2012.


Ciências Humanas

Disponível em: <http://www.ibge.gov.br\mapas_ibge\atlas.php>. Acesso em: 09 fev. 2012.

Legenda Vias de Acesso 120 0 240km


N
rodovias pavimentadas
Núcleos Urbanos terra Projeção Policônica
Meridiano de Referência: –54º W. Gr
Capital de País ferrovias Paralelo de Referência: 0 º

Capital de Estado Limites


estadual
Sedes Municipais internacional

A juventude e o acesso aos meios de comunicação 71


língua
portuguesa

73
língua portuguesa

Caro(a) Estudante,
Nesta Unidade Formativa, você vai continuar desenvolvendo suas habi-
lidades de ler e interpretar textos de diversos gêneros. Terá oportunidade
de refletir sobre as ideias principais e secundárias, a estrutura e a finalida-
de dos textos. Todos os textos vão levá-lo a refletir sobre questões de co-
municação. Além disso, você poderá desenvolver sua habilidade de produzir
textos de diversas naturezas e, ainda, adquirir noções gramaticais sobre as
classes de palavras, que vão ajudá-lo a ter maior consciência sobre as estru-
turas da Língua Portuguesa. Sugerimos que procure ler livros de literatura,
revistas e jornais para exercitar as habilidades desenvolvidas nesta unida-
de, pois, quanto mais você ler, mais intimidade terá com a língua escrita em
suas diversas configurações.

▻▻Lembre-se de que nosso estudo está assim organizado:


• Há exercícios de leitura em VAMOS LER.
• Os exercícios de interpretação de textos estão em RELEITURA.
• Debates, conversas, troca de ideias orais estão em VAMOS CONVERSAR.
• A revisão da Língua Portuguesa está em A LÍNGUA QUE USAMOS.
• Propostas de produção de textos estão em VAMOS ESCREVER.

Bom trabalho!

 75
Objetivo

1
Desenvolver a

A natureza da
habilidade de
ler e interpretar
textos poéticos;
comunicação apreender a
noção de classe
de palavras.

Vamos Ler

O constante diálogo
Carlos Drummond de Andrade

Há tantos diálogos Escolhe teu diálogo


Diálogo com o ser amado e
o semelhante tua melhor palavra
o diferente ou
o indiferente teu melhor silêncio
o oposto Mesmo no silêncio e com o silêncio
o adversário dialogamos.
o surdo-mudo
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado
Diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as ideias
o sonho
o passado
o mais que futuro
ANDRADE, Carlos Drummond de. O constante diálogo. In:-. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.

Vamos conversar
O ser humano é um ser social. Estamos sempre em comunicação. Os poe-
tas têm uma forma de comunicação especial. Eles sintetizam as emoções e
provocam prazer estético a partir da elaboração da linguagem.

A natureza da comunicação 77
UNIDADE formativa IV

Você já conhecia algum texto de Carlos Drummond de Andrade?


Procure mais informações sobre esse grande poeta brasileiro, leia outros
textos dele.

  Releitura
Leia outra vez o texto para responder às questões que se seguem.

Atividade 1

A. O texto é escrito em versos ou em prosa?

B. Na primeira e na segunda estrofes, subentende-se o trecho


para completar as frases.
C. Na terceira estrofe, quando o poeta usa os termos grifados “Escolhe teu diá-
logo e tua melhor palavra ou teu melhor silêncio”, a quem está se dirigindo?

D. Podemos considerar o poema uma forma de comunicação entre o autor


e .
E. Segundo o poema, dialogamos
a) apenas com pessoas.
b) também com nós mesmos.
c) apenas com o semelhante.
d) quando estamos falando.
F. Para complementar o trecho “Diálogo com” o poeta emprega
a) adjetivos.
b) substantivos.
c) preposições.
d) pronomes.

78
língua portuguesa

G. Na expressão “Diálogo consigo mesmo” o termo grifado é um


a) adjetivo.
b) substantivo.
c) preposição.
d) pronome.

As palavras de nossa língua estão organizadas em classes. A língu


a
que
As classes dependem da natureza e da função que exercem na usamos
construção das frases.
Variáveis:
• substantivos – dá nome aos seres animados e inanimados, reais
ou imaginários.
Ex.: homem, pedra, mesa, fantasma.
• adjetivo – é a palavra que, junto ao substantivo, expressa qualidade,
propriedade ou estado do ser ou do objeto.
Ex.: homem culto; pedra dura; menino doente.
• pronome – é a palavra que indica ou substitui o substantivo.
Ex.: Esta foto sou eu.
• verbo – é a palavra que exprime ação, estado ou fenômeno.
Ex.: Carlos faz versos; Carlos está feliz; Chovia torrencialmente.
• artigo – é a palavra que antepomos ao substantivo para determiná-
-lo. Indica gênero e número do substantivo. Transforma qualquer pa-
lavra em substantivo.
Ex.: o menino; um olhar; o porquê.
• numeral – é a palavra que designa uma quantidade determinada,
uma ordem, uma fração ou um múltiplo.
Ex.: dois; segundo; um quarto; duplo.
Invariáveis:
• advérbio – é a palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou o próprio
advérbio, exprimindo uma circunstância.
Ex.: mal vestido; andam mal; andava bem mal.
• preposição – é a palavra invariável que liga dois termos entre si, es-
tabelecendo que o segundo depende do primeiro.
Ex.: poema de Carlos.

A natureza da comunicação 79
unIDaDe formatIva Iv

• conjunção – é a palavra invariável que liga duas orações ou dois ter-


mos dentro da mesma oração.
Ex.: Penso, logo existo.
• interjeição – é uma expressão que transmite emoções súbitas.
Ex.: Oh! Que maravilha!

Escolhe teu diálogo e tua melhor

verbo pronome substantivo conjunção pronome adjetivo

palavra ou teu melhor silêncio

substantivo conjunção pronome adjetivo substantivo

Atividade 2

A. Grife os substantivos: Carlos Drummond de Andrade é um poeta moder-


no que deixou uma grande obra composta de poemas, contos e crônicas.
B. Grife os adjetivos: Drummond escreveu textos ótimos baseados em fatos
simples do cotidiano.
C. Grife os pronomes: Ele construiu sua obra baseando-a em acontecimen-
tos do dia a dia.
D. Grife os verbos: Drummond procurou refletir a realidade e registrar a pas-
sagem do tempo.
E. Grife os artigos: A obra de Drummond é um testemunho do seu tempo.
F. Grife os advérbios: Os poemas de Drummond tornaram-no muito conhe-
cido rapidamente.
G. Grife as preposições: Os poemas de Drummond se referem a todos os
brasileiros.
H. Grife as conjunções: As crônicas e os poemas de Drummond são muito
significativos, portanto devem ser lidos e conhecidos por todos.

80
Objetivo

2
Desenvolver
a habilidade
Comunicação de ler e
interpretar textos

e tecnologia informativos;
aprofundar o
conhecimento
dos substantivos;
produzir textos
Vamos Ler com base na
imaginação.

O telefone (do grego tele, distante, e phone, som) estava mesmo pedindo para
ser inventado. As mecânicas da vibração do som e os princípios de transmissão
elétrica tinham todos sido muito bem estudados no começo do século XIX.
Foi no dia 10 de março de 1876 que Alexander Graham Bell transmitiu a pri-
meira mensagem através de um fio dentro de sua casa, em Boston, nos Estados
Unidos. No momento em que se preparava para dizer a frase, Bell derramou
acidentalmente um pouco de ácido sobre suas roupas. A mensagem inaugural,
portanto, foi um pedido de ajuda, que chegou inteligível do outro lado: “Senhor
Watson, venha aqui imediatamente. Eu preciso do senhor.” Thomas Watson
era seu assistente.
O mais curioso é que Bell conseguiu a patente por ter chegado duas horas
antes que Elisha Gray, outro americano que também estava trabalhando num
aparelho semelhante, no escritório de registro em Nova York. Bell apareceu ao
meio-dia e Gray, às duas da tarde. Um não sabia do outro.
DUARTE, Marcelo. O livro das invenções. São Paulo: Companhia das letras, 1997.

Vamos conversar
Qual a importância do telefone na vida moderna? Quais são as normas
para um uso ético do telefone? Como a telefonia celular modificou a vida
das pessoas? Quais são as ocupações relacionadas ao telefone? Quais as ha-
bilidades necessárias para trabalhar ao telefone?

Releitura
Releia o texto para responder às questões que se seguem.

Atividade 3

A. Quais estudos prévios permitiram a invenção do telefone?

Comunicação e tecnologia 81
UNIDADE formativa IV

B. Onde e por quem foi transmitida a primeira mensagem telefônica?

C. Para quem foi dirigida a primeira ligação telefônica?

D. Quem foi o outro inventor do telefone, além de Graham Bell?

E. De quem é a patente da invenção do telefone?

F. Pelos sentidos do texto, a palavra “inteligível” significa


a) telefônica.
b) compreensível.
c) invariável.
d) intelectual.
G. A finalidade desse texto é
a) advertir.
b) informar.
c) convidar.
d) avisar.

Atividade 4

A. Assinale os substantivos do trecho:


Foi no dia 10 de março de 1876 que Alexander Graham Bell transmitiu a
primeira mensagem através de um fio dentro de sua casa, em Boston, nos
Estados Unidos.

82
língua portuguesa

B. Assinale os verbos do trecho:


O mais curioso é que Bell conseguiu a patente por ter chegado duas ho-
ras antes que Elisha Gray, outro americano que também estava trabalhando
num aparelho semelhante, no escritório de registro em Nova York.

Vamos aprofundar o que sabemos sobre os substantivos. A língu


a
que
Eles podem ser: usamos

• Próprios: Carlos Drummond de Andrade, Brasília, Lua, Terra.


• Comuns: pedra, telefone, casa, cidade.
• Concretos: pedra, telefone, casa, cidade.
• Abstratos: beleza, crueldade, ciúme, pensamento.
• Simples: guarda, pé.
• Compostos: guarda-chuva, pé de moleque.
• Primitivos: livro, flor, pedra.
• Derivados: livreiro, florista, pedreira.
• Coletivos: cardume (peixes), exército (soldados), rebanho (ovelhas,
bois e vacas).
Os substantivos concentram maior significação nas mensagens.

Atividade 5
Volte ao texto, retire cinco substantivos e classifique-os.

Vamos escrever

Atividade 6
Coloque sua criatividade em ação e escreva um texto com o tema:
“Uma coisa que falta inventar.”

Comunicação e tecnologia 83
Objetivo

3
Desenvolver a

As dificuldades
habilidade de ler e
interpretar textos
humorísticos;
de comunicação reconhecer o tema
e a finalidade do
texto, identificar o
diálogo e caracterizar
e reconhecer os
Vamos Ler adjetivos.

Comunicação
Luís Fernando Veríssimo
É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos saber comunicar o
que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como
é mesmo o nome?
– Posso ajudá-lo, cavalheiro?
– Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...
– Pois não?
– Um... como é mesmo o nome?
– Sim?
– Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É
uma coisa simples, conhecidíssima.
– Sim, senhor.
– O senhor vai dar risada quando souber.
– Sim, senhor.
– Olha, é pontuda, certo?
– O quê, cavalheiro?
– Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, as-
sim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de
encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem
um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa
a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado.
É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?
– Infelizmente, cavalheiro...
– Ora, você sabe do que eu estou falando.
– Estou me esforçando, mas...
– Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?
– Se o senhor diz, cavalheiro.
– Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso
não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero.
– Sim senhor. Pontudo numa ponta.
– Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?
– Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra

84
língua portuguesa


vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?
– Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé.
Sou uma negação em desenho.
– Sinto muito.
– Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida.
Não sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me es-
queci do nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. O desenho não me faz falta.
Lido com números. Tenho algum problema com os números mais complicados,
claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou
um débil mental, como você está pensando.
– Eu não estou pensando nada, cavalheiro.
– Chame o gerente.
– Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acor-
do. Essa coisa, que o senhor quer, é feita do quê?
– É de, sei lá. De metal.
– Muito bem. De metal. Ela se move?
– Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim,
assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim.
– Tem mais de uma peça? Já vem montado?
– É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço.
– Francamente...
– Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui,
vem vindo, vem vindo, outra volta e clique, encaixa.
– Ah, tem clique. É elétrico.
– Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar.
– Já sei!
– Ótimo!
– O senhor quer uma antena externa de televisão.
– Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo...
– Tentemos por outro lado. Para que serve?
– Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você
enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas
partes de uma coisa.
– Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos
como um gigantesco alfinete de segurança e...
– Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!
– Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!
– É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?
VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comunicação. In: NOVAES, Carlos Eduardo et al. Crônicas 6. São Paulo: Ática, 2003.
(Coleção Para Gostar de Ler. v.7)

As dificuldades de comunicação 85
UNIDADE formativa IV

Vamos conversar
A comunicação é essencial para o ser humano. Para nos comunicarmos,
usamos a linguagem verbal, as palavras, a língua. Usamos a língua de di-
versas maneiras: mais formalmente ou menos formalmente, dependendo
da situação e do objetivo da comunicação. No cotidiano, usamos uma prosa
mais informal, mais livre, diferente da escrita. Em situações especiais, usa-
mos uma prosa mais formal, mais próxima da escrita. Todas as duas estão
corretas e de acordo com a situação. Além da linguagem verbal, na comuni-
cação face a face damos atenção também às expressões faciais e aos gestos.
Nós já conhecemos Luis Fernando Veríssimo da Unidade Formativa III.
Como você faz para controlar sua fala em situações mais formais?

  Releitura
Releia o texto com atenção para resolver as questões a seguir.

Atividade 7

A. O texto se caracteriza pelo emprego de


a) narrativa. c) dissertação.
b) diálogo. d) descrição.
B. O tema do texto é
a) comportamento nas compras.
b) atendimento ao cliente.
c) dificuldades na expressão.
d) escolha de objetos.
C. O cliente estava em dificuldades porque
a) esquecera o nome do objeto.
b) não sabia direito o que queria.
c) a loja não oferecia muitas opções.
d) o balconista não conhecia o objeto.

86
língua portuguesa

D. Retire do texto um trecho em que se subentende que o cliente está fazen-


do gestos.

E. A finalidade do texto é
a) advertir. c) informar.
b) avisar. d) divertir.

Atividade 8
Tente desenhar um alfinete de segurança.

O adjetivo é a palavra que expressa qualidade, propriedade


A língu
a
ou estado de um ser. que
usamos
Alguns adjetivos são invariáveis quanto ao gênero: são
uniformes.

Atividade 9

A. Complete conforme o modelo


a) homem otimista, mulher otimista
b) instrumento agrícola, propriedade
c) homem carioca, mulher
d) trabalho leve, tarefa
e) moço pobre, moça
f) menino contente, menina
g) exercício fácil, corrida
h) trabalho útil, ideia
i) funcionário gentil, funcionária
j) amigo amável, amiga

As dificuldades de comunicação 87
UNIDADE formativa IV

k) professor jovem, professora


l) resultado regular, nota
m) cargo inferior, posição
n) problema simples, conta
o) homem feliz, mulher
p) sofrimento atroz, do

Atividade 10

A. Passe para o feminino


a) português
b) francês
c) inglês
d) camponês
e) roedor
f) sofredor
g) sedutor
h) ancião
i) aldeão
j) alemão
k) são
l) amigão
m) bonachão
n) brigão

Adjetivos podem funcionar como substantivos quando vêm precedidos


de artigo:
• Este navio brasileiro chegou ontem ao porto. (adjetivo)
• Os brasileiros chegaram ontem de viagem. (substantivo)

88
Objetivo

4
Desenvolver a

Comunicação e
habilidade de ler e
interpretar textos
informativos;
entretenimento reconhecer o tema,
as informações,
a finalidade dos
textos; aprofundar
o conhecimento
sobre os pronomes;
Vamos Ler produzir cartas.

O engenheiro escocês John Logie Baird foi um dos pioneiros da televisão.


Em 2 de outubro de 1925, no sótão de sua casa, ele conseguiu transmitir uma
imagem identificável da cabeça de um boneco, chamado Bill. Ele correu, então,
para o escritório no andar térreo e convenceu um auxiliar, espantado, a subir
a seu laboratório. O assustado rapaz, sentando-se sob fortes luzes, tornou-se a
primeira imagem viva a ser transmitida pela televisão.
De um dia para outro, Baird ficou famoso. Em 1927, ele fez uma transmissão
de Londres para Glasgow e, em 1928, de Londres para Nova York. Seu sistema,
entretanto, não conseguia transmitir som e imagem ao mesmo tempo. Os te-
lespectadores viam primeiro a imagem, que depois sumia para entrar apenas a
voz. Esse e outro modelo similar, criado pelo americano Charles Jenkens, foram
sendo substituídos por modelos melhores na década de 1930.
DUARTE, Marcelo. O livro das invenções. São Paulo: Companhia das letras, 1997.

Vamos conversar
A TV faz parte do nosso cotidiano. Ela está em todos os lares e é um ca-
nal de informação e de entretenimento para largas parcelas da população.
Qual a importância da TV como forma de lazer? Quais são os programas
preferidos? Você acha que a TV influencia e transforma o comportamento
das pessoas?

Releitura
Releia atentamente o texto para responder às questões que se seguem.

Atividade 11

A. O texto é
a) argumentativo.

Comunicação e entretenimento 89
unIDaDe formatIva Iv

b) narrativo.
c) dialogal.
d) descritivo.
B. A finalidade do texto é
a) advertir. c) informar.
b) avisar. d) entreter.
C. Um título adequado ao texto é
a) A programação da TV. c) TV e entretenimento.
b) A invenção da TV. d) TV e educação.
D. O trecho “John Logie Baird foi um dos pioneiros da televisão” leva a com-
preender que John Logie Baird
a) foi um entre outros pioneiros da TV.
b) foi o único inventor da TV.
c) foi o último inventor da TV.
d) trabalhou com uma grande equipe.
E. Nas primeiras transmissões de TV recebia-se
a) apenas a imagem.
b) primeiro a imagem e depois o som.
c) o som antes da imagem.
d) a imagem e o som simultaneamente.

Vamos Ler

Serginho Groisman não se limita apenas a desempenhar o papel de um


apresentador convencional. Em razão de sua formação cultural e de sua
experiência acumulada, passou a efetivamente atuar também como diretor, o
que lhe permite maior liberdade de ação – por exemplo, ele pode se dar ao luxo
de propor encontros inusitados entre artistas de gerações ou vertentes estéti-

90
língua portuguesa


cas diferentes. Esse é um dos aspectos mais interessantes do programa Altas
Horas, pois quebra um padrão da tevê para jovens, em que a pauta costuma
insistir nos mesmos nomes da cena pop, em circuito fechado.
Embora do ponto de vista do formato Altas Horas não represente uma rup-
tura em relação aos padrões consagrados no gênero, Serginho introduziu boas
inovações no campo da participação. Sempre entrevista, a cada programa, três
adolescentes do auditório, no mesmo plano das celebridades, na tentativa de
quebrar a divisão entre palco e plateia, típica dos programas de auditório.
VIVARTA, Veet (Coord.). Remoto Controle: linguagem, conteúdo e participação nos
programas de televisão para adolescentes. São Paulo: Cortez, 2004.

Vamos conversar
A televisão produz programas direcionados para um público específico:
mulheres, homens, donas de casa, crianças, adultos, jovens. Cada progra-
ma tem um formato, um planejamento que procura atingir os interesses de
uma faixa etária. Entre os programas para jovens está o Altas Horas.
Você conhece o programa Altas Horas? Você concorda com as ideias
do texto?
O que mais o atrai no programa? Quais são os outros programas a que
você assiste? Por quê?

Releitura
Releia silenciosamente o texto, para responder às questões que se seguem.

Atividade 12

A. Assinale o título adequado ao texto.


a) Os programas para jovens.
b) Os programas de auditório.
c) Serginho Groisman e o Altas Horas.
d) Altas Horas faz sucesso.

Comunicação e entretenimento 91
unIDaDe formatIva Iv

B. Pelos sentidos do texto a palavra “inusitados” (l. 5) tem o sentido de


a) sem planejamento. c) esperados.
b) incomuns. d) adequados.
C. Serginho Groisman é considerado
a) um apresentador convencional de programa de auditório para jovens.
b) inovador por quebrar os padrões e incentivar a participação do público.
c) revolucionário por empreender uma ruptura na tradição do auditório.
d) tradicional por apresentar um programa de atrações para jovens.
D. Serginho Groisman atua como diretor em razão
a) da liberdade que usufrui na emissora.
b) de sua experiência e formação cultural.
c) de contar com o apoio do público.
d) do apoio que recebe dos diretores.

Os pronomes A língu
a
Usamos os pronomes para indicar ou substituir um que
usamos
substantivo. Os pronomes são: pessoais, possessivos,
demonstrativos, indefinidos, interrogativos e relativos.

Pessoais

Oblíquos Oblíquos
Retos
átonos tônicos
Singular
1ª pessoa eu me mim, comigo
2ª pessoa tu te ti, contigo
3ª pessoa ele, ela se, lhe, o , a si, consigo
Plural
1ª pessoa nós nos conosco
2ª pessoa vós vos convosco
3ª pessoa eles, elas se, lhes, os, as si, consigo

92
língua portuguesa

Possessivos – indicam posse

Singular Plural
meu, minha, nosso, nossa,
1ª pessoa
meus, minhas nossos, nossas
vosso, vossa,
2ª pessoa teu, tua, teus, tuas
vossos, vossas
3ª pessoa seu, sua, seus, suas seu, sua, seus, suas

Demonstrativos – indicam lugar ou posição

este, esta, estes, estas, isto


esse, essa, esses, essas, isso
aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo

Indefinidos

alguém, ninguém, algo, outrem, tudo, nada, algum,


nenhum, qualquer, um, todo, cada, outro

Interrogativos

São os mesmos indefinidos quem, que, qual,


quanto, quando empregados em perguntas.

Relativos – representam nomes já mencionados anteriormente

que, quem, o qual, os quais, a qual, as quais, cujo,


cuja, cujos, cujas, onde, quanto, quanta, quantos,
quantas

Comunicação e entretenimento 93
unIDaDe formatIva Iv

Atividade 13
Produza 2 frases utilizando cada tipo de pronome.
A. Pessoais – retos
B. Pessoais – oblíquos
C. Possessivos
D. Demonstrativos
E. Indefinidos
F. Interrogativos
G. Relativos

Vamos escrever

Atividade 14
Procure registrar numa carta para um amigo sua relação com a televisão.

94
Objetivo

5
Desenvolver a

O lazer com base


habilidade de
ler e interpretar
narrativa
na comunicação informativa;
reconhecer as
informações
do texto, os
elementos
Vamos Ler coesivos e o
sentido das
palavras;
aprofundar o
“É preciso ver o poema” conhecimento
sobre os verbos;
Gerson Camarotti da Agência Meridional desenvolver a
habilidade de
O menino João não tinha mais que dez anos. Apesar de fran- produção de
zino e da pouca idade, era o centro das atenções entre os tra- texto pessoal.
balhadores dos canaviais pertencentes aos engenhos de sua
família, nas cidades de São Lourenço da Mata e Moreno. Neles,
passou toda a infância. O “sinhozinho” era o único que sabia
ler entre uma massa de trabalhadores analfabetos.
Nos dias de folga, os trabalhadores corriam até a feira para
comprar folhetos de cordel. Com xilogravuras ilustrando as ca-
pas, os pequenos livretos traziam histórias de amor, traições,
crimes, aventuras, milagres, recriações de clássicos e a violên-
cia do cangaço em forma de poesia popular. De volta ao enge-
nho os trabalhadores pegavam o menino João na casa-grande.
Ele era o responsável pelas melhores horas de lazer daque-
les homens rudes, que passavam dias seguidos com uma única
ocupação: o corte da cana. Logo, se fazia uma roda em torno do
garoto responsável pelas sessões de leitura, que era colocado
em cima de um carro de boi. O silêncio imperava. Todos fica-
vam atentos e cheios de espanto com as histórias dos versos de
cordel recitadas pelo menino.
A cena se passa na Zona da Mata pernambucana nos anos 20
e fica para sempre nas lembranças de um dos maiores poetas da
língua portuguesa, João Cabral de Melo Neto. Só cinco décadas
depois, no final dos anos 70, ele iria transformar essa memória
em poema.

No dia a dia do engenho,


toda semana, durante,
cochichavam-me em segredo:

O lazer com base na comunicação 95


unIDaDe formatIva Iv


saiu um novo romance.
E da feira do domingo
me traziam conspirantes
para que o lesse e explicasse
um romance de barbante.
Sentados na roda morta
de um carro de boi, sem jante,
ouviam o folheto guenzo,
a seu leitor semelhante,
com as peripécias de espanto
preditas pelos feirantes.
DIÁRIO DE PERNAMBUCO. Recife, 18 jan. 1998.
Disponível em: <http://www.dpnet.com.br/anteriores/1998/01/18/viver1_0.html >.
Acesso em 08 fev. 2012 (Adaptação).

Vamos conversar
Os folhetos de cordel – assim chamados porque são vendidos pendurados
em cordões nas feiras – são uma tradição da cultura popular nordestina.
São produzidos em gráficas rudimentares. Trazem sempre na capa uma
xilogravura, uma estampa feita com um carimbo de madeira, em que são
cavadas à mão as partes que ficam em branco.
Você conhece algum folheto de cordel?

Releitura
Releia o texto para responder às questões que se seguem.

Atividade 15

A. Retire do texto as expressões que substituem e que se referem à mesma


pessoa: ao “João”.

96
língua portuguesa

B. O menino era tratado por “sinhozinho” porque


a) mandava nos trabalhadores.
b) era o único que sabia ler.
c) conhecia os folhetos de cordel.
d) era filho dos senhores de engenho.
C. João era o centro das atenções entre os trabalhadores porque
a) comprava folhetos.
b) sabia ler folhetos.
c) reunia os trabalhadores.
d) era filho dos donos do engenho.
D. O menino era colocado em um carro de boi para que
a) lesse rodando no carro.
b) ficasse mais alto que todos.
c) passeasse por vários lugares.
d) visse o canavial.
E. Quais eram os temas dos folhetos de cordel?

F. Procure no poema a expressão que tem o mesmo significado que folheto


de cordel.

G. A palavra “peripécias” (penúltima linha) tem o sentido de


a) exclamações de surpresa.
b) acontecimentos de um enredo.
c) sensações de medo.
d) expectativas de assombro.

O lazer com base na comunicação 97


UNIDADE formativa IV

Atividade 16

A. Nos segmentos abaixo, grife os substantivos.


a) o menino João.
b) os trabalhadores dos canaviais.
c) trabalhadores analfabetos.
d) comprar folhetos.
e) ilustrando as capas.
f) melhores horas.
g) o silêncio imperava.
B. Nos segmentos abaixo, grife os adjetivos.
a) trabalhadores analfabetos.
b) pequenos livretos.
c) poesia popular.
d) homens rudes.
e) um novo romance.
f) roda morta.
C. O termo “Neles” (linha 4) retoma a expressão anterior
a) não tinha mais que dez anos.
b) centro das atenções.
c) engenhos de sua família.
d) cidades de São Lourenço da Mata e Moreno.

Vamos escrever

Atividade 17
Faça um relato de uma experiência agradável de leitura ou de audição
de histórias que tenha ocorrido com você no decorrer da vida.

98
língua portuguesa

O verbo A língu
a
Como já vimos, o verbo é a palavra que exprime ação, estado usaque
mos
ou fenômeno da natureza. Exemplos: estudar, cantar, vender,
partir (ação); estar, ficar, permanecer (estado); chover, ventar,
trovejar (fenômeno).
O verbo apresenta grande variedade de formas, para expressar, além da
ação, do estado ou do fenômeno, a pessoa que fala, o número de pessoas,
o tempo a que se refere a informação, o modo, a voz.
Há três paradigmas, ou seja, modelos de conjugação:
• primeira conjugação – verbos terminados em ar – amar, cantar, falar.
• segunda conjugação – verbos terminados em er – vender, bater, aprender.
• terceira conjugação – verbos terminados em ir – partir, aplaudir, unir.
modo indicativo – exprime um fato certo, positivo
Presente – enuncia um fato como atual
1ª 2ª 3ª
eu amo eu vendo eu parto

pretérito imperfeito – apresenta um fato como anterior ao momento


atual, não concluído no momento passado a que nos referimos.
1ª 2ª 3ª
eu amava eu vendia eu partia

futuro do presente – apresenta um fato que deve se realizar em mo-


mento futuro em relação ao presente.
1ª 2ª 3ª
eu amarei eu venderei eu partirei
pretérito perfeito – apresenta um fato já concluído no passado.
1ª 2ª 3ª
eu amei eu vendi eu parti
pretérito mais-que-perfeito – expressa um fato anterior a outro fato
que também é passado.
1ª 2ª 3ª
eu amara eu vendera eu partira
futuro do pretérito – expressa um fato posterior hipotético em relação a
outro fato já passado. Geralmente o outro fato inclui uma condição.
1ª 2ª 3ª
eu amaria eu venderia eu partiria

O lazer com base na comunicação 99


UNIDADE formativa IV

Atividade 18
A. Elabore 2 frases com cada uma das formas verbais do Indicativo.
a) presente:

b) pretérito:

c) imperfeito:

d) futuro do presente:

e) pretérito perfeito:

f) pretérito mais-que-perfeito:

g) futuro do pretérito:

100
Objetivo

6
Desenvolver a

A comunicação
habilidade de
ler e interpretar
letras de músicas;
no cotidiano reconhecer o
tipo de texto
estruturado com
base no diálogo;
produzir cartas;
aprofundar o
conhecimento
Vamos Ler sobre verbos no
modo subjuntivo.

Sinal fechado
Paulinho da Viola

Olá, como vai? Quanto tempo...


Eu vou indo, e você, tudo bem? Pois é, quanto tempo...
Tudo bem, eu vou indo, correndo, Tanta coisa que tinha a dizer,
pegar meu lugar no futuro. E você? mas eu sumi na poeira das ruas.
Tudo bem. Eu vou indo em busca de Eu também tenho algo a dizer,
um sono mas me foge a lembrança.
tranquilo, quem sabe? Por favor telefone; eu preciso beber
Quanto tempo... alguma coisa rapidamente.
Pois é, quanto tempo... Pra semana...
Me perdoe a pressa O sinal...
é a alma dos nossos negócios... Eu procuro você...
Oh! Não tem de quê. Vai abrir, vai abrir...
Eu também só ando a cem. Prometo, não esqueço.
Quando é que você telefona, Por favor, não esqueça, não esqueça,
precisamos nos ver por aí. não esqueça.
Pra semana, prometo, talvez Adeus...
nos vejamos, quem sabe?
Disponível em: <http://letras.terra.com.br/paulinho-da-viola/
48064/>. Acesso em 08 fev. 2012.

Vamos conversar
Você conhece o sambista Paulinho da Viola? Já ouviu outras músicas dele?

A comunicação no cotidiano 101


UNIDADE formativa IV

O samba é um ritmo essencialmente brasileiro, originário dos batuques


africanos misturados a outros ritmos. Nessa letra, o autor focaliza uma con-
versa informal. Observe que a fala pode ser mais truncada que a escrita,
pois o contexto permite a compreensão.

  Releitura
Releia o texto para responder às questões a seguir.

Atividade 19

A. Quantos falantes participam da conversa?

B. Onde estão os falantes enquanto conversam?

C. Que se entende pela expressão “Vai abrir, vai abrir”?

D. Volte ao texto e coloque um travessão em cada mudança de interlocutor.

E. Assinale o título adequado para o texto.


a) Conversa de bar c) Ao telefone
b) No sinal fechado d) Na fila do banco
F. O texto leva a refletir sobre
a) as dificuldades no trânsito das capitais.
b) a interferência do clima no trânsito das cidades.
c) os conflitos entre pessoas nas cidades grandes.
d) a falta de tempo para dar atenção aos amigos.

102
língua portuguesa

G. O texto está estruturado em forma de


a) descrição. c) narrativa.
b) diálogo. d) dissertação.

Atividade 20
A. Circule todos os verbos do texto.
B. Coloque travessões nas mudanças de interlocutor.

Vamos observar o paradigma verbal no Modo A língu


a
que
Subjuntivo – que exprime fato possível, hipotético ou duvi- usamos
doso. Normalmente expressa fato dependente de outro fato.

Pretérito
Presente Futuro
Imperfeito
que eu cante quando eu cantar se eu cantasse
que tu cantes quando tu cantares se tu cantasses
que ele cante quando ele cantar se ele cantasse
que nós cantemos quando nós cantarmos se nós cantássemos
que vós canteis quando vós cantardes se vós cantásseis
que eles cantem quando eles cantarem se eles cantassem

Atividade 21

A. Elabore 2 períodos utilizando cada um dos tempos do subjuntivo.


a) presente:

b) pretérito imperfeito:

A comunicação no cotidiano 103


UNIDADE formativa IV

c) futuro do presente:

B. Grife os verbos que estão no subjuntivo.


a) Eu ficaria feliz se te encontrasse.
b) Quando eu te encontrar, conversaremos.
c) Caso você parta, estarei te esperando voltar.
d) Se o ônibus partisse logo, chegaríamos mais cedo.
e) Caso eu venda meu carro, poderei comprar outro.
f) Se eu ganhasse na loteria, compraria uma casa.
C. Complete com o subjuntivo do verbo aprender.
a) Caso eu inglês, encontrarei emprego.
b) Se eu inglês, encontraria emprego.
c) Quando eu inglês, encontrarei emprego.

Vamos escrever

Atividade 22
Transforme a fala de um dos interlocutores em pequena carta para
o amigo.

104
Objetivo

7
Desenvolver a

A comunicação
habilidade de ler
e interpretar as
ideias de texto
no trabalho informativo;
reconhecer a
finalidade do texto
e sua estrutura;
aprofundar a noção
Vamos Ler de conjugação
verbal no modo
imperativo e nas
formas nominais.
O gerenciamento eficaz da comunicação
Sandra Camelo

No dia a dia das organizações, é muito comum, quando as


coisas dão errado ou não acontecem como planejado, ouvir-se a
justificativa: “problema de comunicação”. A comunicação pode
não ser a resposta para todos os desafios das empresas, mas a
falta de comunicação está, quase sempre, na raiz de todos os
seus problemas. Ao contrário do que muita gente pensa, a boa
comunicação não é tarefa apenas dos profissionais de marke-
ting e áreas afins, mas dever de todos os envolvidos no trabalho,
principalmente de diretores, gerentes e supervisores. Deve-se
suprir desde o mais simples funcionário até o mais alto dirigen-
te com as informações necessárias para o bom desempenho de
suas funções de trabalho.
A boa comunicação – tanto falar, quanto ouvir – é indispen-
sável em todos os níveis de negócios, pois ajuda a enfrentar e
vencer os desafios constantes colocados para a sobrevivência
das empresas. Para praticar a comunicação eficaz, a empresa
precisa desenvolver a habilidade de ouvir, dar e receber feed-
back, ou seja, retorno, além de eliminar as barreiras à comu-
nicação sincera e franca entre as pessoas. Essa atitude ajuda a
resolver conflitos, discussões e pontos de vista contrários, pre-
sentes em qualquer ambiente de trabalho.
É preciso superar os obstáculos, como as barreiras criadas
pelas próprias organizações através de sua estrutura hierarqui-
zada e burocrática. A gerência pode se transformar na mais de-
vastadora barreira para o bem-estar da organização como um
todo, quando adota o modelo “fala quem pode, obedece quem
tem juízo”.

A comunicação no trabalho 105


unIDaDe formatIva Iv


A comunicação na empresa deve ser um instrumento de ges-
tão e um facilitador do processo decisório. Para o bom desem-
penho do empregado, três tipos de informação são necessárias:
informação técnica (o que, como e quando fazer); informação
de coordenação (quem trabalha com quem) e informação de
motivação e atitude (estímulo). Cabe ao gerente assegurar o
fluxo adequado de informação, tanto interno quanto externo
ao setor e manter uma boa comunicação entre os integrantes
das equipes de trabalho.
Os resultados para quem aposta nessa estratégia são visí-
veis: elevação do nível de cooperação e confiança entre os com-
ponentes das equipes; aumento da produtividade e da capaci-
dade competitiva, através da eliminação do erro desnecessário
e do desperdício. Resultados que, sem dúvida, trarão mais sa-
tisfação pessoal, realização profissional e sensação de sucesso
pessoal e organizacional.
Disponível em: <http://www.redegestao.com.br/desafio21/gec33.html>.
Acesso em: 08 fev. 2012.

Vamos conversar
Você concorda com as ideias do texto? Você já viveu alguma experiência
em que houve problemas de comunicação? Em alguma situação de que par-
ticipou houve dificuldade de entendimento entre as pessoas e consequente
insatisfação no trabalho?

Releitura
Releia o texto para responder às questões a seguir.

Atividade 23

A. Qual é a justificativa muito comum para problemas nas empresas?

106
língua portuguesa

B. De quem é a tarefa de garantir a comunicação?

C. Qual é a atitude que a empresa deve ter em relação à comunicação eficaz?

D. Quais são os três tipos de comunicação que a empresa deve assegurar?

E. Quais são os resultados para quem investe em comunicação?

Atividade 24

A. O texto tem a finalidade de


a) normatizar.
b) avisar.
c) informar.
d) convidar.

A comunicação no trabalho 107


unIDaDe formatIva Iv

B. O texto está estruturado com base em


a) narrativa.
b) diálogo.
c) descrição.
d) exposição.
C. Pode-se considerar o texto
a) subjetivo.
b) pessoal.
c) impessoal.
d) personalizado.
D. Assinale o título adequado ao texto.
a) O diálogo entre funcionários
b) A comunicação na empresa
c) A comunicação entre colegas
d) A cooperação nas equipes

Atividade 25

A. No trecho abaixo, circule os verbos.


A boa comunicação – tanto falar, quanto ouvir – é indispensável em to-
dos os níveis de negócios, pois ajuda a enfrentar e vencer os desafios cons-
tantes colocados para a sobrevivência das empresas. Para praticar a co-
municação eficaz, a empresa precisa desenvolver a habilidade de ouvir,
dar e receber feedback, ou seja, retorno, além de eliminar as barreiras à
comunicação sincera e franca entre as pessoas. Essa atitude ajuda a resol-
ver conflitos, discussões e pontos de vista contrários, presentes em qual-
quer ambiente de trabalho.

Vamos continuar a refletir sobre as flexões verbais. Além A língu


a
que
do modo indicativo e do modo subjuntivo, os verbos podem usamos

ser flexionados no modo imperativo, que expressa ordem,


conselho, pedido.

108
língua portuguesa


O modo imperativo pode ser afirmativo e negativo.
Há ainda as formas nominais dos verbos. Elas se chamam formas no-
minais porque, além do valor verbal, podem ter a função de nomes
(substantivo, adjetivo e advérbio).
Infinitivo – é o nome do verbo: amar, vender, partir.
Gerúndio – funciona também como adjetivo ou advérbio: amando,
vendendo, partindo.
Vi a menina chorando. (adjetivo)
Estudando, venceremos o vestibular. (advérbio)
O gerúndio ajuda a expressar duração da ação: foi andando.
Particípio – é empregado nos tempos compostos e pode funcionar
como adjetivo. Nesse caso, é flexionado em gênero, número e grau:
Estava entre os objetos vendidos.

A comunicação no trabalho 109


Objetivo

8
A comunicação Desenvolver a

no serviço
habilidade de ler
e interpretar as
ideias de texto
público informativo;
apreender a
noção de níveis
de linguagem,
padrão culto e
Vamos Ler diferenças entre
o oral e o escrito;
desenvolver a
habilidade de
A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais produção de
correspondência
Gilmar Ferreira Mendes e oficial.
Nestor José Forster Júnior

A necessidade de empregar determinado nível de linguagem


nos atos e expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio
caráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua fi-
nalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos como atos de caráter
normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos cidadãos,
ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é
alcançado se em sua elaboração for empregada a linguagem
adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja fi-
nalidade precípua é a de informar com clareza e objetividade.
As comunicações que partem dos órgãos públicos devem ser
compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para
atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem
restrita a determinados grupos. Não há dúvida que um texto
marcado por expressões de circulação restrita, como a gíria, os
regionalismos vocabulares ou o jargão técnico, tem sua com-
preensão dificultada.
Ressalte-se que há necessariamente uma distância entre a
língua falada e a escrita. Aquela é extremamente dinâmica, re-
flete de forma imediata qualquer alteração de costumes, e pode
eventualmente contar com outros elementos que auxiliem a sua
compreensão, como os gestos, a entoação etc., para mencionar
apenas alguns dos fatores responsáveis por essa distância. Já
a língua escrita incorpora mais lentamente as transformações,
tem maior vocação para a permanência, e vale-se apenas de si
mesma para comunicar.

110
língua portuguesa


A língua escrita, como a falada, compreende diferentes ní-
veis, de acordo com o uso que dela se faça. Por exemplo, em
uma carta a um amigo, podemos nos valer de determinado pa-
drão de linguagem que incorpore expressões extremamente
pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de
estranhar a presença do vocabulário técnico correspondente.
Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao uso
que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos.
O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter im-
pessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de cla-
reza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da lín-
gua. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que a) se
observam as regras da gramática formal, e b) se emprega um
vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. É im-
portante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto
na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das di-
ferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos mo-
dismos vocabulares, permitindo, por essa razão, que se atinja a
pretendida compreensão por todos os cidadãos.
Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a simplicida-
de de expressão, desde que não seja confundida com pobreza
de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto impli-
ca emprego de linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos
sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária.
Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um
“padrão oficial de linguagem”; o que há é o uso do padrão culto
nos atos e comunicações oficiais.
BRASIL. Presidência da República. Manual de redação da Presidência da República. Gilmar
Ferreira Mendes e Nestor José Forster Júnior. Brasília: Presidência da República, 2002.

Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/ManualRedPR2aEd.doc >.


Acesso em: 04 mar.2012 .

Vamos conversar
Todos os cidadãos dependem de alguma forma dos serviços públicos.
Por isso, a comunicação que provém do serviço público deve ser clara,
simples, objetiva.
Você tem alguma experiência com expedientes vindos do serviço público
avisos, cartas, contas? Você já trabalhou em algum órgão público?

A comunicação no serviço público 111


UNIDADE formativa IV

  Releitura
Releia o texto para responder às questões que se seguem.

Atividade 26

A. Quais são as finalidades dos atos públicos?

B. Qual a finalidade dos expedientes públicos?

C. Quais são os tipos de expressões que devem ser evitados nos expedientes
públicos?

D. Por quê?

E. Caracterize
a) a língua falada

112
língua portuguesa

b) a língua escrita

F. O que se entende por padrão culto da língua?

G. Com que objetivo se deve usar o padrão culto da língua nas comunicações
oficiais?

Atividade 27

A. Procure no texto o elemento que concorda com o termo apresentado e


complete a lacuna.
a) A decorre
b) Os ou estabelecem regras ou regulam o funcionamento
c) As que partem [...] devem ser compreendidas
d) um tem
e) sua dificultada
B. Conforme o modelo, encontre no texto o elemento a que o termo apre-
sentado faz referência.
a) esse objetivo (linha 12) = ser compreendidas por todo e qualquer
cidadão brasileiro
b) Aquela (linha 18) =
c) essa distância (linha 22) =

A comunicação no serviço público 113


unIDaDe formatIva Iv

d) dela (linha 27) =


e) Nos dois casos (linha 30) =
f) a (linha 32) =
g) eles (linha 34)=
h) ele (linha 39) =

Vamos escrever

Atividade 28
Escreva uma solicitação de férias ao seu chefe, como se fosse funcionário
do serviço público.

114
Objetivo

9
Profissões que Desenvolver a

dependem da
habilidade de ler
e interpretar as
ideias de texto
comunicação de depoimento
pessoal;
reconhecer a
informalidade
na linguagem;
Vamos Ler desenvolver a
habilidade de
reescrever texto,
Desde pequena sempre gostei muito de desenhar... vivia pre- tornando-o
senteando minha mãe com desenhos, os mais diversos... e o mais mais formal;
legal é que ela guardou a maioria! Assim, pude ver como tinha aprofundar o
conhecimento
épocas em que cismava com um determinado estilo de desenho,
sobre pontuação.
e como isso acabou influenciando na minha vida... Quando ti-
nha 14 anos, eu era bem caxias e resolvi fazer o exame do CEFET
só pra testar se eu era inteligente mesmo... escolhi o curso de de-
senho industrial porque era o menos pior, e também porque eu
gostava de desenhar... nem sabia do que se tratava!! Mas acabei
passando e resolvi ver qual era... Acabei gostando e hoje não me
imagino fazendo outra coisa... Simplesmente adoro!
Tá, mas e o que é design, desenho industrial? Design significa
projeto... no caso de design gráfico, é um projeto de comunicação.
Existe algo a ser comunicado, e a função do designer é codificar a
linguagem da empresa para a linguagem que o consumidor fala.
Traduzir um produto ou serviço para seu público-alvo, para que
ele se interesse e assim o compre. Assim, o designer gráfico é res-
ponsável pela comunicação eficiente, seja ela em revistas, CD-
-ROMs, Internet, livros... o importante é comunicar. E bem. Pra
isso, se aprende muito sobre Teoria das Cores, comportamento
humano, princípios básicos de composição e tipologia, história da
arte, percepção e muitas outras coisas. Mas o mais importante: é
fundamental estar muito bem informado. INFORMAÇÃO é a base
da profissão. Pra mim, o design é a profissão do futuro... mas ainda
é preciso muito para que se conquiste o respeito e o espaço neces-
sários para se exercer a profissão de um modo digno....
Disponível em: <http://www.fabibettega.com.br/design.html>. Acesso em: jan. 2008.

Atenção
• design e designer são palavras da língua inglesa
e sua pronúncia é: “desain” e “desainer”.

Profissões que dependem da comunicação 115


UNIDADE formativa IV

Vamos conversar
Há muitas profissões que dependem da comunicação. Você saberia citar
algumas? Você teria interesse em trabalhar com comunicação? O que é ne-
cessário para trabalhar com comunicação?

  Releitura
Releia o texto para responder às questões que se seguem.

Atividade 29

A. O texto se caracteriza como


a) uma narrativa imaginária.
b) uma dissertação técnica.
c) um depoimento pessoal.
d) uma comunicação oficial.
B. Retire do texto as expressões que caracterizam uma linguagem informal.

C. Em que consiste a profissão de designer?

D. O que é fundamental para a profissão de designer?

116
língua portuguesa

Vamos escrever

Atividade 30
Você observou como esse texto está muito próximo da linguagem oral?
Reescreva o texto modificando a pontuação. Onde a autora colocou reticên-
cias altere a pontuação (coloque vírgulas ou ponto final) e as minúsculas.
Tente eliminar as expressões coloquiais próprias da língua oral para que o
texto fique de acordo com a escrita padrão culto.

Profissões que dependem da comunicação 117


Objetivo

10
Desenvolver

Comunicação
a habilidade
de interpretar
imagem
na arte visual; propiciar
a habilidade de
escrever textos de
natureza pessoal;
aprofundar os
Vamos Ler conhecimentos
sobre artigos e
advérbios.

Candido Portinari. Café, 1935, óleo sobre tela, 130x195cm.


Museu Nacional de Belas Artes, Rio de janeiro.

Vamos conversar
Portinari foi um grande pintor brasileiro (1903-1962). Nasceu no inte-
rior de São Paulo. Sua obra focaliza temas brasileiros e influenciou muitos
pintores que surgiram no Modernismo. Visite o site www.portinari.org.br
para conhecer mais sobre esse artista que orgulha o Brasil.
Nós já vimos anteriormente, na Unidade Formativa III, alguns princípios
da arte. Vamos retomá-los. A arte é uma forma privilegiada de comunica-
ção, porque atinge imediatamente nossa sensibilidade, nossas emoções,
nosso intelecto. Assim como lemos um texto em linguagem verbal, pode-
mos “ler”, ou seja, interpretar uma obra de arte.

118
língua portuguesa

Você já foi a alguma exposição de arte? Já foi a algum espetáculo teatral


ou de dança? Conhece algum artista? Já teve vontade ou já se expressou por
meio da arte? Qualquer um de nós pode procurar uma linguagem artística e
começar a se manifestar por meio dela: poesia, pintura, desenho, escultura,
dança, teatro, música... Você não quer tentar?

  Releitura
Observe o quadro e responda às questões que se seguem.

Atividade 31

A. Qual é o tema do quadro?

B. O que expressa a forma dada às figuras humanas – principalmente os pés


e braços?

C. O que indica o fato de os trabalhadores não terem seus rostos definidos?

D. Que importância têm os tons de marrom apresentados no quadro?

Comunicação na arte 119


unIDaDe formatIva Iv

E. Como o pintor consegue passar a noção de infinito, de imensidão?

F. Que significa a presença de um feitor no lado esquerdo do quadro?

Atividade 32

Vamos escrever

Escreva sobre uma forma de arte por meio da qual você gostaria de se
expressar.

Artigo A língu
a
que
Artigo é a palavra que antepomos ao substantivo para deter- usamos
miná-lo. Ele indica o gênero e o número do substantivo ao
qual se antepõe. Pode ser definido ou indefinido.
Artigos definidos são: o, a, os , as.
Artigos indefinidos são: um, uma, uns, umas.

Advérbio
Advérbio é a palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou o próprio ad-
vérbio, expressando uma circunstância.
Podem ser:
∙ Advérbios de lugar: aqui, cá, lá, acolá, ali, aí, além, aquém, atrás, fora,
dentro, perto, longe, adiante, diante, onde, avante, através, defronte,
aonde etc. →

120
língua portuguesa


∙ Advérbios de tempo: hoje, amanhã, depois, antes, agora, anteontem,
sempre, nunca, ainda, já, logo, cedo, tarde, ora, afinal, outrora, então,
amiúde, breve, entrementes, brevemente, imediatamente etc.
∙ Advérbios de modo: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, debalde,
pior, melhor, suavemente, tenazmente, comumente etc.
∙ Advérbios de intensidade: muito, pouco, assaz, mais, menos, tão,
bastante, demasiado, meio, completamente, profundamente, quanto,
quão, tanto, bem, mal, quase, apenas etc.
∙ Advérbios de afirmação: sim, deveras, certamente, realmente,
efetivamente etc.
∙ Advérbio de negação: não.
∙ Advérbio de dúvida: talvez, acaso, porventura, possivelmente, quiçá,
decerto, provavelmente etc.

Atividade 33
Escreva cinco frases sobre o quadro de Portinari utilizando advérbios.

Comunicação na arte 121


UNIDADE formativa IV

Nesta Unidade Formativa, tivemos oportunidade de analisar diversos


gêneros de texto, interpretando-os, identificando sua finalidade, seu tema
central, suas ideias principais e secundárias. Além disso, conhecemos mais
profundamente diversas classes de palavras. Com as atividades realizadas
nesta unidade, você deve ter desenvolvido mais ainda suas habilidades de
falar, ler e escrever.
Continue lendo bastante para ampliar seu vocabulário e aprofundar suas
habilidades de interpretação de textos. Procure ler livros de literatura, revis-
tas, jornais.

122
Inglês

123
Inglês

Hi, there!
Aqui estamos nós, com dez novas lições, para dar continuidade ao nosso
trabalho com a Língua Inglesa. Estaremos reforçando tudo o que já foi estu-
dado até agora e avançaremos um pouco mais, conhecendo novos verbos,
novo vocabulário, novas estruturas, enfim, enriquecendo o seu aprendizado.

Let's go! Good luck!

 125
1 Objects and locations

Vamos lá... Nesta lição não há nada de mais... Por enquanto, nenhum novo
tempo verbal. Só algumas preposições de lugar. “Mole, mole.”
Mas há novo vocabulário, você pode acrescentá-lo à sua já enorme lista de
palavras que estão não só no caderno, como na ponta da língua, “at the tip
of your tongue”.
Por falar em “tongue” (língua), na lição seguinte veremos algumas partes
do corpo. Mas, uma lição de cada vez... But one lesson at a time…

Pedro is at work preparing a different kind of pizzza...

Now you read


- Would you do me a favor? Would you get my recipe book? It´s under
the phone.
- No, it is not here. Dictionary
- What about behind the fridge? stove - forno
- Nope!
- Then, please look over the table.
- Sniff, sniff… Do you smell that?
- Yes, I do. Oh, I know where the book is! In the stove with the pizza!

Objects and locations 127


UnIDADE formAtIvA Iv

Atividade 1
Repare como o homem do restaurante pede um favor ao Pedro. Repare
como ele pede ao Pedro para pegar o livro de receitas. Preencha as lacunas
de acordo com o diálogo:
Man: A. ? get my recipe
book? the phone.
Pedro: B. No, here.
C. What about the fridge?
Pedro: Nope!
D. Then, the table.
E. smell that?
F. Yes, I do. I know where the book is! the stove with
the pizza!

Atividade 2
Responda, de acordo com o diálogo:
A. What is the man looking for?

B. Is the book under the phone?

C. Where is the book?

Vocabulary Dictionary
over - sobre in front of - em frente to look for - procurar
under - embaixo sofa - sofá between - entre (duas
between - entre fridge - geladeira pessoas ou coisas)
behind - atrás chair - cadeira
next to - ao lado table - mesa

128
Inglês

Atividade 3
Repare, mais uma vez, como o homem pede ao Pedro se ele pegaria o li-
vro de receitas para ele. Transcreva a frase:
A. ?

E, se em vez de pedir isso, ele pedisse ao Pedro os seguintes outros favo-


res (todos eles expressos em palavras que você já sabe ou deveria saber...)
Como ele o faria? Vejamos:
B. Daria a ele umas alfaces? ?
C. Ajudaria a ele? ?
D. Tocaria uma música? (para dar uma animada no restaurante...)
?

Atividade 4
Esse modo de pedir um favor é bem “polido”, pouco usual/comum. Mas
o importante é saber em que situações “cabe” uma linguagem mais ou me-
nos formal. “Adequar sua fala ao contexto”, como nós, professores de In-
glês, costumamos dizer.
Pensando assim, de que outra forma (a qual nós também já aprende-
mos) ele pode pedir as mesmas quatro coisas?
A. ?
B. ?
C. ?
D. ?

E pensando mais um pouquinho, só por curiosidade, mesmo em Portu-


guês, você normalmente pede um favor de que forma?
□□ Você pega o livro pra mim?
□□ Você pegaria o livro pra mim?
□□ Você poderia pegar o livro pra mim?
□□ Pega meu livro aí, fazendo favor?

Objects and locations 129


UnIDADE formAtIvA Iv

De que outra forma ainda você diria isso da maneira mais natural para você?
(Algumas pessoas costumam falar assim, “Cê pega o livro pra mim, por
favor?”)

Atividade 5

Observe a gravura acima e complete as lacunas abaixo, usando o voca-


bulário apresentado:
A. The table is the lamp.
B. The lamp is the table.
C. The chair is the table.
D. The table is the chair.
E. The sofa is the fridge.
F. The plant is the sofa and the fridge.

Vocabulary
over between chair
under behind table
sofa next to
fridge in front of

130
Inglês

Atividade 6
Negue e/ou forme pergunta e/ou afirme as seguintes frases retiradas
do texto:
A. Do you smell that?
.(+)
.(-)
B. It is under the phone.
. (-)
. (?)
C. I know where the book is!
. (-)
. (?)

Atividade 7
Cada frase abaixo contém um erro. Corrija-os.
A. Do you reading that magazine?

.
B. She know where the pen is!

.
C. The wallet is under the sofa?

.
D. Pedro are working at the restaurant.

.
E. The book not is here.

.

Objects and locations 131


UnIDADE formAtIvA Iv

Pense em coisas que você costuma dizer e talvez seu professor possa te
ajudar a dizê-las em Inglês. Afinal de contas, cada um tem um estilo e
existem coisas que todos temos que aprender a dizer, uma vez que existem
vários modos de dizê-las, e há outras ainda que só você diz, ou as pessoas
da sua família...
É claro que nem sempre as mesmas expressões existem em Inglês, mas
quando não, quase sempre há algo semelhante/correspondente. “Saudades”, por exemplo,
não existe. Mas você pode dizer, “Sinto sua falta.” “I miss you.” Ou dizê-lo de outra forma. “
É ruim estar longe de você.” “Queria que você estivesse aqui.” Há uma música famosa do Pink
Floyd que diz justamente isso. Chama-se “Wish you were here.”
Por hoje é só. That´s all for today. See you in Lesson 2!

132
2 Our body

Agora sim, veremos algumas partes do nosso corpo, mas “língua”, por
acaso, não é uma delas... De qualquer forma, você lembra como é “língua”
em Inglês?
E nosso vocabulário vai só aumentando...
O diálogo a seguir é bem grande... Vamos analisá-lo duas vezes.

Júlia goes to the doctor because she isn’t feeling very well...

Ok, Júlia.
It‛s definetly a flu...
A big one!
I would like you to not
work for three days. No, no, no, no!
No dates!
You must rest, Júlia...

Dictionary
Now you read
to hurt - doer
- How are you feeling? to get - tornar=se/”ficar”
- My body hurts. My back hurts. My face is get- to run - escorrer
flu - gripe
ting bigger. My nose is running. My head is explo-
to take - tomar
ding and my eyes are getting smaller… medicine - remédio
- Oh, Júlia. It´s definitely a flu… A big one! I date - encontro (“amoroso”)
would like you to not work for three days. to rest - descansar

- What?!
- And take this medicine here every day.
- How often should I take this medicine?
- Four times a day. In five days you are going to be fine.
- Five days? But doctor, I have a date tonight…
- No, no, no, no! No dates! You must rest, Júlia...

Our body 133


UnIDADE formAtIvA Iv

Atividade 8
Repare como a médica pergunta como a Júlia se sente e como a Júlia fala
dos seus sintomas. Preencha as lacunas de acordo com o diálogo:
Doctor: A. ?
Júlia: B. My body . My back . My face
bigger. My nose . My head
and my eyes smaller.

Atividade 9 Dictionary
Responda de acordo com o texto: well - bem
sickness - doença
A. Is Júlia feeling well?

Vocabulary
B. What hurts? head
eyes
nose
C. What is getting bigger? neck
belly
back
body
D. Who is Júlia talking to? face
arms
legs
E. What sickness does Júlia have? fingers
hand
foot/feet

Atividade 10
Escreva o nome de cada
parte do corpo indicada no de-
senho ao lado.

134
Inglês

Atividade 11
Preencha as seguintes frases com a forma correta do verbo “to be” ou
do verbo “hurt”:
A. My eyes .
B. My hands getting smaller.
C. My feet .
D. My head .
E. My back exploding.
F. My belly getting bigger.
G. My neck . Dictionary
H. My fingers getting redder. redder - mais vermelho
(a, os, as)

Atividade 12
Negue as frases A, B, D e E da atividade anterior.
A. . (-)
B. . (-)
C. . (-)
D. . (-)

Atividade 13
Transforme as frases C, E, G e H da Atividade 11 em perguntas. (troque
“my” por “your”):
A. ?
B. ?
C. ?
D. ?

Our body 135


UnIDADE formAtIvA Iv

Atividade 14
Responda:
What part of your body do you use when you...
A. Think? Dictionary
B. Look? Think - pensar

C. Smell?
D. Walk?
E. Work on the computer?
F. Dance?
(But some people think with their heart, you know…
And dancers say that all the parts of our body “think”: our arms, legs, feet…)

Fim da Lição 2!
End of Lesson 2!
Na Lição 3 veremos o mesmo diálogo, mas focando outros aspectos.
Até!

136
3 Our body II

– Aí está o mesmo diálogo.


– Mas vamos reparar em outras coisas agora...

Now you read


– How are you feeling? Dictonary
– My body hurts. My back hurts. My face is get- to hurt - doer
ting bigger. My nose is running. My head is explo- to get - tornar=se/”ficar”
ding and my eyes are getting smaller… to run - escorrer
flu - gripe
– Oh, Júlia. It´s definitely a flu… A big one! to take
- tomar
I would like you to not work for three days. medicine - remédio
– What?! date - encontro (“amoroso”)
– And take this medicine here every day. to rest - descansar

– How often should I take this medicine?


– Four times a day. In five days you are going to be fine.
– Five days? But doctor, I have a date tonight…
– No, no, no, no! No dates! You must rest, Júlia...

Atividade 15
Repare agora como a médica afirma com certeza absoluta qual é o pro-
blema da Júlia, o que ela gostaria que a Júlia não fizesse, a frequência com
que ela deve tomar seu remédio e o que ela tem que fazer. Aproveite e re-
pare também como a Júlia protesta. Preencha as lacunas:
Doctor: A. Oh, Júlia. a flu. big !
I would like you work for three days!
Júlia: What?!
Doctor: And take this medicine here every day.

Our body II 137


UNIDADE formativa IV

Júlia: B. How often I take this medicine?


Doctor: C. Four day. In five days you are going
to be fine.
Júlia: D. Five days?! doctor, date tonight!
Doctor: E. No, no, no, no! No dates! You rest, Júlia…

Atividade 16
A Júlia está com uma grande gripe (a gente costuma dizer “uma gripe
forte/braba”): A big flu. Por falar em grande... Você se lembra dos seguintes
adjetivos e seus opostos?
A. grande = big X small
B. bonito = X
C. legal = X
D. perto = X
E. alto = X
F. caro = X
G. longo = X
H. cheio = X

Atividade 17
Se “I would like you not to work for three days” se traduz por “Eu gosta-
ria que você não trabalhasse por três dias”, e, aproveitando a oportunidade
para relembrarmos uns tantos verbos e números, como você poderia dizer,
“Eu gostaria que você não por dias/semanas/etc.”?
A. dançar/vinte semanas: .
B. comer/doze horas: .
C. ler/cinco meses: .

138
Inglês

Atividade 18
Veja mais uma vez como a Júlia pergunta com que frequência deve to-
mar o remédio. Transcreva sua pergunta:

A. ?

Se “take” é “tomar”, podemos concluir que “devo” é:

B.

E se eu lhe explicar que “devo”, em Inglês, funciona assim como “posso”,


qual seria provavelmente a sua forma negativa, “não devo/ deve/ deve-
mos/ etc.” (é igual para todo mundo)?

C.

E, sendo assim, e aproveitando para relembrar ainda outros verbos, como


você poderia perguntar com que frequência você deve...

D. Beber? ?

E. Escrever? ?

F. Ligar? ?

Atividade 19
Se, ao responder a pergunta da Júlia, a médica diz que ela deve tomar o
remédio “quatro vezes ao dia”, o que, em Inglês, corresponde a “four times
a day”, como você poderia dizer:
A. três vezes por semana?

B. nove vezes por mês?

C. duas vezes por ano?

Our body II 139


UnIDADE formAtIvA Iv

Atividade 20
E, por fim, já dando uma “colher de chá”, se “You must rest, Júlia”, signi-
fica “Você tem que repousar, Júlia”, e “must” é “tem que” e funciona como
“can” e “should”, como você poderia dizer as seguintes coisas em Inglês?
A. Eu tenho que aprender! !
B. Você tem que caminhar. .

É isso. Agora você sabe duas novas funções: Como dar um conselho, dizer
que alguém “deve/devia” fazer algo, bem como dar uma ordem, dizer que
alguém “tem que” fazer alguma coisa.
Por falar em conselhos, aqui vai um: talvez você deva colocar um “maybe”
(= “talvez”) antes do seu conselho para que ele fique mais educado e
menos incisivo.
Já nós, ao aconselhá-los a estudar, memorizar verbos e tudo mais, dizemos: “You must study
and memorize your verbs!!” Mentirinha...
“You should study and memorize your verbs.”
Como tudo, também há muitas formas de dar conselhos...
Você conhece outras formas?

140
4 Describing someone

Ei! Nesta lição, há uma expressão nova. In this lesson


there is a new expression. É essa “look like” que
aparece aí no diálogo. Você se lembra do significado de
“look” e de “like”, separados, eu espero. Mas, juntos,
têm outro sentido...

Lucas e Pedro conversando na rua.

Now you read

- You are so different these days, Pedro. Dictionary


It looks like you´re in love.
to look like - parecer
- Ha? Me? each other - um para o outro
- Ha-ha! It´s in your face. So who is she? to have a crush on - “estar a fim de”
- She is a friend from the Internet. We
write e-mails for each other.
- How nice. What does she look like?
- She is blonde, medium built, a little tall, very funny, very beautiful.
- Wow, you have a crush on this girl!

Describing someone 141


UnIDADE formAtIvA Iv

Atividade 21 Na sua resposta, o Pedro


Repare como o Lucas pede para o também responde que a
menina é engraçada (funny),
Pedro descrever fisicamente a menina o que não é uma característica
de quem está gostando. Preencha as física... Falha nossa!
lacunas de acordo com o diálogo:
Lucas: A. You are so different these days, Pedro.
you´re in love.
Pedro: Ha? Me?
Lucas: Ha-ha! It´s on your face. So, who is she?
Pedro: She is a friend from the Internet.
Lucas: B. . she ?
Pedro: She is blonde, medium built, a little tall, very funny, very
beautiful…
Lucas: Wow! You have a crush on this girl!

Atividade 22
Responda (respostas completas) de acordo com o diálogo:
A. Why is Pedro so different these days?
.
B. Where does Pedro know this girl from?
.
C. Is she very tall?
.

Vocabulary
tall (alto/a) X short (baixo/a)
thin (magro/a) X fat (gordo/a)
blonde (loiro/a) brunette (moreno/a) black or negro (negro/a)
mulatto (mulato) mulatto woman (mulata)
straight (cabelo liso) wavy (ondulado) curly (encaracolado) short (curto)
medium length (médio) long (comprido) shaved hair (raspado)
dark (escuro/a) light (claro/a)
bald (careca) overweight (acima do peso)
moustache (bigode) beard (barba)

142
Inglês

Atividade 23
Observe a seguinte figura. Procure descrevê-la. (Não se
esqueça de que você pode usar também o vocabulário an-
terior – as partes do corpo):

Atividade 24
A expressão “What does she look like?” é a que usamos quando quere-
mos saber “Como ela é (fisicamente)?” Mas, e se você quiser perguntar:
A. Como eles são?
?
B. E “Como ele/ela é?” (referindo-se a uma coisa, uma caneta, uma bolsa
etc.)
?

Atividade 25
Repare que, enquanto conversa com o Pedro, o Lucas diz, “How nice”,
que significa “que legal” – que é uma forma de demonstrar interesse
no que a pessoa está falando... Agora, só para expandirmos nossas ex-
pressões um pouquinho, aí vão mais algumas coisas que podemos dizer,
ao ouvir algo que outro alguém nos diz. Tentamos colocar exemplos de
vários “estilos”:

Describing someone 143


UnIDADE formAtIvA Iv

How interesting! (Que interessante!) Cool! (Legal)


Really? (É mesmo?)
You´re kidding! (Você tá brincando!) I don´t belive it!
(Eu não acredito!)
Oh my God! (Ai meu Deus!)

É claro que há várias outras, se você tiver curiosidade e seu professor


souber como dizer seja lá o que for em Inglês... Há algumas que não sabe-
mos como traduzir, como “Cruz credo!” ou “Jesus toma conta!” (Há também
os famosos palavrões. Mas isso não fica bem aqui, não é mesmo?)

Atividade 26
Negue e faça perguntas com as seguintes frases retiradas do diálogo:
(Achou que ficaria livre desta vez? Jamais! Never!)

A. You are so different these days.


. (-)
?
B. We write e-mails to each other.
. (-)
?
C. She is blonde.
. (-)
?

Well, it looks like this is the end of Lesson 4.


As usual, (como de costume), Lesson 5 will be a review.
Maybe you should review by yourself (sozinho) first
(primeiro)…
See ya!

144
5 Mid review

Vamos lá, então.


Let´s go then.

Atividade 27
Nós brincamos um pouco com quatro funções da linguagem até este
momento. Como: (1) pedir um favor, (2) fazer uma objeção, (3) dar uma
forte recomendação (para não dizer “dar uma ordem” – dizer que alguém
tem que, ou não fazer alguma coisa) e (4) pedir a descrição de alguém (se
a pessoa é alta, baixa, tem cabelos curtos, longos etc.)
A seguir, temos um exemplo de cada caso, mas suas palavras estão fora
de ordem. Coloque-as na ordem correta e indique o número correspondente
a cada uma:
A. date but have a I doctor tonight! Dictionary
!( ) date - encontro
B. rest must you Júlia.
!( )
C. help you would me?
!( )
D. like she what look does?
!( )

Atividade 28
O vocabulário explorado até aqui pode ser agrupado nas seguintes
categorias:

Mid review 145


UNIDADE formativa IV

(1) partes do corpo; (2) mobília – eletrodomésticos; (3) preposições de


lugar e (4) adjetivos para descrever alguém. Distribua as palavras a seguir,
de acordo com seus respectivos lugares na tabela:
tall; nose; phone; under; feet; belly; next to; overweight; blonde; lamp;
fridge; fingers; legs; behind; back; chair; short; curly hair; medium built; in
front of; bald

(1) (2) (3) (4)


neck; head; arms; sofa; table; over; black; mulatto;
hand; face; between; brunette; fat;
straight/wavy; hair;

Atividade 29
Seis novos verbos e dois novos “verbos modais” (modal verbs), como
eles são chamados, apareceram nas quatro últimas lições. Pensamos em es-
crevê-los apenas, e ver se você se lembrava deles. Depois, pensamos melhor,
e resolvemos colocar duas colunas: sublinhe o verbo na frase em Inglês e in-
dique sua correspondência correta com o verbo em Português:

A. I´m looking for my recipe book. __ tem que descansar


B. Do you smell that? __ tomar
C. My nose is getting bigger! __ procurar
D. My body hurts. __ cheirar
E. You must rest, Júlia. __ ficar/tornar-se
F. Take this medicine every day. __ doer

Atividade 30
Dessa vez – só para surpreendê-lo e fazer diferente, não pediremos que
você negue e faça perguntas com frases afirmativas. (Mas, na Lição 6, vol-
taremos a isso!)

146
Inglês

Em vez disso, vamos brincar de refletir um pouco sobre algumas coisas...


A. Qual palavra você não consegue memorizar de jeito nenhum?

(Será que o fato de responder a essa pergunta vai te ajudar?)


B. Que expressão você gostou de aprender/ gosta de usar?

C. Que expressão/gíria você usa muito em Português (como, por exemplo,


“Deus me livre!” ou “Vou te contar, viu...” ou ainda “Se arrependimento
matasse...”; “Pode crer.”; “Qual é?!” etc.) que gostaria de saber dizer em
Inglês também?

(Pode ser que o professor não o saiba, pode ser inclusive que em Inglês
ela não exista, apesar de quase sempre haver alguma outra que correspon-
da à mesma ideia...)
D. Entre as atividades conduzidas, quais são as de que você mais gosta (lei-
tura dos diálogos, exercícios de gramática, exercícios orais de repetição,
conversas na sala, músicas ou outras)?

Mid review 147


UnIDADE formAtIvA Iv

E. Há algo diferente que você gostaria que fosse feito?

F. If I write a question in English, like this, how much do you understand?


Do you already speak a little English too? What is easy for you: To listen,
to read or to speak? Can you answer us?

Dictionary
That´s all for now.
question - pergunta
See you in Lesson 6! like this - assim
Thanks! already - já
to answer - responder

148
6 Asking for directions

Are you ready for Lesson 6?


Three new verbs, one new expression.
Hurry up! Ande logo!
Let´s begin! Vamos começar!

Mariana, Pedro e Lucas na rua.

Wow! How long


does it take for us
to get there?

Dictionary
Now you read
downtown - centro
to ask - perguntar
- Hello guys, are you ready to go?
how long does it take? -
- Yes, where is the TV? quanto tempo leva?
- I don´t know. It´s not in the neighborhood. Hurry up! - Ande logo!
Let´s ask for directions. ready - prontos

Excuse me sir, where is the Community TV?


- The Community TV is downtown. You turn right on the fourth street.
Go straight ahead, on the second block you turn left. There is a bus stop ri-
ght on the corner.
- Wow! How long does it take for us to get there?
- Around half an hour…
- Oh! We have to go! Hurry up boys!

Asking for directions 149


UNIDADE formativa IV

Atividade 31
Repare como os meninos pedem licença, perguntam sobre a localização
do lugar aonde querem ir, o tempo que levará para chegarem lá e como o
homem lhes dá direções. Preencha as lacunas de acordo com o diálogo:
Mariana: A. Hello guys, go?
Pedro: B. Yes. the Community TV?
Mariana: C. I don´t know. It´s not in the neighborhood.
Let´s ask for directions. , sir,
where is the Community TV?
Man: D. The Community TV is downtown. You
on the Fourth street. , on second
block you .
There is a bus stop on the corner
Lucas: E. Wow! to get there?
Man: Around half an hour…
Mariana: F . Oh! We go! boys!

Atividade 32
Responda (respostas completas) de acordo com o diálogo:
A. Where are they going?
.
B. Is the Community TV in the neighborhood?
.
C. Where is it?
.
D. What is there on the corner?
.

150
Inglês

Vocabulary
street - rua; first - primeiro/a;
avenue - avenida; second - segundo/a;
sidewalk - passeio; third - terceiro/a;
block - quarteirão; fourth - quarto/a;
left - esquerda; fifth - quinto/a;
right - direita; sixth - sexto/a;
turn - vire; seventh - sétimo/a;
floor - andar; eighth - oitavo/a;
take - pegue (ônibus); nineth - nono/a;
get off - desça; tenth - décimo/a
go straight ahead - siga em frente;

(Parece imenso este vocabulário, mas a maior parte é constituída de


números ordinais...)

Atividade 33
Repare, mais uma vez, como a Mariana pergunta se os meninos estão
prontos para ir. Como ela o faz?
A. go?
Sendo assim, nós podemos brincar com esse “pedaço de frase” e per-
guntar se alguém está pronto/a para fazer uma série de coisas... Como por
exemplo, “Você está pronto para...”
B. escrever? ?

C. pular? (jump) ?
D. morrer? (die) (em um faroeste, por exemplo)
?
E. Como ficaria esta última pergunta se trocássemos “you” por “he”?

F. he ?

Atividade 34
Faltou uma pergunta importantíssima nesse diálogo (quem será que es-
.
creveu esse negócio?!!). A tradução do Inglês para o Português seria assim:

Asking for directions 151


UNIDADE formativa IV

“Como posso eu chegar lá?” Sabendo que “chegar” é “get” e lembrando das
outras palavras dessa frase, como poderíamos dizê-lo em Inglês?
get ?

Atividade 35
Repare, novamente, como o Lucas pergunta “quanto tempo leva para
chegar lá”. Como ele o faz?
A. to get there?
Se estivéssemos morrendo de vontade, então, de perguntar quanto tem-
po leva para fazermos qualquer outra coisa, como o faríamos? Por exemplo...
B. andar (até) lá? ?
C. aprender Inglês? ?
D. apaixonar-se? (fall in love, como o Pedro).
?
E. terminar essa lição?!! ?

Atividade 36
Com base no mapa desenhado, responda como podemos chegar da casa
da Júlia até a padaria. How can we get from Julia´s house to the bakery?

Califórnia street

BAKERY

Bell’s street

152
Inglês

Atividade 37
Agora sim. Negue e/ou afirme e/ou faça perguntas com as seguintes fra-
ses retiradas do texto:
A. Are you ready to go?
.
. (-)
B. I don´t know.
.
?
C. It´s not in the neighborhood.
.
?
D. There is a bus stop on the corner.
. (-)
?
E. We have to go!
. (-)
?

Pronto. Agora, esteja você por aquelas bandas onde se


fala Inglês, ou esteja por aqui algum estrangeiro que
precise de um direcionamento, já demos uma olhadinha
nessa linguagem...
Por falar em direção e caminhos, boa sorte no seu!
Que este Inglês contribua para ele de alguma forma.
Que estas aulas estejam sendo, no mínimo, agradáveis e descontraídas.
See you in Lesson 7!

Asking for directions 153


7 Back to the future

Hello! Agora sim, chegamos a um novo tempo verbal. Até


que enfim! Ninguém conversa apenas sobre o presente. É
bom poder saber onde você estava ontem, e coisas do tipo.
Os meninos, por exemplo, estiveram em uma Estação de TV.
“Olhe só!”

Todos já no laboratório de informática da escola.

Now you read


- How can I start this paper?
- Let me think. This morning I was in a real TV station… My friends Pedro
and Lucas were with me. It was a wonderful experience.
- Good start!
- Ok, the paper is ready. Now save the file.
- Where can I save it?
- You should create a folder and call it newspapers.

Dictionary
paper - papel (mas, neste contexto - trabalho de escola);
TV station - Estação de TV
wonderful - incrível, fantástico
to call - ligar (mas, neste contexto - chamar, denominar)

154
Inglês

Atividade 38
Repare como os meninos falam sobre o que aconteceu com eles pela
manhã, ou seja, sobre o que aconteceu no passado. Preencha as lacunas de
acordo com o diálogo:
Mariana: How can I start this paper?
Pedro: A. Let me think. “This morning in a real TV
station… Pedro and Lucas with
me. wonderful experience.
Lucas: Good start!
Pedro: Ok, the paper is ready. Now save the file.
Mariana: B. save it?
Pedro: C. create a folder and call it
“Newspapers”.
Mariana: Ok.

Atividade 39
Na Lição 7 da Unidade III, o homem que chega para preparar o churrasco
dos meninos diz, “Excuse me. I´m here for the barbecue.” O que se traduz
por “Com licença. Eu estou aqui para o churrasco.” Já, nesta lição, a Mariana
diz, “This morning I was in a real TV station.” O que se traduz por “Esta ma-
nhã eu estive em uma Estação de TV de verdade.”
A. Podemos concluir então, que “I was” = .
Em “My friends Pedro and Lucas (They) were with me”, traduzimos,
“Meus amigos Pedro e Lucas estavam comigo.”
B. Concluímos também que “they were” = .
Agora, um esclarecimento seguido de uma pergunta:
no passado, o verbo “to be” se flexiona da mesma forma para I, He, She e
It. A mesma forma usada com They também é usada com You e We.
Ou seja, no passado, usamos o verbo “to be” da seguinte forma:

Vocabulary
blog - blog; download - baixar; dot - ponto;
file - arquivo; e-mail - correio eletrônico; save - salvar.
folder - pasta; @ - arroba;

Back to the future 155


UNIDADE formativa IV

C. I ; You ; He ; She ; It ;
We ; They

Atividade 40
Com essas informações (ainda que muito recentes) em mente, respon-
da (respostas completas) as seguintes perguntas, de acordo com o diálogo:
A. Where was Mariana this morning?
.
B. Who was with her?
.
C. How was the experience?
.
D. Is the paper ready?
.
E. Where can Mariana save it?
.

Atividade 41

A. Brinque de variar algumas frases desse diálogo. Por exemplo, como você
poderia dizer que esteve:
a) na lanchonete: I was at the snack bar.
b) no ponto de ônibus: .
c) na casa do Pedro: .
B. Como você poderia dizer que as seguintes pessoas estavam com você:
a) suas irmãs: My sisters were with me.
b) seus irmãos: .
c) seus primos/primas: .

156
Inglês

C. Por fim, como você poderia falar sobre como foi alguma experiência? Por
exemplo, que:
a) foi legal: It was nice.
b) foi chato: .

Atividade 42

A. Escreva as seguintes frases, retiradas do texto, no presente:


a) I was in a real TV station.
.
b) Pedro and Lucas were with me.
.
c) It was a wonderful experience.
.
B. Escreva esta frase retirada do texto no passado:
The paper is ready.
.

Atividade 43
E agora, sabendo que, no passado, formamos perguntas e frases
negativas com o verbo to be, da mesma forma que no presente com o ver-
bo to be, negue e faça perguntas, no passado mesmo, com as seguintes fra-
ses encontradas no diálogo (previsível, não?):
A. I was in a real TV station.
. (-)
?
B. Pedro and Lucas were with me.
. (-)
?

Back to the future 157


UnIDADE formAtIvA Iv

C. It was wonderful!
. (-)
?

Pronto! That´s it!


Repare bem numa coisa: se você já estava com o verbo “to be”
na ponta da língua no presente, é só ficar sabendo que, também
no passado, a forma de fazer perguntas e negar é a mesma.
(Presente: am/ is/ are. Passado: was/ were).
Invertemos sujeito e verbo para fazer perguntas e negamos com
“not” depois do verbo “to be”.)
Na lição seguinte, vamos sistematizar isso tudo.
Até lá!

158
8 How were your days?

Na rua, Mariana e Júlia se encontram

Júlia!
What are you doing here?
You are sick!

Now you read


– Júlia! What are you doing here? You are sick!
– I was sick. I´m fine now!
– That´s good. How were your resting days?
– They were sooo boring. I was anxious to get out of bed and go out.
– Were you at home yesterday?
– No, I was not.
– So, where were you yesterday?
– I was at school writing for the newspaper.
Dictionary
sick - doente
resting days - dias de descanso
anxious - ansioso/a

Atividade 44
Repare como a Mariana pergunta como foram os dias de descanso da
Júlia, como a Júlia responde e, por sua vez, pergunta onde a Mariana estava
ontem. Preencha as lacunas de acordo com o diálogo:

How were your days? 159


UNIDADE formativa IV

Mariana: Júlia! What are you doing here? You are sick!
Júlia: A. sick. I´m fine now!
Mariana: B. your resting days?
Júlia: C. so boring. anxious to get out of
bed and go out. at home yesterday?
Mariana: No, .
Júlia: D. So, yesterday?
Mariana: E. at school, writing for the newspaper.

TO BE
PRESENT PAST
I am I was
You are You were
He is He was
She is She was
It is It was
We are We were
They are They were
FORMAÇÃO DE FRASES
(+) You were at school. (-) You were not (weren´t) at school.
(?) Were you at school?
was not = wasn´t

Atividade 45
Primeira coisa para a qual chamarei atenção: repare como a Mariana per-
gunta como foram os dias de descanso da Júlia. Como ela o faz mesmo?
A. How ?
Brinquemos. E se você quiser perguntar como foram:
B. os seus dias de férias (vacation):
How ?
C. os seus dias na praia (days at the beach):
How ?

160
Inglês

Mas talvez seja mais comum fazermos esse tipo de pergunta no singular,
como “Como foi o seu fim de semana?“, “Como foi a festa? etc.”
Agora pense aqui comigo: o fim de semana é uma coisa. A festa também
é uma coisa. O pronome para coisa em Inglês é “It”. Então, consultando a ta-
bela, sabemos que não podemos dizer “How were your weekend/ party?”
(porque não dizemos “It were”), mas sim:

D. How ?

E. How ?

Como você poderia dizer “Como foi o seu churrasco?”:


F. ?

Atividade 46
Quanto às respostas da atividade anterior, temos duas possibilidades:
1) “It was _______.” Ou 2) “They were ________.”

Qual “modelo” usaríamos para responder às perguntas A, B e C e qual


usaríamos para D, E e F?

Vocabulary
incredible - incrível; so - tão;
nice - legal; very - muito;
fantastic - fantástico; a little - um pouco;
interesting - interessante; kind of/sort of - meio, mais ou
cool - bacana; menos.
unforgetable - inesquecível;
funny - engraçado;
fun - divertido;
sad - triste;
hard - difícil;
easy - fácil/tranquilo;
strange - estranho;
fast - rápido;
slow - devagar;

How were your days? 161


UNIDADE formativa IV

Atividade 47
Pergunte a três pessoas diferentes: 1) como foram seus dias de férias
(nas últimas férias) e 2) como foi seu fim de semana. Anote o nome do co-
lega, a pergunta que você fez e a respectiva resposta:
Name Question Answer
1.

2.

3.

Atividade 48
Repare novamente como a Júlia pergunta se a Mariana estava em casa e,
depois, onde ela estava. Transcreva essas perguntas:
A. Were ?

B. Where ?

Atividade 49
Pergunte a três outros colegas se estavam em algum lugar, e, caso con-
trário, onde estavam. Anote seus nomes, sua pergunta e as respectivas
respostas:
Name Question Answer
1.

2.

3.

162
Inglês

Atividade 50 Dictionary
Agora vamos arriscar um pouquinho mais e ten- Pleasant - é agradável.
tar escrever um pequeno parágrafo. Escolha uma data
(semana passada, este fim de semana, janeiro de 2000, enfim...) Diga onde
você estava, quem estava com você e como estava lá:
Ex: This afternoon I was at my sister´s house. My sister, nephew, niece
and brother-in-law were there. It was really pleasant.

Agora já podemos te perguntar (e você já poderia nos


responder):
“E essas aulas, como estão?” Ou, “E essa aula, como está
sendo?”
Ou ainda, “E a aula de hoje, como foi?” “And today´s class?
How was it?”
Se sua resposta precisar de algum adjetivo diferente dos
que foram dados no vocabulário desta lição, pergunte ao professor ou consulte
um dicionário.
Procure aprender em Inglês as palavras e expressões que você costuma usar em
Português. Esperamos que a palavra ou expressão, neste caso, seja boa...
Tudo de bom! All the best!

How were your days? 163


9 How were your
resting days? II

Pois, então… Vamos ver o que


mais podemos explorar nesse
diálogo...

Now you read Dictionary

- Júlia! What are you doing here? You are sick! sick - doente
resting days - dias de descanso
- I was sick. I´m fine now! anxious - ansioso/a
- That´s good. How were your resting days?
- They were sooo boring. I was anxious to get out of bed and go out.
- Were you at home yesterday?
- No, I was not.
- So, where were you yesterday?
- I was at school writing for the newspaper.

Atividade 51
Responda (respostas completas) de acordo com o diálogo:
A. Is Júlia sick?
.

B. How is Júlia now?


.

C. Where was Júlia yesterday?


.

D. Were her resting days fun?


.

164
Inglês

E. How were her resting days?


_________________________________.

Atividade 52
Coloque as seguintes frases, retiradas do texto, no passado (caso este-
jam no presente) e vice-versa:
A. You are sick!
!
B. I was sick.
.
C. I am fine.
.
D. How were your resting days?
?
E. They were so boring.
.

Atividade 53
Negue e faça perguntas com as respostas da Atividade 52 A, B, C e E:
A. . (-)
?
B. . (-)
?
C. . (-)
?
D. . (-)
?

How were your resting days? II 165


UnIDADE formAtIvA Iv

Atividade 54
Preencha as seguintes frases com is/ are/ was/ were:
A. What you doing yesterday?

B. And Mariana? What she doing yesterday?

C. Where the boys? I have to talk to them!

D. Where Mariana? I have to talk to her.

Por hoje é só.


A próxima lição será uma
grande revisão.
Até lá! See you...

166
10 Review

Temos falado muito nestes dois tempos verbais, mas achamos que ainda
não contextualizamos as situações nas quais se usa um e outro.
De modo bem simplificado, nos casos abaixo usamos o presente simples e o
presente contínuo. Veja se você entende e é capaz de fazer a atividade que
segue.

Simple Present Present Continuous


Usado para descrever atividades regu- Usado para descrever uma atividade que
lares que fazemos todo(a) dia/ sema- está acontecendo no momento em que
na/ mês etc. se fala.
Ex: They work from 7 to 10. Ex: They´re busy. They´re working now!
Does your sister study too? Where is she? Is she studying?
Sorry. I don´t speak Portuguese. I´m not speaking Portuguese.
(I´m speaking Spanish!)

Now you read Dictionary


busy - ocupado/a(s)
Atividade 55
Considere as seguintes frases retiradas dos diálogos vistos até aqui.
Escolha a melhor opção para completá-las:
A. Júlia is sick. She (rests/is resting) at home.

B. Lucas, (are you looking/do you look) for a job too?

C. Hello Júlia! What (do you do/are you doing?).


I (write/am writing) a letter to my brother.
D. My sister (has/is having) a son and two daughters.

E. What does your mother do? (Does she teach/Is she teaching) math?

Review 167
UnIDADE formAtIvA Iv

F. Can you help me? (I work/ I´m working) on a recycling project.

Atividade 56 Dictionary
A seguir, temos um diálogo que é uma mistura Thank God - Graças a Deus
invite - convidar
de uma parte da história que já vimos e uma “pré- movie - filme
via” de coisas que ainda estão para acontecer... what about - com respeito
Preencha as lacunas com a forma correta do ver- invited - convidado/a
of course - claro
bo “to be” no presente ou passado (am/ is/ are/
was/ were):
Mariana: Júlia! What you doing here? You sick!
Júlia: I sick. I fine now.
Mariana: That´s good. And how your resting days?
Júlia: They so boring! Thank God I can go out now!
Hey, Mariana, where the boys?
Mariana? Pedro at school and Lucas at his house. Why?
Júlia: Because I want to invite them to see a nice
Brazilian movie.
Mariana? And what about me?
Júlia: You invited too, Mariana. Of course…

Atividade 57
Ligue as perguntas/comentários da primeira co-
Dictionary
luna com suas respectivas respostas:
to exercise - fazer exer-
1. What does she look like? cícios (físicos)
2. How often should I exercise?
3. But I have to study this week!
4. How are you feeling?
5. Would you please get my pen?
6. I´m sick.
7. Where is the bakery, please?

168
Inglês

A. No, you can´t. You must rest. E. Three times a week.


B. Where is it? F. My back hurts.
C. You´re kidding! G. Go straight ahead and turn
right.
D. She´s short and has brown
hair.

Atividade 58
Considere as seguintes palavras apresentadas no vocabulário:
1. thin, 10. wavy, 19. shaved,
2. in front of, 11. go straight ahead, 20. feet,
3. eyes, 12. over, 21. sad,
4. turn right/ left, 13. nose, 22. sidewalk,
5. tall, 14. strange, 23. cool,
6. belly, 15. curly, 24. under,
7. interesting, 16. street, 25. behind.
8. block, 17. back,
9. funny, 18. between,
Associe-as com as frases abaixo:
(Algumas podem ser associadas a mais de um item.)
A. What does he/she look like? Dictionary
B. How can I get there? Everything hurts - Tudo
dói.
C. I´m sick. Everything hurts.
D. How was the experience?
E. Where is the English book?

Atividade 59
Agora, considere também os seguintes verbos (todos já apresentados)
e preposições:
Verbos: go; play; walk; eat; drink; learn; try; speak; see; watch; am/is/are/
was/were; love; like; have; work; teach; help; dance; do; meet; save; hurt;
rest; look for; find; get; call; read; write; put.
Preposições: on; in; at.

Review 169
UnIDADE formAtIvA Iv

Vamos juntá-los para criar frases “nonsense” (frases sem sentido), como
dizemos em Inglês. Traduza-as para o Português:
The strange, curly street plays with my feet. (Essa, por acaso, rimou!)
(A estranha rua encaracolada brinca com meus pés)
Ou
Are the tall, shaved legs sad?
(As pernas altas e raspadas estão tristes?)
Ou ainda
A. Go straight ahead and rest on the funny belly.

Ou, quem sabe:


B. Does your sidewalk dance?

Atividade 60
Sua vez agora. Não seja tímido. Don´t be shy. Escolha um dos seguintes
verbos e combine-os com o vocabulário da Atividade 4 (e quaisquer outras
palavras das quais você se lembre) para criar uma frase absurda, mas que
funcione gramaticalmente. (Tenha um sujeito que faça alguma coisa em al-
gum lugar...). Você pode ser criativo em Inglês também:

Este é o fim da Unidade IV!


This is the end of Unit IV. (Is this the end of Unit IV? This isn´t the end…)
Agora é só virar à esquerda (ou à direita, como preferir...), seguir em
frente e... na esquina do professor com a sala de aula (há! há!) está a
Unidade V.
Cumprimente-a em Inglês. Diga algo como, “Welcome to me!”
(Bem-vindo a mim!). Brincadeirinha...
Até lá então!

170
matemática

171
matemática

Caro(a) Estudante,
Ao longo dessa unidade, você verá alguns códigos cujos significados pre-
cisamos compreender para nos comunicarmos. A Matemática também tem
seus próprios códigos, seus sinais e símbolos, e, muitas vezes, não a com-
preendemos exatamente por não conhecermos estes códigos e, consequen-
temente, por não dominarmos sua linguagem. Com o intuito de que você se
aproprie dessa linguagem, nas atividades que se seguem, você terá a opor-
tunidade de refletir sobre os códigos que encontramos em nosso dia a dia,
utilizar o raciocínio lógico, refletir sobre a linguagem matemática e utilizá-
-la, especialmente a linguagem e as funções da Álgebra.
Trataremos da utilização de coordenadas como ferramentas de localiza-
ção e construção de gráficos. Faremos uma introdução ao estudo da argu-
mentação e da lógica como forma de melhorar as estratégias de comunica-
ção e iniciaremos o estudo da utilização das letras na Matemática, dando
continuidade à construção do raciocínio algébrico. Avançaremos no estudo
das grandezas e medidas, agora enfocando o cálculo de volumes, especial-
mente de sólidos retangulares. Os cálculos estatísticos também farão parte
dessa unidade, bem como uma introdução ao teorema de Pitágoras.
Fique atento aos problemas que iniciam os tópicos, troque informações
com colegas e professores e aproveite para avançar além do que é colocado
no material. Enriqueça os momentos coletivos com suas experiências pes-
soais e traga para a sala de aula tudo que já sabe a respeito dos assuntos
tratados.

Bom trabalho!

 173
Objetivo

1
Familiarizar-se

Localização via
com o uso de
coordenadas.

coordenadas
Nessa unidade, você estudará como as coordenadas aparecem no dia a
dia, como são feitas suas representações, bem como sua utilização para o
entendimento de alguns conceitos matemáticos como: ampliações, seme-
lhanças, proporcionalidade e preparação para entendimentos de conceitos
futuros.
Ao final deste tópico, você deverá essar familiarizado com o uso de co-
ordenadas e com essa forma de representação, essando, assim, preparado
para futuras aplicações dentro da Matemática, em outras disciplinas e em
situações ligadas ao trabalho.

Situação-Problema 1
Você já jogou batalha naval? Utilize o tabuleiro abaixo e siga as regras
que o seu professor vai passar. Perceba que a posição dos elementos no
tabuleiro é dada por duas referências, linha (representada por uma letra)
e coluna (representada por um número). Essa representação é o que
chamamos de coordenadas.

Localização via coordenadas 175


UNiDaDe formativa iv

Situação-Problema 2
Da mesma forma que utilizamos coordenadas para jogar o jogo de bata-
lha naval, também as utilizamos para determinar nossa exata localização no
planeta. No entanto, ao invés de adotar coordenadas (A5, B10) como no jogo
de batalha naval, utilizamos paralelos e meridianos. Essas são as chamadas
coordenadas geográficas de latitude e longitude. Assim, pode-se localizar um
objeto geográfico qualquer, como uma cidade, a foz de um rio, ou o pico de
uma montanha, simplesmente conhecendo essas coordenadas que ocorrem
na interseção de um meridiano com um paralelo. Caso não saiba o que são
meridianos e paralelos, pesquise e discuta com seus colegas e professores.
O de Greenwich e o Equador são o meridiano e o paralelo de origem, respec-
tivamente. Veja no mapa abaixo como são representados estes elementos.

www.geografiaparatodos.com.br

Você já conseguiu localizar a Linha do Equador e o Meridiano de Greenwich


no mapa? Como acha que se pode localizar um ponto qualquer utilizando co-
ordenadas geográficas?

Situação-Problema 3
Outro exemplo de utilização de coordenadas você pode encontrar na uti-
lização de planilhas eletrônicas do computador.

176
matemática

Percebam que, neste caso, cada elemento, que na planilha eletrônica


costuma-se chamar célula, possui duas coordenadas (coluna e linha). Nes-
te caso, a linha é representada por um número e a coluna por uma letra.
No exemplo acima, quais as coordenadas da célula na qual está a palavra
“Fausto”? O que está na célula de coordenadas C14? Procure saber para quê
e como são utilizadas as coordenadas na planilha eletrônica.

Atividade 1
Acompanhe os códigos abaixo:
Ponto Para direita Para cima
Partida 0 0
A 4 5
B 7 0
C 11 9
A D 0 7
E 12 0
F 4 1
G 9 4
H 7 8
Partida

Localização via coordenadas 177


UNIDADE formativa Iv

A. Localize no quadro anterior os pontos B, C, D, E, F, G, H.

B. Cada ponto pode ser localizado por um par de números, que chamamos
par ordenado. Cada um desses números é chamado coordenada do pon-
to. Essas coordenadas, em Matemática, são representadas de forma es-
pecial. Complete com as coordenadas de cada ponto:
A = 4, 5 E= ,
B= , F= ,
C= , G= ,
D= , H= ,

Atividade 2

A. Quando precisamos de referências, a partir do zero, acima ou abaixo, à es-


querda ou à direita, como no caso das coordenadas geográficas, precisamos
adotar referências positivas ou negativas. Complete o quadro a seguir.

178
matemática

B. Agora, marque os pontos A, B, C, D, E, F, G, H, I, J e K no diagrama seguinte


e, em seguida, crie os segmentos AB, BC, CD, DE, EF, FG, GH, HI, IJ, JK, KA.

10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
-10 -9 -8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
-1
-2
-3
-4
-5
-6
-7
-8
-9
-10

C. Agora transforme as coordenadas de cada ponto seguindo a regra mos-


trada nos pontos A e B.

P = (a, b) P’ = (2a, 2b) F= F’ =

A = (-2, 5) A’ = (-4, 10) G= G’ =

B = (0, 5) B’ = (0, 10) H= H’ =

C= C’ = I= I’ =

D= D’ = J= J’ =

E= E’ = K= K’ =

Localização via coordenadas 179


UNIDADE formativa Iv

D. Agora, marque os pontos A’, B’, C’, D’, E’, F’, G’, H’, I’, J’ e K’ no diagrama
abaixo e, em seguida, crie os segmentos A’B’, B’C’, C’D’, D’E’, E’F’, F’G’, G’H’,
H’I’, I’J’, J’K’, K’A’.

10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
-10 -9 -8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
-1
-2
-3
-4
-5
-6
-7
-8
-9
-10

E. O que você percebeu? Qual a conclusão que você pode tirar a partir da
construção acima?

180
Objetivo

2
Relacionar o uso

Avançando com
das coordenadas
ao trabalho
com gráficos
as coordenadas e a diferentes
situações
cotidianas.

No tópico anterior, pudemos ver que as coordenadas são utilizadas em


várias situações. Vimos também que, para marcar pontos no plano ortogonal,
basta efetuarmos deslocamentos horizontais e verticais. Nessa unidade,
você poderá avançar um pouco mais nos estudos do uso das coordenadas
em Matemática e em situações do dia a dia.
Com o estudo deste tópico, você deverá ampliar seu entendimento no
uso das coordenadas para a compreensão de gráficos e para uso em situa-
ções cotidianas.

Situação-Problema 4
Você sabia que, para iniciar a construção de uma obra, é necessário en-
tender o uso de coordenadas? Para isso é necessária a construção de um ga-
barito como esse mostrado na foto.

www.foconaobra.pr.gov.br

Avançando com as coordenadas 181


UNIDADE formativa Iv

Veja abaixo a planta baixa de uma casa com a “marcação” das paredes.
Essa marcação é essencial para que a obra fique exatamente como foi pro-
jetada; é ela que auxilia na localização correta dos elementos da construção.

A. Indicando um número para linha e uma letra para coluna, diga quais as
coordenadas dos seguintes pontos:
a) Cantos do quarto:
b) Cantos do banheiro:
c) Cantos da cozinha:
B. Perceba que as medidas assinaladas permitem que consigamos medir pe-
rímetro e área de cada cômodo. Sabendo que as medidas assinaladas na
planta baixa estão em metros, responda a algumas questões e compare
com seus colegas. (Desconsidere a espessura da parede.)
a) Quais as dimensões do quarto?
b) Qual a medida da área da sala?

182
matemática

c) Qual o perímetro da cozinha?


d) Considerando um pé-direito de 3m, qual a quantidade, em metros qua-
drados, de azulejo necessário para revestir as paredes do banheiro?
e) Qual é a escala da planta?

Atividade 3
Utilizando os pontos abaixo relacionados, construímos uma figura que
você pode observar no gráfico à esquerda, onde cada espaço representa 1
unidade.

A. Complete com as coordenadas de cada um dos pontos:

A = (1, 0) E=

B= F=

C= G=

D= H=

B. Amplie a figura segundo a lei. Faça o desenho no diagrama à direita e


pinte-o.

Avançando com as coordenadas 183


UNIDADE formativa Iv

P = (a, b) P’ = (2a, 2b)

A= A’ = E= E’ =

B= B’ = F= F’ =

C= C’ = G= G’ =

D= D’ = H= H’ =

Atividade 3
Observe as pessoas abaixo.

No gráfico a seguir, cada ponto representa uma dessas pessoas, relacio-


nando alturas e idades. Associe cada ponto à pessoa correspondente.

184
matemática

Ponto Pessoa

Atividade 5
O gráfico abaixo relaciona a distância percorrida (em quilômetros) com o
tempo (em minutos) gasto por um carro que percorre um trecho de rodovia
para se deslocar de uma cidade à outra.
k

Avançando com as coordenadas 185


UNIDADE formativa Iv

A. Complete a tabela abaixo com a distância ou o tempo correspondente:

Tempo (min.) Distância (km)

60

120

80

90

190

160

B. O carro percorreu quantos quilômetros desde a origem até o destino?


C. Quanto tempo demorou para percorrer os primeiros 80 km?
D. Quantos quilômetros o carro tinha percorrido ao fim de 80 minutos?
E. O motorista realizou três paradas: a primeira para fazer um lanche, a segun-
da para abastecer o carro e a terceira para apreciar uma linda paisagem.
a) Qual a distância entre a origem até cada um desses locais?
b) Quanto tempo ficou parado em cada um deles?
c) Qual a distância entre os locais?

186
Objetivo

3
Compreender

Argumentação
estratégias de
organização do
raciocínio lógico
e lógica e utilizá-las.

Começaremos, neste tópico, a entender um pouco da lógica e das formas


de argumentação, aprendendo, com isso, algumas maneiras de encadear
nosso raciocínio para justificar, a partir de fatos básicos, nossas conclusões.
Com o estudo deste tópico, vamos saber como podemos chegar a conclu-
sões a partir de informações conhecidas. Ao contrário do que se possa acre-
ditar, a utilização da lógica não se restringe a atividades relacionadas com
a Matemática: muitos profissionais utilizam o raciocínio lógico para resolver
as mais diversas situações relacionadas com as suas atividades. É o caso de
advogados, policiais, detetives e, porque não, médicos, professores, enge-
nheiros, entre outros. É comum também a utilização da lógica em situações
do dia a dia, nos mais diversos momentos em que precisamos tomar deci-
sões a partir de fatos básicos.
Você deverá, ao concluir este tópico, entender algumas estratégias de
organização do raciocínio lógico e ser capaz de utilizar essas estratégias
para resolver problemas matemáticos e compreender situações que estão à
sua volta. Deverá ter melhorado sua capacidade de argumentação e utilizá-
-la para se posicionar perante situações que exijam sua participação.

Situação-Problema 5
Você conhece o jogo liga-pontos? É um jogo interessante que, brincando,
nos ajuda a exercitar a nossa capacidade lógica. Veja como é simples:

Regra
Dois jogadores se revezam ligando pontos vizinhos. Quando um dos dois
fecha um quadrado, marca-o com a letra inicial do seu nome e pode fazer
uma nova ligação. O jogo continua até que todos os pontos sejam ligados.
Quem tiver mais quadrados, ganha.

Argumentação e lógica 187


UNIDADE formativa Iv

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Após o jogo, veja se conseguiu alguma estratégia para aumentar suas


chances. O liga-pontos é um jogo muito mais sofisticado do que em geral se
pensa; alguns estudiosos o qualificam como um dos jogos matematicamen-
te mais ricos. Utilizar sua capacidade de visualização e seu raciocínio pode
auxiliá-lo na adoção de estratégias vitoriosas.

Situação-Problema 6
Outros jogos e atividades podem ser interessantes no desenvolvimento
do raciocínio lógico. Um deles é o tangram, um milenar quebra-cabeças cria-
do na China e formado por sete peças. Seu professor poderá ajudar a cons-
truir as peças do tangram. Uma de suas utilizações é a criação de figuras: é
um jogo para mexer com a “cuca” e soltar a imaginação. Veja se consegue,
utilizando todas as peças do tangram, criar as figuras a seguir:

188
matemática

Situação-Problema 7
Leia o texto a seguir:

TSUNAMI, um evento normal da natureza


Jorge Paes Rios

[...] Um estudo estatístico fixa em 60% a probabilidade de ocorrer o famoso


terremoto chamado de “The Big One” na Califórnia nos próximos 40 anos. É
lógico [lógica estatística] que, quanto mais tempo se passar, mais próxima fica
a provável data de ocorrência. Assim, como é lógico [lógica física] que o núme-
ro de mortos deverá ser enorme, pois as pessoas sempre acham que não vai
ocorrer com elas e, por isso [falta de lógica], continuam construindo naquele
local condenado “a priori”, apesar das probabilidades de ocorrência do evento
serem altas. O agricultor sempre volta a habitar as encostas férteis dos vulcões,
mesmo sabendo que vão ocorrer outras erupções. [...]
Disponível em: <http://www.profrios.kit.net/html/artigos/tsunami.htm>. Acesso em: 08 fev. 2012.

“É lógico que, quanto mais o tempo passa...”, “É lógico que o número de


mortos deverá ser enorme!”. Quando o autor do texto diz essas frases, in-
dica, para ele e para nós, leitores, que se trata de alguma coisa evidente. Ao
fazer essas afirmações, o autor está tirando uma conclusão que lhe parece
óbvia: dizer “é lógico que” seria o mesmo que dizer: “é claro que” ou “não
há dúvida de que”.
Utilize seu raciocínio lógico para responder à questão proposta no dese-
nho a seguir:
Mário está pronto para ir à praia. Só tem um pequeno problema: ele não
sabe o caminho. Ao se deparar com um cruzamento, encontra três pessoas
com a suposta pretensão de ajudá-lo. Veja a figura:

Argumentação e lógica 189


UNIDADE formativa Iv

Mário sabe que apenas uma das três pessoas diz a verdade. Qual cami-
nho ele deverá seguir?

Situação-Problema 8
Observe o seguinte argumento: todos os pernambucanos são nordesti-
nos e todos os nordestinos são brasileiros, então todos os pernambucanos
são brasileiros. Esse tipo de argumentação é o que se chama de silogismo.
Podemos organizar o pensamento da seguinte forma:

Todos os pernambucanos são nordestinos.


PREMISSAS:
Todo nordestino é brasileiro.

CONCLUSÃO: Todo pernambucano é brasileiro.

Um outro silogismo poderia ser: todo retângulo é um quadrilátero que


possui os quatro ângulos retos. Todo quadrado possui os quatro ângulos re-
tos. Então, todo quadrado é um retângulo.

190
matemática

Todo retângulo é um quadrilátero que possui os quatro


PREMISSAS: ângulos retos.
Todo quadrado possui os quatro ângulos retos.
CONCLUSÃO: Todo quadrado é um retângulo.

A. Preencha os espaços vazios no quadro abaixo:

Premissas Conclusão

Todo paralelogramo é um qua-


drilátero com pares de lados
paralelos.

Todo retângulo possui pares de


lados paralelos.

Todo losango é um quadrilátero


que possui lados com a mesma Todo quadrado é um losango.
medida.

Todo retângulo é um paralelo-


Todo quadrado é um paralelogramo.
gramo.

B. Invente outros silogismos e exponha aos seus colegas para que eles vali-
dem sua proposta.

Atividade 6
Pedro e Isabel formam um estranho casal. Pedro mente às quartas, quin-
tas e sextas-feiras, dizendo a verdade no resto da semana. Isabel mente aos
domingos, segundas e terças-feiras, dizendo a verdade no resto da semana.
Certo dia, ambos dizem: “Amanhã eu vou mentir.”
O dia em que foi feita essa afirmação era:
a) segunda-feira
b) terça-feira
c) sábado
d) domingo

Argumentação e lógica 191


UNIDADE formativa Iv

Atividade 7
Verifique a validade do seguinte silogismo.
Caso não seja válido, reescreva-o a fim de validá-lo.
Luís é arquiteto.
Luís é humano.
Os humanos são arquitetos.

Atividade 8
Uma carta anônima foi escrita, e há quatro suspeitos: André, Eduardo,
Rafael e João. Interrogados, eles fazem as seguintes declarações:
André: Eduardo escreveu.
Eduardo: João escreveu.
Rafael: Não fui eu quem escreveu.
João: Eduardo mente quando diz que fui eu que escrevi.
Sabendo que apenas um dos quatro disse a verdade, diga se é possível,
somente com esses dados, determinar quem escreveu a carta. Em caso afir-
mativo, diga quem foi.

192
Objetivo

4
Interpretar

Entendendo as
medidas de
volume.

medidas de volume
Certamente você já deve ter percebido que as embalagens indicam a
quantidade do produto que elas contêm. Muitas dessas embalagens utili-
zam unidades de medidas de volume, na maioria das vezes quando o con-
teúdo é líquido. Neste tópico, estudaremos um pouco dessas unidades de
medida tão importantes ao entendimento de algumas situações que a nos-
sa sociedade nos oferece. Conheceremos o conceito de volume, onde ele é
necessário e algumas formas de medi-lo, passando, assim, pelas unidades
de medida e a relação entre elas.
Ao concluir este tópico, você estará apto a interpretar medidas de volume
encontradas nas embalagens, diferenciando as diversas unidades de medi-
das utilizadas para esse fim. Você aprenderá a transformar as unidades de
medidas de volume mais comuns e utilizá-las para resolver problemas.

Situação-Problema 9
Comecemos com uma definição de volume.

Volume ou capacidade de um corpo (ou recipiente) é a quantidade


de espaço que esse corpo ocupa ou do qual ele dispõe para armazenar
alguma coisa.

Observe as embalagens a seguir:

Entendendo as medidas de volume 193


UNIDADE formativa Iv

Perceba que a capacidade (ou volume) de cada vasilhame é medida com


duas unidades diferentes: o litro (L) e o mililitro (mL). Mas, você sabe o que
é o litro? O litro é a quantidade de líquido capaz de encher completamente
um cubo oco, com 10 cm de aresta. Aresta é o nome que se dá à linha que
separa uma face da outra. Os lados dos quadrados que formam o cubo são
as arestas do cubo. A figura abaixo apresenta um cubo com 10 cm de ares-
ta: nele cabe exatamente 1 litro.
No dia a dia, nós utilizamos várias
outras formas de medir volume, al-
gumas padronizadas, outras não. Por
exemplo, quando, ao fazer certa re-
ceita, utilizamos duas xícaras de açú-
car, estamos medindo o volume de
açúcar necessário.
Liste outras formas de medir volume
juntamente com as unidades utilizadas
para suas medidas.

Situação-Problema 10
Quando precisamos medir grandes volumes, utilizamos o metro cúbico
como unidade de medida, e não o litro. Um metro cúbico é o volume de um
cubo que possui 1 m de aresta. Quantos litros cabem em 1 metro cúbico?
Para responder a essa pergunta, basta contar a quantidade de cubinhos de
1 litro que cabem em um cubo de 1 metro cúbico.

Portanto, 1 metro cúbico


equivale a litros.

194
matemática

Situação-Problema 11
Você sabe o que é um paralelepípedo? Pesquise e discuta com seus co-
legas e professor. Muitos objetos que conhecemos possuem forma de pa-
ralelepípedo, por exemplo: caixa de sapatos, tijolos, alguns tipos de caixa
d’água, uma sala de aula, contêineres (sabe o que são contêineres? Procure
saber o que são e onde são utilizados), entre outros. Muitas vezes, precisa-
mos medir a capacidade desses objetos. Vejamos um exemplo: você sabia
que, para dimensionar a potência do aparelho de ar condicionado a ser co-
locado em um ambiente, é necessário, entre outras coisas, saber o volume
desse local? Observe a tabela a seguir.
Tabela de dimensionamento para ar condicionado
Na tabela abaixo foram considerados ambientes ensolarados, com telha-
do convencional, com 2 (duas) pessoas. Caso haja mais pessoas, some 600
Btu/h para cada pessoa a mais.

Você sabia?

BTU (British Thermal Unit, Unidade Inglesa de Temperatura) é uma uni-


dade de potência. Ela determina a potência de refrigeração do produto.
Quanto mais alto o número, maior é a potência, que é igual a mais frio e,
consequentemente, mais custo.
Disponível em: < http://www.fazfacil.com.br/manutencao/ar_condicionado_btu.html >. Aces-
so em: 08 fev. 2012.

Entendendo as medidas de volume 195


UNIDADE formativa Iv

Agora você deverá dimensionar a potência do aparelho de um ambiente


que possui as seguintes dimensões: 5m x 8m x 3m, conforme o esquema a
seguir.

Figuras que possuem essa forma são chamadas de paralelepípedos ou


blocos retangulares. Você já conseguiu estabelecer uma “regra” para calcu-
lar o volume de figuras que possuem essa forma?

Situação-Problema 12
Para medir volumes pequenos, precisamos de unidades de medidas me-
nores, para que se consiga uma maior precisão. Como já foi dito anterior-
mente, para medirmos volumes menores que 1 litro, utilizamos o mililitro.
Mas o que é o mililitro? Podemos dizer que o mililitro é a quantidade de lí-
quido capaz de encher completamente um cubo oco, com 1 cm de aresta.
Utilize os conceitos já estudados neste tópico e complete as sentenças
abaixo:
a) 1 m3 = L c) 1 L = cm3
b) 1 L = mL d) 1 cm3 = mL

Atividade 9
Que unidade de medida você usaria para indicar a quantidade de líqui-
do em:
A. um copo de água;
B. uma caixa d’água de um prédio;

196
matemática

C. o interior de uma geladeira;


D. uma piscina olímpica;
E. um vidro de colírio;
F. uma panela de pressão.

Atividade 10
Calcule o volume de água, em litros, necessário para encher uma piscina,
em forma de paralelepípedo, com dimensões de 6 m x 8 m x 2,5 m.

Atividade 11
A quantidade de refrigerante que há em um vasilhame de 2 litros daria
para encher quantas latas de 330 mL?

Atividade 12
Um edifício precisa de uma caixa d’água que possa conter 6.000 L. Indi-
que as possíveis medidas, em metros, que essa caixa poderá ter. Verifique
se os seus colegas adotaram as mesmas medidas.

Entendendo as medidas de volume 197


Objetivo

5
Compreender

A linguagem
as diversas
utilizações
das letras nos
da matemática diversos campos
da Matemática.

Em quase todos os lugares onde circulamos, encontramos várias formas


de comunicação por meio de códigos. Nas antigas civilizações (babilônios,
gregos, egípcios, chineses, romanos etc.), os códigos já eram utilizados
para representar palavras e números. Era uma forma de garantirem que
o conhecimento fosse passado de geração para geração, de forma segura.
Neste tópico, veremos algumas formas de comunicação e a necessidade
de se adotar uma linguagem simbólica e universal na Matemática, para
que haja comunicação entre os povos e maior facilidade na resolução de
alguns problemas.
Você deverá analisar as informações contidas, neste tópico, de forma
crítica, de forma a adquirir um entendimento das diversas utilizações das
letras nos diversos campos da Matemática.

Situação-Problema 13
Comece notando que o uso dos símbolos não é um recurso apenas da
Matemática. No nosso dia a dia somos rodeados dos mais diversos símbo-
los, nos acostumamos com eles e passamos a entender as mensagens que
eles trazem. Veja os exemplos:
Sinais de
trânsito

Logomarcas

Visor do
controle
remoto

Códigos de
barra

Códigos da
informática

Música

198
matemática

Na Matemática, também são utilizados vários códigos, para represen-


tar as mais variadas situações. São padronizações adotadas, a maioria
delas, universalmente, para que se facilitem as representações, a comu-
nicação matemática e a resolução de problemas. √ , ≤, ≠, , R são alguns
desses símbolos. Liste pelo menos mais três símbolos ou códigos pró-
prios da Matemática.

Situação-Problema 14

Observe a história a seguir:

Quanto a senhora tem na bolsa?


Depois de pensar em uma estratégia própria para resolver o problema,
utilize o esquema a seguir para ajudar a organizar a solução.

A linguagem da matemática 199


UNIDADE formativa Iv

Tinha Paguei Fiquei com


x 80 x–80

2 (x–80) = 2x–160

Situação-Problema 15
Na Matemática, utilizamos letras para representar quantidades desco-
nhecidas. Complete o quadro abaixo utilizando letras para representar os
números:

O dobro de um número 2.x

O triplo de um número
x
2
A quarta parte de um número

2. x + 5

A terça parte de um número menos 4

Três quartos de um número

A soma de dois números distintos

Atividade 13

Se n representa um número inteiro qualquer, represente:


A. O triplo desse número.
B. A terça parte desse número.
C. 60% desse número.
D. A diferença entre esse número e 7.

200
matemática

E. O sucessor desse número.


Você sabia?
F. A metade do sucessor desse número. Expressões que contêm nú-
G. O dobro da soma desse número com 8. meros e letras são denomina-
das expressões algébricas.
H. O quadrado desse número mais 1.

Atividade 14
Roberto também gosta de brincar de ser adivinho utilizando desafios com
números. No último final de semana em que nos encontramos, ele me disse:
“Sou capaz de adivinhar seu pensamento.“
Pense em um número;
Multiplique-o por 5;
Some 6 ao resultado;
Multiplique por 4;
Acrescente 9;
Finalmente multiplique o resultado por 5.
Perguntou-me então. Quanto deu? Falei: 865.
Após alguns segundos, disse-me Roberto: Você pensou no número 7.

INCRÍVEL!!!
Tente com outros valores e identifique o segredo para descobrir o
número pensado de forma rápida. Seu professor poderá ajudá-lo utilizan-
do letras. Elabore um desafio desse tipo para seus colegas de turma. Se
o número pensado for alto, não tem problema utilizar a calculadora para
ajudar nos cálculos.

A linguagem da matemática 201


Objetivo

6
Reconhecer

A letra como
quando a letra
assume valores
variáveis e
variável trabalhar nessa
situação.

Como começamos a ver no tópico anterior, é muito comum a presença da


letra na Matemática. Mas, dependendo da situação, ela poderá ter papéis di-
ferenciados. Por exemplo, há situações em que a letra não tem valores ocul-
tos fixos. Nesses casos a letra pode assumir valores que dependem da nossa
vontade, ou seja, quem determina o seu valor somos nós. Nesse caso, a letra
assume o papel de variável e, como o próprio nome diz, possui valor variável.
Neste tópico, nós estudaremos exatamente esses casos, pretendendo
que, ao final, você possa reconhecer quando a letra assume valores variá-
veis e que saiba resolver situações-problema em que isso ocorre.

Situação-Problema 16
Por que o uso de letras? Vamos ver um exemplo de utilização: um tra-
pézio é uma figura que tem a forma a seguir:

Podemos calcular a sua área utilizando a fórmula:

A= (B + b). h
2

202
matemática

Agora, essa mesma fórmula poderia ser dita da seguinte maneira:

“A área do trapézio pode ser calculada somando-se as medidas de


suas bases; em seguida, multiplica-se essa soma pela medida da altura;
finalmente, divide-se o produto obtido por dois.“

Perceba que, além de simplificar a comunicação, o uso das letras também


é universal, já que, da forma escrita, apenas quem entende Português en-
tende, ao passo que a fórmula com letras pode ser compreendida por pes-
soas de todo o mundo.
Utilizando a fórmula mostrada, calcule a área do trapézio que possui as
seguintes medidas:
B = 10 cm b = 6 cm h = 8 cm

Situação-Problema 17
As variáveis são utilizadas de forma muito significativa nas fórmulas em
diversas situações, não somente na Matemática, mas também em outras
áreas do conhecimento ou em situações diversas com as quais nos depara-
mos no nosso dia a dia. Observe a situação a seguir:
O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma fórmula que indica se um adulto
está acima do peso, se está obeso ou abaixo do peso ideal considerado sau-
dável. A fórmula para calcular o Índice de Massa Corporal é

peso
IMC =
(altura)2

A Organização Mundial de Saúde usa o seguinte critério:


Condição IMC em adultos
abaixo do peso abaixo de 18,5
no peso normal entre 18,5 e 25
acima do peso entre 25 e 30
obeso acima de 30

Qual a condição de uma pessoa com 2 metros de altura, pesando 88 kg?


Como está a sua condição?

A letra como variável 203


UNiDaDe formativa iv

Atividade 15
No Brasil, a unidade de medida de temperatura é o grau Celsius (ºC). Nos
Essados Unidos, porém, a unidade de medida utilizada é o grau Fahrenheit
(ºF). Para encontrar a temperatura em graus Celsius correspondente à tem-
peratura Fahrenheit podemos utilizar a seguinte fórmula:

C= 5F –160
9

C: temperatura em graus Celsius


F: temperatura em graus Fahrenheit

A partir da fórmula dada, calcule a temperatura em Celsius equivalente a


cada temperatura em Fahenheit:
ºC
ºF 14 28,4 32 50,9 0 50

Atividade 16
Como calcular a altura de uma criança? A altura de uma criança depen-
de de sua idade e de muitos outros fatores. Entretanto, os médicos exami-
naram uma quantidade muito grande de crianças brasileiras e tiraram uma
média. Essa pesquisa deu origem a uma fórmula que você mesmo pode usar
para verificar o desenvolvimento dos seus filhos (ou irmãos). A fórmula –
que vale para crianças de 4 a 13 anos – é a seguinte:

y = 5.7 . x + 81.5

x é a idade da criança (em anos)


y é a altura da criança (em centímetros)
Utilizando a fórmula, calcule a altura de uma criança com:
A. 6 anos;
B. 8 anos e 6 meses.

204
matemática

Atividade 17
Num certo dia, a temperatura ambiente era de 30ºC. Sobre um fogo ha-
via uma panela com água fervendo e, em certo momento, o fogo foi apaga-
do. A partir das informações a seguir, calcule a temperatura da água após
20 minutos de resfriamento.
Informações:
A temperatura da água que se resfria obedece à equação:

b
T=a+
100,05.n

Os significados das letras são os seguintes:


n = tempo de resfriamento em minutos.
a = temperatura do ambiente.
b = 70.
T = temperatura da água após o tempo de resfriamento.

Atividade 18
HARRIS BENEDICT é uma fórmula que é usada para obter o gasto calórico
basal diário (GC) de uma pessoa, em calorias. A unidade para peso é o qui-
lograma, a da altura, os centímetros e, da idade, os anos. Há uma fórmula
para homens e outra para mulheres.
Homens
GC = 66 + (13,7 × Peso) + (5,0 × Altura) - (6,8 � Idade)
Mulheres
GC = 655 + (9,6 � Peso) + (1,8 � Altura) - (4,7 � Idade)
Com base nas informações acima, calcule (não se esqueça de que a altu-
ra deve essar em centímetros):
A. Qual o gasto calórico basal diário para um homem de 70 kg, 1,80 metro
de altura e 30 anos?
B. Qual seria o peso de uma mulher de 30 anos, com 1,60 metro de altura,
que gasta em seu metabolismo basal 1.330 calorias?

A letra como variável 205


Objetivo

7
Utilizar a letra

Generalizações
como variável
para generalizar
cálculos.
matemáticas
Generalizar é expressar, de forma geral, uma situação. É colocar, em uma
expressão, uma representação válida para toda uma série ou sequência.
Pode-se chegar a uma generalização intuitivamente ou por meio de
tentativas, até que se consiga enxergar uma forma de essabelecer uma
relação entre os valores que conseguimos visualizar ou determinar e os
valores que são conseguidos a partir dos dados de entrada. As genera-
lizações são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades mais
complexas utilizadas nas diversas ciências, e, em particular na Matemá-
tica, onde essa linguagem é denominada Álgebra.
Generalizar é uma exigência do mundo em que vivemos. Pretende-se
que, ao final deste tópico, você consiga entender formas de utilização da
letra como variável, utilizando-as para generalizar cálculos em situações
diversas.

Situação-Problema 18
Observando as figuras da sucessão seguinte:

A. desenhe a 4ª figura;
B. decida quantos quadradinhos brancos tem a 10ª figura, sem construí-la;
C. complete a tabela referente à sequência dada.

Nº de Nº de
Nº de ordem da Total de
quadradinhos quadradinhos
figura quadradinhos
pretos brancos

206
matemática

Nº de Nº de
Nº de ordem da Total de
quadradinhos quadradinhos
figura quadradinhos
pretos brancos


15ª

Nas atividades acima, a letra aparece sempre como variável, podendo


assumir valores diversos. Como é o caso dos números nas adivinhações, o
termo geral de uma sequência, o lado das formas geométricas, o número de
quadradinhos etc.

Situação-Problema 19
Observe as figuras abaixo, formadas por quadrados:

Complete a tabela abaixo com o número de quadrados necessários para


formar as construções, sabendo que o padrão de crescimento é mantido.

Nº da construção Número de quadrados


1 5
2 20
3
4
5
6
7

Generalizações matemáticas 207


UNIDADE formativa Iv

Observando que o número de quadrados necessários é dado em função


da posição da construção que se quer formar, responda:
A. Quantos quadrados são necessários para formar a construção da posição n?
B. Quantos quadrados são necessários para formar a 100ª construção?
C. Qual a posição da construção que pode ser feita com 590 quadrados?

Atividade 19
Montando a sequência abaixo, quantos cubos você precisaria para fazer
a próxima construção? E a 50ª construção? E a enésima construção?

Atividade 20
É apresentada abaixo uma sequência de frisas formadas por palitos
de fósforo:

Quantos palitos serão necessários para formar uma frisa composta por
10 quadrados? E uma frisa com 100 quadrados? E uma com n quadrados?

Atividade 21
Observe as figuras abaixo, formadas com palitos:

208
matemática

Complete a tabela com o número de palitos necessários para formar


as figuras.

Posição Número de palitos


1 5
2 12
3
4
5
6
7

Observando que o número de palitos necessários é dado em função da


posição em que o quadrado se encontra, responda:
A. Quantos palitos são necessários para formar a construção da posição n?
B. Quantos palitos são necessários para formar a 20° construção?
C. E para formar a 77ª figura?

Generalizações matemáticas 209


Objetivo

8
Identificar o
uso da letra
A letra como como incógnita
e resolver
incógnita equações de
primeiro grau.

Nem sempre a letra aparece como variável, numa fórmula, numa genera-
lização etc. Quando queremos achar um valor determinado, um termo desco-
nhecido, ela assume a função de incógnita. Bem, neste tópico vamos nos de-
ter a essa utilização da letra como incógnita e na montagem e resolução de
equações. Especificamente, neste momento, as equações de primeiro grau.
Embora a palavra equação seja relativamente recente na linguagem ma-
temática – provavelmente surgiu no século XVII – o conceito de equação
tem sido utilizado ao longo dos tempos em grande parte dos problemas
propostos. Afinal, sempre foi necessário que se esquematizassem esses
problemas, para que se facilitasse sua solução.
Ao final deste tópico, pretendemos que você saiba reconhecer o uso da
letra como incógnita e que saiba resolver equações do primeiro grau.

Situação-Problema 20
A letra é utilizada como in-
cógnita basicamente nas equa-
ções. Nesse caso, ela substitui-
rá valores que não conhecemos
e que não podem ser qualquer
um que queiramos. Veja a situ-
ação ao lado, na qual Isabel pro-
põe um desafio ao seu colega de
trabalho:
Uma forma de representar
a situação colocada por Isabel
seria denominar o valor des-
conhecido por uma letra, por
exemplo, n. O problema, então,
poderia ser esquematizado as-
sim: 7n – 48 = n. E resolver a equação seria encontrar o valor de n. Qual se-
ria o número procurado por Isabel?

210
matemática

Situação-Problema 21
Observe que, numa equação, temos o princípio da igualdade que nos re-
mete ao conceito de equilíbrio: o mesmo equilíbrio da balança de dois pra-
tos que os armazéns utilizavam tempos atrás, antes das máquinas digitais.
Você já utilizou ou viu alguém utilizar uma balança de pratos?

Ela é utilizada para comparar “pesos”. Observe que a balança mostrada


está equilibrada, isso significa que os três cocos juntos pesam 600 g. Esse
equilíbrio pode ser mantido, ou seja, os “pesos” continuam sendo iguais, se
ocorrerem algumas situações, como as mostradas a seguir:
1ª situação: se os elementos forem trocados de pratos.

2ª situação: se acrescentarmos outros elementos de mesmo “peso” a


cada um dos pratos.

A letra como incógnita 211


UNIDADE formativa Iv

3ª situação: se retirarmos elementos de mesmo “peso” de cada um


dos pratos.

4ª situação: se multiplicarmos os elementos existentes em cada um dos


pratos pelo mesmo valor.

5ª situação: se dividirmos os elementos existentes em cada um dos pra-


tos pelo mesmo valor.

Todas as situações utilizadas na balança de pratos podem ser utilizadas


quando a ideia de equilíbrio da balança for substituída pela ideia de igual-
dade das equações.
Agora, que você já viu várias possibilidades de simulações com balanças,
observe a balança a seguir:
Suponha que os elementos possuam os seguintes “pesos”:

212
matemática

• Pera: 40 g
• Melancia: 1.350 g
Quanto deverá pesar cada coco, sabendo que a balança está em equilíbrio?
Observe que, neste caso, não conhecemos o “peso” do coco. Nessa
situação, podemos dizer que o seu “peso” é uma incógnita. Assim, se deno-
minarmos o “peso” de cada coco por x, poderemos escrever essa situação
da seguinte forma:

40 + 1.350 + 2x = 1.600

Essa expressão matemática traduz a frase: o peso de uma pera soma-


do com o peso de uma melancia e com o peso de dois cocos é equivalente a
1.600 gramas.
Discuta com seus colegas a melhor estratégia de resolução.

Atividade 22
Observe a balança a seguir:

melancia abacaxi

coco

peso 1
peso 2

Considere os seguintes “pesos”:


Melancia 1,7 kg

Abacaxi (cada) 370 g

Peso 1 500 g

Peso 2 1 kg

Sabendo que a balança está em equilíbrio, quanto pesa cada coco?

A letra como incógnita 213


UNIDADE formativa Iv

Atividade 23
Observe a balança abaixo. Qual o valor de x para que ela esteja
em equilíbrio?

Atividade 24
Resolva as seguintes equações:
A. 3x = 2x + 4
B. 4x –7= – x–3
C. x – 3 = x + 2
2
D. x – 2 + 1 = x – 4
2 3
x–2
E. 3 – = 2x + 2
4

Atividade 25
Um aluno deveria resolver essa equação:
Fez vários cálculos mentalmente e escreveu: 3 – x –1 = 2
12 – x – 1 = 8 –>x = 3. 4
Entretanto, fazendo a verificação da equação, percebeu que 3 – 3 –1
não é igual a 2. Portanto, a equação estava errada. 4
Qual foi o erro do aluno? Resolva a equação corretamente.

Atividade 26
Os alunos que frequentam uma escola estão distribuídos por turmas de
20 alunos. Se cada turma tivesse apenas 18 alunos, haveria na escola mais
três turmas.

214
matemática

A. Designando por x o número de turmas de 20 alunos, diga o que significam


as expressões: 20.x e 18.(x+3).
B. Determine o número de alunos existentes na escola.

Atividade 27
No tópico anterior, vimos que há uma relação entre as temperaturas
medidas em Celsius (ºC) e em Fahrenheit (ºF) que é expressa pela fórmula:

C= 5F –160
9

C: temperatura em graus Celsius


F: temperatura em graus Fahrenheit

A partir da fórmula dada, calcule a temperatura em Fahrenheit equiva-


lente a cada temperatura em Celsius:
ºC –10 32 0 12 40 100
ºF

Atividade 28
Complete os números que faltam na pirâmide. Escreva a equação que re-
trate o problema de se calcular um dos números da pirâmide numérica e re-
solva-a. Complete, a partir daí, os números da pirâmide.

Sugestão:
Indique este
número por ×

A letra como incógnita 215


Objetivo

9
Utilizar
instrumentos

A comunicação para pesquisas,


construir e

estatística
interpretar
tabelas e
gráficos; efetuar
cálculo de
médias.

O uso da pesquisa é bastante comum nas diversas atividades do ho-


mem. Você já teve a oportunidade de trabalhar com representações de
pesquisas estatísticas, no decorrer das primeiras unidades, quando pôde
notar formas diferentes de representações como gráficos e tabelas. A re-
alização de uma pesquisa envolve muitas etapas: a escolha da amostra,
a coleta de dados, a organização desses dados, o resumo dos dados e a
interpretação dos resultados. A Essatística é uma ferramenta importante
para tratar de assuntos que se referem ao entendimento de dados diver-
sos, com a qual podemos prever o evento que mais ocorre, as repetições e
calcular certas medidas de controle.
Com o estudo deste tópico, você deverá utilizar alguns destes instru-
mentos para elaborar uma pesquisa e construir e interpretar tabelas e grá-
ficos e saberá efetuar o cálculo de médias em situações do cotidiano.

Situação-Problema 22
Feita uma pesquisa em uma turma do Projovem Urbano para se conhe-
cer melhor o grupo, obtiveram-se os seguintes dados:
Tabela 1 – Informações sobre estado civil, número de filhos, idade e cidade
de moradia dos alunos do Projovem Urbano da cidade de São Paulo – 2005
Unidade de Estado Número Idade Local de
investigação civil de filhos (em anos) moradia
1 solteiro 0 18 ABC
2 casado 2 24 Capital
3 casado 4 25 Guarulhos
4 solteiro 1 20 Osasco
5 solteiro 0 22 Capital
6 divorciado 1 23 ABC
7 solteiro 0 18 Guarulhos
8 divorciado 0 19 Osasco
9 casado 1 22 ABC
10 solteiro 0 23 Capital

216
matemática

Unidade de Estado Número Idade Local de


investigação civil de filhos (em anos) moradia
11 casado 2 23 Capital
12 solteiro 0 25 ABC
13 solteiro 1 24 Diadema
14 casado 0 20 Diadema
15 divorciado 0 22 Guarulhos
16 solteiro 0 19 ABC
17 divorciado 1 21 Capital
18 casado 0 19 Capital
19 solteiro 0 25 Capital
20 solteiro 0 18 ABC
21 viúvo 2 25 Osasco
22 solteiro 0 19 Diadema
23 solteiro 0 19 ABC
24 solteiro 0 21 Capital
25 solteiro 0 18 ABC
26 solteiro 0 21 ABC
27 solteiro 1 25 Capital
28 casado 0 24 Capital
29 divorciado 1 20 Capital
30 casado 1 25 ABC
Fonte: Coordenação do Programa (dados hipotéticos).

Vamos proceder a algumas etapas importantes na organização destes dados:


Redução dos dados – nessa etapa, vamos analisar cada variável (estado
civil, número de filhos, idade e local de moradia) individualmente.
Tabela 2 – Estado civil dos alunos da turma do Projovem Urbano
Estado civil Frequência Proporção Porcentagem
Solteiro 16 0,5333 53,33
Casado 8 0,2667 26,67
Divorciado 5 0,1667 16,67
Viúvo 1 0,0333 3,33
TOTAL 30 1,0000 100,00
Fonte: Coordenação do Programa.

A comunicação estatística 217


UNIDADE formativa Iv

O significado de cada coluna:


a) A frequência é a quantidade de vezes que cada item apareceu
na pesquisa;
b) A proporção é obtida pela divisão de cada frequência pelo total (por
exemplo: 16 : 30 = 0,5333);
c) A porcentagem é obtida pela multiplicação da proporção por 100.

Agora é com você. Preencha a tabela abaixo referente ao número de fi-


lhos dos alunos.

Tabela 3 – Número de filhos dos alunos da turma do Projovem Urbano

N° de filhos Frequência Proporção Porcentagem


0
1
2
3
4
TOTAL
Fonte: Coordenação do Programa.
Representação de dados – nessa etapa, vamos representar os valores de
cada tabela graficamente. Vamos utilizar, para isso, um gráfico de colunas.

Gráfico 1 – Estado civil dos alunos da turma do Projovem Urbano

Fonte: Secretaria do Programa.

218
matemática

Perceba que foram utilizados os valores em porcentagem. Agora é com


você. Construa o gráfico de colunas correspondente ao número de filhos
dos alunos.

Gráfico 2 – Número de filhos dos alunos da turma do Projovem Urbano

Fonte: Secretaria do Programa.

Cálculo da média – a média é utilizada para reduzirmos vários valores


numéricos a apenas um que represente todos os dados coletados na pes-
quisa. O seu cálculo é feito somando-se todos os valores envolvidos e divi-
dindo o resultado pela quantidade de valores.
Cálculo da idade média dos alunos:

Soma de todas Número total Média de idades


as idades de alunos

: 30 =

Atividade 29
Construa tabelas e gráficos para as variáveis idade e local de moradia, a
partir dos dados da Situação-Problema 1. Pense nas melhores estratégias
para a organização dos dados.

A comunicação estatística 219


UNIDADE formativa Iv

Atividade 30
Que tal conhecer melhor a sua turma? Discuta com seus professores e
colegas que informações gostaria de ter sobre a sua turma. Faça uma lista,
elabore uma pesquisa e represente os resultados por tabelas e gráficos. Cal-
cule as médias dos dados numéricos e assim poderá ter uma ideia melhor
sobre as pessoas que estão à sua volta.

220
Objetivo

10
Reconhecer e

O que Pitágoras
trabalhar com
triângulos
retângulos.
nos diz?
Neste tópico, voltaremos ao estudo da Geometria, fazendo um aprofun-
damento em temas que nos auxiliam a ver e interpretar o mundo onde vi-
vemos. Trabalharemos com os triângulos retângulos, mais especificamente
com o teorema de Pitágoras, explorando sua utilização em situações práti-
cas, sua demonstração e sua história, visando aprimorar nossa capacidade
de nos comunicarmos em situações em que se necessite deste tipo de infor-
mação, como, por exemplo, em algumas atividades profissionais.
Espera-se que, ao final deste tópico, você saiba reconhecer triângulos re-
tângulos e suas propriedades, e que saiba utilizá-las para resolver proble-
mas matemáticos relacionados a situações do dia a dia.

Situação-Problema 23
Você conhece o teorema de Pitágoras? Ele é válido para qualquer triân-
gulo retângulo. Portanto, antes de falarmos desse famoso teorema, vamos
lembrar o que caracteriza um triângulo retângulo. Comecemos com a ques-
tão do ângulo. Imagine uma formiguinha andando sobre um aro circular.
Imagine também que você estivesse no centro do aro e pudesse olhar esse
deslocamento a partir desse ponto de vista, como no desenho:

Ao realizar o movimento de giro com a cabeça para acompanhar o mo-


vimento da formiguinha, você está executando uma variação do seu ângu-
lo de visão. Ao percorrer todo o aro, a formiguinha terá dado uma volta de
360º. Sendo assim, se ela percorrer metade do aro, terá percorrido metade
do caminho, ou mudado sua direção em 180º.

O que Pitágoras nos diz? 221


UNiDaDe formativa iv

180º

Se percorrer 1 da volta terá formado um ângulo de 90º. Esse ângulo é


4
conhecido como ângulo reto.

90º
Observe ao seu redor e veja as formas que possuem ângulos retos. Per-
ceba que o ângulo reto é muito utilizado pelo homem em suas construções,
em móveis e em arte. Alguns instrumentos podem ser utilizados para medir
e traçar ângulos de 90º; um deles é o esquadro.

Esquadros de desenho Esquadro de pedreiro

Observe que, apesar de servirem a propósitos semelhantes, o esquadro


de desenho e o de pedreiro possuem certa diferença. Os esquadros de de-
senho encontrados no mercado possuem a forma de triângulo retângulo.
Triângulos retângulos são aqueles que possuem um ângulo de 90º. Os lados
desse tipo de triângulo possuem nomes especiais (veja a figura).

222
matemática

Cateto
Hipotenusa

Essa representação
indica um ângulo de
90°
Cateto

As propriedades deste tipo de


Você sabia?
triângulo foram estudadas pelos
povos antigos. Você já ouviu falar Conta a história que Pitágoras nas-
sobre a relação estabelecida por ceu na Ilha de Samos, no mar Egeu, e
criou uma sociedade mística secreta,
Pitágoras e seus discípulos envol-
denominada Escola Pitagórica, cujos
vendo as medidas dos catetos e membros tentavam explicar racio-
da hipotenusa de um triângulo nalmente o mundo. Na filosofia dos
retângulo? Isso ocorreu há mais membros dessa escola, os números
de 2.000 anos na Grécia. tinham um papel fundamental.
Discuta, com seus colegas,
onde mais aparecem ângulos re-
tos e triângulos retângulos no
dia a dia.

Atividade Prática
Seu professor irá mostrar uma interessante relação entre os lados do
triângulo retângulo. Após completar a tarefa, responda: o que você obser-
vou sobre as áreas dos quadrados? O que você pode concluir a respeito dos
quadrados?

O que Pitágoras nos diz? 223


UNiDaDe formativa iv

Conclusão
Seja um triângulo retângulo qualquer com medidas a, b e c, como mos-
tra o desenho:

a
b

Sabendo que a área de um quadrado de lado l pode ser calculada fa-


zendo l2, pode-se concluir que:

Atividade 31
Na construção de alguns telhados, podem ser encontradas estruturas
chamadas tesouras, como as dessa foto.
Observe um esquema de uma tesoura e responda às perguntas a seguir:

Tesouras

A. Quantos triângulos retângulos podem ser observados?


B. Se a peça A (inteira) mede 8m e a peça B mede 1,8m, é possível que
a peça C meça 5m, sabendo que o ângulo formado pelas peças A e B é
reto? Justifique.
C. Calcule a medida da peça C.

224
matemática

Atividade 32
O seguinte problema foi retirado de um manuscrito alemão de Peter van
Halle, escrito em 1568, mas, salvo as unidades de medida em que está for-
mulado, é muito semelhante a muitos dos problemas, envolvendo o teore-
ma de Pitágoras, que encontramos em nossos livros escolares.

Há uma torre com 200 pés de altura e, em


volta da torre, há um canal com 60 pés de lar-
gura. Alguém precisa fazer uma escada que
passe por cima da água até ao topo da torre.
A pergunta é: que comprimento deve ter a
escada?
Disponível em: <http://horizonte.forumeiros.com/t10-matemati-
ca-1-ano#51 >. Acesso em: 05 mar. 2008.

Você sabe quanto vale a medida “1 pé”? Investigue e socialize com


seus colegas.

Atividade 33
Uma escada possui 6 metros e deverá ser posicionada de tal forma que
fique afastada 2 metros de uma torre. Qual a altura máxima que a escada
deverá atingir na torre?

Fonte: www.malhatlantica.pt/mathis/Problemas/Pitagoras/Pitagoricos.htm (adaptado).

O que Pitágoras nos diz? 225


UNiDaDe formativa iv

Atividade 34
Observe o trabalhador preparando a estrutura de um telhado:

Considerando as medidas das duas peças mostradas na figura, qual a


medida da peça de ligação?

Atividade 35
Um pedreiro, quando precisa de um ângulo reto, na maioria das vezes, para
fazer a locação de uma obra, utiliza linhas e estacas da seguinte maneira:
E 80cm
F

60cm
1m

G
A. Como se pode garantir que o triângulo assim construído é retângulo? Jus-
tifique sua resposta matematicamente.
B. Se o pedreiro modificar as medidas das linhas para: EF=90cm e EG=1,20m,
qual deve ser a distância entre as estacas F e G para que ele tenha certeza
de haver construído um ângulo reto?

226
Ciências da
Natureza

227

Ciências da natureza

Caro(a) Estudante,
Nesta unidade, tal como nas demais, é sempre bom podermos contar
com sua parceria no processo de construção coletiva de conhecimentos.
Desta vez, o eixo estruturante de nossos estudos é Juventude e Comunica-
ção. Trata-se de um tema muito relevante, uma vez que vocês, jovens, que-
rem estar “antenados” com o seu tempo.
Nos tópicos de Ciências da Natureza, foram enfatizadas questões atuais,
difundidas nos meios de comunicação. Além disso, tratamos de conceitos
físicos e químicos que esclarecem o funcionamento dos “enigmáticos” apa-
ratos tecnológicos que facilitam a comunicação hoje.
As atividades foram construídas visando à aplicação dos conceitos es-
tudados a situações concretas, vivenciadas por vocês, no seu dia a dia. Sua
ajuda é fundamental, envolvendo-se na criação de um ambiente motivador
da aprendizagem, em que seja estimulado a mobilizar e ampliar seus co-
nhecimentos sobre os temas abordados.
As atividades sugeridas poderão ser muito enriquecidas com a pesquisa
de elementos da sua realidade local e, também, pela sua participação ativa.

Bom trabalho para você!

 229
Objetivo

1
Ciência na mídia: o papel Refletir sobre
a importância

dos meios de comunicação dos meios de


comunicação
na informação
na difusão científica sobre fatos
científicos
de interesse
público.
Cada vez mais, a sociedade procura fazer com que as descobertas cien-
tíficas favoreçam o desenvolvimento social. O público em geral sente a ne-
cessidade de ser informado sobre esses fatos e, na medida do possível, bus-
ca beneficiar-se desses avanços.
Os meios de comunicação têm a função de divulgar os fatos com clareza,
ajudando a população a se posicionar de forma crítica e responsável diante
dos fatos noticiados. Em alguns casos, o uso de termos técnicos dificulta a
comunicação e acaba gerando mal-entendidos.
Quando se fala em “avanços científicos”, as pessoas logo pensam em
descobertas e feitos espetaculares dos cientistas. Você já reparou que a
maioria das reportagens científicas trata de assuntos ligados à Física, Quí-
mica, Biologia, Medicina, Informática?

É preciso lembrar que os conhecimentos relacionados às Ciências Huma-


nas, que são produzidos a partir das grandes questões da sociedade, são
tão importantes e tão “científicos”, quanto qualquer outra descoberta.
O trabalho dos cientistas também deve ser valorizado e encarado de for-
ma crítica. De modo geral, as pessoas imaginam que os cientistas são pesso-
as com capacidades especiais, que lhes permitem inventar coisas fantásti-
cas. Às vezes, as notícias são passadas de forma confusa, sem dar ênfase ao
trabalho duro e demorado que eles tiveram, com muitos erros e acertos, até
que fosse possível a descoberta anunciada.
Se você prestar atenção, perceberá que, geralmente, a ciência é vista pe-
las pessoas como verdade absoluta, capaz de resolver tudo. Supõe-se que
os problemas ainda não resolvidos pela ciência estão sendo pesquisados.

Ciência na mídia: o papel dos meios de comunicação na difusão científica 231


uNidade formativa iv

Alimenta-se a esperança de que, num futuro não tão distante, a ciência tor-
nará nossa vida bem melhor.
É claro que a ciência tem um importante papel ao propor explicações
para as questões e problemas da sociedade, mas nem sempre ela terá todas
as respostas práticas para eles. De qualquer modo, é importante valorizar
as descobertas científicas, antes de tudo, porque elas representam o gran-
de esforço do ser humano em transformar sua realidade para melhor. Para
isso, você deve estar bem informado, para compreender bem as notícias di-
vulgadas pela mídia e contribuir para a divulgação dessas informações.

Atividade 1
Leia a notícia a seguir, que foi publicada num jornal de grande circulação.

Usuários de maconha podem ter mais chances de sofrer


derrame
Uma nova pesquisa foi conduzida nos EUA a partir do caso de um indivíduo
de 36 anos que havia sido usuário da droga. O paciente não tinha histórico de
uso de outros psicotrópicos e bebia apenas ocasionalmente. O primeiro inci-
dente ocorreu após ter fumado maconha e bebido três ou quatro drinques em
uma festa. A princípio, não conseguiu mais falar. Algumas horas depois, teve
uma série de convulsões. Uma tomografia revelou a presença de coágulo e san-
gramento no cérebro. Os cientistas afirmam que o uso da maconha aumenta as
chances de ocorrência de doenças como o derrame.
Disponível em: <http://www.braha.com.br/pt/medicina-saude/44>. Acesso em: 09 fev. 2012.

A. Escreva uma frase que resuma o principal fato noticiado e sublinhe as


afirmativas ou termos técnicos que você não compreendeu.

232
Ciências da natureza

B. Que atitudes preventivas poderiam ser tomadas a partir da leitura


dessa notícia?

Você deve ter percebido que a compreensão de uma notícia científica di-
vulgada pela mídia exige um certo conhecimento dos termos empregados,
para que se realize a comunicação. Nos Tópicos 2 e 3 voltaremos a falar nes-
se assunto, destacando as informações científicas veiculadas pelos meios
de comunicação que têm a ver com nossa vida cotidiana. Você terá ainda
informações interessantes sobre o mundo dos microrganismos.

Ciência na mídia: o papel dos meios de comunicação na difusão científica 233


Isso tem a ver comigo: Objetivo

2
informações veiculadas Entender melhor
temas ligados

pela mídia aplicadas à à Ciência e à


Tecnologia,
vida cotidiana amplamente
abordados
nos meios de
comunicação.

O DNA e a determinação da paternidade


Leia a situação abaixo. Poderia ter acontecido com você...

Gustavo estava distraído diante da TV e já se preparava para fazer um


lanche quando o telefone tocou. Era Carol, sua namorada. Ela estava um
pouco agitada com a notícia de que uma de suas amigas, a Silvana, estava
grávida e o namorado se recusava a reconhecer a paternidade da criança.
Revoltada, ela pergunta: “Como é mesmo aquela história de teste de DNA
para provar paternidade? Eu vi na TV, mas não entendo nada disso...”

Será que você também já teve dúvidas sobre esse assunto tão atual?
DNA é a abreviatura de ácido desoxirribonucleico. Ele é encontrado em
todas as células, de qualquer parte do corpo. O DNA do sangue é o mesmo
encontrado na saliva, pele, tecidos, dentes, ossos, sêmen etc. O DNA é uma
molécula enorme formada por partes menores chamadas nucleotídeos, or-
ganizadas numa sequência que jamais se repete. Assim, cada pessoa tem
um DNA só seu. Por isso, o teste de DNA é o mais confiável, com uma proba-
bilidade de identificação de 99,9%. Os materiais mais utilizados nos testes
são o sangue e a saliva.
Crianças de qualquer idade podem ser submetidas ao exame. Logo após
o parto, pode-se colher o sangue do cordão umbilical dos recém-nascidos.
Durante o período de gestação, podem-se utilizar amostras do líquido am-
niótico, sendo a coleta realizada por profissionais especializados.
Para a verificação de paternidade, são analisados os materiais da mãe,
do filho e do suposto pai. No caso de haver, no material genético da criança,
partes encontradas no DNA do suposto pai, considera-se este como o ver-
dadeiro pai biológico.
A Justiça auxilia mães de baixa renda que desejem fazer o teste de pa-
ternidade. O Supremo Tribunal de Justiça determina que o homem que se
recusar a fazer o teste de DNA estará assumindo a paternidade biológica.

234
CiêNCias da Natureza

Atividade 2

Depois que famosos assumiram filhos nascidos fora do casamento, aumen-


tou o número de pedidos de exames de DNA para obrigar o reconhecimento. Há
algum tempo, uma conhecida modelo registrou um garoto de 2 anos e meio de
idade como filho de um famoso jogador. Esse reagiu e contratou um advogado
para representá-lo na ação de investigação.
(Fonte: IstoÉ Online).

Com base nas informações deste texto, assinale (V) verdadeiro ou


(F) falso:
A modelo não poderia fazer o teste de paternidade, pois seu filho já
tinha mais de dois anos.
Caso o pai se recusasse a fazer o teste, a modelo não teria mais chan-
ce de comprovar a paternidade.
Na realização do teste, poderá ser utilizada uma amostra de sangue
ou de saliva da criança.
A modelo não precisará fornecer material para o exame, pois não há
dúvidas de que ela seja a mãe.
O resultado do teste não poderá ser contestado, pois é altamente
confiável.
Esses casos de reconhecimento de paternidade geralmente mobilizam a
opinião pública, especialmente quando envolvem pessoas famosas. Mas há
outros assuntos que aparecem com frequência nos jornais e programas de
TV, que também chamam a nossa atenção.

Os transgênicos
Com a liberação dos produtos transgênicos pelo governo brasileiro, por
exemplo, esse assunto ganhou destaque nos noticiários. Mas o que são
transgênicos?
“Transgênicos” é a denominação comum para os “organismos genetica-
mente modificados(OGM). Trata-se de seres vivos criados em laboratório,
com técnicas da engenharia genética que permitem ”cortar” genes de um
organismo e “colar” em outro, mudando sua estrutura original. Essa é ma-
nipulada a fim de se obterem características específicas. Atualmente, essa
manipulação tem sido feita em vegetais destinados à alimentação.

Isso tem a ver comigo: informações veiculadas pela mídia aplicadas à vida cotidiana 235
uNidade formativa iv

O cultivo de vegetais transgênicos poderá proporcionar grande aumen-


to na produção de alimentos, pois as plantas transgênicas são mais resis-
tentes às pragas. Mesmo assim, as reportagens falam com frequência sobre
os graves problemas ambientais que poderiam ser causados pelo cultivo
de transgênicos. Os principais são: (a) a diminuição da biodiversidade; (b)
a contaminação genética, isto é, o cruzamento de uma planta transgênica
com plantas convencionais, que poderia dar origem a organismos não pre-
vistos; (c) o surgimento de superpragas resistentes, o que provocaria au-
mento da utilização de herbicidas e o desaparecimento de espécies benéfi-
cas ao ambiente.
Em relação à saúde humana, o que se sabe, por enquanto, é que os trans-
gênicos têm causado o aumento de casos de alergia, principalmente entre
crianças, além do aumento da resistência a antibióticos.
Até hoje, não se conhece ao certo qual seria a extensão do impacto que
essas experiências genéticas poderiam causar ao homem e ao meio am-
biente. Todos os prejuízos e vantagens apresentados baseiam-se em pre-
visões dos cientistas.

Atividade 3
Identifique, no texto, um argumento a favor e outro contrário ao cultivo
de vegetais transgênicos. Com qual deles você tende a concordar?

As células-tronco

Células-tronco: ‘Só temos a ganhar com liberação’, diz


especialista
Em decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal aprovou o Artigo 5 da
Lei de Biossegurança, que permite o uso de células-tronco embrionárias para
pesquisas científicas. Essa lei pode representar, para muitos, a única esperan-
ça de cura, já que as células-tronco são capazes de se multiplicar e diferenciar
nos mais variados tecidos do corpo-humano.
Para a geneticista Lygia da Veiga Pereira, professora da Universidade de São
Paulo, a aprovação da lei representa um passo definitivo não só para a pesqui-
sa em si, mas também para despertar o interesse de pessoas que, até então, não
faziam ideia da importância da causa.

236
CiêNCias da Natureza


Segundo Lygia, existe no Brasil, atualmente, um pequeno número de pro-
fissionais capacitados para a pesquisa, apesar do incentivo do governo fe-
deral. Mesmo com o incentivo federal, a geneticista afirma que se houver
maiores investimentos da área privada, mais rapidamente o Brasil terá avan-
ços nessa área, pois necessita de profissionais com capacidade para se aper-
feiçoar nas pesquisas.
Vale lembrar, ainda, que a aprovação do STF se deu apenas para células-
-tronco embrionárias que sobram dos processos de fertilização in vitro. Conse-
quentemente, não se podem criar células embrionárias para fins de pesquisa.
Disponível em: <http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2008/05/29/celulas-tronco-so-temos-a-
-ganhar-com-liberacao-diz-especialista/>. Acesso em: 09 fev. 2012.

As células-tronco são células primitivas, produzidas durante o desenvol-


vimento do organismo. Elas têm a capacidade de autoreplicação e diferen-
ciação. Significa que essas células são capazes de gerar cópias idênticas a si
mesmas e, além disso, originar células de vários tecidos diferentes.
As células-tronco encontradas nos embriões são consideradas pluripoten-
tes, pois possuem maior capacidade de diferenciação. Elas podem dar origem
a qualquer tecido do organismo humano. É o que ocorre após a fecundação.
A célula-ovo dá origem a um embrião. Durante o desenvolvimento do bebê,
as células embrionárias dão origem a todos os tecidos do organismo.
As células-tronco do cordão umbilical ou da medula óssea adulta são
também utilizadas nas pesquisas, mas elas dão origem a uma menor varie-
dade de tecidos.
A Lei de Biossegurança, que aprovou o uso das células-tronco embrio-
nárias, determina que os embriões devem estar congelados há pelo menos
três anos e que sejam doados com consentimento dos pais. Mesmo assim,
muitos são contrários à utilização de embriões humanos em pesquisas.
O uso das células-tronco poderá, futuramente, tratar muitas doenças de-
generativas, hoje incuráveis. Como exemplo, podemos citar as doenças dos
sistemas nervoso e muscular, diabetes, doenças renais, cardíacas ou hepáti-
cas. Para isso, estão sendo feitos inúmeros investimentos em pesquisas no
mundo todo, que tentam descobrir como fazer as células-tronco se diferen-
ciarem no tecido que está doente. Contudo, não se deve ter a falsa esperan-
ça de que esse tratamento vai curar todas as doenças existentes.

Isso tem a ver comigo: informações veiculadas pela mídia aplicadas à vida cotidiana 237
UNIDADE formativa IV

Atividade 4
Descubra, no texto, e responda: por que as células-tronco têm sido inves-
tigadas como possíveis reparadoras de tecidos doentes no futuro?

238
Objetivo
Tamanho não é documento:

3
o mundo fantasticamente
Compreender
melhor os micro-
pequeno das células e dos organismos,
aprendendo a
microrganismos prevenir algumas
doenças causadas
por eles.

Células e tecidos
Você está lembrado de que, em tópicos anteriores, mencionamos assun-
tos muito atuais, que ocorrem em nível celular: DNA, transgênicos, células-
-tronco... Tudo isso tem a ver com as células. Apesar de tão pequeninas, a
ponto de serem invisíveis sem o auxílio de um microscópio, as células são a
unidade fundamental de um ser vivo. Em outras palavras, a célula é a menor
parte de um ser vivo que ainda conserva suas características vitais. Em ge-
ral, uma célula é formada (a) por uma membrana, que envolve todo o seu
conteúdo, (b) pelo citoplasma, onde ficam mergulhados seus componentes
e (c) pelo núcleo, onde se concentra o material genético.
Retículo
endoplasmático rugoso
Poro nuclear
Lisossoma Núcleo
Membrana nuclear
Aparelho de Golgi Nucléolo

Ribossoma
Tilacóide
Cloroplasto
Grânulo
de amido

Retículo
endoplasmático liso
Vacúolo
Plasmodesma
Citoplasma Mitocôndria
Parede celular Membrana celular

Fonte: www.images.google.com.br

A observação das células ao microscópio per-


www.CdltlB.UNiMore.it/iMageS/MiCroSCopio.Jpg

mite a identificação dos seus diversos componen-


tes, cada um com uma função específica.
Nos seres mais complexos, as células se unem
formando tecidos e estes constituem órgãos. Os
órgãos são formados por tecidos, que, por sua
vez, são formados por células semelhantes. Ao
nascer, um bebê possui cerca de um trilhão de cé-
lulas. Um ser humano adulto possui aproximada-

Tamanho não é documento: 239


UNIDADE formativa IV

mente 100.000.000.000.000 (cem trilhões) de células “especializadas”,


adequadas às funções desempenhadas pelos diferentes tecidos.

Os microrganismos
Existem seres vivos formados por uma só célula, chamados unicelula-
res, que, mesmo assim, são capazes de realizar todas as suas funções vi-
tais. É o caso dos protozoários e bactérias. Os vírus são a única exceção
a essa regra, pois possuem uma organização estrutural tão simples que
nem chegam a ser considerados seres unicelulares. Os vírus só conseguem
sobreviver e se reproduzir no interior de outras células, sendo por isso
chamados parasitas celulares.
A dengue, que vem sendo muito comentada nos noticiários por ter afli-
gido um grande número de pessoas em todo o país, é uma doença causada
por vírus.
A dengue é uma doença febril aguda causada por vírus e seu principal
vetor é o mosquito Aedes aegypti.
A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. Seu principal vetor é
o mosquito Aedes aegypti que, após um período de 10 a 14 dias, contados
depois de picar alguém contaminado, pode transportar o vírus da dengue
durante toda a sua vida. O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a
fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem
dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após esse pe-
ríodo, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pesso-
as. O Aedes aegypti procria rapidamente e o mosquito adulto vive, em mé-
dia, 45 dias.
Após a picada do mosquito, os sintomas se manifestam a partir do ter-
ceiro dia. O tempo médio do ciclo é de cinco a seis dias. O intervalo entre a
picada e a manifestação da doença chama-se período de incubação. É de-
pois desse período que os sintomas aparecem.
Existem duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica. A dengue
clássica apresenta-se geralmente com febre, dor de cabeça, no corpo, nas
articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos. A den-
gue hemorrágica é a forma mais severa da doença, pois além dos sintomas
citados, é possível ocorrer sangramento e, ocasionalmente, choque, poden-
do evoluir para a morte.

240
CiêNCias da Natureza

A reidratação oral é um procedimento importante e deve ser realizado


durante todo o período de duração da doença e, principalmente, da febre.
O tratamento da dengue é de suporte, ou seja, alívio dos sintomas, reposição
de líquidos perdidos e manutenção da atividade sanguínea. A pessoa deve
manter-se em repouso, beber muito líquido (inclusive soro caseiro) e só
usar medicamentos prescritos pelo médico, para aliviar as dores e a febre.

Medo da dengue aumenta procura por repelentes no Rio


A população carioca, com medo de con-
trair o vírus da dengue, está acabando com
o estoque de repelentes nas farmácias do
Rio. A falta do produto, que promete evitar
a picada do Aedes aegypti transmissor da
doença, acontece em todas as regiões da
cidade, não apenas nas zonas norte e oes-
te, onde se concentra a maioria dos casos.
Disponível em: <http://www.atarde.com.br/brasil/noticia.
jsf?id=857517>. Acesso em: 09 fev. 2012.

Mal podemos acreditar que seres tão pequenos possam causar tamanho
problema. É mais difícil acreditar nas coisas que a gente não vê, não é mes-
mo? Pois fique atento: os microorganismos, apesar de serem invisíveis, es-
tão em toda parte e podem ser os nossos piores inimigos: embora alguns
deles sejam inofensivos, existem aqueles que causam graves doenças. Com
esses, todo cuidado é pouco! Os microorganismos incluem os vírus, as bac-
térias, protozoários e fungos.
www.eVSd.org/photoS/J0424379.Jpg

Uma medida de prevenção é a hi-


giene corporal, ambiental e alimentar:
lavar frequentemente as mãos, man-
ter limpo o ambiente doméstico, filtrar
ou ferver sempre a água de beber, lavar
com cuidado todos os alimentos. Quan-
to mais saudável você estiver, mais re-
sistente será ao ataque dos vírus.

Tamanho não é documento: 241


uNidade formativa iv

StoCkBYte
Portanto, cultive hábitos alimentares saudá-
veis e nunca pratique a automedicação!

Atividade 5

A. Elabore com seus colegas um folheto explicativo bem criativo, alertando a


sua comunidade sobre os riscos da dengue. Fale do modo de transmissão,
principais sintomas, formas de tratamento e cuidados para evitar a doença.
www.SUMare.Sp.goV.Br/adMiN/UploadS/SaBiN%2002.Jpg

As doenças provocadas por bactérias e protozoários devem ser comba-


tidas por medicamentos específicos, receitados pelo médico. Há também
doenças provocadas por fungos, que provocam vários tipos de alergias e
micoses. Elas também devem ser devidamente tratadas pelo médico.
As viroses, nome genérico das doenças provocadas por vírus, são com-
batidas pelas defesas naturais do organismo. Não há medicação específica
para combater os vírus, sendo necessário apenas o uso de medicamentos
que aliviem os sintomas da doença. A vacinação é o meio mais eficiente de
prevenção. As vacinas estimulam as defesas naturais do organismo, tor-
nando-o imune à ação dos microrganismos invasores. Algumas doenças
provocadas por vírus podem ser muito graves e levar à morte, como é o
caso da AIDS e da dengue. Portanto, devemos nos empenhar ao máximo
para evitá-las.

242
Ciências da natureza

Algumas doenças provocadas por microrganismos


Vírus Bactérias Protozoários Fungos
• AIDS, • Difteria, • Amebíase, • Micoses de pele,
• sarampo, • coqueluche, • giardíase, •u nhas e couro
• rubéola, • tétano, • malária, cabeludo,
• caxumba, • pneumonia, • toxoplasmose, •p é de atleta
• catapora, • meningite bacteriana, • d  oença de (frieiras),
• gripe, • hanseníase (lepra), Chagas, • candidíase vaginal,
• dengue, • sífilis, • tricomoníase. • sapinho.
• febreamarela, • tuberculose,
• meningite viral. • cólera,
•d isenterias bacterianas.

Para obter mais dicas sobre saúde acesse www.saudevidaonline.com.br e www.abcdasaude.com.br

Atividade 6
Paula, mãe de Letícia, foi à escola, logo cedo, procurar a professora para
justificar a ausência da filha:
– Ela amanheceu com febre ontem e hoje ficou toda vermelhinha. Acho
que é rubéola. Vou procurar logo um posto de saúde pra ela tomar a vacina.
Quem sabe ajuda a cortar a doença...
Parece que Paula desconhece a função das vacinas. Como você po-
deria esclarecer-lhe?

Tamanho não é documento: 243


Objetivo

4
Compreender

3Rs: reutilizar,
o processo de
reciclagem
do alumínio e
reduzir e reciclar avaliar a redução
do consumo
de matéria e
energia.

Tom estava num show na praça de sua cidade. O batuque era legal!
Mas, ele queria ouvir a letra da música e não conseguia. Um falava no ce-
lular... outro... “Vai uma gelada aí?” “Por favor... licença aí, moço”... era a
catadora de latinhas. O barulho, a música, o calor... Depois o silêncio.
A praça vazia (...) muitos copos plásticos... chicletes... muitas latas e os
catadores...Tom parou para pensar nos inúmeros caminhos dos mate-
riais... no lixo... na reciclagem.

O show acabou, mas o lixo deixado vai demorar muito para ser decompos-
to. A praça ficará limpa, pois vai ser varrida, mas, em outro local, serão coloca-
dos o papel, a lata de metal, o chiclete, o cigarro, pipocas, doces. E cada mate-
rial terá um destino. Analise você mesmo. Veja, no quadro abaixo, o tempo de
decomposição de alguns materiais na natureza. Veja o tempo necessário para
decompor os materiais. Veja: uma lati-
nha de alumínio vai demorar mais de Você sabia?
mil anos para se decompor. • Cada brasileiro produz aproxi-
O lixo na cidade está crescendo madamente 1 quilograma de
com o aumento da população. lixo por dia.

Dados estatísticos indicam a porcentagem de lixo nas


grandes cidades:
39%: papel e papelão
16%: metais ferrosos
15%: vidro
8%: rejeito
7%: plástico filme
2%: embalagens longa vida
1%: alumínio

244
CiêNCias da Natureza


Tempo necessário para a decomposição natural de
alguns materiais
Papel - 3 meses, no mínimo
Madeira - 6 meses
Matéria orgânica - 2 a 12 meses
Cigarro - 1 a 2 anos
Chiclete - 5 anos
Latas de aço - 10 anos
Embalagem longa vida - mais de 100 anos
Plásticos - mais de 100 anos
Pneus - mais de 100 anos
Latas de alumínio - mais de 1.000 anos
Vidro - mais de 10.000 anos
Disponível em: <http://www.educared.org/>. Acesso em: 09 fev. 2012.

Atividade 7
Tendo em vista os dados relativos à decomposição de materiais e, con-
siderando o lixo deixado depois do show, quanto tempo levaria para que o
lixo se decompusesse inteiramente?

Atividade 8

A. Tendo em vista os dados estatísticos anteriores, calcule a quantidade de


lixo produzida em sua cidade.

B. Se a sua cidade fosse uma grande cidade, qual a quantidade de metais


ferrosos? E de alumínio?

3Rs: reutilizar, reduzir e reciclar 245


uNidade formativa iv

Da pedra ao metal
O alumínio, na natureza, está na forma de minério. No Brasil, o mais ex-
plorado é a chamada bauxita, que contém principalmente a substância
composta Al2O3 denominada óxido de alumínio, cuja cor é marrom-aver-
melhada. Para se obter o alumínio no estado metálico a partir da bauxita,
o homem executa vários processos por meio dos quais a bauxita sofre vá-
rias transformações químicas ao reagir com várias substâncias. A fase final
envolve uma eletrólise, ou seja, a passagem da corrente elétrica para, final-
mente, se conseguir o Alo. A fase de custo maior é a fase em que é utilizada
a energia elétrica, que corresponde a 30% do total.

óxido de alumínio → alumínio metálico


alumínio no estado oxidado alumínio no estado reduzido

Reciclagem: da lata à lata


Nosso companheiro que catou a lata jogada fora no show, junta as latas,
amassa e envia para o local da reciclagem. Sabe como é feita a reciclagem?
Reciclagem da lata de alumínio

Retorno ao consumo
Compra
Enchimento

Consumo
Novas latas

Laminação

Coleta

Lingotamento
Prensagem
Fundição

Disponível em: <http://www.abralatas.org.br/site_antigo/reciclagem_comorecicla.asp>. Acesso em: 09 fev. 2012.

246
CiêNCias da Natureza

Uma das fases mais importantes da reciclagem é a fundição. Você já es-


tudou. Nessa fase, o alumínio, no estado sólido, é aquecido até atingir o seu
ponto de fusão e se transformar em líquido. Em seguida, é colocado em re-
cipientes para tomar outra forma. A reciclagem do alumínio, além da van-
tagem de diminuir o lixo, representa uma economia de matéria e energia.

A cada quilo de alumínio reciclado são poupados 5 quilos de bauxita.

É importante, também, destacar os fatores ambientais inerentes ao


processo.

A cada tonelada de alumínio primário produzida são geradas quatro


toneladas de resíduo tóxico – conhecido como “lama vermelha”.

Quando o alumínio reciclado substitui o primário nos processos produti-


vos, reduz-se a formação de resíduos tóxicos.

Atividade 9
Vamos calcular a economia de recursos minerais gerada pela reciclagem
do alumínio? Sabendo-se que em 2005 foram recicladas, no Brasil, 127,6
mil toneladas de latas de alumínio:
A. Quantas toneladas de bauxita foram poupadas?

B. Quantas toneladas de resíduos tóxicos foram reduzidas?

3Rs: reutilizar, reduzir e reciclar 247


uNidade formativa iv

A reciclagem do alumínio, além de gerar uma economia de recursos mi-


nerais, gera uma economia significativa de energia.
Segundo a Associação Brasileira dos fabricantes de latas de alta recicla-
bilidade:

Para se reciclar uma tonelada de alumínio, gastam-se 5% do que se


gastaria para obter uma tonelada de alumínio a partir da bauxita.

A reciclagem de uma única latinha de alumínio economiza energia su-


ficiente para manter um aparelho de TV ligado durante três horas.

Atividade 10
Sabendo-se que, reciclando uma lata de alumínio estamos economizan-
do energia suficiente para deixar 1 lâmpada de 100W acesa durante 3 ho-
ras e meia, calcule quantas latas precisariam ser recicladas para que todas
as luzes de uma casa com 3 cômodos ficassem acesas por 3 horas e meia.

248
Objetivo

5
Compreender

Biodiesel: energia
a produção
e utilização

X alimento
do biodiesel,
adquirindo
mais elementos
para formar
opinião acerca
Várias agências de notícias têm tratado da questão do do debate sobre
biodiesel. Há uma polêmica internacional sobre o biodie- o combustível
presente na
sel que considera que o aumento da produção de biodie- imprensa –
sel levará à escassez de alimentos. Ao mesmo tempo, te- nacional e
mos tido várias pesquisas e políticas voltadas para o uso internacional.
de biocombustíveis.

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (25) que é uma
“mentira deslavada” a alegação de que a produção de álcool aumenta o preço
dos alimentos. Segundo o presidente, as críticas aos biocombustíveis aconte-
cem porque os países desenvolvidos temem o crescimento brasileiro.
“Quando o Brasil começa disputar com eles [na produção agrícola e de bio-
combustível], o que acontece é que em alguns países do mundo começam sair
propagandas: ‘a cana-de-açúcar está sendo produzida na Amazônia, o álcool
aumenta o preço do alimento porque a terra do Brasil está sendo usada apenas
para produzir álcool’. São mentiras tão deslavadas ”, afirmou.
Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2008-04-25/lula-afirma-que-brasil-vai-comprar-briga-
-da-producao-de-biocombustiveis>. Acesso em. 08 fev. 2012.

Da cozinha para o tanque de combustível


Óleo de fritura pode ser matéria-prima para a produção de biodiesel
Redação Portal Conpet – 02/03/2007
Desde o ano passado, os pesquisadores da Universidade Federal de Santa
Catarina vêm estudando a obtenção do biodiesel de uma fonte inusitada. A
matéria-prima base são óleos provenientes da fritura de alimentos e de gordu-
ra animal descartada pela indústria frigorífica. O biocombustível é considerado
um substituto dos combustíveis fósseis e uma alternativa ao diesel, material
mais consumido no país, com cerca de 40 bilhões de litros por ano.
Disponível em: <http://www.conpet.gov.br/noticias/noticia.ph?segmento=corporativo&id_noticia=1097>. Acesso
em: mar. 2007

Biodiesel: energia X alimento 249


uNidade formativa iv

A emenda pior que o soneto


Bernardo Esteves

Emissão indireta de CO2 na produção de biocombustíveis pode levar séculos


para ser compensada
Um tiro pela culatra: assim pode ser considerada a derrubada da Amazônia
para o cultivo de soja voltado para a produção de biodiesel. A quantidade de
gás carbônico emitida pela conversão da floresta tropical em terras agricultá-
veis pode levar até 320 anos para ser compensada pelos benefícios ambien-
tais do uso desse biocombustível. O cálculo, divulgado esta semana na revista
Science, é um balde de água fria para o Brasil, que se orgulha da sua posição de
destaque no mercado mundial de biocombustíveis.
Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/ecologia-e-meio-ambiente/a-emenda-pior-que-o-soneto/>.
Acesso em: 09 fev. 2012.

Já parou para pensar no que é biodiesel? Por que a polêmica em torno da


escassez de alimentos se o consumo de biodiesel aumentar? O biodiesel é
um combustível diesel produzido no Brasil, principalmente a partir de fon-
tes naturais e renováveis como os vegetais: girassol, amendoim, mamona,
sementes de algodão, babaçu etc. Tem mais! Atualmente também tem sido
utilizado o óleo descartado de frituras, gordura animal (banhas) para se ob-
ter biodiesel. É isso mesmo! O lixo também está sendo aproveitado. Os prin-
cipais argumentos a favor do biodiesel são:

• substituição de combustíveis fósseis em motores de ignição por com-


pressão; ponto de combustão apropriado;
• possui maior viscosidade, o que o torna um excelente lubrificante;
• ambientalmente benéfico: livre de enxofre e aromáticos; biodegradável;
• o gás carbono liberado é absorvido pelas oleaginosas durante o
crescimento;
• ao ser obtido por meio de frituras, estaria contribuindo para resolver
problemas de lixo;
• permite a valorização de produtos de atividades agro-industriais;

250
CiêNCias da Natureza

• aumenta a fixação do homem no campo e o investimento em áreas


agrícolas;
Os principais argumentos contra são:
• desmatamento de várias áreas para plantio de grãos, principalmente
de soja;
• utilização de metanol, substância tóxica;
• utilização de vários grãos para produção de energia, em detrimento
de ser fonte de alimentos.

Como é produzido o biodiesel?


Óleo reage com o metanol (ou etanol) na presença de um catalisador.
Nas condições adequadas, obteremos biodiesel e glicerina.

Óleo(ou gordura) + álcool (metanol ou etanol) → biodiesel + glicerina


Catalisador (sódio)

Atividade 11
Tendo em vista seus conhecimentos: quais são os reagentes e quais são
os produtos da transformação química acima? Faça uma pesquisa na Inter-
net para ver as propriedades de cada substância da transformação. Verifi-
que a cor, o estado físico, a temperatura ambiente, a utilização.
Saiu na imprensa:

De coadjuvante a protagonista
Gabriela Diniz

Em 2008, quando for obrigatória a mistura de 2% do combustível ecológico


ao óleo diesel convencional, estima-se que o volume de glicerina produzido em
escala nacional será da ordem de 100 milhões de litros.
Ciência hoje online, 19 out. 2005. Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/quimica/de-coadjuvante-a-protagonista/>.
Acesso em: 09 fev. 2012.

Vamos analisar a utilização do biocombustível em motores a combustão?


Como você já aprendeu anteriormente,

Biodiesel: energia X alimento 251


uNidade formativa iv

Combustão é uma transformação química rápida que envolve a quei-


ma de um material combustível na presença de oxigênio (comburente),
na qual ocorre produção de energia sob forma de calor, luz, som etc.

A combustão é uma transformação química que produz energia. Analise


o quadro abaixo:

Reagentes → Produtos
Ligações químicas rompidas ligações químicas formadas
Absorção de energia produção de energia
Energia na combustão
(Saldo energético)

Será que toda reação de combustão libera a mesma quantidade de calor?


A quantidade de calor depende das substâncias que participam da transfor-
mação química? Vamos rever nosso conhecimento?

Atividade 12

A. Se queimarmos 1kg de óleo diesel, obteremos 10.824 kcal.


E se queimarmos meio quilo de óleo diesel?

B. Se queimarmos 1 kg de biodiesel obtido a partir de babaçu, obteremos


9.440 kcal. E se queimarmos 3 kg de biodiesel de babaçu?

C. Do ponto de vista energético, qual dos dois combustíveis é mais eficiente?

252
CiêNCias da Natureza

Como você pode calcular, cada combustível, quando queimado, produz


uma determinada quantidade de calor.

A quantidade de calor liberada por unidade de massa (ou volume) de


um material combustível é referida como poder calorífico.

Vamos analisar uma tabela e comparar a quantidade de calor produzida


por diferentes combustíveis com uma mesma massa?

Rendimento comparado de alguns combustíveis

Combustível Poder calorífico em kcal/kg

Gás liquefeito de petróleo (GLP) 11.750

Gasolina com 20% de álcool 10.394

Óleo diesel 10.750

Biodiesel de dendê 9.530

Carvão metalúrgico nacional 6.800

Gás natural úmido (kcal/m3) 9.256

Álcool anidro 7.090

Lenha 3.300
Balanço Energético Nacional 2007: Ano base 2006. (EPE) / COSTA NETO, Pedro R. et al. Química nova. São
Paulo: Sociedade Brasileira de Química, v. 23, n. 4, 2000.

A decisão sobre o uso do combustível depende do poder calorífico, da


composição química e da estrutura das partículas. Devem ser analisadas de
acordo com a finalidade do uso do combustível: volatilidade, inflamabilida-
de, poder antidetonante, viscosidade.
Mas, além das propriedades químicas do combustível, outros fatores
são determinantes (como os econômicos, os ambientais, os de transporte
e localização).

Biodiesel: energia X alimento 253


UNIDADE formativa IV

Atividade 13
Quantas quilocalorias são produzidas pela queima de 5 kg de álcool ani-
dro? E de 5 kg de gasolina? Qual seria um combustível mais lucrativo? Com-
pare com o valor do biodiesel.

254
Objetivo
A comunicação

6
Analisar as
transformações
nossa de cada dia: e interações
caracterizadas

afinal o que é isso? pela propagação


ondulatória em
alguns sistemas
tecnológicos de
comunicação.
Com certeza, você já ouviu a expressão: “Quem não se comunica, se es-
trumbica!”, criada e divulgada por Chacrinha, um apresentador de progra-
mas de calouros muito popular nos anos 1970.
Hoje, mais do que nunca, essa afirmação reflete a vida em sociedade,
como você está estudando nesta unidade. Com certeza, você concorda que
os habitantes do planeta estão mais interligados. Afinal, assistimos ao vivo,
em tempo real: Copa do Mundo, efeitos de terremotos na Índia e no Paquis-
tão ou de furacões no Caribe, as Olimpíadas de Pequim etc.
Se, na descoberta do Brasil, uma carta levou meses para chegar ao rei de
Portugal, atualmente um correio eletrônico (e-mail) pela Internet, chegaria
em alguns segundos ou, no telefone, Cabral falaria com o rei.
Mas como funcionam os meios de comunicação?
Para compreender melhor, usemos o rádio. Para ouvir a sua progra-
mação favorita, você, depois de ligar o rádio, sintoniza a estação dese-
jada. Isso significa: ajustar nosso aparelho receptor de ondas de rádio à
frequência de ondas da estação emissora. Assim, sintonizar o rádio na
frequência de 94,6 megahertz (MHz) significa que ele está captando as
ondas de uma emissora de FM (Frequência Modulada). Se mudarmos
nossa sintonia para AM (Amplitude Modulada), estamos sintonizando
emissoras de ondas cujas frequências são medidas em quilohertz (KHz).
Algumas palavras que apareceram no parágrafo anterior (emissor e
receptor) expressam os processos que estão envolvidos no funcionamen-
to deste recurso tecnológico – o rádio. Na verdade, para ouvirmos nossa
estação de rádio favorita, é necessário que ocorram os seguintes proces-
sos: produção, transmissão e recepção de ondas.
Nos estúdios, os microfones captam o som (onda sonora) produzido por
locutores, cantores etc., que é convertido em energia elétrica. Essa percorre
os aparelhos existentes na emissora, sendo convertida em sinais, que são
transportados por ondas eletromagnéticas – as chamadas ondas de rádio.
Essas ondas são transmitidas pelas antenas emissoras, em todas as di-
reções, e são captadas pelas antenas dos aparelhos de rádio (receptores),
que as selecionam (por meio dos sintonizadores), convertendo-as em cor-

A comunicação nossa de cada dia: afinal o que é isso? 255


uNidade formativa iv

rente elétrica. Essa corrente, ao percorrer os circuitos dos receptores, é


amplificada e é transformada em sons. Tudo isso ocorre num intervalo de
tempo muito curto, uma vez que as ondas eletromagnéticas têm grande
velocidade de propagação.
Em relação à televisão, o processo envolve captar, na estação, o som
e a luz, que são convertidos em energia elétrica. Esta, percorrendo os
aparelhos existentes na emissora, é transformada em sinais que são
transportados por microondas.
É nessa etapa que os processos se diferenciam do que foi estudado
em relação ao rádio, pois a transmissão desse tipo de onda, para longas
distâncias, exige cabos especiais que têm alto custo, o que tornaria a
transmissão economicamente inviável. Assim, a solução foi transmiti-las,
por antenas especiais, para os satélites artificiais de comunicação, que
estão no espaço próximo à Terra. São os satélites que enviam os sinais,
ainda transportados por micro-ondas, para as antenas de estações
retransmissoras da superfície. Desse ponto em diante, o processo para
obter luz e som se assemelha ao do rádio.
Você pode perceber que, nos dois processos, ocorrem inúmeras
transformações de um tipo de energia em outra, o que exige equipamentos
específicos. Para alcançar regiões próximas, o investimento e a manutenção
não são muito caros, como é o caso das estações de rádio e TVs comunitárias.

Atividade 14
Esquematize, num desenho, as etapas dos
processos de produção, transmissão e captação
das ondas de rádio. Registre em seu caderno.
Muito recentemente, passamos a utilizar a
luz para transportar informações. Especialmente
nas telecomunicações, o processo envolve captar
o som utilizando os microfones, transformá-lo
em luz e transmiti-la para o destino, onde uma
nova transformação converte a luz em som. BARROS, Carlos; PAULINO, Wilson
Roberto. Física e química. São Paulo:
O transporte da luz exige um meio especial Ed Ática, 1997
que são as fibras ópticas. São finíssimos tubos
(cerca de 0,5 mm de diâmetro) feitos com vidro de alto grau de pureza.
A figura mostra uma foto de um conjunto de fibras ópticas.

256
CiêNCias da Natureza

Atividade 15
A figura seguinte mostra um esquema do comportamento da luz no in-
terior de uma fibra óptica.

reflexões sucessivas

raios
incidentes

saída
Figura 1. Esquema da trajetória da luz em uma fibra optica
BARROS, Carlos; PAULINO, Wilson Roberto. Física e química.
São Paulo: Ed Ática, 1997.

Observe que, ao penetrar na fibra, a luz reflete-se incessantemente pelas


paredes internas até alcançar a outra extremidade.
No Brasil, embora a maior parcela da telefonia ainda opere com fios de
metal, já se iniciou o processo de substituição por fibras ópticas. Elas são
bastante utilizadas na transmissão de dados na Informática, na transmis-
são de programas de TV – a chamada TV a cabo, que não exige antena para
a recepção, – na indústria eletrônica e nos equipamentos de medicina. Os
múltiplos usos decorrem do fato de elas permitirem a propagação a longa
distância, sem perdas.
Com base no texto anterior, complete o quadro seguinte, preenchendo
cada lacuna com a informação solicitada.
Nome Aplicação tecnológica Nome Aplicação tecnológica

Luz Ultrassom

A comunicação nossa de cada dia: afinal o que é isso? 257


Objetivo

7
Identificar
grandezas
Navegar é preciso: significativas,
fenômenos e
tempo, espaço, ondas princípios da
propagação
ondulatória.

Navegar é preciso, escreveu o poeta português Fernando Pessoa, que


tem tudo a ver com o que você estuda agora: a comunicação. No mundo
atual, isso envolve as ondas, uma vez que vivemos mergulhados em um
oceano de ondas calmas ou turbulentas e, para cada tipo de onda, precisa-
mos de um “navio” apropriado. Assim, vamos estudar um pouco acerca das
ondas e dos “barcos tecnológicos” que nos permitem navegar com precisão
em cada uma delas.
As ondas (propagação ondulatória) transferem energia, sem que haja
movimento da matéria, isto é, a transferência de energia se dá por intermé-
dio de perturbações que se propagam com velocidades bem definidas num
meio material ou mesmo no vácuo, e que chamamos ondas.

Experimentando
Para entender melhor o que é uma onda, faça a experiência descri-
ta a seguir.
• 1. Use uma assadeira (ou recipiente de fundo chato) cheia de
água para produzir ondas. O melhor é começar com recipientes
retangulares. Para facilitar a observação, forre as paredes late-
rais internas do recipiente com um pouco de algodão.
• 2. Pegue um lápis e dê pancadinhas na superfície da água. Co-
mece com apenas uma e depois dê várias, em seguida. Observe
o que ocorre na superfície da água.
• 3. Coloque um pedacinho de rolha ou isopor sobre a água e ob-
serve seu movimento quando você produz ondas.
Você observou, na superfície da água, a formação de cristas e depres-
sões (as ondas) que se afastam cada vez mais do ponto em que o lápis
tocou a água.

Atividade 16
Agora use suas observações para responder:
A. Todos os pontos da água entram em movimento ao mesmo tempo?

258
CiêNCias da Natureza

B. O que acontece com o pedacinho de rolha colocado sobre a água?


Com a ajuda do professor, você pode realizar as atividades experimentais in-
dicadas nas figuras a seguir, observando o que ocorre em cada uma delas.

iMageNS:google

Pulsos produzidos numa corda

Pulsos produzidos em uma mola

Das observações realizadas, você pode extrair algumas ideias fundamentais:


• Ao mover uma pequena parte de um meio (a água, a corda e a mola),
o movimento ou a “perturbação” não se localiza apenas no ponto, é
transmitido aos pontos vizinhos, desses a outros e a outros, assim todos
os pontos do meio (ou quase todos), acabam entrando em movimento.
• Os diferentes pontos do meio não entram em movimento ao mes-
mo tempo. O movimento leva um certo tempo para se transmitir
de um ponto ao outro do meio, existe um certo atraso para que os
pontos mais distantes da fonte de perturbação entrem em movi-
mento, isto é, quando alguns pontos estão numa crista, outros es-
tão numa depressão (VALE), estabelecendo a forma de onda.

Navegar é preciso: tempo, espaço, ondas 259


UNIDADE formativa IV

• No fenômeno ondulatório, existem dois movimentos distintos: (1)


o movimento de avanço da onda, a perturbação em forma da onda
“viaja” na corda, isto é, move-se com certa velocidade, que depende
das propriedades físicas do meio material (a corda, a água, o ar etc.)
e da fonte da oscilação que produz o movimento; (2) o movimento
de vai e vem de cada pedaço do meio material em torno da posição
central, o movimento de oscilação (sobe e desce no caso da corda) é
a chave para entendermos como energia é transferida por uma onda.

Como você já estudou, quando realizamos trabalho sobre um sistema, a


energia cinética dele modifica-se: assim ao puxar a corda para cima e para
baixo, a pessoa realiza trabalho sobre a corda, movendo as suas partes ini-
cialmente paradas. Uma parte da corda estará continuamente recebendo
energia, que é transportada pela onda a todas as outras partes, na forma de
energia cinética, permitindo que cada parte se mova para cima e para bai-
xo, criando o movimento de sobe e desce da corda como um todo, que você
observa como uma onda.
As ondas mecânicas
As ondas que estudamos até aqui são denominadas ondas mecânicas,
pois precisam de um meio material (a corda, a água e a mola) para pro-
pagar-se. Mas será que a velocidade de propagação das ondas é igual em
qualquer meio? A atividade a seguir ajuda a responder a essa questão.

Atividade 17
A tabela apresenta a medida da velocidade de propagação do som em
alguns materiais (meios).
Medida da velocidade do som em
diferentes meios materiais (à 25 ºC)

Meio Material Ar Água Vidro Ferro


Velocidade do som (m/s) 346 1.498 4.540 5.200

Analise esses dados para responder à questão: em muitos filmes antigos


e desenhos animados, os personagens colocam o ouvido no trilho para veri-
ficar se o trem se aproxima. Por que fazem isso?

260
CiêNCias da Natureza

O som é uma onda mecânica e, para deslocar-se, necessita de um meio


material, seja ele sólido, líquido ou gasoso. Pode ser produzido por várias
fontes, como por exemplo, uma buzina em que a energia elétrica é trans-
formada em energia sonora, o atrito de dois objetos (como raspar um prato
com uma colher) ou um movimento vibratório – que é o caso das cordas do
violão, ou das nossas cordas vocais.
As ondas eletromagnéticas
Diferentemente das ondas mecânicas, as ondas ou radiações eletromagné-
ticas, que são produzidas por movimentos vibratórios (oscilatórios) de cargas
elétricas, propagam-se mesmo que não exista qualquer meio material, ou seja,
no vácuo. São exemplos desse tipo de onda: a energia solar, a luz visível, o calor,
o raio-x, os raios cósmicos, as microondas.
O processo de transmissão de energia solar para a Terra, que é denominado
irradiação, consiste em uma propagação de ondas eletromagnéticas. No vácuo,
todas as ondas eletromagnéticas se propagam à velocidade de 300.000.000
m/s, que é a velocidade da luz no vácuo. E, como para todas as ondas, a veloci-
dade da luz varia nos diferentes meios materiais. A tabela a seguir mostra os
valores da velocidade da luz em alguns diferentes meios materiais.
Medida da velocidade da luz em diferentes meios materiais

Meio Material Ar Água Álcool Vidro Diamante

Velocidade da
300.000.000 225.000.000 220.000.000 200.000.000 124.000.000
luz (m/s)

A medida da frequência dos fenômenos ondulatórios


Outra grandeza física que caracteriza as ondas é a frequência. A frequ-
ência permite fazer medidas de fenômenos que se repetem num intervalo
de tempo, como, por exemplo: a rotação da Terra (1 rotação por dia), a rota-
ção de um motor a explosão (por ex. de 1.000 rotações por minuto), a cor-
rente elétrica alternada no Brasil (60 ciclos por segundo) etc.

A frequência (f) de uma onda é uma medida do número de vibrações


ou oscilações realizadas num intervalo de tempo de 1 segundo. A unida-
de de medida de frequência (oscilação/segundo) é chamada hertz repre-
sentada por Hz.

Navegar é preciso: tempo, espaço, ondas 261


uNidade formativa iv

As ondas têm sempre a mesma frequência da fonte que as emitiu, inde-


pendentemente do meio material em que se propagam, ou da distância que
percorrem. Assim, uma onda de rádio de determinada frequência, emitida
por uma estação de rádio de Belo Horizonte, será detectada em Manaus,
no Rio de Janeiro, em Maceió, Porto Alegre ou qualquer outro lugar, sempre
com a mesma frequência.

Atividade 18
Transforme as frequências indicadas em Hz
A. Bater de asas de um beija flor: 60 vezes/segundo = Hz
B. Motor: 1.200 rotações/minuto = Hz

A frequência permite identificar uma onda e mesmo classificá-la. Assim,


as ondas sonoras podem ser classificadas tendo como critério a capacidade
humana de ouvi-las: os sons cujas frequências variam entre 20 Hz e 20.000
Hz são audíveis para nós, enquanto sons de frequências menores que 20 Hz
(infra-sons) e maiores que 20.000Hz (ultrassons) são inaudíveis.
As ondas eletromagnéticas que compõem o espectro eletromagnético
também podem ser classificadas usando como critério as frequências, pois
cada uma delas ocupa uma determinada faixa de frequências, dentro do con-
junto de todas as ondas eletromagnéticas. O quadro abaixo mostra essa clas-
sificação e algumas das aplicações tecnológicas de cada faixa de frequência.

Rádio Microondas Infravermelho Ultravioleta Raios-X Raios Gama


10 a 109 a 1011 a 1014 a 1016 a 1019 a
109 Hz* 1011 Hz 1014 Hz 1016 Hz 1019 Hz 1024 Hz
Rádio e Radar e Aquecedor e Radiação Radiografia Explosão
televisão comunicação ferro de passar solar de bomba
por satélite roupa nuclear e
radioterapia

Luz

* A potência indica o número de zeros que acompanham o número 1, assim 109=1 000.000.000.

262
Ciências da natureza

Neste tópico, estudamos as ondas, em seus princípios, propriedades e


características. Demos atenção especial ao som e a algumas aplicações das
ondas eletromagnéticas. No próximo tópico vamos estudar um pouco mais
a luz.

Navegar é preciso: tempo, espaço, ondas 263


Objetivo

8
Caracterizar a luz

E disse:
como radiação
eletromagnética,
utilizando
Faça-se a luz... propriedades
para explicar
os fenômenos
cotidianos.

Um dramaturgo inglês escreveu: “Existem muito mais coisas entre o céu e


a Terra do que pode imaginar nossa vã filosofia.” E foi assim, buscando conhe-
cer o que nos cerca, que a humanidade foi construindo o conhecimento que
hoje partilhamos, em modelos, explicações e teorias, muitas vezes reformula-
das e sem verdade final para explicar: um universo microscópico que nossos
olhos não percebem, tão complexo e instigante quanto as estrelas que vemos
num universo tão grande que apenas começamos a conhecer.
E nesses dois extremos –
www.MUNdoFiSiCo.JoiNVille.UdeSC.Br/

um universo tão pequeno que


não é visível e outro tão gran-
de, que também não pode ser
visto integralmente – encon-
tramos a luz como conceito de
ligação, seja nas estrelas ou no
interior dos átomos.
A luz é a parte do espectro
eletromagnético, que ocupa
uma faixa de ondas para as
quais o olho humano é sensível. Por isso é chamada luz visível ou branca,
que corresponde a um intervalo de frequências, que compreende inúmeras
regiões menores, em que predomina uma frequência onde predomina
uma das seguintes cores: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil
e violeta. O arco-íris permite visualizar o conjunto de cores que compõem
a luz branca, que é dispersa ao atravessar as gotas de água, de maneira
semelhante à dispersão produzida por um prisma como mostram as figuras.
http://pt.wikipedia.org

Espectro da luz branca.

264
CiêNCias da Natureza

Prismas Esquemas de cores

Vermelho
Alaranjado
Amarelo
Verde
Luz branca Azul
do Sol
Anil
Violeta
http://Bit.lY/geCwJd http://Bit.lY/ged0Qe

http://aXpFep1.iF.USp.Br/~greF/
Leituras do GREF. Óptica,

Quando estamos de olhos fechados, não enxergamos nada, pois nenhu-


ma luz atinge os nossos olhos. Para enxergarmos, é necessário que a luz
proveniente das coisas chegue até nossas retinas. Nossos olhos são estru-
turas complexas, capazes de levar a luz até receptores específicos, em que é
transformada em impulsos elétricos levados pelos nervos até o cérebro, que
os traduz em percepções visuais.

Atividade 19
Assinale as afirmações verdadeiras com V e as falsas com F.
A. A luz solar pode ser decomposta em luzes.
B. Um prisma pode decompor a luz vermelha.
C. A imagem do objeto forma-se no cérebro.
D. Enxergamos objetos iluminados.

E disse:Faça-se a luz... 265


UNIDADE formativa IV

Entretanto, muitas das coisas que enxergamos não são fontes produto-
ras de luz. Assim, como pode a luz dessas coisas chegar aos nossos olhos?
Para responder a essa pergunta, vamos estudar as propriedades que ca-
racterizam a interação das ondas com os materiais: a reflexão, a refração e
a absorção.
Uma importante propriedade da luz é que ela se desloca em linha reta
em meios materiais homogêneos e, por isso, podemos falar de raios de luz.
Como todas as ondas, a luz, ao alcançar um meio diferente, pode: (a) retor-
nar para o meio antecedente: reflexão; (b) passar pela superfície de separa-
ção entre os dois meios e continuar a se propagar, agora no outro meio ma-
terial: refração; ou (c) ser absorvida transformando-se em calor: absorção.
Na verdade, ao interagir com o meio, a onda será, ao mesmo tempo, re-
fletida, refratada e absorvida, em maior ou menor porcentagem, dependen-
do das características do material. A luz solar, por exemplo, ao interagir com
o vidro, é parcialmente refletida e absorvida (o vidro se aquece), enquanto
uma quantidade considerável é refratada, ou seja, o vidro é transparente
para a luz solar. Se fosse um espelho, a maior parcela seria refletida, ao pas-
so que, num pedaço de pano preto, a maior parcela seria absorvida.

MARCONDES, Ayrton César e SARIEGO, José Carlos. Ciências. São Paulo: Ed. Scipione.

266
Ciências da natureza

Assim, ao interagir com objetos que não são fontes produtoras de luz,
uma parcela da luz incidente é refletida e é essa parcela que chega aos nos-
sos olhos e nos permite ver os objetos.
E as cores? Você já viu, no espectro, que a luz branca é formada por um
conjunto de luzes (cores) e, ao alcançar os objetos, cada uma delas vai in-
teragir com o material, podendo ser refletida ou não, o que definirá a cor
do objeto que vemos. Assim, enxergar uma bola vermelha significa que as
ondas cujas frequências correspondem à cor vermelha é que estão sendo
refletidas pela bola e chegando aos nossos olhos. E você deve estar se per-
guntando: e as outras? As ondas luminosas correspondentes às outras co-
res são absorvidas.
O conhecimento das propriedades da luz possibilitou que a humanidade
construísse inúmeros equipamentos ópticos usados para a melhorar intera-
ção das pessoas com o mundo ao redor. Assim, esse conhecimento contri-
buiu para que pudéssemos aprender mais sobre tudo que nos rodeia como,
por exemplo, a fabricação das lentes corretivas (de contato ou em óculos),
dos microscópios e telescópios.

Atividade 20
Assinale, entre as afirmativas, aquelas que estão corretas.
A. Um objeto de cor azul, estará refletindo todas as cores da luz branca.
B. A visão dos objetos só é possível por causa da reflexão da luz.
C. Ao se propagar em um meio diferente a luz é refratada.

E disse:Faça-se a luz... 267


Objetivo

9
Aprender a

Ver... ouvir...
identificar
os conceitos
relacionados à
falar... comunicar audição e visão e
sua importância
na percepção do
mundo ao redor.

As vibrações produzidas pela fonte sonora (perturbação) são transmiti-


das para as moléculas mais próximas, que, por sua vez, as transmitem para
outras, e assim, sucessivamente, propagando a perturbação sob a forma de
uma onda sonora que chega ao nosso ouvido.
O ouvido é o órgão da audição. No ser humano, divide-se em três partes
principais:
• O ouvido externo, que é composto pela orelha, o canal auditivo e o
tímpano – uma membrana muito delicada, que o separa do ouvido
médio.
• O ouvido médio, onde existe um conjunto de ossos minúsculos cha-
mados martelo, bigorna e estribo (por causa de sua forma), ligados
entre si e ao tímpano.
• O ouvido interno, que é a parte mais complexa, onde se localizam a
cóclea, o vestíbulo e os canais circulares.
google

Orelha interna Nervo


auditivo
Canais Nervo
semicirculares vestibular

Caracol

Pavilhão Meato
auditivo acústico
Ossículos da
Orelha externa orelha média
Osso Nervo coclear
Tímpano
Tuba auditiva

As orelhas funcionam como “funis de som”, captando as ondas sonoras


e dirigindo-as para o interior do ouvido. Assim, a energia das moléculas do
ar em vibração faz o tímpano vibrar como se ele fosse o couro de um tam-
bor. Essa vibração é transmitida ao martelo, bigorna e estribo. Ao passar do
tímpano para cada um desses ossos, as vibrações aumentam em até 20 ve-
zes e são transmitidas ao ouvido interno.

268
CiêNCias da Natureza

No ouvido interno, na parte chamada cóclea, as vibrações são transfor-


madas em impulsos elétricos. Esses impulsos são passados ao cérebro, atra-
vés de nervos.
No decorrer da vida, as pessoas são expostas a sons de várias intensida-
des. A intensidade do som é medida em decibéis (dB) e tem um limite que
os ouvidos humanos podem suportar, sem causar lesões que podem levar à
surdez. Assim, se uma pessoa for submetida constantemente a sons de 85
dB, sofre lesões que diminuem sua capacidade auditiva. Se for submetida a
sons de 110 dB ou mais, pode até mesmo chegar à surdez.

Atividade 21
Assinale o processo pelo qual conseguimos perceber o som produzido
por um violinista, no palco de um teatro, quando estamos sentados a mais
de 25 metros do mesmo:
A. violino – vácuo – espectador
B. violino – ar – espectador
C. violino – luz – espectador
A produção da fala
A fonação é o trabalho muscular realizado para emitir sons inteligíveis,
isto é, para que exista a comunicação oral. O grande objetivo da fonação é a
articulação de palavras, por meio do processo pelo qual se modifica a corren-
te de ar procedente dos pulmões, que atravessa a traqueia e chega à laringe.
Na laringe, as pregas vocais são responsáveis pelo fenômeno da fonação.
O trato vocal é formado pelas cavidades que vão desde as pregas vocais
até os lábios e as narinas. A forma e comprimento de cada cavidade do trato
vocal são fundamentais para definir a qualidade do som produzido.
1. Língua
google

2. Orofaringe
3. Laringe
4. Glote
5. Cordas Vocais
6. Cartilagem Tireoide
7. Cartilagem Cricoide
8. Traqueia
9. Esôfago

Ver... ouvir... falar... comunicar 269


UNIDADE formativa IV

Atividade 22
Para conhecer melhor as partes do olho, observe a imagem do seu olho
num espelho: você vai identificar muitas partes descritas na figura na pági-
na seguinte. Lembre-se de que algumas delas não são visíveis dessa forma.
Faça um esquema do olho humano identificando: (I) córnea (II) íris (III) cris-
talino e (IV) retina.

A parte que chamamos de “branco” do olho é feita de um tecido resis-


tente e chama-se esclerótica ou esclera. No centro do olho, à frente, está a
córnea, a parte do olho que é transparente e permite que a luz passe.
Na parte interna da esclerótica, há uma camada chamada coroide, res-
ponsável por impedir a reflexão da luz que entra no olho, possibilitando sua
absorção. A coroide origina a íris, que é a parte colorida dos nossos olhos
(castanhos, pretos, azuis etc.). No centro da íris, há um orifício chamado pu-
pila, por onde a luz passa para o interior do olho.
A íris controla a quantidade de luz que entra no olho, alterando o tama-
nho dessa janela que é a pupila. Isso impede que o excesso de luz alcance a
retina, quando estamos em um ambiente muito claro, e aumenta a entrada
de luz quando estamos em ambientes pouco iluminados.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Olho

Pupila
Íris Córnea
Câmara
posterior Câmara anterior
(humor aquoso)
Fibras
zonulares Cristalino Músculo ciliar
Ligamento
suspensor da lente
Retina
Coroide Humor
vítreo
Esclera

Canal hialóideo

Disco
óptico

Nervo
óptico (II) Fóvea central na
mácula lútea
Artéria e veia
centrais da retina

270
CiêNCias da Natureza

Atrás da íris, existe uma lente chamada cristalino, que focaliza as ima-
gens na retina. Assim, podemos traçar o caminho da luz no olho: a luz entra
através da córnea, passa pela pupila, pelo cristalino, e a imagem é projetada
sobre a retina — outra camada que se situa no interior da coroide. Na reti-
na, existem substâncias sensíveis à luz que a transformam em impulsos elé-
tricos transmitidos para o cérebro.
Na retina humana, existem dois tipos de células, chamadas de cones e
bastonetes, que nos possibilitam enxergar as cores. Elas receberam esses
nomes por causa das suas formas. Os bastonetes são responsáveis pela per-
cepção dos tons de cinza e os cones, pelas outras cores. Há três tipos de co-
nes e cada um responde à luz de um comprimento de onda diferente. Um
tipo responde a ondas longas (luz vermelha); outro, a ondas médias (luzes
amarelas e verdes); e o terceiro tipo, a ondas curtas (luzes azuis e violeta).
Existem pessoas a quem falta um tipo de cone, de forma que não enxergam
a cor vermelha. Esse fenômeno, chamado daltonismo, tem origem genética.
Você já pensou como conseguimos enxergar de perto e de longe? Para for-
mar uma imagem nítida na retina, os raios de luz que entram precisam ser
focalizados e esta função é executada pelo cristalino. Ele funciona como uma
lente cuja forma se modifica sob a ação de músculos específicos, permitindo a
focalização dos objetos, quer estejam próximos, quer distantes. Sem essa len-
te, veríamos o mundo embaçado, com manchas claras e escuras.
Quando a musculatura que movimenta os olhos apresenta problema e
quando o cristalino perde a capacidade de focalizar a imagem sobre a retina
ou perde a transparência, passamos a conviver com dificuldades de visão,
que são contornadas com o uso de lentes corretivas ou cirurgias.
O quadro a seguir apresenta algumas dessas dificuldades.

• Estrabismo: verifica-se quando há um desequilíbrio na força dos músculos


que movem os olhos, forçando-os a se virarem para dentro ou para fora.
• Miopia: é a dificuldade de enxergar objetos distantes (a imagem é focalizada
antes da retina).
• Hipermetropia: é a dificuldade de enxergar objetos próximos (a imagem é
focalizada atrás da retina).
• Astigmatismo: é a distorção da imagem enxergada.
• Catarata: é a perda de visão causada pela opacificação do cristalino, que
impede ou dificulta a chegada da luz à retina.
• Presbiopia: conhecida como “vista cansada”, envolve a dificuldade em ver
nitidamente objetos próximos e ler. Essa dificuldade resulta da diminuição da
elasticidade do cristalino, com a idade.

Ver... ouvir... falar... comunicar 271


10
Objetivo
Assim caminha a Neste tópico,
humanidade: enxergando você poderá
identificar os
o invisível e mirando as tipos de lentes
estrelas e explicar o
funcionamento
de alguns
instrumentos
formados por
Os instrumentos ópticos como projetores, filmadoras, sistemas de
telescópios e microscópios são sistemas ópticos formados pela lentes.
associação de diversas lentes, para garantir que a imagem
projetada seja nítida, aumentada no caso de objetos muito pequenos, ou
aproximadas quando muito distantes.
Assim, vamos entender o que ocorre com os raios de luz em uma lente.
Ao interagir com as lentes, a luz sofre refração, pois elas são feitas de mate-
riais transparentes (cristal ou acrílico). Isto é, o raio de luz que está se pro-
pagando no ar, ao alcançar a superfície de separação entre o ar e a lente,
muda de direção, embora continue se propagando em linha reta. Essa mu-
dança de direção ocorrerá novamente quando ele alcançar a nova superfície
de separação e voltar a se propagar no ar, como mostra o esquema de uma
lente da figura.
Há dois tipos mais comuns de lentes: as convergentes (todos os raios
que as atravessam convergem para um mesmo ponto o foco) e as chama-
das divergentes.

Lente convergente Lente divergente

Tipos de lente Fonte: Barros, C. e Paulino, W.R. Física e Química. Ed Ática, 1997

Utilizando relações geométricas, é possível fabricar lentes que corrijam


a posição da imagem formada pelo olho, fazendo com que ela se forme so-
bre a retina. Assim, na miopia, quando a imagem é formada antes da retina,
o uso de uma lente adequada fará com que ela se forme no lugar correto, e
que a pessoa possa ver com nitidez.

272
CiêNCias da Natureza

Eu uso óculos...
Ilustração de um olho míope e a compensação da miopia usando uma lente.
A imagem de um objeto situado no infinito (na prática a
mais de 5 metros) é formada dentro do olho antes da retina.
A colocação de uma lente divergente (mais fina no centro que
no bordo) permite a compensação dessa deficiência através da
formação de uma imagem nítida na retina.

Ilustração de um olho hipermetrope e a compensação da hipermetropia


usando uma lente.
A imagem de um objeto no infinito forma-se após a retina,
o que significa que o indivíduo vê uma imagem desfocada de
todos os objetos ao longe e, pior ainda, ao perto. Se, à frente do
olho, for colocada uma lente convergente, a imagem se forma
ao nível da retina permitindo boa visão ao longe e perto.

Imagens: adaptado de www.magnivi-


sao.pt/optica/anomalia.htm

Usando um conjunto de lentes, é possível construir equipamentos, tais


como: projetores, filmadoras, telescópios e microscópios, que são siste-
mas ópticos formados pela associação de diversas lentes, para garantir
que a imagem projetada seja nítida, aumentada no caso de objetos muito
pequenos; ou aproximada, quando muito distantes, como ocorre nas lu-
netas e telescópios.

Luz do objeto distante

Imagem real Lente maior

Lente menor

Observador

Telescópio refrator metálico de 1787 Telescópio Refrator BARROS, Carlos; PAULINO, Wilson Roberto.
Física e química. São Paulo: Ed Ática, 1997.

Assim caminha a humanidade: enxergando o invisível e mirando as estrelas 273


UNIDADE formativa IV

Além do uso nos instrumentos ópticos, a luz visível, em suas diversas co-
res, é utilizada como elemento de comunicação, como ocorre com os sinais
de trânsito. Por exemplo, a cor vermelha, para a qual temos uma maior per-
cepção, geralmente indica perigo ou atenção em diferentes situações: sinal
de parar, frear, stand by, em funcionamento, equipamento ligado etc.
A percepção de cores é hoje uma área de conhecimento e pesquisa, es-
pecialmente para o uso delas na comunicação, nas mais diversas atividades:
propaganda, produção visual, sinalização de trânsito, a área de segurança
no trabalho.

Atividade 23
Identifique o principal fenômeno ondulatório que ocorre em cada meio,
numerando a segunda coluna de acordo com a primeira
I. Absorção a) Nos espelhos
II. Reflexão b) Nas lentes
III. Refração c) Num papel negro
IV. Transmissão

Embora tratada como uma onda, por apresentar as propriedades que ca-
racterizam as ondas, a luz também apresenta comportamento de uma par-
tícula como foi explicado pelo físico Albert Einstein, no início do século XX.
Assim, até hoje aceita-se que o modelo de explicação da luz seja dual: a
luz é, ao mesmo tempo, onda e formada de partículas (os fótons). Usan-
do esse modelo, Einstein descobriu, por meio de considerações teóricas, que
um átomo absorve um fóton (a partícula de luz) incidente e o reemite ao
acaso, após certo tempo (emissão espontânea), e que esse mesmo átomo
deve reemitir seu fóton absorvido, se um segundo fóton interage com ele.
Esse efeito físico, que é denominado emissão estimulada, é o princípio que
levou à descoberta do laser (light amplification by stimulated emission of
radiation ou amplificação da luz por emissão estimulada de radiação) que
é um dispositivo que produz radiação eletromagnética com características
muito especiais: possui frequência muito bem definida, é coerente e propa-
ga-se como um feixe sem dispersão.

274
CiêNCias da Natureza

Está na Internet!
Um laser funciona, desde que se consiga excitar um número mínimo de áto-
mos de determinado material, para que seus elétrons alcancem um nível de
energia superior, de modo que existam mais átomos excitados do que átomos
no estado fundamental. Quando isso ocorre, a emissão espontânea de fótons,
que acontece naturalmente a todo tempo, é amplificada pelos átomos vizinhos,
que vão emitir fótons estimulados pelos primeiros. Esses fótons, por sua vez,
estimulam a emissão de outros, num efeito cascata.
Para que isso ocorra, é necessário manter fótons emitidos estimuladamente
interagindo com os átomos. O laser pode ser produzido por materiais como: o
cristal de rubi, misturas de gases (no caso do hélio e neônio), dispositivos de
estado sólido como diodos laser ou moléculas orgânicas. Por suas proprieda-
des especiais, o laser é hoje utilizado nas mais diversas aplicações: médicas
(cirurgias), industriais (cortar metais, medir distâncias), pesquisa científica,
comerciais (comunicação por fibras óticas, leitores de códigos de barras), e
mesmo todos os dias em nossas casas (aparelhos leitores de CD e DVD e laser
pointer usado como ponteiro).
Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Laser>. Acesso em: 09 fev. 2012. (Adaptação)

Assim caminha a humanidade: enxergando o invisível e mirando as estrelas 275


Participação
Cidadã

277

participação cidadã

Caro(a) Estudante,
Nos próximos seis meses, você vai envolver-se na execução do PLA –
Plano de Ação Comunitária, que foi detalhadamente planejado e preparado
na Unidade III. Agora é hora de colocá-lo em prática! O caminho percorrido
até aqui, para construir o PLA, envolveu toda a turma e foi baseado no
diálogo, na troca de conhecimentos, de ideias, de opiniões. A proposta de
atuação social na comunidade foi elaborada e decidida coletivamente por
vocês. É hora de ampliar a experiência de participação para além da sala de
aula e atuar diretamente na realidade social!
Nesta unidade, você vai enfrentar dois grandes desafios: fazer acontecer
a Ação Comunitária planejada e monitorar o que é feito com toda a sua
turma. A cada passo, você vai aprofundar sua experiência de participação
e vivenciar processos mais abrangentes e diversificados de comunicação:
com o público alvo do PLA, os parceiros e seus colegas.
Não é à toa que a palavra comunidade tem a mesma raiz da palavra
comunicação: comuni quer dizer compartilhar, pôr em comum, participar.
Não há participação sem comunicação!
Nas outras seções deste volume, você terá a oportunidade de conhecer e
refletir sobre os sentidos da comunicação nas diferentes dimensões da vida
em sociedade. Nesta seção, apresentamos algumas dicas de comunicação
que podem contribuir para dar mais qualidade à sua atuação durante a
execução e o monitoramento do PLA.
As aulas de Participação Cidadã terão uma organização especial, neste
trimestre. As horas dedicadas à execução do PLA, no local em que ele vai
ser realizado, devem ser intercaladas com encontros periódicos de toda a
turma, na sala de aula, para refletir sobre o que está sendo feito e preparar
a próxima atividade prevista no plano. Compartilhar erros e acertos,
dificuldades e conquistas que a experiência prática apresenta, com certeza,
vai proporcionar novas aprendizagens para toda a turma.

Bom trabalho!

 279
1 Sem comunicação
não há participação
Comunicação é um processo por meio do qual os indivíduos cooperam,
trocam experiências, conhecimentos, ideias, sentimentos e estabelecem re-
lações entre si. É, portanto, um processo de interação humana que faz parte
de qualquer ação coletiva, comunitária, social.
Para organizar uma ação comunitária em torno de interesses coletivos
e públicos, a qualidade da comunicação entre os envolvidos é muito impor-
tante para assegurar a qualidade da participação. Mas, para alcançá-la, al-
gumas condições são necessárias:
• Possibilitar a todos o acesso às informações sobre o que está ocorren-
do e o que está sendo feito. Sem ter informação dos fatos, como opi-
nar, tomar decisão sobre eles, ou seja, como participar?
• Dar transparência a tudo que acontecer, estabelecendo uma comuni-
cação aberta, direta, sem segredos. Como ter confiança para partilhar
responsabilidades por uma ação coletiva, se não houver transparên-
cia de informações e de atitudes entre os que dela participam?
• Criar espaços e meios de comunicação que considerem os costumes, a
cultura, e as linguagens usadas pela comunidade em que se vai atuar!
Como as pessoas vão se entender se não falam a mesma “língua”?
Essas condições valem para a participação de todos os que estão envol-
vidos na ação comunitária em desenvolvimento e devem ser levadas em
consideração em todos os tipos de atividades.
Para começar, vamos retomar a proposta de monitoramento do PLA e
definir como vai ser a comunicação entre os jovens diretamente responsá-
veis pelas tarefas de execução do plano e o resto da turma.

Atividade 1
Discuta com seu grupo e, depois, compartilhe com toda a turma:
A. Como deve ser o processo de comunicação da turma para monitoramento
do PLA?

Sem comunicação não há participação 281


UNIDADE formativa Iv

B. Que procedimentos e instrumentos de registro das atividades vão ser


usados?
C. Resgate, no documento do PLA, a proposta de monitoramento para
revisá-la.

Se houver mais de um PLA na turma, este é o momento de compartilhar


as experiências e de combinar como farão, na prática e conjuntamente, o
acompanhamento e a avaliação das atividades previstas. Lembre-se de que
o monitoramento conjunto das atividades requer: (i) a organização/estru-
turação de procedimentos e instrumentos de registro das atividades desen-
volvidas na comunidade: registros escritos, poéticos, artísticos, fotográficos
etc.; (ii) previsão, no processo de trabalho, de momentos de avaliação, in-
cluindo a participação de todos os envolvidos: o público-alvo, os parceiros
da ação, os membros do grupo.

282
2
Espaços de
participação e
de comunicação
Os espaços de participação e de comunicação vão se conformando no
desenvolvimento das atividades previstas no PLA. Não estamos falando de
espaços físicos, mas de espaços de interação coletiva, tais como grupos de
trabalhos e as diversas situações que envolvem a comunidade, os colegas
de turma em conversas, debates, negociações e decisões conjuntas.
Esses espaços também podem ser criados para responder a determina-
das necessidades específicas de organização, de mobilização, de formação
no desenvolvimento do PLA. Por exemplo:
• Reunião: tem como objetivos informar, compartilhar opiniões entre
os participantes e debater um tema; planejar atividades ou tarefas
conjuntas; dividir responsabilidades; tomar decisões; avaliar as ações
realizadas.
• Seminário: é organizado para aprofundar conhecimentos sobre um
ou mais temas. Há várias maneiras de organizar um seminário:
a) organiza-se uma bibliografia sobre um tema e todos os participantes
desenvolvem previamente estudos e leituras para serem compartilhados e
discutidos com os outros no seminário;
b) organiza-se um painel em que especialistas, lideranças da comunida-
de são convidados a apresentar suas reflexões e/ou experiências sobre um
tema. As abordagens diferentes ou complementares possibilitam aos par-
ticipantes do seminário formar uma visão mais abrangente sobre o tema;
c) organiza-se uma mesa-redonda com especialistas com visões diver-
gentes sobre um mesmo tema, para exporem seus pontos de vista e proble-
matizarem os dos outros.
• Assembleia: reúne aqueles que participam de uma mesma ação, de
um mesmo programa ou de uma mesma instituição, para informar
sobre assuntos práticos que são de interesse geral. Nas assembleias,
a tomada de decisão para aprovação de propostas de solução de um
problema se faz por meio de votação, após apresentação de argu-
mentos de defesa ou de rejeição.

Espaços de participação e de comunicação 283


uNidade formativa iv

• Encontro: é estruturado com a intenção de possibilitar que os partici-


pantes troquem experiências sobre suas ações e vivências, de forma
organizada e a partir de um tema ou objetivo comum, e que se conhe-
çam, façam contato.
• Feira: tem também o objetivo de proporcionar contatos e intercâmbio
de experiências, por meio da exposição e/ou venda de materiais e de
produções elaborados pelos participantes;
• Evento: é a organização de uma ou mais atividades sobre um ou mais
temas, com a intenção de dar publicidade, torná-lo(s) mais visível(eis)
publicamente e envolver grande número de participantes. Evento quer
dizer “acontecimento”, por isso, em geral, é aberto ao público em geral.
Esses espaços de participação, para cumprirem suas funções, têm que ser
cuidadosamente preparados e conduzidos. Mesmo que tenham objetivos e
número de participantes diferentes, é preciso fazer um planejamento deta-
lhado que considere variados aspectos: programação, tempo de duração,
infraestrutura do local, coordenação, divisão de tarefas pelo grupo respon-
sável etc. Leia e analise o exemplo abaixo:

Como organizar e conduzir uma reunião com a comunidade


A preparação:
• Definir o que se pretende alcançar com a reunião.
• Estruturar a proposta de pauta da reunião, ou seja: (i) o roteiro com as eta-
pas da reunião e a ordem dos assuntos que serão discutidos; (ii) o tempo
estimado para cada um deles e a duração da reunião.
• Preparar as principais orientações para as discussões sobre os assuntos da pauta.
• Dividir tarefas e responsabilidades entre os organizadores, antes da reu-
nião, definindo quem vai: (a) coordenar a reunião; (b) receber os/as parti-
cipantes; (c) marcar o tempo das falas; (d) registrar o que foi debatido e
concluído.
• Preparar o local, o ambiente da reunião (se for possível, organizar as cadei-
ras em círculo para facilitar a participação de todos).
• Providenciar material de apoio: giz, canetas, papel, cartolina etc.
• Exemplo de pauta de uma reunião: →

284
PartiCiPação Cidadã


1) Apresentação dos participantes e apresentação da equipe ou do grupo de
organização/coordenação da reunião.
2) Esclarecimento dos objetivos da reunião:
a) apresentação da proposta de pauta: abrir para novas sugestões e sub-
meter à aprovação de todos os participantes (10 minutos).
b) apresentação dos procedimentos da reunião: o tempo de duração total
previsto; tempo estimado para a apresentação e o debate de cada tema;
pessoa incumbida de controlar o tempo e responsável, pela produção de
um relatório (5 minutos).
3) Lista de informes, para atualizar os participantes sobre fatos ocorridos ou
informações de interesse (15 minutos).
4) Lista de assuntos/temas para discussão: distribuir tempo para cada um,
de acordo com a importância que tem para o debate.
5) Encaminhamentos e distribuição de tarefas: recuperar as principais con-
clusões dos debates, decisões e responsabilidades (10 minutos).
6) Avaliação da reunião e continuidade: próximos passos e agendamento da
próxima atividade.
• Dicas para a condução da reunião:
• O momento inicial de apresentação dos participantes deve quebrar o
formalismo e criar um ambiente de companheirismo e descontração.
• Ao apresentar a proposta de pauta, é importante verificar se todos
compreenderam os pontos principais e, também, o contexto dos temas
propostos. Por isso, o coordenador deve estimular os participantes a
fazerem perguntas de esclarecimento para se chegar a uma compreen-
são comum e acordada sobre o que será tratado ao longo da reunião.
• Os informes devem ser curtos e objetivos. Muita informação dispersa a atenção.
• O maior desafio é encaminhar os assuntos que vão ser apresentados,
analisados, discutidos, dando um rumo ao debate, para que chegue ao
seu objetivo. O melhor jeito é, após contextualizar a questão em pauta,
lançar perguntas orientadoras sobre seus aspectos principais. As per-
guntas têm que ser simples, diretas e autoexplicativas para que os par-
ticipantes expressem suas opiniões ao respondê-las.
É recomendável escrever numa lousa ou numa cartolina as principais
ideias apresentadas pelos participantes, para que todos possam visua-
lizá-las e, depois, compará-las e analisá-las.

Espaços de participação e de comunicação 285


uNidade formativa iv


• Deve-se sempre lembrar aos participantes o tempo previsto para cada as-
sunto. Essa é a maneira de todos ajudarem a regulá-lo, sintetizando suas
próprias falas. Pode-se também estabelecer um acordo sobre quanto tem-
po deve durar a fala de cada participante (2 a 3 minutos no máximo).
• Ao fim do debate sobre cada assunto, o coordenador deve sintetizar o
que foi discutido e decidido.
Você faria diferente ou complementaria a proposta acima de organização de
uma reunião?

Faça individualmente uma lista com o que você acha que não pode ser es-
quecido no planejamento de algum espaço de participação previsto no PLA.

Atividade 2
Reúna seu grupo de trabalho do PLA para trocar experiências e discutir
as seguintes questões:
A. Que experiências os membros do grupo já conheceram ou vivenciaram
em espaços de participação? Como avaliaram a organização e os objeti-
vos alcançados?
B. Faça uma nova leitura das atividades previstas no PLA para identificar
que espaços de participação estão previstos ou que podem ser criados.

Em plenária, compartilhe com os colegas a síntese das discussões dos


grupos. Façam uma só lista dos diferentes aspectos que envolvem o plane-
jamento de um espaço de participação, com a contribuição do que cada um
já elaborou.

286
3
Meios de comunicação
e participação
comunitária

No desenvolvimento de uma ação comunitária, os meios de comunicação


são instrumentos usados para responder às necessidades de mobilização,
de organização, de informação e de formação dos participantes. São ferra-
mentas para tornar a ação coletiva mais eficiente e transformadora.
Os meios são os operadores dos processos de comunicação, são inter-
mediários das relações com a comunidade que o PLA pretende construir.
Por isso, é muito importante explicitar quem os produz, tornando públicos
a identidade, os objetivos e o tipo de relação que se pretende estabelecer
ao utilizá-los.
Que meios de comunicação podem ser criados e produzidos por você e
seus colegas ou podem ser facilmente acessados para melhor execução do
PLA? Para cada tipo de ação corresponde uma determinada prática de co-
municação e o uso de meios pode contribuir para qualificá-las. Alguns crité-
rios podem orientar a escolha do meio mais adequado:
Cada meio de comunicação tem uma função e cumpre um determinado
objetivo na situação em que for utilizado. Por isso, é muito importante ex-
plicitar claramente para que e onde vai ser usado antes de escolhê-lo, por
exemplo:
a) para sensibilizar os moradores sobre um determinado problema do
bairro, podem-se produzir cartazes com imagens fortes e frases de impacto
que façam as pessoas pensarem sobre o problema;
b) para mobilizar os moradores para o enfrentamento do problema, po-
de-se produzir um folheto com informações sobre suas consequências para
a qualidade de vida de todos que vivem ali. Ou, então, organizar uma reu-
nião usando a dramatização de situações que atingem os moradores coti-
dianamente, com personagens que retratem diferentes reações diante dela:
de indiferença, de conformismo, de luta, etc. A intenção é estimular novas
atitudes nos moradores diante do problema;
c) para divulgar a realização de determinada atividade, pode-se usar
panfleto, faixa ou cartaz fixado em lugar bem visível.

Meios de comunicação e participação comunitária 287


UNIDADE formativa Iv

• As formas de expressão e os hábitos da comunidade têm que ser le-


vados em consideração ao se escolher um meio de comunicação. Por
exemplo, se na comunidade o pessoal não tem costume de ler, não
adianta fazer um folheto com muito texto.
• As atividades e as condições em que determinado meio de comuni-
cação será usado têm que ser avaliadas previamente. O contexto e
a ambientação física favorecem ou não o uso de alguns meios. Por
exemplo, para uma reunião com muita gente em um espaço grande,
um cartaz não é suficiente para apresentar a pauta de maneira que
todos possam lê-la. É preferível imprimi-la em um papel para distri-
buir aos participantes ou projetá-la numa grande tela.
• Os recursos materiais e humanos que o grupo responsável pelo PLA já
tem devem ser considerados na escolha do meio de comunicação, e as
habilidades existentes ou que podem ser facilmente acessadas para
a produção do meio de comunicação precisam ser avaliadas. O gru-
po pode ter um desenhista ou quem goste muito de fotografar, por
exemplo. Mas há outros tipos de recursos que também precisam ser
analisados, por exemplo, projetar a pauta da reunião numa tela é mais
fácil e prático, mas requer um conjunto de equipamentos que podem
não estar disponíveis.
• O tempo de que se dispõe para a elaboração/produção do meio tam-
bém tem que ser considerado na escolha.

Atividade 3
Reúna seu grupo de trabalho do PLA para fazer os seguintes exercícios:
A. Façam um levantamento dos meios de comunicação mais usados na sua
região. Reproduzam o quadro a seguir em seu caderno, preenchendo-o
com os resultados do levantamento.

Áudio-
Visuais Escritos Sonoros Teatrais Outros
-visuais

288
participação cidadã

B. Façam uma nova leitura do PLA buscando identificar que meios de comu-
nicação podem ser criados ou acessados para as atividades previstas, de
modo a contribuir para qualificá-las. Procurem relacionar as situações em
que seriam usados e as funções que cada meio teria em cada uma delas.
Compartilhem com toda a turma os resultados deste trabalho.
Meios de comunicação do PLA

Situações em que
Meios de comunicação Funções
serão usados

Meios de comunicação e participação comunitária 289


4
Dicas para a
produção de meios
de comunicação
O passo seguinte à escolha do meio de comunicação mais adequado
para apoiar determinada atividade com a comunidade é planejar, passo
a passo, a sua produção, considerando também as técnicas e os recursos
necessários para isso. Leia a descrição do exemplo abaixo sobre a produ-
ção de um “mural”.

Dicas para a produção de um MURAL


Funções do mural
É um meio de informação coletiva que atrai e mobiliza aqueles que
transitam no espaço em que está instalado. Permite compartilhar infor-
mações, trocar ideias e experiências, fazendo emergir interesses e situa-
ções comuns que levem as pessoas a se sentirem parte daquele ambien-
te. Muitos param para lê-lo, embora durante pouco tempo. É um meio que
possibilita interação, quando atualizado sistematicamente, e pode cum-
prir as seguintes funções:
• Informar e difundir ideias por meio de leitura orientada.
• Divulgar atividades, eventos.
• Pesquisar temas e opiniões, reservando-se espaços para o leitor escrever
respostas às questões apresentadas.
• Intercambiar relatos escritos e visuais de experiências.
Principais características:
• É fácil de produzir e tem baixo custo.
• Pode ser rapidamente atualizado.
• Permite associar imagens e textos escritos das mais diversas fontes.
• Tem grande potencial para despertar a atenção e atrair o leitor com ima-
gens chamativas e textos curtos.
• Pode ser colocado em lugar acessível que facilite a leitura pelos que por ali
transitam.
Recursos necessários:
• Painel ou quadro de isopor, madeira ou cortiça forrado com feltro, pano ou papel.
• Papel, cartolina, cola, pincel atômico/canetas hidrográficas coloridas.

290
PartiCiPação Cidadã


• Revistas, para pesquisa e recorte de imagens, e jornais.
Como se organiza um mural:
• Constituir uma equipe permanente e responsável por coletar material,
produzir textos, desenhos, pesquisar imagens, selecionar e organizar to-
dos os materiais.
• Produzir projeto editorial: definir que tipo de informação vai ser difun-
dido, enfoques e formas de abordagem, por exemplo: (1) notícias sobre
o bairro; (2) apresentação de experiências comunitárias realizadas por
grupos de jovens; (3) informes sobre os eventos culturais da semana;
(4) entrevistas com lideranças juvenis; (5) poemas e letras de música.
Neste exemplo, o mural seria composto por cinco seções e cada uma de-
las poderia ter uma dupla ou uma equipe responsável por produzi-la se-
manalmente.
• Elaborar projeto gráfico: dar nome ao mural, definir a sua “cara”: como
serão organizadas visualmente as seções, como serão apresentadas as
notícias, informações, ou seja, como serão distribuídas e ordenadas no
espaço definido. Vão usar fotos, desenhos ilustrativos, colagens para
acompanhar os textos?
• Organizar a produção de textos, pesquisas de desenhos, fotos, colagens.
• Fazer a montagem.
A periodicidade do mural é um aspecto muito importante para lhe dar
credibilidade, ou seja, é preciso definir de quanto em quanto tempo as
matérias serão mudadas.

Você já leu um mural? Acrescentaria algum item no roteiro para a descri-


ção deste meio de comunicação?

Dicas para organizar uma DRAMATIZAÇÃO


A dramatização é uma forma de apresentar determinados assuntos tra-
tados em grupos de trabalho, reuniões, encontros e seminários de forma
criativa e dinâmica, propiciando maior envolvimento dos participantes. Tem
as seguintes funções:
• ajudar a conhecer melhor determinada realidade ou a fazer um diagnóstico
sobre um problema ou um tema;

Dicas para a produção de meios de comunicação 291


uNidade formativa iv


• mostrar fatos passados ou situações que ocorrem no presente;
• mostrar a maneira de ser e de pensar de pessoas e situações da vida real
como se fosse um espelho em que podemos ver a nós mesmos.
Principais características:
• Exige poucos recursos e é fácil de fazer.
• Depende da criatividade e do entrosamento do grupo.
• É melhor apresentada em uma sala ou local silencioso (mas pode ser feita
na rua ou numa praça também).
Como se organiza uma dramatização:
• Preparação:
- Discutir um tema e escolher uma situação que o caracterize.
- Construir uma breve história ou um argumento para definir os per-
sonagens, os diálogos e o momento de atuação de cada um.
- Fazer um breve ensaio para colocar em ordem as cenas que serão
representadas e combinar a função de cada membro do grupo.
• Atuação:
- Improvisar a partir do argumento combinado com o grupo.
- Procurar combinar os gestos, os movimentos do corpo com as
palavras.
- Falar um de cada vez, com voz clara e forte.
- Usar qualquer objeto que ajude a entender melhor a situação e os
personagens representados.
• A discussão posterior: é muito importante para completar a atuação e
possibilitar a reflexão e a troca de opiniões como participantes sobre o
tema tratado. É a discussão que vai permitir relacionar o tema apresen-
tado com a realidade dos participantes. Pode ser organizada em três
partes: reconstrução do que foi apresentado; análise da mensagem; re-
lação com a realidade do grupo.

Você já fez uma dramatização? Acrescentaria algum item no roteiro para


a descrição desse meio de comunicação?

292
PartiCiPação Cidadã

Dicas para planejar a produção de um CARTAZ


O cartaz se caracteriza por atrair o olhar do espectador e imediatamen-
te transmitir-lhe uma ideia. É um dos meios de comunicação mais usados
porque pode ser adequado a diversas situações e servir a objetivos dife-
rentes, por exemplo:
• Motivar a reflexão sobre determinado assunto, despertando a atenção sobre ele.
• Orientar ou instruir as pessoas.
• Divulgar uma informação, uma ideia, um acontecimento.
Principais características:
• É facilmente assimilável e memorizado.
• Deve ter apenas um tema ou uma ideia para transmitir.
• Preferencialmente, deve ter apenas imagem e texto curto. Mas pode ter
só imagem ou só texto.
• Deve ser colocado em lugar bem visível.
Passos para a produção
• Definir a mensagem que se pretende transmitir relativa a um único tema.
• Escolher o tipo de imagem que pode representar melhor o tema.
• Decidir como a imagem será produzida: desenho, foto, colagem.
• Escrever o texto que deve complementar a imagem. Não descrever e nem
repetir a ideia que a imagem transmite, mas completá-la. Deve ser curto,
simples e direto.
• Escolher como será produzido graficamente o texto: letras cortadas de
jornal ou revista, feito à mão etc. Prefira as letras grossas e escuras para
melhor visualização e escritas na horizontal.
• O tamanho das letras deve ser proporcional à distância da qual vai ser lido:
até 5 metros = letras com altura de 1 centímetro; até 10 metros = letras de
2,5 centímetros; até 20 metros = 5 centímetros e assim por diante.
• Considerar também o tamanho da letra de acordo com a importância
da informação.
• Estudar as cores a serem usadas: muitas cores confundem a mensagem.
As cores quentes, derivadas do amarelo e vermelho chamam a atenção.
As cores frias, derivadas do azul e do verde são cores suaves. A combina-
ção entre as cores é a maior arma para conseguir alcançar o objetivo
desejado.

Dicas para a produção de meios de comunicação 293


uNidade formativa iv


Para a distribuição e o arranjo dos elementos, também chamado de
layout, deve ser considerado o foco, o centro de interesse do cartaz. Ele
pode ser destacado pelo tamanho, pela cor, pela posição que ocupar.
É necessário estudar, também, o equilíbrio e a harmonia na distribuição de
imagens, texto, cor e tamanho dos elementos.

Você já fez um cartaz? Acrescentaria algum item no roteiro para a descri-


ção deste meio de comunicação?

Atividade 4

A. Identificar, com toda a turma reunida, que meios de comunicação comunitária


os colegas conhecem e sabem fazer. Reúna-se com aqueles que sabem
produzir o mesmo meio de comunicação que você, troque experiências
com eles e, juntos, façam uma breve redação com o tema:

“Dicas e passos necessários para produzir “X” meio de comunicação”.


Para isso, considerem os seguintes aspectos:
• Que funções tem o meio de comunicação escolhido?
• Em que situações pode ser mais bem utilizado?
• Quais são suas principais características?
• Que recursos são necessários para produzi-lo?
• Quais são as etapas, passo a passo, para a produção?
Caso você não saiba produzir algum meio de comunicação e nem seu
colegas, levantem os meios que serão usados no PLA por sua turma e se
organizem em grupos para pesquisar como produzi-los e elaborar uma re-
dação para cada um dos escolhidos com o roteiro acima.

Atividade 5

A. Organize com seus colegas uma exposição da redação de vocês junto com
as de outras turmas do núcleo, no mesmo painel. Assim, vocês estarão
compartilhando seus conhecimentos e, também, conhecendo como fazer
outros meios de comunicação que podem ser úteis na execução do PLA.

294
Informática

295

informática

Caro(a) Estudante,
Na Unidade Formativa I e, principalmente, na II, você aprendeu a
usar a Internet. Imaginamos que esteja navegando bastante. São mui-
tas possibilidades diferentes para você! Neste momento, vamos apren-
der mais uma: o correio eletrônico ou e-mail. É um dos serviços mais
utilizados na Internet.
Por intermédio do e-mail, podemos trocar mensagens eletrônicas
com outras pessoas, de modo muito semelhante às trocas de mensa-
gens pelo celular. E a função é a mesma da correspondência por cartas.
Você envia mensagens para alguém e essa pessoa lê, responde e, até
mesmo, reenvia sua mensagem para outras pessoas, estabelecendo, as-
sim, uma rede de comunicação. Aliás, essa é a grande utilidade do cor-
reio eletrônico: comunicação, tema que iremos tratar nesta Unidade For-
mativa IV: Juventude e Comunicação!

Bom trabalho!

 297
1 Correio eletrônico
No e-mail, as mensagens ficam armazenadas (guardadas) em uma cai-
xa de entrada. A vantagem disso é que o seu destinatário não precisa estar
navegando na Internet no momento em que a mensagem é enviada. Nesse
aspecto, funciona da mesma forma que o correio tradicional.
Pois bem! Antes de conhecer mais características do e-mail, você não
gostaria de praticar um pouco? Afinal, nada melhor do que usar o correio
eletrônico para ver como ele funciona!
Criando uma conta de correio eletrônico
A primeira coisa a se fazer, para usar o correio eletrônico, é criar uma con-
ta (um endereço) de correio eletrônico.
Para isso, é necessário que você se cadastre (se inscreva) em algum
site que forneça esse tipo de serviço: são os chamados “provedores de
e-mail”. Existem provedores pagos, como por exemplo: Terra, Uol, Globo.
com etc.; e gratuitos, tais como: Yahoo (www.yahoo.com.br), Gmail (www.
gmail.com), Hotmail (www.hotmail.com), Click21 (www.click21.com.br), Ig
(www.ig.com.br) etc. As diferenças entre pagos e gratuitos são poucas e,
muitas vezes, os provedores gratuitos são melhores que os pagos.

Atividade 1
Vamos criar sua conta?
A. Acesse um desses sites acima e procure o link para “e-mail” ou “criar nova
conta de e-mail”.
B. Ao clicar em “criar nova conta de e-mail”, algumas informações serão
solicitadas. Responda ao formulário e siga o que é pedido no processo
de cadastro.

Antes, porém, pense bem no seu endereço de e-mail. Lembre-se de que o


e-mail é muito utilizado profissionalmente e, sendo assim, não é legal criar
contas de e-mail com apelidos como: zequinha@provedor.com.br, lu@provedor.
com.br ou patorouco@provedor.com.br. Não é elegante e dificulta o reconheci-
mento do dono da conta.

Correio eletrônico 299


UNIDADE formativa Iv

Bons endereços de e-mail podem ser formados pelo seu nome e sobre-
nome, como, por exemplo: alexandre.oliveiramoraes@provedor.com.br; ou
renatasilva@provedor.com.br; ou, suas iniciais junto com seu sobrenome,
por exemplo: jmorais@provedor.com.br.
É possível que o endereço de e-mail escolhido por você não seja aceito,
por já existir outro igual. Nesse caso, vá fazendo pequenas alterações como:
incluir mais um sobrenome, colocar o ano de nascimento ou outro número
significativo para você, logo após o nome. Memorize ou anote o nome de
sua conta!
Ah sim! Como você deve ter percebido pelos exemplos, todo endereço de
e-mail possui um símbolo característico: o @ (lemos arroba).
Além disso, você precisa de uma senha para proteger as informações que
troca com outras pessoas. É importante que sua senha seja escolhida com
base em algum critério. Para criar uma, você deve combinar letras, núme-
ros e outros símbolos. É bom que não seja muito curta, devendo ter oito ou
mais caracteres. Evite também usar informações fáceis de adivinhar, como,
por exemplo, sua data de aniversário ou outros símbolos pessoas estranhas
possam descobrir facilmente: sequências de caracteres (12345678), carac-
teres repetidos (3a3a3a3a) ou letras adjacentes no teclado do computador
(azxcvbnm). Memorize sua senha, não a anote em qualquer local!
Muito bem! Agora, você já possui um endereço de e-mail. Vamos usá-lo?
Enviando e recebendo mensagens de e-mails
Para enviar e receber e-mails, você deve entrar no site do provedor esco-
lhido e acessar sua conta de e-mail. Informe seu nome de conta e sua senha.
Ao acessar sua conta, você vê a sua caixa de entrada. Conforme falei
anteriormente, é na caixa de entrada que ficam as mensagens enviadas
para você. Provavelmente, em seu primeiro acesso, não existirão mensa-
gens nela.

Atividade 2

A. Uma vez dentro do seu e-mail, procure o botão ou link “escrever” ou “es-
crever nova mensagem” e clique nele. Será exibido um formulário para
você escrever e enviar sua mensagem. Nesse formulário existem alguns
campos (espaços em branco) que merecem uma atenção especial:

300
informática

• Para: aqui você escreve o endereço de e-mail da pessoa para quem


você quer mandar a mensagem.
• Cc (com cópia): nesse campo, você poderá escrever, se quiser, outros
endereços de e-mail. Esses endereços receberão uma cópia da sua
mensagem.
• Cco (com cópia oculta): funciona como o item anterior (com cópia),
mas as pessoas às quais é dirigida a mensagem ou cópia não sabem
quem mais a está recebendo. Por isso, a denominação “oculta”.
• Assunto: nesse espaço você escreve algo que identifique a mensa-
gem para os seus destinatários.

Escreva sua mensagem e a envie para, pelo menos, três colegas de turma.
Escreva sobre as facilidades em comunicar-se com os outros, agora que você
utiliza o correio eletrônico.
Depois de enviar a sua mensagem, essa fica armazenada em uma outra
caixa: a de “itens enviados” ou “enviadas”. Caso você deseje rever as men-
sagens que enviou, basta acessar esta caixa.
B. Assim como você enviou uma mensagem, outros colegas também
enviaram, portanto, você já deve ter recebido algum e-mail. Acesse sua
caixa de entrada e leia as mensagens que chegaram.

Depois de ler a mensagem, você pode respondê-la a quem a enviou ou,


então, encaminhá-la a outras pessoas. Fazer essas ações é bastante simples...
Tente! Descubra!

Refletindo

A. Como foi criar uma conta de e-mail? Fácil? Difícil? Descreva os passos que
você percorreu.
B. Como você fez para acessar sua conta de e-mail?
C. Encontrou alguma dificuldade para escrever uma mensagem de correio
eletrônico? Qual?
D. Como você fez para ler as mensagens que recebeu?

Correio eletrônico 301


uNidade formativa iv

E. Como você respondeu às mensagens recebidas? Você as encaminhou para


outras pessoas? Se sim, como?
F. O e-mail é uma das grandes ferramentas de comunicação da atualidade.
Como você acha que isso pode mudar a sua vida e a sua forma de comu-
nicar-se com as pessoas?
Enviando e recebendo mensagens com anexos
Uma outra característica importante do e-mail é que podemos enviar e
receber, juntamente com a mensagem, arquivos inteiros. Chamamos esses
arquivos, que vão e vêm juntos com a mensagem, de anexos.
Falando nisso, vou voltar à história de Vitória da União. A cooperativa
continuou funcionando plenamente. Tivemos momentos difíceis, mas que
foram superados com a nossa persistência.
Conforme a solicitação de serviços foi aumentando, tornou-se muito di-
fícil reunir todos os cooperados com muita frequência. Por isso, passamos a
nos comunicar por meio do correio eletrônico.
Dessa forma, conseguimos nos manter informados, e participar ativa-
mente do dia a dia da empresa.
Um problema que tínhamos, frequentemente, era relacionado à divulgação
de nosso trabalho. Como estávamos sempre muito ocupados com as atividades
da sala de informática comunitária e com o trabalho na cooperativa, o tempo
para visitar empresas e divulgar nosso trabalho ficou cada vez mais curto.
Por conta disso, confor-
me íamos ampliando nos- Vírus são arquivos que recebem essa
sos clientes, passamos a en- denominação por agirem de forma muito
viar, pelo correio eletrônico, semelhante a um vírus biológico: infectam
os orçamentos de serviços o sistema, fazem cópias de si mesmos e
solicitados pelas empresas e espalham-se para outros computadores,
aproveitávamos a oportuni- por intermédio de diversos meios.
dade para enviar, em anexo,
um pequeno jornal informativo que criamos, e que era atualizado mensal-
mente, com o registro das principais atividades desenvolvidas por nós. Ah, e
também, a apresentação eletrônica que já havíamos elaborado, lembra-se?
Com isso, não só conquistamos nossos clientes, como conseguimos vários co-
laboradores para o trabalho comunitário que jamais deixamos de prestar.

302
iNformátiCa

Que tal você também enviar mensagens com um arquivo em anexo para
alguns colegas?

Atividade 3

A. Acesse a sua caixa de correio eletrônico para criar uma nova mensagem.
Essa nova mensagem deve falar a respeito das coisas mais interessantes
que você tem aprendido em suas aulas de Informática. Mas, nessa men-
sagem, você deve anexar:
Existem muitas definições para a
• o jornal que você elabo-
palavra spam. Uma delas é “Sending and
rou na Unidade II;
Posting Advertisement in Mass” ou, em
• um ou mais arquivos que português, “enviar e postar publicidade
você criou nas Unidades em massa”. Para saber mais sobre spams
II e III, a sua escolha. visite a Wikipedia (www.wikipedia.org).

Envie sua mensagem para, pelo menos três colegas da sua turma, com
cópia para o seu professor.
B. Depois de enviar a mensagem, acesse sua caixa de entrada para ver as
mensagens que chegaram. Perceba que as mensagens com anexos pos-
suem o desenho de um clipe (imagem do clipe). Entre na mensagem, leia
e salve os arquivos anexados. Caso sinta alguma dificuldade, peça ajuda
ao seu professor.

Refletindo

A. Descreva o que você fez para anexar seus arquivos à sua mensagem.
B. Descreva como você fez para acessar os anexos das suas mensagens e
salvá-los.

Quando recebemos um ou mais arquivos anexados devemos ter cuidado.


Muitas vezes, por meio dos anexos, algumas pessoas, agindo de má fé ou
mesmo por desconhecimento, enviam arquivos que são programados para
provocar o mau funcionamento do computador, danificando e apagando
outros arquivos: são os chamados vírus.

Correio eletrônico 303


UNIDADE formativa Iv

Para tentar evitar os vírus, evite abrir arquivos anexos enviados por
pessoas desconhecidas. Um pouco mais para frente, você vai conhecer os
programas antivírus. São programas essenciais que nos ajudam a proteger
o computador dos vírus.
Uma outra coisa comum no uso do e-mail são os “spams”. São aquelas
mensagens eletrônicas que recebemos sem que tenhamos solicitado. Geral-
mente são mensagens de propaganda. E, muitas dessas mensagens, podem
conter arquivos anexos com vírus.
Como você pode perceber, algumas vezes, muitos não utilizam a tecnolo-
gia de forma correta. Devemos ter em mente que toda essa tecnologia deve
ser usada para nos auxiliar em nossas comunicações do dia a dia e, nunca,
para prejuízo de alguém.
Listas de Discussão
Pois bem! Que tal, agora, discutir o uso da tecnologia e, principalmente,
do e-mail como forma de comunicação?
Um modo interessante de fazer isso é usar listas de discussão. Por meio
dessas listas, todas as pessoas que estiverem inscritas enviam e recebem
mensagens de todos.

Atividade 4
Seu professor criou uma lista de discussão para a sua turma. Peça a ele o
endereço de correio eletrônico da lista. É só começar.
A. Pense a respeito das questões abaixo. Entre no seu e-mail e escreva para
a lista, dando sua opinião sobre alguns dos temas propostos.
Quais as maiores dificuldades para os jovens se comunicarem? Por quê?
A TV ajuda ou atrapalha a comunicação entre as pessoas?
O uso do computador ajuda ou atrapalha a comunicação entre os jovens?
As pessoas mais velhas ouvem os jovens?
Como deve ser a comunicação entre pais e filhos?
B. Leia as opiniões de seus amigos e responda para a lista.

304
informática

Refletindo

A. O que você achou de participar de uma lista de discussão? Por quê?


B. A troca de opiniões entre os participantes da lista contribuiu para ampliar
seu ponto de vista? Por quê?

Gostou? Mais uma ferramenta fascinante, não é? Você pode continuar


participando da lista criada, propondo novos questionamentos. Que tal
experimentar?
O e-mail, certamente, agiliza muito a comunicação entre as pessoas, mas
não é só! Ainda existem outras formas de comunicação usando a Internet...
Mas isso, nós vamos deixar para a próxima unidade.
Até lá!

Correio eletrônico 305


LÍNGua PortuGuesa

Agora você é o
autor
▻ Caro(a) Estudante, plinar, tal como foi proposto em
Aqui estamos, já na Unidade For- nosso projeto.
mativa IV. Isso significa que você Para tanto, também aqui fo-
está começando o quarto trabalho ram selecionados temas integra-
de coautoria nos Guias de Estudo do dores. Nesta Unidade, os temas
Projovem Urbano. Temos a certeza integradores derivados do eixo “Ju-
de que você tem aprimorado bas- ventude e Comunicação” foram:
tante essa habilidade de articular ► Comunicação: importância para
os conteúdos que vem aprendendo minha vida e meu trabalho.
com o estudo dos textos dos guias,
com as suas experiências prévias na ► Meios de comunicação: integra-
condição de jovem morador de um ção ou exclusão?
centro urbano. Assim, as Ciências ► Sexualidade e responsabilida-
Humanas e da Natureza, as Línguas de.
Portuguesa e Inglesa, e a Matemáti-
► Eu tenho acesso aos meios de
ca têm fornecido esse ”caldo de cul-
comunicação?
tura” em que você tem cozinhado
as suas experiências de vida. ► Meio ambiente e comunicação
O POP e o PLA, à sua manei- no mundo globalizado.
ra, têm contribuído para a sua for- Tornando-se um coautor neste
mação, trazendo-lhe as chances de Guia de Estudos, tecendo relações
atuar positivamente em seu “terri- entre os estudos e suas experiên-
tório” e no mundo do trabalho.
cias, entre o estudo de agora e os
Esses diferentes conteúdos têm
anteriores, está sendo oferecida a
características próprias, singulares.
você uma grande oportunidade de
Mas no contexto do Projovem Urba-
no, estão pavimentando uma estra- incrementar seus estudos e seu cur-
da segura, firme, que o tem condu- so! Seja criativo, não faça economia
zido à construção de conhecimentos em suas sínteses e suas ilustrações.
com especial significado para você, Ouse! Seja um bom autor!
que tem sido capaz de os interdisci- Bom trabalho para você!

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