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artigoSIS   &   SIL

A NORMA DE SISTEMAS INSTRUMENTADOS DE SEGURANÇA PARA BRASILEIROS

Em diversas edições da Revista InTech América do Sul foram publicados, por vários autores, artigos sobre Sistemas Instrumentados de Segurança e as normas internacionais que norteiam as melhores práticas aplicadas a tais projetos. Agora chegou a vez de falar sobre as normas brasileiras!

Carlos Gebauer Neto  (carlos.gebauer@wii.com.br),  Engenheiro  Eletricista,   Pós  Graduado  em Marketing  e  Gerente  de  Negócios da  Westcon  para  produtos  HIMA  no  Brasil;   Erick Jomil Bahia Garcia  (erick.garcia@braskem.com.br), Engenheiro  Especialista  de  Projetos  de  Instrumentação da  Braskem;   Monica Hochleitner  (monica@exida.com),  Engenheira Eletricista,  CFSE  e  MSc,  e  Safety  Engineer  da  exida;  e   Tino Vande Capelle ,  Diretor de  Consultoria  de  Segurança Funcional  da  HIMA,  TÜV  FS  Expert  ID 109/05.

Em   1996   foi   publicada   a   primeira   versão   da   norma   ANSI/ ISA   84.01,   sob   o   título   de   “Aplicações   de   Sistemas   Instrumentados  de  Segurança  para  a  Indústria  e  Processo”.   Em   2003   foi   a   vez   da   IEC   publicar   a   norma   internacional   IEC   61511,   com   o   título   “Segurança   Funcional   –   Sistemas   Instrumentados   de   Segurança   para   o   setor   da   indústria   de  processo”.   As   normas   da   ISA   são   revisadas,   geralmente,   a   cada   cinco   anos.   Porém,   ao   invés   de   reescrever   totalmente  

a   norma,   o   comitê   de   estudos   da   ISA   SP   84   concordou   em  

adotar   a   norma   IEC   61511,   que   ficou   então   conhecida ANSI/ISA-84.00.01-2004   (IEC  61511  Mod).

Desde   então,   essas   duas   normas,   idênticas   exceto   por   somente   uma   cláusula 1 ,   servem   de   referência   em   todo   o   mundo   para   os   projetos   que   tratam   das   exigências   mínimas   para   os   sistemas   técnicos   de   segurança   na   indústria   de   processos.   Elas   baseiam-se   na   IEC   61508   -  que   trata   da   segurança   funcional   de   sistemas   elétrico   (E),   eletrônico   (E)   e   eletrônico   programável   (PE)   –   porém   são   específicas  para  o  processo  industrial.  

1  Conhecida  por  “Grandfathering Clause” .

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No   Brasil   essas   normas   vêm   se   tornando   cada   vez   mais   conhecidas   e   vários   dos   grandes   projetos   nacionais  demandam   tanto   produtos   certificados   segundo   a   norma   IEC   61508   como   conhecimento   das   normas   voltadas   para  

o   usuário   final   por   parte   dos   engenheiros   e   fornecedores   envolvidos  nesses  projetos.

Apesar   da   iniciativa   isolada   das   empresas   que   desenvolveram   seus   próprios   procedimentos   ou   da   herança   de   empresas   multinacionais   que   se   estabeleceram   no   Brasil,   nosso   mercado   ainda   não   tinha   referência  única  no  assunto.  

A   situação   começou   a   mudar   em   2009,   com   a   formação  

do   Grupo   de   Trabalho   de   Sistemas   Instrumentados   de   Segurança   (SIS)   pela   Comissão   de   Estudos   CE:   03.065.01,   como   nos   fala   o   Engenheiro   Ronaldo   Magalhães,  da  Petrobras:  

“Atualmente,   eu   sou   o   coordenador   da   Comissão   de   Estudos   CE:03.065.01   -   Comissão   de   Estudo   de   Sistemas   e   Componentes   para   Medição,   Controle  

e   Automação   de   Processos   Industriais   -   que   foi  

restabelecida   em   dezembro   de   2008,   quando   eu   assumi   a   coordenação.   As   diretrizes   lançadas   pelo  

Comitê   Brasileiro   de   Normalização   (CBN)   têm   como   base   a   internacionalização   das   normas   técnicas,  

e   a   nossa   Comissão   de   Estudos   está   alinhada   com  

essas   orientações,   tanto   que   o   nosso   programa   de  

trabalho   atual   visa   a   tradução   de   três   normas   IEC,   que   com   as   devidas   partes   representam   sete   frentes   de   trabalho.   Dentre   elas,   há   o   GT   coordenado  pelo   eng.   Vitor   Finkel   que   está   fazendo   a   tradução   da   norma   IEC   61511.   Essa   norma   foi   priorizada  

que   o   assunto  

é   extremamente   relevante   para   a   segurança   dos  

processos   industriais.   Aproveito   aqui   para   ressaltar   que   a   norma   Petrobras   N-2595,   bastante   conhecida  dentre   os   especialistas   da   área,   está   sendo   reeditada   com   base   na   IEC   61511,   o   que   reforça   ainda   mais   nossa   decisão”.

Sob   a   batuta   de   Finkel,   o   Grupo   de   Trabalho   (GT)    do   SIS   é   hoje   composto   por   15   profissionais   voluntários   que   atuam   no   mercado   como   consultores,   usuários   finais   e   fornecedores   de   sistemas.   Essa   diversidade   permite   que   as   atividades   desenvolvidas  pelo   GT   considerem   as   diferentes   perspectivas   do   ambiente   industrial.

pela   Comissão   por   entendermos  

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Devido   à   parceria   da   Associação   Brasileira   de   Normas   Técnicas   -   ABNT   com   a   International Electrotechnical Commission   –   IEC,   optou-se   pela   tradução   da   norma   IEC   61511,  que  é  dividida  em  três  partes.

A   primeira   parte,   que   é   normativa,   traz   as   informações   gerais,   terminologia,   exigências   para   os   sistemas,  

software   e   hardware .   A   parte   2   traz   instruções   sobre   a   utilização   da   parte   1   e   finalmente   a   terceira   parte   traz   as   diretrizes   para   seleção/determinação   do   nível   de  integridade   de   segurança   (SIL)   requerido.   As   partes   2   e 

3  são  apenas  informativas.  

ATIVIDADES DO GRUPO DE TRABALHO

Inicialmente,   traduzir   uma   norma   pode   parecer   muito   simples:   contrata-se   uma   empresa   especializada,   faz-se   a   revisão   do   trabalho   e   pronto.   Infelizmente,   não   é   bem   assim.   Por   ser   muito   técnico,   este   assunto   requer   que   os   próprios   membros   do   Grupo   de   Trabalho   arregacem   as   mangas   e   usem   sua   experiência   para   dar  cabo  das  mais  de  220  páginas  de  requisitos.

A   tradução   da   norma   é   tratada   como   um   projeto   dentro   da   Comissão   de   Estudos.   O   plano   de   ação   do   GT   é   norteado   por   um   planejamento   anual   submetido   à   ABNT.   As   fases   deste   plano   de   ação   são:   desenvolvimento   dos   trabalhos   (a   tradução),   envio   para   consulta   pública   e,   finalmente,  publicação  do  projeto.

O   projeto   de   tradução   da   norma   IEC   61511   foi   dividido   em   três   etapas,   respectivamente   as   três   partes   da   norma.   Estima-se   que   a   primeira   parte   vá   a   consulta  pública   no   final   de   2010.   Da   mesma   forma,   espera-se   que   a   segunda   e   a   terceira   partes   da   norma   estejam   disponíveis   para   consulta   pública   ao   final   de   2011   e   meados  de  2012,  respectivamente.

Atualmente   o   grupo   está   empenhado   em   concluir   e   consolidar   o   material   preparado,   árdua   tarefa   quando   existem   tantas   pessoas   envolvidas   e   espalhadas   por   todo  o  Brasil.

Durante   o   período   em   que   a   norma   está   em   consulta 

pública,   profissionais   de   todas   as   áreas   e   localizações   podem   apresentar   sugestões   sobre   os   projetos   de  norma   da   ABNT   e   do   Mercosul,   totalmente   pela 

internet   pela   página      eletrônica   http://www.abntonline. com.br/consultanacional .   

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É  importante  lembrar  que  ao  traduzir  a  norma  não  é  feita  

nenhuma   alteração   de   seu   conteúdo   ou   “tropicalização”   para   ajustá-la   a   características   específicas   dos   projetos   nacionais.     Caso   futuramente   exista   a   necessidade   de   qualquer   inclusão   desta   natureza,   deverá   ser   estudada   a   possibilidade   de   criação   de   Relatórios   Técnicos   (RT)   ou   anexos  à  norma. 

O   próximo   passo,   após   consulta   técnica,   é   a   publicação   da  norma  como  uma  NBR.

O QUE DIZ A NORMA?

A   IEC   61511   apresenta   dois   tipos   de   requisitos:   requisitos  funcionais   e   requisitos   de   integridade;   com   o   objetivo   de   prevenir   a   ocorrência   de   falhas   aleatórias   (randômicas)   e   falhas   sistemáticas.   Para   tanto,   os   dois   principais  conceitos  são  o  Nível  de  Integridade  de  Segurança  ( Safety Integrity Level   –   SIL )   e   o   Ciclo   de   Vida   de   Segurança   ( Safety Lifecycle  –  SLC ).  

O   SIL ,   que   é   um   número   inteiro   de   1   a   4,   traduz   a  redução   de   risco   necessária   para   levar   o   processo   a   uma   região  de  risco  tolerável,  conforme  Tabela  1.  

SIL (Nível de Integridade de Segurança)

Fator de Redução de Risco

4

>10.000 a 100.000

3

>1000 a 10.000

2

>100 a 1000

1

>10 a 100

Maior Risco
Maior Risco
Menor Risco
Menor Risco

Tabela 1  –  Relação  entre  SIL  e  Fator  de  Redução  de  Risco  (RFF)   em  modo  de  baixa  demanda

Observe-se   que   para   efeito   de   processo   industrial,   a   IEC   61511   não   se   aplica   aos   sistemas   SIL   4,   que   devem   ser  tratados  pela  IEC  61508.

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Já   o   Ciclo   de   Vida   de   Segurança   é   uma   ferramenta   de   engenharia   que   contém   todas   as   etapas   necessárias   para   se   atingir   alto   nível   de   segurança   funcional   durante   as   fases   de   concepção,   projeto,   operação   e   manutenção   de   um   sistema   de   segurança.   Este   modelo,   pretende   prevenir   as   falhas   atribuídas   à   problemas   de   especificação:   de   integridade   ou   funcional.   Como  muitos   já   devem   conhecer,   segundo   estudo   conduzido   pelo   HSE   (organismo   britânico   Health and Safety Executive )   especificações   incompletas   ou   incorretas   são   as   principais   causas   dos   acidentes   envolvendo   sistemas   de   controle.   O   Gráfico   1,   a   seguir,   mostra   o   resultado   do   referido  estudo.

mostra   o   resultado   do   referido  estudo. Gráfico 1  –  Principais  causas  de

Gráfico 1  –  Principais  causas  de  falhas  em  SIS.

EXPERIÊNCIA EM OUTROS PAÍSES

Experiência   em   tradução   de   normas   é   um   assunto   difícil,  

 tradução  das  normas  IEC  

61508/61511   foi   realizada   são   países   onde   as   pessoas   têm   dificuldade   em   falar   Inglês   e,   portanto,   não   é   fácil   conversar  e  entender  estas  pessoas.

Tino   Vande   Capelle,   Diretor   da   HIMA   e   especialista  certificado  pela  TÜV,  comenta  que  ao  longo  dos  anos  tem   recebido   comentários   de   países   que   também   traduziram   as   normas   IEC   61508   /   IEC   61511   para   suas   próprias   línguas,  dentre  eles  a  Alemanha,  Polônia,  China  e  Japão.

pois  a  maioria  dos  países  onde  a

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Estes   comentários   são   interessantes   e   refletem   as   experiências   de   países   que   já   estão   mais   à   frente   que   o   Brasil  no  quesito  das  normas  IEC.

•   É   extremamente   difícil   traduzir   certas   palavras  específicas   em   inglês   e   isto   pode   acarretar   em   perda  de  sentido  de  algumas  frases  da  norma.

•   Em   alguns   países   as   pessoas   que   traduziram   as  normas   não   tinham   experiência   na   indústria   de   processos   e   como   conseqüência,   não   tinham   o  conhecimento   básico   e   correto   do   assunto,   ou   mesmo   estas   pessoas   não   tinham   conhecimento   adequado  da  língua  inglesa.

•   O   principal   problema   se   baseia   no   fato   de   que   as   normas   não   são   escritas   num   “inglês   de   alto   nível”,   as   normas   são   o   resultado   de   26   nações  diferentes   tentando   se   comunicar   uns   com   os  outros   na   língua   inglesa.   Como   resultado   as   normas   são   bem   volumosas   e   não   são   fáceis   de   ler   e   entender.   Portanto   o   leitor   tem   que   se   esforçar   para   entender   certos   textos.

Do   pon to   d e   vi s t a   do   imp ac to   d e s t a s   no rm a s,  

T ino   Vand e   C ap ell e   com en t a   qu e   s e ri a   ac ei t áv el   diz e r   qu e   o   mundo   t em   conh ecim en to   sob re   a s   no rm a s,   poi s   com   c e r t ez a,   acid en t e s   rec en t e s   como   o   v az am en to   no   Gol fo   do   M éxico   a t r a em   a 

a t enç ão   d e   todo s  

p a r a   o   a s sun to,   en t re t an to   a s  

p e s so a s   s e   e squ ec em   d e s t e s   f a to s   r apid am en t e.   Um   ex emplo   é   o   acid en t e   n a   B P   em   Tex a s   Ci ty,   ond e   15   p e s so a s   mo r re r am   c e rc a   d e   5   ano s  

a t r á s.   El e   ac redi t a   qu e   aind a   hoj e   exi s t am   mui t a s  

pl an t a s   p róxim a s   qu e  

e s t ão   em   condiçõ e s   pio re s  

qu e   aqu el a   qu e   t ev e   a   explo s ão.

C ap ell e   ac redi t a   qu e   a s   no rm a s   c e r t am en t e   t êm   um   imp ac to,   t r az endo   a   cul tu r a   d e   s egu r anç a 

n a s   p e s so a s,   m a s   o   supo r t e   d a   g e r ênci a   t em   qu e   exi s ti r,   d e   ou t r a   fo rm a   um   p ed aço   d e  

p ap el   e sc ri to   em   qu alqu e r   língu a   t em   o   m e smo 

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v alo r   qu e   um a   to alh a   d e   p ap el   e   e s t e   f a to   é 

aind a   v álido   em   mui t a s   pl an t a s   e   p aí s e s   ond e 

a   g e r ênci a   e s t á   m ai s   in t e re s s ad a   em   re sul t ado s   fin anc ei ro s   do   qu e   em   s egu r anç a.

APLICANDO A NORMA

Do   ponto   de   vista   do   usuário,   a   emissão   da   norma   ABNT   baseada   na   IEC   61511   tem   sua   importância   devido   aos   seguintes  aspectos:

Utilização do conceito do ciclo de vida de segurança

Embora   algumas   empresas   já   possuam   em   suas   normas   internas   os   conceitos   do   ciclo   de   vida   de   segurança   em   conformidade   com   o   preconizado   pela   IEC   61511,   poucas   atendem   a   norma   como   um   todo.   Hoje,   em   sua   grande   maioria,   as   diversas   etapas   se   apresentam   desconexas   e   as   interfaces   não   são   devidamente   gerenciadas,   assim   como   seus   limites   não   se   apresentam   bem   definidos   quando   tratados   de   forma   independente.   Com   o   advento   da   NBR   IEC  61511,   torna-se   altamente   recomendável   que   as   empresas   estabeleçam   um   sistema   para   gerir   todas  

as   etapas   do   ciclo   de   vida   de   segurança   de   maneira   que   se   possa   auditá-lo   e   corrigir   seus   desvios.   A   norma   traz   para   o   ambiente   industrial   brasileiro   a  proposta   de   um   ciclo   de   vida   de   segurança   claro   e  com   suas   etapas   e   responsabilidades   bem   definidas.   Este   processo,   quando   utilizado   corretamente   e 

em   sua   plenitude,  

somente   ajudará   as   empresas  

brasileiras   a   assumir   novo   patamar   de   segurança   em  

suas   instalações.

Apropriação dos conceitos da norma no ambiente industrial brasileiro

Com   o   processo   de   emissão   da   norma   e   a   necessária  discussão   para   sua   emissão,   os   conceitos   da   norma   original   são   discutidos   em   profundidade   e   conseqüentemente   apropriados   pelos   participantes  

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do   comitê   emissor   da   norma   ABNT,   os   quais   se   tornam   agentes   multiplicadores   dos   conceitos  corretos   devi-damente   esclarecidos   e   poderão   auxiliar   no   processo   de   divulgação   técnica   no   âmbito   de   suas   empresas.

Clareza nos critérios de construção do ciclo de vida de segurança

Hoj e   aind a   t emo s   a   b a r rei r a   d a   língu a   ingl e s a.   Po r   s e   t r a t a r   d e   um a   no rm a   t écnic a   ex t en s a  

e   po r   v ez e s   compl ex a,   a   b a r rei r a   d a   língu a  

Com   o   adv en to   d a  

to r n a - s e   m ai s   f ácil   ju s ti fic a r   g e renci alm en t e 

a  

m e sm a   n ão   s e r á   “m ai s”   um a   no rm a   in t e r n acion al  

ou   n ão,   e   sim   um a  

no rm a   b r a sil ei r a   qu e   t e r á   b a s e s   l eg ai s   qu e  

aplic aç ão.  

éi a s   simpli fic ado r a s   qu e   vi s am   reduzi r   cu s to s   a s   qu e   aum en t am   o   nív el   d e   ri sco   s e r ão  

no rm a 

a   s e r   op t ad a   p elo   s eu   u so  

no rm a   emi tid a   p el a   ABN T,  

aplic aç ão   do s   conc ei to s   d a   I EC   61511,   poi s   a 

recom end a r ão  

Id

m

fo r t em en t e  

su a  

s e ri am en t e   qu e s tion ad a s   à   luz   d e   um a  

b r a sil ei r a   sólid a   e   con fi áv el.   A   p a r ti r   d a   en t ão   NBR   I EC   61511,   g e s to re s   d e   p roj e to s   d ev e r ão  

s e r   al e r t ado s   p elo s   re spon s áv ei s   t écnico s   d a s  

ingl e s a   to r n a - s e   aind a   m ai s   indig e s t a.   E s t a  

di

sciplin a s   d e   p roc e s so,   S SMA,   au tom aç ão   e  

b

a r rei r a,   qu e   n ão   é   d e sp rezív el,   to r n a - s e   qu a s e  

in

s t rum en t aç ão   do   novo   nív el   d e   ob rig a to ri ed ad e  

in

t r an sponív el   qu ando   oco r rem   qu e s tion am en to s  

d

e s t e s   conc ei to s   e   m elho re s   p r á tic a s   d e   p roj e to s  

qu e   p reci s am   s e r   explic ado s   p a r a   o s   g e s to re s  

d

e   funçõ e s   in s t rum en t ad a s   d e  

s egu r anç a.   Com  

m a s   qu e   n ão   s ão   comp re endido s  

compl e t am en t e   p elo   co rpo   t écnico.   O r a,   s e   exi s t e   um   requ e rim en to   qu e   n ão   é   d evid am en t e  

do s   p roj e to s  

i s to,   nív ei s   d e   re spon s abilid ad e s   t écnic a s   en t re 

a s   in t e r f ac e s   s e r ão   t r aç ado s   vi s ando   p ro t eg e r 

l eg alm en t e   o s   p ro fi s sion ai s   qu e   d e s envolv em   t ai s  

en t endido   p elo   co rpo   t écnico   e   aind a   f az   p a r t e  

p

roj e to s,   o s   qu ai s   d ev e r ão  

e s t a r   d evid am en t e  

d

e   um a   no rm a   in t e r n acion al   qu e   pod e   ou  

c

ap aci t ado s   p a r a   ex e rc e r   su a s   a tivid ad e s.

n

ão   s e r   aplic ad a,  

po r   qu e   s e   f a r á   a   opç ão   po r  

con sumi r   recu r so s   d e   p roj e to   p a r a   con s t ruí -lo ?   Com   a   emi s s ão   d a   no rm a   em   po r tugu ê s,   al ém  

d

a   m aio r   cl a rez a   d evido   ao   t ex to   j á   t e r   sido  

t

r aduzido,   comp re endido,   di scu tido   e   divulg ado,  

o s   re spon s áv ei s   po r   su a   aplic aç ão   no s   p roj e to s 

pod e r ão   reco r re r   à   p róp ri a   ABN T   em   bu sc a s   d e  

e scl a recim en to s   sob re   d e t e rmin ado s   t e rmo s   no rm a   emi tid a. 

d a  

Atendimento a requisitos regulatórios

O

  ambi en t e   indu s t ri al   s emp re   t e r á   um a   fo r t e  

n

ec e s sid ad e   d e   reduç ão   d e   cu s to s   em   novo s  

p

roj e to s.   Com  

e s t a   d em and a,   hoj e   é   ju s ti fic áv el  

g

e renci alm en t e   n ão   u tiliz a r   o s   conc ei to s   d a  

I

EC   61511   em  

su a   pl eni tud e,   poi s   s e   t em   como 

Aumento da segurança no ambiente industrial brasileiro

Com   a   emissão   da   no rma   em   po r tuguês   e   baseada   em   a tendimen to   a   requisi tos   legais,  

ce r tamen te   sua   u tilização   se rá   mais   di fundida   no  

B rasil.   Concei tos   e   p reocupações   da   no rma   tais  

como   ge renciamen to   de   mudança,   capaci tação   de   p ro fissionais   nas   suas   es fe ras   de   a tuação,   de te rminação   do   nível   de   risco   indus t rial,   e tc.,   passa rão   a   se r   conhecidos   e   discu tidos   de   fo rma   mais   ampla   e   com   mais   p rop riedade   pelo   dive rsos  

segmen tos   indus t riais   b rasilei ros.   Ob têm -se   en tão  

a   melho r   comp reensão   e   aplicação   dos  

concei tos  

de   cul tu ra   de   segu rança,   tendo   como   obje tivo   final   uma   no rma   b rasilei ra   consolidada   aumen tando  

id

éi a   inici al   qu e   su a   aplic aç ão   implic a r á   em  

o

  nível   de   segu rança   no   ambien te   indus t rial  

aum en to   d e   cu s to s   p a r a   o   p roj e to,   o   qu e   dig a -

b

rasilei ro   e,   como   conseqüência,   to rnando   a  

s e   d e   p a s s ag em   n em  

14     InTech  127

s emp re   é   v e rd ad ei ro.  

sociedade   mais   segu ra   e   sus ten tável.   

  InTech  127 s emp re   é   v e rd ad ei ro.