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GOVERNO DO ESTADO DO PIAUÍ

POLÍCIA MILITAR DO PIAUÍ - PM-PI


AV Higino Cunha, 1750 Quartel do Comando Geral - Bairro Cristo Rei, Teresina-PI, CEP
64014-220
Telefone - http://www.pm.pi.gov.br/index.php

Portaria Nº 546, de 07 de dezembro de 2020


Baixa as normas
complementares para a
concessão de férias aos policiais
PORTARIA Nº 444-GCG/PMPI, DE 07
militares da Polícia Militar do
DE DEZEMBRO DE 2020
Estado do Piauí, nos termos da
Lei nº 3.808/1981 e do Decreto nº
15.555/2014.

O COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO PIAUÍ, no uso de


suas atribuições legais que lhe conferem o art. 109, II, da Constituição do Estado
do Piauí, o art. 4º da Lei Estadual nº 3.529/77, de 20.10.1977, e o disposto no § 1º,
do art.61, e §6º do art. 65, todos da Lei nº 3.808, de 16 de julho de 1981 (Estatuto
dos Militares do Estado do Piauí),
CONSIDERANDO o Decreto n.º 15.555, de 12 de março de 2014, que
regulamenta a concessão de férias a servidor público efetivo, a servidor
comissionado e a militar do Estado, publicado no DOE nº 47, de 12/03/2014,,
CONSIDERANDO o constante dos autos do processo
nº 00028.013808/2020-09,

RESOLVE:

Art. 1º - Baixar as normas complementares sobre a concessão de


férias aos policiais militares da Polícia Militar do Estado do Piauí, constante no
Anexo I desta Portaria.
Art. 2º - Determinar que os Comandantes, Chefes e Diretores
adotem as providências necessárias para o fiel cumprimento das presentes
normas.
Art. 3º - Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua
publicação, revogadas as disposições em contrário, especialmente as Portarias nº
156/2012-GCG/PMPI, de 28/03/2012, nº 086, de 28/02/2014, nº 251, de 16/05/2014
e nº 385/2014, de 26/08/2014.

Documento assinado eletronicamente por LINDOMAR CASTILHO MELO -


Matr.0338930-8, Comandante Geral da PM-PI, em 07/12/2020, às
14:20, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no Cap. III, Art.
14 do Decreto Estadual nº 18.142, de 28 de fevereiro de 2019.
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ANEXO I

NORMAS COMPLEMENTARES SOBRE CONCESSÃO DE FÉRIAS AOS POLICIAIS


MILITARES DO ESTADO DO PIAUÍ

Seção I
Dos conceitos essenciais

Art. 1º Férias, para efeito desta Portaria, corresponde a um período


remunerado de 30 (trinta) dias consecutivos ou parcelados, por ano de exercício
correspondente ao ano civil, durante os quais, o policial militar que cumpriu os
requisitos é afastado totalmente do seu serviço para fins de descanso e lazer.
§ 1º As férias relativas ao primeiro período aquisitivo corresponderão
ao ano civil em que o policial militar completar o interstício de 12 (doze) meses de
efetivo exercício.
§ 2º Serão sempre exigidos 12 (doze) meses de efetivo exercício na
Corporação para todos os períodos aquisitivos de férias.
§ 3º A concessão de férias ao policial militar obedecerá aos planos de
férias elaborados por cada órgão, unidade ou setor, previamente encaminhado à
Diretoria de Gestão de Pessoas para elaboração do Plano Anual Geral de Férias.

Seção II
Da competência

Art. 2º São autoridades competentes para conceder férias ao policial


militar, obedecido os planos de férias:
I – O Comandante-Geral, aos Coronéis PM;
II – O Chefe do EMG, ao Subchefe do EMG, aos Coordenadores, aos
Comandantes de Policiamento, ao Corregedor, aos Assistentes, aos Diretores, ao
Ajudante-Geral, ao Presidente da CPL e aos Chefes de Seção do EMG.
III - O Chefe do Gabinete Militar, os Diretores, as Assessorias, as
Assistências Militares e o Ajudante-Geral, aqueles que estiverem sob suas ordens;
IV – Os Comandantes de Policiamento, aos que servirem sob suas
ordens;
V - Os Comandantes de Unidade e Subunidades destacadas, aos que
servirem sob suas ordens;
VI – Os Chefes de Seção, aos que servirem sob suas ordens.

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Seção III
Dos planos de férias

Art. 3º Os planos de férias são os documentos oficiais elaborados pela


autoridade competente através do qual se programa o afastamento total do
serviço do policial militar de forma a adequar as necessidades do serviço e o
interesse da administração militar ao direito de férias legalmente cabível.
§ 1º Os planos de férias serão elaborados conforme modelos previstos
nos Anexos II e III desta Portaria, desdobrando-se em:
I – Plano Anual de Férias Regular; e
II – Plano Anual de Férias Acumuladas.

Art. 4º A Diretoria de Gestão de Pessoas elaborará o Plano Anual


Geral de Férias Regular e o Plano Anual Geral de Férias Acumuladas da
Polícia Militar do Piauí, até o dia 30 de novembro de cada ano, que será aprovado
pelo Comandante-Geral da Corporação e publicado em Boletim da Polícia Militar.
Art. 5º O Plano Anual de Férias Regular referente ao ano subsequente
e o Plano Anual de Férias Acumuladas deverão ser enviados à Diretoria de Gestão
de Pessoas, no prazo de até 30 de setembro do ano em curso.
§ 1º Para o fim de elaboração do Plano Anual Geral de Férias e do
Plano Anual de Férias Acumuladas somente serão considerados os planos de férias
elaborados pelos seguintes órgãos:
I – Assistência Militar, aos que servirem no Gabinete do Comando-
Geral;
II – Chefia do GAMIL, aos que servirem no Gabinete Militar;
III - Subchefia do Estado Maior Geral, para os que servirem no
Gabinete do Subcomando-Geral;
IV – Assessorias, para os que servirem na sua sede;
V – Corregedoria, para os que servirem na sua sede e órgão de apoio;
VI – Diretorias, para os que servirem em suas sedes e órgãos de apoio;
VII – Comandos de Policiamento, Coordenadorias, Ajudância Geral e
Chefes das Seções do EMG, para os que servirem em suas sedes;
VIII – Comandos de Unidades Operacionais, para os que servirem em
suas sedes, subunidades, pelotões destacados e grupamentos, observado o § 2º
deste artigo.
§ 2º O limite de concessão de férias variará entre 1/8 e 1/12 do
efetivo pronto por mês para cada Unidade da PMPI em período normal de
operacionalização, a critério do Comandante da respectiva Unidade.
Art. 6º O Plano Anual de Férias Acumuladas deverá ser elaborado
com a concessão de até 02 (dois) períodos de férias por ano, preferencialmente
dentre os períodos acumulados após 29 de dezembro de 2000, desde que as férias
não estejam averbadas.
Parágrafo único. Excepcionalmente, o policial militar que possuir 30

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(trinta) anos de efetivo serviço deverá gozar os períodos de férias acumulados,
principalmente se estiver próximo de ser transferido para a reserva remunerada.

Seção IV
Da alteração do plano anual de férias

Art. 7º - Os planos de férias poderão ser alterados de acordo com a


necessidade do serviço e interesse da administração militar.
§1º Somente as autoridades citadas no caput do art. 2º da presente
norma, com exceção do Comandante-Geral, excepcionalmente, mediante
justificativa apresentada por escrito, solicitarão à Diretoria de Gestão de Pessoas,
a necessidade de alteração do plano de férias sob sua responsabilidade, e caso
seja deferido, fará publicar no Boletim da Polícia Militar, por meio do SICAD.
§ 2º A alteração do plano de férias por necessidade do serviço será
feita com observância de prazo mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias
antecedência em relação ao início das férias já previsto no plano anual, com
exceção das situações de calamidade pública, de emergência, na ocorrência de
desastres ou da prática de ações criminosas que afetem gravemente a segurança
ou ordem pública.
§ 3º As férias alteradas por necessidade do serviço devem ser gozadas
até o término do segundo período subsequente, independentemente de terem sido
parceladas.
§ 4º As licenças ou afastamentos nas seguintes hipóteses, concedidos
durante o período de férias suspendem o curso destas, que serão alteradas para o
término da licença ou afastamento, considerando-se o saldo remanescente.
I – licença para tratamento da própria saúde;
II – licença para tratamento de saúde de pessoa da família;
III – licença à gestante e à adotante;
IV – licença paternidade;
V – falecimento de cônjuge, companheiro, pais, sogros, padrasto ou
madrasta, filhos, enteados, menor sob sua guarda ou tutela, curatelado e irmãos
ou pessoas que vivem sob sua dependência econômica.
§ 5º No caso de licença ou afastamento de que trata o § 3º, concedido
antes do início das férias, estas serão alteradas para o primeiro dia útil após a
licença ou afastamento.

Seção V
Do gozo de período regular de férias

Art. 8º As férias do policial militar se dará compulsoriamente, a partir


do primeiro dia do mês, devendo a chefia imediata comunicar ao policial militar,
com antecedência mínima de 30 (trinta) dias do início da fruição, a
obrigatoriedade do gozo das férias, marcando de ofício a data de início, conforme
previsto no plano de férias homologado.
§ 1º A opção pelo mês para a concessão das referidas férias deverá
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ser feita, preferencialmente, de forma a melhor atender o policial militar e, em
caso de insuficiência de efetivo ou em atendimento às necessidades do serviço,
poderá o próprio Chefe, Diretor ou Comandante da Unidade determinar mês
divergente, de forma a não causar prejuízos à execução dos serviços operacionais
da PMPI.
§ 2º É facultado ao policial militar gozar férias onde lhe convier,
cumprindo-lhe, entretanto, antes do seu início, comunicar o seu endereço eventual
ao chefe da repartição ou serviço a que estiver subordinado.
Art. 9º O período de férias só poderá ser parcelado, mediante
requerimento à Diretoria de Gestão de Pessoas, desde que fundamentada as
razões do parcelamento.
Art. 10. As férias do militar indiciado em IPM, submetido a conselho de
justificação ou a conselho de disciplina ou respondendo a processo administrativo,
só podem ser gozadas com a concordância da autoridade que presidir tais atos,
respeitado o limite para concessão de férias.
Art. 11. As férias dos alunos de curso de formação, adaptação,
aperfeiçoamento, habilitação e outros previstos na legislação da PMPI,
regularmente matriculados em unidades de ensino, serão regidos por regimento
próprio desta unidade.
Art. 12. As férias dos militares que operam direta e habitualmente
com raios X ou substâncias radioativas são reguladas de acordo com legislação
especial.
Art. 13. Durante o gozo de férias, o policial militar terá direito à
percepção de seu subsídio acrescido de todas as vantagens de natureza
permanente inerentes ao seu cargo e função, além do respectivo adicional de
férias.
Art. 14. O policial militar que for transferido ou removido de uma
Unidade para outra, deverá apresentar, na nova sede de exercício, declaração
constando informações sobre o gozo de férias no período em que esteve lotado na
Organização Policial Militar anterior.

Seção VI
Da acumulação de períodos de férias

Art. 15. É proibida a acumulação de férias, salvo imperiosa


necessidade do serviço.
§ 1º A acumulação de férias que trata o artigo anterior deverá ser
formalmente justificada pela chefia imediata do policial militar, com exposição
detalhada das razões da necessidade do serviço, antes do término do período
normal de gozo.
§ 2º Fica dispensada a justificativa que trata o parágrafo anterior, nas
hipóteses que alude o § 4º do art. 6º.
Art. 16. O policial militar gozará 30 (trinta) dias consecutivos de férias
por ano, de acordo com o Plano Anual Geral de Férias organizado pela autoridade
competente, podendo este gozo ser superior a 30 (trinta) dias em caso de férias
acumuladas, devendo os prazos serem especificados e constarem o ano a que
correspondem.

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§1º O período de férias acumuladas concedido após o período regular
de 30 (trinta) dias, será gozado desde que não cause prejuízo às necessidades do
serviço e ao interesse da administração militar, a juízo da autoridade competente.

Seção VII
Da suspensão da contagem do período aquisitivo de férias

Art. 17. As licenças, afastamentos ou quaisquer períodos que não


forem considerados de efetivo serviço ou não forem remuneradas suspendem a
contagem do período de férias do policial militar, que será retomada na data do
retorno.
§ 1º Fica suspensa também a contagem do período aquisitivo de férias
o período em que o policial militar:
I – cumprir pena privativa de liberdade;
II – for suspenso do exercício do cargo por decisão judicial ou
administrativa;
III – estiver no gozo de licença para tratar de interesse particular.
§ 2º Não suspende o período aquisitivo de férias a cessão com ônus e
o afastamento para participação em curso de formação, havendo ou não opção
por auxílio financeiro.

Seção VIII
Da suspensão e interrupção para o gozo de férias

Art. 18. O policial militar em pleno exercício de gozo de férias, jamais


as terão interrompidas ou suspensas por motivo de promoção, transferência ou
remoção, salvo por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação
para conselhos da Justiça Militar Estadual, serviço militar ou eleitoral ou por
necessidade do serviço declarada pelo Comandante-Geral.
§ 1º Além dos motivos previstos no artigo anterior as férias do policial
militar somente podem ser interrompidas em casos de interesse de segurança
nacional, de manutenção da ordem, de extrema necessidade do serviço, de
transferência para a inatividade, na ocorrências de desastres ou prática de ações
criminosas que afetem gravemente a segurança ou a ordem pública; nesses
casos, o Comandante-Geral poderá interromper ou deixar de conceder na época
prevista, o período de férias a que tiverem direito, registrando-se então o fato em
seus assentamentos.
§ 2º A interrupção das férias deverá ser formalizada por ato
convocatório motivado pelo Comandante-Geral, devidamente publicado em
Boletim da Polícia Militar.
§ 3º O gozo das férias interrompidas ou suspensas ocorrerá sem
parcelamento.

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Seção IX
Do gozo de férias de titular de função

Art. 19. A concessão de férias a titular de funções, carreará o


preenchimento da respectiva função por policial militar substituto a ser designado
pela autoridade competente, respeitadas as restrições de posto e graduação, bem
como de habilitação, devendo ser mencionada no próprio ato concessivo das
férias do titular a nomeação do substituto.
Parágrafo único. Durante o período e pelo tempo de ausência do
titular da função, o policial militar designado temporariamente para tal
substituição deverá assinar os documentos direcionados ao substituído com a
inclusão do termo “no impedimento”, após o espaço destinado a assinatura do
titular, seguido da assinatura final do substituto.

Seção X
Das disposições gerais sobre férias

Art. 20. O policial militar perde o direito às férias relativas ao ano


em que:
I - for condenado, por sentença passada em julgado, a pena restritiva
de liberdade, desde que não tenha sido concedida suspensão condicional da pena;
II - for condenado, por sentença passada em julgado, à pena de
suspensão do exercício do posto, da graduação, do cargo ou da função; ou
III - gozar trinta ou mais dias, ininterruptos ou não, de licença para
tratar de interesse particular.
Art. 21. Desde que devidamente comprovado pela administração
militar, aos policiais militares que tenham períodos de férias não gozados
referentes a períodos aquisitivos anteriores ao ano de 2000, com supedâneo no
Artigo 74 na Lei 5.378, de 10 de fevereiro de 2004, torna-se vinculada à averbação
em seus assentamentos funcionais para fins de contagem de tempo de serviço
exclusivamente para a inatividade, conforme previsto na legislação militar.
Art. 22. Desde que devidamente comprovado pela administração
militar, aos policiais militares que tenham períodos de férias não gozados
referentes a períodos aquisitivos posterior ao ano de 2000, tem garantido o direito
ao efetivo gozo, condicionado a conveniência e oportunidade da Administração
Militar.
Art. 23. O policial militar em função de natureza civil deve gozar suas
férias no órgão em que estiver exercendo a sua função.
Art. 24. As férias de cônjuges militares, desde que tenham período
aquisitivo, devem ocorrer, preferencialmente, na mesma data, observado sempre
o interesse da administração.
Art. 25. As férias referentes ao período aquisitivo de 2019 e seguintes
regem-se pelo estipulado nesta Portaria e legislação vigente aplicada à Polícia
Militar do Piauí.

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(assinado eletronicamente)
LINDOMAR CASTILHO MELO - Coronel QOPM
Comandante-Geral da PMPI
Referência: Processo nº 00028.013808/2020-09 SEI nº 0943668

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