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RELATÓRIO DO 2º BIMESTRE - GRUPO 1 MANHÃ

AUGUSTO PEREIRA FAGUNDES.

Na Educação Infantil, brincar passa a ser uma das principais atividades do seu
dia a dia, o que implica que durante essa etapa sejam criadas condições para que as
crianças se percebam aprendendo. Durante o segundo bimestre, exploramos
materiais, brinquedos, objetos e ambientes identificando todas as potencialidades
para que as crianças pudessem expressar seus interesses e sentimentos. Partindo
desse contexto, buscamos atender as demandas de todos na perspectiva de auxiliar
na compreensão da utilização dos brinquedos e dos espaços da escola, pois nessa
faixa etária ainda é normal algumas situações de conflitos devido ao egocentrismo.
Percebemos que Augusto resistia em alguns momentos o compartilhar de
brinquedos, procurando afastar-se do grupo para brincar, quando sentia-se
ameaçado, Augusto recorria aos adultos da sala ou procurava defender-se batendo o
brinquedo em questão no coleguinha, desta forma, intervimos oferecendo outra
possibilidade de brincar, quanto a utilização de diferentes espaços, Augusto aceitava
manter-se mais tempo próximo aos colegas, como por exemplo nos espaços
fechados (tanque de areia, pátio de azulejos) em algumas atividades que se fazia
necessário o trabalho em grupo.

Apresentamos o artista Ivan Cruz e por meio de suas obras, destacamos e


resgatamos brincadeiras antigas, tais como: amarelinha, pular corda, ciranda, bolha
de sabão, jogar bola, avião e barquinho de papel. Propusemos diversas atividades
que envolveram o corpo, o intuito foi reconhecer as potencialidades, compreender
as sensações e necessidades de movimentar-se para atender os comandos.
Observamos que Augusto apreciou as brincadeiras de locomoção, como por exemplo
jogar bola, Augusto promovia chutes firmes, entendendo que era preciso atingir um
alvo, Augusto também apreciou o barquinho de papel, no qual colocamos em uma
bacia com água depois da confecção e incentivando o sopro para movimentá-lo.

Mesmo pequenas, as crianças já têm compreensão da sua estrutura familiar e


dos papéis de cada indivíduo nela. Por isso, partimos do que elas já sabem e
possibilitamos que conhecessem outras configurações familiares. Observamos fotos
das famílias dos coleguinhas da sala e terminamos com a obra “A família”, de Tarsila
do Amaral, que retrata uma grande família. Explorando diferentes materiais e
instrumentos de expressão plástica, incentivando a comunicação com liberdade,
criatividade, responsabilidade e sensibilidade, ampliando a coordenação motora e
adquirindo controle para produzir pinturas. Em uma das atividades preparamos um
ambiente tranquilo com música instrumental de fundo, oferecemos caixas de
papelão encapadas com sulfite branco, na parte da frente e na parte de trás,
posicionando as crianças em dupla, entregando brochinhas e tintas postas em caixas
de ovos para que as crianças pudessem criar suas artes. Notamos que além de
desenvolver a pintura no espaço que foi determinado, Augusto também
interessou-se em pintar a caixa de ovos solicitando mais tintas, Augusto procurou
desenvolver essa pintura ajoelhado utilizando o apoio da outra mão (esquerda) para
segurar a caixa.

No parque interno simulamos situações do cotidiano, como por exemplo:


preparar a comida, limpar a casa, colocar as bonecas para dormir e passear usando
os balancinhos de animais como meio de transportes. Propusemos uma
dramatização, na qual as crianças desempenharam papéis simulando que estavam
representando pessoas da família, expressando situações imaginárias e recorrendo
aos objetos disponíveis para representar as situações propostas, a intenção principal
foi explorar e ampliar a fala dos alunos. Observamos que Augusto se manteve na
mini cozinha, utilizando legumes de plásticos e panelas para o preparo de uma
refeição, Augusto permanecia parado em frente ao micro-ondas com a perninha
cruzada simulando estar aguardando a comida ficar pronta, depois oferecia para a
professora gesticulando a mãozinha e dizendo: “nham nham”.

Por meio das histórias trabalhadas durante o bimestre, foi possível explorar
noções de quantidades, como na contagem dos integrantes da família e tamanhos,
como na observação da estatura dos ursos, além disso, por meio dos objetos
pertencentes nas histórias, os alunos puderam explorar algumas formas e
funcionalidade de cada objeto. Na história da “Cachinhos Dourados e os Três Ursos”,
os personagens formam uma família com pai, mãe e filho, na história do “Peter Pan”
não há pais nem irmãos e na história “Os Três Porquinhos” a família é composta
apenas por irmãos. Foi possível notar que Augusto reproduzia os movimentos
circulares utilizando os utensílios que conhecemos na história de “Cachinhos
Dourados e os Três Ursos” tais como, tigelas (em três tamanhos), colher de pau e
panela, Augusto acompanhou a contagem dos integrantes de cada história
observando as mãos da professora que representou a contagem com os dedos.

Augusto finalizou o segundo bimestre com muitas conquistas e atingiu os


objetivos esperados para esse período.

Para o terceiro bimestre teremos como eixo norteador as músicas e a cultura


popular brasileira abordando o tema folclore, que dispõe de um rico acervo cultural
de costumes, artes, lendas, mitos, provérbios e cantigas. Para ampliar o repertório
linguístico e a movimentação corporal, os alunos serão desafiados a cantar e
interpretar as cantigas de roda. Além da literatura, proporemos que os alunos
conheçam os famosos personagens da nossa cultura como: o Saci, a Iara, o Curupira,
a Cuca e o Boitatá. Além das atividades mencionadas os alunos participarão de
brincadeiras como peteca, amarelinha e pião, em que utilizarão os espaços externos
da escola para assegurar o desenvolvimento das habilidades motoras e de noções
espaciais.

Colocamo-nos à disposição para conversarmos sobre o desempenho de


Augusto e estreitarmos cada vez mais a parceria escola e família.

Desejamos ótimas férias!

Agradecemos a confiança!

Com carinho,

Professora Elisabete,

Auxiliares Jenifer e Bruna.

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