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Curso EsPCEx

PORTUGUÊS

ESTRUTURA E PROCESSOS
DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS

PROFESSORA SUELEN ABRANTES


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Curso EsPCEx
2020

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PORTUGUÊS
ESTRUTURA

Vamos entender agora a estrutura das palavras para podermos avançar


mais um pouco e chegarmos no entendimento dos processos de formação de
palavras.

FONEMA X MORFEMA

Fonema, como você já sabe, é a menor unidade de som que estabelece a


diferença de significado entre as palavras.
A palavra cato, por exemplo, é diferente da palavra nato pela substituição de
apenas um som.
Morfema é um fragmento mínimo capaz de expressar significado, ou seja, é a
menor unidade significativa de uma língua.

ESTRUTURA DAS PALAVRAS

Em “anormalidade” temos:
Prefixo: A
Radical: NORMAL
Sufixo: IDADE

TIPOS DE MORFEMA

Morfema Lexical (Radical) indica o significado da palavra, apresentando seu


núcleo de significação.
Ex.: Cantar, Menino, Caminhar, Impossível, etc.

Morfema Gramatical é aquele que se associa ao morfema lexical (RADICAL) para


complementar o sentido das palavras.

Obs.: Não é independente, ele precisa do RADICAL.

São considerados morfemas gramaticais:


a) Vogal Temática
b) Desinências
c) Afixos

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Para compreender melhor:
a) Vogal Temática - Junta-se ao radical de uma palavra para permitir que se
acrescentem elementos que indicam noções gramaticais como plural, gênero,
tempo, modo, etc.

Podem ser:

Nominais: A vogal temática aparece em nomes terminados em A, E e O átonos:


Ex.: rosa, casa, dente, telefone, fruto.

Verbais: A vogal temática indica a conjugação que o verbo pertence:


A - Vogal Temática da 1ª conjugação: Cantar, Estudar, Viajar.
E - Vogal Temática da 2ª conjugação: Vender, Merecer, Compreender.
I - Vogal Temática de 3ª conjugação: Partir, Dividir, Corrigir.

A união do radical com a vogal temática recebe o nome de tema.


Ex.: Fal (Radical) + a (Vogal Temática) = Fala (TEMA)

b) Desinências – São elementos indicativos das flexões das palavras.

Podem ser:

Nominais:
Gênero: Masculino (-o) Feminino (-a)
Número: Singular (-Ø) Plural (-s)

Verbais:
Desinência Modo Temporal (DMT): apresenta os conceitos de modo e tempo.

Analisando, por exemplo, o verbo CANTAVA, conclui-se que ele apresenta o


radical CANT, vogal temática A e a desinência modo temporal VA (que deixa
claro que o verbo se encontra no pretérito imperfeito do modo indicativo).
Já o verbo VENDERA apresenta o radical VEND, vogal temática E e a desinência
modo temporal RA (por se tratar de um verbo no pretérito mais-que-perfeito do
modo indicativo).
E, por fim, o verbo ESTUDASSE tem como radical a palavra ESTUD, vogal
temática A e a desinência modo temporal SSE (já que se encontra no pretérito
imperfeito do modo subjuntivo).

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Desinência Número Pessoal (DNP): apresenta os conceitos de número e pessoa.


Ou seja, se o verbo está no singular ou plural, na 1ª, 2ª ou 3ª pessoa

1ª pessoa + singular = EU (-o) (-i) (-Ø)


2ª pessoa + singular = TU (-s) (-ste) (-es)
3ª pessoa + singular = ELE / ELA (-Ø) (-u) (-Ø)

O verbo CANTAS apresenta radical - CANT, vogal temática - A, desinência número


pessoal - S que denota ser a segunda pessoa do singular (tu).

1ª pessoa + plural = NÓS (-mos) (-mos) (-mos)


2ª pessoa + plural = VÓS (-is) (-stes) (-des)
3ª pessoa + plural = ELES / ELAS (-m) (-m) (-m)

O verbo CANTAMOS apresenta radical - CANT, vogal temática - A, desinência


número pessoal - MOS que denota ser a primeira pessoa do plural (nós).

c) Afixos: são morfemas gramaticais que modificam o sentido do radical ao qual


se unem. Os afixos podem anteceder (assim sendo chamados de PREFIXOS) ou
podem vir pospostos (chamados de SUFIXOS):

desleal (DES = Prefixo)


lealdade (DADE = Sufixo)

Vogal e consoante de ligação: É um elemento sem valor de significado, porém é


de grande importância, pois evita dissonâncias na conexão entre elementos
mórficos:
Ex.: Gas-Ô-metro | Pau-L-ada | Cafe-T-eira | Pont-I-agudo | Frio-R-ento

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PROCESSOS DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
Agora sabendo tudo sobre a estrutura das palavras, vocês estão prontos
para entenderem os processos de formação. Na língua portuguesa eles são a
derivação, a composição e o hibridismo. Vamos analisar cada um deles:

Derivação: significa formar palavras derivadas a partir de outras já existentes


na língua, chamadas primitivas.

Ex.: pedra (palavra primitiva) > pedreiro, pedreira, pedrada, apedrejamento


(palavras derivadas)

Os processos de derivação podem ser:

a) Derivação prefixal (ou prefixação) = prefixo + radical (base)

Ex.:

b) Derivação sufixal (ou sufixação) = radical (base) + sufixo

Ex.:

c) Derivação Prefixal e Sufixal = prefixo + radical + sufixo

Ex.:

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d) Derivação Parassintética = Prefixo + Radical + Sufixo

Na derivação prefixal e sufixal haverá a possibilidade de retirar os


afixos (prefixos e sufixos) e mesmo assim o termo restante terá
significado. Já na DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA não haverá a
possibilidade da retirada dos afixos sem a perda de significado do
termo restante.

e) Derivação Regressiva (ou Deverbal) - Diferentemente dos demais tipos de


derivação abordados até então, a derivação regressiva (tal como o próprio nome
sugere) não se dá por acréscimo de elementos (afixos: prefixos ou sufixos),
porém por uma redução ou diminuição do número de fonemas verificada na
palavra derivada em relação à primitiva que serviu de base para a sua formação.

Por meio deste processo, são formados substantivos a partir de verbos, daí a
designação de derivação deverbal.

Ex.: pescar – pesca


castigar – castigo
resgatar – resgate
atacar – ataque
comprar – compra
roubar – roubo

f) Derivação Imprópria - Quando uma palavra sofre alteração em sua classe


gramatical de acordo com o contexto em que é empregada (sem sofrer acréscimo
ou redução).
Ex.: Sim, ela virá! (adv. de afirmação)
No altar, a noiva disse um sim que quase ninguém ouviu. (substantivo)
Você está se sentindo bem? (adv. de modo)
O bem venceu o mal. (substantivo)

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O homem pobre não tem onde dormir. (adjetivo)
O pobre não tem onde dormir. (substantivo)

Composição: diferentemente da derivação, a composição é um processo de


formação através do qual duas ou mais palavras se juntam para formar outra
palavra, sem que seja necessário recorrer a afixos (prefixos ou sufixos).
Sendo assim, os elementos principais para que haja uma palavra formada por
composição são, pelo menos, duas bases ou radicais.

Ex.: sofá + cama > sofá-cama


gira + sol > girassol
Divide-se a composição em dois grupos, de acordo com o grau de envolvimento
das bases ou dos radicais no momento de sua junção, que são os seguintes:

a) Composição por Justaposição - ocorre quando os radicais ou as bases se


unem, lado a lado, sem que haja alteração fonética.
Ex.: bomba-relógio, guarda-roupa, passatempo, malmequer, vaivém, etc.

b) Composição por Aglutinação - ocorre quando os radicais ou as bases se


unem, tão intimamente, de modo que há alteração fonética.
Ex.: águ(a) + (a)rdente > aguardente
plan(o) + alto > planalto
pern(a) + (a)lta > pernalta

Além dos dois grandes processos vernáculos de formação de palavras (Derivação


e Composição) estudados até aqui, há ainda outros como:

- abreviação: consiste numa redução da palavra até onde é possível


compreender seu significado total.
Ex.: moto (motocicleta);
pornô (pornografia);
vídeo (videocassete);
micro (microcomputador).

- onomatopeia: consiste na tentativa de reprodução aproximada de sons e


ruídos.
Ex.: tique-taque (relógio);
blim-blom (para campainha);
auauau (para o latido do cão).

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- sigla: combinação das iniciais (Maiúsculas) das palavras em uma sequência.
Ex.: CPF = Cadastro de Pessoa Física
CBF = Confederação Brasileira de Futebol
EsPCEx = Escola Preparatória de Cadetes do Exército.

- hibridismo: (este aqui nós vamos estudar mais detalhadamente).


É o nome dado ao processo quando se formam novas palavras pela união de
radicais originários de línguas diferentes.

Ex.: sociologia = socio > latim + logia > grego


reportagem = report > inglês + agem > português
Florianópolis = Floriano > português + polis > grego
televisão = tele - grego > visão > latim
burocracia = buro - grego > cracia > grego

No que se refere ao hibridismo, na língua portuguesa, são mais


comuns as palavras formadas pela junção de radicais gregos e
latinos, os quais figuram na formação de palavras eruditas e
termos técnicos e científicos.

“Acreditar é a força que nos permite subir os


maiores degraus na escada da vida.”

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