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Livro Eletrônico

Aula 04

Contabilidade Geral p/ Ministério do Trabalho (Auditor Fiscal do


Trabalho - AFT) Com Videoaulas
Gabriel Rabelo, Luciano Rosa

89423704115 - Anderson Ricardo Giongo


Gabriel Rabelo, Luciano Rosa
Aula 04

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO.


1 - APRESENTAÇÃO ...................................................................................................................................................... 2
2 - PASSIVO ................................................................................................................................................................. 2
2.1 - PASSIVO CIRCULANTE E PASSIVO NÃO CIRCULANTE ......................................................................................................... 2
2.2 - EMPRÉSTIMOS DE CURTO PRAZO NO PASSIVO NÃO CIRCULANTE? .................................................................................. 4
2.3 - RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS E RECEITAS DIFERIDAS .......................................................................................... 6
3 - CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O CICLO OPERACIONAL ...................................................................................... 8
4 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO.......................................................................................................................................... 11
4.1 - CONCEITO E ESTRUTURA ................................................................................................................................................. 11
5 - CAPITAL SOCIAL .................................................................................................................................................... 12
5.1 - INDO ALÉM REQUISITOS PARA CONSTITUIÇÃO DA COMPANHIA ................................................................................. 15
5.2 - GASTOS NA EMISSÃO DE AÇÕES ..................................................................................................................................... 16
6 - RESERVAS DE CAPITAL .......................................................................................................................................... 17
6.1 - UTILIZAÇÃO DAS RESERVAS DE CAPITAL ......................................................................................................................... 19
6.2 - RESERVA DE ÁGIO NA EMISSÃO DE AÇÕES ..................................................................................................................... 21
6.3 - ALIENAÇÃO DE PARTES BENEFICIÁRIAS E BÔNUS DE SUBSCRIÇÃO 368928 ................................................................................. 22
6.4 - DOAÇÕES E SUBVENÇÕES PARA INVESTIMENTOS GOVERNAMENTAIS ........................................................................... 25
6.5 - PRÊMIO NA EMISSÃO DE DEBÊNTURES ........................................................................................................................... 29
7 - AJUSTE DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL .................................................................................................................. 32
8 - AÇÕES EM TESOURARIA ........................................................................................................................................ 34
8.1 - AÇÕES EM TESOURARIA! PREVISÃO NA LEI 6.404/76: .................................................................................................... 36
9 - RESERVAS DE LUCROS ........................................................................................................................................... 40
9.1 - RESERVA LEGAL ............................................................................................................................................................... 44
9.2 - CAPITAL SUBSCRITO OU REALIZADO PARA O LIMITE? ..................................................................................................... 45
9.3 - RESERVA LEGAL X PREJUÍZO ACUMULADO ..................................................................................................................... 45
9.4 - RESERVAS ESTATUTÁRIAS ............................................................................................................................................... 48
9.5 - RESERVA DE CONTINGÊNCIAS ......................................................................................................................................... 49
9.6 - RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS .................................................................................................................................... 53
9.7 - RESERVA DE LUCROS A REALIZAR .................................................................................................................................... 56
9.8 - RESERVA ESPECIAL PARA DIVIDENDOS OBRIGATÓRIOS NÃO DISTRIBUÍDOS .................................................................. 59
9.9 - RESERVA DE PRÊMIO NA EMISSÃO DE DEBÊNTURES ...................................................................................................... 60
9.10 - RESERVA DE RETENÇÃO DE LUCRO OU RESERVA ORÇAMENTÁRIA OU RESERVA DE INVESTIMENTOS ......................... 62
10 - DIVIDENDOS OBRIGATÓRIOS ................................................................................................................................ 63
11 - DIVIDENDOS ADICIONAIS...................................................................................................................................... 67
12 - ADIANTAMENTO PARA AUMENTO DE CAPITAL ..................................................................................................... 68
13 - LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS.................................................................................................................. 69
14 - CUSTO DAS TRANSAÇÕES ..................................................................................................................................... 71
14.1 - COMO RESOLVER QUESTÕES DE CUSTOS DE TRANSAÇÃO NA SUA PROVA .................................................................. 73
15 - NOTAS EXPLICATIVAS ........................................................................................................................................... 77
15.1 - NOTAS EXPLICATIVAS SEGUNDO A LEI 6.404/76 ........................................................................................................... 77
15.2 - NOTAS EXPLICATIVAS SEGUNDO O CPC 00 ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE .......................... 79
15.3 - NOTAS EXPLICATIVAS SEGUNDO O CPC 26 APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS.............................. 80
16 - PRINCIPAIS MUDANÇAS DAS LEIS 11.638/2007 E 11.941/2009: ............................................................................. 82
17 - RESUMO PASSIVO E PL ....................................................................................................................................... 85
17.1 - PASSIVO E RECEITA DIFERIDA ........................................................................................................................................ 85
17.2 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO .................................................................................................................................................. 85
18 - MAPAS MENTAIS DESTA AULA (*ELABORADOS PELO PROFESSOR JULIO CARDOZO) ................................................ 91
19 - QUESTÕES COMENTADAS ....................................................................................................................................... 93
19.1 - PASSIVO ......................................................................................................................................................................... 93
19.2 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO .................................................................................................................................................. 96
20 - LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA .................................................................................................122
21 - GABARITO DAS QUESTÕES COMENTAS NESTA AULA ..............................................................................................130

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1 - APRESENTAÇÃO
Olá, pessoal! Tudo bem?
Sejam bem-vindos a mais uma aula do nosso curso de Contabilidade Geral para AFT.
É com uma grande alegria que estamos aqui para ministrar mais um pouquinho desta
disciplina que, no começo pode parecer difícil, mas depois passa a ser muito boa de
se estudar! Contabilidade é muito bom!
Hoje, falaremos sobre dois grupos do balanço patrimonial que são extremamente
importantes: o passivo e o patrimônio líquido.
Vamos à aula?
Um abraço.
Gabriel Rabelo/Luciano Rosa
Instagram: @contabilidadefacilitada
Fórum de dúvidas e mapas mentais: Professor Julio Cardozo

2 - PASSIVO
Dissemos que o passivo representa nada mais do que as obrigações que a sociedade
tem perante terceiros. Estudaremos agora os seus aspectos amiúde.

2.1 - PASSIVO CIRCULANTE E PASSIVO NÃO CIRCULANTE

O passivo exigível basicamente pode ser dividido em passivo circulante e não


circulante. Segundo a Lei das Sociedades por Ações:

Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para


aquisição de direitos do ativo não circulante, serão classificadas no passivo
circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no passivo não
circulante, se tiverem vencimento em prazo maior, observado o disposto
no parágrafo único do art. 179 desta Lei.

Esquematizemos:

Passivo circulante Passivo não circulante


Exercício de X2 X3 em diante
31.12.X1 31.12.X2

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Acima um exemplo da classificação em circulante e não circulante. A Lei 6.404/76


adota como marco temporal a data do encerramento do exercício social. Contudo, se
não estivermos falando dessa data, devemos considerar o período de 12 meses.
Como exemplo de obrigações temos: Impostos a pagar, provisão para contingências,
salários a pagar, ICMS a recolher, provisão para IR, FGTS a recolher, duplicatas a
pagar, fornecedores, entre outros.
Além disso, já vimos diversas vezes a definição prevista no CPC 00 para passivo:
Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja
liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar
benefícios econômicos.

(CESPE/Perito Criminal Ciências Contábeis/PC/PE/2016) Segundo a teoria


contábil, uma condição indispensável para que um item patrimonial seja
definido como um passivo é que
a) o vencimento da obrigação se dê em uma data futura previamente acordada
entre as partes.
b) o devedor saiba que possui uma dívida e o credor tenha reconhecido o
direito de receber.
c) o valor da obrigação seja líquido e certo.
d) a obrigação exista no momento presente, fruto de eventos passados.
e) o sacrifício futuro de um ativo para satisfazer a obrigação seja uma decisão
do devedor.
Comentários:
A letra a está incorreta. Não necessariamente a obrigação é de vencimento
futuro. O passivo pode também já estar vencido ou vencer no presente. Esse
não é um requisito existente no CPC 00.
A letra b também está incorreta. O consentimento não é um requisito para que
seja reconhecido um passivo. Muitas vezes, por exemplo, as provisões são feitas
com base em estimativas e não há sequer ciência do possível credor deste
reconhecimento. Por exemplo, se a empresa constitui uma provisão para
garantias de produtos que possam vir a estragar, por possuir uma ampla e
conhecida política neste sentido, os compradores/clientes não sabem que ela
fez uma provisão para isso.
A letra c está incorreta. O passivo muitas vezes pode ser reconhecido por
valores estimados. Há uma preferência na contabilidade para que sejam

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reconhecidos os valores pelos seus exatos montantes. Todavia, quando não se


mostrar possível, muitas vezes precisamos nos utilizar de estimativas.
A letra d está correta e é o nosso gabarito. Está em consonância com o CPC 00.
A letra e está incorreta. A saída de recursos (ativos) para liquidar as obrigações
não é, muitas vezes, uma escolha ou decisão do devedor. Pode vir, por exemplo,
de uma decisão judicial.
Gabarito → D

2.2 - EMPRÉSTIMOS DE CURTO PRAZO NO PASSIVO NÃO CIRCULANTE?

Faço aqui uma pergunta a vocês. A classificação do passivo circulante toma como
base o curto prazo (12 meses), enquanto que o passivo não circulante toma como
base o chamado longo prazo (posterior aos 12 meses).
Mas existe a possibilidade de um empréstimo de curto prazo ser classificado no
passivo não circulante? A resposta é sim! Quando, professores?

Nós fizemos um vídeo sobre este assunto em nosso canal do YouTube.


Você pode ver a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=PY0zqC-KOjA

Vamos entender este tema por meio de uma questão cobrada no concurso para
Analista Judiciário do TRT 23ª/2016, feito pela Fundação Carlos Chagas:

(FCC/Analista Judiciário/TRT 23ª/2016) A empresa Ilha Bela S.A. contraiu


empréstimo de R$ 1.000.000,00, pactuado pelo prazo de 12 meses, contratado
em primeiro de janeiro de 2015, com o banco Solution S.A. A sociedade, por
meio de cláusula contratual convencionou de forma unilateral (decisão da
empresa Ilha Bela) que poderá repactuar por mais 36 meses o financiamento,
caso não consiga gerar recursos suficientes para cumprimento dos pagamentos.
O contrato prevê a entrega de ações como meio de pagamento (decisão
unilateral da empresa Ilha Bela). Neste caso a empresa deve contabilizar o
empréstimo como
A) passivo não circulante.

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B) ativo não circulante.


C) passivo circulante.
D) ativo circulante
E) patrimônio líquido.
Comentários:
Vejam! A situação é a seguinte:
1) A empresa Ilha Bela contraiu um empréstimo no valor de R$ 1.000.000, para
pagar em 12 meses, portanto, de curto prazo.
2) Foi pactuado no contrato que de modo unilateral, por decisão do devedor,
poderia ser repactuada a dívida por mais 36 meses.
Pois bem. A resposta para esta questão está prescrita no CPC 26 Apresentação
das demonstrações contábeis.
73. Se a entidade tiver a expectativa, e tiver poder discricionário, para
refinanciar ou substituir (roll over) uma obrigação por pelo menos doze meses
após a data do balanço segundo dispositivo contratual do empréstimo
existente, deve classificar a obrigação como não circulante, mesmo que de
outra forma fosse devida dentro de período mais curto. Contudo, quando o
refinanciamento ou a substituição (roll over) da obrigação não depender
somente da entidade (por exemplo, se não houver um acordo de
refinanciamento), o simples potencial de refinanciamento não é considerado
suficiente para a classificação como não circulante e, portanto, a obrigação é
classificada como circulante.
Assim, se a entidade tem um empréstimo de curto prazo, mas há grande
possibilidade de que (de modo unilateral) ela possa prorrogar a obrigação por
um período maior e seja muito provável que ela faça, então a dívida deve ser
classificada no passivo não circulante.
Todavia, se tiver de existir um aval do banco ou se depender do aceite do
credor, então a classificação fica no passivo circulante.
O gabarito da nossa questão, portanto, é a letra a.
Gabarito → A.

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2.3 - RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS E RECEITAS DIFERIDAS

O grupo resultado de exercícios futuros REF foi extinto com a edição da MP 449 e
Lei 11.941/2009.
Em seu lugar, deve ser usada a conta receitas diferidas, que fica no passivo não
circulante. O saldo que porventura existente no REF deve ser reclassificado para
receita diferida.
O exemplo clássico explorado pelas bancas de resultado de exercícios futuros (agora
receita diferida, no passivo não circulante) são os aluguéis recebidos
antecipadamente. São diversas questões da banca que versam sobre este tema.
Exemplo!

Vamos supor que uma empresa tenha um imóvel para alugar. Ela aluga o imóvel por
2 anos, recebendo R$ 24.000 adiantados.
A questão agora é a seguinte: se o inquilino desocupar o imóvel, a empresa deverá
devolver o aluguel recebido antecipadamente?
Se sim, então a contabilização fica assim:

D - Caixa (Ativo) 24.000


C - Aluguel recebidos antecipadamente (Passivo) 24.000

Razonetes:
Caixa (Ativo) Alugueis receb. ante. (Passivo)
24.000,00 24.000,00

Depois de um mês, a empresa contabiliza a receita de um mês de aluguel (esse, não


precisa mais devolver):

D - Aluguel recebido antecipadamente (Passivo) 1.000


C - Receita de aluguel (Resultado) 1.000

Razonetes:
Receita de Aluguel (Res) Alugueis receb. ante. (Passivo)
1.000,00 1.000,00 24.000,00

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E assim por diante, até zerar a conta no passivo. Vejam que é uma conta do passivo,
não é receita diferida! Fica no passivo, pois a empresa pode ter que devolver o
dinheiro (se o inquilino romper o contrato e desocupar o imóvel antes do término).
Muito bem. Mesma situação, aluguel de imóvel por 2 anos, com R$ 24.000 recebidos
adiantados, mas com a condição de que a empresa não precisa devolver o dinheiro,
caso o inquilino desocupe o imóvel.
Nesse caso, o dinheiro já é da empresa, mas a receita tem que ser contabilizada por
competência, conforme a passagem do tempo.
A contabilização é igual, mas, ao invés de ficar creditada em conta do passivo (aluguel
recebido antecipadamente), fica contabilizada em conta de receita diferida, no
Passivo não circulante, e vai para o resultado mês a mês.
Explicando novamente!
Muitos alunos perguntam se todas as receitas diferidas são classificadas no passivo
não circulante, independente do prazo . Entendam! A receita diferida é uma receita
que a empresa já "ganhou" (não precisa devolver), mas ainda não pode ir para o
resultado por causa do regime de competência. Assim, não há sentido colocá-la no
passivo circulante, pois a receita diferida não será paga a ninguém. E passivo implica
em um pagamento a terceiro. Tudo bem?

(CESPE/Contador/DPU/2016) O valor das vendas de ingressos para os Jogos


Olímpicos de 2016, ocorridas em abril de 2015, deve ser reconhecido no
balanço patrimonial do exercício de 2015 da empresa vendedora como um
passivo exigível.
Comentários:
O CESPE deu o gabarito como correto, entendendo que o cliente comprou o
ingresso e tem direito a retira-lo nas condições acordadas, em dia e hora
específicos. Portanto, nesta hipótese, configurou-se uma obrigação para a
empresa e não uma receita diferida.
Gabarito → Correto.
Outra questão:
(UFMT/Analista Judiciário/TJ MT/2016) No Balanço Patrimonial, é Conta do
Passivo Exigível:
a) Adiantamento de Clientes.
b) Adiantamento a Fornecedores.
c) Impostos a Recuperar.

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d) Adiantamento a Empregados.
Comentários:
Vamos lá! As contas do passivo são aquelas que representam obrigações para a
empresa.
Neste rol, a única que representa obrigação são os adiantamentos de clientes.
Quando o cliente adianta o valor a empresa, ele tem o direito a receber, por
exemplo, a mercadoria ou os serviços contratados. Para a empresa, de outro
lado, surge uma obrigação, portanto, um passivo.
As outras contas são contas de ativo.
Gabarito → A.

3 - CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O CICLO OPERACIONAL


Segundo o parágrafo único do artigo 179 da Lei das SAs:

Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração


maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo
terá por base o prazo desse ciclo.

Um primeiro aspecto digno de nota é que esta disposição vale tanto para o ativo
como para o passivo.
O ciclo operacional de uma empresa industrial é o prazo que a empresa leva para
comprar matéria-prima, produzir, vender e receber.

Ciclo operacional
empresa industrial

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Para uma empresa comercial, é o prazo médio entre a aquisição de mercadorias,


venda e recebimento dos clientes.

Ciclo operacional empresa comercial

Vamos explicar esta situação por meio de uma questão abordada em 2009, pela FCC,
para o concurso de Analista Judiciário do TRT 3ª região:

(FCC/Analista Judiciário/TRT 3ª região/2009) A empresa A é uma indústria e


produz máquinas especiais, cujo processo demora 400 dias. Estas máquinas são
adquiridas para comercialização pela empresa B que leva aproximadamente 20
dias para comercializá-las, 40 dias para receber o valor das vendas realizadas a
prazo, e 30 dias para pagar as máquinas adquiridas. A empresa C é cliente da
empresa B e utiliza as máquinas especiais em suas operações. Com base nestas
informações, as máquinas especiais serão classificadas nas empresas A, B e C,
respectivamente, no
(A) ativo circulante, no ativo circulante e no ativo imobilizado.
(B) ativo circulante, no ativo não-circulante e no ativo realizável a longo prazo.
(C) ativo realizável a longo prazo, no ativo circulante e no ativo imobilizado.
(D) ativo realizável a longo prazo, no ativo realizável a longo prazo e no ativo
imobilizado.
(E) ativo realizável a longo prazo, no ativo imobilizado e no ativo realizável a
longo prazo

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Comentários
Empresa A: Demora 400 dias para produzir + 30 dias para receber (ciclo de 430).
Portanto, seu ciclo operacional será maior que o exercício social, e as máquinas
produzidas ficarão no Ativo Circulante.
Empresa B: Demora 20 dias para comercializar, 40 para receber o valor das
vendas e 30 dias para pagar as máquinas adquiridas. Portanto, tudo ocorre a
custo prazo, nesta empresa. Ativo Circulante.
Empresa C: Utiliza as máquinas em suas operações. Ativo Imobilizado.
O gabarito, portanto, é a letra a.
Gabarito → A.
Outra questão:
(Cesgranrio/Transpetro/Contador/2018) O CPC 26 (R1) Apresentação das
Demonstrações Contábeis, aprovado pela Deliberação CVM 676/2011,
estabelece, como um dos critérios para a classificação dos ativos no balanço
patrimonial, o ciclo operacional da empresa.
Nesse contexto, entende-se que o ciclo operacional de uma indústria é o
período decorrente entre a compra de matéria-prima, seu processamento e a
(A) venda e recebimento da venda
(B) emissão da nota fiscal de venda
(C) transformação em produto acabado
(D) venda e transferência da propriedade
(E) saída do produto do estoque de produtos acabados
Comentários:
O ciclo operacional de uma empresa industrial é o prazo que a empresa leva
para comprar matéria-prima, produzir, vender e receber.
Para uma empresa comercial, é o prazo médio entre a aquisição de
mercadorias, venda e recebimento dos clientes.
Gabarito → A.

Em qualquer dessas situações, o exercício social continua a ser de um ano.


Se estamos em 31 de dezembro de 2011 (data de término do exercício social) e
temos uma fábrica de navios, por exemplo, cujo ciclo operacional seja de 2 anos,
teremos que todas as obrigações e direitos que vencerem até 31 de dezembro de
2013 serão consideradas como de curto prazo. A partir deste momento é que haverá
que se falar em longo prazo. Repetimos, porém, que o exercício social continua a ter
a duração de um ano.

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(CEPERJ/Analista de Controle Interno/SEFAZ/RJ/2013) Na companhia em que o


ciclo operacional tiver duração maior que o exercício social, a classificação de
contas no circulante ou longo prazo terá por base o prazo:
a) legal estatutário c) do exercício social e) estipulado pela CVM
b) do ciclo operacional d) do ano comercial
Gabarito → B.

4 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO

4.1 - CONCEITO E ESTRUTURA

O patrimônio líquido, como há muito estamos dizendo, é considerado como sendo o


capital dos sócios (capital próprio) empregado nas atividades empresariais.
De acordo com a Lei 6.404/76:

Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos


do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o
conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.
III patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital,
ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e
prejuízos acumulados. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

Antes de prosseguirmos, façamos a comparação entre como era e como está agora o
patrimônio líquido:

PATRIMÔNIO LÍQUIDO
ANTES LEI 11.638/07 APÓS LEI 11.638/07 E LEI 11.941/09
Capital Social Capital Social
(-) Capital a Realizar (-) Capital a Realizar
Reserva de Lucro Reserva de Lucro
Reserva de Capital Reserva de Capital
Reserva de Reavaliação Ajuste de Avaliação Patrimonial
+ - Lucro ou Prejuízo Acumulado (-) Prejuízo Acumulado
(-) Ações em Tesouraria (-) Ações em Tesouraria

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(FGV/Contador/Caruaru/2015) De acordo com a Lei nº 11.638/07, que alterou


a Lei nº 6.404/76, assinale a opção que indica a correta composição do
patrimônio líquido.
a) Capital social, reservas de capital, reservas de lucros e prejuízos acumulados.
b) Capital social, reservas de capital, reservas de reavaliação, reservas de lucros
e prejuízos acumulados.
c) Capital social, reservas de capital, reservas de lucros, ações em tesouraria e
prejuízos acumulados.
d) Capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas
de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados.
e) Capital social, reservas de capital, reservas de reavaliação, ajustes de
avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos
acumulados.
Gabarito → D.

5 - CAPITAL SOCIAL
Quando os sócios resolvem iniciar uma atividade, um dos requisitos para o início é a
existência do chamado capital social. Os sócios precisam aportar bens para que essa
companhia possa aplicar e dar início às atividades. Esse aporte é chamado de
subscrição.
O capital social é a conta do PL composta pelas ações subscritas na constituição da
sociedade ou com o aumento de capital. É dividido em capital social e capital social a
realizar.
A lei das SA dispõe que:

Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por


dedução, a parcela ainda não realizada.

No balanço fica assim:

Patrimônio Líquido
Capital social 10.000,00
(-) Capital social a realizar -4.000,00
Capital social realizado 6.000,00

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Exemplo 1:Constituição da sociedade X, com R$ 100.000,00 em dinheiro.


Lançamento:

D Caixa 100.000,00
C Capital Social 100.000,00

Razonetes:
Caixa (Ativo) Capital social (PL)
100.000,00 100.000,00

Exemplo 2:A sociedade X é constituída com ações no montante de R$ 100.000,00,


sendo apenas R$ 50.000,00 depositados imediatamente para o início do negócio,
lançaremos:

D Caixa 50.000,00 (Ativo)


D Capital Social a Realizar 50.000,00(- PL)
C Capital Social 100.000,00(PL)

Razonetes:
Caixa (Ativo) Capital social (PL) Cap. Soc. Integr. (Ret. PL)
50.000,00 100.000,00 50.000,00

Segundo a Lei 6.404, o capital social poderá ser formado com contribuições em
dinheiro ou em qualquer espécie de bens suscetíveis de avaliação em dinheiro.

(CESPE/Analista Contábil/MPU/2015) O capital social integralizado pelos sócios


deve ser discriminado, em uma única conta, pelo seu montante, sem qualquer
dedução.
Gabarito → Errado.

Preste atenção! As questões, de modo geral, podem pedir o lançamento de


subscrição e de realização do capital.

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A subscrição é quando o acionista/sócio assume o compromisso de ingressar na


sociedade, formalizando através dos instrumentos jurídicos pertinentes. Ainda não
houve entrega dos recursos.
A realização ou integralização do capital social é a entrega efetiva dos recursos pelo
sócio.
Vejam:

(UFG/Auditor Fiscal/ISS Goiânia/2016) A subscrição de capital é o compromisso


que o sócio assume perante a nova sociedade que está surgindo. O registro
correspondente à subscrição pelos sócios de 10.000 ações com valor nominal de
R$ 5,00 é:
a) D Capital Social $ 50.000,00; C Capital a integralizar $ 50.000,00.
b) D Caixa $ 50.000,00; C Capital a integralizar $ 50.000,00.
c) D Caixa $ 50.000,00; C Capital Social $ 50.000,00.
d) D Capital a integralizar $ 50.000,00; C Capital social $ 50.000,00.
Comentários:
Como só houve um compromisso em entregar o recurso, e não o dispêndio
efetivo por parte do sócio, não há por que movimentar a conta caixa.
Vamos lançar:
D Capital a integralizar (Retificadora do PL) 50.000,00
C Capital social (PL) 50.000,00
Gabarito → D
(FUNRIO/Técnico/Nova Iguaçu/2016) A Companhia Três Irmãos fez o seguinte
lançamento:
Débito: Capital Social a Integralizar
Crédito: Capital Social
Esse lançamento representa
a) redução do capital social.
b) integralização do capital social.
c) aumento do capital social.
d) subscrição do capital social.

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Comentários:
O lançamento corresponde à subscrição do capital social.
Gabarito → D.

5.1 - INDO ALÉM REQUISITOS PARA CONSTITUIÇÃO DA COMPANHIA

Segundo a Lei 6.404/76, a constituição da companhia depende do cumprimento dos


seguintes requisitos preliminares:

I - Subscrição, pelo menos por 2 (duas) pessoas, de todas as ações em que


se divide o capital social fixado no estatuto;
II - Realização, como entrada, de 10% (dez por cento), no mínimo, do preço
de emissão das ações subscritas em dinheiro;
III - Depósito, no Banco do Brasil S/A., ou em outro estabelecimento
bancário autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários, da parte do
capital realizado em dinheiro.

Portanto, o estatuto deve conter todas as ações em que o capital social será
dividido. Esse valor pode ser alterado posteriormente, para aumentar ou reduzir o
capital nas hipóteses previstas na Lei 6.404.
Como o capital pode ser formado por dinheiro e bens suscetíveis de avaliação em
dinheiro, 10% do total deve ser subscrito em dinheiro.
Além disso, a parte realizada em dinheiro deve ser depositada no Banco do Brasil ou
em banco autorizado pela CVM.

(VUNESP/Agente de Fiscalização/TCE SP/2017) De acordo com artigo 80 da Lei


no 6.404/76, é necessário para constituir uma sociedade anônima:
(A) no mínimo, ¼ (25%), como entrada em dinheiro, do preço das ações
subscritas.
(B) subscrição, pelo menos por 3 (três) pessoas jurídicas, de todas as ações em
que se divide o capital social fixado no estatuto.
(C) realização, como entrada, de 10%, no mínimo, do preço das ações à
disposição do mercado.
(D) depósito, no Banco do Brasil S.A., ou em outro estabelecimento bancário
autorizado pela CVM, da parte do capital realizado em dinheiro.
(E) subscrição, pelo menos por 3 (três) pessoas, de todas as ações em que se
divide o capital social fixado no estatuto.
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Comentários:
Como acabamos de salientar, o nosso gabarito é a letra d!
Gabarito → D.

5.2 - GASTOS NA EMISSÃO DE AÇÕES

Os gastos com emissão de ações, a partir de 2008, não mais podem ser tratados
como despesas do período. Passam a figurar como redução do valor obtido do
capital social.

Gastos com emissão de ações:


Despesas do período
Redução do valor obtido do capital social

Para o Imposto de Renda, conforme Lei 12.973/14:

Despesa com Emissão de Ações


Art. 38-A. Os custos associados às transações destinadas à obtenção de
recursos próprios, mediante a distribuição primária de ações ou bônus de
subscrição contabilizados no patrimônio líquido, poderão ser excluídos, na
determinação do lucro real, quando incorridos.
Art. 38-B. A remuneração, os encargos, as despesas e demais custos, ainda
que contabilizados no patrimônio líquido, referentes a instrumentos de
capital ou de dívida subordinada, emitidos pela pessoa jurídica, exceto na
forma de ações, poderão ser excluídos na determinação do lucro real e da
base de cálculo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido quando
incorridos.

(FGV/Técnico Tributário/SEFIN RO/2018) No ano de 2016, a Cia. ABC abriu seu


capital por meio da emissão de títulos patrimoniais. Os custos de transação,
diretamente atribuíveis à emissão, foram de R$ 10.000.
Assinale a opção que indica onde foram reconhecidos os custos de transação
nas Demonstrações Contábeis, de 31/12/2016, da Cia. ABC.
(A) Na Demonstração do Resultado do Exercício como Outras Despesas
Operacionais.
(B) Na Demonstração do Resultado do Exercício como Despesa Financeira.
(C) No Balanço Patrimonial como Despesa Antecipada.

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(D) No Balanço Patrimonial como Reserva de Capital.


(E) no Balanço Patrimonial, como redutor do Patrimônio Líquido, na conta Custo
com a emissão de Ações.
Comentários:
Os gastos com emissão de ações, a partir de 2008, não mais podem ser
tratados como despesas do período. Passam a figurar como redução do valor
obtido do capital social.
Gastos com emissão de ações:
Despesas do período
Redução do valor obtido do capital social
Gabarito → E.

6 - RESERVAS DE CAPITAL
Reservas são valores que representam elementos patrimoniais sem qualquer
característica de exigibilidade atual ou futura. São, como o próprio nome indicam,
reservas. Basicamente, temos duas espécies de reservas, ambas classificadas no
patrimônio líquido: as de lucros e as de capital.

Sempre que você vir uma conta iniciando com reserva, saiba que será uma
conta integrante do Patrimônio Líquido.

As reservas de capital são valores recebidos pela empresa (dos sócios ou de


terceiros) que não se configuram como receita, isto é, não transitam pelo resultado
do exercício, sendo contabilizadas diretamente à conta de Patrimônio Líquido.
Com base no artigo 182 da Lei das SA:

Art. 182. § 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que


registrarem:
a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e
a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar
a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos
de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias;
b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;

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Reservas de capital
Ágio na emissão de ações
Produto da alienação de partes beneficiárias
Produto da alienação de bônus de subscrição

O item a corresponde à chamada reserva para ágio na emissão de ações.


Já no item b, partes beneficiárias são títulos negociáveis, sem valor nominal e
estranhos ao capital social, criados a qualquer tempo pela sociedade por ação. As
partes beneficiárias conferirão aos seus titulares direito de crédito eventual contra a
companhia, consistente na participação nos lucros anuais no máximo 10% (LSA, art.
46, caput, e §1º).
Por seu turno, os bônus de subscrição são títulos de credito emitidos no limite do
capital social autorizado no estatuto e dão aos titulares o direito de subscrever ações
da companhia.
Explicaremos logo abaixo essas três figuras.
Com as modificações recentes ocorridas na contabilidade (Leis 11.638 e 11.941) as
doações e subvenções para investimento e os prêmios na emissão de debêntures
não serão mais classificados como reservas de capital, devendo ser registrados
como receitas do exercício, de acordo com o Princípio da Competência.

Reserva de capital Não são mais reservas de capital


Ágio na emissão de ações Doações e Sub. Para Invest.
Alienação de PBs Prêmio Emissão de Debêntures
Alienação de BS

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(CESPE/Agente de Polícia Federal/2014) Se uma companhia alienar partes


beneficiárias ou bônus de subscrição, o produto da alienação deverá ser
registrado como reserva de capital.
Gabarito → Correto.

6.1 - UTILIZAÇÃO DAS RESERVAS DE CAPITAL

Sobre a utilização das reservas de capital...

Art. 200. As reservas de capital somente poderão ser utilizadas para:


I - absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as
reservas de lucros (artigo 189, parágrafo único);
II - resgate, reembolso ou compra de ações;
III - resgate de partes beneficiárias;
IV - incorporação ao capital social;
V - pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem
lhes for assegurada (artigo 17, § 5º).

Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da venda de partes


beneficiárias poderá ser destinada ao resgate desses títulos.

Utilização das reservas de capital


Absorção de prejuízos (não suportados por reservas de lucros e lucros acumulados)
Resgate, reembolso, compra de ações
Resgate de partes beneficiárias
Incorporação ao capital social
Pagamento de dividendos a ações preferenciais, se for assegurado

Vê-se, assim, que as reservas de capital somente podem ser utilizadas para
pagamento de dividendos de ações preferenciais. Não podem ser utilizadas para
pagamento de dividendos de ações ordinárias.

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(FGV/Técnico de Nível Superior/AL BA/2014) Assinale a opção que indica um


fim para o qual as reservas de capital não podem ser utilizadas.
a) Absorver prejuízos, quando estes ultrapassarem as reservas de lucros.
b) Resgate, reembolso ou compra de ações.
c) Resgate de partes beneficiárias.
d) Incorporação ao capital.
e) Pagamento de dividendos a ações ordinárias e preferenciais.
Gabarito → E.
(FCC/Contador/Eletrosul/2016) Entre as possibilidades conferidas pela
legislação societária para a utilização das Reservas de Capital se insere:
a) a absorção de prejuízos que não ultrapassarem os lucros acumulados e as
reservas de lucros.
b) a redução do capital social, para absorção dos prejuízos acumulados.
c) o pagamento de dividendos a ações preferenciais, quando essa vantagem
lhes for assegurada.
d) o aumento do capital autorizado, mediante alteração estatutária.
e) a recomposição do caixa da companhia em face da materialização de
provisões.
Gabarito → C.

Observação: as ações ordinárias são aquelas que dão direito a voto. As


preferenciais são aquelas que não dão, em regra, direito a voto, mas
possuem outras vantagens, geralmente relacionadas ao pagamento de
maiores dividendos.

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Estudemos as reservas de capital pormenorizadamente:

6.2 - RESERVA DE ÁGIO NA EMISSÃO DE AÇÕES

Ágio, em linguajar comum, é o valor cobrado a maior por algo. Nas sociedades por
ações o estatuto social deve definir o valor do capital social, o número de ações em
que o capital se divide e se elas terão ou não valor nominal.
A ação tem um valor pré-definido, o valor do capital social subscrito dividido pelo
número de ações emitidas.
O ágio na emissão de ações é o valor da contribuição do subscritor (quem está
comprando a ação) que ultrapassar o valor nominal das ações por ele adquiridas.
No caso de emissão de ações sem valor nominal, o ágio na emissão de ações será o
valor da contribuição do subscritor que ultrapassar a importância destinada ao capital
social.

Explicamos. Quando formamos uma entidade, dizemos que cada ação terá o valor
nominal de x (mas as ações podem não ter valor nominal, sem problemas). Se a
pessoa entrar na sociedade e entregar x + 1, então esse 1 será o ágio na emissão da
ação. O excesso é levado a uma conta de reserva de capital, que recebe essa
denominação.
Suponha-se que a empresa Estratégia Concursos possua um capital social de R$
100.000,00, configurando 100.000,00 ações a R$ 1,00 cada. Mostrando-se uma
empresa extremamente lucrativa, decide expandir o seu negócio oferecendo ao
mercado mais 100.000,00 ações. Todavia, cobra dos novos sócios não mais o aporte
de R$ 1,00, mas, sim, de R$ 1,50. Mesmo assim, as ações foram rapidamente
vendidas e mais R$ 150.000,00 ingressaram aos cofres da empresa.
O lançamento é o seguinte:

D Caixa 150.000,00 (Ativo)


C Capital Social 100.000,00 (PL)
C Reserva de capital Ágio na emissão de ações 50.000,00 (PL)

Razonetes:
Caixa (Ativo) Capital social (PL) Ágio Emissão Ações
150.000,00 100.000,00 50.000,00

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(CESPE/Contador/FUB/2015) O ágio recebido em decorrência de emissão de


ações aumenta as reservas de lucros e, consequentemente, o patrimônio
líquido da companhia.
Comentários:
O item está incorreto. O ágio na emissão de ações é reserva de capital.
Gabarito → Errado.

6.3 - ALIENAÇÃO DE PARTES BENEFICIÁRIAS E BÔNUS DE SUBSCRIÇÃO

Parte beneficiárias
Segundo a Lei das SA:

Art. 46. A companhia pode criar, a qualquer tempo, títulos negociáveis,


sem valor nominal e estranhos ao capital social, denominados "partes
beneficiárias".
§ 1º As partes beneficiárias conferirão aos seus titulares direito de crédito
eventual contra a companhia, consistente na participação nos lucros
anuais (artigo 190).

Vê-se que as partes beneficiárias são estranhas ao capital social. Diferem das ações,
pois não dão direito a uma parte do patrimônio da companhia, nem o de participação
da administração. Não se confundem também com as debêntures, uma vez que não
dá direito creditório contra a companhia para os que as possuem.
O direito a lucro é eventual. Esta é a palavra-chave.
Por exemplo, temos uma companhia em que um senhor, fundador da companhia, já
cansado da sua árdua rotina, decide se aposentar. Os novos administradores decidem
então que, como forma de agradecimento, por todo o empenho, que ele terá direito
à à à à à àM à à à à à àE à àhá que
ser formalizada. O senhor receberá então o que chamamos de partes beneficiárias.
A emissão das partes beneficiárias é exclusiva de cias fechadas (LSA, art. 47). Como
já dito, a participação nos lucros deve ser menor do que 10%.
As partes beneficiárias poderão ser alienadas pela companhia, nas condições
determinadas pelo estatuto ou pela assembleia-geral, ou atribuídas a fundadores,
acionistas ou terceiros, como remuneração de serviços prestados à companhia (LSA,
art. 47). Somente a alienação onerosa das partes beneficiárias gera lançamento
contábil.

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Assim, se os administradores de uma companhia, que tanto contribuíram para o seu


crescimento, resolvem aposentar, e os novos administradores, como forma de
reconhecimento deste trabalho, alienam partes beneficiárias a esses antigos
administradores, por R$ 100.000,00.
O lançamento é o que se segue:

D Caixa 100.000,00 (Ativo)


C Reserva de Capital Produto de alienação de partes beneficiárias 100.000,00 (PL).

Razonetes:
Caixa (Ativo) Res. Cap - Prod. Alien. PB
100.000,00 100.000,00

Como eles serão beneficiados? Galera, a companhia emitirá títulos (as chamadas
partes beneficiárias), os quais darão direito à participação do lucro da companhia. Só
isso! A LSA dispõe que:

Art. 200. Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da venda


de partes beneficiárias poderá ser destinada ao resgate desses títulos.

A contabilização na alienação de partes beneficiárias é a seguinte:


Digamos que a empresa resgate R$ 40.000. A contabilização fica assim:

D Reserva de Capital Produto de alienação de partes beneficiárias 40.000,00 (PL).


C - Caixa 40.000,00 (Ativo)

Razonetes:
Caixa (Ativo) Res. Cap - Prod. Alien. PB
100.000,00 40.000,00 40.000,00 100.000,00

Reserva de capital - Partes beneficiárias


Exclusiva para companhias fechadas
Estranhas ao capital social
Lucro eventual contra a companhia (menor que 10%)
Gera lançamento somente a alienação onerosa

Falamos sobre as partes beneficiárias.

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Bônus de subscrição
Veremos agora os bônus de subscrição. Segundo a LSA, art. 75, a companhia poderá
emitir, dentro do limite de aumento de capital autorizado no estatuto (artigo 168),
títulos negociáveis denominados "bônus de subscrição".
Os bônus de subscrição conferirão aos seus titulares, nas condições constantes do
certificado, direito de subscrever ações do capital social, que será exercido mediante
apresentação do título à companhia e pagamento do preço de emissão das ações. Os
antigos acionistas detêm a preferência para aquisição de novas ações emitidas por
uma companhia. Todavia, o bônus de subscrição retira este direito relativamente a
algumas ações.
Vejamos:

Art. 172. O estatuto da companhia aberta que contiver autorização para o


aumento do capital pode prever a emissão, sem direito de preferência
para os antigos acionistas, ou com redução do prazo de que trata o § 4o do
art. 171, de ações e debêntures conversíveis em ações, ou bônus de
subscrição, cuja colocação seja feita mediante:
I - venda em bolsa de valores ou subscrição pública; ou
II - permuta por ações, em oferta pública de aquisição de controle, nos
termos dos arts. 257 e 263.

Se a empresa X emite R$ 100.000,00 em bônus de subscrição, o lançamento é o que


se segue:

D Caixa 100.000,00
C Reserva de Capital Produto da alienação de bônus de subscrição 100.000,00

Razonetes:
Caixa (Ativo) Res. Cap - Prod. Alien. BS
100.000,00 100.000,00

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6.4 - DOAÇÕES E SUBVENÇÕES PARA INVESTIMENTOS GOVERNAMENTAIS

As doações e subvenções para investimentos governamentais (tão-somente,


excluem-se as privadas) eram contabilizadas como reserva de capital.
Contudo, com as alterações da Lei das S/A, são agora consideradas receitas, que
transitam pelo resultado, podendo ser registradas (depois da apuração do resultado)
em uma reserva de lucros (de incentivos fiscais).

Doações e Antes: Agora: Pode virar


Subvenções Reserva de Capital Receita na DRE Reserva de Lucro

Assim, esses casos valem, por exemplo, para terrenos que sejam doados pelo
governo, dinheiro, veículos, entre outros. Estudemos.
Doações em dinheiro sem contrapartida
No caso de doações em dinheiro, o lançamento é o que se segue:

D Caixa 10.000,00 (Ativo)


C Receitas Doações 10.000,00 (Resultado)

Subvenção sujeita à condição:


O CPC 07 que rege o tema dispõe que:

12. Uma subvenção governamental deve ser reconhecida como receita ao


longo do período confrontada com as despesas que pretende compensar,
em base sistemática, desde que atendidas às condições desta Norma. A
subvenção governamental não pode ser creditada diretamente no
patrimônio líquido.

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Exemplificando: uma subvenção que transfira a propriedade definitiva de um terreno


pode ter como condição a construção de uma planta industrial e é apropriada como
receita na mesma proporção da depreciação dessa planta. Poderão existir situações
em que essa correlação exija que parcelas da subvenção sejam reconhecidas segundo
critérios diferentes.
Vejamos como contabilizar com uma questão cobrada no concurso para Agente Fiscal
de Rendas do Estado de São Paulo: A Cia. Poente recebe da prefeitura do município X
um terreno avaliado em R$ 1.000.000,00, assumindo o compromisso de instalar
nessa propriedade um parque fabril modular no valor de R$ 15.000.000,00, com vida
útil estimada em 10 anos.
Passo 1 Contabiliza a subvenção no passivo:
Primeiro passo, quando saberemos se uma subvenção será registrada? São dois os
requisitos estatuídos pelo CPC 07, a saber:

7. Subvenção governamental, inclusive subvenção não monetária a valor


justo, não deve ser reconhecida até que exista segurança de que:
(a) a entidade cumprirá todas as condições estabelecidas; e
(b) a subvenção será recebida.

Na questão, o governo efetuou a doação à empresa, mas com condições. A empresa


deve instalar um parque fabril.
Como o terreno ainda não pertence à empresa, pois ela deve instalar um parque
fabril, não podemos reconhecer esta subvenção (doação) no resultado. Se a
empresa não instalar o parque fabril, ela deverá devolver o terreno. Portanto,
vamos registrar um passivo (circulante ou não circulante, conforme o prazo)!
O lançamento do registro inicial é o que se segue:

D - Imobilizado - Terreno R$ 1.000.000,00


C - Passivo - Doações e subvenções R$ 1.000.000,00

Razonetes:
Terrenos (Ativo) Doações e subvenções (Passivo)
1.000.000,00 1.000.000,00

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Passo 2 Cumpriu as condições? Transfere do passivo para receita diferida, pois ela
M
por competência.

16. É fundamental, pelo regime de competência, que a receita de


subvenção governamental seja reconhecida em bases sistemáticas e
racionais, ao longo do período necessário e confrontada com as despesas
correspondentes. Assim, o reconhecimento da receita de subvenção
governamental no momento de seu recebimento somente é admitido nos
casos em que não há base de alocação da subvenção ao longo dos
períodos beneficiados.

A receita de subvenção deve ser apropriada conforme vai ser realizando, e não numa
única etapa. Na maioria dos casos essa correlação pode ser feita, e a subvenção é
reconhecida em confronto com as despesas correspondentes.
Semelhantemente, subvenção relacionada a ativo depreciável deve ser reconhecida
como receita ao longo do período da vida útil do bem e na mesma proporção de sua
depreciação.
Esse item 17 é importantíssimo para a prova: A subvenção não deve ser reconhecida
de imediato em seu recebimento. A receita deve ser correlacionada com as despesas
correspondentes.
Vamos supor que a empresa tenha instalado o parque fabril (ao custo de
15.000.000, e com vida útil estimada em 10 anos). Após a instalação, a empresa
"ganhou" o terreno (cumpriu a condição necessária).
Assim, deve ser feita a seguinte contabilização:

D - Passivo - Doações e subvenções 1.000.000


C - Receita diferida (PNC) 1.000.000

Razonetes:
Doações e subvenções (Passivo) Receitas diferidas
1.000.000,00 1.000.000,00 1.000.000,00

Após cumprir as condições, o valor da doação passa para receita diferida (já
pertence à empresa). Mas o reconhecimento da receita deve ser realizado por
competência.

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Passo 3 Lança o valor como receita, na mesma proporção das despesas correlatas.
Após um ano, a empresa terá reconhecido como despesa de depreciação da unidade
fabril o valor de $ 1.500.000. E deverá reconhecer também a receita da subvenção
(doação do terreno), na mesma proporção.
Portanto:
Pela depreciação da fábrica:

D - Depreciação (resultado) 1.500.000


C - Depreciação acumulada (ANC) 1.500.000

Pelo reconhecimento da receita de subvenção (1/10 do total)

D - Receita diferida (PNC) 100.000


C - Outras receitas (resultado) 100.000

E assim por diante, até reconhecer toda a receita em 10 anos.


Passo 4 Constituição facultativa da Reserva de Incentivos Fiscais
Muito bem. A Doação e Subvenção para investimento era contabilizada como
Reserva de Capital, como mencionamos no início deste tópico. Agora, transita pelo
Resultado do Exercício. Isso leva a um aumento do lucro, que deveria resultar num
aumento do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Mas
isso iria aumentar a carga tributária, prejudicando as empresas.
Para evitar a tributação, as empresas podem constituir uma reserva de Lucro,
chamada reserva de incentivos fiscais, conforme a Lei 12.972/14:

Subvenções Para Investimento


Art. 30. As subvenções para investimento, inclusive mediante isenção ou
redução de impostos, concedidas como estímulo à implantação ou
expansão de empreendimentos econômicos e as doações feitas pelo poder
público não serão computadas na determinação do lucro real, desde que
seja registrada em reserva de lucros a que se refere o art. 195-A da Lei
no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, que somente poderá ser utilizada
para: (Vigência)
I - absorção de prejuízos, desde que anteriormente já tenham sido
totalmente absorvidas as demais Reservas de Lucros, com exceção da
Reserva Legal; ou
II - aumento do capital social.

Então, resumindo o tratamento da subvenção que esteja sujeita à condição. Como


resolvemos questões.

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Vai para o Cumpre a


Recebe o terreno
passivo condição

Vai para receita


Regime de Vai para receita
(proporção das
competência diferida
despesas)

Pode constituir
reserva de
incentivos fiscais

6.5 - PRÊMIO NA EMISSÃO DE DEBÊNTURES

Pessoal, quando a empresa quer captar empréstimos junto ao público, ela pode optar
pela emissão de debêntures. Debênture é uma maneira de captar empréstimos sem
recorrer às instituições financeiras.
O Prêmio na emissão de debêntures era classificado como reserva de capital. Com o
advento da Lei n° 11.638 e 11.941, ele passou a ser apropriado ao resultado como
receita, conforme o regime de competência.

Prêmio na emissão de debêntures


Reservas de capital
Receita no resultado: regime de competência

As debêntures são títulos exclusivos das sociedades anônimas. É uma forma


alternativa ao lançamento de ações no mercado e aos empréstimos bancários, para
captação de recursos.
Não podem ser confundidas com as ações, pois não são títulos de propriedade. Não
se confundem também com os empréstimos, uma vez que oferecidas ao público, não
sendo captados junto a instituições financeiras.

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Quando o preço da debênture supera o seu valor nominal, teríamos, à visão da


legislação antiga, uma reserva de capital a ser registrada, chamada Reserva de
Prêmio na Emissão de Debêntures. Isso ocorre quando as condições como juros,
garantias e outras vantagens forem atraentes para os investidores.
Se uma empresa lançasse debêntures a R$ 1,00, num vulto de 10.000 debêntures,
com resgate em 10 anos encontrando investidores que pagassem R$ 1,50 pelo
referido título, lançaríamos:

D Caixa 15.000 (Ativo)


C Debêntures a pagar 10.000,00 (PNC)
C Reserva de capital prêmio na emissão de debêntures 5.000,00 (PL)

Razonetes:
Caixa (Ativo) Debêntures a pagar (PNC) RC - Prêmio Emi. Debent.
15.000,00 10.000,00 5.000,00

Contudo, essa reserva de capital deixou de existir e a mesma situação é agora


registrada da seguinte forma:

D Caixa 15.000 (Ativo)


C Debêntures a resgatar 10.000,00 (PNC)
C Receitas recebidas antecipadamente 5.000,00 (PNC Receitas diferidas)

Razonetes:
Caixa (Ativo) Debêntures a resgatar (PNC) Receitas diferidas
15.000,00 10.000,00 5.000,00

Assim, exemplificando, se o resgate dessas debêntures se dará em 10 anos,


deveremos apropriar ao resultado (utilizando-se do método linear) R$ 500,00 por
ano, através do seguinte lançamento:

D - Receitas recebidas antecipadamente 500,00 (PNC Receitas diferidas)


C Receitas financeiras 500,00 (Resultado)

Razonetes:
Receitas diferidas Receitas financeiras
500,00 5.000,00 500,00

O prêmio na emissão de debêntures é justamente esse valor pago a mais pelo


investidor, tendo em vista uma expectativa maior de remuneração, juros, etc.

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O valor apropriado ao resultado pode ser destinado à formação de reserva


específica de prêmios de debêntures, para evitar a tributação pelo Imposto de Renda
(Lei 12973/14).
Ressaltamos que é uma faculdade da empresa. Ela pode ou não constituir tal reserva.
Se não constituir, será tributada pelo IR.
A reserva específica de prêmio de debêntures é reserva de lucro, eis que esse valor
transitou pelo resultado do exercício.

(FCC/Analista/Contabilidade/TRE/SP/2017) Um dos mais importantes títulos


do mercado financeiro são as debêntures. Com elas, as empresas podem se
financiar de acordo com o fluxo de caixa que melhor se adeque à sua estratégia
de financiamento. As empresas podem emitir debêntures com prêmio, ou seja,
valores recebidos na emissão de debêntures acima do valor nominal
determinado para a liquidação desses valores mobiliários. De acordo com a
legislação vigente, esse prêmio é tratado como
a) Reserva de capital, no patrimônio líquido.
b) Prêmio a amortizar, no passivo.
c) Custos a amortizar, como redutora de passivo.
d) Prêmio a amortizar, no patrimônio líquido.
e) Receita financeira, no resultado do período.
Comentários:
O prêmio na emissão de debêntures, quando da emissão, é um prêmio a
amortizar e fica registrado em conta de receita diferida, até que vá para o
resultado, de acordo com o regime de competência.
Essa questão foi comentada no nosso Canal do YouTube. Você pode conferir
aqui: https://www.youtube.com/watch?v=FxFOejlWsTU
Atenção! Nós recorremos desta questão. Ela deveria informar o momento em
que queria saber a contabilização, pois poderia ser no passivo (receita
diferida) no momento inicial ou como receita, posteriormente, com o regime
de competência, na DRE. Mas a banca não acatou.
Gabarito → B.

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(CESPE/Analista/STJ/2015) A captação de recursos por meio de debêntures


gera um passivo para a sociedade emissora do título. Em caso de debêntures
emitidas com prêmio, o valor desse prêmio também será reconhecido em conta
de passivo e deve ser apropriado ao resultado ao longo do prazo de vigência das
debêntures.
Gabarito → Correto.

7 - AJUSTE DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL


Antes das alterações da Lei das S.A, havia no patrimônio líquido a conta reserva de
reavaliação. Esta conta foi suprimida, surgindo então o ajuste de avaliação
patrimonial. Contudo, não se trata de mera alteração de nome.
A reavaliação que se aplicava aos bens tangíveis do ativo permanente e que poderia
ser ou não realizada, a bel-prazer dos acionistas, deixou de existir.
Ademais, o ajuste de avaliação patrimonial serve tanto para aumentar como para
reduzir valores de ativos e de passivos, enquanto que a reavaliação servia apenas
para o aumento de bens do permanente.
A nova redação prescreve o seguinte:

Art. 183, § 3o Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial,


enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao
regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de
valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua
avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas
expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na
competência conferida pelo § 3o do art. 177.

Ajuste de avaliação patrimonial


Enquanto não computado no resultado do exercício
Contrapartida de aumento ou redução do ativo ou passivo
Em decorrência da avaliação a valor justo

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Veremos, na próxima aula, os casos em que os aumentos e diminuições de valor de


elementos do ativo são contabilizados na conta Ajuste de Avaliação Patrimonial.

(CESGRANRIO/Transpetro/Contador/2018) A Lei das sociedades por ações diz


que o balanço patrimonial mostra a situação patrimonial e financeira de uma
companhia em um determinado período de tempo, e que, no passivo, as contas
serão classificadas nos grupos passivo circulante, passivo não circulante e
patrimônio líquido.
Ainda segundo ela, uma das divisões do patrimônio líquido representa as
contrapartidas criadas pela Lei no 11.941/09, decorrentes das variações
ocorridas nos elementos do ativo e do passivo, não imputadas no resultado nos
termos do regime de competência.
Nesse contexto, tais contrapartidas são evidenciadas no patrimônio líquido no
grupo de
(A) ações em tesouraria
(B) ajustes de avaliação patrimonial
(C) participação dos minoritários
(D) prejuízos acumulados
(E) reservas de capital
Comentários:
A questão se refere ao ajuste de avaliação patrimonial! Há uma pequena
impropriedade, pois o ajuste de AAP foi criado pela Lei 11.638/2007 e não pela
Lei 11.941/2009 (nós recorremos desta assertiva).
Gabarito → B.
Outra questão:
(CESPE/Analista/ANTAQ/2014) O ajuste a valor justo de itens do ativo e do
passivo, enquanto não transitar pelo resultado do exercício, deve ser registrado,
em respeito ao regime de competência, na conta ajustes de avaliação
patrimonial.
Gabarito → Correto.

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8 - AÇÕES EM TESOURARIA
As ações em tesouraria são ações da empresa adquiridas pela própria empresa e
mantidas na tesouraria. A aquisição de ações de emissão própria e sua alienação são
também transações de capital da entidade com seus sócios e igualmente não devem
afetar o resultado da entidade.
A P L PL .

Ações em Redutora
tesouraria do PL

Este assunto aparece na Lei 6404/76:

Negociação com as Próprias Ações


Art. 30. A companhia não poderá negociar com as próprias ações.
§ 1º Nessa proibição não se compreendem:
a) as operações de resgate, reembolso ou amortização previstas em lei;
b) a aquisição, para permanência em tesouraria ou cancelamento, desde
que até o valor do saldo de lucros ou reservas, exceto a legal, e sem
diminuição do capital social, ou por doação;
c) a alienação das ações adquiridas nos termos da alínea b e mantidas em
tesouraria;
d) a compra quando, resolvida a redução do capital mediante restituição,
em dinheiro, de parte do valor das ações, o preço destas em bolsa for
inferior ou igual à importância que deve ser restituída.
§ 2º A aquisição das próprias ações pela companhia aberta obedecerá, sob
pena de nulidade, às normas expedidas pela Comissão de Valores
Mobiliários, que poderá subordiná-la à prévia autorização em cada caso.
§ 3º A companhia não poderá receber em garantia as próprias ações, salvo
para assegurar a gestão dos seus administradores.

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§ 4º As ações adquiridas nos termos da alínea b do § 1º, enquanto


mantidas em tesouraria, não terão direito a dividendo nem a voto.
§ 5º No caso da alínea d do § 1º, as ações adquiridas serão retiradas
definitivamente de circulação.

A regra geral é que a empresa não pode negociar as próprias ações, para evitar
negociação com informações privilegiada. Ou seja, a empresa não pode negociar
suas próprias ações de forma habitual. Não pode ficar comprando e vendendo em
bolsa. É permitida, entretanto, a aquisição, para permanência em tesouraria, sem a
diminuição do Capital Social. Para isso, a compra é suportada pelo saldo das
reservas, exceto a reserva legal. Como assim? Quando a empresa adquire suas
próprias ações, ela está diminuindo o saldo do capital social. Quando a empresa lança
no mercado as ações é para aumentar seu capital. Quando ela mesma resgata, esse
aumento não ocorre na verdade.
O que acontece é que a empresa pode usar suas Reservas de Lucros ou Capital para
"suportar" essa compra. Isso na verdade é uma "ficção" jurídica, pois, o que
efetivamente suporta a compra de ações é o caixa da empresa!
Vale ressaltar que é permitida a compra quando, resolvida a redução do capital
mediante restituição, em dinheiro, de parte do valor das ações, o preço destas em
bolsa for inferior ou igual à importância que deve ser restituída. Nesse caso, ocorre a
diminuição do Capital Social.
As ações em tesouraria não têm direito a dividendos e nem a voto.
Os custos de transação incorridos na aquisição de ações de emissão da própria
entidade devem ser tratados como acréscimo do custo de aquisição de tais ações.
Os custos de transação incorridos na alienação de ações em tesouraria devem ser
tratados como redução do lucro ou acréscimo do prejuízo dessa transação,
resultados esses contabilizados diretamente no patrimônio líquido, na conta que
houver sido utilizada como suporte à aquisição de tais ações, não afetando o
resultado da entidade.

Operações com ações em tesouraria


Custos de transação na aquisição Acréscimo do custo de aquisição
Custos de transação na alienação Redução do lucro ou acréscimo do prejuízo

A ESAF já cobrou:

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(ESAF/STN/2013) Os gastos com corretagem decorrentes da compra de ações


da própria empresa, para manutenção em tesouraria, devem ser registrados
como:
a) outras despesas operacionais, no resultado.
b) acréscimo do custo de aquisição das ações no Patrimônio Líquido.
c) despesa diferida no ativo, sendo apropriada no resultado quando da venda
das ações.
d) diminuição do valor do investimento no ativo não circulante.
e) redução do lucro ou prejuízo diretamente no Patrimônio Líquido.
Gabarito → B

8.1 - AÇÕES EM TESOURARIA! PREVISÃO NA LEI 6.404/76:

Lei 6404/76
Art. 182. § 5º As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço
como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos
recursos aplicados na sua aquisição.

O CESPE explorou este assunto em prova, da seguinte forma:


(CESPE) A contabilização da aquisição de ações da própria empresa reduz o
valor do disponível e também do patrimônio líquido. O oposto ocorre quando os
sócios resolvem aumentar o capital da empresa em dinheiro.
Comentários:
O item está correto.
O lançamento, pela aquisição, é o seguinte:
D Ações em tesouraria (Redutora do PL)
C Caixa (- Ativo)
Pela alienação, lançamos o seguinte:
D Caixa (Ativo)
C Ações em tesouraria (PL)
Se a alienação se der com lucro, este lucro deve ser registrado à conta de
reserva de capital, pelo seguinte lançamento: (supondo que a empresa vendeu
ações em tesouraria que custaram $1000 por $2500).
D Caixa (Ativo) 2.500
C Ações em tesouraria (PL) 1.000
C Reserva de capital-lucro na alienação de ações em tesouraria (PL) 1.500

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A previsão para constituir reservas de capital com estes valores encontra respaldo na
seguinte legislação:

Instrução CVM nº 10 de 14 de fevereiro de 1980.


Dispõe sobre a aquisição por companhias abertas de ações de sua própria
emissão, para cancelamento ou permanência em tesouraria, e respectiva
alienação.
Art. 18. O resultado líquido proveniente da alienação de ações em
tesouraria será apurado com base no custo médio ponderado na data da
operação e será contabilizado:
a) se positivo, como reserva de capital, a crédito de conta específica;
b) se negativo, a débito das contas de reservas ou lucros que registrarem a
origem dos recursos aplicados em sua aquisição.

A compra e a alienação de ações em tesouraria é transação com sócios. E o lucro ou


prejuízo (melhor dizer "ganho ou perda") em transações com sócios fica no PL, não
no Resultado.
- Se tiver ganho na venda das ações em tesouraria: fica no PL, numa reserva de
capital, semelhante à reserva de prêmio na emissão de ações.
- Se tiver perda, também fica no PL, e vai diminuir a reserva que serviu de lastro para
a aquisição das ações em tesouraria.
Esquematizemos:

Operações com ações em tesouraria


Ganho com ações em tesouraria PL: Reserva de Capital
Perda com ações em tesouraria PL: diminuindo a reserva

Exemplo de contabilização:
A empresa ABC comprou $10.000 de ações em tesouraria, suportadas por uma
reserva estatutária no valor de $50.000:

D Ações em Tesouraria (Retificadora do PL) 10.000


C Caixa (Ativo) 10.000

Razonetes:
Ações em tesouraria Caixa
10000 10000

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No balanço, fica assim:

Patrimônio Líquido
Capital Social xxxxx,xx
Reserva Legal xxx,xx
Reserva Estatutária 50.000
Ações em Tesouraria (10.000) 40.000

Digamos que a empresa venda tais ações por 7.000. A contabilização fica assim:

D Caixa (Ativo) 7.000


D Reserva Estatutária (PL) 3.000
C Ações em tesouraria (PL) 10.000

No Balanço, após a alienação:

Patrimônio Líquido
Capital Social xxxxx,xx
Reserva Legal xxx,xx
Reserva Estatutária 47.000

NÃO TEM DIREITO A


AÇÕES EM TESOURARIA VOTO E NEM CONTA REDUTORA DO PL
DIVIDENDOS

PERDA NA ALIENAÇÃO:
NÃO AFETA O GANHO NA ALIENAÇÃO: DIMINUI A RESERVA QUE
RESULTADO RESERVA DE CAPITAL SERVIU DE LASTRO NA
AQUISIÇÃO

Então, vamos praticar?

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(FGV/Analista/DPE/MT/2015) Uma empresa possuía, em 31/12/2013, R$


200.000,00 em ações em tesouraria. No ano de 2014, a empresa alienou
metade dessas ações por R$ 130.000,00.
Em suas demonstrações contábeis, a empresa deverá evidenciar o saldo
positivo de R$ 30.000,00 do seguinte modo:
a) como Resultado Operacional, na Demonstração do Resultado do Exercício.
b) como Outros Resultados Operacionais, na Demonstração do Resultado do
Exercício.
c) como Ajustes de Exercícios Anteriores, na Demonstração de Mutações do
Patrimônio Líquido.
d) como Reserva de Capital, no Balanço Patrimonial.
e) como Reserva de Lucros, no Balanço Patrimonial.
Comentários:
A compra e a alienação de ações em tesouraria é transação com sócios. E o
lucro ou prejuízo (melhor dizer "ganho ou perda") em transações com sócios
fica no PL, não no Resultado.
- Se tiver ganho na venda das ações em tesouraria: fica no PL, numa reserva de
capital, semelhante à reserva de prêmio na emissão de ações.
- Se tiver perda, também fica no PL, e vai diminuir a reserva que serviu de lastro
para a aquisição das ações em tesouraria.
Gabarito → D.

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9 - RESERVAS DE LUCROS
As reservas de lucros são retenções de parcelas provenientes de ganhos do período,
com o objetivo de preservar o Patrimônio Líquido de uma sociedade, e posterior
destinação. São, em suma, lucros que a empresa não entrega aos acionistas, mas
guarda para si, seja para investir em projetos, seja para resguardar o capital social.
Segundo a Lei das SA:

Artigo 182, §4º Serão classificados como reservas de lucros as contas


constituídas pela apropriação de lucros da companhia.

Ao final do exercício social as contas de resultado (receitas e despesas) são zeradas. O


saldo, lucro ou prejuízo, é transferido para o PL. No PL, podemos ter três destinações:
1) Dividendos (para os sócios);
2) Reservas de lucros;
3) Aumento do capital social.

Dividendos

Lucro do período Reserva de lucros


DRE

Capital social

Assim, se a empresa tem receitas de 2.000, despesas de 1.000, terá um lucro de


1.000 (2.000 1.000). Esse lucro pode ser distribuído para os sócios, para aumento
do CS ou pode ir para reserva de lucros (se atendidos os requisitos legais).

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Com a alteração da lei das S.A a conta antigamente denominada lucros ou prejuízos
acumulados passa a ser denominada prejuízos acumulados, ou seja, haverá de
existir uma destinação para este lucro, não podendo ficar em conta específica do PL.
Sobrando algo na conta lucros acumulados, devem ser pagos dividendos adicionais.

(Cesgranrio/Transpetro/Contador/2018) Uma sociedade anônima de grande


porte e capital fechado, ao levantar o Balanço Patrimonial, comprovou, feitos
todos os registros contábeis da destinação do lucro do exercício, a existência de
um saldo credor remanescente, na conta de Lucros Acumulados.
Nesse contexto, e exclusivamente de acordo com as determinações da Lei das
sociedades anônimas, para tais situações, esse saldo remanescente apurado
deve ser
(A) destinado para uma reserva especial
(B) destinado para reserva de contingências
(C) distribuído como dividendo
(D) distribuído como juros sobre capital próprio
(E) transferido para retenção de lucros
Comentários:
Uma vez que todos os registros contábeis da destinação do lucro foram
realizados, devemos destinar o excesso como dividendos adicionais.
Gabarito → C.

As reservas de lucros hoje existentes são as seguintes:

Reservas de lucros
Reserva legal
Reservas estatutárias
Reservas para contingências
Reservas de incentivos fiscais
Reservas de retenção de lucros
Reserva de lucros a realizar
Reserva especial para dividendos obrigatórios não distribuídos
Reserva de prêmio na emissão de debêntures

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(ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal/2014) No tratamento contábil das


contas de Reservas, são classificadas como Reservas de Lucros as:
a) Reserva de Reavaliação de Ativos Próprios e a Reserva Legal.
b) Reserva para Contingências e a Reserva de incentivos Fiscais.
c) Reserva de Lucros para Expansão e a Reserva de Ágio na emissão de Ações.
d) Reserva de Contingência e a Reserva de Reavaliação de Ativos de Coligadas.
e) Reserva Especial de Ágio na Incorporação e a Reserva Legal.
Gabarito → B.

Existe um limite máximo para essas reservas, a saber:

Art. 199. O saldo das reservas de lucros, exceto as para contingências, de


incentivos fiscais e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital
social. Atingindo esse limite, a assembleia deliberará sobre aplicação do
excesso na integralização ou no aumento do capital social ou na
distribuição de dividendos. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

A Lei 11.941/2009, art. 19, incluiu, entre as reservas acima, a reserva específica de
prêmio de debêntures.

Assim, gravemos:
Reserva de lucros < Capital social
Exceções: reserva de incentivos fiscais, reserva de contingência, lucros a realizar, prêmio na emissão de debêntures.

Isso equivale a dizer:


Reserva legal + Reserva estatutária + Reserva de retenção de lucros + Reserva
especial para pagamento de dividendos < Capital Social
Na verdade, podemos dizer que é menor ou igual, pois se for igual não há
ultrapassagem.

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Para a sua prova, grave que os LEÕES têm que ser MENOR DO QUE O CAPITAL
SOCIAL!

L egal
E statutária
O rçamentária
Es pecial para dividendos não distribuídos

(CESGRANRIO/Auditor Júnior/Petrobras/2018) De acordo com a Lei das


sociedades por ações, os saldos das reservas de lucros, constituídas com a
destinação de parte dos lucros dos exercícios, têm um limite máximo. Atingido
esse limite, a assembleia da companhia deliberará sobre a aplicação do excesso
que for apurado na integralização de capital, no aumento de capital ou na sua
distribuição na forma de dividendos.
Nesse contexto, feitos os registros contábeis da distribuição do lucro, em reais,
o contador apurou a seguinte composição do patrimônio líquido:
Capital social 2.000.000,00
Reserva legal 390.000,00
Reserva para contingências 330.000,00
Reserva de Retenção de Lucros 1.750.000,00
Reserva Estatutária 300.000,00
Reserva de Lucros a Realizar 600.000,00
Considerando-se apenas informações recebidas e as determinações da Lei das
sociedades por ações sobre o limite máximo permitido, para o montante de
lucros retidos nas contas das reservas de lucros, o valor que excede esse limite,
em reais, é de
(A) 0 (zero)
(B) 380.000,00
(C) 440.000,00
(D) 650.000,00

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(E) 770.000,00
Comentários:
Entram para o limite:
Reserva legal R$ 390.000,00
Reserva de Retenção de Lucros R$ 1.750.000,00
Reserva Estatutária R$ 300.000,00
R$ 2.440.000,00
Excesso: 2.440.000 2.000.000 = 440.000,00.
Gabarito → C.
Falemos agora sobre cada uma dessas reservas:

9.1 - RESERVA LEGAL

Segundo a lei das S/A´s:

Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão


aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva
legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social.
§ 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício
em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de
capital de que trata o § 1º do artigo 182, exceder de 30% (trinta por cento)
do capital social.
§ 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e
somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o
capital.

Esquematizemos:
Reserva legal → 5% do LLE → Limitado a 20% do capital social.
Trata-se a reserva legal da única reserva de constituição obrigatória para a empresa.
Vejam a sua finalidade: manter a integridade do capital social.
Limite! Mas, professores, por que há limitação, se a finalidade da reserva legal é
à à à à à àN à à à à à à à à
à àáà ação é que não podemos constituir reservas indefinidamente,
a ponto de prejudicar os acionistas minoritários, eis o motivo de a Lei 6.404/76 impor
um limite.
Saber também da sua utilização é também extremamente importante para
concursos: somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o
capital social.

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Existe também um limite facultativo para a constituição da reserva legal, qual seja,
quando ela, somada às reservas de capital, atingir o montante de 30% do capital
social. Grave-se!
Mas no limite obrigatório, o montante da reserva legal está limitado a 20% do capital
social subscrito ou 20% do capital realizado?

9.2 - CAPITAL SUBSCRITO OU REALIZADO PARA O LIMITE?

Atenção! Para o cálculo da reserva legal, as bancas consideram o capital realizado,


isto é capital social capital social a integralizar.

Reserva legal → Base de cálculo:


Capital social
(-) Capital a integralizar
Capital integralizado  Usar este valor!
Utilizar este valor para ambos os limites (obrigatório e facultativo).

9.3 - RESERVA LEGAL X PREJUÍZO ACUMULADO

Por fim, falemos sobre um outro ponto importante, qual seja, a relação entre a
reserva legal e o prejuízo acumulado existente.
O IR, as participações e as reservas devem ser calculados sobre o lucro. Mas, não há
lucro se a empresa tem prejuízos acumulados.
Vamos imaginar uma empresa formada há 5 anos com capital, já devidamente
integralizado, de 100.000.000. Nos primeiros 4 anos, acumulou prejuízos de
10.000.000. No último ano, apurou lucro de 3.000.000.
Se a empresa distribuir dividendos ou pagar participação com base no resultado do
último ano, sem descontar os prejuízos acumulados, ela não estará distribuindo
lucro; estará distribuindo capital. Isto leva a crer em dissolução disfarçada da
empresa.
Primeiro, ela deve gerar lucro suficiente para cobrir o prejuízo e recompor o capital
social. Só depois ela estará apresentando lucro, e aí poderá atender seus
compromissos com dividendos, participações, e reservas.
Vamos olhar o PL da empresa acima logo após apurar o lucro do exercício de
3.000.000 (antes de IR e participações):

Capital social 100.000.000


Prejuízo acumulado (10.000.000)
Lucro do exercício 3.000.000
Total do Patrimônio Líquido 93.000.000

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Os sócios investiram 100 milhões, e estão com 93 milhões. Como se pode falar em
lucro nesta situação? Os 3.000.000 do último exercício reduziram o prejuízo dos
acionistas. Mas não há lucro para ter participações, pelo contrário, a empresa ainda
apresenta um prejuízo acumulado de 7 milhões.
E quanto à reserva legal? Não poderíamos calcular 5% do lucro e constituir reserva
legal?
Ainda não. A reserva legal destina-se a garantir a integridade do capital social (tanto
que só pode ser usada para cobrir prejuízos ou para ser incorporada ao capital).
Assim, se há prejuízo, não há sentido em constituir a reserva legal. O capital já está
afetado, e a reserva legal, se houvesse, deveria ser usada para compensar prejuízos.
Portanto, se há prejuízos acumulados, o lucro do exercício deve ser destinado a cobrir
o prejuízo, sem qualquer participação ou destinação.

Antes de qualquer
5% do lucro líquido
destinação

Obrig.: 20% do capital


social realizado
Limites
Reserva legal
Facult.: Res. Leg. + Res.
Cap. = 30% Cap. Soc.
Integridade do capital
social
Aumentar capital

Utilização

Compensar prejuízos

Vamos praticar?

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(CESPE/Contador/CADE/2014)
Capital social R$ 500.000
Reserva legal R$ 50.000
Reserva de alienação de bônus de subscrição R$ 110.000
Reserva para contingência R$ 55.000
Lucro líquido no encerramento do exercício R$ 400.000.
Considere que os dados acima se referem à composição do patrimônio líquido
de uma companhia, em 31/12/2013. Com base nesses dados, julgue o próximo
item, de acordo com a Lei n.º 6.404/1976.
A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal a partir do exercício em
vigor.
Comentários:
O lucro líquido apurado foi de R$ 400.000,00, portanto, deve ser destinado 5%
para reserva legal, ou seja, R$ 20.000,00. Essa é a regra.
Agora vamos ver os limites.
Limite obrigatório: 20% do capital social: 500.000 x 20% = 100.000,00
Este valor ainda não foi atingido, pois temos R$ 50.000,00 e constituiríamos
mais R$ 20.000,00.
Limite facultativo: 30 % x capital social = 150.000,00.
Reserva legal + Reserva de capital = 110.000,00 + 50.000,00 = 160.000,00.
Portanto, já alcançamos o limite facultativo e não mais é obrigatória a
constituição de reserva legal.
Gabarito → Correto.

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9.4 - RESERVAS ESTATUTÁRIAS

As reservas estatutárias são reservas constituídas com base no lucro líquido da


companhia. E devem estar previstas no estatuto. Segundo a LSA:

Art. 194. O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma:
I - indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade;
II - fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que
serão destinados à sua constituição;
III - estabeleça o limite máximo da reserva.

Reservas estatutárias. Podem ser previstas no estatuto, se:


Indicar a sua finalidade
Fixar os critérios
Fixar a parcela a ser destinada
Estabelecer o limite máximo

(CONSULPLAN/Analista/TRF 2/2017) A empresa Nossa Ltda. encerrou o exercício de


2016 com um lucro significante e destinará parte do lucro para a reserva estatutária.
Sobre esta reserva, a Lei nº 6.404/76 diz que o estatuto poderá criar reservas desde
que, para cada uma:
I. Indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade.
II. Fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que serão
destinados à sua constituição.
III. Estabeleça o limite máximo da reserva, que deve respeitar 1% do lucro líquido
apurado.
Considerando a Lei nº 6.404/76, estão corretas as afirmativas
a) I, II e III. c) I e III, apenas.
b) I e II, apenas. d) II e III, apenas.

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Comentários:
Não há esse limite de 1%, dito no item III. Portanto, apenas I e II estão corretas.
Gabarito → B.
Outra questão:
(CESPE/Analista/MPU/2015) Um dos requisitos para a criação de reservas
estatutárias é o estabelecimento de um limite máximo de valor.
Gabarito → Correto.

9.5 - RESERVA DE CONTINGÊNCIAS

A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte


do lucro líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar, em exercício
futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa
ser estimado (LSA, art. 195).
A proposta dos órgãos da administração deverá indicar a causa da perda prevista e
justificar, com as razões de prudência que a recomendem, a constituição da reserva
(LSA, art. 195, §1º).
A reserva será revertida no exercício em que deixarem de existir as razões que
justificaram a sua constituição ou em que ocorrer a perda (LSA, art. 195, §2º).
O termo contingência, em contabilidade, quando usada sem nenhuma qualificação
(como ativa ou passiva), é usado para se referir a problema previsto, sobre o qual
existe dúvida acerca de sua ocorrência.
As reservas de contingências, especificamente, objetivam salvaguardar o capital
social, de modo que se posteriormente algo acontecer, decorrente de perda julgada
provável cujo valor possa ser estimado, a companhia esteja preparada.
Exemplo extraído do Manual de Contabilidade Societária FIPECAFI (pág. 350):
Podem ser constituídas reservas de contingências para:
- Geadas ou secas, que podem atingir empresas com
plantações, criações ou estoques nessas áreas, ou ainda
as que dependem desses produtos para suas operações,
como no caso de empresas comerciais ou industriais que
utilizem tais produtos como matérias-primas em seu
processo produtivo.
- Cheias, inundações e outros fenômenos naturais que
podem ocorrer ciclicamente nas áreas onde se localizam
estoques ou instalações da empresa, gerando prejuízos
efetivos por perdas de bens, por paralisação temporária
das operações.

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Suponhamos que tal perda provável possa ser estimada em um montante de R$


100.000,00. A empresa, então, lançará:

D Lucros acumulados 100.000,00


C Reserva para contingências 100.000,00

Razonetes:
Lucros acumulados (PL) Reservas para contingências (PL)
100.000,00 100.000,00

Se essa perda vier realmente ocorrer, havendo um prejuízo no exercício subsequente


no montante de R$ 100.000,00, o patrimônio líquido ficará da seguinte forma:

Patrimônio Líquido
Capital Social 1.000.000,00
Reserva para contingências 100.000,00
Prejuízos acumulados (100.000,00)
Total 1.000.000,00

Veja que a reserva para contingências realmente salvou o nosso capital social. Se não
tivéssemos constituído a reserva a empresa ficaria com um PL de 900.000,00 (1
milhão 100.000). Entretanto, como houve a prudente constituição, o capital social
permanecerá intacto.
O lançamento de compensação da reserva com o Prejuízo é:

D Reserva para contingências 100.000,00


C Lucros/Prejuízos acumulados 100.000,00

Razonetes:
Prejuízos acumulados (PL) Reservas para contingências (PL)
100.000,00 100.000,00 100.000,00 100.000,00

Importante distinção é a que devemos fazer entre a reserva para contingências da


provisão para contingências.
Uma excelente explicação sobre a diferença está nesta nota explicativa da CVM:

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C à à à à à à à à à idade da
constituição de reservas ou de provisão para contingências, estabelecemos a
seguir as características de cada uma. Os principais fundamentos para
constituição da reserva para contingência são:
a) Dar cobertura a perdas ou prejuízos potenciais (extraordinários, não
repetitivos) ainda não incorridos, mediante segregação de parcela de lucros
que seria distribuída como dividendo;
b) Ocorrendo ou não o evento esperado, a parcela constituída será, em
exercício futuro, revertida para lucros acumulados, integrando a base de
cálculo para efeito de pagamento do dividendo e a perda, de fato ocorrendo,
é registrada no resultado do exercício;
c) É uma conta integrante do patrimônio líquido, no grupamento de reserva
de lucros.
d) Representa uma destinação do lucro líquido do exercício, contrapartida da
conta de lucros acumulados, por isso sua constituição não afeta o resultado
do exercício;
2. Quanto à provisão para contingências suas particularidades são:
a) tem por finalidade dar cobertura a perdas ou despesas, cujo fato gerador
já ocorreu, mas não tendo havido, ainda, o correspondente desembolso ou
perda. Em atenção ao regime de competência, entretanto, há necessidade de
se efetuar o registro contábil;
b) representa uma apropriação ao resultado do exercício, contrapartida de
perdas extraordinárias, despesas ou custos e sua constituição normalmente
influencia o resultado do exercício ou os custos de produção;
c) deve ser constituída independentemente de a companhia apresentar,
afinal, lucro ou prejuízo no exercício;
d) visto que o evento que serviu de base à sua constituição já ocorreu, não
há, em princípio, reversão dos valores registrados nessa provisão. A pequena
sobra ou insuficiência é decorrente do cálculo estimativo feito à época da
constituição;
e) não está sujeita à atualização monetária patrimonial (art. 185, LEI Nº
6.404/76) e sim à decorrente da natureza do evento que a originou;
f) finalmente, se a probabilidade for difícil de calcular ou se o valor não for
mensurável, há necessidade de uma nota explicativa esclarecendo o fato e
à à

Vamos esquematizar?

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Reserva para contingência Provisões para contingências

Compensação de perda Cobertura de perda em que


em exercício futuro já houve fato gerador

Segrega no PL parcela de lucros que Constituída independente do lucro ou


poderia ir para dividendos prejuízo do exercício

É revertida para lucros acumulados (ocorrendo Não há reversão de valores, em regra.


ou não o evento), integrando BC dos dividendos

Conta do PL, reserva de lucros. Conta do passivo e contrapartida


Não afeta resultado em despesa no resultado.

Exemplos: geadas, inundações, secas, empresas Exemplos: indenizações contratuais,


que operam com períodos altamente lucrativos contingências fiscais, trabalhistas
e depois com baixa lucratividade

(CESPE/Contador/FUB/2015) O tempo é um fator que diferencia provisões para


contingências de reservas para contingências: as primeiras referem-se a eventos
passados, e as últimas, a futuros.
Gabarito → Correto.

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9.6 - RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS

Falemos um pouco sobre esta nova reserva...


Dissemos anteriormente que as doações e subvenções governamentais, antes do
advento das mudanças contábeis, eram registradas à conta de reserva de capital.
Pois bem, agora essas doações são registradas como receita (lembrem-se de que as
receitas são contas de resultado).
Inobstante o valor do lucro líquido recebido com doações e subvenções
governamentais tenha deixado de figurar como reserva de capital, a companhia
poderá deliberar por formar com esse montante uma reserva de lucro, chamada
reserva de incentivos fiscais.

Art. 195-A. A assembleia geral poderá, por proposta dos órgãos de


administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do
lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para
investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo
obrigatório (inciso I do caput do art. 202 desta Lei).

Assim, se o poder público faz uma doação de um terreno, no montante de R$


100.000,00, para a empresa Alfa, o lançamento para registro é o seguinte:

D Terrenos 100.000,00
C - Outras Receitas Doações do poder público 100.000,00

(*Lançamento somente para demonstração, pois vimos que é mais complexo).


O resultado (confronto das receitas com as despesas) deve ser encerrado ao fim do
exercício. Como esse controle (das receitas e despesas) é feito em uma
demonstração separada do Balanço Patrimonial, demonstração esta chamada
Demonstração do Resultado do Exercício, devemos transferir o valor do lucro ou
prejuízo para o Balanço Patrimonial, no grupo Patrimônio Líquido.
Supondo que tivemos um lucro de R$ 2.000.000,00. A transferência para o Balanço
Patrimonial se dá do seguinte modo...

D Lucro Líquido do Exercício 2.000.000,00


C - Lucros/Prejuízos Acumulados 2.000.000,00

Razonetes:
DRE Lucros acumulados
2.000.000,00 2.000.000,00 2.000.000,00

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Ok? A transferência desta parcela para a reserva de incentivos fiscais se dará do


seguinte modo:

D Lucros/Prejuízos Acumulados 100.000,00


C Reserva de Incentivos Fiscais 100.000,00.

Razonetes:

DRE Lucros acumulados


2.000.000,00 2.000.000,00 100.000,00 2.000.000,00

RIF (PL)
100.000,00

Vejam que o saldo do lucro no balanço será de 1,9 milhões, valor este que terá outras
destinações.
Mais um detalhe!
A receita da subvenção deve ser apropriada ao resultado de acordo com as despesas
geradas.
Por exemplo, a empresa recebeu uma máquina do governo para utilizar em sua
produção. A receita deveria ser apropriada de acordo com a despesa de depreciação
da máquina.
Se não houver condição e nem despesa relacionada, aí pode ir direto para o
Resultado.
Vamos falar agora de um ponto avançado.

Pode a reserva de incentivos fiscais ser utilizada para compensar prejuízos?


Vejamos!
A RIF pode ser utilizada para compensar prejuízos, mas com ressalvas. Não há sentido
em constar reservas de lucros no balanço patrimonial quando temos prejuízos
acumulados.
Então, a RIF pode ser utilizada para compensar prejuízos, desde que as outras
reservas já tenham sido utilizadas. Além disso, quando houver lucro, a empresa
deve recompor a reserva imediatamente.

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Segundo a Lei 12.973/2014

Art. 30. As subvenções para investimento, inclusive mediante isenção ou


redução de impostos, concedidas como estímulo à implantação ou
expansão de empreendimentos econômicos e as doações feitas pelo poder
público não serão computadas na determinação do lucro real, desde que
seja registrada em reserva de lucros a que se refere o art. 195-A da Lei no
6.404, de 15 de dezembro de 1976, que somente poderá ser utilizada para:
(Vigência)
I - Absorção de prejuízos, desde que anteriormente já tenham sido
totalmente absorvidas as demais Reservas de Lucros, com exceção da
Reserva Legal; ou
II - Aumento do capital social.
§ 1o Na hipótese do inciso I do caput, a pessoa jurídica deverá recompor a
reserva à medida que forem apurados lucros nos períodos subsequentes.
§ 2o As doações e subvenções de que trata o caput serão tributadas caso
não seja observado o disposto no § 1o ou seja dada destinação diversa da
que está prevista no caput, inclusive nas hipóteses de: (...)

Imagine que determinada empresa recebeu 100.000.000 de subvenção. Contabilizou


100.000.000 para Reserva de Incentivos Fiscais - RIF. Ela pode excluir da base de
cálculo do IR! Posteriormente, teve 80.000.000 de prejuízos acumulados. Supondo
que não haja mais reservas. Vai poder compensar esses 80 milhões com a RIF.
Todavia, tem que reconstituir imediatamente, quando houver lucro. Por quê? Senão,
a reserva poderia ser utilizada a reserva como simples subterfúgio para não pagar
Imposto de Renda.

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9.7 - RESERVA DE LUCROS A REALIZAR

No exercício em que o montante do dividendo obrigatório, calculado nos termos do


estatuto ou do art. 202 da Lei das S/A, ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido
do exercício, a assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração,
destinar o excesso à constituição de reserva de lucros a realizar.
Funciona basicamente do seguinte modo! Sabemos que a empresa efetua vendas à
vista e vendas a prazo, não é mesmo? Várias receitas e várias despesas não afetam o
caixa. Todavia, o cálculo dos dividendos, via de regra, é feita com base no lucro
líquido, que leva por pressuposto o regime de competência. Então, quando
calculamos os dividendos, estamos incluindo ali receitas à vista e receitas a prazo.
Mas e se não entrar dinheiro suficiente para pagar os dividendos? O que acontece?
A situação é a seguinte:

Valor descoberto (sem recursos


para pagar dividendos)
Dividendos obrigatórios
Receitas que ingressaram em
caixa

Então, se ela tem dividendos a pagar superiores às receitas que ingressaram, significa
que os valores em verde estarão, em tese, descobertos. Não haverá recursos para
pagamento deste montante. Dizemos em tese, pois a empresa pode ter recurso
suficiente em caixa.
Desta forma, à opção da companhia, poderá ser constituída a reserva de lucros a
realizar, mediante destinação dos lucros do exercício, cujo objetivo é evidenciar a
parcela de lucros ainda não realizada financeiramente, apesar de reconhecida
contabilmente, pela empresa.
Imagine-se, então, uma empresa que, em 2015, só tenha efetuado vendas para
recebimento em 2017. Seria justo, assim, que procedesse esta empresa ao
pagamento de dividendos (remuneração dos sócios) em 2016? Talvez, não seria
viável financeiramente, pois nada entrará no caixa desta sociedade.
É este o intuito da reserva de lucros a realizar: evitar que a companhia pague
dividendos sobre receitas/lucros que ainda foram realizados, que não entraram no
caixa.
Um aspecto deveras importante é anotar que a constituição desta reserva é
facultativa.
Assim, vamos exemplificar.
Uma empresa X tem a seguinte situação no exercício de 2015:

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- Lucro total apurado: R$ 300.000,00. Dos quais:


- Lucro derivado das vendas de curto prazo (recebimento em 2016): R$ 100.000,00
- Lucro derivado das vendas de longo prazo (recebimento em 2017 ou
posteriormente): R$ 200.000,00.
- Dividendos obrigatórios a pagar: R$ 150.000,00.
Neste caso, podemos considerar que os dividendos que teremos de pagar aos sócios
ao termo de 2016 são maiores do que o entrou no meu caixa durante o exercício.
Teríamos R$ 50.000,00 (150.000 100.000,00) descobertos de recursos para
pagamento deste dividendo.
Nesta hipótese, uma alternativa viável é constituir a reserva de lucros chamada de
reserva de lucros a realizar nesse valor (R$ 50.000,00) para pagamento em 2017 ou
quando houve o recebimento de lucros posteriores.
Explicando novamente! O lucro contábil apurado é de R$ 300.000,00, mas, o Lucro
Realizado é somente o de curto prazo: 100.000! R$ 200.000 não foram realizados
(lembrando que a realização está ligada ao ingresso em caixa).
Como a obrigação de pagar dividendos é de R$ 150.000 e somente R$ 100.000 foi
realizado, a empresa pode constituir a Reserva de Lucros a Realizar pela diferença.
E o que é considerado como lucro não realizado? Segundo a Lei 6.404/76:

Art. 197. No exercício em que o montante do dividendo obrigatório,


calculado nos termos do estatuto ou do art. 202, ultrapassar a parcela
realizada do lucro líquido do exercício, a assembleia-geral poderá, por
proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à constituição
de reserva de lucros a realizar. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
§ 1o Para os efeitos deste artigo, considera-se realizada a parcela do lucro
líquido do exercício que exceder da soma dos seguintes valores: (Redação
dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
I - o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial (art. 248); e
(Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)
II o lucro, rendimento ou ganho líquidos em operações ou contabilização
de ativo e passivo pelo valor de mercado, cujo prazo de realização
financeira ocorra após o término do exercício social seguinte. (Redação
dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
§ 2o A reserva de lucros a realizar somente poderá ser utilizada para
pagamento do dividendo obrigatório e, para efeito do inciso III do art. 202,
serão considerados como integrantes da reserva os lucros a realizar de
cada exercício que forem os primeiros a serem realizados em dinheiro.
(Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)

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São considerados lucros não realizados:


- Resultado positivo com equivalência patrimonial: a receita de equivalência
patrimonial não ingressa no caixa. Portanto, a sua receita é considerada ganha, mas
não realizada. Realização está ligado à entrada de dinheiro em caixa.
- Lucro, rendimento, ganhos cuja realização financeira se dê no longo prazo. Aqui é
o caso das vendas de longo prazo.
Por fim, à medida que esses lucros estiverem sendo realizados, entrando em caixa,
deveremos acrescer o lucro agora realizado ao dividendo a pagar. A reversão deve-se
dar no primeiro dividendo declarado após a realização.
As reservas de lucros a realizar só podem ser utilizadas para dois fins: pagamento de
dividendos ou absorção de prejuízos! Gravem.

(CESPE/Analista/MPU/2015) Considerando as disposições aplicáveis ao


patrimônio líquido de companhias abertas, julgue o item subsequente.
A reserva de lucros a realizar pode ser utilizada para o pagamento do dividendo
obrigatório ou para aumentar o capital social, desde que seja autorizado pelas
assembleias das companhias.
Gabarito → Errado.
O lançamento para constituição da reserva é o seguinte:

D Lucros acumulados XXXX


C Reserva de Lucros a realizar XXXX

A doutrina majoritária (incluindo-se o FIPECAFI) entende que quando da realização de


lucros o lançamento é o seguinte:

D Reserva de Lucros a realizar XXXX


C Lucros acumulados XXXX

Sendo o dividendo destinado posteriormente pelo seguinte lançamento:

C Dividendos a pagar (Passivo) XXXX


D Lucros acumulados XXXX

Ainda não entendeu? Confira este vídeo, no nosso canal do YouTube:


https://www.youtube.com/watch?v=65xNkScBZZ8

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9.8 - RESERVA ESPECIAL PARA DIVIDENDOS OBRIGATÓRIOS NÃO DISTRIBUÍDOS

Segundo a Lei das Sociedades por Ações:

Art. 202. Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório,


em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto (...)

Portanto, a regra é a distribuição de dividendos ao final de cada exercício social.


Contudo, como todo negócio está sujeito a risco, pode acontecer de a empresa
possuir lucro, mas não possuir situação financeira ou patrimonial que permita o
pagamento de dividendos, como, por exemplo, quando a empresa tem um volume
extraordinário de empréstimos a serem quitados, ou quando está em recuperação
judicial ou extrajudicial.
Tal situação está prevista na Lei da SAs da seguinte forma:

§ 4º O dividendo previsto neste artigo não será obrigatório no exercício


social em que os órgãos da administração informarem à assembleia-geral
ordinária ser ele incompatível com a situação financeira da companhia. O
conselho fiscal, se em funcionamento, deverá dar parecer sobre essa
informação e, na companhia aberta, seus administradores encaminharão à
Comissão de Valores Mobiliários, dentro de 5 (cinco) dias da realização da
assembleia-geral, exposição justificativa da informação transmitida à
assembleia.
§ 5º Os lucros que deixarem de ser distribuídos nos termos do § 4º serão
registrados como reserva especial e, se não absorvidos por prejuízos em
exercícios subsequentes, deverão ser pagos como dividendo assim que o
permitir a situação financeira da companhia.

É só isso! Esse montante não distribuído fica incorporado ao patrimônio líquido em


reserva especial, sendo pago quando a situação permitir. No nosso exemplo, com a
quitação do empréstimo ou com a extinção da recuperação judicial ou extrajudicial.
Lançamento:

D Lucros acumulados (PL) XXX,XX


C Reserva de lucros dividendos não distribuídos XXX,XX

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9.9 - RESERVA DE PRÊMIO NA EMISSÃO DE DEBÊNTURES

O Prêmio na emissão de debêntures era classificado como reserva de capital. Com o


advento da Lei n° 11.638 e 11.941, ele passou a ser apropriado ao resultado como
receita, conforme o regime de competência.
Quando o preço da debênture supera o seu valor nominal, teríamos, à visão da
legislação antiga, uma reserva de capital a ser registrada, chamada Reserva de
Prêmio na Emissão de Debêntures. Isso ocorre quando as condições como juros,
garantias e outras vantagens forem atraentes para os investidores.
Se uma empresa lançasse debêntures a R$ 1,00, num vulto de 10.000 debêntures,
com resgate em 10 anos encontrando investidores que pagassem R$ 1,50 pelo
referido título, lançaríamos:

D - Caixa 15.000,00 (Ativo)


C - Debêntures a pagar 10.000,00 (PNC)
C - Reserva de capital (prêmio emissão de debêntures) 5.000,00 (PL)

Contudo, essa reserva de capital deixou de existir e a mesma situação é agora


registrada da seguinte forma:

D - Caixa 15.000,00 (Ativo)


C - Debêntures a resgatar 10.000,00 (PNC)
C - Receitas recebidas antecipadamente 5.000,00 (PNC - Receitas diferidas)
Assim, exemplificando, se o resgate dessas debêntures se dará em 10 anos,
deveremos apropriar ao resultado R$ 500,00 por ano, através do seguinte
lançamento:

D - Receitas recebidas antecipadamente 500,00 (PNC - Receitas diferidas)


C - Receitas financeiras 500,00 (Resultado)

Observação: usamos o método linear (juros simples) para fins didáticos. O


correto é usar o método exponencial (juros compostos).

O valor apropriado ao resultado pode ser destinado à formação de reserva específica


de prêmios de debêntures, para evitar a tributação pelo Imposto de Renda (Lei
11.941/09).
Ressaltamos que é uma faculdade da empresa. Ela pode ou não constituir tal reserva.
Se não constituir, será tributada pelo IR.
A reserva específica de prêmio de debêntures é reserva de lucro, eis que esse valor
transitou pelo resultado do exercício.

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Para finalizar, vejamos o art. 31 da lei 12.973/14:

Prêmio na Emissão de Debêntures


Art. 31. O prêmio na emissão de debêntures não será computado na
determinação do lucro real, desde que
I - a titularidade da debênture não seja de sócio ou titular da pessoa
jurídica emitente; e
II - seja registrado em reserva de lucros específica, que somente poderá
ser utilizada para:
a) absorção de prejuízos, desde que anteriormente já tenham sido
totalmente absorvidas as demais Reservas de Lucros, com exceção da
Reserva Legal; ou
b) aumento do capital social.
§ 1o N à à à à à à à IIà caput, a pessoa jurídica
deverá recompor a reserva à medida que forem apurados lucros nos
períodos subsequentes.
§ 2o O prêmio na emissão de debêntures de que trata o caput será
tributado caso não seja observado o disposto no § 1o ou seja dada
destinação diversa da que está prevista no caput, inclusive nas hipóteses
de:
I - capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao
titular, mediante redução do capital social, hipótese em que a base para a
incidência será o valor restituído, limitado ao valor total das exclusões
decorrentes do prêmio na emissão de debêntures;
II - restituição de capital aos sócios ou ao titular, mediante redução do
capital social, nos 5 (cinco) anos anteriores à data da emissão das
debêntures, com posterior capitalização do valor do prêmio na emissão de
debêntures, hipótese em que a base para a incidência será o valor
restituído, limitada ao valor total das exclusões decorrentes de prêmio na
emissão de debêntures; ou
III - integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios.
§ 3o Se, no período de apuração, a pessoa jurídica apurar prejuízo contábil
ou lucro líquido contábil inferior à parcela decorrente de prêmio na
emissão de debêntures e, nesse caso, não puder ser constituída como
parcela de lucros nos termos do caput, esta deverá ocorrer à medida que
forem apurados lucros nos períodos subsequentes.
§ 4o A reserva de lucros específica a que se refere o inciso II do caput, para
fins do limite de que trata o art. 199 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro
de 1976, terá o mesmo tratamento dado à reserva de lucros prevista
no art. 195-A da referida Lei.
§ 5o Para fins do disposto no inciso I do caput, serão considerados os
sócios com participação igual ou superior a 10% (dez por cento) do capital
social da pessoa jurídica emitente.

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9.10 - RESERVA DE RETENÇÃO DE LUCRO OU RESERVA ORÇAMENTÁRIA OU


RESERVA DE INVESTIMENTOS

Conforme a Lei 6.404/76:

Retenção de Lucros
Art. 196. A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da
administração, deliberar reter parcela do lucro líquido do exercício
prevista em orçamento de capital por ela previamente aprovado.
§ 1º O orçamento, submetido pelos órgãos da administração com a
justificação da retenção de lucros proposta, deverá compreender todas as
fontes de recursos e aplicações de capital, fixo ou circulante, e poderá ter
a duração de até 5 (cinco) exercícios, salvo no caso de execução, por prazo
maior, de projeto de investimento.
§ 2o O orçamento poderá ser aprovado pela assembleia-geral ordinária
que deliberar sobre o balanço do exercício e revisado anualmente, quando
tiver duração superior a um exercício social.

A finalidade dessa reserva é financiar projetos de investimentos, e não pode afetar


(diminuir) os dividendos obrigatórios. Mas, ao invés de distribuir todo o lucro na
forma de dividendos adicionais, a empresa pode constituir a reserva de retenção de
lucros.
Para isso, a empresa deve preparar um orçamento de capital, aprovado pela
Assembleia de acionistas, com todas as fontes e aplicações de capital, fixo ou
circulante.
O orçamento poderá ter prazo de até 5 exercício, salvo no caso de execução, por
prazo maior, de projeto de investimento.
Acabamos de falar, portanto, sobre as reservas de lucros.

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10 - DIVIDENDOS OBRIGATÓRIOS
Como já dissemos, os dividendos representam a remuneração do capital dos sócios.
Quando você emprega dinheiro em uma sociedade, espera receber um retorno. E o
principal recebimento dos sócios são os dividendos.
Os dividendos são pagos caso haja lucro. Mas qual o valor? Como funciona?
Segundo a Lei das Sociedades por Ações:

Art. 202. Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório,


em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto (...)

Portanto, a regra é a distribuição de dividendos obrigatórios ao final de cada


exercício social, pelo lançamento seguinte:

D Lucros acumulados (PL)


C Dividendos a pagar (passivo)

O primeiro ponto a salientar é que o estatuto é livre para fixar o percentual que
pagará a título de dividendos obrigatórios. Vejam! Se o estatuto falar que temos que
aplicar 40% do lucro líquido, então temos de tirar 40% do lucro líquido. Não fazemos
qualquer ajuste. Se o estatuto falar que é 80% do lucro ajustado, conforme a
determinação lá constante, então procederemos deste modo. O estatuto, desde que
esteja nos ditames legais, é soberano para fixar o quanto quiser.
Apenas nas hipóteses explicadas a seguir é que utilizamos o lucro ajustado.
Em uma sociedade por ações, geralmente temos dois tipos de acionistas: ordinários
(que têm direito a voto) e preferenciais (que, geralmente, abrem mão do seu direito a
voto em troca de pagamento de dividendos melhores).
E se o estatuto não fixar o percentual, não fixar base de cálculo, não falar nada?
Pois bem, se o estatuto for omisso sobre o valor a ser pago a título de dividendos,
aplicamos a regra prevista no inciso I do artigo 202, que propõe:

Art. 202. Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório,


em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto ou, se
este for omisso, a importância determinada de acordo com as seguintes
normas:
I - metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos
seguintes valores:
a) importância destinada à constituição da reserva legal (art. 193); e
b) importância destinada à formação da reserva para contingências (art.
195) e reversão da mesma reserva formada em exercícios anteriores;

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Caso o estatuto seja OMISSO, temos de ajustar a base de acordo com o exposto
acima.

Base de cálculo ajustada: 50% x [Lucro líquido Reserva legal Reserva


para contingências + Reversão de reserva para contingências Reserva
de incentivos fiscais (facultativo) Reserva de prêmio na emissão de
debêntures (facultativo)].

Contudo, caso venha a fixar depois, não poderá fazê-lo em menos de 25% do
percentual do lucro líquido ajustado, mostrado acima.
Fica assim:

Dividendos
Estatuto expresso Fixa o quanto quiser
Estatuto omisso (base de Lucro líquido do exercício
cálculo): 50% do lucro líquido - Reserva legal
ajustado, que é encontrado da - Reserva para contingências
seguinte maneira + Reversão de reserva para contingências
- Reserva de incentivos fiscais (facultativo)
- Reserva emissão de debent. (facultativo)
Se fixar depois Mínimo 25% do valor do lucro ajustado acima

Então, vamos praticar?

(CESPE/Auditor/TCM BA/2018) Considere que o estatuto de determinada


companhia aberta seja omisso quanto à distribuição de dividendos. Nesse caso,
a lei 6404/76 prevê que, após a constituição das reservas, sobre o LLE, os
acionistas terão direito a:
A) 10% B) 20% C) 35% D) 45% E) 50%
Comentários:
Caso o estatuto seja OMISSO, temos de ajustar a base de acordo com o exposto
acima.
Base de cálculo ajustada: 50% x [Lucro líquido Reserva legal Reserva para
contingências + Reversão de reserva para contingências Reserva de
incentivos fiscais (facultativo) Reserva de prêmio na emissão de debêntures
(facultativo)].
Gabarito → E

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(FCC/Esp. Regulação/ARTESP/2017) A empresa Praia do Forte S.A. obteve, em


2016, Lucro Líquido no montante de R$ 100.000,00. No início de 2016, a
empresa possuía Capital Social de R$ 800.000,00, Reserva Legal de R$
70.000,00, Reserva de Capital de R$ 75.000,00 e Reserva para Contingências de
R$ 100.000,00. Sabendo que o Estatuto Social da empresa não define o
percentual para pagamento de dividendos mínimos obrigatórios e que a
Assembleia Geral já tinha informado que reverteria o saldo da Reserva de
Contingência, o valor distribuído na forma de dividendos mínimos obrigatórios,
em 2016, foi, em reais,
(A) 23.750,00.
(B) 97.500,00.
(C) 50.000,00.
(D) 48.750,00.
(E) 47.500,00.
Comentários:

Dividendo Mínimo Obrigatório


Lucro líquido do exercício R$ 100.000,00
(-) Reserva legal (5% do LL) -R$ 5.000,00
(+) Reversão de reserva para contigências R$ 100.000,00
Total R$ 195.000,00
50% Lucro Ajustado R$ 97.500,00

Gabarito → B
(FCC/Contabilidade/TRE SP/2017) A diretoria da empresa BMS Beer S. A. está
preocupada com a distribuição de dividendos. O Lucro Líquido da empresa em
2016 foi R$ 200.000,00. No início de 2016, o Capital Social da empresa era R$
1.000.000,00, o saldo da Reserva Legal era R$ 150.000,00 e o saldo da Reserva
Estatutária era R$ 100.000,00.
O Estatuto Social da empresa determina a seguinte destinação do lucro:
àR àL à de acordo com a Lei nº 6.404/76.
àR àE à à à à à à
àD àM àO à à à à à
Sabendo-se que, de acordo com o orçamento de capital aprovado em
assembleia, a empresa precisaria reter R$150.000,00 do lucro para realizar os
investimentos esperados, o valor retido como Reserva para Expansão e o valor
distribuído como Dividendo Mínimo Obrigatório foram, respectivamente, em
reais,
a) 110.000,00 e 60.000,00.

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b) 113.000,00 e 57.000,00.
c) 150.000,00 e 20.000,00.
d) 113.000,00 e 60.000,00.
e) 110.000,00 e 57.000,00.
Comentários:
Questão com muitas informações, mas relativamente simples para resolver.
Vamos lá:
Limite da reserva legal Capital social x 20%
1.000.000 x 20% 200.000

Limite
==5a120==

Limite calculado 200.000


(-) Reserva já constituída -150.000
Máximo que pode constituir 50.000

Reserva legal Lucro x 5%


200.000 x 5%
10.000

Dividendos Lucro x 30%


200.000 x 30%
60.000

Reserva estatutária Lucro x 10%


200.000 x 10%
20.000

Até agora temos:

Lucro líquido 200.000


- Reserva legal -10.000
- Reserva estatutária -20.000
- Dividendos obrigatórios -60.000
Saldo 110.000

A empresa gostaria de destinar $150.000 para Reserva para Expansão, mas só


sobrou $110.000.
Assim, irá destinar esse valor ($110.000) para Reserva para Expansão e $60.000
para dividendos mínimos obrigatórios.
Gabarito → A.

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11 - DIVIDENDOS ADICIONAIS
Os dividendos mínimos obrigatórios devem figurar no passivo, na data do balanço.
Quanto aos dividendos adicionais, serão contabilizados ou não, dependendo da data
em que forem declarados. Ou seja, se a empresa fechar as demonstrações contábeis
em 31.12.X1, e declarar dividendos adicionais em janeiro ou fevereiro de X2, tais
dividendos não serão contabilizados no balanço de 31.12.X1. Serão apenas
divulgados em Nota Explicativa.
Por outro lado, os dividendos adicionais que forem declarados pela assembleia geral
ou outro órgão competente antes da data base das demonstrações contábeis,
atendem aos requisitos de obrigação presente e, portanto, devem figurar nas
Demonstrações Contábeis da entidade.
A parcela do dividendo mínimo obrigatório, que se caracterize efetivamente como
uma obrigação legal, deve figurar no passivo da entidade. Mas a parcela da proposta
dos órgãos da administração à assembleia de sócios que exceder a esse mínimo
obrigatório deve ser mantida no patrimônio líquido, em conta específica, do tipo
à à à à à à à à à à à à
pelos sócios. Afinal, esse dividendo adicional ao mínimo obrigatório não se
caracteriza como obrigação presente na data do balanço, já que a assembleia dos
sócios ou outro órgão competente poderá, não havendo qualquer restrição
estatutária ou contratual, deliberar ou não pelo seu pagamento ou por pagamento
por valor diferente do proposto.
Portanto, a contabilização dos dividendos fica assim:

Tratamento Dos Dividendos


1) Dividendos obrigatórios: ficam contabilizados no Passivo, na data do
fechamento das demonstrações contábeis.
2) Dividendos adicionais:
2.1) Declarados após o período contábil: Não são contabilizados, sendo
apenas divulgados em Nota Explicativa.
2.2) Declarados antes do período contábil: ficam no Patrimônio Líquido,
até a aprovação pela Assembleia, quando são transferidos para o Passivo.

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12 - ADIANTAMENTO PARA AUMENTO DE CAPITAL


Falaremos do adiantamento para aumento do capital social, que é o recurso recebido
pela empresa de seus sócios/acionistas para ser utilizado no aumento do capital
social.
Suponha que determinada empresa tenha recebido R$ 100.000,00 de determinado
sócio como adiantamento para um futuro ingresso na sociedade.
Nesta hipótese, como fazer a classificação?!
O lançamento é o seguinte:

D - Bancos 100.000 (Ativo)


C - Adiantamento para aumento de capital 100.000 (Passivo)

Mas por que passivo? Não é um sócio que está integralizando capital próprio?
Vejam, meus caros, que, na verdade, não está havendo integralização, mas somente
um adiantamento para uma FUTURA entrada do sócio, o que, de fato, ainda não se
concretizou.
Repito, classifica-se no passivo por se tratar de uma OBRIGAÇÃO da empresa perante
terceiros, haja vista que ainda não é integrante do quadro societário.
Quando houver a formalização da entrada do sócio, lançaremos:

D - Adiantamento para aumento de capital 100.000 (reduzindo o passivo)


C - Capital social 100.000 (patrimônio líquido)

É este o lançamento EM REGRA.


Digo em regra, porque esses adiantamentos também poderão ser classificados no
patrimônio líquido, numa única hipótese: quando os recursos forem recebidos com
cláusula de absoluta condição de permanência na sociedade, não havendo, assim,
por que considerá-los como exigíveis. Nesta hipótese, o valor adiantado deve ser
considerado como destacado do capital social total da empresa.
Portanto, ficamos assim:

Adiantamento Para Aumento De Capital


Regra → passivo exigível
Exceção → quando não houver hipótese de restituição = PL

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13 - LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS


A conta lucros ou prejuízos acumulados é uma conta do PL.
A conta lucros acumulados não pode mais constar no Balanço Patrimonial, quando
do fechamento da demonstração. Não é mais possível, com as mudanças recentes
advindas na contabilidade, que a empresa retenha lucros injustificadamente. Alguns
autores afirmam, erroneamente, que esta conta deixou de existir. Tal afirmação está
inconsistente, posto que a conta lucros acumulados pode ser utilizada
temporariamente (antes do fechamento do balanço), sendo que a partir dela
distribuímos os lucros do exercício as mais diversas finalidades. Sendo uma conta de
PL, o seu saldo é credor.
Ressalve-se, contudo, que a conta prejuízos acumulados diminui o PL, tendo, assim,
saldo devedor.

- A conta lucros acumulados é uma conta temporária do patrimônio líquido. Ela


recebe o resultado do exercício que não mais pode ficar ali retiro
injustificadamente.
- A conta prejuízos acumulados pode continuar a existir normalmente.
Anote-se, ainda, que, nos termos da Resolução 1.157/2009 do CFC:

115. A obrigação de essa conta não conter saldo positivo aplica-se


unicamente às sociedades por ações, e não às demais, e para os balanços
do exercício social terminado a partir de 31 de dezembro de 2008. Assim,
saldos nessa conta precisam ser totalmente destinados por proposta da
administração da companhia no pressuposto de sua aprovação pela
assembleia geral ordinária.
116. Essa conta continuará nos planos de contas, e seu uso continuará a
ser feito para receber o resultado do exercício, as reversões de
determinadas reservas, os ajustes de exercícios anteriores, para distribuir
os resultados nas suas várias formas e destinar valores para reservas de
lucros.

Então, vamos praticar?


(FGV/Analista Contábil/DPE MT/2015) De acordo com a Lei nº 11.638/07,
assinale a opção que indica a conta que não deve constar do patrimônio líquido
de uma empresa brasileira, constituída na forma de sociedade por ações, na
data do encerramento do exercício social.
a) Lucros Acumulados.
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b) Prejuízos Acumulados.
c) Reservas de Capital.
d) Ações em tesouraria.
e) Provisão para Contingências.
Comentários:
O gabarito da banca foi a letra a. A letra e também estaria correta. Todavia, a
questão solicita o tratamento de acordo com a Lei 11.638/2007, que acabou
com a possibilidade de manutenção de lucros injustificadamente no PL, por isso
o gabarito assinalado pela FGV.
A provisão é uma conta do passivo, independentemente das mudanças
legislativas.
Gabarito → A.
É muito importante salientar também que há uma ordem na absorção de prejuízos,
caso existente.
Segundo a Lei 6.404/76:

Art. 189. Parágrafo único. O prejuízo do exercício será obrigatoriamente


absorvido pelos lucros acumulados, pelas reservas de lucros e pela reserva
legal, nessa ordem.

Absorção do prejuízo

1° Lucros
acumulados

2° Reservas de lucros

3° Reserva legal

*Podem ser utilizadas também as reservas de capital (facultativamente).

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Muitas vezes é difícil decorar todas essas regras para a prova. Portanto, para decorar
as regras de absorção do prejuízo previstas no artigo 189, parágrafo único, grave o
seguinte: A LUA RELUZ AO RELENTO NA CAPITAL!
1º) LUcros Acumulados (Lua)
2º) REserva de LUcros (Reluz)
3º) REserva LEgal (Relento)
4º) Reservas de CAPITAL (Na capital)
Viu como fica mais fácil?

14 - CUSTO DAS TRANSAÇÕES


Aqui é crucial entender que o custo de transação deve ser contabilizado ao longo do
tempo. Antigamente, o custo de transação ia diretamente para o resultado.
Assim, se uma empresa captasse 10.000 com custo de transação de 800 para pagar
em 2 meses, com juros de 10% ao mês, a contabilização inicial ficava assim:
(Observação: vamos usar juros simples, nesse exemplo, mas o correto é usar juros
compostos método exponencial).

D Caixa (ativo) 9200


D Custos de transação (resultado) 800
C Empréstimo a pagar 10.000

Essa é a contabilização anterior, que foi mudada.


Atualmente, os custos de transação devem ser apropriados pelo tempo do
empréstimo.
Dessa forma, ao invés de contabilizar 800 no resultado, vamos contabilizar 400 no
primeiro mês e 400 no segundo mês.
Assim:

D Caixa (ativo) 9200


D Custos a amortizar (redutora do passivo) 800
C Empréstimo a pagar 10.000

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Depois de um mês, a empresa contabiliza metade dos custos para o resultado:

D Despesa financeira (resultado) 400


C - Custos a amortizar (redutora do passivo) 400

No segundo mês, a empresa contabiliza o restante:

D Despesa financeira (resultado) 400


C - Custos a amortizar (redutora do passivo) 400

Portanto, os custos de transação vão para o resultado de forma proporcional ao


tempo do empréstimo, e não de imediato, como era antigamente.
Além dos custos, a empresa também deve contabilizar os juros mensais (no nosso
exemplo, de 1.000 por mês, ou seja, 10% do principal).
E o que são custos de transação?
Segundo o CPC 08:

Custos de transação são somente aqueles incorridos e diretamente


atribuíveis às atividades necessárias exclusivamente à consecução das
transações citadas no item 2.
São, por natureza, gastos incrementais, já que não existiriam ou teriam
sido evitados se essas transações não ocorressem.
Exemplos de custos de transação são:
i) gastos com elaboração de prospectos e relatórios;
ii) remuneração de serviços profissionais de terceiros (advogados,
contadores, auditores, consultores, profissionais de bancos de
investimentos, corretores etc.);
iii) gastos com publicidade (inclusive os incorridos nos processos de road-
shows);
iv) taxas e comissões;
v) custos de transferência;
vi) custos de registro etc.

(CESPE/Auditor/TCE PB/2018) O CPC definiu custo de transação como o gasto


incorrido e diretamente atribuível, entre outras, às atividades necessárias à
distribuição primária de ações ou bônus de subscrição. Ainda segundo o CPC, o
referido custo, quanto à sua natureza, é um gasto:
A) fixo.
B) incremental.
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C) operacional.
D) diferencial.
E) financeiro.
Comentários:
Vejam que os custos de transação são gastos incrementais, já que não existiriam
caso nenhuma transação fosse feita.
Gabarito → B.

14.1 - COMO RESOLVER QUESTÕES DE CUSTOS DE TRANSAÇÃO NA SUA PROVA

Vamos explicar a maneira como esse assunto provavelmente cairá na sua


prova, para que você não erre.
(FCC/DRE-RS/Analista Judiciário Contabilidade/2017) Em 31/12/2015 uma
empresa obteve um empréstimo no valor de R$ 1.000.000,00 com as seguintes
características:
Prazo total: 6 anos
Taxa de juros compostos: 10% ao ano
Pagamentos: parcelas iguais e anuais de R$ 229.607,00
Para a obtenção do empréstimo a empresa incorreu em custos de transação no
valor total de R$ 30.000,00, pagos no ato da assinatura, fazendo com que a taxa
de custo efetivo do empréstimo fosse 11% ao ano. Sabendo que a empresa
efetuou o pagamento da primeira parcela na data do vencimento, o
a) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e não
circulante) no Balanço Patrimonial de 31/12/2016 foi R$ 847.093,00.
b) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 100.000,00.
c) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 229.607,00.
d) impacto total no passivo, no momento da captação, foi R$ 1.000.000,00.
e) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e não
circulante) no Balanço Patrimonial de 31/12/2016 foi R$ 870.393,00.
Comentários:
Passo 1: Quanto entrou no caixa relativo ao empréstimo?
O que importa aqui é o valor efetivamente recebido. Se a empresa esperava receber
X, mas só recebeu Y, o cálculo será em cima de Y.
O empréstimo foi de R$ 1.000.000,00, com custos de transação, pagos no ato do
empréstimo, no valor de R$ 30.000,00.
Portanto, a captação líquida foi de R$ 970.000,00.

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Passo 2: Qual o valor dos juros?


Serão 6 parcelas no valor de R$ 229.607,00 cada. Os juros devem ser registrados no
resultado de acordo com o período de competência.
Portanto, 6 x R$ 229.607 = R$ 1.377.642,00.
Os juros, portanto, serão de R$ 1.377.642,00 1.000.000,00 = R$ 377.642,00.
Esse valor também fica como encargo a transcorrer.
Passo 3: Fazer a contabilização inicial
Agora podemos fazer a contabilização inicial.
Lembrando que os encargos a transcorrer ficam os juros e os custos de transação
377.642 + 30.000 = 407.642.
No momento da contratação do empréstimo a empresa efetuou a seguinte
contabilização:

D Caixa (pela captação líquida) 970.000,00


D Encargos Financeiros a amortizar (redutora do passivo) 407.642,00
C Empréstimos e financiamentos (Passivo) 1.377.642,00

Passivo
Empréstimos e Financiamentos: 970.000,00

Ou, analiticamente:

Passivo
Empréstimos e financiamentos $ 1.377,642,00
(-) Custos a amortizar (redutora do passivo) $ 407.642,00

Ok! Tranquilo até aqui, não?


Passo 4: Olhar o que ocorreu no transcurso do tempo.
Em 31.12.2016, isto é, após um ano após a contratação do empréstimo, temos que
fazer:
1 - A apropriação dos encargos financeiros na DRE;
2 - Efetuar a contabilização do pagamento da primeira parcela dos empréstimos.
Correto? Basta pensar um pouco e você chegará a essa conclusão.
Para encontrarmos o valor que será apropriado ao resultado (encargos a transcorrer
juros + custo de transação) temos que multiplicar a taxa efetiva de juros pela
captação líquida do empréstimo, ou seja, valor do empréstimo menos custo de
transação.

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Esquematizemos:

Ano Valor inicial Encargos 11% Subtotal Pagamento Saldo final


2016 970.000 106.700 1.076.700 - 229.607 847.093

Explicando!
Você pegou o valor líquido e multiplicou pela taxa efetiva, que é a taxa considerando
os juros e o custo de transação! Tudo bem?
Ou seja, valor inicial x juros efetivos. Somando, encontraremos o valor devido
atualizado da dívida, que, no caso, deu R$ 1.076.700.
O valor que irá para o resultado será de R$ 106.700,00.
O pagamento foi informado na questão, que é de R$ 229.607,00.
Subtraindo, encontraremos o saldo final devido em 2016.
Esquematizemos:

Empréstimo 1.000.000,00
Custos de transação (300.000,00)
Empréstimo líquido 970.000,00
x Taxa efetiva 11%
Encargos Financeiros de 2016 106.700,00

Passo 5: Pronto! Você já resolveu a sua questão!


Vamos ver as nossas alternativas?
a) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e não circulante) no
Balanço Patrimonial de 31/12/2016 foi R$ 847.093,00.
Correto! Esse é o nosso gabarito. É o saldo final que encontramos naquela tabela
acima.
b) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 100.000,00.
Errado! Foi de R$ 106.700,00.
c) valor dos encargos financeiros de 2016 foi R$ 229.607,00.
Errado. Foi de R$ 106.700,00.
d) impacto total no passivo, no momento da captação, foi R$ 1.000.000,00.
Errado. O passivo aumentou em R$ 1.377.642,00 pelo empréstimo a pagar e diminuiu
R$ 407.642,00 pelos encargos a transcorrer.
e) saldo total apresentado para as contas de passivo (circulante e não circulante) no
Balanço Patrimonial de 31/12/2016 foi R$ 870.393,00.
Errado também.

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Passo 6: Agora, se quiser, pode fazer esse cálculo para os demais períodos.

An o Valo r in ic ial En c argo s 1 1 % Su b to tal P agamen to Sald o fin al


2016 970.000,00 106.700,00 1.076.700,00 - 229.607,00 847.093,00
2017 847.093,00 93.180,23 940.273,23 - 229.607,00 710.666,23
2018 710.666,23 78.173,29 788.839,52 - 229.607,00 559.232,52
2019 559.232,52 61.515,58 620.748,09 - 229.607,00 391.141,09
2020 391.141,09 43.025,52 434.166,61 - 229.607,00 204.559,61
2021 204.559,61 22.501,56 227.061,17 - 229.607,00 - 2.545,83

Esse valor remanescente de R$ 2.545,83 (pago a maior), foi por uma impropriedade
da questão.
Deveria estar zerado.
Gabarito → A

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15 - NOTAS EXPLICATIVAS
A seguir, um exemplo de notas explicativas das Lojas Americanas:

Fonte: http://ri.lasa.com.br/upload/2otrimestre/00002237.pdf

15.1 - NOTAS EXPLICATIVAS SEGUNDO A LEI 6.404/76

Como já dissemos, o patrimônio societário sofre constante movimento, haja vista que
sofrem atos de gestão contínua. Esses acontecimentos podem ser divididos
basicamente em dois grandes grupos:
A) Atos contábeis.
B) Fatos contábeis.

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Os atos contábeis são acontecimentos que ocorrem na entidade e não provocam


alterações do patrimônio, tais como admissão de empregados, assinatura de um
contrato de compra, venda, o aval de um título de crédito, uma fiança prestada em
favor de terceiros.
Os atos relevantes que façam parte das atividades da empresa devem ser
apresentados em notas explicativas, como ordena a Lei 6.404/76:

Art. 176. (...) § 4º As demonstrações serão complementadas por notas


explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis
necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados
do exercício.
Art. 176. (...) § 5o As notas explicativas devem: (Redação dada pela Lei nº
11.941, de 2009)
I apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações
financeiras e das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas
para negócios e eventos significativos; (Incluído pela Lei nº 11.941, de
2009)
II divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no
Brasil que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das
demonstrações financeiras; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
III fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias
demonstrações financeiras e consideradas necessárias para uma
apresentação adequada; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
IV indicar: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais,
especialmente estoques, dos cálculos de depreciação, amortização e
exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos
ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do
ativo; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes (art. 247,
parágrafo único); (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas
avaliações (art. 182, § 3o ); (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias
prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou
contingentes; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a
longo prazo; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
f) o número, espécies e classes das ações do capital social; (Incluído pela
Lei nº 11.941, de 2009)
g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no
exercício; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
h) os ajustes de exercícios anteriores (art. 186, § 1o); e (Incluído pela Lei nº
11.941, de 2009)
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i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que


tenham, ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e
os resultados futuros da companhia. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

Além das demonstrações financeiras (Balanço Patrimonial, DRE, DMPL, DFC, DVA),
são necessárias outras informações complementares para enriquecer os relatórios e
evitar que os mesmos se tornem enganosos.
Essas informações são veiculadas para auxiliar o usuário das Demonstrações
Financeiras a entendê-las melhor. Visam apresentar esclarecimentos aos usuários
externos.
As explicações devem ser relevantes quantitativa e qualitativamente, e podem estar
na forma descritiva, na forma de quadros analíticos suplementares ou em outras
formas.
Normalmente, tais explicações são feitas através das Notas Explicativas, que
acompanham as Demonstrações Financeiras.
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis CPC no pronunciamento
P à C à B à à à à à à N à
Explicativas:

15.2 - NOTAS EXPLICATIVAS SEGUNDO O CPC 00 ESTRUTURA CONCEITUAL


BÁSICA DA CONTABILIDADE

Notas Explicativas e Demonstrações Suplementares

4.43. Um item que possui as características essenciais de elemento, mas


não atende aos critérios para reconhecimento pode, contudo, requerer
sua divulgação em notas explicativas, em material explicativo ou em
quadros suplementares. Isso é apropriado quando a divulgação do item for
considerada relevante para a avaliação da posição patrimonial e
financeira, do desempenho e das mutações na posição financeira da
entidade por parte dos usuários das demonstrações contábeis.

Portanto, as Notas Explicativas, quando bem elaboradas, constituem informação


essencial para o correto entendimento e utilização das Demonstrações Financeiras.

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15.3 - NOTAS EXPLICATIVAS SEGUNDO O CPC 26 APRESENTAÇÃO DAS


DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

112. As notas explicativas devem:


(a) apresentar informação acerca da base para a elaboração das
demonstrações contábeis e das políticas contábeis específicas utilizadas de
acordo com os itens 117 a 124;
(b) divulgar a informação requerida pelos Pronunciamentos, Orientações e
Interpretações que não tenha sido apresentada nas demonstrações
contábeis; e
(c) prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas
demonstrações contábeis, mas que seja relevante para sua compreensão.

As notas devem ser apresentadas, tanto quanto seja praticável, de forma sistemática.
Cada item das demonstrações contábeis deve ter referência cruzada com a respectiva
informação apresentada nas notas explicativas.

117. A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis


significativas:
(a) a base (ou bases) de mensuração utilizada(s) na elaboração das
demonstrações contábeis; e
(b) outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a
compreensão das demonstrações contábeis.

É importante que os usuários estejam informados sobre a base ou bases de


mensuração utilizada(s) nas demonstrações contábeis (por exemplo, custo histórico,
custo corrente, valor realizável líquido, valor justo ou valor recuperável) porque a
base sobre a qual as demonstrações contábeis são elaboradas afeta
significativamente a análise dos usuários. Quando mais de uma base de mensuração
for utilizada nas demonstrações contábeis, por exemplo, quando determinadas
classes de ativos são reavaliadas (se permitido legalmente), é suficiente divulgar uma
indicação das categorias de ativos e de passivos à qual cada base de mensuração foi
aplicada.
Ao decidir se determinada política contábil deve ou não ser divulgada, a
administração deve considerar se sua divulgação proporcionará aos usuários melhor
compreensão da forma em que as transações, outros eventos e condições estão
refletidos no desempenho e na posição financeira relatadas.
As entidades devem divulgar informações que permitam aos usuários das
demonstrações contábeis avaliar seus objetivos, políticas e processos de gestão de
capital.

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A entidade deve divulgar nas notas explicativas informação acerca dos principais
pressupostos relativos ao futuro, e outras fontes principais da incerteza das
estimativas à data do balanço, que tenham risco significativo de provocar
modificação material nos valores contábeis de ativos e passivos durante o próximo.
Com respeito a esses ativos e passivos, as notas explicativas devem incluir detalhes
informativos acerca:
(a) da sua natureza; e
(b) do seu valor contábil à data do balanço.

137. A entidade deve divulgar nas notas explicativas:


(a) o montante de dividendos propostos ou declarados antes da data em
que as demonstrações contábeis foram autorizadas para serem emitidas e
não reconhecido como uma distribuição aos proprietários durante o
período abrangido pelas demonstrações contábeis, bem como o
respectivo valor por ação ou equivalente;
(b) a quantia de qualquer dividendo preferencial cumulativo não
reconhecido.
138. A entidade deve divulgar, caso não for divulgado em outro local entre
as informações publicadas com as demonstrações contábeis, as seguintes
informações:
(a) o domicílio e a forma jurídica da entidade, o seu país de registro e o
endereço da sede registrada (ou o local principal dos negócios, se
diferente da sede registrada);
(b) a descrição da natureza das operações da entidade e das suas
principais atividades; e
(c) o nome da entidade controladora e a entidade controladora do grupo
em última instância.
(d) se uma entidade constituída por tempo determinado, informação a
respeito do tempo de duração.

(CESPE/Auditor/CAGE RS/2018) A companhia se insere no seguimento de


comércio, importação e exportação de conservas alimentícias, doces, geleias,
sucos, frutas, cereais e outros produtos alimentícios em geral e seus derivados.
Considerando-se que o texto apresentado é parte de uma nota explicativa, é
correto afirmar que se trata de informação de contexto
A) fiscal.
B) legal.

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C) formal.
D) jurídico.
E) operacional.
Comentários:
A informação em tela tem caráter operacional, para informar aos usuários das
demonstrações contábeis o ramo em que atua.
Gabarito → E.

16 - PRINCIPAIS MUDANÇAS DAS LEIS 11.638/2007 E


11.941/2009:
Pessoal, um ponto que vez ou outro vem sendo explorado em provas de concursos
são as alterações promovidas pelas Leis 11.638/2007 e 11.941/2009. Infelizmente, é
necessário decorar.

Lei 11.638/2007:
- Fim da obrigatoriedade da demonstração de origens e aplicações de recursos
(DOAR).
- Inclusão da demonstração de fluxos de caixa (companhias abertas e fechadas com
PL maior ou superior a dois milhões).
- Inclusão da demonstração do valor adicionado para companhia abertas.
- O ativo, que antes era dividido em circulante, realizável a longo prazo e permanente
(investimento, imobilizado e diferido), passou a ser dividido em circulante, realizável
a longo prazo e permanente (investimento, imobilizado, diferido e intangível).
- Permanecem no imobilizado somente os bens corpóreos. Os incorpóreos vão para o
intangível.
- Atenção: o diferido permaneceu vigente após a Lei 11.638/2007.
- Inclusão do teste de recuperabilidade para bens do ativo imobilizado, intangível e
diferido.
- Proibição da retenção injustificada de lucros acumulados. Somente pode figurar, a
partir de Lei à à à à à à à à àN à
pode existir lucros acumulados (essa conta continua a existir transitoriamente).
- Extinção das reservas de capital de doações e subvenções e prêmio na emissão de
debêntures.

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- Extinção da reserva de reavaliação.


- Criação do ajuste de avaliação patrimonial.
- Criação do ajuste a valor presente para ativos e passivos de longo prazo (sempre) e
de curto prazo (quando relevante).
- Aplicação de alguns conceitos da Lei 6.404/76 pra as sociedades de grande porte
(ativo total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual superior a 300 milhões).
Lei 11.941/2009:
- O ativo, que antes era dividido em circulante, realizável a longo prazo e permanente
(investimento, imobilizado, diferido e intangível), passou a ser dividido em circulante
e não circulante (realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível). O
realizável a longo prazo foi para dentro do não circulante.
- Extinção do diferido.
- O passivo que antes era classificado em circulante, exigível a longo prazo e resultado
de exercícios futuros, passou a ser classificado em circulante e não circulante.
- O resultado de exercícios futuros foi extinto. As receitas diferidas (que surgiram no
lugar) foram para dentro do não circulante
Então, Vamos praticar:

(CESPE/Auditor/TCE PB/2018) A Lei n.º 11.638/2007, que introduziu alterações


na forma de elaboração e de apresentação das demonstrações contábeis das
companhias, determinou a:
A) extinção da demonstração de origens e aplicações de recursos.
B) adoção do procedimento de redução ao valor recuperável dos ativos.
C) segregação do ativo fixo no grupo físico e no grupo imaterial.
D) vedação de lançamentos em contas de ativo diferido.
E) proibição do uso da conta de lucros ou prejuízos acumulados
Comentários:
A) extinção da demonstração de origens e aplicações de recursos.
Questão incorreta! A DOAR deixou de ser obrigatória, apenas.
B) adoção do procedimento de redução ao valor recuperável dos ativos.
Este é o nosso gabarito!

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C) segregação do ativo fixo no grupo físico e no grupo imaterial.


Houve criação do intangível com a Lei 11.638. Todavia, a nomenclatura utilizada
na questão está incorreta.
D) vedação de lançamentos em contas de ativo diferido.
O diferido permaneceu vigente com a edição da Lei 11.638.
E) proibição do uso da conta de lucros ou prejuízos acumulados.
Incorreto. Prejuízos acumulados ainda existem. O que se vedou foi a retenção
injustificada de lucros.
Gabarito → B.

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17 - RESUMO PASSIVO E PL

17.1 - PASSIVO E RECEITA DIFERIDA

1) O passivo exigível basicamente pode ser dividido em passivo circulante e não circulante.
Exemplos: Impostos a pagar, provisão para contingências, salários a pagar, ICMS a recolher,
provisão para IR, FGTS a recolher, duplicatas a pagar, fornecedores, entre outros.
2) O grupo resultado de exercícios futuros REF foi extinto com a edição da MP 449 e Lei
11.941/2009. Em seu lugar, deve ser usada a conta receitas diferidas, que fica no passivo não
circulante. O saldo que porventura existente no REF deve ser reclassificado para receita diferida. O
exemplo clássico explorado pelas bancas de resultado de exercícios futuros (agora receita diferida,
no passivo não circulante) são os aluguéis recebidos antecipadamente. São diversas questões da
banca que versam sobre este tema.
3) Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício
social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo. O exercício
social continua a ser de um ano.

17.2 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO

4) Estrutura do PL:

PATRIMÔNIO LÍQUIDO
ANTES LEI 11.638/07 APÓS LEI 11.638/07
E LEI 11.941/09
Capital Social Capital Social
(-) Capital a Realizar (-) Capital a Realizar
Reserva de Lucro Reserva de Lucro
Reserva de Capital Reserva de Capital
Reserva de Reavaliação Ajuste de Avaliação Patrimonial
+ - Lucro ou Prejuízo Acumulado (-) Prejuízo Acumulado
(-) Ações em Tesouraria (-) Ações em Tesouraria

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5) O capital social é a conta do PL composta pelas ações subscritas na constituição da sociedade ou


com o aumento de capital. É dividido em capital social e capital social a realizar.
6) Os gastos com emissão de ações, a partir de 2008, não mais podem ser tratados como despesas
do período. Passam a figurar como redução do valor obtido do capital social.
7) As reservas de capital são valores recebidos pela empresa (dos sócios ou de terceiros) que não
se configuram como receita, isto é, não transitam pelo resultado do exercício, sendo contabilizadas
diretamente à conta de Patrimônio Líquido.
8) São reservas de capital:

Reservas de capital
Ágio na emissão de ações
Produto da alienação de partes beneficiárias
Produto da alienação de bônus de subscrição

9) Com as modificações recentes ocorridas na contabilidade (Leis 11.638 e 11.941) as doações e


subvenções para investimento e os prêmios na emissão de debêntures não serão mais classificados
como reservas de capital, devendo ser registrados como receitas do exercício, de acordo com o
Princípio da Competência.
10) Utilização das reservas de capital:

Utilização das reservas de capital


Absorção de prejuízos (não suportados por reservas de lucros e lucros acumulados)
Resgate, reembolso, compra de ações
Resgate de partes beneficiárias
Incorporação ao capital social
Pagamento de dividendos a ações preferenciais, se for assegurado

11) Reserva de capital para alienação de partes beneficiárias:

Reserva de capital - Partes beneficiárias


Exclusiva para companhias fechadas
Estranhas ao capital social
Lucro eventual contra a companhia (menor que 10%)
Gera lançamento somente a alienação onerosa

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12) Contabilização da subvenção de doação governamental

Cumpre a
Recebe o terreno Vai para o passivo
condição

Vai para receita


Regime de Vai para receita
(proporção das
competência diferida
despesas)

Pode constituir
reserva de
incentivos fiscais

13) Ajuste de avaliação patrimonial. Antes das alterações da Lei das S.A, havia no patrimônio
líquido a conta reserva de reavaliação. Esta conta foi suprimida, surgindo então o ajuste de
avaliação patrimonial. Contudo, não se trata de mera alteração de nome. A reavaliação que se
aplicava aos bens tangíveis do ativo permanente e que poderia ser ou não realizada, a bel-prazer
dos acionistas, deixou de existir. Ademais, o ajuste de avaliação patrimonial serve tanto para
aumentar como para reduzir valores de ativos e de passivos, enquanto que a reavaliação servia
apenas para o aumento de bens do permanente.
14) As ações em tesouraria são ações da empresa adquiridas pela própria empresa e mantidas na
tesouraria. A aquisição de ações de emissão própria e sua alienação são também transações de
capital da entidade com seus sócios e igualmente não devem afetar o resultado da entidade. A
à à à à à à àP àL à PL
- Se tiver ganho na venda das ações em tesouraria: fica no PL, numa reserva de capital, semelhante
à reserva de prêmio na emissão de ações.
- Se tiver perda, também fica no PL, e vai diminuir a reserva que serviu de lastro para a aquisição
das ações em tesouraria.

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15) São reservas de lucros:

Reservas de lucros
Reserva legal
Reservas estatutárias
Reservas para contingências
Reservas de incentivos fiscais
Reservas de retenção de lucros
Reserva de lucros a realizar
Reserva especial para dividendos obrigatórios não distribuídos
Reserva de prêmio na emissão de debêntures

16) Reserva legal:

Antes de qualquer
5% do lucro líquido
destinação

Obrig.: 20% do capital


social realizado
Limites
Reserva legal
Facult.: Res. Leg. + Res.
Cap. = 30% Cap. Soc.
Integridade do capital
social
Aumentar capital

Utilização

Compensar prejuízos

17) Reservas estatutárias:

Reservas estatutárias. Podem ser previstas no estatuto, se:


Indicar a sua finalidade
Fixar os critérios
Fixar a parcela a ser destinada
Estabelecer o limite máximo

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18) Reserva de contingências: A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da


administração, destinar parte do lucro líquido à formação de reserva com a finalidade de
compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo
valor possa ser estimado (LSA, art. 195).
19) Diferença: Reserva de contingências x Provisão para contingências

Reserva para contingência Provisões para contingências


Compensação de perda em exercício futuro Cobertura de perda em que já houve fato gerador

Segrega no PL parcela de lucros que poderia ir para Constituída independente do lucro ou prejuízo do exercício
dividendos

É revertida para lucros acumulados (ocorrendo ou não o Não há reversão de valores, em regra.
evento), integrando BC dos dividendos

Conta do PL, reserva de lucros. Não afeta resultado Conta do passivo e contrapartida em despesa no resultado.

Exemplos: geadas, inundações, secas, empresas que operam Exemplos: indenizações contratuais, contingências fiscais,
com períodos altamente lucrativos e depois com baixa trabalhistas
lucratividade

20) Reserva de lucros a realizar: No exercício em que o montante do dividendo obrigatório,


calculado nos termos do estatuto ou do art. 202 da Lei das S/A, ultrapassar a parcela realizada do
lucro líquido do exercício, a assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração,
destinar o excesso à constituição de reserva de lucros a realizar.
São considerados lucros não realizados:
- Resultado positivo com equivalência patrimonial.
- Lucro, rendimento, ganhos cuja realização financeira se dê no longo prazo
21) Regra para dividendos obrigatórios:

Dividendos
Estatuto expresso Fixa o quanto quiser
Estatuto omisso (base de Lucro líquido do exercício
cálculo): 50% do lucro líquido - Reserva legal
ajustado, que é encontrado da - Reserva para contingências
seguinte maneira + Reversão de reserva para contingências
- Reserva de incentivos fiscais (facultativo)
- Reserva emissão de debent. (facultativo)
Se fixar depois Mínimo 25% do valor do lucro ajustado acima

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22) Dividendos adicionais:


Declarados após o período contábil: Não são contabilizados, sendo apenas divulgados em Nota
Explicativa.
Declarados antes do período contábil: ficam no Patrimônio Líquido, até a aprovação pela
Assembleia, quando são transferidos para o Passivo.

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18 - MAPAS MENTAIS DESTA AULA (*ELABORADOS PELO PROFESSOR JULIO CARDOZO)

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19 - QUESTÕES COMENTADAS

19.1 - PASSIVO

1. (CESPE/DPU/Contabilidade/2016)
Em relação ao reconhecimento e mensuração de ativos e passivos, de receitas e despesas, e
de ganhos e perdas, julgue o item subsequente.
Deve-se reconhecer um passivo caso haja uma obrigação futura da entidade, derivada de
eventos passados, cuja liquidação resultará na saída de recursos da entidade capazes de gerar
benefícios econômicos.
Comentários:
O CPC 00 define passivo como uma obrigação presente e não futura da entidade, derivada de
eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes
de gerar benefícios econômicos.
Gabarito→Errado

2. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)
Denominam-se passivos exigíveis, tanto as obrigações classificadas até o término do exercício
seguinte, quanto as que irão vencer após esse término.
Comentários:
Segundo a Lei das Sociedades por Ações:

Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de


direitos do ativo não circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se
vencerem no exercício seguinte, e no passivo não circulante, se tiverem vencimento em
prazo maior, observado o disposto no parágrafo único do art. 179 desta Lei.

Como exemplo de obrigações temos: Impostos a pagar, provisão para contingências, salários a
pagar, ICMS a recolher, provisão para IR, FGTS a recolher, duplicatas a pagar, fornecedores, entre
outros.
Gabarito→Certo

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3. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)
Um passivo é uma obrigação presente advinda de eventos passados. Sua liquidação resulta,
necessariamente, na saída de recursos financeiros capazes de gerar benefícios econômicos.
Comentários:
De acordo com que está previsto no CPC 00, Passivo é uma obrigação presente da entidade,
derivada de eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da
entidade capazes de gerar benefícios econômicos.
A liquidação de uma obrigação presente geralmente implica na utilização, pela entidade, de
recursos incorporados de benefícios econômicos a fim de satisfazer o direito da outra parte. A
extinção de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas maneiras, por exemplo, por meio
de:
a) pagamento em caixa;
b) transferência de outros ativos;
c) prestação de serviços;
d) substituição da obrigação por outra; ou
e) conversão da obrigação em item do patrimônio líquido.
Uma obrigação pode também ser extinta por outros meios, tais como pela renúncia do credor ou
pela perda dos seus direitos creditícios.
Assim sendo, não é necessariamente a saída de recursos financeiros que irá promover a liquidação
do Passivo.
Gabarito→Errado

4. (CESPE/Auditor Governamental/CGE/PI/2015)
áà à à à à à à à
Comentários
Lembrando que o balanço patrimonial é composto por origens (passivo e patrimônio líquido) e
aplicações (ativo).
Como, com as mudanças contábeis, passa a viger os padrões internacionais, podemos dizer que a
conta duplicatas descontadas foi para o passivo, configurando, assim, origem de recurso.
Item incorreto.
Gabarito → Errado.

5. (CESPE/Telebrás/2013)
As obrigações com prazo original de cinco anos, cuja liquidação é prevista para seis meses
após a data do balanço, devem ser classificadas no passivo não circulante.

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Comentários
Segundo o CPC 26 Apresentação das demonstrações contábeis:

72. A entidade deve classificar os seus passivos financeiros como circulantes quando a
sua liquidação estiver prevista para o período de até doze meses após a data do
balanço, mesmo que:
(a) o prazo original para sua liquidação tenha sido por período superior a doze meses; e
(b) um acordo de refinanciamento, ou de reescalonamento de pagamento a longo prazo
seja completado após a data do balanço e antes de as demonstrações contábeis serem
autorizadas para sua publicação.

Portanto, embora o prazo original seja de cinco anos, a liquidação vai se dar no curto prazo,
classificando-se, pois, como passivo circulante.
Gabarito → Errado.

6. (CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT/10/2013)
Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação
resultará em saída de recursos da entidade.
Comentários
O passivo à à à à à à à à à à à Oà
pronunciamento CPC 00 fornece a seguinte definição:

Conceito de passivo CPC 00:


Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja
liquidação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios
econômicos.

O erro da questão está, pois, em afirmar que a liquidação resultará em saída de recursos da
entidade que poderiam gerar benefícios futuros. O CPC diz que se espera que resulte.
Imagine-se a seguinte situação. A empresa KLS tem uma dívida no valor de R$ 2.000.000,00 com a
Fazenda fluminense, decorrente de uma auto de infração lavrado por auditor fiscal. Contudo,
surpreende-se com a publicação de uma lei mais benéfica e consegue reduzir a dívida para zero.
O passivo restará liquidado. Contudo, não teremos neste hipótese a saída de recursos que seriam
capazes de gerar benefícios econômicos futuros.
Gabarito → Errado.

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19.2 - PATRIMÔNIO LÍQUIDO

7. CESPE/ABIN/Oficial Técnico de Inteligência/2018)


De acordo com dispositivos da Lei n.º 6.404/1976 e de legislação complementar, julgue o
item a seguir.
A parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para
investimentos poderá ser destinada para a constituição da reserva de incentivos fiscais, e
deverá ser incluída na base de cálculo do dividendo obrigatório.
Comentários:
A resposta da assertiva está na LSA:

Art. 195-A. A assembleia geral poderá, por proposta dos órgãos de


administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do
lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais
para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo
obrigatório.

Portanto, a primeira parte do item está correta, ao afirmar que a parcela do lucro líquido
decorrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos poderá ser destinada
para a constituição da reserva de incentivos fiscais.
Porém, temos um erro no final da assertiva, pois essa parcela poderá ser excluída e não deverá ser
incluída na base de cálculo do dividendo obrigatório.
Gabarito→ Errado

8. (CESPE/Analista/Contabilidade/TRE/PE/2017)
O patrimônio líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos
os seus passivos. A respeito do patrimônio líquido e das contas que o integram, assinale a
opção correta.
a) Ações em tesouraria são contas redutoras de patrimônio líquido, por representarem o
prejuízo assumido pela entidade ao recomprar suas próprias ações.
b) A conta denominada ajuste de avaliação patrimonial tem como função apresentar as
diferenças (positivas ou negativas) decorrentes da reavaliação de ativos imobilizados, fixos ou
instrumentos financeiros.
c) A reserva legal, constituída a partir da retenção de lucros anuais, poderá ser utilizada para
compensar a redução de lucros em períodos futuros, em percentual previamente
determinado em estatuto.
d) A diferença positiva entre o valor nominal de uma ação negociada em bolsa e o valor pago
pelo comprador configura a contabilização de uma reserva de capital.

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e) No patrimônio líquido, capital a subscrever e capital a integralizar são contas sinônimas:


ambas representam parcela do capital já subscrito e ainda não transferido à entidade.
Comentários:
Analisando cada alternativa:
a) Ações em tesouraria são contas redutoras de patrimônio líquido, por representarem o prejuízo
assumido pela entidade ao recomprar suas próprias ações.
Errado, as ações em tesouraria são ações da empresa adquiridas pela própria empresa e mantidas
na tesouraria. A aquisição de ações de emissão própria e sua alienação são também transações de
capital da entidade com seus sócios e igualmente não devem afetar o resultado da entidade. A
P L PL
As ações ficam registradas em tesouraria pelo seu valor nominal e eventuais perdas na operação
serão lastreadas pelas reservas que deu origem à operação.
b) A conta denominada ajuste de avaliação patrimonial tem como função apresentar as diferenças
(positivas ou negativas) decorrentes da reavaliação de ativos imobilizados, fixos ou instrumentos
financeiros.
Errado, antes das alterações da Lei das S.A, havia no patrimônio líquido a conta reserva de
reavaliação. Esta conta foi suprimida, surgindo então o ajuste de avaliação patrimonial. Contudo,
não se trata de mera alteração de nome.
A reavaliação que se aplicava aos bens tangíveis do ativo permanente e que poderia ser ou não
realizada, a bel-prazer dos acionistas, deixou de existir.
Ademais, o ajuste de avaliação patrimonial serve tanto para aumentar como para reduzir valores
de ativos e de passivos, enquanto que a reavaliação servia apenas para o aumento de bens do
permanente.
A nova redação prescreve o seguinte:

Art. 183, § 3o Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não
computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as
contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e
do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei
ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na
competência conferida pelo § 3o do art. 177.

Esquematizemos:

Ajuste de avaliação patrimonial


Enquanto não computado no resultado do exercício
Contrapartida de aumento ou redução do ativo ou passivo
Em decorrência da avaliação a valor justo

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A questão erra ao restringir a contabilização do Ajuste de Avaliação Patrimonial somente para os


ativos.
c) A reserva legal, constituída a partir da retenção de lucros anuais, poderá ser utilizada para
compensar a redução de lucros em períodos futuros, em percentual previamente determinado
em estatuto.
Errado, a assertiva apresenta alguns erros. Primeiro, a função da Reserva Legal não é compensar
reduções no lucro, mas prejuízos, conforme determina a LSA:

Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de
qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20%
(vinte por cento) do capital social. § 2º A reserva legal tem por fim assegurar a
integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos
ou aumentar o capital.

O outro erro é que é a lei 6404/76 que determina o percentual a ser destinado para a Reserva
Legal 5% - e não o estatuto.
d) A diferença positiva entre o valor nominal de uma ação negociada em bolsa e o valor pago pelo
comprador configura a contabilização de uma reserva de capital.
Correto, com espeque no artigo 182 da Lei das S.A´s:

Art. 182. § 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem:
a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do
preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada
à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures
ou partes beneficiárias;

e) No patrimônio líquido, capital a subscrever e capital a integralizar são contas sinônimas: ambas
representam parcela do capital já subscrito e ainda não transferido à entidade.
Errado, a conta capital a subscrever é representa a parcela de capital que ainda não foi subscrita,
mas o estatuto da empresa prevê autorização prévia para aumento de capital sem reforma
estatutária.
Gabarito→ D

9. (CESPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional/2017)


A conta de ajuste de avaliação patrimonial, integrante do patrimônio líquido, representa a
contrapartida de aumentos ou diminuições do valor de elementos patrimoniais avaliados a
valor justo, podendo ter partes de seu valor transferidas diretamente para lucros ou prejuízos
do exercício, quando da baixa dos itens patrimoniais que lhe deram causa.
Comentários:
Vejamos o que diz o art.183 da LSA:

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Art. 183, § 3o Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não
computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as
contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e
do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei
ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na
competência conferida pelo § 3o do art. 177

Como regra, os valores registrados nessa conta deverão ser transferidos para o resultado do
exercício à medida que os ativos e passivos forem sendo realizados, porém, alguns registros não
irão transitar pelo resultado, podendo ser transferidos diretamente para Lucros ou Prejuízos
Acumulados.
Gabarito→Correto

10. (CESPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016)


As reservas de capital representam uma aplicação de recursos de caráter permanente.
Comentários:
Item errado, Reservas são valores que representam elementos patrimoniais sem qualquer
característica de exigibilidade atual ou futura. As reservas de capital são valores recebidos pela
empresa (dos sócios ou de terceiros) que não se configuram como receita, isto é, não transitam
pelo resultado do exercício, sendo contabilizadas diretamente à conta de Patrimônio Líquido.
Por serem contas de Patrimônio Líquido, as reservas representam ORIGENS e não APLICAÇÕES de
recursos.
Gabarito→ Errado

11. (CESPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016)


A conta fornecedores apresenta saldo de natureza devedora e deve ser classificada no
passivo circulante, se o vencimento da obrigação ocorrer no exercício social seguinte, ou no
passivo não circulante, se o vencimento da obrigação não ocorrer no exercício seguinte.
Comentários:
A conta fornecedores possui natureza CREDORA, isto é, seu saldo aumenta a crédito e diminui a
débito. Portanto, assertiva incorreta.
Por seu turno, passivo exigível basicamente pode ser dividido em passivo circulante e não
circulante. Segundo a Lei das Sociedades por Ações:

Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de


direitos do ativo não circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se
vencerem no exercício seguinte, e no passivo não circulante, se tiverem vencimento em
prazo maior, observado o disposto no parágrafo único do art. 179 desta Lei.

Gabarito→Errado

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12. (CESPE/FUNPRESP-EXE/Contabilidade/2016)
Julgue o seguintes item, relativos à reavaliação de ativos.
Empresa que, no final de 2008, mantivesse saldo na conta reserva de reavaliação poderia
estorná-lo contra a conta lucros ou prejuízos acumulados.
Comentários:
Questão difícil! A Lei nº 11.638/07 apresentou duas alternativas para tratamento dos saldos
existentes nas Reservas de Reavaliação, conforme seu art. 6º:

á à àO à à à à à à à à à à à à à
efetiva realização ou estornados até o final do exercício social em que esta Lei entrar em
à

Isto é, as empresas puderam escolher, ao final do exercício social de 2008, por estornar os saldos
das Reservas de Reavaliação, ou por mantê los.
Se a opção foi pelo estorno, a baixa dos saldos da Reserva de Reavaliação deve ter sido completa,
isto é, todos os saldos oriundos do processo de reavaliação devem ter sido baixados: deste modo,
além da reserva propriamente dita também deveriam ser baixados os valores acrescidos nos
respectivos ativos. Nesse caso, a contabilização poderia ser:

D Reserva de Reavaliação (Patrimônio Líquido)


C Ativo (Valor Reavaliado).

Por seu turno, a outra opção foi manter os saldos existentes para que a realização da reserva seja
reconhecida à medida que os ativos reavaliados forem sendo realizados mediante depreciações ou
outras formas de redução previstas, até sua extinção.
Nesse caso, o Pronunciamento Técnico CPC 13 Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida
Provisória nº 449/08 determinou que a realização da Reserva de Reavaliação deverá ser registrada
contra a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, não devendo ser imputada ao resultado do
exercício.
A questão misturou as duas possibilidades, pois se a empresa optasse por fazer o estorno da
reserva, a contrapartida seria no item do Ativo Reavaliado e não em Lucros ou Prejuízos
Acumulados.
Gabarito→Errado

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A tabela apresenta a composição do patrimônio líquido relativo ao ano de 2014 no balanço


patrimonial da empresa Alfa. Ao final do ano de 2015, a empresa apurou um lucro líquido de
R$ 1.500.000. O saldo da reserva de contingência não foi utilizado, tampouco foi constituída
nova reserva. O capital social não sofreu alterações.
A partir das informações apresentadas, julgue os itens subsequente.
13. (CESPE/FUNPRESP-EXE/Contabilidade/2016)
A conta ajuste de avaliação patrimonial, que figura no patrimônio líquido lado credor do
balanço patrimonial pode apresentar saldo credor ou devedor.
Comentários:
O ajuste de avaliação patrimonial serve tanto para aumentar como para reduzir valores de ativos
e de passivos, vejam:

Art. 183, § 3o Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não
computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as
contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e
do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei
ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na
competência conferida pelo § 3o do art. 177.

Esquematizemos:

Ajuste de avaliação patrimonial


Enquanto não computado no resultado do exercício
Contrapartida de aumento ou redução do ativo ou passivo
Em decorrência da avaliação a valor justo

Por receberem contrapartidas ocorridas em ativos e passivos, essa conta poderá apresentar saldo
devedor ou credor no Balanço Patrimonial.
Gabarito→Correto.

14. (CESPE/FUNPRESP-EXE/Contabilidade/2016)
Por determinação legal, a empresa deverá constituir 5% do lucro líquido do período como
reserva legal e adicioná-los ao saldo já existente, o que totalizará R$ 325.000.

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Comentários:
Segundo a lei das S/As:

Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de
qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20%
(vinte por cento) do capital social.
§ 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o
saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital de que trata o § 1º
do artigo 182, exceder de 30% (trinta por cento) do capital social.
§ 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente
poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital.

Esquematizemos:
Reserva legal → 5% do LLE → Limitado a 20% do capital social.
A princípio, o valor que deveria ser destinado à Reserva Legal é de: 5% de 1.500.000= 75.000.
Porém, vamos analisar o limite de 20% do Capital Social, conforme determinação da Lei 6404/76:

20% de Capital Social = 1.600.000 x 0,20 = R$ 320.000.

A empresa já possui saldo de R$ 250.000 de Reserva Legal; se destinar mais R$ 75.000, ficará com
saldo de R$ 325.000, o que ultrapassaria o limite previsto pela norma.
Portanto, a empresa deverá destinar somente 320.000 250.000 = R$ 70.000 para Reserva Legal e
ficará com saldo de R$ 320.000
Gabarito→Errado

15. (CESPE/FUNPRESP-EXE/Contabilidade/2016)
De acordo com os procedimentos contábeis, o saldo da reserva de contingência deverá ser
revertido na contabilização do lucro líquido ajustado, visto que essa reserva não foi utilizada
no decurso do exercício social.
Comentários:
A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro
líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a diminuição
do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado (LSA, art. 195).
A proposta dos órgãos da administração deverá indicar a causa da perda prevista e justificar, com
as razões de prudência que a recomendem, a constituição da reserva (LSA, art. 195, §1º).
A reserva será revertida no exercício em que deixarem de existir as razões que justificaram a sua
constituição ou em que ocorrer a perda (LSA, art. 195, §2º).
Além disso, de acordo com a lei 6404/76:

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Art. 202. Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório, em cada
exercício, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto ou, se este for omisso, a
importância determinada de acordo com as seguintes normas:
I - metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores:
a) importância destinada à constituição da reserva legal (art. 193); e
b) importância destinada à formação da reserva para contingências (art. 195) e reversão
da mesma reserva formada em exercícios anteriores;

Gabarito→Correto.

16. (CESPE/DPU/Contabilidade/2016)
Com base nas normas de contabilidade aplicáveis às demonstrações financeiras, julgue o item
subsecutivo.
As ações em tesouraria representam as ações da companhia que são adquiridas pela própria
sociedade e devem ser registradas no patrimônio líquido, em conta credora, de modo a
aumentar, assim, o valor do capital social.
Comentários:
Item errado! As ações em tesouraria são ações da empresa adquiridas pela própria empresa e
mantidas na tesouraria. A aquisição de ações de emissão própria e sua alienação são também
transações de capital da entidade com seus sócios e igualmente não devem afetar o resultado da
entidade.
áà à à à à à redutora do Patrimônio Líquido (PL), portanto, possui natureza
devedora.
Gabarito→Errado

17. (CESPE/PC-PE/Perito Criminal/Contabilidade/2016)


A respeito das notas explicativas e das demonstrações contábeis, assinale a opção correta.
a) Os pressupostos relativos ao futuro, assim como outras fontes de incertezas, por serem
subjetivos, são objeto de relatório da administração e não de notas explicativas.
b) Os objetivos, políticas e processos de gestão de capital, por serem informações sensíveis e,
muitas vezes, restritas ao corpo diretivo da sociedade, são de divulgação facultativa em notas
explicativas.
c) Os passivos contingentes e os compromissos contratuais não reconhecidos são objeto de
divulgação em notas explicativas.
d) As divulgações não financeiras, tais como políticas de gestão do risco financeiro, não são
objeto de notas explicativas, mas, sim, de relatório da administração.
e) As bases de mensuração utilizadas nas demonstrações contábeis não são objetos de notas
explicativas.

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Comentários:
a) Os pressupostos relativos ao futuro, assim como outras fontes de incertezas, por serem
subjetivos, são objeto de relatório da administração e não de notas explicativas.
Item incorreto. Segundo o CPC 26:

125. A entidade deve divulgar, nas notas explicativas, informação acerca dos
pressupostos relativos ao futuro e outras fontes principais de incerteza nas estimativas
ao término do período de reporte que possuam risco significativo de provocar ajuste
material nos valores contábeis de ativos e passivos ao longo do próximo exercício social.

Com respeito a esses ativos e passivos, as notas explicativas devem incluir detalhes elucidativos
acerca:

(a) da sua natureza; e


(b) do seu valor contábil ao término do período de reporte.

b) Os objetivos, políticas e processos de gestão de capital, por serem informações sensíveis e,


muitas vezes, restritas ao corpo diretivo da sociedade, são de divulgação facultativa em notas
explicativas.
Errado, segundo o item 134 do CPC 26:

A entidade deve divulgar informações que permitam aos usuários das demonstrações
contábeis avaliar seus objetivos, políticas e processos de gestão de capital.

A divulgação não é facultativa, de acordo com o CPC 26.


c) Os passivos contingentes e os compromissos contratuais não reconhecidos são objeto de
divulgação em notas explicativas.
A letra c é nosso gabarito. Segundo o CPC 26:

114. Exemplos de ordenação ou agrupamento sistemático das notas explicativas


incluem:
(iv) outras divulgações, incluindo:
(1) passivos contingentes (ver Pronunciamento Técnico CPC 25) e compromissos
contratuais não reconhecidos;
(2) divulgações não financeiras, por exemplo, os objetivos e as políticas de gestão do
risco financeiro da entidade (ver Pronunciamento Técnico CPC 40). (Alterado pela
Revisão CPC 08)
134. A entidade deve divulgar informações que permitam aos usuários das
demonstrações contábeis avaliar seus objetivos, políticas e processos de gestão de
capital.

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d) As divulgações não financeiras, tais como políticas de gestão do risco financeiro, não são objeto
de notas explicativas, mas, sim, de relatório da administração.
Errado, conforme determinação do CPC 26:

114. Exemplos de ordenação ou agrupamento sistemático das notas explicativas


incluem:
(iv) outras divulgações, incluindo:
(1) passivos contingentes (ver Pronunciamento Técnico CPC 25) e compromissos
contratuais não reconhecidos;
(2) divulgações não financeiras, por exemplo, os objetivos e as políticas de gestão do
risco financeiro da entidade (ver Pronunciamento Técnico CPC 40). (Alterado pela
Revisão CPC 08)

e) As bases de mensuração utilizadas nas demonstrações contábeis não são objetos de notas
explicativas.
Item incorreto. Segundo o CPC 26, as notas devem ser apresentadas, tanto quanto seja praticável,
de forma sistemática. Cada item das demonstrações contábeis deve ter referência cruzada com a
respectiva informação apresentada nas notas explicativas.

117. A entidade deve divulgar no resumo de políticas contábeis significativas:


(a) a base (ou bases) de mensuração utilizada(s) na elaboração das demonstrações
contábeis; e
(b) outras políticas contábeis utilizadas que sejam relevantes para a compreensão das
demonstrações contábeis.

É importante que os usuários estejam informados sobre a base ou bases de mensuração


utilizada(s) nas demonstrações contábeis (por exemplo, custo histórico, custo corrente, valor
realizável líquido, valor justo ou valor recuperável) porque a base sobre a qual as demonstrações
contábeis são elaboradas afeta significativamente a análise dos usuários. Quando mais de uma
base de mensuração for utilizada nas demonstrações contábeis, por exemplo, quando
determinadas classes de ativos são reavaliadas (se permitido legalmente), é suficiente divulgar
uma indicação das categorias de ativos e de passivos à qual cada base de mensuração foi aplicada.
Gabarito→C.

18. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)


O patrimônio líquido das sociedades anônimas de capital aberto divide-se em capital social,
reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria
e lucros ou prejuízos acumulados.
Comentários:
De acordo com o art.178, III, da Lei 6404/76, no patrimônio líquido temos as seguintes contas:
capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em
tesouraria e prejuízos acumulados.

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O erro da questão é apresentar a conta LUCROS acumulados! A conta lucros acumulados não
pode mais constar no Balanço Patrimonial, quando do fechamento da demonstração. Não é mais
possível, com as mudanças recentes advindas na contabilidade, que a empresa retenha lucros
injustificadamente. Alguns autores afirmam, erroneamente, que esta conta deixou de existir. Tal
afirmação está inconsistente, posto que a conta lucros acumulados pode ser utilizada
temporariamente (antes do fechamento do balanço), sendo que a partir dela distribuímos os
lucros do exercício as mais diversas finalidades. Sendo uma conta de PL, o seu saldo é credor.
Gabarito→Errado

19. (CESPE/STJ/Analista Judiciário/2015)


Os dividendos obrigatórios a distribuir que sejam incompatíveis com a situação financeira da
companhia e que atendam aos requisitos da legislação societária serão reconhecidos em
conta específica de reservas de lucros, no patrimônio líquido.
Comentários:
A regra é a distribuição de dividendos ao final de cada exercício social. Contudo, como todo
negócio está sujeito a risco, pode acontecer de a empresa possuir lucro, mas não possuir situação
financeira ou patrimonial que permita o pagamento de dividendos, como, por exemplo, quando a
empresa tem um volume extraordinário de empréstimos a serem quitados, ou quando está em
recuperação judicial ou extrajudicial.
Tal situação está prevista na Lei da SAs da seguinte forma:

§ 4º O dividendo previsto neste artigo não será obrigatório no exercício social em que os
órgãos da administração informarem à assembleia-geral ordinária ser ele incompatível
com a situação financeira da companhia. O conselho fiscal, se em funcionamento,
deverá dar parecer sobre essa informação e, na companhia aberta, seus
administradores encaminharão à Comissão de Valores Mobiliários, dentro de 5 (cinco)
dias da realização da assembleia-geral, exposição justificativa da informação transmitida
à assembleia.
§ 5º Os lucros que deixarem de ser distribuídos nos termos do § 4º serão registrados
como reserva especial e, se não absorvidos por prejuízos em exercícios subsequentes,
deverão ser pagos como dividendo assim que o permitir a situação financeira da
companhia.

Gabarito→Certo

20. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)


As notas explicativas que contêm informações sobre a base para a elaboração das
demonstrações contábeis e as políticas contábeis específicas podem ser apresentadas como
seção separada das demonstrações contábeis.
Comentários:
Conforme previsão da Lei 6404/76:

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Art. 176. (...) § 5o As notas explicativas devem: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de
2009)
I apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações financeiras e
das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para negócios e eventos
significativos;

Gabarito→Certo

21. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)


Considerando as disposições aplicáveis ao patrimônio líquido de companhias abertas, julgue
os itens subsequentes. A reserva legal objetiva assegurar a integridade do capital social e
somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou para aumentar o capital.
Comentários:
Segundo a lei das S/A´s:

Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de
qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20%
(vinte por cento) do capital social.
§ 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o
saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital de que trata o § 1º
do artigo 182, exceder de 30% (trinta por cento) do capital social.
§ 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente
poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital.

Gabarito→Certo

22. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)


As reservas de capital podem ser utilizadas para a compra de ações de empresas coligadas e
controladas.
Comentários:
Sobre a utilização das reservas de capital...

Art. 200. As reservas de capital somente poderão ser utilizadas para:


I - absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de
lucros (artigo 189, parágrafo único);
II - resgate, reembolso ou compra de ações;
III - resgate de partes beneficiárias;
IV - incorporação ao capital social;
V - pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa vantagem lhes for
assegurada (artigo 17, § 5º).

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Parágrafo único. A reserva constituída com o produto da venda de partes beneficiárias


poderá ser destinada ao resgate desses títulos.

Esquematizemos:

Utilização das reservas de capital


Absorção de prejuízos (não suportados por reservas de lucros e lucros
acumulados)
Resgate, reembolso, compra de ações
Resgate de partes beneficiárias
Incorporação ao capital social
Pagamento de dividendos a ações preferenciais, se for assegurado
A questão erra ao dizer que é permitido utilizar as reservas de capital para adquirir ações de
empresas coligadas e controladas.
Gabarito→Errado

23. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)


As reservas para contingências são constituídas com a finalidade de compensar, em exercício
futuro, diminuições do lucro decorrentes de perdas consideradas, pelas companhias, como
de ocorrência remota.
Comentários:
A assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro
líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a diminuição
do lucro decorrente de perda julgada provável cujo valor possa ser estimado (LSA, art. 195). Uma
perda cuja ocorrência é considerada remota não enseja a constituição da Reserva para
Contingências.
Gabarito→Errado

24. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)


Um dos requisitos para a criação de reservas estatutárias é o estabelecimento de um limite
máximo de valor.
Comentários:
As reservas estatutárias são reservas constituídas com base no lucro líquido da companhia. E
devem estar previstas no estatuto. Segundo a LSA:

Art. 194. O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma:
I - indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade;
II - fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que serão
destinados à sua constituição;
III - estabeleça o limite máximo da reserva.

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Esquematizemos:
Reservas estatutárias. Podem ser previstas no estatuto, se:
Indicar a sua finalidade
Fixar os critérios
Fixar a parcela a ser destinada
Estabelecer o limite máximo
Gabarito→Certo

25. (CESPE/Auditor Federal de Controle Externo/TCU/2015)


O lançamento contábil de conversão de debêntures em ações pelo mesmo valor da emissão
inicial não envolve contas de ativo.
Comentários
Vamos resolver esta questão por meio de um exemplo. Uma companhia emite debêntures
conversíveis em ações no valor de R$ 100.000,00.
Lançamento:

D Disponível (Ativo circulante) 100.000,00


C Debêntures conversíveis em ações (Passivo) 100.000,00

Quando houver a conversão da debênture em ação, a dívida da sociedade será extinta,


aumentando o capital social. O lançamento é:

D Debêntures conversíveis em ações (Passivo) 100.000,00


C Capital social (PL) 100.000,00

Vejam que o lançamento da conversão não envolveu contas do ativo, apenas do passivo e PL.
Gabarito → Correto.

26. (CESPE/Analista/MPU/2015)
O capital social integralizado pelos sócios deve ser discriminado, em uma única conta, pelo
seu montante, sem qualquer dedução.
Comentários:
Segundo a Lei 6.404/76:

Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a
parcela ainda não realizada.

Gabarito → Errado.

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27. (CESPE/Agende de Polícia Federal/2014)


Se uma companhia alienar partes beneficiárias ou bônus de subscrição, o produto da
alienação deverá ser registrado como reserva de capital.
Comentários
O item está correto.
Segundo a Lei 6.404:

Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a
parcela ainda não realizada.
§ 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem:
b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;

Gabarito → Correto.

28. (CESPE/Contador/SUFRAMA/2014)
Acerca de demonstrações contábeis e seus componentes, julgue o próximo item.
A parte do lucro que uma sociedade anônima não destinar ao pagamento de dividendos
deverá ser contabilizada como reservas de capital.
Comentários:
O CESPE adora trocar uma palavra nos enunciados. Como neste caso:
áà à à à à àsociedade anônima não destinar ao pagamento de dividendos deverá
à à à à àLUCRO
Todo o lucro do exercício deve ser destinado: ou será usado para abater prejuízos, ou para o
pagamento de dividendos ou para a constituição de reservas.
Mas são reservas de LUCRO, e não reservas de Capital.
Gabarito → Errado.

29. (CESPE/TRE-MS/Técnico Contabilidade/2013)


As contas que representam o capital próprio de uma entidade contábil incluem as contas
A) caixa e equivalentes de caixa; capital social; reserva legal; reserva para contingência.
B) caixa; capital social; investimentos em coligadas; participações permanentes.
C) capital social; reserva estatutária; reserva legal; reserva de lucro a realizar.
D) banco - conta movimento; caixa; capital social; fundo de comércio.
E) banco - conta movimento; caixa e equivalentes de caixa; capital social; reservas de lucros.
Comentários:
O Capital Próprio é o Patrimônio Líquido.
Vamos identificar os grupos a que pertencem as contas mencionadas, na ordem em que aparecem:

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Caixa e equivalente de caixa: Ativo Circulante


Capital Social: Patrimônio Líquido (PL)
Reserva Legal : Patrimônio Líquido (PL)
Reserva para contingência: Patrimônio Líquido (PL)
Investimentos em coligadas: Ativo não circulante Investimentos
Participações permanentes: Ativo não circulante Investimentos
Reserva Estatutária: Patrimônio Líquido (PL)
Reserva de lucro a realizar: Patrimônio Líquido (PL)
Banco conta movimento: Ativo Circulante
Fundo de Comércio (goodwill): Ativo Não Circulante Investiment

Observação: no balanço consolidado, o fundo de comércio fica no Ativo Intangível.


Gabarito → C

30. (CESPE/Analista Administrativo/ANP/2013)


As doações e as subvenções para incentivos fiscais recebidas por sociedades anônimas devem
ser registradas como reservas de capital no balanço patrimonial.
Comentários:
Conforme dissemos, com as modificações recentes ocorridas na contabilidade (Leis 11.638 e
11.941) as doações e subvenções para investimento e os prêmios na emissão de debêntures não
serão mais classificados como reservas de capital, devendo ser registrados como receitas do
exercício, de acordo com o Princípio da Competência.
Gabarito → Errado

31. (CESPE/Analista Contabilidade/CAPES/2012)


A conta ajustes de avaliação patrimonial, que pode apresentar tanto saldo credor como saldo
devedor, faz parte do patrimônio líquido e tem a função de registrar as alterações ocorridas
nos valores de ativos e passivos sujeitos à avaliação a valor justo e ainda não negociados.
Comentários:
Conforme dissemos, a Lei das SAs prescreve que:

Art. 183, § 3o Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não
computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as
contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e
do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei
ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na
competência conferida pelo § 3o do art. 177.

Gabarito → Correto.

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32. (CESPE/Analista/Controle Interno/MPE/PI/2012)


A forma de contabilização da reserva de capital prêmio na emissão de debêntures foi
modificada.
Comentários:
O Prêmio na emissão de debêntures era classificado como reserva de capital. Com o advento da Lei
n° 11.638 e 11.941, ele passou a ser apropriado ao resultado como receita, conforme o regime de
competência.
As debêntures são títulos exclusivos das sociedades anônimas. É uma forma alternativa ao
lançamento de ações no mercado e aos empréstimos bancários, para captação de recursos. Não
podem ser confundidas com as ações, pois não são títulos de propriedade. Não se confundem
também com os empréstimos, uma vez que oferecidas ao público, não sendo captados junto a
instituições financeiras.
Quando o preço da debênture supera o seu valor nominal, teríamos, à visão da legislação antiga,
uma reserva de capital a ser registrada, chamada Reserva de Prêmio na Emissão de Debêntures.
Isso ocorre quando as condições como juros, garantias e outras vantagens forem atraentes para os
investidores.
Assim, a contabilização da reserva de capital prêmio na emissão de debêntures foi extinta, e não
modificada.
Gabarito → Errado.

33. (CESPE/Contador/TRE/RJ/2012)
Se determinada empresa fizer uma chamada de capital e vender quinhentas novas ações
mediante a cobrança de um ágio de dez centavos de real em relação ao preço nominal das
ações anteriormente integralizadas, o ágio deverá ser integralizado como receita não
operacional.
Comentários:
Ágio, em linguajar comum, é o valor cobrado a maior por algo. Nas sociedades por ações o
estatuto social deve definir o valor do capital social, o número de ações em que o capital se divide
e se elas terão ou não valor nominal.
A ação tem um valor pré-definido, o valor do capital social subscrito dividido pelo número de ações
emitidas.
O ágio na emissão de ações é o valor da contribuição do subscritor que ultrapassar o valor nominal
das ações por ele adquiridas. No caso de emissão de ações sem valor nominal, o ágio na emissão
de ações será o valor da contribuição do subscritor que ultrapassar a importância destinada ao
capital social. Na conta capital social, as ações só podem figurar por seu valor nominal.
O excesso é levado a uma conta de reserva de capital, que recebe essa denominação.
Gabarito → Errado.

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(CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT/10/2013)

Com referência à demonstração hipotética dos lucros ou prejuízos acumulados no período


encerrado em 31/12/2012 (em R$) acima apresentada, julgue os próximos itens de acordo
com a legislação vigente.
34. (CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT/10/2013)
A reversão da reserva de lucros a realizar poderia ser feita em contrapartida à conta de
capital social, sem transitar na conta de lucros ou prejuízos acumulados e na base de cálculo
de dividendos obrigatórios.
35. (CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT/10/2013)
A reserva estatutária deve limitar-se a 10% do lucro líquido e deve ter como finalidade única
reter recursos para o financiamento do capital de giro da empresa.
36. (CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT/10/2013)
A reversão da reserva de contingências deve ser feita obrigatoriamente a crédito de lucros
acumulados.
37. (CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT/10/2013)
A demonstração em apreço apresenta erro ao registrar distribuição de dividendos com valor
superior ao lucro líquido gerado no período.
Comentários
A questão mostra a chamada demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados. Partimos do lucro
que foi apurado na demonstração do resultado do exercício e fazemos destinações diversas, tal
como aumento do capital social, constituição de reservas de lucros ou pagamento de dividendos,
que é a remuneração dos sócios.
Vejam que no rol apresentado temos um lucro de R$ 120.000,00 havendo distribuição pela
composição de reservas e declaração de dividendos aos sócios.

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Há, também, a reversão de reserva de lucros a realizar, por conta da realização financeira de lucros
que deixaram de compor o valor a pagar para dividendos em períodos passados.
Agora, comentemos as assertivas.
A reversão da reserva de lucros a realizar poderia ser feita em contrapartida à conta de capital
social, sem transitar na conta de lucros ou prejuízos acumulados e na base de cálculo de
dividendos obrigatórios.
Dissemos que no exercício em que o montante do dividendo obrigatório, calculado nos termos do
estatuto ou do art. 202 da Lei das S/A, ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício,
a assembleia-geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar o excesso à
constituição de reserva de lucros a realizar.
Desta forma, à opção da companhia, poderá ser constituída a reserva de lucros a realizar,
mediante destinação dos lucros do exercício, cujo objetivo é evidenciar a parcela de lucros ainda
não realizada financeiramente, apesar de reconhecida contabilmente, pela empresa.
É este o intuito da reserva de lucros a realizar: evitar que a companhia pague dividendos sobre
receitas/lucros que ainda foram realizados, que não entraram no caixa.
O lançamento para constituição da reserva é o seguinte:

D Lucros acumulados
C Reserva de Lucros a realizar

A doutrina majoritária (incluindo-se o FIPECAFI) entende que quando da realização financeira dos
lucros o lançamento é o seguinte:

D Reserva de Lucros a realizar


C Lucros acumulados

Sendo o dividendo destinado posteriormente pelo seguinte lançamento:

C Dividendos a pagar (Passivo)


D Lucros acumulados

Atenção: Os dividendos correspondem à remuneração dos sócios.


O item, portanto, está incorreto. A reversão da reserva de lucros a realizar deve ser feita para
lucros acumulados (de onde veio) e, depois, compor a base de cálculo para pagamento dos
dividendos aos sócios.
Próxima!
A reserva estatutária deve limitar-se a 10% do lucro líquido e deve ter como finalidade única
reter recursos para o financiamento do capital de giro da empresa.
As reservas estatutárias são reservas constituídas com base no lucro líquido da companhia. E
devem estar previstas no estatuto.

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Segundo a LSA:

Art. 194. O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma:
I - indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade;
II - fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que serão
destinados à sua constituição;
III - estabeleça o limite máximo da reserva.

Assim, vê-se que o limite e a finalidade para a reserva deve ser estabelecido pelo estatuto.
A reversão da reserva de contingências deve ser feita obrigatoriamente a crédito de lucros
acumulados.
O lançamento para constituição da reserva de contingência é:

D Lucros acumulados
C Reserva para contingências

Se a reserva não for utilizada e a perda não ocorrer, devemos reverter a reserva. O lançamento de
compensação da reserva é:

D Reserva para contingências


C Lucros/Prejuízos acumulados

O item está, portanto, correto.


A demonstração em apreço apresenta erro ao registrar distribuição de dividendos com valor
superior ao lucro líquido gerado no período.
O item está incorreto. Inobstante tenhamos um lucro de R$ 120.000,00, há uma reversão da
reserva de lucros a realizar, o que integrará a distribuição dos dividendos do exercício.
34.Gabarito → Errado. 35.Gabarito → Errado. 36.Gabarito → Correto. 37.Gabarito → Errado.

38. (CESPE/Contador/TJ/AC/2012)
O patrimônio líquido de determinada sociedade empresária é constituído conforme tabela a
seguir.

Nesse caso, se a sociedade obtiver lucro líquido no valor de R$ 40.000,00, ela deverá
contabilizar o valor de R$ 2.000,00 como reserva legal.

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Comentários
Há dois limites para a Reserva Legal: o limite Obrigatório, de 20% do valor do Capital Social
Integralizado; e o Limite Facultativo, que estabelece que a Reserva Legal poderá deixar de ser
constituída quando o seu saldo, somado às reservas de Capital, atingir 30% do Capital Social
Integralizado.
A questão não menciona nada sobre Reservas de Capital. Assim, vamos calcular apenas o limite
obrigatório:
Limite obrigatório: R$ 400.000 x 20% - R$ 79.500,00 → R$ 80.000,00 R$ 79.500,00 = R$ 500,00.
Com efeito, caso a sociedade obtenha lucro de R$ R$ 40.000,00, temos que 5% representam R$
2.000,00.
Todavia, o limite para constituição será atingido se constituirmos R$ 500,00
Vamos explicar novamente!
A reserva legal tem um limite, a partir do qual não poderemos mais constituí-la, qual seja, 20% do
capital social realizado (capital social - capital social a realizar). Portanto, como temos um capital
social realizado de R$ 400.000,00, só poderemos ter uma reserva legal máxima de 20% disso, ou
seja, R$ 80.000,00. Como já temos R$ 79.500,00 constituído, só poderemos acrescer mais R$
500,00 para que este limite seja atingido.
Uma vez que o lucro foi R$ 40.000,00, teoricamente, se nenhum limite existisse, constituiríamos R$
2.000,00 (5%) de reserva legal. Mas como o limite já foi atingido, faremos somente R$ 500,00.
Gabarito → Errado.

39. (CESPE/Contador/TJ/RR/2012)
Em sociedade por ações, caso haja lucro remanescente após a segregação para pagamentos
dos dividendos obrigatórios e após a destinação para as reservas de lucro, a sociedade reterá
esse lucro excedente como uma nova reserva.
Comentários
O item está incorreto. Caso haja lucro remanescente após o pagamento dos dividendos
obrigatórios e destinação para reservas, haverá distribuição como dividendo adicional.
Segundo a Lei 6.404/76:

Art. 202. § 6o Os lucros não destinados nos termos dos arts. 193 a 197 deverão ser
distribuídos como dividendos.

Gabarito → Errado.

40. (CESPE/Contador/TJ/RO/2012)
Do lucro líquido do exercício, 5% devem ser aplicados, antes de qualquer outra destinação, na
constituição da reserva legal, que não deve exceder a 20% do patrimônio líquido.

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Comentários
Segundo a LSA:

Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de
qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20%
(vinte por cento) do capital social.

Veja, pois, que o limite imposto é sobre o capital social e não sobre o patrimônio líquido, como
propôs a questão.
Gabarito → Errado.

41. (CESPE/TRE-MS/Técnico Contabilidade/2013)


Balancete de verificação, classificado por ordem crescente de saldos de contas.

De acordo com os dados do balancete em apreço, os valores do ativo circulante e do


patrimônio líquido correspondem, respectivamente, a
A) R$ 673.000,00 e R$ 577.000,00.
B) R$ 768.000,00 e R$ 522.000,00.
C) R$ 768.000,00 e R$ 577.000,00.
D) R$ 643.000,00 e R$ 474.000,00.
E) R$ 673.000,00 e R$ 522.000,00.
Comentários:
A questão pede o valor do Ativo Circulante e do Patrimônio Líquido. A maneira mais fácil de
resolvê-la é abrir duas colunas e somar os dois grupos:

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Contas R$ mil AC PL
Caixa e equivalente de caixa 23 23
Tributos a recuperar 30 30
Obrigações sociais e trabalhistas 31
Reserva de lucros 48 48
Intangível 52
Provisões para danos ambientais (longo prazo) 55
Obrigações fiscais 68
Empréstimos e financiamentos 83
Ativo realizável a logo prazo 95
Empréstimos e financiamentos (longo prazo) 144
Estoques 152 152
Fornecedores 157
Imobilizado 240
Clientes 468 468
Capital social 474 474
TOTAL 673 522
Abaixo, a classificação de todas as contas:
Contas R$ mil AC AÑC PC PÑC PL
Caixa e equivalente de caixa 23 23
Tributos a recuperar 30 30
Obrigações sociais e trabalhistas 31 31
Reserva de lucros 48 48
Intangível 52 52
Provisões para danos ambientais (longo prazo) 55 55
Obrigações fiscais 68 68
Empréstimos e financiamentos 83 83
Ativo realizável a logo prazo 95 95
Empréstimos e financiamentos (longo prazo) 144 144
Estoques 152 152
Fornecedores 157 157
Imobilizado 240 240
Clientes 468 468
Capital social 474 474
TOTAL 673 387 339 199 522
Repare que o total do Ativo bate com o total do Passivo + PL:
Ativo = 673 + 387 = 1.060
Passivo + PL = 339 + 199 + 522 = 1.060
Gabarito → E

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42. (CESPE/Analista Contábil/TRE/ES/2011)


Suponha que, em decorrência da aplicação do critério da avaliação a valor justo, tenha havido
aumento no valor de um bem do ativo. Nesse caso, a contrapartida desse aumento será
computada como reserva de reavaliação, um subgrupo do patrimônio líquido.
Comentários:
Conforme a Lei das S.A.s, Art. 182:

§ 3o Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não


computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as
contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e
do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei
ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na
competência conferida pelo § 3o do art. 177 desta Lei

Ressaltamos que novas reavaliações de ativo estão proibidas no Brasil. Quanto às que já existiam,
no exercício de 2008 as empresas puderam optar entre realizá-las integralmente ou permanecer
com o prazo de realização anterior.
Quanto ao Ajuste de Avaliação Patrimonial, aplica-se à variação de valor dos instrumentos
financeiros disponíveis para venda futura.
Gabarito → Errada.

43. (CESPE/ABIN/Contabilidade/2010/Adaptada)
Em relação às contas que são evidenciadas no balanço patrimonial, julgue os próximos itens.
I - Depreciação acumulada, participações em outras empresas e perdas estimadas para
crédito de liquidação duvidosa são contas redutoras dos elementos patrimoniais.
II - A reserva legal e a reserva estatutária compõem o patrimônio líquido, e a reserva especial
para dividendo obrigatório compõe o passivo exigível.
III - Participações em outras empresas, caixa e equivalentes de caixa e imposto a recuperar
são contas do ativo.
Está correto o que se afirma na(s) assertiva(s):
A) I
B) II
C) III
D) I e III
E) II e III

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Comentários:
Vamos analisar as assertivas:
I) Errada. Participação em outras empresas não é conta redutora de elementos patrimoniais. É
conta do Ativo Investimentos.
II) Errada. As três reservas ficam no Patrimônio Líquido.
III) Certa. As contas apresentadas são do ativo.
Gabarito → C

44. (CESPE/Analista Judiciário/TJ ES/2011)


A confusão normalmente feita entre os termos capital e patrimônio é causada pelo fato de,
na contabilidade, o capital ser constituído pelo patrimônio líquido, enquanto o patrimônio é
formado pelo ativo total das entidades.
Comentários:
O capital pode ser Capital Próprio (PL), Capital alheio ou de terceiros (Passivo), Capital Aplicado
(Ativo), e outros. (veja na página 42 outras definições).
O patrimônio pode ser líquido, quando representa a parcela dos recursos aplicados na sociedade
de origem dos sócios, ou patrimônio bruto, quando, nesta hipótese, representará o total do ativo,
ou seja, tanto os valores de ingressos de sócios, como de terceiros. Portanto, a assertiva está
errada, pois não define exatamente a que está se referindo.
Gabarito → Errada.

45. (CESPE/Analista Judiciário/TJ ES/2011)


As empresas são livres para estabelecer os critérios que desejarem para a determinação dos
dividendos a distribuir, contanto que respeitem os direitos dos acionistas.
Comentários:
Segundo a Lei 6.404/76:

Art. 202. § 1º O estatuto poderá estabelecer o dividendo como porcentagem do lucro


ou do capital social, ou fixar outros critérios para determiná-lo, desde que sejam
regulados com precisão e minúcia e não sujeitem os acionistas minoritários ao arbítrio
dos órgãos de administração ou da maioria.

O gabarito da questão, portanto, é correto. Os direitos dos acionistas devem ser respeitados.
Contudo, a entidade é livre para fixar os critérios que lhe aprouver.
Gabarito → Correto.

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46. (CESPE/Analista Judiciário/TJ ES/2011)


Na formalização do aumento de capital de uma companhia, o adiantamento de capital
correspondente será baixado, mediante lançamento a débito, creditando-se o capital social.
Comentários:
Falaremos do adiantamento para aumento do capital social, que é o recurso recebido pela
empresa de seus sócios/acionistas para ser utilizado no aumento do capital social.
O lançamento é o seguinte:

D - Bancos 100.000 (Ativo)


C - Adiantamento para aumento de capital 100.000 (Passivo)

Quando houver a formalização da entrada do sócio, lançaremos:

D - Adiantamento para aumento de capital 100.000 (reduzindo o passivo)


C - Capital social 100.000 (patrimônio líquido)

Gabarito → Correto.

47. (CESPE/Analista Judiciário/TRE/MG/2010)


Os saldos acima constavam do balancete de encerramento de dezembro de 2008 da
Papelaria Central Ltda. Com base nessa situação hipotética e nos dados apresentados, o valor
total do ativo não-circulante e o do patrimônio líquido dessa papelaria são, respectivamente,
iguais a R$ 1.600,00 e R$ 4.050,00.
Comentários
Vamos montar o balanço patrimonial...

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Ativo Passivo
Circulante Circulante
Caixas e bancos 1.600,00 Contas a pagar 950,00
Mercadorias 1.250,00 Impostos a recolher 450,00
Créditos a receber 1.000,00 SUBTOTAL 1.400,00
SUBTOTAL 3.850,00 Patrimônio líquido
Não circulante Capital social 4.500,00
Instalações 2.000,00 (-) Prejuízos acumulados (450,00)
(-) Depreciação de inst. (400)
SUBTOTAL 4.050,00
SUBTOTAL 1.600,00
TOTAL 5.450 TOTAL 5.450
Gabarito, portanto, correto.
Gabarito → Correto.

20 - LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA


1. CESPE/DPU/Contabilidade/2016)
Em relação ao reconhecimento e mensuração de ativos e passivos, de receitas e despesas, e
de ganhos e perdas, julgue o item subsequente.
Deve-se reconhecer um passivo caso haja uma obrigação futura da entidade, derivada de
eventos passados, cuja liquidação resultará na saída de recursos da entidade capazes de gerar
benefícios econômicos.
2. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)
Denominam-se passivos exigíveis, tanto as obrigações classificadas até o término do exercício
seguinte, quanto as que irão vencer após esse término.
3. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)
Um passivo é uma obrigação presente advinda de eventos passados. Sua liquidação resulta,
necessariamente, na saída de recursos financeiros capazes de gerar benefícios econômicos.
4. (CESPE/Auditor Governamental/CGE/PI/2015)
áà à à àrepresenta uma aplicação de recursos.
5. (CESPE/Telebrás/2013)
As obrigações com prazo original de cinco anos, cuja liquidação é prevista para seis meses
após a data do balanço, devem ser classificadas no passivo não circulante.
6. (CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT/10/2013)
Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidação
resultará em saída de recursos da entidade.

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7. CESPE/ABIN/Oficial Técnico de Inteligência/2018)


De acordo com dispositivos da Lei n.º 6.404/1976 e de legislação complementar, julgue o
item a seguir.
A parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para
investimentos poderá ser destinada para a constituição da reserva de incentivos fiscais, e
deverá ser incluída na base de cálculo do dividendo obrigatório.
8. (CESPE/Analista/Contabilidade/TRE/PE/2017)
O patrimônio líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos
os seus passivos. A respeito do patrimônio líquido e das contas que o integram, assinale a
opção correta.
a) Ações em tesouraria são contas redutoras de patrimônio líquido, por representarem o
prejuízo assumido pela entidade ao recomprar suas próprias ações.
b) A conta denominada ajuste de avaliação patrimonial tem como função apresentar as
diferenças (positivas ou negativas) decorrentes da reavaliação de ativos imobilizados, fixos ou
instrumentos financeiros.
c) A reserva legal, constituída a partir da retenção de lucros anuais, poderá ser utilizada para
compensar a redução de lucros em períodos futuros, em percentual previamente
determinado em estatuto.
d) A diferença positiva entre o valor nominal de uma ação negociada em bolsa e o valor pago
pelo comprador configura a contabilização de uma reserva de capital.
e) No patrimônio líquido, capital a subscrever e capital a integralizar são contas sinônimas:
ambas representam parcela do capital já subscrito e ainda não transferido à entidade.
9. (CESPE/SEDF/Analista de Gestão Educacional/2017)
A conta de ajuste de avaliação patrimonial, integrante do patrimônio líquido, representa a
contrapartida de aumentos ou diminuições do valor de elementos patrimoniais avaliados a
valor justo, podendo ter partes de seu valor transferidas diretamente para lucros ou prejuízos
do exercício, quando da baixa dos itens patrimoniais que lhe deram causa.
10. (CESPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016)
As reservas de capital representam uma aplicação de recursos de caráter permanente.
11. (CESPE/TCE-PA/ACE/Ciências Atuariais/2016)
A conta fornecedores apresenta saldo de natureza devedora e deve ser classificada no
passivo circulante, se o vencimento da obrigação ocorrer no exercício social seguinte, ou no
passivo não circulante, se o vencimento da obrigação não ocorrer no exercício seguinte.
12. (CESPE/FUNPRESP-EXE/Contabilidade/2016)
Julgue o seguintes item, relativos à reavaliação de ativos.
Empresa que, no final de 2008, mantivesse saldo na conta reserva de reavaliação poderia
estorná-lo contra a conta lucros ou prejuízos acumulados.

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A tabela apresenta a composição do patrimônio líquido relativo ao ano de 2014 no balanço


patrimonial da empresa Alfa. Ao final do ano de 2015, a empresa apurou um lucro líquido de
R$ 1.500.000. O saldo da reserva de contingência não foi utilizado, tampouco foi constituída
nova reserva. O capital social não sofreu alterações.
A partir das informações apresentadas, julgue os itens subsequente.
13. (CESPE/FUNPRESP-EXE/Contabilidade/2016)
A conta ajuste de avaliação patrimonial, que figura no patrimônio líquido lado credor do
balanço patrimonial pode apresentar saldo credor ou devedor.
14. (CESPE/FUNPRESP-EXE/Contabilidade/2016)
Por determinação legal, a empresa deverá constituir 5% do lucro líquido do período como
reserva legal e adicioná-los ao saldo já existente, o que totalizará R$ 325.000.
15. (CESPE/FUNPRESP-EXE/Contabilidade/2016)
De acordo com os procedimentos contábeis, o saldo da reserva de contingência deverá ser
revertido na contabilização do lucro líquido ajustado, visto que essa reserva não foi utilizada
no decurso do exercício social.
16. (CESPE/DPU/Contabilidade/2016)
Com base nas normas de contabilidade aplicáveis às demonstrações financeiras, julgue o item
subsecutivo.
As ações em tesouraria representam as ações da companhia que são adquiridas pela própria
sociedade e devem ser registradas no patrimônio líquido, em conta credora, de modo a
aumentar, assim, o valor do capital social.
17. (CESPE/PC-PE/Perito Criminal/Contabilidade/2016)
A respeito das notas explicativas e das demonstrações contábeis, assinale a opção correta.
a) Os pressupostos relativos ao futuro, assim como outras fontes de incertezas, por serem
subjetivos, são objeto de relatório da administração e não de notas explicativas.
b) Os objetivos, políticas e processos de gestão de capital, por serem informações sensíveis e,
muitas vezes, restritas ao corpo diretivo da sociedade, são de divulgação facultativa em notas
explicativas.

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c) Os passivos contingentes e os compromissos contratuais não reconhecidos são objeto de


divulgação em notas explicativas.
d) As divulgações não financeiras, tais como políticas de gestão do risco financeiro, não são
objeto de notas explicativas, mas, sim, de relatório da administração.
e) As bases de mensuração utilizadas nas demonstrações contábeis não são objetos de notas
explicativas.
18. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)
O patrimônio líquido das sociedades anônimas de capital aberto divide-se em capital social,
reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria
e lucros ou prejuízos acumulados.
19. (CESPE/STJ/Analista Judiciário/2015)
Os dividendos obrigatórios a distribuir que sejam incompatíveis com a situação financeira da
companhia e que atendam aos requisitos da legislação societária serão reconhecidos em
conta específica de reservas de lucros, no patrimônio líquido.
20. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)
As notas explicativas que contêm informações sobre a base para a elaboração das
demonstrações contábeis e as políticas contábeis específicas podem ser apresentadas como
seção separada das demonstrações contábeis.
21. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)
Considerando as disposições aplicáveis ao patrimônio líquido de companhias abertas, julgue
os itens subsequentes. A reserva legal objetiva assegurar a integridade do capital social e
somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou para aumentar o capital.
22. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)
As reservas de capital podem ser utilizadas para a compra de ações de empresas coligadas e
controladas.
23. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)
As reservas para contingências são constituídas com a finalidade de compensar, em exercício
futuro, diminuições do lucro decorrentes de perdas consideradas, pelas companhias, como
de ocorrência remota.
24. (CESPE/MPU/Analista/Finanças e Controle/2015)
Um dos requisitos para a criação de reservas estatutárias é o estabelecimento de um limite
máximo de valor.
25. (CESPE/Auditor Federal de Controle Externo/TCU/2015)
O lançamento contábil de conversão de debêntures em ações pelo mesmo valor da emissão
inicial não envolve contas de ativo.

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26. (CESPE/Analista/MPU/2015)
O capital social integralizado pelos sócios deve ser discriminado, em uma única conta, pelo
seu montante, sem qualquer dedução.
27. (CESPE/Agende de Polícia Federal/2014)
Se uma companhia alienar partes beneficiárias ou bônus de subscrição, o produto da
alienação deverá ser registrado como reserva de capital.
28. (CESPE/Contador/SUFRAMA/2014)
Acerca de demonstrações contábeis e seus componentes, julgue o próximo item.
A parte do lucro que uma sociedade anônima não destinar ao pagamento de dividendos
deverá ser contabilizada como reservas de capital.
29. (CESPE/TRE-MS/Técnico Contabilidade/2013)
As contas que representam o capital próprio de uma entidade contábil incluem as contas
A) caixa e equivalentes de caixa; capital social; reserva legal; reserva para contingência.
B) caixa; capital social; investimentos em coligadas; participações permanentes.
C) capital social; reserva estatutária; reserva legal; reserva de lucro a realizar.
D) banco - conta movimento; caixa; capital social; fundo de comércio.
E) banco - conta movimento; caixa e equivalentes de caixa; capital social; reservas de lucros.
30. (CESPE/Analista Administrativo/ANP/2013)
As doações e as subvenções para incentivos fiscais recebidas por sociedades anônimas devem
ser registradas como reservas de capital no balanço patrimonial.
31. (CESPE/Analista Contabilidade/CAPES/2012)
A conta ajustes de avaliação patrimonial, que pode apresentar tanto saldo credor como saldo
devedor, faz parte do patrimônio líquido e tem a função de registrar as alterações ocorridas
nos valores de ativos e passivos sujeitos à avaliação a valor justo e ainda não negociados.
32. (CESPE/Analista/Controle Interno/MPE/PI/2012)
A forma de contabilização da reserva de capital prêmio na emissão de debêntures foi
modificada.
33. (CESPE/Contador/TRE/RJ/2012)
Se determinada empresa fizer uma chamada de capital e vender quinhentas novas ações
mediante a cobrança de um ágio de dez centavos de real em relação ao preço nominal das
ações anteriormente integralizadas, o ágio deverá ser integralizado como receita não
operacional.

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(CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT/10/2013)

Com referência à demonstração hipotética dos lucros ou prejuízos acumulados no período


encerrado em 31/12/2012 (em R$) acima apresentada, julgue os próximos itens de acordo
com a legislação vigente.
34. (CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT/10/2013)
A reversão da reserva de lucros a realizar poderia ser feita em contrapartida à conta de
capital social, sem transitar na conta de lucros ou prejuízos acumulados e na base de cálculo
de dividendos obrigatórios.
35. (CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT/10/2013)
A reserva estatutária deve limitar-se a 10% do lucro líquido e deve ter como finalidade única
reter recursos para o financiamento do capital de giro da empresa.
36. (CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT/10/2013)
A reversão da reserva de contingências deve ser feita obrigatoriamente a crédito de lucros
acumulados.
37. (CESPE/Analista Judiciário/Contabilidade/TRT/10/2013)
A demonstração em apreço apresenta erro ao registrar distribuição de dividendos com valor
superior ao lucro líquido gerado no período.
38. (CESPE/Contador/TJ/AC/2012)
O patrimônio líquido de determinada sociedade empresária é constituído conforme tabela a
seguir.

Nesse caso, se a sociedade obtiver lucro líquido no valor de R$ 40.000,00, ela deverá
contabilizar o valor de R$ 2.000,00 como reserva legal.

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39. (CESPE/Contador/TJ/RR/2012)
Em sociedade por ações, caso haja lucro remanescente após a segregação para pagamentos
dos dividendos obrigatórios e após a destinação para as reservas de lucro, a sociedade reterá
esse lucro excedente como uma nova reserva.
40. (CESPE/Contador/TJ/RO/2012)
Do lucro líquido do exercício, 5% devem ser aplicados, antes de qualquer outra destinação, na
constituição da reserva legal, que não deve exceder a 20% do patrimônio líquido.
41. (CESPE/TRE-MS/Técnico Contabilidade/2013)
Balancete de verificação, classificado por ordem crescente de saldos de contas.

De acordo com os dados do balancete em apreço, os valores do ativo circulante e do


patrimônio líquido correspondem, respectivamente, a
A) R$ 673.000,00 e R$ 577.000,00.
B) R$ 768.000,00 e R$ 522.000,00.
C) R$ 768.000,00 e R$ 577.000,00.
D) R$ 643.000,00 e R$ 474.000,00.
42. (CESPE/Analista Contábil/TRE/ES/2011)
Suponha que, em decorrência da aplicação do critério da avaliação a valor justo, tenha havido
aumento no valor de um bem do ativo. Nesse caso, a contrapartida desse aumento será
computada como reserva de reavaliação, um subgrupo do patrimônio líquido.
43. (CESPE/ABIN/Contabilidade/2010/Adaptada)
Em relação às contas que são evidenciadas no balanço patrimonial, julgue os próximos itens.
I - Depreciação acumulada, participações em outras empresas e perdas estimadas para
crédito de liquidação duvidosa são contas redutoras dos elementos patrimoniais.

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II - A reserva legal e a reserva estatutária compõem o patrimônio líquido, e a reserva especial


para dividendo obrigatório compõe o passivo exigível.
III - Participações em outras empresas, caixa e equivalentes de caixa e imposto a recuperar
são contas do ativo.
Está correto o que se afirma na(s) assertiva(s):
A) I
B) II
C) III
D) I e III
E) II e III
44. (CESPE/Analista Judiciário/TJ ES/2011)
A confusão normalmente feita entre os termos capital e patrimônio é causada pelo fato de,
na contabilidade, o capital ser constituído pelo patrimônio líquido, enquanto o patrimônio é
formado pelo ativo total das entidades.
45. (CESPE/Analista Judiciário/TJ ES/2011)
As empresas são livres para estabelecer os critérios que desejarem para a determinação dos
dividendos a distribuir, contanto que respeitem os direitos dos acionistas..
46. (CESPE/Analista Judiciário/TJ ES/2011)
Na formalização do aumento de capital de uma companhia, o adiantamento de capital
correspondente será baixado, mediante lançamento a débito, creditando-se o capital social.

47. (CESPE/Analista Judiciário/TRE/MG/2010)


Os saldos acima constavam do balancete de encerramento de dezembro de 2008 da
Papelaria Central Ltda. Com base nessa situação hipotética e nos dados apresentados, o valor
total do ativo não-circulante e o do patrimônio líquido dessa papelaria são, respectivamente,
iguais a R$ 1.600,00 e R$ 4.050,00.

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21 - GABARITO DAS QUESTÕES COMENTAS NESTA AULA

QUESTÃO GABARITO QUESTÃO GABARITO


1 E 25 C
2 C 26 E
3 E 27 C
4 E 28 E
5 E 29 C
6 E 30 E
7 E 31 C
8 D 32 E
9 C 33 E
10 E 34 E
11 E 35 E
12 E 36 C
13 C 37 E
14 E 38 E
15 C 39 E
16 E 40 E
17 C 41 E
18 E 42 E
19 C 43 C
20 C 44 E
21 C 45 C
22 E 46 C
23 E 47 C
24 C

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