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Índice

1.Introdução.....................................................................................................................................3

2. Objectivos....................................................................................................................................4

2.1 Geral.......................................................................................................................................4

2.2 Específicos.............................................................................................................................4

3. Metodologia.................................................................................................................................4

4. História da Escrita........................................................................................................................5

4.1 A importância de se pensar a escrita......................................................................................6

4.2 Os tipos de escrita..................................................................................................................7

5. Relação entre a escrita e a fala.....................................................................................................7

5.1 Separação entre língua escrita e língua falada.......................................................................9

6. Ortografia e a pronúncia............................................................................................................10

6.1 Principais Regras de Ortografia...........................................................................................10

6.2 Acentuação...........................................................................................................................11

6.3 Acento de intensidade..........................................................................................................11

6.4 Acento principal e acento secundário..................................................................................11

6.5 Sílaba subtônica...................................................................................................................11

6.6 Acento tônico e acento gráfico.............................................................................................11

7. Outros sinais auxiliares da escrita..............................................................................................13


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8. Regras de acentuação gráfica.....................................................................................................14

8.1 Palavras oxítonas ou agudas São aquelas em que a sílaba tônica é a última...................14

8.2 Palavras paroxítonas ou graves............................................................................................15

8.3 Palavras proparoxítonas ou esdrúxulas............................................................................16

9. Monossílabos tônicos.................................................................................................................16

9.1 Ditongo decrescente aberto..................................................................................................16

9.2 Hiato tônico..........................................................................................................................17

9.3 Uso de k, w, y.......................................................................................................................18

9.4 Representação do fonema "X"..........................................................................................18

9.5 Representação do fonema "S"..............................................................................................19

9.6 O uso de ç.............................................................................................................................20

9.7 Representação do fonema "Z"..............................................................................................21

9.8 Valores de "X".....................................................................................................................22

10. Emprego das consoantes dobradas rr, mm, nn........................................................................23

10.1 Uso do duplo ss..................................................................................................................23

10.2 Uso do duplo mm...............................................................................................................24

10.3 Uso do duplo nn.................................................................................................................24

11. Representação do fonema "GÊ" e "J".....................................................................................25

11.1 Usa-se o "G":.....................................................................................................................25


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11.2 Usa-se "J":..........................................................................................................................25

12. Letras mudas............................................................................................................................25

13.Princípios ortográficos: fonético vs. etimológico.....................................................................26

14. Conclusão................................................................................................................................27

15.Bibliografia...............................................................................................................................28

1.Introdução

Desde os primórdios sempre houve a necessidade de se estabelecer a relação entre a língua


falada com a língua escrita e como é que se procede com a tal escrita e a devida leitura ou
pronúncia. Sabe-se que a ortografia é o conjunto das regras que estabelecem a grafia correcta das
palavras e o uso adequado dos sinais de pontuação. E nessa vertente, o grupo vai abordar o
historial da escrita, sobre tudo no que diz respeito à escrita na antiguidade, a sua evolução até aos
dias de hoje, a relação entre o que se escreve com o que se fala, a ortografia e a pronúncia.
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2. Objectivos

2.1 Geral

 Conhecer o historial da escrita e das regras básicas da ortografia

2.2 Específicos

 Identificar as regras básicas da ortografia;


 Descrever o historial da escrita;
 Descrever a relação entre a escrita e a fala.
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3. Metodologia

A Metodologia é a aplicação de procedimentos e técnicas que devem ser observados para


construção do conhecimento, com o propósito de comprovar sua Validade e utilidade nos
diversos âmbitos da sociedade (PRODANOV & FREITAS).

Nesta áptica o grupo recorreu às consultas bibliográficas para trazer à superfície todo o historial
da escrita, a relação entre a escrita e a fala e a ortografia e a pronúncia.

4. História da Escrita
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A escrita é o processo de registro de caracteres com a intenção de formar palavras ou outras


construções de linguagem.

Na longa história da humanidade, as escritas são uma invenção recente, de pouco mais de 5000
anos, elas aparecem depois da fala.

Na Pré-história o homem buscou se comunicar através de desenhos feitos na paredes das


cavernas. Através deste tipo de representação (pintura rupestre), trocavam mensagens, passavam
ideias e transmitiam desejos e necessidades. Porém, ainda não era um tipo de escrita, pois não
havia organização, nem mesmo padronização das representações gráficas.

Foi somente na antiga Mesopotâmia que  a escrita foi elaborada e criada. Por volta de 4000 a.C,
os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme. Usavam placas de barro, onde cunhavam esta
escrita. Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, devemos as placas de argila
com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época.

Os egípcios antigos também desenvolveram a escrita quase na mesma época que os sumérios.
Existiam duas formas de escrita no Antigo Egito: a demótica (mais simplificada) e a hieroglífica
(mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram
repletas de textos que falavam sobre a vida dos faraós, rezas e mensagens para espantar possíveis
saqueadores. Uma espécie de papel chamada papiro, que era produzida a partir de uma planta de
mesmo nome, também era utilizado para escrever

Já em Roma Antiga, no alfabeto romano havia somente letras maiúsculas. Contudo, na época em
que estas começaram a ser escritas nos pergaminhos, com auxílio de hastes de bambu ou penas
de patos e outras aves, ocorreu uma modificação em sua forma original e, posteriormente, criou-
se um novo estilo de escrita denominado uncial. O novo estilo resistiu até o século VIII e foi
utilizado na escritura de Bíblias lindamente escritas.

Na Alta Idade Média, no século VIII, Alcuíno, um monge inglês, elaborou outro estilo de
alfabeto atendendo ao pedido do imperador Carlos Magno. Contudo, este novo estilo também
possuía letras maiúsculas e minúsculas.
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 Com o passar do tempo, esta forma de escrita também passou por modificações, tornando-se
complexa para leitura. Contudo, no século XV, alguns eruditos italianos, incomodados com este
estilo complexo, criaram um novo estilo de escrita.

No ano de 1522, um outro italiano, chamado Lodovico Arrighi, foi o responsável pela publicação
do primeiro caderno de caligrafia. Foi ele quem deu origem ao estilo que hoje denominamos
itálico.  

Com o passar do tempo outros cadernos também foram impressos, tendo seus tipos gravados em
chapas de cobre (calcografia). Foi deste processo que se originou a designação de escrita
calcográfica.

 Existe uma ciência que estuda as escritas antigas, seus símbolos e significado. Esta ciência é
chamada de Paleografia.

4.1 A importância de se pensar a escrita

A importância da escrita na história da humanidade como meio de armazenamento e propagação


de informações entre os indivíduos através das gerações.

Graças a essa invenção, puderam ser preservados registros de acontecimentos sociais, políticos e
culturais das civilizações mais diversas. Na realidade, a escrita foi um passo fundamental para a
humanidade, não apenas por ser uma forma de registro da história, mas também por representar
uma possibilidade de ler e interpretar o mundo. O surgimento da escrita marca o fim da pré-
história e o começo da história do homem.

O livro se inicia com o surgimento da escrita e segue abordando as inovações e mudanças


trazidas por essa invenção, como os hieróglifos, os ideogramas, a influência do latim na criação
dos alfabetos, o papel da imprensa, a revolução da informática e a criação do braile, entre outras.
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4.2 Os tipos de escrita

Os caracteres variam de acordo com a língua. Além dos ideogramas e dos hieróglifos, há os
alfabetos (comuns a várias línguas). O português, o espanhol, o francês, o italiano, o inglês, o

Alemão e algumas outras línguas usam o alfabeto latino; o árabe, o persa (Irã), o urdu
(Paquistão), o pashtu (Afeganistão) e outras línguas asiáticas e africanas usam o alfabeto árabe.

5. Relação entre a escrita e a fala

A fala é distinta da escrita, não escrevemos conforme falamos. O que acontece muito em
dissertações é a tentativa de aproximar a escrita da fala. No entanto, apesar de utilizarem o
idioma como maneira de expressão, são elementos distintos. Quando a fala infiltra na escrita
ocorre o aparecimento de ideias confusas no texto, da prolixidade, do coloquialismo, de jargões,
de expressões genéricas, da falta de pontuação adequada, dentre outros problemas.
Vamos, então, diferenciar fala de escrita, a fim de que possamos ficar mais sensíveis na tilização
de cada uma:

Fala: O emissor utiliza o vocabulário para falar, mas ele também pode se respaldar em outros
códigos linguísticos, como: entonação de voz, gestos, interação com o meio, reações diversas,
especialmente com a face. Além disso, a tendência ao falar é de repetir as ideias, no intuito de
reforçar seu ponto de vista para o ouvinte. Não há também a preocupação exacerbada em se
colocar todos os acentos e vírgulas nos devidos lugares, mesmo porque a entonação é quem faz o
papel de transmitir o significado almejado.

Escrita: O emissor baseia-se no vocabulário que irá estabelecer a comunicação entre ele e o
destinatário. Além disso, e diferentemente da fala, a escrita exige uma preocupação maior, pois a
informação passada não se apagará com o tempo, mas poderá fixar-se por tempo indeterminado.
Por isso, há a necessidade de se fazer a distinção entre as duas partes da linguagem: oral e
escrita! Uma não deve se fundir à outra, a não ser que seja característica da personagem de uma
narrativa.
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Tanto a língua escrita quanto a língua falada pertencem à um mesmo sistema linguístico e
destinam-se à interação verbal, possuindo um determinado fim comunicativo. Ambas
apresentam-se sob variadas formas e gêneros textuais, que irão depender da situação sócio
comunicativa na qual o falante/escritor está inserido e de suas intenções.
Desse modo, fala e escrita encontram-se em um contínuo que abrange diversos gêneros de texto.
Há uns que se aproximam mais da fala, assim como há outros que mais da escrita, não havendo,
portanto, um padrão predeterminado entre elas. As proximidades entre língua escrita e língua
falada são tão estreitas que parece existir, em determinados casos, uma mistura entre elas,
podendo ocorrer tanto nas estratégias textuais quanto nas situações de sua realização; uma carta
pessoal, por exemplo, escrita em um estilo descontraído pode ser comparada à uma narrativa oral
espontânea.
Língua escrita e língua falada, por outro lado, apresentam diferenças, uma vez que divergem em
suas maneiras de aquisição, produção, transmissão, recepção e uso, bem como os meios nos
quais os elementos de sua estrutura se articulam.
A língua falada, segundo Fávero (2005), é o resultado da construção conjunta de pelo menos um
falante em contato com um ouvinte e o seu planejamento se realiza localmente e de maneira
simultânea, à produção, fato que, segundo o autor, não possibilita um tempo maior para a sua
elaboração, tornando-a, assim, redundante e fragmentada.
A língua escrita, por sua vez, é uma actividade desenvolvida de modo solitário, o que permite um
tempo mais longo para seu planejamento, elaboração e até mesmo a sua revisão, assim como um
maior envolvimento do escritor com o texto, com o leitor imaginário e com o tópico discursivo a
ser abordado.
Nas relações entre língua escrita e língua falada, faz-se necessário levar em consideração as
condições de produção, que são diferentes em cada modalidade da língua. (MARCUSCHI 2005).

Segundo Marcuschi (2005), também faz-se necessário distinguir sobre as duas dimensões de
relações no tratamento da língua falada e língua escrita; i.é., de um lado oralidade e letramento, e
de outro fala e escrita. A primeira trata-se da diferenciação entre práticas sociais e a segunda
seria a distinção entre modalidades de uso da língua.
A oralidade é a prática social de interação - com fins comunicativos - que se apresenta sob
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variadas formas ou gêneros textuais fincados na realidade sonora; vai desde uma realização
informal à mais formal nos diversos contextos de uso. O letramento envolve as mais variadas
práticas da escrita, nas suas diversas formas, e pode ir desde uma mínima apropriação da escrita
até uma mais profunda apropriação.
A fala é a forma de produção textual-discursiva na modalidade oral e que não necessita de uma
tecnologia além do aparato fisiológico do próprio ser humano e da inserção deste em um
determinado grupo linguístico. A fala caracteriza-se pelo uso da língua em sua forma de sons
articulados e significativos, assim como os aspectos prosódicos, de gestualidade, os movimentos
corpóreos e a mímica. A escrita, por sua vez, é o modo de produção textual-discursiva com
certas especificações materiais e caracteriza-se por sua constituição gráfica. Nesse sentido,
Câmara Jr. (1986) afirma que para compreender o funcionamento e a natureza da linguagem
humana, é necessário partir da observação e análise da língua falada e somente depois analisar a
língua escrita.

5.1 Separação entre língua escrita e língua falada


“Os primeiros gramáticos, comparando a língua escrita dos grandes escritores do passado e a
língua falada espontânea, concluíram que a língua falada era caótica, sem regras, ilógica, e que
somente a língua escrita literária merecia ser estudada, analisada e servir de base para o modelo
do bom uso do idioma. Essa separação rígida entre fala e escrita é rejeitada pelos estudos
linguísticos contemporâneos, mas continua viva na mentalidade da grande maioria das
pessoas."(Marcos Bagno, 2006)

Apesar dos inúmeros conflitos entre gramáticos e linguistas a respeito de considerações em torno
do estudo da linguagem, é importante destacar que a separação entre língua falada e língua
escrita é feita, predominantemente, para fins de pesquisa, se tornando, assim, o estudo da
linguagem melhor segmentado para, posteriormente, ser analisado. Porém, como bem explicita
Bagno (2006), há pessoas que fazem tal separação com o propósito de valorar língua falada e
língua escrita, ou seja, estipular nível de importância maior à uma ou à outra. Além da intenção
de separar fala e escrita por questões de pesquisa, há também de se considerar fatores
pragmáticos de cada uma delas.
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A língua falada, por exemplo, é utilizada em certas situações como: palestras, conversas, sejam
elas formais ou não, e inúmeras outras ocasiões, todas relacionadas se vistas do ponto de vista de
que se concretizam por meio de encontros diretos entre locutor (es) e interlocutor(es).
A língua escrita, em contrapartida, ocorre em situações nas quais não há o encontro direto entre
locutor (es) e interlocutor (es); pode se realizar através dos mais variados escritos livros, artigos,
resenhas, cartas, etc. A escrita, diferentemente da fala, possui a possibilidade de maior tempo
para sua elaboração, porém isto não significa que ela tenha um valor maior do que a fala.

Em suma a fala e escrita são as constituintes da maior e mais importante unidade de um grupo
linguístico, Apenas com a plena integração entre elas é possível que se alcance o sucesso
comunicativo entre os falantes/escritores. A relação de dependência existente entre ambas é tão
fundamental e sólida que jamais cogitou-se a hipótese de que uma sociedade atual pudesse
evoluir moral e cientificamente com a ausência de uma delas.
Apesar da separação e das diferenças existentes entre língua falada e língua escrita, o que
prevalece é o elo maior entre locutor e interlocutor, responsável pela eficácia da comunicação.
(CATACH 1996).

6. Ortografia e a pronúncia

6.1 Principais Regras de Ortografia

Ortografia é o conjunto das regras que estabelecem a grafia correta das palavras e o uso
adequado dos sinais de pontuação.

"A competência para grafar corretamente as palavras está diretamente ligada ao contato íntimo
com essas mesmas palavras. Isso significa que a frequência do uso é que acaba trazendo a
memorização da grafia correta. Além disso, deve-se criar o hábito de esclarecer as dúvidas com
as necessárias consultas ao dicionário. Trata-se de um processo constante, que produz resultados
a longo prazo." (Pasquale Cipro Neto & Ulisses Infante, Gramática da Língua Portuguesa)

Pronúncia –é o modo como a prosódia de uma palavra é realizada. Na gramatica normativa, há


um modelo padrão de pronúncia das palavras. A pronúncia padrão das palavras depende do
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falante do idioma, de origem, do sotaque e de outros factores circunstanciais (RIBEIRO ET ALL


2010)

6.2 Acentuação

A acentuação, em sentido geral, é a ênfase dada a um elemento fonético. O estudo especial da


acentuação chama-se prosódia, parte da gramática que se preocupa com a pronúncia das
palavras.

6.3 Acento de intensidade

É o acento característico da língua portuguesa, capaz de diferenciar o valor semântico


(significado) e morfológico (classe gramatical) da palavra. Ex.:

 Sabia (verbo - "saber" conjugado na 1ª e 3ª pessoas do singular no pretérito imperfeito do


indicativo);
 Sábia (adjetivo - feminino de sábio: inteligente, sensato).

6.4 Acento principal e acento secundário

Em palavras de duas ou mais sílabas, há uma que se destaca das demais, por ser dita com mais
intensidade (a sílaba tônica). As outras pronunciadas com menos força, são chamadas átonas

6.5 Sílaba subtônica

Palavra com mais de três sílabas, principalmente as derivadas, possuem acento secundário, cuja
sílaba chama-se subtônica.
Ex.: admirável + "mente" = admiravelmente.

6.6 Acento tônico e acento gráfico

A sílaba tônica numa palavra é aquela que, na sequência dos sons, é pronunciada mais “forte”
(ou proeminente). Nas palavras, as sílabas não estão todas no mesmo nível de sons – há sempre
uma sílaba mais acentuada, mais longa, mais "forte". Essa sílaba mais acentuada é chamada
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sílaba tônica. Mesa (acento tônico)Os acentos gráficos são utilizados para indicar, na escrita, a
pronúncia correta de uma palavra. Podem ser agudo (´), circunflexo (^), e grave (`). Também
podendo ser chamados de acentos diferenciais. EX: gra má tica (acento gráfico)

Acento agudo marca a silaba tónica com vogal aberta (á, é, ó) ou com i ou u, nos casos em que
as regras o impõem: Página, café, automóvel, vírus, saída, húmido.

Emprega se para estabelecer a diferença entre palavras que tem a mesma grafia: para (verbo
parar)----para (preposição), pélo (verbo pelar)---------pelo (per + lo).

Acento grave (`) usa se apenas em contrações de preposições:

à (a+a), às (a+as), àquele (a+aquele), prò (para+o) também pode-se empregar nas formas
femininas do artigo definido a, as: à mãe, às mães

Acento circunflexo (^) marca a silaba tónica com vogal média (â,ê,ô), quando as regras o
impõe: êxito farmacêutico, avô, pôs, contrapôs. Pode se empregar também para estabelecer a
diferença entre palavras que têm a mesma grafia:

pôr (infinitivo do verbo)----por (preposição),

porquê (nome, advérbio)------porque (conjunção, advérbio)

pêlo (nome)-------pelo (preposição per + lo)

E ainda pode-se empregar para fazer a distinção entre flexões do mermo verbo que têm a mesma
grafia: dêmos (presente do conjuntivo)----demos (pretérito. Perfeito do indicativo)

Pôde (pretérito perfeito do indicativo)----------pode (presente do indicativo)


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7. Outros sinais auxiliares da escrita

A escrita ainda pode se auxiliar com os seguintes sinais: O til, a cedilha, o apostrofo e o hífen

Til (~)

O til indica que é nasal o ditongo ou a vogal em que se usa. Emprega se o til nos ditongos ão,
ãos, e nas vogais ã, ãs

Quando são terminações tónicas em qualquer palavra, mesmo que sejam verbos: coração,
reunião, valentão, irmão, irmãs, então, estarão, farão, saberão, estão, ficarão, etc.

Nota: Escreve-se am nas terminações átonas dos verbos: estavam, estiveram, tinham, tiveram,
ficaram, ficariam, fariam, façam.

Cedilha

A cedilha coloca-se sob a consoante c quando está antes de a, o ou u e tem o som equivalente a
ss; Rebuçado, caroço, açúcar.

Não se coloca antes de e ou i (acertar, recinto), e também nunca se encontra em início de palavra.

Apóstrofo

O apóstrofo usa-se para indicar a supressão de fonemas, geralmente tem sido uma vogal e o seu
uso não é obrigatório: Of`recer, `spirito.

Hífen

 O hífen usa-se pra assinalar a translineação- indicar que uma palavra é partida no fim de uma
linha e é concluída na linha seguinte (translineação).
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 Ligar duas ou mais palavras que passam a constituir uma única: Guarda-livros, amor-
perfeito, belas-artes, estrela-do-mar.
 Ligar os elementos de palavras compostas de natureza adjectival em que o primeiro deles
termina em o: Luso-brasileiro, anglo-saxónico, greco-romano, político-social, agro-pecuária.
 Ligar as formas monossilábicas do verbo haver á preposição de: hei-de, hás-de, há-de, hão-
de.

Nota: Nas formas com mais de uma silaba, a preposição de não é ligada ao verbo: havemos
de, haveis de, haveriam de.

Ligar os pronomes (como o(s), a(s), lh(S), se, me…): disse-me, trouxe-lhos(enclítico); dir-lhe-
emos, vê-la-emos (mesoclíticos). (BORREGANA 2009).

8. Regras de acentuação gráfica

8.1 Palavras oxítonas ou agudas São aquelas em que a sílaba tônica é a última

 Acentuam-se as terminadas em a, e o abertos e médios, vogal nasal ou ditongo nasal,


seguidos ou não de s:

Vogais abertas: da, das, café (s), avó (s)

Vogais médias: lê, lês, revê, revês, avô (s)

Vogais nasais; irmã (s), maçã (s)

Ditongos nasais: irmão (s). mãe (s), põe, pões

Nota 1 : Incluem-se nesta regra as formas verbais em que desaparece a terminação r, s, z por se
lhes juntar o pronome lo, la, los, las: aceitá-lo (aceitar + lo), sabê-las (saber + las), supô-lo
(supor + lo ou supôs-lo), fê-los (fez + los), fâ-las (faz + las).

Nota 2: Nos vocábulos derivados de palavras agudas com terminação nasal, mantem-se o til:
maçãzinha, irmãozito, etc
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 Acentuam-se quando terminam em i ou u precedidos de outra vogal com que não formam
ditongo, seguidos ou não de s: aí, saí, saís, país, baú (s), concluí, concluís.

Nota 1: Não se acentuam quando esse i ou u formam ditongo: saiu, concluiu, anuiu, etc.

Nota 2: Não se acentuam quando seguidos de consoante que não é s: ruim, sair, raiz, juiz, etc.

Nota 3: Repare-se na diferença entre aí e ai, saí e sai, caí e cai, país e pais, caís e cais.

 Acentuam-se quando terminam nos ditongos abertos éi, éu, ói, seguidos ou não de s: papéis,
chapéu (s), lençóis, constrói, constróis.

Nota: Estes ditongos não se acentuam quando são fechados: saberei, plebeu (s), boi (S) depois.

 Acentuam-se quando terminam em em ou ens e têm mais do que uma silaba: Alguém,
porém, armazém, armazéns, mantém, manténs.

Nota: Quando têm uma e única silaba não se acentuam: bem, cem, tem, tens.

8.2 Palavras paroxítonas ou graves

São aquelas em que a sílaba tônica é a penúltima.

 Acentuam-se graficamente as paroxítonas terminadas em: l, n, r, ps, x: amável, difícil, cânon,


hífen, fluor, tórax.
 Quando terminam em i ou u, seguidos ou não de s: lápis, júri (s), túnel, túneis, estável,
estáveis, fôsseis, bónus, vírus.
 Quando terminam em vogais nasais ou ditongos nasais: órfã (s), álbum, álbuns, órgão (s),
bênção (s).
 Quando contem o ditongo tónico aberto oi. Herói, paranóico, clarabóia, jiboia.

Nota: Não se acentua o ditongo oi quando não é aberto ou quando umas pessoas o
pronunciam aberto e outras não: comboio, estroina, boina.
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 Quando possuem um i ou u tónico precedido de vogal com que não forma ditongo: saía,
saída, conteúdo, miúdo, juízes, egoísta, construi-lo-ei.
 Quando se trata da 1ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo dos verbos do
tema em a (amar) para a distinguir de igual pessoa do presente do indicativo:

Exemplo; amámos (pretérito perfeito)--------amamos (presente)

Protestámos (pretérito perfeito)----------protestamos (presente)

Nota 1: Dispensa-se porém o acento gráfico: Quando o i ou u tónico faz parte de silaba
terminada em m, n, ou r, ou se encontra antes de nh: coimbra, saindo, sairmos, moinho, rainha.
Quando o i tónico é precedido de gu ou qu mesmo não formando ditongo: Linguista, arguido,
aquista.

Nota 2: Repare-se na diferença entre saía e saia; saíamos e saiamos.

8.3 Palavras proparoxítonas ou esdrúxulas

São aquelas em que a antepenúltima sílaba é tônica. Acentua-se todas as palavras


proparoxítonas.
Ex.: Matemática, êxito, proparoxítona, bússola.

9. Monossílabos tônicos

Uma palavra monossilábica é aquela que possui apenas uma sílaba (eu, sol, luz, gel, gol etc.).
Nos monossílabos tônicos essa sílaba é forte. São acentuadas as terminadas em "a", "as", "e",
"es", "o" e "os".
Ex.: já, gás, pé, três, xô, cós.

9.1 Ditongo decrescente aberto

Ditongo é a união de duas vogais numa mesma sílaba (papéis, ação, prédio, feijão, prefeito etc.).
Põe-se o acento agudo nas palavras portadoras dos ditongos decrescentes abertos "éi", "ói" e
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"éu".
Ex.: herói, véu, céu, rouxinóis, papéis, destrói.

Obs.: Conforme o Acordo Ortográfico de 1990, esse acento agudo é eliminado em palavras
paroxítonas.
Ex.: heroico, ideia, plateia, jiboia (perdem o acento); herói, véu, céu, rouxinóis, papéis, destrói
(mantêm o acento, porque são oxítonas ou monossílabos tônicos).

9.2 Hiato tônico

O hiato tônico ocorre quando as duas vogais são separadas na divisão silábica (saúde, ruim,
saindo, hiato, rainha etc.).

Algumas condições para esta regra:

O acento só se aplicará nas letras "I" e "U".

Ex.: raízes, saúde (acentua-se). riacho, coelho (não se acentua, pois o hiato ocorre com as letras
"A" e "E");

 Somente se essas letras forem a vogal tônica do hiato.

Ex.: saúva, heroína (acentua-se). gauchismo, paraibano (não se acentua, porque são vogais
átonas no hiato);

 Essas letras devem estar sozinhas na sílaba ou seguidas de "S".

Ex.: saímos (acentua-se). saiu, raiz (não se acentua, pois estão acompanhadas de "U" e "Z" na
sílaba);

 Se o "I" e o "U" tônicos forem precedidos de vogal igual, ou acompanhados pelo dígrafo
"NH", NÃO deverão ser acentuados.

Ex.: bainha (não se acentua, porque é acompanhado por "NH");


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Obs.: O Acordo Ortográfico de 1990 estabelece que se acentuará o "I" e o "U" tônicos quando,
mesmo precedidos de ditongo, estão situados em finais de palavra.
Ex.: feiura, Bocaiuva (perdem o acento); Piauí (não perde o acento, pois é oxítona).

9.3 Uso de k, w, y

As letras K, W e Y não pertenciam ao nosso alfabeto, mas foram incorporadas pelo Acordo
Ortográfico de 1990. Elas são empregadas nas seguintes situações:

 Em palavras estrangeiras na sua forma original.


Ex.: Franklin, show, hobby etc.
 Em nomes próprios estrangeiros e seus derivados.
Ex.: Disneylândia, Walmart, Hollywood, Hovind, Darwin etc.
 Em abreviaturas e símbolos.
Ex.: km, kg, w etc.

9.4 Representação do fonema "X"

Usa-se o "X":

 Depois do ditongo. Ex.: "CaiXa", "peiXe", "baiXo"; (Exceções: "Cauchu" e derivados)


 Depois das sequências iniciais "EN" e "ME".Ex.: "enxada", "enxugar", "mexer", "mexicano";
(Exceção: "mecha" de cabelo e derivados da palavra "cheio",como,enchido,encher,etc.)
 Palavras de origem africana ou indígena. Ex.: "Xará", "Xavante", "capixaba", etc
 Algumas palavras de origem inglesa. Ex.: "Xampu", "Xerife", etc

Obs.: Nas palavras que ocorre o "CH" no radical (parte das palavras derivadas que existe na
primitiva) não há modificação. Ex.: Cheio-Encher-Enchimento, chapéu-enchapelar, charco-
encharcar
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Usa-se o "CH" em palavras como: arrocho, bochecha, cachimbo, chope, chuchu, chuva, fachada,
fantoche, flecha, mochila e salsicha.

9.5 Representação do fonema "S"

A letra "S" usa-se:

 Entre duas vogais. Ex.: mesa, casa, peso, asilo, etc


 Em palavras derivadas em que no primitivo já ocorre o "S". Ex.: Análise - analisar -
Analisador, etc

Nos sufixos "ÊS" e "ESA" Ex.: "Holandês", "holandesa", "burguês", "burguesa", etc

1. Nos sufixos "OSO" ou "OSA". Ex.: Malicioso", "maliciosa", "saboroso", "saborosa", etc
2. No sufixo feminino "ISA". Ex.: "Poetisa", "sacerdotisa" profetisa, etc
3. Depois dos ditongos. Ex.: "coisa", "causa", "maisena", etc

O fonema (modo que se lê) "S" pode ser representado na escrita pelas letras "S", "C", "Ç" e "X"
e pelo dígrafo "SS". Em algumas variantes do português também os dígrafos "SC", "SÇ" e "XC"
correspondem ao fonema "S". Usa-se a letra "S" quando os substantivos são formados por verbos
em que o infinitivo é terminado em "DER", "DIR", "TER" e "TIR".

Ex.:

Apreender - apreensão;

Expandir - expansão;
21

Inverter - inversão; e

Divertir - diversão.

Também no sufixo "ENSE". Ex.: Paranaense, mato-grossense, amapaense, maranhense,


cearense, tocantinense etc.

2) Devemos empregar "s" em todos os substantivos derivados de verbos terminados em "ender",


"verter" e "pelir".

Exemplos:

Apreender---------apreensão
Ascender---------ascensão
Compreender-----------compreensão
Distender---------------distensão
Estender----------------extensão
Pretender--------------pretensão
Suspender-------------suspensão
Tender --------------- tensão

Verter---------------versão
Reverter-------------reversão
Converter-----------conversão
Subverter------------ subversão

Expelir------------expulsão
Repelir ------------repulsão

Usa-se o "Ç" antes das vogais "A", "O" e "U". Ex.: "Açúcar", "caçada", etc. Usa-se o "C" antes
das vogais "E" e "I". Ex.: "Pacífico", "Centena", etc.
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9.6 O uso de ç

Utiliza-se ç:

 Em palavras que corresponde a substantivo e têm como respectivo adjectivo uma palavra
terminada em –tivo ou como particípio, uma palavra terminada em –to.

Ex: Argumentativo – argumentação; liberto – libertação; junto – junção.

 Em palavras terminadas em – tenção, referentes a verbos, derivados de ter, e torcer mais os


seus derivados

Ex:

Abster-----------abstenção
Ater-------------atenção
Deter-------------detenção
Manter--------manutenção
Reter-----------retenção
Torcer------------torção
Distorcer--------distorção
Contorcer -----contorção (PINTO ET ALL 2005)

9.7 Representação do fonema "Z"

Escreve-se com z

Esse fonema pode ser representado pela escrita das letras "Z", "S" e "X". Usa-se a letra "Z" em
palavras derivadas quando já existe o "Z" no primitivo. Ex.: deslize - deslizar, raiz - enraizado,
razão - razoável

Também é usado nos sufixos "EZ", "EZA", "IZAR" e "IZAÇÃO".Ex.:

Rigidez, beleza, humanizar, humorização


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 Os sufixos aumentativo -ázio, -zão, -zarrão, -zada, -zona e os sufixos diminutivos –zinho, -
zito, e também o sufixo zeiro mantem o z nas palavras derivadas com este sufixo: canzarrão,
mazona, paizinho, alegrezito, cafezeiro.
 O sufixo izar mantém o z nas formas verbais que origina: civilizar (civil + izar), fertilizar
(fértil + izar), suaviza (suave + izar)
 O sufixo iz, indica ação ou resultado da ação: Aprendiz, chamariz, diretriz, matriz, motriz.
 Os adjectivos designativos de qualidade terminados em -az, -iz, -oz. Estes adjectivos , no
entanto tem c nos nomes que lhes correspondem:

Capaz—capacidade perspicaz----perspicácia feroz------ferocidade

Eficaz----eficácia feliz-----felicidade veloz-----velocidade

Escreve-se com z também nas palavras derivadas de outras em que o z já existe, pois que as
palavras da msma família mantem a mesma grafia: paz= apaziguar, apaziguamento.

Civilizar= civilização, incivilizado `

9.8 Valores de "X"

O tem X cinco valores fonéticos diferentes

X = ch, peixe, xaile, xadrez, rouxinol, etc.

X = z, exacto, êxito, exercício, exame, etc.

X = cs, inox, tórax, fixo, nexo, complexo, maxilar, etc.

X = s, auxiliar, sintaxe, máximo, trouxe, próximo, etc.

X = (e) is, exposição, excepto, extraordinário, expansão, etc.

Por outro lado, o som s pode ser representado por diferentes grafemas:

S=s, sal, saliente, sol, diversão, saúde, sétimo, etc.


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S=ss, massa, comissão, assar, passo, etc.

S=ç, açúcar, coração, maçaroca, etc.

S = x, trouxe, próximo, máximo, etc. (PINTO ET ALL 2005)

10. Emprego das consoantes dobradas rr, mm, nn.

Uso do duplo rr

No interior da palavra o r dobra-se para manter o som forte, quer em palavras simples, quer em
palavras formadas por afixação:

Palavras simples: carro, derreter, serra, terrível

Palavras formadas por afixação:

racional----irracional, responsável---irresponsável, romper---corromper.

 Nas palavras em que os elementos formantes sao ligados por hifen, não se dobra o r inicial
de forma de base: anti-roubo, contra-regra, semi-recta, super-reserva, inter-resistente.

10.1 Uso do duplo ss

 Quando o s está entre vogais dobra se para manter o som de ç quer em palavras simples, quer
em palavras derivadas.

Palavras simples: assar, compromisso, pêssego remessa.

Palavras formadas por afixação: sentimento----pressentimento, saturado---------polissaturado


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 Quando ocorre o prefixo trans, o s não se dobra: transecular( de trans + secular),


transiberiano (de trans + siberiano.
 Nas palavras formadas por afixação, em que os elementos formantes são ligados por hifen,
não se dobra o s inicial da forma de base: anti-social, pós-simbolismo, estra-secular, semi-
selvagem, infra-som, supra-sumo.
 1) Devemos empregar "ss" em todos os substantivos derivados de verbos terminados em
"gredir", "mitir", "ceder" e "cutir".
 Exemplos:
 Agredir/agressão
Progredir/progressão
Regredir---------regressão
Transgredir------------- transgressão

Admitir-------------admissão
Demitir--------------demissão
Omitir----------------omissão
Permitir---------------permissão
Transmitir-----------transmissão

Aceder----------acesso
Ceder------------cessão
Conceder---------concessão
Exceder---excesso,---excessivo
Suceder---- sucessão

Discutir---------discussão
Percutir-------------percussão
Repercutir / repercussão

Também usa -se "SS" na terminação "íssimo" ou "íssima". ex.: "belíssimo", "caríssimo", etc
(PINTO ET ALL 2005).
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10.2 Uso do duplo mm

Existem dois mm nas palavras comummente (comum + mente), e ruimmente (ruim + mente),
porque o primeiro m serve para nasalizar a vogal anterior.

10.3 Uso do duplo nn

Existem dois nn na palavra connosco em que o primeiro n serve para nasalizar a vogal anterior.

11. Representação do fonema "GÊ" e "J"

Pode ser representado pelas letras "G" e "J".

11.1 Usa-se o "G":

A consoante g pronuncia-se g antes de a, o e u.

Ex: galo; estrago; guloso.

A consoante g pronuncia-se j antes de e e i.

Ex: Gelo; pagina.

N.B: Para que se leia g, a conversão impõe o uso de u mudo entre a consoante e a vogal.

Ex: Caranguejo, Guilhermina.

A consoante j pronuncia-se sempre j.

 Nos substantivos terminados em "AGEM", "IGEM" e "UGEM". Ex.: Barragem, viagem,


ferrugem, etc.
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 Nas palavras terminadas em "ÁGIO", "ÉGIO", "ÍGIO", "ÓGIO" e "ÚGIO". Ex.: Estágio,
colégio, prestígio, relógio, refúgio" e etc. (BORREGANA 2009)

11.2 Usa-se "J":

 Nas formas dos verbos terminados em "JAR" no infinitivo e derivados. Ex.: Despejar-
despejo-despeje
 Nas palavras derivadas de outras que já apresentam "J" no radical. Ex.: Laranja-laranjeira

12. Letras mudas

H : letra sem valor fonético próprio em português. Aparece nos dígrafos ch, lh e nh, em algumas
interjeições, e em começo de palavra para preservar a escrita de origem (em latim era escrito
para representar o som /h/, como nas línguas germânicas atuais).

A ortografia da língua portuguesa é o sistema de escrita padrão usado para representar a língua
portuguesa. A ortografia do português usa o alfabeto latino de 26 letras complementado por
sinais diacríticos. Atualmente, a ortografia oficial da língua portuguesa é aquela consubstanciada
no Acordo Ortográfico de 1990, que entrou em vigor no ano de 2009 e é a norma legal que rege
a ortografia oficial em Portugal, desde maio de 2015, em Cabo Verde desde outubro de 2015 e
no Brasil, a partir de 31 de dezembro de 2015.

13.Princípios ortográficos: fonético vs. etimológico

O princípio fonético dos alfabetos estipula que cada letra deve representar um único som, e que
cada som deve ser representado por uma única letra. Na prática, a relação entre letras e sons é
imperfeita na maioria das línguas, sendo impossível de ser plenamente atingida em idiomas
como o português, nos quais o número de fonemas é maior que o número de grafemas que os
representem.
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O princípio fonético também enfrenta obstáculos pela tendência natural da língua falada de se
modificar com o tempo, deixando o sistema de escrita obsoleto. O princípio etimológico preza a
manutenção de grafias não fonémicas em nome da memória da origem e evolução das palavras.

Uma ortografia perfeitamente fonética é possível no caso de línguas de poucos falantes e sem
grande variação linguística (variações dialetais ou socioletais), mas deixa de ser desejável no
caso de idiomas com uma grande distribuição geográfica (como o português). Nesse caso, é
impossível uniformizar a escrita, pois uma grafia torna-se fonética para uma variante do idioma,
mas não para outra.

A ortografia da língua portuguesa adota o meio-termo. As palavras são apresentadas não de


maneira completamente fonética, mas aproximadamente fonética. Cada palavra terá, então, um
aspecto reconhecido imediatamente por todos os falantes alfabetizados da língua, mas que não
impeça que cada palavra escrita seja pronunciada de modo diferente em cada região.

14. Conclusão

Durante a realização do presente trabalho o grupo concluiu que, há necessidade de se aprofundar


na íntegra a relação que existe entre a fala e a escrita, a historia do surgimento da escrita e da
ortografia e pronúncia das palavras porque têm- se verificado muitos problemas no tratamento de
algumas regras da escrita assim como da sua leitura o que culmina com as construções frásicas
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agramaticais entre os falantes da língua portuguesa devido aos problemas acima arrolados.
Alguns falantes da língua portuguesa tem tentado combinar o que escrevem com o que falam
cindo assim num erro linguístico porque nem sempre o que se escreve lêe-se da mesma maneira.

15.Bibliografia

 BORREGANA, António Afonso, Gramática - Língua Portuguesa, 1ᵃ edição, Maputo, Textos


Editores, LDA, 2009.
30

 CAMARA JR, Joaquim M. Manual de expressão oral e escrita. 9ª ed. Petrópolis: Vozes,
1986.
 CATACH, Nina. Para uma teoria da língua escrita. [trad.] Fulvia Moretto e Guacira
Machado. São Paulo: Ática, 1996.
 MARCUSCHI, Luiz A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. 6ª ed. São
Paulo: Cortez, 2005
 Dicionário Universal mais Gramatica, 3ª edição, Moçambique Editora 2002
 PRODANOV, C.C & FREITAS, E.C. Metodologia do trabalho cientifico Métodos e
Técnicas da Pesquisa e do trabalho Académico, 2ª Edição, Brasil, Editora Feevale, 2013.
 RIBEIRO ET ALL, Gramática moderna da Língua Portuguesa. Escolar editora, 2010

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