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Reconhecimento da criança ou do jovem como

sujeito e agente do processo educativo

Papel Dinâmico no processo de Aprendizagem

Desde o nascimento, as crianças são detentoras de um enorme


potencial de energia, de uma curiosidade natural para compreender e dar
sentido ao mundo que as rodeia, sendo competentes nas relações e
interações com os outros e abertas ao que é novo e diferente.

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Reconhecimento da criança ou do jovem como
sujeito e agente do processo educativo
Reconhecimento da
capacidade da Valorizar os seus
criança para saberes e
construir o seu
competências
desenvolvimento e
aprendizagem únicas

Desenvolvimento das
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suas potencialidades
Reconhecimento da criança ou do jovem como
sujeito e agente do processo educativo
Direito reconhecido pela Convenção dos direitos da Criança (1989)

o direito de ser consultada e ouvida, de ter acesso à informação, à liberdade de expressão e


de opinião, de tomar decisões em seu benefício e do seu ponto de vista ser considerado.

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Reconhecimento da criança ou do jovem como
sujeito e agente do processo educativo

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Reconhecimento da criança ou do jovem como
sujeito e agente do processo educativo

Garantir à criança o exercício destes direitos tem como


consequência considerá-la o principal agente da sua aprendizagem,
dando-lhe oportunidade de ser escutada e de participar nas decisões
relativas ao processo educativo, demonstrando confiança na sua
capacidade para orientar a sua aprendizagem e contribuir para a
aprendizagem dos outros.

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Reconhecimento da criança ou do jovem como
sujeito e agente do processo educativo

Cabe ao/à educador/a apoiar e estimular esse desenvolvimento e aprendizagem,


tirando partido do meio social alargado e das interações que os contextos de educação
de infância possibilitam, de modo a que, progressivamente, as escolhas, opiniões e
perspetivas de cada criança sejam explicitadas e debatidas. Assim, cada criança
aprende a defender as suas ideias, a respeitar as dos outros e, simultaneamente,
contribui para o desenvolvimento e aprendizagem de todos (crianças e
educador/a).

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Áreas de conteúdo a abordar - Metodologias
Áreas de Conteúdo = Âmbitos de saber (atitudes, disposições e saberes-fazer)

Diferentes áreas serão abordadas de forma integrada e globalizante (devido à


indissociação entre desenvolvimento e aprendizagem).

Dentro destas áreas está contemplada a brincadeira, como uma continuidade de


aprendizagem (Contexto Relacional e interação Social).

As áreas de conteúdo são, assim, referências a ter em conta na observação,


planeamento e avaliação do processo educativo e não compartimentos
estanques a serem abordados separadamente.

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Áreas de conteúdo a abordar - Metodologias

As áreas de conteúdo devem centrar-se num desenvolvimento de saberes e


disposições que permitam a cada criança ter sucesso, não só na etapa seguinte,
mas também na aprendizagem ao longo da vida.

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Áreas de conteúdo a abordar - Metodologias
Para clarificar melhor o desenvolvimento e aprendizagem em cada área e a sua articulação com
outras, adotou-se uma estrutura global, em que cada área contempla:

❖ um texto introdutório, que fundamenta o seu sentido e algumas relações com outras áreas e
domínios;

❖ especificação de diferentes componentes, que integram o desenvolvimento da área, com


indicação das aprendizagens globais a promover em cada uma;

❖ apresentação de exemplos de algumas situações que ilustram a evolução do processo de


aprendizagem, constituindo referências para situar a observação do/a educador/a e os
progressos das crianças.

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Áreas de conteúdo a abordar - Metodologias
❖ exemplos de estratégias, que poderão ser utilizadas pelo/a educador/a para promover
essas aprendizagens.

❖ no final, é apresentada uma síntese das aprendizagens a promover em cada componente,


seguida de um conjunto de sugestões de reflexão, que o/a educador/a poderá utilizar
individualmente ou em conjunto com outros profissionais.

❖ Esta forma de apresentação tem como finalidade apoiar o/a educador/a na construção e
gestão do currículo, não pretendendo ser limitativa das suas opções, práticas e
criatividade.
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Papel do Educador no processo de aprendizagem
❖ Articular a abordagem das diferentes áreas de conteúdo e domínios, para que se
integrem num processo flexível de aprendizagem que corresponda às suas intenções
pedagógicas e que, tendo a participação da criança, faça sentido para ela.

❖ Planear oportunidades de aprendizagem progressivamente mais complexas, tendo


em conta a evolução do grupo;

❖ Apoiar cada criança para que atinja níveis a que não chegaria por si só, através da
colaboração no processo de aprendizagem umas das outras;
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Papel do Educador no processo de aprendizagem

❖ Diferenciar o processo de aprendizagem, propondo situações que sejam


suficientemente interessantes e desafiadoras para a criança, mas de cuja exigência não
resulte desencorajamento e diminuição da autoestima.

❖ É de extrema importância a relação que o educador estabelece com a criança afim de a


conhecer e de promover a integração, valorização e pertença ao grupo.

❖ Apoia as atividades escolhidas pelas crianças e a realização das que propõe;

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Papel do Educador no processo de aprendizagem

❖ Valoriza de forma empática os trabalhos apresentados pelas crianças, as suas


descobertas e as soluções que encontram para resolver problemas e dificuldades;

❖ Estimula quem tem mais dificuldade em partilhar o que pensa;

❖ Modera debates e negociações; propõe ainda ideias que levem as crianças a terem
vontade de melhorar o seu trabalho.

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Papel do Educador no processo de aprendizagem

❖ Valoriza de forma empática os trabalhos apresentados pelas crianças, as suas


descobertas e as soluções que encontram para resolver problemas e dificuldades;

❖ Estimula quem tem mais dificuldade em partilhar o que pensa;

❖ Modera debates e negociações; propõe ainda ideias que levem as crianças a terem
vontade de melhorar o seu trabalho. (Respeito individual e das ideias cada um, trabalho
cooperado, compreensão da perspetiva do outro, vida grupal). No entanto é importante
que seja clarificado o seu papel e importância da diferença e participação da diferença.
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Papel de outros profissionais de ação educativa

A criança estabelece um processo dinâmico de relação com o meio, em que


esta é influenciada, mas também influencia o meio em que vive.

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Papel de outros profissionais de ação educativa
Meios influentes e influenciados

➢ Organização do estabelecimento educativo

➢ Organização do ambiente educativo da sala

➢ Organização do grupo

➢ Organização do espaço

➢ Organização do tempo

➢ Relações entre os diferentes intervenientes.

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Papel de outros profissionais de ação educativa

Profissionais influenciadores e influenciados

❖ Familiares Diretos e Indiretos

❖ Responsáveis pelas instituições

❖ Auxiliares de ação educativa e sua relação com os educadores

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