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VIVÊNCIAS DA COMUNHÃO DA RESPONSABILIDADE DE EDUCAÇÃO MORAL, ÉTICA E CÍVICA ENTRE A FAMÍLIA E A ESCOLA1

Márcia Emiko Kondo Yamazaki2

RESUMO
Uma reflexão sobre a necessidade da existência de um relacionamento harmonioso e integrado entre a família e a escola, em busca de uma forma prática para exercer uma educação voltada para a moral, a ética e o civismo, norteou a elaboração desse artigo. As mudanças que a família sofreu no decorrer das últimas décadas exigiram que a escola se adequasse a estas novas mudanças, partindo do princípio que suas funções de ensinar as disciplinas pudessem agregar um reforço dos valores básicos de convivência social. Ressalta-se que a vida em sociedade é regida por leis, regras, normas e regulamentos, para garantir uma convivência harmoniosa e justa; assima a família e a escola devem contribuir de forma significativa para a formação de cidadãos conscientes e críticos com relação ao seu papel, enquanto sujeitos de direitos e deveres, assim como na permanente afirmação e prática de seu compromisso humano, como agentes de transformação social. Observa-se ainda que a própria Constituição garante a participação familiar no processo de ensino-aprendizagem de seus filhos, todavia, nem sempre as famílias se dispõem a esta participação. O dever da família com o processo de escolaridade e a acuidade da sua presença no contexto escolar são publicamente reconhecidos na legislação nacional e nas diretrizes do Ministério da Educação. A prática desse relacionamento família-escola foi vivenciada através do projeto: “De mãos dadas para um Mundo Melhor” do segundo bimestre do ano letivo de 2008, em uma escola particular de Campo Grande-MS, com o subtema: “Leis para a Vida”, onde foi possível exercitar a formação ética, moral e cívica junto aos alunos, com uma efetiva participação dos docentes e dos familiares. O Projeto foi apresentado de forma lúdica, por meio de um painel com o nome de cada aluno, onde os objetivos a serem cumpridos eram definidos por meio de sorteio de metas semanais, tais como: Jogar lixo no lixo; Cumprimentar as pessoas; Esperar sua vez; Usar as palavrinhas mágicas: Com licença, Desculpa, Obrigado e Por favor; entre outras. Através deste projeto, o docente pode concluir que a escola poderia ser um canal para a formação de cidadãos conscientes e críticos com relação ao seu papel enquanto sujeitos de direitos e deveres, mas cabe aos pais, perante a sociedade, um papel direcionador e norteador da formação moral, ética e cívica. Palavras-chave: Família. Escola. Cidadania.
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Artigo apresentado como exigência para obtenção do título de pedagoga ao curso de Pedagogia da UNIDERP, ano 2009. 2 Acadêmica do curso de pedagogia da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – UNIDERP, e-mail para contato: meky_jp@yahoo.com.br

a relação familiar que.. no lazer e em outras esferas da atividade humana”.4 1 INTRODUÇÃO Na sociedade atual. De acordo com BOECHAT (2003. pois.. oferecer soluções. p. a qual. mas também no trabalho. muito menos como "enfermidade" ou sintomas de "conflito". Trata-se. Perante a presteza de como os fatos acontecem. o aluno demonstra – ou não – os costumes e hábitos aprendidos e vivenciados no ambiente familiar. entre outras. perdas”. Assim. Ademais. a cada dia. por outro. torna-se mais delicada e ilusória. cria-se – na família – um ambiente hostil onde as pessoas não se conhecem. “quem se perdeu não foi o jovem. se por um lado pode causar problemas. foi o adulto que não está conseguindo ler a modernidade e a confunde com frieza. mãe e filhos. avós criando e sustentando os netos como perpetravam com os filhos. o que. professores. pode. de um processo incongruente que. PEREIRA (1995) aponta que a estrutura familiar “também. na rua. entre outros. outras onde só a mãe ou o pai cuidam e sustentam os filhos. não se têm mais famílias aparentemente estruturadas como outrora. independente da presença familiar. com a falta ou diminuição da solidariedade familiar. Existem famílias compostas de pai. Também nela. . acarreta problemas quanto à adaptação do aluno (filho) ao meio social (inclusive à escola). O acompanhamento e a relação desenvolvida em família são mandatários para que o aluno se implante no ambiente escolar sem maiores dificuldades. mas não se integram. Dessa forma. não se amparam ou expressam amor umas pelas outras. é preciso observar que essas transformações não devem ser afrontadas como tendências negativas. babás. Na escola não é diferente. o relacionamento entre pais e filhos – nesta sociedade moderna – causa uma série de dúvidas e inseguranças quanto ao tipo de estrutura familiar que pode ser edificada. Observa-se a gravidade de conjeturar o quão a educação e a cultura transmitida pela família influenciam o comportamento e a conduta demonstrada pelo indivíduo em qualquer local. 42). distanciamento. solidão. proporciona também a possibilidade de emancipação de fração do todo. normalmente. A aparente desordem da família é um dos aspectos da reestruturação que ela vem sofrendo. ao mesmo tempo em que agita o sentimento de segurança das pessoas. provoca a transferência da responsabilidade dos pais a outros como: escola. somente repartem um espaço físico (a casa). os papéis familiares sofreram muitas mudanças. os papéis sociais atribuídos diferenciadamente ao homem e à mulher tendem a desaparecer não só no lar.

4) ressalta o papel da escola como instituição. mas tal fato não desobriga a instituição familiar de seu papel educador – primordial ao desenvolvimento e integração do filho à sociedade.. A escola contribui de forma significativa para a formação de cidadãos conscientes e críticos com relação ao seu papel. direitos. 22) a família é o lugar indispensável para a garantia da sobrevivência e da proteção integral dos filhos e demais membros. Segundo TIBA (2002. e outras atividades têm debilitado o tempo dos pais que se vêem impossibilitados de educar seus filhos. pais conscientes de seu papel.5 Todavia... uma vez que é importante definir para os pais e para a própria sociedade sua função: a escola. É a família que propicia os aportes afetivos e. atribuindo (erroneamente) este papel – exclusivamente – à escola. essa escola . pois não possuem a certeza de que forma educá-los.180) “[. por sua vez. Porém.]”. sobretudo. e onde se aprofundam os laços de solidariedade. principalmente quando os próprios pais delegam à escola a educação dos filhos [. ARAÚJO (2006. normas e regulamentos para garantir uma convivência harmoniosa e justa.362). como agentes de transformação social. e não apenas para uma pequena parcela da população. p. deve se preocupar também com a construção da cidadania. p. independentemente do arranjo familiar ou da forma como vem se estruturando. têm determinados direitos simplesmente enquanto são seres humanos. ou se como estão agindo é a maneira mais correta. visto que a vida em sociedade é regida por leis. independentemente de suas peculiaridades e papéis específicos na sociedade. (TUGENDHAT. enquanto instituição pública criada pela sociedade para educar as futuras gerações. o que significa que às obrigações que temos em relação ao outro correspondem. nos moldes que atualmente a entendemos. materiais necessários ao desenvolvimento e bem-estar dos seus componentes. É também em seu interior que se constroem as marcas entre as gerações e são observados valores culturais. p.. Complementando. assim como na permanente afirmação e prática de seu compromisso humano. De acordo com KALOUSTIAN (1988. O trabalho.] percebo que as crianças têm dificuldade de estabelecer limites claros entre a família e a escola. demonstra que todos os seres humanos. Por este ângulo. 1999. enquanto sujeitos de direitos e deveres. Se os pressupostos atuais da cidadania procuram garantir uma vida digna e a participação na vida política e pública para todos os seres humanos. Ela desempenha um papel decisivo na educação formal e informal. com as mutações sociais. inclusive na família. esta relação tem sido afetada cada vez mais. O comportamento moral e ético consiste em reconhecer o outro como sujeito de direitos iguais. é em seu espaço que são absorvidos os valores éticos e humanitários. enfrentam o grande dilema de como educar os filhos. p. regras. Outro fator relevante é que a modernidade ocasionou uma série de alterações.

sendo publicamente reconhecido na legislação nacional e nas diretrizes do Ministério da Educação aprovadas no decorrer dos anos 90. tais como: • Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/90). Entre seus objetivos específicos. também perante o processo de escolaridade e a seriedade da sua compleição no contexto escolar. e não concorrentes. na defesa de seus direitos e deveres. Observa-se que para que a escola consiga efetivamente cumprir o seu papel. alguns aspectos que sugerem esta parceria. Esses valores e essas atitudes precisam ser aprendidos e desenvolvidos pelos estudantes e. anseios e especificidades – entre família e escola. deve promover. visto que as duas devem trabalhar para o mesmo objetivo. Para isso. responsabilidade. para todas as crianças e adolescentes. O dever da família com o processo de escolaridade e a acuidade da sua presença no contexto escolar é publicamente reconhecido na legislação nacional e nas diretrizes do Ministério da Educação. solidariedade. E ainda. não-violência. 39) descrevem a relevância da prática escolar quanto formadora de cidadãos. as condições mínimas para que tais objetivos sejam alcançados na sociedade. aprender a usar o diálogo nas mais variadas situações e comprometer-se com o que acontece na vida coletiva da comunidade e do país. impedindo que a escola e o professor possam interferir para o sucesso do educando. o papel crucial da família quanto à proteção. O interesse e participação familiar são fundamentais. LODI e ARAÚJO (2006. nos artigos 4º e 55. aprender a agir com respeito. Corroborando. a contribuição da família é fundamental. podem e devem ser ensinados na escola. mesmo apreciando as dificuldades e particularidades das famílias – e por decorrência dos educandos – se não houver um empenho recíproco em solucioná-los. no tipo de organização social em que vivemos. nem sempre as famílias se dispõem a esta participação. companheiras. sendo. afetividade e educação perpassa pelo dever. a família e o próprio portador de necessidades especiais. serão apresentados. portanto. a seguir. inclusiva e de qualidade. pois aprender a ser cidadão e a ser cidadã é. entre outras coisas. conscientizar e comprometer os segmentos sociais. todavia. a comunidade escolar. Nesse sentido.6 deve ser democrática. a diligência de detectar tais problemas torna-se inexistente. temos: envolvimento familiar e da comunidade no processo de desenvolvimento da personalidade do educando. justiça. . Entretanto. que adota como uma de suas diretrizes gerais: adotar mecanismos que oportunizem a participação efetiva da família no desenvolvimento global do aluno. na teoria e na prática. A própria lei garante a participação familiar no processo de ensinoaprendizagem de seus filhos. p. Ressalta-se a estima sobre a edificação de uma relação de amizade e companheirismo – onde se apreciem problemas. destarte. • Política Nacional de Educação Especial.

foi elaborado um questionário respondido em junho/09 por 30 pais de alunos que permaneceram na escola neste ano letivo. Neste dia. de uma escola particular da região de Campo Grande-MS. a Constituição Federal determina no Art. 205 que “A educação.7 • Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9394/96).” A legislação indica uma direção clara em favor de uma educação voltada para a defesa dos Direitos Humanos e a Cidadania que podem e devem ser compartilhados na família. Por sua vez.1 POPULAÇÃO Foi realizado um estudo de caso com 34 alunos. 2 MÉTODO 2. todas as escolas deveriam convidar os familiares dos alunos para participar de suas atividades educativas. provenientes do projeto “De mãos dadas para um Mundo Melhor” do segundo bimestre do ano letivo de 2008. . o Estado divide com a família a responsabilidade pela educação de cada um e de todos como direito e dever. na escola e principalmente na sociedade. com o subtema: “Leis para a Vida”. 2. de 8 e 9 anos do 4º ano do Ensino Fundamental I.2 MATERIAL Como instrumento de coleta de dados. que define como uma de suas diretrizes a implantação de conselhos escolares e outras formas de participação da comunidade escolar (composta também pela família) e local na melhoria do funcionamento das instituições de educação e no enriquecimento das oportunidades educativas e dos recursos pedagógicos. o MEC instituiu a data de 24 de abril como o “Dia Nacional da Família na Escola”. • Plano Nacional de Educação (aprovado pela Lei nº 10172/2007). esses dados foram utilizados para que se pudesse verificar de forma quantitativa qual a porcentagem de metas cumpridas por aluno. 2º. expressando-se coletivamente na medida em que exige a colaboração da sociedade nesse processo. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. direito de todos e dever do Estado e da família. E pontuando ainda. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. No texto constitucional. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. 6º e 12. artigos 1º.

Pesquisar e resumir um dever que conste no Estatuto da Criança e Adolescente. O projeto foi apresentado de forma lúdica. 4. Usar a palavrinha mágica: Desculpa. Usar a palavrinha mágica: Com licença. 15. por meio de um painel com o nome de cada aluno. 14. Pensar e escrever uma lei que ainda não conste no Estatuto da Criança e do Adolescente. 13. 6. Usar a palavrinha mágica: Por favor. Jogar lixo no lixo. Ouvir e respeitar as pessoas mais velhas. 5. . do 11. 12. 2. Não cometer maledicências. 9. os mesmos puderam exercer práticas de cidadania. Pesquisar e resumir um direito que conste no Estatuto da Criança e do Adolescente. 8. Falar com voz moderada. na semana seguinte. 3. 10. compartilharam com a turma de que forma cumpriram as metas e qual foi o aprendizado adquirido. Cumprimentar as pessoas. Usar somente palavras positivas. Ler as regras de um jogo antes de jogá-lo. 7. tais como: 1. E a cada semana os alunos sortearam uma das metas acima e se esforçaram para cumpri-las. Questionar uma lei que você acha que não é viável. Esperar sua vez. onde os objetivos foram definidos. Usar a palavrinha mágica: Obrigado. 16. sendo que.8 2.3 PROCEDIMENTO Por meio de metas individuais sorteados pelos alunos semanalmente.

De acordo com a figura 1. onde puderam conhecer os detalhes do projeto e se comprometeram a acompanhar o projeto.Apresentação da divisão dos alunos. de um universo inicial de 34 alunos em 2008. em 2009 (em porcentagem) . dos alunos que participaram da pesquisa. a princípio pela novidade e expectativa para cada semana.4. por gênero. contemplando 88% dos alunos que participaram do início do projeto. a receptividade e interesse dos alunos foram positivas.4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Por observação. permaneceram em 2009 somente 30 alunos. Na figura 2 observa-se a divisão. dos quais os pais responderam ao questionário. 2. e uma vez que o cumprimento dessas metas gerou mudanças de comportamento nos alunos num período de dois meses. ocorreu o interesse dos pais demonstrados através de questionamentos em reunião bimestral. Figura 1 – Quantitativo de alunos cujos pais responderam ao questionário. Figura 2 . divididos em 14 meninas e 16 meninos. incentivando e auxiliando seus filhos.9 2.1 Perfil dos alunos que participaram do projeto Na figura 1 pode-se observar a porcentagem de alunos que participaram do projeto e permaneceram na escola. realizada no final desses dois meses. sendo 14 meninas que equivalem a 47% e 16 meninos que apresentam 53% dos alunos. por gênero.

6. 8. em seguida “Jogar lixo no lixo” com 28%. Jogar lixo no lixo.10 2. Das metas apresentadas acima. Não cometer maledicências. Cumprimentar as pessoas.2 Interesse pelas metas trabalhadas Para um melhor agrupamento das metas por contexto. É importante ressaltar que os pais puderam assinalar mais de uma meta por grupo. 2. por fim.1. em terceiro “Esperar a sua vez” com 21% e. em seguida os pais puderam classificar esse grupo por ordem de relevância. Esperar sua vez. Ouvir e respeitar as pessoas mais velhas. 3. “Falar com voz moderada” com 17% 5. de acordo com sua escala de valores pessoais. Metas – Grupo 2 Ler as regras de um jogo antes de jogá-lo. Usar somente palavras positivas. 7. podemos observar que a que mais teve relevância para os pais foi a de “Cumprimentar as pessoas” com 34%. Metas – Grupo 1 1. . 4. Figura 3 – Metas do Grupo 1. Falar com voz moderada.4. elas foram divididas em grupos para uma melhor tabulação dos dados.

Pesquisar e resumir um dever que conste no Estatuto da Criança e do Adolescente. 7. . “Ler as regras de um jogo antes de jogá-lo” com 12%. em terceiro “Usar somente palavras positivas” com 23% e. 8.11 Figura 4 – Metas do Grupo 2. Questionar uma lei que você acha que não é viável. Das metas apresentadas acima. Metas – Grupo 3 6. 9. podemos observar que a que mais teve proeminência para os pais foi a de “Ouvir e respeitar as pessoas mais velhas” com 34%. Pensar e escrever uma lei que ainda não conste no Estatuto da Criança e do Adolescente. Figura 5 – Metas do Grupo 3. em seguida “Não cometer maledicências” com 31%. por fim. Pesquisar e resumir um direito que conste no Estatuto da Criança e do Adolescente.

foram “Pesquisar e resumir um direito que conste no Estatuto da Criança e do Adolescente” e “Pesquisar e resumir um dever que conste no Estatuto da Criança e do Adolescente”com 23%. Usar a palavrinha mágica: Obrigado. em última. Figura 6 – Metas do Grupo 4. Metas – Grupo 4 13. pois é no interior da família que as crianças e os jovens constroem o seu caráter e recebem os seus valores. Usar a palavrinha mágica: Desculpa. é a forma de exercer a cidadania. É recíproca a necessidade de a escola e de a família se preocuparem com a construção da cidadania. o que se pode iniciar com um simples “cumprimentar as pessoas”. por exemplo. Das metas tabuladas acima. . participando ativamente na elaboração das leis e do exercício de funções públicas. Usar a palavrinha mágica: Por favor. A de maior percentual é “Usar a palavrinha mágica: Obrigado” com 27%.12 Das metas tabuladas acima. Sem contar que estar ciente de seu papel enquanto cidadão. em seguida. ou “ouvir e respeitar as pessoas mais velhas”. empatadas. encontram-se “Usar a palavrinha mágica: Desculpa” e “Usar a palavrinha mágica: Com licença”. Usar a palavrinha mágica: Com licença. observou-se que para os pais o “Uso das palavrinhas mágicas” teve o mesmo grau de importância em termos estatísticos. 14. questionando uma lei que você acha que não é viável. “Usar a palavrinha mágica: Por favor” com 25% e com o percentual de 24%. 15. por apenas um por cento de diferença foi “Pensar e escrever uma lei que ainda não conste no Estatuto da Criança e do Adolescente” com 22%. Em seguida. E. 16. observou-se que a meta que teve maior relevância para os pais foi a de “Questionar uma lei que você acha que não é viável” com 32%.

enquanto 33% bom. 7% regular e nenhum opinaram como ruim. uma vez que 93% responderam positivamente e 7% negativamente. como demonstrou o grupo 4. com o uso das “palavrinhas mágicas: Obrigado. podem e devem ser ensinados na escola.13 Afinal. 2. bem como seus direitos e deveres.3 Avaliação e continuidade do Projeto Figura 7 – Avaliação do Projeto. aprender a respeitar e praticar os valores da cidadania. Quanto à Avaliação do Projeto. . Desculpa e Com licença”. Por favor.4. observou-se que 60% dos pais opinaram como ótimo o Projeto. Figura 8 – Continuidade do Projeto Verificou-se que a maioria dos pais gostaria que o projeto tivesse continuidade.1.

Observou ainda que. esperar a sua vez e respeitar os mais velhos. teve pouco êxito. porém. dentro de sala de aula. . utilização das palavrinhas denominadas “mágicas” – por favor. observados pelo cumprimento e interesse dos alunos em relação às metas. Decorridas algumas semanas. recuperou situações de sua própria infância. obrigado. Dessa maneira. que o projeto teve muitos pontos positivos. pois foi por pedido de alguns pais que. a princípio sutis como o simples jogar lixo no lixo. Dessa forma.4. então. jogavam sujeira em qualquer lugar e utilizavam palavras grosseiras.14 2. e observando seus resultados.2 Perfil do Docente e implantação do Projeto O docente participante do Projeto: “De mãos dadas por um Mundo Melhor”.4. o docente pesquisou projetos que trabalhavam o assunto. 2. surgiu o projeto “De mãos dadas por um Mundo Melhor”. Jogar o lixo em lugares adequados. elaborando uma proposta usando. em seguida o cumprimento diário dos alunos para todos os colegas e funcionários da escola e a postura dos alunos em situações relatadas pelos alunos quando fora da escola e comprovadas por seus pais. sem que se apresentasse uma proposta integrada à realidade dos alunos. em conversas informais. Alguns alunos eram agressivos. O docente relatou. e foi solicitado que colaborassem com seu cumprimento. alguns pontos abordados nos “Parâmetros Curriculares Nacionais“ e nos “Temas Transversais”. por experiência e prática. Então. identificou durante este período a necessidade de implantá-lo. pudesse ser solidificado e trabalhado com as crianças. como forma de amenizar as situações vividas com e entre os alunos. falassem de maneira mais moderada e tivessem respeito com o seu ambiente e com a comunidade onde vive. trabalha a três anos na mesma escola. houve mudanças também. relataram que sentiram no cotidiano pequenas mudanças como: cumprimento diário. leu o “Manual de etiqueta sustentável do Planeta Sustentável” e deles retirou o que dentro da sua experiência. também. na reunião do final do primeiro bimestre. os pais. por conta de algumas atitudes dos alunos em sala de aula e no pátio. o docente foi procurando meios para que os alunos se tornassem mais cordiais. Assim. pois a maioria deles apresentava apenas relatos separados. todos os pais receberam as metas que seriam trabalhadas durante o segundo bimestre. aos poucos. e pelos relatos de seus pais em conversas informais ou reuniões de pais e mestres.3 A família integrada ao projeto Os pais a princípio ficaram curiosos quanto ao projeto. com licença e desculpa.

enquanto sujeitos de direitos e deveres. que foi apresentado de forma lúdica. observados pelo cumprimento e interesse dos alunos em relação às metas. entre outras. e pelos relatos de seus pais em conversas informais ou reuniões de pais e mestres. O aspecto prático desse projeto gerou muitos pontos positivos. tais como: Jogar lixo no lixo. mas cabe aos pais. cada escola ou família deve vivenciar seus papéis. Desculpa. Ressalta-se ainda que. na vida pessoal e na profissão ou realização. assim como na permanente afirmação de seu compromisso humano como agentes de transformação social. 3 CONCLUSÕES Dentro de uma perspectiva de uma Escola Particular localizada no centro de Campo Grande-MS. Usar as palavrinhas mágicas: Com licença. elaborou o Projeto: “De mãos dadas por um Mundo Melhor”. que visa conduzir crianças e jovens a um futuro melhor. para que se atinja o caminho do sucesso. de maneira que tanto eles (pais) e seus filhos (alunos) puderam em conjunto praticar seus direitos e deveres como cidadãos do mundo. Inclusive na opinião dos pais. . onde as metas a serem cumpridas eram definidas através de sorteios semanais. Alguns dos principais resultados deste projeto puderam se materializar através de uma publicação interna da escola. o projeto auxiliou na educação moral. na rua. ética e cívica de seus filhos. de maneira que tanto eles (pais) e seus filhos (alunos) puderam em conjunto praticar seus direitos e deveres como cidadãos do mundo. ética e cívica. Um aspecto que se destacou durante o desenvolvimento deste projeto é que a família e a escola formam uma equipe. falta de respeito com o ambiente tanto verbal quanto físico. vividas com e entre os alunos. a escola poderia ser um canal para a formação de cidadãos conscientes e críticos com relação ao seu papel. através de seus papéis perante a sociedade. bem como a mesma direção em relação aos objetivos que desejam atingir. ser um direcionador e norteador da formação moral. ética e cívica de seus filhos. Cumprimentar as pessoas. Ressalta-se ainda que o cumprimento dessas metas incluiu mudanças de comportamento dos alunos envolvidos.15 Nas opiniões dos pais. por meio de um painel com o nome de cada aluno. Em suma. Obrigado e Por favor. com oito livros com quatro temas específicos para exercer a cidadania: na casa. mesmo tendo objetivos em comum. além de um compromisso de acompanhar as metas propostas no ambiente familiar. com intuito de amenizar as situações de agressividade. Esperar sua vez. o projeto auxiliou na educação moral. uma docente. E é fundamental que ambas sigam os mesmos princípios e critérios.

Respeito e autoridade na escola. E. Nº 48. Estatuto da Criança e do Adolescente. São Paulo: Summus. 2001. (org. TIBA. MEC. Brasília. Salto para o futuro: TV escola: Secretaria de educação a distância e Ministério da educação. A Família no Século XXI. LODI Lúcia Helena e ARAÚJO Ulisses F. Política Nacional de Educação Especial: livro 1. Rio de Janeiro: Reproarte. Ética e Cidadania.. ________. 1995. A. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. DF: UNICEF. KALOUSTIAN. 1999. Lições sobre ética.. Lei nº 9424. São Paulo: Cortez. Limites. Plano Nacional de Educação. MEC/SEESP. 2003. Brasília. Autoridade e autonomia na escola: alternativas teóricas e práticas. Ano XVI. de julho de 1990. 1988. de dezembro de 1996. Boletim 18 Salto para o Futuro: TV Escola: Secretaria de Educação a Distância e Ministério da Educação. 2ª ed. In Revista Serviço Social e Sociedade. São Paulo: Cortez. 1994. Programa 5. In Suplemento do Professor do Jornal Folha Dirigida. Petrópolis: Vozes. democracia e cidadania. Secretaria de Educação Especial. cidadania e educação: Escola. Desafios Contemporâneos para Sociedade e a Família. P. ________. (org). Ética.16 REFERÊNCIAS ARAÚJO Ulisses F. Ivone. Içami. In: AQUINO. Brasília. ________. S. Boletim 18. BRASIL. J. a Base de Tudo. BOECHAT. . 1999. Outubro de 2006. PEREIRA.) Família Brasileira. ________. A difícil arte de educar. Outubro de 2006. M. TUGENDHAT. Lei nº 8069. São Paulo: 15/10/2006.

) Jogar lixo no lixo. ) Usar a palavrinha mágica: Por favor. ) Não cometer maledicências. ) Usar somente palavras positivas. QUESTIONÁRIO 1) 2) ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( Sexo do seu/sua filho (a): ( ) masculino ( ) feminino Interesse nas metas trabalhadas no Projeto: “De mãos dadas por um Mundo Melhor”. ( ) Bom ( ) Ótimo 3) Como avalia o projeto realizado: ( ) Ruim ( ) Regular 4) Você acha que o projeto deveria continuar a ser trabalhado: ( ) Sim ( ) Não . pais. solicitamos a vossa colaboração para responder o questionário abaixo. ) Pesquisar e resumir um direito que conste no Estatuto da Criança e do Adolescente. ) Ouvir e respeitar as pessoas mais velhas. ) Falar com voz moderada. ) Cumprimentar as pessoas. ) Usar a palavrinha mágica: Obrigado. ressalvas podem assinalar quantas metas crerem serem relevantes. ) Ler as regras de um jogo antes de jogá-lo. ) Usar a palavrinha mágica: Desculpa. para avaliar o Projeto: “De mãos dadas por um Mundo Melhor”.17 APÊNDICE Srs. ) Pensar e escrever uma lei que ainda não conste no Estatuto da Criança e do Adolescente. no qual vossos filhos fizeram parte no ano de 2008. ) Questionar uma lei que você acha que não é viável. ) Usar a palavrinha mágica: Com licença. ) Pesquisar e resumir um dever que conste no Estatuto da Criança e do Adolescente. ) Esperar sua vez.

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