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Departamento de Engenharias e Ciências da Computação

Máquinas de Fluxo

Determinação da Curva Característica de


uma Bomba Centrífuga

Alex Kleinubing dos Santos


Jean Carlo Zmora dos Santos
Pedro Luiz Bohn

Santo Ângelo, 07 de dezembro de 2017


Departamento de Engenharias e Ciências da Computação

1- INTRODUÇÃO

As máquinas de fluxo são dispositivos mecânicos que tanto extraem


energia de um fluido (turbina) quanto adicionam energia ao fluido (bomba).
Estas transferências de energia são propiciadas pelas interações dinâmicas
entre o dispositivo e o fluido. Enquanto o projeto e a construção destes
dispositivos envolvem muita experiência anterior, os seus princípios
operacionais básicos são muito simples.

O homem tem buscado controlar a natureza desde a antiguidade. O


homem primitivo transportava água em baldes ou conchas; com a formação de
grupos maiores, esse processo foi mecanizado. Assim, as primeiras máquinas
de fluxo desenvolvidas foram as rodas de conchas e as bombas de parafuso
para elevar a água. Os romanos introduziram a roda de pás em torno de 70
a.C. para obter energia de cursos d’água. Mais tarde, foram desenvolvidos
moinhos para extrair energia do vento, mas a baixa densidade de energia ali
presente limitava a produção a poucas centenas de quilowatts. O
desenvolvimento de rodas d’água tornou possível a extração de milhares de
quilowatts de um único local.

Hoje, tiramos proveito de várias máquinas de fluxo. Num dia típico,


obtemos água pressurizada de uma torneira, usamos um secador de cabelos,
dirigimos um carro no qual máquinas de fluxo operam os sistemas de
lubrificação, refrigeração e direção, e trabalhamos num ambiente confortável
provido com circulação de ar. A lista poderia ser estendida indefinidamente.

Alguns exemplos de curvas.

Ensaios demonstram que as bombas podem trabalhar para condições


diversas daquelas para as quais foram projetadas, isto é, para diferentes
vazões (Q) e alturas manométricas (Hm). -As curvas características das
bombas fornecidas pelos fabricantes permitem relacionar:
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-Curva Q x Hm (m)
-Curva Q x P(CV)
-Curva Q x η(%)
-Curva Q x NPSHReq.(m)

Em um aspecto geral as curvas das bombas são mostradas da seguinte


maneira:

Figura 1: aspectos gerais das bombas

2- OBJETIVO
O presente trabalho tem como objetivo obter as curvas característica de
uma bomba centrifuga, construir um gráfico e comparar os dados com uma
curva de algum fabricante.

3- METODOLOGIA
Para se desenvolver o projeto do rotor e uma bomba centrífuga
tomam-se como base as condições de operação, ou seja, a vazão (Q) e a
altura manométrica (Hman), em que a máquina irá trabalhar; a rotação
de acionamento (n) e todas as dimensões do rotor são determinadas
para que ela possa ter o seu melhor desempenho. No entanto, a bomba
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poderá ser solicitada a operar em condições diversas à s do projeto e,


para tanto, realizam-se testes e fazem-se as curvas características
correspondentes, que verificam todas as possibilidades de funcionando da
bomba dentro de um determinado campo de aplicação,

Para realizar o experimento utilizou-se a bancada conforme a figura 2.

Figura 2: Bancada disponibilizada no laboratório da URI.


Equações e dados para realização das contas:

Foram abertos todos os registros da bancada para determinar a primeira


curva, A frequência utilizada foi de 45Hz ou seja (2700 rpm). E para definirmos
a segunda curva foi utilizado 37Hz ou seja (2220 rpm). Foi realizado 6
medições no total para obtermos os resultados para criarmos a tabela.
As pressões eram feitas na entrada e saída da bomba, já a altura
manométrica foi encontrada a partir das equações.
( ps− pe) u s 2−u e 2 J
1° Equação W = + g ( zs −ze ) + +h ¿ ( )
ρ 2 kg

Considerando a massa especifica uma constante e sem variar a energia,


podemos utilizar a equação a seguir:

2° Equação
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W . ρ=( ps− pe )

Na prática é comum associar a energia recebida ou fornecida pelo fluido


ao passar pela máquina de fluído à altura de queda d’água relacionando a
gravidade podendo-se visualizar na equação a baixo.

Para realizar o calculo da altura da quebra d´água com a gravidade


podemos achar em relação com a equação abaixo.

3° Equação

W =H . G (m)

Com todos os dados que foram obtidos a equação para a realização da


conta final é a seguinte abaixo.

4° Equação

Ps −Pe
H= (m)
ρg

Para obtermos o ponto de funcionamento, os registros abertos foram:


Tubulação 3/4'’, Registro pressão 3/4”, Perda induzida ¾” e Perda por curva de
90° ¾”. Com os referidos dados foi utilizado a seguinte equação.

5° Equação

H=Hg+ K ' Q2 (m)

Altura geométrica, é uma diferença de altura de um bocal de saída para


um bocal de entrada. Foi medido a altura geométrica e obtemos valor de
Hg=1.2m. onde podemos seguir com os cálculos com a seguinte equação.

6° Equação
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( H −Hg)
K '= 2
(m¯ 5 s2 )
Q

4- RESULTADOS

Para a realização das contas, foi utilizado a metodologia citada acima,


para determinarmos os dados da primeira curva que trabalha a 45Hz ou seja
2700 rpm, foi utilizado as seguintes equações 4, 5 e 6. Com isso obtemos o
valor da altura manométrica, com esses dados foi criado a tabela 1, podendo
observas todos os dados obtidos. A vazão foi era alterada por uma válvula de
fechamento e a variação foi constante durante todo o processo.

4° Equação

Ps −Pe
H= (m)
ρg

5° Equação

H=Hg+ K ' Q2 (m)

6° Equação

( H −Hg)
K '= 2
(m¯ 5 s2 )
Q

Pe (Pa) Pd (Pa) Q (L/H) H (m)


1 -266,66 83356,52 6000 8,47
2 -1333,15 93163,17 5500 9,36
3 -1066,53 107873 5000 10,88
4 -666,58 122583,1 4500 12,43
5 -666,58 132389,8 4000 13,42
6 -466,6 142196,4 3500 14,45
Ponto de
funcionament -1045,2 119857,1 4400 12,15
o
Tabela 1 – 1° experimento há 45 Hz.
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Com o ponto de funcionamento obtido na bancada de teste, podemos


encontrar o coeficiente característico ( K ¿¿ ') ¿ a partir da equação 6.

H=12,15m; Hg=1,2m; Q=4400 L/h

' (H −Hg) (12,15−1,2) −7 2


K= = =5,65 x 10 (m ¿ ¿−5 s )¿
Q
2
4400²

(Conta realizada com a 6° equação)

Com o valor de K ' =5,65 x 10−7 (m ¿ ¿−5 s2 )¿ encontrado, podemos achar a curva
do sistema a partir da 5° equação, foi criado a (tabela 2) para demonstrar os
dados obtidos.

−7
H=1,2+5,65 x 10 .Q ²

(Conta realizada com a 5° equação)

H (m) Q (L/H)
6,3 3000
8,12 3500
10,24 4000
12,64 4500
15,3 5000
18,35 5500
21,5 6000
Tabela 2.

Para definirmos a segunda curva do sistema que trabalha em 37Hz


(2220 rpm), foram realizados os mesmo passos do primeiro experimento, e os
dados obtidos estão presentes na tabela 3, abaixo.
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Pe (Pa) Pd (Pa) Q (L/H) H (m)


1 -799,89 63743,22 4500 6,42
2 -799,89 73549,87 4000 7,42
3 -666,58 84337,19 3500 8,53
4 -1199,84 93163,17 3000 9,37
5 -1133,18 102969,8 2500 10,4
6 -933,21 109834,5 2000 11,1
Ponto de
-638,01 80722,7 3350 8,16
funcionamento
Tabela 3 – Medições e resultados para 37 Hz.

Com o valor de K ' =6,2 x 10−7 (m¿ ¿−5 s2 )¿ encontrado, podemos a


encontrar o dados as segunda curva sistema a partir da 5° equação, foi criado
a (tabela 4) para demonstrar os dados obtidos.

H=1,2+6,2 x 10−7 .Q ²

(Conta realizada com a 5° equação)

H (m) Q (L/H)
3,68 2000
5,07 2500
6,78 3000
8,79 3500
11,12 4000
13,75 4500
16,7 5000
Tabela 4.
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Gráfico 1 -Curvas da bomba (Azul e Laranja) e curva do sistema (Preta). e


a curva que representa os pontos de funcionamento está em preto.

Gr
áfico 2: Gráfico do fabricante.
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5 - CONCLUSÃO

Devido a alguns erros nas leituras ou aparelhos não calibrados, ocorreu


uma queda na curva ou ondulações. Assim a curva não possui uma curva
constante e ficou diferente do fabricante. Mesmo com essa alteração na curva
podemos entender como se comporta o funcionamento de uma bomba.
O gráfico que mais se assemelha a está curva é a de uma bomba
centrifuga, operando em uma vazão baixa devido a baixa rotação do motor. Há
alguns pequenos distúrbios na conformidade das curvas que pode ter ocorrido
por algum erro de medição ou pela proximidade dos dados obtidos na pressão
de admissão. Em curvas apresentadas por fabricantes é normal que as curvas
das bombas se diferenciem pelos rotores, que é uma estratégia para mostrar
que a mesma bomba na qual estão vendendo podem à uma mesma rotação
modificar sua eficiência com rotores diferentes, onde provavelmente sua
carcaça suporte estes rotores distintos.

6 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Henn, E.L. “Máquinas de Fluido”, Editora UFSM, Santa Maria, RS, 2006.

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