Você está na página 1de 10

RELATÓRIO TÉCNICO DE PATOLOGIAS CONSTRUTIVAS

RIO DE JANEIRO
RJ – BRASIL
2021
SUMÁRIO

1. OBJETIVOS...............................................................................................3

2. LOCALIZAÇÃO..........................................................................................3

3. DESCRIÇÃO DO IMÓVEL.........................................................................4

4. VISTORIA DO IMÓVEL.............................................................................5

5. RESSALVAS..............................................................................................5

6. CATEGORIZAÇÃO....................................................................................5

7. DESCRIÇÃO DOS DANOS E PATOLOGIAS OBSERVADAS.................6

8. CENÁRIO ATUAL......................................................................................7

9. CONCLUSÃO...........................................................................................10

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................11

ii
1. OBJETIVOS

Conforme pode ser observado no relatório fotográfico as patologias


construtivas desta edificação concentram-se na sua maioria ao nível da laje de
cobertura, onde o seu estado de exposição as intempéries já inspira algumas
preocupações e justifica uma intervenção urgente.
O objetivo deste relatório é o de identificar os motivos que originaram essa
patologia e propor as respectivas medidas de reparação.

2. LOCALIZAÇÃO

A edificação, objeto deste estudo, encontra-se localizada na Rua Cardoso


Quintão, nº 404 - Piedade, Rio de Janeiro – RJ, com as seguintes coordenadas
geográficas: Latitude 22° 87’ 44,8” - Longitude 43° 30’ 84,8”.

Imagem 01 – Localização da Edificação em Estudo.


Fonte: Google Maps, 2021.

3
3. DESCRIÇÃO DO IMÓVEL

O imóvel possui uma área total construída de 117,75 m² (cento e de seis


metros, setenta e cinco metros quadrados), edificada no ano de 2017, com
acabamento padrão normal, caracterizado por estrutura em concreto armado,
fechamento em alvenaria, divisões internas em alvenaria, aberturas em alumínio e
vidro, piso em cerâmica e laje em EPS.

4
4. VISTORIA DO IMÓVEL

Durante a vistoria realizada “in loco”, não foram realizados ensaios


destrutivos e/ou testes com equipamentos, foi realizada a inspeção visual,
colhidas imagens fotográficas que constituem embasamentos anexos.
Os principais danos e patologias observados, durante a vistoria técnica,
foram:
 Infiltrações provenientes da laje de cobertura;
 Ausência ou impermeabilização vencida e deteriorada;

5. RESSALVAS

As análises e conclusões expressas no presente relatório são baseadas


em dados, pesquisas, normatização e levantamentos verificados “in situ”, sendo
todas as conclusões limitadas às condições visuais.
Este signatário declara não ter interesse presente ou futuro, próprio ou de
familiares, na realização de obras de recuperação do imóvel periciado, não
havendo qualquer tipo de vantagem sobre o resultado final do relatório
apresentado.

6. CATEGORIZAÇÃO

Existem fatores internos ou endógenos, que são derivados da deficiência


de projeto ou execução da obra, utilização inadequada ou deterioração natural,
pelo esgotamento da sua vida útil ou até mesmo por fatores inerentes ao próprio
imóvel.
Já os fatores externos, ou exógenos, decorrem de ações impostas por
fatores produzidos por terceiros.
Os vícios e defeitos construtivos, originam-se da falta de observação das
normas, deficiências no material e/ou na mão de-obra, aliadas à eventual
negligência dos construtores.
Podemos destacar os vícios construtivos, como anomalias ou falhas que
tornam o imóvel impróprio e podem até mesmo lhe diminuir o valor como por
exemplo uma falha no rejuntamento, um pequeno defeito na pintura, ausência de

5
vergas e contravergas nas esquadrias, sendo assim, classificados como fatores
endógenos provenientes de irregularidades de projeto, execução, ou de materiais
utilizados, constituindo uma inexecução da obrigação, quando da combinação
destas etapas.
Os Defeitos, por si, são como falhas que fazem com que o fornecimento
de produtos ou serviços afetem ou possam afetar a saúde e a segurança do
consumidor.
Falhas podem ser provenientes da execução, planejamento até mesmo da
própria manutenção propriamente dita, com procedimentos inadequados,
incluindo uso de materiais. E por fim a operacionalidade e gerenciamento.
Danos são aqueles provenientes de terceiros que afetam a própria obra.
Vale ressaltar que a manutenção é apenas um alerta, e ressalta que
qualquer problema incorrigível ou inviável, do ponto de vista do custo versus
benefício, pode ser desmembrado em soluções paliativas menores e viáveis.

7. DESCRIÇÃO DOS DANOS E PATOLOGIAS OBSERVADAS

O termo “patologia” é apresentado como análise e estudo, como um


diagnóstico médico. Assim, na Engenharia, a Patologia é a forma de relacionar
problemas e falhas em uma determinada estrutura ou edificação, afim de
assegurar o desempenho diretamente associado a sua vida útil.
Durante a vistoria foram constatadas patologias oriundas de infiltrações
provenientes da laje de cobertura, e estas patologias estão evoluindo, através da
contínua infiltração de água nas paredes, podendo vir a causar danos graves aos
usuários, bem como à edificação.

6
8. CENÁRIO ATUAL

Patologias evidenciadas “in-loco”.

- Ausência ou impermeabilização vencida e deteriorada


PATOLOGIA: FALHA DE MANUTENÇÃO, a falta de impermeabilização das
paredes internas acarreta no descolamento do revestimento, possível fator
proveniente de infiltração.

Imagem 02 – Parede interna da garagem.

Criticidade: Deve-se realizar a raspagem completa da parede e identificar


possível infiltração tanto da parede interna na Imagem 02, como na área da laje,
possivelmente oriunda de água pluvial. Revestir as paredes com tinta
impermeabilizante e nova aplicação da textura em questão contribuindo para o
desempenho da edificação e contribuindo para a sua utilização e vida útil.

7
- Infiltrações oriundas do piso superior ou laje

PATOLOGIA: DE PROJETO, verificou-se a existência de manchas de infiltração em


algumas vigas próximo a laje de cobertura, decorrentes de movimentações
higroscópicas causadas pela irradiação de água de cima para baixo (lajes sujeitas à
chuva ou pisos constantemente sob efeito de água). Isso ocorre em função da
ausência ou deficiência de impermeabilização nas lajes.
Se este problema não for sanado, as infiltrações podem vir a comprometer as
armaduras das ferragens das vigas do pavimento da garagem.

Imagem 03 – Infiltrações provenientes da laje de cobertura.

Imagem 04 – Infiltrações em vigas.

8
Imagem 05 – Laje de Cobertura sem Impermeabilização.

Criticidade: A primeira medida a ser adotada é sanar os problemas de falhas na


impermeabilização existente, rapidamente, bloqueando desta forma o possível
início de um processo de corrosão nas ferragens, caso contrário, as ferragens
dessas estruturas irão se deteriorar de forma progressiva e desastrosa.

SUGESTÃO DE EXECUÇÃO DE SERVIÇOS

1.1. IMPERMEABILIZAÇÃO FLEXÍVEL À QUENTE


a) Aplicação de 01 (uma) demão de primer asfáltico sobre a regularização
limpa e seca, resguardando-se um período de secagem de 6 horas.
b) Colagem de uma camada de manta asfáltica pré-fabricada, estruturada
com não tecido de poliéster, com espessura mínima de 4 mm. A colagem será
executada através de soldagem autógena com maçarico a GLP em toda a
superfície e as emendas entre panos de manta terão sobreposição de 10 cm.

1.2. BANHO ASFÁLTICO À QUENTE


Após a colagem da manta asfáltica, as bordas de sobreposição da manta
asfáltica deverão receber um “banho” completo de asfalto policondensado,
aquecido a 120º C e aplicado com a utilização de meadas específicas para este
tipo de serviço.

9
1.3. PROTEÇÃO MECÂNICA PRIMÁRIA
Na região do piso, a membrana impermeável deverá ser protegida por uma
camada de argamassa de cimento e areia no traço 1:3 (volume), com
aproximadamente 1,5 cm de espessura e acabamento vassourado. Nas áreas
verticais, a proteção também deverá ser estruturada com tela plástica (# ½”) tipo
viveiro, ancorada na estrutura.

9. CONCLUSÃO

Em geral, o estado de conservação, a funcionalidade e desempenho da


edificação, bem como o padrão construtivo da edificação pode ser considerado
como irregular e devem ser tomadas medidas preventivas, algumas delas de
extrema urgência.
As deficiências de manutenção aqui especificados são em funções da
ausência da mesma, que necessita de manutenção corretiva e após sanada estas
deficiências construtivas necessitará de atenção e manutenção preventiva.
A maioria das patologias encontradas são originárias de infiltrações, já que
para elaboração deste laudo não teve-se acesso à projetos e todo o laudo foi
realizado através de estudos da Engenharia Diagnóstica com referências às
normas.
Caso esses reparos não sejam executados, com a urgência devida, pode-
se chegar a um estado de maior deterioração, inclusive estético-funcional,
comprometendo a qualidade de vida local e funcionalidade do edifício, diminuindo
o tempo de vida útil da edificação.
Desta forma, sugiro a tomada de providências com o objetivo de reparar os
danos e defeitos com a maior urgência possível, a qual deverá ser executada com
mão de obra especializada, com os serviços deverão ter responsabilidade e
supervisão de um profissional de engenharia e/ou arquitetura devidamente
habilitado.

FIM

10

Você também pode gostar