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BEM-ESTAR SUBJETIVO E COPING DE UMA EQUIPE DE GINASTAS

Pâmela Klaus Benvegnú1


Sayonara de Fátima Teston2

Resumo: O objetivo deste trabalho foi analisar o bem-estar subjetivo e as estratégias de


enfrentamento adotadas por uma equipe de ginastas. A pesquisa consiste em um estudo de caso
com técnicas mistas de coleta de dados como: aplicação da escala de satisfação de vida para
adolescentes e perguntas abertas sobre estratégias de enfrentamento adotadas. Para a análise
dos dados foram utilizadas estatística descritiva para verificação da escala de satisfação com a
vida e análise de conteúdo para as perguntas abertas. Os dados coletados permitiram, após a
análise, verificar que no grupo participante desta pesquisa o bem-estar subjetivo é elevado e
que a estratégia de coping mais utilizada pelas atletas é tentar manter um equilíbrio entre bons
hábitos, boa convivência e motivação.

Palavras-chave: Bem-estar subjetivo. Rendimento. Enfrentamento.

1. INTRODUÇÃO:

Ao estudar o comportamento humano é possível perceber que diferentes aspectos


podem influenciar as atitudes e respostas de cada um. Diante disso há uma busca de “como?”
e “o quê?” pode causar essa influência bem como cada pessoa responde a ela. O mundo passa
por um momento de intensa busca por resultados positivos, portanto realizar uma avaliação
sobre o bem-estar de cada indivíduo ou de uma equipe é um procedimento que surge como
uma boa maneira de intensificar a apresentação de estratégias para um melhor enfrentamento
das crises e consequentemente do rendimento individual e do grupo.
Para Koller e Paludo (2007) a Psicologia Positiva está em pleno processo de expansão
dentro da ciência psicológica. Porém ela já traz contribuições muito importantes, como
pesquisas com o intuito de construir instrumentos que identifiquem, avaliem e classifiquem os
aspecto positivo do indivíduo; há também a terapia positiva que tem como foco fortalecer os
aspectos saudáveis e positivos de cada um, construir (reconstruir) as virtudes e forças, e ajudar

1
Graduanda em Psicologia, Universidade do Oeste de Santa Catarina, E-mail: p.benvegnu@unoesc.edu.br
2
Doutora em Administração, Universidade do Oeste de Santa Catarina, E-mail: sayonara.teston@unoesc.edu.br
2

a encontrar os elementos para uma mudança positiva (PASSARELI; SILVA, 2007). O bem-
estar subjetivo é influenciado por muitas variáveis, Giacomoni (2004) sugere que existem três
aspectos do bem-estar subjetivo que são importantes e merecem ser destacados: o primeiro diz
respeito à subjetividade – o bem-estar reside na experiência do indivíduo; o segundo consiste
no entendimento de que bem-estar não é apenas a ausência de fatores negativos, mas também
a presença de fatores positivos predominantes; e o terceiro, salienta que o bem-estar inclui uma
medida global ao invés de somente uma medida limitada de um aspecto de vida.
Diante de todas variáveis psicossociais, entende-se que as estratégias de enfrentamento
apresentam uma grande contribuição para o bem-estar subjetivo do indivíduo, pois são
mecanismos utilizados para diminuir o estresse com o intuito de voltar ao estado normal do
funcionamento pessoal de cada um da maneira mais rápida (LORENCETI; SIMONETTI,
2005). Estes autores afirmam ainda que os métodos de enfrentamento são denominados padrões
diretos quando estão relacionados com o uso de habilidades para solucionar problemas
envolvendo o indivíduo em alguma ação que afeta a demanda de alguma forma.
Nesse contexto, buscou-se como objeto de pesquisa, um grupo de atletas praticantes de
Ginástica Rítmica. Atualmente a equipe encontra-se com diversas atletas pleiteando para
conseguir vagas em competições nacionais e internacionais. Assim, a pergunta desse estudo é:
qual o índice de bem-estar subjetivo e quais são as estratégias de enfrentamento adotadas por
uma equipe de ginastas? Esta pergunta deu origem ao objetivo norteador do estudo: analisar o
índice de bem-estar subjetivo e as estratégias de enfrentamento adotadas por uma equipe de
ginastas.
Para atingir este objetivo, foram realizadas a mensuração do bem-estar subjetivo das
atletas e a identificação das estratégias de enfrentamento utilizadas por elas diante dos desafios
da rotina esportiva. Entende-se que essa pesquisa apresenta principalmente ganhos empíricos,
pois poderá servir como diagnóstico para adoção de estratégias de gestão em equipes de
ginástica.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:

Na fundamentação teórica, os principais temas do estudo foram abordados: psicologia


positiva, bem-estar subjetivo, estratégias de enfrentamento e ginástica rítmica.

2.1 PSICOLOGIA POSITIVA:


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Em 1998 Martin Seligman assumiu a presidência da American Psychological


Association e iniciou um movimento chamado Psicologia Positiva, que se propõe a oferecer
uma abordagem que leva em consideração as potencialidades e virtudes humanas, com o estudo
das condições e processos que contribuem para a prosperidade de indivíduos e comunidade.
Nos anos 2000, Seligman junto com Czikszcntmihalvi publicou uma edição especial da
American Psychologist enfatizando que a Psicologia não produzia estudos suficientes sobre as
virtudes humanas.
Com o passar dos anos diferentes estudos foram feitos levando em conta os aspectos
positivos do indivíduo. Para Koller e Paludo (2007) o campo da Psicologia Positiva tem
oferecido espaço para a investigação empírica dos aspectos virtuosos a partir de métodos
científicos rigorosos, Seligman (2003) identifica três importantes pilares para a investigação
nessa perspectiva: 1) a experiência subjetiva; 2) as características individuais – forças pessoais
e virtudes; 3) as instituições e comunidades. Ainda para Koller e Paludo (2007) pesquisar sobre
esses assuntos pode ser eficaz na prevenção de problemas relacionados ao comportamento
humano.
A Psicologia Positiva chega com o intuito de suplementar a Psicologia tradicional,
segundo Passareli e Silva (2007), já que ela pode favorecer a maneira como vemos a nós
mesmos e as outras pessoas, o que pode resultar em maior prazer em vivenciar as situações
cotidianas e o relacionamento com nossos pares. Koller e Paludo (2007) apresentam outra
grande contribuição que compreende a possibilidade de abordar as questões envolvidas no
desenvolvimento das pessoas, reconhecendo que elas e as experiências estão inseridas em
contextos sociais e culturais. O papel da intervenção positiva é auxiliar o indivíduo a construir
uma vida prazerosa, engajada e com sentido Duckworth, Steen e Seligman (2005) com intuito
de trocar o foco problema do indivíduo pela tentativa de sobrepor os aspectos positivos aos
negativos. Para Hutz (2014) a Psicologia Positiva tem como um dos seus objetivos principais
promover o potencial e o bem-estar humano.

2.2 BEM-ESTAR SUBJETIVO:

Diversos autores como Diener, Oishi e Lucas (2003) apontam o bem-estar subjetivo
como sinônimo de felicidade, já outros como Giacomoni (2004) expandem seu significado
definindo o bem-estar subjetivo como uma ampla categoria de fenômenos que inclui as
respostas emocionais das pessoas, domínios de satisfação e os julgamentos globais de
satisfação de vida. Assim, as pesquisas sobre bem-estar subjetivo são divididas em duas
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vertentes, a de Bradburn (1969) que menciona o positivo e o negativo como sendo diferentes e
a felicidade como o equilíbrio de ambos. E a outra defendida por sociólogos como Michalos
(1980) que aponta a satisfação de vida como indicador de bem-estar.
Passareli e Silva (2007) observam que pessoas com o bem-estar elevado parecem ter
melhores relações sociais do que pessoas que apresentam baixos índices de bem-estar. O bem
– estar subjetivo é visto como uma atitude e não um sentimento, e como tal segundo Ostrom
(1969) possui pelo menos dois componentes cognitivos básicos: afeto e cognição, que são
referidos por Giacomoni (2004) como aspectos racionais e intelectuais (cognição) e aspectos
emocionais (afeto). Parece que o bem-estar subjetivo pode influenciar a capacidade de
relacionamento das pessoas, Seligman (2004) afirmou que pessoas felizes têm mais amigos
casuais e amigos íntimos, permanecem casadas por um maior período e participam de mais
atividades de grupo.
Acredita-se que além das ligações com as relações sociais, o bem-estar subjetivo pode
ser associado à saúde, à longevidade e as estratégias de enfrentamento. Seligman (2004, p.55)
menciona que “a emoção positiva funciona como previsão de saúde e longevidade, que são
indicadores de reservas físicas”. Para Gracia (1997) o bem-estar subjetivo está associado a um
envelhecimento mais saudável, bem como para Anguas (1997 apud Guedea et al 2006, p.302)
o bem-estar é um indicador de saúde mental. As emoções, sentimentos e afeições são elementos
que constituem a vida afetiva de um indivíduo, fornecendo sentido às vivências humanas.
Enquanto acredita-se que sentimentos são estados afetivos, as emoções são percebidas como
reações acompanhadas por descargas somáticas tendo o afeto como possível indicador da
qualidade emocional em cada representação.
O bem-estar subjetivo está ligado a todas as experiências vivenciadas por cada
indivíduo, pois Diener, Suh e Oishi (1997) afirmam que o campo do bem-estar subjetivo inclui
os estados indesejáveis tratados pelos psicólogos clínicos. Para Martínez e Garcia (1994) o
bem-estar subjetivo está associado também com sintomas depressivos e doenças físicas. A
maneira como cada um vivencia os sintomas e eventos estressantes levam a diferentes
interpretações cognitivas e formulação de estratégias de enfretamento (coping) de cada um.

2.3 ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO (COPING):

A palavra coping (enfrentamento), de acordo com Michaelis (1979) tem origem do


verbo inglês to cope que significa “lidar com”, “enfrentar”, “contender”, “lutar”. As estratégias
de enfrentamento são um conjunto de medidas usadas por um indivíduo para se adaptar as
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situações adversas e lidar com o estresse que foi despendido. Para tal, Abril (1998) diz que os
recursos de enfrentamento tanto são características individuais quanto estão associados ao
apoio social percebido pelo indivíduo.
Estudiosos como Folkman e Lazarus (1985) conceituam enfrentamento como um
processo transacional entre a pessoa e o ambiente, com ênfase no processo tanto quanto em
traços de personalidade. No Brasil, Vasconcelos (1999) diz que as pessoas têm o
comportamento de enfrentamento em estágios, sendo: 1º) choque – mais ou menos forte
dependendo do fator surpresa com que ocorre a crise; 2º) evento – período muito intenso em
que o sujeito pode sentir desamparo, pânico, desorganização; 3º) retrocesso – fase na qual
parece corresponder à negação e é importante quando usada para prevenir um colapso ou pausa
para reavaliar a situação; 4º) teste de realidade – o sujeito retoma o processo de enfrentamento.
Toda mudança na vida de um indivíduo traz algum nível de estresse, o efeito deste sob
o desempenho de cada um pode vir de diferentes maneiras, sendo elas positivas ou negativas,
Savoia (1999) diz que as condições que tendem a causar estresse usualmente se combinam para
pressionar um indivíduo de várias maneiras até que o mesmo se desenvolva. Para diversos
pesquisadores como Garmezy e Masten (1991) o apoio social é bastante importante para que
um indivíduo execute suas estratégias de enfrentamento. Já Gracia (1997) menciona que o
apoio ou suporte social- manifestado através do uso de equipamentos comunitários, redes
sociais e relações íntimas, por exemplo -, também permite satisfazer necessidades
(instrumentais e expressivas) em situações cotidianas e de crise.
O coping apresenta duas funções: a primeira é auxiliar a modificar a relação indivíduo
x ambiente e dessa maneira controlar ou alterar o problema apresentado; e a segunda é ajustar
a resposta emocional que o indivíduo dá ao problema (SAVOIA, 1999). Folkman e Lazarus
(1985 p. 85) apresentam a própria definição de coping, como sendo “os esforços cognitivos e
comportamentais constantemente alteráveis para controlar (vencer, tolerar ou reduzir)
demandas internas ou externas específicas que são avaliadas como excedendo ou fatigando os
recursos da pessoa”. Assim, infere-se que os recursos de enfrentamento demonstram uma
grande importância na construção do chamado bem-estar subjetivo, bem como na definição da
personalidade de cada indivíduo e no seu nível de rendimento.

2.4 A GINÁSTICA RITMICA:

A ginástica rítmica, antigamente chamada de ginástica rítmica desportiva, foi criada no


início dos anos 1920 com uma combinação de movimentos, técnicas respiratórias, de
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relaxamento e dança. Para Laffranchi (2001) o sentido deste esporte confunde-se com a arte,
uma vez que, mostra a busca da expressão corporal associada à criatividade e técnica.
No ano de 1952 foi criada a Liga Internacional de Ginástica Moderna com o objetivo
de difundir a modalidade que é exclusivamente praticada por mulheres, em equipe ou
individual. Em 1961 fora disputada a primeira competição da modalidade. Logo depois, em
1962, a Federação Internacional de Ginástica reconhece a ginástica rítmica como um esporte,
porém a mesma torna-se modalidade olímpica apenas em 1984 (ALONSO;KRAUSE, 2006).
No Brasil a GR chega nos anos 1950 pela influência da professora húngara Ilona Peuker
que formou o Grupo Unido de Ginastas (GUG), primeira equipe competitiva do país. A
primeira participação de uma atleta brasileira é no Campeonato Mundial de 1971 realizado em
Copenhagen na Dinamarca. Em 1978 foi criada a Confederação Brasileira de Ginástica, que
ajudou, devido ao incentivo, na classificação das primeiras atletas brasileiras para participação
em jogos olímpicos. As melhores colocações em equipe das atletas brasileiras foram o 8º lugar
nas olímpiadas de Sidney e Atenas, e na modalidade individual foram 3º lugares na modalidade
Arco e Maças no Pan-Americano de Santo Domingo e Rio de Janeiro, respectivamente.
Atualmente quem define as pontuações, número de atletas por equipe e demais normas
a serem seguidas durante uma competição é a FIG (Federação Internacional de Ginástica). O
tablado de apresentação mede 13 metros de comprimento por 13 metros de largura, as
apresentações individuais duram no máximo 75 segundos e podem ser realizadas com cinco
instrumentos diferentes: arcos, bolas, fitas, maças ou cordas. Já para as equipes, cada
apresentação tem duração máxima de 150 segundos, a primeira é realizada com as bolas e a
segunda com fitas e arcos.
A equipe objeto de estudo conta com quatro categorias: a pré-infantil, a infantil, a
juvenil e a adulta. Atualmente ela conta com 15 atletas integrantes da categoria juvenil que
participam frequentemente de competições, tanto com apresentações individuais quanto em
equipe.

3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:

O método utilizado foi um estudo de caso em abordagem mista com as 14 atletas de


uma equipe de ginástica rítmica. Buscou-se realizar uma análise sobre o bem-estar subjetivo e
as estratégias de enfrentamento desta equipe de ginástica. Yin (2001) define o estudo de caso
como uma estratégia de pesquisa que compreende um método que abrange tudo em abordagens
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específicas de coletas e análise de dados. Para atingir este objetivo o caminho percorrido exigirá
técnicas específicas.
Primeiramente o bem-estar subjetivo foi mensurado por meio da Escala
Multidimensional de Satisfação de Vida Para Adolescentes (EMSV-A), validada no Brasil por
Segabinazi et al. (2010). O instrumento foi aplicado, pela treinadora, com catorze das quinze
atletas durante um treino logo após a participação delas em uma competição, sendo que a atleta
faltante não respondeu ao questionário posteriormente para obedecer aos critérios de aplicação
adotados. Para identificar as estratégias de enfrentamento utilizadas pelas atletas, foram
incluídas perguntas sobre o tema ao final do instrumento aplicado.
A análise dos dados foi realizada através de uma técnica mista, Sandelowski (2000)
sugere que o método misto, ou seja, recolha e análise de dados de tipo qualitativo e de tipo
quantitativo é uma opção a ter em conta se queremos expandir a abrangência do nosso estudo
ou se queremos aumentar o seu poder analítico. Dessa forma, para o questionário Escala de
Bem-Estar Subjetivo foi utilizada a análise de estatística descritiva, um método que permite
organizar e descrever os aspectos importantes de uma série de valores, assim tornando possível
uma visão global das variações que ocorrem, organizando e apresentando os dados por meio
de tabelas, gráficos e medidas. E a interpretação das entrevistas e observações fora realizada a
partir da análise de conteúdo definida por Bardin (2011) como um conjunto de técnicas de
análise das comunicações. Tal técnica tem a organização como ponto de partida e conta com
três constructos para análise: a pré-análise, a escolha dos documentos e formulação das
hipóteses para a elaboração dos indicadores (ou categorias) para a interpretação, a exploração
do material e o tratamento dos resultados que consiste na inferência e interpretação dos dados.

4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS:

Participaram da pesquisa 14 atletas juvenis de uma equipe de Ginástica Rítmica.


Primeiramente, os dados faram lançados em planilha Excel, e num segundo momento, utilizou-
se o software SPSS para auxiliar na análise dos dados por meio da estatística descritiva. Freund
e Simon (2000) dizem que a estatística descritiva envolve o manuseio dos dados para resumi-
los ou descreve-los procurando não inferir qualquer coisa que ultrapasse os próprios elementos.
Tal estatística é conhecida por possibilitar que o analisador sintetize diferentes valores de igual
natureza, permitindo uma visão completa das variações destes, assim permitindo que os dados
sejam reunidos de três formas: por tabelas, gráficos e medidas descritivas (FREUND; SIMON,
2000).
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Para responder ao objetivo do estudo, optou-se por seguir as recomendações de


Segabinazi et al. (2010) para correção do instrumento, ou seja, considerou-se as dimensões de
bem-estar subjetivo. Com auxílio do Excel foram analisadas a assimetria (As) e curtose (k), e
verificou-se que os dados se apresentam como quase normais. Para Bussab e Morettin (2003)
assimetria e curtose são medidas que auxiliam na descrição e compreensão da distribuição dos
dados no gráfico. Então, define-se assimetria como coeficientes que permitem uma análise da
forma que é feita a distribuição da frequência dos dados, ou seja, ela é a forma da curva gráfica,
enquanto a curtose é o grau de achatamento da curva, logo as duas são complementares na
análise (BUSSAB; MORETTIN, 2003).
Para o instrumento utilizou-se uma escala likert de cinco pontos. Logo, a menor
possibilidade de resposta era 1, e a maior, era 5. Identificou-se a quase normalidade dos dados
para estas dimensões através dos resultados de assimetria (entre -2 e +2) e curtose (entre -7 e
+7) conforme apontamento de Finney e DiStefano (2006). A identificação da quase
normalidade permitiu a adoção da estatística paramétrica para tratamento dos dados coletados.
As ferramentas estatísticas (testes de hipóteses, intervalos de confiança) que permitem
extrapolar para uma população considerações acerca de parâmetros importantes (médias,
desvios-padrão, etc.) pertencem à chamada Estatística Paramétrica (REIS et al., 1997).
Os testes paramétricos analisam a variação dos resultados de uma variável dependente
de acordo com o manuseio de variáveis independentes, para que isso ocorra é preciso que sejam
cumpridos três requisitos: a distribuição normal, que é perfeitamente simétrica, a forma da
curva do gráfico assemelha-se a um sino; a variância homogênea, ou seja, os dados são
parelhos; e os intervalos contínuos e iguais, que são as escalas entre as medidas relativas
(SIEGEL; CASTELLAN, 2006). Para Siegel e Castellan (2006) a validação dos resultados dos
testes de estatística paramétrica depende do reconhecimento de suas hipóteses, uma delas é a
normalidade dos dados, considerada requisito básico para a aplicação de estatística
paramétrica.
A seguir, apresentam-se os resultados do perfil dos participantes, sendo: sexo, idade,
tempo de participação da equipe, tempo de prática da modalidade e dados de desempenho.
Foram 14 atletas do sexo feminino participantes da categoria juvenil da Equipe de Ginástica
Rítmica de Chapecó por tempo superior a um ano e inferior a dez anos, com idades entre 11 e
17 anos e tempo de prática da modalidade esportiva superior a dois anos e inferior a 10, o
desempenho das atletas é dividido em duas categorias, individual e coletiva, sendo que na
modalidade individual são sete atletas que competem e tiveram notas entre 7 e 9 na última
competição, enquanto cinco atletas competem em equipe sendo avaliadas com nota 19 na mais
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recente competição em que participaram, enquanto duas das catorze atletas fazem parte da
equipe mas ainda não obtiveram notas de classificação para competições.
As respostas das participantes da pesquisa a respeito das sete dimensões do EMSV-A
(self, self comparado, família, autoeficácia, amizade, escola e não violência) podem ser
verificadas no Gráfico 01. Os dados são apresentados em percentual, pois existe uma
quantidade diferente de perguntas em cada dimensão do instrumento. Os valores percentuais
foram calculados considerando a pontuação total possível em cada dimensão.

Gráfico 01 – Percentual por Dimensão


100,00 90,00 89,64
90,00 84,13
79,18 77,62 77,86
80,00
70,00 65,48
60,00
50,00
40,00
30,00
20,00
10,00
0,00

Fonte: elaborado com base nos dados da pesquisa (2018).

Segundo Segabinazi et al. (2010) são 7 as dimensões do EMSV-A, caracterizadas como:


família, item que demonstra a qualidade dos relacionamentos familiares além do ambiente;
Self, que são itens que caracterizam o adolescente por características positivas como
autoestima; Escola, que demonstra o ambiente escolar, os relacionamentos interpessoais nesse
contexto; Self comparado, como o adolescente se vê em relação a seus pares; não violência,
desejo do indivíduo de não se envolver em situações ligadas a comportamentos agressivos;
Autoeficácia, capacidade no alcance de metas estabelecidas; Amizade, relacionamentos e nível
de satisfação dos mesmos.
No Gráfico 01 é possível perceber que a resposta dos participantes deixou mais elevadas
as dimensões Amizade e Família. Seligman (2003) relata que um dos pilares importantes na
investigação da psicologia positiva são as instituições e comunidades, assim, altos índices
nestas áreas demonstram que o bem-estar está ligado ao bom relacionamento com os pares,
conforme afirmam Passareli e Silva (2007) quando falam que pode existir aumento do prazer
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quando há um bom relacionamento com os pares. Enquanto a mais baixa é o self comparado,
que agrupa itens que comparam as avaliações que o adolescente faz de si mesmo em relação
ao seu grupo de pares (SEGABINAZI et al., 2010), apesar de ser a mais baixa em relação as
demais respostas nessa pesquisa, o percentual do grupo encontra-se acima da média para a
idade das participantes, corroborando assim com o que nos trazem Passareli e Silva (2007),
quando afirmam que o bem-estar e pode favorecer a maneira como o indivíduo enxerga a si
mesmo e seus pares, tornando as relações mais benéficas.
Diener (2000) incorpora bem-estar subjetivo e felicidade em três campos: bem-estar
por critérios externos; bem-estar definido por sociólogos, que são os motivos pelos quais as
pessoas avaliam suas vidas de forma positiva; bem-estar como sendo a superioridade dos afetos
positivos sobre os negativos. Já Giacomoni (2004) cita que o bem-estar subjetivo tem a ver
com a experiência do indivíduo, não é ausência de fatores negativos e corresponde a um aspecto
global da vida. Doze das catorze atletas que contribuíram com a pesquisa estão participando de
competições no ano de 2018, sendo que sete delas têm médias entre 7,0 e 9,0 nas provas
individuais e as outras cinco tem média 19,0 na competição em equipe. No gráfico 01 pode-se
observar que o alto percentual de satisfação com a vida das participantes, condiz com o bom
desempenho das mesmas nas competições em que participaram, pois conseguiram atingir os
objetivos de ganhar medalhas e classificarem-se para competições maiores. Koller e Paludo
(2007) mostram que o desenvolvimento do indivíduo está também relacionado com
experiências inseridas nos contextos sociais e culturais.
Mediante o questionário de nível de satisfação com a vida, foi possível aferir que as
atletas apresentam níveis elevados em todas as sete dimensões, o que corrobora com o bom
desempenho em competições, pois conforme Cruz (1996 apud Cordeiro et al. 2017) atletas com
rendimento excelente indicam alto grau de confiança, motivação e concentração. Sabe-se
também que estes resultados podem indicar desejabilidade social e/ou auto cobrança elevada,
também se constitui como aspecto típico de profissionais que vivem em ambiente de cobrança
excessiva.
Por meio da análise de conteúdo, realizou-se a análise das respostas das participantes
sobre as estratégias de enfrentamento. Quando questionadas sobre o que influencia o bem-estar
durante os treinos, duas das atletas relataram a vontade como um aspecto, quatro relacionam
“começar o treino acertando”, seis relatam que aspectos como dormir bem, “estar bem comigo
mesma” estão relacionados, enquanto uma das participantes não respondeu a questão e a outra
disse “coisas que aconteceram de manhã”. Segundo Michalos (1980) o bem-estar de um
indivíduo está relacionado à sua satisfação com a vida.
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No questionamento sobre o que influencia o mal-estar durante os treinos, duas


participantes relataram não estar com vontade como um ponto, três disseram “coisas que
aconteceram”, três relatam “começar o treino mal” como outro aspecto, duas trouxeram o
nervosismo e os erros coletivos, uma disse “muitas dores, dormir mal”, outra relatou “ficar
acima do peso, não conseguir fazer o que queria ou alcançar o objetivo dos treinos” e duas
colocaram tristeza, nervosismo e ser xingada como influências. Segundo Diener, Suh e Oishi
(1997), o campo do bem-estar subjetivo não são somente aspectos positivos, podem sim incluir
fatores indesejáveis.
Quando foram perguntadas sobre como reagiam ao viverem situações que
promovessem o bem-estar durante os treinos, nove atletas dizem que se sentem “feliz”, duas
não responderam ao questionamento, duas dizem se sentir muito bem e uma delas relata que
sente-se motivada. Já no questionamento de como reagem quando vivem situações que
promovem o mal-estar durante os treinos, duas participantes não responderam, sete disseram
que ficam tristes, uma delas disse “fico abalada com pensamento de que podia ser melhor”,
duas relatam se abalar quando cometem erros e duas relataram que se sentem triste mas pensam
em reverter a situação. Folkman e Lazarus (1985) dizem que coping são trabalhos cognitivos e
de comportamento com o intuito de conter ou equilibrar necessidades internas ou externas de
cada pessoa.
Quanto às estratégias de enfrentamento, segundo Suh, Diener e Fujita (1996) o processo
de enfrentamento acontece quando o indivíduo se desfaz de suas experiências negativas
mudando seu foco para outros objetivos, analisando o ocorrido de maneira mais positiva ou
descobrindo uma nova interpretação para o evento adverso. Segundo Folkman e Moskowitz
(2000), o coping tem apresentado papel importante e mostrando sua relação com o sucesso
esportivo. De tal maneira, segundo as atletas o mal-estar está relacionado a um sentimento de
que podiam ter sido melhores, porém ao se depararem com situações ruins as mesmas tentam
ressignificar a experiência e buscam acrescentar uma rotina com experiências positivas para
que isso as auxiliem a lidarem melhor com os acontecimentos destoantes.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS:

O presente artigo traz informações sobre a psicologia positiva e dois aspectos de sua
definição, o bem-estar subjetivo e o coping, relacionados ao desempenho de atletas de uma
equipe de ginástica. Entende-se que objetivo do estudo era analisar o índice de bem-estar
subjetivo e as estratégias de enfrentamento adotadas por uma equipe de ginastas foi atingido.
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Por meio dos resultados foi possível confirmar achados teóricos de que os adolescentes
tendem a relacionar sentimentos e satisfação das necessidades com o conceito de felicidade.
Através do questionário de nível de satisfação com a vida, foi possível aferir que as atletas
apresentam níveis elevados em todas as sete dimensões. Sabe-se também que estes resultados
podem indicar desejabilidade social e/ou autocobrança elevada, neste sentindo, sugere-se que
em estudos futuros possam ser utilizadas técnicas qualitativas de coleta para que possam ser
investigadas estas possibilidades. Acredita-se que a impossibilidade de utilizar técnicas
qualitativas, como entrevistas em profundidade se constitui como limitação do estudo.
A amostra desta pesquisa é pequena, porém, todas as atletas do grupo participaram do
estudo. Ainda existem diversos pontos que podem ser pesquisados com relação a este assunto,
ficam como possível sugestão analisar os aspectos positivos e negativos durante uma
competição para que naquele momento seja possível mensurar se a nota da atleta tem relação
com os sentimentos da mesma naquele momento, ou outras pesquisas relacionadas utilizando
outras variáveis.

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