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Senhoras e Senhores.

Como é do conhecimento de todos, ao final de 2007, meu nome foi noticiado como se envolvido estivesse em fatos ilícitos, pretensamente ocorridos durante e após meus dois mandatos como reitor da UFSM. Depois de estudar, cuidadosamente, quase 30.000 páginas do processo principal e milhares de outras em processos acessórios, à procura dos caminhos que teriam levado os dois jovens agentes do MPF local a proceder dessa forma, sou obrigado a partilhar com os senhores uma gravíssima preocupação. Qual seja, a facilidade com que denunciantes anônimos, ou escondidos pelo próprio MPF, podem “fazer a cabeça” de jovens procuradores ansiosos por projeção na mídia e na sociedade! Não há nenhuma sustentação em fatos ou documentos para qualquer das acusações que o MPF arrolou contra mim. Nenhuma testemunha arrolada pelo próprio MPF confirmou qualquer corrupção ativa ou passiva, ou oferecimento neste sentido. Muito menos os 53 locupletamentos! Os depoimentos das testemunhas, inclusive as arroladas pela acusação, confirmam minhas declarações na CPI da Assembléia Legislativa gaúcha e na Polícia Federal, demonstrando, cabalmente, a licitude de todas as minhas ações e atitudes. Esses jovens esqueceram os ensinamentos da história que mostram, como na inquisição, que a denúncia anônima é a arma dos fracos, covardes e invejosos. Muitas vezes é usada como auto proteção para desviar o foco, afastando de si próprios as atenções de inquisidores vaidosos e ansiosos por mostrar serviço. Essa prática maldosa e secular nas sociedades faz parte de inúmeros relatos históricos dos quais recolho o de Leandro Noreh em seu recente best seller, no qual resgata os fatos ocorridos na Bahia, em 1591, sobre as ações da inquisição: “Quando apareciam (os inquisidores), os cidadãos corriam até eles para fazer denúncias contra hereges, na tentativa de parecer bons católicos e livrar a própria barra.” A exposição que vou lhes fazer não tem a pretensão de ser uma defesa técnica nos processos formais. Esta está a cargo dos advogados que conhecem os detalhes dos procedimentos que devem ser seguidos. Sobre as acusações que o MPF elencou na sua denúncia contra a minha pessoa, repito o que sempre tenho dito: trata-se de uma fantasia completamente irreal sem qualquer sustentação fática ou documental.

O que eu vou expor e apresentar, são documentos e fatos, a maioria deles extraídos de processos judiciais. Eles desnudam o jogo de cena que foi armado e foram omitidos do conhecimento da sociedade. O que eu vou apresentar é a outra face da “Rodin”. Vou expor os fatos e documentos, procurando ordená-los cronologicamente pelas suas datas não pelas datas que eu tomei conhecimento deles.

1 – Linhas de Atuação na Reitoria
Recupero rapidamente as principais ações que implementamos durante nossos mandatos na reitoria, do conhecimento da maioria de vocês, e que se refletem sobre os fatos apresentados nos processos. 1.1 – O incentivo à busca de projetos de pesquisa, de extensão e de ensino foi ação permanente. Anualmente eram conduzidos milhares desses projetos, na Universidade ou nas Fundações. Sempre que fui solicitado, pelos respectivos coordenadores, prestava o apoio institucional. Ministérios, secretarias de Estado, Prefeituras, Instituições Públicas Civis e Militares, ONGs, Instituições Privadas, Sindicatos, Organizações Religiosas todos foram atendidos, independente de partidos, com solicitude e desprendimento. Em determinados períodos chegamos a ter 3 mil projetos em andamento. Dentro desses apoios prestados estão duas visitas coletivas, acompanhado de várias pessoas e recebido por outras tantas, que eu e coordenadores de projeto fizemos ao DETRAN-RS: uma para apresentar o Programa PEIES e a qualificação da equipe para realizar os exames buscados pelo órgão, e outra para acompanhar a assinatura do contrato entre a FATEC e o DETRAN-RS. Nossa participação, nessa e em centenas ou milhares de outras reuniões protocolares semelhantes, sempre foi focada no bem público e no interesse da sociedade. Isso só me rendeu o reconhecimento público traduzido muitas vezes em diplomas, placas, comendas, medalhas e outras homenagens, das quais muito me orgulho e tudo faço para honrá-las. Dezenas de testemunhas, entre autoridades públicas e coordenadores de projeto, ratificaram em juízo esse comportamento absolutamente isento de qualquer interesse pessoal. Até testemunhas de acusação arroladas pelo MPF ou de defesa de outros acusados ratificaram esse comportamento. Se não fosse limitado o número de testemunhas, que tinha o direito de indicar, poderia ter arrolado centenas de testemunhas em lugar de dezenas. No caso específico do DETRAN-RS, a testemunha arrolada pela acusação ou do MPF, protagonista das reuniões do DETRAN-RS, foi taxativa a respeito. (Extrato do Depoimento de Rubem Hoffmeister) *

A evasão era maior entre os alunos provenientes de escolas privadas do que entre os alunos provenientes de escolas públicas. no seu conjunto. reuniões diversas e mais a Feira das Profissões. O sucesso da Assistência Estudantil. referente a 2008. o PEAPES. o ensino e a extensão. Mais de 20% eram assistidos com algum tipo de auxílio. cursos de informática. Todos os investimentos que foram geridos pela administração foram usados com muita economicidade para as finalidades mais nobres da instituição. podia ser facilmente constatado. alimentação. se eu tinha oferecido vantagens ou pedido vantagens pessoais. a Universidade alcançou índices superiores a 64% de ingressantes no vestibular provenientes de escolas públicas e na conclusão dos cursos o índice era superior ao de ingresso. que era a maior feira das profissões do Sul do País. com cursos de aperfeiçoamento. o MPF teve a precedência para formular perguntas. O apoio que o programa PEIES prestava às escolas participantes. Novas e avançadas instalações foram implantadas e novas parcerias foram estabelecidas com importantes instituições. treinamento de recursos humanos e qualificação de laboratórios. a evasão voltou a crescer para 28% depois que encolheram o PEIES. prédios e instalações. No depoimento da testemunha. uma das mais baixas do país entre as Universidades completas. 1. foi a minha defesa. combinado com o salto de qualidade das atividades desenvolvidas em todas as áreas. durante os nossos mandatos. assistência social. cursos de línguas. transporte. Limitou-se a perguntar para a testemunha se ela me conhecia e se eu tinha estado no DETRAN-RS. assistência psicológica e diversas bolsas. Quem perguntou sobre qual tinha sido a minha participação. cadernos didáticos. caiu para 17%. Quem deveria te-lo feito era o MPF para sustentar suas fantasias de corrupção ativa e passiva. 13% dos alunos tinham acesso à moradia. próxima da média nacional de 40%. Infelizmente. assistidos pelos programas de moradia. Os laboratórios foram modernizados.2 – A inserção social da Universidade foi um dos progressos mais marcantes da Instituição. A evasão da Universidade que era de 39%. .Nas fantasias construídas pelo MPF eu teria corrompido a Direção do DETRAN-RS para trazer o projeto para Santa Maria. Graças ao Programa de Equidade de Acesso e Permanência no Ensino Superior. no relatório da UFSM. contribuiu significativamente para a qualificação e motivação dos alunos que ingressavam na Universidade. Os recursos provenientes dos projetos foram criteriosamente investidos em assistência estudantil. a Assistência Estudantil e a Feira das Profissões. apoiando a pesquisa.

entre terceiro e sexto lugar no Brasil. foram dotados de todos meios para garantir tempestivamente a eficiência das suas atividades. Tudo que era possível. a partir do meu segundo mandato. a UFSM atingiu 100% dos cursos avaliados. mesmo anônima. Graças a organização implantada e a impessoalidade de tratamento. na esfera de atividades de um reitor. ao mesmo tempo. juntamente com outros setores importantes para garantir a legalidade e a probidade das atividades da Instituição. desenvolvendo e pesquisando. DEMAPA. Muitas das ações. foram implantadas e alavancadas graças ao incentivo e prestigiamento que levei pessoalmente à maioria dos setores que estão à frente das grandes conquistas da Universidade até hoje. meus colaboradores e eu desenvolvemos os setores administrativos. CONTABILIDADE e outras. Nenhum prazo foi perdido ou transgressões foram prescritas.3 – A ação administrativa de um dirigente de uma instituição. classificados nos dois mais altos níveis (A e B ou 5 e 4). Sempre incentivei a descentralização e o desenvolvimento das capacidades individuais e setoriais.As avaliações a que a Universidade foi submetida mostram o crescimento contínuo da qualificação dos seus cursos naquele período. no final do nosso segundo mandato. que substituiu o Exame Nacional de Cursos. no ENADE. que atuam nessas áreas. a Comissão Permanente de Sindicância e Inquérito Administrativo. atestaram cabalmente a impessoalidade com que administrei a UFSM. Dentro desse contexto. As acusações de improbidade não têm nenhuma sustentação em fatos. deixou de ser investigada. treinamento e todos os recursos necessários para dar a segurança administrativa e legal que o Reitor precisa. A Procuradoria Jurídica. Simultaneamente. Nas últimas avaliações. Estivemos. que continuam a trazer benefícios para a Universidade. para melhorar a inclusão social e a qualificação do ensino médio. Incentivei o crescimento do território abrangido pelo programa. nos apresentamos ao DETRAN-RS dando nosso testemunho da capacidade do grupo do PEIES para fazer os exames descentralizados de habilitação de condutores. As testemunhas da Universidade. PROJUR. o Provão. dotando-os de equipamentos. 1. junto com o PEAPES. foi feito para resguardar os interesses da Universidade e da Sociedade. nenhuma denúncia. . novas técnicas. Assim fiz para os setores envolvidos com o PEIES. COPSIA. tem de ser compartilhada para alcançar os objetivos institucionais. colocando-o como parte do PEAPES e o divulgamos nacionalmente. como a UFSM.

respeitei a independência das fundações. apoiaram a candidatura Lima/Felipe. atendi o pedido do vice-reitor. Conhecia o professor José Fernandes como tantos outros aposentados que atuam nas fundações. eu desconhecia até a existência da empresa Pensant. Portanto. desde 1998 a 2001 ou 2002. Quanto ao domínio político do conselho. administrativas. eleitos pelas suas comunidades. Clóvis Lima passou essa função para o seu vice-reitor.Todas as correções recomendadas pelo TCU foram implantadas após esgotadas as instâncias de recursos. Elas sempre decidiram com independência suas diretorias. distribuídos entre representantes da sociedade. Dos outros 10. o próprio Prof. pelo . instituidores e diretores de centros. 7 diretores de centro. Em 2000 assinou com a empresa Pensant um acordo de cooperação entre a empresa e a FATEC. professor Felipe Muller. sociais todos foram recebidos e atendidos. A ninguém foi solicitada ou oferecida qualquer vantagem pessoal em troca de projetos. seus acordos. Quando assumiu a reitoria. que eram e são de confiança do reitor. o Conselho Superior tinha quatro pró-reitores e um representante da Universidade. No final de 98. Durante parte do período em que participou do Conselho Superior da FATEC. Ele ficou de representante até o final do meu segundo mandato. Na FATEC. é ilustrativo o fato de que quando se tornou pública a minha discordância com a candidatura do professor Lima e do professor Felipe. Dentro desse espírito de impessoalidade foram também pautadas nossas relações com parceiros ou com instituições com as quais deveríamos nos relacionar. Lima. o professor Lima exerceu a presidência da FATEC. atuando de maneira totalmente independente. Os conselheiros eram vinte ou mais. 2 pró-reitores. No primeiro ano o representante do reitor continuou o mesmo do meu antecessor. militares. o Prof. que também permaneceu representante até quase o final de seu mandato. sucedendo-me. quando discordávamos institucionalmente de alguma interpretação. Organizações civis. Clóvis Lima e o indiquei para representar a UFSM no Conselho da FATEC. 10 dos 20 conselheiros se alinhavam com o Prof. religiosas. Lima (que era o representante da UFSM junto ao conselho superior da FATEC). contratos e procedimentos. Durante todo os meus mandatos. contrariando a minha preferência. (documento entre FATEC e Pensant) Naquela época. Assim foi também com as fundações de apoio.

Universidades. Grupo de pesquisadores interessados no verdadeiro desenvolvimento das ciências espaciais em nosso estado. (depoimento do Prof. o próprio Conselho Regional Profissional. estava também a Pensant. Desta forma. reitores. estatutária ou politicamente. Lima. Essa era a situação quando conclui o meu segundo mandato na reitoria. O desenvolvimento real e o salto de qualidade alcançado pela Universidade durante meus mandatos. uma ONG voltada para o meio ambiente do nosso Estado. etc. a maioria externos à UFSM. futuramente. que na época exercia a Presidência da FATEC. . eu não tinha ascendência sobre a Fundação ou sobre o seu Conselho Superior. instituições. conselhos. pesquisadores e professores. 2 – Minhas atividades Pós-Universidade Para completar o quadro em que viria a se desenvolver a operação midiática que usaria o nome do grande escultor francês (Auguste) “Rodin”.) Nas fantasias dos jovens do MPF.menos um dos instituidores. é importante que se esclareça que atividades eu desenvolvi após sair da Universidade. uma das empresas Paulistas top no Brasil na área de gestão informatizada. Entre essas organizações e pessoas estavam um dos mais bem sucedido grupo empresarial de nossa cidade e região. Lima. declararia.etc. profissionais. empresas de Engenharia. Todas as testemunhas dessas empresas foram unânimes em afirmar que me procuraram pelos meus conhecimentos e nem tiveram qualquer contato ou indicação da Pensant . solicitando ideias. a minha projeção era devido às minhas relações com a Pensant. assessorias. análises de projetos. não manifestaram preferências. Na outra Fundação. na sindicância do estado que se identificava com o Prof. que declaradamente apoiavam o Prof. a FUNDAE. (documentos relativos a palestras. Nessa condição fui procurado por várias empresas. Entre essas empresas. Os professores Nei Pipi e Ailo Saccol. Tadeu da Silveira na PGE) Os demais conselheiros. administradores. quem estava no comando eram dois ex pró-reitores. somaram-se ao reconhecimento profissional. palestras. que já vinha de longa data.

que saiu brigada da empresa. 3 – O ambiente na Universidade após meus mandatos Para entendermos a outra face. Temporalmente esses trabalhos se desenvolveram entre abril/maio de 2006 até outubro/novembro do mesmo ano. Por elas foram remunerados os trabalhos de assessoria da Sarkis Engenharia Estrutural Ltda. 3. Importante lembrar que nenhuma análise ou mesmo consulta teve qualquer relação com o contrato do DETRAN-RS. que teria dado na PF. absolutamente nada. nem mesmo informal. As únicas assessorias para a Pensant que resultaram em trabalho efetivo foram as prestadas para o chamado “Pacto pelo Rio Grande”. de que alguém me teria apresentado a ela como sendo o “guru” da empresa. com quem eu colaborava graciosamente. (documento – extrato do depoimento da Vanessa) Como visto. de documentos anexados aos processos e de depoimentos tomados a termo pela Polícia Federal. Foi arrolada como testemunha pela acusação. de relatórios do Conselho Curador. reconstruí vários fatos relevantes através de notícias da imprensa.Para a Pensant foram feitas várias análises preliminares de projetos. Mentira sem qualquer sustentação. Nunca recebi nenhuma consulta da Pensant. Novamente valho-me de uma testemunha arrolada pela acusação que desmentiu essas fantasias. ainda que remotamente. Na sequência confirmou integralmente que o meu trabalho na empresa se deu em função do “Pacto pelo Rio Grande” e até o mês de outubro de 2006 e de forma muito intensa. após o término de meu trabalho como reitor da UFSM. que endosse. prestando consultoria técnica para a confecção de projetos para o bom desenvolvimento da região e do Estado. continuei trabalhando individualmente ou junto à família. A testemunha é uma ex-funcionária da Pensant. Todas as análises e consultas seriam remuneradas quando resultassem em projetos efetivos. buscando valorizar suas imagens em cima da Universidade. O MPF afirma que eu participei da migração do projeto ou da sua execução através da Pensant. Nada. Exatamente como eu já havia dito antes na PF e na CPI da Assembleia.1 – No início de 2006 recrudesceu a ação dos dois procuradores locais. sobre o contrato da FATEC com o DETRAN Gaúcho. praticamente diária. Em juízo desmentiu a tomada a termo do depoimento. as fantasias dos Jovens do MPF. Até procedimentos que se encontravam sob . Ela acreditava que estava sendo ameaçada por um funcionário da empresa e por isso compareceu espontaneamente para prestar depoimento na PF.

o MPF enviou em DVD quase oitenta processos que tinham a Universidade ou as fundações como interessados. professor Felipe Muller. o professor Felipe afirmou que indicou os dois membros. Denunciada em audiência. tudo deveria passar por ele. passou a existir um apêndice da Administração Superior da UFSM ingerindo diretamente num contrato da Fundação com terceiros. que se deu em dezembro de 2005. resolveu aumentar esse controle criando um tal de Comitê Gestor para o contrato da FATEC com o DETRAN-RS. 3. convocar uma assembleia dos representantes da Universidade no Conselho da FATEC para. Pelo regimento desse comitê. os procuradores locais acostaram uma relação de 39 processos de investigação. fiscal. etc. O representante do Reitor no Conselho da FATEC deveria. tumultuando a própria ordem natural desses procedimentos. ansiosos por posarem de heróis e guardiães da moralidade perante a sociedade. (documento: lista com processos) Disco 6 Processo escuta vol 1 PDF pg 83 a 85 Mais tarde. escolherem dois membros para o comitê gestor. A lista mostra o foco dos procuradores locais em cima da Universidade . ditas sistemistas. ocorreu o episódio da provável quebra de sigilo legal. que já detinha politicamente o controle da FATEC. bancário. Nunca houve a tal assembleia. Para tumultuar. atualmente exercendo a própria reitoria. Na época desses eventos ele exercia a própria presidência do Conselho da FATEC. que estavam sendo conduzidos pelo MPF local. O representante do reitor no conselho da FATEC era o seu vice-reitor. Ao depor em juízo. como a contratação de empresas. como testemunha de acusação. para trabalhar no projeto e celebração de novos contratos. a reitoria.análise no Tribunal de Contas da União eram repisados com aberturas de investigações adicionais e sobrepostas pelo MPF. As palavras do presidente do comitê na ata nº01 são taxativas sobre o controle que a reitoria passou a exercer. a Juíza determinou que o MPF investigasse. regimentos) Pela primeira vez na história da fundação. portanto logo após minha saída da reitoria. sob total subordinação de fato ao reitor e ao vice..2 – No início de 2006. entre eles. durante o depoimento do professor Felipe Muller. Essa informação foi corroborada pelas testemunhas de defesa de outros acusados que deveriam ter . atas. que veremos adiante. com os quais a UFSM tinha algum tipo de relação. conforme o regimento. (documentos: constituição do comitê. como foi o caso do INEP. No documento que embasou o pedido de quebra de sigilo telefônico. Instalou-se uma verdadeira indústria da denúncia anônima satisfazendo e despertando os instintos mais primitivos de inveja dos denunciantes e os de vaidade dos receptores da denúncia.

. (doc. Note-se que mesmo a minha assessoria no Pacto pelo Rio Grande. O completo domínio da reitoria que me sucedeu. no âmbito da própria FATEC. fossem pagos com recursos destinados à execução do contrato. ainda em 2006. eu desconhecia completamente essas tratativas. antes de ser eleito para reitor.90% eram destinados à execução do contrato. o professor Felipe exigiu que vários bolsistas de outro(s) projeto(s). a reitoria de então (Lima/Felipe) participou ativamente da troca. dos quais era coordenador. reconheceu que foi ele quem convocou o Conselho da FATEC e apresentou para os conselheiros as vantagens da troca de fundações. Ao contrário. através da Pensant. Os indicados arbitrariamente pelo professor Felipe. desenvolveram-se os contatos e negociações do DETRAN-RS com as fundações FATEC e FUNDAE. O MPF me acusa de fazer o que os seus protegidos faziam. além dos 10% referidos acima. a exclusão de algumas empresas ditas sistemistas e inclusão de outras novas. 3. Mesmo contra a vontade dos gestores da fundação. Documento : extrato do depoimento do professor Felipe Essa troca de fundações trazia. Na época. havia terminado em outubro do ano anterior. Extrato depoimento Dima Quatrim) Vejam o absurdo. Sem a concordância da FATEC em apoiar as atividades da FUNDAE seria impossível fazer a troca de fundação. Não é demais repetir que a maioria dos fatos que estou relatando só chegaram ao meu conhecimento pela leitura dos autos do processo da operação apelidada de Rodin. Em determinado momento. fica claro que 10% eram destinados à FATEC e UFSM . após a mudança do governo estadual. Ao relatar o uso do recurso destinado ao cumprimento do contrato FATEC/DETRAN-RS. foram dois colegas do seu centro que exerciam cargos de pró-reitores. o professor Felipe conseguiu impor seus interesses.3 – No início de 2007. além das que já haviam sido incluídas depois da criação do comitê gestor pela reitoria (Lima/Felipe).participado da tal assembleia e nunca foram convocados para tal. entre outras consequências. Não respeitou nem as regras que ele ajudou a criar. diante dos telefonemas gravados e das atas das reuniões do Conselho Superior da FATEC. Em juízo o professor Felipe. sobre esse projeto/contrato foi muito bem caracterizado pelo depoimento em juízo da funcionária da FATEC. Havia mais de um ano que eu havia deixado a reitoria.

enaltecendo suas pretensas virtudes. sem identificação da fonte. o mesmo de nome Mirón. Essas acusações seriam complementadas por um e-mail apócrifo transcrito nos processos pelos dois procuradores. Sabia de coisas íntimas da administração superior da UFSM e da FATEC. O caluniador. com dezenas de processos e requisições de informações e documentos. utilizado na minha denúncia ao MEC ou extratos das denúncias. Nada sobre o documento do professor Lima com a Pensant.Simultaneamente. Documento: cópia do ofício ou extrato Disco 6 processo escuta vol 01 – Pg 97 Por essa época. Nada sobre os numerosos novos sistemistas contratados pela FATEC após a minha saída da reitoria.3. provavelmente em março ou abril. Sobre os bolsistas do professor Felipe pagos com dinheiro do contrato FATEC/DETRANRS nenhuma informação. foi porque ele seria contra as sistemistas. em 4 de maio de 2007.a . Lair com os professores Lima/Felipe. os dois jovens do MPF mantinham a reitoria sob fogo cerrado. Nenhuma palavra sobre o comitê gestor. quando eu não tinha dedicação exclusiva. Mentiras absurdas sem qualquer comprovação documental ou de testemunhas. durante a gestão Lima/Felipe. em meados da década de 90. na sede do MPF ou em outro lugar. Vejam que não se trata de denúncia anônima. quando eu ainda era reitor. A quebra do sigilo fiscal minha e de meus familiares e suas empresas. que se seguiu. mesmo após a criação do tal comitê gestor. tinha uma memória e uma visão muito seletiva. Esse indivíduo compareceu na frente dos dois procuradores.3. A quase integralidade do meu patrimônio foi conquistada antes de eu assumir a direção do Centro de Tecnologia. A relação dos sistemistas com a FATEC é atribuída à minha pessoa. como se vê. buscando auto promoção. Especula que a minha ruptura com o professor Lima. desfilando uma série de acusações contra vários desafetos. Omite o grande número de sistemistas que a FATEC contratou para trabalhar no projeto DETRAN-RS. Só faz acusações contra opositores à reitoria (Lima/Felipe). de estar por trás da transferência das fundações e de receber R$50mil por mês por conta do contrato FATEC/DETRAN-RS desde o seu início. Nada da relação do Sr. Observem os termos duros desse ofício encaminhado ao reitor por um dos procuradores. na época da sucessão. aparece o tal professor oculto. Nenhuma palavra sobre as propostas apresentadas pelo professor Felipe ao Conselho Superior da FATEC. De apoiadores da reitoria (Lima/Felipe) ele nada sabe ou nada informa. O viés da política interna da universidade é evidente. Me acusava. Documento: Fotocópia do Jornal Diário de Santa Maria. seria suficiente para desmascarar essa mentira. Uma verdadeira reedição das “caças às bruxas” da época da inquisição. Falava dos sentimentos do professor Lima com uma intimidade muito grande. . sempre alegando que “ouviu falar”.

quiçá “amigo íntimo de longa data”. exatamente no dia 11. dois ofícios: um para a Reitoria da UFSM. acompanhado de advertências quanto ao não atendimento do requerido no prazo. se deu a omissão de documentos da reitoria ao MPF. 3. acompanhada de numerosos documentos. que usam e abusam desse bordão para dar ares de verossimilhança às suas fantasias. em 21 de maio de 2007. muito comuns na comunidade acadêmica antes da operação midiática. quase deselegante. Na parte ostensiva da investigação são expedidos. Como ele poderia ter certeza de que sua identidade seria resguardada? Ou ele era conhecido. O mais estranho é que a resposta. professor Luiz Carlos de Pelegrini. em maio de 2007. e outro sob segredo de justiça com consulta à Receita Federal. ou essa denúncia foi arquitetada ao longo de várias reuniões. pesquisas na internet e pedido de quebra de sigilo telefônico. Incomodado por alguma contrariedade. bem como de contratos entre a UFSM e a FATEC que versam sobre pesquisa e desenvolvimento na área de trânsito. resolve marcar uma audiência ou encontro com os dois jovens para deitar falação contra seus desafetos. Os procuradores abrem um processo de investigação formal. Mais surpreendente ainda é que o dia 11 de . foi enviado o ofício. sem prazo para resposta. foi encaminhada já no dia 14. como também é conhecido.Procurem imaginar a cena: . encaminha sua resposta em 28 de maio com os tratamentos de estilo. o tal professor oculto volta à carga através de um e-mail que os procuradores anexam ao processo após eliminarem a identificação da origem. fiscal e bancário além da própria denúncia secreta tomada a termo pelo MPF. talvez pela troca de fundações e exclusão de alguma empresa sistemista. com tomada de depoimentos e pedido de informações oficiais à Universidade e às Fundações. demandando as informações sobre o projeto DETRAN-RS. pesquisas em diário oficial. do mesmo procurador. quase amigável. ou talvez com as frequentes críticas e comparações desfavoráveis à administração dos seus ídolos. O Presidente da FATEC. que analisa detalhadamente os mínimos desencontros de respostas anteriores do reitor e dava um prazo exíguo para resposta.o caluniador oculto não deseja ser identificado. Uma semana depois.4– Nesse contexto. de um dos procuradores. Algum tempo depois. A reitoria responde no dia 14 de maio em ofício assinado pelo professor Clovis Silva Lima que encaminha “cordialmente” ao procurador Rafael Miron vários documentos. com prazo para a resposta. (Documentos – cópias dos ofícios) Observem que no dia 4 de maio de 2007 foi recebido na reitoria aquele ofício ríspido. em 11 de maio de 2007 sem fixar prazo para a resposta e outro para a Direção da FATEC. Em ambos ofícios é requerido o envio de documentos relacionados ao projeto/contrato do DETRAN-RS com a FATEC e/ou o Projeto Trabalhando pela Vida.

Esse contrato tinha sido assinado no dia 4 de abril de 2007. pois. na sequência. havia um que versava sobre pesquisa na área de trânsito. e a longa série de documentos omitidos. no final de 2007. com a assinatura do professor Lima. todos com as assinaturas do professor Lima ou do Professor Felipe. Era. aparece mais um desses contratos. portanto. em menos de um dia útil os documentos foram preparados e entregues no MPF. Portanto. um dos documentos com a minha assinatura. quando ocorreu a parte midiática da PF. Como eu descobri essa omissão de documentos? Pela resposta que foi encaminhada pela FATEC sobre os mesmos documentos.pg digital 9) . no mesmo dia. para ver a semelhança com os demais. A mesma rotina. Em torno de quatro por ano. O que fez a reitoria? Encaminhou apenas os documentos que continham a minha assinatura. que foi omitido. Não há nenhuma ilegalidade nos documentos. Documento cópia do contrato (Disco 2 Caixa 3 – Volume 13. Por ocasião da busca e apreensão na FATEC. na sequência. no início de novembro. Omitiu todos os demais assinados por Lima ou Felipe de 2005 a 2007. o documento de 2004. Na Justiça Federal só chegou no dia 18 de outubro. Entre os contratos da FATEC com a Universidade. Vejam. para justificar o pedido de quebra do sigilo telefônico. quando eu era reitor. Documento Disco 1 Apenso 2 pg 351. Omitiu até mesmo um documento que o professor Lima havia assinado na condição de reitor em exercício. Esse contrato era renovado anualmente e aditado sempre que havia alguma mudança de bolsistas ou em qualquer outra condição. Esses documentos só foram conhecidos pela Polícia Federal em 20 de setembro Documento Disco 1 Apenso 2 pg 1. esses documentos seriam longamente analisados e utilizados pelos jovens procuradores do MPF em manifestação ao juízo. que estava no exercício da reitoria. Adendos. assinados pelo professor Felipe Muler. só nesse projeto. (Documentos cópias dos contratos). Os documentos entregues pela reitoria são uma das provas mais contundentes da armação contra minha pessoa. E foi bem menos de um dia útil. quando já estavam em fase final de preparação as medidas ostensivas que seriam objeto da operação midiática. Era a rotina do cargo durante os meus mandatos e durante o mandato dos meus sucessores e antecessores. também omitido na resposta da reitoria ao MPF. em 2004. muito recente.maio de 2007 foi uma sexta-feira e o professor Lima sempre foi crítico quando eu necessitava trabalhar nos sábados e domingos. aditivos e planos de trabalho eram comuns.

residindo em Porto Alegre. que embasaram o pedido das medidas excepcionais. Os procuradores jamais poderiam ter insistido na fantasia de que o professor Lima era contra os sistemistas. incluído nas informações encaminhadas. com as omissões e armações já mencionadas. quando a Polícia Federal começou a atuar. ainda não envolvido pelo clima do MPF. Nesse mesmo dia. a mesma data em que os documentos foram entregues ao MPF. em Santa Maria. Disco 1 Apenso 2 pg 250 O detalhe é que o convite é do dia 14 de maio. Os telefones do professor Lima. tudo em segredo de justiça. era que a administração nova da Universidade (Lima/Felipe) estaria oferecendo resistência aos sistemistas. de acordo com a ótica vigente. desde a sua posse. com forte ênfase nas informações da reitoria recém chegadas. do professor . Outro detalhe interessante dessa resposta da reitoria é que. Mas no restante do processo eles aparecem.Qual o objetivo da omissão? Mostrar que eu havia me comportado em desacordo com a rotina institucional. era contra a forma do projeto e outras bobagens se os documentos completos fossem enviados. Documento: Disco 1 – Processo – Volume 1 – pg 54 Mais estranho ainda é um ofício do reitor convidando o presidente do DETRAN-RS para discutir o contrato com a reitoria. que não eram de sua responsabilidade. assinados ou redigidos após a posse de Lima/Felipe. Que o meu sucessor não havia adotado os mesmos procedimentos. enviou cópia dos contratos entre a fundação e as empresas ditas sistemistas. Documento: cópia do ofício extraída do processo. inclusive as tais denúncias do caluniador protegido. o próprio delegado. no mesmo dia 14. além de omitir documentos que tinha obrigação de fornecer. e utilizados no mesmo dia. o pedido de quebra do sigilo telefônico de várias pessoas. mesmo sem saber da omissão. Essa mentira foi fartamente repetida pelos procuradores nas suas peças de acusação fantasiosas. Em resumo. manifesta sua estranheza sobre o comportamento da administração. sem que tenha sido solicitado. Os outros mais numerosos. o MPF recebe as informações da reitoria. Mais uma vez só enviou os quatro contratos da FATEC assinados até 2005. porque eram contratos em que a Universidade era parte. mais diretamente do próprio reitor. para a Justiça. Uma das mentiras repetidas a exaustão nas peças do MPF. No início do processo. reune com outras informações que já estavam coletadas. e encaminha. incluindo o meu. completa um processo. na tal força tarefa. reitor em exercício. foram omitidos. O dia 14 de maio de 2007 vai passar para a história. deve tê-lo recebido no dia seguinte. o MPF sabia do convite antes do convidado que.

logo após a operação midiática. divulgada pela imprensa local. entre representar a Santa na sua forma tradicional com as mãos abertas. Alguns dias depois o secretário do município . talvez até como simples devoto da Medianeira pois eu já havia feito o projeto estrutural da Basílica. ou representá-la na forma proposta.Eu poderia reunir dezenas de gravações que foram interpretadas sob esta ótica distorcida. são mantidos fora da lista. até então.. Fui ao ateliê do artista. Estabeleceuse uma discussão. Assim. de conhecimento público. A forma escolhida economizava material e gerava menor esforço do vento sobre o monumento. o argumento do agente encarregado de justificar a renovação da escuta do meu telefone alega simplesmente que “. como cidadão e como especialista em estruturas. mais econômica. presidente do Conselho da FATEC. Convidaram-me a conhecer a maquete. mais onerosa. Naturalmente que essa falta de justificativa. Orientei quanto à necessidade de realizar ensaios em túnel do vento. do ponto de vista econômico. No dia 15 de maio é concedida a quebra do sigilo telefônico que inicia efetivamente no dia 20 ou 21 de maio.. em lugar da forma tradicional que é com as mãos abertas. O procedimento legal exige que o pedido seja renovado a cada 15 dias com inclusões ou exclusões de pessoas e telefones devidamente justificado. quase formando uma cruz com os braços. Queriam saber quais os caminhos que deveriam ser percorridos.. 4. iniciam por volta do dia 20 de maio e concluem no dia 7 de novembro. para monitorar o meu telefone. em Porto Alegre.2. Para entender a primeira delas. uma estátua de Nossa Senhora Medianeira. A Secretaria Municipal de Turismo lançou a ideia de construir um monumento num dos morros que circundam a cidade. O grande desafio de um monumento dessa natureza é resistir à ação do vento. feitas no sistema “guardião”. 4– O processo de escuta 4. por se tratar de um dos principais alvos. Na quase totalidade dos 12 pedidos de renovação para escuta dos meus telefones.”. A Santa estava representada com as mãos justapostas. Elogiei. a forma escolhida pelo artista. na falta de qualquer telefonema que pudesse interessar ao objeto da investigação.A justiça autoriza as escutas telefônicas no dia 15 de maio e as gravações. eles passaram a bisbilhotar e fazer livre interpretação do que ouviam nas gravações. com as mãos justapostas. Consultou-me. vamos recordar um projeto que esteve em estudo na comunidade em 2007.1. Mas vou ficar apenas com as que foram selecionadas por eles mesmos para mandar para a CPI da Assembleia Legislativa e lá foram reproduzidas ao vivo com a interpretação errada do agente encarregado. ambos principais mentores do tal comitê gestor do contrato do DETRAN-RS.Felipe. incomodava os agentes encarregados e eles passaram a interpretar meus telefonemas sob o viés de que eu era um criminoso.

4. ainda. falo ao telefone com o procurador da UFSM. tanto a legal como a ilegal. uma verdadeira vergonha. faz parte de um conjunto que eu vou chamar de espionagem jurídica. com envolvimento absurdo do meu nome e também com a repercussão midiática de praxe sobre um projeto que a UFSM tinha desenvolvido para o INEP.Outro telefonema. órgão do MEC encarregado das avaliações de cursos. Como se fosse novidade que no Brasil a escuta telefônica está banalizada. os agentes policiais gravaram e transcreveram conversas bem significativas entre pessoas que eram confidentes do professor Lima e. ainda que tivesse de gastar mais.me telefona. Documento: cópia do texto interpretativo da PF. provocado pelos jovens procuradores. Ele me pergunta quem seria essa pessoa.5– Graças à agilidade do MPF em pedir. e da justiça em conceder a quebra do sigilo telefônico.4– No único telefonema em que eu realmente me reporto ao projeto DETRAN-RS. que eu havia encontrado no contexto de outras atividades sem qualquer relação com o contrato do DETRAN-RS com a FATEC ou com a FUNDAE. Ele é uma prova contundente de que eu não tive nenhuma participação nesta troca. eu ligo para o Rubem Hoher e combino de falar com ele para transmitir um recado do Presidente do DETRAN. Para ele. Esse telefonema foi dado em 10 de setembro de 2007. em seis meses de gravação. O agente policial elocubra que eu estava com medo de falar ao telefone porque tinha algo a esconder. 4. Estava em curso outro processo. Recado simples: para encaminhar informações que o DETRAN-RS tinha urgência de receber para responder a algum pedido de informação de um órgão do estado. 4. a referência a mão aberta era um sinal evidente de grandes falcatruas com dinheiro público. Eu digo que não posso falar por telefone. Falo que desconfio que o MPF estava agindo por denúncia de alguém da UFSM. que vivia em Porto Alegre. uma conversa em que o próprio professor . troca essa que eu tomei conhecimento pelo jornal. Vários meses depois da troca de fundação. sobre provas que eu desejava produzir nesse outro processo. com as mãos abertas. que havia chefiado a Procuradoria da Instituição durante meus mandatos. O MPF abre sucessivas investigações sobre determinada pessoa. Nesse contexto. dando conta que ocorrera uma reunião entre autoridades e que haviam decidido que deveria ser adotada a forma tradicional.3. selecionado para a CPI. pois todo mundo escuta. pede a quebra do sigilo telefônico numa dessas investigações e fica espionando a produção de provas dos processos anteriores e as estratégias desenvolvidas entre advogado e cliente. Aproveito para comentar com o Rubem que eu não sabia como estava funcionando o projeto depois que haviam trocado de fundação. O telefonema é gravado e selecionado pelo policial como um dos mais comprometedores de todo o sistema de escuta.

Documentos: extratos dos telefonemas (pode ser buscado na denúncia ao MEC)ou Disco 6 processo escuta vol 02 pdf – pg 197. Se tivesse sido bem sucedida. vice-reitor. Absolutamente inaceitável numa investigação que busca a verdade. a autoridade policial não selecionou nenhuma outra conversa que comprometa essas autoridades ou suas relações com o procurador do MPF. eu não teria descoberto a omissão e a armação. É. Telefonemas posteriores indicam que ele ajudou a convencer os demais conselheiros a autorizar os pagamentos de todos os sistemistas. Por muito menos que isso foi solicitada e autorizada a inclusão de um telefone pertencente à Diocese de Santa Maria. portanto.201 e reportagens 4. apesar de que a lógica do MPF era que a atuação das sistemistas era irregular. após reunião com o professor Lima. Idem pg 211 4.No terceiro trecho. o confidente cita a indiscrição do “procurador” que avisa o professor Lima que “tem falcatrua neste negócio aí”. Essas conversas foram todas gravadas e selecionadas pela autoridade policial na primeira quinzena das escutas. O comportamento natural de uma autoridade . que é citado como informante do professor Lima em duas oportunidades. então reitor. o interlocutor. que obviamente estava em segredo de justiça. era preciso. Em outras duas são mencionadas tentativas do professor Lima de interferir nas informações da FATEC ao MPF. 200. 4. uma informação intimista ou promíscua. convencer o presidente do conselho superior da FATEC. presidente do Conselho Superior da FATEC.8. 199. Documento: cópia do trecho em que é pedido o monitoramento do telefone da diocese. o mesmo sobrenome de um dos dois procuradores locais. participa diretamente de conversas que discutem como fazer para convencer o Conselho a autorizar o pagamento de empresas ditas sistemistas. primeiro. Nessas duas oportunidades são mencionadas trocas intimistas de informações entre o reitor e o procurador. para que fossem idênticas às que a reitoria tinha enviado. Depois disso. com detalhes que constavam apenas no processo de escuta telefônica. transmite confidências de uma pessoa de nome Miron.7– No segundo telefonema. Essa informação não consta de nenhum outro documento anexado ao processo. Mesmo assim.6 – No primeiro telefonema fica muito claro que o professor Felipe detinha total controle de fato sobre o contrato DETRAN-RS/FATEC. um dos mentores do comitê gestor. Felizmente essa tentativa não foi bem sucedida e a FATEC enviou vários documentos que tinham sido omitidos pela reitoria. o MPF e a autoridade policial não pediram autorização para inclui-lo nos alvos da escuta telefônica.Felipe. Para que os gestores do contrato pudessem pagar a um dos sistemistas. Perfeitamente compreensível num contexto de acertos políticos para prejudicar a imagem de alguém.

às vésperas da operação midiática. Os anexos da FATEC. Deveria incluí-los nos pedidos de renovação posteriores. que fora meu representante na FATEC. o MPF nada enxergou. poucos dias depois. em outro episódio ridículo que examinaremos mais adiante. mais de seis meses depois de recebidos no MPF. Lembrem-se de como esse dois jovens foram eficientes e detalhistas naquela correspondência do dia 4 de maio. quando foi anexado o apenso 2 ao processo principal. sem ordem judicial. Encaminhou apenas o ofício da FATEC. nem do reitor Lima.que recebe uma denúncia de outra autoridade é abrir a competente sindicância ou inquérito para determinar até onde a denúncia é procedente e se ela atinge a instituição que dirige. 330 do Código Penal). com todos os anexos. Os procuradores não só deixaram de responsabilizar a reitoria pela omissão como também omitiram a informação da justiça. Todas as 4 testemunhas. No dia 28 de maio de 2007 o MPF recebeu a correspondência da FATEC com quase todos os documentos que haviam sido omitidos pela reitoria.9. a investigação poderá determinar. Não o fez. o descumprimento de requisição ministerial configura. A Justiça continuou a decidir sobre a quebra do sigilo telefônico com base nos documentos com omissões encaminhados pela reitoria. funcionários da COPSIA e da PROJUR arroladas pela minha defesa.. ameaçando com a citação literis “. Dentro do ambiente promíscuo que se estabeleceu nessas relações intimistas entre essas autoridades..assim. Se o reitor tivesse agido de acordo com a responsabilidade do cargo a estória de todo esse processo seria diferente. meras formalidades burocráticas sem qualquer consistência. que era presidente do Conselho Superior da FATEC e representante do reitor ou da UFSM na Fundação. O próprio procurador Hoppe. Claro que eles sabiam que esses documentos completos iriam aparecer na busca e apreensão que seria realizada na FATEC. só seriam disponibilizados para a autoridade judiciária no final de outubro. o MPF avaliava e a Justiça autorizava a continuação. nem do vice Felipe. Esqueceram de encaminhar os documentos anexos. Se foi intencional ou não. Quando busquei . Documento: Correspondência da FATEC anexada ao processo de escuta sem os anexos. foram unânimes em afirmar que jamais receberam qualquer pedido de investigação dessa ou de qualquer outra denúncia sobre esse projeto. Mais tarde eles encaminhariam para a PF apenas a resposta encaminhada pela FUNDAE. inclusão e exclusão de telefones.A cada 15 dias a PF solicitava. que permitiriam desmascarar a omissão da reitoria. em tese. crime de desobediência (art. As justificativas para realizá-las ou mantêlas eram simplórias. tenta forçar o gerente geral do Banco do Brasil a quebrar o que o gerente entendia como sigilo bancário. 4. Disco 6 proc escuta vol02 pdf pg 149 As escutas telefônicas foram banalizadas. O que fez a autoridade? Nada.” Em relação às flagrantes omissões da reitoria. tudo não passou de fofoca ou tititi.

havia dois longos telefonemas mantidos com o Secretário Executivo da FATEC para solicitar documentos relativos ao outro processo que estava sendo investigado pelos dois procuradores (a tal espionagem jurídica). para ajudá-los no processo. Mas como se trata de foro íntimo.3– Nos seis meses de bisbilhotice telefônica. cujos nomes eles mesmos indicam por serem amigos dos mesmos. 5 – A operação midiática 5. o MPF solicitou à justiça busca e apreensão na minha residência e nas residências de meus familiares. De nada serviu a escuta telefônica. não houve nada que me ligasse ao contrato DETRAN-RS/FATEC. A resposta da FATEC. os dois procuradores locais solicitam ao seu superior a designação de colegas. Depois de trabalharem juntos durante um bom tempo. apesar de toda a efervescência com a troca de fundações que eu só saberia mais tarde pela imprensa. A justificativa era proteger a intimidade dos investigados. depois da segunda renovação. Possivelmente “amigos íntimos de longa data”. 5. alegando questão de foro íntimo como impedimento da sua continuidade. inclusive por eles. continuou desconhecida pela PF. que também é obrigação do MPF. A busca da projeção midiática e a sucessão na Universidade era mais forte. a empreitada dependia de divulgação tendenciosa. a decisão tem de ser respeitada. Mesmo assim. Em mais de dez minutos de telefonemas. quinze dias antes da operação midiática.Já vimos a omissão dos documentos na resposta da reitoria e o conhecimento que o MPF teve dessa omissão quando foi encaminhada a resposta da FATEC. A prestação jurisdicional (defesa do cidadão contra constrangimentos abusivos). Mais tarde eles encaminhariam para a PF a resposta enviada pela FUNDAE. com os anexos.2 – Dois meses antes da operação midiática. Ao contrário. 5. foi completamente ignorada. Para ter sucesso. o que é muito justo. O processo passa a ser conduzido nominadamente pelos procuradores que eles haviam indicado. Lembrem-se de como esse dois jovens foram eficientes e detalhistas naquela correspondência do dia 4 de maio. não há uma única menção ao contrato do DETRAN-RS. Só que no início do processo de escuta foram disponibilizadas conversas íntimas constrangedoras de alguns investigados. com todos os anexos que diziam respeito à FUNDAE. Não se percebe no processo nenhum fato relevante ocorrido em torno desses dias. frustando meu objetivo. só me foi permitido acessar minhas próprias gravações. os dois procuradores locais se afastam do processo.1. .conhecer o total das gravações para entender porque os relatórios das escutas pararam de trazer as inconfidências entre Lima e Miron. de outras cidades do estado.

aquele telefonema em que ficava muito claro a força que tinha o presidente do Conselho Superior da FATEC. mentindo que eu teria reconhecido que sabia de irregularidades (já abri processo contra a PF e a rede de jornal). que as guardou para si até as vésperas da operação midiática. o mesmo jornal publica um diagrama atribuindo à empresa de engenharia do meu filho e da minha esposa o recebimento de R$7. professor Felipe Muller. e a repórter. os pagamentos para as empresas ditas sistemistas era pecaminoso. que estava no exercício do cargo. então. Logo após o meu depoimento na polícia federal. 5. Um dos acusados falou para a imprensa de uma reunião com o professor [Luis Gonzaga] Isaia.4. Todas as referências a reitor eram ao professor Lima. Vários interlocutores falam nas orientações e conversas que teriam tido com o reitor. O viés da política universitária estava de novo presente. Não havia nenhum ex-assessor meu nas gravações. o crime de omissão e os numerosos contratos novos e as renovações de contrato entre a UFSM e a FATEC. por conta própria explicar aos leitores que apesar de eu não ser mais reitor. Na ótica do MPF. indicou para a Justiça o nome do professor Felipe para ser o interlocutor a quem deveriam ser encaminhadas as notificações. a mesma repórter publicaria uma versão maliciosa do meu depoimento. Só que o meu depoimento já havia sido dado.5. nas vésperas da eleição para reitor. É verdade que o juízo não tinha ainda essas informações que não lhe foram encaminhadas pelo MPF. essa repórter é a mesma que em 2005 publicara falsos resultados de pesquisas dando vitória de 8% e 20% para a chapa Lima/Felipe. Noutra ocasião. identifica tal professor como sendo o Isaias Salin Farret. para o MPF. Mandei mensagem indignado desmentindo esse absurdo. A velha . afoitamente. na decisão de pagar ou não as sistemistas. Aliás. desmontei uma por uma as fantasias do MPF. mais uma mentira do mesmo jornal.Notícias viciadas foram plantadas sistematicamente. Documentos: cópias das reportagens mencionadas. Não publicaram. na primeira quinzena de monitoramento. Na documentação recebida da reitoria e da FATEC já estava claro. com as assinaturas de Lima e Felipe. As escutas já tinham flagrado. o Secretário Executivo e o Diretor Financeiro da FATEC. ocorreu mais uma cena absolutamente insólita e indicadora do viés político universitário da operação.5%. Sobre a publicação dos diálogos telefônicos. Mesmo assim. A empresa nunca recebera nada da FATEC. Aí veio a publicação dos diálogos telefônicos. Uma mentira sem qualquer fundamento.8milhões da FATEC. quando o MPF resolveu afastar dos cargos o Diretor Presidente. o meu ex-chefe de gabinete. Com toda a influência dessa notícia falsa a diferença mal atingiu 1. Os mesmos que eu já dissequei há pouco. meus ex-assessores continuavam me chamando de reitor. o repórter é tomado de dúvida. Quando depus na CPI da Assembleia Legislativa.5 – Quando foi desencadeada a operação midiática. Um absurdo. da FUNDAE. Por que o reitor Lima não está indiciado? Resolve. Justificadamente.

Era muito difícil enfrentar as forças maléficas que buscavam o poder na Universidade.6– Mas a ação mais cinematográfica armada inspirada pelo MPF foi a conduzida contra a Empresa de Turismo de meus filhos e sobrinho. para finalmente ser emitido o mandado. o delegado encaminha para seus superiores o pedido para que fosse obtido outro mandado. encaminhado à justiça local (via fax). Tudo isso em poucas horas. Mas também devo reconhecer que foi muito grande o número dos que resistiram e mostraram confiança na correção de nossas ações. Depois de horas de buscas infrutíferas. via fax). nada foi encontrado. para que ele pudesse sair carregando pastas e computadores. o delegado resolve fazer apreensão de documentos e mídias sob o argumento de que havia pastas de clientes que estavam relacionados com o outro processo. Alguns até sucumbiram e aderiram para sobreviver. De alguma forma conseguiram relação de empresas em que . seguiram-se uma verdadeira perseguição política àqueles que tinham colaborado de alguma forma com a nossa administração. no bojo do outro processo que eles criaram (aquele da espionagem jurídica). Então. pois o mandado não abrangia documentos e mídias. Com essa farsa montada. com a mesma repórter mencionada acima . Ofensas de toda ordem tiveram que ser suportadas. O MPF poderia ter indicado o Diretor Administrativo. Depois de mais algumas horas. Uma semana depois da operação midiática sobre o assunto DETRAN-RS.história do galinheiro e da raposa. a PF se apresenta na agência de viagem com um mandado de busca e apreensão de bens e valores. Em face da enérgica oposição do advogado da empresa contra esse arbítrio. era necessário encenar para a mídia que a administração Lima/Felipe não sabia de nada e posasse de herói. que seria o natural substituto no impedimento do Diretor Presidente ou indicado um interventor. abriram uma curiosa investigação para apurar “favorecimento das empresas de familiares do ex-reitor”. apesar de todas as pressões morais a que foram submetidos. analisado pela Juíza. o pedido do delegado foi analisado pelo MPF (em outra cidade. cópia da tramitação. Mas a equipe de reportagem . para atender todas as formalidades da lei. solicitada pelos dois Procuradores locais. Deveriam se retirar de mãos vazias. analisando o processo. constatei que. Documento: Manchetes do Diário. É bom lembrar que nada do que foi apreendido teve relevância para o processo. louvadamente célere. Com base nas tais denúncias anônimas que eles incentivaram. a qualquer custo. que permitiria à jornalista fazer suas manchetes tendenciosas. 5. novamente foi nula.7 – A perseguição às empresas dos meus familiares foi um dos atos mais vergonhosos patrocinados pelos dois procuradores locais. extraída do processo. Não os condeno.diga-se de passagem.já estava a postos para fazer fotos. A prestação jurisdicional. Não ia ficar bem para os propósitos midiáticos da operação a Polícia sair de mãos vazias. chega o tal mandado. o do DETRAN-RS. 5. Mas para que o resultado eleitoral fosse atingido. cuja decisão foi cientificada ao MPF. Mais tarde.

Nesse rol incluíram uma empresa que nem chegou a funcionar efetivamente. Tudo não passou de mais uma encenação para prejudicar minha imagem junto à sociedade ( Diretores do Banco) e o juízo. como já vimos anteriormente. Na mesma correspondência alegava ter recebido outra denúncia apócrifa. Em 06 de dezembro de 2007. no mesmo dia da operação midiática.gov.8 – Aproveitando o embalo da mídia. o procurador Harold Hoppe se dirige à justiça alegando. concluindo. Isso foi no mês de outubro. A finalidade da representação era obter uma ordem judicial para obrigar o gerente do Banco a entregar as gravações do sistema de monitoramento da agência que ele havia se negado a fazer sem ordem judicial. e anexando um texto com denúncias. tinham sido entregues espontaneamente quando solicitado pela autoridade policial autorizada pela justiça. comunicaram que estavam arquivando o processo. um mês depois da operação midiática. Os procuradores locais. Eles tinham consciência de que estavam impedidos legalmente de participar. o MPF abriu um endereço eletrônico para receber denúncias anônimas referentes à operação Rodin. Para que não fique dúvidas. No mês de dezembro eles estavam ainda dando palpites e intervindo no processo. Por isso. A empresa de turismo foi submetida a detalhada verificação contábil pela Receita Federal. referente a uma escritura de apartamento que estava em processo de venda desde 2005 e que já estava totalmente pago desde fevereiro ou março de 2007. Em lugar de reconhecer a licitude das atividades das empresas e se desculparem pelos transtornos causados. preferiram alegar um amontoado de bobagens e concluir que estavam arquivando por falta de provas. por questão de foro íntimo. A justiça deferiu o pedido do MPF.participavam meus filhos e dos respectivos clientes e parceiros e ficaram constrangendo os parceiros ou clientes com pedidos de informação sobre a relação mantida com as empresas.mpf. o endereço era ou é <denunciadetran@prrs. pelo encerramento da auditoria sem autuação. recebidas no mencionado e-mail. no exato valor constante da minha declaração de bens. que não é juntada no expediente. depois de colocarem amigos seus (íntimos e de longa data como eles gostam de dizer) na condução do processo. afirmando que pessoa da minha família. 5. teriam ido a agência centro do Banco do Brasil “entregue valores em dólares e euros para que lá fossem acautelados ao alvedrio das regras internas do Banco do Brasil”. Seria bem simples consultar o próprio delegado que fez a busca e apreensão na minha residência para saber que os poucos dólares e euros que eu guardava de viagens anteriores. tinham pedido para se afastar. Mas o episódio tem outra conotação. Depois de três anos de bisbilhotice e prejuízos à imagem das empresas. outra que foi criada após o término dos meus mandatos.br>. tentaram dar conotação de que estavam . após 5 meses. Rafael Miron e Harold Hoppe. certamente motivada pelo MPF. As gravações foram periciadas e nada foi encontrado. mesmo depois de ameaçado com os dispositivos legais pelo MPF. Documentos: Cópia do ofício de encerramento do MPF e da Receita Federal.

Vejamos a estória desde o início: . cujo texto completo e origem não foram acostados pelos procuradores locais. pois a própria data referida na denúncia. esgotados todos os argumentos do MPF. e na sequência. 5. que era presidente da FATEC.quando a versão falaciosa do MPF foi passada para a mídia.1– Com o início da investigação da Polícia Federal. obstaculizar as buscas da dita cuja operação. com a instrução do processo. Essas tais “amizade íntima de longa data” são citações oportunistas usadas pelos dois procuradores locais. Na época em que ele foi assinado.fazendo uma ação no bojo do outro processo. diziam que eu havia chamado as empresas sistemistas para dentro da FATEC devido a uma suposta “amizade íntima de longa data” entre eu e o diretor da empresa Pensant. transferido no dia 22 de outubro de 2007. pós operação midiática. eu sequer sabia da existência da empresa Pensant. a mesma informação do cartório dava conta que a compradora do apartamento já havia providenciado a guia informativa fiscal em 14 de julho daquele ano e realizado o pagamento da mesma. Documentos – extrato da representação judicial. o do INEP. Portanto. conforme as conveniências. Tomei conhecimento desse documento poucos dias antes do meu depoimento. Seria completamente desnecessário o longo processo que se seguiu até que. ao dar o seu despacho. Um dos depoimentos mais impressionantes na Polícia Federal foi protagonizado pelo delegado Schneider e o professor Lima. Quando dei o meu depoimento na Polícia. favorável à pretensão dos procuradores. 6– Os Depoimentos 6. é a data da operação midiática e visava. Esses episódios mostram a facilidade com que denúncias anônimas são consideradas como verdades pelo MPF. é evidente que não se tratava de nenhuma simulação em face das medidas de constrição de bens que seriam decretadas no dia 23 de outubro e efetivadas no dia 25. da espionagem Jurídica.9– Na própria questão do apartamento. Documento – cópia da resposta do cartório. pela justiça. em flagrante desrespeito às normas processuais. evoca que o fato está ligado à operação dita Rodin . Disse isso ao delegado no meu depoimento para demonstrar o absurdo das ilações . em tese. sem qualquer correspondência com os fatos reais. A própria Juíza. ocorreram vários depoimentos no órgão policial e na justiça. Relações amistosas ou civilizadas de caráter funcional. entreguei uma cópia daquele documento assinado entre a FATEC e a Pensant em 2000 pelo professor Lima. Mas o e-mail que eles manejam é o da operação Rodin. a transferência do imóvel. Portanto. de trabalho não são amizades íntimas. o afastamento dos procuradores locais não foi respeitado pelos próprios. Alguns deles já foram abordados acima. fosse finalmente autorizada. sem preocupação de verificação mais cuidadosa.

O mais surpreendente foi que durante os depoimentos apenas uma testemunha. meus advogados denunciaram em Juízo o falso testemunho. Nem conheço esse documento. É mentira. Até agora não foi atendido. Quando o professor Lima foi depor. Mesmo assim. Um deles.3 – Quando a Polícia Federal terminou a sua investigação e ofereceu indiciamento. Quando o MPF ofereceu a denúncia o meu nome e os dos demais professores da Universidade foram trazidos para os . corroborou essa mentira. omitindo que o professor Lima assinava (disse apenas que o professor Lima era o presidente da FATEC) e disse que estava anexando o documento ao depoimento. O organograma. Mas nessa altura.lançadas pelo MPF e pelo detrator anônimo. portanto que o Reitor não escolhe os Diretores. Tinha vivência política dentro da instituição. Bem. foi inclusive representante do DCE no Conselho Universitário. tentando transformá-la em verdade. havia riscado a minha foto de um organograma que havia sido elaborado no início da investigação. Documentos: extratos do depoimento e do estatuto da FATEC. que compõem a parte principal do Conselho Superior da Fundação. Era impossível sustentar as ilações iniciais depois de tantos interrogatórios. Participaram e vivenciaram de perto a sistemática de escolha de diretor de Centro. o documento desapareceu. 6. A mentira é documentalmente comprovável. Os dois procuradores foram alunos da nossa Universidade. Documento: Extratos do meu depoimento e do depoimento do Lima. Já vimos que isso não é verdade. Sabiam. entre muitas que participaram do Conselho Superior da FATEC. O juízo determinou que o MPF abrisse investigação. com a minha foto riscada. Solicitamos em juízo que o delegado encaminhasse os dois documentos assinados pelo professor Lima como Presidente da FATEC. Quando outras testemunhas depuseram dizendo a verdade. 6. O organograma original está dentro do processo. Ele descreveu o documento com detalhes. O professor Lima disse que assinou esse tal documento porque “era juridicamente perfeito”. Mais de um ano depois. o MPF encaminhou para a Polícia Federal o pedido de diligências. o delegado fala de outro documento assinado por ele e por Lair Ferst. Basta consultar o Estatuto da FATEC ou as atas de reunião do Conselho Superior. foi distribuído pela Polícia para a imprensa. o procurador Harold Hoppe. Foi a testemunha de acusação Felipe Muller. os dois procuradores do MPF repetem à exaustão que eu controlava a FATEC porque o seu Conselho Superior era formado pela maioria de membros nomeados por mim. embora mantivesse meu nome como indiciado. A Juíza já cobrou pela segunda vez a remessa dos documentos. Diz que eu teria entregue tal documento.2– Tanto no processo referente ao contrato DETRAN-RS como no outro processo do INEP. acolheram essa mentira e a repetiram à exaustão. já se travava uma discussão para saber se o processo era da alçada federal ou estadual.

foram de iniciativa do MPF. sem especificar onde poderia estar a informação vazada. como a continuidade das investigações depois de iniciada a instrução. É sintomático também que. Embora informações de sites sejam públicas. é evidente que o procurador estava passando informações de processo em segredo de justiça para pessoas que deveriam estar sendo investigadas. o teria informado que havia uma foto minha no site da FUNDAE. os dois procuradores locais pediriam para se afastar do processo. nesse caso era também irrelevante. verdadeira. quando se tornou impossível ignorar o conhecimento e domínio que a administração Lima/Felipe tinha sobre o contrato. meu advogado requereu investigação sobre o vazamento de informações do processo sob segredo de justiça e a natureza dessas relações entre o procurador e o professor Lima. 7– Conclusões 7. Algumas atitudes. 6. envolvendo o nome de ambos. Era uma flagrante tentativa de garantir o foro federal. fazia parte do processo que pedia a quebra do sigilo telefônico. que era confidente do professor Lima. Arguições de nulidade e recursos variados tendem a arrastá-lo por mais de uma década. É lógico que esse desdobramento esdrúxulo teria que ser .4 – Durante o depoimento do professor Felipe outro fato relevante ocorreu. E não se diga que a culpa pela demora são dos acusados e seus advogados. informa que uma pessoa que ele identifica apenas por Miron.1 – A complexidade desses processos é muito grande. o próprio MPF criou outra lista de 25 investigados sobre o mesmo assunto. Enviou quase 80 mídias contendo processos. não ocorreram ou não foram mais selecionadas pela PF outras indiscrições envolvendo o professor Lima e a pessoa de nome Miron. indicadas e ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa. O seu encerramento total será muito demorado.primeiros lugares na relação dos denunciados com acusações diversas da Polícia. foram selecionadas apenas nas primeiras semanas. Documentos: cópia do jornal e do processo. no meio dos depoimentos. Estamos completando três anos só na primeira instância. Ocorre que essa informação. Foi quando o MPF mandou reproduzir a gravação de um telefonema entre dois dirigentes da FATEC que ao longo da conversa faziam referências a acertos com o professor Felipe para fazer o pagamento das empresas sistemistas. Na própria sessão do depoimento do professor Felipe. De fato. Até agora o MPF só tumultuou a investigação. Ao longo da conversa um dos interlocutores. Mesmo que ela esteja em outro processo a relação intimista é inaceitável. o mesmo nome de um dos procuradores. após essas gravações terem chegado ao conhecimento do MPF. Essa e outras gravações. incluindo o nome do professor Lima. Vários meses depois.

Os erros das pessoas não podem ser confundidos com as instituições a que pertencem. a vantagem que o caluniador obteve com isso e as suas ligações com os outros protagonistas da trama virão à tona. . A omissão de documentos na informação da reitoria ao MPF terá que ser investigada pelo MPF. Essa prática acabou subtraindo várias testemunhas importantes do processo. não poderá depor como testemunha. Resta saber se a investigação desta vez será coerente ou se foi apenas uma estratégia jurídica para impedir seu depoimento. toda a trama será descoberta e os elos que faltam como. não pode ficar impune. que não mostrou muito empenho em outras passagens do processo. possível prevaricação do MPF quando teve todos os meios para identificar a gritante transgressão da lei com a omissão de documentos por parte da reitoria. agora. O falso testemunho também e já está sendo investigado pela Polícia Federal. A omissão. embora com atraso e pelo delegado Schneider. quero deixar bem claro que o objetivo da minha ação é de preservar as instituições e não o de desprestigiá-las. teve dois objetivos: a sucessão da reitoria e manutenção desse processo na esfera federal. oculto pelos dois jovens. também foi denunciado em juízo. 7. por exemplo.2 – Eu não tenho dúvidas. outras testemunhas arroladas e que não puderam depor porque o MPF as incluiu em investigações continuadas sobre os mesmos fatos. tardiamente. 7. Deixar impune as graves faltas ocorridas por medo ou omissão seria um grave desserviço ao país e às suas instituições. Como ele foi incluído entre os 25 investigados. Organizações com a importância do MPF e da PF não podem servir a objetivos mesquinhos e dissociados dos seus objetivos constitucionais.contestado pelas defesas. por tudo que eu vi. inclusive o ex-reitor. pois liquidariam de vez com qualquer dúvida que pudesse persistir sobre a minha relação com a Pensant e a participação no Pacto Pelo Rio Grande. que mesmo não tendo sido arrolado pelas partes é testemunha citada exaustivamente nas peças processuais. Isso permitirá também desentocar todos os que participaram e se beneficiaram dessa armação. é desmascarar o indivíduo covarde que está sendo acobertado pelo MPF para que ele possa responder na justiça pelas calúnias que cometeu. seriam importantes para a minha defesa. que o meu envolvimento pelos dois agentes do MPF local e pelo covarde que fez a denúncia oculta. Tenho certeza que quando identificarmos o detrator. Além dele. que cometeu o crime de calúnia e tenho o direito de processá-lo. li e ouvi nesses processos. Mas o que já foi possível identificar é bastante forte e terá desdobramentos. pois foi denunciada em Juízo.3 – Finalmente. O vazamento de informação de processo sob segredo de justiça. Mas repito que o mais importante.