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Relevo de Moçambique

Benney Muhacha by Benney Muhacha Fevereiro 11, 2021

A superfície do território moçambicano não é igual. Ela apresenta zonas altas e outras baixas, como
resultado de muitos acontecimentos que se registam na superfície da Terra e, no interior da Terra.

Tais acontecimentos incluem vulcões, tremores de terra, etc. Sendo assim, o relevo de Moçambique
apresenta-se em forma de escada. A altitude aumenta à medida que caminhamos do litoral para o
interior.

Conteúdos [Esconder]

1 As formas de relevo de Moçambique

1.1 Planície

1.2 Planalto

2 Montanhas

As formas de relevo de Moçambique

Planície

É a superfície que se estende ao longo do litoral, cujas altitudes não ultrapassam os 200 metros.

Planalto

Um terreno extenso quase plano que apresenta altitudes que variam entre 200 a 1000 metros.
Os planaltos encontram-se logo a seguir às planícies e são planaltos a destacar: Marávia-Angónia, na
Província de Tete, Chimoio, na província de Manica, Lichinga, na província de Niassa,e Mueda, na
província de Cabo Delgado.

Montanhas

Chama-se zonas de montanha aos lugares da superfície terrestre que apresentam altitudes superiores a
1000 metros.

As principais montanhas estão localizadas no centro e norte de Moçambique e as mais importantes são:

Cadeia montanhosa Maniamba-Amaramba, que está localizada na província de Niassa, onde a serra Jéci
apresenta as maiores altitudes, 1836 metros.

Formações Chire-Namúli, na província da Zambézia, tem como pontos mais elevados o monte Namúli,
2419 metros e a serra Imago, com 1807 metros.

Cadeia de Manica, estende-se ao longo da fronteira entre a província de Manica e o território


zimabweano. Nesta cadeia localiza-se o monte Binga, que é o mais elevado do país com 2436 metros.

Também nesta cadeia encontramos o Monte Goróngué, com 1887 metros e a serra Choa com 1844
metros.

A cadeia dos Libombos estende-se ao longo da fronteira com a África de Sul, nas províncias de Gaza e
Maputo. As altitudes desta cadeia não atingem os 1000 metros, porém no conjunto do relevo do sul de
Moçambique, ela destaca-se por ser a única formação elevada. O ponto mais elevado desta cadeia é o
Monte Mponduíne, com 801 metros, e esta localizada no distrito da Namaacha, província de Maputo.

O clima de Moçambique é tropical de monções, havendo a registar a existência de uma estação das
chuvas sob a ação da monção marítima de nordeste (que decorre entre novembro e março) e de uma
estação seca sob a influência da monção terrestre de sudoeste (de abril a outubro).

É de salientar que a região norte é mais húmida que a do sul, facto ao qual não está alheia a influência
das monções vindas do oceano Índico e que atingem com maior incidência a costa norte, já que a costa
sul está de certa forma protegida pela barreira geográfica constituída pela ilha de Madagáscar. As zonas
de altitude superior a 1000metros têm um clima tropical de altitude que se aproxima, pelas suas
características, dos climas temperados.

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Benney Muhacha

Benney Muhacha

Licenciando História e Bacharel em Administração. Jovem moçambicano apaixonado pelas TICs, é CEO e
editor de conteúdos dos blogs: Sópra-Educação, Sópra-Vibes, Sópra-Vagas e
Sópra-Educação.com/exames

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A morfologia/relevo: origem e características gerais

Conceito: relevo- são as irregularidades ou formas que a superfície terrestre apresenta.

Origem

O relevo moçambicano, formou-se a partir, da interacção de agentes internos (tectonismo e abalos


sísmicos) que são fenómenos endógenos responsáveis pela formação de montanhas, planaltos e
planícies e agentes externos que são fenómenos exógenos responsáveis pelo processo de erosão (rios,
ventos, animais e plantas, lagos, glaciares, acção humana, mares e oceanos).

Características gerais
Em Moçambique distinguem-se três principais formas de relevo, nomeadamente: planície, planaltos e
montanhas. Assim, de uma forma geral, o relevo moçambicano tem um formato de escadaria, pois, ao
caminhar do litoral para o interior do país, temos três degraus. O primeiro degrau localiza-se ao longo
do litoral e é formado por planícies, o segundo degrau situa-se na zona intermediária e é formado por
planaltos, e finalmente o terceiro degrau no

interior formado por montanhas. Para uma melhor compreensão observe atentamente a seguir a
disposição indicada.

Relevo de Moçambique

Fig.1 Disposição do relevo de Moçambique

As principais formas do relevo de Moçambique

Em Moçambique distinguem-se as seguintes formas de relevo:

Depressões- altitudes inferiores a 0 metro ou seja abaixo de nível médio das águas do mar.

Planícies- com uma altitude entre 0 metro ( nível médio do mar) e os 200 metros.

Planaltos- constituem espécies de superfícies planas no alto com altitude que variam entre 200m a
1000m. Assim, distinguem-se fundamentalmente, em Moçambique duas unidades planálticas: a)
Planaltos médios-com altitude entre 200m a 600m. b) Planaltos altos ou altiplanaltos - com altitude
a variar entre 600m a 1.000m.

Montanhas- a sua altitude ultrapassa os 1.000m.

Formas de relevo de moçambique

Principais formas de relevo de Moçambique

Planície litoral

A planície litoral, estende-se ao longo de toda a faixa costeira, estreitando da foz do rio Rovuma, ao
delta de Zambeze e alonga-se na parte Sul à chamada grande planície moçambicana (Muchango, 1999:
22), até à Ponta de Ouro. Ela ocupa 1/3 do território nacional ( IEDA, 2012:11).

Existem ainda as chamadas planícies depressionárias que se estendem ao longo dos vales dos principais
rios, acabando por receber o nome das respectivas bacias hidrográficas, como por exemplo:

þ Planície do Incomáti,
þ Planície do Limpopo,

þ Planície do Save,

þ Planície do Búzi,

þ Planície do Lúrio,

þ Planície do Lugela,

þ Planície do Messalo,

þ Planície do Zambeze.

Planaltos

Em Moçambique, os planaltos ocorrem principalmente nas regiões Centro e Norte do país onde são
mais expressivos sobretudo nas províncias de Manica, Tete, Zambézia , Nampula, Niassa e Cabo
Delgado, configurando-se em montes ilhas ou “inselbergs”.

Na região Sul do país, os planaltos ocupam apenas uma pequena faixa na zona ocidental das províncias
de Maputo e Gaza num alinhamento montanhoso de aproximadamente, 900 km de comprimento e 30
km de largura máxima (Muchango,1999: 28), junto à fronteira com a Suazilândia, República da África do
Sul e Zimbabwe;

Em algumas zonas planálticas ocorrem planícies de acumulação que resultam das escavações realizadas
nos vales dos rios, como é o caso dos vales dos rios Zambeze, Messalo e Lugela.

Na zona dos planaltos distinguem-se:

þ Planaltos médios (200m – 600 m de altitude)

þ Altiplanaltos (600m – 1000 m de altitude)

Os principais planaltos

Planalto Moçambicano: Localiza-se nas províncias da Zambézia e Nampula.

Nesta região os planaltos possuem altitudes que variam de 600 e 1.000 metros de altitudes. A principal
característica do planalto Moçambicano é a ocorrência de “inselbergs” designados por montes ilhas ou
residuais.

Planalto de Niassa - localiza-se na província de Niassa ao longo do lago Niassa;

Planalto de Mueda – localiza-se na província de Cabo Delgado;


Planalto de Chimoio– Localiza-se na província de Manica junto à fronteira com Zimbabwe;

Planalto de Marávia - na província de Tete junto à fronteira com Zâmbia;

Planalto de Angónia – na província de Tete junto à fronteira com Malawi.

As principais montanhas

As formações montanhas com altitudes iguais ou superiores a 1.000 metros situam-se a:

þ Ocidente do Niassa;

þ Noroeste da Zambézia e Tete;

þ Ocidente de Manica.

De Norte a Sul, destacam-se:

Em Niassa, onde as elevações montanhosas possuem um formato de um Ipsílon (Y), constituindo uma
cadeia ou sistema Maniamba-Amaramba no qual se destacam montes como:

Jéci ( 1.836m), Mitucuè (1.803m), Sanga (1.79 m), Chitagalo (1.803m), Chissindo (1.579m) e Txingeia
(1.787 m).

Na Zambézia, formações Chire-Namúli com montes como: Namúli (2.419m), Chiperone (2.054m), Inago
(1.807m), Mabu (1.646m), Tumbine (1.542m), Derre (1.417m) e Mongue (1.043m).

Em Tete, os montes (Planaltos da Marávia-Angónia) estão na sua parte Norte nas cercanias da fronteira
com o vizinho Malawi, o destaque vai para os montes:

Domuè (2.096m) e Chiobuè (2.021m).

Em Manica, Escarpa do mesmo nome ou maciço de Chimanimani junto à fronteira com o Zimbabwe, é
neste maciço, onde se localiza o monte mais alto do país, o Binga (2.436 m de altitude, no Distrito de
Sussundenga), (35 km ) de comprimento e uma largura que varia de (8 à 10 km) e dista da cidade de
Chimoio em cerca de 80 km, Serra Choa (1.844 m). Ainda nesta província localiza-se o maciço de
Espungabera com uma altitude aproximada de 1.000m, separando Chimanimani da Serra da Gorongosa
(Sofala) com altitude máxima de 1.863m (Muchango, 1999: 29-30).
Na região Sul do país não existem formações montanhosas propriamente ditas em função da sua
altitude, contudo, caímos numa ilusão quando olhamos para a cadeia planáltica dos Libombos por se
situar numa região predominantemente plana, pois, na verdade não passa de um altiplanalto com
apenas 802m de altitude (monte M’ponduíne) em Namaacha , junto à fronteira com a Swazilândia e a
África do Sul.

Relevo de Moçambique

Mapa 1: Relevo de Moçambique (Bila e Fondo 2010: 32)

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10a classeA morfologia/relevo: origem e características geraisAs principais formas do relevo de


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Morfologia (origem e caracterísica), Formas de relevo de Moçambique

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Posted by:Fausto JoséPosted atjulho 22, 2020

Morfologia

Morfologia - estudo da configuração e estrutura externa da Terra. É o estudo do relevo.

Origem e características

O relevo actual de Moçambique formou-se a partir da acção de numerosos fenómenos endógenos,


principalmente o vulcanismo, e de processos exógenos, como a acção do vento, mar, rios, chuvas e
outros.

Observando o esquema acima é fácil constatar que o relevo do nosso país se apresenta em forma de
escadaria, de Leste a Oeste; partindo da superfície mais baixa, a planície litoral, passando pelos
planaltos, parte intermédia, culminando no degrau superior, as montanhas. Em certos locais formam-se
depressões representadas por vales de rios, lagos e pântanos.

Assim, constata-se que Moçambique possui quatro zonas de altitude:

As planícies costeiras, até 200 metros de altitude que representam 44% do território.

Os planaltos médios, entre 200 e 600 metros - 17% do território.

Os altos planaltos, entre 600 e 1000 metros - 25% do território.

As zonas montanhosas com mais de 1000 metros de altitude.


Formas de relevo de Moçambique

Planície litoral

A planície litoral constitui cerca de 44% do território nacional; ela desenvolve-se ao longo da costa e
forma uma faixa estreita entre a foz dos rios Rovuma e Zambeze. Na região sul do rio Save, a planície
alarga-se, ocupando a quase totalidade da área - é a chamada Grande Planície Litoral.

Toda esta faixa litoral tem características altitudinais homogéneas, não apresentando depressões ou
elevações pronunciadas. Na planície distinguem-se altitudes que variam entre os 0 e os 100 metros,
junto do litoral, e entre os 100 e os 200 metros, mais para o interior,

É comum destacar, ao longo dos vales dos principais rios, depressões de acumulação (ou planícies de
inundação), nomeadamente:

A planicie do Incomáti

A planície do Limpopo

A planície do Save

A planície do Búzi

A planície do Lúrio.

A planície litoral é constituída por formações sedimentares – trata-se de dunas recentes por vezes
desmanteladas pela erosão.

Planaltos

Em Moçambique, os planaltos ocorrem em superfícies aplanadas cujas altitudes variam entre os 200 e
os 1000 metros. Este tipo de relevo ocorre principalmente nas regiões centro e norte do país, sobretudo
nas províncias de Niassa, Nampula, Tete, Zambézia e Manica, constituíndo o Planalto Moçambicano.

Desenvolvem-se no país duas superfícies planálticas: os planaltos médios (com altitudes que variam
entre os 200 e os 600 metros) e os altiplanaltos (com altitudes superiores a 600 metros).

A principal característica do Planalto Moçambicano é a ocorrência de «inselbergs», montes residuais de


altitudes variáveis.
Os principais planaltos de Moçambique são:

Planalto Moçambicano - ocorre nas províncias de Zambézia e Nampula. As suas altitudes variam entre os
500 e os 1000 metros.

Planalto de Mueda - na província de Cabo Delgado.

Planalto de Lichinga - província do Niassa.

Planalto de Marávia e Planalto de Angónia - província de Tete.

Planalto de Chimoio - província de Manica.

Montanhas

As montanhas representam formas de relevo com altitudes superiores 1000 metros. Formam faixas não
contínuas, isoladas, constituindo apenas 5% do território nacional. As superfícies montanhosas
localizam-se principalmente nas províncias de Niassa, Zambézia, Tete e Manica.

As formações montanhosas, em geral, localizam-se nas regiões fronteiriças e apresentam-se de uma


forma mais ou menos dispersa.

Do norte a sul distinguem-se as seguintes formações montanhosas:

A cadeia Maniamba-Amaramba - localizada na província do Niassa. A serra Jéci é o ponto mais elevado
da província, com 1836 metros;

As formações Chire-Namúli - localizadas na província da Zambézia. As principais elevações desta


província são o monte Namúli (2419 metros) e a serra Inago (1807 metros).

A escarpa de Manica - localizada na província com o mesmo nome, nesta formação encontram-se: o
Monte Binga - situado no maciço de Chimanimani, é o ponto mais elevado do país, com 2436 metros.

A cordilheira de Chimanimani - constitui um gigantesco maciço rectangular de 35 quilômetros de


comprimento e 8 a 10 quilômetros de largura. Estende-se ao longo da fronteira com o Zimbabwe.

A cadeia dos Libombos - localiza-se na parte ocidental das províncias de Gaza e Maputo. Alberga os
montes Libombos, representados por dois alinhamentos montanhosos paralelos de cerca de 900
quilômetros de comprimento e 30 quilômetros de largura, no máximo; é a continuação da cadeia de
Drakensberg, da África do Sul. A maior altitude da área é o monte M'ponduine, com 809 metros, no
distrito da Namaacha.
Bibliografia

NONJOLO, Luís Agostinho; ISMAEL, Abdul Ismael. G10 - Geografia 10ª Classe. Texto Editores, Maputo,
2017

https://www.escolamz.com/2020/07/morfologia-origem-e-caracterisica-e-formas-de-relevo.html

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