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Sequência didática – Fábula

Gênero: Fábula
Turma: 4º ano
Objeto do conhecimento: reconstrução das condições de produção, circulação e recepção e
estratégias de leitura (apreciação e réplica).
Objetivos: - Ler e compreender, com autonomia, fábulas, considerando:
 a finalidade (proposito comunicativo) de fruição, com a possibilidade de refletir sobre o
conteúdo da narrativa;
 o suporte de circulação;
 o tema/assunto;
- Identificar que as fábulas são narrativas curtas e diretas.
- Identificar que a narrativa possui um começo, meio e fim.
- Reconhecer que a construção da narrativa é voltada para elucidar um ensinamento.
- Interpretar a moral/ ensinamento (implícita ou explícita).
- Identificar a personificação de animais e objetos inanimados como personagens principais.
- Reconhecer e compreender que fábulas têm origem na tradição oral e que, ao longo do
tempo, passaram a ser registrada em outras linguagens (escrita, audiovisual, etc).
- Identificar a presença de diálogo entre as personsagens.
- Identificar o conflito gerador do enredo.
- Relacionar provérbios à temática da fábula.
- Localizar informação explícita.
- Inferir informação implícita, se for o caso.
- Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
- Recontar fábulas já conhecidas, em tom de voz audivél, boa articulação e ritmo adequado.

Avaliação: Os alunos serão avaliados coletivamente durante a realização das atividades orais,
individualmente nas atividade de análise linguística e por meio da produção de uma contrafábula
da fábula  "O leão e cordeiro" de La Fontaine,  recontada por Monteiro Lobato, em duplas.

1º MOMENTO: Dinâmica Caixa Surpresa


Prática de linguaguem: oralidade

Tema da aula: O que tem na caixa? SURPRESA!!!

Objetivos: - Ler e compreender, com autonomia, fábulas, considerando:


 a finalidade (proposito comunicativo) de fruição, com a possibilidade de refletir sobre o
conteúdo da narrativa;
 o suporte de circulação;
 o tema/assunto;
- Recontar fábulas já conhecidas, em tom de voz audivél, boa articulação e ritmo adequado.
Orientações: leia o tema da aula. Não apresente, inicialmente, o gênero que será explorado,
apenas explique que este momento será importante para reativar memórias.

Introdução: Roteiro de atividades


1- Organize a sala em círculo.
2- Questione quanto às histórias que conhecem, ouvem, que os pais ou os avós contam...
(piadas, contos de assombração, histórias com ensinamentos...)
3- Explique que a próxima tarefa abordará um gênero de histórias que são contadas de
geração em geração.
4- Dinâmica Caixa Surpresa
5- Vamos libertar nossa imaginação?
 Prepare uma caixa encapada com papel colorido e instigue os alunos a tentar
adivinhar seu conteúdo.
 Insira nesta caixa figuras de personagens e cenários que ativem à lembrança de
algumas fábulas.
 Peça para um aluno retirar um objeto e questione se este o faz lembrar de alguma
história.
 Peça para contar.
 Continue com esta dinâmica quantas vezes julgar necessário.
 Caso os alunos não se recordem de nenhuma história retire alguma ilustração e
inicie a contação.

2º MOMENTO: Roda de conversa sobre Fábulas

Finalidade da aula: organizar uma roda de conversa com o intuito de ativar a memória dos
educandos quanto ao gênero em questão, proporcionando que expressem seus conhecimentos
prévios.
Questionamentos?

 Que tipo de texto é esse que acabamos de ler?


 Vocês conhecem alguma das histórias dos personagens da caixa surpresa?
 Que outras fábulas vocês conhecem?
 Normalmente quem são os personagens das fábulas?
 E como ele são? Quais as suas características?
 Vocês sabem quem são os escritores mais conhecidos neste gênero?

3º MOMENTO: O que são fábulas? (conceituação do gênero)

Objetivos: - Identificar que as fábulas são narrativas curtas e diretas.


- Reconhecer e compreender que fábulas têm origem na tradição oral e que, ao longo do
tempo, passaram a ser registrada em outras linguagens (escrita, audiovisual, etc).

Nesse momento os alunos devem fazer a leitura do texto informativo (abaixo), para elencar
e se apropriar das caracteristicas do gênero fábula. O professor deve explicar e destacar os
pontos principais desse genero, como os animais serem os personsagens das histórias, com
características humanas, que as histórias sempre trazem uma moral, um ensinamento ao final.
Fábula

Fábula é um gênero do tipo narrativo muito popular e apreciado por pessoas de diferentes


idades. Nascida da tradição oral (estudos indicam que no Oriente, por volta do século V a.C.), o
próprio nome remete a histórias contadas e passadas de geração para geração ( fabulare significa
história, jogo, narrativa). Quem não se lembra de ter ouvido, em algum momento, histórias curtas
com personagens que são animais? A cigarra e a formiga, O leão e o ratinho e A raposa e as
uvas são exemplos de fábulas, narrativas que constroem um ensinamento, uma moral.

Principais características de uma fábula


A fábula é uma narrativa de caráter ficcional e que usa a alegoria para construir seus
sentidos. Os animais, que são personagens, possuem características humanas, como a
ganância, a preguiça, a inveja, a sabedoria, a astúcia etc. Por meio dessas características, as
personagens movimentam-se e a história desenrola-se, levando à construção de um
ensinamento.
Considerando que a fábula pode ser contada oralmente, sabemos que há diferentes
versões de uma mesma história, o que não compromete a sua função: a de levar as pessoas a
refletirem sobre o comportamento em sociedade.
As fábulas podem ser escritas em prosa (texto em parágrafos) ou em versos. Os títulos
geralmente fazem referência às personagens, e o tempo e o espaço relacionam-se ao habitat
delas. A linguagem é simples, objetiva e direta, e pode haver diálogos com a presença
do discurso direto.

Estrutura de uma fábula


Sendo a fábula um texto narrativo, é importante lembrar-se de que ela deve ter uma  estrutura
mínima de começo, meio e fim, ou seja,

 no início, apresentamos as personagens e a situação;

 depois, desenvolvemos o texto de forma que as personagens interajam em torno de uma


situação;

 por fim, criamos um final surpreendente, que gere a reflexão dos leitores sobre um
ensinamento, uma moral, a qual aparece no final do texto geralmente.

As temáticas são variadas e ligadas às características que os animais representam, por


exemplo: o leão, a força; a coruja, a sabedoria; a raposa, a astúcia.

Fonte: https://escolakids.uol.com.br/portugues/a-fabula.htm

4º MOMENTO: Principais escritores do gênero

Nesse momento o professor deve fazer juntamente com os alunos a leitura dos textos
abaixo, explicando sobre os autores de fábulas, ao final, destacar que no Brasil, um autor que se
destacou na escritas de fábulas foi Montero Lobato.
5º MOMENTO: Conhecendo mais fábulas
Objetivos: - Ler e compreender, com autonomia, fábulas.
-Reconhecer que a construção da narrativa é voltada para elucidar um ensinamento.
- Interpretar a moral/ ensinamento (implícita ou explícita).
- Identificar a personificação de animais e objetos inanimados como personagens principais.

A sala deverá ser organizada em duplas. Para repertoriar os alunos com diversas fábulas,
serão entregues várias fábulas para leitura deleite dos alunos. Os mesmos deverão trocar as
fábulas já lida com as outras duplas, afim de que todos possam ler a maioria das fábulas.
6º MOMENTO: Leitura, análise e comparação de fábulas
Objetivos: - Ler e compreender, com autonomia, fábulas.
-Reconhecer que a construção da narrativa é voltada para elucidar um ensinamento.
- Interpretar a moral/ ensinamento (implícita ou explícita).
- Identificar a personificação de animais e objetos inanimados como personagens principais.

Finalidade da aula: propor a análise de fábulas que contém um personagem em comum, porém
em contextos, condições de produção e veículos diferentes.
Prática de linguagem: leitura.
Tema da aula: Dona Formiga e suas peripécias!
Orientações: Leia o tema da aula.
Oriente os alunos a guardarem o material e só ficarem com um marcador de texto.
Instigue os alunos quanto às possíveis peripécias da Dona Formiga (quem seria, será que é a
mesma em todas as histórias?, o que são peripécias?)
Desenvolvimento:
 Entregue duas fábulas diferentes e solicite a leitura silenciosa.

Texto 1-

Texto 2 A cigarra e as formigas

A cigarra e a formiga – Monteiro Lobato


Num belo dia de inverno as formigas estavam tendo o maior trabalho para secar suas
Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé dum formigueiro. Só parava
reservas de trigo. Depois de uma chuvarada, os grãos tinham ficado completamente molhados.
quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de
De repente aparece uma cigarra:
abastecer as tulhas.
_ Por favor, formiguinhas, me deem um pouco de trigo! Estou com uma fome danada, acho
Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o
que vou morrer.
dia cochilando nas tocas.
_ As formigas pararam de trabalhar, coisa que era contra os princípios delas, e perguntaram:
A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou
_ Mas por quê? O que fez durante o verão? Por acaso não se lembrou de guardar comida
socorrer-se de alguém.
para o inverno?
Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro.
_ Para falar a verdade, não tive tempo _ respondeu a cigarra. _ Passei o verão cantando!
Bateu – tique, tique, tique…
_ Bom... Se você passou o verão cantando, que tal passar o inverno dançando? _ disseram
Aparece uma formiga friorenta, embrulhada num xalinho de paina.
as formigas, e voltaram para o trabalho dando risada.
– Que quer? – perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.
– Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu…
Moral da história: Os preguiçosos colhem o que merecem.
A formiga olhou-a de alto a baixo.
– E o que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?
Fábulas de Esopo. Trad. Heloísa Jahn. São paulo: Companhia das Letrinhas, 1994. P. 48.
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois dum acesso de tosse.
– Eu cantava, bem sabe…
– Ah! … exclamou a formiga recordando-se. Era você então quem cantava nessa árvore
enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
– Isso mesmo, era eu…
– Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos
proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho.
Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá
cama e mesa durante todo o mau tempo.
A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.

“Moral da História: Os artistas: poetas, pintores, músicos, são as cigarras da humanidade.”

Monteiro Lobato, em “Fábulas”. São Paulo: Brasiliense, 1995.

 Peça para que destaquem alguma palavra ou expressão que não conseguiram perceber
seus significados pelo contexto.
 Realize uma roda de conversa para sanar possíveis dúvidas quanto ao vocabulário.
 Apresente o vídeo “Pica-pau e os trabalhadores da floresta”.

https://www.youtube.com/watch?v=A_h8dHYfqoI
 Oriente-os a prestarem atenção, pois responderão à questões posteriormente.
 Após assistirem ao vídeo questione se este se relaciona com as fábulas lidas.
 Peça aos alunos que, em duplas, relacionem características comuns e características
distintas entre os personagens das fábulas impressas e do vídeo. Transmissão de valores,
presença de linguagem visual, origem oral ou escrita.

Critérios de Avaliação Nos dois contos Apenas no vídeo assistido Apenas em um conto lido

Apresenta a
personagem formiga
como uma das
personagens
principais.
Utiliza-se de uma
linguagem informal.
Utiliza-se de uma
linguagem formal.
A inteligência ou a
esperteza vencem no
final.
Utiliza-se de
linguagem verbal.
Utiliza-se de
linguagem verbal e
não verbal
É narrado na 3ª
pessoa
Utiliza-se tanto do
discurso direto, quanto
do discurso indireto
Passou por um
processo de
transcrição e/ou
reescrita até chegar a
seu interlocutor final

 Socialização das conclusões que as duplas chegaram.

7º MOMENTO: Comparando diversas versões de fábulas.


 Apresente mais duas versões da fábula “A cigarra e as formigas” .
 Realize atividade de leitura silenciosa e compartilhada.

Texto 3

A Cigarra e a Formiga
(Adaptado da obra de La Fontaine)

Era uma vez uma cigarra que vivia saltitando e cantando pelo bosque, sem se preocupar com o futuro.
Esbarrando numa formiguinha, que carregava uma folha pesada, perguntou:
- Ei, formiguinha, para que todo esse trabalho? O verão é para gente aproveitar! O verão é para gente
se divertir!
- Não, não, não! Nós, formigas, não temos tempo para diversão. É preciso trabalhar agora para guardar
comida para o inverno.
Durante o verão, a cigarra continuou se divertindo e passeando por todo o bosque. Quando tinha fome,
era só pegar uma folha e comer.
Um belo dia, passou de novo perto da formiguinha carregando outra pesada folha.
A cigarra então aconselhou:
- Deixa esse trabalho para as outras! Vamos nos divertir. Vamos, formiguinha, vamos cantar! Vamos
dançar!
A formiguinha gostou da sugestão. Ela resolveu ver a vida que a cigarra levava e ficou encantada.
Resolveu viver também como sua amiga.
Mas, no dia seguinte, apareceu a rainha do formigueiro e, ao vê-la se divertindo, olhou feio para ela e
ordenou que voltasse ao trabalho. Tinha terminado a vidinha boa.
A rainha das formigas falou então para a cigarra:
- Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra! Vai passar fome e frio.
A cigarra nem ligou, fez uma reverência para rainha e comentou:
- Hum!! O inverno ainda está longe, querida!
Para cigarra, o que importava era aproveitar a vida, e aproveitar o hoje, sem pensar no amanhã. Para
que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Pura perda de tempo.
Certo dia o inverno chegou, e a cigarra começou a tiritar de frio. Sentia seu corpo gelado e não tinha o
que comer. Desesperada, foi bater na casa da formiga.
Abrindo a porta, a formiga viu na sua frente a cigarra quase morta de frio. Puxou-a para dentro,
agasalhou-a e deu-lhe uma sopa bem quente e deliciosa.
Naquela hora, apareceu a rainha das formigas que disse à cigarra: - No mundo das formigas, todos
trabalham e se você quiser ficar conosco, cumpra o seu dever: toque e cante para nós.
Para cigarra e para as formigas, aquele foi o inverno mais feliz das suas vidas.
http://www.qdivertido.com.br/verconto.php?codigo=9

Texto 4
Contrafábula da cigarra e da formiga
Adaptação de Pedro Bandeira de um texto de Antonio A. Batista

Nesses tempos globalizados, a formiga era a mais moderna das executivas.


Passava a vida formigando de verdade. Esfalfava-se e trabalhava sem parar. Poupava cada centavo,
mas não poupava preocupações.
Com tanta dedicação, é claro que sua conta bancária ia bem, apesar das oscilações da bolsa, dos
aumentos da taxa básica de juros, das medidas do Banco Central e das cotações dos Fundos no
Mercado Futuro. Mas vivia também roendo-se de raiva ao ver a cigarra, com quem estudara no colégio,
sempre torrando dinheiro, metida em shows e boates, acompanhada de socialites e clientes libidinosos. E
vivia a formiga a dizer por dentro:
– Ah, ah! No inverno, tu hás de aparecer por aqui, a mendigar o que não poupaste no verão! E vais
cair dura com a resposta que tenho preparada para ti!
Ruminando sua terrível vingança, voltava a formiga a tesourar e entesourar investimentos e lucros,
incutindo nos filhos hábitos de poupança, consultando advogados e... tomando vasodilatadores. Um dia,
quando voltava de um almoço no Fasano com os japoneses da informática, encontrou a cigarra no
Shopping Iguatemi, cantarolando como de costume.
“Lá vem ela dar a sua facada!”, pensou a formiga. “Ah, ah! Finalmente chegou a minha vez!”
Mas, para sua surpresa, a cigarra aproximou-se só querendo saber como estava ela e como estavam
todos no formigueiro. A formiga, remordida, preparando o terreno para sua terrível vingança, comentou:
– A senhora andou cantando todo este verão, não foi, dona Cigarra?
– É claro! – disse a cigarra. – Adoro cantar.
– Agora no inverno é que vai ser mau – continuou a formiga, com toda a maldade na voz. – A senhora
não depositou nada na poupança, não é?
– É verdade. Mas não faz mal. Acabei de fechar um contrato com o Olympia de Paris por duzentos mil
dólares...
– O quê?! – exclamou a formiga. – A senhora vai ganhar duzentos mil dólares no inverno?
– Ah, não. Isso é só em Paris. Depois, tenho a excursão a Nova York, depois Londres, depois
Amsterdã...
Aí a formiga pensou no seu trabalho, nas suas azias, na sua vida terrivelmente cansativa e nas suas
ameaças de enfarte, enquanto aquela inútil da cigarra ganhava tanto cantando e se divertindo! E
perguntou:
– Quando a senhora embarca para Paris?
– Na semana que vem... Por quê?
– Pode me fazer um favor? Quando chegar a Paris, procure lá um tal La Fontaine e diga-lhe que eu
quero que ele vá para o raio que o parta!

 Atividades de compreensão:
Oralidade: Houve uma atualização, isto é, uma releitura da fábula de La Fontaine, em relação a
vários aspectos, tais como: linguagem, tema, valores financeiros e moral da história. Qual
passagem do texto comprova isso?
1- Em que meio social a cigarra e a formiga vivem? Quais são esses meios? Descreva-os.
2- Como é discutida a relação de trabalho nas fábulas?
3- A ação da formiga difere nas fábulas. Justifique.
4- Explique a relação do dinheiro presente entre as personagens nas fábulas. Você
considera positivo ou negativo.
5- Escreva o desfecho de Jean La Fontaine e do português Antônio Baptista para a fábula “A
cigarra e a formiga”.
6- Esses textos pertencem a qual gênero textual?

8º MOMENTO: Análise linguística


Objetivos: - Identificar a presença de diálogo entre as personsagens.
- Identificar o conflito gerador do enredo.
- Relacionar provérbios à temática da fábula.
- Localizar informação explícita.
- Inferir informação implícita, se for o caso.
- Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.

 Análise linguística referente ao texto 3.


1- Esse texto serve para:
A. ( ) instruir C. ( ) informar
B. ( ) ensinar D. ( ) emocionar
2- Na frase: “Hum! O inverno ainda está longe, querida!” A pontuação usada nos faz
pensar que a formiga:
A. ( ) Respondeu com irônia. C. ( )Respondeu com educação.
B. ( ) Respondeu com alegria.
D. ( ) Respondeu com raiva.

3- “Para que construir um abrigo? Para que armazenar alimento? Neste trecho a intenção
do autor é:
A. ( ) Dar um aviso à cigarra C. ( ) Fazer uma pergunta ao leitor
B. ( ) Questionar as formigas D. ( ) Responder à rainha

4- No trecho: “É preciso trabalhar agora para guardar comida.” A palavra destacada dá ideia
de:
A. ( ) modo B. ( ) tempo C. ( ) condição D. ( ) causa

5- Na frase: “Se não mudar de vida, no inverno você há de se arrepender, cigarra!” As


palavras destacadas são respectivamente:
A. ( ) pronome e condição C. ( ) condição e pronome
B. ( ) condição e tempo D. ( ) pronome e modo

6- “Mas, no dia seguinte,aapareceu a rainha do formigueiro...” a palavra em negrito nos faz


pensar em:
A. ( ) condição C. ( ) lugar
B. ( ) oposição D. ( ) modo

7- Ainda no mesmo trecho, a expressão no dia seguinte, dá ideia de:

A. ( ) condição C. ( ) lugar
B. ( ) tempo D. ( ) modo

8- A expressão que dá ideia de modo é:


A. ( ) Puxou-a para dentro C. ( ) Durante o verão...
B. ( ) “...uma sopa bem quente...” D. ( ) A cigarra nem ligou...

9- “Naquela hora, apareceu a rainha das formigas...”. Neste trecho a expressão destacada da
ideia de:
A. ( ) lugar C. ( ) adição
B. ( ) tempo D. ( ) oposição

10- No final do texto pode-se entender que:


A. ( ) As formigas deixaram a cigarra morrer de frio
B. ( ) As formigas e a cigarra cumpriram cada uma o seu dever
C. ( ) A cigarra continuou saltitando e cantando pelo bosque
D. ( ) A formiguinha desistiu de guardar alimento para o inverno

11- “Desesperada, foi bater na casa da formiga.” A expressão destacada pode ser
subastituída por:

A. ( ) aliviada B. ( ) alucinada C. ( ) animada D. ( ) agradecida

12- A parte do texto que mostra uma opinião é:


A. ( ) “... uma cigarra vivia saltitando e cantando”
B. ( ) “A formiguinha gostou da sugestão”
C. ( ) “ O verão é pra gente aproveitar!”
D. ( ) “ Apareceu a rainha do formigueiro...”

13- Na sua opinião, por que aquele inverno foi o mais feliz das vidas da cigarra e das formigas?
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9º MOMENTO: Compreensão e análise linguística referente à Contrafábula:

Objetivos: - Identificar a presença de diálogo entre as personsagens.


- Identificar o conflito gerador do enredo.
- Relacionar provérbios à temática da fábula.
- Localizar informação explícita.
- Inferir informação implícita, se for o caso.
- Inferir o sentido de uma palavra ou expressão

Oralidade: A fábula “A cigarra e a formiga” foi escrita por La Fontaine, escritor francês que viveu
no século XVII. Através de suas histórias,  ele satirizou, ou seja, criticou a sociedade de seu
tempo. O texto “Contrafábula da cigarra e da formiga” foi escrito pelo autor português
Antônio Baptista, na década de 90, e adaptado por Pedro Bandeira. Faz intertextualidade com a
fábula “A cigarra e a formiga”. Houve uma atualização, isto é, uma releitura da fábula de La
Fontaine, em relação a vários aspectos, tais como: linguagem, tema, valores financeiros e moral
da história.

 Questionar os alunos (oralmente):

 A cigarra e a formiga vivem em meios sociais diferentes. Quais são esses meios?
 A ideia discutida no texto de La Fontaine é o trabalho. Qual é a ideia discutida na
"Contrafábula da cigarra e da  formiga"?
 Pelo título, pode-se pressupor que o texto é uma fábula?
 Quais as características humanas que a cigarra e a formiga apresentam?
 O que as atitudes da formiga revelam sobre sua personalidade?
 Cantar, para a formiga, podia ser considerado um trabalho? Como ela via a cigarra?

 Análise linguística referente a Contrafábula:

1- No início do texto o narrador diz que a formiga era a mais moderna das executivas. O
trecho destacado pode ser substituído por:

A. ( ) a que tinha mais C. ( ) a que se vestia com


responsabilidades. glamour.
B. ( ) a que não tinha D. ( ) a que vivia bem sossegada.
preocupações.

2- No mesmo trecho a palavra mais dá ideia de;


A. ( ) tempo C. ( ) intensidade
B. ( ) lugar D. ( ) modo
3- A ideia de lugar no trecho “... tu hás de aparecer por aqui, a mendigar o que não
poupaste...” é:
C. ( ) mendigar
A. ( ) não D. ( ) aparecer
B. ( ) aqui
4- No trecho: “é claro que sua conta bancária ia bem, apesar das oscilações...” As palavras
destacadas , respectivamente, dão ideia de:

A. ( ) tempo e modo. C. ( ) oposição e modo.


B. ( ) modo e oposição. D. ( ) lugar e oposição.

5- No fragmento: “ ...nas suas azias, na sua vida terrivelmente cansativa e nas suas
ameaças de enfarte...” A expressão grifada nos faz pensar em:
A. ( ) Como era exaustiva a vida da formiga.
B. ( ) O quanto era estressante a vida da formiga.
C. ( ) Aonde a formiga ia para ficar tão cansada.
D. ( ) Por que a formiga ficava tão cansada?

6- Na frase: “Lá vem ela dar a sua facada! [...] Finalmente chegou a minha vez! As palavras
grifadas dão ideia, respectivamente de:
A. ( ) tempo e lugar. C. ( ) adição e tempo.
B. ( ) lugar e modo. D. ( ) lugar e tempo.

7- A finalidade deste texto é:


A. ( ) ensinar que é preciso trabalhar muito para ganhar um bom dinheiro.
B. ( ) ensinar que é possível trabalhar e ganhar muito dinheiro fazendo o que gosta.
C. ( ) ensinar que a vida é curta e deve ser aproveitada ao máximo.
D. ( ) ensinar que é preciso ter muitas responsabilidades na vida.

8- A contrafábula difere da fábula porque:


A. ( ) Foram escritas na mesma época.
B. ( ) Foram escritas para interlocutores distintos.
C. ( ) Traz o repertório totalmente contra a cigarra.
D. ( ) Trata de pessoas que não trabalham.

9- O fato da formiga fechar um contrato no Olímpia de Paris por duzentos mil dólares fez com
que a formiga:
A. ( ) ficasse com muito orgulho da cigarra
B. ( ) ficasse com muita raiva e inveja da velha amiga
C. ( ) ficasse com muita saudades de La Fontaine
D. ( ) Ficasse com vontade de viajar

10- Conforme a contrafábula a Cigarra e a formiga se conheciam de onde?


A. ( ) Da floresta. C. ( ) Em um verão.
B. ( ) Da escola. D. ( ) Em um inverno.

11- No trecho: “Com tanta dedicação, é claro que sua conta bancária ia bem...” A palavra grifada
se refere a que:
A. ( ) a dedicação. C. ( ) a cigarra.
B. ( ) ao banco. D. ( ) a formiga.
12-Conforme o texto, o nervosismo da formiga de se dava porque:
A. ( ) La Fontaine escreveu essa história pra ela.
B. ( ) Ela trabalhava exaustivamente sem parar.
C. ( ) Enquanto se matava de trabalhar a cigarra torrada dinheiro em boates.
D. ( ) A cigarra pediu dinheiro emprestado.

13-No final do texto a cigarra:


A. ( ) viajaria para Paris e levaria um recado a La Fontaine.
B. ( ) pediu dinheiro emprestado a formiga.
C. ( ) deu uma facada na formiga.
D. ( ) não depositou dinheiro na poupança.

14-Na frase; “ O quê?![...] A senhora vai ganhar duzentos mil dólares no inverno?” A pontuação
usada indica que a formiga:

A. ( )Tinha certeza. C. ( ) Ficou surpresa.


B. ( ) Ficou irritada. D. ( ) Estava indecisa.

15-Na contrafábula podemos resumir que:


A. ( ) A formiga juntou muito mais dinheiro que a cigarra.
B. ( ) A cigarra juntou mais dinheiro que a formiga.
C. ( ) A cigarra e a formiga ganham dinheiro de formas de diferentes.
D. ( ) A cigarra e a formiga não conseguem ganhar dinheiro.

16- No final do trexto percebemos que:


A. ( ) A formiga e a cigarra eram muito felizes com a vida que tinham.
B. ( ) A formiga ficou raiva de seu autor, por ter trabalhado tanto na vida.
C. ( ) A cigarra guardou muito dinheiro fazendo shows internacionais.
D. ( ) A cigarra e a formiga eram agradecidas pela trajetória delas criada pelo autor.

17-O texto apresenta uma linguagem


A. ( ) informal. C. ( ) regional.
B. ( ) formal. D. ( ) técnica.

18-Encontramos uma opinião no trecho:


A. ( ) “ É claro! – disse a cigarra. – Adoro cantar.”
B. ( ) “ Agora no inverno é que vai ser mau”.
C. ( ) “Lá vem ela dar a sua facada!”
D. ( ) “Ruminando sua terrível vingança”.

10º MOMENTO: Proposta de produção textual: (em duplas)

 
1- Será entregue para os alunos a cópia da fábula "O lobo e cordeiro" de La Fontaine,
recontada por Monteiro Lobato. Em seguida, a realização da dinâmica de leitura: silenciosa
e pela professora.

O lobo e o cordeiro
Monteiro Lobato

Estava o cordeiro a beber água num córrego, quando apareceu um lobo esfaimado, de
horrendo aspecto.
 ─ Que desaforo é esse de turvar a água que venho beber?
 ─ Disse o monstro, arreganhando os dentes. ─ Espere que vou castigar tamanha má-
criação!...
O cordeirinho, trêmulo de medo, respondeu com inocência:
─ Como posso turvar a água que o senhor vai beber se ela corre do senhor para mim?
Era verdade aquilo e o lobo atrapalhou-se com a resposta, mas não deu o rabo a torcer.
─ Além disso ─ inventou ele ─ sei que você andou falando mal de mim no ano passa
─ Como poderia falar mal do senhor no ano passado, se nasci este ano?
Novamente confundido pela voz da inocência, o lobo insistiu:
─ Se não foi você foi seu irmão mais velho, o que dá no mesmo.
─ Como poderia ser seu irmão mais velho, se sou filho único?
O lobo, furioso, vendo que com razões claras não venceria o pobrezinho, veio com razão
de lobo faminto:
─ Pois se não foi seu irmão, foi seu pai ou seu avô! E ─ nhoque ─ sangrou-o no pescoço.

Moral: Contra a força não há argumentos.


 
2- Roda de conversa:
A fábula “O lobo e cordeiro” de La Fontaine foi recontada por Monteiro Lobato, no
livro Fábulas. Nesse livro, após cada relato, segue-se um pequeno diálogo das
personagens do Sítio do Picapau Amarelo comentando a respeito da história que ouviram.

Ler o comentário sobre dessa fábula: (o professor deverá xerocar o comentário para os
alunos).

“Estamos diante da fábula mais famosa de todas, declarou dona Benta. Revela a essência do
mundo. O forte tem sempre razão. Contra a força não há argumentos.
_ Mas há a esperteza! berrou Emília. Eu não sou forte, mas ninguém me vence. Por quê? Porque
aplico a esperteza. Se eu fosse esse cordeirinho, em vez de estar bobamente a discutir com o
lobo, dizia: "Senhor Lobo, é verdade, sim, que sujei a água deste riozinho, mas foi para
envenenar três perus recheados que estão bebendo ali embaixo". E o lobo, já com água na boca:
"Onde?" E eu, piscando o olho: "Lá atrás daquela moita!" E o lobo ia ver e eu sumia...
_ Acredito, murmurou dona Benta. E depois fazia de conta que estava com uma espingarda e,
pum! Na orelha dele, não é? Pois fique sabendo que estragaria a mais bela e profunda das
fábulas. La Fontaine a escreveu dum modo incomparável. Quem quiser saber o que é obra prima,
leia e analise a sua fábula do Lobo e o Cordeiro.”
(Lobato, M. Fábulas. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 42-43).

Emília, em sua fala,  fez uma atualização da fábula “O lobo  e o cordeiro de  La Fontaine”. 
 
3-  Agora é a sua vez, reescreva a fábula, atualizando-a em alguns aspectos de modo a
apresentar uma moral diferente daquela da fábula original.

 Seu texto deverá apresentar como título: Contrafábula do lobo e do cordeiro.

4- Os alunos irao ler suas produções (em outro momento) para os alunos do 3º ano.

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