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Universidade Católica de Moçambique


Instituto de Educação à Distância

Tema:
Migração, Problemas Demográficos, Leis da População, Distribuição da População,
Crescimento da População e HIV/SIDA

Suzete José: 708192279

Curso: Geografia
Disciplina: Geografia da População e Povoamento
Ano de Frequência: 3º Ano, 2° Grupo, turma “E”
Docente: Mucutereia Muetamuhiro

Nampula, Agosto de 2021


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1.Critérios de avaliação (disciplinas teóricas)

Classificação
Categorias Indicadores Padrões Nota
Pontuaçã Subto
do
o máxima tal
tutor
 Índice 0.5
Aspectos  Introdução 0.5
Estrutura organizacionai  Discussão 0.5
s  Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 2.0
problema)
Introdução
 Descrição dos objectivos 1.0
 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
 Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 3.0
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional
2.0
relevante na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.5
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais paragrafo, espaçamento
entre linhas
Referência Normas APA
 Rigor e coerência das
s 6ª edição em
citações/referências 2.0
Bibliográfi citações e
bibliográficas
cas bibliografia
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Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

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Índice

Introdução....................................................................................................................................4
Objectivos....................................................................................................................................4
Metodologia do trabalho.............................................................................................................4
Estrutura do trabalho...................................................................................................................4
1. Migração..................................................................................................................................5
1.1.Factores que condicionam a Migração..................................................................................5
1.2. estrutura etária da população:...............................................................................................5
1.3.Fluxo migratório sua tendência em África............................................................................6
2.Estrutura da população – Quando as politicas Anti – natalista................................................6
3.Problemas Demográficos.........................................................................................................7
3.1.Consequências da explosão demográfica mundial sobre o meio ambiente...........................7
3.2.Solucoes possível para a fome...............................................................................................8
4.Povoamento..............................................................................................................................9
5.Formas de povoamentos rurais...............................................................................................10
6.Leis da População...................................................................................................................11
7.Distribuicao da população em África.....................................................................................12
8.Recenseamento da Populacao................................................................................................12
9.Crescimento da População e o desenvolvimento económico.................................................13
9.1. Relação População Desenvolvimento Económico nos Países do Terceiro Mundo...........13
9.2.Impactos ambientais do Crescimento da População no terceiro mundo.............................13
10.A Populacao e o HIV/SIDA.................................................................................................14
10.1.Plano Estratégico Nacional de Resposta ao HIV e SIDA 2010 – 2014 (PEN III)............14
10.2. O HIV/SIDA é um fenómeno global................................................................................15
Conclusão..................................................................................................................................16
Referencias Bibliográficas........................................................................................................17
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Introdução

A geografia da população é um ramo da geografia (humana) que analisa, descreve e interpreta a


composição, a distribuição, as migrações e o crescimento da população, em relação com o
espaço. A distribuição dos homens sobre a Terra traz ao mesmo tempo a marca dos caracteres
originais das civilizações e dos condicionamentos ecológicos. A geografia da população propõe-
se esclarecer tudo o que, nas estruturas dos grupos humanos, reflecte a influência daqueles dois
factores.

Objectivos

Assim sendo tem como objectivos:

 Caracterizar os factores que influenciam a distribuição espacial d população


 Analisar as principais variáveis demográficas
 Distinguir as diferentes taxas do crescimento da população em diferentes espaços
geográficos
 Analisar a evolução da população mundial por grupo de países
 Analisar as teorias e politicas demográficas
 Identificar os problemas demográficos actuais
 Explicar as causas e consequências da migração
 Analisar a pressão populacional sobre o ambiente
Metodologia do trabalho

Para a realização do presente trabalho o proponente fez valer o uso do método da consulta
bibliográfica, baseado em leituras de obras científicas, manuais e outros documentos relevantes
já publicados. E em termos didácticos recorreu ao método de trabalho independente.

Estrutura do trabalho

 Introdução;
 Desenvolvimento;
 Conclusão
 Referências bibliográficas
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1. Migração

1.1.Factores que condicionam a Migração

Factores da Migração

a) Naturais
 Seca
 Desertificação
 Instabilidade sísmica
b) Humano
 Politico
 Religiosos
 Económico

1.2. estrutura etária da população:

 Nas áreas de origem, assiste-se ao envelhecimento da população e à diminuição de


população activa (são estes que emigram à procura de melhores condições)
 Nas áreas de destino, verifica-se, pelo aumento da natalidade (pela chegada de
população em idade de procriar), o rejuvenescimento da população e a concentração de
força de trabalho, que se traduz na acumulação de riqueza do respectivo país. A
emigração traz muitos aspectos negativos para o país de origem, mas ela é, muitas vezes,
desejada pelos próprios governos. Os emigrantes canalizam as suas poupanças para o
país de origem e estas divisas são utilizadas no equilíbrio da balança comercial com o
estrangeiro.
Duma forma geral ( quer no local de saída quer no local de chegada ), ela cria:

 Perda de mão-de-obra
 Entrada de divisas com plena capacidade
 Aumento da produtiva.
 Disponibilidade de mão - de - obra
 Difusão de novas ideias
 Desemprego
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 Desequilíbrio entre os sexos,


 Rejuvenescimento da população
 Problemas habitacionais

1.3.Fluxo migratório sua tendência em África

A precariedade social, económica e política com que se debatem vários Estados africanos tem
concorrido para as deslocações forçadas ou por motivos económicos dentro e fora do continente
(migração horizontal e vertical). As estatísticas das Nações Unidas mostram que em 2017, do
total global de 258 milhões de migrantes, 36 milhões eram originários de África, correspondente
a 14% da população migrante internacional. O número de requerentes de Asilo e refugiados em
2016 estimava-se em cerca de 30 milhões (10%) do total dos migrantes no mundo (ONU, 2017).
Na África subsaariana os fluxos migratórios são maioritariamente horizontais, isto é, realizam-se
dentro e entre os países da região, e em números reduzidos para fora do continente africano.
Como indica o Banco Mundial (2016), 65,6%, representam o destino dos fluxos migratórios
intra-regional; 26,1% em direcção aos países de alto rendimento da Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE); 5% para os países não pertencentes a
OCDE; 2,9% para outros países em desenvolvimento e 0,4% para países não identificados. O
Banco Mundial revela também que na África subsaariana, em 2014, o número de emigrantes e
imigrantes refugiados rondava os 4,5 milhões e 3,8 milhões, respectivamente (Banco Mundial,
2016). Os dados acima apresentados contrariam a ideia frequente de que a maior parte dos
movimentos migratórios africanos está virada para fora de África. Muitas das migrações
ocorrem no interior do continente, demonstrando o peso das migrações sul-sul (Tolentino, 2009;
Alvear, 2008).

2.Estrutura da população – Quando as politicas Anti – natalista

Quanto às políticas anti-natalistas, através das quais se pretende obter uma diminuição da
natalidade, são mais frequentes nos países em desenvolvimento. O principal objectivo é
claramente pôr um “travão” no crescimento da população, para que os governos possam
começar a tentar responder às necessidades das suas populações, actualmente bastante carentes.
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Estas políticas são de facto importantes para atingirmos um reequilíbrio da população, mas
deveriam ter sempre em conta o respeito pela liberdade de cada indivíduo, algo que infelizmente
nem sempre acontece.

3.Problemas Demográficos

Se analisarmos o crescimento populacional mundial, observa-se que o acréscimo da população


mundial passou justamente a dar-se após o período de revolução industrial, sendo que os índices
de duplicação dessa população total acentuaram ainda mais no século XX. Esse crescimento
populacional deu-se por vários factores, dentre eles os avanços da medicina, da produção de
alimentos, da melhora das condições de higiene, dentre outros factores que buscam explicar esse
fenómeno. Portanto, partindo de uma análise histórica acerca do crescimento populacional,
facilmente percebe-se que esse passou a ser vastamente incrementado no mundo a partir da
revolução industrial, pelos motivos mencionados acima.

3.1.Consequências da explosão demográfica mundial sobre o meio ambiente

Os dados apontados à verificação das consequências do crescimento demográfico mundial são


alarmantes. Revelam as pesquisas que o crescimento da população mundial deverá permanecer
em crescente evolução até o ano de 2050, quando as projecções são de que a população mundial
possa atingir a marca de 11 biliões de habitantes. Essas consequências do crescimento
populacional já estão a ser sofridas pela humanidade actualmente e sobretudo pela natureza.

Eis as consequências dessa explosão:

 A retirada de matéria-prima do meio ambiente desencadeou uma grave crise ecológica


promovida por conta do crescimento da população mundial.
 O crescimento demográfico atingiu demasiado o ambiente natural, fazendo com que
inúmeras espécies animais desaparecessem e outras tantas ficassem ameaçadas de
extinção.
 O Homem por onde passa destrói e polui o meio ambiente.
 Desflorestamento, causado pela pratica da agricultura, exploração de madeiras;
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 Poluição do meio ambiente, erosão e empobrecimento do solo causado pelo uso de


Fungicidas, pesticidas, herbicidas, produtos fitossanitários, adubos diversos e máquinas
pesadas,
 Outro factor relacionado ao tema é o da explosão da área das cidades e seus reflexos
negativos. O crescimento urbano resulta numa pobreza do meio rural em face do
alargamento dos territórios das cidades, através da extracção de recursos naturais, como
por exemplo, da madeira, forçando as populações rurais a migrarem para regiões
urbanas.
 Nas últimas décadas, o mundo em desenvolvimento conseguiu enormes progressos
económicos. Porém, ao mesmo tempo, o número de seres humanos que vivem em
"absoluta pobreza" - se é que se pode chamar algumas situação de viver - aumentou
demasiadamente.
 Os países com altas taxas de fecundidade enfrentam a duplicação ou triplicação da sua
população de idade escolar dentro de uma ou duas décadas. E esta situação conduz a
uma deterioração da já pobre qualidade educacional.
 Devido ao crescimento demográfico das populações pobres, os países industrializados
frequentemente acusam os países em desenvolvimento de provocarem um impacto
ambiental mais contundente sobre os recursos naturais. Uma vez que segundo o
raciocínio dos ricos: "quanto maior a população, mais recursos naturais necessitam para
sobreviverem". Porém, o uso que os cidadãos dos países industrializados fazem dos
recursos limitados do planeta é 30 vezes maior do que os países em desenvolvimento

3.2.Solucoes possível para a fome

Em primeiro lugar, para tratar a fome é importante atacar também a pobreza . De acordo
com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação  (FAO),
o crescimento económico dos países é um dos factores chaves para a redução da fome
mundial. Entretanto, é necessário que esse desenvolvimento seja feito de
maneira inclusiva, que abranja as populações vulneráveis, promova mais oportunidades
de desenvolvimento, melhore a produtividade e a renda dos pequenos produtores e dê
mais meios para o sustento de sua subsistência. Assim, a  desigualdade social tende a
diminuir conforme a distribuição de renda interna aumenta, principalmente no campo.
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Quando o foco é a redução da pobreza extrema, principalmente em países de baixa renda,


o crescimento económico no sector agrícola é mais efetivo do que em qualquer outro. O
aumento da produtividade nas pequenas fazendas familiares amplia a demanda de
trabalho no campo, gera mais empregos e aumenta as receitas familiares assim como a
distribuição de renda local. Consequentemente, há um aumento do poder aquisitivo dos
indivíduos e na sua capacidade de acesso à alimentação. A movimentação das economias
locais e o aumento da produtividade ainda diminui o preço dos produtos agrícolas,
democratizando a aquisição de alimentos.

4.Povoamento

O processo evolutivo dos assentamentos humanos está relacionado com a história e vida do
desenvolvimento do homem, desde os tempos mais recuados das sociedades e da pré-história,
isto é, do período anterior ao aparecimento e existência da escrita, às idades medieval e moderna
e portanto, à idade contemporânea. De referir que nesta longa marcha do processo evolutivo dos
homens, a sua vida passou por muitas e diferentes etapas de desenvolvimento e sofreu
outrossim, inúmeras transformações, no concernente ao seu modo vivendo (alimentação,
vestuário, cultura, arte, ciência, habitação, etc..)

Em constante confrontação com as intempéries da natureza (climas adversos, ventos,


tempestades, chuvas, cheias, secas, animais ferozes, etc..) e no intuito de fazer face aos desafios
da vida e na luta pela sobrevivência; depreende-se que da vida nómada ou errante que ele
experim33entou, a partir da recolecção de frutos silvestres, da pesca, da caça, do recurso a peles
de certos animais e de cascas de determinadas espécies da vegetação arbórea, para se alimentar e
se vestir, respectivamente, bem como, do recurso, melhoramento e uso de determinados recursos
da natureza, como é o caso das cavernas, grutas, paus entrelaçados, palha, caniço e mais tarde,
casas de adobe e de pau a pique, ainda que frágeis e de pouca dura, foram entre outros, esses
meios ou recursos, que serviram de alternativas viáveis, para resolver os problemas relacionados
fundamentalmente com o seu “habitat” e por conseguinte, o seu abrigo familiar.

No entanto, à medida que o tempo foi passando, e, com a descoberta do fogo, da pedra lascada,
da transição do homem do nomadismo à vida sedentária, pela descoberta da agricultura
(domesticação de animais e de plantas), concomitantemente ao domínio da ciência, da técnica e
tecnologia, o homem como único ser racional, se viu obrigado a melhorar os seus
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assentamentos, porquanto tinha que passar a permanecer num determinado espaço geográfico
por mais tempo, (sedentarização).

A prática e desenvolvimento das actividades agro-pecuárias, o surgimento da Revolução Verde,


da Revolução Industrial nos finais do século XVII, a selecção e melhoramento das sementes,
mecanização agrícola, adubação dos campos e introdução da agricultura de plantação (sisal,
chazeiro, coqueiro, algodão, cana sacarina, cajueiro, etc..), cultivo de cereais (trigo, cevada,
arroz, milho, mapira, etc..), em conexão com a criação de animais domésticos, quer de pequena,
quer de grande porte (avicultura, gado bovino, gado caprino, gado suíno, gado cavalar, etc..),
portanto, estas e outras actividades humanas, deram origem aos variados e diferentes tipos de
indústrias (extractivas e transformadoras), o que em associação com os factores da localização
industrial, atraíram a mão-de-obra, isto é, os operários, e com eles, o surgimento dos
assentamentos humanos, mais ou menos de forma diferenciada, em função da estratificação
social e divisão de trabalho, que nalgum momento, se agudizou pelas políticas de discriminação
e racismo. Finalmente e em termos conclusivos, importa reter que o processo evolutivo dos
assentamentos humanos, tem a ver de forma directa ou indirectamente, com as diferentes e
diversificadas etapas da história da humanidade.

5.Formas de povoamentos rurais

As casas são as marcas mais visíveis da forma como a população organiza o espaço em que vive,
temos dois tipos de povoamento:

 Povoamento Urbano e;
 Povoamento Rural, desde temos: Povoamento disperso e concentrado.
a) Povoamento Urbano

centros urbanos - são povoações cujos habitantes se dedicam às indústrias, ao comércio e


funções públicas. A sua máxima expressão é a cidade, cujos habitantes, os citadinos, em geral,
não trabalham a terra.

b) Povoamento disperso ou disseminado – as casas encontram-se mais ou menos


afastadas, os lugarejos e os lugares ou casais distribuem-se por entre campos de cultura
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fechados, quase sem formarem povoações bem definidas e com população


exclusivamente rural.
c) Povoamento Concentrado

O concentrado caracteriza-se por as casas se acumularem em aldeias e vilas, grandes e


compactas, raras e muito espaçadas, em zonas secas e de população pouco adensada, que pratica
a monocultura, onde de longe em longe se encontra o monte, sede da herdade, a qual é uma
unidade agrícola, “conjunto de construções e de terras, de animais e de culturas” Entre o habitat
disperso e o habitat agrupado há formas intermédias, de transição, que constituem o habitat
misto: dispersão ordenada, com povoações alongadas e estreladas.

6.Leis da População

Para cada modo de produção, quer seja comunidade primitiva, esclavagista, feudalista,
capitalista, socialista possui a sua lei. As leis da população alteram – se mediante o modo de
produção e a relação de produção. As leis da população de que iremos abordar nesta unidade
vão sintetizar os aspectos mais importantes do relacionamento entre a economia e uma
determinada população.

Diante disso temos duas leis da população a saber: Lei da população no capitalismo e a lei da
população no socialismo

A lei da população no capitalismo é a lei do superpovoamento relactivo; A lei da população no


Socialismo é a lei da satisfação das necessidades sempre crescente e constantes da população e
do uso racional da mão – de – obra.; a lei capitalista da população é que a acumulação do
capital conduz, obrigatoriamente, a que haja sempre uma parte da população operária
excedente; a lógica do capitalismo é a de que sem consumo não há a possibilidade do aumento
da produção; Marx também formulou uma lei da população para explicar o desemprego.
Chamou-a de "lei capitalista do desemprego", e a considerou uma consequência da propriedade
privada dos meios de produção. Segundo ele, na sociedade burguesa a acumulação do capital
faz com que uma parte da população operária se torne inevitavelmente supérflua. É eliminada
da produção e condenada à fome
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7.Distribuicao da população em África

Os habitantes do continente africano apresentam grande variedade de características raciais.


Desde o paleolítico inferior, ali viveram grupos étnicos muito diferenciados: negróides,
caucasóides, etíopes, bosquímanos, pigmeus e, em épocas mais recentes mas ainda pré-
históricas, mongolóides. É difícil e até arriscado descrever pormenorizadamente as etnias
africanas, já que nem sempre as características antropométricas coincidem com as línguas e
dialetos falados pelos diferentes grupos étnicos ou com outros traços culturais diferenciadores.

Factores que influenciam a distribuição da População

Físicos - Naturais

 Clima desértico
 Vegetação estepe
 Montanhas
 Solos
Humanos
 Económicos
 Históricos
 Transportes
 Politicos

8.Recenseamento da Populacao

O censo ou recenseamento demográfico é um estudo estatístico referente a uma população que


possibilita a recolha de várias informações, tais como o número de habitantes, o número de
homens, mulheres, crianças e idosos, onde e como vivem as pessoas, profissão, entre outras
coisas. Esse estudo é realizado, normalmente, de dez em dez anos, na maioria dos países.

Segundo a definição da ONU, "um recenseamento de população pode ser definido como o
conjunto das operações que consistem em recolher, agrupar e publicar dados demográficos,
económicos e sociais relativos a um momento determinado ou em certos períodos, a todos os
habitantes de um país ou território".
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9.Crescimento da População e o desenvolvimento económico

O binómio “crescimento populacional” e “pressão sobre recursos” é constantemente ressaltado


na discussão sobre os problemas ambientais em relação à população. Com o novo quadro que se
apresenta mundialmente, de diminuição das taxas de crescimento populacional, o debate tem
envolvido uma nova questão: a concentração populacional em dadas regiões, pode levar a
problemas de sustentabilidade nesses locais.

9.1. Relação População Desenvolvimento Económico nos Países do Terceiro Mundo

As mudanças demográficas faz-se sentir de uma forma ou outra e com intensidades diferentes
em cada faceta do desenvolvimento económico e sociais e vice-versa, por isso os estudos
demográficos constituem um tema objecto de interesse e preocupação de todos os países
subdesenvolvidos. Desta maneira surgem as teorias de população, das quais a mais difundida
resulta a Teoria da Transição Demográfica, pela sua grande possibilidade de aplicação, por seu
presunto poder explicativo e porque faz explícita a relação População – Desenvolvimento. A
aplicação das teorias maltusianas e neo-maltusianas nos países do “Terceiro Mundo” adolesce de
serias insuficiências: ignora o papel que desempenha o progresso técnico, a hipótese de que
existe uma relação macro entre o crescimento da população e o nível da renda per-capita, como
determinante principal do crescimento da população em oposição a um enfoque do problema
que centre a tomada de decisão sobre o tamanho da família partindo do nível meio de vida
familiar.

9.2.Impactos ambientais do Crescimento da População no terceiro mundo

O crescimento populacional vem causando sérios impactos degradadores sobre o meio ambiente
neste século. O desenvolvimento da indústria, comércio bem como os diversos ramos do meio
rural e urbano são considerados determinantes para as mudanças ambientais. Neste sentido,
nota-se que existem muitos tipos de ameaças ao meio ambiente, causados pelo aumento da
população. Nessa trajetória de análise, HOGAN (2005) aborda que o vínculo entre mobilidade
populacional e ambiente, possui uma flecha causal que geralmente tem ido de população a
ambiente, aonde os efeitos vão da concentração de população sobre a integridade ecológica do
território. Como conseqüências do impacto ambiental o autor ressalta que: Terra e água são os
maiores exemplos da finitude dos recursos naturais.
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10.A Populacao e o HIV/SIDA

A epidemia HIV/SIDA tomou a amplitude de uma crise mundial. É um dos grandes desafios
lançados ao desenvolvimento e ao progresso social. Nos países mais atingidos, a epidemia apaga
décadas de crescimento, destrói a economia, ameaça a segurança e desestabiliza as sociedades.

10.1.Plano Estratégico Nacional de Resposta ao HIV e SIDA 2010 – 2014 (PEN III)

O principal objectivo do Plano Estratégico é o de contribuir para a redução do número de novas


infecções pelo HIV em Moçambique, a promoção da melhoria da qualidade de vida das pessoas
vivendo com o HIV e SIDA e a redução do impacto do SIDA nos esforços de desenvolvimento
nacional.

As componentes estratégicas estabelecidas e os respectivos resultados de impacto almejados no


PEN III são:

1. Redução de risco e vulnerabilidade

Que a implementação de acções concertadas para a redução do risco e vulnerabilidade consiga


aumentar o número de mulheres e homens vulneráveis ao HIV e SIDA que gozam dos seus
direitos humanos e sociais.

2. Prevenção

Que a implementação de acções concertadas de prevenção consiga reduzir a ocorrência de novas


infecções pelo HIV em Moçambique em 25% nos próximos 5 anos. Assim, a prevalência de HIV
entre asmulheres grávidas de 15 a 24 anos de idade passará de 11.3% em 2007 para 8.5% em
2014.

3. Tratamento e Cuidados

Que a implementação de acções concertadas de tratamento e cuidados contribua para a redução


relativa da mortalidade por SIDA em 5% nos próximos 5 anos em comparação com o que
aconteceria sem as intervenções adicionais propostas neste plano. Assim, de acordo com as
projecções do modelo matemático Spectrum, cerca de 23.000 óbitos devido a SIDA serão
evitados em 2014.
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4. Mitigação das consequências

Que a implementação de acções concertadas de mitigação das consequências do SIDA contribua


para a redução da proporção de agregados familiares, comunidades e COVs afectado/as pelo
impacto do SIDA.

10.2. O HIV/SIDA é um fenómeno global

A AIDS em inglês, representa um fenómeno global e bastante complexo, envolvendo aspectos


biológicos, psicológicos e sociais. A partir da descoberta do agente causador da AIDS, o HIV,
no início da década de 1980, verificou-se sua rápida expansão pelo mundo, primeiramente para
as grandes metrópoles e, mais tarde, para os municípios de médio e pequeno porte. Ao longo das
três últimas décadas, seu perfil epidemiológico se tornou bastante diversificado, de acordo com
cada região.
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Conclusão

Várias, foram as abordagens deste trabalho. O que podemos concluir é, a Geografia da


População actualmente, não tem como objecto de estudo a distribuição dos povos pelo planeta.
Ela depara-se com sua complexidade e com a ampla teia de relações económicas, sociais,
politicas que os estudos populacionais poderiam apresentar.
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Referencias Bibliográficas

FAO. Chapter 2: Food security – concepts and measurement. Trade reforms and food
security. Roma, 2003. Disponível em:
<http://www.fao.org/docrep/005/y4671e/y4671e06.htm >.

__________Manual da Geografia da População e povoamento, A Universidade Católica de


Moçambique - Centro de Ensino à Distância

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