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Universidade Católica de Moçambique


Instituto de Educação à Distância

Tema:

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E


SOCIAL DAS NAÇÕES

Suzete José: 708192279

Curso: Geografia
Disciplina: Geografia Agrária e Industrial
Ano de Frequência: 3º Ano, 2° Grupo, Turma “E”
Docente: Teresa Fenhane

Nampula, Agosto de 2021


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1.Critérios de avaliação (disciplinas teóricas)

Classificação
Categorias Indicadores Padrões Nota
Pontuaçã Subto
do
o máxima tal
tutor
 Índice 0.5
Aspectos  Introdução 0.5
Estrutura organizacionai  Discussão 0.5
s  Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 2.0
problema)
Introdução
 Descrição dos objectivos 1.0
 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
 Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 3.0
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional
2.0
relevante na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.5
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais paragrafo, espaçamento
entre linhas
Referência Normas APA
 Rigor e coerência das
s 6ª edição em
citações/referências 2.0
Bibliográfi citações e
bibliográficas
cas bibliografia
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Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

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Índice

Introdução....................................................................................................................................4

Objectivos....................................................................................................................................4

Metodologia do trabalho.............................................................................................................4

Estrutura do trabalho...................................................................................................................4

1. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL


DAS NAÇÕES............................................................................................................................5

2. O papel dinamizador da Indústria na economia mundial.....................................................6

3. Surgimento de Oligopólios e Monopólios como consequência da Revolução Industrial....7

4. Indústria e Crescimento Económico....................................................................................8

5. Revolução Industrial no desenvolvimento Social..............................................................10

Conclusão..................................................................................................................................12

Referencias Bibliográficas........................................................................................................13
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Introdução

O principal marco da evolução da indústria é sem dúvida a Revolução Industrial, que


impulsionou a industrialização mundial e o desenvolvimento económico. Neste trabalho
falaremos sobre revolução industrial no desenvolvimento económico e social das nações.

Objectivos

Assim sendo tem como objectivos:

 Descrever a Importância revolução industrial no desenvolvimento económico e social


das nações,

 Explicar o Surgimento de Oligopólios e Monopólios como consequência da Revolução


Industrial,

 Explicar os impactos da Indústria e Crescimento Económico.

Metodologia do trabalho

Para a realização do presente trabalho o proponente fez valer o uso do método da consulta
bibliográfica, baseado em leituras de obras científicas, manuais e outros documentos
relevantes já publicados. E em termos didácticos recorreu ao método de trabalho independente.

Estrutura do trabalho

 Introdução;
 Desenvolvimento;
 Conclusão
 Referências bibliográficas
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1. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E


SOCIAL DAS NAÇÕES

Desde a Pré-História o homem tem transformado matérias-primas (pedras, barro, peles, lã, trigo,
etc.) em produtos úteis à sua sobrevivência. Trata-se de um antigo método de transformação a
que denominou artesanato. Nesse sistema o artesão trabalhava por contra própria, possuía os
instrumentos (meios de produção) necessários à confecção do produto, dominando todas as
etapas da transformação, da matéria-prima até chegar ao produto final. Tomando o sapateiro da
Idade Média como exemplo, verificamos que era ele quem preparava o couro, que lhe pertencia,
cortava-o com sua tesoura ou faca e costurava-o com linhas e agulhas próprias, até ter ponto o
sapato (produto final), que ele venderia a algum interessado.

Já na Idade Moderna, buscando-se produzir crescentemente para o mercado, os trabalhadores


urbanos foram muitas vezes reunidos num mesmo local de trabalho, cada um desempenhando
uma actividade específica, utilizando principalmente as mãos para transformar a matéria-prima,
fazendo surgir o que se denominou manufactura. Esse sistema de produção caracterizou-se
basicamente pela divisão do trabalho e aumento da produtividade. Dessa forma, numa fábrica
manufactureira de tecidos do século XVII, por exemplo, um trabalhador fiava, outro cortava até
que a peça de pano ficasse pronta.

Finalmente, como o desenvolvimento da economia capitalista, a produção de artigos para o


mercado passou a ser feita em série com máquinas, dando origem às maquinofaturas industriais.
Os trabalhadores passaram a participar do processo produtivo apenas com a força de trabalho
que aplicavam na produção, já que os meios de produção (instalações, máquinas, capitais, etc)
pertenciam à elite industrial, à classe burguesa.

Graças à Revolução Industrial, o capitalismo da Época Moderno pôde amadurecer e constituir-se


num sistema económico, suplantando definitivamente os vestígios do feudalismo.

Assim, plenamente constituído, o capitalismo caracteriza-se basicamente pela separação entre o


produtor e os meios de produção, visto que é a burguesia que detém as máquinas necessárias à
transformação das matérias-primas, e o produtor, detentor apenas de sua força de trabalho, vê-se
obrigado a vendê-la no mercado em troca de salário. A economia capitalista é, então, uma
economia de mercado, na qual a própria mão-de-obra converteu-se em mercadoria.
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2. O papel dinamizador da Indústria na economia mundial

As origens do processo de industrialização remontam ao século XVIII, quando na sua segunda


metade, emergem na Inglaterra, grande potência daquele período, uma série de transformações
de ordem económica, política, social e técnica, que convencionou-se chamar de Revolução
Industrial.

Hoje esse processo já é conhecido como 1ª Revolução Industrial, pois nos séculos XIX, e no
XX, novas transformações geraram a emergência da 2ª e 3ª Revoluções Industriais.

As transformações de ordem espacial a partir da indústria foram enormes, podemos citar como
exemplo as próprias mudanças ocorridas na Inglaterra do século XIX, onde a indústria associada
a modernização do campo, gerou a expulsão de milhares de camponeses em direcção das
cidades, o que gerou a constituição de cidades industriais que nesse mesmo século ficaram
conhecidas como cidades negras, em decorrência da poluição atmosférica gerada pelas
indústrias. Além disso, ocorreu uma grande mudança nas relações sociais, as classes sociais do
capitalismo ficaram mais claras, de um lado os donos dos meios de produção (burguesia), que
objectivavam em primeiro lugar lucros cada vez maiores, através da exploração da mão-de-obra
dos trabalhadores que ganhavam salários miseráveis, e trabalhavam em condições precárias,
esses por sua vez constituindo o chamado proletariado, (classe que vende sua força de trabalho
em troca de um salário), que só vieram conseguir melhorias a partir do século XX, e isso fruto
de muitas lutas, através de greves que forçaram os patrões e Estados a concederem benefícios a
essa camada da sociedade.

O avanço da indústria, especialmente a partir do século XIX, deu-se em direcção de outros


países europeus como a França, a Bélgica, a Holanda, a Alemanha, a Itália, e de países fora da
Europa, como os EUA na América e o Japão na Ásia, a grosso modo esses países viriam a ser no
século vindouro, as potências que iriam dominar o mundo, em especial os EUA, que hoje sem
sombra de dúvidas são a maior potência não apenas económica, industrial, mas também militar
do planeta.

A partir do século XX, especialmente após a 2ª Guerra Mundial, países do chamado terceiro
mundo, também passaram por processos de industrialização, como é o caso do Brasil. Nesses
países foi muito marcante a presença do Estado nacional no processo de industrialização, e das
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empresas multinacionais (empresas estrangeiras), que impulsionaram esse processo, e fizeram


que alguns países da periferia do mundo hoje sejam potências industriais. Só que diferentemente
do que ocorreu nos países do mundo desenvolvido, a industrialização não resultou
necessariamente na melhoria de vida das populações, ou no desenvolvimento do país, pois esse
processo nos países subdesenvolvidos se deu de forma dependente de capitais internacionais, o
que gerou um aprofundamento da dependência externa, como o que é expresso através das
dívidas externas, além do que, as indústrias que para cá vieram por já serem relativamente
modernas não geraram o número de empregos necessários para absorver a mão-de-obra cada vez
mais numerosa que vinha do campo para as cidades, isso fez com que ocorresse um processo de
metropolização acelerado, que não foi acompanhado de implantação de infra-estrutura e da
geração de empregos, o que gerou um dos maiores problemas dos países subdesenvolvidos hoje
o inchaço das grandes cidades, com os problemas decorrentes do mesmo.

3. Surgimento de Oligopólios e Monopólios como consequência da Revolução


Industrial

Segundo Miranda (2011) Em economia, monopólio (do grego monos, um + polien, vender) é
como se denomina a situação em que uma empresa detém o mercado de um determinado
produto ou serviço, impondo preços aos que comercializam. Uma forma evoluída de monopólio
são os chamados oligopólios.

Os monopólios podem surgir, devido a características particulares de mercado ou devido a


regulamentação governamental, também conhecido como monopólio coercivo.

O monopólio existe quando há um vendedor no mercado para um bem ou serviço que não tem
nenhum substituto e quando há barreiras na entrada de empresas que tencionem vender o mesmo
bem ou um bem substituto. Estas barreiras protegem o vendedor da concorrência. Tal como no
caso de concorrência perfeita os exemplos de monopólio na sua forma pura são raros, mas a
teoria do monopólio elucida o comportamento de empresas que se aproximam de condições de
monopólio puro. Ter o poder de monopólio significa simplesmente o vendedor ter algum
controle sobre o preço do produto.

A fonte básica de monopólio puro é a presença de barreiras de entrada, de onde se destacam: a)


economias de escala; b) patentes; e c) propriedade exclusiva de matéria-prima.
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Existe a economia de escala quando empresas novas tendem a entrar em mercados a níveis de
produção menores do que empresas estabelecidas. Se a indústria é caracterizada por economias
de escala (custos médios decrescem com o aumento no volume de produção), os custos médios
da empresa nova serão mais altos do que os custos médios de uma empresa estabelecida.

Existe a economia de escala quando empresas novas tendem a entrar em mercados a níveis de
produção menores do que empresas estabelecidas. Se a indústria é caracterizada por economias
de escala (custos médios decrescem com o aumento no volume de produção), os custos médios
da empresa nova serão mais altos do que os custos médios de uma empresa estabelecida.

Propriedade exclusiva de matéria-prima significa a protecção às empresas da entrada de novas


empresas, pelo seu controle das matérias-primas.

O oligopólio se forma principalmente nas actividades económicas que exigem grandes


investimentos, ou aplicações de dinheiro.

Quando as empresas que constituem um oligopólio se juntam através de acordo e decidem, tirar
o maior proveito para si do mercado consumidor, elas formam um cartel. Com isso elas obtêm:
a) maiores lucros, pois combinam entre si o preço de venda ao consumidor; não há entre elas
diferenças de preço de venda, obrigando assim o comprador a não discutir preço; b) controle das
fontes de matérias-primas. Nesse caso, combinam entre si o preço que devem pagar ao vendedor
de matéria-prima; c) dividem entre si o espaço territorial que cabe a cada empresa do cartel para
realizar seus negócios.

4. Indústria e Crescimento Económico

O segundo Chenery e Watanabe (1958, pg.45) e Chenery (1960, pg. 120), analisam os padrões
de crescimento industrial e deixa claro que um aumento no nível de renda per capita de um país,
como indicador de um maior desenvolvimento económico, está associado a um aumento na
participação do sector industrial na produção agregada.

Chenery (1960, pg.125) destaca ainda que as maiores variações nos níveis de produto ocorrem
nas indústrias de maquinaria, equipamentos de transporte e bens intermediários, onde o papel
das economias de escala é mais importante, enquanto as diferenças na dotação dos factores de
produção se reflectem principalmente através das mudanças nas proporções dos bens produzidos
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domesticamente e importados nos diversos sectores. Uma das conclusões finais do autor é a de
que há uma maior probabilidade de que os sectores líderes estejam associados aos sectores
industriais onde a substituição das importações se tornaram mais rentáveis com a expansão dos
mercados, processo este acompanhado pela aquisição de capital e habilidades. O debate sobre
crescimento económico é também apresentado por outra perspectiva teórica por meio dos
modelos de crescimento de Kaldor (1957, 1966).

O referido autor desenvolve um conjunto de pressupostos que enfatizam o papel do crescimento


da actividade manufactureira para o crescimento económico (primeira lei) e a relação entre o
produto e a produtividade do trabalho na manufactura derivada dos retornos crescentes de escala
dinâmicos e estáticos (segunda lei, também conhecida como Lei de Verdoon).

Partindo desse referencial teórico, Libânio e Soro (2009, pg.154-160) analisam o crescimento
dos países da América Latina para testar as leis de Kaldor. O trabalho realiza uma análise de
painel (efeitos fixos) para as 11 maiores economias da América Latina no período 1980-2006.
Os resultados apontam que um impacto positivo do crescimento da manufactura sobre o
crescimento económico pode estar relacionado à transferência de trabalho dos sectores de baixa
produtividade para os sectores de produtividade mais elevada. As evidências também indicam a
existência de significativos retornos de escala na manufactura, sendo que, quando o estoque de
capital é tratado como exógeno nas estimativas, verifica-se que o aumento da produtividade
parece responder positivamente ao aumento do crescimento do produto no sector
manufactureiro. Portanto, os resultados indicam a possibilidade de ciclos cumulativos de
crescimento naquelas economias baseados na expansão das actividades industriais, mas, para
isso, é importante ter cuidado com a tendência de aumento da participação de commodities e
bens intermediários nas exportações na região e o declínio nas exportações de manufacturas
(desindustrialização) devido aos efeitos potenciais negativos sobre o crescimento no longo
prazo.

Chenery (1960) destaca ainda que:

“as maiores variações nos níveis de produto ocorrem nas indústrias de


maquinaria, equipamentos de transporte e bens intermediários, onde o papel das
economias de escala é mais importante, enquanto as diferenças na dotação dos
factores de produção se reflectem principalmente através das mudanças nas
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proporções dos bens produzidos domesticamente e importados nos diversos


sectores. Uma das conclusões finais do autor é a de que há uma maior
probabilidade de que os sectores líderes estejam associados aos sectores
industriais onde a substituição das importações se tornaram mais rentáveis com a
expansão dos mercados, processo este acompanhado pela aquisição de capital e
habilidades (Chenery , 1960, pg.150).

O debate sobre crescimento económico é também apresentado por outra perspectiva teórica por
meio dos modelos de crescimento de Kaldor (1957, 1966). O referido autor desenvolve um
conjunto de pressupostos que enfatizam o papel do crescimento da actividade manufactureira
para o crescimento económico (primeira lei) e a relação entre o produto e a produtividade do
trabalho na manufactura derivada dos retornos crescentes de escala dinâmicos e estáticos
(segunda lei, também conhecida como Lei de Verdoon). Partindo desse referencial teórico,
Libânio e Soro (2009) analisam o crescimento dos países da América Latina para testar as leis de
Kaldor.

O trabalho realiza uma análise de painel (efeitos fixos) para as 11 maiores economias da
América Latina no período 1980-2006. Os resultados apontam que um impacto positivo do
crescimento da manufactura sobre o crescimento económico pode estar relacionado à
transferência de trabalho dos sectores de baixa produtividade para os sectores de produtividade
mais elevada. As evidências também indicam a existência de significativos retornos de escala na
manufactura, sendo que, quando o estoque de capital é tratado como exógeno nas estimativas,
verifica-se que o aumento da produtividade parece responder positivamente ao aumento do
crescimento do produto no sector manufactureiro. Portanto, os resultados indicam a
possibilidade de ciclos cumulativos de crescimento naquelas economias baseados na expansão
das actividades industriais, mas, para isso, é importante ter cuidado com a tendência de aumento
da participação de commodities e bens intermediários nas exportações na região e o declínio nas
exportações de manufacturas (desindustrialização) devido aos efeitos potenciais negativos sobre
o crescimento no longo prazo.

5. Revolução Industrial no desenvolvimento Social

Segundo Castel-Branco, (2003, pg.89), uma das consequências da Revolução Industrial foi a
integração, em escala internacional, dos vários factores de produção, ou seja, capital, matérias-
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primas, recursos naturais e mão-de-obra. Essa integração favoreceu a expansão do mercado


mundial, pela crescente necessidade de escoamento dos excedentes da produção e de acesso a
fontes de matérias-primas. Surgiu, assim, uma nova articulação económica entre os países
industrializados e as regiões menos desenvolvidas do planeta, conhecida como divisão
internacional do trabalho.

De acordo com essa divisão, as colónias tenderam a se concentrar na exploração de seus


recursos naturais, especializando-se no cultivo e extracção de produtos primários. Dessa forma,
elas foram integradas ao sistema capitalista de um modo peculiar. Sem condições para
industrializar-se no mesmo ritmo dos países mais desenvolvidos, fixaram-se como produtoras de
matérias-primas e mercados consumidores de produtos manufacturados.

Ao mesmo tempo, nos países engajados na revolução, o capital se concentrava cada vez mais
nas mãos da minoria burguesa, enquanto cresciam a miséria e a pobreza entre os trabalhadores.
Destituídos dos meios de produção, estes últimos sobreviviam apenas com a venda de sua força
de trabalho, sujeitando-se a salários degradantes, a condições de vida sobre-humanas e às
severas normas de disciplina impostas pelos contramestres nas fábricas.

Entretanto, os trabalhadores não se contentaram em assistir passivamente à degradação de suas


condições de vida e de trabalho. Na Inglaterra, essa situação provocou inúmeras manifestações
de revolta entre a classe trabalhadora, como a quebra de máquinas e a depredação de instalações
industriais pelo movimento ludita.

Entre os anos de 1811 a 1813, o movimento ludita responsabilizava as máquinas pelas condições
de miserabilidade e desemprego dos trabalhadores. Em função disso, semeavam o terror nos
distritos industriais do centro da Inglaterra, destruindo máquinas independentemente do lugar
onde estivessem. Os luditas foram ferozmente reprimidos pelo governo, com julgamentos
sumários que terminaram em enforcamentos e deportações.

Para Sposito, (1999, pg 79), a Revolução Industrial permitiu que o capitalismo, com base na
transformação técnica, atingisse seu processo específico de produção, caracterizado pela
produção em larga escala, realizada nas fábricas. Nesse modo de produção, consolidado com a
revolução industrial, há uma radical separação entre o trabalho e o capital. O trabalhador dispõe
apenas da força de trabalho, enquanto o capitalista detém a propriedade dos meios de produção.
xii

Conclusão

O processo de industrialização do espaço mundial, iniciado em meados do século XVIII, trouxe


grandes alterações para a sociedade, montando toda uma estrutura do mundo moderno, com a
Revolução Industrial que proporcionou grandes transformações em todo o mundo, alterando o
modo de vida das pessoas, possibilitando a mecanização da agricultura, fazendo crescer as
cidades, gerando processos de urbanização e o estágio de desenvolvimento social, político,
económico, científico e tecnológico.

As diferentes fases da evolução da indústria marcaram, respectivamente, diferentes estágios de


desenvolvimento económico dos países e blocos regionais, pelo facto da industrialização ser o
motor do crescimento económico e por sua vez o crescimento económico promover a ampliação
do horizonte industrial.

As regras de mercado proporcionam o surgimento do monopólio (uma empresa controla a venda


de determinado produto, criando barreiras as outras) e oligopólios (um grupo de empresas une-se
para controlar o mercado, partilhando os benefícios).
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Referencias Bibliográficas

Alburquerque, M e Nicole, R. (1987). Economia agrícola. McGrawhill: Sao Paulo, 1987.


Maputo.

Castel-Branco, C. (2003). Indústria e Industrialização em Moçambique. Embaixada de Itália:


Maputo.

Chenery, H. B. (1960) “Patterns of Industrial Growth.” The American Economic Review, Vol.
50, No.4,

Chenery, H. B.; Watanabe, T. (1958) “International Comparisons of the Structure of


Production,” Econometrica, Vol. 26,

INED. (2017). Módulo 7: indústria e comércio. Instituto de Educação Aberta a distância.


Maputo

Miranda, M. B. (2011). O Monopólio e o Oligopólio. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 5


– nº 2.

Sposito, E. S.(1999). Dinâmica económica, poder e novas territorialidades. Presidente


Prudente: GAsPERR/UNESP.

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