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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

Tema
As Cidades

Suzete José: 708192279

Curso: Geografia
Disciplina: Geografia do irbanismo
Ano de Frequência: 4º Ano, 2° Grupo Turma “D”
Docente: Dr. Abdul França

Nampula, Maio de 2022

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1.Critérios de avaliação (disciplinas teóricas)

Classificação
Categorias Indicadores Padrões Nota
Pontuaçã Subto
do
o máxima tal
tutor
 Índice 0.5
Aspectos  Introdução 0.5
Estrutura organizacionai  Discussão 0.5
s  Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 2.0
problema)
Introdução
 Descrição dos objectivos 1.0
 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
 Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 3.0
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional
2.0
relevante na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.5
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais paragrafo, espaçamento
entre linhas
Referência Normas APA
 Rigor e coerência das
s 6ª edição em
citações/referências 2.0
Bibliográfi citações e
bibliográficas
cas bibliografia

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Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

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Índice

1.Introdução..................................................................................................................................5

1.1 Objectivos...............................................................................................................................5

1.2.Metodologia do trabalho.........................................................................................................5

2.CIDADES..................................................................................................................................6

2.1.Definicao e cidade..................................................................................................................6

2.2. Critérios de definição de cidade.............................................................................................6

2.3.Factores de localização de Cidades........................................................................................7

2.4.Evolucao Histórica Das Cidades.............................................................................................9

2.5. Contribuição da revolução industrial no desenvolvimento das cidades..............................12

2.6. O nascimento das grandes aglomerações.............................................................................12

2.7. Problemas da organização do espaço urbano......................................................................13

2.8. Solução para mitigação dos problemas derivados da expansão urbana...............................14

2.9. Tipos de plantas e suas características.................................................................................14

2.10. Cidades norte – Americacas e as cidades Europeias.........................................................15

Conclusão....................................................................................................................................16

Referencias Bibliográficas..........................................................................................................17

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1.Introdução

O presente trabalho contém conteúdos à saber: critérios de definição de cidades, factores de


localização de cidades, cidades na Antiguidade, a evolução das cidades a partir da Revolução
Industrial, o crescimento urbano, morfologia urbana, cidades europeias, cidades norte
americanas.

As primeiras cidades das quais se tem registro surgiram há 5.000 anos, na Mesopotâmia,
território onde encontra-se hoje o Iraque, desde então as mesmas passaram por uma série de
mudanças e evoluções.

Cidades correspondem basicamente às sedes de municípios que detém uma pequena ou grande
população, é um espaço que concentra um amontoado de pessoas relativamente organizadas nas
edificações. Nos centros urbanos são identificadas todas as relações sociais e também a infra-
estrutura e os serviços públicos, como ruas pavimentadas, transporte público, colecta de lixo, rede
de esgoto, iluminação, saúde, educação e muitos outros.

1.1 Objectivos

a) geral

 Conhecer os critérios, origem, evolução, diferenças das cidades;


b) Específicos

 Definir o conceito cidade;

 Diferenciar os critérios de definição de cidade

 Explicar a evolução das cidades;

 Explicar problemas urbanos.

1.2.Metodologia do trabalho

Para a realização do presente trabalho o proponente fez valer o uso do método da consulta
bibliográfica, baseado em leituras de obras científicas, manuais e outros documentos relevantes já
publicados. E em termos didácticos recorreu ao método de trabalho independente.

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2.CIDADES

2.1.Definicao e cidade

Cidade é uma área urbanizada, que se diferencia de vilas e outras entidades urbanas através de
vários critérios, os quais incluem população, densidade populacional ou estatuto legal, embora
sua clara definição não seja precisa, sendo alvo de discussões diversas.

O termo “cidade” é geralmente utilizado para designar uma dada entidade político-administrativa
urbanizada.

A cidade é um centro de relações e de decisões, é um núcleo aglutinador de população, onde se


trocam produtos, onde se difundem ideias e onde se reúnem actividades diferenciadas (comércio,
serviços, actividades industriais, etc.).

2.2. Critérios de definição de cidade

Os principais critérios a ter em conta na definição da cidade são:

1) Critério Numérico/Estatístico

Refere-se ao número de habitantes do aglomerado da população. Este critério não é suficiente


porque cada País dá o nome de cidade para aglomerada com efectivos das populações diferentes.
Ex. França 250hab, Áustria 5.000hab, China 10.000hab, mas não é cidade.

2) Critério demográfico

Têm em conta um determinado valor de habitantes ou de densidade populacional.

Não há dúvidas que para chamar “cidade” a um centro populacional deve ai residir um número
mínimo de habitantes. Este número é tão variável de país para país, sendo impossível chegar a
um consenso.

3) Critério funcional

Têm por base o tipo de actividades (sector secundário e terciários) e funções existentes na cidade.

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O conceito população activa residente num aglomerado urbano pode servir para definir cidade,
mas este também não obtém um consenso universal.

Nos países desenvolvidos, apenas os sectores secundários e terciários devem prevalecer,


enquanto o sector primário nunca deve ultrapassar 25% da população activa residente. Se a
percentagem ultrapassar este valor deverá ser considerado um aglomerado rural.

Nos países em vias de desenvolvimento, com 80% ou mais de activos no sector primário, as
cidades albergam elevada percentagem de efectivos agrícolas.

4) Critérios morfológicos

Têm em conta o tipo de edifícios, adensidade de tráfego e vias de comunicação.

2.3.Factores de localização de Cidades

De entre vários factores que podem explicar a localização de muitas cidades, podemos destacar
os seguintes:

1) Vias de comunicação

No passado, pequenas aldeias surgiram ao longo da costa marítima, de um rio, cruzamento de


estradas, caminhos-de-ferro, com facilidade de acesso e de trocas comerciais. Estas aldeias
foram-se expandindo ao longo dos séculos XVI a XIX e hoje tornaram-se em cidades
importantes.

Ex: Londres, Roterdão, entre outras.

2) Comércio

Durante a Idade Média realizavam-se muitas feiras em locais previamente determinados. A pouco
e pouco muitas dessas feiras foram adquirindo importância e conduziram à fixação de populações
até então flutuante e que ia aumentando até se criar um centro urbano.

Ex: Frankfurt, Bruxelas, etc.

3) Indústria

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As indústrias, pólos de atracção de mão-de-obra de outras indústrias subsidiárias, de serviços
diversificados (bancos, seguros, comércio, transportes, etc.) dão origem a cidades importantes.

É o caso das modernas cidades da Europa Ocidental como Manheim, Rhur, Novosibirisk (Ásia),
etc.

4) Turismo, saúde, desporto e férias

Boas condições climáticas, águas minero-medicinais, boas praias, locais propícios para a prática
de desporto, podem estar na origem de muitos centros urbanos.

Ex: Caldas da rainha, Figueira da Foz, Côte D´azun, Grenoble (França), etc.

5) Político

Muitas cidades surgem por simples vontade dos governantes, são inteiramente planeadas e
criadas para satisfazer um desejo, uma necessidade, uma conveniência política.

Ex: a capital da Espanha, Madrid foi criada por Filipe II, a fim de colocar a capital no centro
geométrico da península. Leninegrado (pretrogrado = S. Petersburgo) foi criada por Pedro o
Grande, com a finalidade de abrir uma “janela” para o Ocidente. Versalhes existe por vontade de
Luís XIV para ali passar as férias. Brasília, capital do Brasil, inaugurada em 1960, ergueu-se no
interior do país com o propósito de descongestionar o litoral e desenvolver o interior.

6) Defesa

Durante todos os períodos da história os governantes tinham que se defender dos invasores,
construindo castelos ou muralhas, que passavam a ser o refúgio das populações vizinhas quando
do ataque do inimigo.

Com o evoluir dos tempos estes refúgios localizados em pontos estratégicos e de preferência
pontos elevados, começaram a desenvolver-se e hoje estão transformados em cidades.

Ex; Leiria, Guarda, Bragança (Portugal); Toledo (Espanha); Roma, etc.

7) Cultural

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Ao longo da Idade Média, pequenas aldeias e mesmo locais despovoados recebiam convento,
abadias ou instalação do ensino universitário. Estes locais eram grandes focos de atracção
cultural, chamando a si grandes mestres, artífices e a consequente actividade comercial que
lentamente, com as populações que ai chegavam, se foram expandindo e tornando cada vez mais
importante.

Ex: Coimbra, Alcobaça, Salamanca, Oxford, Cambridge, entre outras.

8) Religioso

Um local com aparição, um mosteiro, uma catedral, um santuário, atraem milhares de peregrinos
que ali se deslocam para venerar o seu santo ou implorar uma graça.

Começam a surgir as casas para o descanso dos peregrinos e o comércio e, com a evolução, surge
um aglomerado, mais tarde uma cidade.

Ex: Lurdes, Santiago de Compostela, Jerusalém, Meca, Benares, Fátima, etc.

2.4.Evolucao Histórica Das Cidades

1) Cidades na antiguidade (as primeiras cidades)

Segundo (Leite: 1989), a sociedade urbana começaram a aparecer com a revolução agrícola do
Neolítico, que garantiu a passagem do nomadismo á sedentarismo. Onde aglomerações de chocas
e cabanas eram primeiros estabelecimentos permanentes, os aglomerados transformaram – se
rapidamente dado o excedente agrícola. A aldeia torna – se mercado e foi crescendo e algumas
tornam – se cidade quando desenvolveram o artesanato.

A cidade mais antiga do Mundo parece ser “Jericó”, na Palestina, as casas eram feitas de tijolos
confeccionados á mão e recobertos de uma camada espessa.

Lentamente, a vida urbana foi – se afirmando no MediterrâneoOriental, a saber:

 No século VI, a.C. Babilónia era grande cidade com aproximadamente 80.000
pessoas;

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 As cidades litorais da Fenícia – Biblos, Sidon e Tiro, desenvolveram – se pelos
entrepostos comerciais e com a cidade de Mesopotâmia;

 No vale do rio Indo (3000 anos a.C.) – cidade Mohenjo – Daro;

 No Mediterrâneo Oriental (3º milénio a.C.), cidade de Knossos (em Creta), Troia (na
Ásia Menor) e Micena (Grécia Continental);

 No séc. V a.C. cidade de Atenas com 100.000 – 150.000 pessoas.

A) Organização

A maioria das cidades da antiguidade não possuíam mais do que 10 mil habitantes e não tinha
mais que 1 km². Porém, algumas delas eram muito maiores em termos populacionais e
territoriais. Ex;

Atenas, no seu apogeu, tinha uma população estimada entre 200 a 300 mil habitantes, espremidos
em 10 km².

B) Administração

À medida que antigas vilas rurais cresciam e tornavam-se cidades, maior organização passou a
ser necessária. Sistemas governamentais foram criados.

Estes eram responsáveis pelo fornecimento de serviços tais como tais como construção de
estruturas como muralhas, templos, centros de entretenimento populares, a organização do
comércio, criação de leis e da defesa da cidade contra ataques inimigos.

C) Economia

Inicialmente, as vilas neolíticas e pequenas cidades dependiam basicamente da agricultura. A


medida que novos e melhores métodos de cultivo e domesticação de animais surgiram, mais
pessoas deixara de trabalhar na agricultura e passaram a dedicar-se a outras actividades como o
artesanato e o comércio.

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2) Cidade na Idade Média

Após o declínio ou ruína das cidades antigas, devido a guerras e/ou invasões, assiste-se a um
renascer da cidade no período medieval.

Para tal facto contribuíram especialmente, três factores:

 Expansão económica;

 Concentração do poder político;

 Necessidade de defesa.

As cidades europeias da Idade Média mudaram muito em relação às cidades da Antiguidade.

A) Organização

As cidades europeias eram menores que as cidades romanas, não possuíam mais que 1 Km². A
população destas cidades também era pequena.

A maior cidade do continente durante as primeiras décadas da Idade Média foi Veneza, com seus
70 mil habitantes, que cresceram para os 1000 em 1200. Entretanto, Londres tornaria a maior
cidade europeia no Renascimento

B) A administração

Na Europa Ocidental, o feudalismo desenvolveu-se ao longo dos primeiros séculos da Idade


Média. Reinos continuaram a existir, porém, estes estavam divididos em várias secções chamados
feudos.

C) Economia

Na Europa medieval, o sistema económico baseava-se na posse de terra, onde os vassalos


trabalhavam em troca de protecção. Este sistema entrou em declínio no séc. X.

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Os vassalos que antes trabalhavam para o senhor feudal, migraram para as cidades onde se
tornaram em artesãos, pequenos mercadores, vendendo directamente os seus produtos nos
mercados das cidades.

Artesãos, auxiliados por avanços tecnológicos e pela invenção da pólvora, barril e outros,
conseguiram criar e vender cada vez mais produtos em um dado espaço de tempo. Estes artesãos
a pouco en pouco foram-se tornando na classe média.

3) Cidade na época do Renascimento

O séc. XVI foi um marco fundamental na história da expansão urbana. Os descobrimentos e


expansão para novas terras permitiram os europeus construir cidades na costa africana, no

Oriente e na americana. E do litoral difundiram – se para o interior dos Continentes.

As cidades do renascimento apareceram com novos aspectos arquitécnicos, edifícios


monumentais, palácios e novos planos de urbanização. Foram os arquitectos italianos que dão
novas formas á arquitetura e ao planeamento urbano em que ponham em evidência a arte, o fácil
acesso e o aperfeiçoamento das muralhas e fortificações que rodeavam as cidades.

2.5. Contribuição da revolução industrial no desenvolvimento das cidades

As diversas modificações técnicas, tecnológica, sócio – económica que teve base na revolução
industrial impulsionaram profundas mudanças na dimensão das cidades, na população que ai
residia, no ritmo de urbanização. Como consequência do aumento das unidades de produção, o
que exigiu a concentração de grandes massas de trabalhadores, novas cidades industriais
apareceram. A acrescentar a este factor terá uma serie de causas que se relacionam todas entre si;
uma delas foi o progresso agrário ligado a passagem de uma agricultura de subsistência para uma
agricultura quase exclusivamente comercial.

Uma nova era surge com o desenvolvimento do caminho – de – ferro, a navegação a vapor. A
partir daqui intensifica – seno carácter essencial da agricultura e com mais facilidade os produtos
industriais entram no campo. Como consequência, o artesanato rural arruína – se e acelera – se o
êxodo rural e a demanda da cidade.

2.6. O nascimento das grandes aglomerações


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Não há cidade em processo de crescimento agressivo que não sofra destas manifestações
patológicas.

Tudo isto levanta problemas de organização do espaço nas grandes metrópoles, problemas estes
que se têm vindo a agravar com o tempo.

 A aglomeração urbana nascida deste tipo de crescimento engloba a cidade antiga e os seus
arredores; a cidade expande – se, as suas casas justapõem – se às casas rurais, absorvem –
nas progressivamente e fazem – no desaparecer.

 A conurbação representa, enfim, uma forma de organização complexa: é constituída por


varias aglomeração por varias aglomerações que tendem a juntar – se. Quando uma de
entre elas tem um grande peso económico, ela chega rapidamente ate às outras; é assim a
conurbação de Lille – Roubaix – Tourcoina – Madeleine, em França, que forma um único
conjunto urbano, pois, os vazios entre os espaços construídos destas cidades são
progressivamente preenchidos.

 Um outro fenómeno urbano é a tendência actual para o gigantismo, isto é, o crescimento


desmesurado de algumas cidades do mundo. Com efeito, um número muito grande de
cidades aumenta sem cessar: 16 cidades ultrapassavam 1 milhão de habitantes no
princípio do século, mas hoje são 180.

2.7. Problemas da organização do espaço urbano

O urbanismo em expansão levanta nos núcleos centrais das cidades problemas relacionados com
o congestionamento que são cada vez maiores à medida que crescem as áreas exteriores de
residentes, em virtude da consequente falta de acessos e de transportes.

A dimensão da cidade deve ser resolvida em termos de acesso: a circulação deve ter em conta os
caracteres dos vários meios de transportes e as necessidades das outras funções, na sua ordem de
importância. O automóvel tem sido a alavanca de expansão e tornou – se no elemento mais
perturbador e incómodo da vida urbana.

A cidade moderna submeteu – se à tirania do trafego, com demasiada frequência enquanto para
alguns o trafego esta acima de tudo e tudo se deve submeter `a solução dos problemas de trânsito,
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outros não pensam assim – o importante não é o trafego, o importante e a maneira como as
pessoas vivem. A cidade é: habitar, trabalhar, cultivar o corpo e o espirito, circular.

Para tentar limitar a grande expansão das cidades nos países industrializados, as entidades
governamentais regulamentam a utilização do uso do solo urbano. Ordenar espaço urbano,
reconstruir e adaptar as áreas antigas, criar novos espaços e dirigir o crescimento da cidade são os
objectivos dos urbanistas, encarregados de remodelar as cidades.

Em todo mundo, multiplicam – se diversos tipos de intervenção que conduzem a diversos


cenários de organização do espaço urbano.

2.8. Solução para mitigação dos problemas derivados da expansão urbana

Para tentar limitar a grande expansão das cidades nos países industrializados, as entidades
governamentais regulamentam a utilização do uso do solo urbano. Ordenar espaço urbano,
reconstruir e adaptar as áreas antigas, criar novos espaços e dirigir o crescimento da cidade são os
objectivos dos urbanistas, encarregados de remodelar as cidades.

Em todo mundo, multiplicam – se diversos tipos de intervenção que conduzem a diversos


cenários de organização do espaço urbano.

Um dos processos realizados na Inglaterra para travar o crescimento das grandes cidades
consistiu na criação de cidades novas, as “new - towns”. Hoje existem 24 destas cidades
rodeando Londres num raio de 100 km e contando cada uma com uma população entre 8.000 e
40.000 pessoas.

Esta experiencia inglesa tem sido imitada um pouco por todo o lado, especialmente nos países
escandinavas e na ex – união soviética onde o crescimento urbano obedece a uma planificação
previamente estabelecida.

2.9. Tipos de plantas e suas características

Os modelos de estrutura urbana estão relacionados com o seu traçado – as plantas. Observando,
um plano de cidade, em geral, detectam – se três espécies de linhas: a direita, a sinuosa e a
circular, que traduzem três tipos de plantas diferentes, a saber:

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1) Planta radioconcêntrica - Planta característica de cidades que tiveram função defensiva.
Caracteriza-se por uma série de ruas circulares e concêntricas, organizadas em torno de
um núcleo central e cortadas radialmente por outras ruas.

2) Planta irregular ou desordenada - Uma planta irregular ou orgânica é uma planta sem
qualquer característica de ordenação, sobre um terreno muito acidentado, edificações
extremamente próximas umas das outras, ruas estreitas, tortuosas e muitas vezes sem
saída, retratando uma ausência de planeamento.

3) Planta ortogonal/quadrículada/Regular - Uma Planta Ortogonal é uma planta com


características de ordenação de espaços e ruas urbanas, dispostas em paralelo e com um
traçado geométrico muito regular e rectilíneo, cruzando-se perpendicularmente em ângulo
recto.

2.10. Cidades norte – Americacas e as cidades Europeias

Nas cidades europeias Cada cidade possui uma “personalidade” própria e única. A fisionomia da
cidade, isto é, a sua forma ou traçado, decorre das características do núcleo ou sítio.

Tendo em conta o contexto em que as cidades surgiram, elas apresenta com maior ou menor
pormenor, uma planta rádioconcêntrica.

A cidade americana caracteriza-se por um traçado ortogonal, bastante regular, em que as avenidas
e as ruas se cruzam perpendicularmente, e ao longo das quais se localizam os grandes imóveis: o
C.B.D (Central Business District). Trata-se pois do centro de negócio (comércio e serviços mais
importantes da cidade). O elemento que define este sector é o gigantesco arranha-céu, com varias
dezenas de andares. O velho centro histórico ou núcleo primitivo, próprio da velha cidade
europeia, não existe aqui, pois as construções primitivas dos primeiros colonos já desapareceram.

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Conclusão

Como se conclui, há uma grande dificuldade em uniformizar critérios para a definição universal
de cidade. Sendo assim, é preferível aceitar a definição local e seguir os critérios adoptados
individualmente. A actual localização dos centros urbanos é justificada por determinados factores
como vias de comunicação, comércio, turismo, defesa, cultural e religioso.

A cidade é a consequência da especialização de actividades do meio rural. E cada época histórica


vai corresponder sempre uma geração de cidades que vai dominar o espaço rural vizinho. As
diversas modificações técnicas, tecnológicas, sócio – económicas que tiveram base na revolução
industrial impulsionaram profundas mudanças na dimensão das cidades, na população. Como
consequência do aumento das unidades de produção, o que exigiu a concentração de grandes
massas de trabalhadores, novas cidades industriais apareceram.

O crescimento das cidades, tanto em quantidades como em tamanho, é a grande característica do


mundo moderno. A urbanização é geral e atinge todas as partes do mundo. Há uma transformação
incongruente porque o ritmo de crescimento é muito superior à capacidade e previsão definida
pelas autoridades. Vai – se acumulando na cidade uma população composta de imigrantes, que se
vão distribuindo ao acaso pelas franjas mais miseráveis e abandonadas, invadindo propriedades
alheias ou zonas com condições.

O crescimento desmesurado das cidades levanta problemas de organização de espaço nas grandes
metrópoles, que se tem vindo a agravar com o tempo. É necessário relacionar espacialmente o
centro representativo e de negocio, os centros de produção, as residências e os espaços livres para
recreio e para expansão.

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Referencias Bibliográficas

_____________UCM, (Universidade Católica de Moçambique). Geografia do Urbanismo,


Manual de Curso de licenciatura em Ensino de GEOGRAFIA, Moçambique - Beira.

Kotler, P. (2001). Artigo: Antecipando o Futuro. In: Revista Você S/A.

Oliveira, A. (1996). Umbelino. A Geografia das Lutas no Campo. São Paulo: Contexto.

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