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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

Tema
Recursos hídricos em Moçambique

Suzete José: 708192279

Curso: Geografia
Disciplina: Estudos Ambientais I
Ano de Frequência: 4º Ano, 2° Grupo Turma “D”
Docente: Dário José João Zandamela

Nampula, Maio de 2022

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1.Critérios de avaliação (disciplinas teóricas)

Classificação
Categorias Indicadores Padrões Nota
Pontuaçã Subto
do
o máxima tal
tutor
 Índice 0.5
Aspectos  Introdução 0.5
Estrutura organizacionai  Discussão 0.5
s  Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 2.0
problema)
Introdução
 Descrição dos objectivos 1.0
 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
 Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 3.0
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional
2.0
relevante na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.5
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais paragrafo, espaçamento
entre linhas
Referência Normas APA
 Rigor e coerência das
s 6ª edição em
citações/referências 2.0
Bibliográfi citações e
bibliográficas
cas bibliografia

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Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

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Índice

1.Introdução..................................................................................................................................4

1.1.Objectivos...............................................................................................................................4

1.2.Metodologia do trabalho.........................................................................................................4

1.4. Estrutura do trabalho..............................................................................................................4

2.RECURSOS HÍDRICOS EM MOÇAMBIQUE.......................................................................5

2.1.Contextualização.....................................................................................................................5

2.2.Formas de conservação...........................................................................................................5

2.3.Importância dos Recursos Hídricos no desenvolvimento económico do país........................6

2.3.1. Politica................................................................................................................................7

2.4. Os impactos da actividade do homem no processo dos recursos hídricos.............................9

Conclusão....................................................................................................................................11

Referências bibliográficas...........................................................................................................12

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III
1.Introdução

Como sabemos, sendo a água um recurso renovável que está disponível na natureza para o
Homem utilizar constitui o recurso que é responsável pela vida não só do homem como também
dos outros animais ou plantas. No entanto, como o consumo tem excedido a renovação da
mesma, actualmente verifica-se insuficiência de água doce para além da diminuição da qualidade
da mesma. Estas dificuldades colocam as grandes preocupações do homem para que este recurso
não se esgote ou não tenha perda de qualidade de consumo humano.

1.1.Objectivos

 Descrever as formas de conservação dos recursos hídricos.

 Determinar a importância dos recursos hídricos no desenvolvimento económico.

 Destacar os impactos que decorrem das actividades do homem no processo produtivo.

1.2.Metodologia do trabalho

Para a realização do presente trabalho o proponente fez valer o uso do método da consulta
bibliográfica, baseado em leituras de obras científicas, manuais e outros documentos relevantes já
publicados. E em termos didácticos recorreu ao método de trabalho independente.

1.4. Estrutura do trabalho

 Introdução;

 Desenvolvimento;

 Conclusão

 Referências bibliográficas

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2.RECURSOS HÍDRICOS EM MOÇAMBIQUE

2.1.Contextualização

Os recursos hídricos são as águas superficiais ou subterrâneas disponíveis para qualquer tipo de
uso humano. As águas subterrâneas são o principal reservatório de água doce disponível para o
Homem (aproxima damente 60% da população mundial tem como principal fonte de água os
lençóis freáticos ou subterrâneos) (Miranda et al. 2006).

À partida, sendo a água um recurso renovável estaria sempre disponível para o Homem utilizar.
No entanto, como o consumo tem excedido a renovação da mesma, actualmente verifica-se
insuficiência de água doce para alem da diminuição da qualidade da mesma.

A água é essencial à vida e todos os organismos vivos no planeta Terra dependem da água para
sua sobrevivência. O planeta Terra é o único do sistema solar que tem água nos três estados
(sólido, líquido e gasoso), e as mudanças de estado físico da água no ciclo hidrológico são
fundamentais e influenciam os processos bio-geoquímicos nos ecossistemas terrestres e
aquáticos. A água nutre as florestas, mantêm a produção agrícola, mantêm a biodiversidade nos
sistemas terrestres e aquáticos. Portanto, os recursos hídricos superficiais e os recursos hídricos
subterrâneos são recursos estratégicos para o Homem e todas as plantas e animais.

2.2.Formas de conservação

Para Barros (2009), em Moçambique, a conservação de recursos hídricos é partilhada entre a


Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) e o Ministério para a Coordenação da
Acção Ambiental (MICOA).

A conservação de água é a minimização da perda de água, o cuidado e protecção dos recursos


hídricos e o uso eficiente e eficaz de água. O conceito geralmente foca a eficiência dos processos
ou acções associados aos recursos hídricos.

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Para que as estratégias de conservação de água sejam eficazes, é necessária uma
consciencialização significativa sob a forma de campanhas através de workshops, fóruns de
discussão e boletins informativos para integrar os princípios de conservação de água na vida
diária das pessoas.  

Os países na bacia têm abastecimentos de água limitados e prevêem uma demanda de água
crescente como resultado da variação e alteração climática, crescimento da população
e desenvolvimento industrial. Por isso, é muito importante que todos os sectores de uso de água
optimizem o uso de água para garantir que as necessidades básicas humanas e as necessidades do
ambiente são cumpridas, agora e no futuro. A implementação dos princípios de conservação de
água é essencial.

Segundo Silveira (sd), os objectivos de conservação de água incluem:

 Sustentabilidade - Para garantir a sustentabilidade para gerações futuras, através do uso


sustentável de água.

 Conservação de energia - A bombagem de água, distribuição e instalações de tratamento


de águas residuais usam quantidades de energia significativas.

 Conservação do habitat - Minimizar o uso de água ajuda a preservar ecossistemas de


água doce bem como a reduzir a necessidade de construir barragens e outra infra-
estrutura de desvio de água.

O Protocolo da SADC sobre Cursos de Água Partilhados requer que todos os estados da
bacia adoptem Planos Integrados de Gestão de Recursos Hídricos (GIRH) para abordar o uso e
conservação de recursos hídricos. Isto é discutido em mais detalhe no tema Governação.

2.3.Importância dos Recursos Hídricos no desenvolvimento económico do país

O desenvolvimento sustentável “é um processo de transformação no qual a exploração dos


recursos, a direcção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a
mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender
as aspirações humanas”  (WCED, 1991, p.49).
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Ou seja, podemos utilizar os recursos renováveis que a natureza colocou à nossa disposição
(mesmo porque sem eles seria impossível a vida), mas de tal forma que as próximas gerações
possam também usufruí-los.

Sempre houve grande dependência dos recursos hídricos para o desenvolvimento económico. A
água funciona como factor de desenvolvimento, pois ela é utilizada para inúmeros usos
directamente relacionados com a economia (regional, nacional e internacional). Os usos mais
comuns e frequentes dos recursos hídricos são: água para uso doméstico, irrigação, uso industrial
e hidroeletricidade. De 1900 a 2000, o uso total da água no planeta aumentou dez vezes (de 500
km3/ano para aproximadamente 5.000Km3/ano). Os usos múltiplos da água aceleram-se em
todas as regiões, continentes e países. Estes usos múltiplos aumentam à medida que as
actividades económicas se diversificam e as necessidades de água aumentam para atingir níveis
de sustentação compatíveis com as pressões da sociedade de consumo, a produção industrial e
agrícola.

A urbanização acelerada em todo o planeta produz inúmeras alterações no ciclo hidrológico e


aumenta as demandas para grandes volumes de água, aumentando também os custos do
tratamento, a necessidade de mais energia para distribuição de água e a pressão sobre os
mananciais (Tonello et. al., 2009).

À medida que aumenta o desenvolvimento económico e a renda percapita, aumenta a pressão


sobre os recursos hídricos superficiais e subterrâneos. As estimativas e projecções sobre os usos
futuros dos recursos hídricos variam bastante, em função de análises de tendências diversificadas,
algumas baseadas em projecções dos usos actuais, outras em função de reavaliações dos usos
actuais e introdução de medidas de economia da água, tais como, reuso e medidas legais para
diminuir os usos e o consumo e evitar desperdício, ou a cobrança pelo uso da água e o princípio
do poluidor-pagador.

2.3.1. Política

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Estas políticas, foram aprovadas na 22ª Sessão do Conselho de Ministros, de 21 de Agosto de
2007:

1) Irrigação

Deve ser assegurado o fornecimento de água em quantidades adequadas para permitir a


continuação do desenvolvimento de projectos de irrigação de grande e de pequena escala à nível
do país para o benefício dos pequenos agricultores, melhoria da segurança alimentar, aumento
dos rendimentos familiares e oportunidades de emprego e, por consequência, um
desenvolvimento mais equilibrado. As tarifas de água para a irrigação devem obedecer aos
princípios gerais da Política Tarifária de Água.

2) Energia Hidroeléctrica

Os recursos hídricos devem ser geridos de forma sustentável para permitir que o potencial de
energia hidroeléctrica em Moçambique seja devidamente aproveitado, garantindo a
sustentabilidade económica, financeira, social e ambiental.

3) Indústria

O abastecimento de água para o desenvolvimento das actividades industriais deve ser garantido
numa base de total recuperação de custos. Simultaneamente, as descargas de efluentes devem ser
examinadas à nível de dimensionamento no que se refere à qualidade de água e impactos
ambientais e devem ser tratadas para garantir a adequada qualidade de água nos corpos
receptores.

4) Turismo

As infra-estruturas de abastecimento de água e saneamento como também a qualidade de água


dos lagos e reservatórios naturais e artificiais, serão garantidos para apoiar a indústria de turismo.

5) Pesca e aquacultura

Os recursos hídricos deverão ser geridos de forma sustentável que permitam assegurar nos lagos,
albufeiras e em outras massas de água naturais ou artificiais o desenvolvimento da pesca e da

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aquacultura sustentáveis. Será dada prioridade à disponibilização de recursos hídricos destinados
à piscicultura de água doce.

6) Navegação e desporto aquático

Promoção da utilização sustentável das águas interiores para propósitos de navegação e prática do
desporto aquático;

7) Outros Usos de Água

Os recursos hídricos devem ser desenvolvidos de uma maneira sustentável para assegurar que os
outros usos sejam optimizados

2.4. Os impactos da actividade do homem no processo dos recursos hídricos

Os impactos quantitativos nos recursos hídricos são crescentes e produzem grandes alterações nas
reservas de águas superficiais e subterrâneas. Há casos muito evidentes de uso excessivo de
recursos hídricos superficiais que resultaram na redução quantitativa acentuada e em desastres de
grandes proporções.

Além dos impactos quantitativos, há muitos outros impactos na qualidade da águas superficiais e
subterrâneas que comprometem os usos múltiplos e aumentam as pressões econômicas regionais
e locais sobre os recursos hídrico:

a) A construção de represas, altera o fluxo dos rios e o transporte de nutrientes e sedimento e


interfere na migração e reprodução de peixes. A construção de diques e canais, destrói a
conexão do rio com as áreas inundáveis.

b) Alteração do canal natural dos rios, danifica ecologicamente os rios. Modifica os fluxos
dos rios.

c) O desmatamento do solo altera padrões de drenagem, inibe a recarga natural dos


aquíferos, aumenta a sedimentação. Altera a qualidade e a quantidade da água, pesca
comercial, biodiversidade e controlo de enchentes.

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d) A Introdução de espécies exóticas, elimina espécies nativas, altera ciclos de nutrientes e
ciclos biológicos.

e) O aumento e a diversificação dos usos múltiplos, o extenso grau de urbanização e o


aumento populacional resultaram em uma multiplicidade de impactos que exigem
evidentemente diferentes tipos de avaliação, novas tecnologias de monitoramento e
avanços tecnológicos no tratamento e gestão das águas. Este último tópico tem
fundamental importância no futuro dos recursos hídricos, pois como já descrito
anteriormente, os cenários de uso aumentando e excessivo estão relacionados com uma
continuidade das políticas no uso e gestão pouco evoluída conceitualmente e
tecnologicamente.

Os resultados de todos estes impactos são muito severos para as populações humanas, afectando
todos os aspectos da vida diária das pessoas, a economia regional e nacional e a saúde humana.
Estas consequências podem ser resumidas em:

 Degradação da qualidade da água superficial e subterrânea.

 Aumento das doenças de veiculação hídrica e impactos na saúde humana.

 Diminuição da água disponível.

 Aumento no custo da produção de alimentos.

 Impedimento ao desenvolvimento industrial e agrícola e comprometimento dos usos


múltiplos.

 Aumento dos custos de tratamento de água. Além destes impactos produzidos pelas
actividades humanas, devese também considerar que as mudanças globais em curso
poderão afectar drasticamente os recursos hídricos do planeta.

Estas mudanças globais, em parte resultantes da aceleração dos ciclos biogeoquímicos e


contribuição de gases de efeito estufa para a atmosfera, também poderão interferir nas
características do ciclo hidrológico, afectar a temperatura das águas superficiais de lagos, rios e

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represas, alterar a evapotranspiração e produzir impactos diversos na biodiversidade. Estas
mudanças globais poderão ter efeitos na agricultura, na distribuição da vegetação e
consequentemente poderão alterar a quantidade e qualidade dos recursos hídricos.

Conclusão

Moçambique possui treze bacias hidrográficas principais, sendo de Sul a Norte, as bacias dos rios
Maputo, Umbeluzi, Incomati, Limpopo, Save, Buzi, Pungoé, Zambeze, Licungo, Ligonha, Lúrio,
Messalo e Rovuma. Moçambique é um país de jusante, partilhando nove (9) das quinze (15)
bacias hidrográficas internacionais da região da SADC. Os rios são os maiores transportadores
dos principais recursos hídricos do país, dos quais mais de 50% são originados nos países de
montante.

Os desafios de Moçambique na gestão e desenvolvimento dos recursos hídricos para o


cumprimento das metas do Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta e das Metas de
Desenvolvimento do Milénio, incluem água potável e saneamento, água para segurança alimentar
e desenvolvimento rural, prevenção da poluição da água, e conservação dos ecossistemas,
mitigação dos desastres e gestão do risco, gestão dos recursos hídricos transfronteiriços e partilha
de benefício. Torna-se necessário e urgente desenvolver planos detalhados relativos ao
desenvolvimento dos recursos hídricos para promoção dos serviços de abastecimento de água e
saneamento, desenvolvimento da agricultura, gestão de desastres e protecção dos ecossistemas,
incluindo a prevenção da intrusão salina nos estuários dos rios, da produção industrial, e da
produção de energia hidroeléctrica.

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Referências bibliográficas

Água – Recursos Hídricos Disponível em <http://ambientes.ambientebrasil.com.br/agua/


recursos_hidricos/agua_-_recursos_hidricos.html>. Acesso em 15 Abril 2022

Barros R. S. (2009). Modelo de Gestão de Recursos Hídricos de Moçambique, (1ª Ed.). SGL-


Spestrum Graphics Limitada, Maputo-Moçambique

Recursos Hídricos Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Recursos_h%C3%ADdricos>.


Acesso em 15 Abril 2022

Silveira, A. Água: Importância e uso múltiplo. Disponível em <http://www.aultima-


arcadenoe.com/a rtigo37.htm >. Acesso em 15 Abril 2022

Tonello, K. C.; Dias, H.C.T.; Souza, A.L.; Ribeiro, C.A.A.S.; Firme, J.D. & Leite, F.P. (2009).
Diagnóstico hidroambiental da bacia hidrográfica da Cachoeira das Pombas, município
de Guanhães, MG, Brasil. Revista Ambiente e Água – In: Interdisciplinary Journal of
Applied Science, Taubaté, v.4, n.1, p. 156-168, 2009.

UCM, Modulo de Estudos Ambientais I Noções sobre o ambiente, Universidade Católica de


Moçambique. Centro de Ensino a Distância – Beira.

WCED. (1991). Our common Future. Oxford: Oxford University Press.

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